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Resumo Rorschach

O documento aborda a análise quantitativa e qualitativa de traços psicológicos, incluindo a coleta de dados e a comparação com normas. Discute a dinâmica afetiva, mecanismos de defesa e a socialização do indivíduo, destacando a importância da interpretação das respostas em testes psicológicos. Também explora diferentes tipos de defesas, como neuróticas e narcísicas, e suas manifestações em protocolos de Rorschach.

Enviado por

Pedro Castro
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Resumo Rorschach

O documento aborda a análise quantitativa e qualitativa de traços psicológicos, incluindo a coleta de dados e a comparação com normas. Discute a dinâmica afetiva, mecanismos de defesa e a socialização do indivíduo, destacando a importância da interpretação das respostas em testes psicológicos. Também explora diferentes tipos de defesas, como neuróticas e narcísicas, e suas manifestações em protocolos de Rorschach.

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Análise quantitativa

Psicograma  recolha dos dados quantitativos RT= Tt (t/R) ; TLM ; TA= G ;D ;Dbl ;Dd
Comparação com as normas F% ; F% alarg F+% ; F+% alarg

Fórmula Complementar =  K /  E ; H% ; A% ; Ban

TRI =  K /  C extrotensivo  K   C
Introversivo KC
Ambiencial  K =  C
Coartado  K=0  C=0
Coartativo  K =  C

Leitura dos traços salientes  obtém-se numa 1ª aproximação ao sujeito psicológico.

Análise qualitativa

Estudo da dinâmica
Actividade intelectual
do sujeito
1- verbalização e conteúdos 3 – estudo das respostas D
 como diz as coisas  só é obrigatório se houver muitas respostas D
 fala com desenvoltura
 se dá erros 4 – Estudo dos determinantes:
 se diz bizarrias F% ; F+% ; F% alarg ; F+% alarg ;
 se fala de forma rígida ou familiar K (qualidade formal).
2- Estudo das respostas G
1º- nº de respostas / pranchas onde aparecem
2º- nível de estruturação das respostas 5 – Conclusão
- G simples sobre a actividade intelectual do sujeito
- G organizado (DG / DdG)
- G sincrético
- G confabulado formas de
- G contaminado pensar patológicas
3º- determinantes associados:
GF+ ; GF- ; GK+ (criativo); GK- (delirante); GC (passividade)
Estudo do nível de Socialização do indivíduo

Socialização em superfície  aparentemente o que o sujeito parece à 1ª vista


A% ; Ban  pensamento socializado / estereotipado

Socialização profunda
D% , F+% ; H% ; K ; FC/ C+CF
Se: FC  C+CF  mostra certo controle sobre os afectos

É importante ver quando existem contradições entre as duas socializações:


 se vão no mesmo sentido  mostra um sujeito com capacidade de controlar os afectos
 se Soc Sup  Soc Inf  apresenta deficiência ao nível da socialização, é capaz de disfarçar e de se fazer aceite
socialmente.

Estudo da dinâmica afectiva do sujeito

1- atitude do sujeito face à prova: TRI


K (grandes cinestesias) C (C’; Verm;Pastel)
Ter em conta se respondeu Nº K / pranchas onde aparecem C-manejo descontolado emoção
o essencial com atitudes de Identificação identidade sexual CF
desconfiança ou pelo contrário Informações sobre a identidade (K+;K-) FC-manejo controlado emoção
se entregou-se à prova 
Ter em conta se houve choques face realidade da imagem humana– H Ver a que está associada a cor:
Ter em conta se houve negação às pranchas ou irrealidade da imagem humana-(H) - Explosão (G, C, Kob, Expl)
- qq coisa Regressiva
2- fórmula complementar - tipo de actividade projectada: “isto faz-me lembrar o mundo
para si / exterior / primitiva / sublimada do silêncio”
K (kan, kob, kp) - preocupação fóbica
E tridimensional K postura, acção, relação etc. p I –“isto faz-me lembrar uma
textura Barata..” ( D, FC’ A)
difusão Clob

passou alguma angústia

3- Estudo da angústia  estudos dos mecanismos de defesa.


4- Conclusão  integra os dados da resposta
Mecanismos de defesa

 importante na apreciação do funcionamento psíquico do sujeito.

3 tipos de defesas : defesas neuróticas;


defesas psicóticas;
defesas de carácter;
4 categorias de procedimentos de elaboração do discurso:
1-rigidez;
2-labilidade;
3-inibição;
4- processos primários.
Os procedimentos rígidos
 utiliza dados perceptivos do cartão (evita assim o aparecimento de elementos relativos à realidade interna do sujeito)

Os procedimentos rígidos
Manifestações fora das respostas
 reacções qualitativas verbais ou não.
1- preocupações verbais: ”isto poderia ser...”
2- a dúvida: “não tenho a certeza que seja isto efectivamente”
3- ruminação: “se tirarmos a parte esquerda, e olharmos para o centro poder-se-ia talvez ver...”

 o aspecto denso dos comentários esconde o evitamento das representações.

4- denegação: “não é claro” ; “não vejo bem”


5- apego aos pormenores descreve as várias partes mesmo que percebido em G (muito minuncioso)
6- posições numéricas raras, mas podem aparecer;
7- formações reactivas: “obrigado!”
Manifestações nas respostas
 compreende as manifestações defensivas
Denegação: “isto não é, apesar de tudo, uma águia”
Formação reactiva: “2 mordomos que se cumprimentam”
Dúvida: “2 personagens, não sei se são 2 homens ou 2 mulheres”
Factores específicos
 descrição, focalização nos contornos externos : F%  ( 65%)
 expressão de afectos a mínima:
- TRI- coartado ou introversivo
- Poucas respostas sensoriais  defesa contra a emergência das emoções/afectos.
 Dúvida   respostas F receio de compromisso e tomada de posição determinada.
 preocupação do domínio material  necessidade de manter desejos e controlar pulsões perigosas (tenta aprender em G)
 apego aos pormenores  explicitado na verbalização, presente D e Dd.
G%  (domínio do material externo, controlo de desejos);
 intelectualização  G organizados, K , associados à arte;
 negação das ligações  entre representações e afectos  F%  ;  C 
 entre 2 representações  fragmentação das respostas em D ou Dd
ausência de relação
isolamento perceptivo.

Ex. “ 2 animais, 2 cães que... não, não vejo...” ; “o vermelho, manchas de ...de sangue.”

 formações reactivas  FC


Mecanismos de defesa tipo Obsessivo
 F% mas está condenado pelo aparecimento de F- com significado dinâmico;
 recorre à realidade externa  defesa contra a realidade interna, mas há infiltrações do retorno do recalcado;
 isolamento entre representações  recorte perceptivo.

 isolamento  mecanismo de defesa das neuroses obsessivas (isola-se um comportamento ou pensamento de forma a que
as conexões fiquem rompidas – ex. pausas no discurso, etc.
 respostas vagas (F);
 ruminação na verbalização;
 mecanismo de anulação retroactiva (esforça-se para que determinada ideia não
surja  utiliza uma ideia oposta).
EX. “2 manchas de sangue... mais manchas de tinta vermelha”

As defesas rígidas de carácter


A distinção entre as defesas rígidas de carácter e os mecanismos neuróticos
elabora-se a partir de verificações de 2 ordens:

1- Ausência de articulação  os procedimentos rígidos estão presentes mas não articulados entre si:
 não há congruência entre manifestações fora das respostas, associações fornecidas e factores
específicos.
 encontramos raramente a configuração defensiva acima evocada, que comporta o isolamento, as
formações reactivas e a anulação retroactiva, sustentada pelo recalcamento, mas encontramos,
sobretudo:
 mais mecanismos isolados, erguidos em condutas comportamentais, cuja dimensão agida se traduz
no Rorschach pelo excesso do traço: ex. F% (80-90%) superior ao funcionamento neurótico; ou
então as formações reactivas não se contradizem de uma ponta à outra do protocolo

o que sedeve-se: à inexistência do retorno do recalcado


(que aparece sempre nos protocolos neuróticos)
à inexistência de anulação retroactiva  pôr em causa/ a dúvida
não é permitida!
(devida à extrema rigidez e pelos mecanismos de
isolamento próximos da clivagem)
 não ocorre a simbolização.

2- eficácia relativa dos procedimentos e dos mecanismos de defesa:


 não existe formação de compromisso;
 as representações não são recalcadas, vão ser deformadas pelas defesas para permitir a sua expressão;
 as produções são niveladas ou heterogéneas, com rupturas bruscas, ou elevação das barreiras defensivas;
inibição ou associação de procedimentos rígidos com mecanismos cuja dimensão psicótica está presente
(clivagem; recusa; projecção paranóica);
 controlo formal é medíocre  projecção sobrepõe-se, está presente a clivagem do Ego.

As defesas rígidas de tipo Narcísico


1- centração na simetria e as referências ao eixo mediano  recusa às características objectivas do material;
 centração na simetria serve de suporte a respostas especulares, nos cartões bilaterais, em cenários
relacionais que implicam 2 personagens (ou 2 animais) numa relação narcísica, de reflexo ou de
duplo  tem em vista o evitamento de uma relação entre 2 seres diferentes.
2- F% e F+%   barreiras muito investidas entre o dentro e o fora;
3- Presença de respostas «pele»  diz respeito a 1 envelope ou a 1 continente; pode tratar-se de respostas H ; A ; Obj .onde a
Superfície é limitada.
Em «A»  animais com carapaça (escaravelhos, tartarugas), com pêlo (ursos);
Em Obj.  roupas, tecidos, máscaras  de forma positiva (“manto real”)
 de forma negativa (“farrapos”)
Em «H»  respostas humanas, em k ou não, caracterizados pela função ou papel consignado
Ex. “palhaço”
As faltas das defesas rígidas narcísicas:
1- estão presentes nalguns protocolos de funcionamento limite;
2- os funcionamentos limite associam ao Rorsch um F%  ; F+% médio, e mostram sequências de funcionamento muito
heterogéneas = controlo formal bom como depressa existe invasão fantasmática deformante  o que se explica através da
clivagem do Ego.
Os Procedimentos Lábeis
Defesas pelo recurso à fantasia e aos afectos.

Procedimentos Lábeis
Fora das respostas
 atenção é dada face ao que o sujeito sente face a esse estímulo;
 recorre a elementos da realidade interna (afectos) como defesa contra a emergência de outros elementos dessa realidade interna
(representações):
1- comentários regulares, gerais, interactivos que surgem desde a apresentação dos cartões  afastar representações
incómodas
2- dramatização  carácter excessivo da verbalização face ao desprazer (“É horrível!”) ou prazer (“maravilhoso..”);
3- labilidade das emoções:
- cartões negros – comentários negativos;
- cartões pastel – comentários positivos.
4- acentuação do desconhecido  o não saber, ausência de imaginação, denegações sucessivas.
- ex. “não vejo o que será...não tenho ideias”
5- manipulação lábil da linguagem  discurso precipitado,  T latência.

Respostas
1- recalcamento – recusa em fornecer associações nos cartões muito saturados em simbolismo sexual (cart. IV e VI);
2- denegação – é investido um determinado conteúdo que serve de ecrã à representação evidente (ex. nevoeiro;fumo)
3- erotização das relações – aparece através das encenações cinestésicas (ex. “uma mulher a dançar entre 2 homens.”)
4- realce da reactividade emocional – privilégio dado às cores, presente nos cartões pastel.

Factores específicos
1- cuidado em manter-se distante dos cartões, pelo recurso a uma abordagem em G, Vaga ou impressionista (recalcamento);
2- recurso às manifestações sensoriais: TRI extratensivo suportado por defesas que realçam os afectos (defesa – representações);
3- sugestionabilidade, vulnerabilidade  sensibilidade às variações do estímulo, em particular mudanças cromáticas
 grande variedade de respostas sensoriais (C, C’,E, Clob);
4- prevalência atribuída à reactividade subjectiva (F% baixo);
5- simbolismo transparente – principalmente as referências sexuais;
6- confronto entre desejos contraditórios (representações /afectos opostos) ;

Condutas defensivas:
 fuga para a frente na interpretação;
 flutuações – a produção fica com 1 aspecto descontínuo;
 manifestações emocionais intensas: TRI extratensivo dilatado;
 F+% muito baixo;
 Conteúdos muito crús (valência sexual e regressiva)

Mecanismos de defesa Histéricos


O Recalcamento
 recalcamento manifestado em especial na histeria;
 aparece de forma muito mais clara nos protocolos lábeis;
 falamos de recalcamento sempre que se observem os seguintes critérios:
1- comentários, dramatização, teatralismo;
2- TRI extratensivo  mostra o realce da sensibilidade emocional e sensorial;
3- Reacções específicas aos cartões de simbolismo sexual (recusa);
4- Espessura simbólica dos conteúdos, que demonstra o impacte fantasmático do estímulo;
5- Oscilação entre defesa e retorno do recalcado evoca o conflito intrapsíquico.

As defesas lábeis narcísicas


Manifestações clínicas
 alguns índices de funcionamento narcísico são susceptíveis de aparecer na qualidade da relação estabelecida com o clínico;
 as atitudes do sujeito podem caracterizar-se :
1- condutas de sedução para apagar as diferenças entre paciente e clínico;
2- por idealização da situação e do psicólogo, que englobam o próprio sujeito;
3- desqualificação global e excessiva do teste e situação clínica  mecanismos de projecção que tentam
expulsar as representações negativas do sujeito (identificação projectiva).
O tratamento cor
Cartões vermelhos  negação dos movimentos pulsionais aparece no modo de reacção aos cartões vermelhos;
 os protocolos de sujeitos narcísicos mostram:
1- ausência do vermelho, respostas em F e às vezes K;
2- ausência do vermelho como referência descritiva, para delimitar o contorno da imagem.
 Estes procedimentos não remetem para o recalcamento histérico, pois nunca aparecem índices de retorno do recalcado, Não há
compromisso entre pulsão e defesa, mas exclusão drástica dos movimentos pulsionais e dos seus representantes simbólicos.

Cartões pastel  evidenciam a extrema dificuldade em comprometer-se num movimento regressivo;


 nos cartões vermelhos ausência de respostas C,
 utilização da cor como sinal dos contornos e dos limites;
 por vexes o impacto da cor revela-se bruscamente;
 respostas C perdem o seu valor de expressão de afectos, na medida em que mostram o impacto do meio sobre
o sujeito;
 sensibilidade ao cinzento, ao negro e ao branco  essêncial dos protocolos narcísicos:
- respostas sensoriais do tipo C’, FC’, C’F, como defesa aos movimentos pulsionais,
 protocolos histéricos oferecem modos de tradução das representações/fantasmas e sensações;
 protocolos narcísicos representações, sensações aparecem cortadas do mundo fantasmático
As defesa manícas e a luta antidepressiva
 nos procedimentos lábeis a angústia presente é a de perda do Objecto.

Defesas maníacas:
1- grande produção – logorreia- maciça e confusa;
2- sujeito parece esvaziar-se não há T de latência; não há silêncio, sem espaço de reflexão;
3- as lacunas são insuportáveis  preencher todo o espaço;
4- sucessão entrecortada (tipo dentes de serra);
5- associações heterogéneas; precipitação é flagrante;
6- qq elemento do material é sentido como hipersignificativo grande reactividade do sujeito e dependência do Meio
( respostas C);
7- excitação domina  é impossível elaborar a perda;
8- emergências em processos primários são frequentes, os afectos maciçamente projectados, as capacidades de controlo
invadidas pelo fluxo associativo.
9- Ausência de recalcamento.
Luta anti-depressiva nos funcionamentos limite
 extrema excitabilidade em relação ao material teste;
1- é mobilizada toda a gama de determinantes sensoriais, quer se trate do vermelho, dos pastel ou do negro, do branco e do
cinzento dependência do meio.
2- As configurações dos cartões determinam os modos de apreensão:
- compactos respostas em G impressionistas ou G vagos;
- bilaterais associações cinestésicas, mais frequentemente formais.
 produções marcadas pelo entusiasmo de uma produção psíquica que tente colmatar os sentimentos de incerteza ou de vazio
interior.
Inibição
Procedimentos que marcam a inibição:
Manifestação fora das respostas
1- número restrito de respostas;
2- anonimato domina;
3- comentários são quase ausentes;
4- Assãoemergências
latências iniciais longas, em processos primários e as defesas psicóticas
5- silêncios numerosos;
6- algumas recusas;
Emergência em processos primários
7- bloqueios associativos (“é tudo...” , “não vejo”);
8- manifestações de ansiedade no comportamento Manifestações fora das respostas
(ex mímicas).
1- desconfiança; vigilância extrema vivência persecutória; Nas respostas
2-
1- prolixidade,
anonimato das verbalização
personagens abundante
humanas;com muitos pormenores;
a identidade sexual não é dada (ex. “2 pessoas..”; “2 homenzinhos”);
3-
2- verbalização confusa
impreciso, vago,  extravagâncias,
ausência de precisão das discordâncias;
acções projectadas; representações cinestésicas frequentes mas a inibição retira a
4- aacção
produção pode ser:
(“2 pessoas...”);
- mal projectivos:
3- minimização dos movimentos ordenada, a redução das cargas pulsionais aparentes traduzidas por ; “um pouco”; “quanto
- precipitada;
muito...”, ou pela utilização de verbos cuja intensidade é menor.
4- Evitamento perceptivo: - devido
discurso leve,características
às suas vago, indeterminado.
cromáticas (vermelho cart. II e III) ; ou evidência simbólica (evitamento
das lacunas intermaculares ou de certos apêndices);
5- Banalização, colagem a imagens esteriotipadas que servem Nas respostas
de ecrã à expressão mais expontânea.
1- presença de localizações arbitrárias, mal definidas, pouco coerentes, G mal organizados
2- Dd , em recortes raros ou extravagantes; Factores específicos
3-
1- F-  qualidade
abordagem medíocre
global no controlo formal;
superficial;
4-
2- Respostas K com
determinantes valor interpretativo
dominados ou delirante;
pelo aparecimento de respostas formais  F% ;
5- C  ausência de contenção dos
3-  F  dificuldades na implicação; movimentos pulsionais;
6-
4- Ausência de integridade
TRI coartado expressãofantasmática;
 freio na corporal Hd; Anat; Sang.
7- Confusão de reinos H/A ou H/Obj.
5- Emergência de acessos de angústia reactividade sensorial ao negro (Clob, C’, E) ou cinestesias isoladas com temática de
queda ou de vertigem.
Factores específicos
1- emergências
Conteúdos primárias;
 1º tipo: conteúdos fóbicos ex. respostas animais ansiogénicas (lobos etc.);
2- F+% ; 2º tipo: conteúdos carregados de angústia, inquietação corporal (hipocondria);
3- Determinante formal
3º tipo: com contornos
conteúdos mal adefinidos;
banalizados todo o custo – respostas despojadas de fantasia/ sem imaginação.
4- F+% não é compensado pelo F+% alargado;
5-  D%  desinteresse pelo concreto /real;Mecanismos de defesa tipo fóbico
6-
 TRI muito dilatado
Mecanismo  K com valência interpretativa, delirante;
de projecção
7-  de respostas C  C puro 
onde domina –o animais
 evocação de imagens ansiogénicas peso doscausadores
potentes, afectos e adefragilidade
medo!! das barreiras internas.
8- TRI pode ser Coartado  incidências projectivas/ emocionais são
 as representações ICS carregadas de angústia são projectadas e deslocadas sobrelimadas  aparência deexternos,
objectos morte psíquica.
sentidos como perigosos e
provocam – inibição e evitamento.
Conteúdos:
 estas imagens aparecem no contexto de :
-  banalidades- latências
 fragilidade de inserção socializada;
longas;
- referências ao- corpo em imagens
verbalização limitada;mutiladas/fragmentadas;
- respostas humanas irreais (bruxas, etc) com
- manifestação de ansiedade conotações
fora persecutórias;
das respostas;
- Hd como olhos  acentuar a sensibilidade
- respostas sem desenvolvimento. paranóica ou paranoide;
- A ou objectos
 Evitamento e fuga manifesta-se através de: são contaminados pela fragmentação;
 comportamento  aparece - 1Asideração
pode pertencer
face aoamaterial
um mundo queanimal
bloqueia arcaico, dominado
o sujeito (incapazpela perigosidade, omnipotência,
de associar);
destrutividade.
 condutas – perceptivas e associativas ( o que foi dito no ponto anterior)
9-
 compulsão
deslocamento de repetição aparece  na ausência de reactividade específica aos cartões.
 operação clássica das neuroses, e do sonho;
 na fobia ocorre o deslocamento sobre o objecto Mecanismos
fobogénicode defesa
o que psicóticos
permite localizar a angústia.
1- desvio na relação com a realidade exterior; Inibição nos funcionamentos limite
2-
 SE:clivagem;
3- projecto
1- = a exteriorização,
não há deslocamento; o pôr fora as pulsões perigosas do sujeito  defesa compulsiva:
2- angústia não se manifesta; esquizofrénico  ausência
 Num contexto de dissociação de distinçãoque
os procedimentos entre interno/externo;
assinalam a inibiçãoentre o dentro/fora
orientam-nos para
3- estímulo é investido como objecto real vivência corporal fragmentada;
modos de funcionamento bem deferentes.
inadequação preceptiva.
 Num contexto paranóico  há distinção enter
 esforço para evitar representações ICS ansiogénicas, aparece dentro /fora;
sobretudo, uma espécie de vazio ideativo, que é difícil de
a projecção é o colocar no
preencher a não ser pelo recurso a imagens de objectos concretos desprovidas exterior as pulsões agressivas,
de referências destrutivas, que o sujeito recusa
latentes.
serem suas;
 os procedimentos que assinalam a inibição é o exterior que se torna
estão presentes, mau e de ameaça
associados, por vezes para o sujeito.
a factores rígidos (F%);
4- recusa  rejeição, pelo sujeito,
 respostas são de sentido estrito; em reconhecer a realidade de uma percepção traumatizante, caracteriza as condutas fetichistas e
psicoses,
 conteúdos = banalidades;
 falta dea)espessura
recusa da castração
simbólica  respostas
 carências localizadas fantasmática.
de ressonância em espaços com referência sexual:
ex. cart.I D mediano – interpretado como: “corpo de mulher” aparece Homem!
- negação da diferença dos sexos.
b) recusa da realidade  rejeição em perceber a realidade exterior como tal.
5- desdobramento divisão do sujeito e falta da constituição de uma unidade da identidade.
Conclusão

PROTOCOLOS NEURÓTICOS:
1- a problemática reenvia para a angústia de castração;
2- conflitos na identificação sexual;
3- relação entre a realidade é de qualidade suficiente;
4- limites entre realidade e o imaginário mantêm-se;
5- conflitos susceptíveis de serem dramatizados em cenários interpessoais, ruminação intrapsíquica, mas geralmente referem-
se à luta entre desejos e os interditos num sisitema de representações interiorizado.

PROTOCOLOS DE ESTADO-LIMITE
1- a problemática reenvia para a perda do objecto;
2- se a relação com o real se mantém suficiente:
A) sobre investimento da realidade exterior e objectiva que serve de ecrã às manifestações
subjectivas
- OU –
ocupa o lugar das manifestações subjectivas por actividades fantasmáticas em falta ou nulas.

B) inflamação narcísica que apaga uma realidade objectal considerada incómoda.


# o essencial dos conflitos centra-se na luta contra o reconhecimento da depressão e da perda do objecto que conduz
ao insucesso os assentos narcísicos muito frágeis.
 não podemos falar de distinção entre real/imaginário.
PROTOCOLOS PSICÓTICOS
1- a problemática remete para a perda da identidade.

 nas personalidades Dissiciadas  esquizofrenia  angústia de fragmentação e desintegração.


 nas personalidades interpretativas  paranóia perigo de destruição e aniquilamento pelo objecto
persecutório.
2- fragilidade nas barreiras entre dentro / fora;
3- contaminação da distinção entre imaginário e real pela confusão;
4- carga dos mecanismos projectivos;
5- insuficiência de ancoragem na realidade objectiva;
6- excessos fantasmáticos e pulsionais  inconsistência de um Ego que deixou de cumprir as suas funções reguladoras.
Psicograma Kclob- 1vez como K
1ª coluna: 1vez como CClob

R= nº de respostas (30 – 35); kan Clob- 1vez como kan


1vez como Fclob
Recusas = respostas não dadas (0 é o esperado) KC- 1vez como K
T total  tempo que decorre entre a entrega do cart. 1 e a devolução do cart. 10; 1vez como FC '
 tempo por cartão = T que decorre desde a entrega do cartão e a sua devolução. kob- 1vez kob
1vez CF
respostas adicionais não entram!
T total =  tempos por cartão

T por resposta

T por resposta = min/seg

T de latência  T que decorre desde a entrega do cart. e a 1ª expressão a ser cotada

T latência = seg
Se   sujeito inibido, ou com dificuldades em associar,
de encontrar respostas novas, ou oposição à prova.

2º coluna

G__ G% = *100 = __% (20 – 30%) Dd__ Dd% = *100 = __% (6 – 10%)

D__ D% = *100 = __% (60 – 70%) Dbl__ Dbl% = *100 = __% (3 – 6%)
Do  é considerado patológico normalmente nunca aparece!

3ª coluna
F+ F% = * 100 = __% (50-70%)
F= F-
F F+% = * 100 = __% (80-90%)

F+% e F%  permitem estudar a qualidade do pensamento e da adaptação do sujeito nas formas puras.

Se F%   há poucas respostas cor; manifesta uma atitude espontânea do sujeito na percepção da realidade.
É uma atitude mais racional, mais socializada do que uma abordagem afectiva.
Se F+   relacionado com :
1º hipervigilância que pode Ter a ver com a angústia paranóica ( realidade persecutória para o sujeito)
2º perfeccionismo obsessivo

F%  e F+%   sujeito utiliza pouco a percepção.

Se F% e F+% são muito baixos usam-se duas fórmulas :


 vamos estudar a adaptação do sujeito à realidade, mas quando ele usa outros determinantes em que F é predominante.

1ª - F% alarg =

2ª - F+% alarg =

F+% alarg e F% alarg  permitem estudar a qualidade do pensamento do sujeito quando aparece outras preocupações fantasmáticas
ou emocionais ( é um estudo mais fino ).

A% = = __% (35% - 45%)

H% = = __% (10% - 20%)

Ban  por 30 a 35 respostas espera-se 5 a 6 banalidades


 por localização só se cota 1 vez Ban

Sucessão  relacionado com modos de apreensão (4 tipos):


1- Rígida  do princípio ao fim usa os mesmos modos de apreensão  personalidade muito rígida!
2- Ordenada até cart. 7 ou 8 usa os mesmos modos de apreensão;
1 e 2  sujeito que exerce controlo sobre os processos do pensamento que obedecem a 1 rigor, 1 grande
controlo e contenção. Quando a realidade muda ele mantém a mesma leitura.
3- Frouxa até cart. 3 ou 4 usa os mesmos modos de apreensão;
4- Incoerente se a ordem estiver sempre a saltar;
3 e 4  sujeito apresenta falta de rigor nos processos de pensamento, falta de controlo.
Se estímulo muda, o modo de abordar o cartão muda.
Tipo de apreensão
 vê-mos como o sujeito apreende o real.
1º anoto os modos de apreensão presentes  G; D; Dd; Dbl
2º traço por cima  abaixo da norma;
traço por baixo acima da norma.
Quanto mais rica é a personalidade do sujeito mais variada é o modo de apreensão!
TRI  tipo de ressonância íntima
 expressa a relação que existe entre as grande Kinestesias (K) e a soma ponderada das respostas cor (C; CF; FC)
 dá-nos conta do investimento que o sujeito faz no mundo interior e exterior.

TRI =  K :  C K=1
C=1,5
CF=1
FC=0,5

4 tipos:
1- extroversivo K   C  o Mundo externo prevalece sobre o mundo interno.
2- introversivo K   C  o mundo interno prevalece sobre o mundo externo.
3- Ambigual  K  =  C   sujeito tem riqueza do mundo interior e exterior  TRI ideal!
4- Coartado K = 0 e C = 0  patológico; não há expressão nenhuma do mundo interno e externo; há morte psíquica e afectiva!
5- Coartativo  K    C   expressa pouco a vida do imaginário das emoções e dos afectos.

 quando há excessoo de extroversividade quer introversividade (ex. K=1 e C=9)  patologia!!

Forma complementar (ao TRI)


 compara-se os valores das pequenas kinestesias com o  das resposta estampagem:
 interessa saber se a prove complementar varia no mesmo sentido do TRI ou em sentido oposto!

E= 1,5
F.C.= k ; E K= kan+ kob+ kp EF= 1,5
FE= 0,5

F.C e TRI no mesmo sentido  confirma o que dissemos aquando do TRI;


FC e TRI em sentido opostopode dar conta da existência de 1 conflito interno; mente do sujeito dividida; há tendências
contraditórias

RC%
 Reacção aos cartões coloridos.
 está relacionado com F complementar e TRI (se falo de cores falo de afectos e as suas mobilizações  empatia com o outro (K)!!

RC%= =__% (30-40%)

I.A - índice de angústia


 angústia de tradução corporal.

I.A = =__% ( 12%)

 Clob também dá conta de angústia muito intensa!

Conteúdos

Geog. carácter de intelectualização;


Anat  pode revelar angústia hipocondríaca;
Intelectualização
Pode ser um deslocamento de preocupações sexuais "ossos da bacia" porque é onde se encontram os órgãos sexuais.
Conteúdos marinhos  regressão,

Animais
«A»  convém aparecer é sinal de integração adaptativa e socializante.
 analisar o tipo de animais que o sujeito refere.
Humanos
 reconhece a sua identidade subjectiva;
 testemunha o facto de se representar a si próprio num sistema de relações, que abre via à empatia e ao reconhecimento do outro, nas
suas semelhanças e diferenças

Personagens míticas, irreais, diabos, bruxas, fadas, duendes, fantasmas, Deuses  (H);

 podem ser sinal de vida imaginária rica de fantasia - MAS - não deve sobrepor-se ao H :

Se (H)H  sujeito refugia-se num Mundo coartado da realidade Relacional e concreta. Refúgio onde reina o irreal ou o delírio,
Que vem carregar as representações humanas de projecções arbitrárias ou deformantes.

 se o sujeito não consegue pôr imagens inscritas na realidade de 1 encontro ou de 1 conflito intra ou interpessoal conduz ao
retraimento solipsista sem clara diferenciação entre o real e o imaginário.

Representações humanas fragmentárias - Hd :


1- abordagem fóbica da representação humana  sujeito vê a massa total perigosa de abordar;
2- pode estar ligado ao recalcamento das representações sexuais
 onde são referenciados membros ou partes do rosto (nariz) em que se evidenciam apêndices, pormenores significativos,
isolados do conjunto a que pertencem  projecção de significado de valência sexual!!
3- Hd com conotações mais mórbidas (quando H% é quase todo formado por respostas Hd)
 ausência de integridade da imagem corporal;
 angústia de fragmentação;
 sentimento de desintegração corporal  "membros cortados"; "corpos amputados".

é nesta perspectiva que Hd pertence à tríade Hd/ Anat/ Sang do índice de angústia.

Conteúdos Hd podem pertencer:


1. registo de angústia de castração  em que a fragmentação remete para a diferença e ausência, sem que seja posto em causa a
essência existêncial e integrada do sujeito;
2. registo de angústia de fragmentação  em que já não pode participar na reconstrução sintética da imagem corpo.

Elementos de Socialização

H%  dá conta da capacidade de contactos Humanos, é um bom índice de socialização  relacionado com a identificação.

H%  Hd deve ser sempre assim


Ban  e A%  conformismos ; hiperconformismo.
Socialização superficial, mas com procura do outro para obter apoio, pois é muito frágil. Carências afectivas.

A%  (30-45%) índice de conformismo, de participação mental colectiva


A%  falha na socialização;
Se acompanhada por conteúdos culturais etc. pode ser socialização sólida, tenta não cair na banalidade!
A%  podemos estar presentes:
1- carapaça social  defesa, evitar contacto com a relação verdadeira;
2- falso Self;
3- a organização de 1 carácter que investe na adaptação excessiva, é superficial/rígida;
4- ver se estão presentes representações imagóicas persecutórias.

H% 
A %  sujeito não investe no outro; não se liga muito ao outro!!
Ban 

E - textura, carências afectivas, busca do outro para preencher a falta, por dependência.

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