Bruno Momade Sualehe
Bruno Momade Sualehe
Universidade Rovuma
Nampula
2022
Bruno Momade Sualehe
Universidade Rovuma
Nampula
2019
Índice
Lista de Abreviaturas
Lista de Tabelas
Dedicatória
Declaração
Agradecimentos
Resumo
Introdução………………………………………………………………………………..03
CAPÍTULO I
1.1. Observação…………………………………………………………………………..04
1.2. Conceito de Práticas Pedagógicas Gerais……………………………………………04
1.3. Objectivos das Práticas Pedagógicas Gerais…………………………………………04
1.4. Objectivos Gerais das Práticas Pedagógicas…………………………………………05
1.5. Objectivos Específicos das Práticas Pedagógicas……………………………………05
1.6. Importância das Práticas Pedagógicas……………………………………………….05
2. Identificação da Escola………………………………………………………………06
2.1. Nome Actual da Escola……………………………………………………………...06
2.2. Nome Antigo da Escola……………………………………………………………..06
2.3. Ano de Fundação……………………………………………………………………07
2.4. Data de Entrada de Funcionamento………………………………………………....07
2.5. Localização Geográfica da Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P.M……….07
2.6. Descrição da Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo…………….07
2.7. Organograma do I.F.P.M com a Escola Anexa……………………………………...08
3. Estudo e Análise da Documentação Básica da Escola………………………….……08
3.1. Regulamento Interno (RI)……………………………………………………….…..08
3.2. Regulamento de Avaliação (RA)……………………………………………………09
3.2.1. Objectivo de Avaliação…………………………………………………………..09
3.2.2. Formas de Avaliação………………………………………………………….….09
3.3. Estatuto Geral dos Funcionários da Escola………………………………………….11
3.4. Estatuto do Professor……………………………………………………………......11
3.5. Instrução e Despacho Ministerial…………………………………………………….12
3.6. Plano de Estudos e Circulares……………………………………………………….12
I
3.7. Livro de Turma……………………………………………………………………...13
4. Estudo e Análise de Documentos Pedagógicos da Escola…………………………...13
4.1. Plano Geral…………………………………………………………………………..13
4.2. Efectivo Escolar da Escola…………………………………………………………..14
4.3. Pautas………………………………………………………………………………..16
4.4. Função do Director de Turma……………………………………………………….17
5. Actividades da Área Administrativa ………………………………………………...17
5.1. Inscrições e Matrículas……………………………………………………………...17
5.2. Produção Escolar…………………………………………………………………….17
5.3. Clube Escolar………………………………………………………………………..17
5.4. Centro Social / Cantina Escolar……………………………………………………..18
5.5. Centro de Saúde……………………………………………………………………..18
Conclusão………………………………………………………………………………..19
Bibliografia………………………………………………………………………………20
Apêndices
Anexos
II
Lista de Abreviaturas
III
Lista de Tabelas
IV
Dedicatória
Dedico este trabalho a toda minha família em particular a minha querida mãe, o meu pai, aos
meus colegas, aos estudantes da Universidade Rovuma e aos que sempre me deram força divina
para a concretização deste trabalho.
V
Declaração
Declaro que este relatório das Práticas Pedagógicas Gerais é o resultado feito pelas investigações
no campo. O seu conteúdo e todas as fontes consultadas estão devidamente citados na sua
respectiva Bibliografia.
Declaro ainda que este relatório não foi apresentado na sua essência em nenhuma outra
instituição do Ensino Superior.
O Estudante
VI
Agradecimentos
Em primeiro lugar agradecer a Tutora Dulce João Nunes Langa, ao Director do Curso Pedro
Cospe Window, ao Tutor Geral Fausto Augusto, pela administração contínua na formação dos
docentes, aos meus tios Alberto Domingos, minhas Avós, ao meu pai, a minha mãe, aos meus
irmãos Arlete, Rosana, Mohamed, aos meus primos Caldeira, Ednardo e toda minha família em
geral.
VII
Resumo
VIII
Introdução
O presente relatório tem em vista abordagem dos aspectos observados durante duas semanas
desde o primeiro dia (18 de Julho) até ao último dia (29 de Julho), incluindo o trabalho do campo
das Práticas Pedagógicas do Ensino Básico II, levadas a cabo na Escola Primária de Nacololo
Anexa ao I.F.P de Monapo.
As Práticas Pedagógicas constituem uma múltipla tarefa que proporciona o desenvolvimento das
capacidades e competências profissionais durante a colecta, organização, sistematização de dados
e implementações obtidas através da observação e assistência das aulas, questionário e entrevista
como metodologia adequada para o trabalho.
Foi com este propósito havendo necessidades de adequar os tais conhecimentos aos futuros
Professores do Ensino Básico do 4º ano UR - Nampula 2022, no âmbito das actividades
emanadas em programa da cadeira de Práticas Pedagógicas do Ensino Básico II.
É óbvio e pertinente, que depois de uma actividade seja ela de carácter científico ou de outra
natureza, a elaboração de um relatório nesta ordem de ideias, na conjunta de todas acções
realizadas nesta cadeira, formulou-se o presente relatório com vista a sintetiza-la de forma
sistemática, lógica e pormenorizada com objectivo de fazer a descrição das actividades do campo
e informação clara aos achados convenientes hierárquicos.
3
CAPÍTULO I: OBSERVAÇÃO
1.1. Observação
A prática constitui uma actividade importante porque serve de base de condução dos
professores e alunos na compreensão das unidades e conteúdos da classe, reveste-se importância
do estudo desses itens para a humanidade.
Segundo NERICI (1991:33), “A relação dos objectivos deve merecer muita atenção a
fim de que não se revelem ambíguos. Daí a necessidade de serem escolhidos verbos adequados
que revelem os comportamentos desejáveis com eficiência e precisão”
5
Objectivos das Praticas Pedagógicas do Ensino Básico II
6
Realizar o trabalho de campo na instituição escolar nos aspectos organizacionais, de
leccionação, administrativos e dos recursos humanos;
Aplicar as iniciativas criadoras para o melhoramento do processo de ensino e
aprendizagem nas escolas.
2. Identificação da Escola
Breve Historial
A Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo, pelo facto de ser um lugar
reservado para as Práticas Pedagógicas dos formandos do Instituto de Formação de Professores
de Monapo, esta escola é uma instituição do Ensino Básico que funciona junto ao Instituto de
Formação de Professores de Monapo, é uma construção de raiz que começou a funcionar em
Fevereiro de 2016 sob direcção do mestre Carlos Marcelino como primeiro Director da
Instituição e dr. Lúcia Tomo como primeira Directora Adjunta Pedagógica, que agora
actualmente é o dr. Alberto Chachi. O Director do Instituto de Formação de Professores é o
mesmo da Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo, ou seja exerce dupla função.
Por convivência de serviço em Março, o mestre Carlos Marcelino foi transferido e este foi
substituído pelo Director Lucas Junqueiro Lúcio Sulute, especialista de educação, como segundo
Director do Instituto de Formação de Professores e consequente o Director da Escola Primária de
Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo. Na primeira fase esta instituição de ensino básico acolheu
alunos de 1ª e 2ª classes, respectivamente dos bairros circunvizinhos do Instituto de Formação de
Professores.
Segundo Salvador Jalapa, antigo Administrador do Distrito de Monapo, a Escola e o
Instituto estavam previstos para se construir na Vila Sede do Distrito de Monapo e por não reunir
requisitos exigidos principalmente a água e por vários e grandes sondas foi sorteada a localidade
de Nacololo.
7
2.1. Nome Actual da Escola
Após a fundação da escola, a escola já vinha levando um nome que não durou bastante até
levar o nome actual que é Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo.
Antigamente após a sua fundação como uma escola anexada ao Instituto de Formação de
Professores que é um lugar reservado para os formandos mostrarem as suas habilidades,
capacidades e competências pedagógicas tomava o nome de Escola de Oficinas Pedagógicas.
Após a data de fundação da Escola Primaria de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo ela
começa a funcionar em Fevereiro de 2016.
A Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo fica situada a Oeste da sede
Distrital de Monapo, na localidade de Nacololo a 200 metros da Estrada Nacional Nº 08 ao longo
do corredor de Nacala e a 18km da vila sede de Monapo, na província de Nampula, sendo uma
Escola Pública que acolhe crianças daquele ponto do Distrito de Monapo de 1ª a 4ª classe.
8
O terceiro bloco é constituído por 8 casa de banhos, das 8, 6 para alunos, das 6, 3 para
homens e 3 para mulheres, também 2 casa de banhos para professores, 1 para homens e 1 para
mulheres.
A escola não possui um Posto de Saúde, não tem celular nem murro de protecção, mas se
beneficia dos guardas dos Instituto, também a escola não possui biblioteca.
9
Alunos, pessoal auxiliar e pais encarregados de educação.
O processo de avaliação deve ter em conta a participação activa dos alunos nas aulas
partindo do Professor formulação do juízo opinativo.
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Função da avaliação ultimamente tem vindo a repensar-se as funções da avaliação. A
prática mostra que avaliação pode ser um instrumento para ajudar o aluno a aprender, quando
centrada nas actividades diárias da sala de aula. Avaliação tem que desempenhar uma importante
função formativa nos processos de aprendizagem, devendo estar ao serviço daqueles que
aprendem, seja ao professor que quer desenvolver o seu saber fazer o docente, seja da criança.
Aprendizagem que lhe abri as portas para a participação na vida social, económica, cultural e
cientifica. Em vez de estar ao serviço da nota, a avaliação deve convergir com a função básica da
escola, que é promover o acesso ao conhecimento.
As atitudes;
Os valores;
Os desenvolvimentos emocionais das crianças.
Enquanto trabalham;
Enquanto fazem a correcção dos trabalhos de casa e dos trabalhos da turma;
Enquanto discutem nos grupos.
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Segundo os dados que colhi no campo da Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de
Monapo, apesar dos dados desta área não foram nos esclarecidos por uma extensão mas consegui
acatar alguns itens. A cerca do estatuto geral dos funcionários do estado, nele contém os
inquéritos e sindicância, subsídio de morte e em caso da morte dum funcionário, terá que ter
algum valor como o subsídio.
O sistema nacional foi introduzido em 1993 com base na lei 04/83 de 23 de Março,
iniciou nova fase do sistema de ensino em Moçambique começando pela 1ª classe e
complementando-se na 12ª classe. O SNE devia garantir o acesso de todos níveis de ensino e
permitir apropriação a ciência, técnica e cultura de classe trabalhadora.
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O SNE deve ser capaz de formar um homem novo. O homem novo é um homem
consciente que se preocupa com a constante elevação da produção ajuda a implementar ideias
novas e da um bom exemplo que ajuda a mobilizar as massas de que faz parte. O homem novo
que é capaz de se organizar para por o seu trabalho político ao serviço da revisão.
No plano circular a instituição neste ano, como ano Samora M. Machel por ocasião dos 25
anos do desaparecimento físico do 1º presidente de Moçambique independente a 19 de Outubro
de 1986. Todas as instituições de ensino deverão planificar e realizar actividades viradas de
carácter cultural, desportivo, recreativo, académico e sócio económico. Os serviços distritais de
Educação, Juventude e Tecnologia e as Direcções Provinciais de Educação e Cultura, no quadro
dos respectivos governos locais, devem apoiar e monitorar a planificação e realização de
actividades, podendo algumas das quais, serem interescolar.
Porem, vem descrito por lista nominal dos alunos em espaço próprio. O espaço para
Encarregado de Educação para alem das disciplinas que são escritos por notas trimestrais todavia,
o livro da turma tem no principio termo abertura em constará sua utilidade ao registo de sumario
diário, o livro pelo qual o grupo teve acesso de analisar tem suas folhas devidamente enumeradas
e é rubricadas em assinatura do Director de turma e da Escola para além dos Professores que
passam por aquela classe.
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4.1. Plano Geral
É elaborado a partir das opiniões colhidas dos trabalhadores e das respectivas direcções
que constituem a representação do conselho da escola.
Plano geral é feito no foral da escola cada ano lectivo para permitir o comportamento do sectorial
que tem como objectivo controlar as actividades do plano anual.
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A escola lecciona de 1ª a 4ª classes, sendo assim a 1ª classe composta por duas turmas,
assim como as restantes classes. Os professores leccionam todas disciplinas em cada classe,
sendo que terminam no 2º ciclo.
Sexo
Curso Classe Homens Mulheres HM
1ª 32 28 60
2ª 35 25 60
Diurno 3ª 20 40 60
4ª 27 30 57
Total 114 123 237
Tabela 01. Mapa dos Alunos por Classe.
A Escola Primária de Nacololo funciona com 2 turnos em que o primeiro turno tem seu início ás
07h e tem o seu fim ás 12h e 05 min. O segundo turno tem como início 12h e 30min ás 17h e
30min.
A Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo possui um corpo docente no universo
8 professores. 05 homens e 03 mulheres.
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Nº Nome do Professor Classe Turma Manhã Tarde Sexo Idade Formaç Sem
Psicop. Formaç.
01 José Muampa 1ª A x M 25-45 x …
02 Lerta da Silva 1ª B x F 25-45 x …
03 Sobral A. Citora 2ª A x M 25-45 x …
04 Telma J. Perónio 2ª B x F 25-45 x …
05 Rebelo P. Crisanto 3ª A x M 25-45 x …
06 Abdul C. Malua 3ª B x M 25 x …
07 Ruth L. Benjamim 4ª A x F 25 x …
08 Alberto A. Canchale 4ª B x M 25 x …
Tabela 03. Quadro efectivo dos professores.
4.3. Pautas
São feitas no sector Pedagógico depois de serem feitas são impressas. A escola trabalha
com três tipos de pautas: original, electrónica e a réplica vulgo cópia. Cada trimestre os directores
de turma são responsáveis passa as pautas e lançam para o sector Pedagógico. O concelho de
notas faz-se na primeira semana depois da interrupção e faz-se um júri de concelho.
O Director Pedagógico trabalha com directores de classes, que são responsáveis nas
transferências dos alunos e expulsão dos mesmos; organiza as turmas; o mesmo trabalha com os
directores de turmas e os directores de turma trabalham com os chefes de turma.
Estruturar a turma;
Orientar a turma semanalmente de acordo como o horário;
Dirigir e orientar o comportamento de alunos e encarregados de Educação caso existir
algum problema;
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Fazer os levantamentos de faltas de cada aluno para prestar informações ao concelho de
notas;
Receber as ideias dos Encarregados de Educação e analisar;
Preparar as pautas em cada trimestre de acordo com as cadernetas dadas aos Professores
com todas as notas, em cada disciplina.
Para a classe de ingresso, neste caso a 1ª classe, a Escola Primária de Nacololo Anexa ao
I.F.P de Monapo, escreve alunos considerando o tamanho das salas, sendo que não são tão
grandes, cada sala podendo acolher apenas 30 alunos. E todo esse processo é da responsabilidade
do Director Adjunto da Escola ou do professor encarregado.
Quanto a produção escolar, a escola ainda não possui machamba, nem horta, mas se
beneficia da machamba e da horta do Instituto de Formação de Professores de Monapo e são
aproveitados esses produtos agrícolas para alguns eventos como 1 de Junho e processo de
divulgação dos resultados de cada trimestre.
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A Escola Primária de Nacololo Anexa ao I.F.P de Monapo não possui um Posto de Saúde, mas o
moradores daquela região se beneficiam do Hospital Rural de Carapira e Hospital Rural de
Namialo que dista a uns quilómetros daquela zona.
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CAPÍTULO II: ASSISTÊNCIA DAS AULAS
Assistência as Aulas e Actividades dos Alunos e Professor
O processo das práticas pedagógicas decorreu em duas fases, na sala de aula em que o
docente fazia menção de todas as actividade que iriam ser realizadas no campo e a outra fase que
era o próprio trabalho de campo.
Durante as aulas teóricas recebidas na turma abordou-se questões meramente ligadas aos
programas de ensino básico, foi tal que, o docente esclarecia a essência da existência do
programa do ensino e fazendo menção a actividade do campo que teria sido realizado por
estudantes na assistência das aulas. O objectivo central era de inserir nos estudantes o espírito de
consultar dos mesmos.
Entre outras actividades executadas na turma, importa dizer que constatou-se o uso dos
meios de ensino assim as funções didácticas de uma aula, as simulações de aulas. Portanto
aprendeu-se bastante, porque, durante a assimilação das aulas haviam debates e críticas, por
exemplo, quando ao uso dos meios de ensino e postura dos estudantes. Na verdade a busca ou
ganho desta soma de conhecimento facilitou o controlo apreciável das actividades do professor
no PEA.
19
Apresentação
Nos dias da assistência das aulas, tive oportunidade de assistir algumas aulas, no período
de tarde das 13:30min a 14:15min, Turma da 2ª classe, com tema Metade de um Número (que foi
a primeira aula) e em relação a composição da turma tive a oportunidade de conhecer assim tendo
o número total da turma que era de 30 alunos, dos quais 3 ausentes e 27 presentes, e os restantes
dias não tive oportunidade de assistir todas aulas mas sim algumas. É claro que em algumas vezes
não tivemos oportunidade de assistir as aulas devido a não disponibilidade do tempo por
consciência com as aulas de tarde referente as cadeiras e atraso.
No concernente as aulas assistidas durante o período verifiquei que, a sala de aula estava
limpa, como regra toda a turma por onde passei tem uma estrutura administrativa composta pelo
Director de Turma, Chefe de Turma, adjunto de chefe da turma, chefe de higiene e chefes de
grupos. O Professor tem boa apresentação perante a aula, os alunos que se apresentam duma
forma desejável, bem limpos e arrumados. De salientar, que os dias em que assistimos as aulas o
professor foi pontual, a iluminação da sala é suficiente, a sala tem porta com vidro nas janelas, a
sala de aula e espaçosa.
Preparação da Aula
Segundo PILETTI: (2006: 62) Planificar ensino consiste em traduzir em termos concretos
e operacionais o que o professor fará na sala de aula, para conduzir os alunos a alcançar os
objectivos educacionais propostos, nos momentos das aulas foi difícil identificar se havia
sequência lógica. No momento da entrada na sala de aulas, os alunos mostraram o senso
respeitoso de cumprimentar os professores e depois de marcação das presenças prosseguiam as
aulas, em algumas vezes a marcação das presenças era feita depois da aula.
As aulas assistidas pelo grupo, o professor afirmou que raramente tem usado plano de
aula, e se verificou para os alunos tiverem uma interacção dificultosa e que por consequência
afectaram os objectivos comportamentais ou não levarem a concretização dos objectivos
específicos. Mas depois da nossa presença, ele garantiu que sim estaria a trazer o plano da aula.
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Comprimento do Programa de Ensino
Segundo MULLER (1999:14) “conteúdo é uma escolha consequente dos resultados duma
ciência organizada pedagogicamente pelos alunos na sua vida diária".
Dosificaçao é uma planificação feita por grupo de disciplinas, para sua facilitação através
do programa de ensino, planificam-se os conteúdos a serem leccionados no período de 2 ou 3
semanas e distribuem-se por aulas especificando as actividades a serem realizadas em cada lição
por aluno assim como o professor, pois permite:
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Na educação formal, planificar é fazer previsão inteligente determinada de todas as
actividades escolares. Por razoes de responsabilidade moral, a adequação do trabalho e eficiência
do mesmo é indispensável.
Decurso da Aula
Segundo PROENÇA, (1992: 177) aula e um processo vivo e dinâmico onde uma
complexa trama de interacção humana e diversidade de interesse determinam a actuação do
professor e dos alunos.
A linguagem usada pelo professor durante as aulas, verifiquei que era adequada ao nível
do acesso dos alunos, os meios de ensino, métodos e os conteúdos apresentados são os que
constam em qualquer plano de aula. O Professor explicava os objectivos principais da aula, onde
apresentou o tema no quadro, pedindo aos alunos para que dessem suas opiniões naquilo que
sabiam sobre a matéria de Metade de um Numero. Como era uma aula inicial, alunos
voluntariosamente tentavam explicar aquilo que tinham como noção do conceito metade. De
seguida, o professor não ditou nenhum apontamento. O professor revelou um pouco do domínio e
segurança dos conteúdos abordados, nisso não necessitou apoio de nenhum material para
satisfação das inquietações colocadas pelos alunos. O tempo disponibilizado pelos professores
para a apresentação de duvidas pelos alunos e suficiente, visto que alguns alunos iam
apresentando suas duvidas e com esclarecimento, punham-se a contribuir e mostravam-se
satisfeitos com as aulas. O professor faz gestão do tempo, visto que no toque do intervalo 1am
dispensando os seus alunos. Usam duma forma coerente os meios de ensino a sua disposição.
No âmbito individual e profissional do professor, ele aceita conselhos e críticas, dado que
ele permite interacção com os alunos na sala de aula e o relacionamento com colegas é aplaudível
por se verificar certos convívios e encontros amigáveis que se realizam em algumas ocasiões. O
professor tem se envolvido nas actividades curriculares e extra-curriculares no que concerne: a
dosificação dos conteúdos, planificação quinzenal, entre outras actividades.
23
Relação Professor – Aluno
“Esta é talvez, uma das melhores técnicas de motivação, as boas relações entre mestres e
alunos. Nada mais entusiasma o aluno do que perceber que é visto, distinguido e compreendido
pelo seu professor. O bom relacionamento entre eles cria um clima que facilita os trabalhos
escolares e convida o aluno a empenhar-se nas tarefas que lhe são confiadas.” (NERICI
1989:90).
A relação tratada entre professor aluno foi verificada durante as aulas participadas, embora tal
relação não se limitou apenas na sala de aulas.
No processo ensino a relação Professor – Aluno é bilateral na medida que existe dum lado
o professor que dirige o processo, e do outro lado o aluno que desenvolve suas actividades. Neste
sentido tais relações além de serem pedagógicas são também sociais mediante a comunicação e a
colaboração. Isto supõe um mutuo conhecimento de ambas as partes tendo muita das vezes
iniciativa o professor.
Sempre é muito importante que entre os alunos mantenham uma boa ligação entre eles no
processo de ensino e aprendizagem, a escola como sendo uma instituição muito importante e um
lugar de formação de capacidade, habilidade, atitude e convicções, e também tratando de um
lugar de promoção de jovens estudantes, assim como um lugar de interacção social não ficaria
alheio a esta situação.
Durante a assistência de aula notou-se que o professor teve o uso excessivo de métodos
empíricos na aquisição de conhecimento, como por exemplo o método expositivo.
Os meios didácticos são classificados em três tipos que são meios visuais, auditivos e
áudio – visuais, e tendo como materiais didácticos básicos que são aqueles que sempre na
leccionação da aula estão sempre presente. No período de assistência das aulas notou-se a
limitação de uso de quadro, giz, apagador.
Funções Didácticas
Segundo LIBÂNEO (1994; 179) “função didáctica são tarefas, elementos etapas ou
momentos do processo de ensino que tem carácter geral e necessari0 as quais permite organizar
pedagogicamente das actividades cognitivas dos alunos em cada aula”.
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Funções Didácticas são momentos ou fases descritas em acções dinâmicas e estruturadas
que decorrem durante uma aula ou são orientações que o professor deve ter em consideração para
a realização do processo completo da aquisição dos conhecimentos e outras qualidades da
personalidade.
Geralmente pode-se funções didácticas são etapas que ocorrem durante PEA, estas são
estruturadas e sistematizadas de acordo como tipo de aula.
Assim sendo uma aula de matemática deve ter as seguinte estrutura ou funções didácticas:
Cada função didáctica tem um certo intervalo de tempo, essas funções funcionam duma
forma cíclica.
Durante a assistência de aulas notou-se que o professor se limitava muito numa única fase de
aula.
Na observação das aulas notou – se aspectos positivos assim como aspectos negativos,
por parte dos alunos assim como os professores.
Por parte dos professores assim como dos alunos do curso da turma A, 2ª classe, O
professor usava uma linguagem aceitável por parte dos alunos, despertava interesse e atenção dos
alunos na matéria, aceita conselhos e críticas, usava bata, mas por outro lado o professor não
exibia o plano de aula (só começou a exibir, segundo ele, depois da nossa presença), uso
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excessivo de aula frontal, por parte dos alunos vinham bem apresentados, ficavam bem atento na
aula por um tempo, criavam um bom clima de interacção com o professor, mas também eles
tinham uma parte muito ruim agitação na turma, constantes saídas para fora de aulas, falta da
cultura de estar na sala de aula mesmo que não esteja o professor, apresentação na sala e pelos
alunos, dificuldade por parte dos professores na leccionação das aulas por causa do barulho
protagonizado pelos alunos, falta de plano de aulas do professor, falta de rigorosidade no controlo
das actividades e efectividade do professor. Mas dentre todos esses aspectos, a que mais me
marcou foi a carência de professores especializados na área de ensino básico., por tanto, escola
possui 3 professores com licenciatura de ensino básico.
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Conclusão
Depois de uma longa jornada a procura de factos e realidades para o presente relatório, conclui –
se que o trabalho do campo é uma parte complementar de entre os vários cursos que as
universidades têm administrado no país em geral e em particular a UR - Nampula.
A UR sendo uma instituição vocacionada na formação de professores, tem levado a cabo na série
de actividades desde o primeiro até ao fim do curso, está relacionada com as Práticas
Pedagógicas, com vista a vivenciar ou seja a complementaridade das teorias e práticas e não só,
mas também a familiarizar dos estudantes a realidade do campo.
Com este trabalho permite que as escolas primárias devem ser vistas como local de socialização,
preparação de capacidades cognitivas e personalidade e preparação para o ingresso do Ensino
Secundário Geral.
As Práticas Pedagógicas do Ensino Básico são momentos mais altos do Processos de Ensino e
Aprendizagem a nível daquilo que é a realidade material do que e trata, neste caso, o estudo dos
documentos inerentes uma Escola Primária do 1º Grau. É de salientar que nos sectores de
organização e Pedagógica não tive a oportunidade de interagir directamente com os utentes,
alegando que não tinham tempo de me atender, mas só nos deram apenas os documentos.
O que mais foi usado para a realização deste trabalho é o método de observação directa que
segundo LAKATOS et all (2005:194), afirma que “observação directa consiste em recolher e
registar os factos a realidades em que a pesquisa utilize meios técnicos especiais ou precise fazer
perguntas.
28
Bibliografia
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MULLER, Susana. Didáctica das Ciências Naturais. led. Maputo: Texto Editores, 2008.
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