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Células - secretam glucagon
A DM é uma das doenças mais frequentes no Células - secretam insulina e peptídeo C
consultório de endocrinologia.
é caracterizada pela hiperglicemia crônica + SECREÇÃO DE INSULINA
defeitos no metabolismo
O principal estimulo para a produção de insulina é a
Diabetes significa – passar através de um sifão que se glicose
explica com a poliuria, como se fosse a passagem da
a regulação da secreção de insulina é feita pelo
água através do cano
GLUT2 que “ajuda” o pâncreas a detectar a
A diabetes é uma doença muito prevalente que atinge variação glicemia
mais de 537 milhões de pessoas do mundo – no brasil
são mais de 15 milhões – prevalência de 9,4%% a glicose se liga na célula beta do pâncreas a GLUT
Quase 100 mil crianças com DM) 2 leva a glicose para dentro da célula essa glicose vai
Mas pq é uma doença que vem aumentando sofrer uma série de reações e ser metabolizada o
tanto??? resultado disso tudo é a secreção da insulina
Estamos com uma expectativa de vida maior (>70 N insulino
anos) e o principal tipo de diabetes tem a idade dependente
como fator
Outra causa do aumento é a evolução do homem e
de seus hábitos de vida (má alimentação e
sedentarismo)
A diabetes é responsável por 10,7% da mortalidade
mundial por todas as causas – é estimado que 4,2
milhões de adultos morreram em consequência da
diabetes em 2019 (1 morte a cada 8 segundos)
DEFINIÇÃO
A diabetes é uma doença caracterizada pela
hiperglicemia, que é o aumento de glicose no sangue A insulina é produzida e armazenada dentro da
célula B pancreática e o que vai estimular sua
ee
serie
liberação é a glicose
Essa glicose pode subir por: deficiência na produção
de insulina ou resistência insulínica (que se trata de
uma deficiência na ação da insulina)
1° É produzida em pré-próinsulina ·
2° Sofre um processo de clivagem, sendo gliseI
transformada em pró-insulina
3° Sofre mais uma clivagem sendo transformada em
REVISÃO
insulina + peptídeo C
O pâncreas é um órgão misto, ou seja, tem sua porção
endócrina e sua porção exócrina e se relaciona com Então o peptídeo C é um hormônio produzido nas
outros órgãos mesmas concentrações de insulina e é um hormônio
que tem ação anti-inflamatório, antioxidante – é usado
Pâncreas exócrino – formado pelos ácinos para estimar a produção de insulina, pq ele não
pancreáticos – onde são liberadas as enzimas degrada rápido igual a insulina estimando
digestivas nos ductos indiretamente a produção de insulina
Pâncreas endócrinos – ilhotas pancreáticas –
produz hormônios
A insulina faz com que a glicose entre nas células e o
se existir uma
deficiência de insulina (quant.
glucagon faz com que aumente a glicemia do sangue, vai wistir uma
deficiencia de peptideo
~
c
pq ele estimula a produção de glicose no fígado
já que são produzidos em mesma
quant
Bruna D
REGULAÇÃO DA LIBERAÇÃO DE Lembrando que a insulina é produzida na célula
pancreática e liberada de acordo com os níveis de
INSULINA
glicose
A insulina é ligada aos seus receptores
e a glicose para entrar na célula vai precisar dos
seus transportadores (GLUT) que fica dentro das
células em vesículas intracelulares
o transportador só vai ir para a membrana captar a
glicose se a insulina estiver ligada no seu receptor
a insulina quando se liga aos seus receptores
desencadeia uma série de reações e uma dela é a
liberação do transportador de glicose para a
membrana, se NÃO tem insulina no receptor, a
glicose não entra na célula
O principal estimulante da liberação de insulina é a
a insulina também estimula a síntese de proteínas e
glicose
glicogênio e triglicérides no fígado
CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA
glicose insulina
Existe também amplificadores da liberação
induzida por glicose
Hormônios entéricos – GLP-1, GIP,
colecistocinina, gastrina, secretina
Neural – efeito B-adrenérgico das
catecolaminas, arginina
Fármacos – agonistas GLP1
Inibidores da liberação de insulina – efeito
Figura 1 - os mais comuns são o diabetes tipo 1 e 2
adrenérgico das catecolaminas, somatostatina,
glicocorticoides, fármacos tiazídicos, B-bloq, o diabetes tipo 1 vai ter uma destruição das células
fenitoina beta do pâncreas e consequentemente uma
deficiência completa de insulina (não produz) – na
maioria das vezes é auto-imune
o diabetes tipo 2 é uma falência progressiva da
produção de insulina pelo pâncreas – a progressão
Hormônios controladores - hiperglicemiantes: da doença depende do tratamento da doença
Glucagon o que difere as duas diabetes é a quantidade de insulina
Adrenalina no sangue
Cortisol
GH diabetes tipo 1 – 5-10% dos casos
diabetes tipo 2 – 90-95% dos casos
MECANISMO DE AÇÃO DA INSULINA
Bruna D
Qual é a diferença entre as duas diabetes??? outros sintomas – visão turva, letargia
exame físico – infecções cutâneas de repetição,
Característica DM 1 DM 2 monilíase genital e necrobiose lipoidica – são
clínica sugestivas de DM1
Inicio Infância e A partir dos 40
adolescência anos na anamnese é importante buscar exposição a
Frequência 5-10% 90-95% drogas hiperglicemiantes, antecedentes familiares e
relativa outras endocrinopatias
Prevalência 0,1 – 0,3% 7,5%
a presença de glicemia >200mg/dL a qualquer hora
Concordância Até 50% 80-90%
em gêmeos
do dia confirmam o diagnostico de DM
idênticos
Associação com Sim Não
EXAMES LABORATORIAIS
HLA
glicemia de jejum
Presença de Geralmente Ausentes
teste oral de tolerância a glicose
anticorpos presentes
(anti-GAD e dosagem da hemoglobina glicada
IKA)
Peptídeo C Baixo Normal ou
os critérios são iguais para crianças e adultos
elevado
Obesidade ao Ocasional Frequente Glicemia Teste Hemoglobi
diagnóstico de jejum oral na glicada
de
Sintomas Quase sempre 50% dos pcts são
clássicos presentes assintomaticos tolerâ
ncia a
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICO glicos
e
O diagnóstico da DM é feito através da suspeita clinica Normoglicem < 100 < 140 < 5,7
que será confirmada através de exames bioquímicos ia
sintomatologia: poliuria (principalmente nocturia), Pré-diabetes >100 < >140 >5,7 e < 6,5
ou risco 126 <200
polidipsia, polifagia e perda de peso involuntária
aumentado
(esses são os famosos 4 Ps do diabetes
Diabetes >126 > 200 >6,5
Tabela 1 - tem que apresentar 2 valores alterados para
confirmação diagnóstico
o TOTG – indicado quando GJ alterado ou duvidosos, ou casos de
DM gestacional
a hemoglobina glicada é o padrão-ouro – muito usado para
monitorização
A redução de 1% da hemoglobina glicada já diminui
70% o risco de doenças cardiovasculares
hemoglobina glicada - >6,5% confirma o
diagnóstico de DM
a HbA1c tem várias vantagens – ela reflete o
estado de hiperglicemia crônica, não necessita
de jejum, apresenta menor variabilidade em
períodos de estresse ou infecções.
A HbA1c sofre interferência quando temos:
alteração do pH, anemias hemolíticas,
o paciente ainda pode apresentar desidratação
ferropriva, hemoglobinopatias, esplenectomia,
se a ingesta hídrica estiver comprometida
Bruna D
uremia, hipertrigliceridemia, ingestão de iniciam ou estimulam o processo de destruição das
vitamina C, etilismo crônico células e inicio da doença
Nas situações de hemólise, carência de ferro Na maioria dos indivíduos portadores de DM 1 as
ou vida diminuída das hemácias, devemos alterações na secreção de insulina e tolerância a
usar como parâmetro diagnostico o controle glicose, podem aparece anos depois de detecção
glicêmico dos anticorpos contra as células beta pancreáticas
A hemoglobina glicada pode dar falso resultado Nem todo paciente que tiver os anticorpos
quando? desenvolverão a doença – e o motivo disso ainda é
desconhecido
Falsamente alta
Anemia carencial
Esplenectomia
Insuficiência renal – vai ficar mais tempo na
hemácia
Falsamente baixa
Anemia hemolítica
Transfusão de sangue – auto-hemoterapia
Hemorragias
Gravidez
Para o diagnostico precisa de 2 exames alterados –
pode ser na mesma coleta ou em outro momento –
mas sempre precisa de 2 testes – exceto em glicemia
> 200 + sintomas
ESTAGIOS DA DM 1
Diabetes Tipo I ESTAGIO 1
DM 1 pré-sintomatico com autoimunidade
Trata-se de uma das condições endócrinas mais comuns confirmada (dois ou mais anticorpos) e glicemia
na infância normal
Na maioria dos casos está associada à presença de É a fase da doença imunológica
autoanticorpos contra a células beta – nesses casos A progressão para a doença clinica ocorrerá de 8-
é classificada como 1A. 10 anos
Nos casos que a origem é idiopática, sem presença
de autoanticorpos – é classificada em 1B ESTAGIO 2
DM 1 pré-sintomático com autoimunidade
FISIOPATOLOGIA
confirmada (dois ou mais anticorpos) e glicemia nos
É considerada uma doença imunomediada que se parâmetros de pré diabetes
desenvolve devido a destruição gradual das
células beta pancreática – essa destruição irá Fase de doença quase irreversível
resultar em uma perda total de células beta e Já se tem uma perda funcional das células beta e
completa dependência de insulina início da doença metabólica
A maioria dos pacientes vai ser diagnosticado antes O risco de evolução para doença sintomática em 5
dos 30 anos anos é de quase 75%
O processo da doença se inicia meses a anos antes
das manifestações começarem – isso acontece ESTÁGIO 3
porque a destruição das células acontece de forma DM 1 sintomático com autoimunidade confirmada
lenta (dois ou mais anticorpos) e glicemia nos parâmetros
A genética contribui para 70-75% da de diabetes
suscetibilidade para a DM 1 – os fatores ambientais
Bruna D
É a fase de aceleração autoimune da doença TRATAMENTO
Presença de sinais e sintomas típicos de DM1
São 3 bases de tratamento da DM
O rastreamento e identificação de um estagio pré-
sintomático promove um leque de oportunidades para
prevenções que buscam tratar ou retardar o início dos dieta
sintomas clínicos
1. Prevenção – antes do desenvolvimento da DM
2. Preservação – após o diagnóstico, mas quando medicamen
ainda se existe células Beta funcionantes atv física tos
3. Reposição de células Beta – para pacientes
com DM1 estabelecido sem reserva funcional
endógena de células beta
Já ouviu falar na fase de lua de mel? ATIVIDADE FÍSICA
A grande maioria dos pacientes com DM1, após inicio É exercitar-se regularmente
da insulinoterapia evoluem com uma necessidade É bom pq melhora a sensibilidade a insulina,
diminuída de uso de insulina, com melhora da secreção reduz a pressão, colesterol e triglicerídeos,
endógena da mesma e de sua sensibilidade, só que essa aumenta HDL e ajuda no controle do peso, fora
evolução é apenas transitória e pode durar meses a anos outros vários benefícios proporcionados – É
(no LADA sua duração é maior) fundamental
Mas quanto de atividade física??
Exercício aeróbico
- Moderado – 150/min/semana
- intenso – 75min/semana
Exercício de fortalecimento muscular – no min
2x/semana
O ideal é que seja associado o aeróbico +
fortalecimento muscular
Bruna D
Crianças – 60min/dia de atividade aeróbica A dose diária total varia de 0,5 a 1,5 UI/kg/dia
recreativa
Insulina Basal (ação lenta) – entre 30-50% da
INSULINOTERAPIA dose total
Insulina em BOLUS (ação rápida) – 50-70% do
O uso de insulina é imprescindível e deve ser total
instituído assim que for diagnosticado Tem que usar as duas insulinas
O que muda de uma insulina para outra é o inicio
de ação e duração no organismo Então assim: um pct de 60kg vai precisar de 30UI
por dia – então você divide entre as duas insulinas
A NPH tem que ser dividida em 2 aplicações ao dia
pq ela não dura 24hrs – não é interessante aplicar
no inicio da noite pelo risco de hipoglicemia
noturna – recomenda aplicar antes de dormir que ai
ele acorda está saindo do pico de ação e não vai
fazer hipoglicemia
é melhor começar com uma dose menor para evitar
hipoglicemia no início do tratamento
Figura 2 - o SUS fornece a regular e NPH
As ultra-rapidas podem ser aplicadas depois das Figura 3 - aqui é o pct que não tem DM – a gente precisa mais de
refeições - regula o período pós-prandial insulina no pós-prandial do que em jejum, então a gente aplica as
enquanto a regular e NPH devem ser aplicadas duas insulinas tentando imitar a produção normal – então por
isso que se aplica muito nos períodos pós-prandial
30min -1h antes da refeição
As insulinas de ação lenta e intermediária são como a titulação da dose da insulina é realizada
usadas para controlar o tempo de jejum – a regular com base na glicemia de jejum e ao longo dia (pré
e NPH são as que o SUS oferece e pós pandrial)
as insulinas existem apresentação/meios de aplicação atenção!!!
diferentes
Sempre questionar o paciente se ele apresentou
Seringas sinais de hipoglicemia (tontura, tremedeira, etc) –
Canetas se tiver apresentando diminuir a dose de insulina
Bomba de insulina – padrão ouro para DM 1 Orientar que não aplique a insulina no mesmo
Pâncreas artificial – coloca além da insulina – lugar pq pode acontecer uma hipertrofia do tec
injeta glucagon se hipoglicemia – ele é subcutâneo – e sempre ao exame físico palpar os
automático, não precisa programar locais de aplicação do pct para investigar se há essa
Insulina inalada – substitui a insulina de ação hipertrofia
rápida – custo muito alto Orientar sobre a conservação da insulina que
deve ficar na geladeira (NÃO na porta por conta
da variação de temperatura ao abrir) – geralmente
deixar na gaveta das verduras que a temperatura é
mais estável
Bruna D
É fundamental realizar a monitorização da
glicemia para auxiliar no ajuste de dose
Existe o sensor de glicemia hoje em dia – freestyle libre
– é um boton que fica na pele por 14 dias que você
passa o sensor para medir a glicemia para ler – ele gera
relatórios em gráficos para analise
CONTROLE GLICEMICO
O ideal é manter o mais próximo possível da
normalidade ou dentro da normalidade
HbA1c deve ser repetida a cada 3 meses, se
compensada semestralmente
Bruna D
Bruna D