REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
GABINETE PROVINCIAL DA EDUCAÇÃO
COLÉGIO PROGRESSO FLA
TRABALHO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
TEMA: O ANDEBOL
Classe: 7ª
Período: Tarde
Turma: A
Grupo Nº 02
Professor
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Faustino Orlando da Costa
Luanda, 2026
Lista Nominal dos Integrantes do Grupo Nº2
Nº NOME CLASSIFICAÇÃO
Ana Ferreira Caquarta
1.
Durvalina Luis Neto Moniz
2.
Joana Paulo da Silva
3.
Marinela Gomes Zumba
4.
Teresa Dambi Quitunga
5.
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradecemos a Deus por dar-nos sempre saúde e coragem ao longo deste
percurso. Aos nossos famíliares, pelo apoio incondicional. Aos professores, que com
dedicação contribuem sempre para a nossa formação. Como destaca Freire (1996), “ensinar
não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção”.
Somos gratos por todas essas possibilidades criadas ao longo do tempo.
Sumário
AGRADECIMENTOS.........................................................................................................................
1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.......................................................................................................
2.1. CONCEITOS....................................................................................................................6
2.2. HISTÓRIA DO ANDEBOL...............................................................................................6
2.3. REGRAS DO ANDEBOL..................................................................................................7
2.4. Fundamentos técnicos do andebol.......................................................................................8
3 CONCLUSÃO............................................................................................................................
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................................
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1. INTRODUÇÃO
O andebol é um desporto coletivo de oposição e cooperação, praticado
predominantemente com as mãos, em que duas equipas competem num espaço comum,
procurando superar o adversário através da marcação de golos. Caracteriza-se por um jogo
dinâmico e intenso, onde a colaboração entre os jogadores da mesma equipa e o confronto
direto com os adversários são constantes, envolvendo contacto físico e uma grande
diversidade de movimentos, com e sem bola, realizados em espaços reduzidos (Cruz, 2007).
O andebol é uma modalidade que envolve interação contínua entre duas equipas, cuja
principal finalidade é disputar a posse de bola e concretizar mais golos que o adversário,
evidenciando assim o seu caráter competitivo e estratégico.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. CONCEITOS
O andebol é uma modalidade desportiva coletiva de oposição e cooperação, jogada por
duas equipas num espaço delimitado, cujo objetivo principal consiste em marcar mais golos
do que a equipa adversária. Trata-se de um jogo dinâmico, caracterizado pela interação
constante entre ataque e defesa, onde os jogadores utilizam predominantemente as mãos para
manipular a bola, respeitando as regras estabelecidas (Prudente, 2006).
Esta modalidade desportiva é marcada por uma forte componente tática e estratégica,
exigindo dos praticantes capacidade de tomada de decisão rápida, cooperação entre os
membros da equipa e adaptação constante às situações de jogo. O andebol envolve ainda um
conjunto de ações técnicas fundamentais, como o passe, receção, drible, finta e lançamento,
que são essenciais para o desenvolvimento do jogo e para o sucesso das ações ofensivas e
defensivas.
Segundo Cruz (2007), o andebol pode ser entendido como um jogo de oposição em
espaço comum, onde a intensidade das ações é elevada devido ao contacto direto entre os
jogadores e à necessidade de constante alternância entre momentos de ataque e defesa. Assim,
a modalidade exige não apenas capacidades físicas, mas também cognitivas e coordenativas.
No contexto escolar, o andebol assume um papel educativo importante, contribuindo
para o desenvolvimento motor, social e cognitivo dos alunos. A sua prática favorece a
melhoria da condição física, o espírito de equipa e o respeito pelas regras, sendo
frequentemente utilizado como conteúdo pedagógico nas aulas de Educação Física.
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2.2. HISTÓRIA DO ANDEBOL
Historicamente, o andebol teve grande difusão na Alemanha durante o século XIX.
Posteriormente, em 1920, Karl Schelenz, professor da Escola Superior de Educação Física de
Berlim, foi responsável por estruturar as bases do andebol de 11 (onze) jogadores, praticado
em campos de futebol e inspirado em regras semelhantes, porém com predominância do uso
das mãos. Nos países escandinavos, devido às condições climáticas, a modalidade evoluiu
para uma versão praticada em espaços cobertos, com sete jogadores por equipa, dando origem
ao andebol moderno (Graziano, 2015).
Após a Segunda Guerra Mundial, o andebol de 11 jogadores entrou em declínio, enquanto
a versão de 7 jogadores se consolidou como a principal modalidade, especialmente no
contexto europeu e escolar. O andebol masculino foi incluído nos Jogos Olímpicos em 1972,
e o feminino em 1976, tornando-se posteriormente uma das modalidades desportivas coletivas
mais populares a nível mundial.
Em 1933, foi criada a Federação Alemã de Andebol, que contribuiu para a introdução da
modalidade nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. Em 1938, foi realizado o primeiro
Campeonato Mundial da modalidade. A Federação Internacional de Andebol Amador (FIHA)
foi criada em 1928, sendo posteriormente substituída pela Federação Internacional de
Andebol (IHF), em 1946, após a consolidação do andebol de 7 jogadores.
2.3. REGRAS DO ANDEBOL
As regras do andebol são definidas pela Federação Internacional de Andebol (IHF) e
têm como principal objetivo garantir a organização, a dinâmica e a justiça da modalidade
durante o jogo. Cada equipa é composta por sete jogadores em campo, incluindo um guarda-
redes, sendo permitidas substituições ilimitadas ao longo da partida, desde que realizadas na
zona apropriada.
O andebol é um desporto coletivo praticado por duas equipas, compostas por sete
jogadores cada, incluindo o guarda-redes, que se enfrentam num campo retangular com
dimensões de 40x20 metros, dividido em duas metades iguais. O principal objetivo do jogo
consiste em marcar mais golos do que a equipa adversária, através do lançamento da bola na
baliza contrária, respeitando as regras estabelecidas da modalidade (Prudente, 2006).
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Durante o jogo, o jogador pode deslocar-se com a bola em drible, podendo realizar
passes para os seus companheiros de equipa. O domínio das habilidades técnicas, como o
passe, o drible e a receção, é fundamental para a continuidade do jogo e para a eficácia das
ações ofensivas. O jogador tem direito a dar até três passos sem driblar e não pode
permanecer com a bola na mão por mais de 3 (três) segundos quando está parado, o que
reforça o ritmo rápido e dinâmico da modalidade (Cruz 2007).
Em relação à duração do jogo, uma partida oficial de andebol é composta por dois
períodos de 30 minutos cada, separados por um intervalo de 10 minutos (IHF, 2020). No
entanto, a duração pode variar conforme a faixa etária dos praticantes, sendo adaptada para
fins pedagógicos e formativos:
Menores de 17 anos: 2 períodos de 25 minutos (Garganta, 2002)
Menores de 15 anos: 2 períodos de 22 minutos (Garganta, 2002)
Menores de 13 anos: 4 períodos de 10 minutos (Garganta, 2002)
2.4. FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO ANDEBOL
O andebol, enquanto modalidade desportiva coletiva, apresenta um conjunto de
fundamentos técnicos essenciais que devem ser adquiridos e dominados pelos praticantes, de
modo a garantir uma atuação eficaz durante o jogo. Estes fundamentos constituem a base para
o desenvolvimento das ações ofensivas e defensivas, sendo determinantes para o desempenho
individual e coletivo da equipa (Cruz, 2007).
Entre os principais fundamentos técnicos do andebol destacam-se o passe, a receção, a
empunhadura, o arremesso, a progressão, o drible e a finta.
Passe
O Passe é a ação de enviar a bola a um companheiro de equipa de forma precisa e
eficaz, permitindo a continuidade da jogada. (Prudente, 2006).
Receção
A receção corresponde ao ato de receber a bola, amortecendo-a e controlando-a de
forma adequada. A qualidade da receção está diretamente relacionada com a execução do
passe, sendo fundamental para a manutenção da posse de bola e para a fluidez do jogo.
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Empunhadura
A empunhadura refere-se à forma como o jogador segura a bola. No andebol, a bola
deve ser segurada preferencialmente com uma mão, com os dedos afastados e ligeiramente
curvados, permitindo maior controlo e precisão nas ações técnicas, como o passe e o
arremesso (Cruz, 2007).
Arremesso
O arremesso é o fundamento técnico utilizado para a finalização das jogadas, tendo
como objetivo marcar golo. Este pode ser executado de diferentes formas, dependendo da
posição do jogador, da situação de jogo e da oposição defensiva.
Progressão
A progressão diz respeito à forma como o jogador se desloca no campo com a posse de
bola, podendo ocorrer através de deslocamentos rápidos ou da utilização do drible.
Drible
O drible no andebol é o ato de bater a bola contra o solo com uma das mãos, permitindo
ao jogar mover-se com a bola pelo campo. Pode ser realizado tanto em movimento quanto
parado, sendo essencial para navegar entre os defensore e criar espaços.
Fintas
As fintas são movimetos estratégicos usados pelo jogador com a bola para enganar ou
driblar um defensor. Mudanças de direção e velocidade são comuns nas fintas, permitindo
ao atacante evadir-se marcação e progredir em direção ao gol adversário.
2.5. Sistemas Táticos no Andebol
Os sistemas táticos no andebol representam a organização estratégica das equipas em
situação de jogo, tanto no momento ofensivo quanto defensivo. Estes sistemas visam otimizar
o desempenho coletivo, permitindo uma melhor ocupação dos espaços, criação de
superioridade numérica e maior eficácia nas ações de ataque e defesa. A tática nos jogos
desportivos coletivos está diretamente relacionada com a capacidade de adaptação dos
jogadores às diferentes situações do jogo, exigindo leitura, tomada de decisão e coordenação
coletiva.
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No plano ofensivo, os sistemas táticos organizam-se com o objetivo de desorganizar a
defesa adversária, criando espaços e oportunidades de finalização. Um dos sistemas mais
utilizados é o ataque organizado em 3:3, onde três jogadores atuam na primeira linha
(armadores) e três na segunda linha (pontas e pivô). Este sistema permite uma boa circulação
de bola, exploração das laterais e criação de situações de penetração e remate (Prudente,
2006).
Outro sistema ofensivo relevante é o 2:4, que privilegia maior presença na linha
ofensiva próxima à área adversária, com dois jogadores na primeira linha e quatro na segunda.
Este modelo favorece o jogo com o pivô e a criação de bloqueios, dificultando a ação
defensiva do adversário. Para além disso, o contra-ataque constitui uma estratégia ofensiva
fundamental, caracterizada pela rápida transição da defesa para o ataque, aproveitando a
desorganização da equipa adversária (Cruz, 2007).
No que se refere aos sistemas defensivos, estes têm como principal objetivo impedir a
progressão do adversário e proteger a baliza. O sistema defensivo 6:0 é um dos mais
utilizados, caracterizando-se pela disposição de seis jogadores alinhados próximos à linha dos
6 metros. Este sistema oferece maior proteção da zona central, dificultando remates de curta
distância, sendo eficaz contra equipas com forte jogo interior (Prudente, 2006).
Outro sistema bastante utilizado é o 5:1, no qual cinco jogadores permanecem próximos
da área defensiva enquanto um jogador avança para pressionar o portador da bola. Este
sistema permite maior agressividade defensiva e dificulta a organização ofensiva adversária.
Já o sistema 3:2:1 caracteriza-se por uma defesa mais avançada e dinâmica, com três linhas de
atuação, promovendo pressão constante e tentativa de recuperação da bola, exigindo elevada
capacidade física e coordenação entre os jogadores (Garganta, 2002).
De acordo com Bayer (1994), a eficácia dos sistemas táticos depende não apenas da sua
organização estrutural, mas também da capacidade dos jogadores em interpretar o jogo,
comunicar entre si e adaptar-se às mudanças impostas pelo adversário. Assim, o sucesso no
andebol moderno está diretamente relacionado com a integração entre os princípios táticos,
técnicos e físicos.
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3 CONCLUSÃO
Após a realização deste trabalho, conclui-se que o andebol, enquanto jogo desportivo
coletivo, é estruturado por normas e princípios táticos que orientam as ações dos seus
participantes, refletindo a lógica interna desta modalidade. A sua dinâmica baseia-se numa
sequência de ações que caracterizam a essência do jogo, tornando-o uma prática desportiva
organizada e competitiva.
O andebol é um jogo desportivo coletivo praticado por duas equipas, cujo principal
objetivo consiste em introduzir a bola na baliza adversária, procurando marcar mais golos do
que o oponente, ao mesmo tempo que se impede a concretização do adversário, sempre
respeitando as regras estabelecidas.
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4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BAYER, Claude. O ensino dos jogos desportivos coletivos. Lisboa: Dinalivro, 1994.
2. CRUZ, João F. Didática dos jogos desportivos coletivos. Porto: Porto Editora, 2007.
3. GARGANTA, Júlio. O ensino dos jogos desportivos. Porto: Faculdade de Ciências do
Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto, 2002.
4. INTERNATIONAL HANDBALL FEDERATION (IHF). Official handball rules.
Basel: IHF, 2020.
5. PRUDENTE, João. Andebol: teoria e prática. Lisboa: Faculdade de Motricidade
Humana, 2006.
6. GRAZIANO, José. História e evolução do andebol. São Paulo: Editora Desporto,
2015.
7. SCHELENZ, Karl. Handball: rules and development. Berlim: 1920.