de prata de
Astariel. No
entanto, a
mandíbula
quadrada e as
cicatrizes nos nós
dos dedos vinham
da herança brutal
de seu pai, um
capitão mercenário
humano que
morrera antes
mesmo de Kaelen
aprender a segurar
uma adaga.
O Peso da Herança
Para os humanos,
Kaelen era "o elfo".
Eles viam sua
agilidade
sobrenatural e
suas orelhas
levemente
pontiagudas —
que ele escondia
sob o cabelo
castanho
desgrenhado —
como sinais de
algo exótico,
perigoso e
inerentemente
traiçoeiro. Para os
elfos, ele era uma
"mácula", um
lembrete vivo de
uma união que
eles preferiam
esquecer. Ele
falava a língua das
árvores com um
sotaque rústico e
empunhava a
espada humana
com uma elegância
que os cavaleiros
de ferro jamais
alcançariam.
"Você caminha
entre a luz e a
sombra, Kaelen,"
dissera uma vez
um velho mestre
de armas. "Mas
cuidado, pois
quem vive no
crepúsculo muitas
vezes acaba sendo
engolido pela
escuridão."
A Jornada do
Guerreiro
Kaelen tornou-se
um mestre na arte
da sobrevivência.
Ele não lutava por
reis ou por ideais;
lutava pelo ouro
que mantinha seu
estômago cheio e
sua espada afiada.
Ele era um
Guerreiro de
Fronteira, o tipo de
homem chamado
para resolver
problemas que os
humanos temiam
e que os elfos
consideravam
abaixo de sua
dignidade.
Certa noite, um
grupo de
mercadores o
contratou para
escoltar uma
caravana através
do Passo da
Serpente. No meio
do caminho, foram
emboscados por
criaturas que nem
o aço humano ne