CM - Tópicos B
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D) Iniciar amiodarona profilática e anticoagulação oral, pois a D) Manter as medicações atuais e adicionar espironolactona 25
fração de ejeção reduzida predispõe a arritmias e eventos mg/dia e dapagliflozina 10 mg/dia, reavaliando função renal e
tromboembólicos, sendo essencial evitar complicações. potássio em duas semanas.
OK ○ OK ○
2ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.6 4ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.13
Revisar ○ Revisar ○
Um paciente de 67 anos, com histórico de hipertensão arterial Paciente do sexo masculino, 60 anos, com história de cardiopatia
sistêmica e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida hipertensiva, em seguimento regular. Procura atendimento no
(ICFEr), é admitido no pronto-socorro por piora progressiva da ambulatório de cardiologia relatando dispneia aos moderados
dispneia aos mínimos esforços, ortopneia e edema de membros esforços, como subir pequenos lances de escada, sem ortopneia ou
inferiores. No exame físico, apresenta turgência jugular aumentada, dispneia paroxística noturna. Nega edema de MMII. No exame físico,
estertores pulmonares bibasais e edema grau 3+/4+ em membros observamos RCR, 2T, BNF. Ausência de turgência jugular a 45
inferiores. A pressão arterial é de 110/70 mmHg, a frequência graus. Ausculta respiratória sem alterações. Faz uso de Metoprolol
cardíaca de 98 bpm e a saturação de oxigênio de 92% em ar 50 mg ao dia, Enalapril 20 mg 2x ao dia, Espironolactona 25 mg ao
ambiente. O ecocardiograma revela fração de ejeção de 30% e dia.
regurgitação mitral moderada.
• FC: 80 bpm
Considerando o quadro clínico apresentado, qual a conduta inicial • PA: 120x70 mmHg
mais apropriada para o manejo da insuficiência cardíaca • Ecocardiograma: FEVE = 32%
descompensada nesse paciente?
Sobre o caso clínico relatado, assinale a alternativa que representa a
Alternativas: melhor conduta neste momento:
Alternativas: B) Suspender o beta-bloqueador e administrar dobutamina para
melhora da perfusão.
A) Devemos aumentar a dose da espironolactona e associar
furosemida, pois ambos alteram a sobrevida nesse caso. C) Administrar soro fisiológico para corrigir a hipotensão e otimizar
a diurese.
B) Devemos aumentar a dose do metoprolol e associar
dapagliflozina, ambas medicações que alteram a sobrevida. D) Iniciar espironolactona 50 mg/dia para controle do edema e
melhora da função cardíaca.
C) Devemos associar ao esquema terapêutico sacubitril +
valsartana do paciente em questão, sem suspender os OK ○
medicamentos em uso. 7ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.4
Revisar ○
D) Devemos suspender o uso do enalapril e iniciar a furosemida, Um homem de 70 anos, com histórico de hipertensão e infarto
pois o paciente se apresenta em quadro descompensado. prévio, é internado com queixa de dispneia aos pequenos esforços,
como tomar banho, ortopneia e edema de membros inferiores. Ao
OK ○ exame, apresenta estertores bibasais e turgência jugular.
5ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.15
Revisar ○
Com base na classificação funcional da New York Heart Association
Paciente de 56 anos, previamente com diagnóstico de insuficiência (NYHA) e no estágio da insuficiência cardíaca, como deve ser
cardíaca de etiologia hipertensiva, possui ecocardiograma com classificado este paciente?
FEVE de 32%, com bom seguimento. Apresenta-se na urgência com Alternativas:
quadro de piora da dispneia, nos últimos 7 dias, com caráter
progressivo, se tornando em repouso, além de ortopneia e confusão A) Classe funcional III e estágio C.
mental. Ao exame físico, possui RCR, FC=72 bpm, PA=88x66 mmHg,
ausculta respiratória com estertores bilaterais, até terço médio. B) Classe funcional III e estágio B.
Possui ainda tempo de enchimento capilar aumentado (acima de 3
segundos), edema de MMII e turgência jugular em 45º. C) Classe funcional II e estágio C.
Sobre o caso clínico, assinale a alternativa correta: D) Classe funcional IV e estágio B.
Alternativas:
OK ○
A) O paciente se apresenta em classe funcional NYHA III, 8ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.22
caracterizando padrão "congesto" e "seco", em perfil Revisar ○
hemodinâmico B. Durante consulta ambulatorial, um paciente de 68 anos com
insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) relata
B) A presença de tempo de enchimento capilar aumentado, bem melhora dos sintomas com o uso regular de IECA, beta-bloqueador
como queda da pressão arterial, são sinais de congestão e diurético de alça. No entanto, permanece com leve dispneia aos
sistêmica. esforços habituais (classe funcional II) e creatinina de 0,9 mg/dL
com potássio sérico de 4,7 mEq/L.
C) Os achados de exame físico são sugestivos de insuficiência de
ventrículo direito isolada, configurando cor pulmonale. Qual é a melhor conduta para otimização do tratamento nesse
cenário?
D) O paciente se apresenta com quadro de Insuficiência Cardíaca
descompensada, perfil hemodinâmico C, classe funcional de Alternativas:
NYHA IV.
A) Suspender o IECA e iniciar vasodilatador arterial associado a
OK ○
venoso, como hidralazina e nitrato, para reduzir efeitos renais
6ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.17 adversos.
Revisar ○
B) Manter o esquema atual sem alterações, pois o paciente
Um paciente de 67 anos, com histórico de insuficiência cardíaca encontra-se em classe funcional II e já usa tripla terapia padrão.
com fração de ejeção reduzida (ICFEr), é admitido no hospital com
dispneia aos mínimos esforços, ortopneia e edema de membros C) Acrescentar antagonista de receptor de mineralocorticoide
inferiores. No exame físico, encontra-se orientado, sem (espironolactona) e inibidor da SGLT2 (dapagliflozina) para
rebaixamento do nível de consciência, apresenta estertores bibasais reduzir mortalidade e hospitalizações.
e turgência jugular.
D) Reduzir a dose do beta-bloqueador, pois a persistência de
• Pressão arterial: 100x70 mmHg sintomas pode indicar intolerância à medicação.
• Frequência cardíaca: 88 bpm
• Creatinina sérica: 1,5 mg/dL (basal de 1,2 mg/dL)
• Potássio: 4,8 mEq/L OK ○
9ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.13
Revisar ○
Qual das alternativas abaixo representa conduta possível para
otimizar o tratamento da insuficiência cardíaca descompensada Paciente, 68 anos, hipertenso e diabético, está internado na
desse paciente? enfermaria com queixa de dispneia progressiva há 10 dias, ortopneia
Alternativas: e edema em membros inferiores. Ao exame físico, apresenta
estertores bibasais, turgência jugular e ritmo cardíaco regular, com
B3 audível.
A) Iniciar furosemida 40 mg IV e ajustar a dose conforme resposta
diurética. • PA = 110 x 70 mmHg
• FC = 96 bpm
• SpO₂ = 92% em ar ambiente Exames demonstram:
O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 35%. • Pressão arterial sistólica: 92 mmHg
• BNP persistentemente elevado
Com base na fisiopatologia e alterações hemodinâmicas esperadas • Ausência de isquemia miocárdica reversível
para a sua principal hipótese diagnóstica, marque a alternativa que • VO₂ máx. < 12 mL/kg/min (teste cardiopulmonar)
apresenta a conduta médica inicial mais adequada neste caso:
Alternativas: Considerando o caso clínico e as diretrizes atuais, qual a conduta
mais adequada em relação à abordagem invasiva para este paciente
com insuficiência cardíaca refratária?
A) Realizar expansão volêmica com soro fisiológico para aumentar
o débito cardíaco e perfusão tecidual. Alternativas:
B) Prescrever beta-bloqueador em dose plena para reduzir o A) Indicar implante de terapia de ressincronização cardíaca, pois
débito cardíaco e controlar a frequência cardíaca. apresenta fração de ejeção reduzida e sintomas graves,
independentemente do padrão e duração do QRS observável no
C) Iniciar digoxina e aguardar para iniciar IECA, devido ao risco de eletrocardiograma, requisitos dispensáveis para indicação desta
hipotensão em pacientes com fração de ejeção reduzida. terapia.
D) Introduzir IECA e diurético de alça, visando reduzir pós-carga e B) Manter exclusivamente o tratamento clínico, pois o risco
congestão pulmonar. cirúrgico poderia ser elevado, embora o quadro clínico
refratário e os critérios prognósticos demonstrem necessidade
OK ○
de abordagem invasiva conforme recomendações.
10ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.27
Revisar ○ C) Encaminhar o paciente para avaliação em centro especializado
em transplante cardíaco, pois apresenta insuficiência cardíaca
Paciente feminina, 72 anos, hipertensa, diabética e com obesidade avançada, baixo VO₂ máx., múltiplas internações no último ano
grau I, procura o ambulatório de cardiologia com queixas de e ausência de contraindicações aparentes, atendendo aos
dispneia aos pequenos esforços, episódios de ortopneia e edema critérios estabelecidos nas diretrizes.
em membros inferiores. Nega dor torácica. Relata piora progressiva
dos sintomas nos últimos 3 meses. Está em uso de hidroclorotiazida, D) Indicar implante de dispositivo de assistência ventricular
losartana e metformina. esquerda como terapia definitiva, mesmo havendo critérios
para transplante cardíaco e sem informação de
Ao exame: contraindicações, conduta não priorizada pelas diretrizes
vigentes.
• PA 140×85 mmHg
• FC 80 bpm
• Crepitações bibasais e edema +/4+ em MMII OK ○
12ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.8
Revisar ○
• BNP = 380 pg/mL
• ECG: ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas ou arritmias Homem de 68 anos, com diagnóstico recente de insuficiência
• Ecocardiograma: FEVE = 61%, hipertrofia ventricular esquerda, cardíaca, apresenta fração de ejeção de 30% ao ecocardiograma.
disfunção diastólica grau II, átrio esquerdo aumentado Está em classe funcional NYHA II. Faz uso de furosemida.
Considerando as evidências atuais, qual alternativa demonstra qual
Com base no quadro clínico e nos dados complementares, qual é a classe de medicação que devemos iniciar, bem como sua
hipótese diagnóstica mais provável? justificativa?
Alternativas: Alternativas:
A) Dispneia de origem pulmonar, já que a fração de ejeção está A) Inibidores de SGLT2 – benefício sintomático e de sobrevida.
preservada e não há arritmias.
B) Espironolactona – melhora sintomática apenas.
B) Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, com
base na tríade: sintomas típicos, FEVE normal, disfunção C) Ivabradina – melhora de sobrevida em todos os casos.
diastólica com átrio esquerdo aumentado.
D) Betabloqueadores - indicados apenas se houver arritmia
C) Insuficiência cardíaca com fração de ejeção intermediária (FE concomitante.
entre 40–49%), pela associação entre sintomas e leve aumento
de BNP. OK ○
13ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-14T: Q.20
D) Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), Revisar ○
pois o BNP está acima de 300 e há sintomas compatíveis.
Um homem de 68 anos, hipertenso e diabético, relata cansaço
progressivo há semanas, edema em membros inferiores e aumento
OK ○ da circunferência abdominal. Refere dispneia aos esforços
11ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.29
Revisar ○ moderados, que evoluiu para dispneia ao repouso nos últimos dias,
associada a ortopneia e episódios de dispneia paroxística noturna.
Paciente masculino, 58 anos, portador de insuficiência cardíaca com Ao exame, apresenta estertores bibasais, turgência jugular e edema
fração de ejeção reduzida (FEVE 25%), classe funcional III pela ++/4+ em membros inferiores. A frequência cardíaca é de 104 bpm,
NYHA, apesar de tratamento otimizado com betabloqueador, PA: 110/70 mmHg e SpO₂ de 91% em ar ambiente.
inibidor da ECA, antagonista de mineralocorticoide, inibidor de
SGLT2 e diurético de alça. Apresenta múltiplas internações por Com base no quadro clínico, o diagnóstico mais provável e a forma
congestão refratária no último ano, sem melhora clínica. de apresentação da insuficiência cardíaca são:
Alternativas: Alternativas:
A) Insuficiência cardíaca aguda hipoperfusora, com choque A) Temos uma emergência hipertensiva, e o fármaco de escolha é
cardiogênico e necessidade imediata de vasopressores. a nitroglicerina parenteral.
B) Insuficiência cardíaca aguda descompensada, com sinais de B) Em situações como a descrita, o uso de anti-hipertensivos
congestão pulmonar e sistêmica. parenterais deve ser realizado com nitroprussiato.
C) Insuficiência cardíaca direita isolada, com predomínio de C) Temos um quadro de acidente vascular encefálico isquêmico,
sintomas periféricos e ausência de dispneia. devendo ter cautela no controle tensional devido ao risco de
aumento da área de isquemia com a redução dos níveis
D) Insuficiência cardíaca crônica compensada, com sintomas leves tensionais.
e hemodinamicamente estável.
D) Trata-se de uma urgência hipertensiva, sendo o metoprolol o
OK ○
fármaco de escolha.
14ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-14T: Q.29
Revisar ○
OK ○
16ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.17
Paciente do sexo masculino, 65 anos, com histórico de hipertensão Revisar ○
arterial e diabetes mellitus tipo 2, apresenta-se ao consultório com
queixa de dispneia aos esforços que começou há seis meses e tem Homem de 52 anos, com hipertensão arterial sistêmica há 5 anos e
piorado progressivamente. Relata ortopneia e edema de membros tratamento irregular. Busca atendimento de emergência com queixa
inferiores nas últimas duas semanas. Ao exame físico, observa-se de cefaleia intensa e visão turva com piora progressiva nas últimas
turgência jugular, crepitações pulmonares bibasais, hepatomegalia horas.
dolorosa e edema em membros inferiores com cacifo. O
ecocardiograma mostra fração de ejeção de 39% e insuficiência Ao exame físico: eupneico em ar ambiente. PA: 220/140 mmHg, FC:
mitral moderada. 88 bpm, RCR 2T, MVUA sem RA.
Em relação à insuficiência cardíaca e valvopatias, são apresentadas Neurológico: algo sonolento, bradipsíquico. Orientado no tempo e
as seguintes afirmativas: no espaço. Força muscular preservada nos quatro membros. Fundo
de olho com papiledema.
I. O ecocardiograma sugere insuficiência cardíaca com fração de
ejeção reduzida (ICFEr). ECG: ritmo sinusal, sem sinais isquêmicos agudos.
II. A insuficiência mitral pode ser uma causa ou consequência da Exames laboratoriais: hemograma normal, creatinina: 1,8 mg/dL, EAS
insuficiência cardíaca. com proteinúria ++.
III. A presença de ortopneia e turgência jugular são sinais de Marque a opção com o diagnóstico mais provável para o caso:
insuficiência cardíaca descompensada. Alternativas:
Estão corretas as seguintes afirmativas:
A) Hipertensão essencial associada a acidente vascular cerebral
Alternativas:
B) Síndrome de hipertensão maligna associada à encefalopatia
A) Todas estão corretas. hipertensiva.
B) I e III. C) Trombose renovascular com urgência dialítica
C) I, apenas. D) Urgência hipertensiva por má adesão ao tratamento
D) II e III. OK ○
17ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.2
Revisar ○
Joana, 58 anos, hipertensa não tratada, chega ao pronto-socorro A) Acidente vascular cerebral hemorrágico com necessidade de
com queixa de dispneia progressiva nas últimas 6 horas e ortopneia. intervenção neurocirúrgica imediata.
Ela também relata cefaleia severa, náuseas, visão turva e sensação
de angústia. Ao exame físico, a paciente apresenta sinais de B) Hipertensão arterial secundária a feocromocitoma,
desconforto respiratório, estertores crepitantes bilaterais e leve caracterizada por crise autonômica e taquiarritmia.
cianose periférica.
C) Encefalopatia hipertensiva, uma emergência hipertensiva com
• Pressão arterial: 220/120 mmHg disfunção neurológica aguda.
• Frequência cardíaca: 110 bpm
• Saturação de oxigênio: 88% D) Crise hipertensiva sem lesão de órgão-alvo, caracterizando
uma urgência hipertensiva.
Considerando o quadro clínico apresentado, qual é a principal
hipótese diagnóstica em relação à emergência hipertensiva que a OK ○
paciente está apresentando? 21ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.8
Revisar ○
Alternativas:
Paciente masculino, 48 anos, portador de HAS primária há 2 anos,
A) Dissecção de aorta com comprometimento pulmonar sem seguimento clínico e sem tratamento regular desde o
secundário. diagnóstico. Procura atendimento médico de urgência, referindo
intensa cefaleia e náuseas após o uso de cocaína em domicílio, sem
B) Miocardiopatia dilatada com insuficiência cardíaca alívio mesmo com o uso de analgésico comum. Na avaliação clínica,
descompensada. apresentava fácies de dor, confuso e letárgico. PA 220 x 130 mmHg,
FC 92 bpm, RCR, 2T, BNF, ausculta pulmonar sem ruídos
C) Edema Agudo de Pulmão (EAP) secundário à hipertensão não adventícios, abdome indolor e MMII sem edema, panturrilhas livres.
controlada. Força muscular preservada nos 4 membros, sem alterações na
marcha e exame ocular exibindo papiledema. ECG com ritmo sinusal
D) Acidente Vascular Cerebral (AVC) com encefalopatia e sem sinais de isquemia.
hipertensiva.
Analise o quadro hipertensivo do paciente e assinale a conduta
clínica mais adequada:
OK ○
19ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.1 Alternativas:
Revisar ○
Um paciente de 63 anos chega à UPA com pressão arterial de A) Urgência hipertensiva, internação hospitalar e realização de
220x124 mmHg, cefaleia intensa, náuseas e confusão mental. Ao tomografia de crânio antes de qualquer medida terapêutica.
exame, apresenta desorientação e fundoscopia com edema de
papila bilateral. A tomografia de crânio descarta hemorragia B) Emergência hipertensiva, internação hospitalar e administração
intracraniana. de droga endovenosa com objetivo de reduzir PA para valores
normais em 12 – 24 horas.
Diante do quadro clínico e diagnóstico de encefalopatia
hipertensiva, qual é o plano de tratamento mais adequado nas C) Urgência hipertensiva, alta hospitalar e encaminhamento ao
primeiras horas? cardiologista para início rápido de terapia regular com anti-
Alternativas: hipertensivo oral.
D) Emergência hipertensiva, internação hospitalar e administração
A) Iniciar anti-hipertensivo venoso com redução gradual da PA em de droga endovenosa para redução da PA em 25% nas
até 25% nas primeiras horas e ajuste progressivo após primeiras 2 horas.
estabilização.
B) Reduzir a pressão arterial em pelo menos 50% nas primeiras 2 OK ○
22ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.20
horas com diuréticos de ação rápida. Revisar ○
C) Administrar losartana oral imediata e permitir queda livre da PA Paciente do sexo masculino, 64 anos, procura atendimento médico
até normalização. em Unidade Básica de Saúde como retorno para avaliação de sua
pressão arterial. Sua última consulta ocorreu há 3 meses e, nesse
D) Manter o paciente em observação, prescrever clonidina oral e período, o paciente iniciou de forma correta medidas não
reavaliar em 12 horas. farmacológicas para mudança do estilo de vida. Em sua avaliação
há 3 meses, sua pressão estava próxima de 135 x 85 mmHg.
OK ○
Relata como antecedentes pessoais Acidente Vascular Encefálico do
20ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.8
Revisar ○ tipo isquêmico há 2 anos, fazendo uso de forma regular de AAS 100
mg e Rosuvastatina 20 mg. Traz controle de pressão realizado por
Um homem de 55 anos, com histórico de hipertensão arterial profissional habilitado, com 5 medidas em dias diferentes, todas em
sistêmica não controlada, procura o pronto-socorro com pressão torno de 135x85 mmHg. No momento se encontra assintomático,
arterial de 230x130 mmHg, cefaleia intensa, vômitos, rebaixamento com exame físico mostrando FC = 72 bpm e PA = 136 x 86 mmHg,
do nível de consciência e crise convulsiva. Apresenta rigidez de RCR em 2T, sem sopros.
B) Iniciar nitroprussiato de sódio IV com monitoramento intensivo.
Sobre o caso clínico apresentado, qual alternativa demonstra a
melhor conduta a ser indicada para este paciente, baseada nas C) Usar clonidina VO e repetir a dose se PA permanecer elevada.
últimas diretrizes do tema?
Alternativas: D) Iniciar losartana VO e planejar internação em enfermaria para
seguimento.
A) O paciente deveria ter iniciado terapia farmacológica para
hipertensão na sua primeira consulta, há 3 meses, com terapia OK ○
dupla, Enalapril e hidroclorotiazida. 25ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-14T: Q.13
Revisar ○
B) Devemos iniciar terapia dupla neste momento, sendo a melhor Um homem de 56 anos, com histórico de hipertensão arterial mal
escolha hidroclorotiazida associado a anlodipino. controlada, procura a UPA 24h com cefaleia intensa, náuseas e
visão turva iniciadas há cerca de 2 horas. Ao exame físico:
C) O paciente deve ter novamente orientações quanto à mudança consciente, orientado, com PA de 210/120 mmHg, FC 92 bpm, SpO₂
do estilo de vida e reavaliação em mais 3 meses. 97% em ar ambiente, sem dor torácica ou dispneia. O exame
neurológico é normal e o fundo de olho revela exsudatos
D) O paciente deve, neste momento, receber terapia algodonosos e hemorragias em chama de vela. ECG mostra
farmacológica para hipertensão, sendo Enalapril uma escolha hipertrofia ventricular esquerda sem isquemia aguda.
possível.
Com base no diagnóstico e protocolos clínicos de estratificação de
OK ○
risco, qual deve ser a conduta mais adequada para este paciente?
23ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.23 Alternativas:
Revisar ○
Paciente de 58 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica A) Reconhecer como emergência hipertensiva com lesão de
(HAS) mal controlada, chega ao serviço de urgência com cefaleia órgão-alvo e encaminhar para hospital com suporte de UTI para
intensa, borramento visual e confusão mental. Refere adesão controle pressórico monitorado.
irregular à medicação (losartana 50mg/dia). Ao exame: PA = 210/120
mmHg, frequência cardíaca = 98 bpm. Fundoscopia: hemorragias e B) Diagnosticar emergência hipertensiva e iniciar redução gradual
exsudatos (retinopatia hipertensiva grau III). ECG: sobrecarga da PA com anti-hipertensivo oral de ação rápida, mantendo
ventricular esquerda sem isquemia aguda. Creatinina sérica: acompanhamento ambulatorial.
2,1mg/dL (basal prévia: 1,2mg/dL).
C) Classificar como urgência hipertensiva e iniciar clonidina oral,
Considerando os dados clínicos e examinais, classifique o quadro e com observação por 4 horas na unidade e liberação após
selecione a conduta mais adequada para o manejo imediato: melhora clínica.
Alternativas:
D) Iniciar nitroprussiato de sódio EV com internação em UTI,
visando redução pressórica imediata para valores < 140/90
A) Crise por não adesão terapêutica – Reintrodução da losartana mmHg.
na mesma dose, associação com hidroclorotiazida e alta
hospitalar com seguimento ambulatorial.
Um paciente de 45 anos apresenta queixas de cefaleia unilateral, B) As características da patologia, bem como seu exame físico,
sugerem cefaleia primária, devendo ser prescrito analgesia e
pulsátil, com piora ao esforço físico e associada a náuseas e medicamento para inibir novas crises.
fotofobia, com duração de dois dias. Ele relata episódios similares,
intercalados por períodos assintomáticos, com início há cerca de um
ano. Durante a avaliação no pronto-socorro, a hipótese de C) Mesmo na ausência de rigidez de nuca, é provável caso de
irritação meníngea devido às características da dor e início do
enxaqueca foi levantada, e o médico optou por solicitar exames quadro, com indicação de coleta de líquor.
complementares para afastar causas secundárias de cefaleia.
D) O paciente apresenta sinais duvidosos de cefaleia primária,
Ao interpretar os exames de imagem, qual achado seria mais sendo, portanto, necessária internação para melhor
consistente com uma cefaleia primária e indicativo de ausência de investigação da etiologia da cefaleia.
patologia estrutural?
Alternativas:
OK ○
30ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.16
A) Presença de microangiopatia isquêmica em substância branca Revisar ○
periventricular na ressonância magnética. Um homem de 38 anos procura atendimento ambulatorial
queixando-se de cefaleias unilaterais intensas, localizadas na região
B) Edema de papila e aumento do diâmetro ventricular em orbital direita, com duração de 45 minutos, acompanhadas de
tomografia computadorizada. lacrimejamento e congestão nasal do mesmo lado. Os episódios
ocorrem diariamente, geralmente à noite, e melhoram
C) Sinais de desmielinização em sequência FLAIR na ressonância espontaneamente. No exame neurológico, não há déficits focais.
magnética.
Considerando os achados clínicos e o exame físico, qual é o
D) Exames de imagem sem alterações estruturais significativas. diagnóstico mais provável e a conduta inicial adequada?
Alternativas:
OK ○
28ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.10
Revisar ○
A) Cefaleia em salvas; considerar uso de oxigênio a 100% por
Um homem de 29 anos vem ao consultório com queixa de cefaleia máscara facial e verapamil como profilaxia.
unilateral recorrente nas últimas 4 semanas. O paciente tem B) Cefaleia tensional; iniciar analgésico simples e orientação sobre
apresentado uma média de 2 episódios diários de dor intensa em ergonomia e higiene do sono.
região supraorbital e temporal direita, com cada episódio tendo
duração aproximada de 1 hora. Durante as crises de dor, costuma C) Cefaleia secundária; solicitar tomografia de crânio de urgência
ficar inquieto e apresenta hiperemia conjuntival, lacrimejamento e devido ao padrão unilateral e noturno.
congestão nasal à direita. O exame neurológico é normal.
D) Enxaqueca com aura; prescrever triptano e evitar fatores
Assinale a alternativa que descreve o diagnóstico mais provável e desencadeantes.
uma opção de tratamento farmacológico preventivo adequado para
o caso, considerando a ausência de contraindicações:
Alternativas: OK ○
31ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.21
Revisar ○
A) Hemicrania paroxística; indometacina. Uma mulher de 42 anos procura atendimento hospitalar com
cefaleia súbita e intensa, descrita como "a pior da vida", associada a
B) Migrânea com aura; topiramato. náuseas e rigidez de nuca. No exame clínico, encontra-se lúcida,
mas com fotofobia e sinais meníngeos.
C) Cefaleia em salvas; verapamil.
Considerando a suspeita clínica e as opções de exames de imagem
D) Migrânea sem aura; amitriptilina. disponíveis, qual a conduta diagnóstica inicial mais apropriada?
Alternativas:
OK ○
29ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.14
Revisar ○
A) Realizar tomografia computadorizada de crânio sem contraste
Paciente de 32 anos procura atendimento em unidade básica de imediatamente, para investigar hemorragia subaracnoide.
saúde, relatando quadro de cefaleia, de caráter recorrente, desde B) Indicar arteriografia cerebral, exame de escolha para diferenciar
aproximadamente seus 16 anos de idade. Informa que a dor se inicia entre enxaqueca e cefaleia em salvas.
de caráter progressivo, raramente pela manhã, com característica
pulsátil, unilateral, associada a fotofobia. Em alguns momentos, a C) Solicitar ressonância magnética com contraste, por ser o exame
cefaleia se associa a náuseas. Informa grande prejuízo das suas mais sensível para neoplasias e malformações vasculares.
atividades diárias. No momento, está com dor, 8/10, características
semelhantes. No exame físico, encontra-se lúcido e orientado, D) Prescrever analgésico e anti-inflamatório, com posterior início
ausência de déficit motor, ausência de rigidez de nuca, fundoscopia de terapia profilática para migrânea.
sem alteração. PA=140x90 mmHg, FC=88 bpm.
Sobre o caso clínico, assinale a alternativa correta: OK ○
32ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.16
Alternativas: Revisar ○
Uma jovem de 24 anos procura o pronto-socorro por queixa de dor B) Rifampicina 150 mg + Isoniazida 75 mg + Pirazinamida 400 mg
de cabeça há 2 horas. Localização holocraniana, em pontadas, de + Etambutol 275 mg, 4 comprimidos por dia durante dois
forte intensidade e início súbito, caracterizando-se como meses, seguidos de Rifampicina 300 mg + Etambutol 275 mg, 2
"explosivo". Nega histórico prévio de dor e nega comorbidades comprimidos por dia durante quatro meses.
prévias. Realizou tomografia computadorizada de crânio, sem
alterações significativas. C) Rifampicina 150 mg + Isoniazida 75 mg + Pirazinamida 400 mg
+ Etambutol 275 mg, 4 comprimidos por dia durante dois
Com base nas informações acima, qual o próximo passo no manejo meses, seguidos de Rifampicina 300 mg + Isoniazida 150 mg, 2
desta paciente? comprimidos por dia durante quatro meses.
Alternativas:
D) Rifampicina 150 mg + Isoniazida 75 mg + Pirazinamida 400 mg,
4 comprimidos por dia durante seis meses, sem a necessidade
A) Liberar alta hospitalar com orientações de retorno, caso de Etambutol 275 mg.
necessário.
D) Cefaleia em salvas. Inalação de oxigênio puro em máscara. Uma paciente de 55 anos foi admitida no hospital com queixas de
febre, suores noturnos e um emagrecimento não intencional de 5
quilos nos últimos 4 meses. Após uma série de exames, uma
infecção pulmonar foi suspeitada e uma biópsia pleural foi realizada,
OK ○ que confirmou o diagnóstico de tuberculose.
34ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.1
Revisar ○
Considerando os métodos de diagnóstico invasivo para tuberculose,
Um homem de 42 anos, previamente hígido, é diagnosticado com qual das seguintes afirmativas é correta?
tuberculose pulmonar após procurar o ambulatório de pneumologia
por apresentar tosse persistente há três meses, febre vespertina e Alternativas:
sudorese noturna. O diagnóstico foi confirmado por baciloscopia
positiva e teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB), que A) Nenhum procedimento invasivo é necessário para o diagnóstico
não detectou resistência à rifampicina. O paciente tem peso de tuberculose.
corporal de 70 kg e função hepática dentro dos limites da
normalidade. B) A biópsia pleural tem sempre menor sensibilidade quando
comparada à broncoscopia com lavagem broncoalveolar.
Diante do caso, assinale a alternativa que apresenta a melhor
conduta terapêutica para esse paciente: C) A biópsia pleural e a broncoscopia com lavagem broncoalveolar
podem fornecer informações complementares no diagnóstico
Alternativas: de tuberculose.
A) Rifampicina 150 mg + Isoniazida 75 mg, 4 comprimidos por dia D) A broncoscopia com lavagem broncoalveolar é sempre a
durante seis meses, sem necessidade de Pirazinamida 400 mg melhor escolha para o diagnóstico de tuberculose.
e Etambutol 275 mg.
OK ○
37ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.21
Revisar ○
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica que continua a D) Broncoscopia com lavagem broncoalveolar, para coleta de
ser um importante problema de saúde pública em várias partes do secreção brônquica e pesquisa de BAAR.
mundo. A resistência aos medicamentos é um desafio crescente no
tratamento da tuberculose.
OK ○
40ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.4
Considerando os mecanismos de resistência e as características da Revisar ○
doença, assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta
sobre a tuberculose e sua resistência medicamentosa: Paciente do sexo masculino, 45 anos, residente em área endêmica,
procura atendimento no ambulatório com queixa de lesões cutâneas
Alternativas: hipocrômicas e hipoestésicas, acompanhadas de diminuição da
força em membros superiores há seis meses. Ao exame, observa-se
A) A resistência à rifampicina, um dos principais medicamentos pele seca, perda de pelos em algumas áreas e espessamento do
utilizados no tratamento da tuberculose, é frequentemente nervo ulnar direito.
associada a mutações no gene rpoB, que codifica a subunidade
beta da RNA polimerase. Qual é a forma clínica mais provável da hanseníase neste paciente e
qual o esquema terapêutico indicado?
B) A tuberculose é exclusivamente uma doença pulmonar e não Alternativas:
pode afetar outros órgãos, como os rins ou os ossos.
C) O tratamento da tuberculose multirresistente (MDR-TB) é o A) Hanseníase indeterminada – Tratamento por 12 meses:
mesmo que o tratamento da tuberculose sensível, sem
necessidade de ajustes na dosagem ou ajustes na duração do • Dose mensal supervisionada: Rifampicina 600mg +
tratamento. Clofazimina 300mg + Dapsona 100mg.
• Dose diária autoadministrada: Clofazimina 50mg + Dapsona
D) A vacina BCG é 100% eficaz na prevenção da tuberculose em 100mg.
todas as populações, independentemente de fatores como
idade e estado de saúde. B) Hanseníase borderline – tratamento por 6 meses:
• Dose mensal supervisionada: Rifampicina 600mg +
OK ○ Clofazimina 300mg + Dapsona 100mg.
38ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.12
Revisar ○ • Dose diária autoadministrada: Clofazimina 50mg + Dapsona
100mg.
Um paciente de 40 anos apresenta lesão hipoestésica na pele, com
bordas bem delimitadas e perda de sensibilidade térmica. A C) Hanseníase tuberculóide – tratamento por 6 meses:
baciloscopia da lesão é negativa.
• Dose mensal supervisionada: Rifampicina 600mg +
Dentre as alternativas abaixo, qual é o provável diagnóstico e a Clofazimina 300mg + Dapsona 100mg.
conduta? • Dose diária autoadministrada: Clofazimina 50mg + Dapsona
Alternativas: 100mg.
A) Toracocentese repetida para nova análise de ADA e cultura de B) Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) – Iniciar tratamento
líquido pleural. com inibidor da bomba de prótons (IBP) e orientar medidas
posturais e dietéticas.
B) Lavado gástrico, especialmente indicado em adultos com tosse
seca e derrame pleural. C) Úlcera péptica – Prescrever antiácido e programar endoscopia
digestiva alta de urgência para avaliação.
C) Biópsia pleural, pela alta sensibilidade na detecção de
granulomas sugestivos de tuberculose.
D) Dispepsia funcional – Recomendar mudanças no estilo de vida D) Os fatores psicossociais devem ser explorados e identificadas
do paciente e prescrever medicamento procinético. as desordens de origem psíquica que possam interferir nos
distúrbios do aparelho digestivo. Todavia, apesar de influenciar,
OK ○
não há relação de causalidade com nível de evidência
42ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.28 estabelecido nas dispepsias orgânicas e funcionais, evitando-
Revisar ○ se a abordagem psiquiátrica desnecessária.
Um paciente de 42 anos procura atendimento no ambulatório devido
a queixas de azia (pirose), regurgitação e desconforto epigástrico OK ○
44ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.20
há seis meses. Ele relata piora dos sintomas após refeições Revisar ○
gordurosas e melhora parcial com uso ocasional de antiácidos.
Durante o exame físico, você observa que o paciente tem leve dor à A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição
palpação epigástrica, sem sinais de defesa ou irritação peritoneal. A comum que afeta o trato gastrointestinal, com uma ampla gama de
ausculta abdominal revela ruídos hidroaéreos normais. O teste de sintomas. Em relação ao diagnóstico e características dessa
PPF (Ponto de Precipitação da Dor por Fricção) é negativo. doença, analise as assertivas a seguir:
Com base no exame clínico e no quadro apresentado, qual é a I. A pirose e a regurgitação são os principais sintomas associados à
hipótese diagnóstica mais provável? DRGE, embora a dor epigástrica e a dispepsia também possam ser
Alternativas: relatadas com frequência pelos pacientes.
O preceptor então pergunta aos estudantes qual seria a melhor B) Solicitar endoscopia digestiva alta imediatamente para
conduta diante desse paciente, considerando a sua doença atual e descartar neoplasia esofágica antes de iniciar o tratamento
comorbidades. empírico.
Com base no quadro clínico e nos achados endoscópicos, qual das C) Iniciar inibidor da bomba de prótons (IBP) em dose padrão, com
prescrições médicas abaixo representa o tratamento farmacológico modificação do estilo de vida, e reavaliar após o período de
mais adequado para esse paciente? tratamento.
Alternativas: D) Encaminhar para pHmetria esofágica de 24 horas como
primeiro exame diagnóstico, independentemente da resposta ao
A) Carlos diz que seria mais adequado introduzir um antiácido à tratamento inicial.
base de hidróxido de alumínio e magnésio 10 mL após refeições
e antes de dormir, pois o paciente não apresenta sinais de OK ○
alarme, e o controle sintomático deve ser prioritário antes de 48ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.5
prescrever inibidores da bomba de prótons (IBPs), uma vez que Revisar ○
está associado à cronificação de uso e efeitos deletérios a
longo prazo, como carências vitamínicas. Paciente de 58 anos procura atendimento em Unidade Básica de
Saúde com queixa de desconforto epigástrico há 3 semanas,
B) João diz que, nesse cenário, a melhor escolha é a introdução associado a pirose e náuseas. Relata ter percebido perda ponderal
de ranitidina 300 mg/dia associada a sucralfato 1 g antes das de cerca de 5kg nos últimos 2 meses, sem alteração da dieta ou
refeições e ao deitar-se, pois a combinação de antagonistas H₂ realização de exercício físico.
e protetores de mucosa é suficiente para o tratamento da
gastrite erosiva induzida por AINEs e apresenta um perfil de Ao exame, encontra-se em BEG, hipocorado 1+/4, hidratado, afebril,
segurança maior do que as outras opções sugeridas pelos seus FC=98 bpm e PA = 120 x 70 mmHg.
colegas.
Abdome plano, indolor, RHA+, doloroso em epigastro, sem sinais de
C) Júlia diz que a melhor conduta seria iniciar omeprazol 20 irrigação peritoneal.
mg/dia por 4 semanas, para controlar a acidez gástrica,
associado à suspensão do ibuprofeno e substituição por Sobre o caso clínico, assinale a alternativa que determina a melhor
inibidor seletivo de COX-2 (celecoxibe 200 mg/dia), pois o AINE conduta:
pode estar contribuindo para a gastrite erosiva e o celecoxibe Alternativas:
apresenta menor risco de causar efeitos gastrointestinais em
comparação com outros AINEs. A) O paciente deve ser orientado quanto à mudança do estilo de
vida com alteração da dieta e se mantiver sintomas, solicitar
D) Lucas sugere o uso de omeprazol 40 mg/dia por 8 semanas, endoscopia digestiva alta.
sem modificar a terapia para osteoartrite, uma vez que a
endoscopia digestiva alta não demonstrou presença da bactéria B) Devemos utilizar inibidor de bomba de próton por 30 dias e, se
H. pylori e, neste caso, não seria necessário a troca do uso de mantiver sintomas, solicitar endoscopia digestiva alta.
AINE. Além disso, o ibuprofeno apresenta discreta relação com
gastrite leve. C) Deve ser indicada a realização de endoscopia digestiva alta e
iniciado o uso de inibidor de bomba de prótons.
OK ○
47ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.1 D) Devemos iniciar antagonista de histamina e solicitar USG de
Revisar ○
abdome superior.
Um paciente de 27 anos, com histórico de obesidade grau II e
tabagismo (20 maços/ano), procura atendimento no ambulatório
com queixas de pirose retroesternal e regurgitação ácida há cerca OK ○
de 8 meses. Ele relata piora dos sintomas ao se deitar e após 49ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.20
refeições gordurosas, além de episódios de tosse seca noturna. Não Revisar ○
refere disfagia ou perda de peso significativa. Relata uso esporádico Um paciente de 28 anos é admitido no hospital com história de
de antiácidos, com alívio parcial. diarreia há 3 meses (6 a 8 evacuações aquosas por dia), dor
abdominal em cólica, febre ocasional e perda de peso de 8 kg nos
Ao exame físico: últimos 3 meses. Ao exame físico, apresenta dor à palpação no
quadrante inferior direito do abdome e uma massa palpável na
• PA: 130/85 mmHg mesma região. Exames laboratoriais revelam anemia (Hb: 9,5 g/dL),
• FC: 76 bpm elevação da proteína C reativa (PCR: 45 mg/L), hipoalbuminemia
• IMC: 36kg/m² (albumina: 2,8 g/dL) e elevação da fosfatase alcalina.
Abdome flácido, sem massas ou visceromegalias. Dor leve à Uma colonoscopia é realizada, mostrando ulcerações recobertas
palpação epigástrica. Ausculta pulmonar e cardíaca normais. por fibrina em íleo terminal e todo o cólon, com aspecto
Abdome: indolor à palpação superficial e profunda. "cobblestone". A biópsia revela inflamação da mucosa com ileite e
colite crônicas e granulomas não caseosos, além da presença de
células gigantes multinucleadas. Ulcerativa. Essas condições podem levar a sintomas significativos e
complicações.
Uma ressonância magnética do abdome evidencia espessamento da
parede intestinal, fístulas enteroentéricas e linfonodomegalias Considerando os aspectos relacionados à DII, assinale a alternativa
mesentéricas. correta:
Alternativas:
Sobre o caso acima, é correto afirmar que:
Alternativas: A) Os sintomas da DII incluem diarreia, dor abdominal e perda de
peso, e podem variar em intensidade ao longo do tempo.
A) O achado histopatológico de inflamação limitada à mucosa e
criptite, associado à elevação da fosfatase alcalina, sugere B) A DII é uma condição que não apresenta relação com fatores
colangite esclerosante primária associada à retocolite genéticos ou ambientais, sendo exclusivamente causada por
ulcerativa. O tratamento deve incluir ácido ursodesoxicólico, infecções.
corticosteroides orais e sulfassalazina para manutenção.
C) O tratamento da DII é sempre cirúrgico, pois não existem
B) O achado histopatológico de granulomas não caseosos e opções de tratamento medicamentoso eficazes.
células gigantes multinucleadas sugere o diagnóstico de
Doença de Crohn. A presença de fístulas e linfonodomegalias D) A Doença de Crohn afeta apenas o cólon, enquanto a Colite
sugere doença complicada, e o tratamento inicial deve incluir Ulcerativa pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.
corticosteroides intravenosos (ex.: metilprednisolona) para
indução de remissão, seguido de terapia de manutenção com OK ○
imunobiológicos (ex.: anti-TNF, como infliximabe ou 52ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.29
adalimumabe). A cirurgia deve ser considerada apenas em Revisar ○
casos de obstrução intestinal ou falha do tratamento clínico.
Luana, 28 anos, foi diagnosticada com Doença de Crohn há 5 anos.
C) O achado histopatológico de inflamação e presença de Após o diagnóstico, ela foi tratada com imunossupressores e
granulomas pode sugerir doença de Crohn leve, mas a agentes biológicos, mas nos últimos meses tem sentido dor
presença de fístulas e linfonodomegalias indica doença abdominal intensa e dificuldades intestinais, além de notar
avançada. O tratamento deve ser baseado em modificações sangramentos ao evacuar. No exame físico, são observadas fissuras
dietéticas, probióticos e cirurgia de ressecção das áreas anais e sinais de distensão abdominal. O médico alerta para a
afetadas precocemente para prevenir complicações. importância do acompanhamento regular para monitorar as
complicações a longo prazo dessa doença.
D) O achado histopatológico de inflamação, granulomas não
caseosos e células gigantes multinucleadas sugere doença de Qual alternativa abaixo indica complicações comuns a longo prazo
Crohn, mas a presença de linfonodomegalias e elevação da na doença de Luana e como elas devem ser conduzidas?
fosfatase alcalina levanta a possibilidade de tuberculose Alternativas:
intestinal. O tratamento deve ser iniciado com antibióticos de
amplo espectro (ex.: ciprofloxacino e metronidazol) e terapia A) Fissuras anais e estenoses intestinais – Monitoramento por
antituberculínica (ex.: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e colonoscopia para avaliação de lesões e estreitamentos
etambutol) até a confirmação diagnóstica. intestinais, com manejo sintomático das fissuras por
imunossupressores e analgésicos tópicos.
OK ○
50ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.29 B) Doença perianal e manifestações articulares – Avaliação de
Revisar ○
fístulas e abscessos por ressonância magnética, com controle
Um paciente de 32 anos procura o consultório com queixas de da inflamação intestinal e articular por imunobiológicos e anti-
diarreia crônica com sangue e muco, dor abdominal em cólica e inflamatórios.
perda de peso progressiva nos últimos seis meses. Ele relata
episódios de febre baixa e sensação de urgência evacuatória. A C) Úlceras bucais e hipertensão portal – Exames de tomografia
colonoscopia revela lesões contínuas na mucosa retossigmoide, para avaliação hepática, monitoramento da mucosa oral e
com ulcerações e edema acentuado, sem acometimento do tratamento da hipertensão portal com betabloqueadores e
intestino delgado. diuréticos.
Com base nesse quadro clínico, marque a alternativa que apresenta D) Obstruções intestinais e fístulas perianais – Exames de
o diagnóstico mais provável: ressonância magnética para avaliação de fístulas anais,
enterotomografia ou enterorressonância para avaliar estenoses
Alternativas: e uso de antibióticos sistêmicos para controle de fístulas
perianais.
A) Síndrome do intestino irritável
OK ○
B) Doença de Crohn. 53ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.9
Revisar ○
C) Colite isquêmica.
Um paciente de 30 anos com diagnóstico recente de doença de
D) Retocolite ulcerativa. Crohn é internado por exacerbação moderada da doença, com dor
abdominal, diarreia frequente, emagrecimento e febre baixa. A
colonoscopia mostra lesões ulceradas no íleo terminal e cólon
OK ○ ascendente, com áreas de mucosa preservada entre as lesões. Já
51ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.28
Revisar ○ uma paciente de 42 anos, com retocolite ulcerativa extensa
diagnosticada há 8 anos, encontra-se em crise grave, com mais de
A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é um termo que abrange 10 evacuações diárias com sangue, febre e taquicardia. Ambos
condições crônicas que causam inflamação do trato gastrointestinal, estão em ambiente hospitalar.
sendo as duas formas mais comuns a Doença de Crohn e a Colite
Considerando o tipo e gravidade das doenças, qual é a conduta diarreia crônica com episódios de febre. Ela foi tratada
terapêutica mais apropriada para cada caso? anteriormente com corticosteroides e imunomoduladores, mas seus
Alternativas: sintomas têm persistido. A colonoscopia recente mostrou
inflamação transmural e úlceras profundas no íleo terminal.
A) Para o paciente com Crohn, iniciar antibióticos e anti- Qual deve ser a estratégia de tratamento farmacológico mais
inflamatórios não esteroidais; para a paciente com retocolite, adequada para esta paciente, considerando a gravidade de sua
prescrever dieta exclusiva por sonda e anti-TNF imediatamente. condição?
B) Ambos os casos devem iniciar o imunossupressor azatioprina Alternativas:
imediatamente, pois trata-se de doenças autoimunes com curso
crônico. A) Iniciar terapia biológica com um inibidor de TNF-alfa, como
infliximabe, para controlar a inflamação e induzir a remissão.
C) Para o paciente com Crohn, iniciar apenas mesalazina oral; para
a paciente com retocolite, manter terapia domiciliar com B) Utilizar antibióticos de amplo espectro para tratar a inflamação
supositórios de corticoide. intestinal, complementados por probióticos para restaurar a
flora intestinal.
D) Para o paciente com Crohn, iniciar corticoterapia sistêmica e
avaliar imunobiológico se refratário; para a paciente com C) Prescrever anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para
retocolite grave, iniciar corticoterapia endovenosa e considerar controle da dor e inflamação, com monitoramento regular dos
ciclosporina ou infliximabe se sem resposta em 3 a 5 dias. efeitos colaterais.
OK ○
D) Continuar o tratamento com corticosteroides em alta dose até a
54ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.15 resolução completa dos sintomas e, em seguida, realizar a
Revisar ○ transição para imunossupressores.
L.N.P., feminino, 16 anos. É atendida no ambulatório de
Gastroenterologia com quadro de diarreia inflamatória há cerca de 6 OK ○
56ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.11
meses. Apresenta cerca de 6 evacuações ao dia, com presença de Revisar ○
sangue e muco, associado a tenesmo, dor abdominal difusa de leve
intensidade e febre não aferida. Carteira vacinal completa, sem Um paciente de 32 anos, com diagnóstico recente de doença de
comorbidades prévias ou uso de medicamentos. Mãe com Crohn, apresenta sintomas de diarreia crônica, dor abdominal
diagnóstico de Retocolite Ulcerativa (RCU), pai e irmão saudáveis. recorrente e perda de peso não intencional. Ele já foi submetido a
Ao exame físico: hipocorada (+/+4), hidratada, anictérica e afebril. uma colonoscopia, que revelou inflamação transmural no íleo
Abdômen plano, peristáltico, doloroso à palpação em FIE, sem terminal e em partes do cólon ascendente. O paciente nega a
irritação peritoneal; sem massas e/ou VMGs. Inspeção anal sem presença de febre ou sangramento retal significativo. Atualmente,
alterações e toque retal doloroso, com sangue no dedo de luva. ele está em uso de mesalazina, mas os sintomas persistem e têm
impacto significativo em sua qualidade de vida.
• PA: 100 x 60 mmHg
• FC: 78 bpm Considerando o quadro clínico do paciente, qual é o próximo passo
• Temperatura: 36,8°C apropriado no manejo da doença de Crohn?
• FR: 16 irpm Alternativas:
Considerando a Doença Inflamatória Intestinal (DII) como principal
hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta quanto aos A) Iniciar terapia imunossupressora com azatioprina ou
achados clínicos e propedêuticos desta doença: metotrexato, considerando o uso de biológicos como anti-TNF
se houver falha terapêutica.
Alternativas:
B) Interromper a mesalazina e iniciar tratamento com antibióticos
A) O aspecto microscópico é padrão ouro no diagnóstico definitivo de amplo espectro, devido à alta probabilidade de infecção
ao evidenciar abscessos de cripta na RCU e inflamação intestinal associada.
transmural na Doença de Crohn.
C) Manter a mesalazina e adicionar corticosteroides orais para
B) As características clínicas da diarreia e da dor abdominal pouco controle dos sintomas agudos, seguido de retirada gradual
contribuem para o diagnóstico diferencial das DII e independem conforme a resposta clínica.
da localização da doença.
D) Manter a mesalazina e incluir suplementos de fibras e
C) O aspecto macroscópico é uma importante ferramenta no probióticos na dieta, com monitoramento clínico contínuo para
diagnóstico diferencial das DII. Na RCU pode haver um avaliar a resposta.
acometimento contínuo do reto até 1 – 2 cm do íleo terminal,
enquanto, na Doença de Crohn, a inflamação é salteada e pode
estar localizada em qualquer segmento do trato gastrointestinal,
da boca até o ânus. OK ○
57ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.2
Revisar ○
D) A calprotectina fecal é um importante marcador de atividade
inflamatória nos cólons, com importante especificidade no Paciente de 58 anos, sexo masculino, pedreiro, chega ao pronto-
diagnóstico da DII. socorro com queixa de vômitos em borra de café e melena há 24
horas, associados à astenia intensa, sonolência e sudorese fria.
Apresenta histórico de etilismo, hipertensão arterial e uso regular de
OK ○ Torsilax devido a quadro crônico de lombalgia. Ao exame físico, o
55ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.9
Revisar ○ paciente está pálido, pele úmida e pegajosa, com frequência
cardíaca de 117 bpm, StO₂ de 94% e pressão arterial de 80/70
Uma paciente de 28 anos, diagnosticada com doença de Crohn, mmHg.
apresenta dor abdominal recorrente, perda de peso significativa e
C) As causas mais comuns de hemorragia digestiva alta incluem
Qual a conduta inicial mais apropriada para este paciente? úlceras pépticas, varizes esofágicas e gastrite, sendo
Alternativas: importante a identificação precoce para o tratamento
adequado.
A) Solicitar uma endoscopia digestiva alta imediatamente, sem D) O tratamento da hemorragia digestiva alta é sempre cirúrgico,
estabilizar o paciente. pois não existem opções de tratamento clínico eficazes.
B) Prescrever dieta líquida por sonda nasoentérica e aguardar
melhora dos sintomas. OK ○
60ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.26
Revisar ○
C) Iniciar a reposição volêmica com solução salina e realizar
monitorização hemodinâmica. Um homem de 58 anos, tabagista e etilista crônico, procura
atendimento na emergência de um hospital devido a episódio de
D) Administrar omeprazol intravenoso e observar a evolução hematêmese associado a tontura e sudorese fria. Ele relata uso
clínica do paciente. recente e recorrente de anti-inflamatórios, apresentando azia
frequente e dor epigástrica há meses, que piora em jejum e melhora
OK ○
após alimentação. No exame físico, apresenta palidez cutâneo-
58ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.12 mucosa e pressão arterial de 100/60 mmHg.
Revisar ○
Com base no quadro clínico, marque a alternativa que apresenta a
M.D.C., 29 anos, sexo masculino, relata astenia e sudorese. Sem causa mais provável da hemorragia digestiva nesse paciente:
vícios e comorbidades, relata estar em tratamento odontológico
fazendo uso de amoxicilina e ibuprofeno há 5 dias. Queixa-se ainda Alternativas:
de náuseas e relata estar com fezes escurecidas.
A) Úlcera péptica sangrante.
Ao exame físico, apresenta-se hipocorado, FC: 112 bpm, PA: 90 × 60
mmHg e afebril. B) Laceração de Mallory-Weiss.
De acordo com esse quadro, a hipótese diagnóstica adequada e a C) Neoplasia gástrica ulcerada.
respectiva conduta são:
Alternativas: D) Varizes esofágicas.
B) O paciente deve ser estabilizado clinicamente e iniciada a B) A heparina de baixo peso molecular, como a enoxaparina, deve
Terlipressina. ser administrada na dose de 80 mg SC a cada 12 horas.
C) Deve ser encaminhado imediatamente para o setor de C) A heparina de baixo peso molecular, como a enoxaparina, na
endoscopia. dose de 60 mg SC a cada 12 horas, deve ser usada, não
havendo necessidade de monitorização.
D) A principal hipótese diagnóstica é doença ulcerosa péptica.
D) O tratamento inicial deve ser com cumarínico (varfarina) apenas
com o objetivo de INR alvo entre 2,0 e 3,0.
OK ○
64ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.26
Revisar ○
OK ○
66ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.27
Paciente de 64 anos em investigação por quadro de aumento de Revisar ○
peso de 15kg no último mês, associado a distensão abdominal.
Hipertensa e diabética há 15 anos, em uso de hidroclorotiazida Um paciente de 60 anos é admitido na UTI com queixa de dor
25mg, atenolol 25mg, metformina 850mg e insulina NPH 60 U/dia. torácica súbita e falta de ar. Ele tem histórico de hipertensão e
Trazida à unidade de pronto atendimento por familiar, que refere que diabetes mellitus tipo 2. Durante a avaliação, o paciente apresenta
ela começou há dois dias com quadro de sonolência, alteração do taquipneia, taquicardia e saturação de oxigênio de 88% em ar
humor e episódios de fezes escurecidas. Ao exame físico, encontra- ambiente. A radiografia de tórax não mostra anormalidades
se sonolenta, com abertura ocular ao chamado, responde de forma significativas, mas a angiotomografia de tórax revela um trombo na
lentificada, sem déficit motor, pupilas isocóricas e fotoreagentes, artéria pulmonar direita. Exames laboratoriais mostram aumento dos
ictérica e hipocorada, aranhas vasculares em tronco e membros, níveis de D-dímero.
piparote positivo, peso 85kg, Glasgow 6, PA 80 x 50 mmHg, FC 125
bpm, FR 22 mrpm, sat 82%. Você solicita hemograma que apresenta Qual das seguintes intervenções é a mais apropriada para o manejo
hemoglobina de 6,2 g%, leucócitos de 10.500 mm³ e plaquetas de inicial deste paciente?
49.000 mm³. Alternativas:
Qual hipótese do sangramento e tratamento proposto? A) Administrar broncodilatadores e corticosteroides.
Alternativas:
B) Intubar e iniciar ventilação mecânica imediata.
A) Varizes de esôfago. IOT, 2 acessos periféricos, omeprazol EV, 2
concentrados de hemácias, ceftriaxona 1g EV, octreodite EV e C) Iniciar anticoagulação com heparina intravenosa.
EDA em 12 horas com ligadura elástica.
D) Administrar antibióticos de largo espectro.
OK ○ OK ○
67ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.12 69ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.3
Revisar ○ Revisar ○
Um paciente de 50 anos, sem comorbidades, apresenta-se no Um homem de 72 anos é admitido em unidade de terapia intensiva
pronto-socorro com edema unilateral da perna esquerda iniciados com dispneia súbita, dor torácica pleurítica e taquicardia. A
há 8 horas, associado a dor e empastamento da panturrilha. O angiotomografia pulmonar confirma tromboembolismo pulmonar
ultrassom Doppler venoso confirma a presença de trombose venosa extenso bilateral, e o ecocardiograma revela disfunção ventricular
profunda (TVP) distal. direita. O paciente encontra-se hemodinamicamente instável, com
PAS < 90 mmHg e necessidade de vasopressores.
Com base no quadro, qual a conduta terapêutica inicial mais
adequada, considerando a dose correta do anticoagulante? Qual é a conduta terapêutica inicial mais apropriada neste caso?
Alternativas: Alternativas:
A) Enoxaparina 1,0 mg/kg, via subcutânea, a cada 24 horas, sem A) Prescrever anticoagulação oral com rivaroxabana inicialmente,
necessidade de monitorização laboratorial de rotina. associada à oxigenoterapia.
B) Rivaroxabana 15 mg, via oral, duas vezes ao dia, por 21 dias, B) Indicar embolectomia cirúrgica imediata como primeira opção
seguido de 20 mg, uma vez ao dia. neste caso, devido à extensão do evento.
C) Edoxabana 30 mg, via oral, uma vez ao dia, precedido de 5-10 C) Iniciar anticoagulação plena com heparina de baixo peso
dias do anticoagulante parenteral. molecular, mantendo monitoramento clínico, não sendo
indicada trombólise no momento.
D) Heparina não fracionada (HNF) em bolus de 50 UI/kg, seguido
de infusão contínua de 18 UI/kg/hora, com ajuste subsequente D) Iniciar anticoagulação plena com heparina e administrar
baseado no TTPa. trombólise sistêmica com alteplase intravenosa.
OK ○ OK ○
68ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.25 70ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.27
Revisar ○ Revisar ○
Homem de 62 anos, hipertenso, tabagista e com histórico de câncer Paciente de 42 anos, sexo feminino, no 8º dia de pós-operatório de
de próstata tratado há 1 ano, é admitido no hospital por dor torácica colecistectomia, dá entrada no pronto-socorro com quadro de
pleurítica, dispneia súbita e hemoptise iniciadas há 6 horas. Ao dispneia, de caráter súbito, iniciado há 2 horas, associado a dor
exame físico: torácica ventilatório-dependente. Ao exame físico possui RCR, 2T,
FC=120 bpm, ausculta respiratória sem alteração. Exame de MMII
• FC: 118 bpm demonstra edema assimétrico D>E, com empastamento de
• PA: 105/70 mmHg panturrilha à direita. ECG demonstra ritmo sinusal, eixo normal,
• FR: 26 irpm FC=120 bpm. Foi solicitado D-dímero, que se apresentou elevado e
• Saturação de O₂: 89% (ar ambiente) após então, realizado angiotomografia de tórax (protocolo TEP),
confirmando o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar (TEP).
Exames laboratoriais:
Sobre o caso clínico, assinale a alternativa CORRETA:
• D-dímero elevado Alternativas:
• Gasometria arterial: pO₂ = 65 mmHg, pCO₂ = 33 mmHg
• ECG: taquicardia sinusal, padrão S1Q3T3
• Radiografia de tórax: discreta oligoemia pulmonar à direita A) Diante da probabilidade de TEP apresentada pela paciente, não
seria necessário a dosagem de D-dímero, e sim a realização de
Exames de imagem: angiotomografia de tórax (protocolo TEP) após o exame físico e
ECG.
• Angiotomografia de tórax: defeitos de enchimento bilaterais nas
artérias pulmonares segmentares B) Radiografia de tórax é um exame simples e rápido que
facilmente consegue, quando se apresenta normal, excluir a
Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, qual é a presença de TEP. Além disso é útil no diagnóstico diferencial.
conduta terapêutica inicial mais apropriada?
C) O eletrocardiograma apresentado pela paciente é raramente
Alternativas: encontrado em casos de tromboembolismo pulmonar, sendo
mais comumente encontrado o padrão S1Q3T3.
A) Trombólise com alteplase IV devido ao alto risco de
mortalidade. D) Poderia ter sido realizado Ultrassonografia com Doppler venoso
de membro inferior direito e a ausência de trombose venosa
B) Aspirina e clopidogrel, pois o tromboembolismo é decorrente de profunda neste membro excluiria a possibilidade de TEP.
aterotrombose pulmonar.
OK ○
C) Anticoagulação imediata com heparina de baixo peso molecular 71ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.13
(HBPM) ou heparina não fracionada (HNF). Revisar ○
D) Inserção de filtro de veia cava inferior para prevenir recorrência Paciente de 68 anos, admitida em pronto-socorro com quadro de
do TEP. dispneia de forma súbita, iniciada há 12 horas. Tem histórico de
fratura de fêmur há 1 mês, com tratamento cirúrgico, que ocorreu
por fratura patológica de neoplasia de mama ativa (em tratamento)
com metástase óssea.
D) Resistência periférica à ação da eritropoietina causada por
Sobre os fatores de risco para tromboembolismo pulmonar, assinale inflamação crônica associada ao uso prolongado de anti-
a alternativa que representa alto risco de recorrência para tal: inflamatórios.
Alternativas:
OK ○
74ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.23
A) Idade 68 anos. Revisar ○
OK ○
Neste contexto, qual é o procedimento mais indicado para a
72ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.14 confirmação etiológica deste tipo de anemia?
Revisar ○
Alternativas:
Mulher, 59 anos, com antecedente de câncer de mama, foi
submetida a mastectomia radical há dois anos. Procura atendimento A) Realização de teste direto de Coombs.
médico com queixa de dor e edema em membro inferior esquerdo
há 1 semana. O exame físico revela a presença de empastamento de B) Realização de exame de medula óssea.
panturrilha esquerda e edema de 3+/4+ desse membro. Realizada
ultrassonografia com Doppler venoso de membro inferior esquerdo C) Realização de dosagem sérica de ferro e ferritina.
que evidenciou ausência de fluxo em veias poplítea e gastrocnêmia
esquerdas, com presença de conteúdo ecogênico em seus D) Realização de eletroforese de hemoglobina.
interiores. Os exames laboratoriais mostram discreta anemia
normocrômica e normocítica e função renal normal. Há duas horas OK ○
iniciou quadro de dor pleurítica a direita, associada a dispneia leve, 75ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.3
sem sinais de instabilidade clínica. Revisar ○
Qual é a proposta terapêutica inicial correta para essa paciente? Paciente de 72 anos procura atendimento médico com queixa de
perda ponderal há 6 meses, ainda não investigada. Relata discreta
Alternativas: adinamia, negando dispneia ou ortopneia. Nega outras queixas.
Exame físico sem alterações importantes, exceto mucosas
A) Estreptoquinase endovenosa, 1.500.000 UI, administrada em 1 hipocoradas. Traz exame de hemograma demonstrando:
hora.
• Hemoglobina: 9,5 g/dL (VR: 13,5-17,5 g/dL)
B) Varfarina oral, 5mg ao dia, com a meta de INR entre 1 e 1,5. • Hematócrito: 30% (VR: 40-50%)
• VCM: 72 fL (VR: 80-100 fL)
C) Enoxaparina subcutânea, 1mg/kg de peso, uma vez ao dia. • RDW: 16,2% (VR: 11,5-14,5%)
• Ferro sérico: 40 μg/dL (VR: 60-170 μg/dL)
D) Rivaroxabana oral, 15mg a cada 12 horas por 21 dias, e 20mg a • Ferritina: 18 ng/mL (VR: 30-400 ng/mL)
seguir.
Sobre o caso clínico, assinale a alternativa correta:
Alternativas:
OK ○
73ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.19 A) O paciente apresenta sinais de anemia ferropriva e devemos
Revisar ○
investigar a etiologia de sangramento em tubo digestivo.
Um paciente de 45 anos comparece ao consultório com queixas de
fadiga progressiva, tontura ocasional e palidez cutâneo-mucosa. B) O paciente deve ser submetido a biópsia de medula óssea, visto
Durante a anamnese, ele relata uma dieta baseada o emagrecimento e risco de neoplasia hematológica como
predominantemente em carboidratos, com baixo consumo de principal hipótese.
carnes e vegetais verde-escuros. Além disso, menciona uso
frequente de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) devido a C) Com os achados laboratoriais, devemos iniciar imediatamente a
dores musculares crônicas. Ao exame físico, observa-se palidez reposição de ferro, não sendo necessária a investigação
conjuntival e taquicardia leve. etiológica da anemia.
Com base nos fatores de risco identificados, marque a alternativa D) Os achados clínicos e laboratoriais sugerem anemia por
que apresenta a hipótese mais provável para o desenvolvimento da deficiência de vitamina B12, devendo ser solicitada endoscopia
anemia ferropriva nesse paciente: para avaliação de gastrite atrófica.
Alternativas:
OK ○
76ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.23
A) Uso crônico de AINEs associado a dieta pobre em ferro, Revisar ○
levando a possíveis sangramentos gastrointestinais e
deficiência nutricional. Paciente, 65 anos, diagnosticado recentemente com artrite
reumatoide, se consulta por anemia de 6 meses de evolução.
B) Consumo excessivo de carboidratos refinados, que interferem Apresenta os seguintes exames:
na absorção do ferro e prejudicam a eritropoiese.
• Hemoglobina: 8,5 g/dL
C) Deficiência de vitamina B12 secundária à baixa ingestão de • VCM: 68 fL
proteínas de origem animal, resultando em anemia ferropriva. • Leucócitos: 7.250/mm³
• Plaquetas: 230.000/mm³ Com base nesses achados laboratoriais, qual é o diagnóstico mais
• Ferro sérico: 32 μg/dL (referência 50-150) provável?
• Ferritina: 500 ng/mL (referência 20-250) Alternativas:
Qual é a hipótese diagnóstica mais apropriada para esta anemia?
A) Anemia ferropriva.
Alternativas:
B) Anemia megaloblástica.
A) Anemia de doença crônica.
C) Anemia hemolítica autoimune.
B) Anemia por deficiência de vitamina B12.
D) Anemia de doença crônica.
C) Anemia ferropriva.
OK ○
D) Anemia perniciosa. 79ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.3
Revisar ○
B) Devemos iniciar a reposição de sulfato ferroso, que deve ser D) Os sintomas são característicos de anemia, que neste caso é
tomado em jejum, se possível associado com alimentos cítricos multifatorial, por estar relacionada a uma doença crônica,
(suco de laranja, por exemplo). inflamação crônica e deficiência de eritropoietina, necessitando
de tratamento individualizado.
C) O paciente apresenta necessidade de início imediato de
reposição de vitamina B12, de forma injetável, pelo alto risco de OK ○
complicações intestinais. 80ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.21
Revisar ○
D) Apenas mudanças alimentares, com a introdução de vegetais
verdes, seriam suficientes para a correção da anemia Uma mulher de 45 anos apresenta-se à consulta com queixas de
apresentada. fadiga, fraqueza e palpitações há algumas semanas. Relata
miomatose uterina e metrorragia nos últimos 8 meses. Ao exame
físico, observa-se palidez cutâneo-mucosa e frequência cardíaca
OK ○ de 102 bpm. Os exames laboratoriais mostram os seguintes
78ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.23
Revisar ○ resultados:
Um paciente de 45 anos, com histórico de artrite reumatoide há 10 • Hemoglobina: 9g/dL (12-16g/dL)
anos, procura atendimento devido à fadiga e à palidez progressivas • Hematócrito: 28% (36-46%)
nos últimos meses. Exames laboratoriais revelam: • VCM (volume corpuscular médio): 70fL (80-100fL)
• HCM (hemoglobina corpuscular média): 24pg (27-33pg)
• Hemoglobina: 9,5 g/dL (VR: 13,5-17,5 g/dL) • RDW (amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos): 16%
• Hematócrito: 30% (VR: 40-50%) (11,5-14,5%)
• VCM: 85 fL (VR: 80-100 fL) • Ferritina: 8ng/mL (15-150ng/mL)
• RDW: 12% (VR: 11,5-14,5%) • Ferro sérico: 30μg/dL (50-170μg/dL)
• Ferro sérico: 40 μg/dL (VR: 60-170 μg/dL) • Coombs direto negativo
• Ferritina: 350 ng/mL (VR: 30-400 ng/mL) • Bilirrubinas e desidrogenase lática normais
• Transferrina: 180 mg/dL (VR: 200-400 mg/dL)
• Saturação de transferrina: 15% (VR: 20-50%) Com base nos dados clínicos e laboratoriais, qual é o diagnóstico
• Reticulócitos: 1,2% (VR: 0,5-2%) mais provável para a condição da mulher?
Alternativas: Um paciente de 60 anos comparece ao consultório com queixas de
fadiga, sudorese noturna e perda de peso não intencional nos
A) Anemia por deficiência de vitamina B12. últimos três meses. Achados laboratoriais:
B) Biópsia de medula óssea. O exame físico revela palidez cutâneo-mucosa, taquipneia leve e
confusão moderada. Os exames laboratoriais mostram:
C) Ultrassom abdominal.
• Anemia grave (Hb 6,5 g/dL)
D) Biópsia de linfonodo. • Plaquetopenia (20.000/mm³)
• Creatinina sérica: 1,8 mg/dL
OK ○ A equipe médica discute estratégias para otimizar o controle
82ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.30
sintomático e proporcionar conforto à paciente.
Revisar ○
Homem de 62 anos, há 2 meses com queixa de fadiga e febre não Diante desse cenário, qual é a melhor conduta para o manejo
aferida. Relata que buscou pronto atendimento 3 vezes no período, sintomático em cuidados paliativos?
com diagnóstico de "infecção urinária" e quadro sugestivo de Alternativas:
pneumonia, sendo prescritos antibióticos sem melhora do quadro.
Exames laboratoriais: A) Administração de morfina em doses progressivas para o
controle da dispneia e da dor, associada a medidas de conforto.
• Hb: 8,0 g/dL
• Ht: 24%, normocítica e normocrômica B) Transfusão de concentrado de hemácias para manter a Hb
• Reticulócitos reduzidos acima de 10 g/dL, reduzindo a fadiga e a dispneia.
• Cinética de ferro normal
• Leucócitos: 17.800, segmentados: 80% C) Hemodiálise para o controle da insuficiência renal e a melhora
• Plaquetas: 56.000 da sobrevida, garantindo qualidade de vida.
• Lâmina de sangue periférico: blastos na periferia
D) Uso de dexametasona para a reversão da confusão mental e a
Marque a alternativa com o diagnóstico mais provável: melhora da fadiga, associada à quimioterapia paliativa.
Alternativas:
OK ○
85ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.6
A) Leucemia Mieloide Aguda Revisar ○
B) Leucemia Linfoblástica Aguda Homem de 58 anos, internado em um hospital geral, para uma
cirurgia de hérnia inguinal. Encontra-se em bom estado geral. O
C) Infecção bacteriana atípica exame físico é normal, exceto por alguns nódulos em região
cervical, 1 x 1 cm, indolores, não aderidos a planos profundos.
D) Síndrome mielodisplásica Hemograma:
• Hematócrito: 42%
OK ○ • Plaquetas: 335.000/mm³
83ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.1
• Leucócitos: 50.000/mm³
Revisar ○
• Segmentados: 4%
• Monócitos: 1%
• Linfócitos: 95% maduros, com presença de manchas de
Grumprecht OK ○
88ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.28
Marque a alternativa com a hipótese diagnóstica mais provável para Revisar ○
o caso descrito acima:
Paciente masculino, 65 anos, chega ao consultório relatando fadiga
Alternativas: progressiva, perda de peso de 6kg nos últimos três meses e
sudorese noturna. O paciente também relata uma leve dor
A) Leucemia Mieloide Aguda (LMA). abdominal à esquerda. No exame físico, há esplenomegalia palpável
na cicatriz umbilical.
B) Leucemia Mieloide Crônica (LMC).
Foi solicitada uma série de exames laboratoriais:
C) Leucemia Linfocítica Crônica (LLC).
Hemograma completo:
D) Leucemia Linfocítica Aguda (LLA).
• Hemoglobina: 10,5g/dL (normal: 13,8-17,2g/dL)
• Leucócitos: 85.000/mm³ (normal: 4.000-11.000/mm³)
OK ○
• Segmentados: 20%
86ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.13
Revisar ○ • Bastões: 10%
• Eosinófilos: 5%
Durante seguimento ambulatorial, um paciente de 47 anos em • Basófilos: 10%
tratamento para leucemia linfoblástica aguda apresenta melhora • Linfócitos: 20%
clínica dos sintomas, mas mantém blastos circulantes no • Mieloblastos: 15%
hemograma após o segundo ciclo de quimioterapia. A medula óssea • Promielócitos: 5%
mostra celularidade preservada com 12% de blastos, e os exames • Mielócitos: 10%
bioquímicos estão normais. • Metamielócitos: 5%
• Plaquetas: 600.000/mm³ (normal: 150.000-450.000/mm³)
Qual é a conduta mais apropriada nesse estágio do
acompanhamento? • Lactato desidrogenase (LDH): 1.200U/L (normal: 135-225U/L)
Alternativas: • Ácido úrico: 8,5mg/dL (normal: 3,5-7,2mg/dL)
• Eletroforese de proteínas plasmáticas: sem picos monoclonais
A) Avaliar a refratariedade ao protocolo atual e discutir mudança • Biópsia de medula óssea: hipercelularidade com aumento das
de esquema terapêutico ou inclusão em estudo clínico. linhagens mieloides em todos os estágios de maturação e presença
de células blásticas (15%)
B) Manter o esquema quimioterápico inalterado até o quarto ciclo,
pois a resposta hematológica completa pode demorar. Com base nos dados apresentados, qual é o diagnóstico mais
provável para este paciente?
C) Suspender temporariamente a quimioterapia e aguardar a Alternativas:
recuperação completa da série vermelha e plaquetária.
A) Mielofibrose Primária (MFP).
D) Interromper o tratamento atual e indicar cuidados paliativos
imediatos devido à presença residual de blastos. B) Leucemia Mieloide Aguda (LMA).
D) Suspender temporariamente a quimioterapia e iniciar A) Relação entre LDH do líquido pleural e do soro inferior a 0,6.
corticoterapia em altas doses.
B) Relação entre a proteína do líquido pleural e do soro superior a
0,5.
C) Aumento de neutrófilos segmentados no líquido pleural. A) Dor abdominal, tosse não produtiva, diarreia e náuseas –
solicitar radiografia de tórax AP e Perfil.
D) LDH do líquido pleural inferior a dois terços do limite superior
normal do soro. B) Cefaleia, dispneia, fadiga e erupção cutânea – solicitar
radiografia de seios da face e tórax PA e Perfil.
OK ○
90ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.11 C) Congestão nasal, dor de garganta, tosse não produtiva e febre
Revisar ○ baixa – solicitar radiografia de seios da face.
Um homem de 55 anos, sem comorbidades conhecidas, procura o D) Febre alta, tosse produtiva purulenta, dor torácica e dispneia –
ambulatório com febre, tosse produtiva, dor torácica pleurítica e solicitar radiografia de tórax PA e Perfil.
dispneia há três dias. Ao exame físico, apresenta crepitações na
base pulmonar direita e temperatura de 38,5°C. A radiografia de
tórax evidencia consolidação no lobo inferior direito. OK ○
93ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.10
Revisar ○
Considerando o diagnóstico de pneumonia comunitária, qual é a
melhor escolha terapêutica inicial para esse paciente? O CRB-65 é um escore utilizado para avaliar o risco de mortalidade
Alternativas: e o local ideal para tratamento de um paciente com pneumonia.
C) Penicilina benzatina IM em dose única. A) A dose de metotrexato deve ser ajustada para 20 mg/semana
para potencializar o efeito terapêutico, monitorando os efeitos
D) Piperacilina-tazobactam + vancomicina. colaterais.
C) Uso isolado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), pois a B) Fator reumatoide elevado.
AR não requer tratamento modificador da doença.
C) Anti-CCP positivo.
D) Início direto de terapia biológica com inibidores de TNF, como
adalimumabe, sem necessidade de DMARDs sintéticos D) Velocidade de hemossedimentação normal.
convencionais.
OK ○
104ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.19
OK ○ Revisar ○
101ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.18
Revisar ○
U.L., 58 anos, sexo feminino, com histórico de hipertensão
Uma paciente de 52 anos com diagnóstico de artrite reumatoide há controlada, se apresenta ao consultório com queixa de dor e
6 meses apresenta dor e edema em articulações inchaço nas articulações das mãos e dos joelhos há cinco meses.
metacarpofalângicas e interfalângicas proximais, com rigidez Relata piora da dor pela manhã, rigidez matinal, que dura cerca de
matinal de 2 horas. Ela iniciou tratamento com metotrexato (MTX) 15 duas horas e alívio após movimentação das articulações. Não há
mg/semana há 3 meses, mas mantém sinais de atividade histórico de trauma recente. Os exames laboratoriais mostram fator
inflamatória (PCR 15 mg/L, VHS 40 mm/h). reumatóide positivo, proteína C-reativa elevada e velocidade de
hemossedimentação aumentada. Radiografias das mãos revelam
Qual é a conduta mais adequada neste momento? erosões marginais e osteopenia periarticular. Exame físico das mãos
alterado.
Alternativas:
De acordo com o caso, o diagnóstico mais provável e possíveis
A) Associar um corticoide em baixa dose, até 10 mg/dia, para alterações encontradas no exame físico são:
controle dos sintomas. Alternativas:
B) Iniciar terapia biológica com um inibidor de TNF-alfa.
A) Artrite reumatóide e edema nas articulações interfalangeanas B) O paciente 1 tem diagnóstico de asma, caracterizado pela
proximais e metacarpofalangeanas. variabilidade dos sintomas e resposta significativa ao
broncodilatador, sendo indicado corticoide inalatório associado
B) Osteoartrite e edema em todas as articulações do carpo, a β2-agonista de longa duração (CI + LABA). O paciente 2 tem
interfalangeanas proximais e distais. DPOC, caracterizado por obstrução fixa e histórico tabágico,
sendo pertinente o uso de broncodilatadores de longa ação
C) Osteoartrite e aumento do volume das articulações (LAMA/LABA) e necessária a cessação do tabagismo.
interfalangeanas distais, sem acometimento das proximais.
C) O paciente 1 tem asma e DPOC simultaneamente (Síndrome de
D) Artrite reumatoide e limitação ao movimento passivo das mãos Sobreposição Asma-DPOC - ACOS), devendo ser iniciada
com crepitações em interfalangeanas proximais. tríplice terapia (CI/LABA/LAMA) desde o início. O paciente 2
tem DPOC enfisematoso avançado, sendo indicada
OK ○
oxigenoterapia domiciliar precoce, independentemente da
105ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-12T: Q.30 gasometria arterial.
Revisar ○
D) O paciente 1 tem DPOC inicial, pois a obstrução na espirometria
Uma mulher de 58 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 4 confirma limitação ao fluxo aéreo, e deve ser manejado com
anos, em uso de metotrexato semanal (20mg/semana, VO), relata LAMA isolado. O paciente 2 tem asma mal controlada em adulto
melhora parcial da rigidez matinal, mas persistência de dor e edema idoso, sendo indicado corticoide inalatório em alta dose
em articulações das mãos e punhos. Os exames laboratoriais associado a β2-agonista de curta duração sob demanda.
mostram elevação persistente de PCR e VHS. Refere náuseas
intensas após uso da medicação e perda de apetite.
OK ○
107ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.21
Qual é a conduta mais adequada neste momento? Revisar ○
Alternativas:
Um paciente de 65 anos, ex-tabagista há 2 anos, com carga
tabágica de 25 maços-ano, foi atendido no ambulatório de DPOC. A
A) Suspender o metotrexato devido à refratariedade clínica e espirometria realizada um mês antes mostrava um VEF1 de 45% do
iniciar terapia com glicocorticoide em dose imunossupressora. valor previsto e uma relação VEF1/CVF de 0,55. O paciente foi
classificado no grupo E de acordo com a classificação do GOLD
B) Manter o metotrexato e associar anti-inflamatório não esteroidal 2024.
para controle da dor residual.
O hemograma evidenciava anemia microcítica e hipocrômica. A
C) Reduzir a dose de metotrexato pela metade e manter o contagem de leucócitos era de 8.000/mm³, com 320 eosinófilos.
acompanhamento sem mudanças adicionais na terapia.
Considerando os sinais clínicos, a interpretação dos exames
D) Avaliar toxicidade do metotrexato, considerar via subcutânea ou complementares e as intervenções apropriadas, qual das seguintes
troca por agente biológico, visando controle inflamatório e opções representa a melhor abordagem para o manejo deste
melhora da tolerância. paciente no momento?
Alternativas:
OK ○ A) Realizar a administração de oxigenoterapia, iniciar
106ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.9
Revisar ○ broncodilatadores de ação curta e programar uma nova
espirometria em 6 meses.
No ambulatório de pneumologia, dois pacientes relatam sintomas
respiratórios crônicos e são avaliados pelos internos de clínica B) Iniciar terapia com broncodilatadores de longa duração,
médica. antimuscarínicos de longa duração e corticoide inalatório, além
de recomendar a reabilitação pulmonar.
O paciente 1, um homem de 28 anos, relata episódios recorrentes de
dispneia e sibilância, desencadeados por exercício e exposição a C) Prescrever corticosteroides orais, aumentar a frequência dos
poeira, com melhora espontânea ou após uso de broncodilatadores. broncodilatadores de ação longa e recomendar a reabilitação
A espirometria mostra VEF1/CVF reduzido e reversibilidade >12% e pulmonar.
200 mL após broncodilatador.
D) Prescrever apenas broncodilatadores de ação curta,
Já o paciente 2, um homem de 66 anos, tabagista há 40 anos-maço, recomendar repouso e agendar uma consulta de seguimento
apresenta dispneia progressiva aos esforços, tosse produtiva em 1 mês.
crônica e infecções respiratórias frequentes. A espirometria revela
VEF1/CVF reduzido e reversibilidade pós-broncodilatador <12% e
200 mL. OK ○
108ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.16
Revisar ○
Diante dos achados clínicos, laboratoriais e espirométricos, qual das
alternativas abaixo melhor diferencia os dois quadros? Você é médico em uma Unidade Básica de Saúde de uma cidade de
médio porte no interior do Brasil. Um paciente de 68 anos, pedreiro
Alternativas: aposentado, comparece à consulta com queixa de dispneia
progressiva aos esforços, tosse crônica produtiva e episódios
A) O paciente 1 tem asma grave, pois apresenta limitação ao fluxo frequentes de exacerbações respiratórias, especialmente durante o
aéreo na espirometria e sintomas frequentes, sendo necessário inverno. Relata histórico de tabagismo desde os 15 anos, com carga
iniciar corticoide oral de manutenção associado a tabágica estimada em 50 maços/ano. Atualmente, faz uso regular de
imunobiológicos. O paciente 2 tem bronquite crônica não uma combinação de broncodilatadores de longa ação e
obstrutiva, e o uso de broncodilatadores de curta duração para corticosteroide inalatório (LABA + CI). Ao exame físico, apresenta
alívio sintomático é indicado. tórax em barril com murmúrio vesicular diminuído difusamente e
presença de sibilos expiratórios.
B) Classe C: Uma combinação de broncodilatador de longa ação
• IMC: 22 kg/m² (LABA) associado a anticolinérgico de longa ação (LAMA).
• Frequência respiratória: 22 irpm
• Saturação de oxigênio em ar ambiente: 91% C) Classe A: Um beta-agonista de curta ação (SABA) apenas, com
• Espirometria: VEF1 pós-broncodilatador de 45% do previsto, reavaliação para escalonamento se necessário.
relação VEF1/CVF de 0,55
• Hemograma: contagem de eosinófilos de 80 células/μL D) Classe B: Um broncodilatador de longa ação (LABA) associado
a anticolinérgico de longa ação (LAMA).
Proposição 1: Em pacientes com DPOC e contagem de eosinófilos
sanguíneos abaixo de 100 células/μL, as diretrizes GOLD 2025
recomendam a suspensão do corticosteroide inalatório. OK ○
110ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.5
Revisar ○
Proposição 2: A terapia combinada de broncodilatadores de longa
ação (LABA + LAMA) é preferida em pacientes com DPOC que Paciente masculino, 68 anos, tabagista há 40 anos-maço, com
apresentam baixa contagem de eosinófilos e histórico de diagnóstico prévio de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
exacerbações. Comparece à consulta ambulatorial com queixa de dispneia
progressiva, aumento da tosse produtiva com expectoração
Proposição 3: A manutenção do corticosteroide inalatório é indicada purulenta e dispneia MRC III nos últimos seis dias. Refere uso de
em todos os pacientes com DPOC grave, independentemente da broncodilatadores de longa ação (LABA) e tiotrópio (LAMA) há 5
contagem de eosinófilos. anos. Não apresentou febre neste período.
Alternativas: Apresenta antecedentes de três exacerbações de DPOC tratadas
em 2024, sendo uma exacerbação com internação. E ainda doença
A) As proposições 1 e 2 são verdadeiras, e a proposição 2 justifica cardiovascular com angioplastia há 6 meses e tratamento para
a proposição 1. insuficiência cardíaca com betabloqueador.
B) As proposições 1 e 3 são verdadeiras, e a proposição 1 justifica Exame físico:
a proposição 3.
• FR: 28 irpm
C) Apenas a proposição 3 é verdadeira e ela não justifica nenhuma • FC: 80 bpm
das demais. • PA: 130x80 mmHg
• SpO₂: 88% em ar ambiente
D) As três proposições são verdadeiras, mas nenhuma justifica • Sem uso de musculatura acessória, tempo expiratório prolongado,
diretamente as demais. murmúrio vesicular reduzido globalmente, roncos esparsos e sem
sibilos
OK ○
109ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.22 Trouxe exames laboratoriais (Tabela 1) do atendimento prévio há 3
Revisar ○ dias no Pronto Atendimento:
João, um paciente de 62 anos, fumante por 40 anos, apresenta Tabela 1 - Resultados Laboratoriais do atendimento prévio há 3 dias
quadro de dispneia progressiva nos últimos dois anos, além de no Pronto Atendimento.
episódios frequentes de tosse. Após avaliação espirométrica, ao
exame físico observa-se murmúrio vesicular diminuído difusamente
sem ruídos adventícios, sem outras alterações.
Exame Resultado Valores de
Espirometria pré-broncodilatador: referência
Qual é a escolha terapêutica mais adequada para João? • CVF pré-broncodilatador: 78% do previsto; pós-broncodilatador:
Alternativas: 80% do previsto
• VEF1 pré-broncodilatador: 36% do previsto; pós-broncodilatador:
41% do previsto
A) Classe E: Uma combinação de broncodilatador de longa ação • VEF1/CVF pré-BD: 0,50; pós-BD: 0,54
(LABA) associado a anticolinérgico de longa ação (LAMA) e
corticosteroide inalatório. CVF = Capacidade Vital Forçada; VEF1 = Volume expiratório forçado
no 1º segundo; BD = Broncodilatador; PCR = Proteína C reativa;
HCO₃ = bicarbonato; PaO₂ = Pressão parcial de oxigênio; PaCO₂ = Paciente 2: homem de 72 anos, ex-tabagista com carga de 50
Pressão parcial de dióxido de carbono; CI = Corticoide inalatório. maços/ano, que apresenta dispneia progressiva e tosse crônica.
Espirometria mostra VEF1/CVF < 0,7 sem reversibilidade significativa
Considerando a situação clínica do paciente e os exames e VEF1 de 48% do previsto. Já teve duas exacerbações no último
apresentados, qual a conduta terapêutica inicial neste atendimento ano, uma delas com necessidade de hospitalização.
mais apropriada ao caso apresentado?
Alternativas: Considerando as estratégias de tratamento adequadas para ambos
os casos, qual conduta representa o manejo correto de acordo com
as diretrizes atuais?
A) Prednisona 40 mg/dia por 5 dias + azitromicina por 5 dias +
amoxicilina com clavulanato por 7 dias e manter terapia Alternativas:
inalatória já em uso.
A) Iniciar corticosteroide inalatório para o primeiro paciente e
B) Iniciar ventilação não invasiva + troca do tratamento inalatório broncodilatador de curta duração para o segundo, aguardando
para associação de LAMA + LABA + corticosteroide inalatório e resposta antes de escalar tratamento.
prednisona 40 mg e antibioticoterapia com amoxicilina com
clavulanato por 5 dias. B) Prescrever LAMA + LABA + corticosteroide inalatório para o
primeiro paciente, e apenas broncodilatador de curta duração
C) Troca do tratamento inalatório para LAMA + LABA + para o segundo.
Corticosteroide Inalatório (CI), prednisona 40 mg e
antibioticoterapia com amoxicilina com clavulanato por 5 dias + C) Iniciar corticosteroide inalatório associado a β2-agonista de
oxigenioterapia por cateter nasal. longa duração para o primeiro paciente, e LAMA + LABA para o
segundo, considerando adicionar corticosteroide inalatório
D) Prednisona 40 mg/dia por 5 dias + amoxicilina com clavulanato conforme o perfil inflamatório.
por 5 dias + oxigenioterapia por cateter nasal com beta
agonista de curta duração fixo de 8 em 8 horas. D) Tratar ambos com corticosteroide inalatório isolado, por se
tratarem de doenças obstrutivas com inflamação brônquica
OK ○
evidente.
111ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.25
Revisar ○
OK ○
113ª QUESTÃO (2025.2) ROT.1-12T: Q.14
Paciente do sexo masculino, 62 anos, procura atendimento em Revisar ○
ambulatório de clínica médica com quadro de dispneia aos
pequenos esforços, como andar 100 metros. Relata que apresenta Paciente masculino, 65 anos, tabagista há 40 anos, apresenta tosse
tosse no período da manhã, sem secreção. Relata que há 2 meses crônica, expectoração matinal e dispneia aos esforços há 2 anos.
houve necessidade de procurar atendimento em Pronto Socorro por Faz uso intermitente de salbutamol, com pouca resposta. Exame
quadro respiratório infeccioso, sendo prescrito antibiótico, com físico revela roncos difusos e hiperinsuflação torácica.
melhora e sem necessidade de internação. No momento não faz uso
de medicações. Relata tabagismo ativo, com cerca de 50 Qual é a principal característica fisiopatológica que diferencia a
anos/maço. DPOC da asma, influenciando diretamente na escolha do
tratamento?
Espirometria: Alternativas:
• CVF: 81% do previsto (pré broncodilatador) e 84% do previsto
(pós broncodilatador) A) A DPOC é caracterizada por hiperresponsividade brônquica
• VEF1: 65% do previsto (pré broncodilatador) e 66% do previsto intermitente, enquanto a asma apresenta obstrução crônica
(pós broncodilatador) progressiva.
• VEF1/CVF: 0,68 (pré broncodilatador) e 0,67 (pós broncodilatador)
B) A limitação ao fluxo aéreo na DPOC é completamente reversível,
Confirmado então a hipótese diagnóstica de DPOC, qual a o que torna os broncodilatadores de resgate suficientes na
classificação do paciente conforme diretrizes atualizadas da GOLD? maioria dos casos.
Alternativas: C) A asma tem início tardio em pacientes tabagistas, enquanto a
DPOC surge geralmente na infância e é desencadeada por
A) GOLD 3B alérgenos.
B) GOLD 2E D) A asma é uma doença inflamatória predominantemente
eosinofílica e reversível, ao passo que a DPOC envolve
C) GOLD 3E inflamação neutrofílica com limitação irreversível ao fluxo
aéreo.
D) GOLD 2B
OK ○
OK ○ 114ª QUESTÃO (2025.2) ROT.1-12T: Q.29
112ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.28 Revisar ○
Revisar ○
Você está na unidade de urgência do hospital-escola e atende uma
Em uma consulta ambulatorial, dois pacientes com diagnóstico de paciente de 32 anos com história conhecida de asma moderada
doenças respiratórias obstrutivas são avaliados: persistente. Ela chega referindo dispneia progressiva nas últimas 6
horas, uso de bombinha com salbutamol sem alívio significativo e
Paciente 1: mulher de 45 anos, sem histórico de tabagismo, com relato de episódios semelhantes nas últimas semanas, mas nunca
crises episódicas de dispneia e sibilos desencadeadas por com essa intensidade.
alérgenos. Espirometria demonstra VEF1/CVF < 0,7 com
reversibilidade significativa após broncodilatador. Ao exame: consciente, ansiosa, fala frases curtas, sibilância difusa,
sem sinais de cianose periférica.
Durante atendimento em ambulatório de clínica médica, dois
• FR: 30 irpm pacientes são atendidos com sintomas respiratórios crônicos:
• Saturação de O₂ (ar ambiente): 89%
• FC: 118 bpm Paciente A: 23 anos, histórico de rinite alérgica, crises de chiado no
peito desde a infância, com piora noturna. Espirometria com
Gasometria arterial: VEF1/CVF < 0,7 e melhora de 18% do VEF1 após broncodilatador.
• pH: 7,32 Paciente B: 67 anos, tabagista de longa data, tosse crônica
• pCO₂: 48 mmHg produtiva e dispneia progressiva. Espirometria com VEF1/CVF < 0,7
• pO₂: 64 mmHg e resposta mínima ao broncodilatador.
• HCO₃⁻: 24 mEq/L
Sobre a comparação entre os casos, levando em consideração as
Com base nesse cenário, qual é a conduta imediata mais adequada patologias asma e DPOC, analise a alternativa correta:
para essa paciente? Alternativas:
Alternativas:
A) Ambas as doenças apresentam inflamação predominantemente
A) Iniciar oxigenoterapia com cateter nasal 2 L/min, nebulização eosinofílica, sendo a principal diferença a reversibilidade da
com salbutamol + ipratrópio, corticoide sistêmico EV e obstrução ao fluxo aéreo.
monitorização intensiva.
B) O uso de corticoide inalatório é indicado rotineiramente na
B) Intubar a paciente imediatamente, iniciar ventilação mecânica e DPOC leve a moderada, independentemente do perfil
administrar salbutamol intravenoso contínuo. inflamatório.
C) Iniciar antibiótico empírico, oxigênio por máscara de Venturi C) A asma cursa com destruição do parênquima pulmonar e perda
50%, sem broncodilatadores devido ao risco de taquiarritmias. de elasticidade alveolar, enquanto a DPOC é caracterizada por
broncoconstrição reversível associada à exposição ambiental.
D) Administrar salbutamol inalatório em espaçador a cada 20
minutos por 1 hora, associar corticoide oral e observar em sala D) A presença de reversibilidade significativa ao broncodilatador
de medicação. na espirometria sugere diagnóstico de asma, mas não exclui
DPOC se houver fatores de risco e obstrução fixa.
OK ○
115ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.12
OK ○
Revisar ○ 117ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-12T: Q.5
Revisar ○
Durante o atendimento em um ambulatório de clínica médica, você
avalia um paciente de 68 anos, ex-tabagista (40 maços/ano, cessou Dois pacientes são avaliados no ambulatório de pneumologia:
há 5 anos). Ele refere piora progressiva da dispneia aos esforços,
mesmo com uso regular de uma "bombinha" prescrita pelo médico Paciente A, 25 anos, relata crises intermitentes de chiado, dispneia e
da Atenção Primária há 2 anos, relatando dispneia para andar 100 tosse seca noturna, com melhora espontânea e boa resposta a
metros. Nega piora da tosse de forma abrupta ou infecção de vias broncodilatadores.
aéreas nos últimos 12 meses e nunca foi hospitalizado por queixas
respiratórias. Ao aplicar o questionário CAT (COPD Assessment Paciente B, 65 anos, tabagista há 40 anos, refere dispneia
Test), seu paciente obtém pontuação 12. Espirometria recente progressiva aos esforços, tosse produtiva matinal e limitação
mostra VEF1/CVF < 0,7, com VEF1 = 55% do previsto. persistente do fluxo aéreo.
Com base no sistema de classificação GOLD atualizado, marque a Com base nas características clínicas e funcionais dessas doenças,
alternativa que apresenta a abordagem terapêutica mais adequada assinale a alternativa correta.
para esse paciente, considerando o rastreamento e manejo Alternativas:
sintomático para sua principal hipótese diagnóstica:
Alternativas: A) A DPOC manifesta-se por sintomas intermitentes, melhora
espontânea entre as crises e predomínio em indivíduos jovens
A) Introduzir corticoide inalatório em monoterapia, visto que o não tabagistas, sendo caracterizada por resposta plena à
VEF1 < 60% sugere inflamação significativa e risco de terapêutica broncodilatadora isolada.
progressão.
B) A asma apresenta sintomas variáveis e reversíveis, geralmente
B) Iniciar tiotrópio (LAMA) associado a broncodilatador de longa iniciados na infância ou juventude, enquanto a DPOC ocorre em
ação (LABA), pois o paciente está no grupo B, não exacerbador, adultos tabagistas, com limitação progressiva do fluxo aéreo
e esta é a escolha nessa fase. mesmo após broncodilatadores.
C) Iniciar apenas broncodilatador de longa ação e repetir a C) A asma caracteriza-se por obstrução crônica e irreversível do
espirometria em 6 meses, pois ele está no grupo A, sem fluxo aéreo, enquanto a DPOC é uma doença inflamatória
necessidade de mudança terapêutica. predominantemente reversível, com melhora total dos sintomas
após o uso de broncodilatadores.
D) Prescrever associação LAMA + LABA + corticoide inalatório,
visto que o paciente está no grupo dos exacerbadores, D) A diferenciação entre asma e DPOC baseia-se na ausculta
devendo receber terapia tripla. pulmonar e na observação de sibilos, sendo desnecessário o
uso de espirometria ou outros testes para confirmação
diagnóstica e classificação funcional.
OK ○
116ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.17
Revisar ○
Alternativas:
OK ○
118ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-12T: Q.8 A) Manter a medicação atual e intensificar apenas as mudanças no
Revisar ○
estilo de vida, pois o controle da pressão arterial é mais
Uma mulher de 65 anos, ex-tabagista (40 anos-maço), procura importante do que o controle glicêmico neste estágio da
atendimento por dispneia progressiva há 2 anos, que se agravou doença.
nas últimas semanas. Refere tosse crônica com expectoração
matinal esbranquiçada, piorando no inverno. Nega alergias ou crises B) Suspender a metformina e iniciar insulina NPH, considerando a
noturnas de sibilância. Ao exame físico, apresenta murmúrio disfunção renal e a necessidade de controle glicêmico mais
vesicular diminuído difusamente e expiração prolongada. A rigoroso.
espirometria revela VEF1/CVF = 0,60 (após broncodilatador), com
aumento < 7% e < 200 mL no VEF1 após broncodilatador. C) Associar sulfonilureia à metformina, visando melhora do
controle glicêmico, pois esse grupo de fármacos não interfere
Com base nos dados clínicos e espirométricos, a hipótese na função renal.
diagnóstica mais provável e a melhor forma de descrever a
espirometria é: D) Introduzir um inibidor do cotransportador sódio-glicose tipo 2
(iSGLT2), que pode reduzir a progressão da nefropatia diabética
Alternativas: e otimizar o controle glicêmico.
A) Asma: distúrbio ventilatório obstrutivo com prova OK ○
broncodilatadora negativa. 121ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.14
Revisar ○
B) Asma: distúrbio ventilatório obstrutivo com prova
broncodilatadora positiva. Durante o tempo no ambulatório de endocrinologia, Lucas, interno
de medicina, acompanhou um paciente de 42 anos, IMC 22 kg/m²,
C) DPOC: distúrbio ventilatório obstrutivo com prova sem histórico de obesidade ou síndrome metabólica, que foi
broncodilatadora negativa. diagnosticado com diabetes mellitus há 2 anos. Inicialmente, sua
glicemia foi bem controlada com metformina, mas, nos últimos
D) DPOC: distúrbio ventilatório obstrutivo com prova meses, apresentou piora progressiva do controle glicêmico, com
broncodilatadora positiva. HbA1c de 9,2%. Mantém-se assintomático, exceto pela sensação de
fadiga constante. Os exames laboratoriais mostraram:
OK ○ • Anti-GAD: positivo
119ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-12T: Q.17
Revisar ○ • Peptídeo C: 0,4 ng/mL (VR: 0,8 – 3,1 ng/mL)
• Colesterol total: 180 mg/dL
Adolescente de 16 anos, praticante de natação, relata episódios • LDL: 100 mg/dL
intermitentes de dispneia e tosse seca durante treinos intensos, • HDL: 55 mg/dL
principalmente em dias frios. Nega sintomas noturnos. Ao exame • Triglicerídeos: 120 mg/dL
físico, encontra-se assintomático. A espirometria basal foi normal. • TSH: 2,1 μU/mL (VR: 0,4 – 4,5 μU/mL)
Foi então realizado teste broncoprovocativo com metacolina, cujo • T4 livre: 1,2 ng/dL (VR: 0,8 – 1,8 ng/dL)
resultado revelou queda de 24% no VEF1 com dose acumulada de 4
mg/mL. Diante desse quadro, Lucas, que sempre se interessou muito por
endocrinologia, indicou corretamente a seguinte conduta:
Qual a interpretação correta do teste e a conduta mais apropriada? Alternativas:
Alternativas:
A) Suspender metformina e iniciar insulinoterapia plena (basal-
A) Resposta positiva; diagnóstico de asma induzida por exercício é bolus), pois o paciente apresenta sinais de destruição
confirmado. autoimune das células beta, sendo necessário um regime
intensivo de insulina.
B) Teste inconclusivo; necessário repetir com salbutamol para
avaliar reversibilidade. B) Associar uma sulfonilureia à metformina, pois esse paciente
apresenta uma forma de diabetes com insulinopenia moderada,
C) Espirometria normal exclui asma; repetir teste apenas em caso e a estimulação pancreática pode melhorar o controle
de crise. glicêmico.
D) Resposta negativa; sintomas atribuíveis a esforço físico, sem C) Trocar metformina por um agonista de GLP-1, pois além do
relação com asma. efeito hipoglicemiante, essa classe promove melhora da função
das células beta e não causa hipoglicemia.
D) Manter metformina e adicionar um inibidor de SGLT2, pois essa
OK ○ classe reduz a glicemia independentemente da insulina
120ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.13
Revisar ○ endógena e pode retardar a progressão da doença.
Um paciente de 62 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo
2 há 15 anos, apresenta microalbuminúria persistente (250 mg/dia) e OK ○
122ª QUESTÃO (2025.1) ROT.1-14T: Q.16
taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) de 48 mL/min/1,73m². Revisar ○
Ele faz uso de metformina e inibidor da enzima conversora de
angiotensina (ECA), sem outras medicações para controle O diabetes mellitus consiste em um distúrbio metabólico
glicêmico. caracterizado por hiperglicemia persistente, decorrente de
deficiência na produção de insulina, na sua ação ou em ambos os
Qual a melhor conduta para otimizar o tratamento deste paciente? mecanismos. O aumento da prevalência se deu com a rápida
urbanização, transição epidemiológica e transição nutricional,
caracterizado por um aumento na frequência do estilo de vida B) Inibidor do SGLT2. Cetoacidose euglicêmica.
sedentário, excesso de peso, crescimento e envelhecimento
populacional e maior sobrevida dos indivíduos com diabetes. A OMS C) Inibidor do DPP4. Ganho de peso.
estima que a glicemia elevada é o terceiro fator mais importante
como causa de mortalidade prematura, superada apenas pela D) Análogo de GLP1. Hipotensão.
pressão arterial aumentada e pelo uso de tabaco. Uma vez
diagnosticada essa condição, é necessário classificá-la, pois isso
permite o tratamento adequado e a definição de estratégias de OK ○
125ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.30
rastreamento de comorbidades e complicações crônicas. Revisar ○
Qual das seguintes afirmações sobre os tipos de diabetes mellitus é Um homem de 64 anos, diabético há cerca de 15 anos, é
verdadeira? encaminhado para avaliação na atenção primária. Refere que há
cerca de 5 anos parou de usar medicações para o diabetes, pois
Alternativas: seu vizinho informou que o remédio causava "problema nos rins".
Relata espumúria de longa data, redução do volume urinário e urina
A) O diabetes mellitus tipo 2 é caracterizado pela deficiência grave "muito amarela".
e abrupta de insulina e é mais prevalente em crianças e
adolescentes. Sobre as complicações crônicas do diabetes tipo 2, assinale a
alternativa correta:
B) O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer fase da Alternativas:
gestação e, geralmente, resolve após o parto, mas pode
predispor ao diabetes mellitus tipo 2 no futuro.
A) A avaliação da retinopatia diabética deve ser realizada
C) O diabetes mellitus tipo 1 é mais comum em indivíduos com anualmente por meio da avaliação da acuidade visual.
mais de 40 anos e é frequentemente associado à síndrome
metabólica e resistência à insulina. B) O monofilamento de 10 g pode ser considerado para triagem da
neuropatia diabética e indica pé em risco de úlcera.
D) O diabetes MODY é uma forma de diabetes que geralmente se
apresenta com hiperglicemia acentuada após os 25 anos e é C) Para avaliação da nefropatia diabética, é necessário dosar a
sempre tratado com insulina. creatinina urinária de 24h.
D) O rastreio deve ser realizado após 5 anos do diagnóstico e,
OK ○ após, anualmente.
123ª QUESTÃO (2025.1) ROT.2-14T: Q.9
Revisar ○
II. O paciente apresenta diagnóstico confirmado de nefropatia IV. A principal prioridade no tratamento da cetoacidose diabética é a
diabética. administração imediata de insulina em altas doses, antes da
correção da hipovolemia.
III. O paciente possui alto risco cardiovascular e a dose de estatina
deve ser mantida. Assinale a alternativa que apresenta somente as assertivas corretas:
Alternativas:
IV. O paciente possui muito alto risco cardiovascular e a dose de
estatina deve ser aumentada.
A) II e III.
Está correto apenas o que se afirma em
B) I, III e IV.
Alternativas:
C) I e III.
A) I, II e III.
D) I e II.
B) I, II e IV.
C) II e IV. OK ○
130ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.5
Revisar ○
D) II e III.
Mulher de 64 anos, diabética tipo 2, apresenta dor em queimação
nos pés há 3 meses, pior à noite. Refere sensação de "choques" e
OK ○ dormência progressiva. Glicemia média de 170 mg/dL. Sem sinais de
128ª QUESTÃO (2025.1) ROT.3-14T: Q.30
Revisar ○ infecção.
Um paciente de 52 anos, diagnosticado recentemente com diabetes Qual é o tratamento mais apropriado para o quadro atual?
mellitus tipo 2, apresenta hemoglobina glicada de 7,8% e índice de Alternativas:
massa corporal (IMC) de 32 kg/m². Não tem histórico de doenças
cardiovasculares ou renais e relata dificuldades em aderir à
atividade física regular. A) Tramadol contínuo por tempo indeterminado.
Dentre as alternativas abaixo, qual é a melhor opção terapêutica B) Aumento da dose de insulina para melhora imediata da dor.
inicial para esse paciente?
C) Prednisona 20 mg/dia por 15 dias.
Alternativas:
D) Amitriptilina ou duloxetina associadas ao controle glicêmico.
A) Insulina NPH antes de dormir.
OK ○
B) Inibidor de SGLT-2 como monoterapia. 131ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.7
Revisar ○
C) Metformina como monoterapia.
Uma paciente de 52 anos comparece à consulta de seguimento para
D) Glibenclamida como primeira escolha. o manejo do diabetes mellitus tipo 2, diagnosticado há três anos.
Refere cansaço e polidipsia leve, mas nega episódios de
hipoglicemia. O exame físico revela IMC de 30 kg/m² e pressão
OK ○ arterial de 138/86 mmHg. Os exames laboratoriais mostram HbA1c
129ª QUESTÃO (2025.2) ROT.1-12T: Q.12
Revisar ○ de 8,2% e função renal preservada (TFG estimada em 85 mL/min).
Atualmente, faz uso de metformina 1.000 mg duas vezes ao dia.
Paciente do sexo feminino, 24 anos, diabética tipo 1 desde os 13
anos, procurou o pronto-socorro com queixas de náuseas, vômitos, Diante do quadro clínico, qual é a melhor conduta terapêutica para
dor abdominal difusa, poliúria, polidipsia e fraqueza há dois dias. otimizar o controle glicêmico dessa paciente?
Alternativas: No momento do diagnóstico do diabetes tipo 2, 8% a 16% dos
pacientes já apresentam retinopatia, 17% a 22% já têm
A) Iniciar insulina NPH ao deitar para melhor controle glicêmico. microalbuminúria e 14% a 48% já têm algum grau de neuropatia
periférica.
B) Adicionar glibenclamida 5 mg/dia ao tratamento.
Qual das seguintes condutas é a mais adequada para o
C) Associar um inibidor do cotransportador de sódio e glicose tipo monitoramento e manejo das complicações crônicas do diabetes?
2 (SGLT2), como empagliflozina. Alternativas:
D) Suspender a metformina e iniciar linagliptina em monoterapia. A) É recomendado iniciar o rastreamento da retinopatia diabética
em todos os pacientes com diabetes tipo 1 no momento do
OK ○ diagnóstico e no tipo 2 ao completar 3 anos de duração da
132ª QUESTÃO (2025.2) ROT.2-14T: Q.11 doença.
Revisar ○
Paciente de 56 anos, sexo masculino, com diagnóstico de DM2 há 8 B) O rastreamento da Doença Renal Crônica deve ser feito no
anos e seguimento regular em unidade básica de saúde, procura diagnóstico do diabetes tipo 2, por meio da determinação da
pela primeira vez ambulatório especializado de endocrinologia para taxa de filtração glomerular estimada, determinada pela
seguimento de sua patologia. Não possui outras comorbidades ou creatinina sérica.
doença cardiovascular evidente. Relata que faz uso correto das
medicações (Glifage e Gliclazida) e seus últimos exames mostram C) Em indivíduos com diabetes tipo 1 ou 2, é recomendado buscar
hemoglobina glicada de 7,6%. a meta de HbA1c de 7-8%, quando a taxa de filtração
glomerular for maior que 60 mL/min/1,73 m² para diminuir a
Sobre as medidas objetivando reduzir o risco de complicações mortalidade.
macro e microvasculares, assinale a melhor alternativa:
D) Uma vez estabelecida, a neuropatia periférica é irreversível e o
Alternativas: manejo da dor baseia-se no uso crônico de antidepressivo
tricíclico (amitriptilina) juntamente a um opioide fraco
A) O controle glicêmico precoce (no primeiro ano do diagnóstico) (tramadol).
e eficaz, com hemoglobina glicada menor que 7%, se mostrou
efetivo na redução das complicações macrovasculares.
OK ○
135ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-12T: Q.20
B) Paciente com DM2 deve ser estimulado quanto ao exercício Revisar ○
físico aeróbico, sendo contraindicado exercícios resistidos pelo
risco de desfecho cardiovascular. Um paciente de 45 anos procura o pronto-socorro apresentando
poliúria, polidipsia, náuseas e confusão mental. O exame físico
C) As complicações microvasculares se relacionam diretamente ao revela desidratação. A glicemia capilar foi solicitada e o resultado foi
tempo de diagnóstico do DM2, não sendo possível definir 560 mg/dL.
relação com o valor da hemoglobina glicada.
Qual das seguintes manifestações clínicas melhor diferencia uma
D) Estudos clínicos não demonstraram benefício da perda cetoacidose diabética (CAD) de um estado hiperosmolar
ponderal nos desfechos do paciente com DM2 e obesidade ou hiperglicêmico (EHH)?
sobrepeso. Alternativas:
Uma paciente de 60 anos com diabetes mellitus tipo 2 mal B) Hipoglicemia severa na CAD e hiperglicemia no EHH.
controlado tem HbA1c de 9,0%, apesar do uso de metformina e
glipizida. Ela relata ganho de peso recente e preocupação com C) Presença de cetonúria e pH arterial < 7,3 na CAD, enquanto no
hipoglicemias. O índice de massa corporal (IMC) é de 33 kg/m². Não EHH há ausência de cetonúria e pH normal ou elevado.
tem histórico de doença cardiovascular, mas tem hipertensão
controlada. D) Confusão mental na CAD, enquanto no EHH o paciente
raramente apresenta alteração do sensório.
Qual é a intervenção terapêutica mais apropriada para melhorar o
controle glicêmico e minimizar o ganho de peso? OK ○
136ª QUESTÃO (2025.2) ROT.3-12T: Q.26
Alternativas: Revisar ○
A) Substituir glipizida por liraglutida. José Carlos, 65 anos, é portador de DM2 há 4 anos e faz uso de
Gliclazida 60 mg/dia e Metformina XR 2000 mg/dia. É hipertenso
B) Adicionar pioglitazona. controlado e tem histórico de infarto agudo do miocárdio há 2 anos.
A) Glibenclamida.
B) Pioglitazona.
C) Alogliptina.
D) Dapagliflozina.
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