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CH 1

Shin, um trabalhador exausto, acorda em um barco após uma estranha transformação que o fez voltar à infância, percebendo que está em um mundo semelhante ao de One Piece. Capturado e preso, ele luta pela sobrevivência ao se libertar e enfrentar um agressor armado, conseguindo derrotá-lo em uma batalha intensa. Após a luta, uma tela azul aparece diante de Shin, indicando que um novo tutorial está prestes a começar.

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CH 1

Shin, um trabalhador exausto, acorda em um barco após uma estranha transformação que o fez voltar à infância, percebendo que está em um mundo semelhante ao de One Piece. Capturado e preso, ele luta pela sobrevivência ao se libertar e enfrentar um agressor armado, conseguindo derrotá-lo em uma batalha intensa. Após a luta, uma tela azul aparece diante de Shin, indicando que um novo tutorial está prestes a começar.

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Em um novo mundo

Depois de mais um dia trabalhando na construção até sentir seu corpo gritar de exaustão,
Shin caminhou lentamente até sua casa.
Ele suspirou suavemente, mesmo que ele tivesse apenas 26 anos, sentia que sua vida já
tinha acabado. Tudo por causa de um superior corrupto.
Cerrando os punhos, ele abriu a porta da pequena casa em que vivia. Sem energia para
pensar em mais nada, ele apenas caiu na cama querendo descansar.
O homem sabia que precisava descansar, porque daria aulas de artes marciais no dia
seguinte para complementar a renda.
Ele sequer tinha energia para pensar no seu futuro.
Quando Shin abriu os olhos, o mundo à sua frente havia se transformado completamente.
Não só o mundo, até meus o seu corpo tinha mudado. Shin logo notou que seus braços
pareciam finos, porque ele tinha se tornado uma pequena criança.

Seus pulsos ardiam, presos por cordas grosseiras que, embora frouxas, irritavam a pele
com seu toque áspero e úmido.

Ele tentou se mexer, mas suas costas pressionavam contra a madeira encharcada de uma
sala estreita, o cheiro de mofo e salitre invadindo suas narinas.
“Ugh!” ele gemeu, levando as mãos trêmulas à boca, enquanto uma onda de náusea o
assolava.
O primeiro fôlego que puxou parecia envenenado, contaminado pelo cheiro pútrido da
morte que fazia seu estômago revirar.
“Só onde eu estou? Como vim parar aqui?” ele murmurou para si mesmo.
Seus olhos, ainda se ajustando ao escuro daquele lugar apertado, mal conseguiam
distinguir formas.
Mas ele sentia que o chão sob seus pés era pegajoso, coberto por uma camada de sujeira
que grudava em suas solas.

Além disso, um rangido distante, como o gemido de um navio velho, ecoava a cada leve
balanço, confirmando que ele estava preso dentro de um barco.

Tateando o espaço ao seu redor, ele finalmente percebeu que não estava sozinho.

Ao seu lado, parcialmente iluminado por um raio de luz que escapava por uma fresta na
madeira, jazia um corpo inerte.
A figura, esquelética e encolhida, parecia pertencer a um homem-peixe. As correntes no
seu pescoço e pulsos, fizeram Shin assumir que ele tinha sido capturado para ser vendido
como um escravo.

Shin tentou fechar os olhos e abrir de novo, mas não importava o quanto olhasse, ele não
podia negar o que estava vendo diante de si.

A pele pálida, quase translúcida, esticava-se sobre ossos protuberantes, e os olhos


abertos, vidrados, fitavam o vazio com uma expressão de sofrimento congelada.
Como um grande fã de One Piece, ele naturalmente reconhecia muito bem a raça daquele
ser diante de si.

Era difícil de acreditar, mas tudo ao seu redor parecia indicar que ele estava em um barco
de algum pirata no mundo de One Piece.

“Eu realmente acabei transmigrando…” ele murmurou com um longo suspiro.

Se fosse para ir parar no mundo de One Piece, ele queria pelo menos ter nascido como
um tenryuubito, assim sua vida seria muito mais fácil. Dinheiro e mulheres ilimitadas, não
parecia uma vida nada mal.

Shin sorriu levemente. Claro, sua situação não parecia nada boa, mas nesse mundo ele
pelo menos não tinha dívidas impagáveis.

Além do mais, depois que ela morreu, ele já não tinha mais nada no seu mundo original.
Uma chance de poder começar do zero era tudo o que ele queria.

“Já estou acostumado a ter que seguir pelo caminho mais difícil,” ele murmurou.

Shin cerrou os punhos, enquanto visualizava um belo futuro. Ele não sabia o quão difícil
seria conquistar tudo o que queria, mas não seria impossível.

Contudo, antes de qualquer coisa, ele precisava entender a situação na qual estava.

Seus dedos tatearam o chão, encontrando apenas tábuas úmidas e algo pegajoso que ele
preferiu não identificar. O silêncio era quebrado apenas pelo gotejar constante de água em
algum canto e pelo ocasional estalo da madeira sob a pressão do mar.

Enquanto o garoto se movia, seu estômago roncava desesperadamente pedindo


implorando por pelo menos um pouco de comida..
Aproveitando enquanto ainda tinha força, Shin se desvencilhar das cordas que lhe
prendiam.
“Me desculpa,” ele murmurou ao se aproximar do cadáver.
Sem opções, ele decidiu vasculhar o corpo procurando por alguma coisa útil. Mas tudo o
que ele viu foram marcas de chicotadas que fizeram seu rosto se contorcer em desgosto.
Mas antes que ele pudesse pensar mais sobre o assunto, o som pesado de passos cortou
os seus pensamentos.
Fechando os olhos e se concentrando, Shin reconheceu que os passos estavam se
aproximando lentamente.
Seu coração acelerou, o que eu deveria fazer?
Ele imediatamente tateou os seus arredores, procurando por qualquer coisa que poderia
ser útil. Infelizmente, fora um rato, ele não encontrou mais nada.
Tom! Tom! Os passos se aproximavam ainda mais.
Shin começou a respirar pesadamente. Era quase como se o seu corpo instintivamente
soubesse que aquilo que estava se aproximando era perigoso.
Mas o que eu posso usar para lutar? O homem se perguntou em pensamentos, enquanto
encarava ao seu redor.
Seus olhos, que finalmente tinham se acostumado com a escuridão, avistaram uma tábua
no chão que parecia solta.
Na verdade, era pela fresta deixada por aquela tábua, que um pouco de luz iluminava o
local.
Ele não estava um pouco acima da água, por isso arrancar aquele pedaço de madeira não
causaria uma inundação.
Respirando fundo, Shin segurou a tábua com as duas mãos, os dedos tremendo de frio.
Firmou os pés no chão úmido, ignorando o ardor da madeira áspera contra a pele.
Então ele puxou com todas as forças que lhe restavam. A madeira rangeu em protesto,
emitindo um som agudo que cortou o silêncio abafado.
Seu coração parou por um instante, temendo que o barulho chamasse ainda mais a
atenção daquilo que se aproximava.
Tom! Tom! Os passos estavam mais perto. Muito mais perto.
Tudo que ele podia fazer era puxar com ainda mais força. Os músculos das costas se
contraíram e ele cerrou os dentes.
Com um estalo seco, a tábua finalmente se soltou, quase o fazendo cair para trás. Apesar
do peso leve, ela tinha bordas lascadas, irregulares, o suficiente para servir como uma
arma improvisada.
Com a respiração entrecortada, Shin se ergueu lentamente, mantendo-se próximo da
parede.
"Que barulho foi esse?" perguntou uma voz estridente, irritada, do lado de fora.
Tom! Tom!
Os passos pesados pararam bem diante da porta da pequena sala onde Shin estava
preso. A maçaneta girou lentamente, e a porta começou a se abrir rangendo de forma
irritante.
"Que moleque problemático..." resmungou a voz novamente, num tom cansado e
impaciente.
Assim que a luz invadiu o aposento, Shin pôde ver melhor. E o que viu fez seu sangue
ferver. O homem diante dele carregava um chicote na sua cintura. Provavelmente ele
quem tinha torturado o outro garoto que acabou morrendo.
"Por acaso está pensando em fugir, criança problema," O homem se aproximou
arrogantemente.
Analisando-o de baixo para cima, Shin notou que, além do seu chicote, sua única arma era
uma faca que ele mantinha presa a cintura.
Pela posição que a arma estava, ele assumiu que seu inimigo fosse canhoto.
“Me responda, pirralho,” irritado, o homem avançou descuidadamente, tentando acertar
Shin moveu rapidamente o seu corpo, desviando do ataque mal executado. Então ele girou
o corpo com toda a força que tinha, acertando com precisão o pulso do homem.
Um pouco de sangue caiu no chão, tal qual o homem gritava de dor. Shin tinha quebrado o
seu pulso.
O homem gritou de dor, recuando instintivamente enquanto segurava o pulso ferido.
A faca ainda presa no cinto balançava inutilmente, agora fora do alcance de sua mão
dominante.
Shin não hesitou, pois sabia que não teria outra chance. Aproveitando a abertura, avançou
com rapidez.
Ele girou no ar para ganhar mais força, golpeou novamente com a tábua, mirando na
cabeça do inimigo.
Um estalo seco ecoou pela sala, seguido de um urro rouco de dor. O gigante caiu de lado,
como um tronco tombado no chão.
Mesmo ferido, o homem tentou se virar, lutando para pegar a faca com a mão oposta. Mas
Shin foi mais rápido. Com os olhos ardendo de ódio, ele pulou sobre o agressor e cravou a
ponta lascada da tábua no ombro do homem, que soltou a arma com um gemido gutural.
Reagindo com uma velocidade que ele sequer sabia que tinha, Shin tomou a faca que o
homem soltou e cravou no pescoço do seu inimigo.
Aquele homem corpulento tentou resistir por alguns segundos, mas era completamente
inútil. E logo foi possível ver como a vida tinha esvaído dos seus olhos antes cheios de
arrogância.
Shin se levantou cambaleante, os músculos trêmulos e o estômago ainda vazio
protestando a cada movimento
Ele respirou pesadamente, tentando se recuperar de tudo o que tinha acontecido.
Então ele viu uma tela azulada surgir diante dos seus olhos.
[Devido a ação inesperada do usuário, o tutorial foi finalizado antes mesmo de ser
iniciado.]
[Recompensar estão sendo calculadas.]
[Um novo tutorial será disponibilizado.]
"O que é isso?" Ele murmurou surpreso com o que via na sua frente.

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