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Design de Interação

O Design de Interação se concentra em facilitar tarefas do usuário por meio de fluxos de aplicação, enquanto a Arquitetura de Informação lida com a exposição de informações. Recentemente, o Design de Interação se tornou uma disciplina independente, destacando a importância de considerar múltiplas disciplinas como uma unidade no desenvolvimento de produtos. Quatro abordagens principais são apresentadas para resolver problemas de design, com ênfase no Design Centrado no Usuário, que prioriza as necessidades e objetivos dos usuários.
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Design de Interação

O Design de Interação se concentra em facilitar tarefas do usuário por meio de fluxos de aplicação, enquanto a Arquitetura de Informação lida com a exposição de informações. Recentemente, o Design de Interação se tornou uma disciplina independente, destacando a importância de considerar múltiplas disciplinas como uma unidade no desenvolvimento de produtos. Quatro abordagens principais são apresentadas para resolver problemas de design, com ênfase no Design Centrado no Usuário, que prioriza as necessidades e objetivos dos usuários.
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Design de Interação

"A maior parte das pessoas é tão feliz quanto resolve ser" --
Abraham Lincoln
Design de Interação e Arquitetura de Informação compartilham o
plano de Estrutura e dão ênfase na
definição de padrões e sequências para as opções que serão
apresentadas ao usuário. O plano de
Estrutura é o limiar no desenvolvimento do produto entre as
questões mais abstratas e mais concretas.
Design de Interação se preocupa com as opções necessárias para que
o usuário realize e complete
tarefas. Arquitetura da Informação, por sua vez, trata com as
opções envolvidas em expor as
informações para o usuário.
> \*\*Design de Interação\*\*
> Desenvolvimento de fluxos de aplicação para facilitar as tarefas
do usuário, definindo como esse
> interage com as funcionalidades do sistema.

Disciplina com identidade própria


Mas foi recentemente que o Design de Interação tornou-se uma
disciplina isolada. Durante muito
tempo, ela era considerada como parte do Design de Interface.
O Design de Interface define o mundo dos botões, campos e outros
componentes da interface.
Ele fornece aos usuários a habilidade de fazer coisas. Já o Design
de Navegação é uma
especialização do design de interface responsável por apresentar
espaços de informação. Ele fornece
aos usuários a possibilidade de ir a lugares. E permeando ambos os
contextos (interface de
software e sistema de hipertexto) temos o Design de Informação,
que é responsável por apresentar a
informação para uma comunicação efetiva. Ele comunica idéias aos
usuários.
Tanto o Design de Interface, de Navegação e de Informação já fazem
parte do plano mais concreto, o
Esqueleto, mas tratam de questões muito interligadas ao Design de
Interação ou Arquitetura de
Informação.

Holística
Em se tratando de contexto, dificilmente uma aplicação será apenas
uma interface de
software ou apenas um sistema de hipertexto, e por isso todos
esses elementos devem ser considerados
como uma unidade no desenvolvimento de um produto, não devendo ser
tratados isoladamente.
![Exemplo de Holística
{w=75%}](assets/images/02_design/[Link])

Responsabilidades
De qualquer maneira, cada uma dessas disciplinas não
necessariamente é exercida por um único papel.
O atual Designer de Interação costuma - e é altamente recomendado
- ter as habilidades necessárias
para fazer o design de interação, de interface, a arquitetura de
informação, o design de navegação e
de informação.
Essas múltiplas habilidades, incluindo até o design visual, é o
que diferencia um bom
designer de interação de um excelente designer de interação!
Considerando isso, podemos ter como entregáveis de um trabalho de
design de interação:
· Avaliação de usabilidade
· Fluxos e mapas de navegação
· Casos de uso e/ou cenários
· Personas
· Mapas do site e inventário de conteúdo
· Wireframes
· Prototótipos (de baixa ou alta fidelidade, para provas de
conceito ou testes de usabilidade)
· Especificações escritas (que descrevem o comportamento ou
design)
· Layouts visuais (do resultado final esperado)

Quatro Abordagens para Design


de Interação
No momento que o designer se depara com um problema para
solucionar, ele pode se apoiar em quatro
abordagens principais para encontrar uma melhor solução. Todas
essas abordagens tem seus méritos na
criação de produtos de sucesso e depende do designer decidir
aquela que melhor funciona à sua forma
de trabalho, ao projeto que está em desenvolvimento e a cultura de
sua empresa.
Grandes designers são aqueles que podem trabalhar com todas essas
abordagens, aplicando a melhor
para a situação específica que está lidando. E mais, conseguir
aplicar múltiplas abordagens dentro
de um único projeto.
As quatro abordagens são:
· Design Centrado no Usuário
· Design Centrado em Atividades
· Design de Sistemas
· Design de Gênios
A tabela abaixo fornece uma rápida comparação entre cada uma das
quatro abordagens:
![Tabela abordagens de Design
{w=90%}](assets/images/02_design/tabela_quatro_abordagens.png)

Design Direcionado a Objetivos


Uma quinta abordagem, que pode ser considerada como uma derivação
do Design centrado no Usuário, é o
Design direcionado a Objetivos, metodologia criada por Alan Cooper
para o desenvolvimento de
produtos.
O Design Centrado no Usuário nos servirá de guia a partir de
agora. Vejamos mais detalhadamente esta metodologia a seguir.
> \*\*Para saber mais\*\*
> \*\*Livro: Designing for Interaction\*\*
> Creating Smart Applications and Clever Devices
> \*\*De Dan Saffer\*\*
> [Link]
> \*\*Livro: About Face 3\*\*
> The Essentials for Interaction Design
> \*\*De Alan Cooper, Robert Reimann e David Cronin\*\*
> [Link]

Design Centrado no Usuário


A filosofia por trás do design centrado no usuário é simples: os
usuários sabem
melhor. As pessoas que utilizarão o produto ou serviço sabem quais
são suas
necessidades, objetivos, preferências, e cabe ao designer
encontrar todas essas
coisas para eles.
Este tipo de design destaca-se em afastar o design de suas
próprias preferências
e focando-o nas necessidades e objetivos dos usuários.
Seu conceito já existe há um bom tempo com raízes no design
industrial, ergonomia
e na crença de que os designers deveriam tentar encaixar seus
produtos as pessoas e
não o contrário.

Contexto histórico
Enquanto os designers industriais lembram desse legado, engenheiro
de softwares eram
cegos para ele, criando aplicações voltadas para como o computador
trabalhava e não
como as pessoas trabalhavam. Isso era em parte devido às
limitações das máquinas
no passado.
Com a melhoria das máquinas por volta de 1980, designers e
cientistas trabalhando na
área de interação homem-máquina começaram a questionar a prática
de deixar engenheiros
elaborarem a interface para computadores. Novos tipos de interface
já eram possíveis e
um movimento de design de software centrado nos usuários começou.

Objetivos são importantes


Objetivos são realmente importantes no DCU: o designer foca no que
o usuário quer
realizar. Então, o designer determina quais serão as tarefas e os
meios necessários
para se atingir esse objetivo, mas sempre com as preferências do
usuário em mente.

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