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Prova

A teoria da ação estabelece que o direito de acessar o Poder Judiciário é fundamental para a proteção de direitos, com ações classificadas em condenatória, constitutiva e declaratória. Exemplos práticos incluem ações de reconhecimento de união estável, nulidade de negócios jurídicos e indenização por danos materiais. A jurisdição é a atividade de resolução de conflitos por um terceiro imparcial, e a competência é o poder de exercer essa jurisdição dentro dos limites legais.
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A teoria da ação estabelece que o direito de acessar o Poder Judiciário é fundamental para a proteção de direitos, com ações classificadas em condenatória, constitutiva e declaratória. Exemplos práticos incluem ações de reconhecimento de união estável, nulidade de negócios jurídicos e indenização por danos materiais. A jurisdição é a atividade de resolução de conflitos por um terceiro imparcial, e a competência é o poder de exercer essa jurisdição dentro dos limites legais.
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Teoria da Ação Ação é o direito fundamental de poder acessar o Poder Judiciário e exigir uma

tutela adequada, tempestiva e efetiva em caso de lesão ou ameaça de lesão a direito. É um


direito público subjetivo e abstrato. Elementos da ação: partes, causa de pedir e pedido.
Classificação das ações: condenatória, constitutiva e declaratória.

Cláudio alega que viveu por 10 anos com Rosa como se fossemcasados, mas não formalizaram
a relação. Ele propõe uma ação judicial em face dela com o pedido de reconhecimento da
união estável. Maria das Dores toma ciência de que seus dados foram usados de maneira ilegal
para abrir conta bancária e contrair empréstimos em seu nome. Ela propõe uma ação judicial
compedido de nulidade do negócios jurídicos. A EDP São Paulo Energia realiza obras ao lado da
residência de Soraia e trincas e rachaduras aparecem nos cômodos da casa. Soraia propõe
ação contra a empresa para obter indenização pelos prejuízos materiais.

Os pressupostos processuais Requisitos sem os quais o processo não é válido; Eles estão
sempre descritos na lei e podem ser sintetizados na seguinte fórmula: “uma correta
propositura da ação, feita perante uma autoridade jurisdicional por uma entidade capaz de ser
parte em juizo. ” Legitimidade de agir e Interesse de agir: art. 17 CPC

JURISDIÇÃO Conceito: atividade praticada por terceiro imparcial destinada a solução de


conflitos por meio da aplicação das normas jurídicas. Essa atividade se desenvolve através de
um processo adequadamente estruturado (devido processo legal) Características: a) decisão
por terceiro imparcial (heterocomposição), b) imperatividade e inevitabilidade, c) atuação
perante uma situação jurídica concreta, d) insuscetibilidade de controle externo, e) aptidão
para a coisa julgada, f) inércia (impulso oficial)

Justiça Multiportas Conceito: a tutela dos direitos pode ser alcançada por diversos meios,
sendo a jurisdição estatal apenas um deles. Releitura do principio da inafastabilidade
jurisdicional (art. 5º , XXXV, CF) Autotutela: quando um dos envolvidos no conflito impõe a sua
força para solucioná-lo. ex: defesa da posse, direito de greve, guerra etc. Em regra é vedada.
Autocomposição: solução consensual da lide por iniciativa das partes. Previsão: art. 3º , §§ 2º e
3º , CPC

- A autocomposição pela Mediação e Conciliação (Lei nº 13.140/2015, arts. 165-175 CPC, Res.
125/2010 CNJ); Julgamentos dos conflitos por órgãos administrativos: Tribunais de Contas,
CADE, agências reguladoras etc; A arbitragem como jurisdição privada (Lei nº 9.307/1996):
facultatividade das partes, direitos disponíveis (patrimoniais) e aptidão para formar coisa
julgada.

Princípios da Jurisdição: 1. INDELEGABILIDADE: os atos decisórios não podem ser delegados a


outros sujeitos. Admite-se, porém, que atos de gestão do processo e de organização possam
ser realizados por outras autoridades; 2. TERRITORIALIDADE: os magistrados e Tribunais só
têm autoridade nos limites do seu território, limites definidos em lei. Não podem tomar
decisão em processo em curso em outro local.

3. INAFASTABILIDADE: o Poder Judiciário não pode deixar de apreciar alegação de lesão ou


ameaça a direito (art. 5º , XXXV, CF) ou impor obstáculos injustificáveis a essa análise (arts. 3º ,
“caput” , e 140 CPC). Excepcionalmente, porém, é lícito que a lei exija que a parte tome
providências administrativas antes de ingressar com a ação. Exs: justiça desportiva (art. 217, §
1º CF) e concessão de benefícios previdenciários (STF, RE 631.240).

4. JUIZ NATURAL: a causa deve ser decidida por juiz investido na função jurisdicional, na forma
da lei, e quedetenha competência para julgar a demanda. A competência deve estar prevista
na CF ou em lei de maneira prévia e genéria. O juiz natural é derivado das proibições
constitucionais da criação de tribunal de exceção (art. 5º , XXXVII CF) e do julgamento realizado
por juiz incompetente para a causa (art. 5º , LIII, CF).

Jurisdição Voluntária definição: atividade estatal de integração e fiscalização da vontade das


partes com objetivo de produzir certos efeitos jurídicos. ex: emancipação, homologação de
transação (acordo), interdição, divórcio consensual, retificação de assentos públicos etc.
características: a) inquisitividade (judiciário pode iniciar o procedimento de ofício), e b)
admite-se decisão por equidade (adequação do procedimento).

Competência conceito: poder de exercer a jurisdição nos limites fixados na lei (“medida da
jurisdição”); fontes das competências dos órgãos judiciais: Constituição (e dos Estados), leis
federais, normas de organização judiciária, regimentos internos dos tribunais e acordos entre
as partes (art. 44 CPC) -arts. 21/22: competência concorrente -art. 23: competência exclusiva
Arts. 21/24 CPC: Competência internacional

Classificação da competência a) Competência originária e derivada (recursal): atribuída ao


órgão judicial para conhecer da causa em primeiro lugar; atribuída ao órgão judicial para rever
decisão proferida por outro. b) Competência de foro e do juízo: é o local (território) onde o juiz
exerce as suas funções; nesse local, verifica-se qual juiz é competente para analisar a causa.

c) Competência absoluta e relativa ABSOLUTA: somente um juiz é competente pode julgar a


demanda. Características: a) visa preservar o interesse público; b) a incompetência pode ser
reconhecida de ofício pelo juiz; c) se a decisão do juiz incompetente transitar em julgado, pode
ser desconstituída; d) ela não pode ser alterada (conexão, continência ou foro de eleição).

RELATIVA: o critério de distribuição de competência previsto na lei estabelece que mais de um


juiz pode julgar determinada causa (foros concorrentes). Características: a) visa atender a
interesse particular; b) o juiz que for relativamente incompetente não pode declarar de ofício,
pois depende de arguição do réu em defesa; c) pode ser alterada, isto é, juiz que não é
competente para julgar a demanda pode vir a sê-lo.

Regra da Translatio Iudicci: os atos decisórios de um juiz incompetente não são


necessariamente nulos. Assim como o reconhecimento da incompetência do juízo resulta na
remessa dos autos do juízo competente (art. 64, § 4º CPC Regra da perpetuação da jurisdição
(perpetuatio jurisdictionis): a competência é definida no momento da distribuição da ação e
segue assim atéa sentença (art. 43 CPC).

Roteiro para identificar o juízo competente: Justiça brasileira? Competência originária de


tribunal? Justiça Especial ou Comum? Justiça Federal? Caso seja da Estadual, qual o foro
competente? (critérios do CPC/CPP/CLT) Qual o juízo competente? (regras do CPC/CPP/CLT e
normas de organização judiciária)

Critérios determinativos da competência Objetivo - Funcional - Territorial 1. Objetivo: leva em


consideração os elementos da demanda judicial a) em razão da pessoa: partes envolvidas b)
em razão da matéria: relação jurídica discutida c) em razão do valor da causa: proveito
econômico. *em regra, as competências em razão da pessoa e da matériasão absolutas, e a em
razão ao valor da causa é relativa

2. Funcional: critério é a distribuição das funções exercidas por diferentes juízos em um


mesmo processo. Vertical: há diferentes juízos competentes em diferentes instâncias em casos
de recursos; Horizontal: diferentes juízos de mesma hierarquia desempenham diferentes
funções no processo. ex: julgamento de crimes dolosos contra a vida. *competência funcional
é absoluta.

3. Territorial: regra que determina em que território a demanda deve ser processada. regra
geral: domicílio do réu nas ações pessoais ou sobre bens móveis, domicílio do réu em casos
criminais e do trabalhador nos litígios trabalhistas; casos especiais cíveis: ações reais
imobiliárias, causa de consumo, ações contra incapaz, ações de inventário, quandoo poder
público for parte etc. (fundamental a leitura dos arts. 46 a 53 CPC). Foros distritais e subseções
judiciárias: competência absoluta.

Regras de Modificação da Competência (somente para os casos de competência relativa) Pela


vontade das partes: foro de eleição (art. 63 CPC) e não alegação da incompetência relativa (art.
65 CPC); Por determinação da lei: conexão e continência (arts. 54 a 63 CPC); duas causas são
conexas quando forem comuns o pedido ou a causa de pedir. Resultado: reunião dos
processos. Dá-se continência quando há identidade de partes e causa de pedir, porém o objeto
de uma abrange o da outra.

Teoria da Ação Ação é o direito fundamental de poder acessar o Poder Judiciário e exigir uma
tutela adequada, tempestiva e efetiva em caso de lesão ou ameaça de lesão a direito. É um
direito público subjetivo e abstrato. Elementos da ação: partes, causa de pedir e pedido.
Classificação das ações: condenatória, constitutiva e declaratória.

Cláudio alega que viveu por 10 anos com Rosa como se fossemcasados, mas não formalizaram
a relação. Ele propõe uma ação judicial em face dela com o pedido de reconhecimento da
união estável. Maria das Dores toma ciência de que seus dados foram usados de maneira ilegal
para abrir conta bancária e contrair empréstimos em seu nome. Ela propõe uma ação judicial
compedido de nulidade do negócios jurídicos. A EDP São Paulo Energia realiza obras ao lado da
residência de Soraia e trincas e rachaduras aparecem nos cômodos da casa. Soraia propõe
ação contra a empresa para obter indenização pelos prejuízos materiais.

Os pressupostos processuais Requisitos sem os quais o processo não é válido; Eles estão
sempre descritos na lei e podem ser sintetizados na seguinte fórmula: “uma correta
propositura da ação, feita perante uma autoridade jurisdicional por uma entidade capaz de ser
parte em juizo. ” Legitimidade de agir e Interesse de agir: art. 17 CPC

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