Com o avanço da tecnologia, o
desenvolvimento dos equipamentos
para obtenção da melhor imagem e
da menor dose de radiação tem sido Zelando pela ética
uma constante preocupação. A dose
de radiação X é uma das grandes e fiscalizando
preocupações quer seja para o paciente,
quer seja para o profissional, por isso os o exercício
equipamentos de raios X são calibrados
e vistoriados pela Vigilância Sanitária da odontologia.
periodicamente. A dose máxima
permissível para os profissionais que
trabalham com radiação X é de 5 R*/ano
ou 50mSv**/ano.
Devemos controlar as radiações X e ter
a consciência de que existe uma técnica
mais indicada que contribui para o
benefício do paciente.
*R = Roentgen (unidade
de exposição da radiação)
@cro_df
**mSv = miliSievert (avalia a
extensão do efeito biológico
em função do tipo de radiação)
ConselhoRegionaldeOdontologiaDF
Radiologia
[Link]/tvcrodf/
Informações adicionais
A dose de radiação de uma
radiografia periapical varia Contato
de 0,001 a 0,008mSv; de uma [Link]
radiografia panorâmica de crodf@[Link]
0,026 a 0,030mSv; de uma telerradiografia
de 0,02 a 0,03mSv; de uma tomografia
Elaborado pela Câmara Técnica
odontológica volumétrica de 0,034 a de Radiologia do CROSP
0,652 mSv.; a dose de uma radiografia
Material produzido pelo
computadorizada de tórax é de 5,8 mSv.
A Radiologia Odontológica ou Imaginologia é a
especialidade que, por meio de imagens, auxilia o
cirurgião-dentista ou outro profissional da saúde.
Por ser um exame complementar, as imagens visam
contribuir para o estabelecimento do diagnóstico,
colaborar no plano de tratamento, orientar e
acompanhar qualquer manobra terapêutica. Com Figura 3 - Radiografia oclusal maxila e man-
díbula
as imagens, o profissional tem a oportunidade de
avaliar as afecções que acometem os pacientes As radiografias extraorais exigem equipamentos
em sua extensão, topografia, localização e que geralmente estão localizados em institutos de
circunvizinhanças anatômicas. radiologia e são: panorâmica (fig. 4), telerradiografia Figura 7 - Radiografia carpal Figura 8 - Tomografia
lateral (fig. 5) e frontal, lateral de mandíbula, póstero (mão e punho) volumétrica
As técnicas radiográficas são intra e extraorais anterior para seio maxilar (fig. 6), para seio frontal, para
e devem ser indicadas pelo cirurgião-dentista mandíbula, submentovértex, radiografia de mão e Ela vem sendo solicitada pela maioria dos
que tem em mente a imagem que será obtida de punho (carpal - fig. 7) e a tomografia computadorizada. profissionais, pois substitui grande parte das
acordo com a região requisitada. O Radiologista técnicas radiográficas extraorais devido a melhor
pode indicar a técnica para melhor observação de imagem obtida, mais informações das regiões de
uma afecção, auxiliando no diagnóstico e melhor interesse, relativa baixa dose de radiação e maior
plano de tratamento. Dentre as intraorais temos as conforto ao paciente na aquisição da mesma.
radiografias periapicais (fig. 1), interproximais (fig. 2) Ela tem sido indicada por várias especialidades
e oclusais (fig. 3). auxiliando o diagnóstico de afecções de tecidos
duros, do complexo maxilomandibular, planejamento
de cirurgias, análise topográfica quantitativa do
remanescente ósseo para planejamento cirúrgico
com uso de implantes osseointegrados.
Além da radiação X, a Imaginologia envolve a
Figura 4 - Radiografia panorâmica obtenção de imagens por meio de outras fontes,
como a ressonância magnética da região da ATM e a
ultrassonografia das glândulas salivares.
Figura 1 - Radiografias periapicais
As radiações X são ondas eletromagnéticas e
como a luz, cessada sua produção é interrompida
sua emissão. As técnicas radiográficas devem ser
executadas corretamente de modo a minimizar
essa dose, bem como a colaboração do paciente,
evitando distorções na imagem radiográfica para
que não seja necessária a sua repetição.
Figura 5 - Telerradiografia Figura 6 - PA de seio maxilar
lateral
A tomografia computadorizada volumétrica ou de feixe
cônico (cone-beam) (fig. 8), possibilita a avaliação da
imagem em diferentes planos, oferecendo dimensões
de altura, largura e profundidade.
Figura 2 - Radiografias interproximais