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Aula RUE - 181125

O documento aborda os desafios enfrentados pelo SUS nas redes de urgência e emergência, destacando a necessidade de um atendimento acolhedor e a classificação de risco para otimizar o fluxo assistencial. Define os conceitos de urgência e emergência, apresenta diretrizes para a organização da Rede de Atenção às Urgências e enfatiza a importância da humanização e integração dos serviços de saúde. A proposta visa garantir acesso qualificado e humanizado aos usuários em situações de urgência e emergência.
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Aula RUE - 181125

O documento aborda os desafios enfrentados pelo SUS nas redes de urgência e emergência, destacando a necessidade de um atendimento acolhedor e a classificação de risco para otimizar o fluxo assistencial. Define os conceitos de urgência e emergência, apresenta diretrizes para a organização da Rede de Atenção às Urgências e enfatiza a importância da humanização e integração dos serviços de saúde. A proposta visa garantir acesso qualificado e humanizado aos usuários em situações de urgência e emergência.
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REDES DE URGÊNCIA-EMERGÊNCIA

(RUE) Profª Bárbara Lima e Profª Emanuella Pinheiro


• Um dos grandes problemas enfrentados
pelo SUS é o “pronto atendimento” aos
usuários do sistema.
• As suas portas de urgência e
emergência ainda apresentam
dificuldades evidentes, em maior grau,
provocadas pela imensa demanda de
condições clinicas de urgência e
emergência.
Urgência/emergência e a regulação do fluxo
assistencial

•O Conselho Federal de
Medicina (CFM) estabeleceu,
por meio da Resolução no
1.451, de marco de 1995, os
conceitos de “urgência” e
“emergência”. (CONSELHO
FEDERAL DE MEDICINA, 1995).
Urgência/emergência - Definições

• A Resolução no 1.451/95 define:

• URGÊNCIA como “a ocorrência imprevista de agravo a saúde com ou


sem risco potencial de vida, cujo portador necessita de assistência
médica imediata”.

• EMERGÊNCIA como “a constatação médica de condições de agravo a


saúde que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento
intenso, exigindo, portanto, tratamento médico imediato”.
Classificação de risco
• Racionalidade assistencial das
condições de pronto atendimento;

• Condições de emergência como


prioridade absoluta, seguidas das
condições de urgência que, por sua
vez, serão seguidas pelas condições
que necessitam de atendimento,
mas não necessariamente imediato,
ainda que em um período curto,
frequentemente provocado por
algum tipo de risco ou sofrimento.
Acolhimento com classificação
de risco na RUE

• O acolhimento e um dos principais conceitos-chaves na Política


Nacional de Humanização no SUS - HumanizaSUS – PNH.

• O atendimento acolhedor pressupõe uma efetividade assistencial e


não apenas um gesto afetivo, mas, sobretudo, efetivo no seu
seguimento.
Acolhimento com classificação
de risco na RUE

• O primeiro passo a ser dado na gestão do cuidado é, exatamente, a


classificação de risco do usuário, pois a depender o estadiamento da
condição clinica ou situação do paciente a conduta poderá ser A, B ou
C.

• Objetivos da classificação de risco:


AVALIAR O PACIENTE LOGO NA SUA CHEGADA,
HUMANIZANDO O ATENDIMENTO;

DESCONGESTIONAR

REDUZIR O TEMPO PARA O ATENDIMENTO


MÉDICO

DETERMINAR A ÁREA DE ATENDIMENTO


PRIMÁRIO (EX.: ORTOPEDIA, AMBULATÓRIOS...)

INFORMAR O TEMPO DE ESPERA E RETORNAR


INFORMAÇÕES A FAMILIARES
VERMELHO
• 1. Parada cardiorrespiratória;
• 2. Politraumatizado grave: lesão grave de um ou mais órgãos e sistemas.
• 3. Queimaduras com mais de 25% de área de superfície corporal
queimada ou com problemas respiratórios.
• 4. Trauma cranioencefálico
• 5. Comprometimentos da coluna vertebral.
• 6. Desconforto respiratório grave.
• 7. Dor no peito associada à falta de ar e cianose.
• 8. Perfurações no peito, abdome e cabeça.
AMARELO
• 1. Politraumatizado;
• 2. Cefaléia intensa de início súbito ou rapidamente progressiva,
acompanhada de sinais ou sintomas neurológicos focais.
• 3. Trauma cranioencefálico leve.
• 4. Alteração aguda de comportamento - agitação, letargia ou confusão
mental.
• 5. Dor torácica intensa sem repercussão hemodinâmica.
• 6. Crise asmática.
• 7. Diabético apresentando sudorese, alteração do estado mental, visão
turva, febre, vômitos, taquicardia.
• 8. Dor abdominal intensa com náuseas e vômitos, sudorese, com
alterações de sinais vitais.
VERDE
• 1. Idade superior a 60 anos.
• 2. Gestantes com complicações de gravidez.
• 3. Pessoas com deficiência física.
• 4. Retornos com período inferior a 24 horas devido a não melhora do
quadro.
• 5. Impossibilidade de deambulação.
• 6. Asma fora de crise.
• 7. Enxaqueca – pacientes com diagnóstico anterior de enxaqueca.
• 8. Dor de ouvido moderada a grave.
• 9. Dor abdominal sem alteração de sinais vitais.
• 10. Sangramento vaginal sem dor abdominal ou com dor abdominal leve.
• 11. Distúrbios neurovegetativos.
AZUL
• 1. Queixas crônicas sem alterações agudas.
• 2. Pacientes estáveis com demanda por atendimento nitidamente
subjetiva.
• 3. Procedimentos como: curativos, trocas ou requisições de receitas
médicas, avaliação de resultados de exames, solicitações de
atestados médicos.
RUE
• A qualidade desse atendimento o exige uma reorganização do
modelo assistencial em todos os níveis. E isso se inicia na “porta
aberta” da Unidade de Saúde, seja essa porta a da Atenção Primária
ou a da alta complexidade.
• Assim, desde a porta de entrada, o modo de atenção e fluxo de
seguimento devem ser organizados tendo em vista todos os
fundamentos elencados.
• Independentemente da natureza clínica do atendimento, este deve
ser “afetivo” e “efetivo”.
RUE

• A Organização da Rede de Atenção as Urgências tem por finalidade


articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando
ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em
situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma
ágil e oportuna conforme determina o § 1o, art. 3o da Portaria
1600/2011.
Cenário assistencial - componentes e
interface da RUE
A Atenção
Primária: UBS,
ESF;

Pronto
Atenção
Atendimento
Domiciliar.
(UPA);

RUE
Portas
Hospitalares Serviço Móvel
de de Urgência
atenção às (Samu - 192);
urgências ;
Art. 5º O Componente Promoção, Prevenção e Vigilância à
Saúde

• Estimular e fomentar o desenvolvimento de ações de saúde e


educação permanente voltadas para a vigilância e prevenção das
violências e acidentes, das lesões e mortes no transito e das doenças
crônicas não transmissíveis, além de ações intersetoriais, de
participação e mobilização da sociedade visando a promoção da
saúde, prevenção de agravos e vigilância à saúde.
Art. 6º O Componente Atenção Básica em Saúde

• Ampliação do acesso, fortalecimento do vínculo e responsabilização


e o primeiro cuidado as urgências e emergências, em ambiente
adequado, ate a transferência/ encaminhamento a outros pontos de
atenção, quando necessário, com a implantação de acolhimento com
avaliação de riscos e vulnerabilidades.
Art. 7º O Componente Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu 192)

• Centrais de Regulação Médica das Urgências tem como objetivo


chegar precocemente à vitima após ter ocorrido um agravo a sua
saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica,
pediátrica, psiquiátrica, entre outras) que possa levar a sofrimento,
sequelas ou mesmo à morte, sendo necessário garantir atendimento
e/ou transporte adequado para um serviço de saúde devidamente
hierarquizado e integrado ao SUS.
Art. 8º O Componente Sala de Estabilização

• Ambiente para estabilização de pacientes críticos e/ou graves, com


condições de garantir a assistência 24 horas, vinculado a um
equipamento de saúde, articulado e conectado aos outros níveis de
atenção, para posterior encaminhamento a rede de atenção à saúde
pela central de regulação das urgências.
Art. 9º O Componente Força Nacional de Saúde do SUS

• Objetiva aglutinar esforços para garantir a integralidade na assistência


em situações de risco ou emergenciais para populações com
vulnerabilidades específicas e/ou em regiões de difícil acesso,
pautando-se pela equidade na atenção, considerando-se seus riscos.
Art. 10º O Componente Unidades de Pronto Atendimento
(UPA 24 h)
• I - a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o estabelecimento de
saúde de complexidade intermediaria entre as Unidades Básicas de
Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar, devendo com estas compor
uma rede organizada de atenção as urgências; e
• II - as Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto de Serviços
de Urgência 24 horas não hospitalares devem prestar atendimento
resolutivo e qualificado aos pacientes acometidos por quadros agudos ou
agudizados de natureza clínica e prestar primeiro atendimento aos casos
de natureza cirúrgica ou de trauma, estabilizando os pacientes e realizando
a investigação diagnostica inicial, definindo, em todos os casos, a
necessidade, ou não, de encaminhamento a serviços hospitalares de maior
complexidade (BRASIL, 2011b).
Art. 11º. O Componente Hospitalar

• Será constituído pelas Portas Hospitalares de Urgência, pelas


enfermarias de retaguarda, pelos leitos de cuidados intensivos, pelos
serviços de diagnóstico por imagem e de laboratório e pelas linhas de
cuidados prioritárias.
Art. 12. O Componente Atenção Domiciliar

• Conjunto de ações integradas e articuladas de promoção a saúde,


prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, que ocorrem no
domicílio, constituindo-se nova modalidade de atenção à saúde que
acontece no território e reorganiza o processo de trabalho das
equipes, que realizam o cuidado domiciliar na atenção primária,
ambulatorial e hospitalar.
Diretrizes da Rede de Atenção às Urgências:
• I - ampliação do acesso e acolhimento aos casos agudos demandados
aos serviços de saúde em todos os pontos de atenção, contemplando
a classificação de risco e intervenção adequada e necessária aos
diferentes agravos;
• II - garantia da universalidade, equidade e integralidade no
atendimento as urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas,
psiquiátricas, pediátricas e as relacionadas a causas externas
(traumatismos, violências e acidentes);
• III - regionalização do atendimento as urgências com articulação das
diversas redes de atenção e acesso regulado aos serviços de saúde;
Diretrizes da Rede de Atenção às Urgências:

• IV - humanização da atenção garantindo efetivação de um modelo


centrado no usuário e baseado nas suas necessidades de saúde;
• V - garantia de implantação de modelo de atenção de caráter
multiprofissional, compartilhado por trabalho em equipe, instituído
por meio de praticas clinicas cuidadoras e baseado na gestão de
linhas de cuidado;
• VI - articulação e integração dos diversos serviços e equipamentos de
saúde, constituindo redes de saúde com conectividade entre os
diferentes pontos de atenção;
Diretrizes da Rede de Atenção às Urgências:

• VII - atuação territorial, definição e organização das regiões de saúde


e das redes de atenção a partir das necessidades de saúde destas
populações, seus riscos e vulnerabilidades específicas;
• VIII - atuação profissional e gestora visando o aprimoramento da
qualidade da atenção por meio do desenvolvimento de ações
coordenadas, continuas e que busquem a integralidade e
longitudinalidade do cuidado em saúde;
• IX - monitoramento e avaliação da qualidade dos serviços por meio de
indicadores de desempenho que investiguem a efetividade e a
resolutividade da atenção;
Diretrizes da Rede de Atenção às Urgências:

• X- articulação interfederativa entre os diversos gestores


desenvolvendo atuação solidaria, responsável e compartilhada;
• XI - participação e controle social dos usuários sobre os serviços;
• XII - fomento, coordenação e execução de projetos estratégicos de
atendimento as necessidades coletivas em saúde
• XIII - regulação articulada entre todos os componentes da Rede de
Atenção as Urgências com garantia da equidade e integralidade do
cuidado; e
• XIV - qualificação da assistência por meio da Educação Permanente
das equipes de saúde do SUS na Atenção às Urgências.
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