MAPA MENTAL – HEMOGRAMA
Interpretação do
hemograma
Profª Dhayanna Lima
Hemograma
O hemograma é uma das análises de
sangue mais úteis e mais solicitadas na
prática médica.
O hemograma é solicitado quando o
objetivo é ter informações sobre as células
do sangue,
Hemograma
No nosso sangue circulam três tipos básicos
de células, todas produzidas na medula
óssea. São estas células que estudamos
através do hemograma:
- Hemácias (glóbulos vermelhos)
- Leucócitos (glóbulos brancos)
- Plaquetas
ERITROGRAMA
O eritrograma é a primeira parte do
hemograma. É o estudo dos glóbulos
vermelhos, ou, das hemácias, também
chamadas de eritrócitos.
Eritrograma
Os três primeiros dados,
contagem de hemácias,
hemoglobina e hematócrito,
são analisados em conjunto.
Quando estão reduzidos,
indicam anemia
Quando estão elevados
indicam policitemia, que é o
excesso de hemácias
circulantes.
Hematócrito
O hematócrito é o percentual do sangue que é ocupado
pelas hemácias. Um hematócrito de 45% significa que
45% do sangue é compostos por hemácias. Os outros
55% são basicamente água e todas as outras substâncias
diluídas. Pode-se notar, portanto, que praticamente
metade do sangue é na verdade composto por células
vermelhas.
Se por um lado, a falta de hemácias prejudica o
transporte de oxigênio, por outro, células vermelhas em
excesso deixam o sangue muito espesso, atrapalhando
seu fluxo e favorecendo a formação de coágulos.
Hemoglobina
é uma molécula que
fica dentro da hemácia.
É a responsável pelo
transporte de oxigênio.
Na prática, a dosagem
de hemoglobina acaba
sendo a mais precisa
na avaliação de uma
anemia.
Volume Globular Médio (VGM
Mede o tamanho das hemácias. Um VCM elevado indica hemácias
macrocíticas, ou seja, hemácias grandes. VCM reduzidos indicam
hemácias microcíticas, ou de tamanhos diminuídos.
Esse dado ajuda a diferenciar os vários tipos de anemia.
Por exemplo, anemias por carência de ácido fólico cursam com
hemácias grandes, enquanto que anemias por falta de ferro se
apresentam com hemácias pequenas.
Existem também as anemias com hemácias de tamanho normal.
Alcoolismo é uma causa de vcm aumentado (macrocitose) sem anemia
CHCM (concentração de hemoglobina
corpuscular média)
ou CHGM (concentração de hemoglobina
globular média) avalia a concentração de
hemoglobina dentro da hemácia.
O HCM (hemoglobina corpuscular
média) ou HGM (hemoglobina globular
média) é o peso da hemoglobina dentro das
hemácias.
Os dois valores indicam basicamente a mesma
coisa, a quantidade de hemoglobina nas
hemácias. Quando as hemácias têm pouca
hemoglobina, elas são ditas hipocrômicas.
Quando têm muita, são hipercrômicas.
Assim como o VCM , o HCM e o CHCM
também são usados para diferenciar os vários
tipos de anemia.
RDW
O RDW é um índice que avalia a diferença de
tamanho entra as hemácias. Quando este está
elevado significa que existem muitas hemácias
de tamanhos diferentes circulando. Isso pode
indicar hemácias com problemas na sua
morfologia. É muito comum RDW elevado, por
exemplo, na carência de ferro, onde a falta
deste elemento impede a formação da
hemoglobina normal, levando à formação de
uma hemácia de tamanho reduzido.
LEUCOGRAMA
O leucograma é a parte do hemograma que avalia os leucócitos.
Estes são também conhecidos como série branca ou glóbulos
brancos. São as células de defesa responsáveis por combater
agentes invasores.
Os leucócitos são, na verdade, um grupo de diferentes células,
com diferentes funções no sistema imune. Alguns leucócitos
atacam diretamente o invasor, outros produzem anticorpos,
outros apenas fazem a identificação e assim por diante.
O valor normal dos leucócitos varia entre 5000 e 10000 células
por ml.
Existem cinco tipos de leucócitos, cada um com suas
particularidades, a saber:
Tipos de leucócitos
neutrófilo eosinófilo basófilo
Linfócito monócito macrófago
Neutrófilos
Neutrófilos
O neutrófilo é o tipo de leucócito mais
comum. Representam em média de 45% a
75% dos leucócitos circulantes. Os
neutrófilos são especializados no combate a
bactérias. Quando há uma infecção
bacteriana, a medula óssea aumenta a sua
produção, fazendo com que sua
concentração sanguínea se eleve. Portanto,
quando temos um aumento do número de
leucócitos totais, causado basicamente pela
elevação dos neutrófilos, estamos
provavelmente diante de um quadro
infeccioso bacteriano.
Os neutrófilos tem um tempo de vida de
aproximadamente 24-48 horas. Por isso, assim
que o processo infeccioso é controlado, a
medula reduz a produção de novas células e
seu níveis sanguíneos retornam rapidamente
aos valores basais.
Neutrofilia = é o termo usado quando há um
aumento do número de neutrófilos.
Neutropenia = é o termo usado quando há uma
redução do número de neutrófilos.
Segmentados ou bastões
Os segmentados ou bastões são os neutrófilos jovens.
Quando estamos infectados, a medula óssea aumenta
rapidamente a produção de leucócitos e acaba por
lançar na corrente sanguínea neutrófilos jovens recém-
produzidos. A infecção deve ser controlada rapidamente,
por isso, não há tempo para esperar que essas células
fiquem maduras antes de lançá-las ao combate.
Normalmente, apenas 4 a 5% dos neutrófilos circulantes
são bastões. A presença de um percentual maior de
células jovens é uma dica de que possa haver um
processo infeccioso em curso.
Em medicina, quando o hemograma
apresenta muitos bastões chamamos este
achado de "desvio à esquerda". Esta
denominação deriva do fato dos laboratórios
fazerem a listagem dos diferentes tipos de
leucócitos colocando seus valores um ao
lado do outro. Como os bastões costumam
estar à esquerda na lista, quando há um
aumento do seu número diz-se que há um
desvio para a esquerda no hemograma.
Linfócitos
Os linfócitos são o segundo tipo mais
comum de glóbulos brancos. Representam
de 15 a 45% dos leucócitos no sangue.
Os linfócitos são as principais linhas de
defesa contra infecções por vírus e contra
o surgimento de tumores. São eles
também os responsáveis pela produção
dos anticorpos.
Quando temos um processo viral em curso,
é comum que o número de linfócitos
aumente, às vezes, ultrapassando o
número de neutrófilos e tornando-se o tipo
de leucócito mais presente na circulação.
Os linfócitos são as células que fazem o reconhecimento
de organismos estranhos, iniciando o processo de
ativação do sistema imune. Os linfócitos são, por
exemplo, as células que iniciam o processo de rejeição
nos transplantes de órgãos
Os linfócitos também são as células atacadas pelo vírus
HIV. Este é um dos motivos da AIDS (SIDA) causar
imunossupressão e levar a quadros de infecções
oportunistas.
Linfocitose = é o termo usado quando há um aumento do
número de linfócitos.
Linfopenia = é o termo usado quando há redução do
número de linfócitos.
Monócitos
Os monócitos normalmente representam de 3 a 10%
dos leucócitos circulantes. São ativados tanto em
processos virais quanto bacterianos. Quando um
tecido está sendo invadido por algum germe o
sistema imune encaminha os monócitos para o local
infectado. Este se ativa, transformando-se em
macrófago, uma célula capaz de "comer" micro-
organismos invasores.
Os monócitos tipicamente se elevam nos casos de
infecções, principalmente naquelas mais crônicas
como a tuberculose
Eosinófilos
Os eosinófilos são os leucócitos responsáveis pelo
combate de parasitas e pelo mecanismo da alergia.
Apenas 1 a 5% dos leucócitos circulantes são eosinófilos.
O aumento de eosinófilos ocorre em pessoas alérgicas,
asmáticas ou em casos de infecção intestinal por
parasita.
.Eosinofilia = é o termo usado quando há aumento do
número de eosinófilos
Eosinopenia = é o termo usado quando há redução do
número de eosinófilos
Eosinófilos
Basófilos
Os basófilos são o tipo
menos comum de
leucócitos no sangue.
Representam de 0 a
2% dos glóbulos
brancos. Sua elevação
normalmente ocorre
em processos alérgicos
e estados de
inflamação crônica.
Leucócitos
Grandes elevações podem ocorrer nas leucemias,
que nada mais é que o câncer dos leucócitos.
Enquanto processos infecciosos podem elevar os
leucócitos até 20.000-30.000 células/ml, na
leucemia estes valores ultrapassam facilmente os
50.000 cel/ml.
As leucopenias normalmente ocorrem por lesões na
medula óssea. Podem ser por quimioterapia, por
drogas, por invasão de células cancerígenas ou por
invasão por micro-organismos.
PLAQUETAS
As plaquetas são as células responsáveis pelo início do
processo de coagulação. Quando um tecido de qualquer vaso
sanguíneo é lesado, o organismo rapidamente encaminha as
plaquetas ao local da lesão. As plaquetas se agrupam e
formam um trombo, uma espécie de rolha ou tampão, que
imediatamente estanca o sangramento. Graças à ação das
plaquetas, o organismo tem tempo de reparar os tecido
lesados sem que haja muita perda de sangue.
O valor normal das plaquetas varia entre 150.000 a 450.000
por microlitro (uL). Porém, até valores próximos de 50.000, o
organismo não apresenta dificuldades em iniciar a
coagulação.
plaquetas
PLAQUETAS
Quando os valores se encontram abaixo das 10.000
plaquetas/uL há risco de morte uma vez que pode
haver sangramentos espontâneos.
Trombocitopenia é como chamamos a redução da
concentração de plaquetas no sangue. Trombocitose
é o aumento.
A dosagem de plaquetas é importante antes de
cirurgias e para avaliar quadro de sangramentos sem
causa definida.
Considerações
Quando temos redução de duas das três linhagens de
células do sangue, chamamos de bicitopenia. Quando os
três tipos de células estão reduzidos, damos o nome de
pancitopenia. Doenças que cursam com inflamação
crônica, podem se apresentar com redução de uma,
duas ou das três linhagens . Na verdade, qualquer
agressão à medula óssea, seja por medicamentos,
infecções ou doenças, pode causar diminuição da
produção das células do sangue.
Não é preciso nenhuma preparação, nem estar em
jejum, para se colher sangue para o hemograma.
fim