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Anais: Artigos Completos e Resumos

O documento apresenta os anais do I Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia (SimCIT), organizado por Cristian Cleder Machado e Guilherme Bontorin, que visa publicar artigos e resumos na área de Ciência da Computação. O evento incluiu palestras, cursos e a apresentação de trabalhos acadêmicos, abordando temas como algoritmos, inteligência artificial e segurança da informação. Os anais contêm resumos de diversos artigos que contribuem para o conhecimento nas áreas abordadas.

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Anais: Artigos Completos e Resumos

O documento apresenta os anais do I Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia (SimCIT), organizado por Cristian Cleder Machado e Guilherme Bontorin, que visa publicar artigos e resumos na área de Ciência da Computação. O evento incluiu palestras, cursos e a apresentação de trabalhos acadêmicos, abordando temas como algoritmos, inteligência artificial e segurança da informação. Os anais contêm resumos de diversos artigos que contribuem para o conhecimento nas áreas abordadas.

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ANAIS

Artigos Completos e Resumos

Organizadores
Cristian Cleder Machado
Guilherme Bontorin
[Link]

SimCIT
Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia

ANAIS
Coordenação Geral
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Cristian Cleder Machado
Missões Guilherme Bontorin

Comitê de Organização de Palestras, Minicursos e Oficinas


REITOR Marcos Antonio Ritterbuch
Luiz Mario Silveira Spinelli Michele Cadore Kern
PRÓ-REITOR DE ENSINO
Comitê de Organização de Pôsteres e Plenárias
Arnaldo Nogaro Cristian Cleder Machado
PRÓ-REITOR DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS- Maurício Sulzbach
GRADUAÇÃO Michele Cadore Kern
Giovani Palma Bastos Comitê de Patrocínios
PRÓ-REITOR DE ADMINISTRAÇÃO André Luís Stefanello
Nestor Henrique de Cesaro Leandro Rosniak Tibola
Thiago Roberto Sarturi
CAMPUS DE FREDERICO WESTPHALEN Comitê de Divulgação
Diretora Geral Catiane Priscila Mazzutti
Silvia Regina Canan Cliceres Mack Dal Bianco
Giancarlo Cerutti Panosso
Diretora Acadêmica
Elisabete Cerutti Comitê Técnico do Programa
Diretor Administrativo Adalto Selau Sparremberger
Clóvis Quadros Hempel Amyr Borges Fortes Neto
André Luís Stefanello
Andressa Falcade
CAMPUS DE ERECHIM Bruno Batista Boniati
Diretor Geral Camila Cerezer Possobom
Carlos Oberdan Rolim
Paulo José Sponchiado Carla Lisiane de Oliveira Castanho
Diretora Acadêmica Catiane Priscila Mazzutti
Elisabete Maria Zanin Claudio Jose Biazus
Diretor Administrativo Cliceres Mack Dal Bianco
Cristian Cleder Machado
Paulo Roberto Giollo Delfa Huatuco Zuasnábar
Eduardo Ferreira Silva
CAMPUS DE SANTO ÂNGELO Eduardo Germano da Silva
Evandro Dalla Vecchia Pereira
Diretor Geral Evandro Preuss
Gilberto Pacheco Fabrício Herpich
Diretor Acadêmico Fahad Kalil
Marcelo Paulo Stracke Felipe Becker Nunes
Fernando Pinho Marson
Diretora Administrativa Francisco Duarte Pavin
Berenice Beatriz Rossner Wbatuba Giancarlo Cerutti Panosso
Giani Petri
Gleizer Bierhalz Voss
CAMPUS DE SANTIAGO Guilherme Bontorin
Diretor Geral Josieli Piovesan
Francisco de Assis Górski Juliano Araujo Wickboldt
Diretora Acadêmica Kassiano José Matteussi
Leandro Lorenzett Dihl
Michele Noal Beltrão Leandro Rosniak Tibola
Diretor Administrativo Lenin Ernesto Abadie Otero
Jorge Padilha Santos Marcelo Caggiani Luizelli
Marcos Antonio Moretto
Marcos Antonio Ritterbuch
CAMPUS DE SÃO LUIZ GONZAGA Marilei Kovatli
Diretora Geral Marlon Fernandes Alcantara
Dinara Bortoli Tomasi Mauricio Barros
Maurício Sulzbach
Michele Cadore Kern
CAMPUS DE CERRO LARGO Neilor Avelino Tonin
Diretor Geral Oscar Caicedo
Pedro Heleno Isolani
Edson Bolzan Rafael Padilla
Rafael Pereira Esteves
Rodolfo Favaretto
Rômulo Reis de Oliveira
Solange Solange de L. Pertile
Thiago Roberto Sarturi
Victor Machado Alves
Vinicius Jurinic Cassol
UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES
CAMPUS DE FREDERICO WESTPHALEN
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

SimCIT
Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia

ANAIS

Organizadores
Cristian Cleder Machado
Guilherme Bontorin

Frederico Westphalen
2017
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-
SemDerivados 3.0 Não Adaptada. Para ver uma cópia desta licença, visite
[Link]

Organização: Cristian Cleder Machado e Guilherme Bontorin


Revisão metodológica: Elisângela Bertolotti
Diagramação: Elisângela Bertolotti
Capa/Arte: Cristian Cleder Machado
Revisão Linguística: Wilson Cadoná

O conteúdo de cada resumo bem como sua redação formal são de responsabilidade exclusiva
dos (as) autores (as).

Catalogação na Fonte elaborada pela


Biblioteca Central URI/FW

S621a Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia - SimCIT (1.: 2017 : Frederico


Westphalen, RS)

Anais [do] I Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia - SimCIT [recurso


eletrônico] / Organizadores: Cristian Cleder Machado e Guilherme Bontorin
. – Frederico Westphalen : URI – Frederico Westph, 2017.
40 p.
Disponível em: <[Link]/site/publicacoes>
ISBN: 978-85-7796-213-6

1. Ciência da computação. 2. Mundos virtuais. 3. Linguagem Python. 4.


Práticas com o Raspberry Pi e C# com Visual Studio. I. Universidade
Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – Curso de Graduação em
Ciência da Computação. II. Machado, Cristian Cleder, Bontorin, Guilherme,
org. III. Título.
CDU 004

Bibliotecária: Gabriela de Oliveira Vieira

URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões


Prédio 9
Campus de Frederico Westphalen
Rua Assis Brasil, 709 - CEP 98400-000
Tel.: 55 3744 9223 - Fax: 55 3744-9265
E-mail: editora@[Link]
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................... 7

TOOLFORME: UM TOOLKIT PARA ANÁLISE FORENSE DE MEMÓRIA ............................................... 8


VANESSA DA SILVA FERREIRA, CRISTIAN CLEDER MACHADO 8

SIMULAÇÃO E ANÁLISE DO ALGORITMO DE PERTURBAÇÃO E OBSERVAÇÃO NO RASTREAMENTO


DO PONTO DE MÁXIMA POTÊNCIA EM SISTEMAS FOTOVOLTAICOS ............................................... 15

LEONARDO ROMITTI, FABRÍCIO HOFF DUPONT

UMA PROPOSTA PARA CRIAÇÃO DE MECANISMOS E ESTRATÉGIAS PARA MANTER RESILIÊNCIA


EM CONTROLADORES SDN ............................................................................................................... 20

LUCAS F. CLARO, GILNEI PELLEGRIN, MANUELA TIRLONI, CRISTIAN C. MACHADO

MPLS FAST RE-ROUTE: CONTEXTUALIZAÇÃO E VISÃO GERAL .................................................... 25


MATEUS VICTORIO ZAGONEL, JUCIMAR RODRIGUES, CASSIANO MÔNEGO

UMA FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO DE QOS BASEADO EM USUÁRIOS .................................... 30


VITOR UDO JOAO LEAL, CRISTIAN C. MACHADO

SISTEMAS DE TERMO-HIGRÔMETRO DIGITAL MICROCONTROLADO COM LEITURA INTERNA E


EXTERNA............................................................................................................................................ 34
EDEMAR O. PRADO, AMAURI F. BALOTIN, HAMILTOM C. SARTORI

O PROTOCOLO DE INICIAÇÃO DE SESSÃO – SIP .............................................................................. 38


RAFAEL POLLON

UMA PROPOSTA PARA DETECÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS DE POLÍTICAS EM REDES


DEFINIDAS POR SOFTWARE ................................................................................................................ 42
MANUELA TIRLONI, FELIPE TOMM, LUCAS F. CLARO, CRISTIAN C. MACHADO

SIGECA: SISTEMA DE GERENCIAMENTO DO CONSUMO DE ÁGUA DE RESIDÊNCIAS ..................... 47


MAURICIO FELIPE SOARES, MAURÍCIO SULZBACH, ANDRÉ LUÍS STEFANELLO

APLICABILIDADE DA GAMIFICAÇÃO PARA ENSINO DE QUÍMICA LABORATORIAL ......................... 52


RAFAEL BALREIRA DOS SANTOS, LEANDRO ROSNIAK TIBOLA
APRESENTAÇÃO

A primeira edição do Simpósio de Ciência, Inovação e Tecnologia (SimCIT), promovido e


mantido pelo Curso de Ciência da Computação e Programas de Pós-graduação nas áreas de Ciência
da Computação da URI – Câmpus de Frederico Westphalen, destinou-se a pesquisadores,
professores, alunos de graduação e pós-graduação e demais profissionais das áreas de Ciência da
Computação e afins, tendo como objetivo publicar artigos completos e resumos estendidos que
contribuam significativamente para o conhecimento dessas áreas.
Em sua programação de atividades, o evento contou com a realização de palestras seguidas
de arguições com o público presente, formado especialmente por alunos e profissionais de áreas
afins, juntamente com professores. A fim de atender necessidades da comunidade acadêmica e
público em geral, o evento ofereceu uma noite de cursos/oficinas nos temas Mundos Virtuais,
linguagem Python, Práticas com o Raspberry Pi e C# com Visual Studio.
O Simpósio contou com a apresentação de seminários de andamento de trabalhos de
conclusão de curso, onde os alunos graduandos em ciência da computação fizeram a exposição de
fragmentos de seus trabalhos, afim de estimular os participantes do evento a conhecerem ou se
envolverem com a área. Por fim, também foram apresentados trabalhos em formato artigo, que
compilaram diversos temas tais como Algoritmos e Otimização, Inteligência Artificial, Jogos
Digitais, Tecnologias Emergentes, Tolerância a Falhas, Interação Humano-Computador,
Processamento de Imagem, Segurança da Informação, Internet das Coisas ou Computação Ubíqua,
Aplicações Móveis, Modelagem, Simulação e Arquiteturas, Sistemas Operacionais e Embarcados, e
Sistemas Paralelos e Distribuídos. Os trabalhos completos e resumos estão presentes nestes anais.

Cristian Cleder Machado


TOOLFORME: UM TOOLKIT PARA ANÁLISE FORENSE DE MEMÓRIA
TOOLFORME: A MEMORY FORENSICS TOOLKIT

VANESSA DA SILVA FERREIRA¹*, CRISTIAN CLEDER MACHADO¹

¹ Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões. URI – Câmpus de Frederico Westphalen – RS;
*E-mail: vanessaferreira1492@[Link].

Resumo: O presente artigo tem como objetivo apresentar o desenvolvimento de um toolkit para
realização de análise forense de memória chamado ToolForMe. ToolForMe é capaz de realizar análises
forenses em dumps de memória gerados a partir de computadores com o Sistema Linux. ToolForMe
disponibiliza diversos plugins para análise. Isto faz com que o usuário tenha um vasto conjunto de
funções disponíveis, as quais são utilizadas para encontrar vestígios e levantar evidências presentes na
memória sobre incidentes ocorridos nos computadores/dispositivos. Para demonstrar o funcionamento do
toolkit foi realizado um estudo de caso onde todos os plugins disponíveis foram utilizados. Os resultados
mostram que a ferramenta retorna de maneira amigável e consistente as informações obtidas nas análises.

Palavras-chave: Forense. Análise. Dump. Memória.

Abstract: This article aims to present the development of a toolkit for performing forensic analysis of
memory called ToolForMe. ToolForMe is able to perform forensic analysis of memory dumps generated
from computers with Linux OS. ToolForMe offers several plugins for analysis. This makes the user has a
wide range of available functions, which are used to find traces and collect evidence in the memory about
incidents on the computers / devices. To demonstrate the operation of the toolkit was conducted a case
study where all available plugins were used. The results show that the tool returns friendly and consistent
the information obtained in the analysis.

Keywords: Forensic. Analysis. Dump. Memory.

1 INTRODUÇÃO dados armazenados na memória estática do dispositivo. A


Forense de memória permite à perícia Forense
Atualmente, a tecnologia se faz presente no cotidiano computacional a análise dos dados armazenados na
da maior parte da sociedade. Muitas pessoas passam parte RAM, que é a memória volátil do sistema. Estes dados
do seu dia utilizando dispositivos, tais como, tablets, podem ser de suma importância para a investigação, visto
smartphones, notebooks e computadores, instalando que, somente através desta análise, é possível identificar
nestes softwares/aplicativos e/ou acessando sites sem quais processos estão ativos, quais dados estão em uso
saber o que pode estar acontecendo com os seus dados e pelos processos e muitas outras informações que só são
com as informações armazenadas nestes dispositivos. armazenadas na memória volátil. Desta forma, a Forense
Muitos desses softwares podem conter vírus ou de memória colabora para que a análise do sistema
programas maliciosos, os quais podem estar utilizando invadido seja mais completa.
dados ou executando ações em seu nome, sem a devida Com base na necessidade de analisar os dados
permissão. contidos na memória, este artigo apresenta um toolkit que
Neste contexto, um campo que vem ganhando a cada detalha os resultados da extração e análise de dados da
dia mais espaço para que os autores destes incidentes memória volátil de forma clara e objetiva, com uma
possam ser identificados e suas ações desvendadas é o da interface amigável e de fácil entendimento. Isto faz com
Computação Forense. A Computação Forense tem a que este tipo de análise não seja feita somente em linha
importante função de, por meio de aplicações de técnicas de comando, o que pode se tornar, muitas vezes, uma
e ferramentas, levantar evidências e analisá-las, fazendo tarefa árdua e não intuitiva devido à quantidade e
com que os dados que foram obtidos nestas análises, organização das informações contidas num dump de
possam ser usados contra estes autores e, os mesmos, memória. A partir disso a criação e uso da ferramenta
após serem identificados, sejam devidamente punidos. aqui proposta, até mesmo um usuário leigo pode
Para identificar o que foi feito no sistema invadido, a visualizar os resultados obtidos da análise Forense de
perícia Forense computacional busca evidências memória e realizar uma avaliação do que esta
relacionadas às atividades maliciosas que ocorreram no acontecendo ou aconteceu em seu sistema. Os resultados
sistema, tradicionalmente, através da coleta e análise dos mostram que a ferramenta retorna de maneira amigável e
consistente as informações obtidas nas análises.
O restante do artigo está organizado da seguinte armazenamento computacional, são os exames periciais
maneira: na seção 2 são apresentados conceitos gerais mais solicitados na Computação Forense, e consiste
sobre forense computacional. Na seção 3 é detalhada em basicamente em analisar arquivos, sistemas e programas
especifico a forense em memória, foco deste trabalho. Na instalados em discos rígidos, CDs, DVDs, pen-drives e
seção 4 o toolkit é apresentado. Na seção 5 um estudo de outros dispositivos de armazenamento digital de dados.
caso para validação do toolkit é apresentado. Por fim, na As informações coletadas nesta análise ao serem cruzadas
seção 6, uma conclusão e propostas para trabalhos futuros com as informações reunidas através da Forense in vivo
são apresentados. traz uma análise geral do sistema computacional. O
objetivo principal é reconstruir todos os fatos possíveis, e
2 FORENSE COMPUTACIONAL obter o máximo de informações para a elaboração do
Laudo Pericial.
A inovação tecnológica traz muitos benefícios para as
pessoas e toda a comunidade, como a agilidade, a 3 FORENSE DE MEMÓRIA (FORENSE IN VIVO)
praticidade e a mobilidade, entre muitos outros. Porém,
em contrapartida, surgem algumas desvantagens, como a A análise forense in vivo tem o objetivo de recuperar
possibilidade de realização de novas práticas criminosas e dados antes do desligamento da máquina, como os
ilícitas. Desta maneira, para que os agentes destes fatos processos que estavam em execução no momento da
sejam punidos, existe a necessidade de uma investigação, apreensão da máquina, quais eram as conexões
a qual se inicia com a apuração e a análise dos vestígios estabelecidas e até mesmo chaves de acesso a volumes
deixados. A área que investiga esses fatos é conhecida cifrados, entre outros. Nesse contexto, uma abordagem
como Computação Forense (ROSA, 2011). que vem se mostrando bastante promissora é a Forense de
Segundo Eleutério e Machado (2011), a Computação Memória, que envolve a captura e análise dos dados
Forense é a ciência que usa técnicas especializadas para armazenados na memória principal do
coletar, preservar e analisar os dados digitais de um computador/dispositivo (WAITS et al, 2008).
computador ou computadores suspeitos de serem Amari (2009) define a Forense de Memória como
utilizados em um crime virtual. Da mesma forma que a sendo, o processo de captura e análise de dados
perícia convencional, ela trata de buscar evidências para a armazenados em memória volátil. Sendo que, por
solução de um crime. memória volátil, entende-se aquela cujos dados podem se
A Computação Forense cada vez mais vem ganhando perder no desligamento do sistema, ou podem ser
importância, tanto para autoridades policiais e judiciarias, reescritos no funcionamento normal do mesmo.
como para empresas e organizações. Isto ocorre devido A Forense de Memória é composta, basicamente, por
ao fato da necessidade de utilização de conhecimentos em dois procedimentos. O primeiro trata-se da captura da
informática juntamente com técnicas de investigação, a imagem da memória volátil, e o segundo é a análise desta
fim de obter evidências de ocorrências de incidentes de imagem. Segundo Da Silva e Lorenz (2009), a captura da
segurança em sistemas computacionais (FREITAS, imagem da memória volátil se dá através de um dump de
2006). memória, podendo mapear como o sistema estava sendo
Um analista, usufruindo de processos Forenses, pode utilizado no momento da geração da imagem. Já a análise
através da reconstituição dos eventos passados descobrir da imagem gerada se dá através da utilização de
quem invadiu o sistema, como o invasor obteve o acesso, ferramentas específicas, em um ambiente próprio para
quando isto aconteceu e o que fez enquanto teve domínio análise, pra que possa ser realizada a busca pelas
do ambiente. Porém, tão importante quanto encontrar os evidências.
responsáveis e buscar uma punição a eles, é o a. Extração dos dados da memória: existe uma
aprendizado resultante da análise do problema, que deve diversidade de métodos para adquirir os dados presentes
ser considerado como meta dos trabalhos Forenses na memória. Estes podem ser baseados em hardware ou
aplicados à área de Segurança da Informação (ROSA, em software. O perito deve ter o conhecimento de qual se
2004) adequa mais ao sistema alvo e ao caso que está
investigando. A seguir, serão mostrados os principais
2.1 Principais tipos de exames Forense Computacional métodos usados para a extração dos dados em memória.
(ROSA, 2011)
Os principais tipos de exames Forenses b. Análise dos dados da memória. Existem atualmente
Computacionais realizados atualmente é o Forense in vivo diversas ferramentas para realizar análise de dados da
e o Forense post mortem. memória Volátil. Porém é importante que o perito
a. Exames e procedimentos no local do crime conheça bem o comportamento das ferramentas que vai
(Forense in vivo): Segundo Sacramento (2012), a Forense utilizar, testando-as em imagens de memória conhecidas
in vivo é a etapa onde o perito entra em contato com o antes de adotá-las em um processo de investigação
incidente, onde o computador ainda está ligado, processos formal, pois, desta forma, é possível conhecer as suas
rodando e os ativos da rede ainda em funcionamento. saídas, o formato em que as informações serão
Tudo o que é coletado, é armazenado num dispositivo de apresentadas ou até mesmo o desconhecimento do
armazenamento para ser usado na análise pericial. comportamento do software.
b. Exames em dispositivos de armazenamento
Computacional (Forense Post Mortem): Para Eleutério e
Machado (2011), exames em dispositivos de

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ISBN: 978-85-7796-213-6 <[Link]
4 DESENVOLVIMENTO DO TOOLFORME arquivo [Link] e o botão “Add on”, onde o usuário fará
upload do dump que deseja analisar. Após realizar o
A Linguagem de Programação utilizada no upload do dump que deseja analisar, na tela “Perform
desenvolvimento do toolkit ToolForMe, foi o Python. O Analysis”, o usuário poderá analisar forense de memoria
mesmo foi utilizado no desenvolvimento da Interface deste dump, utilizando os plugins disponíveis pelo
Web do toolkit, juntamente com os Frameworks Django e toolkit. A tela “Perform Analysis” pode ser visualizado
Bootstrap. Para realização das análises forenses foi na figura 2.
utilizado o framewok volatility. Este foi escolhido por ter
um amplo range de plugins. Apesar desse amplo range,
este framework é limitado a execução por linha de
comando. Tal abordagem exige do usuário um grau
elevado de conhecimento para compreender cada
comando e a composição de parâmetros para que as
informações sejam analisadas, ao contrário do toolkit
proposto que possui uma interface gráfica intuitiva. Por
fim, o SGBD utilizado foi o MySQL para
armazenamentos dos resultados das análises forense de
memória.
Para o desenvolvimento do toolkit utilizou-se o
sistema Operacional Linux Ubuntu, por ser uma
distribuição que atende aos requisitos para Fig. 2 - Tela "Perform Analysis
desenvolvimento do mesmo.
Foi criado então o projeto Django, sendo que este cria Os plugins disponíveis para análise de dumps gerados
automaticamente arquivos para o desenvolvimento do a partir de sistemas operacionais Linux, juntamente com
projeto. Dentre os arquivos do Django, estão os que mais os dados que retornam são:
foram utilizados para a realização do desenvolvimento do • Linux_bash – Apresenta um histórico dos sistemas;
projeto ToolForMe, e também para a configuração do • Linux_dmesg – Mostra as ultimas ocorrências de
mesmo. São eles: [Link], [Link], [Link], [Link] buffer do Kernel;
e [Link]. Nestes foram realizadas todas as • Linux_ifconfig – Apresenta as interfaces ativas;
configurações necessárias e criadas as funções, url’s, • Linux_lsmod – Apresenta os módulos de Kernel
formulários e templates necessários para a criação do carregados;
toolkit. • Linux_netstat – Apresenta as conexões de rede
A tela inicial do toolkit pode ser vista na Figura 1. ativas;
• Linux_pslist – Mostra os processos que estavam
ativos;
• Linux_proc_maps – Mostra os mapas dos processos
do Linux;
• Linux_pstree – Mostra a relação pai/filho dos
processos;
• Linux_cpuinfo - Imprime informações sobre cada
processador ativo;
• Linux_lsof - Lista os arquivos abertos;
• Linux_arp – Imprime a tabela ARP.
Quando o usuário selecionar a opção executar na tela
Fig. 1 - Tela Inicial Do Toolforme de realizar análise, o sistema vai realizar a análise
utilizando o framework volatility, vai inserir todas as
O ToolForMe possui a tela inicial que apresenta uma informações coletadas do dump na tabela do plugin
breve descrição do toolkit ToolForMe, como o que ele faz escolhido pelo usuário no Banco de Dados, e logo após
e também através de que ele faz, conforme mostra a mostra na tela os resultados obtidos da análise realizada.
figura 1. A partir dai, têm-se as telas de “Home”, que Através das informações armazenadas o usuário poderá
volta a tela inicial, “Do Upload” onde é realizado o posteriormente visualizar os resultados obtidos na análise
upload do dump, “Perform Analysis” onde é realizada a de cada dump na tela de consultas.
análise forense de memória do dump feito upload
anteriormente, “Consultations” que é a tela onde é 5 ESTUDO DE CASO E RESULTADOS
possível visualizar os resultados obtidos das analises
realizadas, e a tela “Contact”, que contem informações do Depois de finalizado o desenvolvimento do toolkit,
desenvolvedor. partiu-se então para a realização dos estudos de caso para
Na tela “Do Upload”, o usuário seleciona o dump que comprovação das funcionalidades do mesmo. Nesta
deseja fazer análise, e seleciona de qual sistema etapa, foi realizado, até o presente momento, um estudo
operacional o mesmo foi extraído. Esta tela possui a de caso analisando um dump extraído de um computador
mesma estrutura da tela inicial, porém, ao invés de conter que possui Sistema Operacional Linux Ubuntu.
informações sobre o toolkit, possui o formulário criado no

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A extração do dump deu-se através do Lime
([Link] uma
ferramenta para extração de imagens de memória de
Sistemas Operacionais baseados em Unix. O comando
executado para a criação do dump pode ser visualizado na
figura 3.

Fig. 5 – Resultado da Análise do plugin Linux_netstat


Fig. 3 - Comando Lime Para Criação Do Dump Linux
Conforme pode ser visualizado na Figura 5, este
Após ter sido gerado o dump, foi realizado o upload
plugin lista todas as portas que estão esperando conexão,
do arquivo no toolkit. Feito isto, partiu-se para a ou seja, as portas que estão com seu estado listening
realização da análise utilizando o toolkit. Como o dump (ouvindo). Lista também as portas no estado established
foi extraído de uma máquina contendo o Sistema (onde a conexão já esta ativa) e as portas no estado close
Operacional Linux, escolheu-se então o Sistema
e close_wait (onde a conexão já foi encerrada).
Operacional Linux. Foi escolhido também o dump que foi
O “linux_netstat” verifica as conexões TCP, e através
realizado upload anteriormente. O profile escolhido foi o dele é possível verificar se algo ou alguém está conectado
“LinuxUbuntuServer-amd64-linux-image-3_11_0-12- ao host local. Da mesma forma, algumas conexões TCP
generic-x64” devido o mesmo ser extraído de um são desnecessárias, fazendo com que a velocidade e o
computador que possui Ubuntu, com kernel de 64Bits. desempenho do host sejam prejudicados, visto que estas
Neste estudo de caso foram utilizados todos os
conexões consomem boa parte dos recursos de sistema.
plugins disponíveis no toolkit para realização da análise
No resultado da análise, exibida na Figura 6, o toolkit
forense de memória de Sistemas Operacionais Linux. O recebeu como resposta 85 linhas de informações.
resultado obtido através do plugin “Linux_dmesg”, que Percebe-se que este plugin retorna ao usuário o
mostra quais são as últimas ocorrências de buffer do PROTOCOL, o IP, a CONNECTION e o STATUS.
Kernel, pode ser visualizado na figura 4. Outro plugin apresentado é o “linux_lsmod”. Este
plugin é utilizado para verificar quais os módulos de
Kernel estão carregados no momento que o dump foi
gerado. Como pode ser visualizado na Figura 6, este
plugin retorna o NAME, ou seja, o nome do módulo, e o
NUMBER, que é o número para localização do módulo.

Fig. 4- Resultado da Análise do plugin Linux_dmesg

A Figura 4, mostra que utilizando o plugin “Linux-


dmesg”, o toolkit desenvolvido retorna o MOMENT e a
OCURRENCE, ou seja, o momento em que determinada
ação aconteceu no sistema, e passou pela memória,
deixando ali o seu rastro. Este plugin trouxe como Fig. 6 - Resultado da Análise do plugin Linux_Lsmod
resposta 933 linhas de informações.
O resultado da análise utilizando o plugin Nesta análise, utilizando o plugin “linux_lsmod”, o
“Linux_netstat”, que verifica quais conexões de rede toolkit retornou 52 resultados, ou seja, 52 módulos do
estavam sendo feitas no momento em que a imagem da Kernel carregados na memória do computador no
memória foi gerada, pode ser visualizado na figura 5. momento que foi gerado o dump.
O próximo plugin utilizado foi o “linux_arp”. Este
imprime a tabela ARP ativa no computador analisado.
Esta análise retornou 9 resultados, como pode ser
visualizado na figura 7.

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Fig. 7 – Resultado da Análise do plugin Linux_Arp

Fig. 9 - Resultado da Análise do plugin Linux_Bash


Conforme pode-se notar, a análise utilizando o plugin
“linux_arp” retorna ao usuário os seguintes dados: o IP da
Dando continuidade ao estudo de caso da imagem do
máquina na qual foi realizada a comunicação via tabela
Sistema Operacional Linux, foi realizada a análise
ARP, o endereço MAC desta máquina, o STATUS da
utilizando o plugin “linux_cpuinfo” (Figura 10). Este
conexão e a INTERFACE de comunicação.
plugin retorna ao usuário as informações relacionadas à
O próximo plugin o qual foi realizada a análise para o
CPU do computador analisado.
estudo de caso é o “linux_ifconfig” (Figura 8). Este
plugin retorna ao usuário às interfaces de rede ativas no
momento que foi gerada a imagem de memória.

Fig. 10 – Resultado da Análise do plugin Linux_Cpuinfo


Fig. 8 – Resultado da Análise do plugin Linux_Ifconfig
Conforme pode ser visualizado na figura 10, o plugin
A análise realizada com o plugin “linux_ifconfig”, “Linux_cpuinfo” retorna ao usuário o PROCESSOR, o
conforme pode ser vista na Figura 9, retorna ao usuário a VENDOR, ou seja, o vendedor/fabricante, e o MODEL
INTERFACE, o IP ADDRESS, o MAC ADDRESS e o da CPU do dump que está sendo analisado.
PROMISCOUS MODE. O próximo plugin, utilizado neste estudo de caso para
O próximo plugin, o qual foi utilizado para realização realização da análise do dump é o “Linux_lsof”. Este
da análise do dump é o “linux_bash”. Este plugin retorna plugin imprime a lista de arquivos abertos e seus
um histórico de comandos utilizados no sistema e que respectivos caminhos, para cada processo em execução.
estavam armazenados na memória no momento da Parte do resultado da análise utilizando o “Linux_lsof”
geração do dump. pode ser visualizado na figura 11.
Conforme pode ser visto na Figura 9, na análise
realizada neste estudo, o plugin retornou como resultado
726 linhas de comando que foram executadas, e estavam
armazenadas na memória. Como pode-se verificar na
Figura 10, o plugin utilizado retorna o PID, o NAME, o
COMMAND TIME, ou seja, momento que o comando
foi executado com a data e hora e o COMMAND, ou
seja, o comando executado.

Fig. 11 - Resultado da Análise do plugin Linux_Lsof

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Conforme pode ser visualizado na Figura 11, o plugin possui informações de quando o processo foi iniciado.
“Linux_lsof” traz como resultados PID, o FD, e o PATH, Nesta análise, o plugin retornou 214 linhas de resultados.
ou seja, a lista de arquivos abertos por cada processo e O próximo e último plugin utilizado no estudo de caso
seus respectivos caminhos. Este plugin trouxe como para verificação da funcionalidade do ToolForMe para o
resultado 2041 linhas de informações Sistema Operacional Linux, é o “Linux_pstree”. Este
Dando continuidade as análises do presente estudo de plugin mostra as relações pai/filho entre os processos
caso, utilizou-se do plugin “linux_proc_maps” para executados na máquina analisada. O resultado obtido na
realização de mais uma etapa da análise. Este plugin lista análise utilizando o plugin “Linux_pstree” pode ser
os mapas, mostrando detalhes de cada processo no Linux, visualizado na figura 14.
e o resultado desta análise pode ser visualizado na figura
12.

Fig. 14 - Resultado da Análise do plugin Linux_Pstree

Conforme pode ser visualizado na figura 14, a análise


Fig. 12 – Resultado da Análise do plugin Linux_Proc_Maps
realizada pelo plugin “linux_pstree” traz como resultado
ao usuário o NAME, o PID e o UID. Esta análise
Na Figura 12, pode-se verificar o resultado obtido ao
retornou 214 linhas de informações.
utilizar-se do plugin “Linux_proc_maps”, apresentando
Como pode ser verificado, no estudo de caso
24.859 linhas de resultados. O mesmo retorna 10 colunas,
realizado, foram utilizados todos os plugins disponíveis
o PID, o START, o END, as FLAGS, o PGOFF, o
para o Sistema Operacional Linux no toolkit ToolForMe.
MAJOR, o MINOR , o INODE e o FILE PATH.
Diante dos resultados obtidos, e sabendo que todos os
O “Linux_pslist” também foi utilizado para realização
plugins funcionaram corretamente e retornaram valores
da análise do dump extraído do sistema operacional
corretos, confirma-se então a veracidade das análises
Linux. Este plugin imprime a lista de processos ativos no
realizadas através do framework volatility no toolkit
momento em que o dump de memória foi gerado. Na
ToolForMe, em dumps gerados a partir de Sistemas
Figura 13, tem-se o resultado da análise utilizando-se
Operacionais Linux.
deste plugin.
6 CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS

A ideia principal deste trabalho foi o desenvolvimento


de um toolkit para análise forense de memória. Esta ideia
surgiu da necessidade de se ter uma interface amigável e
de fácil entendimento ao usuário para realizar e verificar
os resultados de tais análises. Isto faz com que este tipo
de análise não seja feita somente em linha de comando,
que pode apresentar ao usuário informações de forma
desorganizada e/ou ilegível.
Neste trabalho tanto a criação do toolkit quanto seus
experimentos foram voltados para plugins Linux, visto
que o estudo de caso realizado foi em um dump gerado a
partir de uma máquina que possuía sistema Operacional
Fig. 13 – Resultado da Análise do plugin Linux_Pslist Linux. Como sugestão para trabalhos futuros, pretende-se
estender as funcionalidades da ferramenta para análise de
Analisando a figura 13, pode-se notar que o plugin dumps de sistemas operacionais Windows
“Linux_pslist” retorna como resultado da análise diversas
informações. São elas: OFFSET, o NAME, o PID, o UID,
o GID, o DTB, o START TIME. Neste caso, este dump
não possui informações de START TIME, ou seja, não

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Departamento de Engenharia Elétrica. Brasilia, DF,
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ROSA, Daniel Accioly; Contextualização da Prática
Forense; Revista Evidência Digital – Edição 01, Ano
AMARI, Kristine; Techniques and Tools for Recovering
I, n. 01, p. 5, Jan., Fev., Mar. 2004. Disponível em:
and Analyzing Data from Volatile Memory, SANS
<[Link]
Institute, 2009.
Acesso em: 30 abr. 2014.
DA SILVA, Gilson Marques; LORENS, Evandro Mário.
SACRAMENTO, Fabricio Santos; Estudo sobre as
Extração e Análise de Dados em Memória na Perícia
ferramentas de rede para Perícia Forense. Faculdade
Forense Computacional. Honorary President, p. 21,
Norte Capixaba de São Mateus; Análise e
2009
Desenvolvimento de Sistemas. São Mateus. ES, 2012.
ELEUTERIO, Pedro Monteiro da Silva; MACHADO,
SILVA, Ewerton Almeida, and ROCHA, Anderson.
Marcio Pereira. Desvendando a Computação Forense.
Análise forense de documentos digitais: além da visão
1. Ed. São Paulo: Novatec, 2011.
humana. Saúde, Ética & Justiça 16.1 (2011).
FREITAS, Andrey Rodrigues de; Perícia Forense
SILVA, Rodrigo Segura; Forense Digital: Produzindo
Aplicada à Informática: Ambiente Microsoft; Rio de
Provas Legais; Out, 2010. Disponível em
Janeiro, Brasport, 2006.
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LiME, LiME - Linux Memory Extractor, Disponivel em
option=com_content&view=article&id=177:forensedi
<[Link] Acesso em
gital&catid=18:prevencao-a-fraudes&Itemid=7>
17 maio 2014.
Acesso em: 11 maio 2014.
ROSA, Ana Paula Teixeira. Forense de Memória:
WAITS, C., Akinyele, J.A., Nolan, R., Rogers, L.:
Extração e Análise de Dados Armazenados em
Computer Forensics: Results of Live Response
Memória Volátil. Monografia de Especialização –
Inquiry vs. Memory Image Analysis, CERT,2008..
Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia.

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SIMULAÇÃO E ANÁLISE DO ALGORITMO DE PERTURBAÇÃO E
OBSERVAÇÃO NO RASTREAMENTO DO PONTO DE MÁXIMA POTÊNCIA
EM SISTEMAS FOTOVOLTAICOS
SIMULATION AND ANALYSIS OF PERTURB AND OBSERVE ALGORITHM AT MAXIMUM POWER POINT TRACKING OF
PHOTOVOLTAIC SYSTEMS

LEONARDO ROMITTI¹*, FABRÍCIO HOFF DUPONT¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen
*E-mail: [Link]@[Link]

Resumo: Os valores de corrente e tensão de saída das células fotovoltaicas são sensíveis a variações de
irradiação e de temperatura. Assim, é necessário utilizar um algoritmo de rastreamento do ponto de
máxima potência (MPPT) para otimizar a geração de energia. Um dos métodos mais utilizados para esta
finalidade é o de Perturbação e Observação (P&O). Deste modo, este trabalho tem como objetivo validar
o funcionamento do algoritmo de P&O no rastreamento do ponto de máxima potência (MPP) em sistemas
fotovoltaicos e analisar a influência da variação dos parâmetros de incremento da razão cíclica e período
de amostragem na dinâmica do sistema utilizando um conversor buck-boost.

Palavras-chave: Sistemas Fotovoltaicos. Rastreamento do Ponto de Máxima Potência (MPPT).


Algoritmo de Perturbação e Observação (P&O). Otimização;

Abstract: The current and the voltage from photovoltaic cells are sensitive to irradiance and temperature
variations. Thus, is necessary to apply a Maximum Power Point Tracking algorithm (MPPT) to optimize
the energy generation. One of the most widely used techniques for this purpose is the Perturb and
Observe Method (P&O). In this context, this paper aims to validate the P&O algorithm efficiency,
analyzing duty cycle’s increment and sampling frequency influence in dynamic system behavior using a
buck-boost converter.

Keywords: Photovoltaic Systems. Maximum Power Point Tracking (MPPT). Perturb and Observe
Algorithm (P&O). Optimization

1 INTRODUÇÃO Desde modo, é necessário utilizar um método ativo de


Rastreamento do Ponto de Máxima Potência (MPPT)
Os padrões de vida atuais apresentam uma aplicado ao sistema de potência para fazer com que o
dependência irreversível e crescente de energia elétrica, mesmo opere o mais próximo possível do MPP de modo
sendo que o fornecimento para atender esta demanda tem a otimizar a geração de energia.
sido feito de forma insustentável através de uma matriz De acordo com Esram (2007) existem muitos métodos
energética global baseada em combustíveis fósseis. de MPPT desenvolvidos e implementados, entre os quais
No entanto, o movimento crescente da sociedade em pode-se citar como exemplo: Hill Climbing, Perturbação
prol do desenvolvimento de alternativas para compor e Observação (P&O), Condutância Incremental, Método
uma nova matriz energética tem incentivado um grande por Lógica Fuzzy, Método por Rede Neural, Correlação
aumento no desenvolvimento de novas tecnologias para de Ripple (RCC), Current Sweep, Fração da Corrente de
geração de eletricidade. Neste contexto, a energia solar Curto Circuito e Fração da Tensão de Circuito Aberto.
fotovoltaica tem se consolidado como uma fonte No entanto, segundo Femia et al (2005) o algoritmo mais
renovável e inesgotável na escala de tempo humana. empregado é o de P&O devido a sua simplicidade e
A potência fornecida por um dispositivo fotovoltaico facilidade de implementação.
pode ser representada por uma curva de potência em Neste contexto, este trabalho tem os objetivos de
função da tensão chamada de curva P – V, onde existe validar o funcionamento do método de P&O no
apenas uma combinação (localizada no joelho da rastreamento do MPP em sistemas fotovoltaicos e avaliar
curvatura) que garante a entrega da máxima potência à o impacto dos diferentes parâmetros que podem ser
carga, o chamado ponto de máxima potência (mpp). configurados no algoritmo estudado através de
no entanto, os valores de tensão e corrente de saída destes simulações desenvolvidas com o auxílio do software
dispositivos são extremamente sensíveis a variações de Simulink.
irradiação e temperatura de modo que potência que é
fornecida à carga e, consequentemente, a localização do
MPP, sofrem variações ao longo do dia.
16

2 DESENVOLVIMENTO Dupont (2014) também apresenta a análise


De acordo com Martins et al (2011), um sistema matemática do circuito equivalente da Fig. 2. A corrente
de rastreamento pode ser dividido em duas partes. A de saída da célula é definida através de
primeira é um modelo que representa a lógica de (1)
funcionamento do algoritmo, fazendo a leitura das onde pode ser calculada por
informações do módulo, executando os cálculos e
definindo o ponto de operação do sistema. A segunda é o (2)
estágio de potência que tem como objetivo habilitar o na qual é a radiação solar na superfície do módulo,
funcionamento do método de MPPT aplicado. A Fig. 1 e representam a radiação solar e a temperatura
ilustra o conceito apresentado. de referência dentro das chamadas de Condições Padrão
de Teste (STC - Standard Test Conditions), que são
respectivamente 1000 W/m² e 25ºC. A grandeza éa
corrente foto-gerada nas condições de referência e é
Dispositivo Estágio de o coeficiente de corrente de curto circuito com a
Fotovoltaico Potência
temperatura. A variável é a temperatura de operação
Carga
do painel e pode ser obtida através de
Variáveis (3)
Lidas

Algoritmo de
Resultado sendo a temperatura ambiente e a temperatura
Rastreamento nominal de operação da célula em K (Kelvin).
A corrente que passa pelo diodo é calculada através
Fig. 1: Sistema típico de rastreamento do Ponto de Máxima Potência em de
sistemas fotovoltaicos. Fonte: Martins et al 2011.
(4)
Para este trabalho, será considerada uma carga com onde é a carga elementar do elétron ( C), é
característica resistiva pelo fato de que o estudo o fator de idealidade de , é a temperatura na
conduzido não possui foco em uma aplicação específica, superfície do módulo e é a Constante de Boltzmann
mas sim, a um meio que possibilite a simulação e a ( . A corrente , que representa a
validação do método investigado. corrente de saturação do diodo, podendo ser calculada
através de
2.1 Modelagem matemática e especificações do
módulo fotovoltaico (5)
de modo que representa a energia de banda proibida
De acordo com Dupont (2014) a célula fotovoltaica
pode ser entendida fisicamente como uma junção p-n que do material semicondutor que compõe a célula e éa
ao ser exposta à irradiação solar é capaz de gerar uma corrente de saturação do diodo nas condições de
corrente elétrica. O circuito equivalente que representa referência, definida por
este comportamento é ilustrado pela Fig. 2. (6)

onde é a tensão de circuito aberto e é a tensão


térmica nas condições padrão de teste.
Dupont (2014) complementa a análise matemática do
circuito definindo a tensão no diodo através de
(7)
e a corrente de fuga que flui pela resistência em paralelo
Fig. 2: Circuito equivalente de uma célula fotovoltaica utilizando o através de
modelo de única exponencial. Fonte: Dupont (2014).

No circuito ilustrado, é a corrente gerada pela (8)


interação fóton-elétron, é a junção entre os Assim, é possível estimar a corrente e a tensão
semicondutores p e n, é a tensão sobre o diodo, é produzidas por determinada célula fotovoltaica em
função de características físicas e ambientais.
a corrente que passa pelo diodo , representa as
Tendo em vista que a potência fornecida por estes
correntes de fuga que dão origem às perdas internas da dispositivos é insuficiente para suprir a demanda da
célula, é a corrente na resistência em paralelo, maioria das cargas, as células são agrupadas de modo a
representa as perdas ôhmicas nos contatos metálicos da formar módulos fotovoltaicos. Por sua vez, os módulos
célula e e representam respectivamente a corrente são organizados em séries e/ou paralelos para formar
e a tensão de saída do dispositivo. arranjos ou painéis.

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A análise apresentada nos parágrafos anteriores pode O projeto desenvolvido garante uma potência
ser representada em simulações no Simulink através entregue à carga igual à potência fornecida pela fonte e
dobloco PV Array desenvolvido pelo National Renewable que pode ser calculada, de acordo com Boylestad (2012),
Energy Laboratory (2014), onde é possível implementar através de
o comportamento de diversos módulos disponíveis no (15)
mercado.
Neste contexto, foi utilizado para o desenvolvimento 2.3 Método de Perturbação e Observação (P&O)
deste estudo um módulo fotovoltaico KD205GX-LP da
Kyocera Solar. Os valores de tensão, corrente e potência O algoritmo de P&O (Fig. 3) baseia-se na comparação
de saída deste modelo são, respectivamente, 26,6 V, 7,71 da potência de saída do sistema fotovoltaico em
A e 205,08 W. diferentes ciclos para realizar uma perturbação na tensão
de operação ou na razão cíclica de um conversor CC-CC
2.2 Projeto de um conversor buck-boost para habilitar e assim estabelecer sua operação próxima ao MPP.
o funcionamento do algoritmo O processo começa com a leitura dos valores de
tensão e de corrente provenientes do módulo
A partir das características elétricas do módulo fotovoltaico em determinado instante de tempo .
escolhido, foi desenvolvido o projeto de um conversor Com base nas medições realizadas é calculada a
buck-boost para habilitar o funcionamento do algoritmo potência atual produzida pelo sistema, que em
estudado considerando-se os parâmetros apresentados na seguida é comparada com a potência fornecida em um
Tabela 1. momento anterior .
Optou-se por utilizar o conversor buck-boost devido à Neste ponto, é realizado o seguinte questionamento: a
sua eficiência no rastreamento do MPPT, como é potência atual é maior que a potência produzida no
explicado em Martins et al (2011). Maiores detalhes
sobre a topologia escolhida podem ser obtidos em Barbi
Começo
(2000) e Hart (2012).
Ler 
Grandeza Símbolo Valor
Calcula =
Tensão de Entrada 26,6 V
Corrente de Entrada 7,71 A
Não Sim
Potência de Entrada 205,08 W
Razão Cíclica 0,5
Frequência de Chaveamento 20 kHz D (n) < D (n-1) D (n) > D (n-1)
Ondulação de Corrente 30% Não Não Sim
Sim
Ondulação de Tensão 1%
Tensão de Saída 26,6 V
Tabela 1: Parâmetros utilizados no projeto do conversor buck-boost.

Segundo Boylestad (2012), é possível definir o valor


da resistência do conversor utilizando Sim
D

Não
(9)
Sim
Para Hart (2012), pode-se definir a tensão de saída do D
circuito através de
Não
(10) Atualiza:  
Ainda, o valor do capacitor do conversor buck-boost é =

obtido por meio de


Retorna
(11)
De acordo com Hart (2012) a corrente no indutor é Fig. 3: Algoritmo do Método de Perturbação e Observação para
dada por Rastreamento do Ponto de Máxima Potência. Fonte: Martins et al
(2011).
(12)
a partir da qual se calcula a variação de corrente . ciclo anterior ? Esta comparação possibilita dois
Assim resultados. O primeiro deles é que é sim maior que
(13) o que representa uma variação de potência
Com base neste valor é possível calcular, ainda de positiva de modo que a potência do sistema está
acordo com Hart (2012), a indutância do circuito aumentando. O segundo é que não é maior que
(14) , o que representa que é negativa e a
potência do sistema está diminuindo.

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Na sequência, a razão cíclica atual condições simuladas, que são de 165,6 W para o nível
correspondente à é comparada com a razão cíclica mais alto de irradiação e 125 W para o menor.
do conversor em um momento anterior , Ainda, existem dois parâmetros que podem ser
correspondente à . Se for positiva, é configurados no algoritmo de P&O. O primeiro deles é o
realizado o seguinte questionamento: é maior que período de amostragem ( , que representa o intervalo de
? Se a resposta for sim, é acrescentado ao valor tempo entre a leitura das variáveis provenientes do
de razão cíclica atual uma variação chamada de passo dispositivo fotovoltaico. O segundo é o passo de
de incremento. Se a resposta for não o mesmo incremento da razão cíclica ( , que estipula o tamanho
procedimento é realizado, no entanto, o passo de do degrau rumo ao ponto de operação ótimo.
incremento é subtraído da razão cíclica anterior. Uma Com o objetivo de avaliar o impacto destes
lógica semelhante é aplicada se for negativa, onde é parâmetros no comportamento do sistema foram
analisado se é menor que . realizadas simulações considerando-se diferentes valores
O resultado parcial é um novo valor para do para e .
conversor, que será analisado para garantir que os valores A Fig. 5(c) demonstra a influência do passo de
máximos e mínimos permitidos não sejam incremento da razão cíclica na dinâmica do sistema para
desrespeitados. Assim, se a razão cíclica atual for e É possível perceber que
menor do que o método estabelece como valor de quando o sistema atinge o regime permanente
operação o próprio e se o valor de ultrapassar com maior velocidade, porém, ao alcançá-lo, é
, este último será estabelecido como a razão cíclica estabelecida uma grande oscilação. Já para o caso em que
atual do conversor. é imposto um passo de perturbação o
Quando o MPP é alcançado, é estabelecida uma sistema torna-se mais lento, mas ao atingir o regime
oscilação em torno do ponto ótimo que ocorre mesmo em permanente proporciona uma oscilação menor em torno
regime permanente e permite que a máxima potência do ponto ótimo.
produzida naquele instante em função dos níveis de A Fig. 5(d) ilustra a resposta do sistema para
irradiação e temperatura seja fornecida à carga. se s, considerando .
Com base nos resultados obtidos percebe-se que o
período

Fig. 4: Simulação do sistema de rastreamento do Ponto de Máxima


Potência (MPP) no Simulink utilizando o Método de Perturbação e
Observação (P&O).

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Com base no desenvolvimento apresentado no item


anterior foi realizada a simulação do sistema de potência
conforme é ilustrado na Fig. 4. As condições ambientais
de operação do painel são simuladas através das entradas
e do bloco PV Array, que representam
respectivamente uma temperatura de 25°C e a aplicação
de um degrau de irradiação de 800 W/m² para 600 W/m²
(Fig. 5(a)).
Deste modo, foi possível comparar a potência
fornecida pelo sistema sem a aplicação de um método de
rastreamento e posteriormente com a sua utilização, como
é ilustrado na Fig. 5(b). Fig. 5: (a) Degrau de irradiação de 800 W/m² para 600 W/m²;
Os resultados indicam que sem a utilização do P&O (b) Comparação entre a potência fornecida com e sem MPPT
foram obtidos 145,7 W e 83,46 W, respectivamente para e s); (c) Comparação entre as respostas
800 W/m² e 600 W/m². Por outro lado, com a aplicação obtidas para e , considerando s;
do MPPT a potência fornecida à carga foi de 160,6 W (d) Comparação entre as respostas obtidas para s e
para 800 W/m² e 123,6 W para 600 W/m². Estes valores s, considerando ;
são muito próximos à potência esperada para as
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de amostragem tem influência direta no tempo que o AGRADECIMENTOS


algoritmo leva para atingir o MPP. Quando o
sistema atinge este ponto por volta dos s. Em Este trabalho tem o apoio da Universidade Regional
contrapartida, quando este valor é aumentado para Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Projeto 3657.
s isto ocorre somente por volta dos s.
REFERÊNCIAS
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
BARBI, I; MARTINS, D. C; Conversores CC-CC
A potência fornecida por dispositivos fotovoltaicos é Básicos Não Isolados. Florianópolis: Edição do
extremamente sensível a variações de irradiação e de Autor, 2000.
temperatura de modo que é impossível que o sistema de BOYLESTAD, R. L. Introdução à Análise de Circuitos.
potência opere sempre em um ponto fixo. Deste modo, 12° ed. Rio de Janeiro: Prentice- Hall do Brasil, 2012.
são aplicados algoritmos de MPPT com o objetivo de BRITO, M. A. G., et al. Research on Photovoltaics:
otimizar a geração de energia, sendo que um dos métodos Review, Trends and Perspectives. In: Brazilian Power
mais utilizados é o de Perturbação e Observação. Electronics Conference (COBEP). p. 531-537, 2011.
Neste contexto, este trabalho teve como objetivo DUPONT, F. H. Estudo, Análise e Implementação de
validar o funcionamento do método de P&O no uma Metodologia para Otimização de Rendimento em
rastreamento do MPP em sistemas fotovoltaicos e avaliar Sistemas Compostos por Conversores em
o impacto de diferentes parâmetros que influenciam na [Link] ( Programa de Pós-Graduação em
dinâmica do algoritmo através de simulações Engenharia Elétrica, Universidade Federal de Santa
desenvolvidas com o auxílio do Simulink. Maria - UFSM, Santa Maria, 2014.
A partir da metodologia utilizada, foi possível ESRAM, T.; CHAPMAN, P. L.; Comparison of
comparar a potência fornecida sem o algoritmo de P&O e Photovoltaic Array Maximum Power Point Tracking
posteriormente com a utilização do método. Sem a Techniques. In: IEEE Transactions on Energy
utilização do método de P&O foram obtidos 145,7 W e Conversion, 2007, v. 22, n. 2, p. 429-449.
83,46 W, respectivamente para 800 W/m² e 600 W/m². Já FEMIA, N. et al. Optimization of Perturb and Observe
para o sistema operando com o algoritmo de Maximum Power Point Tracking Method. In: IEEE
rastreamento, a potência fornecida à carga foi de 160,6 W Transactions on Power Electronics, 2005, v. 20, n.4,
para 800 W/m² e 123,6 W para 600 W/m². p. 963-973.
Investigou-se também o impacto de diferentes valores HART, D. W.; Eletrônica de Potência: análise e projetos
de período de amostragem ( e passo de incremento da de circuitos. – Porto Alegre: AMGH, 2012.
razão cíclica no comportamento dinâmico do MARTINS et al.; Técnicas de Rastreamento de Máxima
sistema, constatando-se que estes apresentam influência Potência para Sistemas Fotovoltaicos: Revisão e
direta no processo de rastreamento de modo a modificar o Novas Propostas (Minicurso). XI Congresso
tempo de resposta para alcançar o MPP e a magnitude da Brasileiro de Eletrônica de Potência- COBEP. Natal-
oscilação em torno do ponto quando ele é alcançado. RN: 11 a 15 de setembro de 2011.
A investigação realizada ressalta a importância do NATIONAL RENEWABLE ENERGY LABORATORY
tema estudado e sua funcionalidade, tendo em vista a (NREL); NREL System Advisor Model, 2014. Disponível
otimização da geração de energia em sistemas em: <[Link] Acesso em: 14 jun. 2016.
fotovoltaicos.

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ISBN: 978-85-7796-213-6 <[Link]
UMA PROPOSTA PARA CRIAÇÃO DE MECANISMOS E ESTRATÉGIAS
PARA MANTER RESILIÊNCIA EM CONTROLADORES SDN

A PROPOSAL TO DESIGN MECHANISMS AND STRATEGIES FOR MAINTAINING RESILIENCE IN SDN CONTROLLERS

LUCAS F. CLARO¹*, GILNEI PELLEGRIN¹, MANUELA TIRLONI¹, CRISTIAN C. MACHADO¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen. *E-mail: lucasclaro87@[Link]

Resumo: Redes Definidas por Software (Software-Defined Networking - SDN) é um paradigma que
oferece uma forma mais dinâmica, administrável e adaptável para manipular fluxos de tráfegos. SDN é
capaz de identificar e adaptar-se rapidamente às mudanças dos requisitos dos serviços de rede. Apesar dos
benefícios na utilização de SDN, centralizar decisões sobre o tráfego no elemento controlador torna SDN
um ambiente propicio para ataques. Entre esses ataques está o de negação de serviço que podem levar o
controlador a apresentar diversos problemas, tais como atrasos na comunicação ou tornar-se incapaz de
atender requisições de fluxos, causando inconsistências ou perda de dados, além de falhas no
gerenciamento de novas regras ou, até mesmo, interrupção dos serviços. Neste sentido, este artigo
apresenta uma proposta para desenvolver mecanismos e estratégias para detectar e analisar as requisições
feitas a controladores com a finalidade de identificar se estas são de tráfego real legitimo ou são
provenientes de um ataque e, de acordo com esta análise, decidir ações para mitigar cada ataque.

Palavras-chave: Ataques. Detectar. Mitigar. Redes Definidas por Software.

Abstract: Software-Defined Networking (SDN) is a paradigm that offers a more dynamic, manageable,
and adaptable way for handling traffic flows. SDN is capable to identify and adapt quickly for
requirement changes of network services. Despite the SDN benefits, the act to centralize decisions about
traffic flows in controller devices makes SDN a suitable environment for different types of attacks.
Among these attacks are the denials of services (DoS) that can lead SDN controllers to present several
problems, such as delays in communication or become unable to meet traffic flow requests, by causing
inconsistencies or packet loss, as well as failures in the management of new rules or even service
disruptions. In this context, we present in this paper a proposal to develop mechanisms and strategies to
detect and analyze the controller requests in order to identify whether these requests are legitimate or
illegitimate (an attack), and by according to this analysis, deciding actions to mitigate each attack.

Keywords: Attacks. Detect. Mitigate. Software-Defined Networking.

1 INTRODUÇÃO largura de banda disponível, quantidade de saltos de uma


rota, delay de uma rota.
O paradigma de redes definidas por software O uso de SDN tem apresentado diversos benefícios
(Software-Defined Networking - SDN) surgiu com o para alcançar resiliência de redes e de seus serviços.
objetivo de fornecer uma arquitetura aprimorada para o Entretanto, poucos esforços têm sido direcionados para
gerenciamento e monitoramento de tráfego de rede. explorar quão resilientes controladores de rede são e,
Para alcançar isso, SDN apresenta o desacoplamento principalmente, quais ações devem ser realizadas ao
entre o plano de controle e plano de dados, que em redes identificar que o controlador esta enfrentando problemas
IP tradicionais encontram-se centralizados nos de resiliência.
dispositivos de encaminhamento, tais como switches e Neste contexto, este artigo apresenta um projeto que
roteadores. Essa nova abordagem proporciona a propõe um conjunto de estratégias e mecanismos que
possibilidade de programar esses dispositivos de maneira visam melhorar a resiliência de controladores. Uma das
centralizada, num elemento denominado controlador de estratégias que este projeto almeja é o uso de honeypots
rede. O controlador passa a tomar a decisão lógica sobre com o intuito de enganar o atacante. Através de um
os fluxos de dados que trafegam na rede, instalando honeypot, uma cópia semelhante do controlador poderá
regras nos switches e roteadores, indicando o assumir as solicitações/ações do atacante para que o
comportamento esperado de cada fluxo. Como resultado, mesmo considere o resultado das mesmas como sucesso.
o controlador apresenta diversos benefícios como, por Assim, o controlador poderá continuar atendendo às
exemplo, a capacidade de ter uma visão geral da solicitações reais de tráfego sem sofrer degradações.
infraestrutura de rede, tais como, switches, links, rotas e o Além da contribuição técnica, esse projeto tende a
conhecimento de características da mesma, tais como, agregar conhecimento aos pesquisadores envolvidos e
produção científica ao grupo de pesquisa.
O restante deste artigo está dividido da seguinte arquitetura SDN baseada em OpenFlow são: (i) uma
maneira: Na seção 2 será detalhada a contextualização tabela de fluxo em cada switch contendo entradas para
geral deste projeto. Na seção 3 uma visão geral da cada fluxo, (ii) um controlador que executa programas
proposta será apresentada. Por fim, os resultados personalizados para decidir quais regras e ações vão ser
esperados e uma conclusão serão apresentados na seção instaladas para controlar o encaminhamento de pacotes
4. em cada elemento de comutação, e (iii) uma camada de
abstração que se comunica de forma segura com um
2 CONTEXTUALIZAÇÃO controlador relatando sobre novos fluxos de entrada que
não estão presentes na tabela de fluxo. Cada entrada na
Redes Definidas por Software (Software-Defined tabela de fluxo consiste em: (a) uma máscara de campos
Networking – SDN) é uma arquitetura de rede dinâmica, encontrados no cabeçalho do pacote, a qual é utilizada
adaptável, controlável, e flexível para a entrega de para combinar os pacotes que chegam, (b) contadores que
serviços de rede, capaz de responder rapidamente às armazenam estatísticas para cada fluxo específico, tal
mudanças de requisitos de serviço (Open Networking como o número de bytes, o número de pacotes recebidos,
Foundation et al. 2014; MONSANTO et al. 2013). Uma e duração de um fluxo, e (c) uma série de ações a serem
arquitetura SDN compreende quatro planos: controle, executadas quando um pacote corresponde a uma
dados, aplicação e gerenciamento (Open Networking máscara registrada (Open Networking Foundation et al.
Foundation et al. 2014). O plano de controle é 2014).
responsável pelos protocolos e pela tomada de decisões
que resultam na atualização das tabelas de 2.1 Resiliência em redes de computadores
encaminhamento dos switches e roteadores. O plano de
dados, conhecido como o plano de encaminhamento, Resiliência em redes é uma propriedade que diz
administra a comutação e roteamento de pacotes de fluxo. respeito à capacidade da rede e dos seus serviços em
O plano de aplicação inclui aplicações SDN (por manter níveis aceitáveis de funcionamento frente a
exemplo, firewalls e balanceadores de carga), aplicações anomalias (SMITH et al. 2011). Tais anomalias podem
de negócios (por exemplo, portais e-commerce e sistemas surgir devido a problemas de configuração de
de gestão empresarial) ou sistemas de Orquestração de equipamentos e serviços, ataques maliciosos, sobrecarga
Nuvens (por exemplo, OpenStack e CloudStack). Cada operacional, falhas de comunicação e de equipamentos.
aplicativo tem controle exclusivo de um conjunto de Como resultado, esses problemas podem gerar atrasos na
recursos fornecidos pelos controladores SDN. O plano de comunicação, perda de dados, indisponibilidade de
gerenciamento inclui sistemas de gestão que exercem as serviços, apresentando desconforto aos usuários que
funções e operações de apoio à infraestrutura, por dependem ou buscam usufruir de tais serviços.
exemplo, acordos de nível de serviço (Service Level Resiliência pode ser alcançada quando utilizadas
Agreements – SLAs) e as políticas de baixo nível para estratégias e mecanismos, tais como, detecção de ataques
conduzir aplicações e controladores SDN. e anomalias, como, por exemplo, sistemas de detecção de
Em redes IP tradicionais, o plano de controle é intrusão e sistemas de monitoramento de largura de
executado em cada dispositivo de rede. Cada dispositivo banda; correção dessas questões, por exemplo,
tem seus protocolos proprietários, o que torna difícil sua modelagem de tráfego e balanceamento de carga
programação. Muitas vezes não é possível realizar o (IZADDOOST et al. 2014).
processo de tomada de decisão sobre eventos que não Sterbenz et al. (2010) apresentam uma taxonomia
tenham sido previstos. Diferentemente, SDN é para resiliência em redes compostas por dois principais
caracterizado por um plano de controle logicamente grupos de disciplinas, Challenge Tolerance e
centralizado, o que permite que parte da lógica de tomada Trustworthiness. A Figura 1 apresenta as disciplinas
de decisão realizada pelos dispositivos de rede seja relacionadas por grupo.
movida para controladores externos. Essa abordagem A relação entre os dois principais grupos é a robustez,
fornece aos controladores a capacidade de ter uma visão ou seja, o desempenho e a confiabilidade de um sistema
global da rede e seus recursos, tornando-se cientes de quando perturbado. A seguir, os principais grupos e suas
todos os elementos da rede e suas características. Com disciplinas são resumidamente apresentados.
base nesta centralização, dispositivos de rede tornam-se
simples elementos de encaminhamento de pacotes,
podendo ser programados através de uma interface
aberta, como o protocolo OpenFlow (MACHADO et al.
2015; NUNES et al. 2014).
O OpenFlow é um protocolo aberto que permite o
desenvolvimento de mecanismos programáveis com base
em uma tabela de fluxo padrão localizada nos diferentes
dispositivos de encaminhamento. O protocolo OpenFlow
estabelece um canal de comunicação seguro entre os
switches e o controlador, usando este canal para controlar
e estabelecer fluxos de acordo com programas
customizáveis (MCKEOWN et al. 2008).
Resumidamente, os principais elementos de uma
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Existem três principais contribuintes para o campo de
tolerância a interrupções. O primeiro é motivado pelo
comportamento de redes dinâmicas em que a
conectividade entre os membros está mudando
continuamente. A segunda contribuição foi motivada por
grandes atrasos que protocolos de rede tradicionais não
podem tolerar. A terceira contribuição é relacionada às
redes com restrições de energia onde os nós que fazem
parte da topologia acabam ficando inativos devido ao
término de energia de suas baterias, não podendo
contribuir para a conectividade de rede (IZADDOOST et
al. 2014; STERBENZ et al. 2010).

[Link] Traffic tolerance

Traffic Tolerance é a capacidade que um recurso tem


para suportar determinado tipo ou volume de tráfego,
mesmo os não previstos, bem como a habilidade de
isolamento de fluxos, a comunicação entre os nós e
componentes da estrutura. Um dos desafios referentes a
Traffic Tolerance está relacionado com identificação de
tráfego legítimo e tráfego malicioso, como por exemplo,
rajadas de solicitações para determinado serviço e ataques
de negação de serviço distribuído (Distributed Denial of
Service - DDoS). Indiferente desta identificação, o que
deve ser levado em conta é que existe uma necessidade
Fig. 1. Taxonomia de resiliência (Adaptada de STERBENZ et
al. 2010). clara de implementação de mecanismos de
monitoramento e detecção de tráfego para que recursos
da rede não sejam afetados a ponto de indispor seus
2.1.1 Challenge tolerance
serviços (STERBENZ et al. 2010).
No grupo Challenge Tolerance encontram-se as
2.1.2 Trustworthiness
disciplinas que tratam do design e da engenharia de
sistemas que se mantem prestando seus serviços frente a
No grupo Trustworthiness encontram-se as
desafios e mudanças de rede. Esse grupo está subdividido
disciplinas que descrevem propriedades mensuráveis de
em outros 3 grupos: Survivability, Disruption Tolerance e
serviços e sistemas resilientes. Trustworthiness é definido
Traffic Tolerance.
como a garantia de que um sistema executará suas
funções como esperado. Esse grupo está subdividido em
[Link] Survivability
outros 3 grupos: Dependability, Security e
Performability.
Survivability está relacionada com a capacidade que
um sistema possui para cumprir seu objetivo em tempo
hábil, mesmo com a presença de anomalias ou na [Link] Dependability
ocorrência de desastres naturais. Uma característica
importante relacionada à Survivability é a redundância na Dependability é a disciplina que aponta a dependência
elaboração de um sistema. A capacidade de Survivability que certo componente, recurso ou serviço possui na
requer redundâncias em diversos níveis, tanto para lógico estrutura, i.e., define como um componente pode afetar
quanto para físico, de modo que o mesmo recurso não outro no sistema (LAPRIE et al. 1992). Dependability é
seja partilhado por partes do sistema que podem sofrer dividida em cinco disciplinas: Reliability,
falhas correlacionadas (IZADDOOST et al. 2014). Maintainability, Safety, Availability e Integrity, sendo as
duas últimas, disciplinas que compartilham características
[Link] Disruption tolerance com o subgrupo de disciplinas relacionadas com Security.
Reliability indica como o recurso continuará sendo
Um desafio encontrado em redes de comunicação está oferecido de forma correta, frente a anomalias.
relacionado à capacidade de manter conexões estáveis. Maintainability representa a possibilidade da rede em
Disruption Tolerance é a capacidade de um sistema (ou sofrer mudanças ou reparos objetivando melhorias. Safety
determinado recurso) de tolerar interrupções de representa a habilidade da rede em evitar ou ao menos
comunicação entre seus componentes. Tais interrupções amenizar os resultados apresentados por uma falha ou
podem ser em nível ambiental (disposições físicas que os erro para que não se propaguem de forma prejudicial para
componentes estão submissos) ou energético (questões a estrutura, sistema ou usuários. Availability relaciona-se
referentes a alimentação dos componentes). com as propriedades que um componente possui em estar
pronto quando solicitado. Por fim, Integrity define o

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estado que a rede ou a informação que nela se encontra controladores SDN utilizando os recursos e benefícios
possui em não sofrer alterações ou degradações. oferecidos por redes definidas por software.
Primeiramente será feito o planejamento, definindo o
[Link] Security escopo dos mecanismos e estratégias e seus requisitos e a
modelagem do banco de dados de acordo com as
Nas disciplinas de Security são abordadas as questões características do problema.
referentes ao monitoramento, identificação, prevenção de Em um segundo momento, será desenvolvido um
acessos não autorizados, má utilização, alteração e sistema de coleta de informações da rede para melhorar o
negação dos recursos da rede. Security é dividida em sete processo de análise de resiliência em controladores.
disciplinas: Confidentiality, Nonrepudiability, Dentre as informações coletas encontram-se as máscaras
Auditability, Authorisability, Authenticity, Availability e geradas por cada anomalia, que possuem informações tais
Integrity, estas duas últimas, já descritas anteriormente. como portas de origem e destino, protocolos, prioridades,
Confidentiality é a propriedade que indica que o quantidade de pacotes, tempo de duração do fluxo, entre
recurso não está disponível ou revelado a indivíduos, outras.
entidades ou processo não autorizados. Nonrepudiability Em seguida será feita a análise de mecanismos e
indica que o recurso não pode negar a participação ou estratégias existentes para a resiliência em dispositivos
envolvimento em um determinado fato ocorrido na rede que fazem/faziam tomadas de decisão em redes IP
envolvendo sua identificação comprovada. Auditability tradicionais, tais como, switches e roteadores, e
apresenta-se com a ideia de que a rede pode (e deve) ter a desenvolver melhorias e adaptações para utilização em
possibilidade de ser auditada se e quando necessário. controladores baseadas nas características oferecidas por
Authorisability indica os privilégios de acesso concedido redes definidas por software.
a um recurso. Authenticity comprova que o recurso, por Logo após será desenvolvido um sistema de decisão e
exemplo, serviço, comunicação é válido/verdadeiro e aplicação de estratégias que se baseará no contexto da
confiável (STERBENZ et al. 2010). anomalia. O sistema terá uma interface amigável para
monitorar anomalias e para apresentar cada decisão
[Link]. Performability tomada, além da flexibilidade para apresentar uma
possível alteração de estratégia.
Performability se refere à capacidade de um recurso Por fim, será realizada a avaliação do desempenho e
de alcançar os requisitos de Qualidade de Serviço precisão dos sistemas através da comparação com um
(Quality of Service - QoS) exigidos. Nessa disciplina são conjunto de problemas-testes e modificação de cenários,
apresentadas medidas, tais como, delay e largura de visando mostrar os resultados propostos neste projeto.
banda disponível, que indicam as necessidades de
serviços, links, ou usuários na rede para um 4 CONCLUSÃO E RESULTADOS ESPERADOS
funcionamento ideal.
Neste contexto, Sterbenz et al. (2010) apresentam Este projeto tem a finalidade de analisar e
cinco princípios necessários para construir um sistema desenvolver diversas estratégias e mecanismos para
resiliente: resiliência de controladores em redes definidas por
• Necessidades dos serviços a fim de determinar o nível software conforme mencionado na primeira seção deste
de resiliência que o sistema deve fornecer para seu projeto (Introdução). Todos os resultados do projeto
funcionamento. poderão servir de base para terem aplicabilidade da
• Comportamento normal da rede através da solução em ambientes reais como o de operadores de
combinação de especificações de parâmetros, Telecom, provedores de Internet, computação em nuvem,
juntamente com o monitoramento dos mesmos para dentro outros. Acredita-se que esta pesquisa será de
aprender sobre as operações normais da rede. grande valia, pois com o fato de ser possível aplicar a
• Modelos de ameaças e desafios que servem como solução para resolver problemas reais, ela vai gerar
bases essenciais para compreender, definir e economia de recursos, tanto físicos quanto humanos, e
implementar mecanismos de resiliência afim de se vai proporcionar ferramentas e sistemas mais eficientes.
defender, detectar e corrigir anomalias na rede.
• Métricas analisando as necessidades de serviço e o AGRADECIMENTOS
estado operacional para medir detectar, corrigir e
quantificar a resiliência a fim de refinar Agradecemos ao Programa Institucional de Bolsas de
comportamentos futuros. Iniciação Científica do Edital/PROPEPG/PIIC/URI N°
• Heterogeneidade no mecanismo, confiança e política 03/2016 que auxilia essa pesquisa através do projeto
visando atender todos os cenários à medida que #3609 - Mecanismos e estratégias para resiliência de
novos comportamentos e questões não previstas controladores em redes definidas por software.
ocorram.
REFERÊNCIAS
3 PROPOSTA
Open Networking Foundation. SDN architecture. June
Este artigo apresenta a proposta de desenvolver um 2014. Available
conjunto de mecanismos e estratégias cujo objetivo at:<[Link]
principal é aliviar problemas de resiliência em resources/technical-library>. Acesso em: 1º jun. 2016.
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MONSANTO, C. et al. Composing software-defined networks. In: Proceedings of the 10th USENIX
Conference on Networked Systems Design and SMITH, P.; SCHAEFFER-FILHO, A.; HUTCHISON,
Implementation. Berkeley, CA, USA: USENIX D.; MAUTHE, A. Management patterns: SDN-
Association, 2013. (nsdi’13), p. 1–14. Disponível em: enabled network resilience management. In: Network
<[Link] Operations and Management Symposium (NOMS),
>. Acesso em: 04 ago. 2016. 2014 IEEE, 2014. Anais. . . [S.l.: s.n.], 2014. p.1–9.
MACHADO, C. C.; GRANVILLE, L. Z.; SCHAEFFER- STERBENZ, J. P.; HUTCHISON, D.; ÇETINKAYA, E.
FILHO, A.; WICKBOLDT, J. A., Towards SLA K.; JABBAR, A.; ROHRER, J. P.; SCHÖLLER, M.;
Policy Refinement for QoS Management in Software- SMITH, P. Resilience and survivability in
Defined Networking. Advanced Information communication networks: strategies, principles, and
Networking and Applications (AINA), 2014 IEEE survey of disciplines. Computer Networks, [S.l.], v.54,
28th International Conference on, vol., no., pp.397- n.8, p.1245 – 1265, 2010. Resilient and Survivable
404, 13-16 Maio 2014. networks.
NUNES, B. et al. A survey of software-defined IZADDOOST, A.; HEYDARI, S. S. Proactive risk
networking: Past, present, and future of mitigation for communication network resilience in
programmable networks. Communications Surveys disaster scenarios. In: A World of Wireless, Mobile
Tutorials, IEEE, v. 16, n. 3, p.1617–1634, Fevereiro and Multimedia Networks (WOWMOM), 2014 IEEE
2014. ISSN 1553-877X. 15th International Symposium On, 2014. Anais. [S.l.:
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campus networks. SIGCOMM Comput. Commun. LAPRIE, J. C.; AVIZIENIS, A.; KOPETZ, H. (Ed.).
Rev., ACM, New York, NY, USA, v. 38, n. 2, p. 69– Dependability: basic concepts and terminology.
74, março. 2008. ISSN0146-4833. Secaucus, NJ, USA: Springer-Verlag New York, Inc.,
1992
.

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MPLS FAST RE-ROUTE: CONTEXTUALIZAÇÃO E VISÃO GERAL
A LITERATURE REVIEW OVER MULTI-PROTOCOL LABEL SWITCH FAST RE-ROUTE (MPLS FRR)

MATEUS VICTORIO ZAGONEL¹*, JUCIMAR RODRIGUES¹, CASSIANO MÔNEGO¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen.
*E-mail: mateuszagonel@[Link].

Resumo: Com a expansão das redes de comunicação e o consequente aumento no uso destas, criou-se
uma demanda por disponibilidade e qualidade de serviço. Dentro deste contexto uma forma de diminuir
falhas em redes e garantir tais características se dá com o uso de MPLS FRR. Esse protocolo consiste em
um serviço de reencaminhamento rápido de pacotes por túneis de proteção que são predefinidos para
falhas na rede. O presente artigo tem como objetivo apresentar fundamentos de MPLS FRR, e técnicas de
backup, bem como um comparativo de uma Rede que usa este protocolo em relação a uma rede IP
tradicional, apresentando as vantagens deste protocolo para recuperação de falhas em enlaces ou nós da
rede, de forma a garantir qualidade de serviço.

Palavras-chave: MPLS FRR. Protocolo de Encaminhamento. Reencaminhamento de Pacotes. Proteção


Local.

Abstract: With the expansion of communication networks and the consequent increase in the use of these
it created a demand for availability and service quality. Within this context, a way to reduce failures in
networks and secure these characteristics is given to the use of MPLS FRR . This protocol consists of a
fast forwarding service packs protection of tunnels that are preset for network failures. The present article
aims to present fundamentals of MPLS FRR, and backup techniques, as well as a comparison of a
network that uses this protocol in relation to a traditional IP network, presenting the advantages of this
protocol for disaster recovery links or network nodes to the network, in order to ensure QoS.

Keywords: MPLS FRR. Protocol. Forwarding Packets. Local Protection.

1 INTRODUÇÃO A utilização e criação de tal protocolo se fez


necessária pela crescente demanda por QoS (Quality of
Com a popularização da Internet e a crescente Service) que consiste em serviços que necessitam de uma
utilização das redes de comunicação, criou-se uma grande quantidade de largura de banda sem interrupção.
demanda por serviços que tenham disponibilidade e baixo Um exemplo de um serviço que demanda de QoS é o de
tempo de resposta. A busca por qualidade de serviço e VoIP, pois este precisa operar em tempo real sem grande
diminuição da latência da rede é um dos desafios para as latência ou interrupção para que possa funcionar
redes de comunicação, pois a Internet não foi uma rede normalmente e os usuários consigam se comunicar.
projetada para tantos dispositivos como se tem hoje e sim Diante dessa perspectiva de busca por disponibilidade
para atender a uma rede universitária entre dois câmpus em redes e qualidade de serviço, o presente artigo tem
nos EUA (MENDONÇA et al 2012). Dessa forma têm-se como objetivo estudar fundamentos de MPLS FRR, de
vários estudos acadêmicos com o objetivo de melhorar os forma a entender seu funcionamento, apresentar seus
algoritmos e protocolos de encaminhamento em benefícios e modos de criar rotas de backup dentro de
dispositivos de rede a fim de tornar o fluxo de dados mais uma rede e realizar um comparativo entre uma rede que
rápido e com maior disponibilidade. utiliza MPLS FRR versus uma rede IP Tradicional, em se
Dentro desse contexto, de encaminhamento de tratando do tempo de recuperação da comunicação em
pacotes, inclui-se o MPLS FRR, que consiste em um caso de falhas.
protocolo de proteção da rede para garantir O artigo segue a seguinte organização. Na seção 2 são
disponibilidade em tempo real. Com o uso deste apresentados conceitos fundamentais de MPLS FRR,
protocolo, em caso de queda de um enlace ou de um nó, exemplos de funcionamento e a problematização que fez
os pacotes são encaminhados por um caminho alternativo com fosse necessária a utilização deste protocolo. Na
sem interromper a comunicação entre os dispositivos da seção 3 é apresentado um comparativo entre uma rede IP
rede. Tal caminho é definido antes de ocorrer o problema tradicional e uma rede MPLS. Na seção 4 é apresentado
na rede, por essa razão este protocolo é eficiente, uma vez um aperfeiçoamento de Fast Re-Route, utilizando largura
que em alguns milissegundos ele consegue redirecionar de banda compartilhada. Por fim, na seção 5, são feitas as
os pacotes. considerações finais dos autores com relação aos
benefícios desse protocolo de encaminhamento.
2 FUNDAMENTOS MPLS FRR Na Fig. caso o enlace R2-R3 seja rompido, é utilizado
o Next-hop backup tunnel que corresponde à proteção
local do enlace. NHOP ou Next-Hop corresponde ao túnel
Nesta seção, serão tratados fundamentos de MPLS, de backup que ignora uma ligação, em outras palavras
definições, funcionamento e a problemática para que efetua um salto correspondente a um enlace da rede.
utilização deste protocolo. Com o rompimento do enlace, também é enviada uma
mensagem “Path-err” para o último roteador da rede de
2.1 MPLS FRR (Multi Protocol Label Switch Fast Re- forma a notificar este para que seja criado um sinal de
Route) aviso da utilização do novo caminho (NAVEED et al
2012).
Consiste em um protocolo de reencaminhamento de Nós – Para proteção de Nós da rede é usado Next-
pacotes em caso de falhas na rede. As falhas podem ser Next hop (NNHOP) backup tunnel que corresponde a
consideradas um enlace rompido ou um nó inativo na dois saltos na rede. Conforme se pode visualizar na Fig.2
rede. O MPLS Fast Re-Route é uma ferramenta o enlace R2-R3 está protegido e o nó R3.
integrante do protocolo MPLS-TE (Engenharia de
Tráfego) e tem o objetivo definir rotas alternativas antes
de ocorrerem falhas (MENDONÇA et al 2012). Dessa
forma os caminhos são definidos previamente e não
quando uma falha realmente ocorrer. Existem protocolos
que refazem cálculos de rotas, porém estes não
conseguem atender a serviços que necessitam da rede em
tempo real para funcionar como é o caso de VoIP, ou
jogos online. Com o uso de MPLS Fast Re-Router, em
caso de falha este deve reencaminhar o fluxo da rede por
um túnel de backup em 10 milissegundos. Com isso
atrasos não são perceptíveis garantindo a comunicação da
rede (PAN et Al, 2005; WANG et Al 2012; ZHAO et al, Fig. 2. Exemplo de proteção de Nó
2013).
Caso o nó R3 seja rompido, o tráfego da rede deve ser
2.2 Problemática, Funcionamento e Utilização de reencaminhado pelo NNHOP backup tunnel, sendo
MPLS FRR. redirecionado em R2 o tráfego da rede pelo túnel de
backup e retornado em R4, conforme é apresentado na
No roteamento IP tradicional quando um pacote passa Fig.2.
por um nó da rede, o roteador deve buscar em sua tabela
qual o destino de tal pacote. Para calcular os caminhos e 2.3 Técnicas de Reparo Local
preencher as tabelas de roteamento de cada nó da rede,
são usados os protocolos OSPF e IS-IS. Porém o Existem dois métodos de Backup local: One-to-One
principal problema é que protocolos convencionais não (1 para 1) ou então Facility Backup (Backup Facilidade).
levam em conta o tráfego da rede e sim apenas buscam Resumidamente o método One-to-One apresenta um
identificar qual o menor caminho independente deste ponto de reparo Local para cada enlace da rede. Já o
estar livre ou congestionado. Dentro deste contexto o método de Facility Backup cria um túnel comum de
protocolo MPLS-TE FRR tem objetivo analisar o tráfego backup para os nós da rede. Ambos serão explicados em
da rede, por essa razão “Engenharia de Tráfego”, e criar seguida com mais detalhes.
caminhos de backup para nós, ou para enlaces da rede,
que sejam pontos com potencial de falha (NAVEED et al
 One-to-One Backup – Neste método de backup
2012).
também chamado de 1 para 1 é estabelecido um túnel
Como citado, MPLS-TE FRR é usado para proteger:
de backup para cada nó da rede, conforme Fig. 3.
Enlaces – A Fig.1 apresenta uma rede qualquer em que o
fluxo normal corresponde a R1, R2, R3, R4. O enlace
protegido em questão corresponde a ligação R2-R3

Fig. 3. Exemplo de Backup One-to-One.

Na Fig. 3 tem-se uma rede qualquer em que os nós


R1, R2, R3, R4, R5 representam o caminho normal do
fluxo da rede. Para entender o funcionamento desse tipo
Fig. 1. Exemplo de Proteção de link
de backup em um caso hipotético, se o enlace entre R1 e
R2 for rompido ou então se o nó R2 deixar de funcionar,

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automaticamente, por definição prévia, o fluxo de pacotes
passará a utilizar o túnel de backup. Dessa forma este
passará de R1, R2, R3, R4, R5 para R1, R6, R7, R8, R3,
R4, R5. Outro ponto importante é que todos os Switchs da
rede em questão apresentam um ponto de backup. Ainda
em se tratando da referida figura há a descrição de quais
os nós estão protegidos, em “Protected LSP”, no exemplo
em questão todos os nós da rede.
 Facility Backup – Neste método ao contrário do One-
to-One não é criado um túnel de backup para cada
switch e sim é criado um túnel de backup comum que
atende a um conjunto de nós da rede. Esse é
denominado de túnel de desvio, na Fig. representado Fig. 5. Topologia da Rede para Comparativo IP versus MPLS.
por “Bypass LSP Tunnel”. O túnel de backup em
algum ponto da rede deve “cruzar” o fluxo, no Na Fig. o Caminho da rede com MPLS a ser
exemplo em questão é feito isso em R2 e R4. considerado como fluxo normal é R2, R3, R4, R5, R7. O
túnel de backup para o link R4-R5 é o caminho R2, R3,
R4, R6, R5, R7. O túnel de backup para falha do nó R5
consiste no seguinte caminho: R2, R3, R4, R6, R7.

4 RESULTADOS OBTIDOS DA FALHA DO ENLACE R4-R5

A partir da falha no enlace R4-R5, foram enviados 50


pacotes de forma a obter resultados de perda de pacotes
com o uso de MPLS em relação a uma rede IP
tradicional. A rota considerada foi R1, R2, R3, R4, R6,
Fig. 4. Exemplo de Facility Backup
R5, R7, R8. Dos 50 pacotes não houve nenhuma perda
apesar da mudança do enlace, conforme pode-se
Na Fig. tem-se um exemplo de Facility Backup em visualizar na Fig..
que um túnel protege o fluxo da rede de uma falha no No teste em Rede IP convencional, sem o uso de
enlace entre R2 e R3, e/ou então de uma falha no nó R3. FRR. R1 traçou uma rota até R8. A rota considerada foi
Esta técnica permite uma maior escalabilidade, pois não R1, R2, R3, R6, R7, R8. Esta rota foi criada levando em
importam quantos nós existam entre R2 e R4, no exemplo conta a falha entre o enlace R4-R5. Com a rede IP teve-
em questão existe apenas R3, mas se existissem outros se apenas a entrega de 30% dos 50 pacotes enviados, ou
não haveria mudanças e o túnel de backup iria garantir o seja, apenas 15 pacotes foram entregues ao seu destino,
fluxo. Em caso hipotético se ocorresse uma falha no conforme é apresentado na Fig..
enlace entre R2 e R3, o tráfego seria redirecionado para o
enlace R2, R6. Dessa forma o fluxo deixaria de ser de R1,
R2, R3, R4, R5 para R1, R2, R6, R7, R4, R5 (PAN et al
2005). O método Facility Backup é utilizado para
proteger um determinado ponto com potencial de falha da
rede (WANG et al 2008; ZHAO et al 2013).

3 COMPARATIVO ENTRE REDE IP E REDE COM


MPLS FRR

Nesta seção serão apresentados os resultados obtidos


de um comparativo, realizado em Naveed et al (2012),
entre uma rede tradicional IP utilizando os protocolos Fig. 6. Gráfico Comparativo Rede IP versus MPLS – Falha de link R4-
OSPF e IS-IS em relação a uma Rede MPLS Fast Re- R5
Route. As simulações foram baseadas em uma topologia
comum de rede que pode ser vista na Fig.. A rede é 4.1 Resultados obtidos da Falha do nó R5
composta por 8 roteadores e 11 enlaces. As comparações
são feitas com base em: Perda de Pacotes, Pacotes Considerado uma falha do nó R5 o caminho da rede
recebidos e tempo de ida e volta de um pacote (Round com MPLS passa a ser: R1, R2, R3, R4, R6, R7, R8. O
Trip Time – RTT). ponto de reparo consiste no enlace R4-R6, desviando do
nó R5. Com o uso de MPLS FRR, foram enviados 50
pacotes de R1 até R8, como o nó R5 estava inativo,
ocorreu também uma falha no enlace R4-R5. Apesar
desta falha, foram entregues 49 pacotes ao destino,
obtendo índice de 98% de entrega, conforme
representado na Fig. .

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Em uma rede IP tradicional, com a falha do nó R5, 5 APERFEIÇOAMENTO FAST RE-ROUTE RFC 4090
foram enviados 50 pacotes a fim de identificar o
comportamento da rede. Como resultado apenas 24% Neste título será apresentada uma solução alternativa
chegaram ao destino, ou seja, 12 pacotes, conforme é à do método apresentado em IETF RFC 4090, com
apresentado na Fig. . variações das formas de incrementar backup local. Em
Wang et al (2008) é apresentado uma topologia de forma
a ter um melhor aproveitamento da largura de banda da
rede.
De acordo com Wang et al (2008) o modelo proposto
em IETF RFC 4090, o compartilhamento de banda entre
os links comuns é ineficiente, pois esta tem de reservar
uma largura de banda da rede antes da falha ocorrer, e
muitas vezes essa reserva é muito maior do que o
necessário para o funcionamento da rede. Dessa forma é
proposta uma solução para compartilhar a largura de
banda por vários LSP, desde que a rede não esteja sujeita
a falhas simultâneas, e tornar o backup mais eficiente,
Fig. 7- Gráfico Comparativo Rede IP versus MPLS – Falha de nó R5 conforme Fig. .

4.2 Tempo de Envio e Confirmação de Recebimento


(RTT)

Na Fig. é apresentada a comparação do tempo de


envio e confirmação da chegada do pacote ao destino em
Rede IP tradicional e MPLS FRR, considerando a falha Fig. 9. Exemplo de Backup Compartilhado
do enlace R4-R5. O tempo mínimo, médio e máximo da
confirmação do envio e resposta do recebimento em Rede Na Fig. têm-se dois enlaces principais LSP1 e LSP2.
IP foi, respectivamente: 696ms, 849ms e 996ms. Já com LSP1 faz a comunição de A e B e LSP2 de E a F. Ambos
MPLS FRR o tempo mínimo, médio e máximo foi, possuem um enlace de backup comum, pois em caso de
respectivamente: 468ms, 749ms e 968ms. falha no enlace LSP1, os caminhos de backup seriam A,
C, D, B partindo do nó A. Já em caso de falha em LSP2,
o caminho de backup partindo do nó E, seria E, C, D, F.
Dessa forma tem-se o compartilhamento de banda entre
dois enlaces em caso de falha.
O exemplo citado por Wang et al (2008) apresenta
uma ideia de reservar largura de banda da rede para que o
fluxo seja encaminhado por túneis de backup de outros
enlaces. Com seu funcionamento baseado em trocas de
mensagens tem-se um resultado satisfatório, pois a
largura de banda em RFC 4090 é reservada para um
caminho e pode nunca ser usada por essa razão a ideia de
compartilhá-la.

6 CONCLUSÃO
Fig. 8. Comparativo IP versus MPLS – Round Trip Time falha de
Enlace.
A utilização de MPLS FRR traz garantia de qualidade
Em outro teste considerando a falha do nó, R5. O de serviço por sua rápida recuperação do tráfego da rede.
tempo mínimo, médio e máximo da confirmação do envio Com Fast Re-Router têm-se resultados satisfatórios em
e resposta do recebimento em Rede IP foi, relação à utilização de padrões tradicionais de redes IP.
respectivamente: 360ms, 621ms e 888ms. Já com MPLS Conforme apresentado na seção 3, o tempo de
FRR o tempo mínimo, médio e máximo foi, reencaminhamento de pacotes é muito pequeno, em
respectivamente: 396ms, 498ms e 596ms (NAVEED et relação a uma rede IP, e ainda o número de perdas de
al, 2012). pacotes é reduzido significativamente, independente da
Percebe-se que o Round-Trip-Time teve uma taxa falha ter sido em um enlace ou em um nó da rede. Esse
maior quando da falha de um nó da rede em relação à rápido redirecionamento é possível devido à criação de
falha de um enlace. Isso ocorre, pois o pacote tem de rotas de backup antes de ocorrerem às falhas.
buscar uma nova rota e efetuar dois saltos (NNHop), Entretanto, um aperfeiçoamento ainda se faz
identificando um novo caminho. necessário a fim de tornar o redirecionamento mais
dinâmico, estabelecendo critérios e identificando
caminhos menos congestionados - algumas vezes mais
longos -, porém mais rápidos da rede. A ideia do
compartilhamento, citada na seção 4, apresenta uma
alternativa para o aperfeiçoamento do Fast Re-Route, de

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forma que cada enlace tenha um mesmo túnel de backup, PAN, P.; SWALLOW, G.; ATLAS, A. Fast reroute
com isso economizando-se banda da rede e extensions to RSVP-TE for LSP tunnels. RFC 4090.
consequentemente recursos computacionais. 2005.
Apesar do Fast Re-Route trazer novos conceitos que WANG, D.; LI, G.. Efficient distributed bandwidth
ajudam a solucionar uma determinada gama de problemas management for MPLS fast reroute. IEEE/ACM
no tráfego de pacotes em redes, ele não consiste em uma Transactions on networking, v. 16, n. 2, p. 486-495,
solução definitiva para todos os problemas, e sim uma 2008.
área em que existem inúmeros estudos para aprimorar a NAVEED, S.; KUMAR, S. V. MPLS Traffic
utilização dos recursos de backup de uma rede, garantido Engineering–Fast Reroute. International Journal of
qualidade de serviço e otimização de recursos. Porém, Science and Research (IJSR), Volume 3. 2012.
fica a conclusão que mesmo no modo RFC 4090 já é ZHAO, K.; LI, R.; JACQUENET C. Fast Reroute
possível obter resultados plenamente satisfatórios em Extensions to Receiver-Driven RSVP-TE for Multicast
relação a uma rede IP tradicional. Tunnels [Link] France
Telecom Orange, 2013.
REFERÊNCIAS

MENDONÇA, R.; OLIVEIRA, J. M.; LINS, R. D. Redes


MPLS-fundamentos e aplicações. Rio de Janeiro:
Brasport. 2012.

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UMA FERRAMENTA DE GERENCIAMENTO DE QOS BASEADO EM
USUÁRIOS
AN USER-BASED TOOL FOR QOS MANAGEMENT

VITOR UDO JOAO LEAL¹*, CRISTIAN C. MACHADO¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen.
*E-mail: vitorjleal@[Link]

Resumo: O surgimento de novos serviços aumentaram em grande escala a quantidade e diversidade de


dados que trafegam pelas redes de computadores e pela Internet. Como resultado, a mescla de serviços
que podem ser executados em uma única rede apresenta situações onde algumas aplicações necessitam de
garantias para seu funcionamento. Para diferenciar e dar garantias a estes tráfegos, mecanismos e técnicas
que fornecem qualidade de serviço (QoS - Quality of Service) são utilizados. Neste contexto, este trabalho
apresenta uma proposta para criação de uma ferramenta que se baseia no usuário para estabelecer regras
de QoS. Como resultado, espera-se que, indiferente do dispositivo que o usuário estiver utilizando ou
local onde o mesmo esteja, as regras de QoS sejam estabelecidas dinamicamente para atender as
prioridades estabelecidas para aquele usuário.

Palavras-chave: Qualidade de serviço. Serviços usuários. Prioridades. Redes de computadores.

Abstract: The emergence of new services increased on a large scale the amount and diversity of data
flowing over computer networks and the Internet. As a result, the mix of services that can run on a single
network introduces situations where some applications require guarantees for its operation. In order to
differentiate and provide guarantees to these services, mechanisms and techniques which provide quality
of service (QoS - Quality of Service) are used. In this context, this work presents a proposal to create an
user-based tool for establishing and handling QoS rules. As a result, it is expected that regardless the
device or place where the user are a set of rules for QoS guarantees must be dynamically established to
meet the user.

Keywords: Quality of Service. Services. Users. Prioridades. CBQ. Computer networks.

1 INTRODUÇÃO única rede, e apresenta situações onde algumas aplicações


necessitam de maior qualidade para funcionamento (isto
Com a evolução das redes de computadores e das é, devem receber um tratamento diferenciado, por
tecnologias de comunicação, surgiram novos serviços e exemplo, enviar por caminhos mais curtos, “furar” filas
funcionalidades que aumentaram em grande escala a em roteadores, etc.) compartilham largura de banda com
quantidade de dados que trafegam pela Internet tráfegos convencionais (que não necessitam de
(FOROUZAN e MOSHARRAF, 2013). Alguns tratamentos diferenciados). Mais além, aplicações
exemplos de serviços comumente usados são a utilização sensíveis a atrasos na comunicação concorrem com
constante de mensageiros web para o compartilhamento aplicações que consomem grande largura de banda e com
de imagens e vídeos, além de um vasto acervo de aplicações que não suportam atrasos (DE MELO, 2005).
conteúdo multimídia disponível e acessado em servidores A pesquisa feita por Brunetti et al. (2011) aponta que
públicos e privados (FOROUZAN e MOSHARRAF, o tráfego em redes de telefonia fixa tem um crescimento
2013). de 40% a 50% ao ano, enquanto as redes móveis teriam
Alguns serviços utilizam grande largura de banda seu aumento na gama de 60% a 200% ao ano. Este
como é o caso de streamings de vídeo, protocolo de aumento de tráfego se deve principalmente pela aceitação
transferência de arquivos (FTP - File Transfer Protocol ) do conteúdo de vídeo entregue na Internet, já que prevê
ou redes ponto a ponto (P2P - Peer-to-peer ), enquanto que a soma das formas de vídeo entregue (televisão,
outros não utilizam grande largura de banda, mas vídeo sob demanda, P2P, etc.) corresponde a 91% de todo
necessitam de agilidade no recebimento e envio de o tráfego global no ano de 2014.
pacotes, como é o caso do voz sobre protocolo de Internet Entretanto, a rede mundial de computadores não foi
(VoIP - Voice over Internet Protocol), jogos online e projetada para todo este tráfego existente atualmente, pois
videoconferências (KOLIVER et al., 2000; HWANG e ela se baseia no modelo "best-effort" (melhor esforço), ou
TSENG, 2005). Essa diversidade tem como resultado a seja, todos os pacotes são tratados igualmente, gerando
mescla de serviços que podem ser executados em uma oscilações que podem degradar a qualidade do serviço
oferecido até um nível abaixo do aceitável pelo usuário
31

(KOLIVER et al., 2000). Para diferenciar estes tráfegos uma rede com QoS alguns serviços ou fluxos de dados
são utilizados mecanismos e técnicas que fornecem podem ter prioridade sobre outros, ou seja, algumas
qualidade de serviço (QoS - Quality of Service) visando a conexões são mais importantes do que outras, e no caso
organização e descongestionamento das redes de algum congestionamento na rede este fluxo será
computacionais (FOROUZAN e MOSHARRAF, 2013). atendido primeiro. Assim, os recursos são reservados para
Esses mecanismos e técnicas foram criados para garantir atender à demanda do fluxo prioritário em detrimento de
a qualidade do tráfego de determinados serviços. outros, atendendo as necessidades impostas
Resumidamente, eles identificam e organizam ações para (TANENBAUM, 1997; GORENDER et al., 2010).
cada grupo ou tipo de tráfego, protocolos ou aplicativos, Em roteadores com pouco fluxo de dados, os
por exemplo, VoIP, FTP e streaming, para que cada benefícios de QoS podem passar despercebidos pelo
serviço usufrua da largura de banda que lhe é usuário final, especialmente quando a quantidade de
disponível/alocada na rede. (FOROUZAN e tráfego é suficientemente baixa, e os atrasos de
MOSHARRAF, 2013). enfileiramento são pequenos. No pior dos casos, as
Atualmente, a maioria das ferramentas que fornecem técnicas de QoS usadas podem diminuir o desempenho,
QoS consistem no mapeamento de endereços protocolo fazendo com que a entrega de pacotes seja atrasada,
de Internet (IP - Internet Protocol) ou Controle de acesso mesmo quando o roteador não está sobrecarregado. Por
de mídia (MAC - Media Access Control). Nesta isso, QoS é muito mais útil em roteadores que apresentam
abordagem, quando se quer atribuir QoS para um grande fluxo de dados, com grandes filas e taxas de
determinado usuário, tem-se a necessidade de um queda, ou que regularmente lidam com o tráfego em
conhecimento prévio de todos os dispositivos tais como, tempo real, que é afetado criticamente pela perda de
notebooks, tablets, estações de trabalho, entre outros, que pacotes ou a alta latência (MCWHERTER et al., 2000).
o usuário utilizará na rede, se fazendo necessária a O trabalho de Mônego (2014) apresenta uma
configuração das mesmas regras para cada dispositivo ferramenta Open Source para reconfiguração e controle
que o usuário estiver ocupando, de modo a se manter os de QoS, onde um administrador de rede pode criar
mesmos privilégios e prioridades para acesso à rede. Essa diferentes regras para controle de tráfego sobre endereços
abordagem de atribuir QoS diretamente à relação prévia IP ou portas, além de limitações de horários para as
de dispositivos que um usuário pode utilizar torna-se um regras. A ferramenta apresenta uma interface web para
problema quando os dispositivos são compartilhados e/ou gerenciamento de regras e feedbacks de desempenho.
usados por diversos usuários, em momentos diferentes ou Este trabalho apresenta alguns problemas se aplicado a
não, que devem ter tratamentos diferenciados. Em redes onde haja constante alternância entre os
resumo, essa abordagem é falha nas condições em que dispositivos conectados e o grande número de usuários
existe a necessidade de descobrir quem é o usuário do conectados, pois cada dispositivo é tratado
dispositivo, a fim de lhe conceder a experiência/uso que individualmente, sendo necessário realizar o cadastro de
lhe deve ser fornecido – e garantido - pela rede. cada dispositivo no sistema sem nenhum controle sobre
Neste contexto, este trabalho apresenta a proposta de quem é o utilizador, diferentemente do projeto proposto
uma estratégia baseada em usuários para mapear QoS. neste resumo.
Diferente de abordagens tradicionais, essa ferramenta Segundo Forouzan e Mosharraf (2013), para se
permite que um mesmo indivíduo utilize as mesmas fornecer qualidade de serviço em qualquer aplicação é
configurações em diferentes dispositivos, evitando que as necessário definir quatro requisitos: i) Confiabilidade (o
mesmas configurações precisem ser feitas várias vezes. requisito que um fluxo precisa para entregar os pacotes
A utilização de QoS por usuários pode apresentar integralmente ao seu destino); Atraso (o requisito que
diversos benefícios: i) evitar a necessidade de fazer as define qual o valor máximo e mínimo de atraso na
mesmas configurações repetidas vezes; ii) controlar entrega dos pacotes ao destino); Jitter (a variação do
usuários com níveis de prioridade diferenciados; iii) atraso em pacotes que pertencem a um mesmo fluxo);
garantir que um usuário sempre tenha suas prioridades Largura de banda (a taxa de bits que cada aplicação
ativas; iv) garantir consistência nas configurações de um necessita).
usuário, independentemente do dispositivo; v) definir Compreendendo o que são estes requisitos é possível
diferentes níveis de prioridade para um mesmo usuário observar na Tabela 1 um resumo de tipos de aplicações e
em diferentes horários. suas respectivas sensibilidades às variações da rede.

2 CONTEXTUALIZAÇÃO E ESTADO DA ARTE Aplicação Confiabilidade Atraso Jitter Largura de


banda
A seguir são apresentados conceitos, estudos e FTP Alta Baixa Baixa Media
ferramentas relacionados com o tema proposto.
HTTP Alta Media Baixa Media
2.1 Quality of Service Áudio sob Baixa Baixa Alta Media
Demanda
Quality of servisse (QoS) ou qualidade de serviço se Vídeo sob Baixa Baixa Alta Alta
refere ao conjunto de técnicas e mecanismos que Demanda
garantem o desempenho da rede, com o objetivo de Voz sobre Baixa Alta Alta Baixa
fornecer um serviço de melhor qualidade para a camada IP
de aplicação (FOROUZAN e MOSHARRAF, 2013). Em
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Vídeo sobre Baixa Alta Alta Alta A Fig.1 apresenta os passos da estratégia. Como pode
IP ser observado, o usuário irá se conectar à rede utilizando
Tabela 1. Sensibilidade às variações de rede. um usuário e senha. Essa conexão será realizada através
de um captive portal. Essa abordagem será utilizada, pois
2.2 Class Based Queue (CBQ) o usuário autenticado no computador pode não
necessariamente ser o mesmo usuário que estará
O script de classe baseado em fila (CBQ - Class utilizando a rede no momento. Cada usuário estará
Based Queue) é um mecanismo utilizado para aplicar alocado em uma classe, e cada classe possuirá suas
QoS com base em atributos encontrados nos tráfegos, tais características e prioridades quanto ao fluxo de dados.
como IP, Classe, Protocolo entre outros. Ele é baseado A fig. 1. Apresenta um estudo de caso de classes
em regras de priorização e caracterização de pacotes, existentes em uma universidade:
permitindo a criação de várias classes com limites de
banda distintos (DIAS, 2004).
De acordo com Flores (2016), o CBQ trabalha com
arquivos distintos em um mesmo diretório para a
configuração de qualidade de serviço. Cada arquivo deve
conter obrigatoriamente os alguns parâmetros, por
exemplo, “DEVICE” que se refere à identificação do
dispositivo que receberá as regras, ”RATE” que se refere
à velocidade atribuída ao dispositivo, ”WEIGHT” que Fig. 1. Diagrama de estudo de caso sobre classes existentes em uma
serve como parâmetro de ajuste, sendo proporcional à universidade.
largura de banda e ”PRIO” que define através de um
valor numérico o nível de prioridade do dispositivo na Assim, as classes estarão divididas em i) diretores –
rede (quanto maior o valor, menor é a prioridade). pessoas responsáveis pela administração da universidade;
Além destes parâmetros obrigatórios, outros ii) docentes – pessoas que realizam a atividade docente na
parâmetros úteis para o controle são o TIME, que limita o universidade; iii) colaboradores – pessoas responsáveis
acesso em horários predeterminados e o RULE, para pela parte operacional da universidade; iv) alunos –
controles de tráfego avançados, como aplicar controle de pessoas que usufruem da estrutura para seus estudos; e v)
tráfego somente a determinada porta (exemplo: porta visitantes – pessoas que não possuem nenhum vínculo
HTTP = 80). com a universidade. As prioridades estão estabelecidas na
seguinte ordem, onde o primeiro possui maior prioridade
2.3 Controle de Usuários que o segundo, o segundo que o terceiro, e assim
sucessivamente: diretores, docentes, colaboradores;
Uma questão importante em todas as arquiteturas de alunos e visitantes. Para fins de entendimento, ao
QoS é a forma como os serviços e as suas características observar a sequência, identifica-se que a classe diretores
são gerenciados: da chegada dos pacotes da própria rede possui a prioridade mais alta de QoS, ou seja, que esta
interna ou Internet até o usuário final (TSETSEKAS et classe passa à frente de todo o tráfego realizado por
al., 2003). Para realizar o controle sobre quais usuários qualquer outra classe. Por outro extremo, identifica-se
estão utilizando determinada rede, pública ou privada, que a classe visitantes possui a prioridade mais baixa de
pode-se aplicar um captive portal (FLICKENGER, QoS, ou seja, que esta classe dá “lugar” para todo o
2002). Este sistema será utilizado para realizar o tráfego realizado para qualquer outra classe.
mapeamento dos usuários que estão conectados à rede. Quando a classe do usuário for identificada conforme
Assim cada usuário terá atrelado ao acesso à rede suas o mapeamento das classes contidas no captive portal e no
informações referentes às regras de QoS. Além disso, o script CBQ, o CBQ fará a atribuição das regras de QoS
captive portal tem o potencial de aumentar o nível de para o dispositivo pelo qual foi efetuada a autenticação.
segurança da rede, pois são criados usuários e senhas Garantindo que um usuário possa manter suas regras de
particulares, substituindo assim o sistema padrão de QoS independente do dispositivo que estiver utilizando,
acesso dos roteadores wireless, que se baseia apenas em conforme ilustrado na Fig. 2.
uma senha associada a um conjunto de serviços
identificadores (SSID - Service Set Identifier), comum a
todos os utilizadores.
No trabalho aqui proposto, cada dispositivo que se
conecta à rede precisa utilizar uma autenticação
(composta por usuário e senha) tornando possível
identificar e mapear as propriedades de QoS referentes
àquele usuário.

3 DESCRIÇÃO DA ESTRATÉGIA

A ferramenta a ser desenvolvida fará o gerenciamento


de QoS em uma rede. Fig. 2. Diagrama de técnica base

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4 RESULTADOS ESPERADOS E CONCLUSÃO GORENDER, S.; MACÊDO, R. J. A.; PACHECO JR,


W. L. Controle de admissão para qos em sistemas
Percebe-se, diante dos dados mencionados distribuídos híbridos, tolerantes a falhas. In:
anteriormente por Brunetti et al. (2011), que o fluxo de Workshop De Testes E Tolerância A Falhas, 11,
dados que circula pelas redes locais e pela Internet 2010, Gramado. Anais do XI Workshop de Testes e
ultrapassa em muito a projeção inicial da grande rede de Tolerância a Falhas, 2010. p. 45 – 58.
computadores. Fazendo-se necessário um intermediário HWANG, W-S.; TSENG, P-C. A QoS aware Residential
para fazer o gerenciamento do fluxo de dados em redes Gateway with bandwidth management. IEEE
empresarias, ou instituições de ensino, onde há grande Transactions on Consumer Electronics, v. 51. n. 3. p.
número de usuários acessando os mais diversos tipos de 840 – 848, ago. 2005.
conteúdo e serviços KOLIVER, C.; FARINES, J-M.; FRAGA, J. S.; DOS
Este trabalho é projetado esperando como primeiro REIS, H. L. Um modelo para Adaptação de QoS
resultado a melhora do desempenho da rede para serviços Orientado ao Usuário Final. In: Simpósio Brasileiro
que necessitam de alta disponibilidade de fluxo de dados, De Redes De Computadores, 18, 2000, Belo
como o caso de chamadas VoIP. Também é esperada uma Horizonte. Anais 2000 do 18 Simpósio Brasileiro de
melhora em todo o fluxo de dados da rede uma vez que Redes de Computadores. Belo Horizonte, 2000. p.
tráfegos que acabam ”roubando” a largura de banda 135 – 149.
podem ser controlados. Finalmente espera-se pela divisão KUROSE, J. F.; ROSS, K. W. Redes de computadores e
de classes que os usuários que necessitem da rede a a internet: Uma abordagem top-down. São Paulo,
tenham sempre alta disponibilidade. Pearson, 2010. p. 572.
MAHADEVAN, I.; SIVALINGAM, K. M. Architecture
REFERÊNCIAS and experimental results for quality of service in
mobile networks using RSVP and CBQ. Wireless
BRUNETTI, J. A.; CHAKRABARTI, K.; IONESCU- Networks, v. 6. n. 3. p. 221 – 234, jul. 2000.
GRAFF, A. M.; NAGARAJAN, R.; SUN, D. Open MCWHERTER, D. T.; SEVY, J.; REGLI, W. C.
Network Quality of Service and Bandwidth Control: Building an IP Network Quality-of-Service Testbed.
Use Cases, Technical Architecture, and Business IEEE Internet Computing, v. 4. n.4. p. 65 – 73, ago.
Models. Bell Labs Technical Journal, v. 16. n. 2. p. 2000.
133 – 152, set. 2011. MÔNEGO, C. FORCEQOS - Ferramenta Oppen source
DE MELO, J. C. Estudo da Utilização de Mecanismos de para reconfiguração e controle eficiente de QoS.
QoS em Redes com Enlaces de Banda Estreita. São Frederico Westphalen, 2014, 117 f. Monografia de
Luís, 2005, 136 f. Dissertação de Conclusão de Graduação do Curso de Ciência da Computação –
Mestrado em Ciência da Computação – Universidade Câmpus de Frederico Westphalen, Universidade
Federal do Maranhão. Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
DIAS, L. Controle sua banda de maneira simples e TANENBAUM, A. S. Rede de computadores. Rio de
inteligente com CBQ. Disponível em: Janeiro, Campus, 1997. p. 993.
<[Link] TSETSEKAS, C. A.; MANIATIS, S. I.; VENIERIS, I. S.
banda-de-maneira-simples-e-inteligente-com-CBQ>. The end-user application toolkit: a QoS portal for the
Acesso em: 07 maio 2016. next generation Internet. International Journal of
FLORES, F. Linux in Brazil (Controle de banda com Communication Systems, v. 16. n. 7. p. 605 – 626,
CBQ). Disponível em: <[Link] set. 2003
[Link]/artigos/dicas_cbq.htm> Acesso em: 27 maio
2016.
FOROUZAN, B. A.; MOSHARRAF, A. Redes de
Computadores: uma abordagem top-down. Porto
Alegre, AMGH, 2013. p. 896.

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SISTEMAS DE TERMO-HIGRÔMETRO DIGITAL MICROCONTROLADO
COM LEITURA INTERNA E EXTERNA

THERMO-HIGROMETER DIGITAL SYSTEMS MICROCONTROLLED WITH READING INTERNAL AND EXTERNAL

EDEMAR O. PRADO¹, AMAURI F. BALOTIN¹, HAMILTOM C. SARTORI¹

I
Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das
Missões – URI, Câmpus de Frederico Westphalen, RS, Brasil. *E-mail:eder_iron@[Link]

___________________________________________________________________________________________________

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo a elaboração de um termo-higrômetro digital para
utilização em ambientes internos e externos simultaneamente, o protótipo desenvolvido não armazena os
dados, mas os apresenta em um display lcd, com seus valores atualizados a cada 2 segundos. Para o
desenvolvimento do protótipo, implementou-se um firmware utilizando linguagem C, obedecendo os
critérios estabelecidos pelo datasheet dos componentes eletrônicos. Foram utilizados sensores DHT11,
microcontrolador, display lcd e componentes de menor porte, como resistores capacitores e cristal de
quartzo, selecionados por apresentarem baixo custo, eficiência aceitável e fácil aquisição. Por fim,
observa-se que o equipamento apresentou o resultado esperado, pois foram apresentados no display os
valores de temperatura e umidade de cada sensor com os valores atualizados conforme preestabelecido
anteriormente. Como sequência do trabalho, pretende-se realizar a implementação de um sistema de
armazenamento dos dados, o que irá permitir que este sistema possa ser utilizado para monitoramento de
temperatura e umidade, como também, no controle e automação de câmeras de secagem.

Palavras-chave: Termo-higrômetro. Microcontrolador. Linguagem C. DHT11.

Abstract: The present work it aims, the development a digital thermo-hygrometer for use in
environments internal and external simultaneously, the developed prototype does not store data, but
presents on a lcd display, with their values updated every 2 seconds. For the development of the
prototype, implemented a firmware using C language, according to the criteria established by the
datasheet of electronic components. DHT11 sensors are used, microcontroller, lcd display and smaller
components, as capacitors resistors and quartz crystal, selected for having low cost, acceptable efficiency
and easy to purchase. Lastly, it is observed that the machine He presented the expected result, as they
were presented on the display temperature values and humidity of each sensor with the updated values as
pre-established previously. As a result of the work, it is intended to carry out the implementation a data
storage system, which will allow this system it can be used for monitoring temperature and humidity, as
also, in control and automation drying cameras.

Keywords: Thermo- hygrometer. Microcontroller. C language. DHT11.

_____________________________________________________________________________________________

1 INTRODUÇÃO Chen e Lu (2005) descrevem os sensores de humidade


como ferramentas que vêm destacando-se na área de
O microcontrolador é um dos principais componentes controle de processos industriais e ambientais, sua
quando se aborda o tema eletrônica. Diferentemente de aplicabilidade compreende desde as mais simples
um microprocessador, o microcontrolador não necessita situações, como controle de ambiente em residências,
de periféricos externos para seu funcionamento e por sua como também, aplicação em circuitos de elevada
extrema funcionalidade está presente na maioria dos tecnologia aplicados à indústria.
dispositivos e protótipos eletrônicos. O sensor de temperatura e umidade DHT11, conforme
No mercado, encontram-se os mais diversos modelos dados encontrados em seu datasheet, apresenta uma
de microcontroladores, de acordo com Sena (2008) o leitura complexa; por possuir conversor A/D interno
microcontrolador PIC16F887 produzido pela empresa apresenta saída de dados em sinal digital, transmitida por
Microchip®, é um componente de elevada eficiência, comunicação 1-Wire do sensor até o microcontrolador
fácil aquisição e baixo custo, podendo ser aplicado nos (DHT11, 2010).
mais diversos processos, envolvendo controle ou, até Para que o microcontrolador execute a tarefa desejada
mesmo, aquisição de valores e leitura de dados. utiliza-se um compilador, onde se deve dizer exatamente
o que fazer, ou seja, deve-se escrever o programa que o
35

microcontrolador deve executar. Conforme Silva (2013), (microcontrolador e os sensores), conforme observa-se na
para facilitar a programação executada pelo projetista, é Figura 2:
vantajosa a utilização de linguagem de alto nível, no caso
a linguagem C, onde ignoram-se detalhes internos do
chip, preocupando-se somente com a lógica associada ao
problema.
Visto isso, o presente trabalho teve como objetivo
desenvolver um sistema eletrônico capaz de adquirir
informações de temperatura e umidade relativa do ar de
dois sensores, um interno e outro externo. Tal sistema
poderá ser utilizado no monitoramento e controle de
câmaras de secagem ou estufas agrícolas, por exemplo.
Visto isso, o presente trabalho teve como objetivo
desenvolver um sistema eletrônico capaz de adquirir
informações de temperatura e umidade relativa do ar de
dois sensores, um interno e outro externo.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

O trabalho subdivide-se em 2 etapas fundamentais,


como ilustrado na Figura 1, a qual apresenta um diagrama
de blocos do sistema proposto. O sistema é composto por:
firmware e hardware:

Firmware
Definição Programação Simulação
do  em linguagem  do projeto
projeto C sugerido Fig. 2: Conexões e diretivas de compilação necessárias

Hardware A utilização da rotina de fast_io(D), permite o


controle automático do TRIS do PORTD executado pelo

Fonte de
tensão 5  PIC16F887
programa, o que gera mais velocidade e simplicidade nas
[Vcc] funções de entrada e saída a serem implementadas
posteriormente.
Sensores
Outro fator de grande importância é a declaração de
DHT11
variáveis, que para este caso em especifico, tem suas
strings principais, declaradas em forma de matriz,
permitindo a inserção dos resultados em posições ‘x’,
↓ sem que o display atualize as linhas e colunas por
completo a cada laço de atualização dos dados.
Display 16x2 Para a obtenção dos dados a partir do sensor, alguns
pré-requisitos estabelecidos pelo datasheet devem ser
Fig. 1: Diagrama de blocos do circuito seguidos. Diferentemente de outros sensores e protocolos,
o DHT11, segue um sistema de comunicação e troca de
dados definidos pelo próprio fabricante, que é dado
A primeira etapa consiste na elaboração do firmware conforme a Figura 3:
do circuito, que pode ser definido como um sistema de
termo-higrômetro digital microcontrolado com leitura
interna e externa de ambientes, utilizando sensores de
temperatura e umidade dht11. As orientações a serem
gravadas no microcontrolador, obedecem aos critérios
pré-estabelecidos no datasheet do sensor, então
interpretados e associados a uma lógica de programação,
desenvolvida pelo autor do estudo. Para este estudo
utilizou-se uma versão de demonstração do compilador
PCW, funcional por 30 dias.
Inicialmente, define-se as conexões do display lcd
com o microcontrolador, neste caso a troca de informação
do microcontrolador com o display ocorre por meio do
PORTB. Seguido pelas diretivas de compilação e as
definições de conexão entre Master e slave
Fig. 3: Troca de dados entre Master e Slave. Fonte: DHT11 (2010).
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36

Inicialmente o microcontrolador envia um sinal em


nível lógico baixo, por 18 ms, seguidos por um sinal em
3 RESULTADOS
nível lógico alto, podendo ser de 20 a 40 us, alterando seu
TRIS, os pinos de conexão com os sensores passam a ser
A Figura 5 apresenta o circuito resultante obtido na
entradas, tento o restante do processo executado
simulação efetuada, onde as casas decimais foram
automaticamente pelo sensor.
desconsideradas, e o controle do contraste do display é
O sensor retorna 40 bits de dados, que devem ser
executado através de um potenciômetro de 10KΩ:
divididos de 8 em 8 bits através do aninhamento de um
laço if, um laço for e um laço while. Onde os 8 primeiros
bits, correspondem aos valores inteiros da umidade,
seguidos por 8 bits referentes às casas decimais da
umidade, 8 bits correspondentes aos valores inteiros da
temperatura, 8 bits correspondentes as casas decimais da
temperatura, e por fim, os últimos 8 bits que devem ser
iguais à soma dos 36 bits anteriores.
Se verdadeiro, a rotina de leitura dos sensores e
plotagem da string no display lcd será executada, a rotina
de execução está ilustrada abaixo de acordo com a Figura
4:

Fig. 5: Simulação do circuito resultante

Os valores apresentados no display são valores


aleatórios, onde o valor a ser plotado é ajustado
manualmente pelo programador, sem influência de ações
ambientais.
Já o circuito de hardware é de controle automático, a
Fig. 4: Leitura e plotagem dos dados
leitura executada pelos sensores é transmitida até o
microcontrolador, convertida para digito de impressão, e
As plotagens dos valores dos dois sensores são então plotado no display, a representação do circuito
impressas para o display dentro do laço de execução de resultante do hardware executado, apresenta-se conforme
cada sensor, assim, caso um deles esteja desconectado ou Figura 6, onde tem-se o protótipo finalizado, com ambos
com defeito, o display acusará esta falha, sem a os componentes e circuitos necessários para seu correto
necessidade de implementação de uma rotina de erro, funcionamento:
reduzindo a utilização de memória RAM do
microcontrolador
A montagem do hardware foi executada em uma
placa, onde foram soldados os componentes, conforme
dados contidos nos datasheets do sensor, do PIC, e do
display lcd. Para controle do contraste do display inseriu-
se um potenciômetro de 10KΩ, e para os valores de
referência do PIC, foi utilizado um circuito oscilador,
compreendido por um cristal de quartzo de 8 MHz, e dois
capacitores de 22 pF.
A simulação foi efetuada no software Proteus, versão
demonstração, seguindo as instruções informadas
anteriormente e a configuração de conexão a 4 fios entre
o display e o microcontrolador, onde o mesmo método
adotou-se para a montagem do hardware, com a Fig. 6: Circuito de hardware resultante
transferência do arquivo inicialmente programado até o
microcontrolador, executada em um circuito externo de Por fins de melhor visualização, o circuito em
gravação. operação apresenta-se na Figura 7:

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37

uma ótima opção em sistemas de controle, onde estejam


envolvidas grandezas referentes à temperatura e
humidade de dois ambientes simultaneamente.

5 CONCLUSÃO

Conclui-se, com base nos estudos, que o sistema de


termo-higrômetro, é um sistema de inúmeras utilidades,
não servindo apenas como sistema de leitura, mas
também, em sistemas de controle e automação, tanto
residencial, no controle de temperatura e umidade de
ambientes, como industrial, no controle de estufas e
câmaras de secagem, tornando-se uma opção altamente
viável, devido a seu baixo custo, simplicidade e robustez,
Fig. 7: Circuito em operação bem como, sua ampla aplicabilidade.
Caso se deseje aumentar a precisão do sistema, a
Observa-se claramente na Figura 6 o item sugestão é a troca do sensor, por um DHT33 do mesmo
anteriormente citado, além do circuito oscilador, presente fabricante, pois apresenta o mesmo sistema de leitura,
abaixo do microcontrolador, já a Figura 7 traz o circuito com menor faixa de erro, porém esta substituição
quando, alimentado por uma fonte de tensão de 5 [Vcc], acarretará em um aumento significativo no custo
onde o mesmo entra em operação, tendo os dados benefício do protótipo.
plotados no display.
REFERÊNCIAS
4 DISCUSSÕES
CHEN, Zhi, LU, Chi, 2005. Humidity sensors: a review
Com base nos resultados obtidos, observa-se que o of materials and mechanisms. Sensor letters .v. 3, n.
circuito proposto funciona de acordo com o esperado. 4, p. 274-295
O arquivo, inicialmente carregado no DHT11 Humidity & Temperature Sensor, 2010.
microcontrolador, executa as tarefas necessárias no Disponível em:
hardware, conforme executa no simulador, deixando <[Link] Acesso
claro a importância da realização de simulação, em: 22 jul 2016.
anteriormente ao processo de montagem de circuitos, SENA, Antônio Sérgio. Microcontroladores PIC.
sendo uma forma de agilizar o processo. Copyright 2008.
Com referência ao circuito e sua operação, os SILVA, Vidal Pereira Jr. Microcontroladores PIC 16F e
resultados atendem às expectativas, apresentando baixo 18F – Teoria e Prática [Link]. NCB São Paulo, Brasil
custo benefício, e eficiência aceitável, sua atualização ,2013
ocorre no tempo previsto, e não apresenta falhas, sendo

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O PROTOCOLO DE INICIAÇÃO DE SESSÃO – SIP
SESSION INITIATION PROTOCOL – SIP

RAFAEL POLLON¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen.
*E-mail: [Link]@[Link]

Resumo: As descobertas de novas formas que possibilitam aprimorar os meios de comunicação


existentes impulsionam o surgimento de novos protocolos para suprir as necessidades de cada uma delas.
Dentro deste pretexto, com a descoberta da digitalização da voz, surgiu a telefonia digital. E com ela, em
meados da década de 1990 foi desenvolvido o protocolo SIP. Do Inglês: Session Initiation Protocol ou
Protocolo De Iniciação De Sessão é um protocolo baseado no modelo requisição-resposta e é utilizado
para estabelecer chamadas telefônicas pela rede IP. O presente trabalho ressalta aspectos importantes do
protocolo que é o mais utilizado na telefonia digital, para isso, são abordados aspectos que partem desde a
conversão analógico-digital de sinais até chegar à sinalização e controle dos pacotes de voz que são
transportados por uma rede digital.

Palavras-chave: Digitalização. Telefonia digital. SIP.

Abstract: The discoveries of new ways that allow improve existing media drive the emergence of new
protocols to meet the needs of each. Under this pretext, with the voice scan discovery came the digital
telephony. And with it, in the mid-1990s it was developed SIP protocol. The SIP is a protocol based on
the request-response model and is used to establish telephone calls over the IP network. This study
highlights important aspects of the protocol that is the most used in digital telephony, for that address
aspects departing from the analog to digital conversion signals to get to the signaling and control of voice
packets that are transported by a digital network.

Keywords: Coding. Digital Telephony. SIP.

1 INTRODUÇÃO maneira mais segura estas informações. (HERSENT;


GUIDE; PETIT, 2002).
Vê-se que os meios de comunicação estão A maioria das informações que são transportadas em
convergindo cada vez mais para que diversos tipos de uma rede de telecomunicação são sinais digitais,
produtos possam trafegar pelo mesmo meio de algumas, que entram e saem da rede de forma analógica.
transmissão. Um produto que se beneficiou bastante da Para que essa transmissão analógica ocorra por um meio
utilização de um meio de transmissão que já existe para digital, é necessário converter estas informações na
implementar um novo serviço é o sistema de telefonia chegada e desconvertê-las na saída. Uma técnica
IP, ou VOIP. O presente trabalho tem por objetivo bastante utilizada para este fim é a modulação por
explorar o funcionamento dessa telefonia com a código de pulso ou PCM, do inglês Pulse Code
utilização do protocolo SIP. Para isso, inicia-se uma Modulation. (Frenzel, 2013).
abordagem pelos aspectos importantes da conversão A modulação PCM consiste em três estágios:
analógico-digital de sinais, passando por todos os Amostragem, Quantização e Codificação. Estes três
processos necessários para que a comunicação entre estágios se baseiam em: medir o sinal analógico em
usuários seja controlada através da rede IP. O capitulo 2 intervalos de tempo regulares; aproximar os valores para
inicia pelos aspectos fundamentais da conversão um nível de referência previamente estabelecido; e
analógico-digital. codificar o valor em uma sequencia de bits. O principio
de funcionamento dos três estágios serão explicados a
2 MODULAÇÃO PCM seguir.
O sinal analógico, quando submetido à etapa de
Com a descoberta da conversão A/D, os sinais amostragem, é entrecortado em intervalos tempo iguais,
analógicos puderam ser codificados por meio da assim, obtêm-se pulsos de acordo com a amplitude do
eletrônica digital. Esta técnica possibilita diversos sinal. Esta operação pode ser realizada pelo modulador
benefícios na transmissão digital, entre eles, o uso de PAM do inglês (Pulse Amplitude Modulation) ou
criptografia a fim de adicionar informações de uma modulação por amplitude de pulso. (MEDEIROS, 2016).
forma cifrada para impedir ou dificultar a interpretação O estágio da amostragem segue o teorema de Nyquist,
da mensagem, bem como, a capacidade de armazenar de que diz: “A frequência de amostragem deve ser no
mínimo o dobro da largura de banda deste sinal”. A
39

justificativa deste teorema implica em não conseguir destinadas a um endereço IP que pode estar em qualquer
recuperar o sinal. (Frenzel, 2013). lugar do mundo. (HERSENT; GUIDE; PETIT, 2002).
No estágio de quantização, sinal analógico foi Para que uma chamada telefônica seja estabelecida, o
convertido para pulsos e agora é necessário medir servidor da telefonia precisa receber do assinante o
eletronicamente a altura deles. A técnica chamada de número completo a ser chamado, estabelecer o caminho
quantização consiste em realizar um arredondamento dos para a chamada e avisar ao outro assinante que existe
pulsos para que os mesmos se encaixem nos valores de uma chamada para ele. O sistema que cumpre estas
decisão estabelecidos. funções em uma rede de telefonia é chamado de
No ultimo estágio, chamado de codificação, tem por sinalização.
objetivo transformar o sinal quantizado em um sinal
binário, para que possa trafegar por uma rede digital. 4 O PROTOCOLO DE SINALIZAÇÃO SIP

3 TRANSPORTADO VOZ SOBRE UMA REDE DE Do inglês Session Initiation Protocol (SIP), ou
PACOTES Protocolo De Iniciação De Sessão é um padrão da
Internet Engineering Task Force (IETF) definido na
Se tratando de telefonia fixa, o sistema analógico é o RFC 2543. Este protocolo utiliza o modelo requisição-
mais comum hoje em dia. Há algumas desvantagens dele resposta para estabelecer chamadas telefônicas pela rede
em relação à telefonia digital, desde os custos para IP. (RFC 2543, 1999).
manter grandes centrais de comutação, os custos com Para estabelecer uma chamada, o SIP necessita
grandes redes analógicas de baixa capacidade de primeiramente abrir uma conexão de sinalização entre os
transmissão de dados e até mesmo, desvantagens se pontos de origem e destino da chamada. Para isso,
tratando da qualidade da voz, já que o ruído parasítico é podem ser utilizados os protocolos TCP ou UDP, no
adicionado em todos os estágios da transmissão, e este caso de se utilizar o protocolo TCP, a mesma conexão
sinal não pode ser limpo, pois não há como saber o que é pode ser utilizada para todos os pedidos e respostas do
informação e o que é ruído. SIP, exceto para os dados de mídia. Se o protocolo UDP
Na telefonia digital, o meio de transmissão da for utilizado, o endereço IP e a porta de acesso são
informação é a rede IP, assim, fica clara a principal enviados em cada requisição-resposta. (HERSENT;
vantagem sobre a rede de transmissão analógica. Utiliza- GUIDE; PETIT, 2002).
se um caminho já existente que conecta computadores ao
redor do mundo para transportar chamadas telefônicas 4.1 Os pedidos SIP
sem a necessidade direta de pagar mais por isso. Além
disso, a quantidade de chamadas simultâneas por esse Como o protocolo é baseado em requisição-resposta,
meio de transmissão impulsiona o avanço de técnicas alguns pedidos são utilizados para o funcionamento da
que permitem a economia do mesmo. Uma delas é a sinalização, eles são ilustrados na tabela 1.
Multiplexação por divisão de tempo, do inglês: Time
Division Multiplexing – TDM, ela consiste em dividir Método Descrição
pequenos intervalos de tempo para cada conversa
Invite Usado para iniciar uma chamada.
telefônica que passa no mesmo meio de transmissão.
(Frenzel Jr, 2013). ACK Enviado pelo cliente para
confirmar que ele recebeu uma
a) Os protocolos TCP e UDP resposta do servidor.
Bye Enviado pelo agente de origem ou
O Protocolo De Datagrama De Usuário, do inglês pelo agente de destino para
interromper uma chamada
(User Datagram Protocol - UDP) é o protocolo mais
simples da camada de transporte. Seu funcionamento é Cancel Enviado quando se quer
baseado no envio de datagramas encapsulados aos seus interromper um pedido que foi
destinatários, porém, sem dar a garantias ao remetente enviado anteriormente, enquanto
o servidor ainda não tiver enviado
que os dados chegaram ao seu destino final. uma resposta final.
(FOROUZAN E MOUSHRAFF, 2013).
Protocolo de Controle de Transmissão, do inglês Options Enviado ao servidor pelo cliente
(Transmission Control Protocol - TCP) é um protocolo para saber as capacidades que o
servidor suporta.
orientado à conexão que tem como objetivo prover um
fluxo de dados fim a fim confiável. (TANEMBAUM, Register Registra a localização atual de um
2003). determinado cliente.

3.2 A telefonia IP Tabela 1. Pedidos SIP.

Do Inglês Voice Over Internet Protocol (VOIP) ou, 4.2 As respostas SIP
Voz Sobre O Protocolo De Internet, é o nome dado à
telefonia que funciona com o uso da rede IP. Dessa Um servidor SIP responde a um pedido com uma ou
forma, o VOIP utiliza os protocolos TCP e UDP para mais respostas SIP. A primeira linha de uma resposta
estabelecer ligações e mandar mídias de áudio RTP, SIP contém um código de status e uma frase inteligível

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por pessoas. A tabela 2 ilustra as seis categorias das Primeiramente o agente A envia um pedido Invite
respostas SIP. para o agente B. Este responde com Ringing, pois pode
tocar. Quando a chamada é atendida pelo agente B, ele
Código Perfil Descrição envia um OK para o agente A que responde com ACK.
1xx Informativo Pedido recebido, A partir deste ponto, ocorre o fluxo RTP de áudio entre
continuando a os dois agentes. Na sexta etapa, o agente B encerra a
processar o pedido chamada com BYE para o agente A, e o agente A aceita a
finalização da chamada com um OK
2xx Sucesso A ação foi recebida,
entendida e aceita
com sucesso 4.4 A Sintaxe de descrição de sessão, SDP
3xx Redirecionamento Uma ação adicional Do Inglês Session Description Protocol (SDP), ou
deve ser tomada para
completar o pedido Sintaxe De Descrição De Sessão, é um padrão da
Internet Engineering Task Force (IETF) definido na
4xx Erros de cliente O pedido contém RFC 4566. O objetivo do protocolo SDP é definir uma
uma sintaxe inválida sintaxe padrão para alguns tipos de informação, como:
ou não pode ser
efetuado neste qual o endereço multicast será usado pela sessão; qual
servidor será a porta de destino UDP; quais serão os
5xx Erros de servidor codificadores de áudio que serão usados; quais as
Erro de servidor informações adicionais sobre a sessão, como nome e
6xx Falha Global
Falha global breve descrição; quais as informações para contato; qual
Tabela 2. As categorias dos códigos de status. é o programa de atividades; (RFC 4566, 2006).
Com essas informações, esse protocolo fica legível
Os grupos de códigos 2xx, 3xx, 4xx, 5xx e 6xx, são para pessoas, facilitando a depuração e a programação.
códigos de respostas finais e finalizam a transação SIP.
O único código que não pode encerrar uma chamada é o 4.5 O protocolo SIP e a telefonia IP
1xx, pois se trata apenas de um código informativo.
Nas Figura 2 e 3, é demonstrado um Invite SIP. Na
4.3 O modelo de requisição e resposta linha de início, o IP de origem [Link] envia um
INVITE para o IP [Link] utilizando a porta 15853
Esse modelo de troca de informações opera enviando para a porta de sinalização 5060, esta que é a porta
um pedido e aguardando uma resposta. Um exemplo é padrão da sinalização SIP.
quando um cliente que utilizada o protocolo HTTP Dentro do cabeçalho geral, cabeçalho de pedido e
(Hypertext Transfer Protocol) para entrar em um cabeçalho de entidade, são demonstradas informações a
endereço WEB (World Wide Web), ele solicita respeito do número de origem e do número de destino,
informações ao servidor e fica aguardando uma resposta. neste caso, o usuário do ramal 1000 está realizando uma
(RFC 2616, 1999). chamada para o ramal 1001. Este Invite é do tipo UDP,
Através deste modelo, uma chamada pode ser então, ambos os lados enviam um pedido e aguardam um
sinalizada e estabelecida. A Figura 1 ilustra a ordem dos tempo até que a outra ponta responda o mesmo, sem a
eventos para o estabelecimento de uma ligação entre dois confirmação de que o pedido realmente chegou ao
clientes de telefonia, neste cenário, denominados destinatário.
agentes.

Fig. 2. Exemplo de um Invite SIP.

As informações a respeito do SDP estão na Figura 3.


Nestas informações, é possível verificar que o endereço
[Link] está pedindo áudio RTP na porta 16396,
juntamente com algumas especificações dos
codificadores de áudio disponíveis para a negociação da
mídia.

Fig. 1. Conexão ponto a ponto entre dois usuários.

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transporte que ocorre no modo Full-Duplex. (RFC 1889,


1996).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A rede mundial de computadores fez com que muitas


portas fossem abertas para novas formas de comunicação
na era digital, esse avanço implicou o uso de técnicas de
Fig. 3. Dados SDP de um Invite SIP.
funcionalidade e aprimoramento, para que esse novo
meio de transmissão fosse usado da melhor forma
As respostas ilustradas na figura 4 como Trying e
possível. A telefonia digital é uma delas. Ela permitiu
Session Progress, são separadas por um ponto e uma
utilizar essa rede já existente para a transmissão de voz
linha em branco. A resposta Trying é do código de status
de maneira mais limpa, se comparada aos sistemas de
100, do tipo informativo, que nesse caso o endereço IP
telefonia analógica.
[Link] fala para o endereço [Link] que vai
O protocolo SIP utilizou os protocolos já existentes
tentar completar a ligação. A resposta Session Progress
para que as chamadas através da rede IP fossem
também é uma resposta informativa, do código 183. Ela
sinalizadas de uma maneira inteligível por pessoas,
significa que houve algum progresso na chamada e que o
facilitando a programação e a resolução de eventuais
número 1001 respondeu o Invite pedindo áudio na porta
problemas que podem ocorrer durante a comunicação.
16412, juntamente com alguns codificadores de áudio.
Com esses avanços, a rede de telefonia ficou mais
eficiente em diversos aspectos, como na economia de
recursos e no melhor aproveitamento dos meios de
transmissão existentes

REFERÊNCIAS

HERSENT, O; GUIDE, D; PETIT, J. Telefonia IP –


Comunicação multimídia baseada em pacotes. p. 62,
2002.
LOUIS E. FRENZEL JR. Fundamentos de comunicação
Eletrônica – Modulação, Demodulação e Recepção.
p. 192, 2013.
MEDEIROS, Julio Cesar de O. Princípios de
telecomunicações – Teoria e prática. P 68-71, 2016.
LOUIS E. FRENZEL JR. Fundamentos de comunicação
Eletrônica – Modulação, Demodulação e Recepção.
p. 10, 2013.
Fig. 4. Sinalização SIP. HERSENT, O; GUIDE, D; PETIT, J. Telefonia IP –
Comunicação multimídia baseada em pacotes. p. 10,
A Figura 5 ilustra o ultimo passo da iniciação de uma 2002.
chamada telefônica pela rede IP, ela demonstra o FOROUZAN, Behrouz A.; MOSHARRAF, F. Redes de
endereço IP 192.168.10 enviando um evento de código Computadores: Uma Abordagem Top-Down. 2013.
informativo 180 para o endereço IP [Link], TANENBAUM, Andrew S. Redes de Computadores.
informando que o telefone está tocando. 2003.
REQUEST FOR COMMENTS. RFC 2543: SIP: Session
Initiation Protocol. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 27
jul. 2016.
REQUEST FOR COMMENTS. RFC 2616: Hypertext
Transfer Protocol - HTTP/1.1. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 27
Fig. 5. Resposta Ringing para um Invite SIP. jul. 2016.
REQUEST FOR COMMENTS. RFC 4566: SDP:
A partir desse ponto, podem ocorrer diversos códigos Session Description Protocol. Disponível em: <
de resposta, dependendo do comportamento do agente [Link] Acesso em: 27
que está tocando, ele pode atender essa chamada ou jul. 2016.
cancelar ela. Caso o agente atenda essa chamada, é REQUEST FOR COMMENTS. RFC 1889: RTP: A
iniciada a transmissão RTP (Real Time Transport Transport Protocol for Real-Time Applications.
Protocol) ou protocolo de transporte em tempo real, Disponível em: <
descrito na RFC 1889. Este, que permite o transporte [Link] Acesso em: 27
UDP do áudio já codificado entre dois endereços IPs, jul. 2016.

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UMA PROPOSTA PARA DETECÇÃO E RESOLUÇÃO DE CONFLITOS DE
POLÍTICAS EM REDES DEFINIDAS POR SOFTWARE
A PROPOSAL FOR DETECTION AND RESOLUTION OF POLICY CONFLICTS IN SOFTWARE-DEFINED NETWORKING

MANUELA TIRLONI¹, FELIPE TOMM¹, LUCAS F. CLARO¹, CRISTIAN C. MACHADO¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen. *E-mail: inf23847@[Link].

Resumo: O paradigma de Redes Definidas por Software (Software-Defined Networking - SDN)


simplifica o gerenciamento de rede através da remoção de parte da lógica de tomada de decisões sob o
processamento de tráfego que é realizada nos elementos de comutação, tais como, switches e roteadores,
centralizando essa tarefa em um componente chamado controlador de rede. Assim, SDN apresenta um
ambiente propício para aplicar abordagens utilizadas para reduzir a complexidade nas tarefas de
gerenciamento, tais como Gerenciamento Baseado em Políticas (Policy Based Management – PBM). Esse
tipo de abordagem proporciona a possibilidade de que um conjunto de regras (políticas) sejam escritas
para serem aplicadas em diversos dispositivos, tais como switches e roteadores. Entretanto, PBM não
garante que tais regras sejam aplicadas sem sobreposição e que garantam que o sistema seja conduzido de
maneira consistente e eficiente, conforme esperado. Neste contexto, o presente trabalho tem como
objetivo apresentar o projeto de uma ferramenta capaz de detectar e propor soluções para resolver os
conflitos entre as políticas de rede.

Palavras-chave: Conflito. Detecção. Políticas. Redes Definidas por Software.,

Abstract: The paradigm of Software-Defined Networking (SDN) simplifies the network management by
removing part of decision-making logic on the processing of traffic that is carried out in the network
devices, such as switches and routers, centralizing this task in a component called network controller. As
a result, SDN offers an environment to deploy approaches to reduce complexity in management tasks,
such as Policy-Based Management (PBM) approaches. PBM provides the possibility that a set of rules
(policies) are written to be applied in several devices, such as switches and routers. However, PBM does
not guarantee that such rules are applied without overlapping and to ensure that the system be conducted
in a consistent and efficient manner, as expected. In this context, this paper aims to present the design of a
tool capable to detect and propose solutions to solve the conflicts between network policies.

Keywords: Conflict. Detection. Policies. Software-Defined Networking.

1 INTRODUÇÃO uma forma eficaz para fornecer de forma dinâmica - e em


tempo de execução - serviços que suportam, por exemplo,
Por muitos anos, as organizações têm desenvolvido reconfiguração de Qualidade de Serviço (Quality of
estratégias de gestão para lidar com a escalabilidade e Service - QoS), controle de acesso, e balanceamento de
complexidade computacional em infraestruturas de carga (MACHADO et al. 2014).
Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) (FITO Adicionalmente, pela clara separação dos planos em
et al. 2012). O surgimento do paradigma de Redes SDN e pela simplificação e alocação de parte da lógica de
Definidas por Software (Software-Defined Networking - decisão no controlador, SDN apresenta um cenário
SDN) (NUNES et al. 2014) tem como objetivo fornecer propício para aplicar abordagens utilizadas no passado a
uma arquitetura mais sofisticada e precisa para o fim de reduzir a complexidade nas tarefas de
gerenciamento e monitoramento de tráfego de rede. Para gerenciamento, tais como Gerenciamento Baseado em
conseguir isso, SDN simplifica o gerenciamento de rede Políticas (Policy Based Management - PBM). Em
através da remoção de parte da lógica de tomada de sistemas PBM um administrador especifica os
decisões sob o processamento de tráfego que é realizada objetivos/metas e restrições esperadas da infraestrutura na
nos elementos de comutação, tais como, switches e forma de regras para orientar o comportamento dos
roteadores, centralizando essa tarefa em um componente elementos em um sistema. Esse tipo de abordagem
chamado controlador de rede. Assim, os elementos de proporciona a possibilidade de que um conjunto de regras
comutação se tornam simples dispositivos de sejam escritas para atender diversos elementos.
encaminhamento de pacotes, e os controladores podem Entretanto, esse agrupamento de regras não garante que
ter uma visão global do tráfego de rede e de todos os as mesmas sejam aplicadas sem sobreposição e a garantia
elementos que a compõe. Como resultado, SDN permite de que o sistema seja conduzido de maneira consistente e
eficiente, conforme esperado. Assim, para alcançar ou
43

pelo menos aliviar esse problema, uma solução é o uso de NETWORKING FOUNDATION 2014). Uma arquitetura
técnicas para a detecção e resolução destes possíveis SDN, conforme representada na Fig. 1, compreende
conflitos. quatro planos: gerenciamento, aplicação, controle e dados
Neste contexto, este artigo apresenta um projeto que (NUNES et al. 2014). O plano de gerenciamento inclui
propõe desenvolver um conjunto de ferramentas para sistemas de gestão que exercem as funções e operações
detecção e resolução de conflitos de políticas em SDN. de apoio à infraestrutura, por exemplo, acordos de nível
Esta é a primeira vez que conflitos de políticas em redes de serviço (Service Level Agreements – SLAs) e as
definidas por software é apresentado. políticas de baixo nível para conduzir aplicações e
Em suma, esperam-se deste projeto os seguintes controladores SDN. O plano de aplicação inclui
resultados: aplicações SDN (por exemplo, firewalls e balanceadores
 Monitoramento de conflitos de políticas no nível de de carga), aplicações de negócios (por exemplo, portais e-
rede que podem interferir no desempenho de commerce e sistemas de gestão empresarial) ou sistemas
sistemas. de Orquestração de Nuvens (por exemplo, OpenStack e
 Análise de conflitos de políticas com mínima CloudStack). Cada aplicativo tem controle exclusivo de
intervenção humana. um conjunto de recursos fornecidos pelos controladores
 Diminuição da quantidade de regras de rede SDN. O plano de controle é responsável pelos protocolos
codificadas em cada switch. e pela tomada de decisões que resultam na atualização
 Diminuição da quantidade de regras de rede das tabelas de encaminhamento dos switches e
gerenciadas pelo controlador. roteadores. Por fim, o plano de dados, conhecido como o
 Otimização e consistência no encaminhamento de plano de encaminhamento, administra a comutação e
fluxos a partir do estabelecimento de regras que não roteamento de pacotes de fluxo.
sobrepõem outras regras. Em redes IP tradicionais, o plano de controle é
O restante deste artigo está dividido da seguinte executado em cada dispositivo de rede. Cada dispositivo
maneira: Na seção 2 será apresentada a contextualização tem seus protocolos proprietários, o que torna difícil sua
geral deste projeto. A proposta será detalhada na seção 3. programação. Muitas vezes não é possível realizar o
Por fim, na seção 5 serão apresentados os resultados processo de tomada de decisão sobre eventos que não
esperados e uma conclusão. tenham sido previstos. Diferentemente, SDN é
caracterizado por um plano de controle logicamente
2 CONTEXTUALIZAÇÃO centralizado, o que permite que parte da lógica de tomada
de decisão realizada pelos dispositivos de rede seja
2.1 Redes Definidas por Software (Software-Defined movida para controladores externos. Essa abordagem
Networking - SDN) fornece aos dispositivos controladores a capacidade de ter
uma visão global da rede e seus recursos, tornando-se
Redes Definidas por Software (Software-Defined cientes de todos os elementos da rede e suas
Networking – SDN) é uma arquitetura de rede dinâmica, características. Com base nesta centralização, dispositivos
adaptável, controlável, e flexível para a entrega de de rede tornam-se simples elementos de encaminhamento
serviços de rede, capaz de responder rapidamente às de pacotes, podendo ser programados através de uma
mudanças de requisitos de serviço (OPEN interface aberta, como o protocolo OpenFlow (NUNES et
al. 2014).

Fig. 1. Arquitetura de uma rede SDN. Fonte: Adaptado de OPEN NETWORK FUNDATION (2014).

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O OpenFlow é um protocolo aberto que permite o fornecendo feedbacks de informações relevantes durante
desenvolvimento de mecanismos programáveis com base a execução.
em uma tabela de fluxo padrão localizada nos A chave desta arquitetura é o PDP. PDP exerce uma
dispositivos de encaminhamento. parte importante do processamento de controle do
sistema. Nesta entidade, as políticas de alto nível são
2.2 Gerenciamento Baseado em Políticas (Policy- traduzidas em ações compreendidas pelos elementos do
Based Management – PBM) sistema, e permanecem aguardando em algum momento
ser executadas nos PEPs. Para a operação correta, o PDP
Políticas são definidas como um conjunto de regras deve diferenciar cada detalhe de cada PEP no sistema
que expressam e reforçam o comportamento exigido de para proporcionar maior precisão em cada política.
um recurso. A RFC 3198 (WESTERINEN et al. 2001)
fornece as seguintes definições para política:
 A meta ou ação definida que determina como as
decisões presentes e futuras sejam tomadas. As
políticas são estabelecidas ou executadas dentro de
um contexto particular;
 Políticas referem-se a um conjunto de regras para
gerenciar e monitorar o acesso a recursos de uma
infraestrutura de TIC em especial.
Em sistemas para gerenciamento baseado em políticas
(Policy-Based Management – PBM) um administrador
Fig. 2. Arquitetura básica de sistemas PBM. Fonte: Adaptado de
especifica os objetivos/metas e restrições em forma de STRASSNER (2003).
regras para orientar o comportamento da infraestrutura
(VERMA et al. 2002). O uso de PBM apresenta três Neste tipo de arquitetura, os administradores definem
benefícios principais (HAN et al. 2012). Em primeiro políticas de gerenciamento que estão inseridos no PR -,
lugar, as políticas são pré-definidas pelos administradores por exemplo, um Lightweight Directory Access Protocol
e armazenadas em um repositório. Quando ocorre um (LDAP), - através de um PMT. Depois disso, a PDP
evento, essas políticas são solicitadas e acessadas realiza o monitoramento de eventos no sistema, de acordo
automaticamente, sem a necessidade de intervenção com as configurações estabelecidas pelo administrador.
manual. Em segundo lugar, a descrição formal de Quando ocorrer um evento específico, o PDP será
políticas permite a análise automatizada e verificação acionado para recuperar do PR as políticas aplicáveis a
com o objetivo de garantir a coerência, em certa medida. cada caso individual. Para cada política recuperada do
Em terceiro lugar, por causa da abstração de detalhes evento específico, quando estiverem reunidas as
técnicos, as políticas podem ser verificadas e alteradas de condições específicas, as ações correspondentes são
forma dinâmica em tempo de execução sem modificar a aplicadas pelo PEP associado ao elemento monitorado.
implementação do sistema.
Segundo Moffett et al. (1993), políticas podem ser
2.3 Detecção e Resolução de Conflitos
vistas em dois principais níveis de abstração: políticas de
baixo nível, que estão relacionados a um domínio ou um A detecção e resolução de conflitos entre políticas é
dispositivo e políticas de alto nível que são mais fundamental para o projeto de um sistema de
amigáveis ao usuário. Um exemplo simples de uma gerenciamento baseado em políticas confiável, escalável
política de baixo nível é a configuração em roteadores e implementável. O conceito de detecção de política é
para que os pacotes de tráfego multimídia tenham bastante simples, no entanto, a implementação de
prioridade sobre pacotes de tráfego web. Um exemplo de resolução de conflitos entre política pode ser bastante
uma política de alto nível é um acordo de nível de serviço complicado (STRASSNER et al. 2013).
(Service Level Agreement – SLA). Resumidamente, conflitos são apresentados em três
modalidades:
2.1.1 Entidades básicas
 Obrigação Positiva / Obrigação Negativa – as ações
são ambas obrigadas e não obrigadas a serem
Waller et al. (2011) introduz quatro entidades básicas
realizadas sobre os elementos.
para modelar a arquitetura de um sistema baseado em
 Autorização Permitida / Autorização Proibida – as
políticas, assim como demonstra a Fig. 2.
ações são ambas permitidas e proibidas a serem
 Ferramenta de Gerenciamento de Políticas
realizadas sobre os elementos.
(Policy Management Toolkit – PMT) – permite que
 Obrigação Positiva / Autorização Proibida – as ações
o administrador gerencie políticas;
são necessárias, mas proibidas de serem realizadas
 Repositório de Política (Policy Repository – PR) –
sobre os objetos.
armazena informações relacionados com a política;
Em geral, sempre que várias políticas se aplicam a um
 Ponto de Decisão da Política (Policy Decision elemento, há um potencial para alguma forma de conflito.
Point – PDP) – pesquisa, verifica e valida às Porém, é essencial que várias políticas sejam aplicadas de
condições necessárias para as políticas; forma a abranger a diversidade de funções de
 Ponto de Aplicação da Política (Policy Enforcement gerenciamento de forma mais abrangente possível para
Point – PEP) – executa e monitorapolíticas também
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45

que o objetivo principal de políticas seja alcançado, o de Por fim, utilizando diferentes cenários e fazendo
diminuir ou retirar o trabalho manual dos administradores comparações com um grupo de problemas-testes, será
no gerenciamento dos elementos de uma infraestrutura de efetuada a avaliação de desempenho dos sistemas,
TIC. visando
Quanto à detecção de conflito, o objetivo fundamental desta forma demonstrar os resultados propostos neste
é analisar especificações de política, a fim de projeto.
proporcionar um perfil de um dos tipos de conflito que
podem ocorrer dentro de um sistema. Os objetivos de 4 RESULTADOS ESPERADOS E CONCLUSÃO
detecção de conflito são caracterizados da seguinte
forma: Com este projeto pretende-se desenvolver um
 Para identificar o conflito real que ocorreu e que conjunto de ferramentas para detecção e resolução de
poderia ter sido resolvido estaticamente em tempo políticas em redes definidas por software conforme
de compilação. mencionados na seção anterior. Os resultados do projeto
 Para prever que um conflito poderá ocorrer no futuro, servirão de base para aplicabilidade da solução em
visualizando mais especificamente, quais as ambientes reais como provedores de Internet e de
circunstâncias irão expor o conflito. computação em nuvem, operadoras de Telecom, dentre
 Para comunicar o conflito real ou potencial a um outros. Assim, acredita-se que a pesquisa será de grande
processo de resolução. valia, pois será possível aplicar a solução para a resolução
A partir da análise das especificações para detecção de problemas reais gerando economia de recursos, tanto
de conflitos, o objetivo fundamental da resolução de físico quanto humano, e proporcionando ferramentas e
conflitos é determinar quando é apropriado para resolver sistemas mais eficientes.
o conflito e como o conflito será resolvido. As metas de
resolução de conflitos podem ser caracterizadas da AGRADECIMENTOS
seguinte forma:
 Para comunicar com o processo de detecção de Agradecemos ao Programa Institucional de Bolsas de
conflito, a fim de obter as especificações do conflito Iniciação Científica do Edital/PROPEPG/PIIC/URI N°
efetivo ou potencial que ocorrer em um sistema. 03/2016 que auxilia essa pesquisa através do projeto
 Para decidir quando é apropriado resolver o conflito. #3608 - Detecção e resolução de conflitos de políticas em
 Para identificados e monitorar potenciais conflitos redes definidas por software
que podem ocorrer, necessitando de resolução.
 Para decidir como resolver o conflito real ou REFERÊNCIAS
potencial, de forma adequada.
FITO, J. O. et al. Business-driven it management for
cloud computing providers. In: 4TH IEEE
3 PROPOSTA
International Conference on Cloud Computing
Technology and Science, 2012, Taipei, China.
Este artigo apresenta a proposta de desenvolvimento
Proceedings... Taipei: IEEE, 2012. v. 4, p. 193–200.
de um conjunto de ferramentas cujo objetivo principal é a
NUNES, B. et al. A survey of software-defined
detecção e a resolução de conflitos de políticas em redes
networking: Past, present, and future of
definidas por software, utilizando o paradigma de
programmable networks. Communications Surveys
gerenciamento baseado em políticas e os recursos e
Tutorials, IEEE, v. 16, n. 3, p.1617–1634, Fevereiro
benefícios oferecidos por redes definidas por software.
2014. ISSN 1553-877X.
Primeiramente, será realizado o planejamento,
MACHADO, C. C.; GRANVILLE, L. Z.; SCHAEFFER-
definindo o escopo dos sistemas e seus requisitos e
FILHO, A.; WICKBOLDT, J. A. Towards SLA Policy
modelando o banco de dados de acordo com as
Refinement for QoS Management in Software-Defined
características do problema.
Networking, Advanced Information Networking and
Em um segundo momento será desenvolvido um
Applications (AINA), 2014 IEEE 28th International
sistema de coleta de informações da rede para melhorar o
Conference on , vol., no., pp.397,404, 13-16 Maio
processo de detecção e resolução de conflitos de políticas
2014. doi: 10.1109/AINA.2014.148.
de baixo nível. Dentre as informações coletas encontram-
OPEN NETWORK FUNDATION SDN Architecture
se as máscaras geradas para cada regra, que possuem
Overview. 2014. Disponível em:
informações tais como portas de origem e destino,
<[Link]
protocolos, prioridades, entre outras.
wnloads/sdn-resources/technical-reports/TR_SDN-
Em seguida será feita a análise de técnicas existentes
[Link]>. Acesso em:
para a detecção de conflitos de políticas de baixo nível e
4 ago. 2016.
implementação de melhorias baseadas nas características
WESTERINEN, A. et al. Terminology for policy-based
e recursos oferecidos por redes definidas por software.
management (RFC 3198). IETF Request for
Logo após será desenvolvido um sistema de resolução
Comments - Network Working Group, Southborough,
de conflitos de políticas de baixo nível. O sistema terá
USA, v.1, n. 1, p. 1–21, nov. 2001. Disponível em:
uma interface amigável para identificar cada conflito e
<[Link] Acesso em: 1
apresentar ao menos uma ou um conjunto de possíveis
ago. 2016.
soluções.

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VERMA, D. Simplifying network administration using WALLER, A. et al. Policy based management for
policy-based management. Network, IEEE, v. 16, n. security in cloud computing. In: Secure and Trust
2, p. 20–26, Março 2002. ISSN 0890-8044. Computing, Data Management, and Applications.
HAN, W.; LEI, C. A survey on policy languages in [S.l.]: Springer, 2011. p. 130–137.
network and security management. Computer STRASSNER, John. Policy-based network management:
Networks, v. 56, n. 1, p. 477 – 489, 2012. ISSN 1389- solutions for the next generation. Morgan Kaufmann,
1286. 2003.
MOFFETT, J. et al. Policy hierarchies for distributed STRASSNER, J. et al. Terminology for policy-based
systems Management. Selected Areas in management. RFC Editor, Tech. Rep., 2001.
Communications, IEEE Journal on, vol.11, no. 9, pp.
1404–1414, 1993.

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SIGECA: SISTEMA DE GERENCIAMENTO DO CONSUMO DE ÁGUA DE
RESIDÊNCIAS
SIGECA: MANAGEMENT SYSTEM OF RESIDENTIAL WATER CONSUMPTION

MAURICIO FELIPE SOARES¹*, MAURÍCIO SULZBACH¹, ANDRÉ LUÍS STEFANELLO¹

¹Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto


Uruguai e das Missões, URI - Câmpus de Frederico Westphalen.
*E-mail: inf25913@[Link].

Resumo: Em meio a tantas campanhas sobre a escassez da água e sobre a sua utilização consciente, o
surgimento de uma ferramenta que possibilite o controle do consumo de água de uma residência, bem
com o planejamento de sua utilização consciente, pode ser um importante instrumento que gere economia
financeira e do recurso utilizado. Nesse sentido, este trabalho apresenta o SiGeCA – Sistema de
Gerenciamento de Consumo de Água de Residências, um sistema web que possibilita ao usuário
consultar o consumo de água de diversos pontos de uma residência, como torneiras e chuveiros, no
momento de sua utilização ou após a sua utilização, sendo uma ferramenta de acompanhamento,
conscientização sobre o consumo e de auxilio na redução da manutenção de uma residência. Através do
Arduino e de sensores de fluxo de água, o sistema armazena em um banco de dados as informações do
consumo de água, possibilitando ao usuário, acompanhar essas informações através do sistema web,
desenvolvido utilizando a linguagem Java.

Palavras-chave: SiGeCA. Monitoramento do consumo de água. Utilização consciente. Arduino.

Abstract: In the midst of so many campaigns on water scarcity and on their conscious use, the
appearance of a tool that allows control of the water consumption of a residence, as well as planning your
conscious use can be an important tool that manages financial economy and of resources used. In this
sense, this work presents the SiGeCA - System of Management of the Consumption of Water of
Residency, a web system that enables the user check the water consumption from different points of a
residence, as taps and shower heads, at the time of use or after its use, as a monitoring tool, awareness of
the consumer and aid in reducing maintaining a residence. Through the Arduino and of water flow
sensors, the system stores in a database a water consumption information, allowing to user, follow the
information through the web system developed using the Java language.

Keywords: SiGeCA. Monitoring of water consumption. Conscious use. Arduino.

1 INTRODUÇÃO torneira ou de um chuveiro, por exemplo, pode ser um


importante instrumento na redução do consumo de um
O aumento da população mundial e a falta de um dos bens mais importantes para os humanos.
consumo consciente tem gerado uma demanda cada vez Nesse sentido, o presente artigo irá apresentar o
maior por água, tanto para o consumo, quanto para a SiGeCA – Sistema de Gerenciamento de Consumo de
geração de energia elétrica. Segundo dados de pesquisa Água de Residências, uma ferramenta de monitoramento
da ONU (Organização das Nações Unidas), em 2050 do consumo de água, que visa manter os consumidores
serão 10 bilhões de pessoas existentes no mundo, o que informados sobre os gastos de cada componente em sua
torna um motivo preocupante em relação ao consumo residência, tornando assim uma ferramenta aliada à
consciente (VICTORINO, 2007). Em muitos países há redução do consumo. Para simular o funcionamento do
escassez de água até mesmo para o consumo humano, sistema foi construída uma maquete, onde o Arduino,
quanto mais para gerar energia elétrica. Atualmente, shields, sensores e demais equipamentos foram dispostos,
existem formas alternativas para conseguir água potável e programados e testados.
gerar energia elétrica, porém são processos caros se O presente artigo está assim estruturado. A seção dois
comparados aos recursos naturais disponíveis. apresenta a fundamentação teórica, importante para a
Nos dias atuais, o consumidor não consegue saber o compreensão dos recursos utilizados. A seção três detalha
consumo de água de uma residência, a não ser quando a o desenvolvimento do sistema proposto e por fim a seção
sua conta chega. Esse fato dificulta na diminuição do quatro apresenta as conclusões.
consumo e também na conscientização da economia
financeira e do recurso utilizado. Possibilitar o
acompanhamento no momento e após a utilização de uma
48

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Nesta seção serão detalhados os referenciais sobre as


tecnologias utilizadas no desenvolvimento do SiGeCA.
Arduino.
O Arduino é uma placa de microcontrolador baseado
no ATmega 328P. Ele contém 14 pinos digitais de
entrada e saída, 6 entradas analógicas, conexão USB, um Fig. 2. Arduino Ethernet Shild (Adaptado de ARDUINO SHIELD,
cabeçalho ICSP e um botão de reset. Pode-se usar a 2016).
conexão USB para troca de dados e também para
alimentação da placa. Além disso, pode ser usada uma A Ethernet Shield é baseada no chip Ethernet Wiznet
bateria como fonte de alimentação para a placa. A W5100. O Wiznet W5100 fornece suporte para as redes
programação para o Arduino é baseada na linguagem TCP e UDP. Esse shield tem suporte de até quatro
Wiring (semelhante ao C/C++) e através da IDE Arduino conexões de soquete simultâneo. É conectada a uma placa
Software. A figura 1 apresenta uma placa Arduino, Arduino usando pinos que se estendem através do shield.
modelo UNO (ARDUINO, 2015). Também possibilita a extensão de mais outros shields que
podem ser acoplados na parte superior. (ARDUINO
SHIELD, 2016).

2.2 Sensor de Fluxo de Água

Para medir o consumo de água, este trabalho utilizou


o sensor de fluxo de água SF-201, apresentado pela figura
3. Ele é usado como medidor de fluxo básico, mas pode
ser destinado a inúmeros projetos, dependendo da
Fig. 1. Placa Arduino UNO (adaptado de ARDUINO, 2015). necessidade exigida, sendo necessário estar conectado a
uma corrente de líquido. O SF-201 usa um sensor do tipo
O modelo UNO é a primeira de uma série de placas cata-vento para medir a quantidade de líquido que foi
Arduino USB, sendo o modelo de referência para a movida pelo sensor. O cata-vento tem um pequeno ímã
plataforma Arduino. "UNO" em italiano significa preso, e há um sensor magnético de efeito hall do outro
“UMA” e foi escolhido para marcar o lançamento do lado do tubo de plástico que pode medir quantos giros o
Arduino Software 1.0 (ARDUINO, 2l015). cata-vento executou.
Em suma, Arduino pode ser considerado como um
pequeno computador que pode ser incluída uma
programação para gerenciar as entradas e saídas dos
componentes ligados a ele. Também pode ser definido
como uma plataforma de computação embarcada. Através
do Arduino é possível desenvolver qualquer projeto,
desde um simples acendimento de uma lâmpada ou led
por um determinado período, ou soluções complexas,
como por exemplo, as automações residenciais e Fig. 3. Sensor de Fluxo de Água (adaptado de FILIPEFLOP, 2016).
industriais. A usabilidade da arquitetura Arduino é
principalmente em projetos com objetos interativos O sensor vem com três fios: vermelho (power), preto
independentes, que podem ou não estarem conectados a (terra) e amarelo (saída de pulso). Ao contar os pulsos a
um computador, a uma rede ou a uma conexão direta com partir da saída do sensor, pode-se facilmente acompanhar
a internet, possibilitando a recuperação e envio de dados o movimento de fluídos. Cada pulso é de
do Arduino (MCROBERTS, 2015). aproximadamente 2,25 mililitros de líquido que passou
pelo sensor (ADAFRUIT, 2016).

2.1 Arduino Ethernet Shield 2.3 Linguagem Wiring

O Arduino Ethernet Shield, apresentado pela figura 2, é Wiring é definido como um framework de
um acessório que possibilita a conexão da placa Arduino programação, de código aberto, utilizado em
com a internet. Seu código é totalmente aberto, microcontroladores. Através de Wiring é possível o
possibilitando assim mudanças em seu funcionamento. controle de dispositivos conectados às placas de
microcontroladores, possibilitando a interação entre
diferentes objetos. Milhares de estudantes, pesquisadores
e amadores utilizam o Wiring para a aprendizagem,
criação de protótipos e até mesmo trabalhos profissionais
(WIRING, 2016).

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2.4 Linguagem Java

Java é uma tecnologia criada pela Sun Microsystems


em 1995 com o objetivo de desenvolver uma nova
plataforma para a computação interativa. A linguagem de
programação Java representa uma linguagem simples,
orientada a objetos (MENDES, 2009). A tecnologia Java
é utilizada para criar páginas Web com conteúdo
interativo e dinâmico, para desenvolver aplicativos
corporativos de grande porte, para fornecer aplicativos
para dispositivos destinados ao consumidor final, tais
como celulares e tablets, entre outros (DEITEL, 2003).
Fig.5. Diagrama de caso de uso.
3 DESENVOLVIMENTO DO SIGECA
3.2 Desenvolvimento do Banco de Dados
As seções a seguir detalharão o desenvolvimento do
sistema proposto neste trabalho. No desenvolvimento deste sistema foi escolhido o
banco de dados MySQL para o armazenamento e
3.1 Funcionamento da aplicação consulta das informações do consumo de água. A escolha
se deu principalmente por ser uma ferramenta livre e que
A aplicação embarcada no sistema Arduino é simples atende às exigências da proposta. A figura 6 apresenta o
e de fácil compreensão. Primeiramente, foi realizada a script utilizado para a criação do banco de dados e a
configuração e montagem dos componentes do sistema. criação da tabela sensores.
Na programação do sistema, a placa periodicamente faz
uma verificação se existem pulsos nos sensores. Quando
um pulso é detectado no sensor, os dados do mesmo são
enviados para a placa Arduino. Na placa são efetuados
todos os cálculos de vazão e as informações são
armazenadas no banco de dados. A figura 4 apresenta o
diagrama de atividade da aplicação embarcada na
plataforma Arduino.
Fig. 6. Script de criação do banco de dados e tabela sensores.

A tabela sensores armazenará um ID de cada inserção


realizada no banco de dados, além do nome do sensor que
originou as informações, a data/hora da inserção, o total
Fig.4. Diagrama de atividade da aplicação embarcada na plataforma
Arduino.
de mililitros de água passados pelo sensor e o tipo do
equipamento que o sensor está medindo (torneira,
Já a aplicação web é uma ferramenta que possibilita chuveiro, etc.).
ao usuário, através de qualquer dispositivo conectado à
rede local, visualizar os dados do consumo de água. 3.3 Desenvolvimento do sistema embarcado na
Através da figura 5, é possível visualizar como o usuário plataforma Arduino
pode administrar a ferramenta. Inicialmente o usuário
acessa a aplicação, podendo ser através de qualquer O sistema embarcado na plataforma Arduino é o
dispositivo conectado a rede local, informa qual o responsável pela leitura e comunicação dos dados dos
equipamento gostaria de verificar ou consumo (ou de sensores e seu correto armazenamento no banco de dados.
todos, deixando em branco essa opção) e o período que Para a implementação do sistema foi unida a placa
deseja visualizar o consumo. Ao executar a operação Arduino UNO com a Shield de Ethernet, sendo realizada
pesquisar, o usuário recebe os dados buscados no banco a conexão via jumpers de todo o sistema na protoboard.
de dados que o sistema embarcado armazenou. Para enviar os dados dos sensores para o banco de dados
foi usado um cabo de Ethernet, ligado ao computador.
Por fim, foi realizado o upload do código de
configuração, tanto da placa Arduino UNO, como da
Ethernet Shield.
Esse código tem as funções responsáveis para realizar
a comunicação entre os componentes, fazer as leituras do
sensor, realizar cálculos de vazão, contagem dos pulsos e
posteriormente armazenar as informações no banco de
dados, via conexão Ethernet. Toda vez que a placa
detectar pulsos vindos do sensor, o mesmo realiza os

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cálculos e armazena a quantidade de litros no banco de possibilitar ao usuário a visualização dos dados em tempo
dados. de consumo, ou posterior ao consumo.
A figura 7 demonstra uma parte do código enviado à A primeira etapa foi a criação da conexão com o
placa Arduino. banco de dados MySQL, como ilustra a figura 10.

Fig. 10. Código fonte da conexão da página com o banco de dados.


Fig. 7. Código de teste de conexão com o banco de dados.

Na figura 10, pode-se visualizar primeiramente o


Na linha 8 da figura 7 é realizada a verificação da
carregamento do driver JDBC, linha 1, responsável pela
conexão da placa com o banco de dados. Em seguida, se a
conexão com o banco de dados. Posteriormente a
conexão estiver correta é exibida a mensagem
aplicação efetua a conexão e a partir do driver carregado
“Conectado!”, linha 10. Se a comunicação estiver correta
na linha 2 e 3, usando além da porta 3307, o nome do
são executadas as instruções restantes.
banco de dados, o usuário e a senha para ter acesso aos
Já a figura 8 apresenta parte do código que realiza o
dados do banco.
cálculo da vazão de líquidos do sensor de fluxo de água.
Através de uma consulta SQL no banco de dados, o
resultado é mostrado na página web, conforme demonstra
a figura 11. A aplicação possibilita, via internet, ao
usuário o acesso das informações que foram enviadas,
pelo sistema embarcado, ao banco de dados. Para realizar
a implementação da página web foi usada a ferramenta
Netbeans, intercalando entre Linguagem HTML, Java e
instruções SQL.

Fig. 8. Código do cálculo da vazão.

Entre as linhas 3 e 7, da figura 8, é efetuado o cálculo


da taxa de fluxo, que será armazenada na variável
FlowRate, linha 4. Também se define o cálculo do
líquido corrente e o total de líquido consumido, nas linhas Fig. 11. Página Web do Sistema de Controle de Água.
6 e 7.
Na figura 9 tem-se um trecho do código que verifica Na página web, o usuário pode selecionar o tipo de
se existem pulsos no sensor de fluxo de água. equipamento (torneira, chuveiro, ou outro) e o período
inicial e final que se quer saber o consumo. Para simular
o funcionamento do sistema foi construída uma maquete,
onde o Arduino, shields, sensores e demais equipamentos
foram dispostos, programados e testados.

Fig. 9. Código do script de inserção no banco de dados. 4 CONCLUSÃO

No momento que é identificado algum pulso no É papel fundamental do cientista da computação saber
sensor são executadas as instruções dentro do “if” da a importância do uso das novas tecnologias para a criação
linha 1. Na linha 2 é verificada se a conexão com o banco de uma nova cultura na sociedade, uma cultura de
está ativa e estando, é efetuada a inserção dos dados no conscientização. Através das tecnologias disponíveis
banco, conforme as instruções das linhas 3 a 5. atualmente, é possível criar diversos tipos de aplicações
que facilitem a vida das pessoas e da sociedade onde elas
3.4 Desenvolvimento do sistema web para consulta do vivem. Um exemplo disso é a tecnologia Arduino, que
consumo de água possibilita o desenvolvimento de muitos projetos de
automação que podem ser utilizados tanto no meio
Para o cumprimento deste objetivo foi desenvolvida residencial como no empresarial.
uma ferramenta, através da linguagem Java, para A presente proposta objetivou apresentar o SiGeCA,
um sistema para consulta do consumo de água de uma

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51

residência, que objetiva mostrar ao usuário o consumo no ARDUINO. Arduino UNO & Genuino UNO. Disponível
momento da utilização ou pós-utilização dos pontos de em: <
água (torneiras, chuveiros, etc.) de uma residência. [Link]
Através desta ferramenta, pode-se ter a informação a Acesso em: 16 out. 2015.
qualquer momento, de uma forma simples e prática, MENDES, D. R. Programação Java com Ênfase em
tornando-a importante na conscientização e na redução do Orientação a Objetos. São Paulo: Novatec, 2009.
consumo de água de uma residência, e consequentemente ARDUINO SHIELD. Arduino Ethernet Shield.
resultando em uma economia financeira. Disponível em:
Como trabalhos futuros, está sendo desenvolvida a <[Link]
segunda etapa deste projeto, que contempla o ield >. Acesso em: 02 mar. 2016.
acompanhamento do consumo de energia elétrica dos FILIPEFLOP. Sensor de Fluxo de Água 1/2" YF-S201.
eletrodomésticos de uma residência. Para isso, será Disponível em: < [Link]
desenvolvida na aplicação embarcada na plataforma [Link]>.
Arduino as instruções vindas dos sensores de corrente Acesso em: 27 maio 2016.
elétrica, sendo essas armazenadas no banco de dados. ADAFRUIT. Liquid Flow Meter. Disponível em: <
Posteriormente, será aperfeiçoada a aplicação web de [Link] Acesso em:
consulta das informações, para que os dados do consumo 27 maio 2016.
dos eletrodomésticos possam ser obtidos no sistema DEITEL, H. M. Java, Como Programar. 4ª ed. Porto
Alegre: Bookman, 2003.
REFERÊNCIAS FOWLER, M. UML essencial. 2ª ed. Porto Alegre.
Bookman, 2000.
ARDUINO UNO. Especificações Placa Arduino Uno. WIRING. Wiring. What will you do with the w?.
Disponível em: < [Link] Disponível em: < http:// [Link]
[Link]>. Acesso em: 30 jul. 2016.
Acesso em: 13 out. 2015. VICTORINO, C. J. A. Planeta água morrendo de sede:
uma visão analítica na metodologia do uso e abuso dos
recursos hídricos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007.

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APLICABILIDADE DA GAMIFICAÇÃO PARA ENSINO DE QUÍMICA
LABORATORIAL
APPLICABILITY OF GAMIFICATION FOR TEACHING LABORATORY CHEMISTRY

RAFAEL BALREIRA DOS SANTOS¹*, LEANDRO ROSNIAK TIBOLA¹

¹ Departamento de Engenharias e Ciência da Computação, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai


e das Missões. URI – Câmpus de Frederico Westphalen, Brasil.
*E-mail: rafabalreira@[Link].

Resumo: O presente artigo abordará o desenvolvimento de um jogo no tema de gamificação, que é o uso de
jogos em assuntos do mundo real, para auxiliar no ensino de química, focando nos experimentos feitos em
laboratório, com uma breve explicação antes para que o aluno receba diversas informações sobre o
experimento. O “porque” por trás deste trabalho é simples, o alto custo de equipamentos e componentes
químicos, o risco que diversos experimentos podem acarretar e a falta de estrutura e pessoal especializado em
diversas instituições de ensino, este trabalho busca amenizar estes problemas que existem no ensino de
química atual. Por fim, busca-se o desenvolvimento e um protótipo totalmente funcional do jogo, com sala
aula, vestiário e experimento. Este artigo resulta de um TCC em andamento.

Palavras-chave: Gamificação. Unity3D. Desenvolvimento. Jogo. Laboratório de química. Aprendizagem.

Abstract: This article will address the development of a game on the gamification theme, which is the use of
real-world issues in games, to assist in the teaching of chemistry, focusing on experiments done in
laboratories with a brief explanation before for the student to receive a variety of information about the
experiment. The "why" behind this work is simple, the high cost of equipment and chemicals, the risk that
several experiments can lead to and the lack of infrastructure and skilled personnel in various educational
institutions, this paper seeks to mitigate and cancel these problems that exist in the current chemistry
education. Finally, we seek at the end of this development to have a fully functional prototype of the game,
with class room, dressing room and experiment. This article results from a TCC in progress.

Keywords: Gamification. Unity3D. Development. Game. Chemistry lab. Learning.

1 INTRODUÇÃO
esteja evidente, que existe algo que pode trazer risco
Segundo Verga (2005), nos laboratórios químicos são à vida e à saúde dos operadores, isto se deve ao nível de
manipulados diversos tipos de compostos químicos que, se atenção que certas atividades necessitam e, logo, pode não
manuseados de forma incorreta, podem ferir ou até mesmo se fazer uma verificação das condições seguras de trabalho,
matar um ser humano, sendo que estes acidentes podem e que são necessárias.
ocorrer em qualquer instalação laboratorial de empresas, Outro aspecto que impede diversas aulas práticas,
instituições e universidades. Além disso, existe uma segundo Altun et al (2009), é a falta de acesso a diversos
variedade de possíveis riscos dentro de um laboratório, tais componentes de laboratório, dentre eles os reagentes,
como substâncias tóxicas, corrosivas, irritantes, equipamentos e acessórios necessários para o ensino de
inflamáveis e diversas outras, além de equipamentos que química. Além de todos os possíveis perigos e custos
podem fornecer riscos mecânicos, térmicos, elétricos, existentes em um laboratório, segundo Areno (2003),
radioativos e alguns outros. A partir destas informações existe a tradicional metodologia de ensino: esta se baseia
sobre segurança laboratorial, é necessário ter o na teoria, havendo uma exclusão da parte prática de
conhecimento sobre diversas regras básicas para a proteção diversos conteúdos. Entretanto, novos métodos de ensino e
pessoal e coletiva. Sendo que alguns cuidados básicos aprendizagem estão surgindo e uma possível alternativa
devem ser o uso de Equipamento de Proteção Individual para minimizar estes problemas é a gamificação dos
(EPI) e Equipamento de Proteção Coletivo (EPC), laboratórios químicos (ARENO, 2003).
manusear vidrarias, reagentes e descartes adequadamente, Assim, este trabalho tem como objetivos propor uma
de modo a evitar que acidentes ocorram (AREND et al, alternativa para as lacunas citadas anteriormente ao
2007). investigar a aplicação da gamificação e desenvolver um
Adicionalmente, segundo Carvalho (1999), os jogo para simular as boas práticas de um laboratório de
laboratórios, em geral, são alvos para análises de situações química em um ambiente virtual. Além disto, a
de risco, pois aqueles que estão realizando suas funções no gamificação de experimentos químicos pode cortar gastos
referido laboratório podem não perceber, mesmo que e riscos, e aumentar o interesse, prática e confiança de
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alunos que optarem por utilizar este jogo como ferramenta 3.1 Uso sério dos jogos
de estudo.
Uma questão que deve ser levada em consideração ao
2 REFERENCIAL TEÓRICO se pensar na gamificação: por que uma prática baseada em
jogos deve ser levada a sério no mundo real? Segundo
2.1 Gamificação Werbach e Hunter (2012), existem diversas respostas para
estas perguntas, porém existem três pontos principais que
De uma forma mais ampla, para Zichermann e se destacam, são eles o Engajamento, a Experimentação e
Cunningham (2011), a gamificação pode significar o uso os Resultados.
de jogos para fazer a propaganda de algum serviço ou O Engajamento é à base da gamificação, pois traz
produto, ou a criação de algum mundo virtual para realizar motivação às pessoas que o usam. A Experimentação abre
o treinamento de funcionários em algum sistema uma poderosa ferramenta: a oportunidade. Jogar um jogo é
complexo. Para estes autores as descrições estão corretas, uma experimentação em si, onde se espera vitória e
já que a gamificação faz a reunião de todas estas também o fracasso, e no caso deste é sempre possível
descrições de elementos de jogos para dentro do mundo recomeçar. Os Resultados são a maior prova que a
dos não jogos. Ou seja, a gamificação é o uso de jogos e gamificação funciona efetivamente, para isto, pode-se citar
seus elementos, mecânicas e conceitos no mundo real e em que médicos que treinam em simuladores, soldados
seus problemas, serviços e produtos (ZICHERMANN e simulam uma batalha em um computador para tomarem
CUNNINGHAM, 2011). decisões sem causar a perda de vidas humanas,
companhias aumentando seus lucros e alunos aprendendo
2.2 Tipos de gamificação mais. Alguns exemplos da utilização da gamificação no
mercado de produtos são os das grandes empresas Nike
Segundo Werbach e Hunter (2012), a gamificação pode (Nike+, 2016) e Microsoft (Microsoft, 2016) (WERBACH
ser aplicada a uma enorme gama de atividades e contextos, E HUNTER, 2012).
em geral existem três principais tipos de gamificação: a Outro ponto fundamental na gamificação é a motivação
Interna, a Externa e a de Mudança de Comportamento. A do jogador. Segundo Zichermann e Cunningham (2011),
Interna está relacionada ao estímulo individual de cada na gamificação o jogador é a raiz de tudo, é a motivação
funcionário, aumentar a camaradagem e até na busca de dele que faz com que todo o projeto faça valer a pena e ao
resultados positivos feitos pelos mesmos. A Externa entender isto, o sucesso virá para o domínio da aplicação
representa seus clientes. Normalmente a aplicabilidade da gamificação. É do conhecimento comum de que jogos
desta é voltada para o marketing, aprimoramento da são ótimos motivadores por focarem em três pontos:
relação vendedor/cliente, incremento do interesse e o prazer, recompensa e tempo
impulso dos lucros são algumas das áreas. Porém, o último
tipo de gamificação não difere os indivíduos nos tipos 4 TRABALHOS RELACIONADOS
interna ou externa, uma vez que almeja toda uma
população, por conta disto possui o nome de Mudança de Inicialmente, Dalgarno et al (2009), disponibilizaram o
Comportamento. software “Virtual Chemistry Laboratory”, um laboratório
virtual 3D criado para que os alunos sintam uma maior
3 ELEMENTOS DE JOGOS familiaridade com o laboratório, aumentando o
aproveitamento do tempo na aula prática, obtendo um
Segundo Werbach e Hunter (2012), um jogo em si é ensinamento prévio do uso de EPI, acessórios,
um quebra cabeças completo, e os elementos que o equipamentos e outros que podem não estar disponíveis
compõem são as peças que se juntam para formar o total fisicamente para o aluno, além do aluno prestar mais
no fim. Por exemplo, em um jogo de xadrez as peças, as atenção aos conceitos de química.
regras de movimentação e o ataque também são elementos Por fim, Labster (2016) é uma companhia dedicada a
de jogos que separados não possuem muita lógica, mas desenvolver laboratórios avançados e interativos, baseados
juntos formam o jogo de xadrez como conhecemos. Porém, em algoritmos matemáticos, elementos de gamificação,
na gamificação não são utilizados todos os elementos de tais como: imersão 3D, sistema de pontos e outros. Os
um jogo, pois é necessário ter uma flexibilidade para criar laboratórios desenvolvidos são usados em universidades de
algo gamificado. Voltando ao exemplo do xadrez, ao usar renome pelo mundo todo, algumas delas são: Harvard,
todas as regras deste jogo não existirá gamificação, mas MIT, Universidade de Hong Kong, Faculdade Técnica
sim uma reprodução do jogo que em nada muda para Gwinnett entre outras. Seus laboratórios envolvem áreas
outras tantas similares, porém, se forem utilizadas apenas como a da bioquímica, biotecnologia, ecologia, química,
algumas regras, uma mescla de ideias ou a criação de todo genética e algumas outras. Na Figura 1 encontra-se uma
um novo conceito, tem-se a gamificação do jogo de xadrez. imagem do laboratório virtual usado para o equipamento
Este é um dos pontos principais para se usar a gamificação: de High Performance Liquid Chromatography (HPLC),
a flexibilidade do uso de quaisquer elementos de jogo. em tradução livre, Cromatografia Líquida de Alta
Eficiência.

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planeta Terra. Por conta disto existem hoje muitas reações


químicas que ocorrem em meio aquoso, portanto deve-se
levar em conta alguns conceitos e propriedades de
diferentes substâncias em solução com a água. Sendo
assim, uma solução é uma mistura homogênea de duas ou
mais substâncias, onde o que existe em menor quantidade é
o soluto e o que existe em maior é o solvente. Um dos
tipos mais comuns de reação ocorre neste meio aquoso, é a
reação de precipitação, onde uma reação entre dois
componentes gera um precipitado, ou corpo de fundo, que
nada mais é que um produto que apresenta baixa
solubilidade (CHANG, 2010).
Fig. 1. Laboratório do equipamento HPLC. Fonte: LABSTER (2016). A reação química que este artigo busca realizar é a de
precipitação do iodeto de chumbo (PbI2), e que segundo
5 PROTÓTIPO DO JOGO Daniel (2013), ocorre quando se mistura o iodeto de
potássio com o nitrato de chumbo, dando origem ao iodeto
5.1 Unity3D de chumbo em cor amarelada e ao nitrato de potássio que é
incolor.
Com a Game Engine Unity3D é possível criar tantos
jogos 2D (Duas Dimensões) quanto 3D (Três Dimensões) 7 LABORATÓRIO DE QUÍMICA PROPOSTO
com a mesma facilidade e praticidade, além de serem
altamente otimizados e visualmente agradáveis. Sendo que O laboratório de Química proposto será constituído de
a Unity3D é a líder em multiplataforma do mercado, é três partes principais, sendo estas: Sala de aula, Vestiários
possível disponibilizar jogos para um total de 23 sistemas e Laboratório. Na sala de aula serão apresentados os
operacionais diferentes. Além disso, a Application conceitos básicos sobre os EPI’s e EPC’s; sobre o
Programming Interface (API) é totalmente expansiva, ou experimento e sobre boas práticas e normas em um
seja, é possível para o usuário criar extensões para a laboratório. Após isto o jogador será direcionado para o
ferramenta ou baixar elas da Asset Store (UNITY3D, vestiário onde poderá equipar-se com o EPI necessário e
2016). desejado. Por fim, este deve ir ao laboratório realizar o
Devido às vantagens que o Unity3D apresenta, diversos experimento.
autores utilizam esta ferramenta para desenvolver suas Além das três partes principais, o jogador terá que lavar
aplicações, sendo utilizada por Silva (2014) para as mãos em um banheiro adequado ao uso em laboratórios,
desenvolver um aplicativo para Android que utiliza a RA e pegar os materiais no estoque e depois tratar o descarte
é destinado ao ensino dos sistemas do corpo humano. Já adequadamente. Adicionalmente, toda regra seguida,
para Moreira, Tirabassi e Dogo (2015) a ferramenta foi norma obedecida e uso correto de todo e qualquer objeto
utilizada para criar um jogo educativo que estimula a contará pontos para que no final seja demonstrado o
aprendizagem ao usar conceitos de administração. E resultado, juntamente com um relatório sobre as ações do
Silveira (2014) utilizou a referida ferramenta para a criação jogador. Na Figura 3 tem-se o esquema completo de como
de um jogo para ajudar no entendimento da tabela será o mapa do jogo.
periódica. Na Figura 2 tem-se a visão de todo o mapa
modelado até o momento.

Fig. 3. Esquema do mapa completo.

Além disto, durante a aula, o jogador receberá


informações sobre os itens descritos anteriormente e após
terminar de ler todos os tópicos, este deverá realizar uma
Fig. 2. Mapa principal do jogo em desenvolvimento. avaliação contendo os assuntos abordados. Esta avaliação
terá nota mínima de sete pontos. Caso o jogador alcance
6 DESCRIÇÃO DO JOGO nota superior a sete pontos ele poderá assistir qualquer
tópico da aula novamente ou seguir adiante no jogo. Caso
6.1 Área de Aplicação e Experimento ele tire uma nota menor deverá repetir os tópicos com os
quais ficou com desempenho insuficiente.
É de conhecimento geral de que existem três estados da Os objetos, ferramentas e detalhes serão importados de
matéria: sólido, líquido e gasoso. Também é de sites especializados em modelagem 3D gratuitos, caso não
conhecimento geral que sem a água não existiria vida no seja encontrado o modelo necessário o mesmo será
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modelado na própria Unity3D. Adicionalmente, os scripts para que este possa ser usado em outros lugares e
necessários serão criados a partir de uma ferramenta beneficiando mais alunos que buscam conhecimento de
interna da própria Unity3D e utilizando os conhecimentos formas diferenciadas.
já dominados pelos autores, além disso, serão realizadas
consultas à comunidade Unity3D e buscas na Internet. 10 CONCLUSÕES
Após um desenvolvimento preliminar serão feitos os
primeiros testes, dentro da própria ferramenta, para que Percebe-se que, diante dos fatos mencionados por
sejam detectados os erros de modelagem e programação. Areno (2003), Verga (2005), Arend et al (2007) e Altun
Na modelagem do laboratório serão levados em conta a (2009), o ensino de química apresenta grandes dificuldades
temperatura, umidade, luminosidade e ventilação do e limitações diante de tantas restrições, porém a
ambiente, fatores que são fundamentais para prática em gamificação apresentada neste trabalho é se mostra como
laboratório, além de variáveis dos próprios componentes e um possível alternativa para amenizar este quadro.
utensílios usados na experiência. Os produtos químicos Além disto, as técnicas de gamificação apresentadas
terão como variáveis: armazenamento e manuseio por autores como Zichermann e Cunningham (2011) e
adequados, além dos itens citados. Werbach e Hunter (2012) podem apresentar novas luzes
Ao finalizar esta fase preliminar do desenvolvimento, para esta ciência, e se tecnologias como o Labster (2016)
será requisitado para que profissionais da área puderem ser mais disseminadas o ensino de química no
voluntariamente testem o jogo e relatem sua experiência na geral pode ter um impulso e frear a constate fama de difícil
forma de uma avaliação técnica, a fim de permitir a do ensino de química.
melhoria do jogo.
Por fim, este jogo se inspira no Labster (2016), porém REFERÊNCIAS
apresenta menos detalhamento gráfico que ele por ser um
protótipo acadêmico. Contudo, o jogo resultante deste ALTUN, E. et al. Developing an interactive virtual
trabalho, poderá ser um diferencial no domínio acadêmico, chemistry laboratory enriched with constructivist
principalmente na área da Química, pois existem diversos learning activities for secondary schools. In: World
jogos semelhantes, mas a grande maioria focada em Conference On Educational Sciences: New Trends And
smartphones, web ou até mesmo em assuntos mais focados Issues In Educational Sciences, 2009, Nicosia: North
para o ensino fundamental e médio, sendo que não foi Cyprus. 1895-1898.
encontrado nenhum artigo ou trabalho focando o ensino AREND, K. et al. Manual de Segurança em Laboratórios
superior, com a abrangência demonstrada neste trabalho. Didáticos. Universidade Regional Integrada do Alto
Levando em conta que o jogador deverá assistir a uma Uruguai e das Missões. 2007.
aula, equipar-se com o EPI necessário e realizar o ARENO, H. B. Simulação Como Ferramenta De Ensino
experimento usando todas as normas e procedimentos, isto Em Cursos De Engenharia De Produção E
leva a uma imersão no conteúdo que não se encontra Administração. São Paulo, 2003. 111 f. Engenharia de
facilmente no mercado de jogos como ferramentas de Produção, Universidade de São Paulo.
ensino. CARVALHO, P. R. 1999. Boas Práticas Químicas em
Biossegurança. Rio de Janeiro: Interciência, 1999.
8 RESULTADOS ESPERADOS CHANG, Raymond. 2010. Química Geral: conceitos
essenciais. Porto Alegre: AMGH, 2010
Com o desenvolvimento deste protótipo, o primeiro DALGARNO, Barney et al. Effectiveness of a Virtual
resultado esperado a ser alcançado é a gamificação de um Laboratory as a preparatory resource for Distance
laboratório de Química, ou seja, a realização de uma Education chemistry students. Elsevier ltda, Science
experiência química dentro deste laboratório e o ensino Direct, 853-865, 2009. Digital.
diferenciado de conceitos necessários para que um aluno DANIEL, Vera. 2013. Reação química entre o nitrato de
entre em laboratório com confiança e com vontade de chumbo e o iodeto de potássio. Disponível em:
aprender o que praticou no jogo, levando em conta as boas <[Link]/chemrus/2013/[Link]>. Acesso em: 29
práticas e as normas de segurança. jul. 2016.
GONÇALVES, Patrícia C. T. Desenvolvimento de uma
9 PERSPECTIVAS FUTURAS Interface Gráfica para o Programa FastComp.
Portugal: Porto, 2005. 137 f. Dissertação do grau em
Espera-se que no decorrer do desenvolvimento seja Mestre – Métodos Computacionais em Ciências e
possível programar um sistema de easter eggs, badges, Engenharia, Universidade do Porto.
experimentos perigosos, levando a mais levels, além de LABSTER. Empowering the Next Generation of Scientists
uma melhora no gráfico do jogo. Também se busca to Change the World. Disponível em:
adicionar a figura do professor e a opção de realizar <[Link] Acesso em: 23 jul. 2016.
experimentos livres após finalizar todos os experimentos MICROSOFT. 2016. Microsoft. Disponível em:
do game. <[Link] Acesso em: 23
Além disto, pretende-se deixar este trabalho como um jul. 2016.
projeto de pesquisa futuro, envolvendo alunos da área da MOREIRA, André R.; TIRABASSI, Paulo H.; DOGO,
Ciência da Computação e da Química, para que sejam Vinicius R. Desenvolvimento de jogo educativo digital
apresentados novos experimentos, técnicas de para estimular o processo de aprendizagem. In:
programação e até a possível publicação global do jogo
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ISBN: 978-85-7796-213-6 <[Link]
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Simpósio Interdisciplinar De Tecnologias Na ensino de Química. Lavras, 2014. 50 f. Departamento


Educação, 1 ago. 2015, Boituva: SP. 244-248. de Ciência da Computação, Universidade Federal de
NIKE+. 2016. Seu personal trainer. A qualquer momento. Lavras.
Em qualquer lugar. Disponível em: UNITY3D. 2016. Create Games, Connect With Your
<[Link] Acesso em: 23 jul. Audience, and Achieve Success. Disponível em:
2016. <[Link] Acesso em: 25 jul. 2016.
SHELDON, Lee. The Multiplayer Classroom: Designing VERGA, A. F. Artigo alerta sobre causas de acidentes em
Coursework as a Game. Boston: Course Technology, laboratórios. 2005. Disponível em:
2012. <[Link] Acesso
SILVA, Rodolpho S. ANATOMIA-RA: Aplicativo Para em: 23 jul. 2016.
Android Destinado Ao Ensino Dos Sistemas Do Corpo WERBACH, Kevin; HUNTER, Dan. How Game Thinking
Humano Com A Utilização Da Realidade Aumentada. Can Revolutionize Your Business. Philadelphia:
Campina Grande, 2014. 101 f. Licenciatura em Wharton Digital Press, 2012
Computação, Universidade Estadual da Paraíba. ZICHERMANN, G; CUNNINGHAM, C. Gamification by
SILVEIRA, Aleph C. Aventuras no mundo da tabela Design. Sebastopol: O’Reilly Media, 2011.
periódica: Criação de uma aplicação pedagógica para o
.

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em caracteres Times New Roman,
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