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Aleluia Fernando Bacar
Dulce Teodoro
Joaquim Daniel
Raul Raul Ibraimo
Rogério Sufo Abate
Alho
(Licenciatura em Engenharia Agronômica e Desenvolvimento Rural)
2º Ano, I Semestre, Regime laboral
Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
Montepuez
2026
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Aleluia Fernando Bacar
Dulce Teodoro
Joaquim Daniel
Raul Raul Ibraimo
Rogério Sufo Abate
Alho
(Licenciatura em Engenharia Agronômica e Desenvolvimento Rural, 2º Ano)
Trabalho grupo de carácter avaliativo, do
curso de Licenciatura em Engenharia
Agronômica e Desenvolvimento Rural,
2º Ano, I Semestre, Regime laboral,
Cadeira de Fruticultura e Horticultura,
lecionado pelo docente:
Eng.: Vasco Caixote
Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos Naturais e Ambiente
Montepuez
2026
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Índice
1. Introdução..................................................................................................................3
2. Histórico.....................................................................................................................4
3. Alho............................................................................................................................5
3.1. Aspectos botânicos............................................................................................5
3.2. Aspectos agronômicos.......................................................................................6
3.2.1. Plantio:...........................................................................................................6
3.2.2. Solo:...............................................................................................................7
3.2.3. Clima:............................................................................................................7
3.2.4. Colheita:........................................................................................................8
3.2.5. Armazenamento:...........................................................................................8
3.3. Composição química.............................................................................................8
3.4. Doenças da cultura do alho...................................................................................8
3.4.1. Doenças do solo:...............................................................................................8
[Link]. Podridão-branca:.......................................................................................8
[Link]. Fusariose (podridão-seca):........................................................................9
[Link]. Raízes rosadas:........................................................................................10
3.4.2. Doenças foliares..............................................................................................10
[Link]. Mancha Purpura:.....................................................................................10
[Link]. Ferrugem:................................................................................................11
[Link]. Queima bacteriana ou bacteriose do alho:...............................................12
[Link]. Mofo azul:...............................................................................................13
4. Conclusão.................................................................................................................14
5. Bibliografia..............................................................................................................15
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1. Introdução
Introduzimos o seguinte trabalho em que abordaremos a cerca do alho, ele pertencente à
família Alliaceae, é uma planta herbácea, com folhas lanceoladas (alongadas), estreitas e
cerosas, podendo atingir até 60 cm de altura, dependendo da cultivar. As bainhas das
folhas formam um pseudocaule curto, em cuja parte inferior origina-se o bolbo. caule
verdadeiro é um disco comprimido sendo o ponto de partida das folhas e das raízes, que
são pouco ramificadas e com profundidade variando de 20 a 30 cm.
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2. Histórico
No Egito antigo, há uns 4.500 anos, durante a construção da pirâmide de Quéops, os
escravos eram alimentados com alho. Acreditava-se que com isso o rendimento físico
era sensivelmente aumentado e que assim também era possível conseguir uma boa
imunidade contra às epidemias típicas da época, como a cólera, o tifo e a varíola.
Arqueólogos encontraram nas pirâmides algumas inscrições que, ao que tudo indica, se
referem aos poderes do alho. Durante a Idade Média o Alho ajudou na cura da peste
bubônica. Em épocas mais recentes, o alho foi usado durante a I Guerra Mundial,
especialmente pelos ingleses, para combater infeções e tratar problemas como
tuberculose e complicações das vias respiratórias (Luiz Castro, 1995).
3. Alho
O alho é uma planta perene, com um caule florido, ereto e alto que pode chegar a quase
um metro de altura. A planta produz flores de cores rosa-claro a roxa, que florescem no
início do verão. O bolbo do alho é composto por folhas escamiformes (os dentes do
alho) que contem o odor característico do alho e é a parte comestível da planta usado na
culinária e para fins medicinais.
3.1. Aspectos botânicos
O alho, Allium Sativum, da família Liliaceae (a mesma da cebola e da cebolinha), é uma
planta assexuada que se propaga através do plantio dos bolbilhos ou dentes (Luiz
Castro, 1995).
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Caracteriza-se por um bolbo arredondado, conhecido como cabeça, composto por 10 a
12 dentes, envoltos por uma casca, que pode ser branca, rosada ou roxa. Do bolbo
desenvolve-se um talo, longo e fino e que no seu extremo localiza-se uma flor. Ele
também apresenta folhas longas e achatadas como capim.
A botânica classifica todos os tipos de alho derivados da espécie Allium sativum. Desta
espécie, origina-se duas sub-espécies: a Ophioscorodon e a Sativum. Uma pesquisa
recente mostrou que existe, hoje em dia, oito variedades de alho provindas destas duas
sub-espécies. Seis são do tipo Ophioscorodon e se chamam: Asiático, Crioulo, Listra
Roxa, Listra Roxa Marmorizada, Porcelana e o Rocambole (Asiatic, Creole, Purple
Stripe, Marbled Purple Stripe, Porcelain e Rocambole) e dois são do tipo Sativum: o
Alcachofra e o Prata (Artichoke e Silverskin) (H. LORENZI, 2008).
Abaixo dessas oito variedades, existem outros 17 grupos de sub-variedades de alho.
Acredita-se que exista mais de 600 sub-variedades de alho no mundo. Isso ocorre
porque as características individuais do alho são modificadas de acordo com as
condições de cultivo, do solo, da temperatura, do período de chuvas, da altitude e do
tempo de cada lugar. Nas fotos abaixo é possível visualizar as duas sub-espécies de
alho. (H. LORENZI, 2008)
3.2. Aspectos agronômicos
3.2.1. Plantio:
Para o cultivo do alho, devem-se separar os dentes do bolbo, enterrando-os a uma
profundidade de cerca de 6 cm, com a extremidade em bico voltada para cima. São
semeados às fileiras (distantes entre si em cerca de 30 a 50 cm), deixando-se
aproximadamente 15 cm entre uma planta e outra. O plantio pode ser feito em sulcos ou
pequenas covas no sentido longitudinal ou transversal do canteiro. No caso de plantios
sem canteiros, as linhas de plantio devem respeitar as curvas de nível. O plantio tem
sido feito de forma manual tanto por grandes quanto por pequenos produtores.
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Entretanto, muitos produtores já estão avaliando o uso plantio mecanizado, buscando
redução de custos devido à escassez de mão-de-obra que precisa ser especializada para
o plantio do alho. Não é necessário que os bulbilhos sejam plantados com o ápice para
cima, embora a maioria dos produtores prefira esse método para facilitar e abreviar a
emergência da cultura.
3.2.2. Solo:
Quanto ao tipo de solo, a planta de alho prefere solos leves, finos, ricos em matéria
orgânica e bem drenada. Não suporta terrenos húmidos. Solos pesados e mal drenados
não permitem o bom desenvolvimento das raízes, prejudicando a nutrição da planta.
3.2.3. Clima:
No que respeita às condições climáticas, o alho é uma cultura de clima frio, suportando
bem baixas temperaturas, sendo, inclusive, resistente a geadas. A planta exige pouco frio
no início da cultura, muito no meio do ciclo e dias longos no final. Portanto,
temperatura e fotoperíodo curto são fatores de clima extremamente importantes para o
crescimento das folhas e do bulbo, então à cultura do alho, influindo na fase vegetativa,
no bom desenvolvimento e na produtividade. O comprimento do dia, ou fotoperíodo
determina em que região e em que época cada variedade deve ser plantada. No alho, tais
fatores têm papel visivelmente mais destacado.
Para um bom desenvolvimento vegetativo e produtividade, a cultura exige temperaturas
amenas (18º a 20°C) na fase inicial do ciclo, temperaturas mais baixas (10º a 15°C)
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durante o período de bulbificação e temperaturas mais elevadas (20º a 25°C) na fase de
maturação.
O fotoperíodo ou comprimento do dia (número de horas entre o nascer e o pôr-do-sol) é
determinante para a formação do bulbo, assim algumas cultivares necessitam de dias
mais longos para bulbificação, sendo consideradas tardias, enquanto as precoces
respondem ao estimulo de dias mais curtos. Em condições de fotoperíodo insuficiente
(numero de horas de luz abaixo do mínimo exigido pela cultivar) ocorre apenas o
crescimento vegetativo, sem formação de bulbos.
3.2.4. Colheita:
De modo geral, colhe-se a planta quando ela apresenta, no final do ciclo, três a quatro
folhas verdes e as demais secas. É fundamental conhecer o ciclo da planta, pois doença,
ataque de pragas, nutrição deficiente e outros problemas podem levar ao mesmo aspecto
visual (Luiz Castro, 1995).
3.2.5. Armazenamento:
Após a colheita, os bolbos devem secar ao sol, por três a quatro dias, preferivelmente
em gavetas de madeira, evitando que sejam banhados por chuva. O armazenamento
pode ser feito em câmaras frias a 0° C, com umidade de 70 a 75%. O alho é uma das
poucas hortaliças que deve ser armazenada sob umidade relativa do ar baixa.
3.3. Composição química
O alho composto por uma enorme gama de compoentes químicos como por exemplo:
Ácido alfa-aminoacrílico, ácido fosfórico livre, ácidos sulfúricos, ajoeno (produzido por
condensação da alicina), açúcares (frutose, glucose), alil; alil-propil, aliína (que se
converte em alicina), aliinase, aminoácidos (ácido glutamínico, argenina, ácido
aspartico, leucina, lisina, valina), citral, desoxialiina, dissulfeto de dialila, dissulfeto de
dietila, felandreno, galantamina, geraniol, heterosídeos sulfurados, insulina, inulina,
linalol, minerais (manganês, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, selênio, sódio, ferro,
zinco, cobre), nicotinamida, óleo essencial (muitos componentes sulfurosos, dentre eles:
disolfuro de alil, trisolfuro de alil, tetrasolfuro de alil), óxido dialildissulfeto,
polissulfeto de dialila, prostaglandinas A, B e F, proteínas, quercetina, sulfetos de vinil,
trissulfeto de alila, vitaminas (A, B6, C, ácido fólico, pantotênico, niacina) (F. Oliveira,
1998).
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3.4. Doenças da cultura do alho
As doenças que atacam a cultura do alho podem ser separadas em dois grupos, as que
ocorrem no solo atacando os bulbos e as raízes e as foliares.
3.4.1. Doenças do solo:
[Link]. Podridão-branca:
Causada pelo fungo Sclerotiumcepivorum. O fungo apresenta como sintomas iniciais de
desenvolvimento uma necrose ou queima descendente, com amarelecimento e morte das
folhas mais velhas. Em função disso, as plantas apresentam reduzida atividade
fotossintética e, consequentemente pouco desenvolvimento. O fungo, que ataca
diretamente as raízes, causando apodrecimento, pode sobreviver no solo, por um
período de até 10 anos, na forma de escleródios. Estas estruturas, identificadas como
pequenos pontos pretos germinam e desenvolvem em condições de baixa umidade e
temperatura na faixa de 10º a 20ºC; temperaturas superiores reduzem seu
desenvolvimento. A principal característica visual da incidência nos bulbos é o
recobrimento por um micélio branco, onde os escleródios são formados. Outra
característica da doença é o ataque em reboleiras (J.T ATHAYDE, 1982).
O fungo pode ser disseminado por meio dos bulbos infectados, da água de irrigação, de
ferramentas e maquinários utilizados em áreas infestadas e, em embalagens utilizadas
para transporte dos bulbos. O controle preventivo, como plantio de alho-semente
oriundo de regiões onde não há incidência da doença, tratamento do alho-semente com
fungicidas específicos, a solarização das áreas infectadas e a rotação de cultura por
longos períodos são as medidas mais indicadas para o manejo da doença, que pode
inviabilizar o cultivo do alho caso não seja controlada.
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[Link]. Fusariose (podridão-seca):
Causada pelo fungo Fusariumoxysporum f. sp. Cepae. Snynder& Hans, a fusariose
ocorre em ambiente úmido e quente. Danos mecânicos e ou ferimentos no alho-semente
favorecem a entrada do fungo que, uma vez instalado, atinge o sistema vascular da
planta, provocando os sintomas de amarelecimento e murchamento das folhas, que
tendem a curvar para baixo. Nos bulbos, é formada uma depressão em um dos lados,
indicando o desenvolvimento do fungo, que internamente desenvolvem-se formando um
micélio branco. Como medidas de controle recomenda-se:
O plantio de sementes sadias;
Eliminação de bolbilhos chochos, com danos mecânicos ou com indícios de
infestação;
Tratamento químicos dos bolbilhos antes do plantio;
Arranqio e queima de plantas infetadas;
e, rotação de culturas (BECKER, 2004).
[Link]. Raízes rosadas:
O fungo Pyrenochaeta terrestres ataca somente o sistema radicular das plantas, que tem
seu desenvolvimento prejudicado em decorrência dos sintomas desenvolvidos. A
princípio, as raízes infetadas ficam rosa claro, depois escurecem para vermelho ou roxo,
murcham e morrem. A mudança da coloração das raízes varia em função da severidade
e do tempo de infestação, ficando mais escura à medida que a doença progride, sendo
caracterizado como principal sintoma para identificação da doença. As plantas infetadas
são facilmente arrancadas do solo, pois possuem pequena quantidade de raízes, o que
leva também a uma redução do tamanho dos bolbos. Não é uma doença de grande
importância para a cultura e seu desenvolvimento está relacionado à ocorrência da
Fusariose, que funciona como porta de entrada para o fungo. Recomenda-se o controle
preventivo, pois uma vez instalado no solo torna-se difícil erradica-lo. A rotação de
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culturas, principalmente com gramíneas, a solarização e o uso de sementes sadias são
algumas medidas que podem ser adotadas (BECKER, 2004).
3.4.2. Doenças foliares
[Link]. Mancha Purpura:
Também conhecida por alternaria, é uma doença causada pelo fungo Alternaria
porri (Ellis) Ciff. É considerada como uma das doenças mais importantes da cultura,
podendo ocorrer em todas as áreas de produção no Brasil e, se não controlada pode
causar perdas superiores a 50% da lavoura, e dependendo do grau de infestação, pode
acabar com a lavoura em pouco tempo, uma ez que seu ciclo é curto, em torno de 4 dias
(BERIAM, 2007).
Os primeiros sintomas da doença são caracterizados por manchas brancas, de pequeno
tamanho e formato irregular. Com o avanço da doença, essas manchas evolem em
termos de coloração, passando ao amarelo e depois para a cor púrpura. Quando
severamente afetadas, as folhas tendem a murchar e enrugar, do ápice para baixo.
A doença tem seu desenvolvimento favorecido em condições de elevadas umidade
relativa do ar (acima de 90%) e temperatura, na faixa de 21º a 30º C. O manejo
inadequado da cultura, como a deficiência de nitrogênio e a fototoxicidade por
defensivos ou adubos foliares, o ataque de tripes e ainda a ocorrência de geadas podem
causar ferimentos que favorecem a entrada do fungo e consequentemente maior
disseminação da doença. O controle químico com o uso de fungicidas específicos para a
doença é recomendado para a cultura, deve ser feito no bolbilho antes do plantio e, de
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forma preventiva e periódica ao longo de todo o ciclo do alho. No entanto, outras
medidas preventivas devem ser adotadas, como a rotação de culturas, a eliminação de
restos culturais, tanto na lavoura como próximo aos galpões de armazenamento, haja
visto que estas plantas podem constituir fonte de inoculo pela prolongada sobrevivência
do fungo (até um ano); e, a aração profunda da área de plantio, que tende a reduzir a
quantidade de inóculo no solo (BERIAM, 2007).
[Link]. Ferrugem:
Ocasionada pelo fungo Pucciniaallii, a ferrugem é considerada uma das mais
importantes doenças foliares do alho, e pode ocorrer em qualquer fase
de desenvolvimento da cultura. Os sintomas iniciais nas folhas são pontuações
esbranquiçadas no limbo foliar, que evoluem para pústulas pequenas, circulares e de
coloração alaranjada e, quando do rompimento da cutícula, expõe uma massa
pulverulenta, de coloração amarela. À medida que a doença evolui, essa massa passa a
apresentar coloração castanho escura ou preta.
A doença se desenvolve melhor em condições de alta umidade relativa do ar, baixo
índice pluviométrico e temperaturas amenas, na faixa de 15º a 24ºC, podendo ser inibida
em quando exposta a temperaturas abaixo de 10º e acima de 24ºC. Condições
inadequadas de cultivo, como solos compactados e de baixada, desiquilíbrio nutricional
principalmente quanto ao excesso de nitrogênio e a permanecia de restos culturais
também favorecem o desenvolvimento da doença (H. DECKER, 1981).
O uso de fungicidas é a principal medida de controle da doença, principalmente na
região Sul do país, onde as temperaturas são mais amenas. No entanto a rotação de
culturas, a manutenção de uma adubação equilibrada e a eliminação de plantas e
bolbilhos remanescentes são medidas que também devem ser adotadas.
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[Link]. Queima bacteriana ou bacteriose do alho:
Quatro espécies do gênero pseudomonas causam a queima bacteriana no alho, no
entanto, a que ocorre em quase todos os Estados produtores (Minas Gerais, Espírito
Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), incluindo as regiões do Cerrado, é a
Pseudomonas marginalis pv. Marginalis. A doença tem seu desenvolvimento favorecido
em condições de alta umidade relativa do ar (acima de 85%) e temperaturas entre 6º e
37ºC, sendo a faixa entre 26º e 30ºC, considerada como ótima. Além das condições
climáticas favoráveis, o surgimento da doença está associado ferimentos e/ou stress
causados pela aplicação de defensivos químicos, principalmente herbicidas de pós-
emergência (H. LORENZI, 2008).
Produz uma clorose ao longo da nervura central, seguida de amolecimento e
escurecimento da lesão, caracteriza o primeiro sintoma da doença, que à medida de sua
evolução, causam murchamento e seca das folhas. Um sintoma de queima pode também
ocorrer e iniciar nas bainhas das folhas e se estender para a parte aérea, dando à planta
um aspecto de queima por herbicida ou fogo. No bolbo, os sintomas podem ser
visualizados na túnica, que passa a adquirir uma coloração escura e, os bolbilhos
mostram sinais de apodrecimento, passando a adquirir coloração creme (Luiz Castro,
1995).
Medidas de controle integrado, que abrangem desde o plantio até a comercialização,
devem ser adotadas para o controle da bacteriose do alho. O uso de alho-semente sadio
e o controle da irrigação são medidas importantes, uma vez que as sementes podem
disseminar o patógeno por longas distâncias e a água de irrigação a espalha dentro da
lavoura. Outras medidas recomendadas são:
Evitar o plantio em áreas com baixa capacidade de drenagem de água;
Evitar o encharcamento do solo após a diferenciação do bulbo;
Manter uma adubação balanceada, restringindo adubações nitrogenadas
realizando-as somente quando necessário;
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Eliminar as plantas doentes;
Prevenir danos mecânicos que possam servir de entrada para a doença;
Realizar rotação de culturas;
Queimar os restos culturais após a colheita e beneficiamento.
O uso de produtos químicos é contraditório, pois aqueles a base de cobre e suas misturas
não vêm apresentando resultados efetivos, podendo ainda causar fitotoxicidez às plantas
e, a aplicação de antibióticos para o controle da doença pode ser inviabilizada pela baixa
sensibilidade que a bactéria apresenta a essas substâncias (F. Oliveira, 1998).
[Link]. Mofo azul:
Caracteriza-se pela rápida perda de peso dos bolbos, os quais ficam chochos em função
do processo de deterioração dos bolbilhos. A parte externa pode ou não
manifestar sintomas, no entanto, quando debulhados, percebe-se um mofo de cor azul.
Os bolbilhos infetados (sem sintomas aparentes) e usados para o plantio desenvolvem
lesões que amolecem e ficam recobertas pelo mofo azul e rapidamente morrem. As
plantas que superam a doença têm seu desenvolvimento comprometido, formando
bolbos de menor tamanho.
O fungo é disseminado pelo ar e, para que ocorra a infeção é necessário que haja
ferimentos nos bolbilhos. Temperaturas na faixa de 20º a 30ºC favorecem o
desenvolvimento da doença. O tratamento dos bolbilhos com fungicidas; a debulha
manual, a fim de reduzir danos mecânicos nos bolbilhos;
O plantio e a colheita no tempo certo e armazenamento apropriado são medidas de
controle da doença (BECKER, 2004).
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4. Conclusão
No seguinte trabalhos concluímos que o alho vem sendo usado na medicina tradicional
desde a mais remota antiguidade, para evitar ou curar numerosos males. O óleo
essencial obtido do bulbo contém cerca de 53 constituintes voláteis instáveis, quase
todos derivados orgânicos do enxofre, principalmente ajoeno, alicina, aliina, que se
degradam mais lentamente em meio ácido, o que explica o melhor efeito do alho
quando associado a sucos de frutas ácidas.
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5. Bibliografia
BECKER, W. F. ( 2004). Doenças do alho: sintomatologia e controle. Florianópolis:
Florianópolis: Epagri, 2004, 53p.
BERIAM, L. O. (2007). Doenças bacterianas em hortaliças. Instituo Biológico, São
Paulo: v.69, n.2, p.81-84, jul./dez., 2007. .
F. Oliveira, G. A. (1998). Farmacognosia. São Paulo: Editora Atheneu.
H. DECKER. (1981). Plantnematodesandtheircontrol: (Phytonematology). New Dehli:
Amerind: New Dehli: Amerind, 1981. 540p.
H. LORENZI, F. A. (2008). Plantas Medicinais no Brasil Nativas e Exóticas. SP -
Brasil: Instituto Plantarum, 2ª Edição, Nova Odessa.
J.T ATHAYDE, A. S. (1982). Ocorrência de Ditylenchusdipsaci em alho
(Alliumsativum L.). estado do Espírito Santo: Fitopatologia Brasileira, Brasília,
v.7, n.3, p.568.
Luiz Castro, V. M. (1995). Plantas Medicinais. Guaíba: Editora Agropecuária LTDA.