11/08/2025
ixodes ricinus
amblyomma cajennenses Carrapatos Rhipicephalus sanguineus
Prof: Camila Justa
Subclasse Acari
Características
• Ácaros de pequeno porte
• Quelíceras modificadas e palpos curtos
• Cefalotórax e abdome fusionados
• Corpo coberto por placas dorsais e/ou ventrais
• Larvas com três pares de patas Ninfas e adultos
com quatro pares de patas
• Respiração cutânea ou traqueal.
Quem são os Carrapatos?
Filo Arthropoda
+são divididos em três famílias:
Subfilo Chelicerata Ixodidae, Argasidae e
Nuttalliellidae
Classe Arachnida
• Vamos falar sobre:
• Família: Ixodidae
Ordem Acari
• Gênero:Riphicephalus,Dermacentore
Amblyomma
Subordem Ixodida
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Principais características:
Aparelho bucal:
• Constituído por palpos, quelíceras e hipostômio com dentes
Fêmeas:
• Apresentam uma área porosa na base do capítulo
Escudo Dorsal (Característica dos Carrapatos Duros):
• Machos: escudo dorsal cobre toda a face dorsal
• Fêmeas, ninfas e larvas: escudo dorsal cobre aproximadamente um terço da face dorsal
Dimorfismo Sexual (Diferença entre Machos e Fêmeas):
• Machos: possuem escudo completo na face dorsal.
• Fêmeas: possuem escudo incompleto na face dorsal
Principais características:
Orifício Genital (Localização nos Adultos):
• Adultos ingurgitados (cheios de sangue): localizado entre as patas I e II.
• Adultos não ingurgitados: localizado entre as patas II e III
Estigmas Respiratórios:
• Presente em ninfas e adultos.
• Localizados ao nível da coxa IV.
• Abertura em peritremas com formato de vírgula.
Importância Médico-Veterinária:
• Podem transmitir agentes patogênicos.
• Causam reações cutâneas e anemia.
Principais características:
+Localizado nos tarsos do
primeiro par de pernas,
está o órgão de Haller,
que apresenta
quimiorreceptores usados
para localização de
hospedeiros potenciais.
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Ciclo Geral dos Ixodídeos
Postura e Oviposição:
• Fêmeas ingurgitadas (teleóginas) se
desprendem do hospedeiro e procuram
abrigo no solo.
• Após 3 a 20 dias (período de pré-oviposição),
iniciam a postura de aproximadamente 3 mil
ovos.
• A oviposição é contínua e dura de 2
semanas a 2 meses, dependendo da
temperatura e umidade.
• Após a postura, as fêmeas morrem
(quenóginas).
Ciclo Geral dos Ixodídeos
Desenvolvimento:
• O ciclo passa pelos estágios: ovo → larva hexápode → ninfa octópoda → adulto (macho e
fêmea).
• O tempo de desenvolvimento varia com a temperatura (baixas temperaturas prolongam o
ciclo).
Fase Larval e Ninfal:
• Larvas (neolarvas) sobem em vegetações e, com o órgão de Haller, detectam hospedeiros.
• Após se alimentarem de sangue, tornam-se metalarvas, mudam a cutícula e viram ninfas
(neoninfas).
• Ninfas ingerem sangue novamente (metaninfas), mudam de cutícula e se transformam em
adultos imaturos:
• Neandro (macho imaturo)
• Neógina (fêmea imatura)
Ciclo Geral dos Ixodídeos
Fase Adulta e Cópula:
• Quando aptos à reprodução:
• Partenógina (fêmea madura)
• Gonandro (macho maduro)
• A cópula ocorre no hospedeiro; o macho transfere os espermatóforos à fêmea
por meio do aparelho bucal.
• Machos permanecem mais tempo no hospedeiro, copulando com várias
fêmeas.
Fatores que Influenciam o Ciclo:
• A duração de cada fase varia conforme a espécie e as condições climáticas
(temperatura e umidade).
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Classificação do Ciclo dos Ixodídeos de
Acordo com o Número de Hospedeiros
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Monoxeno (1 hospedeiro):
Todo o ciclo (larva, ninfa e adulto) ocorre em um único hospedeiro, incluindo a alimentação
e as mudas (ecdise).
Fases do ciclo:
• A fêmea ingurgitada (teleógina) se desprende do hospedeiro, cai no solo e realiza a postura dos ovos.
• As larvas eclodem no ambiente e sobem em um hospedeiro.
• No hospedeiro, as larvas alimentam-se de sangue, ingurgitam e sofrem a primeira muda para ninfa.
• As ninfas alimentam-se novamente, ingurgitam e sofrem a segunda muda para adulto (macho ou
fêmea).
• Os adultos permanecem no mesmo hospedeiro para se alimentar e copular.
• Após a cópula, a fêmea ingurgitada cai no solo para reiniciar o ciclo.
Exemplos de espécies monoxenas:
• Dermacentor nitens
• Rhipicephalus (Boophilus) microplus
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Dioxeno (2 hospedeiros):
O ciclo envolve dois hospedeiros: as larvas e ninfas se desenvolvem no primeiro hospedeiro, enquanto
o adulto se alimenta em um segundo hospedeiro.
Fases do ciclo:
• A fêmea ingurgitada cai no solo, onde realiza a postura dos ovos.
• As larvas eclodem, sobem em um primeiro hospedeiro, alimentam-se de sangue e sofrem a primeira
muda para ninfa (no próprio hospedeiro).
• As ninfas ingurgitadas se desprendem do primeiro hospedeiro, caem no ambiente e realizam a segunda
muda, transformando-se em adultos.
• Os adultos buscam um segundo hospedeiro, onde se alimentam e copulam.
• Após a cópula, a fêmea ingurgitada cai no solo para realizar a postura, reiniciando o ciclo.
Exemplos de espécies dioxenas:
• Algumas espécies de Hyalomma.
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Trioxeno (3 hospedeiros):
Cada fase (larva, ninfa e adulto) ocorre em hospedeiros diferentes, e todas as mudas são
realizadas no ambiente.
Fases do ciclo:
• A fêmea ingurgitada cai no solo, onde realiza a postura dos ovos.
• As larvas eclodem, sobem em um primeiro hospedeiro, alimentam-se de sangue, ingurgitam e caem no solo.
• No ambiente, as larvas sofrem a primeira muda, transformando-se em ninfas.
• As ninfas sobem em um segundo hospedeiro, alimentam-se de sangue, ingurgitam e caem novamente no solo.
• No ambiente, as ninfas realizam a segunda muda, transformando-se em adultos (machos ou fêmeas).
• Os adultos buscam um terceiro hospedeiro, onde se alimentam e copulam.
• Após a cópula, a fêmea ingurgitada retorna ao solo para realizar a postura e reiniciar o ciclo.
Exemplos de espécies trioxenas:
• Rhipicephalus sanguineus (carrapato-marrom do cão)
• Amblyomma spp.
• Haemaphysalis spp.
• Ixodes spp.
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Tempo médio do ciclo
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RIPHICEPHALUS
Esse gênero é composto por,
aproximadamente 60 espécies.
Atuam como vetores importantes de
um grande número de patógenos.
Infestam uma variedade de mamíferos,
e, raramente, aves e répteis.
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RHIPICEPHALUS
+ Carrapatos grandes e não-ornamentados
+ Olhos e festões.
+ Primeira coxa com dois espinhos
+ Palpos e hipostômios curtos
+ Número de hospedeiros: 3
+ Hospedeiros:mamíferos domésticos.
+ Vetores de doenças: Babesiose,erliquiose
e anaplasmose.
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Coloração amarela, avermelhada ou
castanho escura
[Link]
Adultos não alimentados:3 a 4,5 mm de
comprimento,.
Fêmeas ingurgitadas: comprimento de 12
mm.
Palpos e o hipóstoma: curtos
Larvas de seis pernas são pequenas e de
coloração castanho-clara.
Ninfas de oito pernas têm coloração
castanho-avermelhada
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CICLO EVOLUTIVO
Acomete cães, gatos e carnívoros silvestres
Três Hospedeiros: Cada estágio (larva, ninfa e adulto) ocorre em um hospedeiro diferente, com as mudas
realizadas no ambiente.
Larva: Sobe no hospedeiro, alimenta-se por 2 a 7 dias, desce e muda para ninfa no solo.
Ninfa: Sobe em um novo hospedeiro, alimenta-se por 5 a 10 dias, desce e muda para adulto (macho ou
fêmea) no solo.
Adulto: Sobe em um terceiro hospedeiro, alimenta-se por 6 a 30 dias.
Fêmea: Após se alimentar, desce ao solo e põe de 2 mil a 3 mil ovos de forma contínua.
Eclosão: As larvas surgem após 20 a 60 dias, dependendo da temperatura e umidade.
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CICLO EVOLUTIVO
•Sobrevivência
•As larvas não alimentadas
podem sobreviver até 8
meses e meio
•As ninfas sobrevivem 6
meses
•Os adultos sobrevivem até
19 meses.
A: larva | B: ninfa | C: fêmea | D: macho
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Importância na Medicina Veterinária e Saúde Pública
Alta incidência em cães: O carrapato é um ectoparasita frequentemente encontrado em cães.
Impacto na saúde animal: Infestações intensas podem causar:
• Irritação leve;
• Anemia, devido à ação espoliadora de sangue.
Locais mais comuns de infestação:
• Membros anteriores;
• Orelhas
Vetoração de doenças:
• Principal vetor da babesiose canina, com transmissão:
• Via transovariana;
• Via transestadial.
• Transmissão de vírus e bactérias.
Risco à saúde humana:
• zoonótico, causando dermatites.
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Controle
Tratamento nos cães:
• Aplicação de banhos carrapaticidas, repetindo o procedimento 2 a 3 vezes com intervalos de 14
dias;
• Uso de produtos sistêmicos spot on a cada 30 a 45 dias.
Controle ambiental:
• Manter o ambiente limpo e com vegetação baixa, reduzindo os locais de refúgio para os ácaros;
• Permitir a incidência de raios solares para desidratar as larvas.
Higiene e desinfecção:
• Aplicação de acaricidas em paredes, tetos e pisos das instalações;
• Garantir a limpeza adequada do ambiente.
Isolamento dos animais:
• Separar os cães infestados para evitar a disseminação do carrapato.
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Rhipicephalus(Boophilus) microplus
• Atualmente, após sequenciamento genético, o gênero Boophilus
passou a ser subgênero de Rhipicephalus, sendo então
denominado Rhipicephalus (Boophilus) microplus.
• Base do gnatossoma hexagonal.
• Escudo sem ornamentação.
• Olhos presentes.
• Festões ausentes.
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CICLO EVOLUTIVO
Tipo de ciclo:
• Monoxeno: Carrapato de um único hospedeiro.
Fase parasitária (no hospedeiro):
• Duração média: 21 dias, do estágio de larva até fêmea adulta.
Fase de oviposição:
• Fêmeas ingurgitadas (teleóginas) se desprendem do hospedeiro naturalmente.
• No solo, procuram locais apropriados e sombreados para a postura.
• O processo de oviposição pode durar vários dias.
• Cada fêmea deposita de 3.000 a 4.000 ovos, mantidos aglutinados.
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CICLO EVOLUTIVO
Desenvolvimento das larvas:
• Eclosão das larvas:
• As larvas possuem seis patas.
• Sobem no hospedeiro e se alimentam (ingurgitam).
• Passam ao estágio de metalarva e, posteriormente, mudam para ninfas (adquirem mais um par de
patas).
Evolução para adultos:
• Ninfas: Ingurgitam, passam ao estágio de metaninfa e se transformam em adultos.
• Adultos machos:
• Neandros: Machos impúberes.
• Gonandros: Machos púberes.
• Adultos fêmeas:
• Neóginas: Fêmeas adultas.
• Partenóginas: Fêmeas aptas para cópula.
• Teleóginas: Fêmeas copuladas, que começam a ingurgitar.
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CICLO EVOLUTIVO
Fase não parasitária (no
Fim do ciclo reprodutivo:
ambiente):
• Após a postura, a fêmea • A duração do ciclo fora do
morre, sendo chamada de hospedeiro varia conforme
quenógina. as condições climáticas.
• Condições ideais:
• Temperatura: 27°C.
• Umidade: 80%.
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Importância na Medicina Veterinária e Saúde Pública
Efeitos locais da picada:
• Irritação e perda de sangue:
• A lesão provocada pela picada do carrapato gera irritação local e sangramento,
favorecendo o desenvolvimento de miíases.
• A pele irritada torna-se suscetível a infecções secundárias.
Impactos na saúde do hospedeiro:
• Anemia:
• Cada fêmea ingurgita cerca de 1,5 mL de sangue ao longo de sua vida, contribuindo
para a anemia do hospedeiro.
• Diminuição da produtividade:
• Redução na produção de carne e leite.
• Desvio de energia: O organismo do animal desvia energia para compensar os danos
causados pelo parasitismo, o que prejudica o desempenho produtivo.
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Importância na Medicina Veterinária e
Saúde Pública
Prejuízos econômicos:
• Desvalorização do couro:
• As lesões causadas pela picada comprometem a qualidade do couro.
Efeitos tóxicos:
• Durante a sucção de sangue, os carrapatos injetam substâncias tóxicas que afetam
a saúde dos bovinos.
Transmissão de patógenos:
• Protozoários do gênero Babesia e a riquétsia Anaplasma, principais agentes da
tristeza parasitária bovina.
• Também podem veicular vírus e outras bactérias, ampliando o risco de infecções.
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Controle
Nas Pastagens
• Limpeza das pastagens:
• Realizar calagem e gradagem do solo para reduzir a quantidade de larvas.
• Manter o pasto e arbustos aparados, eliminando abrigos naturais das larvas.
• Rotação das pastagens:
• Alternar os rebanhos para novas áreas em épocas estratégicas, seguindo a
biologia do carrapato.
• Deixar a pastagem em descanso na primavera e verão, por pelo menos 60 dias
no verão, para que as larvas morram por falta de alimento.
• Queima das pastagens:
• Eficácia limitada, pois algumas larvas podem sobreviver no solo ou nas camadas
mais profundas da vegetação.
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Controle
No Hospedeiro
• Banho de imersão:
• Recomendado para propriedades com grande número de animais.
• Exige instalações específicas e maior investimento em produtos químicos.
• Aspersão ou spray:
• Alternativa prática e econômica para pequenas propriedades.
• O animal deve ser completamente molhado (4 a 5 litros por vaca).
• Mais seguro para animais jovens e vacas prenhes.
• Não indicado para grandes rebanhos devido à dificuldade de manuseio da
bomba costal.
• Opções: bombas motorizadas e bretes de aspersão.
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Controle
Recomendações para Aplicação dos Banhos
• Manter o nível adequado da suspensão/emulsão no tanque carrapaticida.
• Homogeneizar a mistura antes de banhar o gado.
• Seguir as instruções do fabricante para recarga do banheiro.
• Banhar os animais descansados, sem sede e nas horas mais frescas do dia.
• Evitar exposição ao sol e banhos em dias de chuva.
• Impedir que os animais entrem em açudes após o banho.
• Enviar amostras do banho ao laboratório para avaliação da concentração do
medicamento.
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Controle
Vacinação
• As vacinas no Brasil utilizam proteínas recombinantes do intestino do R. (B.) microplus.
• Eficácia variável:
• Influenciada pela variação genética entre populações de carrapatos.
• Controle do carrapato ocorre a longo prazo, sem mortalidade rápida.
Produtos Pour On (Aplicação Dorsal)
• Vantagens:
• Aplicação rápida e com baixo estresse para o animal.
• Desvantagens:
• Alto custo.
• Resistência dos carrapatos devido ao uso indiscriminado.
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Controle
Produtos Injetáveis
• Produzidos a partir da fermentação do fungo Streptomyces
avermitilis.
• Pertencem ao grupo das lactonas macrocíclicas.
• Utilizados no controle de nematoides e artrópodes parasitas.
• Efeitos:
• Fácil aplicação, ampla ação e efeito residual superior a 30 dias.
• Atenção:
• Uso indiscriminado e sem orientação favorece a resistência dos
ácaros.
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Controle
Raças Resistentes
• Raças zebuínas: Naturalmente mais resistentes ao
carrapato do que as europeias.
• Medidas recomendadas:
• Cruzamento seletivo: Estimular o cruzamento de
raças resistentes.
• Seleção do rebanho: Eliminar animais suscetíveis e
promover o cruzamento dos mais resistentes.
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Amblyomma
+ Características Morfológicas
• Gnatossoma:
• Formato: Mais longo do que largo.
• Olhos presentes: Localizados no escudo
• Escudo:
• Ornamentação:
• Cor diferente do restante do corpo.
• Frequentemente apresenta desenhos
• Outras características:
• Festões: Presentes.
• Placas adanais: Ausentes no macho.
• Estigmas:
• Formato de vírgula ou triângulo.
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Amblyomma
No Brasil, existem 33 espécies
Hospedeiros
de Amblyomma, destacando-se:
• Amblyomma cajennense • Parasita de ampla gama:
(carrapato-estrela) • Animais domésticos:
• Amblyomma tigrinum Bovinos, equinos, cães, entre
• Amblyomma ovale outros.
• Amblyomma aureolatum • Animais silvestres: Diversas
espécies da fauna nativa.
• Ser humano: Pode causar
parasitismo acidental em
pessoas.
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Ciclo Biológico Tipo de ciclo:
do Amblyomma • Trioxeno: Requer três hospedeiros para
completar o ciclo de vida, similar ao
Rhipicephalus sanguineus.
Desenvolvimento:
• Mudas realizadas fora do hospedeiro:
• De larva para ninfa
• De ninfa para adulto: Macho ou fêmea
Reprodução:
• Postura de ovos:
• Cada fêmea deposita 6 mil a 8 mil ovos em
uma única postura
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Importância em Medicina Veterinária
e Saúde Pública:
Transmissão de patógenos:
• Borrelia (doença de Lyme)
• Rickettsia rickettsi (febre maculosa)
Picadas:
• Podem causar ferimentos de cura demorada na
pele
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Controle:
Áreas silvestres:
• Utilizar acaricidas nos sapatos
• Usar roupas que cubram o corpo
• Remover carrapatos rapidamente ao observá-los na pele
Áreas urbanas infestadas:
• Adotar o mesmo controle do Rhipicephalus sanguineus
• Tratar o animal e o ambiente
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Dermacentor Nitens
Características morfológicas:
• Gnatossoma com rostro e palpos relativamente curtos
• Estigmas circulares
• Escudo sem ornamentação
• Presença de sete festões
• Coxas com aumento progressivo de tamanho, sendo
as IV muito maiores que as demais
• Machos sem placas adanais
Hospedeiros
• Equídeos
Localização
• Por todo o corpo, mas prefere o pavilhão auricular, o
divertículo nasal e a região da cauda do equino.
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Ciclo biológico:
Monoxenos, semelhante ao R. (B.) microplus
Larvas:
• Sobem no animal
• Ingurgitam e se transformam em ninfas
Ninfas:
• Ingurgitam e se transformam em machos ou fêmeas
Fêmeas:
• Vão ao solo apenas para ovipositar
• Põem, em média, 3 mil ovos no ambiente e morrem após a
postura
Larvas recém-eclodidas:
• Podem resistir mais de 2 meses sem se alimentar em
condições ambientais favoráveis
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Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública:
Transmissão de patógenos para
equinos:
• Babesia equi
• Babesia caballi
Picadas:
• Podem causar ferimentos na pele
• Podem favorecer miíases com
lesões e até a perda da orelha
(comum no Brasil central)
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Controle:
Difícil de controlar em locais escondidos (pavilhão auricular, embaixo da cauda, divertículo nasal)
Tratamentos em regiões endêmicas:
• Pulverização com produtos acaricidas em todo o corpo dos equinos (inclusive no divertículo nasal e região auricular)
• Intervalos de 24 dias, por pelo menos 4 meses ininterruptos (primavera/verão)
• Retorno dos animais para o mesmo pasto após o tratamento
• Repetição dos tratamentos acaricidas e retorno ao mesmo pasto promovem a limpeza das pastagens
Roçar a pastagem no verão, expondo o solo:
• Reduz a população de carrapatos
• Larvas desidratam pela ação do sol
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Ixodes
Características morfológicas:
• Presença de sulco anal anterior
• Palpos mais largos na junção dos
segmentos 2 e 3
• Escudo dorsal não ornamentado
• Ausência de olhos e de festões
• Estigmas respiratórios circulares ou ovais
Hospedeiros:
• Encontrado principalmente em animais
silvestres
• Sem especificidade parasitária
• Parasita animais de pequeno porte (aves e
roedores) na forma imatura
• Parasita animais de grande porte na forma
adulta
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Ixodes
Ciclo biológico:
•Carrapatos heteroxenos com ciclo trioxeno, semelhante ao R. sanguineus e Amblyomma
Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública:
•Importante veiculador de patógenos e causador de zoonoses
•Principal transmissor da doença de Lyme na América do Norte e Europa
•Pode ser vetor de Babesia e viroses
Diagnóstico:
•Remoção do parasito
•Observação em lupa do sulco anal anterior e palpos dilatados na junção do segundo com o terceiro segmentos
Controle:
•Semelhante ao do Amblyomma para animais silvestres
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Familia Argasidae
Características morfológicas:
• Não apresentam escudo (carrapatos moles)
• Gnatossoma ventral nos adultos (machos e fêmeas) e nas
ninfas; anterior nas larvas
• Palpos livres
• Fêmeas sem áreas porosas na base do capítulo
• Tegumento coriáceo, rugoso e granuloso
• Estigma respiratório entre o 3º e o 4º par de coxas
• Dimorfismo sexual pouco acentuado:
• Fêmeas: abertura genital ventral entre o 1º e o 2º par de
coxas, em forma de fenda, grande
• Machos: abertura genital arredondada e pequena
Gêneros mais frequentemente encontrados:
• Argas
• Ornithodorus
• Otobius
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Argas miniatus
Características morfológicas:
• Face dorsal separada da ventral por
uma borda lateral nítida
• Corpo achatado dorsoventralmente
• Aparelho bucal na face ventral
Hospedeiros:
• A maioria das espécies parasita aves
(galinha, peru, pombo e aves
silvestres)
• Comumente encontrado em
galinheiros
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Ciclo biológico
Durante o dia:
• Adultos escondidos em buracos, frestas e sob cascas de árvores
À noite:
• Ninfas e adultos saem para sucção de sangue nas aves (dura, em média, 30 min)
• Larvas permanecem fixadas no hospedeiro por 7 a 10 dias
Após a repleção de sangue:
• Ninfas e adultos retornam aos esconderijos
• Fêmeas se preparam para a postura
Postura de ovos:
• Cada sucção de sangue da fêmea corresponde a 120-180 ovos
• Fêmea põe cerca de 600 ovos no total
• Período de incubação dos ovos é de 3 semanas (dependendo da temperatura e umidade)
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Ciclo biológico
Ninfas 1 (N1):
• Alimentam-se por 30 a 60 min, retornam ao abrigo e mudam para N2
Ninfas 2 (N2):
• Sobem no hospedeiro, alimentam-se, sofrem nova ecdise e tornam-se adultos
Ciclo biológico completo em 2 meses (condições favoráveis de
temperatura e umidade)
Adultos:
• Copulam fora do hospedeiro, nos esconderijos
• Alimentam-se várias vezes, principalmente antes da cópula e das oviposições
• Fêmeas realizam postura após o repasto sanguíneo
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Argas miniatus
Importância em Medicina Veterinária e Saúde Pública:
• Causa anemia e mortalidade em aves, principalmente jovens
• Alimentação do carrapato produz lesões hemorrágicas na pele
• Irritação das aves, levando à diminuição da postura
• Desenvolvimento retardado das aves novas
• Transmissor de microrganismos (borreliose)
Diagnóstico:
• Ninfas e adultos encontrados no hospedeiro somente à noite
• Larvas podem ser encontradas a qualquer hora do dia, principalmente embaixo das asas
Controle:
• Evitar a entrada de aves parasitadas no galinheiro, verificando principalmente embaixo das asas
• Limpeza e uso de acaricidas nas instalações
• Destruição dos ninhos do ácaro
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Gênero Ornithodorus
Espécies Registradas no
Brasil e seus hospedeiros:
• Ornithodorus rostratus: parasita
várias espécies animais
• O. talaje: parasita várias espécies
animais
• O. brasiliensis: parasita várias
espécies animais
• O. marinkellei: parasita morcegos
• O. hasei: parasita morcegos.
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Gênero Ornithodorus
Características morfológicas:
• Não possuem limitação clara entre as faces dorsal e ventral.
• O corpo tem formato suboval com margens arredondadas.
• O aparelho bucal é bem desenvolvido.
• As larvas possuem uma placa dorsal, cujo formato é crucial
para o diagnóstico.
• Os ovos são escuros e dispostos de forma isolada.
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Ciclo biológico:
• Vivem em solo arenoso, em áreas
sombreadas, ao redor de árvores.
• As fêmeas depositam os ovos em
lotes de 100 sobre a areia.
• Em cerca de 8 dias, as larvas
eclodem e se transformam em ninfas.
• As ninfas passam por vários estágios
até se tornarem adultos (machos ou
fêmeas).
• Todos os estágios são hematófagos.
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Ornithodorus spp.
Importância em Medicina
Veterinária e Saúde Pública: Controle:
Transmissor da Borrelia burgdorferi, Destruição dos esconderijos.
agente causador da doença de Lyme. Aplicação de acaricidas nas
Hematófagos que provocam grande instalações.
irritação nos hospedeiros.
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Gênero Otobius
Características morfológicas:
• Argasidae com tegumento granuloso no estágio adulto
• Olhos ausentes
• Nas ninfas, o tegumento é estriado e contém vários espinhos
• Hipostômio bem desenvolvido na ninfa e vestigial nos adultos
Hospedeiros:
• Equinos
• Ruminantes
• Suínos
• Caninos
• Ser humano
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Otobius megnini
• Vive nos estágios larvais e ninfais
nas orelhas de equídeos, bovinos,
ovinos e outras espécies
• Os adultos não são parasitos
• Todas as mudas são realizadas no
hospedeiro
• As larvas e as ninfas localizam-se
na orelha, sugando sangue e
causando irritação, resultando em
inflamações
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Ciclo biológico
• As fêmeas depositam até 1.500 ovos em 2 semanas.
• As larvas hexápodes (0,5 mm) eclodem em 3 a 8
semanas.
• Elas vão até o hospedeiro (orelha) e sugam sangue
por 5 a 15 dias.
• Transformam-se em ninfas 1 (4 mm) e alimentam-se
no canal auditivo por 7 a 10 dias.
• Mudam para o segundo estágio de ninfas,
alimentando-se por 1 a 7 meses, crescendo até 8 mm.
• Após deixarem o hospedeiro, tornam-se adultos de
vida livre e se escondem em lugares altos e secos.
• Cópula e postura ocorrem nos esconderijos.
• Os adultos não se alimentam e podem sobreviver
mais de 2 anos no ambiente.
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Diferentes estágios de vida de Otobius megnini: A) Ovos, Larvas: B) Larva não alimentada e de
vida livre logo após a eclosão C) Larva engordada alimentada em cavalos, Ninfas: D) Ninfa não
alimentada logo após a eclosão dentro do canal auditivo E) Vista dorsal da ninfa engordada
alimentada em cavalo F) Vista ventral da ninfa engordada G) Ninfa em muda, Adultos não
alimentadores: H) Vista dorsal I) Vista ventral de uma fêmea J) Vista ventral de um macho K) Poro
genital feminino L) Poro genital masculino (Barra de escala indicando 1 cm).
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11/08/2025
Importância em Medicina Veterinária
e Saúde Pública
Humanos e animais podem sofrer grave infestação no canal auditivo.
Animais de produção perdem peso e tornam-se irritados, balançando a
cabeça constantemente.
A presença do ácaro causa infecções e serve como porta de entrada
para miíases.
O. megnini pode ser vetor de Coxiella burnetti (febre Q) e Francisella
tularensis (tularemia).
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Otobius megnini
Diagnóstico:
• Otoscopia para visualização das larvas e das ninfas.
Controle:
• Uso de fipronil aplicado nas orelhas.
• Outros produtos eficazes: organofosforados, ivermectina e
abamectina.
• Tratamento do ambiente com acaricidas, borrifando cantos e frestas
das instalações.
• Tratamentos repetidos em intervalos semanais podem ser necessários.
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Ufa! Acabamos carrapatos!
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