PROCESSOS DIAGNÓSTICOS DO
TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA (TEA) E OS IMPACTOS
NA SOCIEDADE
Ms. Mariane Bitencourt
EXPERIÊNCIA ACADÊMICA E PROFISSIONAL
Doutorado em Andamento no Programa de Pós-Graduação
em Psicologia (PPGP-UFPA);
Mestrado em Psicologia no Programa de Pós-Graduação em
Psicologia (PPGP-UFPA);
Graduação em Psicologia na UFPA;
Graduação em Pedagogia na UEPA;
Atual: Diretora Assistencial Casa Elene- Abaetetuba-PA;
Psicóloga Clínica Infantil;
Docência;
Autismo: transtorno do neurodesenvolvimento;
Logo, algumas funções neurológicas não se
VISÃO desenvolvem como deveriam nas respectivas áreas
GERAL cerebrais das pessoas acometidas por ele.
(Gaiato, M. 2018).
Incidência crescente;
Caracterizado pela dificuldade de comunicação com os
VISÃO outros e relação com o mundo exterior;
O diagnóstico é essencialmente clínico com base na
GERAL história e observação cuidadosa da criança,
adolescente e adulto (idosos também);
Trata-se de um espectro.
Déficit na comunicação
social e interação (verbal
e não verbal)
CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
interesses restritos e
ESSENCIAIS PARA O Rigidez/flexibilidade
padrões repetitivos
DIGNÓSTICO DO AUTISMO cognitiva
de comportamentos
Não se interessam por coisas que outras crianças propõem
(peças para enfileirar ou empilhar);
Apresentam dificuldade em se relacionar socialmente de
forma adequada;
Aproximação de uma maneira não natural, robotizada,
COMUNICAÇÃO "aprendida", dificuldade de iniciar ou responder a interações;
SOCIAL Demonstração de pouco interesse está dizendo ou sentindo;
Pouca integração entre a comunicação verbal e a não verbal;
Dificuldade na compreensão da linguagem não verbal.
Dificuldades em se adaptar a diferentes situações sociais,
tais como dividir brinquedos, brincadeiras imaginárias.
Movimentos repetitivos ou esteriotipados com objetos e/ou
falas;
Na fala repetições de narração de filmes ou desenhos, falando
sozinhos em uma linguagem própria, sem função de interação
social;
INTERESSES Insistência em rotinas, rituais de comportamentos
RESTRITOS E padronizados, fixação em temas e interesses restritos
PADRÕES (hiperfoco);
REPETITIVOS Hiper ou hiporreação a estímulos do ambiente, como sonos ou
texturas;
Esteriotipias motoras, movimentos repetitivos com o corpo ou
com as mãos;
Extrema angústia com pequenas mudanças na rotina;
Forte apego a objetos, gastando muito tempo observando ou
usando um mesmo brinquedo ou segurando, sempre que
podem, algo que caiba nas mãos;
INTERESSES Sensibilidade a barulhos, cheiros, texturas de objetos ou
RESTRITOS E extremo interesse em luzes, brilhos e determinados
PADRÕES movimentos repetitivos, como objetos girando ou ventiladores
REPETITIVOS por exemplo;
Alteração na sensibilidade à dor.
CARACTERÍSTICAS COMUNS OBSERVADAS EM
CRIANÇAS COM AUTISMO NO 1, 2 E 3 ANO
DE VIDA
1 ano 2 ano 3 ano
Dificuldades regulatórias (resposta anormal falta ou pouco interesse em
Atrasos ou problemas de linguagem
à estímulos físicos). brincadeiras interativas
Olhar menos para rostos e olhos (olhar prejuízos na linguagem/ comunicação
Imitação pobre/ prejudicada
mais para objetos) atípica
Comportamentos repetitivos e
Não responde quando chamada pelo nome falta ou falha na atenção compartilhada
esteriotipados
Falta de interesse social e jogo social Brincadeira isolada e interesse atípico
Falta de interesse em jogos sociais
(padrão de brincadeira isolada e rígida) por objetos/ brinquedos/ temas
A QUANTIDADE DE CRIANÇAS DIAGNOSTICAS
COM AUTISMO CRESCEU NOS ÚLTIMOS ANOS.
POR QUE?
Houve mudanças nos critérios diagnósticos ao longo dos anos. Nas edições anteriores
do DSM, o critério para o transtorno mental autístico envolvia sintomas muito mais
graves. Atualmente, o espectro está ampliado, e, com isso, mais casos se enquadram
nele;
Aumento na conscientização da sociedade;
Antes, chamávamos de deficiências intelectual e dávamos outros rótulos.
TRIAGEM E AVALIAÇÃO
DIAGNÓSTICA
Às vezes, sinais de TEA podem ser detectados aos 18 meses de idade ou menos.
Aos 2 anos, um diagnóstico feito por um profissional experiente pode ser considerado confiável -
expertise e apresentação dos comprometimentos.
Realidade: muitas crianças não recebem um diagnóstico final até muito mais velhas (entre
5 e 12 anos).
Algumas pessoas não são diagnosticadas até que sejam adolescentes ou adultos .
Esse atraso significa que as pessoas com TEA podem não obter a ajuda precoce de que
precisam - acúmulo de prejuízos psicológicos, cognitivos, socais- desencadeando outras
situações de saúde .
SINAIS DE ALERTA (IDENTIFICAÇÃO PRECOCE)
Não responde ao nome antes dos 12 meses de idade.
Não aponta para objetos para mostrar interesse.
Não brinca de “fingir” (fingir “alimentar” uma boneca) por 18
meses.
Evita contato visual e quer ficar sozinho.
Tem problemas para entender os sentimentos de outras
pessoas ou falando sobre seus próprios sentimentos.
.
SINAIS DE ALERTA (IDENTIFICAÇÃO PRECOCE)
Tem habilidades de fala e linguagem atrasadas.
Repete palavras ou frases várias vezes (ecolalia).
Dá respostas não relacionadas a perguntas.
Fica chateado com pequenas mudanças.
Tem interesses obsessivos.
Agita as mãos, balança o corpo ou gira em círculos.
Tem reações incomuns à forma como as coisas soam,
cheiram, provar, olhar ou sentir.
.
Avaliação
funcional
Rastreio 2 - Equipe Multi;
NÍVEIS DE TRIAGEM Avaliação de
comorbidades; Testagem;
E AVALIAÇÃO DE
AUTISMO Rastreio 1 - M-CHAT, IDADI,
Campanha de Conscientização,
Presença dos Sintomas.
Desenvolvimento típico com
alterações.
TRIAGEM E AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA
Monitoramento do Desenvolvimento Infantil
Instrumentos de Rastreio: História familiar da criança. Inquérito
de quaisquer condições que os membros da família tenham,
incluindo TEA, distúrbios de aprendizagem, deficiência intelectual
ou transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).
M-CHAT e outros instrumentos tais como escalas de relato
parental ou autorrelato.
Avaliações padronizadas.
CONDIÇÕES ASSOCIADAS
Alergias alimentares;
depressão;
apatia;
embotamento afetivo;
distúrbio do humor;
distúrbio do sono;
refluxo gastroesofágico;
doenças gastrointestinais;
epilepsia;
problemas respiratórios.
COMO AVALIAR ISSO TUDO?
Interface entre educação e saúde
SAÚDE
EDUCAÇÃO
✘Pediatras
✘Educadores ✘Neurologistas
✘Orientadores educacionais ✘Neuropediatras
✘Psicólogos
✘Pedagogos
✘Psiquiatras da Infância e Adolescência
✘Psicopedagogos
✘Fonoaudiólogos
✘Neuropsicopedagogos ✘Psicomotricistas, etc.
✘Terapeuta Ocupacional
COMO AVALIAR ISSO TUDO?
Interface entre educação e saúde
SAÚDE
EDUCAÇÃO
✘Pediatras
✘Educadores ✘Neurologistas
✘Orientadores educacionais ✘Neuropediatras
✘Psicólogos
✘Pedagogos
✘Psiquiatras da Infância e Adolescência
✘Psicopedagogos
✘Fonoaudiólogos
✘Neuropsicopedagogos ✘Psicomotricistas, etc.
✘Terapeuta Ocupacional
PROCESSO DIAGNÓSTICO
Entrevistas de anamnese Instrumentos Padronizados Devolutiva
Autorrelato Definição do protocolo de
Adesão ao tratamento
avaliação
Heterorrelato Relação com diagnóstico
Cruzamento das informações
Relatórios Direcionamento Interventivo
Avaliação de comorbidades
Registros pregressos
AVALIAÇÃO DO TEA: ASPECTOS PRÁTICOS
Anamese;
Contato com outros profissionais;
Observação direta da criança;
desenvolvimento típico da brincadeira;
AVALIAÇÃO DO TEA: INSTRUMENTOS
Objetivo: Avaliar a qualidade das propriedades
psicométricas de instrumentos internacionais para
avaliação do TEA, no processo de adaptação para a
população brasileira.
Auxiliar os profissionais (clínicos e pesquisadores)
na escolha mais apropriada de suas ferramentas de
avaliação.
AVALIAÇÃO DO TEA: INSTRUMENTOS
Autism Behavior Checklist – ABC o (Krug et al., 1993) .
o Autism Diagnostic Interview-Revised – ADI-R (Lord et al., 1994)
o Escala de Avaliação de Traços Autísticos – ATA.
o (Ballabriga et al., 1994) o Autism Screening Questionnaire –
ASQ
o (Berument et al., 1999) o Childhood Autism Rating Scale –
CARS.
o (Schopler, 1988) o Modified Checklist for Autism in Toddlers -
M-CHAT o (Robins et al., 2001).
SILVA, Camila Costa e e ELIAS, Luciana Carla dos Santos. Instrumentos de Avaliação no Transtorno do Espectro Autista: Uma Revisão
Sistemática. Aval. psicol. [online]. 2020, vol.19, n.2 [citado 2023-05-27], pp. 189-197 . Disponível em:
<[Link] ISSN 1677-0471.
[Link]
IMPACTOS DO DIAGNÓSTICO NA VIDA: DA FAMÍLIA
negação;
raiva;
culpa;
pensamento mágico;
aceitação;
resiliência;
IMPACTOS DO DIAGNÓSTICO NA VIDA: EM SOCIEDADE
impacto da desigualdade social
Enfrentando o preconceito
desafios no acesso aos direitos
E quem cuida do cuidador?
EXPERIÊNCIAS EXITOSAS
@[Link]
EXPERIÊNCIAS EXITOSAS
Acompanhamento das demandas familiares através da escuta e
atendimento qualificado por uma equipe de assistentes sociais;
Oferta de plantão psicológico;
Grupo terapêutico: Cuidando de Quem cuida;
Ventosaterapia e Massoterapia semanalmente.
Devolutivas a cada atendimento, plantão terapêutico e treinos
parentais.
EXPERIÊNCIAS EXITOSAS
Contato:
@bitencourtmariane@[Link]
(91) 989137840