LIVROMDP
LIVROMDP
PAI
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CULAS
EESC-USP
Painéis de Partículas de Média
Densidade (MDP)
Fabricação e Caracterização
Pós-Doutoranda
MARIA FÁTIMA DO Departamento de Eng. de Estruturas
NASCIMENTO Escola de Engenharia de São Carlos
Universidade de São Paulo
Professor Titular
FRANCISCO ANTONIO Departamento de Eng. de Estruturas
ROCCO LAHR Escola de Engenharia de São Carlos
Universidade de São Paulo
Professor Adjunto
ANDRÉ LUIS
Departamento de Engenharia Civil
CHRISTOFORO
Universidade Federal de São Carlos
ASSESSORIA ADMINISTRATIVA
Marcelo Areias Trindade
Marcelo Areias Trindade
CAPA
Maria Fernanda Nóbrega
Vinícius Gonçalves Garcia
APRESENTAÇÃO................................................................................... 6
1. INTRODUÇÃO.................................................................................... 7
2. GENERALIDADES............................................................................. 9
3. PROCESSO DE FABRICAÇÃO DOS MDP´s................................ 16
3.1. Toras.................................................................................................. 16
3.2. Descascamento da tora.................................................................... 17
3.3. Produção das partículas.................................................................. 17
3.4. Secagem das partículas.................................................................... 17
3.5. Classificação das partículas............................................................ 18
3.6. Tipos de Adesivos............................................................................. 19
3.6.1. Acetato de Polivinila (PVA).................................................. 19
3.6.2. Fenol Formaldeído (FF)........................................................ 19
3.6.3. Resorcinol Formaldeído (RF)............................................... 20
3.6.4. Melamina Formaldeído (MF)............................................... 20
3.6.5. Uréia Formaldeído (UF)........................................................ 20
3.6.6. Difenilmetano Diisocianato (MDI)....................................... 21
3.7. Mistura das partículas e adesivo – encolagem das partículas..... 21
3.8. Formação do colchão ou distribuição das partículas................... 22
3.9. Prensagem dos painéis..................................................................... 23
3.10. Acondicionamento e operações de acabamento.......................... 23
3.11. Estoque............................................................................................ 24
4. ATUALIDADES SOBRE A PRODUÇÃO DOS MDP´s.................. 25
5. CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS MDP’s............. 37
5.2.1. Caracterização física.................................................................. 37
[Link]. Densidade aparente............................................................ 37
[Link]. Teor de umidade................................................................. 38
[Link]. Inchamento em espessura e absorção de água................. 39
[Link]. Razão de compactação....................................................... 40
[Link]. Coeficiente de esbeltez........................................................ 41
5.2.2. Caracterização mecânica........................................................... 42
[Link]. Flexão................................................................................... 42
[Link]. Tração perpendicular às faces ou adesão interna............ 43
[Link]. Tração paralela às faces..................................................... 45
[Link]. Arrancamento de parafuso................................................ 45
5.2.3 Ensaio de intemperismo.............................................................. 47
[Link]. Artificial ou envelhecimento artificial e natural.............. 47
5.2.4. Resistência a abrasão................................................................. 50
5.2.5. Dureza Janka.............................................................................. 51
5.3. Classificação do MDP................................................................... 53
6. APLICAÇÕES DOS MDP’s............................................................... 55
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................. 62
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................... 63
LISTA DE FIGURAS.............................................................................. 69
LISTA DE TABELAS.............................................................................. 71
ANEXO...................................................................................................... 72
Apresentação
Espera-se receber dos leitores desta obra as sugestões para que as futuras edições
contemplem a inserção de novas informações e detalhes a respeito do assunto,
valorizando e ampliando o trabalho até aqui desenvolvido.
Sem este apoio, não teria sido possível a consecução deste trabalho.
6
Capítulo 1
INTRODUÇÃO
7
aproveitar os resíduos largamente disponíveis nesses locais, como também pela
considerável redução do custo do transporte dos produtos.
Neste contexto, reconhece-se a importância de serem disseminadas informações
relativas à fabricação dos produtos à base de madeira, no sentido de formar
profissionais, em diferentes áreas, com melhor embasamento teórico e prático.
Tais profissionais serão os futuros interveneintes nos processos produtivos e,
deste modo, poderão colaborar de modo mais efetivo para a melhoria desses
processos, cujos benefícios para a nação se constituem em fatos altamente
desejáveis.
8
Capítulo 2
GENERALIDADES
Segundo Kollmann et al. (1975), a ideia de produzir chapas de partículas
vem sendo desenvolvida ao longo da história. A origem das chapas de madeira
aglomerada tem sua primeira patente em 1901 (USP Watson, sob o número
796545). Outras patentes foram se sucedendo a partir de 1929, 1930/36/37, 1940
e 1942, sob o número DRP 967328 Fahrni. Nos anos 40, a primeira produção de
chapas de partículas de madeira se efetivou na Alemanha.
Devido à escassez de madeira na 2a Guerra, na Alemanha, durante o ano
1941, foi criada a primeira planta para a produção de chapas de partículas de
madeira aglomerada. As partículas procediam de resíduos cortados com o auxílio
de moinhos, os quais produziam lascas grossas.
Em 1943, iniciou-se, com duas pequenas empresas, a produção de chapas
de partículas utilizando resíduos de serragem. Em 1944, com a evolução
tecnológica, desenvolveram-se as primeiras máquinas para a indústria de chapas
de partículas.
Em 1946, a indústria aeronáutica se mostrou interessada na utilização de
chapas de partículas. Evidentemente, as chapas a serem utilizadas deveriam ser
de alta qualidade e, nesse momento, iniciou-se a preocupação com a espessura,
tipo de adesivo, densidade e resistência das chapas.
A partir daí, os aperfeiçoamentos na fabricação das chapas de partículas
direcionaram-se em escala crescente através da automatização e preocupação
com a qualidade. Neste momento, a nova utilização das chapas como divisórias
foi impulsionada, e cogitou-se sua aplicação em faces externas de residências e
construções comerciais.
Em 1967, a indústria de chapa de partículas já havia se expandido por toda
a Europa, Norte da América, União Soviética, Japão, América Latina e África.
9
Atualmente, a produção de Chapas de Partículas continua abrangendo a Europa,
Alemanha, EUA, América do Sul, incluindo o Brasil.
De acordo com BNDES (2003), no Brasil, no início da década de 70, o
segmento produtor de painéis de chapas de partículas aglomeradas expandiu
consideravelmente sua capacidade, tendo como estímulos, as expectativas
favoráveis sobre a demanda, bem como os incentivos concedidos pelo Conselho
de Desenvolvimento Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio (CDI).
A partir de 1991, com o crescimento expressivo da demanda de chapas de
partículas de aglomerado houve a necessidade de importação do produto devido
ao aumento de renda per capita bem como a incorporação de consumidores de
móveis populares. Atualmente esta situação já se encontra equilibrada, haja vista
a exportação, por indústrias conceituadas, de chapas de partículas de aglomerado.
Diagnósticos realizados sobre fatores de competitividade do setor
moveleiro induzem para a necessidade de modernização e aumento da
concorrência na indústria fornecedora de matéria-prima. A instalação de novas
unidades produtoras de painéis, tecnologicamente atualizadas, especialmente no
que diz respeito à indústria moveleira, já representa o aumento da oferta de
chapas a preços mais adequados. A Figura 1 mostra os principais polos
produtores de produtos derivados de madeira – chapas de partículas de madeira
aglomerada, enquanto que a Figura 2 apresenta o cenário das empresas
Brasileiras que fabricam e comercializam painéis MDP. Cabe ressaltar que a
denominação atual de chapas de partículas de madeira aglomerada é MDP
(Medium Density Particleboard).
10
Figura 1 - Localização dos principais polos de fabricação de produtos derivados
de madeira do Brasil. Fonte: ABIPA 2009.
11
com resinas naturais ou sintéticas, termofixas, sob a ação de pressão e calor. A
geometria das partículas e sua homogeneidade, os tipos de adesivos, a densidade
e os processos de fabricação podem ser modificados para produzir produtos
adequados aos usos fins específicos. Durante o processo de fabricação, podem
ainda ser incorporados aditivos para prover painéis de características especiais”.
Maloney (1977) definiu madeira aglomerada como sendo formada por
partículas (Figura 3) de madeira de várias dimensões, impregnadas de resinas
sintéticas (adesivos industrializados) e naturais (tanino), prensadas sob a ação do
calor. A madeira a ser utilizada na produção das chapas pode ser de baixa e
média densidade. Na formação das chapas considera-se o teor de umidade, a
temperatura, a pressão, a resistência mecânica e a aplicabilidade (interna e
externa).
A matéria-prima pode ser:
- Material florestal proveniente de desbaste e poda;
- Resíduos industriais grosseiros, tais como costaneiras, sobras de destopo,
miolos de toras laminadas etc;
- Resíduos industriais finos, tais como pó de serra e cavacos de plaina;
- Cavacos de madeira do beneficiamento de indústria de móveis e carpintaria;
- Materiais lignocelulósicos como bagaço de cana, palha de arroz e outros
resíduos agrícolas puros ou misturados com partículas de madeira.
(a) (b)
Figura 3 - Partículas: flocos (a) e lascas (b).
12
A granulometria das partículas influencia na classificação dos painéis, os
quais podem ser divididos em chapas homogêneas (Figura 4a) e de camadas
múltiplas (Figura 4b). Nas primeiras, as partículas com granulometria variada
apresentam-se na mesma proporção, resultando numa única operação na
formação do colchão. As chapas de camadas múltiplas são formadas por três ou
mais camadas. As partículas constituintes são distribuídas em operações
sucessivas, simetricamente em relação a uma camada central. Estas são formadas
de partículas maiores, sendo as menores dispostas nas camadas externas
(TONISSI, 1988).
(a) (b)
Figura 4 - Chapas: homogêneas (a) e heterogêneas (b).
13
Figura 5 - Cavacos tipo flocos.
14
Figura 7 - Cavacos tipo lascas (Slivers).
15
Capítulo 3
PROCESSO DE FABRICAÇÃO DOS MDP´s
A fabricação das chapas de partículas envolve uma série de operações, a
saber: picagem e secagem das partículas; resinagem das partículas em
misturador, formação do colchão para a prensagem a quente ou a frio;
esquadrejamento com serras circulares e lixamento final. Olmos (1992), Oliveira
e Freitas (1995), Moslemi (1974); Kollmann, Kuenzi e Stamm (1975), Maloney
(1977), Hillig (2000), Trianoski (2010) e Silva (2012) discutem as etapas do
processo de fabricação:
3.1. Toras
A produção de painéis MDP envolve as etapas a seguir: pátio de toras,
descascamento da madeira, geração de cavacos, geração de flakes, secagem,
classificação, encolagem, formação do colchão, pré-prensagem e prensagem,
acondicionamento, acabamento, estocagem e expedição.
Ao chegar ao pátio da fábrica, as toras (Figura 8) são armazenadas para que
haja homogeneidade na umidade do material.
16
3.2. Descascamento da tora
Após essa etapa é retirada a casca, responsável por aproximadamente 10% a
17% do volume da madeira. Os equipamentos empregados nesta operação podem
ser móveis ou estacionários, com capacidades e volume específicos e com métodos
de operações diferentes como tambor rotativo de fricção (Figura 9); jateadores de
água a alta pressão; correias; anel e cabeça atritante. O descascador de tambor
promove a fricção entre as toras pelo movimento de suas partes internas fazendo
com que a casca seja removida.
17
para teores de 5% a 12%. O teor de umidade depende do tipo de resina empregada
e irá influenciar, sobretudo, no tempo de prensagem dos painéis, além ser
dependente da espécie empregada e espessura das partículas. O equipamento mais
comum para este tipo de operação industrial é o secador de tambor rotativo, de um
ou três passos, no qual as partículas são secas sob temperatura e corrente de ar.
18
3.6. Tipos de Adesivos
A classificação dos adesivos utilizados na fabricação dos painéis considera
em dois grupos básicos:
- Adesivos de origem natural: nesta categoria destacam-se o animal, amido,
caseína, albumina de proteína vegetal, mamona e o tanino (proveniente em
algumas espécies de vegetais);
- Adesivos de origem sintética: nesta categoria destacam-se ureia, resorcinol,
fenol, melanina e polivinil.
Os adesivos sintéticos dividem-se em:
- À prova dágua: Fenol Formaldeído; Resorcinol Fenol Formaldeído; Melanina
Formaldeído e Isocianato;
- Resistente à água: Ureia formaldeído; Acetato de polivinila modificado;
- Não resistente à água: Acetato de polivinila.
Os adesivos são classificados quanto ao tempo de cura e à temperatura
utilizada. Os adesivos de alta temperatura superam os 90OC. Já os de temperatura
média estão entre 30oC e 90oC, e os de temperatura baixa estão abaixo de 30oC.
19
- Resiste ao ataque biológico (fungos e cupins);
- Resiste à ação química dos grupos agressivos como álcalis, preservativos de
madeira e óleos;
- Teor de umidade deve ser mantido dentro de uma faixa relativamente estreita;
- Infiltra-se nas partículas de madeira fina e porosa;
- Apresenta linha de colagem de coloração escura.
20
- Cura à temperatura ambiente ou à alta temperatura (130oC a 200oC);
- Sua coloração é clara e possibilita a combinação com extensores de origem
vegetal para reduzir ainda mais seu custo;
- Não resiste a um ambiente muito úmido e quente;
- Sua vida útil no estado líquido é muito limitada (no máximo 90 dias em
temperatura ambiente). Quando armazenada à temperatura de 4 a 6oC, a vida útil
passa de 6 meses para 8 meses.
21
para geração de energia. Para misturas homogêneas utiliza-se apenas um
misturador. Para chapas com densidade variável são necessários misturadores de
miolo e de superfície. As partículas já resinadas são enviadas ao estoque
regulador intermediário antes de serem encaminhadas à estação formadora de
colchão. Em 99% das empresas os adesivos utilizados são os sintéticos. O mais
aplicado é o composto de ureia formaldeído (UF) + catalisador (cloreto ou
sulfato de amônia) e a emulsão de parafina que auxilia nas propriedades de
inchamento e absorção do painel. A aplicação do adesivo (um dos principais
componentes do painel) com viscosidade ideal nas partículas é realizada em
grande parte por pulverização dentro das encoladeiras, para que haja uma
uniformidade na aplicação. Normalmente são utilizados dois equipamentos: um
para pulverização de CI e outro para pulverização de CE. Nos painéis de partículas
heterogêneas, ou de múltiplas camadas, os adesivos são aplicados nas partículas de
diferentes tamanhos separadamente.
22
3.9. Prensagem dos painéis
O colchão localizado em cima das esteiras transportadoras segue até a
prensa contínua, ocorrendo a consolidação por meio da aplicação de pressão e
temperatura de forma a promover as reações de cura da resina. Anteriormente à
prensagem, ocorre a pré-prensagem, onde há uma previa compactação do colchão
para que haja a retirada de ar localizado no interior do colchão. Usualmente o
tempo varia de 15 a 20 segundos para cada milímetro da chapa, pressão de 4MPa
e a temperatura entre 170oC e 190oC. Os ciclos de prensagem dependem de
fatores tais como o teor de umidade das partículas (3% a 6%), tipo de resina,
espessura da chapa, a temperatura da prensa, do tempo de prensagem e do tempo
de fechamento dos pratos.
23
3.11. Estoque
Segundo Silva (2012), o estoque dos painéis é feito nos galpões cobertos de
grandes dimensões. São agrupados em pilhas com altura típica de 600 mm. São
utilizados caminhões e empilhadeiras para melhor manuseio dos painéis.
Diversos parâmetros definem a qualidade das chapas de madeira
aglomerada, dentre eles podem ser citados a qualidade da madeira empregada, em
relação as suas características como densidade, espécie, acidez, extrativos, em
relação aos insumos utilizados (adesivos, aditivos) e quanto às características do
processo, como geometria, tamanho, distribuição das partículas e o teor de
umidade das mesmas. A Figura 10 mostra o processo geral de fabricação de
painéis MDP.
24
Capítulo 4
ATUALIDADES SOBRE A PRODUÇÃO DOS MDP´s
A evolução do processo tecnológico com uso de prensas contínuas,
modernos classificadores de partículas, resinas de última geração e complexos
softwares de controle de processo resultaram num aprimoramento do painel
ofertado ao mercado. A modernização do processo permite perfeita distribuição
das camadas de partículas de madeira resultando um painel com maior
homogeneidade e estabilidade, assegurando um acabamento superior nos
processos de pintura, impressão e revestimentos, evidenciando o potencial da
capacidade instalada das empresas brasileiras (Tabela 1).
25
de Partículas de Média Densidade no setor florestal, por meio de algumas
discussões relacionadas às especificações e normatização deste produto que
visam o desenvolvimento de novas tecnologias, bem como melhorias em todo
processo produtivo, de forma a se proporcionar qualidade ao produto final.
Dentre os produtos à base de madeira, os painéis aglomerados vêm
apresentando uma das maiores taxas de crescimento, tanto mundial quanto
nacionalmente, em função da quantidade de produtos disponíveis e facilidades na
aplicação para os mais variados fins. As Figuras 11 e 12 apresentam números do
setor de painéis, destacando-se os aglomerados.
26
Figura 12 – Produção mundial de painéis de madeira nos últimos 10 anos. Fonte:
FAO (2010).
27
quantidade de resina necessária. Através da passagem contínua, a distribuição
das partículas de madeira com cola nas três formadoras, duas para camadas
externas e uma para camada interna, forma o colchão. Este colchão é
transportado por uma esteira para a pré-prensa (Figura 13b).
(a) (b)
(c) (d)
Figura 13 - Chapas de Aglomerado - Pré-Prensagem: painel acabado (a), esteira
(b), estocagem (c) e monitoramento (d). Fonte: Berneck A Marca da Madeira.
28
altas temperaturas e pressão hidráulica, oito chapas simultaneamente são
prensadas e encaminhadas à climatização.
Equipamentos são controlados eletronicamente, transportam as chapas já
prensadas para a climatização onde, depois de empilhadas em pallets,
permanecem para absorver a umidade ambiente e esfriar completamente num
ciclo de aproximadamente trinta horas. Após a secagem, as chapas são analisadas
em laboratório e depois liberadas para seguirem para o acabamento final. As duas
faces externas da chapa são lixadas simultaneamente por meio de três máquinas
com lixas grossa, média e ultrafina. Após o esquadrejamento de precisão
milimétrica, as chapas são devidamente acabadas (Figura 14).
29
Encaminhamento das toras de Pinus e /ou
Eucalipto para picagem em um picador que as
transformam em partículas de madeira.
30
Encoladeira para distribuir o adesivo aos
cavacos.
Acabamento.
31
Os polos moveleiros são os principais mercados consumidores de MDP.
De 80% a 90% da produção são destinados à fabricação de móveis. A localização
das empresas produtoras de móveis é nas regiões Sul e Sudeste do País.
Atualmente as principais empresas que dominam o mercado são: Berneck
S/A Painéis e Serrados, Duratex S/A, Eucatex S/A Indústria e Comércio, Arauco
S/A, Bonet Madeiras e Papéis, Berneck A Marca da Madeira, Fibraplac
Tecnologia em Painéis e Masisa Mais Confiança. As principais matérias-primas
utilizadas são provenientes de espécies de reflorestamento dos gêneros Pinus e
Eucalipto.
No que se refere à tecnologia dos equipamentos utilizados na fabricação
de chapas partículas de madeira aglomerada, no Brasil, as antigas prensas
ocupam 80% da capacidade nominal das empresas (Tabela 2).
32
Tabela 2 - Tipos de produtos, localização e capacidade nominal instalada de
empresas no Brasil. Fonte: Mendes e Albuquerque (2000).
CAPACIDADE
EMPRESA LOCALIZAÇÃO PRODUTO INSTALADA
(m3/ano)
BERNECK Paraná Aglomerado 280.000/* 400.000
33
comparação com o mês de setembro. A Espanha aumentou em 49,4% a compra
do móvel brasileiro. O país espanhol importou de janeiro a outubro US$
49.779.806 em mobiliário.
Entre os principais produtores de painéis de partículas de madeira
aglomerada destacam-se a Alemanha, com 17% da produção mundial, e os EUA,
com 14%. O Brasil detém apenas 2% da fabricação de chapas de madeira
aglomerada. O consumo de aglomerado sem revestimento caiu 2,2% ao ano,
todavia o aglomerado revestido aumentou 4,4% ao ano entre 1990 e 1998, como
mostram os dados contidos na Tabela 3 e no gráfico ilustrado pela Figura 16.
Tabela 3 - Consumo mundial de painéis MDP (m3). Fonte: Valença et al. (2000).
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998
A.s/R
26.860 24.740 23.827 23.368 23.108 23.483 22.734 22.326 22.432
A.R. 23.820 23.770 25.813 27.432 28.243 29.887 30.136 30.126 33.648
Total 50.680 48.510 49.640 50.800 51.351 53.370 52.870 54.452 56.080
A. s/ R: Aglomerado sem revestimento
A.R.: Aglomerado revestido
34
Figura 16 – Consumo per capita de MDP em 2012. Fonte: ABIPA (2013).
DURATEX:
- Chapa de aglomerado de 10 mm = US$ 15,87/m2;
- Chapa de Aglomerado de 15 mm = US$ 20,36/m2;
- Dimensão mais usual: 1,83m×2,75m;
- Aproximadamente 75% Pinus, 25% Eucalipto.
EUCATEX:
- Chapa de aglomerado de 12 mm = US$ 21,69/m2;
- Chapa de aglomerado de15 mm = US$ 24,10/m2;
- Dimensão mais usual: 2,75m×1,85m.
35
FORTIPLAC:
- Chapa de aglomerado de 10 mm = US$ 146,12/chapa;
- Chapa de aglomerado de 15 mm = US$ 178,50/chapa;
- Dimensão da chapa: 2,75m×1,85m.
AG MADEIRAS E FERRAGENS:
- Aglomerado revestido = US$ 281,86/chapa.
A C. MADEIRAS LTDA:
- Chapa de aglomerado de 15 mm = US$ 167,34/chapa.
VELOSA LTDA:
- Chapa de aglomerado de 10 mm = US$ 142,80/chapa;
- Chapa de aglomerado de 15 mm = US$ 173,40/chapa.
36
Capítulo 5
CARACTERIZAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS MDP’s
Os procedimentos e premissas de cálculo para a caracterização física e
mecânica dos painéis MDP aqui apresentados se fundamentam na norma brasileira
ABNT NBR 14810:2013: Painéis de partículas de média densidade, devendo a
mesma ser consultada para maiores detalhes. Na falta de informações a respeito
dos requisitos para uso dos painéis, foram utilizados os seguintes documentos
normativos: ASTM 1037:1999/2012, ANSI A 208.1/1999, CS 236-66:1966.
Cabe ressaltar, com atenção especial aos painéis de partículas, que o seu
uso destina-se exclusivamente a ambientes internos (fechados). Entretanto, a
possibilidade de uso de novos adesivos, diferentes dos usualmente utilizados por
empresas (ureia-formaldeído) assim como da impermeabilização, poderá
viabilizar o uso do MDP em áreas externas, podendo ser avaliado com o uso do
ensaio de envelhecimento acelerado.
Após a caracterização física e mecânica dos painéis fabricados, os valores
obtidos devem ser comparados com os requisitos (limites) estipulados pelos
diversos documentos normativos.
37
m12%
12% (1)
v
Pela norma brasileira ABNT NBR 14810:2013, as dimensões dos corpos
de prova (prismático) para a obtenção da densidade aparente são: 50mm×50mm,
com espessura do painel. Cabe ressaltar que o corpo de prova extraído do painel
para a obtenção da densidade pode também ser utilizado para a obtenção do teor
de umidade ([Link]).
Com relação à densidade aparente, algumas informações são importantes:
- a densidade dos painéis varia de acordo com a suas respectivas aplicações;
- a densidade dos painéis é diferente da densidade dos materiais constituintes,
geralmente calculada por intermédio de um volume fixo (molde a ser preenchido
com a mistura para posterior emprego de pressão e temperatura) com a variação
da quantidade estipulada em massa do conjunto;
- a densidade é quem define a escolha do documento normativo apropriado com
relação as classificação dos materiais;
- existem normas específicas para MDP assim como para painéis com densidades
diferentes das que categorizam os MDP´s.
- a densidade do painel, assim como a densidade da madeira utilizada na sua
produção, são utilizadas na obtenção da razão de compactação, assim como
apresentado no item [Link].
38
com espessura do painel, sendo estas equivalentes às dimensões dos corpos de
prova utilizados na obtenção da densidade aparente.
O teor de umidade é considerado um parâmetro a ser comparado com
requisitos de normas. Maiores valores do teor de umidade implicam em reduções
nas propriedades mecânicas e alterações significativas das demais propriedades
físicas.
39
Figura 17 - Corpos de prova imersos em água.
40
são de aproximadamente 1,0 g/cm3. A razão de compactação obtida nesta
pesquisa foi próxima a 1,0, não comprometendo a qualidade do painel, o que
demonstra a possibilidade da produção de painéis de partícula de alta densidade
feitos também com madeiras de espécies de alta densidade, motivando o
desenvolvimento de novas pesquisas nesta temática.
41
esbeltez irá influenciar na área superficial específica das partículas, consumo
relativo de adesivo e grau de adesão entre as partículas do painel. As outras
variáveis do processo, como o tipo e quantidade de adesivo, aditivos químicos,
teor de umidade das partículas e ciclo de prensagem devem ser controladas para
assegurar a qualidade requerida de acordo com as exigências dos documentos
normativos (RAZERA, 2006).
O MOE e o MOR dos painéis são obtidos com posse das Equações 6 e 7,
respectivamente.
Pl D3
MOE (6)
4 d B E3
42
1, 5 P D
MOR (7)
B E2
Para o módulo de elasticidade, P1 é a carga no limite proporcional lida no
indicador de cargas (N), D é a distância entre os apoios do aparelho (mm), d é o
deslocamento (mm) obtido no ponto de aplicação da carga Pl.
Para o módulo de ruptura, P é a carga de ruptura lida no indicador de
cargas (N), D é a distância entre apoios do aparelho (mm), B é a largura do corpo
de prova (mm) e E é a espessura média medida em três pontos distintos ao longo
do corpo de prova.
Segundo a norma brasileira ABNT NBR 14810:2013, as dimensões dos
corpos de prova para o ensaio de flexão são 250mm de comprimento e 50mm de
largura. Para espessuras superiores a 20mm, o comprimento do corpo de prova
deve ser de 10 vezes o valor da espessura acrescido de 50 mm. Cabe ressaltar que
o relógio comparador é retirado quando o valor da carga atingir 50% do valor da
carga obtida em um corpo de prova teste (levado à ruptura), e posteriormente a
amostra é levada a ruptura para obtenção do MOR.
43
(a) (b) (c)
(g) (h)
Figura 19 - Ensaio de tração perpendicular às faces.
44
[Link]. Tração paralela às faces
A resistência à tração paralela às faces (TPF [MPa]) é obtida pela Equação
9, sendo P a carga de ruptura na tração (N) e A é a área da seção transversal
retangular (50mm de largura com espessura variável) do corpo de prova (mm2).
P
TPF (9)
A
(a) (b)
Figura 20 - Ensaio de tração paralela às faces.
45
(a) (b)
(c)
Figura 21 - Ensaios de arrancamento de parafuso de face (a) e de topo (b).
46
5.2.3 Ensaio de intemperismo
[Link]. Artificial ou envelhecimento artificial e natural
Segundo Rosário (2000), desde que um material seja submetido a este tipo
de ensaio, obviamente o efeito esperado nada mais será que a sua degradação.
Entretanto, a causa não é tão simples de se determinar, pois está ligada a vários
fatores do meio ambiente, requerendo que o ensaio tenha uma preparação e
planejamento adequado. Assim, originam-se os ensaios de intemperismo
artificial acelerado ou envelhecimento artificial acelerado, que avaliam as causas
e efeitos sofridos por um material ou grupo de materiais expostos diretamente ao
meio natural. Os ensaios de envelhecimento artificial acelerado ou de
intemperismo artificial acelerado reproduzem em laboratório o aspecto
sinergístico da atmosfera, de forma que se possa correlacioná-la com as
condições encontradas no meio natural.
O meio ambiente com os seus elementos básicos: luz UV, calor, umidade,
ventos e oxigênio atuam sobre os materiais, degradando-os. Assim, a simulação
em laboratório das condições ambientais é, sem dúvida, um aspecto importante
na avaliação do desempenho dos materiais, bem como no controle de qualidade
industrial.
Ao longo dos anos foi sendo desenvolvida uma vasta gama de instrumentos
para reproduzir em laboratório, com a maior precisão possível, as condições
ambientais. As exposições em laboratório permitem explorações comparativas do
desempenho de vários materiais novos, com rapidez, e cujos resultados podem
eventualmente ser correlacionados com aqueles obtidos em um meio natural
específico.
Os equipamentos de envelhecimento ao intemperismo artificial acelerado
são definidos como câmaras onde corpos de prova são posicionados ao redor de
uma fonte de radiação ultravioleta, umidade, simulação de chuva, calor, luz ou
mesmo poluentes atmosféricos, com temperaturas variando entre 20 e 100oC.
47
Estes equipamentos são conhecidos há muito tempo. As fontes luminosas
apresentavam, de início, faixa espectral com acentuada concentração de radiação
ultravioleta nos comprimentos de onda de 360, 385 e 415 nanômetros. Nos anos
30, um novo sistema denominado de Sunshine Arc, passou a atingir espectro
abaixo de 270 nanômetros. Já nos anos 50, um novo aparelho foi desenvolvido,
sendo que o espectro atingia 190 nanômetros. Atualmente, os testes artificiais de
curta duração são realizados em aparelhos denominados “Weather-Ometer” ou
Câmara para Ensaio de Envelhecimento Acelerado. Os corpos de prova são
dispostos sob uma fonte de radiação ultravioleta. São borrifados com água e/ou
expostos à umidade com temperatura variando de 20 a 100oC e intensidade total
de radiação. São utilizadas lâmpadas fluorescentes – ultravioleta e lâmpadas de
arco de Xenônio.
Black e Blomquist (1962) relatam a exposição ao intemperismo natural e
ao envelhecimento acelerado de painéis de várias densidades fabricados com
espécie de madeira Douglas fir e diferentes adesivos: in natura e revestidos de
cera. A exposição a intempéries (natural e envelhecimento acelerado) foi por
espaço de tempo de 1,2 e 3 anos. Os painéis fabricados com resina fenólica
apresentaram maior durabilidade à exposição se comparados com os fabricados
com resinas a base de ureia formaldeído e melamina. Pesquisas recentes têm
utilizado os ensaios de intemperismo como forma de avaliar a potencialidade à
degradação dos materiais fabricados.
Bertolini (2011) realizou o ensaio de envelhecimento artificial acelerado
em um Equipamento Atlas Weather-Ometer modelo 65 XW-WR1 (Figura 22),
operando com lâmpada de xenônio de 6.500 W. O ciclo de permanência das
amostras no equipamento foi de 55 dias (1200 horas, considerando possíveis
paradas), equivalente, segundo o fabricante, a um ano de envelhecimento
(ATLAS, 2001). Os corpos de prova foram colocados ao natural e também
impermeabilizados com duas demãos de resina poliuretana à base de óleo de
mamona na proporção 1:1 (uma parte de poliol para uma parte de pré-polímero),
com intervalo entre as mesmas de 24 horas.
48
Figura 22 – Equipamento Atlas Weather-Ometer modelo 65 XW-WRI (a),
carrossel com amostras (b), lâmpada de xenônio (c). Fonte: Bertolini (2011).
49
objetivo avaliar a resistência das chapas quanto à exposição a intempéries,
situação essa em que as chapas estavam sujeitas a diversos mecanismos de
degradação presentes no meio ambiente, por meio de agentes químicos,
biológicos e também mecânicos, em união a agentes climáticos como a
fotodeterioração ou radiação ultravioleta, temperatura, umidade e poluentes,
isolados ou em conjunto.
50
normativo, podendo chegar a 3500 ciclos. Concluiu-se também que há
possibilidade de utilização de PHPM sem revestimento, haja vista os resultados
obtidos com e sem revestimento foram muito próximos.
51
prova dos painéis fabricados. A Figura 24 ilustra uma máquina para o ensaio de
dureza Janka.
52
5.3. Classificação do MDP
Assim como comentado anteriormente, depois de fabricados os produtos,
os mesmos devem ser passar por caracterização físico-mecânica para a
determinação dos parâmetros a partir dos quais se procede à indicação das
diferentes possibilidades de aplicação.
Os correspondentes valores das propriedades físicas e mecânicas obtidas
devem ser comparados com os requisitos de documentos normativos. A Tabela 4
apresenta os requisitos de acordo com algumas dentre as diversas normas
internacionais em vigência, referentes aos painéis de partículas.
Em decorrência do modo como os requisitos estão apresentados na norma
ABNT NBR14810:2013 (tabelas específicas para cada um dos seis tipos de
painéis admitidos no texto), fez-se a opção por incluir, nos ANEXOS, as cópias
das tabelas com tais informações normativas.
53
As empresas nacionais e internacionais estão reavaliando os valores
mínimos de módulo de elasticidade e de resistência na flexão dos seus materiais,
em virtude de alterações decorrentes da retirada do formaldeído da composição
da resina mais utilizada (NASCIMENTO, 2012).
54
Capítulo 6
APLICAÇÕES DOS MDP’s
A importância da utilização de produtos de madeira reconstituída pelas
indústrias moveleiras e de construção civil vem crescendo a cada ano. As
vantagens em se utilizar este tipo de produto, em relação à madeira sólida, são
muitas e residem principalmente nos aspectos de rendimento em relação ao
volume das toras, diminuição da anisotropia e utilização de madeiras de
reflorestamento de rápido crescimento, conforme registram Mendes,
Albuquerque e Iwakiri (2001).
Outras vantagens da utilização dos derivados de madeira são evidenciadas
por Mendes (2001):
- O aproveitamento da madeira em aproximadamente 100%;
- Aos derivados podem ser acrescentados produtos como resíduos de madeira e
agroindustriais;
- Podem ser produzidos painéis em grandes dimensões, em que o fator limitador
consiste nas dimensões das prensas e não das árvores;
- Menor variação dimensional em relação à madeira maciça;
- Com a evolução tecnológica neste setor, produtos novos estão no mercado e
garantem a melhor fixação, suprindo esta deficiência;
- A disposição aleatória das partículas minimiza o fator anisotrópico que a
madeira maciça possui;
- As peças podem ser moldadas para usos diversos;
- Destaca-se ainda a facilidade de impregnação de produtos repelentes e
protetores, bem como retardantes de fogo.
O crescimento, o aperfeiçoamento, a capacidade instalada das indústrias
de produtos derivados têm gerado interesse evolutivo no setor moveleiro e de
55
construção civil. Com o intuito de evidenciar a potencialidade dos painéis de
partículas, as Figuras de 25 a 34 ilustram aplicações variadas.
(a) (b)
Figura 26-Móveis para escritório (a) e para banheiro (b). Fonte: DilaItalia.
56
(a) (b)
(c) (d)
Figura 27-Divisórias. Fonte: [Link] Construtivos.
[Link] (a), [Link] (b),
Embelleze Decor Solutions. [Link] (c) e [Link].
(d).
57
(a) (b)
(c) (d)
(e)
Figura 28-Forros. Fonte: MAELCO. Construção, Serviços e Comércio Ltda.
[Link]/produtos/: (a) AECweb O Portal da Arquitetura Engenharia
e Construção. [Link]/guia/p/forros-de-madeira (b), AECweb O
Portal da Arquitetura Engenharia e
Construçã[Link]/guia/p/forros-de-madeira (c), Forro Lambri de
Madeira PVC Divisória. [Link] (d), e Apostila Cursos de Colocação
de Forro de Madeira. [Link] (e).
58
Figura 29-Aparador. Fonte: [Link].
(a) (b)
(c) (d)
Figura 30-Banco e mesas. Fonte: Banco de Painéis de Madeira.
[Link] (a), Móveis [Link] (b), Mesa
de Canto Milena. Complemento de Sala. [Link] (c) e
[Link] (d).
59
Figura 31-Livreiro. Fonte: Estante Livreiro com Prateleiras Life Multivisão.
[Link].
60
Figura 33-Revestimento para paredes. Fonte: Maria Fátima do Nascimento
61
Capítulo 7
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo deste texto procurou-se destacar os principais aspectos
relacionados ao processo de produção dos painéis de partículas (MDP), de sua
caracterização e dos usos mais frequentes no mercado atual e os respectivos
requistos.
Evidenciou-se a versabilidade dos referidos painéis e o expressivo
potencial para que seu emprego seja expandido no país, não apenas na indústria
moveleira, mas tambem para outros segmentos.
Por último, registra-se que esta publicação será sucedida por outras que
irão abordar os diferentes tipos de produtos derivados da madeira, compondo
desta maneira um conjunto integrado de informações com o intuito de disseminar
os conhecimentos a respeito do assunto e, assim, viabilizar a expansão do
emprego destes interessantes produtos.
62
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68
Lista de Figuras
Figura Descrição Página
Localização dos principais polos de fabricação de produtos
1 11
derivados de madeira do Brasil. Fonte: ABIPA 2009.
2 Principais Empresas Produtoras de MDP. Fonte: ABIPA 2009. 11
3 Partículas: flocos (a) e lascas(b). 12
4 Chapas: homogêneas (a), heterogêneas (b). 13
5 Cavacos tipo flocos. 14
6 Cavacos tipo aparas (shaving). 14
7 Cavacos tipo lascas (Slivers). 15
8 Pátio de toras. Fonte: Berneck a Marca da Madeira. 16
Tambor Rotativo de Fricção. Fonte: Nimbahera Manutenção
9 17
LTDA.
10 Processo de fábrica de MDP. Fonte: Silva (2012). 24
Projeção da Produção de Painéis de Madeira (2010-2020).
11 Fonte: FAO (2004) adaptado por STCP (2007)apudABIMCI 26
(2007).
Produção mundial de painéis de madeira nos últimos 10 anos.
12 27
Fonte: FAO (2010).
Chapas de Aglomerado Pré-Prensagem: painel acabado (a),
13 esteira (b), estocagem (c) e monitoramento (d). Fonte: 28
Berneck A Marca da Madeira.
Chapas de MDP produzidas pela empresa Berneck A Marca
14 29
da Madeira.
15 Indústria de Chapas de Partículas Aglomeradas. 30-31
16 Consumo per capita de MDP em 2012. Fonte: ABIPA (2013). 35
17 Corpos de prova imersos em água. 40
69
18 Ensaio de flexão estática. 42
19 Ensaio de tração perpendicular às faces. 44
20 Ensaio de tração paralela às faces. 45
21 Ensaios de arrancamento de parafuso de face (a) e de topo (b). 46
Equipamento Atlas Weather-Ometer modelo 65 XW-WRI (a),
22 carrossel com amostras (b), lâmpada de xenônio (c). Fonte: 49
Bertolini (2011).
23 Aparelho Taber para realização de ensaios de abrasão. 51
24 Ensaio de Dureza Janka. 52
25 Móveis para escritório. Fonte: Brandão Móveis. 56
26 Móveis para escritório (a) e para banheiro (b). Fonte: DilaItalia. 56
27 Divisórias. Fonte: [Link] Construtivos. 57
28 Forros. Fonte: MAELCO. Construção, Serviços e Comércio Ltda. 58
29 Aparador. Fonte: [Link]. 59
30 Banco e mesas. Fonte: Banco de Painéis de Madeira 59
31 Livreiro. Fonte: Estante Livreiro com Prateleiras Life Multivisão 60
32 Estante. Fonte: Estante Docca. [Link]. 60
33 Revestimento de paredes. Fonte: Maria Fátima do Nascimento 61
34 Aparador. Fonte: [Link]. 61
70
Lista de Tabelas
Tabela Descrição Página
Dados sobre a capacidade instalada, importação e
1 24
exportação de MDP. Fonte: Adaptado de APIPA (2013).
Tipos de produtos, localização e capacidade nominal
2 instalada de empresas no Brasil. Fonte: Mendes e 32
Albuquerque (2000).
Consumo mundial de painéis MDP (m3). Fonte: Valença et
3 33
al. (2000).
4 Requisitos estabelecidos para painéis de partículas. 53
71
ANEXO
Neste anexo estão apresentadas as tabelas de requisitos de desempenho para os
painéis de partículas, conforme o que consta no documento normativo NBR
14810:2013, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Tais tabelas são mostradas com o intuito de permitir a visualização dos valores
das propriedades e suas variações em função da espessura dos painéis e das
diversas condições onde os mesmos podem ser aplicados.
De acordo com a norma ABNT NBR 14810:2013/2, em seu item 4, os painéis de
partículas de madeira de média densidade devem ser classificados em seis tipos,
definidos do seguinte modo:
- P2: painéis não estruturais para uso interno em condições secas;
- P3: painéis não estruturais para uso em condições úmidas;
- P4: painéis estruturais para uso em condições secas;
- P5: painéis estruturais para uso em condições úmidas;
- P6: painéis estruturais para uso em condições severas de carga, em ambientes
secos;
- P7: painéis estruturais para uso em condições severas de carga, em ambientes
úmidos.
Nas Tabelas A1 a A6, a seguir, constam os requisitos mencionados, em que:
Prop. – Propriedades; An. – Anexo;
ME – Métodos de Ensaio;
U – Unidade da grandeza;
Inc – Inchamento durante 24 horas,
TP – Resistência à tração perpendicular;
MOR – Resistência à flexão estática;
MOE – módulo de elasticidade;
RTS – Resistência à tração superfícial.
72
Tabela A1 – Painéis não estruturais para uso Interno em condições secas (Tipo
P2): Requisitos para propriedades mecânicas e inchamento.
Requisitos, por faixa de espessura nominal (mm)
Prop ME U >4 a >6a > 13 > 20 > 25 > 32
<3 3 a4 > 40
6 13 a 20 a 25 a 32 a 40
Inc An. L % 26 24 21 18 18 15 15 14 14
TP An. J 0,45 0,45 0,45 0,40 0,35 0,30 0,25 0,20 0,20
MOR 13 13 12 11 11 10,5 9,5 8,5 7
An. K N/mm2
MOE 1800 1800 1950 1800 1600 1500 1350 1200 1050
RTS An. M 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1N 1kgf
Nota: 1MPa 1000000 10,1972
2
m cm2
Tabela A2 – Painéis não estruturais para uso em condições úmidas (Tipo P3):
Requisitos para propriedades mecânicas e inchamento.
Requisitos, por faixa de espessura nominal (mm)
Prop ME U >4 a >6a > 13 > 20 > 25 > 32
<3 3 a4 > 40
6 13 a 20 a 25 a 32 a 40
Inc An. L % 25 23 20 17 14 13 13 12 12
TP An. J 0,50 0,50 0,50 0,45 0,45 0,40 0,35 0,30 0,25
2
MOR N/mm 13 13 14 15 14 12 11 9 8
An. K
MOE 1800 1800 1950 2050 1950 1850 1700 1550 1350
Tabela A3 – Painéis não estruturais para uso em condições úmidas (Tipo P3):
Requisitos para resistência à umidade.
Requisitos, por faixa de espessura nominal (mm)
Prop ME U >4 a >6a > 13 > 20 > 25 > 32
<3 3 a4 > 40
6 13 a 20 a 25 a 32 a 40
Op. 1
% 15 15 14 14 13 12 12 11 11
Inc An. N
TP 0,18 0,18 0,18 0,15 0,13 0,12 0,10 0,09 0,08
2
Op. 2 N/mm
An. O 0,09 0,09 0,09 0,09 0,08 0,07 0,07 0,06 0,06
TP
Op. 1 – Opção 1 = Propriedades obtidas após ensaio cíclico;
Op. 2 – Opção 2 = Propriedade obtida após ensaio em água em ebulição.
73
Tabela A4 – Painéis estruturais para uso em condições secas (Tipo P4):
Requisitos para propriedades mecânicas e inchamento.
Requisitos, por faixa de espessura nominal (mm)
Prop ME U >4 a >6a > 10 > 13 > 20 > 25 > 32
<3 3 a4 > 40
6 10 a 13 a 20 a 25 a 32 a 40
Inc An. L % 25 25 21 19 16 15 15 15 14 14
TP An. J 0,50 0,45 0,45 0,40 0,40 0,35 0,30 0,25 0,20 0,20
MOR N/mm2 14 15 16 16 16 15 13 11 9 7
An. K
MOE 1800 1950 2200 2300 2300 2300 2050 1850 1500 1200
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