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Sentença

O documento apresenta sentenças penais condenatórias de dois réus, Carlos Henrique Silva e João Victor Sousa, por crimes de ameaça e roubo, respectivamente. Carlos foi condenado a 1 mês de detenção por ameaçar uma vítima, enquanto João foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão por roubar um celular sob grave ameaça. Ambas as decisões incluem a análise das provas, dosimetria das penas e disposições finais sobre custas processuais e comunicação à Justiça Eleitoral.

Enviado por

Hellen Moura
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Sentença

O documento apresenta sentenças penais condenatórias de dois réus, Carlos Henrique Silva e João Victor Sousa, por crimes de ameaça e roubo, respectivamente. Carlos foi condenado a 1 mês de detenção por ameaçar uma vítima, enquanto João foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão por roubar um celular sob grave ameaça. Ambas as decisões incluem a análise das provas, dosimetria das penas e disposições finais sobre custas processuais e comunicação à Justiça Eleitoral.

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Modelo 1

SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA (MODELO PRONTO)

Processo nº [Link]
Comarca de Presidente Dutra/MA
Vara Criminal

I – RELATÓRIO

O Ministério Público do Estado do Maranhão ofereceu denúncia contra Carlos Henrique Silva,
devidamente qualificado nos autos, imputando-lhe a prática do crime previsto no art. 147 do
Código Penal.

Consta da denúncia que, no dia 28/08/2024, por volta das 18h30, na Rua 12 de Outubro,
bairro São José, nesta cidade, o denunciado, após discutir com a vítima Maria Eduarda Costa,
passou a ameaçá-la, proferindo as seguintes expressões:
“Se você aparecer na minha frente de novo, eu te mato” e “Eu vou acabar com você e com
sua família”, causando-lhe intenso temor.

Instaurado Termo Circunstanciado, a vítima confirmou integralmente os fatos. Na audiência


designada, foi recebida a denúncia e iniciada a instrução.

Foram ouvidas a vítima e duas testemunhas presenciais. O réu foi interrogado, ocasião em que
negou as ameaças.

O Ministério Público apresentou alegações finais pugnando pela condenação. A defesa, por sua
vez, alegou insuficiência de provas, requerendo absolvição com fundamento no art. 386, VII, do
CPP.

Vieram os autos conclusos.

É o relatório. Decido.

II – FUNDAMENTAÇÃO

Trata-se de crime formal, dispensando prova de efetivo dano psicológico, bastando que as
palavras sejam objetivamente capazes de causar temor à vítima, conforme entendimento
consolidado.

A materialidade está demonstrada pelo boletim de ocorrência, declarações da vítima e


depoimentos colhidos em juízo.

A autoria é induvidosa. A vítima relatou de forma firme e coerente que o acusado a ameaçou
com promessas de mal grave. As testemunhas João Pedro e Rosa Lúcia, ouvidas em juízo,
confirmaram ter ouvido parte das ameaças, destacando o tom agressivo e exaltado do réu no
momento do fato.

A versão do acusado, de que apenas discutiu verbalmente sem proferir ameaças, não encontra
amparo no conjunto probatório.
Assim, os elementos colhidos demonstram adequadamente que o réu ameaçou a vítima por
palavras, ajustando-se sua conduta ao tipo penal do art. 147 do CP:

“Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-
lhe mal injusto e grave.”

Consumado o delito, impõe-se a condenação.

III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE a denúncia para CONDENAR o acusado CARLOS


HENRIQUE SILVA como incurso nas sanções do art. 147 do Código Penal.

Passo à dosimetria.

IV – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA

1ª Fase – Pena-base

Examino as circunstâncias judiciais (art. 59 do CP):

 Culpabilidade: normal à espécie.

 Antecedentes: favoráveis.

 Conduta social: sem elementos negativos.

 Personalidade: nada a valorar.

 Motivos: fúteis, decorrentes de discussão banal.

 Circunstâncias: normais ao tipo.

 Consequências: sem repercussões extraordinárias.

 Comportamento da vítima: não contribuiu para o fato.

Diante dos motivos fúteis (1 circunstância desfavorável), fixo a pena-base em 1 mês e 10 dias
de detenção.

2ª Fase – Agravantes e atenuantes

Não há agravantes.
Aplico a atenuante da confissão parcial espontânea (art. 65, III, “d”), pois o réu admitiu a
discussão, ainda que negando a ameaça.

Reduzo a pena para 1 mês de detenção.

3ª Fase – Causas de aumento/diminuição

Inexistem.
Fixada a pena definitiva em 1 (um) mês de detenção.

Regime

Nos termos do art. 33, § 2º, “c”, CP, o regime inicial é aberto.
Substituição da pena

Inviável a substituição por restritiva de direitos (art. 44, I, CP), pois o crime envolve grave
ameaça.

Suspensão condicional da pena

Possível o sursis (art. 77, CP).


Defiro, condicionando ao cumprimento das obrigações a serem definidas em audiência
admonitória.

V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais.

Após o trânsito em julgado:

– lance-se no BNMP;
– comunique-se à Justiça Eleitoral (art. 15, III, CF);
– expeça-se guia para execução;
– intime-se pessoalmente o réu, o MP e a defesa.

VI – PARTE AUTENTICATIVA

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Presidente Dutra/MA, ___ de ___________ de 2025.

Juiz(a) de Direito

MODELO 2- Roubo

SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

Processo nº [Link]
Comarca de Presidente Dutra/MA
Vara Criminal

I – RELATÓRIO

O Ministério Público do Estado do Maranhão ofereceu denúncia contra JOÃO VICTOR SOUSA,
devidamente qualificado nos autos, imputando-lhe a prática do crime previsto no art. 157,
caput, do Código Penal.

Narra a denúncia que, no dia 14/05/2024, por volta das 22h15, na Avenida Tancredo Neves,
nesta cidade, o denunciado, de forma consciente e voluntária, abordou a vítima Ana Paula
Carvalho, exigindo a entrega de seu aparelho celular, mediante violência consistente em
empurrões e tentativa de arrancar a bolsa.
A vítima, surpreendida e sob grave ameaça verbal (“Entregue agora ou eu te derrubo no
chão”), entregou o celular. O acusado empreendeu fuga, sendo detido por populares alguns
metros adiante, ainda com o objeto subtraído.

O boletim de ocorrência foi lavrado, e o celular foi apreendido em poder do réu.

O acusado foi citado e apresentou defesa preliminar. Na audiência de instrução, foram


ouvidas a vítima e duas testemunhas. O réu foi interrogado, negando o fato.

Em alegações finais, o Ministério Público pugnou pela condenação nos termos da denúncia.
A defesa pediu absolvição por insuficiência de provas.

Vieram os autos conclusos.

É o relatório. Decido.

II – FUNDAMENTAÇÃO

A materialidade está comprovada pelo boletim de ocorrência, pelo termo de apreensão do


celular e pelos depoimentos colhidos em juízo.

A autoria também resta demonstrada. A vítima reconheceu o acusado de forma firme e


coerente, tanto no momento dos fatos quanto em juízo. As testemunhas presenciais
confirmaram a abordagem violenta e a fuga do réu logo após o crime.

O acusado negou a prática delitiva, mas sua versão não encontra qualquer respaldo no
conjunto probatório.

As provas mostram que o réu subtraiu coisa alheia móvel, mediante grave ameaça e
violência, conduta que se enquadra no tipo penal do art. 157, caput, do Código Penal:

"Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a
pessoa."

Portanto, resta configurado o delito de roubo simples, impondo-se a condenação.

III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE a denúncia para CONDENAR o réu JOÃO VICTOR
SOUSA como incurso nas sanções do art. 157, caput, do Código Penal.

Passo à dosimetria.

IV – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (art. 59 e 68 CP)

1ª Fase – Pena-base

Analiso as circunstâncias judiciais:

 Culpabilidade: normal ao tipo.

 Antecedentes: favoráveis.

 Conduta social: nada consta de desabonador.


 Personalidade: sem elementos.

 Motivos: comuns ao delito patrimonial.

 Circunstâncias: normais.

 Consequências: o bem foi recuperado, consequência mínima.

 Comportamento da vítima: neutro.

Todas favoráveis → fixo a pena-base no mínimo legal: 4 (quatro) anos de reclusão e 10 (dez)
dias-multa.

2ª Fase – Atenuantes e Agravantes

Não há agravantes.

Há atenuante da menoridade relativa (réu com 19 anos), art. 65, I, CP.


Reduzo a pena, fixando-a em 3 anos e 6 meses de reclusão e 8 dias-multa.

3ª Fase – Causas de aumento/diminuição

Não há causas de aumento ou de diminuição.

Fica a pena definitivamente fixada em 3 anos e 6 meses de reclusão e 8 dias-multa.

Regime inicial

Nos termos do art. 33, § 2º, “b”, do CP, considerando o quantum da pena e circunstâncias
judiciais favoráveis, fixo o regime SEMIABERTO.

Substituição da pena (art. 44 CP)

Inviável: crime cometido com violência à pessoa.

Sursis (art. 77 CP)

Também inviável: pena superior a 2 anos.

V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais.

Após o trânsito em julgado:

– lance-se no BNMP;
– expeça-se guia de execução penal;
– comunique-se à Justiça Eleitoral (art. 15, III, CF);
– intime-se pessoalmente o réu, o Ministério Público e a defesa.

VI – PARTE AUTENTICATIVA

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Presidente Dutra/MA, ___ de _____________ de 2025.

Juiz(a) de Direito

Com arma de fogo

Abaixo está uma SENTENÇA COMPLETA, já no formato do seu modelo, agora para crime de
ROUBO (art. 157, caput, CP).
Caso queira com majorantes (arma de fogo, concurso, restrição de liberdade, lesão etc.),
posso ajustar.

SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

Processo nº [Link]
Comarca de Presidente Dutra/MA
Vara Criminal

I – RELATÓRIO

O Ministério Público do Estado do Maranhão ofereceu denúncia contra JOÃO VICTOR SOUSA,
devidamente qualificado nos autos, imputando-lhe a prática do crime previsto no art. 157,
caput, do Código Penal.

Narra a denúncia que, no dia 14/05/2024, por volta das 22h15, na Avenida Tancredo Neves,
nesta cidade, o denunciado, de forma consciente e voluntária, abordou a vítima Ana Paula
Carvalho, exigindo a entrega de seu aparelho celular, mediante violência consistente em
empurrões e tentativa de arrancar a bolsa.
A vítima, surpreendida e sob grave ameaça verbal (“Entregue agora ou eu te derrubo no
chão”), entregou o celular. O acusado empreendeu fuga, sendo detido por populares alguns
metros adiante, ainda com o objeto subtraído.

O boletim de ocorrência foi lavrado, e o celular foi apreendido em poder do réu.

O acusado foi citado e apresentou defesa preliminar. Na audiência de instrução, foram


ouvidas a vítima e duas testemunhas. O réu foi interrogado, negando o fato.
Em alegações finais, o Ministério Público pugnou pela condenação nos termos da denúncia.
A defesa pediu absolvição por insuficiência de provas.

Vieram os autos conclusos.

É o relatório. Decido.

II – FUNDAMENTAÇÃO

A materialidade está comprovada pelo boletim de ocorrência, pelo termo de apreensão do


celular e pelos depoimentos colhidos em juízo.

A autoria também resta demonstrada. A vítima reconheceu o acusado de forma firme e


coerente, tanto no momento dos fatos quanto em juízo. As testemunhas presenciais
confirmaram a abordagem violenta e a fuga do réu logo após o crime.

O acusado negou a prática delitiva, mas sua versão não encontra qualquer respaldo no
conjunto probatório.

As provas mostram que o réu subtraiu coisa alheia móvel, mediante grave ameaça e
violência, conduta que se enquadra no tipo penal do art. 157, caput, do Código Penal:

"Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a
pessoa."

Portanto, resta configurado o delito de roubo simples, impondo-se a condenação.

III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE a denúncia para CONDENAR o réu JOÃO VICTOR
SOUSA como incurso nas sanções do art. 157, caput, do Código Penal.

Passo à dosimetria.

IV – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (art. 59 e 68 CP)

1ª Fase – Pena-base

Analiso as circunstâncias judiciais:

 Culpabilidade: normal ao tipo.

 Antecedentes: favoráveis.

 Conduta social: nada consta de desabonador.

 Personalidade: sem elementos.

 Motivos: comuns ao delito patrimonial.

 Circunstâncias: normais.

 Consequências: o bem foi recuperado, consequência mínima.


 Comportamento da vítima: neutro.

Todas favoráveis → fixo a pena-base no mínimo legal: 4 (quatro) anos de reclusão e 10 (dez)
dias-multa.

2ª Fase – Atenuantes e Agravantes

Não há agravantes.

Há atenuante da menoridade relativa (réu com 19 anos), art. 65, I, CP.


Reduzo a pena, fixando-a em 3 anos e 6 meses de reclusão e 8 dias-multa.

3ª Fase – Causas de aumento/diminuição

Não há causas de aumento ou de diminuição.

Fica a pena definitivamente fixada em 3 anos e 6 meses de reclusão e 8 dias-multa.

Regime inicial

Nos termos do art. 33, § 2º, “b”, do CP, considerando o quantum da pena e circunstâncias
judiciais favoráveis, fixo o regime SEMIABERTO.

Substituição da pena (art. 44 CP)

Inviável: crime cometido com violência à pessoa.

Sursis (art. 77 CP)

Também inviável: pena superior a 2 anos.

V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais.

Após o trânsito em julgado:

– lance-se no BNMP;
– expeça-se guia de execução penal;
– comunique-se à Justiça Eleitoral (art. 15, III, CF);
– intime-se pessoalmente o réu, o Ministério Público e a defesa.

VI – PARTE AUTENTICATIVA

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.


Presidente Dutra/MA, ___ de _____________ de 2025.

Juiz(a) de Direito

MODELO 2- Homicídio

SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

Processo nº [Link]
Comarca de Presidente Dutra/MA
Vara Criminal

I – RELATÓRIO

O Ministério Público do Estado do Maranhão ofereceu denúncia contra MARCOS ANTÔNIO


LIMA, devidamente qualificado nos autos, imputando-lhe a prática do crime previsto no art.
121, caput, do Código Penal.

Consta da denúncia que, no dia 10/03/2024, por volta das 19h20, na Rua São Raimundo, bairro
Campo Velho, nesta cidade, o denunciado, após discutir com a vítima Carlos Henrique Sousa,
sacou um facão e desferiu-lhe dois golpes na região torácica, causando-lhe ferimentos graves
que o levaram a óbito momentos depois, conforme atestado no laudo de exame cadavérico.

A Polícia Militar foi acionada por populares e prendeu o acusado nas proximidades, ainda com
a arma utilizada no crime.

Recebida a denúncia, o réu foi citado e apresentou resposta escrita.

Durante a instrução, foram ouvidas três testemunhas presenciais, além da juntada dos laudos
periciais. O acusado, interrogado, alegou que apenas se defendeu, negando intenção de matar.

Em alegações finais, o Ministério Público requereu a condenação. A defesa sustentou legítima


defesa e, subsidiariamente, a desclassificação para lesão corporal seguida de morte.

Vieram os autos conclusos.

É o relatório. Decido.

II – FUNDAMENTAÇÃO

Materialidade e autoria

A materialidade do crime está demonstrada pelo boletim de ocorrência, pelo laudo cadavérico
e pelos relatos das testemunhas presenciais.

A autoria recai de forma segura sobre o acusado.


As testemunhas José Amaro, Raimunda Silva e Pedro Lucas afirmaram que viram o réu golpear
a vítima durante a discussão e que, após esta tentar se afastar, foi perseguida e atingida
novamente.
O próprio acusado admite que desferiu os golpes, restando incontroversa a autoria.

Da inexistência de legítima defesa

A versão defensiva não encontra respaldo no conjunto probatório.


As testemunhas foram uníssonas ao afirmar que a vítima não portava arma e tentou se afastar
da briga, sendo alcançada e golpeada pelo réu.

Não se verifica agressão atual ou iminente por parte da vítima (art. 25 CP), tampouco
moderação na repulsa.

Assim, não há elementos que sustentem legítima defesa.

Tipificação

A conduta do acusado amolda-se ao tipo do art. 121, caput, CP, pois:

 houve dolo direto de matar;

 não há qualificadoras comprovadas nos autos;

 o crime se consumou com o óbito da vítima.

Diante disso, impõe-se a condenação.

III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE a denúncia para CONDENAR o réu MARCOS ANTÔNIO
LIMA nas sanções do art. 121, caput, do Código Penal.

Passo à dosimetria.

IV – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (art. 59 e 68 CP)

1ª Fase – Pena-base

Analiso as circunstâncias judiciais:

 Culpabilidade: gravemente reprovável, pois o réu agiu de forma violenta,


desproporcional e continuada.

 Antecedentes: favoráveis.

 Conduta social: sem desabonos formais.

 Personalidade: nada a valorar.

 Motivos: banais (desentendimento cotidiano).

 Circunstâncias: desfavoráveis, pois o réu perseguiu a vítima após início da discussão.

 Consequências: típicas ao tipo penal (morte).

 Comportamento da vítima: não contribuiu para o fato.


Duas circunstâncias desfavoráveis.
Pena-base fixada em 14 (quatorze) anos de reclusão.

2ª Fase – Atenuantes e Agravantes

Não há agravantes.

Aplico atenuante da confissão parcial (art. 65, III, “d” CP), reduzindo para:
13 (treze) anos de reclusão.

3ª Fase – Causas de aumento e de diminuição

Inexistem.

Pena definitiva: 13 (treze) anos de reclusão.

Regime inicial

Nos termos do art. 33, § 2º, “a”, CP, o regime inicial é FECHADO.

Substituição da pena (art. 44 CP)

Inviável.
Crime doloso contra a vida, com pena superior a 4 anos.

Sursis (art. 77 CP)

Também inviável (pena superior a 2 anos).

V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais.

Após o trânsito em julgado:

– lance-se no BNMP;
– expeça-se guia de execução penal;
– comunique-se à Justiça Eleitoral (art. 15, III, CF);
– intime-se pessoalmente o réu, a defesa e o Ministério Público.

VI – PARTE AUTENTICATIVA

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Presidente Dutra/MA, ___ de ____________ de 2025.


Juiz(a) de Direito

QUALIFICADO

SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

Processo nº [Link]
Comarca de Presidente Dutra/MA
Vara Criminal

I – RELATÓRIO

O Ministério Público do Estado do Maranhão ofereceu denúncia contra LUAN FERREIRA DE


SOUSA, devidamente qualificado nos autos, imputando-lhe a prática do crime previsto no art.
121, §2º, II e IV, do Código Penal.

Consta da denúncia que, no dia 18/02/2024, por volta das 20h10, na Rua José Sarney, bairro
Anjo da Guarda, nesta cidade, o denunciado, motivado por discussão trivial ocorrida minutos
antes, retornou ao local portando uma arma branca (faca) e, de forma repentina e inesperada,
aproximou-se por trás da vítima Carlos Miguel Santos, desferindo-lhe golpes na região torácica,
causando sua morte por hemorragia interna, conforme laudo cadavérico.

O crime teria sido cometido por motivo fútil (uma discussão banal sobre som alto) e mediante
recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida de costas, sem possibilidade de reação.

O acusado foi preso em flagrante pela Polícia Militar nas imediações, com vestígios de sangue
na roupa, confessando informalmente a prática delitiva.

Recebida a denúncia, o réu foi citado e apresentou resposta escrita.

Durante a instrução, foram ouvidas três testemunhas presenciais e juntado laudo de exame
cadavérico. O réu, interrogado, negou intenção de matar, alegando que apenas “quis assustar”.

Em alegações finais, o Ministério Público requereu condenação nos exatos termos da denúncia.
A defesa pediu a desclassificação para homicídio simples ou lesão corporal seguida de morte.

Vieram os autos conclusos.

É o relatório. Decido.

II – FUNDAMENTAÇÃO

Materialidade

Comprovada pelo boletim de ocorrência, pelas fotografias do local, pelos depoimentos e,


especialmente, pelo laudo cadavérico, que indica perfurações letais na região torácica.

Autoria
Incontroversa.
As testemunhas Mateus Andrade e Rita Alves afirmaram que o réu se aproximou
silenciosamente por trás da vítima e a golpeou, fugindo em seguida.
O acusado foi detido instantes depois, ainda com resquícios de sangue.

A negativa em juízo não encontra respaldo probatório.

Qualificadoras

● Motivo fútil – art. 121, §2º, II, CP

A motivação foi uma discussão banal por causa de som alto e irritação momentânea do réu.
A jurisprudência considera isso futilidade caracterizada.

● Recurso que dificultou a defesa da vítima – art. 121, §2º, IV, CP

As testemunhas afirmaram que a vítima estava de costas, sem perceber a aproximação,


impossibilitada de se defender.
Assim, a qualificadora está plenamente caracterizada.

Tipificação

A conduta se ajusta ao homicídio qualificado por duas qualificadoras, sendo ambas de natureza
objetiva e subjetiva amplamente demonstradas.

III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE a denúncia para CONDENAR o réu LUAN FERREIRA DE
SOUSA como incurso nas sanções do art. 121, §2º, II e IV, do Código Penal.

Passo à dosimetria.

IV – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA (art. 59 e 68 CP)

1ª Fase – Pena-base

Analiso as circunstâncias:

 Culpabilidade: elevada – ataque inesperado e direcionado ao tórax.

 Antecedentes: favoráveis.

 Conduta social: nada consta.

 Personalidade: agressiva, segundo relato de testemunhas.

 Motivos: fúteis – discussão banal.

 Circunstâncias: gravíssimas – ataque por trás.

 Consequências: morte da vítima.

 Comportamento da vítima: não contribuiu.

Três circunstâncias desfavoráveis (culpabilidade, motivos e circunstâncias).


Fixo a pena-base em 18 (dezoito) anos de reclusão.

2ª Fase – Atenuantes e Agravantes

Não há agravantes.

Reconheço a atenuante da menoridade relativa (art. 65, I, CP).


Reduzo a pena para 16 (dezesseis) anos de reclusão.

3ª Fase – Causas de aumento ou diminuição

Inexistentes.

Pena definitiva: 16 (dezesseis) anos de reclusão.

Regime inicial

Nos termos do art. 33, § 2º, “a” do CP, o regime inicial é fechado.

Substituição da pena (art. 44 CP)

Inviável por se tratar de crime doloso contra a vida e pena superior a 4 anos.

Sursis (art. 77 CP)

Inviável (pena superior a 2 anos).

V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais.

Após o trânsito em julgado:

– lance-se no BNMP;
– expeça-se guia de execução;
– comunique-se à Justiça Eleitoral (art. 15, III, CF);
– intime-se pessoalmente o réu, o MP e a defesa.

VI – PARTE AUTENTICATIVA

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Presidente Dutra/MA, ___ de _______________ de 2025.


Juiz(a) de Direito

Tentado

SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

Processo nº [Link]
Comarca de Presidente Dutra/MA
Vara Criminal

I – RELATÓRIO

O Ministério Público do Estado do Maranhão ofereceu denúncia contra RENAN ALVES DA


SILVA, devidamente qualificado nos autos, imputando-lhe a prática do crime previsto no art.
121, §2º, II e IV, c/c art. 14, II, do Código Penal.

Consta da denúncia que, no dia 14/07/2024, por volta das 22h15, na Rua do Comércio, bairro
Palmeira, nesta cidade, o denunciado, motivado por discussão trivial ocorrida minutos antes,
aproximou-se da vítima André Luiz Santos por trás e desferiu-lhe três golpes de faca na região
das costas e ombro, apenas não consumando o homicídio porque a vítima foi socorrida
rapidamente por populares e recebida no hospital municipal, onde recebeu atendimento
emergencial, conforme laudo de lesões corporais.

O réu fugiu do local, sendo preso horas depois pela Polícia Militar.

Recebida a denúncia, o acusado foi citado e apresentou defesa preliminar.

Em audiência de instrução, foram ouvidas a vítima, duas testemunhas presenciais e uma


testemunha policial. O réu foi interrogado, alegando legítima defesa.

O Ministério Público requereu a condenação. A defesa pediu absolvição ou desclassificação


para lesão corporal.

Vieram os autos conclusos.

É o relatório. Decido.

II – FUNDAMENTAÇÃO

Materialidade

Comprovada pelo boletim de ocorrência, pelo laudo de lesões corporais, fotografias e demais
elementos juntados aos autos.

Autoria

A vítima reconheceu o acusado como autor dos golpes.


As testemunhas Paulo Ricardo e Mara Lúcia confirmaram que o réu se aproximou por trás,
sem aviso, desferindo os golpes de faca.
O laudo confirma que as lesões foram perfurantes, graves e potencialmente letais, compatíveis
com tentativa de homicídio.

O réu negou a intenção homicida, mas sua versão não encontra qualquer respaldo.

Qualificadoras comprovadas

● Motivo fútil – art. 121, §2º, II, CP

A discussão foi motivada por uma divergência banal sobre vaga de estacionamento.
A jurisprudência é pacífica em reconhecer futilidade em situações assim.

● Recurso que dificultou a defesa da vítima – art. 121, §2º, IV, CP

A vítima estava de costas, sem ter sequer percebido a aproximação do agressor.

As testemunhas foram unânimes nesse ponto.


A surpresa impede qualquer reação eficaz e configura a qualificadora.

Tentativa – art. 14, II, CP

O réu desferiu golpes em região vital, evidenciando animus necandi.

A morte somente não ocorreu por circunstâncias alheias à vontade do agente: socorro médico
imediato.

Assim, a tipificação correta é de homicídio qualificado tentado.

III – DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE a denúncia para CONDENAR o réu RENAN ALVES DA
SILVA nas sanções do art. 121, §2º, II e IV, c/c art. 14, II, do Código Penal.

Passo à dosimetria.

IV – INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA

1ª Fase – Pena-base

Analiso as circunstâncias judiciais:

 Culpabilidade: elevada — golpes múltiplos em região vital.

 Antecedentes: favoráveis.

 Conduta social: nada a desabonar.

 Personalidade: não avaliada.

 Motivos: fúteis.

 Circunstâncias: graves — ataque pelas costas.

 Consequências: lesões graves.

 Comportamento da vítima: neutro.


Duas circunstâncias desfavoráveis (motivos e circunstâncias).

Fixo a pena-base em 16 (dezesseis) anos de reclusão.

2ª Fase – Atenuantes e Agravantes

Não há agravantes.

Reconheço a atenuante da menoridade relativa (art. 65, I, CP).


Reduzo a pena para 14 (quatorze) anos de reclusão.

3ª Fase – Causa de diminuição – Tentativa (art. 14, II, CP)

O iter criminis foi intenso: golpes múltiplos, região vital, surpreendendo a vítima.
A vítima só sobreviveu por socorro rápido, não por desistência do agressor.

Aplico o redutor mínimo de 1/3.

14 anos ÷ 3 = 4 anos e 8 meses


14 anos – 4 anos e 8 meses = 9 anos e 4 meses de reclusão.

Pena definitiva: 9 (nove) anos e 4 (quatro) meses de reclusão.

Regime inicial

Nos termos do art. 33, §2º, “a”, CP, fixo o regime inicial fechado.

Substituição da pena (art. 44, CP)

Inviável.
Crime doloso contra a vida + pena superior a 4 anos.

Sursis (art. 77, CP)

Inviável — pena superior a 2 anos.

V – DISPOSIÇÕES FINAIS

Condeno o réu ao pagamento das custas processuais.

Após o trânsito em julgado:

– lance-se no BNMP;
– expeça-se guia para execução penal;
– comunique-se à Justiça Eleitoral (art. 15, III, CF);
– intime-se pessoalmente o réu, a defesa e o MP.
VI – PARTE AUTENTICATIVA

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Presidente Dutra/MA, ___ de _______________ de 2025.

Juiz(a) de Direito

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