Estatuto da Criança e do Adolescente
Lei Federal nº 8.069/1990 e suas alterações.
Fases na progressão do ECA:
• a) fase da absoluta indiferença;
• b) fase da mera imputação criminal;
Ordenações Afonsinas e Filipinas, Código Criminal
do Império de 1830, Código Penal de 1890.
• c) fase tutelar;
Código Mello Mattos de 1927 e Código de Menores
de 1979.
• d) fase da proteção integral;
Lei n. 8.069/1990
Doutrina da proteção integral:
• Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao
adolescente.
• Art. 227 da CF 88. É dever da família, da sociedade e do Estado
assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta
prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação,
ao lazer, profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à
liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-
los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.
Aplicação do ECA:
O ECA aplica-se a crianças e adolescentes.
• Criança: É a pessoa com até 12 anos de idade incompletos.
Somente são submetidas a medidas de proteção.
• Adolescente: É a pessoa entre 12 e 18 anos de idade.
São submetidas a medidas de proteção e a medidas
socioeducativas.
• Excepcionalmente o ECA é aplicado a pessoas com idade entre
18 e 21 anos.
Dever de proteção:
•É dever da família, da comunidade, da
sociedade em geral e do poder público
assegurar os direitos da criança e do
adolescente com absoluta prioridade.
Direito à vida e à saúde:
• São direitos da criança e do adolescente relacionados à vida e à saúde:
• Garantia de condições adequadas para o aleitamento materno pelo poder
público, instituições e empregadores, inclusive aos filhos de mães submetidas
a medida privativa de liberdade;
• Assistência psicológica à gestante e à mãe, no período pré e pós-natal,
inclusive como forma de prevenir ou minorar as consequências do estado
puerperal. A assistência psicológica também deve ser prestada a
gestantes e mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para
adoção, bem como a gestantes e mães que se encontrem em situação de
privação de liberdade;
• Manutenção, nos hospitais, dos prontuários individuais por um prazo de
18 anos;
• • Vacinação obrigatória das crianças nos casos recomendados pelas
autoridades sanitárias.
Do direito à liberdade, ao respeito e à dignidade:
O direito da criança e do adolescente à liberdade compreende os
seguintes aspectos:
• ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários,
ressalvadas as restrições legais;
• opinião e expressão;
• crença e culto religioso;
• brincar, praticar esportes e divertir-se;
• participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
• participar da vida política, na forma da lei;
• buscar refúgio, auxílio e orientação.
Castigo físico ou tratamento cruel ou
degradante:
• Artigo 18-A, dispõe que a criança e o adolescente têm o direito de
ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de
tratamento cruel ou degradante, como formas de correção,
disciplina, educação ou qualquer outro pretexto.
Castigo físico ou tratamento cruel ou degradante:
• Em casos de castigo físico ou tratamento cruel ou degradante
praticados por qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e
de adolescentes, caberá ao Conselho Tutelar aplicar as seguintes
medidas:
• I – encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à
família;
• II – encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;
• III – encaminhamento a cursos ou programas de orientação;
• IV – obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado;
• V – advertência;
• VI – garantia de tratamento de saúde especializado à vítima.
Do direito à convivência familiar e comunitária:
• Programa de acolhimento familiar ou institucional: a situação
deverá ser reavaliada a cada 3 (três) meses.
• Período de acolhimento institucional: máximo de 18 (dezoito
meses), salvo comprovada necessidade.
• Mãe ou pai privado de liberdade: será garantida a convivência da
criança e do adolescente por meio de visitas periódicas,
independentemente de autorização judicial.
• Conforme leciona Paulo Afonso Garrido de Paula (2002), a progressão do tratamento
• da criança e do adolescente, juridicamente, pode ser sintetizada em quatro fases ou sistemas:
• a) fase da absoluta indiferença, na qual não existiam normas direcionadas às crianças
• e aos adolescentes; b) fase da mera imputação criminal, em que as leis tinham o único fim
• de inibir a execução de ilícitos por crianças e adolescentes (Ordenações Afonsinas e Filipinas,
• Código Criminal do Império de 1830, Código Penal de 1890); c) fase tutelar, na qual
• foram atribuídos aos adultos autoridade para fomentar a integração sociofamiliar da criança,
• o que refletiu em uma tutela reflexa dos interesses pessoais das crianças e dos adolescentes
• (Código Mello Mattos de 1927 e Código de Menores de 1979); e d) fase da proteção integral,
• em que as leis reconhecem as crianças e adolescentes como pessoas em desenvolvimento
• e, por isso, titulares de direitos e garantias. A Lei n. 8.069/1990, mais conhecida como Estatuto
• da Criança e do Adolescente, insere-se na quarta fase.