UNSPOKEN - Brenda Ruthert
UNSPOKEN - Brenda Ruthert
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RH
TR
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UN BRENDA ROTHERT
Palmer Sinclair estava perto do felizes para sempre quando rompeu seu
noivado com Brady Grant. O fim de seu relacionamento marcou o início de uma
dolorosa e solitária jornada para ela.
Quando ele encontra as mulheres agora, é nos seus termos. E seus termos
são simples: apenas sexo.
A atração entre eles é mais forte do que nunca, mas a consequência desse
reencontro deixa ambos questionando se, talvez, algumas coisas sejam melhor
quando não ditas.
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CAPÍTULO 1
Palmer
Eu estreitei meus olhos para ele. —Eu não quero meu cabelo puxado
firmemente para trás do jeito que você gosta. Brady também não gostaria. Ele
gosta de tocar meu cabelo. Você sabe, correr suas mãos através dele.
—Eu sei. — Eu disse, saindo do meu devaneio sexy sobre Brady. —Deixe-
me fechar meu planejador de casamento.
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—Vamos terminar isso com sushi. —Georges disse. —Eu pulei o almoço e
estou morrendo de fome.
Olhei para o meu relógio e sacudi a cabeça. —Ahh, são mais de seis. Não
posso. Minha mãe me pediu para passar na casa dela no caminho, e eu disse que
eu estaria lá por volta das seis.
—Talvez. —Eu disse, sorrindo para ele. —Faz uma semana desde a última
vez que o vimos. Vejo você de manhã, ok?
Nós ainda chamamos de minha casa, mesmo que ele tenha praticamente
se mudado para lá. Uma vez casados, nós planejávamos morar no meu pequeno
bangalô em vez de seu apartamento. Com as habilidades de construção de Brady
e as minhas de design, tínhamos feito da minha casa um acolhedor ninho de
amor.
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Na viagem para a casa da minha mãe, eu deixei minha mente vagar para o
trabalho ao qual fui contratada. Eu estava criando um berçário para gêmeos, um
menino e uma menina. Meu cliente amava o estilo tradicional, então, eu estava
usando tecido de algodão, amarelo e verde suave e lindos móveis pintados de
branco.
Quando eu puxei a porta da tela traseira, mamãe olhou por cima da mesa
da cozinha e se levantou, me encontrando para um abraço. Ela me segurou mais
tempo do que o habitual, e eu estudei seu rosto quando ela se afastou.
—Sim. — Ela foi para o fogão, não encontrando meu olhar curioso. —Eu
fiz um prato para você. Empadão de frango.
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—“Almer”! —Ele gritou, estendendo os braços. Eu sorri e fiquei de pé,
curvando-me para abraçá-lo apertado, do jeito que ele gostava.
Assim que o soltei, ele virou sua cadeira, grunhindo com o esforço, e
começou a sair da cozinha.
—Onde você está indo? — Eu chamei atrás dele. —Acabei de chegar aqui!
Eu sorri enquanto ele saia, percebendo que deveria ter adivinhado que
ele estava imerso em um jogo na TV, pois estava usando um boné de beisebol e
camiseta dos Cubs. Embora tivesse vinte e três anos, os médicos de Danny
disseram que ele tinha a capacidade mental de um menino de quatro anos. Mas
eu sabia que ele era mais esperto do que eles lhe deram crédito. Não importava
qual fosse sua capacidade mental, ele era o raio de sol mais brilhante da minha
vida. Eu tive uma briga de socos uma vez em minha vida; quando eu tinha oito e
uma criança em nossa vizinhança chamou meu irmão de cinco anos de idade de
estúpido.
—Eu posso pegar essas coisas. Sente-se. —Eu disse. —Isso parece
delicioso.
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Time de baseball de Chicago.
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—O que está acontecendo? —Abaixei o garfo e coloquei-o no prato. —
Você parece preocupada.
—Tudo bem. —Eu disse, repreendendo-me por esquecer de ligar para ela
ontem. —Há algum problema com a cirurgia?
Ela suspirou novamente. —Significa que tenho que fazer uma tomografia
computadorizada amanhã. Tia Claire veio e ficou com Danny enquanto eu estava
no hospital ontem, e é uma hora de carro para ela. Eu não queria pedir a ela para
voltar amanhã. Existe alguma maneira de você vir pela manhã, por volta das
9:30h?
—É claro. —As emoções giravam dentro de mim. Isso foi tão inesperado
que eu ainda estava tentando entender. —Mas eu quero ir com você. Vou pedir a
Brady para vir ficar com Danny.
Ela balançou a cabeça. —Eu não acho que eles vão fazer outra coisa além
do exame amanhã, Palmer. Os resultados podem levar algum tempo. Eu posso
lidar com isso sozinha. Se você ficasse com Danny, isso seria perfeito.
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—Claro. —Eu disse, não tendo muita certeza. —Você está bem?
Concordei também, tentando ver isso como uma indicação positiva. Mas
a preocupação que tinha acelerado meu ritmo cardíaco e drenado meu apetite
em um instante ainda estava lá.
Brady
Eu não podia sentir pena dele. Ele tinha roubado seus próprios clientes e
funcionários em mais de 300 mil Dólares. Mas a prisão era um lugar que eu nunca
pensei que eu iria pôr os pés, e com certeza não esperava visitar meu próprio pai
aqui.
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Ele encolheu os ombros, parecendo despreocupado. —Lendo bastante. —
Com um olhar para a porta, ele percebeu que eu estava sozinho. —Onde está seu
irmão?
Eu balancei a cabeça. —Sei lá. Não aparece para trabalhar desde terça-
feira.
Uma sombra cruzou seu rosto. —Isso é parte do trabalho. Você tem que
recuperar esses clientes ou substituí-los por outros novos.
Ele apontou um dedo para mim e falou em um tom baixo e sinistro que
teria me assustado há vários meses. —Cuidado, seu idiota ingrato.
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—Você arruinou a empresa. —Eu segurei seu olhar, certificando-me de
que ele me ouvia. Eu queria dizer essas coisas há muito tempo. Meses. Desde o
dia em que ele foi tirado de um local de trabalho por dois detetives. Eu soube na
hora que eu ouvi as acusações na corte que ele era culpado. Eu podia ver em seu
rosto. Ele tinha escondido de mim as contas dos negócios e isso aumentou a
traição.
—Você não vê o seu velho por um mês e vem aqui para encher o meu
saco? — Ele arqueou as sobrancelhas para mim. —Venha, me diga o que há de
novo com você. Como está a minha futura nora?
—Quando é o casamento?
Seu tom admoestador me fez querer voar pela mesa e empurrá-lo para o
chão. Ele não percebia que eu não estaria nesta situação, se não fosse por sua
ganância imprudente?
—Então, volte atrás. Isso não significa que você não pode se casar.
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não quero ter que lhe dizer que não podemos fazer nada disso. Eu já tive que
adiar a lua de mel.
Ele estreitou os olhos para mim. —Você quer o seu casamento ou não?
—Foda-se.
—Eu não posso acreditar que eu criei um garoto tão honesto. —Ele
murmurou.
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—Eu não posso acreditar que meu pai é um ladrão. —Eu me levantei da
cadeira. —Ótimo ver você, pai.
Palmer
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—Oi, querida. —Ele disse no meu ouvido. Ele puxou meu corpo contra o
dele, levantando meus pés do chão. Eu me envolvi em torno dele, agarrando-me
a vida.
—Estou tão feliz em te ver. —Eu disse, aspirando seu cheiro de cedro. A
sólida força dele me encheu de calor e alívio.
—Você está bem? —Ele perguntou com seus olhos verdes cheios de
preocupação. —Como foi o exame de sua mãe?
—Nós não sabemos ainda. — Eu estendi a mão até seu rosto, passando as
pontas dos meus dedos sobre sua barba preta e então mais para cima,
acariciando seu cabelo curto.
—Você sentiu minha falta ontem à noite. —Ele disse, com um sorriso em
seu tom enquanto falava contra meus lábios.
—Sim. —Eu gemia com satisfação enquanto ele beijava meu pescoço,
indo direto para o meu ponto fraco abaixo da minha orelha.
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Sua barba fazia cócegas em toda a minha pele e isso me incendiou. Eu
agarrei seus ombros e corri meus dedos através de seu cabelo. Não havia lugar
para preocupação agora. Meu desejo me consumiu, tão rapidamente que afastou
todas as outras sensações e pensamentos para o lado
Brady puxou minha camiseta, seus dedos habilmente abrindo meu sutiã e
jogando-o para o chão. E então, ele apenas olhou. Isso me desfazia cada vez que
ele fazia isso. Às vezes ele me despia completamente, deixando toda a roupa
dele, e apenas fitava meu corpo.
Quando ele passou levemente a ponta dos dedos sobre meus seios, eu
não pude deixar de gritar. Meu corpo estava zumbindo de desejo, e seu ligeiro
toque só alimentou meu desejo por mais.
—Você vê o que você faz comigo? —Ele disse, encontrando meus olhos.
—Só olhar para você. Você é tão linda, Palmer. E toda minha.
Ele deslizou um dedo pelo meu estômago, continuando até o meu clitóris,
o que fez meu corpo ficar tenso enquanto gritava seu nome.
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Ele beijou minhas coxas, mas aparentemente decidiu que ele tinha me
provocado o suficiente então. Quando ele me preencheu com um empurrão, eu
envolvi minhas pernas em torno de sua cintura, sabendo que eu não duraria
muito tempo.
Não havia nada entre nós agora. Nós tínhamos parado de usar camisinha
quando noivamos, decidindo que a pílula era suficiente. Isso mudou as coisas
mais do que eu esperava. A união de nossos corpos era quase espiritual agora. O
modo como nos conectávamos deixava uma parte dele em mim.
Ele conhecia bem o meu corpo e respondeu aos meus músculos tensos
movendo-se mais rápido, mais forte, exatamente o que eu queria.
Sua respiração estava quente contra meu pescoço, e eu puxei seu cabelo,
na beira do clímax feliz que ele podia me dar.
—Eu estava esperando por isso o dia todo. —Eu disse, sorrindo enquanto
ele puxava meu corpo contra ele.
—Droga, isso foi gostoso. —Ele arqueou uma sobrancelha para mim. —Eu
preciso de uma foto sua, todo espalhada assim.
Ele se inclinou sobre um cotovelo, olhando para mim. —Eu tenho que
pegar um trabalho fora da cidade. Você sabe que as coisas estão ruins, e eu não
tenho escolha se eu quiser manter os caras trabalhando.
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—Claro. Faça o que você precisa fazer.
—Como foi com seu pai? —Perguntei. —Eu sei que você mandou
mensagem falando que estava bem, mas...
Brady virou-se de costas e suspirou. —Eu não deveria ter ido. O idiota não
está triste, o que não é surpresa.
—Vamos pedir uma pizza. —Ele disse. —Eu não posso ficar esta noite.
Tenho que encontrar Troy para que possa arrastar seu traseiro para Iowa pela
manhã.
—Você e seu irmão não poderiam ser mais diferentes. —Eu disse,
procurando no chão por minhas roupas.
—Um dos rapazes me disse que ele foi expulso de seu apartamento por
não pagar o aluguel. Então se eu não levá-lo comigo, ele vai ficar na minha casa
enquanto eu estiver fora. Estará cheio de latas de cerveja e putas quando eu
chegar em casa.
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—Nenhuma prostituta é permitida no apartamento do meu futuro
marido. —Eu disse, esperando aliviar seu humor.
—Elas não têm nada de você de qualquer maneira, baby. —Brady disse.
Passou uma mão pelo cabelo, sua expressão nublando. —Eu sinto muito que
ultimamente as coisas tenham sido uma droga comigo. Meu pai, meu irmão e o
trabalho. E cancelar a lua de mel.
—Podemos ir outra hora. —Eu disse, acenando com a mão. —Manter seu
negócio é mais importante.
—Eu vou compensar você. —Ele disse, sua expressão séria quando
encontrou meus olhos.
—Brady, não é nada demais. —Eu parei para puxar minha camiseta,
incapaz de ter uma conversa tão séria usando apenas um sutiã. —O momento
não está certo, e eu entendo perfeitamente.
Seu rosto se apertou com decepção, mas ele acenou com a cabeça. —Eu
sei. Eu nunca imaginei estar nessa situação. Esperei até que eu pudesse cuidar de
você para propor o casamento. E agora tudo está dando errado.
—Nós vamos ficar bem. —Eu disse. Ele acenou com a cabeça novamente,
mas foi dúvida que vacilou em seu rosto? Eu tive um sentimento desconcertado,
mas certamente isso era apenas de estresse. Quando as coisas se acalmassem,
tudo estaria bem novamente.
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Capítulo 2
Brady
O suor escorreu pelo meu rosto, umas gotas caindo em um dos meus
olhos. Eu puxei minha camiseta sobre a minha cabeça em um movimento rápido,
usando-a para esfregar o meu rosto.
Eu dei de ombros e puxei um prego entre meus dentes para que pudesse
falar. —Eles estão pagando dobrado no domingo. Podemos fazer mais uma hora.
Eu teria alguns dias para gastar com Palmer antes do nosso casamento.
Mesmo que tivéssemos reduzido as coisas para economizar dinheiro, ela estava
mais animada do que nunca. Este trabalho tinha chegado na hora certa, ele
pagaria o jantar na nossa recepção. Eu odiava ir para a cama sozinho em um
motel desagradável todas as noites, mas valeria a pena ver o sorriso em seu rosto
quando ela andasse pelo corredor em minha direção. Eu queria ser o homem que
a apoiava, mesmo quando parecia impossível.
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Olhei para o meu irmão mais novo, que estava colado ao meu lado desde
o momento em que chegamos aqui. Ele estava se arrastando, provavelmente por
causa da desintoxicação forçada. Eu não iria deixá-lo ter mais que uma cerveja no
jantar. Moderação não era o forte de Troy, e maldição se eu o deixasse acabar na
prisão como nosso pai. Ele era um idiota, mas ele ainda era meu irmão.
Seu sofrimento era inútil, quando chegássemos em casa ele voltaria a sair
com seus amigos irresponsáveis. Aqui, eu podia controlar todos os seus
movimentos, mas lá, eu não podia.
Do meu ponto de vista sobre o telhado, eu tinha uma visão perfeita das
tonalidades alaranjadas do entardecer. O pôr do sol aqui forneceu um cenário
perfeito para os trechos infinitos de hastes de milho verde escuro. Este lugar era
pacífico, muito longe do congestionamento da vida da cidade grande.
Palmer adoraria o pôr do sol daqui. Esse pensamento passava pela minha
cabeça no final de cada dia de trabalho. Eu estava sentindo terrivelmente a falta
dela, especialmente porque não fui para casa hoje.
—Sinto sua falta. —Ela disse assim que atendeu, seu tom carregava um
sorriso quente. Eu sorri, também, imaginando ela vestindo shorts e sentada em
sua cadeira favorita, suas longas pernas convidando-me a correr minhas mãos por
baixo desses shorts.
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—Sim. E eu deveria ter suas pernas enroladas na minha cintura agora,
então é isso.
Sua risada tinha uma sugestão de excitação nela, e meu pau se agitou em
minha calça jeans ao som de sua voz. —Humm. Parece tão bom, Brady.
Eu estava planejando esperar até chegar em casa para falar algo com ela,
mas no impulso eu atirei agora.
—Humm, eu me sinto bem sobre isso, eu suponho. Por quê? Você quer
fazer uma viagem para lá primeiro?
Eu respirei fundo, indo direto ao assunto. —Eu quero me mudar para lá.
— Houve um silêncio no outro lado da linha, então decidi explicar o meu lado. —
O mercado da construção civil é bom lá. E eu não teria o estigma da reputação do
meu pai para combater. Eu decidi sair do negócio de meu pai e começar o meu
próprio. Maldição, se eu vou trabalhar reconstruindo a empresa dele enquanto
ele está na prisão.
—Isso faz sentido. —Ela disse. —Começar seu próprio negócio. Você tem
muito conhecimento em negócios.
Dei de ombros. —O que eu não sei, vou ter que aprender. Mas eu tenho
que ter um novo mercado. E eu preciso tirar Troy de Chicago, porra. Ele tem
potencial, mas tem que ser mantido longe da tentação.
—Eu só... o que você está dizendo faz sentido, mas eu tenho a minha
família e os negócios aqui.
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—Não podemos trazê-los conosco? Eu vou ser capaz de ajudar com o
custo. Fui convidado a licitar um enorme alojamento de caça perto de Denver, e
tenho certeza que vou conseguir a obra.
—Merda. Eu sinto muito, querida. Por que você não me ligou? —Entrei no
estacionamento de cascalho, estacionando minha caminhonete para que eu
pudesse dar-lhe toda a minha atenção.
—Ela está bem? —Esfreguei minha testa, desejando estar lá com ela.
Foda-se duas vezes. Palmer estava chateada, e eu estava em outro estado.
—Ela parece bem. Mas ela não quer chatear Danny, então eu não sei
como ela realmente se sente. Ela está agindo como se nada estivesse
acontecendo.
—E você?
—Eu estou tentando ser cabeça fria. Eu não quero pular para a pior
conclusão, você sabe?
Ela me cortou. —Brady, não. Você está apenas sendo prático. Você tem
que pensar sobre o seu negócio. Há pessoas cujas famílias dependem de você
para esses trabalhos. Eu faria o mesmo.
—Vamos esperar até o casamento para falar sobre isso. —Eu disse,
tentando um tom reconfortante.
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Minha boca se abriu em choque. —Adiar? Você não quer se casar
comigo?
—Claro que sim, Brady. É apenas... meu negócio não está indo muito
bem. Nós não podemos pagar qualquer coisa que planejamos, e precisamos ser
realistas sobre isso.
—Estou trabalhando 12 horas por dia aqui. —Eu disse. —Este trabalho vai
pagar pela nossa recepção. Vamos descobrir como ajeitar o resto.
Esperei que ela concordasse, agarrando meu volante com tanta força que
meus nódulos ficaram brancos.
—Eu não disse que eu queria cancelar. Eu disse que devíamos esperar o
que não é a mesma coisa.
Houve uma pausa momentânea antes dela atacar de uma maneira que
era muito diferente dela. —Foda-se? Foda-se você, Brady, por colocar palavras
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na minha boca. Eu nunca disse que não queria me casar com você. Estou
preocupada com a minha mãe. Como se atreve a começar isso comigo agora?
—Como ouso? —Minha voz soou no campo rural silencioso. —Como ouso
sentir alguma coisa quando você cancela nosso maldito casamento? Eu estou
ralando minha bunda aqui para que eu possa gastar meu último centavo em
nosso casamento, e você está dizendo 'não, obrigado’.
—Eu não vou fazer isso agora, Brady. —Seu tom grave fez minha raiva
ferver.
—Eu não sei o que está acontecendo com minha mãe, e você está falando
sobre a mudança para outro estado, e eu simplesmente não posso fazer isso
agora! —Seu tom frenético me lembrou que eu nunca deveria ter trazido isso à
tona por telefone.
—Ok. —Eu disse em um tom mais calmo. —Vai ficar tudo bem. Estarei em
casa no próximo domingo para podermos conversar. Voltaria para casa agora, se
pudesse.
Seu tom fraco e estrangulado significava que ela estava chorando. Inclinei
um antebraço na janela da minha caminhonete, dobrando-me e pressionando
minha testa em meu braço.
—Eu também te amo. Eu quero casar com você. Você sabe disso. É só
que... se a minha mãe receber más notícias... e acho que você está certo, você
deve começar seu próprio negócio. Mas você precisa de algum dinheiro para fazer
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isso. Eu não me sinto bem em gastar esse dinheiro que você está fazendo em
coisas frívolas quando você precisa dele.
—OK.
—Ligue-me amanhã?
E mesmo que ela quisesse apenas esperar, havia outras coisas em jogo
agora. Coisas causadas por meu pai, aquele ganancioso de merda. Entre o negócio
e meus esforços para gerenciar meu irmão, eu estava sozinho remando um barco
furado.
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Palmer
Eu olhei para ela e dei de ombros. Eu não tinha pensado em nada além de
sua saúde desde que ela tinha sido convocada para esta consulta após a biópsia.
Eu não tinha sugerido isso para economizar tempo. Mamãe tinha círculos
escuros sob seus olhos e suas roupas estavam largas. No começo eu tinha dito a
mim mesma que ela provavelmente estava preocupada com os resultados da
biópsia. Mas quando eu estava sem sono e sozinha com meus pensamentos à
noite, eu admitia a verdade: ela parecia cansada e frágil há alguns meses.
—Eu acho que vou fazer aqueles brownies que Danny gosta quando
chegarmos em casa. —Ela disse enquanto o elevador subia. —Aqueles com os
marshmallows.
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mentalmente para essa consulta. Mas essa era sua maneira de lidar, e seu estado
de espírito significava mais do que o meu.
Não era sobre querer ou não querer saber se minha mãe estava doente.
Eu precisava saber. Esperar por essa notícia era brutal. O melhor e o pior cenário
surgiram através da minha mente durante cada momento de vigília. Mas mesmo
assim, eu considerava as possibilidades com um senso de incredulidade
entorpecida.
—Carl Fielding. —Ele disse, apertando a mão dela e depois a minha. Ele
tirou o jaleco branco e colocou-o sobre o encosto de uma cadeira. Recostando-se
contra um balcão, ele cruzou os braços e encontrou o olhar de minha mãe.
Mamãe caiu em seu assento, pressionando uma mão sobre sua boca. Eu
olhei dela para o médico em um estupor. Eu tinha dito a mim mesma que eu
estava preparada para este diagnóstico, mas eu não estava.
—Eu estava apenas indo fazer uma cirurgia. —Mamãe disse, chorando
suavemente. —Isso é tudo.
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—As radiografias de tórax muitas vezes nos ajudam a encontrar isso. —
Disse o médico. —A boa notícia é que o que você tem é tratável.
O tom de súplica em sua voz era como uma faca em meu coração. Eu
quebrei, lágrimas fluindo livremente pelas minhas bochechas.
—Eu vou cuidar de Danny, mãe. —Eu disse, pegando sua mão e
apertando-a. Ela se virou para mim e o tremor de seu lábio inferior me fez dar um
soluço. Esta era minha mãe, a mulher que me criou, cuidou de mim e me amou
incondicionalmente. E ela estava sofrendo. Era mais do que eu podia suportar.
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—Eu gostaria de iniciar o tratamento imediatamente. —Fielding disse. —
Posso mandar minha equipe preparar para a próxima semana?
Essa voz teria que se calar por enquanto, porque eu não podia ir por aí.
—Isso é mais importante. —Eu disse, sem deixar espaço para discussão.
Seu rosto caiu com decepção.
—Tudo o que eu sempre quis foi ser uma boa mãe. —Ela disse sua voz
vacilando de emoção. —E agora não poderei cuidar de Danny e estou arruinando
seu casamento.
Eu bufei e apertei sua mão. —Mãe, pare com isso. Não posso pensar no
casamento com isso acontecendo. —Voltei-me para o médico. —Na próxima
semana será ótimo.
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Mas eu percebi na descida do elevador que eu não poderia ficar desse
jeito. Eu tinha que ser a forte. Esperançosamente, quanto mais estresse eu
pudesse suportar pela minha mãe, menos ela sentiria.
****************
—Vamos falar sobre isso. —Ele disse, puxando uma cadeira do outro lado
da mesa e sentando-se.
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Lembrei-me das notas que eu tinha feito durante a nossa consulta. —Ela
tem câncer de pulmão de pequenas células, mas isso não é uma coisa boa. É
agressivo, mas tratável. Eles vão começar a quimioterapia imediatamente.
Ele assentiu com a cabeça, estendendo a mão sobre a mesa. Ele pegou
minha mão em sua palma grande, calejada pelo trabalho, acariciando o polegar
calejado em meu pulso. A preocupação gravada em seu rosto fez meu estômago
se agitar fortemente.
—E o Colorado?
Brady deu de ombros. —Eu vou ficar bem aqui. Eu já desisti do meu
interesse pelos negócios do papai. Vou trabalhar para outra pessoa.
—Alguns deles trabalhavam para o seu pai há mais de vinte anos, não é?
Brady assentiu solenemente. —Sim. E a pior parte é que meu pai não
estava investindo o dinheiro em suas aposentadorias, como era de se esperar.
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Eles não têm nada, e eles nem sequer sabem ainda. Eu terei de dizer a eles
quando os demitir.
—Ele é um adulto. Vou dar um pé na bunda dele, ele vai ter que cuidar da
própria vida.
Meu coração torceu com amor e tristeza por este homem. Ele estava
disposto a desistir de sua chance para um novo começo por mim. O que restava
de seu orgulho, se ele demitisse todos os seus empregados e ficasse aqui para ser
um trabalhador de outro contratante, com o estigma de ser o filho de Tuck Grant
seguindo-o em todos os trabalhos?
E como ele se sentiria sobre ter que cuidar não apenas de seu irmão mais
novo, mas do meu também? Danny era uma responsabilidade muito maior que
Troy.
—Você não me quer aqui? —A dor em seu tom foi como um tapa em meu
rosto.
—Não é isso. Eu quero você aqui, mas eu não preciso de você aqui. Eu
tenho que me concentrar em minha mãe e Danny. Você precisa se concentrar em
sua empresa.
—Eu não quero que isso acabe mal. —Eu disse em tom de súplica.
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Ele zombou e olhou para mim. —Bem, eu não quero que isso termine.
Mas aqui estamos nós.
—Pelo amor de Deus, você está brincando comigo? —Eu bati minhas
mãos sobre a mesa e me levantei. Agora eu estava tremendo, uma mistura de
fúria e tristeza me empurrando para o meu ponto de ruptura. Eu sorvi uma
respiração calmante e deslizei o anel de noivado do meu dedo, segurando-o para
ele. Ele olhou para mim com uma mistura de choque e fúria.
—Eu não quero a porra do anel de volta. —Ele disse. —Venda-o e leve
seu novo namorado para férias.
—Eu meio que queria ter um agora, porque você está sendo um idiota.
Ele riu amargamente. —Eu pensei que nós seríamos para sempre, Palmer.
E você está arrancando minhas malditas tripas aqui. Você está mentindo para
mim sobre alguma coisa. Você sabe, se eu descobrisse quem era o outro cara eu
acabaria com ele.
—É porque você não foi a minha primeira? Você disse que isso não a
incomodava.
—Eu só acho que nós dois precisamos de espaço para lidar com nossos
problemas.
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—Isso não é algo que devemos fazer juntos?
—Você não pode saber como é isso. —Eu disse. —Isso não é como seu pai
indo para a prisão. Minha mãe está gravemente doente.
Ele cortou, me encarando. —Isto não é para ser um jogo de quem tem
mais problemas.
—Eu nunca disse que era um jogo. Você simplesmente se recusa a desistir
inferno, e eu simplesmente não posso fazer isso agora. Não posso.
—Brady...
Eu sabia que era melhor, mas ainda doía pra caramba. Eu tinha que dar a
mamãe e Danny meu tudo. Eu ia morar com eles para que eu pudesse estar lá
sempre que eles precisassem de mim. E mesmo que Brady estivesse chateado
agora, eu esperava que, com o tempo, ele visse que ambos precisávamos disso.
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Capítulo 3
Brady
—Ei, obrigado por dizerem olá. —Derek disse para eles, devolvendo algo
que ele havia autografado para um deles.
Ele encolheu os ombros largos. —Você parece bem, Grant. Você está
levantando pesos?
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—Você não é o patrão? — Ele arqueou as sobrancelhas para mim quando
uma garçonete se aproximou e olhou para nós com expectativa.
Seu sorriso fez-me lembrar do garoto magro que se sentou ao meu lado
na aula de inglês no primeiro dia na oitava série. Somos amigos desde então.
—Temos trinta e dois, Brady. Tenho que crescer algum dia. E eu teria
proposto para Adriane não importa o quão velho eu fosse quando nos
conhecemos. Ela é incrível.
Eu engoli um comentário. Sua noiva parecia uma garota legal, e ela com
certeza não estava atrás de seu dinheiro. Ela já tinha muito.
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—Isso provavelmente vai irritar você, mas acho que você cometeu um
erro com ela. Ela acabara de receber notícias terríveis, e você ficou muito
zangado.
Cruzei meus braços sobre o peito e olhei para ele. —Ela não queria mais
se casar comigo. Eu não pude deixar de ficar chateado com isso. Eu teria dado
tudo por ela, mas ela não me queria.
—Talvez não fosse o momento certo. Você estava lidando com essa
merda com seu pai, e ela tinha acabado de descobrir que sua mãe estava doente.
Só estou dizendo que você deveria ter se aproximado dela, pelo menos como
amigo. Você não tem sido o mesmo desde que vocês se separaram. Ainda te
incomoda?
—Sim, Adriane tem algumas amigas gostosas. Você me agradecerá por ter
pedido que você seja um dos padrinho do casamento.
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—Você está curtindo a vida de solteiro? —Derek perguntou quando ela
não podia mais nos ouvir.
—Se funciona para você, eu fico feliz. Mas nunca o vi mais feliz do que
quando você estava com Palmer.
—Quero que você construa uma casa para mim. —Derek disse, com os
olhos fixos na minha expressão.
—Eu?
—Eu estou supondo que não estamos falando sobre um barraco. —Eu
disse, sorrindo ironicamente.
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Eu balancei a cabeça lentamente. —Eu não sei. Eu costumo fazer casas de
poucos milhões de dólares, Derek. Não de dez milhões de dólares. E eu estou
ocupado. Super ocupado, na verdade, pelo resto do ano.
—Sim, mas...
Ele me cortou. —Mas nada. Só porque você não fala sobre quão bem
sucedido você é, isso não significa que eu não estou ciente disso. Quero que você
construa minha casa.
Eu balancei a cabeça, firme desta vez. —Não tem jeito. Eu tenho todos os
meus caras reservados para os próximos seis meses.
—Contrate mais, então. Eu vou pagar. Você é meu melhor amigo. Sempre
foi. Quero que você construa minha casa.
Eu pensei sobre isso. Não havia nada na minha vida a não ser trabalhar
agora. Eu estava finalmente financeiramente estável novamente, então eu não
precisava do trabalho, mas fiquei intrigado com o desafio. E eu queria fazer isso
para meu amigo de quase vinte anos.
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—Tudo bem. —Eu disse, dando de ombros. —Eu vou ter que trabalhar
com meus caras extras e contratar alguns novos, mas vou fazer o trabalho.
—Obrigado, cara. Eu preciso saber que está em boas mãos, já que não
posso estar tão envolvido como eu gostaria.
—Estou feliz por viver em cima do meu escritório. Não ter que viajar
diariamente para o trabalho. —Eu disse.
Eu olhei para ele. —As mulheres não reclamam comigo por nada. Eu não
preciso desse incômodo. E as mulheres não vão lá, de qualquer maneira. Eu vou
para a casa delas.
—Ótimo. —Derek disse com desdém. —Você vive seu sonho e eu vou
viver o meu.
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Palmer
Georges olhou para seu reflexo no espelhinho que mantinha em sua mesa.
Seu cabelo loiro curto estava perfeitamente arrumado, igual da última vez que ele
se olhou há três minutos atrás.
—Se você estivesse por dentro da cultura pop, você saberia. —Georges
berrou.
O grito agudo de Georges foi tão alto e feminino que eu dei um sorriso.
—Eu poderia encontrar meu homem dos sonhos! — Ele gritou. —Ele
poderia ser um ator ou um músico! Ou, oh meu Deus, o modelo dessa nova
campanha da Calvin Klein. Você acha que ela o conhece?
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Ele fez “carão” em seu espelho e eu revirei meus olhos. Caminhei até a
porta e a abri, e Adriane Hunt sorriu amplamente para mim.
—Eu estou bem. — Eu estendi a mão para apertar a sua e ela me abraçou
calorosamente em vez disso.
—Você precisa de um dia de spa. —Ela disse, passando uma mão sobre
meus cabelos escuros. —Nós devemos fazer isso logo.
—Isso seria incrível. —Eu disse. —Eu poderia usar praticamente todos os
serviços de um spa. — Gesticulei para Georges, que estava de pé ao lado de sua
mesa. —Este é o meu sócio Georges.
Ele apertou a mão dela com ansiedade. —Sou seu fã, Srta. Hunt.
—Obrigado. Isso tudo foi Georges. O estilo quero dizer. Nós dois
pintamos e reformamos os móveis.
—Fiquei emocionada ao ouvir isso. Desde que você confiou em mim com
a maioria das escolhas, eu estava um pouco nervosa. —Admiti.
—Estou tão feliz por ter ligado para você quando li o artigo da revista
sobre você ser o segredo de design mais bem guardado por aqui. Você me pegou
Palmer. Eu nem consigo descrever meu estilo de design de interiores, mas você
consegue.
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—Isso é um grande elogio, obrigada. Seu estilo é muito parecido com o
meu, o que tornou tudo mais fácil. —Eu me virei para Georges. — O apartamento
dela é incrível, você adoraria. Toneladas de luz. É cerca de vinte por cento antigo
e oitenta por cento chique.
A sala ficou em silêncio. Olhei para Georges, que estava mordendo o lábio
esperançosamente.
—Adriane, nós ficaríamos honrados. —Eu disse. —Mas você deve saber
que Sinclair Brammer Design é uma empresa jovem. Nós nunca fizemos nada na
escala que eu imagino que sua casa será. Somos apenas Georges e eu.
44
Ela acenou com a mão e se levantou. —Eu tenho total confiança. Você fez
um milagre em meu escritório e eu posso ver a partir desta sala que Georges tem
muito talento. Eu tenho que ir a Nova York em breve e eu vou estar
completamente imersa em filmagens. Quero que vocês tomem todas as decisões
desta casa. Dê os toques modernos, femininos que vocês sabem.
—Será uma casa grande. —Ela disse. —Cerca de 2.000 Metros quadrados,
eu acho. O arquiteto está terminando os planos agora.
—Você tem meu celular. —Ela disse. —Eu vou levá-la lá em breve para
que você possa começar a trabalhar com o empreiteiro.
—Eu não sei o nome dele. Ele é amigo do meu noivo. Vou enviar uma
mensagem em breve, está bem, querida? Eu tenho um almoço com o meu
agente, desculpe.
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—Eu acho que sim. —Deixei a emoção inundar-me. Eu precisava disso. Eu
estava esgotada, e este projeto iria me ajudar a energizar. Georges e eu tínhamos
sonhado com algo assim.
—Oh, são quase duas e meia. —Georges disse, olhando para o relógio de
pulso dele. —Você não precisava levar sua mãe ao médico?
O rosto do Dr. Fielding dizia tudo: os cantos de sua boca estavam curvados
para baixo e seus olhos estavam preocupados. Ele estendeu a mão para a minha
mãe e deu um tapinha na mão dela.
—Eu percebi. —Ela disse suavemente. —Eu sabia o tempo todo que era
apenas tratável e não curável. Mas ainda…
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forte e para apoiá-la, e eu não iria deixá-la para baixo. Mas lá dentro, meu
coração tinha acabado de quebrar em mil pedaços.
Ela fechou os olhos e apertou a boca com a mão. Eu queria tanto chorar
com ela. Isso era tão malditamente injusto. Uma mulher que havia sacrificado
tanto não merecia lutar uma batalha perdida contra uma doença que estava
comendo o corpo dela lentamente, despojando-a de sua força.
—Mãe. —Eu disse, virando-me para encontrar seu olhar torturado. —Eu
nunca vou deixar Danny sozinho. Nunca. Eu estarei com ele a cada passo do
caminho. Por favor, não se preocupe com ele.
—Eu cuidei dele desde que ele nasceu! — Mamãe explodiu em lágrimas
frescas. —Eu sou a única que sempre cuidou dele. Palmer tem ajudado desde o
ano passado, mas... eu sabia que isso iria acontecer, mas...— Ela deu ao médico
47
um olhar de desculpas. —Eu sinto muito. Você tem outros pacientes. Vamos
voltar aos trilhos.
A duração da doença. A morte de minha mãe era algo clínico para ele,
tinha que ser. Mas suas palavras me fizeram sentir como se eu tivesse sido
chutada no estômago. Minha mãe estava morrendo. Sabíamos disso desde o
diagnóstico há quase um ano que ela era doente terminal, mas o tratamento nos
ajudou a negar isso. Agora estava nos encarando: feios tumores, sombreados
exibidos em uma tela de raio-x atrás do médico.
—Minha tia e meu tio têm nos ajudado uma noite por semana quando
precisamos. Como após a quimioterapia, quando ela está realmente doente.
—Bom.
—Eu não quero que meu irmão seja responsável por Danny. —Mamãe
disse suavemente. —Ele está me dizendo para colocá-lo em uma casa de repouso
há anos.
—Eu vou ser responsável por Danny, mãe. —Eu disse. —Quero cuidar
dele. Mas se eu precisar estar com você no hospital, Kevin e Dana vão cuidar bem
dele.
48
Ela pegou minha mão e apertou seus dedos ossudos contra os meus.
—Não posso dizer com certeza. —O médico disse. —Mas eu acho que
dentro de três meses.
Mamãe acenou com a cabeça lentamente. —OK. Vou ter que começar a
pensar em como contar para Danny.
—Estou aqui para qualquer coisa que você precise. — O Dr. Fielding
colocou os óculos de volta e olhou de mamãe para mim. —Ligue-me a qualquer
hora, ok?
—Espere. O que acontece agora? Ela vai ficar com dor? Eu não... quero
dizer, o que devemos fazer? Ela vai para o hospital?
—Não neste momento. —Dr. Fielding disse. —Se ela estiver com dor ou
tendo problemas, é quando você deve me ligar. Eu recomendo serviços de
aconselhamento. Isso ajuda a afastar seus medos, mesmo que não haja uma
solução para todos eles.
—Sim. Vou vê-la novamente em duas semanas. —Ele olhou entre nós
novamente, verificando para ver se tínhamos mais perguntas.
Eu tinha tantas. O que vou fazer sem a minha mãe? Como posso ajudar
Danny a entender? Ela vai sofrer?
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fundo e encontrar a força que minha mãe precisava de mim agora. Danny
também precisaria de mim. Eu pensei um ano atrás que eu estaria chegando no
meu primeiro aniversário de casamento agora. Em vez disso eu estava tentando
descobrir como lidar com a mais profunda tristeza que eu já conheci.
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Capítulo 4
Brady
A loira que estava alguns banquinhos além de mim travou seus olhos nos
meus, enquanto deslizava um cubo de gelo do copo e o corria pelos seus lábios.
Uma gota de água deslizou por seu lábio inferior e sua língua serpenteou para
pegá-lo.
—Ei. —Derek disse, acenando uma mão na frente do meu rosto. Ele se
virou para ver o que eu estava olhando e balançou a cabeça. —Desculpe, eu
estava interrompendo seu momento?
—Não. —Peguei meu copo e terminei minha cerveja. —O que você estava
dizendo?
—Eu sei. Você tem muitos olhos em você. Não deve ser fácil.
—Essa é uma das razões pelas quais Adri é tão boa para mim. Ela vive
uma vida de alto perfil, também. Ela não se ressente comigo por isso.
51
A loira estava inclinada no balcão do bar agora, seus olhos ainda em mim.
Ela estava fingindo ajustar sua blusa decotada, mas ela realmente só queria que
eu a visse tocando em seus seios. E eram bons, mas...
Como sempre, minha mente vagou para o único lugar que eu não queria.
Palmer. Seus peitos tinham os tamanhos perfeitos, com mamilos rosados e
redondos que eu nunca consegui ter o suficiente. Eu adorava soltar o sutiã e o
deslizar para fora de seus ombros para descobrir seus mamilos. Experimentá-los,
tocá-los, observá-los saltar quando ela estava montando-me... merda, eu sinto
falta de seu corpo.
—Ou vá pegar o número dela ou peça que ela te chupe no beco. —Derek
murmurou, sacudindo a cabeça. —Isso é besteira.
—Desculpe, você está acostumado a ser o centro das atenções nos dias
de hoje, não é? Quer que eu implore pelo seu autógrafo? Isso vai fazer você se
sentir melhor?
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—Morena. — Ele franziu a sobrancelha, considerando. —Um pouco mais
magra do que ela. Sorriso bonito. Chamada Palmer, talvez?
Derek me deu um olhar cético, mas eu decidi não forçá-lo. Não importava
se ele acreditava ou não em mim.
Havia muitas mulheres lá fora que queriam a mesma coisa que eu. E
nenhuma delas se infiltrava em minha mente da maneira que Palmer fez. Eu me
ressentia de ainda pensar nela. Ela se mudou há quase um ano. Eu tinha mudado
também, mas me perguntei se as lembranças jamais pegariam a dica e iriam
embora.
Palmer
Adriane lançou seu sorriso branco perfeito para mim enquanto entregava
uma xícara de café quente.
53
inchaço de chorar. Quando eu olhei para o meu reflexo no espelho esta manhã,
pensei que eu parecia melhor do que eu tinha estado em algum tempo.
—De modo algum, você está linda. —Ela disse com uma risada.
Ela suspirou e tomou um gole de seu próprio café. —Não estamos todos
de manhã? Eu fiquei acordada até muito tarde na noite passada assistindo um
filme.
Eu tentei lembrar o último filme que eu vi. O único que me veio a mente
foi um filme de terror que eu tinha visto com Brady no cinema há mais de um
ano. Agora a vida me dava todo o horror que eu poderia lidar e muito mais.
—Nós somos sérios sobre nossa privacidade. —Ela disse. —Os fotógrafos
nos perseguem. Nosso pessoal de segurança está colocando um sistema de
alarme e câmeras. Você terá que assinar um acordo de não divulgação e obter um
passe da segurança para ir à propriedade. Desculpe, mas é necessário.
Ela sorriu para mim e estacionou o carro. Examinei a grande área que
havia sido limpa de árvores. O porão já estava escavado, e uma dúzia de
trabalhadores estavam ocupados com trabalhos diferentes.
—Eu amo isso, Adriane. —Eu disse, saindo do carro e fechando a porta.
54
—Eu também! —Seu entusiasmo era contagioso. Ela agarrou meu braço e
me levou mais perto do local de trabalho.
—Vai ser de tijolo, com um toque de ferro. E uma enorme piscina e casas
de hóspedes. Oh, Palmer, este é o nosso empreiteiro...
—Que porra é essa? —Ele perguntou, voltando o olhar para Adriane. Sua
testa franziu em confusão quando ela olhou para ele e para mim de novo.
—Eu estou querendo saber a mesma coisa. —Eu disse. —Por que você
não está no Colorado?
55
—Nós estávamos envolvidos. — Meu tom era suave quando olhei para o
chão, incapaz de suportar a tensão irradiando de Brady.
Quando eu olhei para cima, ele estava entregando os papéis em sua mão
para o homem ao lado dele. Ele caminhou até nós, olhando para mim a cada
passo do caminho. Ao aproximar-se, Adriane recuou um passo. Ela provavelmente
estava intimidada pelo homem alto e largo que estava claramente chateado com
uma ou ambas.
—Meu noivo não lhe disse que usaríamos a designer que fez a reforma no
meu escritório? —Adriane cruzou os braços. Ela estava se recuperando agora.
—Sim, mas ele não mencionou que era Palmer. Provavelmente porque
ele sabia que eu não teria aceitado o trabalho. —Brady estava chateado, e uma
sensação de desapontamento começou a crescer em mim. Eu ia perder esse
emprego, que eu precisava tanto.
—Inferno, lógico que sim, ele sabia. Ele seria o padrinho do casamento.
56
—Derek? —Eu disse, meu estômago afundando ainda mais. —Você está
noiva de Derek?
—Olha, eu devo ser a única a sair. —Eu disse, olhando para Adriane. —
Posso recomendar outro designer, ou Georges pode fazer o trabalho de campo.
Adriane sacudiu a cabeça. —Eu quero você, Palmer. Eu tenho que estar
em Nova York filmando nos próximos meses, e eu preciso saber que você está
envolvida nesta casa e a cada detalhe.
Adriane olhou furiosa para Brady. —Derek não está lhe dando um cheque
em branco para este projeto?
O rosto de Brady fechou em uma careta. —O que diabos isso quer dizer?
—Esta casa é seu presente de casamento para mim. Vai ser a casa dos
nossos sonhos. Ele quer que você a construa porque ele diz que você é o melhor,
e eu respeito isso. Mas quero que Palmer faça o trabalho de design. Você está
dizendo que se recusa a trabalhar com ela? É isso que vários milhões de dólares
nos compra? Uma atitude infantil do nosso empreiteiro?
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Ele suspirou profundamente. —Bem. Vou trabalhar com ela. Mas diga a
Derek que a bunda dele é minha quando eu o ver novamente.
Ele zombou e esfregou sua mandíbula escura, não barbeada. —Sem dor?
Você? Não vou prender minha respiração.
—Pode esperar uma hora? Eu preciso que meus caras comecem algo.
Agora seu tom era resignado, que era quase pior do que a raiva. Seu olhar
esmeralda fez meu coração bater rápido, e eu respirei fundo para me estabilizar.
—Não precisa ser agora. —Eu disse. —Podemos fazer isso amanhã.
Ele assentiu. —Estarei aqui as sete, mas depois das nove seria melhor.
—Sim.
58
Eu me virei para ela, meu coração vibrando em sua avaliação dele.
—Não diga a Derek que eu disse isso. —Ela disse, apontando um dedo
para mim. —Qual a altura dele?
Tentei não olhar para ele. —Ele faz as duas coisas. Ele é um
perfeccionista. E Brady é muito prático.
—Aposto que você sente falta de ter essas mãos em você. —Adriane
estava estudando a bunda de Brady como um gato selvagem olhando sua
próxima refeição.
—Eii. —Bati meus dedos para trazer sua atenção de volta para mim. —
Lembre-se de seu noivo gostoso e rico que está construindo esta mega casa para
você?
Eu sorri e segui-a.
—Posso perguntar por que a sua bunda não é mais dele? —Ela perguntou
sobre o ombro. —Ele obviamente queria se casar com você. Por que você
terminou com ele?
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Eu caminhei com a alça da minha bolsa pesada no meu ombro. —É
complicado. —Eu disse.
—Você parecia estressada. —Ele disse, sem tirar os olhos do desenho que
ele estava focado em criar em sua mesa.
Enruguei minha sobrancelha e me virei para ele. —Tudo o que eu disse foi
“estou indo”. Como você percebeu que eu estava estressada com essa
mensagem?
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—Você estava indo para o local do maior trabalho que já foi lhe oferecido.
Você ficou tonta por dias. Normalmente você me ligaria antes de sair para me
contar.
Eu suspirei e encontrei seu olhar sério. —Meio que sim. Não exatamente.
O empreiteiro da casa é Brady.
—Essa foi a primeira vez que você o vê desde... você sabe. Foi estranho?
—Sim, muito.
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Eu abri meu programa de faturamento, ansiosa por uma distração. Eu não
tinha sido capaz de pensar em nada além de Brady desde o momento em que o
tinha visto esta manhã. Ele parecia bom. Ainda melhor do que eu me lembrava, se
isso fosse possível. Seu cabelo estava um pouco mais curto, mas eu gostava.
Seu tom afiado e a raiva em seus olhos me deixaram confusa. Era como se
nada tivesse acontecido desde a nossa separação. A dor de perdê-lo entorpeceu
algo em mim durante o último ano. Não me lembrei mais de seu cheiro de cedro
nos lençóis da cama ou da sensação calorosa de seus lábios na minha pele.
Mas a dor ainda estava fresca. Não só para ele, mas também para mim.
Eu nunca imaginei minha vida sem ele depois que nós ficamos noivos. Mas no
espaço de apenas algumas horas, tudo mudou. O diagnóstico de mamãe tinha
selado um futuro inesperado não apenas para ela, mas também para mim. Meu
futuro estava agora unido inextricavelmente com o do meu irmão.
—Enviei na sexta-feira.
—Eu tenho que sair. —Eu disse a Georges. —Você precisa de alguma
coisa de mim?
—Não.
—Eu estou me reunindo com Brady amanhã para ver os planos para o
novo trabalho. Você quer me encontrar lá ou devo buscá-lo aqui?
62
—Você quer que eu faça isso?
—Vou deixar para você, então. —Georges disse. —Se eu for, eu vou ficar
olhando para seus bíceps o tempo todo de qualquer maneira.
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Capítulo 5
Palmer
64
—Uau. —Mamãe se endireitou na poltrona. —Brady. Já faz quase um
ano. Como ele está? Vocês conversaram?
—Só um pouco.
Dei de ombros. —Eu não sei. Ele ainda está bravo comigo, e isso vai
tornar as coisas estranhas.
—Ele está louco porque você partiu o coração dele. —Ela disse. —Eu
ainda não entendo por que você terminou com ele. Você não deveria ter parado
de viver sua vida só porque estou doente.
Esfreguei minha testa, frustrada. Nós tivemos essa conversa tantas vezes
nos meses depois que eu terminei com Brady, e eventualmente tinha passado.
Agora eu desejei não ter dito a mamãe sobre vê-lo novamente.
A barba escura que combinava com seus cabelos fazia meu irmão parecer
um homem normal de vinte e três anos. Mas em sua mente, ele era um
garotinho. E ainda se lembrava de jogar softball com Brady. Lembrei-me disso
também. Durante cada jogo, Brady rolava Danny para a primeira linha de base e
parava sua cadeira perto da placa. Quando Brady batia na bola, ele empurrava
Danny pelas bases. A primeira vez, eu chorei. O olhar de Danny de felicidade pura
quando o vento chicoteava seus cabelos enquanto circulava as bases tinha
alcançado diretamente o meu coração.
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íris de compromissos codificados por cores: verde para o oncologista, laranja para
quimioterapia, roxo para radiação e amarelo para as vezes que eu precisaria de
ajuda da minha tia e meu tio.
Mas agora as caixas brancas rígidas me lembravam que não havia mais
nada a fazer na luta contra o câncer de pulmão da mamãe. Isso estava levando
ela, enquanto eu assistia desamparadamente do lado de fora.
Brady
66
Hoje nós começaríamos a fazer o porão maciço. Vai ser outro dia muito
longo. Eu precisava fazer anotações para uma reunião que eu teria esta tarde com
o arquiteto, mas eu não conseguia me concentrar.
Eu não tinha sido capaz de pensar em nada além de Palmer desde ontem
de manhã. Normalmente ela vagueava em minha mente inesperadamente, mas
depois de estar cara a cara com ela, ela estava constantemente em meus
pensamentos.
Os caras começaram a aparecer pouco antes das oito, todos indo para o
trabalho sem precisar de muita direção. Eu finalmente construí uma boa equipe, e
eles me conheciam bem. Eu não tolerava ninguém bebendo café por meia hora
no início do dia de trabalho. Se alguém não trabalhasse duro como os demais, eu
iria cortá-lo para que todos os outros não ficassem folgados.
Eu reconheci o velho Mazda de Palmer, logo que ela parou. Ela ainda não
tinha comprado um carro melhor. Isso significava que seu negócio estava em
apuros? Espero que não. Ela era boa no que fazia.
Ela saiu do carro e me permiti olhar para ela. Linda como sempre. Ela
usava uma saia escura e uma blusa sem mangas vermelha com saltos pretos, um
dos quais balançou enquanto ela andava pela estrada de terra. Eu olhei para
67
longe, lutando contra o impulso de aproximar e pegar sua mão para estabilizá-la.
Ela não queria mais que eu segurasse a mão dela.
—Ei. —Eu disse, estendendo um par dos projetos da casa para ela. —Isso
é seu. Estamos direcionando esta manhã. Deve ser enquadrada em cerca de uma
semana. Avise-me se tiver alguma dúvida.
Agora era quando eu deveria perguntar como ela estava, mas foda-se. Eu
não queria ouvir sobre sua nova vida sem mim. Ela olhou para a maquinaria
rugindo para a vida do outro lado do terreno.
Minha mente correu com todas as coisas que eu queria dizer a ela. Eu
sinto sua falta. Eu ainda penso em você constantemente. Foda-se.
—Sim.
Nos cantos de sua boca apareceu um leve sorriso, mas ela não olhou para
mim.
68
Eu assenti e cruzei meus braços em meu peito. Eu fiz algo que a fez feliz.
Me fez sentir como um herói e um idiota ao mesmo tempo. Essa mulher tinha me
destroçado, e eu teria que vê-la regularmente.
Ela olhou para o cartão e olhou para mim. Droga, eu tinha sentido falta
daqueles olhos. Eles eram avelã, um redemoinho imprevisível de ouro, verde e
castanhos que assumia diferentes tonalidades dependendo do seu humor.
Quando ela estava feliz, eles eram ouro. Mais castanhos quando estava chateada.
E quando ela estava excitada, eles escureciam para um chocolate profundo que
eu ainda via nos sonhos, por mais desagradáveis que fossem.
—Eu ainda tenho o seu... bem, seu número de celular ainda é o mesmo?
— Suas bochechas avermelharam enquanto ela me estudava. —Ou não é bom eu
usá-lo?
—OK.
Talvez tudo tenha sido minha culpa, por pensar que éramos felizes. Eu
tinha sido, e me senti como um idiota por não perceber que ela não era.
69
—Obrigada Brady. —Palmer disse suavemente. Hoje não havia ouro em
seus olhos. Apenas o castanho suave que significava que algo estava faltando. Isso
era muito estranho, mas não porque ela estava louca de felicidade com sua nova
vida e tinha que ver o ex novamente. Na verdade, era o oposto. Ela parecia uma
mulher que estava prestes a se afogar em sua própria tristeza. As olheiras sob
seus olhos sobressaíam sob sua maquiagem. E ainda, eu não era um salva-vidas
digno. Aparentemente, se afundar soava melhor para ela do que me alcançar.
Palmer
—Eu deixei cair. —Ela disse suavemente. A água do pano de prato que ela
segurava, na mão que não estava tentando pegar a bagunça, escorria para o chão
da cozinha.
Ela sempre foi tão forte e capaz, criando Danny e eu sozinha. Eu não sabia
como navegar nessas mudanças, como aliviar graciosamente sua transição para a
impotência.
—Ei. Vamos. —Eu pedi. —Vou pegar isso. Vamos levantá-la do chão.
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Peguei o pano de suas mãos e atirei na pia. Ela agarrou meus dois braços
e tentou se levantar, mas seu corpo apenas vacilou um pouco. Eu envolvi meus
braços em torno dela e aliviei-a, apoiando-a com um braço ao redor de sua
cintura. Com ela definindo o nosso ritmo lento, fomos para a sala de estar, onde
eu a levei para o sofá.
Eu precisava falar com mamãe sobre não fazer mais tarefas domésticas,
mas não na frente de Danny. Eu não queria perturbá-lo ainda mais. Ela queria
continuar fazendo as coisas que sempre fez, mas ela simplesmente não tinha mais
força. O câncer era como uma erva daninha resistente, tomando sua vida de uma
maneira lenta, clandestina. Cortávamos a erva daninha com o tratamento, mas
agora estava de volta com força total, lembrando-nos como era cruel e
inescapável para a minha mãe.
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realmente não podia pagar, mas essa era a história da minha vida. Eu daria um
jeito.
Uma risada de Danny me fez olhar por cima do e-mail que eu estava
digitando no meu telefone. Ele tinha feito em si mesmo uma barba de espuma,
uma de suas atividades favoritas na hora do banho.
Seu riso era contagioso, e logo nós estávamos duelando com armas de
água. Embora eu tivesse forçado o meu humor leve para seu benefício, eu agora
estava me sentindo um pouco melhor.
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Eu o enxuguei, vesti-o em seu pijama de xadrez favorito e o ajudei a voltar
para sua cadeira de rodas. Em seguida, sentamos na varanda da frente juntos,
bebendo limonada e observando as pessoas. Quando começou a escurecer,
fomos para dentro, onde eu li várias histórias e o ajudei a dormir. Eu liguei o CD
de sons de natureza que ele amava e deixei a porta meio aberta, indo para a sala
de estar para verificar mamãe. Ela ainda estava dormindo no sofá, então eu desci
as escadas na ponta dos pés.
Mamãe tinha uma casinha de dois quartos, mas eu tinha uma cama e
mesa montada em seu porão. Tinha um teto baixo e tapete dos anos 70, mas eu
estava grata por um espaço próprio desde que passava seis noites por semana
aqui.
—Eu só fiz Pilates tomei banho, e eu estou pronto para uma chuva de
ideias.
73
—Ei, como foi hoje com o grandão sexy?
Ele não usava seu apelido para Brady desde antes de termos terminado.
Mas, novamente, ele estava fora dos limites há muito tempo.
—Você está. Mesmo seus peitos estão menores do que costumavam ser.
Não perca mais peso.
—Eu sei. Você tem muita coisa nas costas, o que significa que você... não
tem ninguém por trás. —Ele bufou com sua piada sem graça. —Ele disse mais
alguma coisa?
—Não.
—Você deveria falar com ele. Ele merece saber por que você terminou
com ele.
—Na verdade não. Você foi honesta sobre querer que ele colocasse seu
negócio em primeiro lugar, mas você disse que nunca foi direta sobre seu irmão.
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—Não é justo colocar isso sobre ele. —Eu continuei. —Ele não teria sido
capaz de iniciar um negócio aqui. Ele estaria trabalhando para outra pessoa e
ajudando a cuidar do meu irmão. Eu nunca saberia se ele teria escolhido aquela
vida ou se ele se sentia obrigado por minha causa.
—Ele queria ser obrigado por você, Palmer. É por isso que ele colocou um
diamante enorme em seu dedo. Você sabe que ele e eu tivemos nossa parte de
desentendimentos, mas ele a amava com todo o ser.
—Eu sei, tudo bem? —Minha voz vacilou. —Eu o amava da mesma
maneira. É por isso que eu não queria fazer isso com ele. Tem dias que nem
sequer me sinto humana, Georges. Eu acordo, trabalho, cuido da minha família,
choro e durmo. Esta é minha vida. Minha mãe está morrendo. Danny não
entende. Isso é tão difícil, porra. Não tenho nada para um marido,
verdadeiramente. Não era para ser.
—Minha mãe estava no chão quando cheguei em casa hoje porque ela
quebrou um prato tentando lavá-lo. Mal podia levantar-se. E Danny é tão
inocente e doce que me faz ter raiva pensar sobre o que a morte da minha mãe
vai fazer com ele. Não há o suficiente de mim. Preciso contratar ajuda, mas não
posso pagar.
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—Verdade. Durma agora, querida. Amanhã é um novo dia.
76
Capítulo 6
Palmer
Sua camiseta estava pendurada em seu bolso traseiro. Ele a tirou há uma
hora atrás. Ia ser outro dia quente de julho com uns 35 graus na área de Chicago.
Eu puxei meu cabelo para cima assim que ele secou, e agora estava escondido
atrás de meus óculos de sol gigantes.
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Meu olhar percorreu seu corpo até suas botas de trabalho enlameadas.
Eu sempre fiquei aborrecida com a sujeira seca que muitas vezes vinha com ele,
mas agora... eu balancei a cabeça e olhei para baixo. Agora eu daria qualquer
coisa para ouvir aquelas botas virem pela porta da frente da casinha em que eu
mal vivi desde a nossa separação.
Desejei, com cada gota de meu ser, que ele olhasse para mim. Só uma
vez. Só por um segundo. Mas nada. Estar perto de Brady não era a parte pior,
difícil era o fato de que ele nem me notava.
—Sim. —Eu disse, sorrindo de volta. —Só estou fazendo o meu trabalho
de esboço. Me avise se eu estiver no caminho.
—Ele está bem. Trabalha o tempo todo. Ele não está vendo ninguém que
eu conheça, se é isso que você quer dizer.
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—Vocês estavam noivos, certo?
—Sim.
Hunter deu de ombros. —Ele está melhor agora. Depois que vocês
terminaram, ele ficou chateado por alguns meses. Mas melhorou eventualmente.
Você não ouviu isso de mim, ok? Eu só trabalho para ele.
Brady
—Ei, carranca bonita, idiota. —Ele disse, sentando-se. —Você não falou o
suficiente sobre isso por meio de mensagens?
—Olha, não foi uma armação. Eu queria que você construísse a casa.
Quando Adri quis reformar seu escritório logo depois que começamos a namorar,
ela viu um artigo sobre Palmer e eu disse a ela que eu a conhecia e que ela fazia
um bom trabalho. Ela amou Palmer e queria que ela também fizesse a casa.
79
Uma garçonete veio e pegou o nosso pedido, eu esbravejei com Derek
novamente assim que ela estava fora de alcance.
—Você deveria ter me contado, filho da puta. Eu não a tinha visto desde o
dia em que terminamos. Você tem alguma ideia de como foi vê-la andando em
meu canteiro de obras?
Eu olhei para Derek, meu coração batendo como uma marreta no meu
peito. —Quer dizer que ela está doente? Eu reparei que ela parecia cansada e
magra, mas eu nem pensei... —Eu esfreguei a barba por fazer em minha
mandíbula e suspirei.
—Não sei. —Derek disse. —Eu estava apenas preocupado com ela.
80
—Eu tenho que ir. —Eu disse, ainda mastigando minha última mordida
enquanto eu me levantava da mesa.
—Vou passar por lá para verificar depois. —Ele disse. Assenti com a
cabeça e peguei minha carteira, ele acenou para mim. Murmurei meus
agradecimentos e fui para a porta.
Ou eu tinha sido de qualquer maneira. Agora eu não era nada para ela.
Apenas o contratante que constrói a casa que ela estava fazendo o trabalho de
design. Foi por isso que eu me forcei a não olhar para ela toda a manhã. Eu dei
apenas uma olhada e ela estava concentrada em seu desenho. Eu ainda tinha a
visão da pele de porcelana em seu pescoço, que eu podia ver desde que seu
cabelo foi puxado para cima. Quantas vezes eu tinha beijado aquele pescoço, e
ocasionalmente beliscado, do jeito que a fazia gemer por mais?
Ela tinha sido minha em todos os sentidos, por isso que perdê-la tinha me
esmagado. E tanto quanto eu queria odiá-la, ou pelo menos ser apático, eu não
podia. O desejo irresistível de agradá-la e protegê-la era mais forte do que nunca.
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Havia algo novo também, e me assustou um pouco. Eu fui atraído por
Palmer desde o momento em que a vi. Ela tinha me feito esperar meses antes de
dormirmos juntos, e eu tinha acordado com ela na minha mente todas as
manhãs. Mesmo depois que começamos a ter relações sexuais, ela era a única
mulher que eu queria mais. Mas agora, quando olhei para ela, senti um desejo de
fodê-la que eu nunca tinha tido antes.
Ele me conhecia bem para não pedir detalhes. E tanto quanto eu queria ir
atrás de Palmer, eu não podia me permitir fazer isso.
82
maneira que eu poderia trabalhar com os outros caras neste humor irritado,
ansioso. Eu precisava passar essa tarde sozinho com meus pensamentos.
Palmer
Movi meu peso para um pé, tentando liberar o outro sapato da lama. Eu
percebi um segundo tarde demais que eu tinha perdido o meu equilíbrio. Um dos
meus sapatos finalmente se libertou da lama enquanto eu caía para trás.
—Vocês moças precisam de algo para fazer? —Ele gritou para os caras da
construção que ainda estavam olhando para mim. Eles se mexeram, seus sorrisos
desaparecendo em um instante.
83
—Vou tirar isso antes de eu entrar. —Eu prometi, apontando para os
meus sapatos.
—Não faça isso, você pode pisar em um prego. —Ele disse. —A sujeira
não é um problema, mas você pode lavá-los no trailer, se quiser.
—Bem, se é provável que alguém caia esse alguém sou eu. —Eu disse,
sorrindo. —Você sabe como sou desajeitada.
—Humm.
—Você pode andar com isso até a casa? —Ele perguntou com um olhar
nos meus pés.
—Claro.
84
los. Eu tinha deixado marcas de unha nos ombros uma vez que ficou por vários
dias.
Meu olhar vagou mais abaixo, para a bunda perfeita que eu também tinha
deixado marcas de unhas.
Ele abriu a boca, parecendo que estava prestes a falar, mas em vez disso
liderou o caminho através do porão para a futura adega de vinhos.
Seu olhar sombrio estava fixo em mim, e meu coração martelou com
ansiedade quando ele se aproximou. Quando estávamos juntos, ele olhava para
mim com terna afeição, nunca com aquela intensidade.
A fita métrica estava presa no bolso de sua calça jeans, mas ele não a
pegou quando eu acenei.
Sua pergunta era mais como uma ordem. Engoli em seco, incapaz de
segurar seu olhar.
85
Ele deu um passo em minha direção, agora tão perto que eu podia sentir
o perfume de madeira cortada sobre ele. Deus, como eu tinha sentido falta disso.
Eu respirei profundamente, tentando ser discreta.
—Não. —Ele disse, sua voz suavizando um pouco. —O que eu quero dizer
é... algo está errado? Você está doente? Você perdeu peso e você simplesmente
não se parece mais com você mesma.
—É por isso que... eu pareço assim. —Eu disse. —Eu estou cuidando de
mamãe e Danny, e... eu não me preocupo muito com a minha aparência.
—Você ainda está linda. —Ele disse, sua mão grande fechando em torno
de meu quadril. —Só mais magra e talvez... mais frágil.
86
Brady moveu a outra mão para o meu pescoço, segurando-a por trás
enquanto seu polegar acariciava minha linha da mandíbula. Deixei escapar um
suspiro trêmulo, desejando que esse momento durasse.
87
—Brady? — Uma voz masculina profunda chamou acima da escada.
Deslizei para baixo do corpo de Brady quando nos soltamos. Seu olhar
culpado provavelmente combinava com o meu. Nós deveríamos estar
trabalhando.
Eu corri meus dedos sobre meu lábio inferior, onde Brady tinha mordido.
Nós apenas olhamos um para o outro por alguns segundos antes dele fechar os
olhos brevemente, se virar e se afastar.
88
Capítulo 7
Brady
—Eu estou limpo desde que nos mudamos para o Colorado e você sabe
disso. Nós malditamente trabalhamos tanto que não é possível se divertir.
—Sim, mas voltamos para casa para este trabalho. Todas as más
influências de antes estão por perto de novo.
—Eu cresci.
—Eu não sou um idiota. —Eu disse para Troy. —Obviamente, não foi
apenas Palmer, porque não estamos mais juntos e eu ainda estou direito. Ao
contrário de você.
89
Ele se mexeu zombeteiramente e se virou para mim. —Falando em
Palmer, ela é muito gostosa. Eu estava olhando-a no trabalho no outro dia.
—Feche a porra da boca, não fale sobre ela. —Eu disse, apertando o
volante.
—Ela estava olhando pra mim também. Tudo bem se eu fodê-la, certo?
Você esteve quebrado por bastante tempo.
—Ela tem, vinte e seis anos? Ela está mais perto da minha idade do que
da sua de qualquer maneira. Da próxima vez que ela usar um vestido, eu vou
puxá-lo acima de sua bunda e fodê-la até que ela grite meu nome.
—Você não sabe ouvir, não é, idiota? Nem sequer olhe para ela.
Seus olhos, o mesmo verde que o meu, brilharam enquanto ele zombava
de mim. —E se ela me quiser? Isso seria tão divertido. Vou trazê-la para a nossa
casa e fazer você ouvir através das paredes.
Eu estendi a mão e agarrei sua camisa. Ele empurrou uma mão em meu
rosto para me forçar a recuar.
Nós tínhamos feito isso muitas vezes, mas eu nunca fiquei tão irritado. Eu
o soquei no nariz, tirando sangue. Ele estendeu a mão e rolou saindo de debaixo
de mim, ofegante quando ele balançou os braços e me acertou nos olhos.
90
Eu era maior, mais forte e mais inteligente. Mas Troy gostava de lutar. Era
uma saída para sua raiva. Trocamos socos, alheios do mundo, até que uma voz
nos chamou.
—Você é maior do que ele. —Ela disse, agitando um dedo para mim.
—Preciso de uma toalha ou algo assim. —Troy disse. Ele tinha uma mão
pressionada sobre seu nariz sangrando.
—Besteira. Você está chateado porque você sabe que Palmer quer que eu
a foda.
Fiz uma careta para ele, querendo chutar seu traseiro para fora da
caminhonete, mas a senhora que nos repreendeu estava bem atrás de mim.
91
—Ela não está afim de bêbados perdedores cujos irmãos têm que cuidar
de todos os movimentos. —Eu disse.
Pela primeira vez, ele estava falando sério. Mas eu não sentia pena dele.
—Sim, bem, dói que o meu próprio irmão quer foder a única mulher que
eu já amei apenas por ser um idiota.
—Eu realmente não vou fazer isso. —Ele disse de mau humor. —Eu só
estou dizendo que ela é gostosa. Pena que você tenha fodido tudo.
Sua declaração do óbvio me fez balançar a cabeça com desgosto. Isso era
muito ruim. Eu me perguntei se eu tinha exagerado durante a conversa que
acabou comigo e Palmer separados. Sempre havia me incomodado, mas beijá-la
trouxe o pensamento para a minha mente novamente. Eu nunca quis alguém da
maneira que eu a queria. Ela valia a pena esperar. Sem mencionar que eu fui
embora quando ela mais precisava de mim.
Eu refleti todo o caminho até a prisão, esperando que Troy me desse uma
razão para atacá-lo novamente. Eu odiava ter perdido Palmer, mas o que me doía
profundamente, para ser honesto comigo mesmo, era admitir que a porra da
culpa foi minha. Eu ainda me lembrava do olhar de choque em seu rosto quando
eu perdi minha cabeça e soquei sua parede. Eu tinha transformado uma conversa
sobre o atraso do casamento em um rompimento.
92
—Oi. —Eu disse para o guarda atrás da janela. —Brady e Troy Grant. Aqui
para ver Tucker Grant.
O guarda atarracado olhou de mim para Troy, seu rosto torcendo com
descrença.
—Ele está bem. —Eu disse. —Vamos ficar lá fora até parar o
sangramento.
—Certo. —Eu acenei com a cabeça para Troy e nós dois fomos para a
porta.
—Estou muito arrasado por não ter visto o velho. —Disse Troy do nada
enquanto caminhávamos para a caminhonete.
Eu me virei para ele e nós dois caímos na gargalhada. Era bom deixar de
lado a minha tensão acumulada. Quando eu bati no ombro dele, ele abriu um
sorriso.
—Tudo bem. —Eu disse. —Vamos pegar uma cerveja e jogar bilhar. Mas
sem drogas ou prostitutas, entendeu?
Ele deu de ombros. —Sem drogas, eu estou de acordo. Mas você terá que
definir puta para mim, porque eu estou excitado pra caralho. Não dormi com
ninguém desde que saímos de casa.
93
—Você pensa no Colorado como sua casa agora? —Eu olhei para ele e ele
deu de ombros.
—Eu acho. Você quer dizer mais do que eu sinto Chicago como casa?
—Sim.
—Casa é qualquer lugar onde eu durma a noite. —Eu disse. —Você gosta
de estar de volta aqui?
—Sim. É bom ver mamãe de novo, e... Derek. Eu cheguei a sair com ele
algumas vezes.
Troy me lançou um olhar cético. —Você não ia dizer Derek, você ia dizer
Palmer.
—Foda-se.
—É melhor você não ser um idiota no bar. Eu não vou pegar qualquer
bunda se você for uma péssima companhia.
Eu balancei a cabeça. —Pensei que íamos ao bar para poder tomar uma
cerveja juntos.
—Eu vou e volto para o pai. —Admiti. —Às vezes eu odeio o bastardo. Há
muitas razões para isso. Mas outras vezes... eu meio que sinto falta dele. Eu tinha
94
uma dúvida sobre códigos aqui no outro dia que eu sei que ele teria a resposta
para isso. Tive que olhar aquela merda no meu livro de códigos.
—Sim, eu também. —Troy disse, ainda olhando pela janela. —Se eu sinto
algo de bom por nele, fico puto comigo mesmo. Ele fodeu as pessoas que
confiaram nele.
Troy grunhiu seu acordo e eu peguei seu ombro e apertei. —O nariz está
sangrando?
—Eu acredito em você quando você diz que ainda está limpo. —Eu disse.
—E eu estou muito orgulhoso de você.
95
Palmer
Era louco ter borboletas em meu estômago por causa de Brady. Nós
tínhamos passado por tanta coisa, então por que eu senti que eu tinha uma
queda por ele de repente? Eu estava ansiosa para vê-lo toda a manhã no
trabalho. A sensação de seus lábios quentes sobre os meus ainda estava fresca.
Estendi a mão e toquei-os suavemente quando me lembrei do modo como sua
língua tinha roçado a minha.
—Sim. —Ele tirou o boné de beisebol e passou a mão pelo cabelo escuro
e suado. —Tenho que ir comprar materiais.
96
Eu queria que ele me pedisse para me juntar a ele. O assento do
passageiro de sua caminhonete tinha uma pilha de papéis e uma camiseta sobre
ele. Eu queria estar bem ali, ao lado de Brady. Sentar ao lado dele na
caminhonete sempre havia reforçado sua masculinidade para mim. Além disso,
cheirava a ele.
—Humm, não. —Eu disse. —Mas não é nada demais, realmente. Eu mal
estou lá.
—Porque eu fico na casa da minha mãe seis noites por semana. —Eu
disse. —Para cuidar dela e de Danny. É por isso que mal estou em casa.
Minha mente estava cambaleando. Brady estava vindo para minha casa. A
casa que planejamos dividir. A casa que tínhamos ido para a cama e acordamos
juntos tantas vezes. A casa em que nos separamos.
97
—Bem, o único tempo que passo lá são as noites de sexta feira. —Eu
coloquei meu cabelo atrás da orelha, precisando ocupar minhas mãos.
Eu balancei a cabeça.
—Sete horas está bem? —Ele colocou o boné de volta e eu apenas acenei
com a cabeça novamente. Eu nunca fui uma mulher polida, confiante que sabia
como flertar com homens. Especialmente não com este, que me fazia esquecer
que quaisquer outros ainda existiam.
Brady
98
Mesmo que ela tivesse se derretido em mim quando eu a beijei, eu ainda
estava chateado comigo mesmo. Nós terminamos. Tinha me custado um longo
tempo para seguir em frente depois da nossa separação, e eu não podia voltar e
ficar dependente dela.
Nós tínhamos dado uns amassos naquele sofá verde muitas vezes,
começando com beijos quentes e evoluindo para minhas mãos explorando cada
centímetro de seu corpo. Eu sabia exatamente o que ela gostava antes de
dormirmos juntos.
99
Nada tinha me feito sentir mais fraco do que precisar de alguém que não
precisava de mim.
Eu acenei com a cabeça e peguei. Isso era muito parecido com os velhos
tempos para o meu conforto.
—Certo. Obrigada por fazer isto. —Ela abriu uma gaveta e retirou um
abridor de garrafas, usando-o na garrafa de cerveja em sua mão.
Eu me forcei a não sorrir, porque um, ela odiava cerveja. E dois, era só
girar a tampa para abri-la, mas ela não sabia disso. Novata.
Quando ela ergueu a mão para ajeitar os cabelos, sua camisa subiu um
pouco e eu peguei um vislumbre de sua barriga lisa, plana. Meu pau endureceu
em resposta e forcei meus olhos para longe.
—Bem, eu não comi, e se você também não tiver comido, nós podemos
muito bem comer, certo?
100
Ela deu um sorriso e agarrou a garrafa de cerveja, bebendo e se
encolhendo novamente.
Eu tinha certeza de que ela tinha comprado para mim, o que trouxe mais
emoções em conflito. Foi um gesto agradável, mas essa mulher tinha poder sobre
mim, e era perigoso esquecer isso.
Ela olhou para mim por cima do ombro. —A porta do armário no meu
quarto está quebrada. O puxador, na verdade. Não trava mais.
—Eu vou dar uma olhada nele. —Ela se virou e eu dei outro olhar em seu
traseiro. —E a sua mãe? Ela precisa de alguma coisa?
—Não deve ser algo que eu não possa consertar. —Eu disse, tomando um
longo gole da minha cerveja. —O que precisa ser feito?
—Desculpe. —Ela disse, com a voz cheia de emoção. —É só... não tenho
certeza do que vou fazer com sua casa. Suas opções de tratamento estão
esgotadas. Agora é apenas uma questão de tempo. Não há nenhuma razão para
101
você ir fazer um monte de consertos em sua casa se eu não vou sequer mantê-
la.
—Eu sinto muito. —Eu disse em seu ouvido. —Sinto muito, Palmer. Eu
queria que você tivesse me contado.
—Eu não quero que você sinta pena de mim. —Ela disse, sua voz abafada
contra meu peito.
—Não é que eu sinta pena de você. Eu sei que não há nada que eu possa
fazer, mas eu sempre amei sua mãe e Danny.
—O que é? — Eu perguntei.
Eu corri meus dedos sobre o cabelo longo e macio que eu tinha sentido
tanta falta. Ela encontrou meus olhos e continuou.
Inclinei-me para apoiar minha testa contra a dela, colocando uma mão em
volta da sua nuca. Senti sua respiração ofegante e foi além da minha imaginação.
102
—Quando eu te beijei no outro dia, você foi tão receptiva. Faminta por isso.
Quando foi a última vez que você foi beijada corretamente?
—Escute... com sua mãe, você vai ter algum aviso. —Eu disse
suavemente. —Eu me lembro de como foi com meu tio. Os médicos vão saber
quando ela estiver deslizando para fora da vida pacificamente no final. Não faça
isso com você mesma.
—Eu não sei mais o que fazer. —Ela disse, sufocando as palavras. —
Trabalhar, preocupar e planejar... essas coisas me mantêm sã.
Eu levei o cabelo para trás de sua orelha e deixei meus lábios vagarem
atrás dele para um beijo, um beijo suave, prolongado que fez sua respiração
parar.
—Meu Deus, Brady. —Ela disse, colocando a mão dela sobre a minha, que
estava descansando em seu quadril. Ela guiou-a por baixo da camisa, para o
estômago macio e perfeito que eu estava admirando mais cedo.
Ela pulou para mim, sua expressão desesperada e com fome. Eu a peguei
em meus braços e ela envolveu suas pernas em torno de minha cintura. Eu a
beijei com força, mordendo seu lábio do mesmo jeito que a tinha feito
103
corresponder no outro dia. Quando ela puxou meus cabelos e empurrou minha
cabeça para trás, vindo mais perto para beijar e beliscar meu pescoço, eu a
empurrei contra o balcão da cozinha e forcei suas pernas mais abertas.
—Você quer ser fodida? —Eu perguntei em um tom baixo. Seus olhos
vidrados encontraram os meus e ela balançou a cabeça, seus lábios entreabertos
de desejo.
—Eu nunca te fodi, Palmer. Eu fiz amor com você muitas vezes, mas
nunca fodemos. Tem certeza que quer?
—Sim. —Seu tom suplicante me fez lembrar que, pela primeira vez, eu
tinha a vantagem.
—Eu vou te foder aqui no seu balcão da cozinha. Vai ser áspero. Eu não
vou te beijar ou sussurrar em seu ouvido. Mas você gozará gostoso, eu prometo.
Eu gemi e esfreguei meu pau, que estava prestes a sair da minha calça
jeans. —Baby, isso soa tão quente vindo de sua boca doce.
Ela tirou minha camiseta e pegou o botão no meu jeans, seu peito corado
de desejo. Eu nunca tinha visto esse lado de Palmer, e droga se não era a coisa
mais quente do mundo. Eu desabotoei e deslizei seus shorts jeans, tirando sua
pequena calcinha branca em seguida.
104
cozinha, as pernas abertas em antecipação ao meu pau, era incrivelmente
quente.
Ela não estava se sentindo preocupada agora. Seu rosto dizia tudo, ela se
sentia sexy e quente demais para sentir qualquer coisa, além do momento em
que estávamos. Eu fiz isso, tirei sua dor e ansiedade, e esse sentimento foi o mais
inebriante de todos.
Seu grito quando eu bati meu pau dentro dela foi um som frenético de
alarme e dor. Porra, sua vagina estava apertada, apertando meu pau como um
torno. Eu tive que tomar um segundo para começar minhas investidas.
—Cerca de um ano. —Ela disse, sua voz tremendo. Meus olhos foram
direto para os dela, em choque.
—Você é o único homem que eu sempre quis. —Ela disse, à beira das
lágrimas.
—Oh, Deus, Brady. —Ela gritou, suas unhas escavando em meus ombros.
Lágrimas caíram dos cantos de seus olhos quando ela gozou tão violentamente
que senti cada segundo. Eu estava bem atrás dela, gemendo alto enquanto eu me
enterrava nela uma última vez. Uma intensa onda de choque atingiu todo o meu
105
corpo, fazendo com que minha cabeça caísse no pescoço de Palmer, mole com a
satisfação.
A razão voltou com força total assumindo o lugar que meu pau havia
dominado. Não era a minha libertação que me fez sentir tão satisfeito, era
Palmer. Eu não tinha apenas cedido a minha atração por ela, eu tinha me curvado
a sua necessidade de conforto. E quando ela me disse que eu era o único homem
que ela sempre quis, eu senti aquele profundo e desesperado desejo para tê-la
novamente.
—Eu não posso fazer isso, Palmer. —Eu disse. —Eu segui em frente.
—Sim, mas... há fodas muito mais fáceis lá fora para nós dois. —Eu disse,
fechando minha calça jeans e esfregando uma mão no meu rosto.
Seus lábios se abriram em choque. —Foda mais fácil? É isso que você
esteve fazendo desde que terminamos? Apenas fodendo mulheres aleatórias?
106
—Quantas? — Ela perguntou, seus olhos fixos nos meus.
Ela levantou a mão para me dar uma bofetada e eu peguei seu pulso com
pouco esforço, abaixando-o gentilmente.
—Apenas seja responsável por suas ações. —Sua voz vacilou. —Conte-
me.
—Você não me queria! Que porra é essa? Você está agindo como se eu
tivesse traído você ou algo assim.
107
—Isso significa que estamos quites? Porque você me quebrou, Palmer,
quando disse que não precisava de mim.
108
Capítulo 8
Palmer
—Não podemos estar com sono. —Eu disse, sorrindo. —São apenas sete
e meia da manhã.
—Ela está dormindo. Vamos ficar quietos para não a acordarmos, ok?
—Você quer aveia? —Eu perguntei, empurrando sua cadeira de rodas até
a borda da cama. Ele balançou a cabeça e bocejou de novo.
—Bem, é claro. —Eu sorri quando ele bateu na minha mão para que ele
pudesse rolar sua cadeira para a cozinha em vez de me deixar fazer isso. —E
quem ganhou?
109
—Cubs. —Ele ecoou, sorrindo. Em seu mundo, os Cubs ganhavam todos
os jogos. Eu amava isso. Na verdade, eu tinha começado a gravar os jogos para
que eu pudesse reproduzi-los nas noites que não havia nenhum. Logo os Cubs
iriam ganhar todas as noites da semana em nossa casa.
—Amanda estará aqui em breve. —Eu disse, pegando aveia e frutas para
fazer o café da manhã.
—Ela é boa, certo? — Eu olhei para ele, tentando avaliar a reação dele.
Ele sorriu, o que significava sim.
—Sim. Ele me deu um lindo anel, lembra? Eu senti muita falta dele. E vê-
lo novamente me faz pensar sobre ele o tempo todo. Mas eu o excluí quando ele
queria estar lá para mim, e eu não acho que ele possa me perdoar.
110
—Bom dia. —Ela disse, entrando. Era uma menina alta e curvilínea, loira,
com um corte de cabelo curto que sempre estava úmido quando ela chegava.
—Eu te amo.
—Ei, Danny. —Ela disse. —Eu trouxe um jogo para jogarmos. E eu trouxe
pudim também.
—Pudim!
Eu sorri. Eles jogavam junto com o game show todos os dias. Amanda era
uma lufada de ar fresco para todos nós.
—Quarta-feira.
Ela assentiu com a cabeça. —Tenha um bom dia. Nós temos tudo sob
controle aqui, não é, Danny?
—Você está certo. —Eu ouvi Amanda dizendo a ele quando eu acenei e
me dirigi para a porta. —Mas precisamos conversar sobre os lançamentos deles
ontem à noite.
111
—Ei, estranha. —Ele disse. —O que está acontecendo que não nos
falamos durante todo o fim de semana?
—Não há muito para contar. Seu nome é Logan e ele é filho de pais ricos
que está na pós-graduação. Vamos sair sexta à noite. Como foi o seu final de
semana?
—O QUÊ? —Seu grito me fez revirar meus olhos quando parei no sinal
vermelho.
—Oh não, eu gozei muito bem. Essa parte foi épica. Mas nós brigamos
depois, e eu fui uma espécie de cadela.
112
—Sim. Ele me disse que iríamos foder, e que nunca tínhamos fodido
antes, só fizemos amor.
—Já estava na hora. Eu disse á você o tempo todo que você parecia estar
esperando por ele.
—Ele disse que fodeu uma dúzia de mulheres desde que terminamos.
—Sim, às nove.
113
Concentrei minha mente na grande reforma dos Stanhopes. Felizmente,
eu não precisava ir à casa de Derek e Adriane hoje. Eu tinha um desejo irritante
de ir de qualquer maneira, porque eu não estava orgulhosa de alguns dos
comentários que eu tinha feito para Brady. Mas teria de esperar. Hoje eu
precisava recuperar o atraso no trabalho dos meus outros clientes.
Brady
Minha cabeça ficou dando voltas todo o fim de semana pensando se ela
viria à construção hoje. Eu poderia apenas ter ligado para ela e conversado, mas
em vez disso fiquei na minha até que eu explodi hoje, reclamando com os caras
sobre merdas que normalmente não me incomodava.
114
na oficina, nós dois apenas fazíamos a nossa coisa. No entanto, esses eram os
momentos em que eu me sentia mais próximo dele. Papai era um professor
natural, ele sempre apontou como eu poderia melhorar minhas habilidades.
Quando ele parou de comentar, senti orgulho de ter dominado a arte que ele me
ensinou.
—Eu trouxe o jantar. —Ela disse. Eu balancei a cabeça e ela entrou com
um prato de bolo de carne e purê de batatas.
—Você não precisa ficar acordada só porque eu estou aqui. —Eu disse. —
Vou ficar até tarde.
—Já é tarde. E eu gosto de ficar acordada até tarde porque você está
aqui.
—Brady, eu te conheço muito bem para acreditar que você só estava com
vontade de trabalhar com madeira a esta hora. Esta é a sua fuga. Sempre foi a
fuga do seu pai também.
115
—Espero que não tenhamos nada mais do que isso em comum. —
Murmurei.
—Oh.
—Isso está realmente bom. —Eu disse depois de engolir uma mordida de
bolo de carne.
—Fale comigo, Brady. Você mantém tudo para si e não é bom. Diga-me
como você está se sentindo ao ver Palmer novamente.
—É difícil.
—Ainda há sentimentos?
—Porque eu não gosto dela ter qualquer tipo de controle sobre mim. Ela
partiu meu coração, lembra?
116
—Acho difícil de acreditar. Ela estava tão apaixonada por você. E você
sempre tendeu a ficar emocional quando se tratava dela. Você reagiu
exageradamente, talvez?
Enruguei minha sobrancelha. —De que lado você está aqui? Você sabe o
que aconteceu. Ela me disse que sua mãe estava doente e não havia mais espaço
para mim. O que eu poderia ter feito?
—Você poderia ter deixado as coisas se acalmarem. Esse foi o dia em que
sua mãe foi diagnosticada com uma doença terminal, Brady. Quem está pensando
racionalmente em um dia como esse? Você poderia tê-la confortado e
tranquilizado.
—Sim. Eu fiquei fora de min e eu não deveria ter ficado. Mas eu pensei
que ela ligaria e que poderíamos conversar mais sobre isso.
—É claro que nunca terminou para mim. —Eu disse, passando uma mão
pelo meu cabelo. —Mas agora eu estou magoado com ela.
—E o que significa mais para você, amá-la ou estar magoado com ela?
117
—Eu tive que me fazer essa mesma pergunta depois que seu pai foi para
a prisão. —Ela disse. —Eu estava entorpecida durante a parte da prisão e
julgamento. Mas depois que ele se foi, eu não tinha nada além de tempo em
minhas mãos. Não queria deixar a casa porque eu estava muito envergonhada
para mostrar o meu rosto. E eu pensei muito nas coisas.
—Eu decidi que mesmo que ele seja um homem muito falho, ele é meu
homem falho. Meu marido. Teremos trabalho pela frente, mas nosso casamento
vale a pena.
Eu tentei manter longe a amargura de minha voz quando falei, mas era
impossível. —E não te incomoda que ele não esteja arrependido? Ele roubou
dinheiro que não era dele, ferrou os fundos de aposentadoria das pessoas e me
deixou com uma bagunça enorme. E tudo que ele pensava era nele mesmo. Em
seu recurso.
—Você deveria ir vê-lo. —Ela disse, pegando meu prato vazio. —Não por
ele. Por você.
Eu a observei de novo, coberta com uma roupa roxa macia, enquanto ela
se dirigia para a porta da garagem.
Ela se virou e sorriu. —Claro que sim. Sinto falta de cozinhar para alguém.
118
—Vamos ver. —Eu disse, voltando para o meu projeto.
Palmer
Ela olhou para mim e sorriu quando eu saí e me sentei ao lado dela. O
câncer estava travando uma batalha contra seu corpo, mas seus olhos tinham o
mesmo redemoinho de avelã e calor que eu sempre conheci.
—Há algo sobre a morte que me faz pensar sobre minha vida. —Mamãe
disse suavemente.
119
podia deixar minha mente pensar no que ela estava dizendo. Ela estava doente,
mas ela ainda estava aqui. Era nisso que eu focava todos os dias.
Ela virou o rosto magro para mim. —Eu fui negligente com você. Mesmo
que eu tenha amado você e Danny igual, eu sempre dei a ele mais do meu tempo.
Eu suspirei e desviei o olhar. —Mãe, não diga isso. Você tinha que lhe dar
mais atenção. Ele precisava mais de você.
—Eu disse isso a mim mesma na época, também. Mas... —Ela balançou a
cabeça tristemente. —Você se lembra daquele recital de dança quando estava na
quarta série?
Claro que eu me lembrava, mas por que ela queria falar sobre isso agora?
Foi há tanto tempo, e tinha passado.
—Todas as mães se uniram para fazer os tutus de balé das meninas, roxo
com lantejoulas. Elas usaram tule, vários metros, e assim as saias ficaram
armadas. Mas eu não podia deixar Danny sozinho a noite, então eu comprei um
tutu na loja para você.
Eu cortei defensivamente. —Não era como se você não quisesse ir, mãe,
você não podia. Se alguém é o culpado, é o papai, por abandonar a família dele
quando as coisas ficaram difíceis. Você fez o seu melhor.
120
Ela pegou minha mão e apertou-a. —Tenho certeza que este não foi o
sentimento de uma garotinha que estava sozinha em seu recital usando a saia
errada.
Apertei meus lábios, forçando para trás a emoção que surgiu em minha
garganta. —Não vamos pensar em nada disso. —Eu disse. —Que tal um chá
gelado?
Embora ela concordasse com a cabeça, seu rosto caiu com um toque de
decepção. —Claro, isso soa bem.
121
Capítulo 9
Palmer
O que ele estava pensando? Ele também estava lutando com emoções
misturadas? Eu fui incomodada por pensamentos dele com outras mulheres todo
o fim de semana. E me perguntei como competir com as mulheres que ele teve
depois de mim. Provavelmente eu não poderia, já que ele era meu primeiro e
único.
Eu estava indo para a adega de vinhos quando ouvi passos atrás de mim
na escada. Esperei no pé da escada e Brady chegou num ritmo que
definitivamente me faria cair, suas pesadas botas batendo contra os degraus de
madeira.
Enruguei meu rosto em confusão, olhando para minha saia lápis cinza,
sapatos de saltos pretos e aberto nos dedos e camisa sem mangas preta.
122
—Você está mostrando muita pele. —Ele arqueou as sobrancelhas em
julgamento.
—E suas pernas.
Brady inclinou-se para perto e senti o calor de seu corpo perto do meu. —
Está me distraindo.
Ele balançou a cabeça, obviamente frustrado. —Eu nunca tive que lidar
com o meu pau duro no trabalho, Palmer. Você pode me ajudar e se vestir de
forma mais conservadora? E parar de usar esse perfume?
123
—Oh. —Eu mordi o lábio, tentando não sorrir. Olhar para mim o deixou
duro. Era impossível não sorrir.
Eu ri e dei um olhar bajulador. —Eu sinto muito. Não é como você pensa.
É só... eu sou a coisa mais distante de uma raposa. E eu estou um pouco
impressionada que, apesar de não ter ido a um salão de cabeleireiro em vários
meses e estou vestindo roupas que eu tenho há anos, você ainda pensa que vale
a pena olhar pra mim.
Meu rosto corou quando me lembrei disso. A maneira como ele puxou
meus cabelos e bateu dentro de mim sem nenhuma misericórdia me fez sentir
mais sexy do que nunca. Saber que eu despertei isso nele também trouxe os
mesmos desejos primitivos em mim.
—Eu adorei. —Eu disse, incapaz de encontrar seu olhar. —Você não
percebeu?
Ele se aproximou, falando em tom baixo. —Não, diga querida. Diga que
você amou eu fodendo você.
Levantei meu queixo e fixei meus olhos nos dele, me deixando ousada. —
Eu amei você me fodendo. Eu não sabia que poderia doer e me sentir tão bem ao
mesmo tempo.
Ele correu uma mão sobre seus cabelos e suspirou profundamente. —Eu
fico marcando meu irmão o tempo todo sobre drogas, mas você sabe o que? Você
é minha droga. Você esteve na minha mente o tempo todo desde a noite de
sexta-feira. Eu desejo você, Palmer. Ninguém mais. Meu coração sempre
124
pertenceu a você, e você o partiu, mas há algo sobre saber que seu corpo
pertence a mim que faz com que ele se sinta um pouco melhor.
—Por favor, me beije. —Eu disse, minha voz quase um sussurro. Ele
colocou sua grande mão no meu queixo e na linha da mandíbula, inclinando meu
rosto para encontrar o dele e me beijou suave e devagar. Era o oposto da outra
noite. Sem mordida. Sem dor. Apenas sua língua dançando com preguiça com a
minha, fazendo-me querer mais.
—Desculpe-me por algumas coisas que eu disse na outra noite. —Eu falei.
—Não tenho o direito de ser amarga sobre você estar com outras mulheres.
Eu exalei com alívio e desabotoei seu jeans. —Deixe-me fazer isso pra
você.
125
—Almoço? —Ele perguntou, passando um polegar sobre meu lábio. —Na
minha caminhonete?
Brady
Todos aqui do trabalho podiam nos ver saindo juntos. Meus caras
provavelmente estavam fazendo comentários obscuros nas mesas em que
estavam sentados perto do trailer para o almoço. Eu não me importava. O bom
senso se esquivava de mim quando se tratava de Palmer. Era por isso que eu
tinha que fugir daqui assim que este trabalho estivesse pronto.
126
Mas, por enquanto, foda-se. Eu era como um viciado no meu caminho
para ficar chapado. Meu corpo inteiro zumbiu com energia sexual e meu pênis
esforçou-se contra meu jeans, fazendo-me mudar no meu assento.
Aqui estava uma chance de obter uma pequena revanche sobre ela, para
devolver uma pequena dose da dor que ela tinha infligido em mim. Mas eu não
podia mentir.
—Um terreno vazio? —Palmer virou-se para mim, com olhos arregalados
em alarme.
127
—É muito mais do que um terreno. São várias dúzias de hectares de área
arborizada. Comprei-o da companhia do meu pai quando eu comecei a minha. É
muito privado.
Eu virei para uma estrada de terra que levava até a floresta, estacionando
na frente de um portão de metal que bloqueava o caminho. A chave para
desbloqueá-lo estava no meu porta-luvas, e os olhos de Palmer me observavam
quando eu me inclinei para pegar o chaveiro.
Ela parecia tão bonita e tão pronta que eu não consegui evitar. Inclinei-
me para o colo dela e pressionei um beijo em sua coxa nua, logo abaixo da saia.
Seu corpo se apertou e ela gemeu suavemente.
Estar em vantagem era bom pra caralho. Saí da caminhonete e fui até o
portão, demorando-me a destravá-lo. Prolongar sua excitação só aumentaria seu
prazer quando chegássemos ao finalmente.
Ela hesitou um segundo, mas depois o fez. Meu pulso acelerou quando o
sutiã vermelho desapareceu, expondo os seios pequenos e perfeitos. Eu queria
estender a mão e tocá-los, mas eu sabia onde isso levaria. Eu já tinha algo em
mente hoje.
128
Quando seu longo e suave cabelo caiu em torno de seus ombros nus, as
pontas roçando em seus mamilos, gemi e forcei minhas mãos a permanecerem
quietas. Sua pele branca e macia implorava para ser acariciada.
—Você está molhada, Palmer? —Eu perguntei, meus olhos ficaram presos
nos dela. Ela corou e assentiu. Coloquei uma mão em seu joelho e corri por sua
coxa interna, sua respiração parando em sua garganta enquanto eu avançava sob
sua saia.
Meus dedos roçaram os cachos úmidos e eu sabia que ela estava molhada
antes de colocar um dedo dentro dela. Seus olhos brilhavam com luxúria e eu
sentia uma onda de necessidade de possuí-la neste momento. Não havia nada
além disso, sem tensão, sem preocupação, sem tristeza.
—Você me provocou toda a manhã, baby. —Eu disse, minha voz rude
enquanto eu falava através da excitação. —Andando naquela saia e me dando
aqueles olhares. Terminaremos com isso agora. Coloque meu pau na sua boca.
O murmúrio de seu gemido quando ela desceu pelo meu eixo me forçou a
respirar. Ela trabalhou sua boca para cima e para baixo no meu pênis, suas mãos
agarrando minhas coxas.
129
Afastei seu cabelo para que eu pudesse assistir, e isso era quase demais.
Era tão difícil se segurar enquanto ela me sugava tão ansiosamente, seus olhos
escuros de desejo. Enrolei uma mão em seus cabelos e flexionei meus quadris
para a frente.
Ela engoliu cada gota, e cada músculo no meu corpo relaxou. Mesmo
depois de todo esse tempo, ela ainda tinha um efeito mais profundo sobre mim
do que qualquer outra mulher já teve. O pensamento fez meu estômago mexer
com desconforto.
—Eu gosto disso. —Eu disse, afastando-me e alcançando entre suas coxas.
—Você é uma pequena e doce chupadora de pau, baby. Eu ensinei você bem.
Assim que meus dedos passaram por seu clitóris, seu corpo ficou tenso em
resposta. Mas ela relaxou um segundo depois, deslizando seus quadris para
frente e para trás para criar fricção.
—Você quer gozar? —Eu perguntei, fixando os olhos nela. Ela assentiu,
com o rosto turvado de desejo. Eu pensei em prolongar isso, mas meus dedos a
trabalhavam instintivamente, espalhando a umidade sobre seu clitóris inchado.
Um leve som e desesperado escapou de seus lábios quando ela se aproximou e eu
coloquei meus dedos exatamente onde ela precisava deles.
130
—Goze pra mim, Palmer. Você gosta dessa maneira, não é? Ser tocada na
minha caminhonete como uma garota desesperada e safada.
Ela agarrou meus ombros com força e gritou. Eu adicionei mais pressão,
contente com sua expressão de luxuria enquanto ela alcançava seu orgasmo
contra minha mão. Quando ela relaxou e parou de enterrar suas unhas na minha
camisa, eu diminuí o ritmo, e ela sorriu timidamente.
—Sim.
Eu limpei minha garganta quando abotoei meu jeans e olhei para ela.
—Ahh, não quis sugerir sanduíches dois segundos depois de você ter
gozado. Você queria...?
131
Palmer
Eu busquei na minha bolsa o meu celular, minha cabeça girando. Por que
eu confiara o cuidado de meu irmão a uma estranha? Eu não poderia viver
comigo mesmo se ele estivesse ferido.
132
inclinando o peso sobre um andador, dando pequenos passos com o pé bom e
arrastando o outro atrás dele. Uma transmissão de rádio de um jogo de beisebol
estava vindo de um antigo rádio no topo da mesa de piquenique quebrada da
mamãe.
—Almer. —Ele disse, feliz. Pela primeira vez, meu irmão mais novo estava
mais alto do que eu. Ele sorriu para mim e eu me forcei a não irromper em
lágrimas.
—Vou pegar sua cadeira. —Eu disse, virando. Eu dei um olhar assassino a
Amanda, mas ela não ficou nem um pouco surpresa com isso.
—Ele não precisa disso. —Ela disse. —Ele vai caminhar até ela. Deixe ele
fazer isso, Palmer.
—Seu médico disse há muito tempo que uma cadeira de rodas era a
melhor opção para Danny. —Eu disse, obrigando minha voz a permanecer
agradável.
133
Assim que as palavras saíram da minha boca, ouvi a voz da minha mãe
discutindo com os profissionais que trabalharam com Danny ao longo dos anos. -
Ele é meu filho. Eu sei o que é melhor para ele.
Logo, ele retomou o passo e acelerou o ritmo. Quando ele virou a esquina
e sua cadeira apareceu, ele deu um grito de felicidade.
—Tudo bem, Palmer. —Amanda disse. —Vá para a cadeira e gire-a para
que possamos ajudá-lo a se sentar sem que ele precise girar.
—O que você teria feito se eu não estivesse aqui? —Eu perguntei, meus
instintos protetores ainda não estavam completamente convencidos de que essa
era uma boa ideia.
134
—Você já fez isso antes? —Eu fechei meus olhos, esbravejando comigo
mesma pelo meu tom de julgamento. —O que quero dizer é que você já fez isso
antes! Danny, estou tão orgulhosa de você!
O suor escorria por sua têmpora enquanto ele dava os últimos passos.
Peguei um cotovelo e Amanda pegou o outro. Nós o ajudamos a sentar em sua
cadeira, onde ele balançou os braços e gritou alegremente.
—Isso foi incrível. Eu amo você, Danny. Você me deixa tão orgulhosa.
—Claro, obrigada.
Ela começou a empurrar Danny da rampa até a porta, olhando para mim
enquanto eu alcançava a maçaneta da porta.
—Ei. —Ela disse. —Há alguém do atendimento domiciliar com a sua mãe.
Eu os chamei porque ela estava com dor. Eu acho que ela está descansando
confortavelmente agora, mas a enfermeira está apenas se certificando de que
tudo está bem antes de ir embora.
—Eu gostaria de entrar e vê-la. —Eu disse. —Você pode ligar para a
pizzaria que está no imã na geladeira e encomendar? Eu não sou exigente. Danny
só não gosta de pimentão verde.
135
Amanda assentiu. Assim que entramos com a cadeira de Danny, respirei
fundo e fui até a porta do quarto de mamãe.
—Eu me sinto mal por não estar aqui. —Eu disse. —Queria que Amanda
tivesse me chamado.
Sara envolveu sua mão gorda ao redor da minha. —Ela estava apenas
com um pouco de dor. Isso acontecerá e é para isso que estamos aqui. Ela está
bem agora, apenas descansando.
136
Ela acenou com a mão. —É para isso que estou aqui. Eu vou ficar com ela
por um pouco mais de tempo.
—Obrigada.
Mas essa não era uma opção agora. Peguei uma toalha e molhei,
limpando a maquiagem de meus olhos. Esta noite eu ia comer pizza e passar um
tempo com Danny. Mas, espero que amanhã, eu volte a ver Brady.
137
Capítulo 10
Palmer
138
—Não posso dizer que não gosto. —Eu disse. —Mas eu realmente estou
trabalhando, Brady. Você age como se eu estivesse fazendo um strip-tease ou
algo assim.
Ele se aproximou de mim, chegando tão perto que senti o calor de seu
corpo.
—Se você anda por aqui usando saltos, uma saia e uma camisa sem
mangas, eu estou considerando como sendo um código, para me dizer que você
quer que eu a foda.
—Em você sim. Você tem belos ombros. Essa pele macia e perfeita. Vê-los
me faz pensar em segurá-los enquanto eu te fodo por trás.
—Você me quer? —Ele perguntou, sua voz tão baixa que era quase um
sussurro. —Você quer sair na minha caminhonete e ser fodida duramente por me
provocar?
—Sim. —Eu queria isso mais do que eu jamais pensei ser possível, e eu
queria isso agora.
139
Eu assenti, incapaz de falar.
Ele não era o único que não conseguia se concentrar. Eu tentei pensar
sobre o trabalho, mas minha dor física por Brady superou todos os outros
pensamentos. Ele via através da mulher que ainda estava enterrada
profundamente dentro de mim. Passando por minhas funções como cuidadora e
consoladora, provedora e empresária.
—Como você está? —Ele perguntou, olhando para mim enquanto abria a
porta do passageiro para eu entrar.
Eu esperava que ele não quisesse dizer comida, mas quando seus olhos
escureceram antes de fechar a porta, eu sabia que estávamos na mesma página.
—Puxe a saia para que eu possa olhar para você. —Ele disse.
140
—Aqui? —Ele estava parado no sinal vermelho e eu olhei pela janela para
o carro ao nosso lado.
Ele queria isso, o que me fez querer fazer isso. Eu levantei a saia sobre
meus quadris, expondo minha calcinha preta. Brady olhou, não desviando o olhar
até que o carro atrás dele buzinou informando que o sinal estava verde.
—Você me deixa louco. —Ele disse, voltando o olhar para a rua. —Eu
penso em você antes de dormir todas as noites. Você é o tema de toda fantasia
sexual que eu tenho.
—Eu quero tanto você. —Eu disse. —Estou com vontade de tê-lo dentro
de mim.
—Vire-se para mim para eu poder vê-la. —Ele disse. Cumpri, girando os
quadris e me sentindo molhada quando ele olhou entre minhas coxas, com olhos
brilhantes.
141
eu podia fazer para aguardar os dois segundos que ele levou para jogar o casaco
de trabalho no banco da caminhonete.
—De quatro. —Ele ordenou, e eu caí de joelhos sobre o casaco, grata por
algo macio. Meus cotovelos mal haviam tocado no banco da caminhonete quando
senti que Brady estava puxando minha calcinha.
Ele agarrou um de meus ombros, batendo mais forte e indo mais fundo, e
eu não podia segurar mais. Gozei violentamente, pressionando meu rosto no
casaco para abafar meus gritos.
Como eu tinha vivido dia a dia sem pensar nele a cada segundo? Eu não
podia imaginar gerenciar isso por quase um ano, e eu sabia que, quando ele fosse
embora, seria impossível.
*****
—Eu simplesmente não sei. —Ela disse, franzindo o cenho. —Eu gosto
muito da madeira escura. Mas também gosto da clara.
142
—Todo o resto é tão neutro que você também pode escolher qualquer
uma que ficará bom. —Eu disse. —Você quer levar essas para casa e olhá-las na
cozinha para ver se isso ajuda?
Margie era notoriamente incapaz de tomar decisões. Por isso tive que
contratar uma equipe para repintar o seu quarto principal de bege, não verde,
bege. O dinheiro não era um problema para ela, mas ainda assim eu odiava ver os
meus clientes gastarem dinheiro desnecessariamente.
—É. —Concordei. —Você leva essas para casa e olha para elas em todas
as luzes. Pergunte ao seu marido o que ele pensa. E se você precisar de mim, eu
vou trazer um gabinete no tamanho real de cada cor, quando o cômodo estiver
pintado para ver se isso ajuda.
143
estava fantasiando sobre os olhos escuros de Brady me olhando da cabeça aos
pés e como ele planejou fazer a verificação prometida.
—Eu tenho que sair. —Eu disse a Georges. —Volto esta tarde.
Ele estava tão imerso em seu laptop que ele apenas grunhiu. Fiquei feliz
por ter evitado perguntas, porque sabia que não tinha nenhuma razão legítima
para ir à casa de Derek e Adriane hoje.
—Você está livre para um almoço cedo? — Brady perguntou por trás de
mim.
Assim que puxamos para a estrada principal, ele olhou e falou em um tom
baixo, de comando.
—Mostre-me.
Eu nem pensei em não fazer desta vez. Eu puxei minha saia em torno de
meus quadris, nunca deixando de olhá-lo.
144
—Droga, eu estou sujeito a bater esta caminhonete. —Ele murmurou. —
Como posso manter meus olhos na estrada agora?
Eu girei meus quadris para ele por iniciativa própria dessa vez, separando
minhas coxas para que ele pudesse dar uma boa olhada.
—Eu amo. —Ele disse, me dando um olhar sério. —Eu amo sua boceta,
Palmer. Ela é absolutamente perfeita.
—Brady... eu não...
Era inútil sequer pensar em recusar. Nada me dava mais prazer do que
agradá-lo. Eu deslizei meu dedo entre seus lábios, meu pulso aumentando
enquanto ele sugava, correndo sua língua sobre a ponta úmida do meu dedo.
145
Deus, estava demorando muito para chegar ao nosso lugar hoje. Eu
estava pronta para ter a foda dura e alucinante que Brady me dava toda a vez.
—Você tem um gosto tão bom. —Ele murmurou quando eu puxei meu
dedo para fora, traçando-o sobre seu lábio inferior.
Ele olhou para mim, um sorriso brincando nos lábios. —Eu sei. É a única
coisa que eu tenho controle entre nós. Você me tem em todas as outras áreas.
Ele deu de ombros. —Achei que eu merecia uma vingança. Você vem aqui
e me provoca com essas saias e esses olhares. “foda-me” o tempo todo.
Olhei para ele, lançando uma olhada no colo dele. —Bem, qual o seu
plano para a situação em sua calça? Você vai trabalhar assim?
—De jeito nenhum. Eu vou para o meu trailer, pensar em você e bater
uma.
146
Eu dobrei meus braços em meu peito enquanto a caminhonete
desacelerava. —Bem, inferno, isso faz muito sentido.
Parei, sem olhar para trás enquanto ele dava os poucos passos entre nós.
Ele ficou na minha frente, segurando uma das minhas bochechas na palma da
mão.
—Eu vou compensar você na sexta-feira à noite. —Ele enrolou sua outra
palma ao redor do meu quadril, me puxou para ele e me beijou.
Tirou meu fôlego. Não apenas o beijo, mas o fato de que ele tinha corrido
para mim para ter isso, sem se importar com quem visse.
—Vejo você então. —Sussurrei. Ele me beijou mais uma vez antes de
assentir e virar, a provocação e a gritaria dos seus funcionários começou
imediatamente.
147
Aquele homem. Mesmo com sua habilidade de me frustrar imensamente,
se tornou o meu porto seguro na tempestade.
Brady
Palmer estava perdendo a luta para manter os olhos abertos, e nem eram
21 horas. Nós saímos para jantar e depois estávamos agarrados um ao outro no
segundo que caminhamos para a porta da frente. Mas depois de uma rodada de
sexo, ela estava prestes a adormecer ao meu lado.
Eu fiquei ansioso pela sexta à noite durante toda a semana. Esta foi a
única vez que ela realmente relaxou. E droga, ela estava relaxada agora. Seu
cabelo estava solto ao redor de seus ombros. Sua longa e nua coxa enrolada em
minha perna, e eu corri meu dedo na sua pele de cetim.
—Está tudo bem. Você quer que eu vá para que você possa dormir?
—Não. Vou recuperar o fôlego. Mamãe queria ver álbuns de fotos antigas
na noite passada e fomos dormir muito tarde.
Ela era a coisa mais linda que eu já vi. As luzes dos corredores brilharam
sobre ela quando ela deitou de lado olhando para mim. Eu corri uma mão pelo
seu quadril, memórias agridoces invadindo minha paz. Eu pensei que era assim
que começaríamos e terminaríamos todos os dias, juntos, desarmados e
conectados da maneira mais íntimas.
148
—Fotos suas quando bebê? —Eu disse, forçando os pensamentos para
onde deveriam estar. —Nunca vi nenhuma foto quando estávamos juntos. Você
era bonitinha?
—Sim. É bom. O negócio está ótimo lá. A caça e a pesca são ótimas
também.
Ela moveu a perna que ela tinha enrolado ao redor da minha, seus dedos
do pé traçando uma linha pela minha panturrilha. —Você se sente sozinho?
149
Seus lábios se curvaram em um sorriso suave. —Eu me sinto sozinha. —
Ela disse, suas pálpebras ficaram pesadas novamente.
—Você está se sentindo sozinha agora? —Eu tracei um caminho por seu
quadril novamente, sua pele lisa e o aroma doce de seu perfume me fazendo
desejar uma segunda rodada.
Mesmo que ela tivesse chutado minha bunda, Palmer ainda era o meu
sonho. Eu deitei de costas, olhando para o teto que eu planejava raspar e refazer
o gesso depois que nos casássemos.
Eu tive que sair daqui. Só um idiota ficaria e esperaria por mais migalhas
pela manhã. Eu deslizei calmamente da cama, encontrando meu jeans e puxando-
o. Eu levei minha camisa e botas para a sala de estar para colocá-los. Depois saí,
trancando a porta ao sair.
150
Capítulo 11
Palmer
Olhei para Brady e lambi meus lábios. Eu podia não ser uma raposa, mas
eu sabia como chamar sua atenção. Ao som de um assobio de um dos outros
caras, ele baixou as sobrancelhas e se virou.
Ele arfou e arqueou as sobrancelhas. —Legal. Eu não sabia que você tinha
isso em você, Palmer.
151
Nós desembalamos pedaços de tecido/cor e as amostras de tinta das
nossas bolsas. Georges moveu-os por diferentes pontos da sala, medindo a luz
natural.
—Enviei um e-mail para Adriane com os móveis que gostamos para este
cômodo e ela autorizou tudo. —Eu disse, fazendo uma anotação no meu bloco de
desenho.
—É Georges.
—Claro. —Deixei meu material de lado e caminhei até ele, seus olhos
ficaram presos em mim. Quando ele se virou para subir as escadas, entretanto,
era o meu olhar que não queria ser movido. Ele ainda estava sem camisa, os
músculos das costas e o bíceps estavam definidos e suados. Eu queria estender a
mão e tocá-lo, mas lembrei-me da minha humilhação quando ele me deixou
ofegando por ele no banco da frente de sua caminhonete.
—No meu trailer? —Ele perguntou, olhando para mim por cima do
ombro. Oh, então agora ele estava com disposição.
152
—Porque estou com sede, e eu tenho água no trailer. —Ele disse
brevemente. —Além disso, tem ar-condicionado.
—Tudo bem. —Eu disse, um pouco mais dura do que eu pretendia. Todas
as ilusões que tive sobre dar uma de difícil foram pela janela. Eu estava prestes a
ficar sozinha com o homem suado e sexy e eu espalharia as minhas pernas em
plena luz do dia. Em seu trailer.
Ele balançou a cabeça e olhou para o trailer. —Ah, Palmer. O que você
precisa é de algumas boas e duras palmadas na sua bunda.
Nós dois viramos e vimos Troy sair do banheiro, evitando nos olhar.
153
—Dê o fora daqui, porra. —Brady disse bruscamente. Troy correu pela
porta e Brady abriu a porta de uma pequena geladeira. Ele tirou duas garrafas de
água e me entregou uma.
—Eu vou para casa na terça-feira. —Ele disse. —Minha equipe começou a
renovar um grande centro comercial e eu preciso estar no local.
Meu estômago caiu com a revelação. —Oh. Isso significa que você não vai
voltar aqui?
Olhei para ele e cruzei meus braços sobre meu peito. —Você não é meu
amigo de foda.
—Fale por você mesmo. —Eu disse. —Você é muito mais do que isso para
mim.
—Eu não disse isso. Mas não me diga que eu sou nada além de uma
amiga de foda. Isso machuca, Brady.
Ele grunhiu sua resignação com as minhas palavras. —Somos bons em nos
machucarmos, não somos? Nada me arruinou mais do que você dizendo que não
precisava de mim. Meu pai era a pessoa mais importante da minha vida até que
eu conheci você. E então vocês dois me decepcionaram.
154
Minha raiva ferveu imediatamente. Eu cheguei mais perto dele, olhando
em seus olhos. —Minha mãe foi diagnosticada com uma doença terminal, seu
idiota.
Ele se curvou, seus olhos verdes cheios de emoção enquanto seu rosto se
aproximava do meu. —Você era o melhor para mim, Palmer. Eu queria você
acima de tudo. Mais do que queria começar minha própria empresa ou ficar longe
do meu pai. Mas você não me deu nenhuma escolha.
—Você diz isso, Brady, mas você não sabe. Você não entende. Não era
apenas sobre o seu negócio.
—Então, era o que? —Ele exigiu. —Se significamos algo um para o outro,
e se eu ainda significo alguma coisa para você, então tenha a porra da coragem de
ser sincera comigo.
Ele recuou, confusão no rosto. —O que Danny tem a ver com isso?
—Minha mãe cuidou dele desde que ele nasceu. Quem você acha que
fará isso quando ela for embora? Eu ainda tenho dificuldade em trabalhar e
cuidar dele. Não tem mais nada para mim. Sem férias, sem noites e sem filhos. É
isso que você quer em uma esposa?
155
Eu dei um passo a frente, impulsionada pela raiva que tinha guardado em
mim há tanto tempo, e Brady deu um passo para trás. Seu olhar de puro choque
me disse que nada disso já havia passado por sua mente. Agora que comecei, não
podia parar.
—Você me acusou de trair você! Como se sentiu, Brady? Isso fez você se
sentir como um grande idiota por me chutar quando eu já estava para baixo? E a
verdade é que eu não queria que você carregasse o compromisso vitalício de
cuidar de uma pessoa com deficiência.
—Eu teria ficado. Se você tivesse sido sincera comigo, eu ficaria. Não
posso crer que não queria minha ajuda. Foi isso? Todo esse tempo? Você achou
que eu ficaria chateado por não poder tirar férias?
—Não é só isso! Nós queríamos crianças. Não posso cuidar das crianças e
do meu irmão.
—Sim, você tem agora. Porque você foi para Colorado. Se você tivesse
ficado, você teria sido funcionário de outra pessoa, e nós não teríamos podido
pagar por essa ajuda.
Brady passou a mão por seus cabelos e olhou para mim, sua raiva
revirando. —Nós teríamos descoberto um jeito. Minha mãe teria ajudado. O
fodido ponto é, você tomou todas essas decisões sozinha. Você não me amou o
suficiente para ser sincera comigo e superarmos juntos.
156
Eu ofegava, pelos gritos e socos. Brady trancou as mãos em torno dos
meus pulsos, segurando minhas mãos no lugar contra o peito.
—Você está tão errada sobre mim, Palmer. Eu não pensei que você
poderia me machucar tão fundo, mas você acabou de fazer. Estava pronto para o
melhor ou pior quando propus. E você pensa que eu sou um idiota egoísta que se
ressente de colocar os outros em primeiro lugar.
—Sim, vá. —Eu disse. —Isso é o que você faz quando as coisas ficam
difíceis.
Quando a porta se fechou desta vez, eu apenas olhei para ela, muito
atordoada para chorar. Isso não duraria, no entanto. Eu tive que encontrar a
coragem de sair e voltar para o meu carro antes de quebrar.
*****
—Não concorde comigo só porque você é meu melhor amigo. —Eu disse.
—Seja honesto. Estou certa ou errada?
157
Georges inclinou a cabeça, considerando. —Ambos. Mas você está um
pouco mais errada do que ele.
Eu gemi e agarrei o volante tão forte quanto pude. —Você sabe por que
eu não disse.
—Sim, e eu digo que é besteira. Você esqueceu que fui eu quem juntou
você com Brady? Eu realmente o conhecia. Não era apenas o aspecto dele que
me fez pensar que ele era bom o suficiente para a minha melhor amiga.
—Eu nunca saberia se ele realmente queria ficar. —Eu disse, minha
frustração perto do ponto de ebulição.
—Sim, mas ele nunca teve a chance de decidir. Não é justo. Ele estava tão
apaixonado por você.
—Tudo bem. —Concordei. —Talvez eu devesse ter dito a ele. Mas como
ele está errado?
—Ele deveria te perdoar por isso. Talvez ele precise de tempo para
processar tudo.
—Eu não sou moreno e sexy, mas você me pegou. —Georges disse,
esfregando a palma das mãos sobre minhas costas. —Você não está sozinha.
158
Virei a cabeça para olhar para ele. —Eu te amo.
Brady
—Já ouvi isso. —Eu disse, tirando o boné e passando uma mão pelo meu
cabelo.
—Por que eu apresentei você para Palmer? Você partiu seu coração
seguidas vezes.
Puxei o boné para baixo e olhei para ele. —Tudo bem, Georges. Hora de
você ir se foder.
159
Ele cruzou os braços e balançou a cabeça. —Não. Você pode se esquivar
dela, mas não vou deixar você se esquivar de mim.
Ao som do riso abafado de dois dos meus caras do outro lado da sala, eu
olhei para ele.
—Não quero dizer naquela época. —Ele estreitou os olhos para mim. —
Quero dizer, agora mesmo. Sua mãe está morrendo. Não apenas diagnosticada
com uma doença terminal, mas na verdade perto do final. Ela confiou em você
com a verdade e você ficou chateado e a deixou. Novamente.
—Sim, diga isso a si mesmo. Eu sei o que vi desde o dia em que ela o viu
pela primeira vez neste trabalho. Você jogou a isca com o sexo e fez com que ela
pensasse que você ainda tinha sentimentos por ela. E então, assim que viu uma
oportunidade para machucá-la, você aproveitou.
—Não. —Eu balancei minha cabeça enfaticamente. —Eu não fiz isso.
—Com certeza você fez. Eu não quero saber o que ela diz ou faz agora
mesmo, ela está no limite. Ela poderia me dizer que eu sou uma cadela do inferno
sem nenhum talento para o design e eu a abraçaria e lhe diria que eu a amo. Ela
está com tanta dor. Eu vou amá-la sempre, não importa o que aconteça. Mas
você... —Ele enfiou o dedo indicador na minha cara. —Você vê isso como uma
chance para vingar seu orgulho ferido.
160
—Se você machucá-la novamente, vou te machucar. —Georges disse, seu
rosto corado de raiva. —Não duvide que eu possa. Ela é família para mim.
161
Capítulo 12
Brady
Entrar ganhou, mas por pouco. Eu fui para a entrada da frente, ignorando
a avaliação aberta da mulher.
—Você parece bem. —Ele disse, seus olhos brilhando. —Como você está?
Não parecia um preço justo para pagar o mal que ele havia infligido. Eu
arqueei as minhas sobrancelhas céticas.
162
—Então, e depois?
—Como? —Olhei para ele. —Quantos trabalhos terá que fazer para
conseguir trezentos mil?
—Sim. Bem, não voltei para casa de qualquer modo. Estou cheio de
trabalho no Colorado.
—Isso é bom. — Ele olhou para a porta fechada da sala. —Troy veio com
você?
Seu rosto murchou. —Eu não o vi desde que entrei aqui. Ele não pode
arranjar um tempo já que ele está perto?
—Fique em cima dele. — Papai olhou para mim com seriedade. —Ele tem
tido problemas com algumas pessoas ruins. Fico acordado à noite preocupado
com ele.
163
A frustração brotou no meu peito, a pressão me forçou a me mexer no
meu assento. Eu não queria estar aqui. Era impossível conversar com meu pai
dentro da prisão, onde ele estava cumprindo pena.
Papai suspirou suavemente e me deu uma olhada que estava muito perto
de pena. —Você não vê, não é? Não se tratava de comprar coisas. Era sobre Troy.
Ele estava atolado em dívidas com drogas e jogos de azar. Ele veio a sua mãe e a
mim chorando, implorando-nos por ajuda. Ela estava fora de si. Dizendo que
teríamos que encontrar um jeito. Que ela não poderia viver se alguma coisa
acontecesse com ele.
—Droga. —Eu passei uma mão pelo meu cabelo, minha cabeça girando.
—Eu não tinha muito dinheiro líquido, então eu fiz o que fiz. Eu planejei
pagar de volta, mas Troy voltou na próxima semana e precisava de mais. Eu
mantive isso entre nós naquele ponto, porque eu não queria preocupar sua mãe.
164
—Então ele sabia. —Eu disse amargamente. —Ele sabia muito bem que
ele é o motivo pelo qual você está aqui.
Papai levantou uma mão para me parar. —Eu sou a razão pela qual eu
estou aqui. Não precisava fazer o que fiz. E eu não estou dizendo isso para criar
problemas entre você e Troy, eu simplesmente não consigo suportar você me
olhando desse jeito por mais tempo. Eu me preocupei que eu morreria aqui e
você nunca saberia a verdade. O que fiz foi errado, mas não via outras opções no
momento.
Ele colocou uma mão sobre seus olhos, seus ombros tremendo
ligeiramente.
—Eu nunca pensei que ouviria algum dos meus filhos dizer essas palavras
novamente. —Ele disse suavemente.
—Eu queria que você tivesse me dito isso antes. As coisas que as pessoas
precisam dizer as outras, mas não dizem, acaba por ser mais tóxico do que as
palavras mais cruéis.
Uma imagem de Palmer brilhou diante dos meus olhos. Ela estava
sentada na mesa da cozinha, sobrecarregada de dor e preocupação. E eu a chutei
quando ela estava para baixo. Eu fiz o mesmo com o meu pai?
Ele enxugou os cantos dos olhos e sorriu ligeiramente. —Essa pode ser a
coisa mais perspicaz que alguém me disse. Eu simplesmente não queria que
ninguém acusasse Troy. Parecia mais fácil para vocês ficarem chateados comigo.
165
problemas com dinheiro. Eu disse a ela que ele estava protegido, que eu nunca
deixaria nada de ruim acontecer com ele, e ela não fez outras perguntas.
—Sim. Mas ele é um ótimo garoto. Adulto, eu acho, mas... você sabe o
que quero dizer. Eu o amo. E quando Palmer me contou a verdade recentemente,
fiquei magoado que ela não foi honesta. Que ela não pensou que eu era homem o
suficiente para aceitar tudo o que vem com ela.
Eu acenei com a cabeça, olhando para minhas mãos. —Eu ainda a amo.
Acho que eu a amo ainda mais agora, porque sei o que é estar sem ela. Vendo-a
com Danny... eu sei que tipo de mãe ela seria, e não há ninguém melhor.
—Você se deu bem com o irmão dela imediatamente, não foi? —Papai
disse sorrindo. —Isso não me surpreendeu, porque uma vez você apanhou
quando criança ao defender outra criança no parquinho. Ele estava em uma
cadeira de rodas.
—Palmer queria que eu conhecesse sua mãe e Danny. —Eu disse. —Nós
estávamos saindo juntos já fazia um mês, e as coisas estavam indo muito bem.
Mas ela queria começar devagar, então ela me pediu para buscá-la para um
encontro na casa de sua mãe. Eu chego lá, e ela me apresenta seu irmão, e ele
166
parece gostar de mim ok, então eu puxo do meu casaco um pacote de amendoim
que eu comprei para ele e tentei entregar. Eu parei na farmácia no caminho, e
pareceu ser uma boa escolha.
—Sim, mas tinha certeza de que Janelle pensava em mim como “aquele
idiota que quase matou meu filho” depois disso. Mas estávamos rindo sobre isso
na próxima vez que ela me viu. Ela realmente é uma grande dama. E agora... ela
está em mal estado, pai.
—Eu amo você. —Ele disse suavemente. —E eu também amo seu irmão.
Não desconte isso nele.
167
—Bem... eu lido com tudo isso. Mas ele é um bom trabalhador. Eu
cuidarei dele, pai.
Palmer
—Manda.
Eu sabia que eles foram dar um passeio, ela tinha me contado quando
cheguei em casa, mas eu gostava de perguntar a Danny sobre seu dia de qualquer
maneira.
168
—Você quer mais? — Eu raspei a tigela e lhe dei a última garfada.
Seu aceno apressado me fez sorrir. Eu não era uma ótima cozinheira, mas
Danny sempre comia com entusiasmo o que eu fazia.
—Não. —Ela disse fracamente. Meu coração pulou uma batida quando
abri a porta e entrei, afastando meus olhos dela, nua na banheira.
—Eu não consigo sair. —Ela disse. Seu tom indefeso me fez entrar em
ação.
—Você está tão fria. —Eu disse quando meus dedos roçaram seu ombro.
—Eu chamei. —Ela disse. —Adivinha? eu não consigo mais gritar. Estou
tão cansada e fraca.
—Vamos para a cama. —Eu disse, alcançando por baixo dela. —Você
pode envolver seus braços ao redor do meu pescoço?
169
Seus braços mal se moveram antes de cair de volta para os lados. —Eu
sinto muito. Usei toda minha energia tentando sair daqui.
—Está tudo bem. —Eu disse, passando com cautela meus braços abaixo
dela.
—Eu acho que preciso ligar para Jeremy. —Falei, referindo-me ao vizinho
que eu sabia que podíamos contar em uma emergência.
Mamãe se encolheu e fechou os olhos. —Mas estou nua. Não quero que
ele me veja assim.
—Está tudo bem. —Eu disse, tocando na minha tela para ligar para Brady.
Fui até a porta da frente e fiquei na varanda da frente para que Danny
não ouvisse a conversa.
170
—Sinto muito por estar pedindo isso... —Comecei. —Eu sei que você está
bravo comigo.
—Eu preciso de ajuda. Minha mãe... ela está presa na banheira. Ela está
muito fraca para sair, e eu também não consigo tirá-la de lá.
—Estou indo.
—OK.
—Ei. — Brady disse quando eu abri. Ele ainda usava sua camiseta azul
marinho da Grant Brothers Builders e um jeans e eu me perguntava se ele ainda
estava trabalhando quando liguei.
—Oi. Obrigada por ter vindo. Espero que eu não tenha o tirado de algo
importante.
Olhei para baixo no chão. —Ela está... vamos lá, vou levá-lo ao banheiro.
171
Entrei no pequeno banheiro e ele sorriu para minha mãe quando entrou.
O cobertor azul não conseguia esconder o fato de que seu corpo estava magro e
frágil, mas, se Brady percebeu, ele não disse nada.
—Oi, Janelle.
Ele acenou com uma mão e se curvou para ela. —Bom te ver também. E
você está me ajudando aqui, porque nada aumenta mais o ego de um homem do
que ajudar uma donzela em perigo.
Eu o segui, pronta para colocar seu cobertor sobre ela caso escorregasse,
mas Brady foi tão lento e gentil com ela que nada se moveu. Ele a inclinou para a
cama e olhou para mim.
Minha mãe também agradeceu, e ele piscou para ela antes de sair. Fechei
a porta e fui até a cômoda de mamãe para pegar seu pijama.
—Nada que eu não tenha visto antes. —Eu disse, colocando a parte de
cima do pijama sobre sua cabeça. —E você viu todas as minhas partes também.
172
Havia esperança em seu tom, e lembrei-me de sua decepção quando eu
disse que ele e eu tínhamos terminado.
—Tipo isso. —Eu disse, querendo ser honesta, mas cautelosa. —Nós
realmente não estamos tendo encontros.
—Dormindo juntos?
Eu estava falando sobre minha vida sexual com minha mãe enquanto
colocava uma calcinha nela. Nunca imaginei esse cenário.
—Não há nada de errado com isso, Palmer. Isso significa que as coisas
ainda estão vivas entre vocês dois.
—Mas nós brigamos. —Eu disse, brincando com um fio solto na colcha. —
E o sexo é muito mais...— Eu lutava por palavras apropriadas.
—Palmer, você acabou de ver minhas partes. E eu sou sua mãe. Apenas
diga.
Eu sorri. —É mais selvagem. Intenso. Parece muito mais cru do que antes.
173
—Ele provavelmente já foi. — Eu olhei para a parte de trás da porta
fechada. O bocejo de mamãe me fez voltar para ela.
—Bem, isso foi a minha agitação por esta noite. —Ela disse. —Brady é um
bom homem. Estou feliz por ele estar de volta em sua vida.
Beijei sua testa e abaixei as cobertas sobre os ombros. —Boa noite, mãe.
Eu amo você.
Quando entrei na cozinha, ele estava lá, levantando uma colher para a
boca de Danny. Ele estava dando a ele o resto do pudim de chocolate. Olhando
para os dois, as lágrimas queimavam nos meus olhos.
—Eu preciso dar a Danny seu banho e levá-lo para a cama, mas se você
quiser assistir TV ou algo assim... podemos conversar quando eu terminar? — Eu
disse, observando-o para obter uma resposta.
—Sim. Mas por que não ajudo com o banho, se Danny quiser?
174
dignidade de Danny importava para Brady, mesmo que Danny não soubesse o
que era dignidade.
—Eu tenho que fazer uma ligação. —Brady disse. —Eu vou encontrá-la na
sala de estar.
Embora isso fosse muito diferente dos sonhos que tive uma vez, foi
suficiente neste momento. As coisas eram difíceis e eu estava estressada, mas eu
não estava sozinha.
—Eu realmente aprecio que você veio tão rapidamente para me ajudar.
—Eu disse.
—Eu estava organizando as planilhas dos horários dos caras que estão
trabalhando aqui. Minha secretária geralmente faz isso, mas ela está no Colorado,
então eu tenho que fazer isso no trabalho daqui.
175
Arquei minhas sobrancelhas e sorri. —Você tem uma secretária? Por
algum motivo isto me faz sentir muito orgulhosa de você.
Ele deu de ombros. —Sim, Kathy é ótima. Eu não conseguiria fazer nada
sem ela.
Sua expressão sincera me fez mover para mais perto dele. Eu tentei por
um beicinho e um olhar sedutor, esperando que ele pegasse a dica.
—Eu lhe ofereceria uma bebida, mas não temos nada de bom. —Eu disse,
juntando meu cabelo sobre um ombro. Meu pescoço nu sempre pareceu acender
Brady por algum motivo.
Um leve sorriso tocava seus lábios quando ele pegou uma das minhas
mãos e passou seus dedos nos meus.
—Sem sexo. Eu só quero estar com você, Palmer. Eu quero que você
relaxe. Você mantém um rosto tão corajoso para sua mãe e Danny, mas você não
precisa manter comigo. A intimidade real não é sobre sexo, trata-se de
compartilhar seus sentimentos.
176
—Como você está se sentindo? —Eu perguntei, inclinando minha cabeça
para trás para poder olhar para o rosto dele.
—Estou tão feliz que você está aqui agora. —Eu disse, minha voz rouca.
—Tão grata que, mesmo brigados, você se importa o suficiente para correr
quando eu preciso de você. Estou triste que você não é mais meu. E estou tão
assustada sobre o que vai acontecer com a minha mãe. Ao vê-la nessa banheira
esta noite lembrou-me que ela está piorando rapidamente. Não estou pronta
para isso, Brady. Eu posso lidar enquanto ela ainda estiver aqui, mas não estou
pronta para perdê-la.
177
Ele virou e fechou a porta, equilibrando vários itens em cima de uma
caixa de papelão.
—Melhor. —Ele disse com um sorriso. —Meu irmão. Temos pizza, bolo de
chocolate e vinho.
—Deus isso soa bem. —Levantei-me do sofá e fui para a cozinha. —Eu
não posso ficar bêbada, mas posso tomar uma taça de vinho. E um pouco de bolo.
Isso foi uma atitude tão doce de Troy.
Eu nem quis pensar nele saindo esta noite. —Sim. Eu só tenho uma cama
de solteiro no andar de baixo.
—Isso está ótimo pra mim. — Ele drenou sua taça de vinho e pegou a
caixa de pizza. —Quer ir para baixo? Você parece muito cansada.
—Ei. —Eu disse suavemente. —Não que eu queira trazer isso de volta,
porque eu não quero, mas... a briga que tivemos. Eu sinto muito. Não apenas
porque você está aqui esta noite. Me arrependi no momento em que você saiu da
minha casa. Eu disse algumas coisas maldosas.
178
Ele suspirou e descansou os cotovelos nos joelhos. —Me desculpe,
também. Perdi a paciência, coisa que nunca mais quero fazer com você. Acredite
ou não, eu sou sensato na maior parte do tempo. Mas você me faz um... —Ele
gesticulou suas mãos com frustração. —... uma poça gigante de sentimentos. Eu
acho que talvez seja a nossa natureza juntos. Os altos são mais altos, e os baixos
são mais baixos.
—Não faremos sexo esta noite. Eu lhe darei uma massagem e depois
vamos dormir.
—Eu nunca te vi não querer sexo. — Tentei manter meu tom casual, mas
a dor abriu caminho.
—Eu quero Palmer. Mas você teve uma noite perturbadora, e eu só quero
estar aqui com você. Nós somos mais do que apenas amigos de foda, certo?
179
Capítulo 13
Brady
—O que diabos é todo essa hora extra? — Eu disse para a sala vazia.
—Ele apenas disse que tinha que ser feito. Então ele me disse para cuidar
da papelada e deixá-lo lidar com o trabalho de Stanton.
180
trabalho. —Estarei aí amanhã à noite, para que eu possa fazer este trabalho
voltar aos trilhos.
Não tinha escolha senão ir. Tanto quanto eu odiava, eu tinha que ir e
colocar ordem no trabalho sem controle de Stanton. Eu trabalhei muito para
construir esta empresa para deixar tudo ruir neste único trabalho.
Eu gostava de estar tão loucamente ocupado com meu trabalho que não
tinha tempo para vida pessoal. Até agora.
181
Palmer
Mamãe estendeu a mão para uma xícara no balcão, mas sua mão parecia
presa no espaço ao lado. Ela deixou sua mão cair no balcão por alguns segundos
antes de tentar novamente.
Mamãe fixou seus olhos em mim, como se ela tivesse percebido que eu
estava ali parada.
Meu coração torceu no meu peito. Eu não tinha pensado nisso há muito
tempo. Eu tinha sido coroada princesa do De Volta ás Aulas no meu primeiro ano
de ensino médio, e os pais dos coroados tinham que ir ao jogo de futebol
americano para serem apresentados no intervalo. Eu estava sozinha e mortificada
quando tive que atravessar o campo sozinha quando todos os outros tinham pelo
menos um dos pais com eles.
—Isso foi há muito tempo, mãe. Vamos para a cama. — Eu esfreguei suas
costas em círculos calmantes. —Eu vou acomodá-la e pegar um pouco de chá.
182
Eu desejava que Amanda ainda estivesse aqui. Ela foi para o outro
trabalho quarenta e cinco minutos atrás. Apenas por ficar alguns minutos quando
chegava em casa do trabalho todas as tardes me mostrava o que era ter uma mão
quando se precisava de ajuda.
—Danny, fique à mesa, ok? —Eu me virei e encontrei seu olhar enquanto
saía da sala com mamãe. Havia uma panela de água fervente no fogão, e embora
eu soubesse que era improvável que ele se aproximasse, não gostava de deixá-lo
sozinho na cozinha.
183
Os sanduiches douraram na grelha enquanto eu considerava me mudar
para estar com Brady. Ele queria mesmo isso? Mesmo que ele quisesse seria
difícil. Eu não tinha muito dinheiro, e Danny tinha ficado apegado a Amanda. Ela o
levou até as instalações em que trabalhava algumas vezes e eu estava pensando
em aceitar seu conselho e inscrevê-lo em um programa lá.
Mas agora que ele estava de volta na minha vida, eu não sabia se eu
poderia deixá-lo ir novamente. Nenhum outro homem se comparava a Brady. Ele
era minha perfeita e sólida fortaleza, mesmo com sua tendência a teimosia.
Ela estava sentada na cama, mas eu não podia ver muito além do esboço
dela. Eu me aproximei e vi seu olhar vago.
—Mamãe?
—O-o que?
Ela virou-se para mim e uma sensação sinistra deslizou pela minha
espinha. Sentei-me na cama e alisei uma mão sobre seus cabelos.
—O que?
184
Meu coração estava batendo selvagemente enquanto olhava para trás,
seus olhos sem emoção.
—O que?
Engoli o nó na garganta.
—Diga outra coisa para mim, mãe. Você pode dizer alguma outra coisa?
—O que?
—Não. Algo está errado com minha mãe. Ela apenas diz uma palavra e
sinto que nem me reconhece. Devo chamar o atendimento domiciliar?
—Não, eu vou... eu tenho um vizinho que pode vir. E vou ligar para meus
tios. Mas obrigada.
185
—Tudo bem, está tudo bem, mãe. —Eu disse. Ela deslizou até a beira da
cama e tentou sair, mas eu a segurei no lugar. —Fique na cama por enquanto. A
ajuda está a caminho. Está tudo bem.
Ela tentou se afastar, mas estava fraca demais. Olhei nos olhos dela,
esperando tranquilizá-la, mas seus olhos estavam arregalados de terror. As
lágrimas se juntaram, e seu corpo tremia em meus braços.
Por favor, orei silenciosamente. Por favor, não deixe isso ser o fim. Não
com Danny do outro lado da porta e ela tão assustada. Eu sei que está perto, mas
não permita que seja assim.
Mamãe estava com os olhos arregalados agora, seu olhar vagando pelo
quarto como se estivesse procurando uma fuga. Eu a segurei, tentando
tranquilizá-la. Foram apenas alguns minutos até que eu ouvi a porta da frente ser
forçada a abrir, mas esses foram os minutos mais longos da minha vida.
—Não! —Gritou minha mãe, se mexendo sob meu aperto e olhando para
mim.
Mamãe deu a ela o mesmo olhar vazio que ela havia me dado.
186
—Qual o seu nome? —Perguntou o paramédico novamente.
—O que?
—Claro.
Respirei fundo, grata quando tive que me afastar para que pudessem
tomar a pressão sanguínea de mamãe e ajudá-la na maca que haviam trazido para
a sala.
—Eu tenho que ir pedir ao meu vizinho para ficar com meu irmão. —Eu
disse, correndo do quarto.
187
Brady
Liguei o botão da minha cafeteira do escritório e ela rugiu para a vida. Era
apenas um pouco mais de 8 horas da noite, mas meu traseiro estava se
arrastando. Muitas madrugadas e noitadas neste escritório maldito desde que eu
voltei para casa no Colorado. E quando eu finalmente ia embora e caia na cama
no meu apartamento, eu não conseguia dormir muito. Eu sempre tinha muita
coisa na minha mente. Às vezes, trabalho. Às vezes meu pai. Mas, geralmente,
Palmer.
Mais uma hora até eu ligar para ela. Eu sempre esperei até Danny estar
na cama para que ela pudesse relaxar e ficar confortável enquanto
conversávamos. Era tão fácil imaginá-la aconchegada no sofá ou na cama, com
uma taça de vinho na mão que ela bebia durante nossa conversa.
Era a minha maldita culpa que tínhamos nos separado no ano passado. Eu
sabia disso agora, e eu me sentia muito mal por isso. Quando Palmer mais
precisou de mim, eu estava construindo meus negócios em outro estado e
fodendo outras mulheres. Meu estúpido orgulho tinha deixado seu comentário
sobre não precisar de mim mudar tudo.
Passei a mão pelo meu rosto enquanto eu assistia a cafeteira encher. Mais
algumas noites aqui, e espero poder voltar para Chicago por alguns dias.
Palmer. Eu sorri por não ter que esperar uma hora para ouvir sua voz.
188
—O médico acha que ela teve uma convulsão. — Palmer suspirou sua voz
ainda tremendo. —Ela não me reconheceu e eu tive que chamar uma ambulância.
Fechei os olhos, desejando que estivesse com ela agora mesmo. —Eu
sinto muito. Você está bem?
—E quanto a Danny? Você precisa que eu vá para casa e ajude com ele?
—Você não precisa fazer isso. Você estará aqui em alguns dias, certo?
—Apenas ouvir sua voz me faz sentir melhor, Brady. E saber que você
estará aqui.
—Palmer, eu...
—Sim.
—Tchau, Brady.
—Tchau.
189
Eu desliguei, apoiando as duas palmas no balcão e considerando. De jeito
nenhum, eu poderia pensar sobre a papelada agora. Havia apenas uma pessoa
que poderia ajudar. Bom, ele me devia um favor.
Palmer
Essa foi a primeira vez que ela dormiu a noite toda. A enfermeira entrou
uma vez a cada hora para verificar mamãe, e eu assisti, com os olhos abatidos e
aliviados quando sua pressão sanguínea e pulso ficavam normais.
O café não era ruim, considerando que era quase 3 da manhã. Mas o café
provavelmente era uma necessidade por aqui. Eu estava no meio do meu copo de
isopor quando as portas do elevador perto da máquina se abriu e uma figura
morena saiu.
—Você está aqui. —Eu disse, colocando meu copo no balcão. —Como?
190
Ele cobriu os últimos passos entre nós e me pegou em seus braços,
segurando-me apertado por alguns segundos antes de falar.
—Eu tinha que vir. Eu precisava estar aqui. Eu tenho um amigo com um
avião que me trouxe.
Ele sorriu e inclinou sua testa para baixo para tocar na minha. —Ele é um
cliente. Eu construí sua casa.
—Estou tão feliz que você está aqui. — Eu estendi a mão e passei por seus
cabelos grossos e escuros. —Eu sei que eu disse que você não precisava vir, mas...
—Sim, pensei que deveria ser psicologia reversa, porque a última vez que
eu ouvi o que você disse tudo foi para a merda.
Eu queria adverti-lo, mas não pude deixar de rir contra seu peito. Deus,
era bom libertar algumas das minhas tensões engarrafadas.
—Eu não estava fazendo joguinhos. —Eu disse. —Eu queria dizer mesmo,
mas... estou muito feliz que você não tenha ouvido.
—Você está acostumada a fazer tudo sozinha. Você sabe que não precisa
ser assim.
191
Nós caminhamos em direção ao quarto de mamãe, seu braço envolta dos
meus ombros.
192
Capítulo 14
Brady
Janelle não devia pesar mais de 36 quilos. Ela era pele e osso, muito frágil
até para gastar energia sorrindo e conversando brevemente como ela sempre
fazia. Quando a levantei da cadeira de rodas para o carro de Palmer, sua gratidão
fez com que seus olhos brilhassem, mas ela ficou em silêncio.
Todo o meu corpo estava tenso em ser tão gentil quanto eu pudesse.
Abaixei-a para o assento cautelosamente, preocupado em machucá-la. Palmer
olhou-me do outro lado do banco de trás, onde ela estava inclinada na porta de
seu sedan.
—Eu vou dirigir. —Eu disse. —Você pode sentar-se aqui com ela.
Minha respiração ficou presa por um segundo. Havia tanto amor nessa
mulher. Não importava o preço que ela tivesse que pagar, ela era forte e cuidava
de sua mãe e seu irmão. Ela nunca se colocou na frente deles.
193
Quando chegamos à pequena casa do rancho de Janelle, havia uma nota
no balcão da assistente de saúde domiciliar que Palmer havia contratado. Ela
levou Danny para o lugar onde trabalhava durante o dia.
—Você também é. Você pode vir jantar hoje à noite? Você ainda estará
na cidade?
Eu saí e mandei mensagem para Troy vir me buscar. Liguei para Kathy
enquanto esperava.
Respirei fundo. —Está... tudo bem, eu acho. Eu tive que voltar para ficar
com alguém que tem um membro da família doente.
194
—Oh. Desculpe, Brady. Quem você quer que seja o mestre de obras em
Stanton até você voltar?
—Sim, mas ele é tão devagar. Ele tem medo de chatear os caras.
—Eu sei que isso é um péssimo momento, mas este trabalho tem que ter
um líder forte neste momento. Estamos quase voltando ao orçamento.
—Eu sei disso. —Eu disse, minha irritação aparecendo no meu tom.
—Brady...—Ela protestou.
—Por favor, Kathy. Apenas por hoje e amanhã, mantenha a merda longe
de explodir, tudo bem?
195
—Pode ter certeza disso.
Nós nos despedimos e subi na picape de Troy. Ele franziu o cenho para
mim, manchas de poeira seca deixando as sobrancelhas mais brancas do que
pretas.
—O que diabos você está fazendo aqui? Você deveria estar em Denver. E
de quem é essa casa?
—Noite passada? Falei com você no escritório às seis. Você dirigiu a noite
toda?
—O que te interessa?
—Não.
196
Ele olhou para a estrada, sua expressão não dizendo nada.
—Por que não? —Eu repeti, com mais firmeza desta vez.
—Não tenho vontade de vê-lo. Depois do que ele fez, você pode me
culpar?
—Sim, meio que posso. —Eu disse. —Considerando o porquê ele fez isso.
—Eu não sei por que ele fez isso, e eu não me importo, Brady. Eu superei
isso.
Eu balancei a cabeça, indignado. —Eu sei que você está mentindo sobre
isso, e eu espero que você esteja mentindo sobre a outra coisa, também. Você
sabe por que, Troy. E você deveria se importar. Eu vou te bater se você não fizer
isso.
—Sim, tudo bem, Brady. —Ele disse, sua voz tremendo e venenosa ao
mesmo tempo. —Papai provavelmente está preso por minha causa. Eu sou o filho
pródigo, isso faz você se sentir ainda mais superior?
Eu arqueei minha sobrancelha. —Eu nem sei o que isso quer dizer. Fico
admirado com o fato de que você possa usar tantas drogas e permanecer tão
inteligente. E nunca me senti superior.
—Você me culpa por seu problema com drogas? — Eu revirei meus olhos.
—Seja homem e assuma sua responsabilidade pela primeira vez, Troy.
—Sim, e isso é ótimo. Mas como diabos você deixa papai apodrecendo na
prisão quando ele está lá porque ele estava te ajudando?
197
Troy balançou a cabeça. —Eu não sei. Longe dos olhos, longe do coração,
eu acho.
—Eu me sinto como um merda por isso! —Ele rugiu, virando-se para mim.
—Por que diabos você acha que eu estou limpo? Então, ele não foi para lá por
nada.
—Eu não posso. —Troy virou-se. —Eu também... não sei. Ele e a mãe
perderam tudo por minha causa. Não posso encarar ele.
Meu coração partiu por meu irmãozinho, que tinha recebido mais do que
ele imaginava.
—Você vai encará-lo. —Eu disse. —Você precisa. Ele quer vê-lo. Você vai
lá esta tarde.
—Ele é o nosso pai. Ir ou não ir, depende de você. Mas você vai para
Denver pela manhã, então eu acho que você deveria ir.
Sua boca ficou aberta enquanto ele olhava para mim. —O que? Adam é o
mestre de obras.
—Na verdade, Kathy está agindo como mestre de obras até você chegar
lá. E quando você fizer isso, você estará assumindo todos os aspectos do trabalho.
198
Eu balancei minha cabeça. —Não. Tudo. Prepare-se para trabalhar
algumas horas extras. Esse trabalho está acima do orçamento e está atrasado.
Você sabe disso. Conserte-o.
—Isso é muito para minha cabeça, Brady. Você deve enviar Hunter.
199
Palmer
Ela estava dormindo muito agora, mas eu ainda odiava estar longe dela. A
cada minuto eu temia que ela morresse, e que eu não estivesse lá. Mesmo
quando eu estava em sua casa e deixava seu lado por um momento, eu estava
pensando em apressar-me para poder voltar para ela.
—Oi. —Eu disse, colocando minha bolsa em uma mesa. —Eu não vi sua
caminhonete.
—Eu senti sua falta hoje. —Ele murmurou contra meus lábios.
—Eu também. —Eu corri uma mão sobre sua bochecha, o pensamento de
uma vida que não incluía vê-lo todos os dias fazia meu coração doer.
200
Eu beijei a bochecha de Danny em seguida, e ele desviou o olhar,
inclinando-se ao meu redor para poder ver a tela da TV. Esse pouco de
normalidade era exatamente o que eu precisava agora.
—Eu pensei que era você. —Ela disse, aproximando-se. —Como foi o seu
dia?
—Eu acho que vou dizer a meus tios para não virem na noite de sexta-
feira. —Eu disse, pensando em voz alta. —Não posso deixá-la por uma noite.
201
—Há sinais quando o fim está próximo, e ela ainda não chegou a esse
ponto. Deixe seus tios virem. Apoie-se no atendimento domiciliar, em seu
namorado e em mim. Você sabe que estou aqui a qualquer hora, dia ou noite,
certo?
—Não é nada de que você precisa pensar agora. — Amanda disse. —Mas
você deve pensar sobre o programa do dia.
—Obrigada.
—Eu posso fazer algo rápido para nós. Você não precisa nos trazer o
jantar todas as noites.
202
—Palmer. — Ele envolveu seus braços ao redor da minha cintura por trás.
—Você não precisa cozinhar agora.
—Vá. Eu fico com Danny hoje à noite. Vou levá-lo comigo para buscar o
jantar. Tudo bem, se eu usar seu carro?
—Claro.
Sua expressão pacífica enquanto dormia era reconfortante para mim. Ela
não conseguia falar comigo, mas ela ainda estava aqui e ela não sofria. Isso era o
suficiente.
Ela não conseguiu responder, mas senti uma resposta dentro de mim. Eu
não estava fazendo isso sozinha. Eu tinha ajuda, e juntos, nós cuidaríamos de
Danny como a minha mãe fez. Não seria o mesmo, mas espero que fosse o
suficiente.
Falei com ela. Uma vez que comecei, as palavras jorravam. Eu falei a ela
sobre uma vez que eu fugi para ir em um encontro quando eu tinha dezesseis
anos e me senti culpada o tempo todo. Eu disse a ela o quanto eu me ressentia
por papai ter abandonado sua família e deixá-la para carregar uma carga tão
203
pesada. Mas na maior parte, eu falei sobre Brady. Quão assustada eu estava por
ele ter ido embora e como eu estava triste por não ser honesta com ele.
—Palmer.
Entrei na cozinha e percebi que a sala de estar estava vazia quando olhei.
Quando voltei ao quarto, mamãe mal levantou a cabeça do travesseiro para que
eu pudesse deslizar a pílula e ajudá-la a tomar um gole de água. Assim que ela
engoliu, ela abaixou a cabeça.
—Danny está na cama. —Ele disse, uma nota de orgulho em seu tom.
—Hora do banho.
204
—Você fez tanto por mim. Eu realmente aprecio isso.
Ele pegou minha mão e me levou pelas escadas para a minúscula caverna
que era meu quarto aqui.
A onda de alívio que me lavou foi quase palpável. Fiquei pensando o dia
todo se ele ia embora em breve.
—Estou feliz em ouvir isso. —Eu disse. —Você pode ficar na minha casa
sexta-feira à noite? Minha casa, não aqui.
—Claro.
—Eu quero que você me amarre. —Eu disse. —Quero dizer, me amarre à
minha cama. Braços e pernas. Para que eu não possa me mover.
205
—Qualquer coisa. Tudo. Desde que seja intenso. Eu não quero que você
se segure. Faça doer. Faça isso para que eu não consiga sentir mais nada.
—Quero dizer, se você quiser. —Eu disse com pressa, minhas bochechas
se aquecendo. —Se isso o excita. Eu confio em você, então isso me excita. Mas se
você acha que é estranho...
—Não. —Ele me cortou e eu olhei para ele. —Quer dizer, sim. Isso me
excita. Olhe para mim.
Ele gesticulou para sua virilha, onde sua protuberância se esticava contra
o tecido do jeans. —Eu só... não quero levar as coisas muito longe.
Brady riu, seu tom baixo me faz perceber o quão perto ele estava agora.
—Você não é uma pervertida. Eu adoraria fazer isso com você.
—Mesmo?
206
Ele estava prestes a responder quando apertei meus olhos. —Desculpa.
Eu preciso ligar os monitores para que eu possa ouvir mamãe e Danny. Desculpe,
eu sou uma estraga prazeres.
—Nada nunca vai superar eu ter sido o seu primeiro. —Ele disse. —O meu
pau é o único que você já teve. Eu adoraria possuir sua bunda da mesma maneira.
—Eu quero que você monte meu pênis enquanto eu dou a sua bunda
uma boa foda com os meus dedos. —Ele disse com um tom rouco. —Vou abrir
esse traseiro e fazer você gozar forte, Palmer.
Ele abriu minha camisa e olhou meus seios, sua respiração aumentando
agora também.
—Eu não vou querer parar até que eu goze em sua bunda. Na noite de
sexta-feira, mas uma vez que você me deixar começar, eu vou querer continuar.
—Eu também vou querer isso. Eu quero estar à sua mercê, Brady.
Ele gemeu com satisfação e deslizou a camisa dos meus ombros, tirando
meu sutiã.
—Eu não acho que você queira estar a mercê. —Ele disse, acariciando sua
protuberância enquanto olhava meus seios expostos. —Eu acho que você quer
que eu a use para minha própria satisfação.
207
—Sim, é exatamente isso que eu quero.
Eu sorri, sentindo-me assim quando ele me olhava. —Você fez anal com
outras mulheres?
—Sim, mas não assim. Eu tinha feito sexo antes de você, mas nunca fui o
mesmo depois de ter feito amor com você.
—Eu preciso disso, Brady. Preciso dessa fuga. Eu quero isso muito.
Assim que deitei, ele desabotoou minha calça e puxou-a, pegando minha
calcinha em seguida. Ele espalhou minhas pernas e forçou meus joelhos para trás,
curvando-se e correndo a língua sobre meu clitóris. Eu estava tão excitada que
isso me fez estremecer.
—Não. Até a noite de sexta-feira. — Ele rodeou meu clitóris com a língua
então, e minha excitação ganhou. Eu fechei minhas pernas ao redor de seu rosto
enquanto eu gozava forte, ofegando seu nome.
208
Capítulo 15
Brady
Derek estava levando seu tempo olhando em volta da sua ótima sala,
balançando a cabeça, mas sem dizer nada. Nós ralamos a semana toda para tudo
estar pronto para sua inspeção.
—Esta sala é maior que a casa em que eu cresci. —Ele disse, balançando a
cabeça.
—Eu lembro.
209
—Palmer? Vocês estão se vendo de novo, então?
—Sim.
—E o que?
Dei de ombros. —Estamos nos vendo e está bom. Sua mãe está perto do
final, então isso é bastante difícil.
—Eu deveria ter estado lá o tempo todo. Eu não sei como ela teve força
para fazer o que ela fez no ano passado.
Suspirei e passei uma mão pelo meu cabelo. —Eu não sei. Não posso
perguntar a Palmer sobre o futuro porque este não é o momento. Estou aqui
enquanto ela quiser que eu esteja.
—Adri vai ficar contente com isso. —Derek disse sorrindo. —Ela
realmente gosta de Palmer.
—Bem, as coisas estão atrasadas com o design, então espero que vocês
possam ignorar isso.
—Obrigado, D.
210
Eu fui para o trailer onde encontraria Hunter para que ele pudesse me
deixar na loja de aluguel de carros. Por sorte, eles tinham picapes de tamanho
normal, porque eu não dirigiria um carro.
Pensamentos sobre veículos foram logo substituídos por planos para esta
noite. Eu não podia esperar para viver a fantasia de Palmer. Não só era
sexualmente excitante, ela estava confiando em mim para colocá-la em uma
posição vulnerável. Eu estava com medo de fazer qualquer coisa que a
machucasse no início, mas quanto mais eu pensava sobre isso, mais duro eu
ficava. Se ela queria sexo rude, por que não? Eu também queria.
As coisas entre nós eram mais honestas desta vez. Mais cruas. Ela me
contou o quanto ela queria ser amarrada e ser usada, o que nunca teria sido dito
na primeira vez. E mesmo que eu não tivesse dito isso em tantas palavras, a ideia
de exercer controle sobre ela me excitava. Ela controlava meu coração e minha
alma. O sexo era a única coisa onde eu tinha uma vantagem. Ela queria ser
controlada por mim? Ela nem sabia que era algo que eu desejava desde que eu a
beijei no porão de Derek. Esta noite a fantasia se tornaria realidade para nós dois.
Palmer
211
—Ei. —Ele disse no meu ouvido. —Foda-se os pratos. Podemos pensar
neles mais tarde.
Eu virei e olhei para o rosto dele. Sua camiseta preta simples combinava
com o cabelo dele e a barba por fazer que eu imaginei durante o jantar sentir nas
minhas coxas.
—Tudo bem. —Eu disse. —Então eu acho que nós precisaremos de...
corda? Deus, eu me sinto tão nervosa.
—Posso ter trazido. Você ainda tem certeza sobre isso? Você parece
nervosa.
—Eu também. —Ele deslizou as mãos nos meus braços, que estavam nus.
Eu não tinha trocado o vestido sem mangas que eu usei para trabalhar hoje. —
Você está com frio?
—Encontre-me no quarto. —Ele disse com uma piscadela que não parecia
com Brady. —Eu vou pegar minha bolsa do carro. Não se dispa ainda.
Eu fui ao meu quarto e olhei para minha cama com outros olhos. Eu
consegui uma cama queen com postes num negócio de vendas e eu mesma fiz o
212
adorno. Brady e eu estivemos juntos nesta cama muitas vezes, mas nunca desta
forma.
Ele entrou e colocou uma pequena bolsa de lona na cômoda. Esperei que
ele a abrisse e conseguisse o que precisava para me amarrar, mas em vez disso
ele se aproximou de mim e envolveu uma mão na minha cintura, me
aproximando dele.
Ele me olhou com apreciação e diversão. —De onde vem isso, amor?
Nunca vi esse lado seu...
—Eu quero estar tão sobrecarregada que nada mais possa entrar na
minha cabeça esta noite. E é muito quente saber que posso confiar em você para
fazer isso sem cruzar a linha.
Ele deslizou a alça do meu vestido pelo meu ombro, e depois fez o mesmo
com a outra. Seus olhos ficaram trancados nos meus quando ele alcançou a parte
de trás do vestido e abriu o zíper, deslizando-o até cair aos meus pés.
O ar na minha pele incitou meu desejo por ele. Toquei-o, mas ele parou
minhas mãos, movendo-as de volta aos meus lados. Ele soltou meu sutiã sem
alças, que caiu no chão silenciosamente. Um suspiro deslizou lentamente dos
meus lábios quando ele se inclinou para o meu pescoço e me beijou, o raspar de
sua barba contrastando com o toque macio e quente de sua boca.
Ele me beijou apenas o tempo suficiente para trazer uma dor entre as
minhas coxas. Então ele se inclinou para os seios e pegou um mamilo entre os
lábios, sugando e lambendo até eu gemer. Eu queria mais, e ele deu, sugando
mais e segurando minha bunda com uma de suas mãos grandes.
213
Quando ele o liberou de seu controle, ele acalmou meu mamilo latejante com um
leve lamber.
Suas duas mãos afundaram na minha bunda desta vez, apertando-a com
força enquanto ele sugava e mordia meu outro mamilo. Eu estava prestes a dizer
para se danar essa coisa de ser amarrada e implorá-lo para me foder agora
quando ele recuou e alcançou dentro da bolsa, retirando vários fios elásticos de
nylon vermelho.
—Tire a calcinha. —Ele disse, seus olhos escuros com algo que eu nunca
tinha visto. Loucura e talvez até uma pequena raiva. Tirei minha calcinha e ele
colocou uma palma no meu peito, beijando-me suave e rápido antes de me
empurrar para a cama.
Fechei os olhos enquanto ele segurava meus pulsos nos postes da cama,
seu toque gentil lembrando-me de que Brady só me machucaria da maneira que
eu queria. Em questão de minutos, eu era sua prisioneira voluntária.
—Toda minha para esta noite. —Ele disse em um tom baixo, seus olhos
vagando para cima e para baixo em meu corpo.
Ele arqueou as sobrancelhas com surpresa. —Desde que você decidiu não
se casar comigo.
—Eu queria esperar. Apenas esperar. E você se virou e saiu. E fodeu outras
mulheres.
214
—Por quê?
Ele alcançou algo que eu não conseguia ver, mesmo quando eu estiquei
meu pescoço para dar uma olhada.
Eu joguei minha cabeça para trás, meu corpo torcendo com tensão
enquanto seus dedos me rodeavam... lá. Ninguém nunca me tocou lá. Todo
músculo no meu corpo apertou com resistência. Seus dedos estavam molhados e
quentes, e quando ele abaixou os lábios no meu pescoço e me beijou, relaxei
contra o seu toque.
—Você quer mais já? —Ele perguntou, sua respiração fazendo cócegas na
minha orelha. —Puxe os joelhos até o máximo que puder.
—Porra, Palmer. —Brady disse com sua ereção rígida contra minha coxa.
—Eu amo ser o primeiro homem a enfiar o dedo nesta doce bunda.
215
Ele colocou um joelho ao meu lado, seus dedos continuando seu delicioso
assalto. Quando sua mão envolveu suavemente minha garganta, eu engasguei
com surpresa e encontrei seus olhos.
Não era igual a nada que eu já senti. Gozei tão forte que vi estrelas,
minha visão turva quando um grito abafado escapou da minha garganta. Meu
corpo permaneceu no alto por vários segundos, e Brady relaxou a pressão no meu
pescoço apenas quando eu comecei a deslizar de volta para a Terra.
—Essa coisa da garganta. É por isso que eu gozei tão forte? Você já fez
isso com outra mulher? Seja honesto. Não minta.
—Sim, isso aumenta a satisfação sexual. E não, eu nunca fiz com ninguém
mais. Estou sendo honesto.
—Não.
216
—Você pode fazer qualquer coisa que você quiser comigo e eu adorarei.
— Ele passou a língua no meu mamilo, trazendo-o a vida. —Outra noite.
Sua boca percorria cada centímetro do meu corpo. E não foram os pontos
comuns que me incendiaram. O tempo que ele passou beijando meus quadris,
barriga e ombros me deixou ofegando mais uma vez. Estes locais nunca haviam
sido cobertos de atenção.
Senti-me tão bem e a culpa sobre minha mãe estar doente na cama
enquanto eu estava aqui surgiu.
—Mas...
—Eu não posso fazer a dor de sua mãe se afastar, Palmer. Ou, se eu
posso, não deveria. Eu odeio que você tenha que sentir isso, mas você sente.
Estou aqui, no entanto. Você pode chorar, gritar ou me bater se isso ajudar.
Apenas deixe ir.
Lágrimas brotaram nos meus olhos enquanto ele falava. —Você vai ficar
até... até que ela tenha ido? — Perguntei com voz rouca. —Por favor?
217
Eu balancei minha cabeça. —Sem preservativo. Dessa vez. Eu ainda
estava tomando pílula por algum motivo desconhecido que agora fazia todo o
sentido.
Seus olhos suavizaram quando ele deixou cair o pacote no chão. Ele subiu
sobre mim, beijou meus lábios suavemente e então empurrou seus quadris
contra os meus, enterrando cada centímetro dentro de mim. Ele nunca tinha
entrado de uma vez na primeira investida antes, e gemi alto e arqueei meu corpo
contra o dele. Eu estava gemendo de dor ou de prazer? Eu não sabia e não me
importava.
Esperei que ele recuasse e voltasse para mim, mas ele estava
completamente quieto. Meu núcleo tremia de ansiedade.
—Brady. —Eu disse, seu nome com um gemido. —Por favor. Por favor,
não pare.
Mas ele permaneceu imóvel, seus olhos verdes me estudando. —Eu não
me moverei até que você me diga algo. —Ele disse suavemente.
—O quê? —Eu teria lhe dito qualquer coisa neste momento, para acabar
com esta doce agonia.
Estar completamente à sua mercê foi uma emoção erótica como nunca
imaginei. Eu não conseguia me mexer, mas não havia medo. Eu confiava em
Brady com minha vida. Ele estava me dando o que eu pedi, seu controle total
sobre meu corpo. Mas era torturante, tê-lo enterrado dentro de mim enquanto
estava imóvel.
—O que você quer que eu lhe diga? —Eu perguntei, desespero no meu
tom.
Seus lábios pairavam sobre o meu, sua respiração quente aumentava meu
desejo frenético. Eu passei minha língua em seus lábios, a ponta tocando a parte
inferior.
218
—Diga-me algo que é verdadeiro. —Ele disse em um tom baixo e sexy.
—Uh... eu acho que vou gozar se você se mexer, mesmo que seja um
centímetro. —Eu disse, ofegante e fazendo um inútil esforço para arquear meus
quadris em direção ao dele. —Isso é verdade.
—Não. O que quero dizer é...eu queria muito ter lutado por você. Pelo
que tivemos. Não deixar meu orgulho estúpido me governar. Essa é a verdade,
Palmer.
Ele inclinou o rosto para o meu e roçou um beijo nos meus lábios. —Eu
não acreditei em você quando disse que nunca chupou o pau de ninguém quando
estávamos juntos. Você era muito boa nisso.
—Eu uso meu anel de noivado na cama todas as noites, porque isso me
faz sentir perto de você. —Eu disse, evitando seu olhar.
—Eu percebo agora que nunca foi sobre o dinheiro. —Ele disse, remorso
em sua voz.
Seus olhos cintilaram e ele sorriu. —Você pode fazer melhor do que isso,
amor. Fale comigo.
219
Ele deixou cair o rosto no meu pescoço, onde ele me beijou suavemente,
até minha linha da mandíbula.
—Eu ainda sou apaixonado por você. —Brady disse empurrando-se para
mim com força bruta. —Eu sempre fui apaixonado por você.
Mas eu não queria voltar. Eu queria esse momento com meu melhor
amigo, amante e parceiro,e que fosse um dentre muitos mais.
—Eu ainda estou apaixonada por você também. —Eu disse. —E eu ainda
quero realmente tocá-lo.
Com um sorriso, ele estendeu a mão e soltou os nós nos meus pulsos e
depois dos meus tornozelos. Quando se afastou, envolvi meus braços e pernas ao
redor dele, incapaz de me impedir de chorar contra seu peito.
220
—Eu não quero ficar sem você nunca mais. —Brady disse com sua grande
mão acariciando meus cabelos e deslizando pelas minhas costas.
—Shh. —Brady disse puxando-me contra ele com força. —Estou aqui
agora, e não vou deixar você. O resto vai se resolver por si só.
221
Capítulo 16
Palmer
—Ei, Julie está aqui. —Eu disse. —Do atendimento domiciliar. Ela vai te
deixar mais confortável.
—Eu vou aumentar sua dose e também dar-lhe alguns remédios que vão
se dissolver em sua língua. —Ela disse. —Isso ajudará.
Julie, uma ruiva com a pele branca como neve, olhou para mim e sorriu.
—Está tudo bem se ela não quiser. Não queremos forçar.
—Me desculpe por ter dado prioridade a Danny sobre você toda vez. Eu
poderia ter conseguido ajuda com ele, eu deveria ter.
222
Julie e Amanda se dirigiram para a porta para nos dar privacidade. Eu
desejava que elas ficassem, porque eu não queria ter essa conversa com mamãe.
Senti que estava sufocando.
Uma mão apertou meu ombro por trás e me virei. Era Amanda.
—Está tudo bem. —Ela disse estremecendo. Eu sabia que ela estava com
dor agora e odiava adiar seu alívio por essa conversa. —Eu sei que você está
tentando me proteger. Mas não. Eu deveria ter lhe dado mais.
—Eu também o amo. —Eu disse, uma lágrima escorrendo pelo meu rosto.
—Eu não vou deixar ele partir novamente.
—Seja feliz.
—Eu sei. —Ela disse, um sorriso curvando os cantos de seus lábios. —Mas
não sozinha, Palmer. Não sozinha, ok?
Ela deu um largo sorriso, seus olhos brilhando antes que eles se
fechassem. Mas eu sabia que ela não estava dormindo. Ela estava tentando lidar
223
com a tremenda dor que ela estava sentindo. Eu fui até a porta e pedi a Julie para
voltar.
Brady estava esticando o pescoço sentado no sofá, onde ele estava com
Danny. Eu poderia dizer que ele estava tentando descobrir na minha expressão se
eu precisava que ele viesse me consolar. Só isso foi reconfortante.
—Ela está perto do fim, não é? —Eu disse, minha voz falhando. —E ela
sabe.
Ela assentiu com a cabeça. —Isso pode ser controlado. Ela pode
basicamente ser mantida em estado de sono até o fim.
—Ela não vai sofrer. Eu vi muitas pessoas irem por esse caminho na casa
de repouso e é muito pacífico.
224
Brady
Sua expressão me disse que ele estava pronto por toda a sua vida. Eu não
achava que ele compreendia completamente que este era o lugar que víamos na
TV, mas ele sabia que algo bom estava prestes a acontecer.
Palmer se questionou se deveria trazê-lo para ver sua mãe. Mas ela
sempre decidiu respeitar o desejo da mãe e deixar assim. Janelle sabia que seu
filho ficaria assustado ao vê-la em sua condição atual.
—Vamos arranjar pra você uma camisa e uma bola. —Derek disse. —
Estou realmente feliz em conhecê-lo.
Danny ficou absorvido no monitor de tela grande que era visível do nosso
camarote. As vistas e sons do estádio não podiam competir comigo e com Derek.
225
Dei de ombros. —Muito chateada, mas aguentando. É difícil.
—Sim. Trabalhamos muitas coisas. É muito mais... real entre nós dessa
vez, se isso faz sentido.
—Claro que sim. Um amor não testado pode não ser o que você acha que
é. Mas quando vocês lidam com o problema juntos, isso torna as coisas mais
fortes.
—Eu não me importo mais quando vamos nos casar. —Eu disse, olhando
para o mar de rostos nas arquibancadas. —Quero dizer, eu quero me casar com
ela. Mas o que importa mais do que casar com ela é amá-la. Não era assim antes.
Eu só queria torná-la minha.
Eu sorri. —Eu quero isso também. Ela será uma mãe maravilhosa.
—Sim, teremos muito tempo para pensar sobre isso. Nós temos muito na
nossa frente ainda, com a mãe dela e reformar e vender uma das casas.
Falar sobre Palmer me fez pensar nela. Eu queria estar com ela agora,
mas eu estava tentando ajudar cuidando de Danny para que ela não se
preocupasse com ele. Eu mandei mensagem para ela.
226
Palmer: Ok. Mamãe está dormindo. Obrigada
novamente por levá-lo.
Imaginei-a sentada no quarto escuro, sozinha com sua mãe. Mas então
lembrei-me de que Amanda estava com ela. Ainda assim, desejei que fosse eu lá,
ao lado dela.
Palmer
O som borbulhante não significava que ela estivesse com dor. Lembrei-
me disso enquanto esperava. Sete... oito... nove... quase dez segundos antes de
inalar novamente.
227
Isso era natural, Julie tinha me assegurado, mas ainda, brutal para se
testemunhar.
Torci minha mão na de mamãe, passando seus dedos pelo meu anel de
noivado de platina.
Brady esfregou meus ombros com tranquilidade. Ele estava parado atrás
de mim por horas, sem dizer uma palavra.
Eu não estava contando, mas eu sabia que tinha passado muito tempo
entre as respirações. Esfreguei a mão e o braço dela. Afastei o cabelo da testa e
beijei-o, uma lágrima caindo da minha bochecha sobre a dela.
Parte de mim desejava que Danny pudesse estar aqui, mas sabia que isso
iria assustá-lo e aborrecê-lo. Amanda estava falando com ele hoje sobre o Céu,
que nós tínhamos introduzido a ele na semana passada.
228
Soltei um soluço alto, virando-me para envolver meus braços ao redor de
Brady e enterrando meu rosto em seu peito. Não era apenas por sua morte que
eu chorava, mas pela provação de um ano que tinha passado. Tratamentos, perda
de cabelo, fadiga, vômitos e o conhecimento de que logo os tumores em seus
pulmões e cérebro a matariam.
O câncer matou minha mãe, mas não tinha levado sua vida. Sua vida foi
gasta amando e vivendo. E eu creio plenamente que ela enfrentou o fim nos seus
termos; encontrando a paz antes de ir embora.
Brady
Palmer apertou minha mão quando o pastor terminou seu discurso. Seus
olhos castanhos eram um redemoinho de verde e marrom hoje. Percebi uma
nova paz neles.
—Eu amo você. —Palmer sussurrou para o caixão, limpando uma lágrima
antes de se virar para mim.
Eu odiava soltar sua mão, mas eu tinha que fazê-lo para que eu pudesse
empurrar a cadeira de Danny através do gramado do cemitério. Assim que eu
alcancei as alças para empurrá-lo, outro conjunto de mãos pousou lá.
229
—Ei. —Meu peito apertou com emoção enquanto eu olhava para ele,
barbeado e vestindo um terno escuro e bem cortado. —Eu não vi você aqui.
Palmer parecia que queria sorrir. —Onde está sua mãe? —Perguntou,
olhando ao redor. —Ela não vai conosco?
E era verdade. Tão difícil quanto a morte de sua mãe foi, isso deixou
todos nós mais próximos. Podendo ou não nós dissemos nossos votos de
casamento, Palmer e Danny eram minha família. E Amanda, Georges e Troy
faziam parte da nossa perfeita família não tradicional.
Peguei sua mão na minha, fazendo uma promessa dessas palavras, não
apenas para ela e para Danny, mas para mim.
Nunca sozinho.
230
Palmer
—Ei. —Ele disse, pegando a bolsa no meu ombro. Ele esteve pendurado,
eu podia dizer pelas pequenas lascas de madeira que estavam em seus cabelos
escuros. Depois que ele colocou a bolsa sobre seu ombro, ele se inclinou e me
beijou. Apertei minhas mãos em suas bochechas e voltei para um beijo mais
longo.
—Este lugar está lindo. —Eu disse, admirando quando nos separamos.
Brady apenas havia limpado a parte que ele precisava para construir a
casa. As árvores se aninhavam ao redor dando um sentimento exuberante de
casa na árvore.
—Não... você escolhe. Você é uma designer. Vai ser mais atrativa para
potenciais compradores com piso.
231
Caminhei para as amostras que ele havia organizado em fila na futura
cozinha aberta da casa.
—Então, esse?
—A casa será vendida pronta. Nós conversamos sobre isso desde o início.
—Não. Eu não quero isso. Não quero que ele traga pessoas para esta casa
enquanto estamos trabalhando nela.
—Eu lhe disse que meu lucro é excelente. Você não precisa se preocupar
com isso.
—Bem, o lucro da Sinclair Brammer não é tão bom. —Eu disse. Georges e
eu estávamos no azul, mas queríamos ter cuidado para que pudéssemos
continuar assim.
232
Brady agarrou minhas bochechas nas suas palmas grandes e calejadas. —
Estou pagando a vocês uma taxa fixa por isso. Você não precisa se preocupar com
o dinheiro. Eu vou pagar mais se você precisar de mim.
—Não é o que eu quero. Mas algumas das decisões que você tomou
neste projeto não serão para todos os compradores. As rampas, em vez de
escadas?
Ele jogou a cabeça para trás e riu, deslizando uma mão da minha
bochecha até a minha nuca.
—Amor, decidimos que este seria o nosso projeto divertido. Você sabe,
depois que sua mãe faleceu, queríamos uma pequena pausa nas coisas. Esta casa
nos permitiu trabalhar juntos e fazê-la a um ritmo que nos deu muito tempo com
Danny.
233
Ele assentiu. —OK. Mas eu ainda sou o contratado geral, e eu digo que
vamos vendê-la pronta. Então escolha o piso.
—O que?
—Me tranquiliza. Age como se você tivesse me dado algo quando você
realmente não dá.
Ele esfregou uma mão sobre sua linha da mandíbula, escura e não
barbada. —Palmer. Você vai simplesmente escolher o piso?
Ele gemeu e revirou os olhos para o céu. —Eu não quero mostrar a casa
ainda.
—Por que você disse que estávamos nos associando a este projeto se eu
estou aqui apenas para escolher cores de tinta e piso?
—Você fez muito mais do que isso. —Ele disse, me dando um olhar
aguçado. —Vou colocar a cerejeira brasileira.
—Você quer ver meus extratos bancários? —Ele contestou. —Eu lhe
disse, o custo não importa.
—Tudo bem, faça do seu jeito. —Eu me virei para sair, mas meu passo
irritado não era tão rápido quanto ele.
—Ei. —Ele colocou uma mão no meu quadril e me virou para encará-lo. —
Esta casa é para nós. Era para ser uma surpresa.
234
—O que? Você está…? Para nós?
—Sim. Mesmo que ele esteja se mudando para a casa do grupo de apoio,
vamos querer ele aqui todos os fins de semana. E você sabe. Quem sabe o que o
futuro nos reserva? Nós sempre podemos trazê-lo de volta para ficar com a gente
e nossa casa estará pronta.
Chorei contra o peito dele, dominada pela emoção. Esta casa era quatro
vezes maior do que o meu pequeno bangalô de dois quartos e dez vezes mais
agradável, mas não era isso que me trouxe isso. Brady investiu completamente
em nossa pequena família. Sua devoção a mim e Danny nunca havia vacilado.
—Eu também te amo. —Ele disse, pressionando sua bochecha até o topo
da minha cabeça. —Então você gosta? Não está muito longe da cidade para você?
—Eu cheguei perto de te contar tantas vezes. É uma espécie de alívio que
você sabe agora.
Olhei para o loft aberto do quarto, que Brady ainda precisava montar a
grade. —Esse é o nosso quarto?
—Sim. Encontrei uma grade com painéis de vidro para colocar ali e na
escada. Eu não quero nenhuma abertura, porque, você sabe... crianças, talvez,
algum dia.
235
Ele me deu um olhar esperançoso que derreteu meu coração. —Eu
definitivamente quero isso. —Eu disse. Minhas bochechas aqueceram enquanto
eu me lembrava de algo e ri.
—Eu só estava pensando quando nós... você sabe, batizamos a casa uma
vez contra a parede no banheiro... eu sentia como se ela fosse nossa.
—Nós poderíamos. —Eu disse contra seus lábios. —Na verdade, acho que
deveríamos.
236
Epílogo
Palmer
E ele ia, rodando depois dela ao redor do círculo aberto da nossa sala, e
para a entrada da cozinha pela décima quinta vez. Este tinha sido seu jogo
favorito desde antes de Elle começar a andar. Ela engatinhou, chiando de prazer
enquanto ele a seguia.
A mãe de Brady estava olhando da ilha da cozinha, sorrindo para a neta.
Com pequenas tranças pretas e olhos verdes brilhantes, Elle tinha os dois avós na
palma da mãozinha.
—Devo esperar para almoçar? —Perguntou minha sogra, arqueando sua
sobrancelha. Ela já estava ocupada preparando a nossa refeição anual de Ação de
Graças de amanhã, e pensei que Brady e Tucker deveriam se contentar com os
restos na geladeira quando voltassem. Mas isso era o que Marie adorava fazer,
cuidar dos homens dela.
Eu estava prestes a responder quando Brady abriu a porta, seu sorriso
largo fazendo meu coração acelerar. Ele estava vestido com roupas de trabalho
para este rápido passeio invernal com seu pai, e sua aparência robusta me fez
querer fugir com ele e aquecer o frio e rubor de suas bochechas.
—É a nossa melhor. —Ele disse com orgulho. Danny e Elle vieram assistir
quando Brady e Tucker levaram a gigante árvore de Natal que eles derrubaram na
floresta.
237
—A árvore de Rockefeller não é páreo para essa. —Tucker disse se
esforçando sob o peso da enorme árvore.
—Papai! —Ela gritou, puxando o jeans dele. —Árvore! Olhe para a árvore!
Ele a colocou em seus braços para um olhar mais atento. —Você gosta,
princesa?
238
Mas não era para ser assim. Eu esperava que ela pudesse nos ver agora.
Ver Danny e eu cercados por nossa família e isso a faria tão feliz.
—Vou acender o fogo. —Tucker disse sorrindo para nós enquanto nos
olhava. Ele reconstruiu seus negócios e, mais importante, seu relacionamento
com sua família após sair da prisão. Mas eu ainda sentia que ele não tinha isso
como garantido.
FIM
239