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Métodos de Reabilitação Aquática

O documento aborda métodos de reabilitação aquática, focando em técnicas como o Método dos Anéis de Bad Ragaz, Método Halliwick, Método Watsu e Método Ai Chi, que são utilizados na fisioterapia aquática para promover a saúde e reabilitação. O objetivo é identificar as técnicas mais adequadas para cada paciente, considerando suas necessidades específicas. Além disso, o texto discute a aplicação prática dessas técnicas, suas indicações, contraindicações e a importância do ambiente aquático na reabilitação.

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Ana Paula Sombra
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Métodos de Reabilitação Aquática

O documento aborda métodos de reabilitação aquática, focando em técnicas como o Método dos Anéis de Bad Ragaz, Método Halliwick, Método Watsu e Método Ai Chi, que são utilizados na fisioterapia aquática para promover a saúde e reabilitação. O objetivo é identificar as técnicas mais adequadas para cada paciente, considerando suas necessidades específicas. Além disso, o texto discute a aplicação prática dessas técnicas, suas indicações, contraindicações e a importância do ambiente aquático na reabilitação.

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Métodos de reabilitação aquática

Métodos aquáticos tradicionais e terapias complementares empregadas na fisioterapia aquática.


Profa. Adriana de Souza Marinho Teixeira
1. Itens iniciais

Propósito
Compreender as bases teóricas dos principais métodos de reabilitação aquática para identificação da técnica
mais adequada à real necessidade do paciente, a fim de gerar maior eficiência na eleição do método a ser
empregado.

Objetivos
Identificar as principais técnicas e os métodos tradicionais utilizados na fisioterapia aquática.

Reconhecer os métodos aquáticos desenvolvidos atualmente e as terapias aquáticas complementares para


promoção, prevenção e reabilitação da saúde.

Introdução
O trabalho fisioterápico no meio aquático é realizado por meio de técnicas específicas criadas ou adaptadas
especialmente para este ambiente, ampliando a variação de possibilidades de atendimento. Existem métodos
que promovem o relaxamento, outros que estimulam movimentos funcionais e outros que focam na
abordagem do público infantil.

Quando pensamos em hidrocinesioterapia, são utilizados exercícios realizados fora da água e


adaptados para o meio aquático com algumas especificidades, devido às características e às
propriedades físicas da água.

Neste tema, estudaremos os métodos de terapia aquática, apresentando as diversas técnicas que podem ser
empregadas conforme a idade, a debilidade e as incapacidades funcionais, com objetivos de relaxamento,
alongamento e fortalecimento, ou até mesmo benefícios de aspecto mental e bem-estar. Daremos ênfase aos
seguintes:

Método dos Anéis de Bad Ragaz (MABR) Método Halliwick

Baseado em técnicas de flutuação. Criado para a adaptação de crianças com


paralisia cerebral ao meio aquático.

Método Watsu ou Shiatsu aquático Método Ai Chi

Indicado para relaxamento e reabilitação. Adaptação do Tai Chi Chuan realizada em


ambiente terrestre.
1. Fisioterapia aquática

Conceito e abordagem histórica do Método dos Anéis de


Bad Ragaz (MABR)
Este método surgiu na década de 1930, a partir de técnicas iniciais de terapia ativa e por meio de exercícios
aquáticos desenvolvidos nas águas termais da cidade de Bad Ragaz, na Suíça, o que deu origem ao seu nome.

Com o passar do tempo, foram inseridas técnicas ao método que, inicialmente, foi empregado para pacientes
com restrições de mobilidades suportados por pranchas fixas.

Saiba mais
Em 1957, o médico alemão Knüpfer introduziu a técnica de tratamento horizontal em meio líquido, por
intermédio de anéis de flutuação na região cervical, na pelve e nos tornozelos, permitindo estabilização
corporal para a realização de exercícios. Knüpfer originalmente utilizou flutuadores para estabilizar o
paciente, fazendo uma adaptação dos exercícios terrestres à água, enquanto o terapeuta atuava como
um ponto fixo para o movimento realizado pelo paciente.(RUOTI; MORRIS; COLE, 2000).

As condutas foram aprimoradas e aplicadas em pacientes com alterações motoras neurológicas, disfunções
ortopédicas e reumatológicas, por meio da estabilização do tronco e de treino para a deambulação.

deambulação
Andar livremente, caminhar.

Saiba mais
Em 1967, os fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggat desenvolveram o que hoje conhecemos como
o Método dos Anéis de Bad Ragaz (MABR), combinando as técnicas iniciais criadas em 1930 com as
técnicas de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), desenvolvida nos anos de 1950 e 1960 por
Kabat e seus assistentes Knott e Voss.

As técnicas de FNP, conhecidas como método Kabat, surgiram como técnicas de terapia manual, em 1946, a
partir de estímulos de receptores pelo pré-estiramento e movimentos tridimensionais, que são realizados em
diagonal e espiral.

Quando cruzamos os braços ou as pernas, os movimentos se posicionam em diagonal e espiral. Os exercícios


desenvolvidos pelo método facilitam a reabilitação para as atividades diárias, restaurando padrões normais de
movimentos dos membros superiores e inferiores.
Pré estiramento
Pequeno alongamento antes de iniciar o movimento. Por exemplo, o fisioterapeuta induz uma ligeira
flexão da articulação do punho antes de solicitar sua extensão ao paciente.

Exemplo 1 Exemplo 2

Escovar os dentes e segurar o celular – ambos Cruzamento dos braços.


movimentos naturais em diagonal e espiral.

Ao observarmos a disposição anatômica de nossos músculos, perceberemos que a maioria é posicionada em


diagonal, saindo de um ponto de inserção proximal e se fixando na inserção distal de forma oblíqua, com raras
exceções, como o músculo reto femoral e o músculo reto do abdome. Esta disposição muscular se alinha com
nossos movimentos em diagonal e em espiral, gerando uma rotação sobre as articulações para que o
movimento ocorra.

Ao observarmos a disposição anatômica de


nossos músculos, perceberemos que a maioria
é posicionada em diagonal, saindo de um ponto
de inserção proximal e se fixando na inserção
distal de forma oblíqua, com raras exceções,
como o músculo reto femoral e o músculo reto
do abdome. Esta disposição muscular se alinha
com nossos movimentos em diagonal e em
espiral, gerando uma rotação sobre as
articulações para que o movimento ocorra.

Aqui, podemos observar facilmente os


músculos peitoral maior, deltoide, bíceps Disposição anatômica dos músculos.

braquial, trapézio, latíssimo do dorso,


braquiorradial, vasto lateral e gastrocnêmios
em posicionamento oblíquo (diagonal).
Atenção
A inserção deste conhecimento ao Método dos Anéis de Bad Ragaz o tornou extremamente funcional,
auxiliando na ativação de grupos musculares solicitados para a realização dos movimentos diários.

Os exercícios em diagonal recrutam grupamentos musculares, facilitando a atividade dos músculos


sinergistas, sendo mais eficazes funcionalmente se comparados a um exercício bidimensional tradicional,
como a flexão e a extensão da articulação do cotovelo, feita de forma isolada.

Músculos sinergistas
Conjunto de músculos que, juntos, realizam o mesmo movimento.

Atenção
As técnicas de FNP são geralmente utilizadas para aumentar a amplitude passiva e ativa articulares,
objetivando melhora na função neuromuscular, por meio de movimentos resistidos.

O Método dos Anéis de Bad Ragaz traz os benefícios da FNP para diversos tipos de patologias. Por exemplo:

• Um pós-cirúrgico de articulação do joelho direito pode ser exercitado de forma indireta, solicitando
padrões de movimentos no membro inferior esquerdo, uma vez que, para executar os exercícios do
lado esquerdo, são necessárias contrações isométricas do membro inferior lesionado.

• Também podem ser usadas combinações isotônicas com o paciente em pé na piscina, fazendo a
transferência de peso do membro inferior não comprometido para o comprometido e vice-versa, bem
como oscilando a descarga de peso, a fim de facilitar a marcha o mais precocemente possível, pelo
controle excêntrico do quadríceps.

Aplicação da técnica e objetivos do MABR


O objetivo do MABR é promover movimentos funcionais por meio de contração muscular voluntária, controle
do tônus, alongamento, tração e fortalecimento muscular, de modo a facilitar o equilíbrio entre os músculos
agonistas, antagonistas e, principalmente, sinergistas, tendo como consequências o reaprendizado de
padrões funcionais de movimento, melhor coordenação e equilíbrio.

O método treina a capacidade funcional como um todo, facilitando os movimentos por meio de estímulos
táteis, verbais e proprioceptivos, visando alcançar uma resposta neuromotora.

Pacientes com dificuldades cognitivas podem executar o movimento a partir de estímulos sensoriais, como o
tato; e a propriocepção poderá ser estimulada através de trações e resistência imposta durante o movimento.
Pacientes com dificuldades cognitivas
Aqueles com dificuldade de compreensão sobre os comandos verbais emitidos pelo fisioterapeuta.

As técnicas de FNP estão extremamente alinhadas com os novos conceitos da fisioterapia.

Podemos destacar algumas técnicas empregadas no MABR:

Resistência manual aplicada pelo fisioterapeuta

Tem por objetivo auxiliar o paciente a ter a consciência do movimento e sua direção, aumentando a
aprendizagem motora e, consequentemente, a força muscular.

Contato manual

Resistência manual imposta pelo fisioterapeuta gera estímulos a receptores do tato e da pressão
(localizados na pele), informando a direção correta durante a execução do movimento. As mãos
devem gerar pressão no sentido oposto ao movimento.

O contato deve ser lumbrical (músculo localizado na palma da mão entre os metacarpos), ou seja, a
pressão é feita pela flexão das articulações metacarpofalangeanas, permitindo adaptar os dedos do
fisioterapeuta à parte corporal que está sendo trabalhada, o que gera maior controle pelo profissional
do movimento, sem causar pressão sobre proeminências ósseas ou áreas de maior sensibilidade.

Comando verbal

O fisioterapeuta fala o que deve ser feito e em que momento. Os comandos devem ser claros e
objetivos, com utilização de palavras compreensíveis para o paciente.

É importante que haja uma coordenação dos movimentos realizados pelo paciente com as mãos e
resistência dada pelo fisioterapeuta, devendo haver sincronia para guiar o início do movimento e fazer
as correções necessárias durante os exercícios.

Para a adequada aplicação da técnica, é importante que o material gere conforto e estabilidade para
o paciente, como a utilização de colar cervical inflável, permitindo um adequado alinhamento da
cabeça e da região cervical, as quais devem ser mantidas acima do nível da água, a fim de que o
paciente possa ouvir e ver o fisioterapeuta, o que facilita a resposta aos comandos verbais.

No método MABR, o fisioterapeuta fica em pé na piscina com o quadril e os joelhos ligeiramente flexionados. A
profundidade deve permitir uma boa base de apoio que sirva de ponto fixo para o paciente e que promova os
deslizamentos na piscina, que são realizados com o paciente em decúbito dorsal, com flutuadores na cervical,
na pelve e no tornozelo, é deslocado na piscina pelo fisioterapeuta.. Além disso, entre as características ideais
para aplicação do método, a piscina deve ter 5,5 m X 2,5 m, com profundidade de 1,20 a 1,30 cm e a
temperatura deve estar entre 31°C a 34°C.

Profundidade
O ideal é que o nível da água, com o fisioterapeuta em pé na piscina, esteja na altura da cintura, não
ultrapassando a região axilar.
Indicações, contraindicações e condições do MABR: cuidados com o
método
O MABR é indicado para os seguintes casos:

• Condições neurológicas, ortopédicas e reumatológicas.


• Disfunções neuromusculares, como as polineuropatias.
• Fortalecimento de membros superiores e inferiores na
preparação para atividades funcionais.
• Patologias que envolvam fraqueza do tronco e das cinturas
escapular e pélvica.

Saiba mais
Nas doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, como Parkinson, Acidente Vascular Encefálico
(AVE) e traumatismo cranioencefálico, o método gera um excelente resultado no alongamento passivo,
na redução do tônus muscular, na inibição (relaxamento) e no ganho de amplitude de movimento. Além
disso, é benéfico para promover estímulos sensoriais, prevenir contraturas e desenvolver habilidades
funcionais, como a alimentação e a marcha.

No entanto, o método é contraindicado em algumas situações. Afinal, diante dos constantes deslocamentos e
deslizamentos realizados na água, há grande estímulo do sistema vestibular.

Sistema vestibular
Estrutura que funciona como exteroceptor, localizada no ouvido interno e que participa de forma
importante no controle do equilíbrio.

Por isso, o fisioterapeuta deve estar atento a pacientes que apresentem labirintopatia, evitando o risco de
tonturas.

Labirintopatia
Nome genérico dado a problemas tanto com o equilíbrio quanto com a audição.

Também deve haver cautela com pacientes que


apresentem condições agudas na coluna
vertebral, pois o tronco é solicitado,
funcionando como um estabilizador quando
empregamos resistência nos membros. Além
disso, os comprometimentos das extremidades
dos membros superiores e inferiores requerem
cuidados, devido ao alongamento (pré-
estiramento) e ao contato manual realizado
pelo fisioterapeuta nas extremidades.
Atenção
Há patologias que são contraindicadas a esforços musculares, como as distrofias, pois as contrações
excêntricas podem acelerar a degeneração das células musculares, sem mencionar as condições agudas
cervicodorsais.

Técnicas do MABR e progressão dos exercícios


O MABR pode ser aplicado da seguinte forma:

Isotonicamente Isometricamente

O fisioterapeuta age como um estabilizador, Quando o paciente mantém determinada


controlando e graduando a resistência e pode posição enquanto é deslocado na água.
movimentar o paciente na mesma direção
(auxiliando) ou em direção oposta ao
movimento (resistindo).

Passivamente

O paciente é deslocado de um lado para o


outro, gerando alongamento do tronco e dos
membros, com objetivo de relaxamento,
mobilização, alongamento e inibição do tônus
muscular.

Enquanto o paciente é sustentado em posição horizontal por flutuadores, os membros superiores e inferiores
são utilizados como alavancas, ativando a musculatura do tronco.

Flutuadores que estabilizam o paciente. O fisioterapeuta é o ponto fixo para


aplicação da técnica.
O aumento na velocidade do movimento gera maior turbulência e maior resistência a ele. Esta é uma
consequência das propriedades físicas da água. Porém, no MABR, podemos ter outros tipos de progressões,
como:

• Acrescentar nos exercícios caneleiras aquáticas e palmares.

• Aumentar gradativamente a amplitude do movimento.

• Alterar o braço de alavanca, mudando a resistência de proximal para distal.

• Mudar a direção do movimento, gerando maior turbulência.

• Usar inversões rápidas de movimento.

Exemplo
Para movimentos da articulação do ombro, inicialmente, o fisioterapeuta pode impor a resistência
manual no cotovelo e, com a progressão do paciente, passar a impor a resistência nas mãos dele. Neste
caso, houve um aumento no torque de resistência.

Método Halliwick
De acordo com a Associação Internacional Halliwick:

O Método Halliwick é uma abordagem para ensinar todas as pessoas com dificuldades físicas e/ou de
aprendizagem a participarem de atividades aquáticas, a se moverem independentemente na água e a
nadarem. Baseia-se na crença dos benefícios que podem advir das atividades aquáticas e estabelece os
fundamentos necessários à sua aprendizagem. Esses benefícios incluem aspectos físicos, pessoais,
recreativos, sociais e terapêuticos. O conceito influenciou as técnicas de hidroterapia e foi desenvolvido
em exercícios terapêuticos específicos.

(INTERNATIONAL HALLIWICK ASSOCIATION, 2020 - Tradução livre)

Inicialmente elaborado como uma técnica de instrução para natação, o método Halliwick foi criado em 1949
por James Mcmilan, mas o principal difusor do conceito foi o fisioterapeuta Johan Lambec. (SACCHELLI;
ACCACIO; RADL, 2007).
James Mcmilan Johan Lambec

Engenheiro mecânico canadense, nadador e Cofundador da International Halliwick


professor de natação, faleceu em 1994. Association (IHA) e da Internacional Association
Aquatic Therapy Faculty (IATF) ou Faculdade de
Terapia Aquática da Associação Internacional.

O conceito trazido pelo método Halliwick influenciou professores de natação e se expandiu como técnica de
reabilitação. Este método apresenta uma grande variedade de atividades. Afinal, é possível trabalhar de forma
individual ou com um grupo de pacientes. É um diferencial em relação ao Método dos Anéis de Bad Ragaz, em
que os atendimentos sempre têm de ser individuais.

Halliwick Anéis de Bad Ragaz

Atendimento individual ou em grupo Atendimento somente individual

O método Halliwick enfatiza o bem-estar do paciente por estar em um ambiente aquático, ao proporcionar
alegria e prazer na prática das atividades, recebendo o status de “nadador”, buscando controlar o equilíbrio
sem a ajuda de flutuadores e com maior independência na água, com o apoio mínimo e ajustado pelo
fisioterapeuta.

Dica
O uso de boias, flutuadores e macarrões deve ser o mais restrito possível, com o intuito de estimular
maior independência e habilidades. Quando realizadas em grupo e por atividades lúdicas, são gerados
estímulos cognitivos, facilitando a socialização e a comunicação.

Embora desenvolva técnicas que atendam às demandas infantis, o método é indicado para todas as faixas
etárias. Carvalho et al. (2009) verificaram que a abordagem terapêutica por meio do método Halliwick
contribuiu para a melhora do equilíbrio e a redução do risco de queda em mulheres adultas e saudáveis.

O Halliwick elabora o conceito de desvio ocular, demonstrando que:

• A rotação da cervical começa com os olhos.


• Movendo após a cabeça.

• Continua com os ombros.

• Prossegue para a coluna.

Por essa razão, se a intenção for manter o paciente estável, será necessário instrui-lo a não acompanhar o
terapeuta com os olhos, mas a se manter olhando para frente.

Atenção
Os olhos também se correlacionam com o sistema vestibular. Por isso, se o fisioterapeuta estiver
tratando um paciente que tenha movimentos excessivos por alguma lesão encefálica, por exemplo,
deverá fixar os olhos do paciente em um objeto estável. Assim, há estabilidade da cabeça e será
possível o controle da região cervical, que é fundamental para o posterior controle dos ombros, do braço
e do antebraço.

Com a progressão do método, são percebidas melhoras da respiração e do controle do equilíbrio, bem como
uma maior confiança na água. Porém, para alcançar esses resultados, é importante iniciar o emprego do
método Halliwick na proporção de um paciente para um terapeuta, de modo a introduzir a ambientação e a
independência na piscina para posteriormente desenvolver atividades em grupo.

Aplicação da técnica Halliwick


Na técnica Halliwick, pessoas sem vivência no ambiente aquático podem progredir até um ponto de
independência dentro da água. Isso acontece de maneira gradativa, com base no domínio de controle de
movimentos dentro desse ambiente, o que caracteriza o método como sempre progressivo.

Essa técnica se divide em quatro estágios da aprendizagem motora:

Ajuste mental
Adaptação inicial do paciente quando não existe intimidade com o meio aquático, pois somos
ajustados à gravidade.

Restauração do equilíbrio
Realização de movimentos de grandes amplitudes, principalmente, com os membros superiores, para
manter o controle do equilíbrio em diferentes posturas e durante as rotações na água.

Inibição de movimentos
Controle da postura com o corpo parado na água, ou seja, capacidade de conter movimentos
indesejados.
Facilitação de movimentos
Aqueles mentalmente desejados e fisicamente controlados, não necessariamente movimentos
perfeitos, mas dentro da capacidade do paciente.

Baseado nesses quatro estágios, o método Halliwick apresenta o programa de 10 pontos:

Adaptação mental
Trata-se de adaptar o paciente às novas condições, tornando a imersão
na piscina uma experiência agradável. Nesta etapa, o paciente pode
começar a entrar com a cabeça na água, aprendendo a expirar quando
submerso.

Desligamento
Consiste no avanço gradativo da independência do paciente dentro da
piscina, caracterizado pelo distanciamento do fisioterapeuta. Os
desligamentos são relativos ao contato físico, visual e até do próprio
fisioterapeuta.

Controle de rotação transversal


É a mudança de postura no eixo transversal (prono para supino): o
paciente em pé passa para a posição horizontal (deitado) e o paciente
deitado passa para a posição vertical (em pé). Nos exercícios de rotação
transversal, são feitas passagem de decúbito dorsal para vertical e vice-
versa, estimulando o controle de tronco e membros inferiores durante o
movimento.

Controle de rotação sagital


O paciente realiza movimentos laterais sobre o eixo sagital, como quando
alcança objetos ao lado do corpo. Passos laterais são exemplos de
movimentos que exigem este controle.

Controle de rotação longitudinal


É realizada a rotação ao redor do eixo longitudinal (sobre o eixo da
coluna) de decúbito dorsal para decúbito ventral e vice-versa.
Controle de rotação combinada
É a combinação de movimentos com rotações. A tendência de rolar pode
ser causada pela turbulência ou por assimetria corporal. Nesta etapa, o
paciente precisa aprender a frear movimentos rotatórios indesejados e se
manter em uma posição estável para respirar.

Empuxo
Está diretamente relacionado à possibilidade de flutuar na água. Nesta
etapa, já não existe o medo de afundar e o paciente deve estar em um
nível avançado de controle da respiração.

Equilíbrio em imobilidade
Trata-se da habilidade de se manter em equilíbrio na superfície da água.
Nesta etapa, é preciso haver controle físico e mental. A partir da
turbulência, os “nadadores” podem ser treinados a fazer pequenos
ajustes posturais. Quando o paciente alcança este domínio, outras
atividades são realizadas com facilidade.

Deslize em turbulência
É o deslizamento do “nadador” baseado na pressão negativa gerada pelo
fisioterapeuta com movimentos das mãos, como, por exemplo, os que
causaram turbulência, fazendo com que o paciente se desloque sem
realizar nenhum movimento de propulsão. Ele deve estar apto a controlar
qualquer tendência de rolar.

Progressões simples e movimentos básicos de natação


É o primeiro momento em que a propulsão é executada pelo “nadador”.
Isso pode ser feito por meio de movimentos simples dos membros
superiores e inferiores. Trata-se da última etapa, que inclui movimentos
de natação.

A entrada na piscina é um momento que antecede a sessão fisioterápica pelo método Halliwick e faz a ligação
entre a intervenção em meio aquático e o desempenho em solo, reforçando a relação entre ambos. Por isso,
esse momento deve ser aproveitado para estimular a independência funcional da forma mais autônoma
possível.
Recomendação
Mesmo nas situações de maior comprometimento funcional, deve ser estimulada a participação do
paciente, o que pode acontecer por meio de tarefas simples, como puxar o manípulo (parafuso) da
cadeira de transferência ou inclinar o tronco para entrar na piscina.

Quando a piscina não tem cadeira de transferência hidráulica e a pessoa tem alterações no nível da
mobilidade, há necessidade de realizar transferência manual. Para isso, é possível utilizar as estratégias
apresentadas pelo método Halliwick.

Entrada na piscina via rotação transversal.

Saiba mais
Esse método está alicerçado no entendimento de que praticar atividades na água é prazeroso e que
todas as pessoas, inclusive, as que apresentam algum nível de incapacidade, são aptas a nadar.
A técnica preconiza que não se utilizem flutuadores, o que evita destacar aqueles que não apresentam
controle no ambiente aquático, tornando todos iguais. O encorajamento existe, porém, sem pressão, dando
ênfase às habilidades e não às deficiências.

De acordo com Garcia et al. (2012), os praticantes podem ser divididos em grupos, conforme o nível de
habilidades, da seguinte forma:

Nível vermelho Nível amarelo

Adaptação ao meio líquido e controle da Controle do equilíbrio e de rotações nos


respiração. diversos eixos.

Nível verde

Deslocamento do “nadador” na água por meio


de movimentos simples e com propulsão.

As atividades são ensinadas em uma ordem lógica, seguindo os princípios básicos do desenvolvimento
psicomotor.

Para James Mcmillan, criador do método, somos todos nadadores. Basta oportunizar a experiência e ensinar
de forma gradativa, utilizando conceitos de psicomotricidade, biomecânica e hidrodinâmica.

Método Watsu
O Watsu é uma técnica que foi criada nos Estados Unidos, em 1980, por Harold Dull, em Harbin Hot Springs,
na Califórnia.

Harbin Hot Springs


Retiro de fontes termais sem fins lucrativos.

Originalmente, Dull focou no método como uma prática meditativa e estimulante, enfatizando a “conexão com
o coração”. Ele ensinou o Zen Shiatsu que havia estudado com seu criador, Shizuto Masunaga, no Japão.
Segundo esta filosofia, o alongamento desbloqueia e equilibra a energia que flui pelo corpo. Dull descobriu
que a água morna era o meio ideal para isso e que segurar alguém para fazê-lo flutuar o leva a um nível de
cura além do toque – disso resultou o Watsu.
Zen Shiatsu
Assemelha-se ao Shiatsu, porém, com toques mais sutis, utilizando mais as palmas das mãos do que os
polegares. A técnica está associada a alongamentos dos músculos.

Saiba mais
Watsu é uma combinação da palavra inglesa water (água) com a palavra Shiatsu (terapia oriental para
equilíbrio físico e energético corpo). É considerada uma das três principais técnicas de reabilitação
aquática, ao lado do Método dos Anéis de Bad Ragaz e do método Halliwick. A principal diferença é que
o Watsu busca um profundo relaxamento, conectando-se com a própria respiração, estabelecendo um
ritmo para os movimentos e promovendo a interação do corpo com a mente.

A técnica não foi criada para tratamento de nenhuma patologia específica, mas objetiva a
melhora da qualidade de vida, aliando mente e corpo.

Os movimentos emersos são combinados com massagens e pressões em pontos de acupressão (pressão
exercida com os dedos) com fundamentação no Zen Shiatsu, com base em paradigmas de meridianos
corporais, para equilibrar energias do corpo.

O Watsu remete a uma técnica de interação do corpo com a mente, cuja essência deriva da filosofia oriental.
Seus movimentos rítmicos em espirais e rotacionais, completamente passivos, oferecem a sensação de leveza
e paz ao paciente, desbloqueando canais de energia e conduzindo a um nível profundo de relaxamento.

• O paciente flutua com a ajuda do fisioterapeuta, utilizando movimentos rítmicos e harmoniosos que
favorecem a respiração.

• Os músculos são massageados em pontos de maior tensão.

• As articulações são mobilizadas e os músculos alongados, enquanto o corpo é movimentado


passivamente na piscina.

Meridianos corporais
Canais por onde vários tipos de energia percorrem o corpo, segundo a Medicina chinesa tradicional.

Os benefícios alcançados são:

- Mobilidade articular.

- Relaxamento muscular.
- Respiração mais profunda e completa.

- Aumento da flexibilidade.

- Redução da dor.

- Sensação de bem-estar.

Com relação aos efeitos fisiológicos, há resposta do sistema nervoso vegetativo, o que aumenta o nível de
endorfina a curto e a médio prazo, melhorando a resposta emocional e a percepção da dor.

Mota et al. (2007) realizaram a análise da variabilidade da frequência cardíaca antes e após a intervenção com
a técnica Watsu e concluíram que o método se mostrou eficiente no equilíbrio dos níveis do sistema nervoso
simpático e parassimpático – um fator importante na redução do nível de estresse.

Variabilidade da frequência cardíaca


Medida indireta da modulação simpática e parassimpática.

Relembrando
Segundo Dull, os benefícios permitem transportar o paciente a um estado de relaxamento, alívio da dor e
bem-estar, liberando o corpo e a mente de tensões, o que favorece a criatividade.

Devido a suas características e a seus


benefícios, o Watsu é indicado para a maioria
das pessoas, embora existam condições
individuais para as quais o método é
especialmente recomendado. São elas:

• Pessoas com movimentos fisiológicos


limitados, com alterações físicas ou
psicológicas – tanto adultos quanto
crianças.

• Doenças osteomusculares crônicas –


como a fibromialgia e a artrite
reumatoide.

• Gestantes.

• Lesões do Sistema Nervoso Central ou Periférico.

• Insônia.
• Depressão e estresse.

• Para o bem-estar geral.

Oliveira et al. (2019) aplicaram técnicas de Watsu em um idoso com lombalgia, distribuídas em oito sessões,
durante um mês, obtendo respostas altamente satisfatórias no âmbito dos níveis de dor e de qualidade de
vida. Com relação às contraindicações, podemos apontar pacientes em fase pós-cirúrgica recente, com
comprometimentos do sistema vestibular e labirintopatias, insuficiência cardíaca descompensada e distúrbios
psiquiátricos agudos.

As condições ambientais para o tratamento


devem ser preferencialmente em um espaço
sem ruídos, com iluminação suave e
temperatura da água entre 33°C a 35°C.

O método é aplicado na superfície da água,


com auxílio do fisioterapeuta, que avalia a
expiração e a inspiração do paciente.

De acordo com o biotipo e a capacidade de Flutuadores utilizados no método Watsu.


flutuação do participante, podem ser usados
flutuadores na região distal da coxa ou na parte
superior aos tornozelos.

Técnicas aplicadas pelo método Watsu


Padrões de movimento, como balanços suaves, alongamento, mobilizações mais dinâmicas e até mesmo a
quietude são sempre focados nas tensões e necessidades do receptor. A sessão pode durar alguns minutos
ou até uma hora. Durante uma sessão, o fisioterapeuta monitora constantemente o estado de relaxamento,
atento às mudanças sutis na tensão muscular e na respiração.

1. A sessão inicia com o paciente sentado ou agachado na beira da piscina, encostado na parede ou nos
degraus.

2. O fisioterapeuta fica de frente para o receptor, orientando e coordenando a respiração.

3. Em seguida, conduz suavemente para uma posição de flutuação em decúbito dorsal, chamada de “primeira
posição”.

Saiba mais
Flutuação em decúbito dorsal Nessa posição, o paciente flutua em decúbito dorsal, enquanto o
fisioterapeuta sustenta sua cabeça no braço e mantém a tração suave da coluna desde a base do crânio
(occipital) até a região sacral. São realizados movimentos suaves que usam um arrasto turbulento para
produzir tração e alongar os membros e o tronco.

Após a “primeira posição”, podemos destacar os movimentos básicos do Watsu, que incluem:
1 Dança da respiração na água
Quietude e movimentos suaves coordenados com mudanças para cima e para baixo na
flutuabilidade, enquanto o paciente respira.

2
Oferecer lentamente
Deslocamento suave alternadamente de um lado para o outro, mantendo o suporte pelo
fisioterapeuta na cabeça pela base do crânio (occipital) e na base da coluna (região sacral), para
produzir tração da coluna.

3
Oferecer uma perna
O paciente flutua totalmente relaxado, com a cabeça suportada pelo fisioterapeuta. A perna mais
próxima é tracionada pelo joelho em flexão, enquanto é feito o deslocamento de um lado para o
outro, gerando alongamento de membros inferiores e músculos da coluna vertebral.

4
Oferecer duas pernas
O paciente fica com a cabeça apoiada pelo braço do fisioterapeuta e as duas pernas conduzidas em
flexão de quadril e joelho em direção ao tronco, mantendo o deslocamento suave de um lado para o
outro.

5
Acordeão
Tracionam-se os dois joelhos para perto e para longe do peito em coordenação com a respiração,
enquanto se mantém a tração do pescoço.

6
Acordeão em rotação
Adiciona-se um balanço de um lado para o outro à ação do acordeão, enquanto se movimentam
ambos os joelhos em direção ao peito (neste momento, os joelhos são flexionados) e para longe do
peito (quando se realiza uma gradual extensão dos joelhos), mantendo o apoio do occipital e
permitindo que a cabeça gire mais livremente.

7
Liberando a coluna
Oscilações suaves e ritmadas da coluna de um lado para o outro.

8
Quietude
O paciente flutua totalmente relaxado e suportado pelo fisioterapeuta.
9Rotação da perna próxima
A cabeça do paciente fica apoiada em um braço do fisioterapeuta. O outro braço traciona o joelho da
perna próxima em flexão, na direção do peito e retorna com ligeira extensão, afastando-se do peito.
Neste momento, são realizados movimentos suaves e rítmicos de deslizamento de um lado para o
outro.

10
Rotação da perna distante
Abrir e fechar a perna mais distante do fisioterapeuta em direção e para longe do tórax, a fim de
produzir mobilização da coluna vertebral, rotação da articulação do quadril e dissociação da cintura
pélvica.

Outras posições e técnicas foram desenvolvidas para produzir determinados efeitos e para tratar partes
específicas do corpo. Por exemplo:

Tração de cabeça Posição de alga marinha

Permite tração e mobilização suaves do Permite a mobilização e a rotação da coluna e


pescoço. dos quadris.

Sela completa

Permite alongamento e massagem nas laterais


do corpo e nos membros.

A água aquecida, a flutuação, as respirações profundas e o relaxamento muscular associado aos efeitos
psicológicos permitem que o método Watsu gere os seguintes benefícios:

• Relaxamento muscular com redução de pontos de tensão.

• Aumento da amplitude de movimento.

• Redução da dor.

• Conscientização corporal.

• Diminuição do estresse e da ansiedade.

• Melhora da postura – pela redução da dor, pelo alongamento e pela conscientização corporal.

Veja alguns exemplos de técnicas básicas utilizadas durante uma sessão de Watsu:
Técnica 1
O método pode ter sua abertura na parede ou nos degraus da piscina,
preparando o paciente para a entrada na água.

Técnica 2
Logo depois, é dado o comando para o paciente se afastar aos poucos
da parede ou da escada, percebendo as ações físicas da água sobre o
corpo.

Técnica 3
Neste momento, o paciente se entrega à água, trabalhando a respiração
enquanto flutua com o auxílio do fisioterapeuta. A mão esquerda é
posicionada na altura do sacro, evitando posicionamento de hiperlordose.

Métodos tradicionais utilizados na fisioterapia aquática


No vídeo a seguir a professora Adriana Marinho fala sobre métodos de reabilitação aquática.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Verificando o aprendizado

Questão 1

(Adaptado de: Assembleia Legislativa - MT - 2013) Existem várias abordagens terapêuticas


para a hidroterapia. Aquela que utiliza as propriedades físicas da água, como a flutuação e a
turbulência, para realizar exercícios de relaxamento, de estabilização e de resistência
progressiva, com utilização de flutuadores, é denominada:

Watsu

Bad Ragaz
C

Halliwick

Ai Chi

Zen Shiatsu

A alternativa B está correta.


O Método dos Anéis de Bad Ragaz (MABR) caracteriza-se pela utilização de flutuadores, como o colete
cervical, o cinto pélvico e os anéis de flutuação no tornozelo, que deve gerar estabilidade e conforto ao
paciente, permitindo a realização do emprego das técnicas. Uma das formas de progressão do método é
gerar resistência, com alterações de alavancas corporais, aumento da velocidade e alterações nos sentidos
durante a execução do movimento.

Questão 2

(Adaptado de FUNDATEC - Prefeitura de São Borja - RS - Fisioterapeuta - 2015) Analise as


assertivas a seguir sobre a hidroterapia – recurso utilizado dentro da fisioterapia:

I. O uso de flutuadores é recomendado em determinados métodos de acordo com a habilidade


individual de flutuação.

II. O método Halliwick leva em conta os princípios físicos da água e da Facilitação


Neuromuscular Proprioceptiva (FNP), bem como suas diagonais funcionais.

III. O método Watsu considera o relaxamento muscular promovido pela água aquecida e os
movimentos corporais, que permitem o alongamento muscular e o aumento da amplitude de
movimento.

Está(ão) correta(s):

Apenas I

I e II

I e III

D
II e III

I, II e III

A alternativa C está correta.


De fato, o método Watsu trabalha na promoção do relaxamento muscular com consequente facilitação para
o alongamento e o ganho de amplitude articular. O método Halliwick não utiliza a metodologia das
diagonais e espirais do método Kabat (FNP), mas sim o Método dos Anéis de Bad Ragaz (MABR).
2. Métodos e terapias aquáticas complementares para promoção, prevenção e reabilitação da saúde

Técnicas de terapia aquática


Na atualidade, no Brasil e no mundo, verificamos um crescente desenvolvimento da fisioterapia nos mais
diversos níveis e em vários contextos. A hidrocinesioterapia não é uma exceção, pois tem evoluído com
respaldo científico, comprovando sua eficácia e ampliando cada vez mais os métodos de tratamento e
prevenção no ambiente aquático.

Seja na terapia aquática ou em solo, o indivíduo assume um papel ativo em seu processo de reabilitação,
participando na definição dos objetivos e realizando as atividades de forma voluntária e consciente.

Os métodos que serão apresentados estão totalmente integrados a este novo paradigma de coautoria do
paciente com o fisioterapeuta, pois o primeiro assume responsabilidades e autocuidados com seu corpo e sua
mente.

Atenção
Existem diversas formas de tratamento e prevenção, conhecidas “terapias alternativas”. No Brasil, o
Ministério da Saúde prefere empregar o termo “terapias complementares”, porque estas devem funcionar
em conjunto com a medicina tradicional, de forma integrativa e não substitutiva (BRASIL, 2006).

As práticas integrativas funcionam como um complemento ao tratamento medicamentoso e à fisioterapia


tradicional, trazendo à consciência do indivíduo a importância do autocuidado, de se conhecer e de promover
seu próprio bem-estar. Trata-se de uma abordagem que coloca a saúde como ponto central, tirando o
enfoque da dor e do desconforto e enfatizando o funcionamento do organismo.

O Tai Chi é um exemplo de terapia complementar com o corpo.

Método Ai Chi
O método Ai Chi é uma prática de relaxamento que
associa respiração profunda e movimentos amplos, lentos
e contínuos de membros superiores, inferiores e do tronco.
A partir desta harmonia da respiração com os
movimentos, o praticante desenvolve consciência de seu
corpo no meio aquático.
Originalmente baseado no Tai Chi Chuan e no Qi Gong, este método foi criado por Jun Konno, no Japão, em
1996. É realizado por movimentos suaves e circulares executados com um foco profundamente dirigido para o
interior, em sequências contínuas, feitos com naturalidade e lentidão crescentes, desafiando o equilíbrio.

Tai Chi Chuan


Arte marcial chinesa que se tem mostrado eficaz na manutenção da saúde, incorporando movimentos
lentos e relaxantes ao integrar respiração, mente e corpo.

Saiba mais
Qi Gong Sistema milenar de postura que combina respiração, meditação e movimento, utilizado para fins
de saúde, espiritualidade e treinamento das artes marciais.

O Ai Chi atua sobre os meridianos. Exercícios


de Qi Gong, por exemplo, trabalham, por meio
de coreografias, os meridianos específicos de
tendões e músculos, com o objetivo de
aumentar a flexibilidade e regenerar lesões
osteomioarticulares.

O Ai Chi também pode ser empregado como


uma técnica de relaxamento ativo preparatória
para posterior relaxamento passivo. Como toda
técnica aquática, utiliza os benefícios gerados
pelas propriedades físicas da água, tais como:

Empuxo Viscosidades

Reduz a sobrecarga articular, facilitando a Importantes para a prática segura dos


manutenção das posturas. movimentos, pois diminuem o receio da queda.
Pressão hidrostática e turbulência

A primeira auxilia no retorno venoso e linfático,


gerando resistência aos movimentos
juntamente com a turbulência.

Este método tem sido clinicamente comprovado como auxiliar no tratamento da fadiga e do equilíbrio, na
redução da rigidez e da dor. Por exemplo, o estudo realizado por Cunha et al. (2010) sobre desempenho
funcional e qualidade de vida em idosos, com a aplicação de técnicas do Ai Chi, demonstrou uma melhora do
equilíbrio nos indivíduos avaliados e o benefício da socialização e da motivação pela realização dos exercícios
em grupo.

Saiba mais
A palavra Ai em japonês significa “amor” e Chi significa “energia”. Trata-se de uma combinação de
respiração profunda e movimentos lentos realizados em pé na profundidade do peito, com temperatura
entre 30°C e 33°C.

Entre os princípios do Ai Chi, destacamos:

1
Yuan
Movimentos circulares em busca da harmonia interna e externa.

2
Sung
Relaxamento interno e externo, promovendo a circulação sanguínea.

3
Ching
Deixar o corpo sem tensão e sem rigidez.

4
Yun
Movimentos em velocidades determinadas, controlados pela mente.

5
Cheng
Manutenção do equilíbrio e da postura.
6 Shu
Movimentos relaxados e confortáveis.

7
Tsing
Concentração que dirige o pensamento para a mente.

A progressão dos movimentos é feita por técnicas de respiração simples. Passando por
movimentos lentos e amplos dos membros superiores. Associando movimentos do tronco e
dos membros inferiores. E por fim, movimentos que envolvam todo o corpo.

Ai Chi consiste em movimentos ou katas, realizados durante a respiração com aproximadamente 14 a 16


incursões por minuto (IRPM). Os primeiros seis movimentos do braço são baseados no Qi Gong, com
manutenção de postura corporal estável e simétrica. Os movimentos subsequentes são baseados no Tai Chi
Chuan, com deslocamento contínuo do centro de gravidade. A progressão dos movimentos passa por
dificuldades crescentes, do estático e simétrico ao dinâmico, rotatório e assimétrico.

Katas
Conjunto de movimentos de ataque e defesa presentes em diversas artes marciais japonesas.

Técnicas de movimentos utilizadas pelo Ai Chi para iniciantes


Os movimentos do Ai Chi são realizados em pé, com a água na altura do peito. Veja algumas técnicas
utilizadas pelo método:

Técnicas empregadas
Movimentos realizados na execução das técnicas
pelo método

• Pronação e expiração
Contemplando
• Supinação e inspiração

• Extensão de ombros com expiração


Flutuando
• Flexão de ombros com inspiração

• Abdução de ombros com inspiração


Elevando
• Adução de ombros com expiração

• Adução horizontal com expiração


Fechando
• Abdução horizontal com inspiração
Técnicas empregadas
Movimentos realizados na execução das técnicas
pelo método

• Cruzamento dos braços à frente do corpo com expiração


Cruzando • Abdução com os cotovelos voltados medialmente com
inspiração

Acalmando Abdução e adução horizontal unilateral

Agrupando Abdução e adução horizontal unilateral posterior

Livrando Abdução e adução horizontal unilateral a posterior

Abdução e adução horizontal unilateral com transferência do


Transferindo
peso do corpo

Abdução e adução horizontal dos ombros com transferência do


Aceitando
peso do corpo

Aceitando com graça Abdução e adução horizontal dos ombros com elevação da perna

Flexão do quadril da perna de trás com abdução e adução


Circundando
horizontal dos ombros

• Flexão do quadril com os ombros em extensão


Balançando
• Extensão do quadril com ombros em flexão

• Com passos laterais, adução cruzando os braços na frente


do corpo com as pernas afastadas
Fluindo
• Abdução com os cotovelos flexionados e para dentro e as
pernas cruzadas

Meia volta para a direita e para a esquerda com movimentos de


Refletindo
pronação e supinação com os cotovelos flexionados

Suspendendo Meia volta com suspensão

Adriana de Souza Marinho Teixeira.


Movimentos da técnica Ai Chi.

Com o domínio da técnica, percebemos movimentos estéticos, amplos e controlados que desenvolvem
consciência corporal, permitindo:

• Relaxamento.

• Alongamento.

• Aumento do senso cenestésico.

• Controle e maior fluidez respiratória.

• Integração entre o corpo e a mente.

Pilates e bases cinesiológicas do movimento na água


Para começarmos a estudar Water Pilates, precisamos discutir um pouco sobre o método Pilates, que é a
fonte inspiradora desta modalidade de exercícios adaptados para o ambiente aquático.

Existem muitos recursos terapêuticos indicados para reeducação postural, flexibilidade e condicionamento.
Entre eles, destacamos o método Pilates, que vem crescendo há décadas em todo o mundo, tanto na
reabilitação quanto na prática de atividade física.
O método foi desenvolvido pelo alemão Joseph
Hubertus Pilates, na década de 1920, sendo
atualmente reconhecido como uma técnica que
pode ser utilizada de forma eficaz, tanto para
tratamento, quanto para prevenção de lesões.

Normalmente, o estúdio de Pilates é o local em


que os exercícios são praticados no chão e em
grandes e pequenos aparelhos. Um dos mais
conhecidos é o Reformer. Neste aparelho, é
possível realizar uma extensa lista de exercícios
com diferentes níveis de dificuldades (BIANCHI
et al., 2016). Exercício realizado no Reformer.

O método Pilates prioriza o equilíbrio dos movimentos, para que nenhum grupo muscular fique sobrecarregado
e o corpo execute, de forma mais eficiente, desde as atividades diárias até as práticas desportivas.

Atenção
É necessário termos consciência do próprio corpo durante os movimentos e de como nos movemos no
espaço. Esses movimentos devem ser fluidos e harmônicos; a consciência da respiração e dos músculos
centrais e profundos de nosso corpo precisa ser sempre estimulada.

As técnicas do Pilates buscam a aplicação de seis princípios básicos:


Controle

Os exercícios devem fluir com o ritmo da respiração.

Equilíbrio central

Também chamado de centralização, ativação do core ou powerhouse.

Concentração

Devemos estar presentes na atividade e não distraídos.

Precisão

Os movimentos são finalizados e já damos continuidade ao próximo movimento, gerando menor


desgaste durante os exercícios.

Respiração

Inspiração pelo nariz, direcionando o ar para o centro do tronco e expiração pela boca, facilitando a
ativação do centro do corpo.

Fluxo do movimento

Mínimo de movimentos e sua aplicabilidade no dia a dia.

Saiba mais
Powerhouse Também conhecida como “casa de força”, é a denominação dada por Joseph Pilates aos
músculos responsáveis pela estabilização estática e dinâmica do corpo que, quando ativados
corretamente, têm a função de estabilizar a coluna. São os músculos da parede anterolateral do abdome
(reto, oblíquos externo e interno, transverso), eretor da espinha e multífidos, glúteos máximo e médio,
além da musculatura do assoalho pélvico.

Para a execução do método, é preciso trabalhar corpo e mente, o que requer estabilização do core,
flexibilidade, força e controle muscular, postura e respiração.
O Pilates é composto por exercícios que abrangem contrações concêntricas, excêntricas e, principalmente,
movimentos estabilizadores, realizados por meio de contrações isométricas, com ênfase no core ou
powerhouse. O método pode ser trabalhado em solo, basicamente nos estúdios com equipamentos
específicos, ou em água, por meio do Aquapilates ou Water Pilates.

Water Pilates
O método Pilates foi introduzido de forma criativa no ambiente aquático em 1996, na Califórnia, pela
profissional da Educação Física Carol Argo. Esta vertente se apresenta em três modalidades:

• Movimentos e posturas tradicionais do Pilates na água.

• Movimentos tradicionais acrescidos de acessórios.

• Movimentos para condicionamento físico..

Recomendação
O método pode ser desenvolvido individual ou coletivamente, mas, no contexto fisioterapêutico de
reabilitação é indicado um atendimento individualizado, direcionado à demanda clínica do paciente. Se
realizado em grupo, deve haver afinidade terapêutica para a conduta escolhida.

O Water Pilates propõe trabalho de força por meio de movimentos controlados a partir da centralização –
afinal, é do centro que se originam todos os movimentos corporais – e por exercícios que devem vencer a
resistência da água e a turbulência, associados aos diversos efeitos terapêuticos proporcionados pela água,
que otimizam os resultados do tratamento.
Saiba mais
A redução da ação da gravidade, com consequente diminuição da sobrecarga articular, já se mostra um
efeito extremamente benéfico para a execução de trabalhos de resistência. Há, ainda, a água aquecida
entre 30 °C e 33 °C, que auxilia na vascularização tecidual, associada à pressão hidrostática, que gera
consequente redução de tensões e dores musculares.

Um elemento chave na prática de Pilates, no solo ou na água, é a respiração, que deve ser realizada
inspirando profundamente pelo nariz e direcionando o ar para as costelas, no centro do corpo, mantendo a
parede abdominal e a coluna estabilizada. A expiração é exalada pela boca, com os lábios franzidos, utilizando
a contração da musculatura abdominal.

A posição do corpo no método Pilates na modalidade aquática é diferente em relação ao Pilates realizado no
solo, porém, o movimento e os músculos ativados são similares.

Veja um exemplo de sequência de exercícios de Water Pilates:

• Aquecimento e relaxamento
O aquecimento deve ser feito para iniciar a
sessão e o relaxamento para terminar, com
duração aproximada de cinco minutos cada.
Caminhar na água, enquanto se concentra na
respiração do Pilates, é um ótimo exercício de
aquecimento ou relaxamento para o Water
Pilates.

• Deslizando o macarrão para trás

Este é um exercício muito eficaz para músculos dos membros inferiores. Deslizar o macarrão pelo chão com as
pernas retas (joelho estendido) aumenta a força, o equilíbrio e a flexibilidade.

Posição inicial Ação

Em pé na piscina com uma perna estendida Puxar o macarrão no chão da piscina,


para trás, com o pé sobre o macarrão. O pé da deslizando para frente, ao encontro da outra
frente deve ser mantido na direção do quadril, perna (a perna da frente) e retornando à
com as costas retas e as mãos ao lado do posição inicial (extensão do quadril).
corpo.

O tronco acompanha o deslocamento da perna. Inspirar ao deslizar a perna para trás e expirar ao puxar a
perna para frente. Podem ser feitas de 10 a 15 repetições para cada perna.

• Deslocameto frontal com as pernas estendidas

Posição inicial Ação

Em pé com as pernas estendidas e paralelas – Manter as pernas esticadas, deslizando o pé na


uma perna com os pés sobre o macarrão e os piscina que está sobre o macarrão, fazer
braços abduzidos, com a palma da mão voltada adução horizontal do ombro, inclinando o
para frente. tronco para frente, deslocando o peso do corpo
para frente também (acompanhando o
movimento). Retorne puxando a perna para
trás, deslizando o macarrão no chão da piscina
e fazendo uma abdução horizontal do ombro.
Para cada perna, recomendam-se de 10 a 15
repetições.

Inspirar ao deslizar para frente e expirar ao puxar a perna para trás.

• Movimento de bicicleta
Segurando as pontas de um macarrão, inclinar
para trás até flutuar com o peso do corpo
apoiado nele. Os ombros devem estar bem
posicionados, afastados das orelhas, com a
musculatura abdominal contraída e as pernas
esticadas.

Puxar uma perna em direção à barriga


expirando, inspirar ao trocar de perna e expirar
ao estender totalmente a perna anteriormente
dobrada. Este deve ser um movimento lento e
controlado. Uma repetição é completada
quando cada perna foi estendida uma vez. Cabem 10 a 15 repetições para cada perna.

• Prancha na piscina

Posição inicial: segurando halteres ou macarrão


com as duas mãos, em decúbito ventral
(barriga para baixo), com os braços estendidos
para frente e as pernas estendidas para trás.

Posição final: os braços vão de encontro aos


joelhos, enquanto, ao mesmo tempo, flexionam-
se quadril e joelho, que irá de encontro às
mãos. Depois, retorna-se à posição inicial. As
pernas devem ser mantidas na largura do
quadril e o rosto, fora da água. Podem ser feitas
de 10 a 15 repetições.

A fim de auxiliar o trabalho de força e resistência, podemos:

Dica 1
Utilizar o corrimão da piscina para fixar molas (típicas do método Pilates)
e elásticos.

Dica 2
Realizar exercícios sobre plataformas, facilitando posicionamentos e
posturas.

Dica 3
Usar um círculo mágico (também muito utilizado no Pilates).
Dica 4
Usar halteres, caneleiras aquáticas, macarrão, luvas de neoprene e todos
os demais materiais que possam ser adaptados ao método Pilates na
água.

Os exercícios ainda podem ser praticados em deep water (águas profundas).

O método é recomendado para pessoas que apresentem ou não patologias e está intimamente relacionado à
qualidade de vida e ao bem-estar pelos benefícios hormonais, cardiovasculares, de flexibilidade, coordenação
e concentração trazidos pela atividade física associada às filosofias do Método Pilates e aos benefícios das
propriedades físicas da água.

É recomendado para quem apresenta


necessidade de fortalecimento corporal e,
principalmente, do core, gestantes, idosos e
indivíduos que precisam realizar uma atividade
física de baixo impacto.

Os exercícios são realizados de forma


controlada, com respiração consciente e
estabilização de tronco feita pelos próprios
músculos do tronco e da região glútea, em
resposta às instabilidades geradas pelo
ambiente aquático. Isso torna o Water Pilates
um método extremamente eficaz nos trabalhos
de conscientização corporal, que objetivam
correções posturais e alinhamentos necessários para um bom funcionamento biomecânico de nosso corpo,
minimizando as sobrecargas geradas pelas atividades diárias.

Com a prática do método, espera-se que seja levado para a vida o aprendizado adquirido na
piscina, com domínio do tronco, controle da respiração com movimentos mais harmônicos e
equilibrados, reduzindo tensões e desgastes posturais desnecessários.

Técnica Jahara
Esta é uma técnica de integração corporal realizada em água aquecida, que emprega práticas desenvolvidas
pelo brasileiro Mário Jahara, as quais combinam:

• Consciência corporal.

• Mecânica do corpo saudável.

• Poder suave da água.

O desenvolvimento do método iniciou em 1995, quando seu criador foi contratado como um especialista
aquático para um resort no sul da Califórnia, dando origem ao Programa Jahara.
O método surgiu a partir de várias técnicas que Jahara estudou e ensinou, entre as quais se destacam:

• o método Mézières,

Método Mézières
Método de avaliação e tratamento baseado na teoria das cadeias musculares, cujo nome foi inspirado
em sua precursora Françoise Mézières, que apresentou, em 1947, uma visão inovadora sobre a conexão
entre os músculos.

• a técnica de Alexander,

técnica de Alexander
Técnica de reeducação corporal, apresentada entre 1890 e 1900, que se baseia na autopercepção dos
movimentos, com o objetivo de eliminar os reflexos posturais.

• o Zen Shiatsu.

Atualmente, a técnica é muito bem aceita e


utilizada em diversos países do mundo, como
Suíça, Alemanha, Israel, Argentina e Estados
Unidos. É baseada na consciência corporal e
busca um alinhamento saudável aliado aos
benefícios proporcionados pela imersão.

Consiste em microajustes do alinhamento


estrutural do corpo. Esses ajustes são feitos em
decúbito dorsal, flutuando na superfície da
água com auxílio do fisioterapeuta ou terapeuta
corporal, por meio de exercícios ativos e
alinhamentos passivos, enquanto utilizam uma série de movimentos circulares lentos e contínuos.

Com ouvidos submersos na água e olhos fechados, espera-se que o praticante entre em um mundo diferente,
livre da ação da gravidade, afastando as fronteiras entre o corpo e a água que o sustenta, dissolvendo
percepções fragmentadas entre o ambiente terrestre e o aquático e alcançando uma consciência de seu
corpo como um todo.

Durante a técnica, a flutuação é auxiliada por um dispositivo flexível, denominado Third Arm. Combinada com
trações suaves, a flutuação promove alongamento da coluna vertebral e trações.
Third Arm
Acessório de flutuação semelhante ao macarrão, de tamanho menor, posicionado na altura dos joelhos.

Atenção
Uma característica que diferencia a técnica Jahara de outras técnicas corporais é que a cabeça do
participante é conduzida e direcionada em alongamento pelo terapeuta e nunca empurrando na direção
dos pés, o que garante a constante expansão (alongamento) da coluna. Outro princípio peculiar do
método é sua lentidão: cada centímetro do movimento é executado com precisão e clareza.

Alguns dos principais benefícios propostos pela técnica Jahara são:

• Reduzir o estresse e a tensão.

• Diminuir a dor.

• Beneficiar órgãos internos – sistema musculoesquelético, sistema digestivo, respiratório, nervoso e


circulatório.

• Melhorar a respiração.

• Diminuir a ansiedade.

• Promover relaxamento profundo, paz e alegria.

• Melhorar os padrões de sono.

• Reduzir a fadiga.

• Melhorar a resposta do sistema imunológico.

• Melhorar o equilíbrio e a coordenação.

• Criar uma sensação de bem-estar duradoura.

O método propõe ainda que o trabalho corporal térmico aquático é uma forma eficaz de mobilizar o “Chi”
(força vital) por meio dos meridianos, uma vez que a água na temperatura corporal oferece um meio ideal para
a liberação de energia.

O método tem movimentos passivos e ativos:


Técnica passiva Exercícios ativos

Durante a flutuação, Já nos exercícios ativos, busca-se


na aplicação da técnica passiva, desenvolver a consciência corporal e a
trabalha-se o equilíbrio corporal. coordenação motora.

A prática de Jahara depende dos ciclos de cinco fases (ou cinco elementos) da Medicina chinesa, que se
relacionam com os cinco conceitos:

• Suporte → Elemento metal

• Adaptabilidade → Elemento água

Adaptabilidade
O método foca nas necessidades individuais de conforto e apoio. O terapeuta torna-se a água enquanto
permanece em um fluxo contínuo. Tornando-se a água, em vez de usá-la, cria invisibilidade. Os balanços
fluidos com múltiplas transições geram a adaptabilidade.

• Expansão → Elemento madeira

Expansão
Um dos objetivos principais é a expansão da coluna vertebral, empregando alongamentos e massagens
agregados a posições que podem expandir da região cervical até o cóccix.

• Sem esforço → Elemento fogo

• Invisibilidade → Elemento terra

Invisibilidade
A invisibilidade diz respeito ao terapeuta, que está presente, prestando o apoio (suporte) necessário ao
paciente e, ao mesmo tempo, não é visualizado por quem está sendo tratado, não identificando essa
localização. Assim, deixa de ser um encontro do paciente com o terapeuta e passa a ser um encontro
consigo mesmo.

A partir desses cinco conceitos, o terapeuta seleciona as técnicas a serem utilizadas durante a sessão.

Saiba mais
Existe, também, o Jahara baby: um trabalho de integração corporal realizado em água morna, que
promove alinhamento corporal e relaxamento, permitindo cuidar, ainda, do pai ou da mãe que está com o
bebê, o que possibilita à criança descobrir este contato com a água e desfrutar dele de forma agradável.

A piscina deve estar com a água na temperatura corporal e a profundidade deve ser na altura do esterno,
permitindo o deslocamento do responsável com o bebê na água de modo equilibrado.
Resumindo
O programa Jahara busca levar a consciência sobre a saúde e o bem-estar de pessoas de todas as
idades, com ou sem deficiência, sendo indicado para todas as faixas etárias, desde idosos até bebês. As
sessões podem ser individualizadas ou em grupo.

Water dance
Abreviatura do alemão “WasserTanzen”,
também chamado de WATA, este método foi
criado, em 1987, pelo psicólogo Peter Schröter
e pela psicoterapeuta Arjana Brunschwiler –
ambos de origem suíça.

É essencialmente uma técnica que tem como


objetivo provocar um estado de profundo
relaxamento, desenvolvendo-se abaixo do nível
da água. Foi a primeira técnica de terapia
aquática em submersão.

Clipe nasal.

O método associa as propriedades curativas da


água aquecida com os efeitos calmantes da
respiração em flutuação, feita de forma fluida, utilizando o clipe nasal, que evita a entrada da água pelo nariz
durante os deslocamentos, quando a cabeça permanece submersa. Com o uso deste acessório, o nariz é
bloqueado, permitindo a entrada gradativa na água.

À medida que o tratamento progride, a respiração é naturalmente retida por períodos cada vez mais longos,
respeitando o ritmo respiratório individual para as sequências dos movimentos subaquáticos e de superfície.

Primeiro, o indivíduo que recebe a sessão é trazido à superfície da água. Depois, é embalado, alongado e
massageado, o que acaba por agir em tensões psíquicas e bloqueios de origens emocionais e psicológicas.
Naturalmente, os movimentos ficam mais fluidos na água, criando uma forma de dança subaquática.

Comentário
Pode ocorrer um estado modificado de consciência com sensação de relaxamento profundo, resultando,
com frequência, em sensações de prazer e alegria.

O método foi criado a partir da associação de diversas influências, como movimentos do Aikido, a leveza e a
agilidade do balé clássico, bem como a liberdade dos movimentos ondulatórios realizados pelos golfinhos.
O receptor é segurado como se não o fosse desde a infância. Neste momento, ocorre uma conexão natural de
coração para coração e, muitas vezes, velhas feridas ou traumas dos primeiros tempos podem ser curados de
uma forma muito simples e amorosa. De acordo com a criadora do método, o efeito de vínculo e cura não
acontece apenas para o receptor, mas também para o doador (terapeuta).

Quem recebe a técnica costuma falar sobre a sensação de fusão com a água, descrevendo que esta e ele
próprio se tornam um só com tudo o que os rodeia. É como se houvesse uma expansão do corpo físico, que se
transforma em pura energia.

Aikido
Arte marcial japonesa

Saiba mais
O método tem uma correlação estreita com Harbin Hot Springs: um local de águas termais e centro de
oficinas em Harbin Springs, norte da Califórnia, considerado o berço do método Watsu.

O aprendizado das técnicas de Water Dance é dividido em:

WATA WATA I

Fundamental Class (WaterDance I)

WATA II WATA III

(WaterDance II) (WaterDance III)

Nele, sempre se explora o significado da respiração, praticando exercícios simples em terra, abordando o
aspecto espiritual por diferentes técnicas de meditação e expandindo o repertório de técnicas utilizadas na
água.

Todo método praticado na água apresenta contraindicações e condições que requerem cuidado, tais como:

• Confusão ou desorientação.

• Após a ingestão de bebidas alcoólicas.

• Sob a influência de narcóticos.

• Comprometimentos respiratórios.
• Hipertensão.

• Condição médica que afeta a coluna.

• Gestantes.

• Força limitada, resistência, equilíbrio ou amplitude de movimento.

Quanto aos benefícios potenciais para a saúde oriundos da prática de Water Dance, podemos destacar:

• Um profundo estado de relaxamento – que leva a uma liberação emocional e física.

• Os estados meditativos – que ocorrem quando a respiração é retida.

• O “reflexo de mergulho” – que diminui a frequência cardíaca, a pressão arterial e o metabolismo,


contribuindo para a capacidade de permanecer mais tempo debaixo da água sem esforço aparente.

• A redução do peso corporal proporcionada pelo empuxo – que diminui a pressão nas articulações e nos
músculos, criando a sensação de leveza.

• Os movimentos empregados pela técnica e a temperatura aquecida da água – que reduzem o tônus
muscular e os hormônios relacionados ao estresse.

Healing Dance
Também chamada de “dança da cura”, esta técnica de terapia holística foi criada, em 1993, pelo bailarino e
coreógrafo americano Alexander George, que integrou elementos do Watsu, do Water Dance e da dança com
movimentos mais fortes e rítmicos.
Terapia holística
Segundo o holismo, o corpo é um organismo interligado e não deve ser entendido de forma fragmentada.

Saiba mais
Water Dance Enquanto o Watsu e o Healing Dance se desenvolvem na superfície da água, o Water Dance
desenvolve-se abaixo da superfície da água.

1990

George estudou o Watsu com seu fundador, Harold Dull, sendo influenciado por sua formação
profissional em balé e pelo Trager Work. Assim, agregou a todo esse conhecimento a percepção de
como o corpo e a água interagem no movimento.

1993

George estudou, ainda, Water Dance com Arjana Brunschwiler, trazendo uma nova amplitude e
tridimensionalidade a seus movimentos experimentais. Disso resultou o Healing Dance, que trouxe o
potencial terapêutico da graça e a leveza dos movimentos na água.

Saiba mais
Trager Work Desenvolvido pelo médico americano Milton Trager, este método se destina a melhorar a
integração entre o corpo e a mente, com o objetivo de libertar padrões físicos e mentais arraigados,
facilitando o relaxamento profundo, o aumento da mobilidade e a clareza mental.

A filosofia norteadora é entender o movimento como o “remédio” que ativa o processo de cura por meio da
“dança recebida”. Os movimentos corporais se misturam com o próprio fluxo da água. Trata-se de técnicas
amplas, de trações e deslocamentos corporais conduzidos literalmente como uma dança pelo terapeuta.
Esses movimentos repercutem, de forma positiva, nos bloqueios físicos e emocionais a partir das sensações
produzidas de liberdade e segurança.
A técnica segue as tendências naturais do
corpo: o participante se move na água em uma
variedade de ondas, círculos e figuras de oito
com as pernas livres, o que lhe permite
experimentar as sensações geradas pela
fluidez da água.

O movimento é entendido como curativo e é


cuidadosamente dosado e intercalado com
momentos de quietude. O praticante
experimenta uma dança passiva, direcionada
pelo terapeuta.

A grande variedade de técnicas reflete como a água e o corpo se movem naturalmente juntos por meio de
movimentos amplos e dinâmicos, associados a movimentos mais sutis e sensíveis.

A essência do Healing Dance é fluxo, liberdade e leveza.

Embora visualmente a técnica pareça complexa, o ensino do método é gradativo, como, por exemplo, ensinar,
inicialmente, o deslocamento lateral de peso, com o paciente sustentado pelo terapeuta na superfície da água
em decúbito dorsal, deslocado de um lado para o outro no sentido craniocaudal.

O aprendizado da técnica se divide em diversas etapas. São elas:

1. Introdução ao Healing Dance

2. Healing Dance I

3. Healing Dance II

4. Healing Dance Underwater

Nesta última, o praticante fica com a cabeça submersa na água por determinado tempo e realiza certos
movimentos, podendo recorrer ao uso do clipe nasal – aquele utilizado pelos praticantes de nado
sincronizado. Sem o uso do clipe, a água entraria no nariz e o praticante teria dificuldade em relaxar, fazendo
apneia, o que geraria tensão nos músculos do pescoço, como o trapézio.

Atenção
O método Healing Dance consiste em 10 treinamentos. Em sete deles, são ensinadas técnicas em que o
praticante (paciente) permanece na superfície da água, enquanto as três etapas restantes são
subaquáticas, apresentando uma variedade de submersões.

Alguns dos benefícios listados pela técnica são:


• Diminuição da dor

• Superação da tensão armazenada ou do trauma

• Redução da ansiedade

• Promoção de relaxamento profundo

• Melhora dos padrões de sono

• Redução da dor e da fadiga

Aquadinamic
É um método criado pelo fisioterapeuta brasileiro Marcelo Roque, que se envolveu com terapias aquáticas
desde 1996, quando se formou e se especializou em piscina terapêutica. Ao longo de sua formação como
fisioterapeuta aquático, Roque desenvolveu conhecimentos de biomecânica, Aikido, capoeira, Yoga, Shiatsu,
dança, reeducação postural, Reiki e, ainda, diversas técnicas aquáticas, o que contribuiu para a criação do
Aquadinamic.

Este método não teve a pretensão de ser uma técnica totalmente inovadora, mas sim de trazer
um adequado complemento às demais técnicas. Trata-se de uma ferramenta que pode
apresentar variações quando o atendimento é monótono.

O método se preocupa com o trabalho corporal do próprio terapeuta, uma vez que é bidirecional, gerando
resultado em ambos: cliente e terapeuta.

Atenção
O termo cliente é utilizado porque quem recebe a técnica é um agente participativo do processo
terapêutico, que, por meio de seu feedback, auxilia no direcionamento da terapia, não se portando
passivamente, o que poderia caracterizá-lo como paciente ou apenas agente recebedor do trabalho.

É necessário que o terapeuta esteja totalmente presente e concentrado para que o método seja executado
confortavelmente e da forma correta para ambos.
Como terapia aquática passiva, o Aquadinamic
incorpora meditação e liberação corporal,
equilibrando o tônus muscular e desbloqueando
regiões corporais com tendência a contrair-se
de forma patológica ou disfuncional.

A técnica busca alcançar resultados em


pacientes que estejam em processo de
reabilitação física e psíquica, indicada para
clientes que não tenham objetivos terapêuticos,
atuando nas esferas física, psíquica, mental e
energética.

Durante a sessão, é realizado um trabalho de alongamento passivo, mobilizando músculos e fáscias,


repercutindo no sistema articular, auxiliando no ganho de amplitude, beneficiando quem necessita do
tratamento e, ainda, quem não apresenta disfunção, mas desfruta de um momento de relaxamento e
meditação.

Fáscias
Modalidade de tecido conjuntivo que reveste os músculos, interligando-os.

Entre as filosofias da prática do Aquadinamic estão:

1. Meditação - O estado meditativo em que entramos quando este método é praticado pode ser comparado a
diversos trabalhos de meditação, como a Yoga, o Tai Chi e a meditação dinâmica.

2. Ocidental X Oriental - Existe uma diferença na visão ocidental e oriental no que se refere à cura.

Entenda as diferenças entre ocidente e oriente!

Ocidente Oriente

No Ocidente, pesquisamos Já no Oriente, o caminho é pesquisar


a doença (física ou psíquica) os grandes homens e sua plenitude
e tratamos o doente. física e mental.

O que se busca alcançar é viver em plenitude, tratar o indivíduo e não a doença. Essa busca é o que leva a um
bem-estar físico e mental, não permitindo a instalação da doença.

Resumindo
No Aquadinamic, não se trabalha com foco na doença e sim no que pode ser feito para melhorar, a fim
de dar movimento e energia ao corpo, bem como de despertar o sistema imunológico.

Aplicação do método Aquadinamic


O setor para a realização da técnica pode ter uma iluminação normal, porém confortável. Quanto aos sons, a
preferência é o silêncio, mas como muitas vezes isso não é possível, alguns terapeutas utilizam sons baixos
para “camuflar” os barulhos externos.

No contato com o cliente, deve haver uma preocupação constante com a posição da cabeça de quem está
recebendo a técnica, para evitar manutenção prolongada da mesma posição, o que gera sobrecarga na
musculatura da região cervical. Assim, devem-se alternar as empunhaduras periodicamente com leveza e
agilidade, utilizando a região tenar e hipotênar para dar suporte às partes do corpo, evitando o toque com as
pontas dos dedos.

Tenar e hipotênar
TenarRegião da palma da mão na qual se localizam os músculos que movimentam o primeiro dedo
(polegar). HipotênarRegião da palma da mão na qual se localizam os músculos que movimentam o quinto
dedo (dedo mínimo).

O nível da água em relação ao rosto, quando o


nariz fica muito próximo da água, pode gerar
sensação de desconforto e insegurança,
provocando tensão. No Aquadinamic, a
submersão da face na água ocorre aos poucos:
o cliente entra de lado com o rosto, permitindo
a percepção suave da água na face, a fim de
que o reflexo de mergulho seja gradativamente
diminuído e a aceitação à submersão seja total.

Outro aspecto importante é cuidar para que os


ouvidos não saiam muito da água, pois estando
submersos, ocorre uma sensação de aconchego e proteção.

Atenção
Os movimentos no Aquadinamic lembram posturas de Tai Chi e capoeira. Seus estados meditativos e
conscientes da respiração são muito parecidos com os movimentos dessas artes.

Os movimentos são iniciados nos membros inferiores do cliente. Irradiados para o tronco e para os braços,
trabalhando sempre que possível com a força das pernas, que é maior que a força dos membros superiores.

O Aquadinamic substitui movimentos lentos por movimentos mais rápidos e dinâmicos, como
ocorre no Watsu, por exemplo.

Ao final do atendimento, os praticantes relatam estar com a respiração mais ampla e agradável, assim como
aumentada a percepção dos cinco sentidos. Os benefícios esperados pela técnica estão relacionados com os
sistemas respiratório, articular e muscular, a redução da fadiga, o desenvolvimento da consciência corporal e
o equilíbrio energético.

Demais métodos contemporâneos e complementares


Quando mencionamos os métodos de reabilitação aquática, podemos incluir não somente as técnicas e os
movimentos realizados na piscina terapêutica, como também as inovações tecnológicas que podem
complementar os próprios métodos. Entre essas inovações estão:

• As luminárias submersas com controle remoto – que podem trabalhar a cromoterapia no atendimento.

• A possibilidade de regular o nível da profundidade da piscina.

• O sistema de desinfecção ultravioleta – que elimina a cloramina.

Podemos citar, ainda, equipamentos e acessórios que proporcionam a sensação de nadar sem sair do lugar,
transformando a piscina em uma verdadeira “esteira aquática”, por meio, por exemplo, de uma bomba
geradora de correnteza, que simula correntes naturais.

Todas essas inovações tecnológicas agregam valor ao atendimento, facilitam e aperfeiçoam a aplicação das
técnicas. É possível acrescentar modalidades diversas empregadas, como:

• Estimulação aquática para bebês

• Aqua Meditation (meditação aquática)

• Aqua Yoga (Yoga na Água)

• Aquatic Integration (integração Aquática)

• Craniosacral Therapy in water (Terapia craniosacral na água)

• Acquacontrol

• Acquafasciaterapia

Comentário
Essas modalidades surgem como forma de desdobramento e aprimoramento dos resultados e das
eficácias dos métodos já existentes ou como técnicas autônomas, sempre visando a um atendimento
mais eficaz.

Todas essas técnicas, esses métodos e variantes estudados podem ser aplicados na fisioterapia aquática,
considerada pela Resolução nº 443/2014 do COFFITO como a utilização da água nos diversos ambientes e
contextos, em qualquer de seus estados físicos, para fins de atuação do fisioterapeuta nos seguintes âmbitos:
COFFITO
Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Autarquia federal criada em 1975, que
estabelece normas e exerce o controle ético, científico e social das profissões de fisioterapeuta e
terapeuta ocupacional.

Hidroterapia

Uso do turbilhão, por exemplo.

Hidrocinesioterapia

Cinesioterapia na água.

Balneoterapia

Forma de tratamento de doenças por meio de banhos.

Crenoterapia

Tratamento feito por meio de ingestão e banho de águas minerais.

Cromoterapia

Utilização da luz em diferentes cores para o tratamento de doenças.

Termalismo

Tratamento com águas termais que apresentam minerais e gases.

Duchas

Quentes ou frias.

Compressas

Quentes ou frias.

Vaporização/inalação

Indicada para doenças que afetam o sistema respiratório.


Crioterapia

Uso do gelo em processos inflamatórios, por exemplo.

Talassoterapia

Uso da água do mar como uma forma de terapia.

Métodos de tratamento aquático e técnicas complementares


No vídeo a seguir a professora Adriana Marinho fala sobre os métodos de tratamento aquático e técnicas
complementares.

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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Verificando o aprendizado

Questão 1

As técnicas desenvolvidas pelo brasileiro Mário Jahara têm como características principais:

Fortalecimento muscular e técnicas de alongamento.

Manutenção sempre em emersão, sem a entrada da cabeça na água.

Exercícios ativos livres, realizados com as orientações verbais do terapeuta.

Busca de relaxamento profundo, com ouvidos submersos na água e olhos fechados.

Emprego exclusivo por fisioterapeutas.

A alternativa D está correta.


A técnica Jahara se desenvolve com os ouvidos submersos na água e os olhos fechados em busca do
relaxamento profundo, da expansão da coluna vertebral e do equilíbrio da energia corporal. O método
trabalha consciência corporal, relaxamento e alongamentos, não se ocupando do trabalho de força. Trata-
se de uma técnica que pode ser empregada por outros profissionais, como terapeutas corporais e não
apenas os fisioterapeutas.

Questão 2

No tratamento de um paciente idoso, o fisioterapeuta optou pela fisioterapia aquática, em


piscina terapêutica. Como parte do programa de reabilitação, houve a indicação de uma
terapia aquática complementar para relaxamento, com o objetivo de reduzir a tensão em
determinadas regiões corporais.

Considerando que o fisioterapeuta tenha aplicado um método que associa as propriedades


curativas da água aquecida com os efeitos calmantes da respiração em flutuação, com a
cabeça submersa, é correto afirmar que se empregou:

Ai Chi

Watsu

Water Dance

Jahara

Healing Dance

A alternativa C está correta.


O método Water Dance foi a primeira terapia aquática em submersão. O paciente é embalado e alongado
acima e abaixo da superfície da água, alcançando relaxamento, o que pode, consequentemente, reduzir
tensões musculares.
3. Conclusão

Considerações finais

Ao apresentar os diferentes métodos e as técnicas de fisioterapia aquática, pretendemos fornecer


o conhecimento teórico baseado em evidências científicas.

Os objetivos e alcances terapêuticos são diferentes para cada modalidade de intervenção. Como vimos,
podemos ter uma melhor indicação do Método dos Anéis de Bad Ragaz (MABR) para adultos neurológicos, do
Watsu para relaxamento e da técnica Jahara para trabalhar a consciência corporal e o relaxamento profundo.

Percebemos, também, que integrar os conhecimentos milenares trazidos pela Medicina chinesa e todas as
demais filosofias orientais pode ser uma excelente opção que agrega valor aos atendimentos tradicionais.

A associação de técnicas que promovem relaxamento atua de forma positiva nas tensões musculares e é uma
ótima aliada quando objetivamos alongamento e ganho de flexibilidade. Nesse contexto, é importante verificar
a temperatura da água mais indicada para o método, a profundidade e as habilidades específicas de
manuseio.

A integração entre o paciente/receptor da técnica e o fisioterapeuta também é de fundamental importância.


Afinal, para o êxito do tratamento, é necessária a entrega de ambos. Entretanto, os resultados positivos só
serão alcançados se houver conhecimento, responsabilidade e cumplicidade.

Este é o profissional que pretendemos formar, ou seja, aquele que executa com maestria seu
valioso ofício: “o poder da cura”.

Podcast

Ouça agora a fala de um fisioterapeuta especialista em fisioterapia aquática, sobre os métodos de


reabilitação aquática, convidado pela professora Adriana de Souza Marinho Teixeira.

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Fala, mestre!
Exercicíos utilizados nas patologias e disfunções
Neste vídeo, a professora Adriana Marinho, fisioterapeuta e mestre em ciências morfológicas, apresenta uma
série de exercícios de fortalecimento que podem ser realizados na água. Ela discute a importância da entrada
adequada do paciente na piscina e demonstra diversos exercícios aquáticos, como caminhada para frente e
para trás, marcha, abdução e adução de membros inferiores, uso do step para flexão de quadril, joelho e
tornozelo, e exercícios na barra. Adriana também mostra como utilizar equipamentos como nadadeiras e
alteres para aumentar a resistência e o trabalho muscular. Além disso, ela explica a importância de circuitos
para melhorar agilidade e equilíbrio, destacando as vantagens do ambiente aquático para a cinesioterapia. A
professora enfatiza a aplicação de conhecimentos de anatomia, fisiologia e biomecânica nas atividades
terapêuticas aquáticas.

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Exercícios baseados no método Halliwick


Neste vídeo, a professora Adriana Marinho, mestre em ciências morfológicas e fisioterapeuta, discute o
método Halloweek, criado na década de 1950 pelo engenheiro James McMilon, com o objetivo de ensinar a
nadar crianças com paralisia cerebral. Ela explica que a água proporciona uma sensação agradável e auxilia na
flutuação, reduzindo o peso corporal, o que facilita a aprendizagem motora e cognitiva. Adriana detalha os 10
pontos do método, que promovem desde a adaptação mental e o controle de respiração até técnicas de
rotação e impulsão, contribuindo para o desenvolvimento motor das crianças. Ela também compara o método
Halloweek com o método Bah de Ragais, destacando a diferença no uso de flutuadores. A aplicação deste
método não se limita apenas a crianças com deficiências, mas também é adaptável para adultos e outros
contextos ortopédicos e fisioterapêuticos. Concluindo, o método visa ensinar movimentos simples e controle
corporal na água, sem necessariamente focar em alta performance.

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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Explore+
Para saber mais sobre os métodos de fisioterapia aquática, pesquise e acesse os seguintes portais:

• International FNP Association

• International Halliwick Association

• FNP Watsu Aquatic Bodywork and Therapy

• Jahara Aquatic Technique – Water Therapy

• WATA – Waterdance

• Home Page do Healing Dance’s Official Website

• Aquadinamic – AcquaBrasil

Referências
BIANCHI, M. D. et al. Estudo comparativo entre os métodos Pilates no solo e Water Pilates na qualidade de
vida e dor de pacientes com lombalgia. v. 17, n. 4. In: Cinergis. Santa Cruz do Sul, 2016.

BRASIL. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução nº 443, de 3 de setembro de


2014. Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Aquática e dá outras providências. Brasília, DF:
COFFITO, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política
Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – PNPIC-SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde,
2006.

CARVALHO, R. G. S. et al. Melhora do equilíbrio e da redução do risco de queda através do método Halliwick
em um grupo de mulheres. v. 10, n. 6. In: Fisioterapia Brasil, 2009.

CUNHA, M. C. B. et al. Ai Chi: efeitos do relaxamento aquático no desempenho funcional e qualidade de vida
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GARCIA, M. K. et al. Conceito Halliwick: inclusão e participação através das atividades aquáticas funcionais. v.
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INTERNATIONAL HALLIWICK ASSOCIATION. Promoting the Halliwick Concept of swimming & rehabilitation in
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MOTA, N. M. et al. Estudo da atividade nervosa autonômica por meio da análise da variabilidade da frequência
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OLIVEIRA, E. M. et al. Tópicos especiais em fisioterapia aquática. Recife: Centro de Estudo e Pesquisa Rogério
Antunes, 2019.

RUOTI, R. G.; MORRIS, D. M.; COLE, A. J. Reabilitação aquática. São Paulo: Manole, 2000.

SACCHELLI, T.; ACCACIO, L. M. P.; RADL, A. L. M. Fisioterapia aquática. 1. ed. Barueri: Manole, 2007.

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