Aula 02
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Os Números Racionais
Dı́zima Periódica
Os Números Reais
Bibliografia
10 de junho de 2025
Prof. Dr. João Bosco Batista Lacerda Os Números Reais - Aula 02
Motivação
Os Números Racionais
Dı́zima Periódica
Os Números Reais
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Sumário
1 Motivação
Sumário
1 Motivação
2 Os Números Racionais
Sumário
1 Motivação
2 Os Números Racionais
3 Dı́zima Periódica
Sumário
1 Motivação
2 Os Números Racionais
3 Dı́zima Periódica
4 Os Números Reais
O Corpo dos Números Reais
Sumário
1 Motivação
2 Os Números Racionais
3 Dı́zima Periódica
4 Os Números Reais
O Corpo dos Números Reais
5 Bibliografia
Motivação
Motivação
Motivação
Os Números Racionais
Os primeiros números conhecidos pela humanidade são os cha-
mados inteiros positivos ou naturais os quais são denotados pela
letra N, isto é,
N = {1, 2, 3, . . .}
Os Números Racionais
Os primeiros números conhecidos pela humanidade são os cha-
mados inteiros positivos ou naturais os quais são denotados pela
letra N, isto é,
N = {1, 2, 3, . . .}
Esse conjunto tinha, originalmente, a capacidade de represen-
tar“todas”as quantidades e, posteriormente, com o surgimento
das operações elementares, em particular, a adição e multi-
plicação, foi possı́vel somar e multiplicar dois números quaisquer
de N produzindo um novo número de N, o que em linguagem
matemática significa dizer que N é fechado em relação a estas
operações, isto é,
∀ x, y ∈ N ⇒ x + y ∈ N
Os Números Racionais
Os primeiros números conhecidos pela humanidade são os cha-
mados inteiros positivos ou naturais os quais são denotados pela
letra N, isto é,
N = {1, 2, 3, . . .}
Esse conjunto tinha, originalmente, a capacidade de represen-
tar“todas”as quantidades e, posteriormente, com o surgimento
das operações elementares, em particular, a adição e multi-
plicação, foi possı́vel somar e multiplicar dois números quaisquer
de N produzindo um novo número de N, o que em linguagem
matemática significa dizer que N é fechado em relação a estas
operações, isto é,
∀ x, y ∈ N ⇒ x + y ∈ N e x.y ∈ N.
continuação
Com a subtração surgiu um problema, que era o da impossibili-
dade de subtrair um número do outro quando o primeiro era me-
nor do que o segundo ou de resolver equação do tipo x + 2 = 0.
continuação
Com a subtração surgiu um problema, que era o da impossibili-
dade de subtrair um número do outro quando o primeiro era me-
nor do que o segundo ou de resolver equação do tipo x + 2 = 0.
Daı́ a necessidade de se construir um conjunto contendo uma
cópia de N e onde pudéssemos, além de somar e multiplicar, sub-
trair um elemento do outro, sem qualquer restrição.
continuação
Com a subtração surgiu um problema, que era o da impossibili-
dade de subtrair um número do outro quando o primeiro era me-
nor do que o segundo ou de resolver equação do tipo x + 2 = 0.
Daı́ a necessidade de se construir um conjunto contendo uma
cópia de N e onde pudéssemos, além de somar e multiplicar, sub-
trair um elemento do outro, sem qualquer restrição. Assim, sur-
giu o conjunto dos números inteiros o qual denotamos por
continuação
Com a subtração surgiu um problema, que era o da impossibili-
dade de subtrair um número do outro quando o primeiro era me-
nor do que o segundo ou de resolver equação do tipo x + 2 = 0.
Daı́ a necessidade de se construir um conjunto contendo uma
cópia de N e onde pudéssemos, além de somar e multiplicar, sub-
trair um elemento do outro, sem qualquer restrição. Assim, sur-
giu o conjunto dos números inteiros o qual denotamos por
continuação
Com a subtração surgiu um problema, que era o da impossibili-
dade de subtrair um número do outro quando o primeiro era me-
nor do que o segundo ou de resolver equação do tipo x + 2 = 0.
Daı́ a necessidade de se construir um conjunto contendo uma
cópia de N e onde pudéssemos, além de somar e multiplicar, sub-
trair um elemento do outro, sem qualquer restrição. Assim, sur-
giu o conjunto dos números inteiros o qual denotamos por
continuação
No conjunto dos números inteiros Z não temos problema com
subtração, isto é, podemos subtrair um elemento qualquer do
outro sem qualquer restrição, porém surge restrições com relação
a divisão de certos números inteiros ou de resolver equações do
tipo 2x − 1 = 0.
continuação
No conjunto dos números inteiros Z não temos problema com
subtração, isto é, podemos subtrair um elemento qualquer do
outro sem qualquer restrição, porém surge restrições com relação
a divisão de certos números inteiros ou de resolver equações do
tipo 2x − 1 = 0. Assim surgiu o conjunto dos números racionais,
na o
Q= : a, b ∈ Z, b ̸= 0
b
continuação
No conjunto dos números inteiros Z não temos problema com
subtração, isto é, podemos subtrair um elemento qualquer do
outro sem qualquer restrição, porém surge restrições com relação
a divisão de certos números inteiros ou de resolver equações do
tipo 2x − 1 = 0. Assim surgiu o conjunto dos números racionais,
na o
Q= : a, b ∈ Z, b ̸= 0
b
Uma fração algébrica significa o quociente de duas expressões.
a
Assim, significa a “divisão”de a por b, desde que b seja diferente
b
de zero.
continuação
No conjunto dos números inteiros Z não temos problema com
subtração, isto é, podemos subtrair um elemento qualquer do
outro sem qualquer restrição, porém surge restrições com relação
a divisão de certos números inteiros ou de resolver equações do
tipo 2x − 1 = 0. Assim surgiu o conjunto dos números racionais,
na o
Q= : a, b ∈ Z, b ̸= 0
b
Uma fração algébrica significa o quociente de duas expressões.
a
Assim, significa a “divisão”de a por b, desde que b seja diferente
b
de zero. Portanto, Q é o conjunto de todas as frações.
continuação
No conjunto dos números inteiros Z não temos problema com
subtração, isto é, podemos subtrair um elemento qualquer do
outro sem qualquer restrição, porém surge restrições com relação
a divisão de certos números inteiros ou de resolver equações do
tipo 2x − 1 = 0. Assim surgiu o conjunto dos números racionais,
na o
Q= : a, b ∈ Z, b ̸= 0
b
Uma fração algébrica significa o quociente de duas expressões.
a
Assim, significa a “divisão”de a por b, desde que b seja diferente
b
de zero. Portanto, Q é o conjunto de todas as frações.
Observação
Todo número inteiro é um número racional.
continuação
Observação
O valor de uma fração não é alterada pela multiplicação ou di-
visão do numerador e do denominador pelo mesmo número, isto
é,
a
a m.a a m
= e =
b m.b b b
m
Além disso, mudar o sinal do numerador ou denominador de uma
fração é equivalente a mudar o sinal da fração, isto é,
−a a a
=− = .
b b −b
continuação
a c
Dados , ∈ Q, a soma e o produto destes números racionais
b d
são obtidas pelas regras:
1. Regra da Soma:
a c ad + bc
+ =
b d bd
2. Regra do Produto:
a c ac
. =
b d bd
continuação
a c
Dados , ∈ Q, a soma e o produto destes números racionais
b d
são obtidas pelas regras:
1. Regra da Soma:
a c ad + bc
+ =
b d bd
2. Regra do Produto:
a c ac
. =
b d bd
Estas operações gozam das seguintes propriedades:
1. A adição é associativa, x+(y +z) = (x+y)+z, ∀ x, y, z ∈ Q.
continuação
a c
Dados , ∈ Q, a soma e o produto destes números racionais
b d
são obtidas pelas regras:
1. Regra da Soma:
a c ad + bc
+ =
b d bd
2. Regra do Produto:
a c ac
. =
b d bd
Estas operações gozam das seguintes propriedades:
1. A adição é associativa, x+(y +z) = (x+y)+z, ∀ x, y, z ∈ Q.
2. Existe um único elemento 0 (zero) em Q tal que x + 0 =
0 + x = x, ∀ x ∈ Q.
continuação
a c
Dados , ∈ Q, a soma e o produto destes números racionais
b d
são obtidas pelas regras:
1. Regra da Soma:
a c ad + bc
+ =
b d bd
2. Regra do Produto:
a c ac
. =
b d bd
Estas operações gozam das seguintes propriedades:
1. A adição é associativa, x+(y +z) = (x+y)+z, ∀ x, y, z ∈ Q.
2. Existe um único elemento 0 (zero) em Q tal que x + 0 =
0 + x = x, ∀ x ∈ Q.
3. A cada x ∈ Q corresponde um único elemento −x ∈ Q tal
que x + (−x) = (−x) + x = 0.
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continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
6. Existe um único elemento 1 (um) em Q tal que 1.x = x.1 =
x, ∀ x ∈ Q.
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
6. Existe um único elemento 1 (um) em Q tal que 1.x = x.1 =
x, ∀ x ∈ Q.
7. A cada x ∈ Q, x ̸= 0, corresponde um único elemento x−1 ∈
1
Q ou (inverso) em Q tal que x.x−1 = x−1 .x = 1.
x
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
6. Existe um único elemento 1 (um) em Q tal que 1.x = x.1 =
x, ∀ x ∈ Q.
7. A cada x ∈ Q, x ̸= 0, corresponde um único elemento x−1 ∈
1
Q ou (inverso) em Q tal que x.x−1 = x−1 .x = 1.
x
8. A multiplicação é comutativa, x.y = y.x ∀ x, y ∈ Q.
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
6. Existe um único elemento 1 (um) em Q tal que 1.x = x.1 =
x, ∀ x ∈ Q.
7. A cada x ∈ Q, x ̸= 0, corresponde um único elemento x−1 ∈
1
Q ou (inverso) em Q tal que x.x−1 = x−1 .x = 1.
x
8. A multiplicação é comutativa, x.y = y.x ∀ x, y ∈ Q.
9. A multiplicação é distributiva em relação à adição:
i) x.(y + z) = x.y + x.z.
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
6. Existe um único elemento 1 (um) em Q tal que 1.x = x.1 =
x, ∀ x ∈ Q.
7. A cada x ∈ Q, x ̸= 0, corresponde um único elemento x−1 ∈
1
Q ou (inverso) em Q tal que x.x−1 = x−1 .x = 1.
x
8. A multiplicação é comutativa, x.y = y.x ∀ x, y ∈ Q.
9. A multiplicação é distributiva em relação à adição:
i) x.(y + z) = x.y + x.z.
ii) (x + y).z = x.z + y.z, ∀ x, y, z ∈ Q.
continuação
4. A adição é comutativa, x + y = y + x, ∀ x, y ∈ Q.
5. A multiplicação é associativa, x.(y.z) = (x.y).z, ∀ x, y, z ∈
Q.
6. Existe um único elemento 1 (um) em Q tal que 1.x = x.1 =
x, ∀ x ∈ Q.
7. A cada x ∈ Q, x ̸= 0, corresponde um único elemento x−1 ∈
1
Q ou (inverso) em Q tal que x.x−1 = x−1 .x = 1.
x
8. A multiplicação é comutativa, x.y = y.x ∀ x, y ∈ Q.
9. A multiplicação é distributiva em relação à adição:
i) x.(y + z) = x.y + x.z.
ii) (x + y).z = x.z + y.z, ∀ x, y, z ∈ Q.
Neste caso diremos que Q é um corpo.
continuação
a b
Dado x = ∈ Q, x ̸= 0, então x−1 = .
b a
continuação
a b
Dado x = ∈ Q, x ̸= 0, então x−1 = . Realmente, suponha
b a
c
que x−1 = . Então
d
x.x−1 = 1
continuação
a b
Dado x = ∈ Q, x ̸= 0, então x−1 = . Realmente, suponha
b a
c
que x−1 = . Então
d
a c a.c
x.x−1 = 1 ⇒ . = =1
b d b.d
continuação
a b
Dado x = ∈ Q, x ̸= 0, então x−1 = . Realmente, suponha
b a
c
que x−1 = . Então
d
a c a.c
x.x−1 = 1 ⇒ . = = 1 ⇔ a.c = b.d
b d b.d
dividindo ambos os membros desta última igualdade por a.d
obtemos
c b
= .
d a
Assim, temos a seguinte regra:
continuação
Regra do Quociente:
a c a c −1
÷ = . =
b d b d
continuação
Regra do Quociente:
a c a c −1 a d
÷ = . = .
b d b d b c
isto é, na divisão de uma fração por outra fração, conserva-se a
primeira e multiplica-se pela segunda invertida.
Dı́zima Periódica
Dı́zima Periódica
Dı́zima Periódica
continuação
Pode ser provado que qualquer número racional é uma decimal
exata ou uma dı́zima periódica e vice versa.
continuação
Pode ser provado que qualquer número racional é uma decimal
exata ou uma dı́zima periódica e vice versa. Por exemplo, o
1
número = 0, 125
8
continuação
Pode ser provado que qualquer número racional é uma decimal
exata ou uma dı́zima periódica e vice versa. Por exemplo, o
1 1
número = 0, 125 e = 0, 333 · · · = 0, 3̄, onde p̄ indica uma
8 3
repetição sucessiva do perı́odo p.
continuação
Pode ser provado que qualquer número racional é uma decimal
exata ou uma dı́zima periódica e vice versa. Por exemplo, o
1 1
número = 0, 125 e = 0, 333 · · · = 0, 3̄, onde p̄ indica uma
8 3
repetição sucessiva do perı́odo p. Em geral, a representação de-
a
cimal de pode ser obtida dividindo a por b e considerando a
b
3 133
decimal. Assim, por exemplo, = 0, 75 e = 4, 15625.
4 32
continuação
Pode ser provado que qualquer número racional é uma decimal
exata ou uma dı́zima periódica e vice versa. Por exemplo, o
1 1
número = 0, 125 e = 0, 333 · · · = 0, 3̄, onde p̄ indica uma
8 3
repetição sucessiva do perı́odo p. Em geral, a representação de-
a
cimal de pode ser obtida dividindo a por b e considerando a
b
3 133
decimal. Assim, por exemplo, = 0, 75 e = 4, 15625. Vale
4 32
salientar que as decimais possuem uma parte inteira e uma parte
decimal separada por uma vı́rgula, denominada de vı́rgula deci-
mal.
continuação
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 0, 32.
continuação
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 0, 32.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica simples,
continuação
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 0, 32.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica simples, o perı́odo começa logo
após a vı́rgula sem parte inteira.
continuação
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 0, 32.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica simples, o perı́odo começa logo
após a vı́rgula sem parte inteira. Fazendo
x = 0, 32
100x = 32, 32 = 32 + 0, 32 = 32 + x
continuação
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 0, 32.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica simples, o perı́odo começa logo
após a vı́rgula sem parte inteira. Fazendo
x = 0, 32
continuação
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 0, 32.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica simples, o perı́odo começa logo
após a vı́rgula sem parte inteira. Fazendo
x = 0, 32
continuação
Toda dı́zima periódica simples é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a um perı́odo e cujo denominador é cons-
tituı́do de tantos 9 quantos forem os algarismos do perı́odo.
continuação
Toda dı́zima periódica simples é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a um perı́odo e cujo denominador é cons-
tituı́do de tantos 9 quantos forem os algarismos do perı́odo.
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 2, 318.
continuação
Toda dı́zima periódica simples é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a um perı́odo e cujo denominador é cons-
tituı́do de tantos 9 quantos forem os algarismos do perı́odo.
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 2, 318.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica composta com parte inteira.
Seja
x = 0, 318
e multiplicando esta expressão por 10, obtemos
10x = 3, 18
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continuação
Toda dı́zima periódica simples é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a um perı́odo e cujo denominador é cons-
tituı́do de tantos 9 quantos forem os algarismos do perı́odo.
Exemplo
Determine a fração correspondente a dı́zima periódica 2, 318.
Solução
Trata-se de uma dı́zima periódica composta com parte inteira.
Seja
x = 0, 318
e multiplicando esta expressão por 10, obtemos
10x = 3, 18 = 3 + 0, 18
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continuação
18
e, pelo exemplo anterior, 0, 18 = . Assim
99
18 99.3 + 18
10x = 3 + = =
99 99
continuação
18
e, pelo exemplo anterior, 0, 18 = . Assim
99
18 99.3 + 18 (100 − 1).3 + 18
10x = 3 + = =
99 99 99
continuação
18
e, pelo exemplo anterior, 0, 18 = . Assim
99
18 99.3 + 18 (100 − 1).3 + 18 318 − 3 315
10x = 3 + = = = =
99 99 99 99 99
315
o que implica que x =
990
continuação
18
e, pelo exemplo anterior, 0, 18 = . Assim
99
18 99.3 + 18 (100 − 1).3 + 18 318 − 3 315
10x = 3 + = = = =
99 99 99 99 99
315 7
o que implica que x = = .
990 22
continuação
18
e, pelo exemplo anterior, 0, 18 = . Assim
99
18 99.3 + 18 (100 − 1).3 + 18 318 − 3 315
10x = 3 + = = = =
99 99 99 99 99
315 7
o que implica que x = = . Portanto,
990 22
7 51
2, 318 = 2 + 0, 318 = 2 + = .
22 22
continuação
18
e, pelo exemplo anterior, 0, 18 = . Assim
99
18 99.3 + 18 (100 − 1).3 + 18 318 − 3 315
10x = 3 + = = = =
99 99 99 99 99
315 7
o que implica que x = = . Portanto,
990 22
7 51
2, 318 = 2 + 0, 318 = 2 + = .
22 22
Assim, temos a seguinte regra:
continuação
Assim, temos a seguinte regra:
Toda dı́zima periódica composta é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a parte não periódica seguida de um
perı́odo menos a parte não periódica e cujo denominador é
constituı́do de tantos 9 quanto forem os algarismos da parte
periódica seguido de tantos 0 quanto forem os algarismos da
parte não periódica.
continuação
Assim, temos a seguinte regra:
Toda dı́zima periódica composta é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a parte não periódica seguida de um
perı́odo menos a parte não periódica e cujo denominador é
constituı́do de tantos 9 quanto forem os algarismos da parte
periódica seguido de tantos 0 quanto forem os algarismos da
parte não periódica.
A dı́zima 0, 101001000100001 . . . não é periódica, pois existem n
zeros entre o n-ésimo e o (n + 1)-ésimo 1.
continuação
Assim, temos a seguinte regra:
Toda dı́zima periódica composta é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a parte não periódica seguida de um
perı́odo menos a parte não periódica e cujo denominador é
constituı́do de tantos 9 quanto forem os algarismos da parte
periódica seguido de tantos 0 quanto forem os algarismos da
parte não periódica.
A dı́zima 0, 101001000100001 . . . não é periódica, pois existem n
zeros entre o n-ésimo e o (n + 1)-ésimo 1. Desta forma, surgiu
o conjunto dos números irracionais I, isto é, números que não
pode ser expressos como o quociente de dois inteiros.
continuação
Assim, temos a seguinte regra:
Toda dı́zima periódica composta é igual a uma fração, cujo
numerador é igual a parte não periódica seguida de um
perı́odo menos a parte não periódica e cujo denominador é
constituı́do de tantos 9 quanto forem os algarismos da parte
periódica seguido de tantos 0 quanto forem os algarismos da
parte não periódica.
A dı́zima 0, 101001000100001 . . . não é periódica, pois existem n
zeros entre o n-ésimo e o (n + 1)-ésimo 1. Desta forma, surgiu
o conjunto dos números irracionais I, isto é, números que não
pode ser expressos como o quociente de dois inteiros. Os números
racionais e irracionais formam o conjunto dos números reais que
e denotado por R = Q ∪ I.
continuação
Os números racionais podem ser representados geometricamente
por pontos de uma reta.
continuação
Os números racionais podem ser representados geometricamente
por pontos de uma reta. Para isso, escolhem-se dois pontos dis-
tintos da reta, um representando o 0 e o outro o 1.
Figura: 18
continuação
Os números racionais podem ser representados geometricamente
por pontos de uma reta. Para isso, escolhem-se dois pontos dis-
tintos da reta, um representando o 0 e o outro o 1.
Figura: 18
continuação
Figura: 19
continuação
Figura: 19
continuação
Figura: 19
continuação
De uma maneira geral, para associar a um número racional x =
b
, com a > 0 um único ponto da reta, vamos fazer uso da seguinte
a
proposição:
Proposição (Algoritmo da Divisão)
Sejam a, b ∈ Z, com b > 0. Então existem e são únicos q, r ∈ Z
tais que
a = bq + r, com 0 ≤ r < b.
continuação
De uma maneira geral, para associar a um número racional x =
b
, com a > 0 um único ponto da reta, vamos fazer uso da seguinte
a
proposição:
Proposição (Algoritmo da Divisão)
Sejam a, b ∈ Z, com b > 0. Então existem e são únicos q, r ∈ Z
tais que
a = bq + r, com 0 ≤ r < b.
continuação
De uma maneira geral, para associar a um número racional x =
b
, com a > 0 um único ponto da reta, vamos fazer uso da seguinte
a
proposição:
Proposição (Algoritmo da Divisão)
Sejam a, b ∈ Z, com b > 0. Então existem e são únicos q, r ∈ Z
tais que
a = bq + r, com 0 ≤ r < b.
continuação
a
Assim, dado x = , com b > 0, existem e são únicos q, r ∈ Z tais
b
a r
que a = bq + r, com 0 ≤ r < b. Isto é, x = = q + .
b b
continuação
a
Assim, dado x = , com b > 0, existem e são únicos q, r ∈ Z tais
b
a r
que a = bq + r, com 0 ≤ r < b. Isto é, x = = q + .
b b
Com o auxı́lio de régua e compasso, ver [5], dividimos o segmento
que une os pontos de abscissas q e q + 1 em b partes iguais.
continuação
a
Assim, dado x = , com b > 0, existem e são únicos q, r ∈ Z tais
b
a r
que a = bq + r, com 0 ≤ r < b. Isto é, x = = q + .
b b
Com o auxı́lio de régua e compasso, ver [5], dividimos o segmento
que une os pontos de abscissas q e q + 1 em b partes iguais. A
partir do ponto de abscissa p marcamos r pontos de comprimen-
1
tos iguais a a fim de obter o ponto da reta correspondente ao
b
a
número racional x = , ver figura 22.
b
continuação
Figura: 22
continuação
Figura: 22
Exemplo
Determinar o ponto sobre a reta reta correspondente ao número
7
x = − ∈ Q.
6
continuação
Solução
i) Do Algoritmo da Divisão vemos que
−7 = (−2)(6) + 5.
7 5
Isto é − = −2 + .
6 6
continuação
Solução
i) Do Algoritmo da Divisão vemos que
−7 = (−2)(6) + 5.
7 5
Isto é − = −2 + .
6 6
ii) A partir de −2 traçamos uma semi reta que faz um ângulo
qualquer com a reta r, ver figura 25 (a).
continuação
Solução
i) Do Algoritmo da Divisão vemos que
−7 = (−2)(6) + 5.
7 5
Isto é − = −2 + .
6 6
ii) A partir de −2 traçamos uma semi reta que faz um ângulo
qualquer com a reta r, ver figura 25 (a). A seguir, com
uma dada abertura do compasso, marcamos, a partir de −2,
6 pontos sobre esta reta. Unimos o ponto P , ao ponto de
abscissa −1 e traçamos paralelas a este segmento.
continuação
Solução
i) Do Algoritmo da Divisão vemos que
−7 = (−2)(6) + 5.
7 5
Isto é − = −2 + .
6 6
ii) A partir de −2 traçamos uma semi reta que faz um ângulo
qualquer com a reta r, ver figura 25 (a). A seguir, com
uma dada abertura do compasso, marcamos, a partir de −2,
6 pontos sobre esta reta. Unimos o ponto P , ao ponto de
abscissa −1 e traçamos paralelas a este segmento. Estas
paralelas dividem o segmento determinado por −2 e −1 em
6 partes iguais
Prof. Dr. João Bosco Batista Lacerda Os Números Reais - Aula 02
Motivação
Os Números Racionais
Dı́zima Periódica
Os Números Reais
Bibliografia
continuação
iii) A partir do ponto de abscissa −2 tomamos os 5 primeiros
destes pontos. O ponto final da última parte é o ponto que
7
corresponde ao número x = − , conforme figura 25 (b).
6
continuação
Os Números Reais
Como já vimos, existem números que não são racionais, isto é,
a
não podem ser postos na forma .
b
Os Números Reais
Como já vimos, existem números que não são racionais, isto é,
a
não podem ser postos na forma .
b
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
Os Números Reais
Como já vimos, existem números que não são racionais, isto é,
a
não podem ser postos na forma .
b
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
Para resolvermos este problema vamos provar os seguintes fatos:
Proposição
Seja a um número inteiro. Então
Os Números Reais
Como já vimos, existem números que não são racionais, isto é,
a
não podem ser postos na forma .
b
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
Para resolvermos este problema vamos provar os seguintes fatos:
Proposição
Seja a um número inteiro. Então
i) Se a for ı́mpar, então a2 também será.
Os Números Reais
Como já vimos, existem números que não são racionais, isto é,
a
não podem ser postos na forma .
b
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
Para resolvermos este problema vamos provar os seguintes fatos:
Proposição
Seja a um número inteiro. Então
i) Se a for ı́mpar, então a2 também será.
ii) Se a2 for par, então a também será par.
continuação
Prova
i) Como a é ı́mpar, a é da forma a = 2k + 1, k ∈ Z. Assim,
fazendo 2k 2 + 2k = q ∈ Z, obtemos,
a2 = 2q + 1
continuação
Prova
i) Como a é ı́mpar, a é da forma a = 2k + 1, k ∈ Z. Assim,
fazendo 2k 2 + 2k = q ∈ Z, obtemos,
a2 = 2q + 1
continuação
Prova
i) Como a é ı́mpar, a é da forma a = 2k + 1, k ∈ Z. Assim,
fazendo 2k 2 + 2k = q ∈ Z, obtemos,
a2 = 2q + 1
continuação
Agora vamos resolver o problema proposto.
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
continuação
Agora vamos resolver o problema proposto.
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
Solução
a
Seja x = uma solução da equação x2 = 2 e suponha que a
b
a
fração seja irredutı́vel, isto é, mdc(a, b) = 1. Então
b
a 2 a 2
= 2 = 2 ⇒ a2 = 2b2 ⇒ a2 par ⇒ a par, por ii).
b b
continuação
Agora vamos resolver o problema proposto.
Exemplo
A equação x2 = 2 não admite solução no conjunto dos números
racionais.
Solução
a
Seja x = uma solução da equação x2 = 2 e suponha que a
b
a
fração seja irredutı́vel, isto é, mdc(a, b) = 1. Então
b
a 2 a 2
= 2 = 2 ⇒ a2 = 2b2 ⇒ a2 par ⇒ a par, por ii).
b b
Sendo a par éentão a = 2p, p ∈ Z, portanto temos
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Motivação
Os Números Racionais
Dı́zima Periódica O Corpo dos Números Reais
Os Números Reais
Bibliografia
continuação
a2 = 2b2
⇒ 2b2 = 4p2 ⇒ b2 = 2p2 .
a = 2p
logo b2 é par e, sendo assim, b é par.
continuação
a2 = 2b2
⇒ 2b2 = 4p2 ⇒ b2 = 2p2 .
a = 2p
logo b2 é par e, sendo assim, b é par. Sendo a e b pares, a fração
a
é redutı́vel, o que é uma contradição.
b
continuação
a2 = 2b2
⇒ 2b2 = 4p2 ⇒ b2 = 2p2 .
a = 2p
logo b2 é par e, sendo assim, b é par. Sendo a e b pares, a fração
a
é redutı́vel, o que é uma contradição.
b
Vejamos como construir um ponto da reta que não tenha abscissa
racional.
continuação
Figura: 30
continuação
Observando a figura 30 e usando o Teorema de Pitágoras temos
que d2 = 12 + 12 = 2.
continuação
Observando a figura 30 e usando o Teorema de Pitágoras temos
que d2 = 12 + 12 = 2. Assim a abscissa do ponto P deveria ser d
que não é um número racional, veja exemplo anterior.
continuação
Observando a figura 30 e usando o Teorema de Pitágoras temos
que d2 = 12 + 12 = 2. Assim a abscissa do ponto P deveria ser d
que não é um número racional, veja exemplo anterior.
Bibliografia
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