Gestão de Vendas: Aula 6
Gestão de Vendas: Aula 6
AULA 6
1
CONVERSA INICIAL
• Varejo Tradicional;
• Varejo Digital;
• Mundo Tecnológico;
• Serviços Digitais;
• Algumas ferramentas de gestão de vendas.
CONTEXTUALIZANDO
a) Wi-Fi
b) Beacons
c) Blockchain
d) Câmeras com sensores de calor
e) Aplicativo com geolocalização
2
TEMA 1 – VAREJO TRADICIONAL FÍSICO
Muitos dizem que o varejo tradicional físico está com os dias contados,
principalmente por conta da transformação que trouxe a pandemia do
Coronavírus. Porém, isso é um ledo engano. A forma mais tradicional do varejo,
tal qual vimos em conteúdo anterior, está se transformando a cada dia.
O que nós veremos cada vez mais é o fenômeno figital (físico + digital),
no qual há uma grande conexão e integração entre os canais físicos e digitais.
Segundo Alves (2021), o varejo passa a ser Figital (phygital), que “é a estratégia
das empresas de varejo de integrar o mundo real e o virtual para propiciar a
melhor experiência do consumidor”.
O varejo físico passa a ter um espaço em conjunto com o varejo digital no
sentido de que o que passa a existir é um varejo multicanal, que “pode ser
definido como a coordenação das operações de ambos os canais, on-line e off-
line, através dos quais os clientes e os varejistas interagem” (Machado; Crispim,
2017, p. 207).
3
seja proporcionada pela tecnologia. Claro que a empresa deverá conhecer muito
bem seu cliente e seu mercado em sua atuação.
Vamos conhecer os principais tipos de Varejo segundo Mola (2018).
Lojas de autosserviço Exemplo típico desta categoria são os supermercados, nos quais
o próprio consumidor se encarrega da tarefa de compra: apanhar
os produtos e levá-los, por conta própria, ao caixa.
Autoatendimento Neste modelo, o consumidor também circula livremente pela loja,
mas, ao contrário da loja de autosserviço, pode contar com o apoio
de um vendedor que o auxiliará com informações ou atendimentos
específicos. Marcas como Riachuelo, Renner ou C&A adotam esse
modelo de negócio.
Serviço limitado Conta com vendedores prontos a atender os potenciais clientes e
orientá-los quanto às características e benefícios do produto de
interesse. Lojas de calçados representam bem esse modelo.
Serviço completo Além das informações e orientações sobre o produto desejado, os
atendentes de uma loja que oferece serviço completo procuram
encantar o consumidor com mimos e cuidados que o façam
desfrutar da experiência de compra. Em uma joalheria, por
exemplo, é comum que se ofereça água e café aos clientes. Além
do respeito à privacidade, no momento da compra, a atenção dada
ao consumidor no pós-compra também vale como diferencial
nesse caso.
Fonte: Alves, 2022, com base em, Mola, 2018, p. 26-28.
• Lojas de departamento;
• Lojas de especialidade;
• Lojas de conveniência;
• Lojas de desconto (ou hard discount);
• Superlojas;
• Supermercados;
• Varejistas off-price (outlets);
• Varejo de serviços.
Com isso, o varejo tradicional mantém sua importância, visto que, pela
diversidade do comportamento do consumidor, a empresa deve estar preparada
5
para atendê-los no canal que ele escolher. Por exemplo, as grandes redes
varejistas agora fazem vendas em lojas físicas, em aplicativos, por e-commerce,
redes sociais etc.
Autor Conceito
Kalakota e Uma forma em que as empresas buscam incrementar a eficiência das
Whinston (1997) comunicações de negócio para expandir a participação no mercado e
manter a viabilidade de longo prazo no ambiente de negócio que existe
hoje.
Venetianer (2000) Conjunto de todas as transações comerciais efetuadas por uma
empresa, visando atender, direta ou indiretamente, a um grupo de
clientes, utilizando, para tanto, as facilidades de comunicação e de
transferência de dados mediados pela rede mundial de computadores, a
internet.
Bertaglia (2009) Meio pelo qual as empresas podem se relacionar comercialmente com
seus fornecedores, clientes e consumidores em escalas maiores do que
as tradicionais. Inclui pesquisa, desenvolvimento, marketing,
propaganda, negociação, vendas e suporte.
Kotler (2006) Ampla variedade de transações eletrônicas, tais como o envio de
pedidos de compra para fornecedores via EDI (Troca Eletrônica de
Dados). Por meio do comércio eletrônico, os clientes podem projetar,
solicitar produtos e serviços e pagar por eles por vias eletrônicas; e com
6
os serviços de entrega receberem seus produtos no local cadastrado
para recebimento.
Fonte: Cardoso, Kawamoto e Massuda, 2019, p. 121-122.
Quando pensamos nos tipos de negócios de varejo digital, temos que ele
pode ocorrer de diversas formas, como: (i) E-commerce; (ii) Marketplace; (iii)
prestação de serviços on-line; e (iv) Soluções SaaS. Vejamos as suas
características.
7
Fonte: Alves, 2022, com base em Abreu, 2019.
O nome que havíamos pensado para este tópico era varejo 4.0, pois ele
vai tratar de toda as possibilidades de aplicação da tecnologia no varejo, seja ele
tradicional ou físico. Quando pensamos na divisão do mundo em eras de
revoluções tecnológicas, temos que atualmente estamos na era da colaboração,
da tecnologia que conecta pessoas e objetos, ou seja, vivemos em uma
realidade digital.
8
Figura 1 – Infográfico da evolução do marketing
Evolução do MARKETING
MARKETING 1.0
• Objetivo: Vender Produtos
• Mercado: Massa com necessidades tangíveis
• Marketing: Desenvolvimento do Produto
• Era da Manufatura
MARKETING 2.0
• Objetivo: Satisfazer e Reter Consumidores
• Mercado: Consumidor esperto com mente e coração
• Marketing: Diferenciação
• Consumidor faz pesquisas e compara
• Novos concorrentes
MARKETING 3.0
• Objetivo: Melhor experiência
• Mercado: Recomendação e Colaboração
• Marketing: Valores
• Marcas com Mente, Coração e Espírito
• Ncessidades: Justiça Social, Econômica e Ambiental
MARKETING 4.0
• Objetivo: Valor voltado para informação
• Mercado: Colaboração e de Personalização
• Marketing: Conexões humanas
• Marcas com Mente, Coração, Espírito e Lealdade
• Necessidades: Hiperconexão e Omnichannel
9
consumidor fez ao entrar na loja e qual o local onde permaneceu
por mais tempo.
➢ Aplicativo com geolocalização: entrar em um estabelecimento e
receber notificações com informações de produtos e as ofertas do
dia. Esse exemplo é muito usado nos aeroportos para informar aos
usuários as áreas de embarque, cafés e os balcões das
companhias aéreas. (SEBRAE-MS, 2018)
Dessa forma, a loja física tecnológica é aquela que possibilita uma maior
interação com os clientes, de modo que, segundo o Sebrae-MG (2018), “os
consumidores não buscam apenas por um produto de qualidade; eles querem
aprender, ver, tocar, sentir, experimentar, escolher, se divertir, comparar, ser
reconhecido, levar o produto, avaliar, criticar, curtir, elogiar e recomendar”, e,
com isso, “a tecnologia e o mundo real se misturam para criar vínculos
emocionais e sociais com os clientes. O meio digital é usado como canal de
auxílio na compra, e a loja física aprimora essa experiência” (SEBRAE-MS,
2018).
Vejamos, a seguir, algumas estratégias adotadas para o varejo digital,
segundo a Associação Brasileira de Profissionais e Agências de E-commerce,
sendo que algumas já foram tratadas aqui.
10
Live Commerce As vendas por meio desta estratégia eliminam o “gap” entre o
entretenimento e a compra, tornando o processo mais fluido e
rápido. Além disso, é capaz de reduzir o caminho da compra, já
que podem ser finalizadas pela mesma plataforma com apenas um
clique.
As empresas têm buscado novas maneiras de gerar maior
conexão e engajamento com o público. Assim, agrega-se valor à
experiência e torna-se a jornada de compra única. O Live
Commerce engloba todas essas características.
Vendas digitais cada Integrar uma marca a todos os canais digitais se tornou uma
vez mais fortes tendência no varejo e uma prática indispensável para comerciantes
que possuem lojas físicas e querem continuar operando, além de
atrair e fidelizar clientes.
Diversas ferramentas hoje proporcionam processos de venda mais
assertivos. As redes sociais e as lojas on-line foram as principais
estratégias utilizadas pelas marcas para manter seus negócios
ativos e com bom engajamento de público.
Entregas inteligentes Na Black Friday de 2020, cerca de 63% das compras on-line foram
entregues pela modalidade “locker”. Para este ano, esses famosos
armários com senhas espalhados em locais de grande circulação
devem continuar ganhando a atenção, pois trazem comodidade
para o cliente.
As entregas em domicílio continuam sendo a bola da vez, em que
os comerciantes utilizam as lojas físicas mais próximas do cliente
como centro de distribuição, agilizando prazo e reduzindo custo de
frete. O varejo caminha cada vez mais para operações e opções
de entregas descentralizadas, aproximando-se do cliente e de sua
rotina.
Voltando a falar dos lockers, os lojistas precisam investir em
soluções de integração dos canais físicos e digitais – estratégia
chamada de omni-canalidade.
Dessa forma, fornece-se uma experiência de compra completa,
com opções diversas e que deixarão o cliente confortável em
qualquer decisão tomada, seja a compra na loja e entrega em
casa, compra on-line e retirada na loja, entregas rápidas ou até
mesmo a nova onda de retirada “drive-thru” e “lockers”.
Superapps O varejista precisa começar a se planejar e se posicionar para essa
nova vitrine.
Para isso, os especialistas acreditam no potencial da mídia nativa
(publicidade inserida nas plataformas de maneira muito próxima às
postagens originais). Mídias sociais, como Facebook e Instagram,
já costumam utilizar esse tipo de ferramenta, que passou a ganhar
espaço dentro dos marketplaces.
Na mídia nativa, existem duas grandes vantagens, uma para o
cliente e outra para o anunciante. A primeira é que não há
interrupção da navegação, já que a mensagem do anúncio está
inserida em meio aos conteúdos. A segunda é que a marca, que
anuncia em espaços privilegiados e de alta visibilidade, conquista
mais segmentação e personalização para aprimorar a experiência
do seu consumidor.
Fonte: Alves, 2022, com base em Apage, 2021.
11
Note que a tecnologia está transformando o varejo e a relação de compra,
por isso, o gestor de vendas deve sempre se atualizar para melhor executar seu
planejamento e suas operações.
12
abrir mais espaços de diálogo. Ter o poder de escolha gera mais
satisfação, seja no processo de compra, durante o pós-venda ou
na resolução de problemas.
Além disso, essa versatilidade pode se tornar indispensável em
cenários de crise. Durante a pandemia da Covid-19, empresas que
já tinham uma base de atendimento digital forte estavam mais
preparadas para dar suporte a distância, enquanto outras
precisaram adotar ferramentas às pressas para continuar o
trabalho.
Permitem a integração Um dos problemas que a maioria das pessoas identifica no
para uma estratégia atendimento é a falta de continuidade ao longo da comunicação
omnichannel com a marca. Essa lacuna na estratégia das empresas gera
frustração por parte dos consumidores e retrabalho para as
equipes do SAC.
A solução é a adoção de um modelo omnichannel, que integre
todos os canais de comunicação. Nesses casos, os serviços
digitais são fundamentais para tornar possível essa iniciativa. Um
sistema omnichannel vai centralizar na plataforma digital todos
esses pontos de contato e favorecer um plano sólido de
relacionamento com o público.
Otimizam o trabalho da A otimização é uma das grandes vantagens de usar os serviços
equipe de atendimento digitais no atendimento ao cliente. Isso porque, com o auxílio da
inteligência artificial, muitas tarefas passam a ser automatizadas,
poupando o tempo dos profissionais do setor.
Os processos não apenas são realizados com mais rapidez, mas
também são mais eficientes, com menos recorrência de erros.
Esse ciclo, consequentemente, gera economia para a empresa.
Apesar de muitas etapas serem digitalizadas e automáticas,
apostar nos serviços digitais não exclui a participação humana no
atendimento. Trata-se de uma integração entre a tecnologia e o
trabalho da equipe, que se complementam para oferecer uma
experiência mais completa e positiva.
Geram dados sólidos Por fim, o uso dos serviços digitais também contribui para o
para a tomada de aprimoramento do atendimento ao cliente. A razão disso é que as
decisões transações que acontecem usando meios eletrônicos geram dados
que podem ser convertidos em métricas e relatórios.
Essas informações passam a ser essenciais na tomada de decisão
da gestão de atendimento, tornando-se guias para a
implementação de inovações e para a correção de problemas.
Fonte: Alves, 2022, com bae em Neoassist, 2020.
13
TEMA 5 – ALGUMAS FERRAMENTAS DE GESTÃO DE VENDAS
14
marketing, vendas e cobrados
suporte. É uma solução anualmente
elegante e abrangente, (mínimo de US$
mas só é viável para 4.200/ano).
empresas de médio e
grande porte.
Zoho Fundada na Índia há Preço: grátis para <[Link]
quase 20 anos, a três usuários do rm/>.
empresa ganhou o software de CRM.
mundo com uma série
de softwares bons e
relativamente baratos.
Traz uma visão completa
do ciclo de venda e
pipeline. Vale
experimentar.
RelateIq Promete trazer Preço: US$ 49 por <[Link]
inteligência a gestão de usuário/mês m/>.
relacionamentos, “lendo” cobrados
informações anualmente.
desestruturadas nos
seus e-mails e
interações em redes
sociais. A proposta é
muito bacana e encanta
investidores.
Não por acaso, a
Salesforce acabou de
comprar a empresa!
Fonte: Alves, 2022, com base em Sebrae, 2019.
Para que você possa utilizar alguma ferramenta em sua empresa, não
pense que basta simplesmente adotar a ferramenta e sair usando. Para que haja
sucesso, é necessário (i) elaborar um planejamento para a implantação da
solução; (ii) estruturar uma liderança para encabeçar o projeto; e (iii) organizar
sua empresa para a implantação da solução.
A cada dia aparecem novas soluções, o importante é você se atualizar
sempre.
Saiba mais
Veja outras soluções. Gestão de vendas: 14 ferramentas para melhorar
seus resultados! Disponível em: <[Link]
vendas/>. Acesso em: 26 jan. 2022.
TROCANDO IDEIAS
Agora, troque uma ideia com seus amigos no fórum. Pesquise sobre uma
ferramenta de gestão de vendas e descreva como ela funciona.
15
NA PRÁTICA
FINALIZANDO
16
Com isso, o gestor de vendas deve conhecer os aspectos introdutórios e
estruturais de criação de valor da área de vendas, bem como conhecer o perfil
de seus clientes e cativar uma força de vendas motivada e empenhada em trazer
excelentes resultados.
Assim, o gestor de vendas torna-se uma figura principal para o sucesso
organizacional, afinal, é a área de vendas que traz receita para a empresa.
17
REFERÊNCIAS
18
ferramentas-para-planejamento-e-gestao-de-
vendas,ca9c4341dedbc410VgnVCM2000003c74010aRCRD>. Acesso em: 26
jan. 2022.
19
GABARITO
20