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Equações Diferenciais Ordinárias: Orientador: Prof. Dr. André L. C. Da Silva

O documento aborda Equações Diferenciais Ordinárias (EDOs), que são equações envolvendo uma função desconhecida e suas derivadas, utilizadas para modelar fenômenos dinâmicos. Exemplos incluem o oscilador harmônico forçado e a resolução de Problemas de Valor Inicial (PVI) através do Método de Euler, que aproxima soluções numéricas. O texto também propõe exercícios práticos para aplicar os conceitos discutidos.

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O documento aborda Equações Diferenciais Ordinárias (EDOs), que são equações envolvendo uma função desconhecida e suas derivadas, utilizadas para modelar fenômenos dinâmicos. Exemplos incluem o oscilador harmônico forçado e a resolução de Problemas de Valor Inicial (PVI) através do Método de Euler, que aproxima soluções numéricas. O texto também propõe exercícios práticos para aplicar os conceitos discutidos.

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Equações Diferenciais Ordinárias

Orientador: Prof. Dr. André L. C. da Silva

Pontífica Universidade Católica de Goiás - PUCGO


Escola Politécnica e de Artes

1 de dezembro de 2025

Autor Equações Diferenciais Ordinárias 1 de dezembro de 2025 1 / 14


Introdução

Equações diferenciais Ordinárias


As Equações Diferenciais Ordinárias (EDOs) são equações que envolvem uma
função desconhecida e suas derivadas.

ay (n) + an−1 y (n−1) + · · · + a0 = f (x, t) (1)

onde ak são constantes e y (k) sãs as derivadas de y(x).

Elas dependem de apenas uma variável independente, diferindo das


equações diferenciais parciais ou EDPs.
São usadas para representar fenômenos que mudam com o tempo ou
outra variável, como temperatura, velocidade ou população.
Resolver uma EDO significa encontrar uma função que satisfaça a
equação e, quando necessário, as condições iniciais.
As EDOs são fundamentais para modelagem e análise de sistemas
dinâmicos em diversas áreas da ciência e engenharia.

Autor Equações Diferenciais Ordinárias 1 de dezembro de 2025 2 / 14


Introdução

Exemplo de uma EDO: Oscilador harmônico forçado


Considere a equação,

d2 x dx
2
+ 2γ + ω0 x = Ω cos(x + ωt).
dt dt
A equação acima representa um oscilador harmônico forçado escrito na forma
normalizada. A seguir, descrevemos o significado de cada coeficiente:

a = d2 x/dt2 e v = dx/dt representa a aceleração e a velocidade do sistema;


2γ é o termo de amortecimento por unidade de massa; γ > 0 controla a
taxa de dissipação de energia;
ω0 é a frequência natural não amortecida do sistema; ω é a frequência da
excitação externa no argumento do cosseno;
O termo Ω é a amplitude da força externa aplicada ao sistema, já
normalizada pela massa: F0 /m;

Autor Equações Diferenciais Ordinárias 1 de dezembro de 2025 3 / 14


Introdução

Operador do Oscilador harmônico forçado


A equação pode ser escrita na forma de operador,

d2 d
O(2) x = Ω cos(x + ωt) → O(2) = + 2γ + ω0
dt2 dt
onde O é o operador linear do oscilador harmônico forçado.

Observação. Quando a força externa é dada por Ω cos(x + ωt), o argumento


do cosseno depende da própria variável x(t), o que torna a equação não linear.
Isso modifica o comportamento do sistema e pode gerar fenômenos como
respostas complexas ou caos. Caso se deseje uma força puramente periódica
independente de x, usa-se normalmente Ω cos(ωt) ou Ω cos(ϕ + ωt).

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O Problema PVI

Equação de um Problema de Valor Inicial (PVI)


( ′
y = f (x, y),
y(x0 ) = y0 .

Os PVIs envolve uma equação diferencial ordinárias (EDO) juntamente com


uma condição que especifica o valor da solução em um ponto inicial x0 . Isso
significa que buscamos uma função y(x) que satisfaça simultaneamente a EDO
e o valor imposto no ponto inicial x0 . Esse problema também é chamado de
problema de Cauchy.

Exemplo: Considere o problema PVI


( ′
y = 2y,
y(0) = 3.

Autor Equações Diferenciais Ordinárias 1 de dezembro de 2025 5 / 14


Solução de um PVI

Exemplo: Considere o PVI,


( ′
y = 2y,
y(0) = 3.

A solução geral da equação por integração é,


Z Z
dy dy
= 2y = 2 dx ln y = 2x + C
dx y

logo, y = Ce2x , mas a condição inicial determina a constante C = 3. Assim, a


solução do PVI é
y(x) = 3e2x .
Observação: Os PVIs são essenciais na modelagem de sistemas em que o estado
inicial é conhecido, como a posição inicial de um objeto ou a temperatura inicial
de um corpo.

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Método de Euler

O Método de Euler utiliza de equações recursivas para determinar a solução


de equações diferenciais ordinárias - EDOs.

Observações
Muitos fenômenos reais, como aquecimento de objetos ou crescimento
populacional, são modelados por equações diferenciais.
Nem sempre é possível encontrar a solução exata dessas equações de
forma analítica.
Métodos numéricos, como o método de Euler, permitem aproximar a
solução passo a passo.
Um exemplo comum é a variação da temperatura de um objeto que troca
calor com o ambiente.
Com o método de Euler, podemos estimar como a temperatura evolui ao
longo do tempo mesmo sem a solução exata.

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Método de Euler

Formulação Geral
O método de Euler é um procedimento numérico simples para aproximar
soluções do tipo PVI. A ideia central do método é usar a derivada como
taxa de variação, aproximando a solução por segmentos de reta tangentes
ao gráfico da função.
A fórmula de iteração do método de Euler é dada por

yn+1 = yn + h f (xn , yn ),

onde h é o passo e (xn , yn ) é a aproximação atual.


Valores de passos menores (h pequeno) geralmente produzem maior
precisão, porém aumentam o custo computacional.

Observação: O método de Euler é a base para métodos mais avançados, como


Euler aperfeiçoado, Heun e Runge–Kutta, servindo como ponto de partida
para entender técnicas numéricas mais precisas.

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Exemplo de solução do Método de Euler

Equação de PVI
Considere o PVI, (
y ′ = −2y + x,
y(0) = 1.
Obtenha sua solução pelo algoritmo de Euler.

Determine:
label= A equação recursiva de Euler;
lbbel= A solução numérica para passos de h = 0, 1.
lcbel= Crie uma tabela de comparação entre as soluções exata e aproximada.
ldbel= Crie também uma coluna com o erro cometido.

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Exemplo de solução do Método de Euler
label= Para¨f (x, y) = −2y + x a equação recursiva de Euler ser á:

yn+1 = yn + h f (xn , yn ) = yn + h − 2yn + xn .

Em forma explícita:

yn+1 = (1 − 2h) yn + h xn .

lbbel= A solução exata é:


1 1 5
y(x) =x − + e−2x .
2 4 4
Usando passos h = 0, 1, y0 = 1 e xn = (0, 1)n obtemos a seguinte tabela,

n xn yn yn+1 yex (xn ) |yex (xn ) − yn |


0 0.0 1.000000 0.800000 1.000000 0.000000
1 0.1 0.800000 0.650000 0.823413 0.023413
2 0.2 0.650000 0.540000 0.687900 0.037900
3 0.3 0.540000 0.462000 0.586015 0.046015
4 0.4 0.462000 0.409600 0.511661 0.049661

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Gráfico da solução

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Exercícios Propostos
label=a) Considere o PVI, (
y ′ = y − x,
y(0) = 1.
Use o método de Euler com passo h = 0.1 para calcular y1 , y2 e y3 .
lbbel=b) Considere o PVI, (
y ′ = −3y + 2,
y(0) = 0.
Aplique o método de Euler com passo h = 0.2 e determine os valores
aproximados de y1 , y2 e y3 . Compare com a solução exata
y(x) = 23 1 − e−3x .
lcbel=c) Um tanque contém uma solução cuja concentração y(t) satisfaz
(
dy
dt = 5 − 0.5 y,
y(0) = 0.

Use o método de Euler com passo h = 0.1 para aproximar y1 , y2 e y3 .


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Exercícios Propostos

Uma população de bactérias cresce de acordo com a equação


label=a)

(
P ′ = 0.5 P,
P (0) = 100.

Use o método de Euler com passo h = 0.2 para calcular P1 , P2 e P3 .


Compare com a solução exata P (t) = 100e0.5t .
A velocidade de um objeto em queda com resistência do ar é modelada
lbbel=b)

por (
v ′ = 9.8 − 0.1 v,
v(0) = 0.
Aplique o método de Euler com passo h = 0.2 para calcular v1 , v2 e v3 .
Compare os valores com a solução exata v(t) = 98(1 − e−0.1t ).

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Exercícios Propostos

Um carro parte do repouso e sua aceleração depende da velocidade


label=a)

segundo (
v ′ = 2 − 0.1 v,
v(0) = 0.
Aplique o método de Euler com passo h = 0.5 para calcular v1 , v2 e v3 .
Compare os resultados com a solução exata v(t) = 20(1 − e−0.1t ).
A temperatura T (t) de um objeto que esfria segundo a lei de Newton do
lbbel=b)

resfriamento é modelada por


(
T ′ = −0.3(T − 20),
T (0) = 100.

Use o método de Euler com passo h = 0.5 para calcular T1 , T2 e T3 .


Compare os resultados com a solução exata T (t) = 20 + 80 e−0.3t .

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