PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR -
prevcom
TIRE SUAS DÚVIDAS
Elaborado por Jander Mires dos Santos
Chefe do Serviço de Aposentados e Pensionistas
O QUE É PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR? QUEM É A
PREVCOM?
A previdência complementar é um sistema de poupança a
longo prazo que tem como objetivo garantir uma renda
adicional àquela oferecida pela previdência oficial. É um
regime de caráter facultativo, destinado a complementar a
aposentadoria do trabalhador, permitindo que ele
mantenha um padrão de vida semelhante ao que tinha
durante a sua vida ativa.
A PREVCOM, ou Fundação de Previdência Complementar
do Estado do Pará, é uma entidade fechada de
previdência complementar que administra planos de
benefícios previdenciários para os servidores públicos
estaduais. A principal função da PREVCOM é oferecer um
regime de previdência complementar à aposentadoria dos
servidores que já contribuem para o Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS).
A PREVCOM foi selecionada como a entidade responsável
pela administração da previdência complementar dos
servidores públicos estaduais em um processo que envolveu
diversos critérios e etapas; este processo foi coordenado
pelo Governo do Estado.
Servidores que ingressaram no serviço público após a
vigência da previdência complementar, 03/08/2022,
foram automaticamente inscritos no plano de benefícios,
com um prazo de 90 dias para optar pela permanência ou
cancelamento da inscrição. Os que ingressaram depois
podem migrar de regime de previdência, alertando-se para
o prazo em que garantirão um benefício especial do
Estado ao decidirem pela Migração.
1.O QUE É MIGRAÇÃO DE REGIME DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR?
É a opção feita pelo servidor titular de cargo efetivo de
passar do sistema único (RPPS) para o sistema híbrido
(RPPS e RPC), que ingressou no serviço público do Estado
do Pará até 02/08/2022 e nele tenha permanecido sem
perda do vínculo efetivo, possui salário de contribuição
previdenciária superior ao teto do INSS e prazo limite de
migração até 03/08/2024;
Dessa forma, o servidor público ao migrar de regime do
RPPS para o RPC está tomando a decisão de limitar sua
aposentadoria ao teto do INSS.
E ao mesmo tempo, quando servidor migra de regime, a
base das contribuições previdenciárias ao RPPS também
fica limitada ao teto do INSS, atualmente fixado em
R$7.786,02 (janeiro/2024).
[Link] DE REGIME É O MESMO QUE ADERIR À
PREVCOM PA?
Não. Migrar de regime é diferente de aderir à PREVCOM
PA. Isso porque quem migra pode ou não optar por aderir à
PREVCOM PA a qualquer tempo. Já para migração, há um
prazo, atualmente, é até 03/08/2024. Quem faz a
PREVCOM PA contribui mensalmente com direito à
contrapartida paritária do Estado até a alíquota de 8,5%
sobre a parcela que ultrapassar o teto do INSS.
A PREVCOM PA funciona pela contribuição definida, mas o
benefício é indefinido. Isso significa que o valor de seu
benefício futuro não está previamente estabelecido, mas
dependerá exclusivamente do rendimento das aplicações
feitas por você e pelo governo na sua conta previdenciária.
3. QUAL A CONSEQUÊNCIA IMEDIATA PARA QUEM
MIGRA DE REGIME E CONTINUA EM ATIVIDADE?
Será com relação a contribuição previdenciária paga, já
que, para quem migra, o valor dela terá por base no
máximo o salário de contribuição limitado ao teto do INSS,
ou seja, 14 % sobre o teto do RGPS e não mais sobre a
remuneração do cargo efetivo.
4. É preciso saber quando vou me aposentar para fazer
a simulação dos cálculos da minha aposentadoria que
teria direito sem migrar para comparar com a
aposentadoria após a migração? E além disso, quais
seriam os outros fatores para levar em conta na
análise da migração?
É essencial que o servidor saiba quando irá aposentar.
Com isso, ele pode avaliar Corpo
quantos anos ainda
permanecerá na ativa.
Um dos parâmetros iniciais de análise, além de saber
quando se aposentará, é saber comparar o salário líquido
na ativa com o salário líquido após a migração, levando em
conta o imposto de renda devido e a contribuição
previdenciária.
Também deve-se analisar o valor da aposentadoria prevista
na regra atual, que pode ser integral, com o valor do
provento que receberá após migrar, juntamente com o
valor do benefício especial.
Além disso, podemos destacar aspectos conjunturais que
dependem de análises de perspectivas, do que o servidor
acredita que tem mais probabilidade de ocorrer no futuro
como:
1. se virão novas reformas da previdência;
2. se elas trarão regras previdenciárias piores que as
atuais;
3. E quanto a alíquota previdenciária será que vai
aumentar?
4. A contribuição previdenciária extraordinária vai ser
criada?
5. E a macroeconomia do país, tende a melhorar?
Em geral, não existe uma resposta sim ou não para migrar.
Para todos os servidores, o conselho é sempre o mesmo:
faça cálculos, estude muito e tome a sua decisão final.
Não há uma receita de bolo, cada caso é um caso
diferente. Mesmo os que já podem se aposentar com base
no direito adquirido, tem que fazer essa análise com
cuidado para tomar uma decisão consciente a respeito se
vai não migrar de regime.
5. Em migrando para o RPC, o servidor fica
condicionado a alguma regra de aposentadoria
específica? Ou ele pode se aposentar por qualquer
umas das regras existentes, caso atenda seus
critérios? Exemplo, hoje o servidor pode se aposentar
pela regra de transição do pedágio. Migrando ele
pode ser aposentar por essa regra?
O ato de migrar não muda em nada nas regras a que o
servidor tem direito a se aposentar. Caso o servidor atinja
várias regras, pode escolher a melhor em seu caso, como a
regra geral, dos pontos ou do pedágio se julgar que elas
lhe são mais benéficas.
6. CASO O SERVIDOR DECIDA MIGRAR E ADERIR A
PREVCOM, COMO SERÁ A COMPOSIÇÃO DOS SEUS
PROVENTOS?
Receberá três fontes de renda, a saber:
1ª) Proventos de aposentadoria pago pelo RPPS do Estado
do Pará (IGEPPS) até o teto do INSS (Em 2024 é
R$7.786,02);
2ª) Benefício especial pago à custa do Tesouro do Estado
do Pará, que é uma compensação financeira por optar
pela mudança na sistemática de cálculo dos proventos.
3ª) Benefício de previdência complementar pago pela
PREVCOM PA, de acordo com a reserva acumulada ao
longo dos anos.
7. POSSÍVEIS VANTAGENS DA MIGRAÇÃO PARA O RPC
- Redução do valor mensal pago de contribuição
previdenciária, aumentando assim o salário líquido mensal;
- No caso de adesão à PREVCOM, o Estado também
aporta o mesmo valor que o servidor, e te ajuda a acumular
a sua reserva, sendo assim pouco provável que uma
aplicação financeira supere a sua contribuição + aporte do
estado + a rentabilidade das duas partes;
- Diversificação em várias fontes pagadoras de renda no
momento da aposentadoria;
- Possibilidade até de receber acima da remuneração do
cargo efetivo somadas todas as rendas;
- Atenuar a aplicação do redutor previsto na regra da
pensão por morte que não se aplica ao benefício especial
nem à previdência complementar;
- Se migrar deixa benefício especial, mais pensão do RPPS
(reduzida mais deixa por conta da reforma previdenciária)
e a pensão da previdência complementar, caso contrate a
PREVCOM PA;
- Objetivo de minimizar o impacto da provável imunidade
tributária que ora é até o teto do INSS, com previsão na
legislação para ser até o salário-mínimo.
- O objetivo de reduzir o impacto da possível instituição da
contribuição previdenciária extraordinária;
- Atenuar o impacto da possível instituição de contribuição
previdenciária extraordinária no percentual máximo de 5%
(cinco por cento), dos servidores ativos, dos aposentados e
dos pensionistas pelo prazo máximo de 20 (vinte) anos, ou
seja, mudanças na alíquota previdenciária tem um impacto
muito menor para quem migrar, uma vez que será limitado
ao teto do INSS.
- Atenuar o impacto da possível redução da imunidade do
§18 do art. 40 da CF que trata da taxação dos inativos
sobre o valor que excede o teto do INSS), ou seja, quando
houver déficit atuarial, a contribuição previdenciária
ordinária dos aposentados e pensionistas poderá incidir
sobre o valor dos proventos de aposentadoria e de pensões
que supere o valor do salário mínimo, ocorrendo assim um
impacto tributário menor para quem migrar, uma vez que
será limitado ao teto do INSS;
- Transferência do benefício especial para a pensionista e
cabimento na aposentadoria por invalidez sem redução;
- O Benefício Especial não sofre redução do valor
independentemente da modalidade de aposentadoria nem
na concessão da pensão por morte e não incide
contribuição previdenciária, atenuando assim o impacto de
reformas previdenciárias futuras;
8. POSSÍVEIS DESVANTAGENS DA MIGRAÇÃO PARA O
RPC
- Limitação dos proventos de aposentadoria e pensão ao
teto do INSS;
- Incertezas quanto a performance dos investimentos no
mercado financeiro (depende de gestão e do mercado);
- Incertezas quanto ao valor da aposentadoria da
previdência complementar, sendo possível apenas
previsões matemáticas;
- Extinção da aposentadoria complementar, invalidez ou
pensão por morte pela PREVCOM PA se viver além da
expectativa de sobrevida, com concessão de uma renda de
sobrevivência em valor inferior;
- Possibilidade de contribuição extraordinária para a
cobertura do déficit, caso contrate a PREVCOM PA;
Para mais informações, acesse a sessão de
dúvidas no site da PREVCOM:
[Link]
Elaborado por Jander Mires dos Santos - Chefe do Serviço de Aposentados e
Pensionistas
Contribuição: Carolina Queiroz Monteiro - Chefa do Serviço de Apoio Psicossocial