DESENHO DA ÁRVORE
O desenho da árvore é o melhor retrato do inconsciente do Eu (no HTP) porque levanta pouco as associações conscientes e
desta forma provoca menos defesas por parte do sujeito.
Nome:
1- ANÁLISE DOS DETALHES
A DETALHES ESSENCIAIS
-
- (tronco e rama)
1- Tronco: representa a força básica do Eu
- reforço das linhas periféricas do tronco
necessidade de manter o controlo ou a integridade da personalidade
- contorno fracamente desenhado
fraqueza do controlo do Eu: sentimento de desmoronamento.
- tronco muito grosso
tendência a reagir agressivamente face às contradições do meio exterior
- tronco miúdo
senti manto de inadaptaçio
.j>tronco com
primeira umafeliz
infância larga mas que se vai estreitando à medida que vai subindo
basee si
- tronco estreito na base e em que depois saem outros direitos
sugere lutas para além da força do sujeito com implicaçio de um desmoronamento possível do controlo do Eu
- tronco fechado na base
o suj procura consolidar-separa enfrentar um meio que é sentido como hostil: normal em crianças pequenas
- tronco que tem por base o bordo inferior da página
indica um sentimento de inadaptaçio no adulto: em contrapartida este tipo de desenho é normal para crianças dos 5-11 anos
- tronco filiforme com ramos unidimensionais sem organização
pode fazer suspeitar organicidade
II- Ramos: a sua estrutura e organização indicam a capacidade do sujeito procurar satisfações no
meio envolvente
- flexibilidade e boa organização dos ramos
boa capacidade de obter as satisfações do seu meio: bom contacto com o outro
- ênfase sobre os ramos à esquerda da árvore
desequilíbrio da personalidade ocasionado por uma tendência de procurar mais fortemente as satisfações emocionais de forma
imediata
- ênfase sobre os ramos à direita da árvore
desequili brio da personalidade por uma tendência de evitar ou diferir a satisfaçdo emocional ou procurar a satisfaçio através de
esforços intelectuais
- simetria absoluta
ambivalência ou incapacidade de dar privilégio a esta ou aquela acçifo
- ramos c/ uma ou duas dimensões que tendem a concentrar-se no centro da árvore
tendências introversivas
- ramos com duas dimensões: espessos e muito curtos (como se fbssem separados do tronco)
tendências suicidas
- ramos a duas dimensões que são desenhados como varas ou dedos com pouca organização
forte tendência de hostilidade
- ramos a duas dimensões tendo uma forma fálica
preocupações sexuais
- ramos cortados, mortos
experiências traumáticas ou sentidas como tal pelo sujeito
- sem ramos
dificuldade de estabelecer contactos
B DETALHES NÃO ESSENCIAIS
-
(folhas, casca do tronco, cicatrizes no tronco, raízes)
1) as folhas: são consideradas sob dois aspectos:
como elementos: sãofeitas para decorar e cobrir o esqueleto da árvore
comofunção: ter mais contactos directos e imediatos com o meio:
- folhas com duas dimensões meticulosamente desenhadas
tendência compulsiva
- folhas com duas dimensões muito largas relativa/ aos ramos em que estão colocadas
desejo de mascarar a inadaptação básica por um cobertura superficial de boa adaptação
- folhas caindo sobre a árvore
o suj. tem o sentimento de ser despojado psicologicamente; ele não se sente capaz de esconder os seus sentimentos, os seus
pensamentos, o seu sentimento de abandono
- folhagem em garatujas fechadas
impulsividade, ansiedade
- folhagem descendente ou chorões
desânimo, ausência de vivacidade
- folhagem filiforme em arcada fechada
atitude defensiva
- sem folhas
2) casca do tronco
é frequentemente som breada. pesademente ou ligeiramente: o que indica maior ou menor ansiedade
3) cicatrizes sobre o tronco
experiências fisicas ou psíquicas consideradas como traumáticas vindas do passado mas experimentadas agora pelo suj.
4) raízes: pondo de parte a sua Junção de unir a árvore ao chão, as raízes uni ou bidimensionais indicam o desejo
de conhecer o que é tido como secreto
- raízes reforçadas, em forma de ganas, penetrando no solo
grande necessidade de se agarrar avidamente á realidade; traduz um sentimento de insegurança
- raízes desenhadas em transparência através do solo
normais em crianças mas não no adulto
- raízes unidimensionais tendo um contacto superficial com o solo
contactos pobres com a realidade
- sem raízes
C DETALHES ADICIONAIS
-
(detalhes utilizados pelo suj. para estruturar o ambiente)
1) duas ou mais árvores desenhadas
desejo de fazer o contrário à consigne dacki; personificação das árvores; acontece mais com crianças
do que com adultos
2) a linha do solo
-em arco de círculo com a árvore no cume:
* árvore pequena e mal estruturada
dependência materna com sentimento de isolamento e de abandono
* árvore grande e vigorosa
necessidade de dominar e de se exibir
- em forma de depressão com a árvore na cavidade
sentimento de insuficiência e de depressão
3) póssaros e animais:
questionando o sujeito ele poderá identificá-los como pessoas que têm uma grande importância
positiva ou negativa para ele.
* abutre planando por cima; cavalo afazer necessidades sobre a árvore são detalhes degradantes e ameaçantes para a árvore
• esquilo num buraco da árvore indica que o suj. tem a impressão que uma pane da sua personalidade escapa ao seu controlo, tem
provavelmente no seu interior potenciais destrutivos
4) flores e frutos:
podem ser consideradas como um sobreinvestimento da coroa da árvore; as crianças desenhamfrequentemente maçãs
- maçãs prestes a cair ou já caídas - sentimento de ser rejeitado
-Sol - pessoa que tem uma importôncia positiva ou negativa para o suj; desenhada espontaneamente - uma imporláncia e uma relação
muito grande
- nuvem e montanha - ansiedade disfórica e atitude defensiva (em cada um das casas)
- vento - pode ser Indicado no desenha por uma cobenura de folhagem inclinada sobre a árvore; os comentários da sul. durante o
questionário darão as razões suplementares da força do vento: ele simboliza as pressões sentidas pelo suj.. pressões sob as quais ele tem
pouco controlo: quanto maisfone é o vento maiores são as pressões
- sombra da árvore projectada no solo - ansiedade mais ou menosfone segundo o grau de escurecimento e a direcção da sombra
2- AS PROPORÇÕES
1) altura total da árvore e largura da folhagem
a pág. é dividida em quatro zonas no sentido da altura e da largura
- árvore muito pequena (1/6 da superficie total da folha)
sentimento de grande impotência para fazerface ao meio envolvente
- árvore muito grande (toda a altura da pág. e toda a largura folhagem) -
sobretudo se não está contida nos limites da pág.. sugere uma sobrecompensação do suj. em procurar as satisfações na acção, no
imaginário ou nos dois; a tncapacidade de desenhar uma árvore completa nos limites dapág. não é normaL
- árvore de bom tamanho (altura: 3/4; folhagem: 3/4 da largura)
boa adaptação ao meio envolvente
2) relação entre a coroa e o tronco
- tronco ≥ coroa
bom equilíbrio
- tronco claramente maior que a coroa
ausência de controlo racional
- tronco claramente menor que a coroa
vida imaginária dominante
3) análise da estrutura dos ramos e da folhagem
- tronco pequeno com ramos relativamente grossos
equilíbrio precário da personalidade devido á tendência de procurar sobretudo as satisfações
- ramos pequenos com um tronco relativamente grosso
equilíbrio precário da personalidade devido a frustrações engendradas pela incapacidade de satisfazer necessidades básicas
importantes
- árvore aberta de uma extremidade a outra (ramos não sombreados não são fechados)
ausência de controlo dos afectos
- árvore em orificio fechado (tronco e coroa feitos num só traço; base não fechada)
o interior da árvore é vazio - tendência de oposição, dobragem sobre si
3- AS PERSPECTiVAS
A) COLOCAÇÃo SOBRE A PÁGINA
- árvore desenhada no alto duma colina
sentimento de grandeza ou de isolamento
- árvore desenhada no alto da página
sentimento de ter feito muitos esforços, de ter lutado muito; esta capacidade de fazer esforços depende sobretudo da forma da
árvore
- árvore inclinada para a esquerda da página
desequilíbrio da personalidade engendrado pelo desejo de assegurar as satisfações emocionais deforma imediata
- árvore inclinada para a direita da página
desequilíbrio da personalidade por medo de exprimir francamente as emoções; ao mesmo tempo atste uma tendência para
enfatizar as satisfações intelectuais
- árvore um pouco à esquerda ou à direita da linha mediana da página
as mesmas significações referidas atrás, embora estas tendências pareçam mais fisndamentais
- árvore muito bem centrada
personalidade com ausência deflexibilidade
- árvore que tem por base o bordo inferior da página
sentimento de inadaptação e de insegurança embora possa ser ao mesmo tempo de depressão (no adulto); normal na criança
- árvore por inteiro no 1/4 inferior da página
sentimento de insuficiência, de inadaptação
- árvore que ultrapassa o alto
luta contra a pressão do meio pela acção ou pelo reftgio no imaginário
- árvore cuja folhagem ultrapassa a direita ou a esquerda
desequifl brio da personalidade ocasionado pelo modo de expressão das emoções do suj.; dificuldade de contacto
- árvore cujo tronco ultrapassa a direita ou a esquerda
?nuito raramente desenhado - é uma forma patológica; tem de serfeita a confinnação por outros índices
B) RELAÇÃO ENTRE O DESENHO E O OBSERVADOR
- visto “voo de pássaro”
sentimento de superioridade, rejeição do objecto (o desenho visto situa-se “muito abaixà” do suj.)
- visto “minhoca”
sentimento de inferioridade, inacessibilidade do objecto (o desenho visto situa-se muito acima’ do suj.)
- próximo ou longínquo e a árvore vista de perfil (dados pelo questionário)
o suj. sente-se isolado ou inacessível
- árvore de costas para o sujeito (dados pelo questionário)
sentimento de ser rejeitado pela pessoa que a án’ore representa
C) O MOVTMENTO
é traduzido no desenho da árvore pela cobertura da folhagem, pela inclinação da árvore; as respostas do
suj. no questionário a propósito do vento ou do tempo que faz, vão permitir avaliar as pressões do meio
sobre o suj.
4- CONCLUSÕES
O desenho da árvore representa o retráto inconsciente do suj, com as suas riquezas pessoais, as suas
capacidades de procurar fontes de satisiàção no meio envolvente, o seu sistema de defesas contra as pressões
exteriores assim como os seus afectos internos.
Podemos ver também:
-o seu equilíbrio interno;
-o seu nível de maturidade psicossexual
OBSERVAÇÕES:
DESENHO DA FIGURA HUMANA
Nome:
A ANÁLISE DOS DETALHES
-
1- DETALHES ESSENCIAIS
(cabeça, dois olhos, duas orelhas, o nariz, a boca, o tronco, dois braços, duas pernas)
1- Cabeçã:
representa a zona das inspirações intelectuais~ o controlo racional, mas também a sede da vida
imaginativa, da fantasia.
- contorno reforçado
grandes esforços para manter o controloface às perturbações
- cabeça muito grande
ênfase na inteligência ou imaginaçdo como fonte de satisfações: nos snj. de nível intelectual medíocre, as cabeças silo
frequentemente volumosas
- cabeça demasiado pequena
para K. Macho ver: denegação do controle intelectual sobre as pulsões do cativo;
paraf Buck: expressão do desejo obsessivo da denegação do local dos pensamentos puníveis e dos sentimentos de culpabilidade
(as proporções adequadas são indicadas posterionnente)
- (tête tournée [regardant au loin] ) cabeça virada (vista ao longe)
-
sentimento de evitamento
H Cabelos:
-
expressão da virilidade ou procura de virilidade (mesma significação pata os pelos do peito dos homens); os
adolescentes tendem a carregar excessivamente os cabelos e a dar-lhes uma forma exacta
- cabelos abundantes e pesadamente sombreados
ansiedade do ponto de vista das ideias
- cabelos longos e em que as sombras não es& marcadas
grande ambivalência a nível sexual
- barba e bigode
substituto fálico. símbolo masculino
- sem cabelos
III Rosto:
-
índice do ajustamento social
- ênfase sobre o rosto
esforços conscientes para manter uma fachada social aceitável
- a expressão facial
estado emocional do sujeito (medo, agressividade, etc.)
- sem rosto
1V-Olhos:
receptores dos estímulos visuais; é o detalhe mais revelador do rosto
- olhos vazios sem pupila
repugnância em aceitar os estimulas visuais
- olhos fechados
forte desejo de evitar os estímulos que cansam desprazer
- olhos representados por dois pontos
normal nas crianças pequenas (3/4 anos), em idades mais avançadas e nos adultos indicam falta de confiança/desconfiança
- olhos encarquilhados
curiosidade, desejo de ver (voyeurismo)
- olhos pequenos
desejo de ver o menos possível
- olhos fixados sobre qualquer coisa
é necessário saber se o personagem está a olhar ou a evitar olhar para alguma coisa
- presença de pestanas e sobrancelhas
preocupações estéticas
- sem olhos
V-Nariz
é frequentemente um equivalente fálico ou medo da castração, culpabilidade masturbatória
-com nariz
-sem nariz
VI-Boca:
receptor das sensações agradáveis na 1’ in1~ncia
ela —
ser também alimentar e erótica, um instrumento de agressão sobretudo se os dentes estão
desenhados
quanto mais caracteristicas da boca são desenhadas, maior o grau de regressão;
a boca é frequentemente utilizada para exprimir a emoção no desenho da Pessoa.
-uma boca muito grande
erotismo oral:
- boca apertada! comprimida / linear
estado de tensdo
- ausência de boca
culpabilidade oral
VII A Barba:
-
símbolo masculino quando é distintamente observado
- ênfase
necessidade de dominar socialmente
- fracamente desenhada
sentimento de impotdncia social
-sem barba
VIII As Orelha.r
-
são raramente desenhadas
- ênfase
desejo irresistível de escutar aquilo que dizem de si
- pouco ênfase
desejo de sefechar ás criticas: encontram-se hipertrofladas nos maus alunos
• sem orelhas
IX O Pescoço:
-
ele liga a cabeça e o corpo, é o índice de coordenação entre as duas partes (rena do controlo e na das puls&s)
- pescoço unidimensional
coordenação pobre
- não desenhar o pescoço seg. a sequência nonnal (cabeça-pescoço-tronco)
conflito entre o controlo e a expressão das emoções
- ausência total do pescoço
suf. que está relativamente à mercê dos seus comportamentos impulsivos;frequente em crianças pequenos
- um longo pescoço bidimensional
ambiçdo. curiosidade
X O Tronco:
-
sede das necessidades e das condutas de base (fundamentais)
- tronco largo
presença de várias condutas insatisfeitas às quais o s4 está muito atento
- tronco pequeno (desproporcionado face ás outras partes do corpo, tal como no caso do tronco largo)
denegação das pulsões do corpo e/ou sentimento de inferioridade
- um tronco muito fino
descontentamento com o próprio corpo, medo de engordar ou de problemas de saúde
A - A PARTE SUPERIOR DO TRONCO:
1. Os Ombros
a forma dos ombros é supostainente o índice do sentimento da força e do poder & base do
individuo
- ombros muito largos: necessidades de força e de potência
- ombros muito frágeis: sentimentos de inferioridade
- ombros desiguais: desequilíbrio interno da personalidade ou conflitoface ao papel sexual
- bem desenhados, redondos e delineados: bom equilibrio
- ombros quadrados: atitude hostil. hiperdefensiva
2.0 Peito: ênfase sobre o peito dum personagem feminino
-
dependência maternal ou frustrações orais primitivas ou erotismo oral ou aceitação, valorização
da feminilidade
3. Estatura IDimensão do Corpo:
seg. K. Machover, a linha da estatura coordena o comportamento de poder/autoridade (parte
superior do tronco) e do comportamento sexual (parte inferior do tronco)
- ênfase sobre esta linha (dificuldade de desenhar a cintura ou cintura sobrecarregada)
índices de conflito entre o controlo e a expressio do comportamento sexual
B A PARTE INFERIOR DO TROCO:
-
- é considerada como a sede dos comportamentos sexuais
Os Órgãos Secuais: presaiça ou ausência no personagem representado de frente e nu
existência de problemas sexuais
a representação dos órgAos sexuais é normal em crianças a partir dos 5 anos
Nádegas gordas ou ênfase sobre as nádegas:
tendência homossexual (particularmente nos stg. do sexo masculino)
Os Órgüos Viscerais:
índice patológico nos adultos
C OS MEMBROS SUPERIORES E INFERIORES:
-
Os MEMBROS SUPERIORES
1- Os Braços:
os braços são os instrumentos de controlo e de mudança sobre o ambiente;
é um índice de adaptação social
- braços muito longos: muitos esforços ambiciosos, para se realizar
- braços curtos: poucos esforços ambiciosos
- braços gordos: sentimentos deforça para fazer esforços
- braços pequenos: sentimentos defragilidade
- braços que são mais gordos ao nível das mãos que ao nível dos ombros:
falia de controlo, impulsividade na acção
Posição dos Braços:
- flexíveis e relaxados: boa adaptação
- estendidos, perto do corpo: rigidez
- braços cruzados sobre o peito: atitudez hoslis
- braços atrás das costas: repugnância a encontrar outrem, sentimento de culpabilidade
- braços cruzados de fonua a que as mãos fiquem colocadas sobre o sexo:
sãofrequentemente desenhados por mulheres que têm problemas sauais ou nos melancólicos
- braços afastados e estendidos na direcção do ambiente: sociabilidade
- ausência dos dois braços ( se o suj. não for amputado ou debilitado):
forte sentimento de inadaptação; tendências suicidarias a explorar; suspeita deforte medo da castração
2-As Mãos:
são os instrumentos mais refinados para uma acção oibnsiva ou defensiva no ambiente
-ausência das mãos: incapacidade de estabelecer contactos sociais, sentimento de culpabilidade.
-mãos pesadamente sombreadas: sentimento de culpabilidade devido à masturbação
(a ter em conta: a ma~urbaçào é sentida como reprealsive1/ai Ipávelfl.
- punhos cerrados: tensão, hostilidade, etc.
- mãos desproporcionalmente largas:
impulsividade e inadaptação em agir deforma desembaraçada nas relações sociais delicadas
- mãos nos bolsos:
eviiamento controlado (mas ter em conta o que o suj. diz sobre o que as mãos fazem dentro dos bolsos) ou auto-erotismo
- dedos e pontas grossas (com mãos mdimentarcs ~ ~rndo diredamaite da extremidade do antebraço): hostilidade
- dedos em forma de pétala: apresentação Infantil
- dedos com uma ou duas dimensões e que terminam em anel/argola:
esforços conscientes para suprimir os impulsos agressivas
Os MEMBROS INFERIORES:
1-As Pernas:
são os instrumentos de locomoção de contacto com o ambiente.
-pernas desproporcionalmente longas: grandes esforços para a autonomia; se as pernas estão cortadas pelo
fim da pág.: uma falta de autonomia é quase evidente; perguntamos então aosuj. até onde as suas pernas podem ser
prolongadas/alongadas.
- formato desigual (comprimento e/ou largura) entre as duas pernas:
ambivalência relativa ao esforço de autonomia ou de independência.
Posição das Pernas:
-suj. que parece correr obcecadamente: sentimento de pânico
-unia caminhada controlada como por exemplo uni passeio a pé:
necessidade de se evadir ou de realizar alguma coisa, dinamismo
- unia marcha tranquila: boa adaptação
- pernas fechadas numa atitude rígida: tensão e rígida
- pernas bastante robustas:
sentimento de insegurança e/ou de pravocação (ter em conta outros factores do desenho)
- posição em fiada: dinamismo estático. suj. deprimido ou voltado sobre si próprio
- pernas magras ou sombreadas: estado defragilidadefisica
Os movimentos apresentam-se mais frequentemente no desenho dafig. humana que
nos outros desenhos.
2-Os Joelhos:
são raramente desenhados
- en~se e linhas particularmente carregadas dos joelhos ou das articulações:
tendências homossecuais ou sinal de preocupações hipocondnacas conforme os autores.
são os instrumentos de controlo e de modificação da locomoção, mas por vezes podem ser
utilizados como anuas; estão em contacto com o meio, podem manifestar índices de insegurança, de
medo.
- pés muito pormenorizados, paffiazlannaite os pomialores minuciosos dos sapatos, dos dedos do pé, dc.:
tendências obsessivas com componentes femininas
Nota: os pés são os detalhes mais pobremente desenhados de todo o corpo
- pés desproporcionalmente longos: necessidade de segurança
- pés desproporcionalmente pequenos: dependência
-pés salientes: substituto fálico. medo da castração
Posição dos Pés:
-sobre a ponta dos pés; apc.:~ ação muito ténue à realidade ou grande desejo de figa
- para um suj. de inteligência média ou de nível superior, se os pés são desenhados
diametralmente opostos numa pessoa que se apresenta de frente; fortes sentimentos de
ambivalência
D O DESENHO DA PESSOA NO SEU TODO:
-
1 -Para os suj. de inteligência média ou inferior: o desenho de uma pessoa é o espelho de anomalias físicas.
2 -É um índice do grau de aceitação do seu papel sexual confonne o aspecto masculino ou feminino de
desenho, em relação ao sexo do autor do desenho.
3 -Se há uma diferença clara entre a direita e a esquerda da pessoa: confusão do papel sexual ou
ambivalência.
4 -Pessoa desenhada sob a forma de pau/bastão: suj. que consideram as relações interpessoais
desagradáveis, sentem-se mal no seu corpo.
Os perfis: indicam uma atitude de evitamento ou de evasão.
5 -Habitualmente os canhotos desenham os perfis voltados para a direita; os dextros desenham-nos voltados
para a esquerda. O reverso destes perfis habituais; esforços conscientes no suj. para ser sociahnente aceite.
6-Para Machover: o perfil: símbolo de evitamento; Para Buck: o perfil: reserva nas relações sociais.
7 -O «perfil absoluto» (um braço e uma perna são visíveis): reacção paranóica, atitude de oposição.
2- DETALHES NÃO ESSENCIAIS
1-As Roupas:
Para Machover: a) os suj. que carregam nos detalhes da roupa são os suj. socialmente superficiais e
extrovertidos ou narcisistas; b) os suj. que carregam a musculatura do corpo são de tendência esquizóide ou
egocêntrica
2-A Cintura:
Ênfase na cintura: suj. com preocupações sexuais ou muito tocado por esse problema embora procure
controlá-las
3 A Gravata ou o Laço:
-
Substituto fálico
4-Os Botões:
Os suj. de inteligência média ou com um alto nível que desenham uma multitude de botões: sinal de
uma regressão, de dependência infantil; em cri, pequenas: é a dependência materna.
5-As Roupas Quentes:
Necessidade de ternura, de calor afectivo.
3- DETALHES ADICIONAIS
- Cachimbo, Cigarro, Cigarrilha: erotismo oral
- Cana, Pau, Espada: annas ou substitutos fálicos
- As Roupas Quentes: necessidade de ternura, de calor afectivo
4- AS PROPORÇÕES E PERSPECT1VAS
Em geral, a significação das proporções do desenho da fig. hum. assim como o seu lugar na folha é a mesma que para a casa ou a árvore
Alguns pontos de referência relativos às boas proporções de alguns detalhes do desenho da figura humana:
- o tronco mais comprido que largo:
a largura do tronco> a sua maior largura
2 boas proporções dos braços:
-
relação tronco/braço: 1/1,25 a 2 (margens de nonnalidade
3 boas proporções das pernas:
-
relação tronco/pernas: 1 / 0,75 a 1,25
4 boas proporções da cabeça:
-
relação tronco/cabeça: 1,50 a 2 / 1
5 posição «lógica» dos pés:
-
em relação às pernas: os pés devem encontrar-se em perspectiva ou com as pontas muito, ou
ligeiramente afastadas:
- se a pessoa está desenhada de frente: os dois pés não devem estar voltados para o mesmo lado
- se a pessoa está de perfil: os dois pés devem estar voltados para o mesmo lado que o corpo
A) ALTURA TOTAL DA PESSOA
-pessoa muito pequena (1/6 da superflcie total da folha)
sentimento de grande impotência parafazerface ao meio envolvente: também pode ser (1) ausência de contacto com a realidade.
~2) depressão grave, (3) retracção importante relativamente à realidade.
- pessoa muito grande (mais de 2/3 da sup. total))
sentimento de estar em conflito com o meio, sobretudo se não está contido nos limites da pág.. sugere uma sobrecompensação do
mj em procurar as satisfações na acção, no imaginário ou nos dois: a incapacidade de desenhar uma pessoa completa nos limites
dapág. não é normal.
- pessoa de bom tamanho (1/3 a 2/3 da sup. total)
boa adaptação ao meio envolvente
B) RELAÇÃO ENTRE CABEÇA-TRONCO-PERNAS
- boa proporção: bom equilibrio
- cabeça claramente maior que o corpo: vida imaginária dominante
- cabeça pequena face ao tronco: ausência de controlo racional
C) RELAÇÃO ENTRE O DESENHO E O OBSERVADOR
-visto “voo de pássaro”
sentimento de superioridade, rejeiçõo do objecto (o desenho visto situa-se muito abaixo” do suj.)
- visto “minhoca”
sentimento de inferioridade, inacessibilidade do objecto (o desenho visto situa-se nnato acima~• do suj.)
- ao longe (dados pelo questionário)
o suj sente-se isolado ou inacessível
- pessoa de costas para o sujeito (dados pelo questionário)
sentimento de ser rejeitado pela pessoa que a pessoa representa
D) COLOCAÇÃO SOBRE A PÃGINA
-pessoa desenhada no alto duma colina
sentimento de grandeza ou de isolamento
- pessoa desenhada no alto da página
sentimento de ter feito muitos esforços, de ter lutado muito: esta capacidade de fazer esforços depende sobretudo da forma da
pessoa
- pessoa inclinada para a esquerda da página
desequilíbrio da personalidade engendrado pelo desejo de assegurar as satisfações emocionais deforma imediata
- pessoa inclinada para a direita da página
desequilíbrio da personalidade por medo de exprimir francamente as emoções: ao mesmo tempo existe unia tendência para
enfatizar as satisfações intelectuais
~pessoa um pouco à esquerda ou à direita da linha mediana da página
as mesmas significações referidas atrás, embora estas tendências pareçam mais fundamentais
- pessoa muito bem centrada
personalidade com ausência deflexibilidade
- pessoa que tem por base o bordo inferior da página
sentimento de inodaptaçdo e de insegurança embora possa ser ao mesmo tempo de depressdo (no adulto): normal na cnança
- pessoa por inteiro no 1/4 inferior da página
sentimento de insuficiência, de inadaptaçüo
- pessoa que ultrapassa o alto
luta contra a press~o do meio pela acçio ou pelo refl~gio no imaginário
5- CONCLUSÃO:
Em relação aos desenhos da Casa e da Árvore, o da Fig. Humana é mais que um auto-retrato.
A. Nível Pessoal:
O desenho da Fig. Num. é por si só uma fonte de informação sobre o estado da representação da imagem corporal assim
como sobre o nível de maturidade afectiva do suj. -
- A representação permite determinar a etapa do seu desenvolvimento assim como os eventuais problemas pela qualidade,
presença ou ausência, o bom ou mau enquadramento dos detalhes no corpo desenhado.
2- O desenho da Fig. Hum. é um reflexo duma história vivida individualmente onde os processos de maturidade fisica,
mental e afectiva estão intimamente ligados, mas contrariamente aos temas da Casa e da Arvore, o estímulo é dirigido
directamente ao próprio incL. E por isso que o aspecto defensivo é mais importante. O aspecto projectivo das problemáticas é
marcado pelo aspecto da ausência ou do reforço (ên~se) de um ou mais detalhes, da sua forma, da repetição de um mesmo
simbolismo por vários detalhes,
A marca de uma regressão, duma fixação, duma evolução na hierarquia dos estádios oral, anal, fálico, genital, etc.,
apresenta-se da mesma forma.
B. Nível Relacional:
- A capacidade de entrar em contacto com o ambiente
- a atitude em oposição às relações interpessoais, a vivência das pressões do ambiente.
a expressão ou o controlo das emoções, das pulsões, etc., são domínios exploráveis através de detalhes como os braços, as
-
mãos, a cabeça, os pontos de ligação entre a cabeça, a parte superior e inferior do corpo assim como o tzlm9nho do desenho.
2 Mas o ponto de vista mais importante revelado pelo desenho da pessoa está no seu sexo em relação ao do seu autor
-
conforme este seja o mesmo ou o oposto, ele indica a aceitação do próprio sexo ou a valorização do outro ou, seg. J. Buclc, a
capacidade de desenhar o sexo escolhido.
À parte deste conteúdo manifesto, o conteúdo latente pode revelar também a relação de força da androginia do si~j. que
será o reflexo da vivência do sujeito face às imagens parentais.
O desenho da Fig. Hum., apesar dum efeito mais forte dos mecanismos defensivos, continua a ser um reflexo muito rico
dos diferentes aspectos da personalidade, diferentes daqueles revelados pela Casa e pela Arvore.