A fábula é um texto basicamente ficcional cujos personagens, na maioria das vezes, são
animais. Outra característica desse gênero é que quase sempre apresenta um ensinamento
moral, fazendo alusão a comportamentos humanos por meio de construções metafóricas ou
simbólicas. Dessa forma, os animais, metaforizados a partir das condutas humanas,
representam nossas virtudes ou vícios.
A importância das fábulas na formação moral das sociedades é tamanha que, na Idade
Média, as lições morais dos textos eram copiadas com letras vermelhas ou douradas, para dar
destaque a um comportamento “errado” ou “correto”.
Características da fábula
A fábula configura uma estrutura que precisa apresentar o processo de fabulação ou
afabulação, ou seja, manifestação da moral que o texto quer transmitir. Para que esse efeito
seja bem estabelecido, a fábula possui algumas características relevantes.
A narrativa precisa ser alegórica e pode ser escrita em prosa ou verso.
Os animais apresentam comportamentos antropomórficos, ou seja, comportamentos
humanos.
As virtudes, qualidades e defeitos do caráter dos seres humanos são representados
por meio do comportamento dos animais.
Pode ter temáticas múltiplas (exemplo: a vitória da inteligência sobre a ignorância).
Há manifestação de “personagens tipo”, pois os personagens representam atitudes de
um conjunto de pessoas (exemplo: a formiga pode representar pessoas trabalhadoras;
a cigarra pode representar pessoas irresponsáveis, etc.).
Há uma lição moral no final da história.
Funcionamento da Língua
Recursos Estilísticos/ Figuras de Estilo
Os recursos estilísticos ou figuras de estilo permitem ao autor ou falante a estruturar o texto,
de tal forma que este possa ser percebida pelos receptores, como constituindo uma unidade
significativa global e que possibilitam, através do estabelecimento de relações significados sua
progressão (Francischini, s/d). De forma mais objectiva, recursos expressivos são determinados
processos de formulação frásica, que os autores utilizam para dar uma maior expressividade
ao texto e torna-lo mais criativo, dos quais destacamos os seguintes:
Metáfora – Representa uma comparação de palavras com significados diferentes e cujo
conectivo de comparação (como, tal qual) fica subentendido na frase. Isto é, a metáfora
suprime o conectivo “como”, que é empregue apenas na comparação.
Ex: A vida é uma nuvem que voa. (A vida é como uma nuvem que voa.)
Comparação – Quando se compara uma coisa a algo semelhante ou igual.
Ex: Alegre como um pombo atrás do pão.
Hipérbole – Consiste na intensificação de uma ideia por meio de um exagero intencional.
Ex: Chorou rios de lágrimas quando se despediu da família. Quase morri de tanto estudar.
Onomatopeias – Quando são utilizadas palavras que procuram imitar sons ou ruídos.
Ex: ão, ão; bum!.
Adjetivação – Quando se utilizam adjectivos para descrever personagens, paisagens,
situações, etc…
Ex: A menina bonita de ténis amarelos e pesados, naquele dia quente e alegre…
Aliteração – Quando se repete o mesmo som. Ex: O rato roeu a rolha da garrafa do rei da
Rússia.
Repetição – Quando se repete a mesma palavra ou palavras.
Ex: Tu és bela, ela é bela, a lua é bela nós somos belos.
Personificação – Quando se atribuem características humanas a objectos ou a animais.
Ex: A lua parou e chorou a noite inteira.