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Pêndulo Simples

O relatório descreve um experimento para determinar a aceleração da gravidade (g) utilizando um pêndulo simples, medindo o período de oscilação para diferentes comprimentos do fio. Os resultados mostraram uma boa concordância com o valor teórico de g, cerca de 9,8 m/s², e evidenciaram a relação direta entre o período de oscilação e o comprimento do pêndulo. A análise das incertezas experimentais destacou a influência do tempo de reação do operador nas medições, especialmente para comprimentos menores do fio.

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Pêndulo Simples

O relatório descreve um experimento para determinar a aceleração da gravidade (g) utilizando um pêndulo simples, medindo o período de oscilação para diferentes comprimentos do fio. Os resultados mostraram uma boa concordância com o valor teórico de g, cerca de 9,8 m/s², e evidenciaram a relação direta entre o período de oscilação e o comprimento do pêndulo. A análise das incertezas experimentais destacou a influência do tempo de reação do operador nas medições, especialmente para comprimentos menores do fio.

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Bacharelado em Engenharia Ambiental

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA DA DISCIPLINA DE FÍSICA EXPERIMENTAL

PÊNDULO SIMPLES

Beatriz Rezende Valentim


Orientador (a): Christiano Leal

Campos dos Goytacazes - RJ


2026
1.​ OBJETIVO

Determinar experimentalmente o valor da aceleração da gravidade (g) por meio do


estudo do movimento de um pêndulo simples, medindo o período de oscilação para
diferentes comprimentos do fio. Para aumentar a precisão dos resultados, foram
realizadas cinco medições do tempo correspondente a 10 oscilações completas em
cada comprimento, permitindo o cálculo do período médio e a análise da relação
entre o período e o comprimento do pêndulo.

2.​ FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O pêndulo simples é um sistema físico constituído por uma pequena massa


suspensa por um fio leve e inextensível, preso a um ponto fixo. Quando essa massa
é deslocada de sua posição de equilíbrio e liberada, ela passa a oscilar devido à
ação da gravidade, caracterizando um movimento periódico.

Para deslocamentos pequenos, o movimento do pêndulo pode ser tratado como um


caso de movimento harmônico simples. Nessa situação, a força restauradora que
atua sobre o sistema é proporcional ao deslocamento da massa em relação à
posição de equilíbrio, o que permite descrever matematicamente seu
comportamento de forma simplificada.

Uma das principais grandezas associadas a esse movimento é o período de


oscilação, que corresponde ao tempo necessário para que o pêndulo complete um
ciclo completo. Esse período depende do comprimento do fio e da aceleração da
gravidade local, não sendo influenciado pela massa do objeto suspenso, desde que
as condições ideais sejam mantidas.

A relação entre o período e o comprimento do pêndulo é descrita por:

Em que T corresponde ao período, L o comprimento do fio e g a aceleração da


gravidade.
No entanto, em experimentos reais, todas as medições estão sujeitas a incertezas,
que podem ser classificadas em erros sistemáticos e aleatórios. No caso deste

1
experimento, uma das principais fontes de erro está associada ao tempo de reação
humano ao acionar e parar o cronômetro.

O tempo de reação introduz uma incerteza na medição do tempo total. Para


minimizar esse efeito, o procedimento experimental consiste em medir o tempo de
várias oscilações consecutivas, em vez de apenas uma. Assim, o período é obtido
por meio da relação:

em que t é o tempo total medido e N o número de oscilações. Dessa forma, a


incerteza relativa associada ao tempo de reação é reduzida. Além disso, a repetição
das medições permite calcular um valor médio do período, o que reduz a influência
de flutuações aleatórias. A incerteza experimental pode ser estimada a partir da
variação entre as medidas obtidas, fornecendo uma indicação da confiabilidade dos
resultados.

3.​ MATERIAL UTILIZADO
●​ Suporte Universal;
●​ Fio
●​ Massa pendular;
●​ Trena;
●​ Régua;
●​ Celular com cronômetro.

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Imagem 1: Tripé universal Imagem 2: Régua e trena. Fonte: autoral
com haste longa e massa pendular. Fonte: autoral

4.​ MONTAGEM E PROCEDIMENTO

O experimento foi montado utilizando um suporte universal com haste metálica, ao


qual foi fixado um fio leve e inextensível, com uma massa em sua extremidade,
formando um pêndulo simples. O comprimento do pêndulo foi definido como a
distância entre o ponto de fixação do fio e o centro de massa do objeto suspenso,
sendo medido com o auxílio de uma régua ou trena.

Antes da realização das medições do período, foi feito um procedimento para


estimar o tempo de reação do experimentador. Para isso, utilizou-se uma régua,
que foi solta verticalmente sem aviso prévio, enquanto o observador tentava
segurá-la o mais rapidamente possível. A partir da distância percorrida pela régua

3
até o momento da captura, foi possível estimar o tempo de reação com base na
queda livre. Esse procedimento foi repetido duas vezes, permitindo obter um valor
médio, utilizado para avaliar a incerteza associada ao acionamento do cronômetro.

Após essa etapa, o pêndulo foi deslocado de sua posição de equilíbrio por um
pequeno ângulo, garantindo a validade da aproximação de pequenas oscilações.
Em seguida, o sistema foi liberado sem impulso inicial.

O tempo de oscilação foi medido com um cronômetro, considerando o intervalo


correspondente a 10 oscilações completas. Esse procedimento foi repetido cinco
vezes para cada comprimento do fio, com o objetivo de reduzir erros
experimentais e aumentar a confiabilidade dos dados obtidos.

O período de oscilação foi então determinado dividindo-se o tempo total medido


pelo número de oscilações realizadas. O experimento foi repetido para diferentes
comprimentos do pêndulo, possibilitando a análise da relação entre o período e o
comprimento do fio.

5.​ CÁLCULOS​

Os períodos de oscilação foram obtidos a partir da medição do tempo de 10


oscilações, dividindo-se o tempo total por 10. Os valores finais estão apresentados
na tabela a seguir:

5.1 TABELA DE DADOS EXPERIMENTAIS

Comprimento L (m) Período (s)

1,09 2,153

0,85 1,874

0,66 1,570

0,45 1,291

0,166 0,837

5.2 CÁLCULO DE ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE

4
A aceleração da gravidade foi determinada por:

Comprimento L (m) Tempo (s) g (m/s²)

1,09 2,153 ≈ 9,27

0,85 1,874 ≈ 9,57

0,66 1,570 ≈ 10,57

0,45 1,291 ≈ 10,64

0,166 0,837 ≈ 9,37


Tabela 2: Relação dos dados experimentais com a aceleração da gravidade. Fonte: autoral.

Para cada comprimento analisado, substituíram-se os valores experimentais de


comprimento L e período T na equação acima, obtendo-se um valor de g
correspondente.

Os valores obtidos apresentaram boa concordância com o valor teórico da


aceleração da gravidade (aproximadamente 9,8 m/s²) indicando que o experimento
foi realizado de forma satisfatória, apesar das limitações experimentais.

6.​ ANÁLISE E DISCUSSÃO

A partir dos dados experimentais obtidos, foi possível analisar a relação entre o
período de oscilação e o comprimento do pêndulo. Verificou-se que, à medida que o
comprimento do fio aumenta, o período também aumenta, comportamento que está
de acordo com o previsto teoricamente para o pêndulo simples.

A construção do gráfico de T² em função do comprimento L evidenciou uma


tendência aproximadamente linear, indicando uma proporcionalidade direta entre
essas grandezas. Esse resultado está em concordância com o modelo teórico

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adotado, reforçando que o movimento observado pode ser descrito, com boa
aproximação, como um movimento harmônico simples para pequenas
amplitudes.

Gráfico 1: T² para L em Pêndulo Simples. Fonte: autoral.

Os valores obtidos para a aceleração da gravidade apresentaram boa concordância


com o valor teórico esperado, em torno de 9,8 m/s² com pequenas variações
atribuídas a limitações experimentais. Entre essas limitações, destaca-se o tempo
de reação do operador ao utilizar o cronômetro, previamente estimado em
aproximadamente 0,22 s.

A influência do tempo de reação torna-se mais significativa quando comparada a


períodos menores. Para comprimentos menores do fio, o período de oscilação é
reduzido, fazendo com que o tempo de reação represente uma fração maior da
medida total, aumentando o erro relativo. Por outro lado, para comprimentos
maiores, o período é mais longo, e a influência do tempo de reação torna-se
proporcionalmente menor, resultando em medições mais confiáveis.

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Período (s) Relação (0,22/T) Erro percentual (%)

2,153 0,102 10,2%

1,874 0,117 11,7%

1,570 0,140 14,0%

1,291 0,170 17,0%

0,837 0,263 26,3%

Tabela 3- Razão entre a incerteza de 0,22 segundos do tempo-de-reação em relação ao período. Fonte: autoral.

Observa-se que, para o menor comprimento, o tempo de reação chega a


representar mais de 25% do período medido, o que explica a maior suscetibilidade a
erros nessa condição. Já para comprimentos maiores, essa influência é
significativamente reduzida, contribuindo para resultados mais próximos do valor
teórico.

Além disso, a estratégia de medir o tempo de múltiplas oscilações e repetir as


medições contribuiu para reduzir os efeitos de erros aleatórios, aumentando a
confiabilidade dos resultados obtidos.

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REFERÊNCIAS

LEAL, Christiano Carvalho. Medidas, incertezas ou erros experimentais e


algarismos significativos. Campos dos Goytacazes: Instituto Federal Fluminense –
Campus Campos Guarus, 2025. Material de apoio fornecido pelo professor.

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de física:


mecânica. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.

KHAN ACADEMY. Movimento harmônico simples e pêndulos. Disponível em:


[Link] Acesso em: 22 mar. 2026.

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