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LEITURA

Este trabalho de conclusão de curso destaca a importância do incentivo à leitura desde o ensino fundamental, enfatizando que a leitura é essencial para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças. A pesquisa explora métodos que educadores podem usar para engajar alunos e argumenta que uma base sólida em leitura é fundamental para o sucesso acadêmico futuro. O estudo adota uma abordagem qualitativa e se baseia em revisão bibliográfica para ressaltar o papel crítico da leitura na formação de leitores.

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LEITURA

Este trabalho de conclusão de curso destaca a importância do incentivo à leitura desde o ensino fundamental, enfatizando que a leitura é essencial para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças. A pesquisa explora métodos que educadores podem usar para engajar alunos e argumenta que uma base sólida em leitura é fundamental para o sucesso acadêmico futuro. O estudo adota uma abordagem qualitativa e se baseia em revisão bibliográfica para ressaltar o papel crítico da leitura na formação de leitores.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

KAYTLIN CAMPOS VIEIRA

A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO À LEITURA

APIAI - SP
2024
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

CARINA DE OLIVEIRA ALMEIDA

A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO À LEITURA

Trabalho de conclusão de curso apresentado como


requisito parcial à obtenção do título de 2ª Licenciatura
Em Letras Português – EAD

APIAÍ - SP
2026
A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO À LEITURA

Autor1, Carina de Oliveira Almeida

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo
foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).

RESUMO- O objetivo principal desta monografia foi enfatizar a importância da leitura literária para
indivíduos de todas as idades, começando pelo ensino fundamental. A capacidade de ler é essencial em
todos os aspectos da vida, pois fornece uma bússola orientadora. Nesse contexto, o objetivo deste
estudo foi explorar o ato de ler, principalmente no ensino fundamental, onde as crianças devem ser
ensinadas a se envolver com os livros e a se familiarizarem com diversas formas de leitura, incluindo
visual, verbal e não verbal. . Além disso, a pesquisa investigou os métodos empregados pelos
educadores para captar a atenção dos jovens alunos, reconhecendo o caráter desafiador dessa tarefa e a
necessidade de uma preparação adequada no ensino fundamental. Acreditamos que uma base bem
estruturada de leitura durante o ensino fundamental prepara o terreno para um maior envolvimento e
comprometimento com atividades de leitura nas fases subsequentes. Este artigo adotou abordagem
qualitativa, apoiando-se em pesquisa bibliográfica para ressaltar o papel fundamental da leitura na vida
do indivíduo.

PALAVRAS-CHAVE: Leitura. Ensino Fundamental II. Formação de leitores. Pratica pedagogica.

1 E-mail do autor keitecampos47@[Link]


1 INTRODUÇÃO

O tema da promoção da leitura entre alunos do ensino fundamental, que há


muito é tema de discussão entre educadores que buscam enfrentar os desafios
enfrentados pelos professores, é o foco do trabalho referenciado. O objetivo é ampliar
as perspectivas sobre a leitura, reconhecendo a importância de formar indivíduos
alfabetizados na sociedade atual. Isso começa no ensino fundamental, onde se cria
conhecimento, se facilita a compreensão, se amplia o vocabulário e se estimula a
produção de textos orais e escritos. Essas prioridades são cruciais na formação dos
indivíduos. No nosso país, as escolas enfrentam dificuldades em promover a
alfabetização das crianças e, ao mesmo tempo, fomentar a leitura e a escrita em
contextos sociais. O ato de escrever surgiu da necessidade de transmitir mensagens
que não podem ser facilmente esquecidas. Inicialmente, os escritos assumiam a forma
de pictogramas que lembravam objetos ou desenhos. A comunicação eficaz exige que
sejamos ouvintes atentos, adaptando o nosso tom de voz à situação e usando a
linguagem corporal para transmitir confiança. Como escritores, devemos visualizar
nossas ideias antes de colocar a caneta no papel, aderindo às regras gramaticais para
uma expressão precisa.
A aquisição de habilidades de escrita é muito facilitada por uma compreensão
profunda da leitura. A leitura vai além da simples decifração de símbolos visuais;
envolve a capacidade de decodificar letras, palavras e frases enquanto compreende
seu significado em um texto. Além disso, requer capacidade de gerar novas ideias e
hipóteses a partir do texto, permitindo uma compreensão mais abrangente. O
envolvimento na leitura não só traz alegria, mas também fornece informações valiosas
e validação do que se ouve. Ensinar as crianças a ler e escrever tem sido uma tarefa
formidável para os educadores, gerando inúmeros debates nos últimos anos. A
psicopedagogia ofereceu informações valiosas sobre esta questão, particularmente no
que diz respeito aos desafios enfrentados pelas crianças durante as fases iniciais da
alfabetização. Ao contrário da crença popular, cultivar o hábito de leitura não é uma
tarefa simples; é necessária a adesão a certos princípios fundamentais para que o
hábito floresça. Para compreender o significado genuíno da leitura na jornada pessoal,
é crucial ponderar se o indivíduo se tornou a pessoa que aspirava ser, como sugere
James Clear (2019, p.57). Isto é particularmente pertinente para os estudantes, pois o
seu objetivo final deve ser alcançar o sucesso. Por exemplo, se o objectivo de alguém é
prosperar na profissão escolhida, torna-se evidente que uma leitura extensiva é um pré-
requisito. Cultivar o hábito da leitura desde cedo pode, inegavelmente, ter um impacto
transformador na trajetória profissional.
Em relação ao tema de pesquisa discutido no referido artigo, fica evidente que a
leitura desempenha um papel vital. Não é incomum que as crianças ingressem na
escola primária sem uma base sólida de leitura, seja por falta de exposição na vida
familiar ou por negligência potencial dos educadores, o que pode resultar em
dificuldades de aprendizagem.
Com base na discussão apresentada no artigo, uma hipótese relacionada é que
a falta de uma base sólida de leitura na infância pode contribuir para dificuldades de
aprendizagem no ensino fundamental. Esta hipótese sugere que as oportunidades
limitadas de leitura durante os primeiros anos de vida podem dificultar o
desenvolvimento de competências linguísticas e cognitivas necessárias para o sucesso
académico. Além disso, pode-se especular que a falta de apoio adequado por parte dos
educadores pode agravar ainda mais esta situação, levando a um ciclo de desafios de
aprendizagem. Esta hipótese poderia ser testada através de estudos longitudinais que
examinassem a relação entre os níveis de competências de leitura na infância e o
subsequente desempenho académico no ensino primário, controlando variáveis como o
ambiente doméstico e a qualidade do ensino.
O objetivo geral do estudo é despertar o interesse pela leitura na segunda série
do ensino fundamental a partir de um estudo de revisão bibliográfica sobre o tema. Os
objetivos específicos são: refletir sobre a necessidade da literatura na vida dos alunos
do ensino fundamental, analisar como a literatura intervém ativamente no
desenvolvimento social e emocional por meio de atividades em sala de aula e repensar
os hábitos de leitura das crianças, a começar pelo hábito de ler em família.
Ler é mais do que apenas decodificar sinais gráficos. A prática de leitura
verdadeiramente significativa baseia-se na capacidade de combinar as habilidades de
decodificação de letras, palavras e frases com seus significados no texto, e na
capacidade de indicar simultaneamente novas ideias e hipóteses sobre a leitura e a
compreensão do que você está lendo. Ler é divertido e você pode encontrar
informações e confirmação do que ouviu. Aprender a ler e escrever é um enorme
desafio para os educadores e tem sido objeto de muita discussão nas últimas décadas.
A psicopedagogia tem recebido algumas reflexões sobre a sua contribuição,
especialmente no que diz respeito aos problemas que comumente afetam as crianças
na fase de alfabetização.
A pesquisa abrange uma variedade de literatura acadêmica, incluindo numerosos
artigos, monografias e cursos. O material provém de fontes brasileiras conceituadas
como periódicos CAPES, Biblioteca Digital de Dissertações e Dissertações da USP e
SPELL (Biblioteca Eletrônica de Periódicos Científicos), portanto este artigo adota a
estrutura de uma revisão bibliográfica.
A estrutura deste artigo é a seguinte: Na introdução discutimos o foco principal
do conteúdo acima, que inclui objetivos, justificativa, tipo de pesquisa, desenvolvimento,
e discutiremos o tema principal: “Leitura no ensino fundamental II” , como subtema 1
“As escolas estão incentivando a leitura, formando os alunos para o papel do leitor”,
concluindo por meio de considerações finais. e bibliografia.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 A Leitura No Ensino Fundamental II


Segundo Góis (2012), o desejo de ler não é gerado por um indivíduo, mas é
conquistado ao longo do tempo e através da prática. Ressalta-se que a instituição
escolar desempenha um papel importante nisso e é também onde a criança inicia o
processo de leitura. É ela quem oferece a oportunidade de criar uma metodologia
natural que desperte o interesse dos futuros leitores, já que a leitura começa na escola
e os educadores são os primeiros a inspirar o interesse das crianças e despertar o
hábito da leitura.
Em outras palavras, os educadores são aqueles que medeiam e orientam o
desenvolvimento cognitivo dos alunos e devem compreender que desenvolver
habilidades de leitura é mais do que apenas ensiná-los a interpretar símbolos. Sim,
proporcionar as condições para um maior desenvolvimento e fornecer estratégias que
lhe permitam alcançar aprendizagens importantes. Dessa forma, pode-se argumentar
que as práticas instrucionais de leitura estão orientando os alunos do Ensino
Fundamental II a se engajarem na leitura estruturada, transformando-os em leitores
capazes de apreciar a diversidade dos textos existentes e, portanto, preparados para
questionar e criar suposições. Assim:

O papel do educador não é inteiramente ensinar a ler, mas criar condições para
que os alunos conduzam a sua própria aprendizagem de acordo com os seus
próprios interesses, necessidades, fantasias e de acordo com as questões e
exigências que a realidade lhes impõe. . Criar condições para a leitura significa,
portanto, mais do que apenas alfabetizar ou proporcionar oportunidades de
leitura de livros. Trata-se antes de entrar em diálogo com o leitor sobre a sua
leitura, isto é, repito, sobre o significado que ele atribui às coisas escritas, às
ideias, às situações reais ou imaginadas (Martins, 1994, p. 34).

Solé (1998) argumentou que as crianças desenvolverão os seus conhecimentos


primários sobre leitura se tiverem oportunidade e se os educadores forem capazes de
identificar o nível desse conhecimento e, assim, apresentar-lhes novos conhecimentos.
A importância da leitura para os outros é que ajuda as crianças a familiarizarem-
se com a estrutura e a linguagem dos textos escritos, cujas características formais e
descontextualizadas os distinguem da linguagem falada. Por outro lado, as crianças
podem observar desde muito cedo especialistas demonstrarem leitura e, desta forma,
podem gradualmente envolver-se em diferentes formas de tarefas de leitura (ver
imagens, relacioná-las com o que é lido, fazer e responder perguntas, etc.). Escrever
expressa ideias sobre as coisas, e conhecê-las, ou seja, saber ler, pode ser
interessante e prazeroso (SOLÉ, 1998, p. 55).
Segundo Oliveira, Prados (2014), os gregos e romanos já possuíam bases
suficientes para a educação para a vida e, para saberem ler e escrever, expressavam
ter uma educação voltada ao desenvolvimento de capacidades intelectuais e espirituais,
bem como físicas. competências, permitindo aos cidadãos uma integração eficaz. O
papel do educador não é simplesmente ensinar a ler, mas criar condições para que os
alunos estruturem a sua própria aprendizagem de acordo com os seus interesses,
necessidades e fantasias, de acordo com as questões e exigências que a realidade
lhes impõe.
A leitura pode ser um meio eficaz de adquirir conhecimentos, de desenvolver
ideias e de enriquecer a personalidade, porque saber ler permite extrair a “essência” da
informação escrita e assim participar na vida intelectual da escola, da comunidade, de
cada evolutivo método no mundo. As técnicas de formação de leitores precisam ir além
da teoria e ser aplicadas na prática. Essa é a sugestão de Silva (1997, p.54): […] Os
professores precisam estimular o interesse dos alunos por meio da leitura, trazer o
assunto “livro” para dentro da sala de aula, discutir vários aspectos do livro de forma
informal, como capa, ilustrações, dados Sobre o autor”. E criar um ambiente adequado
para o seu crescimento em sala de aula de forma agradável.
As descobertas do estudioso Kramer (1998, p. 25) indicam que as escolas
desempenham um papel negativo na formação de leitores ao “impor leitura, testes,
datas, argumentos, resumir, registrar, sintetizar e reduzir a leitura a tópicos”, papel ,
conteúdo escolar”. Outra dificuldade é utilizar o texto apenas como justificativa para o
ensino de regras gramaticais, sem utilizar um espaço dedicado ao desenvolvimento da
leitura.
Portanto, a leitura não pode se limitar às práticas extraescolares ou Intra
escolares, mas deve ser vista como um elemento importante em um amplo projeto de
política cultural que compreenda a urgência da formação e resgate dos professores
leitores que tecem a experiência formativa apresentando seus próprias histórias.
Segundo Marcuschi (2010, p. 29), “para expressar nossa fala por meio da
escrita, é preciso ter em mente a diferenciação, pois não estamos escrevendo enquanto
falamos”. […] A escrita (como manifestação formal da alfabetização), institucionalmente
falando, é adquirida no contexto formal da escola. Ler é a verbalização da linguagem,
tomada pessoalmente, pelo indivíduo opinando sobre os elementos da linguagem que
busca expressar sua fala, suas necessidades, situações, sua cultura, sociedade devem
ser levadas em consideração. Bem, reconhecemos o que dizemos e o que os outros
nos dizem, mesmo que a linguagem não seja exatamente a mesma que usamos.
Segundo Furim, Castorino, Seluchinesk (2019), pode-se dizer que a leitura é
uma conquista, sem dúvida, não apenas no ensino da língua portuguesa, mas em todas
as disciplinas que tendem a transmitir conhecimentos, sejam eles valores culturais ou
saberes sociais. A leitura é o resultado de toda a informação obtida através da leitura
de um texto em qualquer suporte, seja através de uma obra de arte ou através do
sistema educativo implementado nas escolas.
Cada leitor tem sua forma de interpretar o que lê e, portanto, tem a capacidade
de mudar seu pensamento, garantindo que a interpretação de uma boa leitura pode
mudar diversos aspectos da vida de uma pessoa. Portanto, a leitura é sempre a melhor
forma de estimular o conhecimento. Na verdade, a aprendizagem, assim como a boa
leitura, aumenta com aspectos da sociedade que incentivam a aprendizagem de forma
prática, abrindo assim a possibilidade de os sujeitos criarem categorias e
conhecimentos em diferentes áreas de aprendizagem.
O conceito de leitura não se trata apenas de decifrar símbolos alfabéticos, mas
está relacionado ao processo global de formação de uma pessoa e às suas
qualificações para o envolvimento em práticas sociais, tais como: atividades políticas,
econômicas e culturais e vida social. Seja em casa, no local de trabalho ou noutros
espaços relacionados com a vida cívica.
Para Simonetti (2005), os desafios do ensino da leitura e da escrita devem
ocorrer de forma espontânea, criativa e construtiva para que possam ser integrados ao
universo da cultura escrita. Para o autor, a alfabetização é mais importante do que
qualquer outra coisa, pois pode inspirar e despertar nas crianças o desejo além do
prazer de ler e escrever, e integrá-las de forma dinâmica ao mundo da leitura e da
escrita. Soares apud Simonetti (2005, p.14) destaca, chamando a atenção para:

A última avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica


(SAEB) mostra que cerca de 33% dos alunos de quatro anos são analfabetos, o
que significa que as crianças tornam-se analfabetas na quarta série. Além
disso, quando os alunos chegam ao oitavo ano, o seu nível educacional é
insatisfatório. Apresentamos essas estatísticas para que não estejamos
acostumados com essa situação, mesmo que digamos: “Ah, isso já sabemos...”
Nós sabemos, mas o que fazemos? Na maioria das vezes não havia nada e
apenas nos acomodamos.
Segundo Lemle (2003), durante a fase inicial de alfabetização, a criança deve
compreender que os sons da fala podem ser representados graficamente;
posteriormente, um aluno na fase de alfabetização deve adquirir uma percepção visual
aguda para que possa distinguir conscientemente as letras do alfabeto. .
Para que os alunos sejam capazes de ler e escrever, é necessário adquirir a
capacidade de perceber unidades fonéticas consecutivas de pronúncia e de distingui-
las conscientemente umas das outras. Enfatiza também a necessidade de os alunos
absorverem a ideia de um conceito unificado de palavras, que está no cerne das
relações simbólicas básicas da informação linguística. Para um bom desenvolvimento
da leitura, ainda é necessário que os professores assumam a tarefa de mediação entre
alunos e conteúdos e de interação entre alunos e professores.
Segundo Carvalho (2002), aprender a ler torna-se mais eficaz devido à variedade
de textos apresentados aos alunos. É por isso que trabalhar com os alunos através da
linguagem escrita desde cedo pode ajudar a desenvolver boas habilidades de leitura, e
a exposição precoce à literatura infantil pode proporcionar aos alunos resultados
satisfatórios ao longo de sua carreira acadêmica.
Os alunos trouxeram para a mesa uma riqueza de conhecimentos e certamente
viram muitas coisas escritas e podem compreender que há um significado na escrita,
embora ainda não o entendam. Segundo Carvalho (2002), a experiência de leitura e
escrita pode variar dependendo da classe social do indivíduo. As pessoas têm
motivações diferentes e as escolas estariam erradas se presumissem que ler e
escrever significam a mesma coisa para todos. O trabalho de despertar os alunos para
a compreensão das expressões verbais por meio da linguagem escrita é fundamental
para o desenvolvimento de habilidades de alfabetização significativas nos alunos.
Segundo Silva, Santos, Rocha (2020), deve-se considerar a relevância da leitura
no ensino fundamental, para a compreensão dos alunos sobre o mundo que os rodeia.
Com base nesse conhecimento, sabemos a importância de pesquisas sobre esse tema,
o que também enriquece o problema do debate nas escolas públicas. No mundo atual,
professores e alunos precisam estar preparados para enfrentar as mais diversas
mudanças, entre as quais a tecnologia, novas ferramentas importantes na comunicação
humana, afeta as formas tradicionais de leitura e escrita dos alunos, exigindo que as
escolas e os profissionais da educação analisem os problemas com tecnologias mais
recentes. olhos, devem estar preparados para enfrentar constantemente este problema
trazido pelo progresso.
Este livro aponta claramente a necessidade de treinar leitores para pensar crítica
e reflexivamente. Outro factor decisivo que impede as crianças de ler é que as
instituições obrigam as crianças a ler livros muitas vezes complexos para o seu nível de
compreensão, simplesmente porque têm de partilhar uma determinada cultura. Você
perderá muito tempo e sua leitura será afetada. Porque cria dificuldades intensas e
inúteis para o leitor.

3.2 A função da escola no incentivo a leitura

De acordo com Marchioretto (2012), o significado da leitura é muitas vezes


esquecido em ambientes educacionais, apesar do fato de que um dos principais
objetivos das escolas é envolver os alunos na literatura, seja ela uma obra literária
completa ou um texto curto e direto. texto. Normalmente, os alunos das séries
superiores do ensino fundamental tendem a gravitar em torno de leituras que carecem
de profundidade intelectual, criando, em última análise, um ambiente que não é propício
à aprendizagem.
A falta de prazer que os alunos muitas vezes experimentam quando se trata de
ler pode ser atribuída, em parte, ao facto de serem forçados a ler textos que não são da
sua escolha. Esta ideia é apoiada por Banberger (1988), que sugere que as escolas
imponham materiais de leitura aos alunos. Em consonância com isso, Silva (1998)
enfatiza a importância de fornecer aos alunos materiais de leitura que estimulem seu
interesse e os envolvam na prática da leitura.

Na tarefa de educar os indivíduos para se tornarem participantes activos na


sociedade, é imperativo que as escolas assumam um papel crescente no cultivo
de leitores proficientes. Essa responsabilidade decorre da compreensão de que
as habilidades de leitura são cruciais para que os alunos se envolvam
efetivamente na sociedade, expressando seus pensamentos, opiniões e
justificativas por meio de seu próprio pensamento lógico. Ao promover o
pensamento crítico, as escolas desempenham um papel vital na formação dos
alunos em cidadãos conscientes que contribuem ativamente para o tecido social
do nosso mundo (Silva, 1998, p. 08).
Promover o amor pela leitura é crucial para cultivar o entusiasmo pela leitura dos
alunos do Ensino Fundamental II, sendo importantel que eles tenham igual exposição à
leitura durante o período do Ensino Fundamental. O que é particularmente fascinante é
que a motivação é universal. Atualmente, assistimos à integração dos estudantes na
sociedade com o surgimento de novas formas de práticas sociais de leitura, como a
Internet e os websites informáticos. À luz disto, as escolas, em colaboração com os
educadores, devem reconsiderar a sua abordagem à leitura, indo além das meras
tarefas mecânicas e da leitura didática. Em vez disso, devem esforçar-se por criar
estratégias que não só facilitem o progresso académico, mas também despertem uma
paixão genuína pela aprendizagem e pela leitura.
Para fomentar a paixão pela leitura, Santos e Vieira (2022) enfatizam a
importância de fornecer conteúdos cativantes aos alunos que já foram apresentados ao
mundo da leitura. De acordo com Rocco (1994, p.59):

[…] apoiar ainda a noção de que a leitura é uma atividade humana fundamental
que possui grande significado para a sociedade como um todo. A capacidade
de compreender e responder eficazmente ao material textual só pode ser
alcançada através da leitura regular, tornando crucial que os educadores
promovam ativamente esta prática. É neste papel de facilitador da leitura que o
educador surge como intermediário vital.
Segundo Silva (2015), o ato de mediação de leitura é realizado por educadores
que possuem alto nível de competência intelectual e cultural. Este processo deliberado
e proposital visa promover o desenvolvimento literário dos alunos. Como Feuerstein et
al. (1986, citado em Silva, 2015) salientam que a leitura mediada só pode ser
verdadeiramente eficaz quando o professor permanece ativamente envolvido no
processo. O não cumprimento desta recomendação poderá ter um impacto negativo na
aprendizagem dos alunos no âmbito pedagógico.
Rouxel (2012, p.59) afirma que:

[…] os conceitos mencionados anteriormente possuem maior importância no


Ensino Fundamental II devido ao aumento do nível de maturidade dos alunos,
possibilitando-lhes uma apreensão mais eficaz das técnicas de leitura.
Consequentemente, a prática da leitura diária assume um papel fundamental no
ingresso nas universidades públicas e, posteriormente, no meio académico,
onde a criação de materiais académicos se torna essencial.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O objetivo deste artigo foi ressaltar a importância da leitura no desenvolvimento


cultural e educacional dos alunos do Ensino Fundamental II. A leitura é um bem cultural
valioso que oferece inúmeras vantagens aos indivíduos, incluindo a capacidade de
pensar criticamente, adquirir autoconsciência, estimular a imaginação e adquirir
conhecimento histórico e social. Esses benefícios contribuem para o crescimento e a
realização dos alunos, promovendo sua integridade como indivíduos.
A importância da leitura nas escolas é evidente e há uma perspectiva promissora
de encontrar soluções para melhorar a ligação entre escolas, professores e alunos no
que diz respeito ao valor da leitura. É fundamental reconhecer que a leitura
desempenha um papel fundamental no desenvolvimento intelectual e social dos alunos
do Ensino Fundamental. No entanto, como mencionado anteriormente, muitos
estudantes permanecem alheios à importância da leitura nas suas atividades pessoais
e acadêmicas. Esta falta de consciência pode ser atribuída, pelo menos em parte, à
preparação insuficiente dos educadores para cultivar a paixão pela leitura entre os seus
alunos.
É de extrema importância que os educadores assumam a tarefa crucial de
fomentar nos seus alunos um profundo afeto pela leitura. Isto vai além do mero ato de
atribuir textos ou livros específicos, mas envolve cultivar uma admiração por uma gama
diversificada de gêneros literários e estilos de escrita. Além disso, os educadores
devem sublinhar a importância da leitura no cultivo de capacidades de pensamento
crítico e na exploração da própria identidade.
Considerar a leitura uma tarefa tediosa ou uma mera atividade acadêmica não
traz nenhuma vantagem; na verdade, serve como um instrumento potente para
expandir a perspectiva, promover a empatia e compreender o mundo que habitamos.
Os alunos que conseguem conectar suas experiências e interesses pessoais com a
literatura têm maior probabilidade de se tornarem leitores entusiasmados e engajados.
Para fomentar a paixão pela leitura em ambientes educacionais, é crucial cultivar
um senso de colaboração entre professores, alunos e escolas. Este esforço
colaborativo pode envolver a introdução de iniciativas de leitura, a formação de clubes
do livro, a realização de ocasiões literárias e a facilitação de diálogos em sala de aula
que liguem a leitura a assuntos relevantes para os alunos. Além disso, os educadores
podem adotar abordagens de leitura adaptáveis e abrangentes, permitindo aos alunos
escolher livros que despertem as suas curiosidades pessoais.
Através do nosso compromisso inabalável em defender a importância da leitura,
podemos prever com segurança uma transformação positiva nas relações entre
escolas, professores e alunos no que diz respeito ao significado da leitura. Esta
transformação não só promoverá o crescimento da aptidão cultural e académica dos
estudantes, mas também cultivará o surgimento de indivíduos que são ao mesmo
tempo autossuficientes e pensadores críticos, totalmente preparados para enfrentar os
desafios da nossa sociedade moderna. Assim, é absolutamente crucial que a leitura
seja reconhecida como um pilar essencial da educação e do crescimento pessoal.
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