0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações189 páginas

Contabilidade

O documento aborda os princípios fundamentais da contabilidade, destacando a importância do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) na emissão de normas contábeis no Brasil e sua convergência com padrões internacionais. A estrutura conceitual do CPC, conhecida como CPC 00, serve como base para a elaboração e interpretação de demonstrações contábeis, visando fornecer informações úteis para investidores e credores. Além disso, o texto discute características qualitativas das informações financeiras, como relevância e representação fidedigna, essenciais para a tomada de decisões econômicas.

Enviado por

Ana Paula Silva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
4 visualizações189 páginas

Contabilidade

O documento aborda os princípios fundamentais da contabilidade, destacando a importância do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) na emissão de normas contábeis no Brasil e sua convergência com padrões internacionais. A estrutura conceitual do CPC, conhecida como CPC 00, serve como base para a elaboração e interpretação de demonstrações contábeis, visando fornecer informações úteis para investidores e credores. Além disso, o texto discute características qualitativas das informações financeiras, como relevância e representação fidedigna, essenciais para a tomada de decisões econômicas.

Enviado por

Ana Paula Silva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

1 Contabilidade Geral

Aula 1

Contabilidade Geral

Princípios Fundamentais de Contabilidade


CPC 00 –Estrutura conceitual
 Comitê de Pronunciamentos Contábeis:
 Entidade autônoma,
 Criado pela Resolução CFC nº 1.055/05, o CPC tem como objetivo
"o estudo, o preparo e a emissão de documentos técnicos sobre
procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações
dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade
reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do
seu processo de produção, levando sempre em conta a
convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões
internacionais".
 O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi idealizado a
partir da união de esforços e comunhão de objetivos das seguintes
entidades:
Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca);
Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do
Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil);
B3 S/A - Brasil, Bolsa, Balcão;
Conselho Federal de Contabilidade (CFC);
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon);
Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras
(Fipecafi);
Entidades representativas de investidores do mercado de capitais.
 Em função das necessidades de:
Convergência internacional das normas contábeis (redução de
custo de elaboração de relatórios contábeis, redução de riscos e
custo nas análises e decisões, redução de custo de capital);

1
2 Contabilidade Geral

Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil,


diversas entidades o fazem);
Representação e processo democráticos na produção dessas
informações (produtores da informação contábil, auditor, usuário,
intermediário, academia, governo).
 Produtos do CPC:
Pronunciamentos Técnicos;
Interpretações;
Orientações; e
Comunicados.
 Os pronunciamentos técnicos do CPC NÃO vinculam
obrigatoriamente as orientações do CFC e demais órgãos e
entidades reguladoras e fiscalizadoras.
 Ao emitir uma norma é recomendativo, para haver obrigatoriedade
é necessária uma ratificação, confirmação pelo órgão regulador o
CFC, Banco Central, etc.
 É utilizada como fonte de conceitos básicos para a elaboração e
interpretação dos pronunciamentos técnicos emitidos pelo CPC =
CPC 00 –estrutura conceitual,
 Bem como na preparação e utilização das demonstrações
contábeis das entidades;
 Estrutura Conceitual
 Aprovação: Comissão de Valores Imobiliários CVM e Conselho
Federal de Contabilidade CFC
 Situação e finalidade
 Auxiliar o desenvolvimento das normas internacionais de
contabilidade IFRS para que tenham base em conceitos
consistentes;
 Auxiliar os responsáveis pela elaboração (preparadores) dos
relatórios financeiros a desenvolver políticas contábeis consistentes
quando nenhuma norma se aplica à determinada transação ou

2
3 Contabilidade Geral

outro evento, ou quando a norma permite escolha de política


contábil
 Auxiliar todas as partes a entender e interpretar as normas.
 A estrutura conceitual = CPC 00 NÃO É uma norma propriamente dita.
Nada contido nesta estrutura conceitual se sobrepõe a qualquer norma ou
qualquer requisito em norma.
 A Estrutura Conceitual é um direcionador; contribui para a missão
declarada no IFRS (norma, pronunciamento técnico) e do IASB (entidade).
Essa missão é desenvolver pronunciamentos que tragam transparência,
prestação de contas (accountability) e eficiência aos mercados financeiros
em todo mundo. O trabalho do IASB atende ao interesse público ao
promover a confiança, o crescimento e a estabilidade financeira de longo
prazo na economia mundial.
 Objetivo do relatório financeiro para fins gerais
Esta estrutura conceitual aborda (alcança):
 O objetivo do relatório financeiro para fins gerais – Capítulo 1
 As características qualitativas de informações financeiras úteis –
Capítulo 2
 Demonstrações Contábeis e a entidade que reporta – Capítulo 3
 Elementos das demonstrações Contábeis – Capítulo 4
 Reconhecimento e desconhecimento – Capítulo 5
 Mensuração – Capítulo 6
 Apresentação e divulgação – Capítulo 7
 Os conceitos de capital e manutenção de capital – Capítulo 8
 O objetivo das Demonstrações Contábeis
 O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações
sobre a posição patrimonial e financeira, o desempenho e as
mudanças na posição financeira da entidade, que sejam úteis a um
grande número de usuários em suas avaliações e tomadas de
decisão econômica.
 Investidores, credores por empréstimos e outros credores,
existentes e potenciais = principais usuários

3
4 Contabilidade Geral

 Tomada de decisões
Comprar, vender ou manter instrumento de patrimônio e de dívida;
Conceder ou liquidar empréstimos ou outras formas de crédito;
Exercer direitos de votar ou de outro modo influenciar os atos da
administração que afetam o uso dos recursos econômicos da
entidade;
Decisões
 As decisões dependem dos retornos que os existentes e potenciais
investidores, credores por empréstimos e outros credores esperam, por
exemplo, dividendos, pagamentos de principal e juros ou aumentos no
preço de mercado. As expectativas dos principais usuários quanto aos
retornos dependem de sua avaliação do valor, da época e da incerteza
(perspectivas) de futuros fluxos de entrada de caixa líquidos para a
entidade e de sua avaliação da gestão de recursos da administração sobre
os recursos econômicos da entidade. Eles precisam de informações para
ajuda-los a fazer essas avaliações.
Para fazer as avaliações descritas, os principais usuários precisam de
informações sobre:
a. Os recursos econômicos da entidade (ativo), reinvindicações
contra a entidade (passivo e PL) e alterações nesses recursos e
reinvindicações (receitas e despesas);
b. A eficácia da administração e do órgão de administração da
entidade no cumprimento de suas responsabilidades sobre o uso
dos recursos econômicos da entidade
Características dos relatórios financeiros para fins gerais
 Muitos investidores, credores por empréstimo e outros credores,
existentes e em potencial, não podem exigir que as entidades que
reportam forneçam informações diretamente a eles, devendo basear em
relatórios financeiros para fins gerais para muita das informações
financeiras que necessitam. Consequentemente, eles são os principais
usuários aos quais se destinam relatórios financeiros para fins gerais.

4
5 Contabilidade Geral

 Contudo, relatórios financeiros para fins grais NÃO FORNECEM E NEM


PODEM FORNECER todas as informações de que necessitam os principais
usuários. Esses usuários precisam considerar informações pertinentes de
outras fontes, como, por exemplo, condições e expectativas econômicas
gerais, eventos políticos e ambientes político e perspectivas do setor e da
empresa.
 Relatórios financeiros para fins gerais não se destinam a apresentar o
valor da entidade que reporta, mas fornecem informações para auxiliar
investidores, credores por empréstimo e outros credores, existentes e em
potencial, a estimar o valor da entidade que reporta.
 Usuários primários individuais têm necessidades e desejos de informação
diferentes e possivelmente conflitantes. Ao desenvolver as normas, busca-
se fornecer um conjunto de informações que atenda às necessidades do
maior número de principais usuários. Contudo, concentrar-se em
necessidades de informação ordinárias não impede que a entidade que
reporta inclua informações adicionais que sejam mais úteis para um
subconjunto específico de principais usuários.
 A administração da entidade que reporta também está interessada em
informações financeiras sobre a entidade. Contudo, a administração não
precisa se basear em relatórios financeiros para fins gerais, pois pode ela
obter internamente as informações financeiras de que precisa.
 Outras partes, como órgãos reguladores e o público em geral, que não os
investidores, credores por empréstimos e outros redores, podem também
considerar relatórios financeiros para fins gerais úteis. Contudo, esses
relatórios não são direcionados essencialmente a esses outros grupos.
 Em grande medida, relatórios financeiros baseiam-se em estimativas,
julgamentos e modelos e, não, em representações exatas. A estrutura
conceitual estabelece os conceitos subjacentes a essas estimativas,
julgamentos e modelos. Os conceitos são a meta que os responsáveis pela
elaboração (preparadores) de relatórios financeiros se esforçam para
atingir. Como na maioria das metas, a visão da estrutura conceitual de
relatório financeiro ideal é improvável de ser atingida integralmente, ao

5
6 Contabilidade Geral

menos não em curto prazo, pois leva tempo para compreender, aceitar e
implementar novas formas de analisar transações e outros eventos.
Contudo, estabelecer uma meta a ser atingida é essencial para que o
relatório financeiro evolua de medo a melhorar a sua utilidade.
Desempenho financeiro refletido pela contabilização pelo regime de
competência
 O regime de competência reflete os efeitos de transações e outros eventos
e circunstâncias sobre reinvindicações e recursos econômicos de entidade
que reporta nos períodos em que esses efeitos ocorrem, mesmo que os
pagamentos e recebimentos à visita resultantes ocorram em período
diferente. Considerar o FG do acontecimento.
 O regime de competência fornece uma base melhor para a avaliação do
desempenho para a avaliação do desempenho (resultado da empresa)
passado e futuro da entidade do que informações exclusivamente sobre
recebimentos e pagamentos à vista durante esse período.
 Informações sobre o desempenho financeiro da entidade que reporta
durante o período, refletidas por mudanças em seus recursos econômicos
e reinvindicações (receitas e despesas), exceto aquelas resultantes da
obtenção de recursos adicionais diretamente de investidores e credores
(integralização de capital social, por exemplo), são úteis na avaliação da
capacidade passada e futura da entidade de gerar fluxos da entrada de
caixa líquidos.
Capítulo 2 – Características qualitativas de informações financeiras úteis
 Se a informação contábil-financeira é para ser útil, ela precisa ser relevante
e representar com fidedignidade o que se propõe a representar. A
utilidade da informação contábil-financeira é melhorada se ela for
comparável, verificável, tempestiva e compreensível.
 2 formas:
 Características qualitativas fundamentais
RE2
1. Relevância – é aquela que é capaz de influenciar na tomada
de decisão. É aquela capaz de fazer diferença nas decisões

6
7 Contabilidade Geral

que possam ser tomadas pelos usuários. A informação pode


ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo no
caso de alguns usuários decidirem não a levar em
consideração, ou já tiver tomado ciência de sua existência
por outras fontes. Valor preditivo (predizer futuro
resultado), confirmatório (confirmar o passado; tem valor
confirmatório se retro-alimentar – servir de feedback –
avaliações prévias confirmá-las ou alterá-las ) ou ambos.
o Materialidade: é um aspecto da relevância específico
de cada entidade com base na natureza ou
magnitude, ou ambas, dos itens aos quais as
informações se referem no contexto do relatório
financeiro da entidade individual.
Consequentemente, não se pode especificar um
limite quantitativo uniforme para materialidade ou
predeterminar o que pode ser material em uma
situação específica.
o A informação é material se a sua omissão, distorção
ou obscuridade puder influenciar, razoavelmente,
as decisões que os principais usuários de relatórios
financeiros para fins gerais tomam com base nesses
relatórios que fornecem informações financeiras
sobre entidade específica que reporta.
o Materialidade NÃO É CARACTERÍSTICA qualitativa;
2. Representação fidedigna – representar no relatório de
maneira fidedigna aquilo que aconteceu, representação
completa neutra e isenta de erros, mas não significa total
exatidão. Representar com fidedignidade o fenômeno que
se propõe representar (Primazia da essência sobre a forma).
Para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade
retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser

7
8 Contabilidade Geral

completa, neutra e livre de erro. É claro, a perfeição é rara,


se de fato alcançável. O objetivo é maximizar referidos
atributos na extensão que seja possível.
o Prudência
A neutralidade é apoiada pelo exercício da prudência. Prudência é o
exercício de cautela ao fazer julgamentos sob condição de
incerteza. O exercício de prudência significa que ativos e receitas
não estão superavaliados e passivos e despesas não estão
subavaliados. Da mesma forma, o exercício de prudência não
permite a subavaliação de ativos ou receitas ou a superavaliação de
passivos ou despesas. Essas divulgações distorcidas podem levar à
superavaliação ou subavaliação de receitas e despesas em períodos
futuros.
 Características qualitativas de melhoria
Melhoram a utilidade de informações que sejam tanto relevantes
como forneçam representação fidedigna do que pretendem
representar.
As características qualitativas de melhoria podem também ajudar a
determinar qual de duas formas deve ser utilizada para representar
o fenômeno caso se considere que ambas fornecem informações
igualmente relevante e representação igualmente fidedigna desse
fenômeno.
Entretanto, não são capazes tornar a informação útil se esta
informação não for relevante ou não estiver representação
fidedigna.
1. Tempestividade – informação disponível a tempo de tomar
a melhor decisão possível
2. Comparabilidade – comparar com outra empresa; com dois
ou mais anos; não é sinônimo de consistência ou
uniformidade. As decisões de usuários implicam escolhas
entre alternativas, como, por exemplo, vender ou manter

8
9 Contabilidade Geral

um investimento, ou investir em uma entidade ou noutra.


Consequentemente, a informação acerca da entidade que
reporta informação será mais útil caso possa ser comparada
com informação similar sobre outras entidades e com
informação similar sobre a mesma entidade para outro
período ou para outra data.
Comparabilidade é a característica qualitativa que permite
que os usuários identifiquem e compreendam similaridades
dos itens e diferenças entre eles. Diferentemente de outras
características qualitativas, a comparabilidade não está
relacionada com um único item. A comparação requer no
mínimo dois itens.
Não é consistência.
Consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os
mesmos itens, tanto de um período para outro
considerando a mesma entidade que reporta a informação,
quanto para um único período entre entidades.
Comparabilidade é o objetivo; a consistência auxilia a
alcançar esse objetivo.
3. Compreensibilidade – informação clara, compreensível.
4. Capacidade de Verificação – capacidade de verificar se
aquilo que foi apresentado através de informação condiz
com aquilo que aconteceu na prática.
TC3
Aplicação das características qualitativas fundamentais
 As informações devem tanto ser relevantes como fornecer representação
fidedigna do que pretendem representar para serem úteis. Nem a
representação fidedigna de fenômeno relevante auxiliam os usuários a
tomar boas decisões.
 A aplicação das características qualitativas é realizada mediante:

9
10 Contabilidade Geral

1. A identificação do fenômeno econômico, informações sobre o que


é capaz de ser útil para os usuários das informações financeiras da
entidade que reporta;
2. A identificação do tipo de informação sobre esse fenômeno que é
mais relevante;
3. A determinação se essas informações estão disponíveis e se podem
fornecer representação fidedigna do fenômeno econômico;

Aula 2

Contabilidade Geral

Conceito, objetivos e finalidades

1. Normas

Lei número 6.404/1976 – artigos 175 a 205 (principais)

CPC – Pronunciamento contábeis

Histórico

Aula 3

2. Conceito
 É uma ciência social que tem por objeto o patrimônio das entidades e por objetivo
o controle desse patrimônio, com a finalidade de fornecer informações aos seus
usuários.
 É a ciência das riquezas. Controlar o patrimônio das entidades e fornecer
informações para tomada de decisões.
 É uma ciência = tem objeto, campo de aplicação, método, princípios próprios,
teorias, sistemas, desenvolvidas para o estudo do seu objeto (patrimônio).
 Não é uma metodologia, arte, técnica, NÃO É UMA CIENCIA EXATA. Os números
são instrumentos de medida das alterações ocorridas no patrimônio.

10
11 Contabilidade Geral

 Social (ciência aplicada) = a sociedade através do uso e costumes influenciam a


Contabilidade, é baseada em princípios;
 Objeto = o patrimônio das entidades.
 Patrimônio = conjunto de bens, direitos e obrigações que podem ser avaliados
economicamente;
 Entidade = PF ou PJ com ou sem fins lucrativos;
 A Contabilidade não é restrito às empresas (setor público, associações, entidades
sem fins lucrativos, etc)
 Objetivos
1. Controle do patrimônio.
2. Fornecer informações aos usuários para tomada de decisão.
A medição dos recursos que determinada entidade possui.
Evidenciação dos direitos e interesses de uma entidade.
 Finalidade
Fornecer informações úteis aos seus usuários para tomada de decisões; para o
dicionário são sinônimos (objetivo e finalidade), se confundem.
 O 1° Congresso Brasileiro de Contabilidade, realizado em 1924, definiu oficialmente
a Contabilidade como sendo a ciência que estuda e pratica as funções de
orientação, de controle e de registro, relativos aos atos e fatos de uma
administração econômica.
 1ª Escola do pensamento contábil = Contismo, Luca Paccioli
 Escola Italiana = objeto da Contabilidade o patrimônio e a premissa básica de que a
Contabilidade tinha por objetivo o controle sobre esse patrimônio.
 Escola Americana = objetivo melhorar a qualidade da informação contábil, torna-la
mais útil para empresas e usuários para a tomada de decisões. Fornecimento de
informações confiáveis aos usuários. Contabilidade Financeira (demonstrações
contábeis) x Gerencial (análise de custos).
 As duas escolas se complementam, uma não contradiz a outra.
 Escola Internacional = a convergência das normas nacionais às normas
internacionais emitidas pelo IASB. Marco legal Lei Nº. 11.638/2007.
 Usuários

11
12 Contabilidade Geral

A. Internos = acionistas (verificar lucro ou prejuízo; divisão dos dividendos);


administradores (tomada de decisões, estabelecer estratégias de
mercado, gastos); empregados (avaliar a capacidade financeira da
empresa para verificar se ela tem condições para pagamento de salário);
B. Externos = credores (para conceder empréstimo); governo (estabelecer
políticas fiscais, regulamentar atividades e fiscalizar a correta apuração
do crédito tributário, recolher tributos); investidores (para análise da
lucratividade e rentabilidade da empresa, bem como decidir quando
comprar, manter ou vender um investimento em ações), fornecedores
(capacidade de quitação com suas obrigações), clientes (avaliar a
continuidade operacional da entidade para manter fornecendo os
produtos necessários à sua atividade).
 Campo de aplicação = aziendas
Aziendas = um patrimônio sendo gerido de maneira organizada
Abrange todas as entidades (PF, PJ com ou sem fins lucrativos) que possuem
patrimônio a controlar.
Entidades legais ou não. Entidade = ente contábil específico.
As entidades são unidades econômicas-administrativas que podem ser chamadas
de aziendas. Palavra de origem italiana que significa Fazenda.
Classificação das aziendas quanto ao fim que se destinam:
A. Azienda econômica = objetiva auferir lucro (empresas privadas)
B. Azienda econômico-sociais = cuja sobra líquida é destinada a outros fins
que não a remuneração de capital empregado. Não há distribuição do
valor (associação de moradores)
C. Azienda sociais = não possui escopo lucrativo (União, Estados, Distrito
Federal e Municípios)
 Funções
A. Administrativa = exercer o controle do patrimônio (Balanço Patrimonial)
B. Econômica = apurar o resultado do exercício (DRE / lucro ou prejuízo)
Apuração do rédito (resultado) = receitas – despesas
Receita maior que despesa = lucro
Receita igual a despesa = 0

12
13 Contabilidade Geral

Receita menor que despesa = prejuízo

Contabilidade é a ciência que registra os fatos administrativos, controla o patrimônio e


orienta fornecendo informações para tomada de decisão.

Aula 4

Exercícios

Aula 5

Patrimônio e componentes patrimoniais

3. Patrimônio: componentes patrimoniais (ativo, passivo, PL)


 O conjunto de bens, direitos e obrigações que podem ser avaliados
economicamente formam os componentes patrimoniais de uma entidade.
 Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa
física ou jurídica, com ou sem fins lucrativos, que possam ser avaliados em
dinheiro.
 Na visão contábil, os bens, direitos e obrigações que não possam ser mensurados
em moeda corrente não são considerados patrimônio.
 Patrimônio = bens, direitos e obrigações
 Situação líquida = bens, direitos - obrigações
 Bens
A. São todas as coisas que tem utilidade para as entidades e podem ser
avaliados economicamente (avaliados em termos monetários)
B. Bens = direitos reais
C. Bens
 Numerários = R$, disponibilidades financeiras;
Caixa, Banco Conta Movimento, Aplicações Financeiras de
liquidez imediata;
 De venda = destinados à comercialização;
Matéria-prima, produtos em fabricação, produtos prontos,
mercadorias,
 De renda = podem gerar renda;

13
14 Contabilidade Geral

Ações em coligadas, ações em controladas, imóveis para aluguel,


aplicação financeiro (poupança) pode ser classificado em itens
diferentes.
 De uso/Permanentes = essenciais à atividade que podem ser:
materiais/corpóreos (tangíveis) ou imateriais/incorpóreos
(intangíveis = marcas, patentes, software); vida útil maior que um
ano;
 Tangíveis / corpóreos / materiais
Tem existência física, podem ser tocados ou vistos.
Veículos, máquinas, edifícios.
 Intangíveis, incorpóreos, imateriais
Não são visíveis, não tem existência física.
Direitos autorais, software, marcas, etc.
 Direitos
A. Direitos = direitos pessoais
B. São valores que a empresa/entidade tem a receber de terceiros
C. Seguidos da expressão “A receber” “A recuperar”
D. Duplicatas a receber; triplicata, duplicata, o cheque, a nota
promissória, o cartão de crédito = representados por títulos e
documentos, geralmente.
E. Exemplo: aplicações financeiras, clientes, duplicatas a receber, ICMS a
recuperar, notas promissórias aceitas ou notas promissórias a receber
e adiantamento a fornecedores.
F. Direitos ou créditos de funcionamento = oriundos das operações
comerciais (prazo para pagamento para cliente p. ex.) decorrem das
atividades normais da empresa.
G. Direito ou crédito de financiamento = oriundos das operações
financeiras, algo ligado ao financeiro, mas à atividade fim (aplicações
financeiras ou empréstimos concedidos)
 Observação – Títulos de Crédito
a) Duplicata
 Título de crédito emitido nas vendas efetuadas à prazo.

14
15 Contabilidade Geral

 Operações com mercadorias e prestação de serviços.


 Pelo aceite o comprador
b) Triplicata
 A perda ou extravio da duplicata obrigará o vendedor a extrair
triplicata, que terá os mesmos efeitos e requisitos e obedecerá às
mesmas formalidades daquela.
c) Cheques
 Ordem de pagamento à vista
d) Nota promissória
 Operações de empréstimo
14/07/2022
Aula 06
 Obrigações
A. São todos valores que a empresa tem a pagar à terceiros;
B. Débitos, dívidas, capital de terceiros.
C. Compromisso com terceiros, empréstimos obtidos
D. Seguidos da expressão “A pagar”; “A recolher”;
E. Duplicatas a pagar, salários a pagar, tributos a recolher, notas
promissórias a pagar, notas promissórias emitidas, adiantamento de
clientes.
F. Débito de funcionamento = direitos oriundos das operações que são
objetivo da empresa (direito com fornecedores, empregados, impostos)
G. Débito de funcionamento = débitos oriundos das operações financeiras
da empresa (débitos com empréstimos e arrendamentos)
 Visão contábil do patrimônio
Conjunto de bens e direitos = ATIVO
Conjunto de Obrigações = PASSIVO

Ana e Paulo Empresa


PF Contrato PJ
R$ 10.000
R$ 10.000 Capital social = R$ 20.000,00

15
16 Contabilidade Geral

Caixa = R$ 20.000,00
Autonomia patrimonial – Princípio da entidade.

4. Ativo
 É a parte positiva (bens e direitos);
 Patrimônio bruto, capital aplicado, capital investido
 É um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do
qual se espera que fluam futuros benefícios econômicos para a entidade;
 Recurso controlado = ou seja, controle não é propriedade jurídica
 Em regra, são registrados no ativo os bens de propriedade da empresa, todavia
existe exceção por exemplo o arrendamento financeiro que é contabilizado no
ativo.

Ativo – Bens e Direitos


Ativo circulante
Bens e direitos à curto prazo (até 12 meses)

Ativo Não circulante


Realizáveis à Longo Prazo – ARLP (maior que 12 meses)
Investimentos – Bens de renda
Imobilizados – Bens tangíveis
Intangíveis – Bens intangíveis

 A propriedade não é fundamental para caracterizar o ativo por isso basta o


controle.
 Ativo é sinônimo:
 Patrimônio Bruto
 Ativo total

16
17 Contabilidade Geral

 Capital investido
 Capital Aplicado
 Aplicação de recursos
5. Passivo
 Passivo exigível
 É uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja
liquidação se espera que resulte saída de recursos da entidade capazes de gerar
benefício econômico;
 Obrigação presente = gastos previstos ou esperados não constituem passivo
 O passivo será liquidado através da entrega de ativos (dinheiro, duplicatas a
receber, outros bens)
 Passivo exigível é sinônimo
 Passivo real
 Capital de 3º
 Capital alheio
 Passivo

Passivo exigível
Passivo circulante
Obrigações à curto prazo (até 12 meses)

Passivo não circulante


Obrigações de longo prazo (maior que 12 meses)

6. Patrimônio Líquido
 É o interesse residual nos ativos da entidade após deduzidos todos seus passivos;
 Patrimônio Líquido / Situação Líquida
 Sinônimo
 Capital Próprio
 Recursos Próprios

17
18 Contabilidade Geral

 Passivo não exigível


 Situação líquida
 Riqueza líquida

15/07/2022
Aula 7

Balanço Patrimonial – é o patrimônio organizado

Ativo Passivo
Capital de 3º

Obrigações
Bens + Direitos PL
Capital Próprio

Bens + Direitos -
Obrigações

 Ativo é um recurso econômico presente controlado pela entidade como


resultados de eventos passados. (Pronunciamento Técnico CPC 00).
 Passivo exigível compreende as obrigações da empresa com terceiros e
representa a parte negativa do patrimônio.
De acordo com a estrutura conceitual básica (CPC 00), passivo é uma obrigação
presente da entidade de transferir um recurso econômico como resultado de
eventos passados.
 Normas contábeis (CPC) = passivo é passivo exigível (obrigações com terceiros.
Lei número 6.404/1976 = passivo é o passivo exigível e o patrimônio líquido.
 O Passivo total inclui o PL, o capital colocado pelos sócios representa uma
obrigação da empresa porque ela tem que pagar dividendos aos sócios.

18
19 Contabilidade Geral

Assim, o PL como expressão da diferença entre bens e direitos, de uma parte, e obrigação
de outra, deve ser considerado uma dívida da entidade.

Constitui uma obrigação da entidade para com outras pessoas (PF ou PJ)

 Patrimônio Líquido é a parcela do patrimônio que pertence a entidade.


Representa os valores que os sócios ou acionistas integralizaram na constituição
da empresa e o resultado das atividades (receitas – despesas).
 Constitui uma obrigação da entidade para com outras pessoas físicas ou jurídicas.

Aula 8

 Patrimônio – conjunto de bens, direito e obrigações. É um conceito não é um


valor a ser calculado.
 Patrimônio bruto – bens + direito
 Patrimônio líquido – bens + direito – obrigações

Aula 9

7. Equação fundamental do patrimônio


 O total do ativo é exatamente igual ao total do passivo;

ATIVO = PASSIVO + PATRIMONIO LÍQUIDO

PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ATIVO - PASSIVO

ATIVO + DESPESAS = PASSIVO + PL + RECEITAS

ATIVO = PASSIVO
Lei nº. 6.404/1976
CAPITAL APLICADO = CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA
8.
Situação Líquida

19
20 Contabilidade Geral

I. + (positiva) ou superavitária – SL>0 e A>P


II. – (negativa) ou deficitária = passivo a descoberto – SL <0 e A<P
III. 0 (nula) ou equilibrada – SL = 0 / A = P
 O patrimônio é demonstrado para Contabilidade por meio do Balanço Patrimonial;
 Balanço Patrimonial é a principal demonstração contábil;
 A diferença entre as partes positivas e negativas do patrimônio resulta na situação
líquida que pode ser positiva, negativa ou nula;

Situação Líquida = ATIVO - PASSIVO

Balanço Patrimonial – estrutura

Aplicações Origens

Ativo Passivo

Obrigações com terceiros


PL

 Situação líquida = o PL pode se apresentar de 3 formas:

I. Maior que zero (> 0) Ativo é maior que Passivo (superavitário);


II. Igual a zero (= 0) Ativo igual Passivo;
III. Menor que zero (> 0) Ativo menor que Passivo (passivo a descoberto)

20
21 Contabilidade Geral

9. Representação gráfica

1. Situação Líquida Positiva

Ativo Passivo

PL

SL>0

2. Situação Liquida Negativa ou deficitária ou passivo a descoberto

Ativo Passivo

PL

A = P + PL

A = P - PL (-) PL pois SL <0

A + PL = P (equação fundamental do Patrimônio Líquido no passivo a descoberto) pois o


PL não pode ficar negativo.

3. Nula OU equilibrada

Ativo Passivo

21
22 Contabilidade Geral

Momento da constituição da empresa o passivo = zero

10. Relação entre ativo, passivo e PL.


 Ativo diretamente proporcional/relacionado ao Passivo e PL. Vice e versa.
 Passivo inversamente proporcional/relacionado ao PL. Vice e versa.

19/07/2022

Aula 10

 Patrimônio Patrimônio líquido


 Obrigações Passivo (obrigações com terceiros)
 Capital total à disposição da entidade corresponde P + PL
 Capital total à disposição da entidade é igual ao ativo
 Havendo liquidação de empresa em situação líquida nula ou equilibrada, o seu
ativo será suficiente apenas para o pagamento das dívidas com terceiros, não
sendo suficiente para o pagamento do capital próprio?
Certo.
SL = 0
A=P
Quitar todas obrigações e sobra 0 para os sócios.
Aula 11
11. Técnicas Contábeis
 Conjunto organizado de procedimentos utilizados para a prática da Contabilidade
e seus princípios.
 Escrituração Contábil
 Demonstrações Contábeis (DC’s)
 Auditoria
 Análise das Demonstrações Contábeis (Análise de Balanço)

ELA É A ANA

22
23 Contabilidade Geral

Elaboração das Demonstrações Contábeis - Escrituração - Auditoria - Análise das


Demonstrações Contábeis

12. Escrituração contábil


 É uma técnica
 Registro dos FATOS contábeis (acontecimentos que alteram o patrimônio)
qualitativamente ou quantativamente.
 Através do LANÇAMENTO (registros individualizados dos fatos contábeis)
 Conjunto de lançamentos ou registros = escrituração
 Os registros são expostos através das demonstrações contábeis.
 Em livros contábeis ou fiscais
 Deve ser mantida em registros permanentes, obedecendo:
 A Legislação comercial (societária /empresarial)
 Princípios de Contabilidade – Princípio da Competência
 Deve obedecer métodos ou critérios uniformes
 Obrigatoriedade
 Empresário
 Sociedade empresária
 Exceção
 Produtor rural
 Pequeno empresário – MEI – renda bruta anual de até R$ 81.000,00
 Livros de escrituração:
 LIVRO DIÁRIO (NÃO pode ser substituído pelo livro razão; obrigatório com
exceção do MEI; Principal, Comum a todas empresas, Cronológico; pode
ser substituído por fichas).

PCC

23
24 Contabilidade Geral

 LIVRO RAZÃO (livro das contas; o movimento de todas as contas, com a


assinatura do contabilista e do responsável da empresa; é cronológico; é
facultativo segundo a Lei 6.404/76 é obrigatório para entidades que
possuem IR pelo lucro real)

24
25 Contabilidade Geral

 LIVRO CAIXA (registro cronologicamente os pagamentos, recebimentos,


EPP)

 Livros obrigatórios para SA (Lei 6.404/76):


 Registro de ações nominativas
 Registro de partes beneficiárias nominativas
 Transferência de ações nominativas
 Transferência de partes beneficiárias nominativas
 Atas das Assembleias gerais, Reuniões do Conselho de Administração,
Reuniões de Diretores, Presença dos Acionistas, Atas e pareceres do
conselho fiscal
 Métodos de escrituração:
a. Método das partidas simples – unigrafia
b. Método das partidas dobradas – digrafia – A TODO DÉBITO CORRESPONDE
UM OU MAIS CRÉDITO DE IGUAL VALOR
Não há geração espontânea de patrimônio;

25
26 Contabilidade Geral

Para todo item que ingressa no patrimônio, há um lugar de onde ele é


proveniente.
 Processos de escrituração
 Está relacionada à diferentes ferramentas utilizadas no registro dos fatos
contábeis nos respectivos livros contábeis
 Manual = registro dos fatos a mão
 Maquinizado = registro dos fatos por meio de máquinas de escrever, fichas
ou formulários de 3 vias
 Mecanizado = a escrituração é feita de maneira simultânea
 Informatizado/Eletrônico = por meio do computador
 Escrituração contábil digital (ECD)
 É um arquivo digital gerado no departamento de contabilidade da
empresa. Tem por finalidade substituir a entrega de documentos físicos.
 Submetido ao programa validador e assinador (PVA – da Receita Federal)
fornecido pelo SPED (sistema Público de Escrituração Digital) – A
transmissão do arquivo é via SPED – o sistema tem como objetivo unificar
a recepção, validação, armazenamento, autenticação dos livros.

13. Demonstrações Contábeis


 São relatórios de desempenho que expõe a performance financeira e econômica
da empresa.
 Relatórios essenciais que comprova a saúde financeira, sua liquidez e capacidade
de cumprir seus compromissos.
 São obrigações contábeis obrigatórias, segundo a lei 6.404/76:

Lei 6.404/76
 Balanço Patrimonial – BP
 Demonstração do Resultado do Exercício – DRE
 Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados – DLPA – Se apresentar DMPL
e dentro dela a DLPA. A DLPA deixa de ser obrigatória
 Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC – dispensada a cia fechada com PL <R$
2.000.000,00

26
27 Contabilidade Geral

 Demonstração do Valor Adicional – DVA – Obrigatória para SA de capital aberto


 Notas explicativas
CPC 00
 Balanço Patrimonial – BP
 Demonstração do Resultado do Exercício – DRE
 Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido – DMPL
 Demonstração do Resultado Abrangente – DRA
 Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC
 Demonstração do Valor Adicional – DVA
 Notas explicativas
 Informações Comparativas

 Balanço Patrimonial – BP

 Demonstração do Resultado do Exercício – DRE

27
28 Contabilidade Geral

 Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido – DMPL

 Demonstração do Resultado Abrangente – DRA

28
29 Contabilidade Geral

 Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC

29
30 Contabilidade Geral

 Demonstração do Valor Adicional – DVA

 Notas explicativas

30
31 Contabilidade Geral

 Informações Comparativas

14. Auditoria
 É um processo de análise da situação financeira da empresa que permite atestar a
precisão dos registros contábeis, identificar falhas de controle, fraudes ou
irregularidades na gestão.
 Realizada a partir da análise dos documentos contábeis.
 Garantir transparência, as demonstrações contábeis apresentadas segundo as
normas contábeis, cumprindo procedimentos obrigatórios.
15. Análise das Demonstrações Contábeis/Análise de Balanço/Análise Econômico-
Financeira
 Análise das Demonstrações Contábeis ou financeiras
 É um ramo específico na Contabilidade
 Consiste na aplicação de técnicas que realizam a decomposição, a comparação e a
interpretação dos dados nelas presentes a fim de obter um diagnóstico sobre a
situação financeira do negócio em um dado período.

31
32 Contabilidade Geral

 Existem duas técnicas: análise horizontal e análise vertical.

26/07/2022
Aula 12
16. Contas Contábeis
 Patrimônio = conjunto de bens, direitos e obrigações
 Contas contábeis = meio pelo qual o patrimônio é controlado; uma conta para
cada item.
 Objetivo é registrar os bens, os direitos, as obrigações, o PL, as receitas e as
despesas.
 Controle individualizado dos itens patrimoniais e de resultado.
 Exemplo:
Estoque de mercadorias
 Elementos essências da conta:
 Nome da conta
 Data do fato contábil (período)
 Histórico do fato contábil
 Valor debitado – aplicação de recurso (movimento)
 Valor creditado – origem de recurso (movimento)
 Saldo da conta (valor monetário)
 Livro razão: dentro do livro razão tem diversas contas.

Estoque Saldo
Data Histórico
01/03/00 Compra de mercadorias 100

 Elemento de controle/ instrumento = Razonete


 Rubrica contábil - conta

32
33 Contabilidade Geral

Nome da conta
Devedor Credor

Aplicação de Origem de
Recursos Recursos

17. CONTAS PATRIMONIAIS E CONTAS DE RESULTADO


 Conta = é o nome dado aos componentes patrimoniais e de resultado.
 Componentes patrimoniais (bens, direitos, obrigações e PL) – Contas de saldo
acumulados no encerramento do exercício (mantém o saldo)
 Componentes de resultado (despesas e receitas) – Contas com saldo zerados
no encerramento do exercício (para demonstrar o resultado) um exercício não
afeta no outro.
 Os registros contábeis são feitos através de contas
 Observação
Contas de compensação = registro de atos administrativos (fatos) por exemplo
um contrato. Tem potencial para torna-se fatos contábeis. As contas de
compensação não tem saldo.

Aula 13

Contas Contábeis

18. Teorias das contas

 Teoria personalista
 As contas representam PESSOAS que se relacionam com a ENTIDADE em
termos de débito e crédito.

33
34 Contabilidade Geral

 CONTAS DE AGENTES
o Agentes consignatários (bens) – são pessoas a quem a entidade
confia a guarda de seus bens.
Representam os bens no ativo e são de natureza devedora, porque
representam o débito dessas pessoas perante o proprietário, em
virtude da guarda dos bens que lhes foram confiados.
o Agentes correspondentes (direitos e obrigações) – as pessoas que
se relacionam com a empresa, mas estão fora da empresa.
o Direitos – clientes; contas a receber; tributos a recuperar;
o Obrigações – passivo exigível – fornecedor; contas a pagar; tributos
a recolher;
 CONTAS DE PROPRIETÁRIOS
o PL,
o Receitas e despesas (titular do patrimônio)
o O proprietário é o titular do patrimônio e é responsável pelas
contas do PL, receitas e despesas.

Aula 14

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo
 Bens
 Direitos  Obrigações com
Pessoas devedoras da terceiros
entidade /conta devedora
em relação a quem
administra
PL

 Capital próprio
Obrigação com os

34
35 Contabilidade Geral

sócios
Tem crédito
(conta credora)
em relação a
empresa, pois os
sócios entrega
recursos

Aplicações Origens

 Teoria materialista
 As contas apresentam movimentação de valores positivos (ativos) e valores
negativos (passivo), traduzindo assim, apenas entrada e saída de valores.
 Contas INTEGRAIS = bens, direitos e obrigações (integram o patrimônio)
 Contas DIFERENCIAIS = PL, receita e despesas (causam variação no PL)
 Teoria patrimonialista
 Contas patrimoniais = ativo, passivo e PL, retificadora do ativo, retificadora
do passivo, retificadora PL (compõem o Balanço Patrimonial)
 Contas de resultado = receita e despesas
 Contas de Resultado
 Despesas = tem por finalidade a obtenção de receitas, são variações
patrimoniais negativas, diminuem o PL.
 Despesas Operacionais (relacionadas com a operação da empresa,
oriundas das atividades operacionais, principais)
 Despesas com vendas ou despesas comerciais,
 Despesas financeiras,
 Despesas gerais e administrativas
 Outras despesas operacionais – são despesas operacionais que não
é uma despesa com venda, financeira, gerais, administrativa
 Outras despesas (eventual, não operacional, não ocorre constantemente)

35
36 Contabilidade Geral

 Receitas = são variações patrimoniais positivas, aumentam o PL,


 Receitas Operacionais (oriundas das atividades operacionais, atividade
principais
 Receitas Brutas
 Receitas líquidas
 Receitas financeiras
 Outras receitas operacionais
 Outras receitas

27/07/2022

Aula 15

Resultado = receitas – despesas, depois é transferido o resultado para o PL.


Contas de resultado = contas temporárias ou transitórias. São encerradas ao final
do exercício.
As contas de despesas são caracterizadas pelo consumo de bens e utilização de
serviços com o objetivo de obter receitas, bem como as perdas que surgem no
curso das atividades normais das entidades.
Exemplo: a aquisição de materiais de expedientes, os salários, a depreciação, os
gastos com internet e telefone, etc.
As contas de receitas decorrem da venda de bens ou da prestação de serviços,
bem como ganhos, dependendo do ramo ou atividade da empresa.
Exemplo: as receitas de vendas, os juros e os aluguéis recebidos.
Receitas e despesas (Pronunciamentos contábeis:
As receitas são aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em
aumento no PL, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de
direitos sobre o patrimônio.
Despesas são reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em
reduções no PL, exceto aqueles referentes as distribuições aos detentores de
direitos sobre o patrimônio.
Plano de contas

36
37 Contabilidade Geral

 O conjunto de todas as contas existentes dentro de uma entidade para


uniformizar os registros contábeis, ou grupo de contas que norteiam a
contabilidade de uma empresa são denominado plano de contas. Este
deve ser flexível, de modo que, ocorrendo fatos contábeis não previstos,
possa ser adaptado, mediante a inclusão ou exclusão de contas
 O plano de contas é um instrumento de grande valia no processo contábil
de uma empresa, sendo elaborado com base nas necessidades
particulares de cada entidade, observado os Princípios de Contabilidade,
as normas legais e legislação específica para cada atividade (industrial,
comercial, serviços ou agrícolas) exercidas pelas entidades.
 O plano de contas será elaborado com base nas informações abaixo:
o Elenco de contas: consiste na relação de contas que serão
utilizadas para o registro dos fatos contábeis; a lista de contas. O
rol.
o Função das contas: representa os elementos patrimoniais (bens,
direitos, obrigações ou PL) e do resultado (receita ou despesas);
o Funcionalidade das contas: ocorre pelo sistema de débito e crédito
(método das partidas dobradas).
o Manual de contas: traz a explicação sobre os procedimentos de
registro das contas.

37
38 Contabilidade Geral

Aula 16
Contas Contábeis

19. Funções e estrutura das contas


 As contas (patrimoniais e de resultado) serão apresentadas no razonete;

38
39 Contabilidade Geral

Nome da conta

Aplicação de recursos Origem de recursos

Débito Crédito

 Função da conta é representar os elementos patrimoniais e de resultado


 Controlar e expor os saldos das movimentações
 Formalmente são apresentadas no LIVRO RAZÃO
 Funcionamento das contas é pelo sistema de débito e crédito (método das
partidas dobradas)

20. Natureza das contas


 Contas de natureza devedora
 Contas de natureza credora

Natureza devedora (pessoas que devem a empresa)

 Ativo Aumentam a
débito e
 Retificadora do passivo diminuem a
 Retificadora do PL crédito

 Despesa

Natureza credora (pessoas credoras, tem algo a receber da entidade)

 Passivo
 PL
Diminuem a débito
 Retificadora do ativo e aumentam a
 Receita crédito

39
40 Contabilidade Geral

Contas de natureza devedora

Balanço Patrimonial

Aplicações Origens

Ativo Passivo

Bens
Direitos
Retificadora

Saldo devedor PL

Demonstração do Resultado do Exercício

Despesas Receitas

Saldo devedor

Aumentam a Diminuem a

Débito Crédito

 Contas do ativo – bens e direitos


 Contas retificadoras do passivo – ajustar o saldo da conta principal

40
41 Contabilidade Geral

 Ajuste a Valor presente;


 Encargos Financeiros a transcorrer;
 Custos de Transação a Apropriar;
 Deságio a Apropriar;

 Contas retificadoras do PL
 Contas de despesas

Contas de natureza credora

Aumentam a Diminuem a

Crédito Débito

Balanço Patrimonial

Origens

Ativo Passivo

Obrigações com 3º
Retificadoras
PL

Capital próprio

Demonstração do Resultado do Exercício

Despesas Receitas

Saldo credor

41
42 Contabilidade Geral

 Contas do passivo
 Contas do PL
 Contas retificadoras do ativo (estão corrigindo, utilizada para ajustar o saldo do
mesmo grupo de contas para atender o Princípio Contábil da Prudência)
 Perdas estimadas com Clientes (*antiga Provisão Para devedores Duvidosos PDD);
 Perdas estimadas para redução ao valor recuperável (CPC 01);
 Ajuste a Valor Presente de Clientes;
 Receita Financeiras a transcorrer;
 Lucros a Apropriar (os Lucros em vendas para controladas/ o Lucros em vendas
para coligadas/ o Lucros em vendas para joint venture controle comum
 Depreciação, Exaustão e Amortização Acumuladas;

 Contas de Receitas

Aula 17

Nome da conta Exemplo Classificação Sinônimo


Qualquer coisa Aluguel ativo e Receitas (resultado) Receita de aluguel e
ativa comissões ativa receita de comissão
Qualquer coisa Aluguel passivo e Despesas Despesa de aluguel
passiva comissões passivas (resultado) e despesa de
comissões
Qualquer coisa a Juros a receber e Ativo (direito) Receita de juros a
receber ou a comissões ativa a receber e receita de
recuperar receber comissões a receber
Qualquer coisa a Aluguel a pagar e Passivo (obrigação) Receita de aluguel
pagar ou a recolher comissões passivas recebida
a pagar antecipadamente e
receita de
comissões
recebidas
antecipadamente

42
43 Contabilidade Geral

Qualquer coisa Aluguel ativo a Passivo (obrigação) Receita de aluguel


ativa a vencer vencer e comissões recebida
ativas a vencer antecipadamente e
receita de
comissões
recebidas
antecipadamente
Qualquer coisa Aluguéis passivos a Ativo (direito) Despesas de
passiva a vencer vencer ou aluguéis aluguéis pagos
a vencer e antecipadamente e
comissões passivas despesas de
a vencer comissões
antecipadas.
Despesas pré- - Despesa (resultado) -
operacionais
Despesa diferida Não confunda com Ativo (diferido) Despesas
o ativo diferido, antecipadas ou
subgrupo de ativo despesas pagas
que foi extinto) antecipadamente
Obrigações Passivo (obrigação) Obrigações
trabalhistas trabalhistas a pagar
Salários Despesa (resultado)

Salários a pagar Passivo (obrigação)

21. Classificação das contas

 Quanto à funcionalidade
 Contas unilaterais: são aquelas que sofrem variação (registro/lançamento) em um
único sentido. Registro a débito ou registro a crédito. São as contas de

43
44 Contabilidade Geral

RESULTADO (RECEITAS são creditadas e as DESPESAS debitadas). Sofrem apenas


um tipo de variação.
 Unilateral = lançamento de um lado (lançamento credor apenas ou lançamento
devedor apenas)

Exemplo

Despesa Receita (credita)


1000
2000
3000
Total de 6000
Lançamento inverso a natureza: em caso de erro de escrituração ou encerramento
da conta no final de do exercício.

 Contas bilaterais: são aquelas que sofrem variação (registro/lançamento) nos dois
sentidos. Podem fazer registro/lançamento a DÉBITO e a CRÉDITO. São as contas
PATRIMONIAIS (ativo, passivo e PL).

Conta caixa

Débito Crédito
1. 100 2. 30

Saldo: 70

44
45 Contabilidade Geral

 Quanto a natureza do saldo


 Estáveis – admitem somente um tipo de saldo (saldo devedor ou saldo credor)
Contas estáveis – devedoras – são as contas que sempre apresentam saldo
devedor (ou zerado). Exemplo: contas do ativo (caixa, investimentos, máquinas)
exceto as retificadoras. Bancos, despesas, duplicatas a receber.
Contas estáveis – credoras- são as contas que sempre apresentam saldo credor
(ou zerado). Exemplo: contas do passivo e do PL (fornecedores, empréstimos,
capital social, receitas). Exceto as retificadoras.
 Instáveis: são aquelas que admitem ora saldo devedor, ora saldo credor. Exemplo:
apuração do resultado do exercício (lucro ou prejuízo), ajuste de avaliação
patrimonial (ajustes nos valores justos dos bens – conta do PL)
São exceções.
 Quanto ao desmembramento
 Contas sintéticas: resumem uma série de contas de mesma natureza.
O seu saldo é obtido a partir da soma de duas ou mais contas sintéticas ou de duas
ou mais contas analíticas.
Não sofrem registro (lançamento) e representam menor grau de detalhamento.
São úteis para análise gerencial de relatórios contábeis.
 Contas analíticas: são aquelas que representam os elementos patrimoniais e de
resultado em seu maior grau de detalhamento.
São as contas que sofrem o registro.
É a base do sistema de acumulação contábil (acumula os valores).

Exemplo:
1. Ativo
1.1 Ativo circulante
1.1.1 Disponibilidades
[Link] Caixa
[Link].1 Caixa Matriz
[Link].2 Caixa Filial
[Link] Banco Conta Movimento
[Link].1 Caixa Econômica

45
46 Contabilidade Geral

[Link].2 Banco do Brasil

28/07/2022

Aula 18

Contas Contábeis: títulos de crédito

 São documentos que garantem que receberá os seus recursos e se não receber
poder acionar a justiça.
 Duplicatas e notas promissórias:
 Duplicatas: são título de crédito próprio das operações com mercadorias e
prestação de serviços.
 Podem ser transferidas por endosso - possível de transferência
 Força executiva – ação de execução
 Quem emite? É o vendedor (credor da operação)

Vendedor Comprador

Emite a duplicata Aceita a duplicata

Credor Devedor

Duplicatas a receber = ativo Duplicatas a pagar = passivo

Duplicatas emitidas Duplicatas aceita

 Notas promissórias
 São títulos de crédito que não são próprios das operações com
mercadorias exemplo: empréstimos bancários.
 Nota promissória é para empréstimos.
 Quem emite? Devedor da operação “comprador”

46
47 Contabilidade Geral

Comprador Vendedor

Nota promissória emitida Nota promissória aceita

Nota promissória a pagar Nota promissória a receber

Passivo Ativo

 Cheque

Ordem de pagamento à vista

Devedor Credor

Cheque emitido Cheque aceito

Passivo Ativo

Contas a pagar Caixa – é um bem

 Cheque pré-datado

Devedor Credor

Cheque emitido Cheque aceito

Passivo Ativo

Contas a pagar Contas a receber - direito

 Adiantamentos

A empresa efetua o pagamento de forma antecipada.

47
48 Contabilidade Geral

São direitos que a empresa tem a receber de seus fornecedores as mercadorias no


futuro por ter pago de forma antecipada.

Conta Fornecedores É uma obrigação É um passivo


Adiantamento a É um direito É um ativo
fornecedores
Clientes É um direito É um ativo
Adiantamento a clientes É uma obrigação É um passivo

 Despesas antecipadas
Não ocorreu a despesa, mas paga antecipadamente – é um direito (ativo)

Exercício
Ações em tesouraria – a empresa compra as próprias ações para mantê-las em
tesouraria (retificadora do PL);
Empréstimo para coligada – empresta dinheiro (direito/ativo).

Aula 19

Exercícios

As contas patrimoniais, independentemente da posição hierárquica que ocupem no


grupo a que pertençam, podem receber lançamentos a débito e a crédito. FALSO

PQ – Contas sintéticas (não recebem lançamento) e contas analíticas (recebem


lançamento).

Capital a realizar – valor que comprometeu, mas não entregou, o que falta a entregar é o
capital a realizar. – PL

Tributos diferidos – passivo ou ativo

Depreciação acumulada - retificadora do Ativo

Provisão trabalhista - Passivo

Aula 20

48
49 Contabilidade Geral

Escrituração Contábil

22. Escrituração
 É uma técnica contábil utilizada para registrar os fatos contábeis.
 Registro dos FATOS contábeis (acontecimentos que alteram o patrimônio)
qualitativamente ou quantativamente.
 O registro dos fatos ele é feito mediante sua descrição em livros
 Através do LANÇAMENTO (registros individualizados dos fatos contábeis) o
conjunto de lançamento é a escrituração.
 A escrituração deve ser executada em idiomas e moeda corrente no País; em
forma contábil; em ordem cronológica de dia, mês e ano; com ausência de espaço
branco, entrelinhas, borrões, rasuras ou emendas; com base em documentos de
origem externa ou interna, ou na sua falta, em elementos que comprovem ou
evidenciem fatos contábeis.
 Métodos de escrituração:
a) Método das partidas simples – unigrafia
b) Método das partidas mistas
c) Método das partidas dobradas – digrafia – A TODO DÉBITO CORRESPONDE
UM OU MAIS CRÉDITO DE IGUAL VALOR
Não há geração espontânea de patrimônio;
Para todo item que ingressa no patrimônio, há um lugar de onde ele é
proveniente.
A legislação brasileira não expõe nenhum método de escrituração, mas o
adotado é o método das partidas dobradas.
Surgiu em 1494, Luca Pacioli.
Base é a teoria personalista

ORIGEM

49
50 Contabilidade Geral

20.000 20.000

PESSOA JURÍDICA

40.000

Se tornaram credores da empresa


Capital social – 40.000

A empresa tem uma obrigação para com os sócios


Tornou-se devedora de 40.000 – caixa - ativo

Empresa - Camila é contratada para ser caixa da empresa

Camila - Camila deve a empresa – caixa – natureza devedora

Aula 21

50
51 Contabilidade Geral

 Método das partidas dobradas

Entidade

Aplicações de recursos

Ativo Passivo
Empréstimo
Caixa Fornecedor
Bancos
Estoques
Clientes
Veículos
Imóveis
PL
Capital social
Reservas

Origem de recursos
Dívidas que ela tem
Obrigações da entidade

51
52 Contabilidade Geral

 Luca Pacioli
Quem tem débito e tem crédito são as contas e não a entidade;
Débito da conta em relação a pessoa; crédito da conta em relação a pessoas

Pessoas devedoras da entidade


Ativo Passivo
Empréstimo
Caixa Fornecedor
Bancos
Estoques
Clientes
Veículos
Imóveis
PL
Capital social
Reservas

Pessoas credoras da entidade

 Exemplo de registro
Constituição da empresa Aprovados LTDA com integralização pelos sócios
de um capital de R$ 20.000,00 em dinheiro.

52
53 Contabilidade Geral

Capital social

D C
20.000

Caixa

D C
20.000

D – Caixa .............................................. 20.000


C – Capital social .................................. 20.000

Aquisição de mercadorias a prazo no valor de R$ 1.000

Mercadorias

D C
1.000

Fornecedores

D C
1.000

53
54 Contabilidade Geral

D – Mercadorias ........................................ 1.000


C – Fornecedores ...................................... 1.000

Compra de veículo para entregar mercadorias por R$ 2.000,00, sendo R$


1.000,00 à vista e o restante à prazo.

Veículo

D C

2.000

Caixa

D C
20.000 1.000

Financiamento

D C
1.000

D – Veículo .................................. 2.000


C – Caixa ...................................... 1.000
C – Financiamento ....................... 1.000

Ao final do período, a empresa elabora seu balanço patrimonial

54
55 Contabilidade Geral

Ativo Passivo

Caixa 19.000 Financiamento 1.000

Fornecedor 1.000

Veículo 2.000 PL

Mercadorias 1.000 Capital social 20.000

Aula 22
Lançamento contábil

Empresa Aprovados

 Saldo no Banco X = 900,00


 Contabilidade

Banco X

1.500 600

900

55
56 Contabilidade Geral

Aprovados tem 900 de crédito em relação ao Banco X

Banco X

Contabilidade da empresa aprovados

Empresa Aprovados

600 1.500

900

O Banco X tem 900 de débito em relação à empresa

Extrato bancário da empresa aprovados

Data Histórico Débito Crédito Saldo


01/01 - - - 0,0
10/01 Depósito - 1.500 1.500 c
20/01 Pagamento 600 - 900 c
31/01 Saldo 900 c

 Escrituração – ocorre em livros fiscais e contábeis.


 Processos de escrituração:
1. Manual = à mão

56
57 Contabilidade Geral

2. Maquinizado ou semimecanizado = máquina de escrever


3. Mecanizado = carbono em fichas ou folhas
4. Processamento eletrônico ou computadorizado = computador
 Lançamentos contábeis – é o registro dos fatos contábeis, possuí
formalidades e elementos a serem seguidos.
 Elementos essenciais:
 Local, que pode ser suprimido quando o registro for realizado no
local do estabelecimento.
 Data,
 Contas debitadas,
 Contas creditadas,
 Histórico do fato,
 Valor da operação,
 Exemplo: depósito bancário no valor de R$ 8000,00 conforme recibo
número 20.

Lançamento no livro diário


Débito – Bancos
Credito- Caixa

Histórico: depósito por meio de recibo número 20 na conta banco do Brasil


no valor de R$ 800,00.

Livro Razão

Caixa

Débito -Aplicações Crédito -origens

800,00

57
58 Contabilidade Geral

Banco

Débito -Aplicações Crédito -origens

800,00

Aula 21

 Contas envolvidas no fato


 O grupo que pertence as contas – Ativo, Passivo, PL, Receitas, Despesas
 O efeito no saldo (aumenta ou diminui)
 Saldo credor (P, PL, Retificadora do Ativo, Receitas) ou saldo devedor (Ativo,
Retificadora do Passivo, Retificadora do PL, Despesas)
 Lançamento – registro por meio de D e C

1. Constituição da empresa Aprovados, sócios integralizam um capital social de


R$20.000,00 em dinheiro.

- Conta Capital social – grupo PL - PL (efeito) - Crédito

- Conta Caixa – grupo Ativo - Ativo (efeito) - Débito

Lançamento: D – Caixa _________ 2.000,00

C – Capital Social _____ 2.000,00

58
59 Contabilidade Geral

Razonete:

Caixa

Débito -Aplicações Crédito -origens

2.000,00

Capital Social

Débito -Aplicações Crédito -origens

2.000,00

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo
Caixa 2.000,00

PL

Capital Social 2.000,00

59
60 Contabilidade Geral

2. Abriu uma conta bancária por meio de depósito de R$ 500,00 provenientes do


Caixa.

Banco Conta Movimento – ativo – Ativo (efeito) - Débito

Conta Caixa – ativo - Ativo (efeito) - Crédito

D- Banco _________500,00

C- Caixa __________500,00

Caixa

Débito -Aplicações Crédito -origens

1. 2.000,00 2. 500,00

1.500,00

Banco

Débito -Aplicações Crédito -origens

500,00

19/06/2021

60
61 Contabilidade Geral

Aula 22
Lançamento contábil

São registros de fatos contábeis ocorridos na entidade.


 Devem ser feitos diariamente no LIVRO DIÁRIO (obrigatório)
 Permite-se que os lançamentos sejam feitos ao final de cada mês, desde que
tenham como suporte os livros ou outros registros auxiliares escriturados.
 Fórmulas de lançamento: de acordo com o número de contas debitadas e
creditadas.
 1ª fórmula
 2ª fórmula
 3ª fórmula
 4ª fórmula

Fórmula Conta debitada Conta creditada Macete


1ª 1 1 11
2ª 1 2 ou mais 12
3ª 2 ou mais 1 21
4ª 2 ou mais 2 ou mais 22

Exemplo:

Lançamento de 1ª fórmula – integralização de capital social em dinheiro no valor de R$


100.000,00.

Conta capital social ------------PL--------------Aumenta a crédito (C)

Conta caixa ----------------------A---------------Aumenta à débito (D)

Lançamento: D – Caixa -------------- 100.000,00

C- Capital social ___100.000,00

61
62 Contabilidade Geral

Lançamento de 2ª fórmula – recebimento de duplicatas no valor de R$ 10.000,00, com


juros de R$ 1.000,00

Conta duplicatas a receber _____________ ativo ----------------- Diminui a Crédito

Conta Caixa _________________________ativo _____________Aumenta a Débito

Receita de juros _____________________ receita ___________ crédito

Lançamento: D- Caixa _______________11.000,00 (valor da duplicata + juros)

C- Duplicatas a receber ___10.000,00

C- Receita de juros _______ 1.000,00

Ou

Caixa 11.000,00

a Diversos

a duplicatas a receber 10.000,00

a receita de juros 1.000,00

Lançamento de 3ª fórmula: pagamento de fornecedores no valor de R$ 10.000,00 com


juros de R$ 1.000,00.

Conta fornecedores ---------------- passivo -------------- diminui a débito

Conta caixa --------------------------- ativo -------------------diminui a crédito

Despesas de juros ------------------despesa ---------------- débito

Lançamento: D – Fornecedores ___________________10.000,00

D- Despesas de juros --------------------------1.000,00

c- Caixa __________________________11.000,00

62
63 Contabilidade Geral

Lançamento de 4ª fórmula – compra de mercadorias no valor de R$ 50.000,00, sendo


50% para revenda e 50% para consumo. Pagou R$ 15.000,00 à vista e o resto à prazo.

Conta mercadorias para revenda _________ ativo ________ aumenta à débito

Conta mercadorias para consumo __________ativo _______aumenta à débito

Conta caixa ______________ ativo _____________________diminui à crédito

Conta fornecedores __________ passivo _________________ aumenta a credito

Lançamento: D – Estoque de mercadorias ___________________25.000,00

D- Estoque para consumo ____________________25.000,00

C - Caixa ___________________________________15.000,00

C- Fornecedores _____________________________35.000,00

3ª 2 ou mais 1 21

4ª 2 ou mais 2 ou mais 22

Importante: dizer duas ou mais contas está mais completo que dizer apenas duas contas.
Observar as alternativas da questão e optar pela mais completa.

Aula 22

Exercício

1. Compra à vista de mercadoria

Conta caixa ______________ ativo _____________________diminui à crédito

Conta estoque __________ ativo _________________ aumenta à débito

Lançamento: D – Estoque de mercadorias ___________________

63
64 Contabilidade Geral

C - Caixa ___________________________________

25/06/2021

Aula 23

1. Erros de Escrituração

Omissão, duplicidade, no valor, na conta debitada ou conta creditada, borrões,


rasuras, erro de algarismo, inversão de contas, repetição de lançamentos ...

Retificação:
E.T.C
1. Estorno
2. Transferência
3. Complementação

E - estorno T - transferência C - complementação

 Estorno: o lançamento está totalmente errado. Realiza-se o lançamento inverso


ao anterior.
Compra à vista de mercadoria para revenda no valor de R$ 10.000,00.
1. D – Máquinas (ativo)
C – Fornecedores (passivo) ------------------ 10.000

2. Estorno
D- Fornecedores (passivo) _____________10.000,00
C – Máquinas (ativo)
3. Lançamento correto
D- Mercadorias
C – Caixa _____________________10.000,00
 Transferência: há erro na conta debitada ou conta creditada a transferência
promove a regularização.
Compra à vista de mercadorias para revenda no valor de R$10.000,00
D – Mercadorias
C – Fornecedores _____________10.000

64
65 Contabilidade Geral

Lançamento de transferência
D- Fornecedores
C – Caixa _______________10.000

 Complementação: há erro no valor, promove-se a complementação aumentando


ou reduzindo
Compra à vista de mercadorias para revenda no valor de R$10.000,00
D – Mercadorias
C – Caixa _____________1.000

Lançamento de complementação
D – Mercadorias
C – Caixa _____________9.000

ou

D – Mercadorias
C – Caixa _____________11.000

Lançamento de complementação
C – Mercadorias
D– Caixa _____________1.000

Ressalva: erro cometido no histórico de lançamento corrigido imediatamente usa-se a


expressão “digo” “ou melhor”.

EX. Nota fiscal 110

Compra de mercadoria à vista no valor de R$10.000,00, conforme NF 1.110, digo, NF 110.

Erro cometido no histórico não é considerado retificação de lançamento contábil.

Aula 24

65
66 Contabilidade Geral

Livros de Escrituração

 Contábil 1. Livro Diário 2. Livro Razão


 Fiscal
 Outros

Livro Diário

 Lançamentos contábeis
 Obrigatório pelo CC/02 e Normas Contábeis
 Comum à todas empresas
 Principal
 Cronológico (dia/mês/ano)
 Admite-se a escrituração resumida com totais que não excedam o período de 30
dias de contas numerosas, desde que haja um livro auxiliar e os lançamentos fora
do estabelecimento.
 Formalidades: extrínsecas e intrínsecas

Livro Razão

 Controle das contas contábeis

Livro Caixa

Livro de Registro de Inventário

02/07/2021

Aula 25

 Livros de escrituração
Livro Razão
Não é auxiliar
Facultativo conforme CC/02

Obrigatório conforme legislação do Imposto de Renda

66
67 Contabilidade Geral

Escrituração deverá ser individualizada obedecendo-se à ordem


cronológica.
Livro Razão
Mercadorias

Data Histórico Débito Crédito Saldo Devedor/Credor


01/01/2014 Compra de 100 100 Devedor
mercadorias

Livro Caixa

Lucro presumido, Simples Nacional – obrigatório – Lei Complementar 123/2006.

Facultativo

Entradas e saídas de numerários da entidade

Livro de Registro de Inventário

Registro de bens de consumo, estoques de mercadorias para revenda e matérias-


primas.

SPED Contábil – Sistema Público de Escrituração Digital

Assinado pelo contabilista e administrador.

Aula 26

Questões

1. Receitas e despesas = são contas de resultado


2. Fato contábil = é realizado o lançamento (registro)
3. Contas
 Ativo – aumenta a D e diminui a C
 Despesas – aumenta a D e diminui a C
 Passivo – aumenta a C e diminui a D
 Receita – aumenta a C e diminui a D

67
68 Contabilidade Geral

 PL – aumenta a C e diminui a C
4. Contas patrimoniais = ativo, passivo e PL

Contas – posição hierárquica:

Sintéticas (resumidas) – não recebem lançamentos, soma dos saldos das


analíticas;

Analíticas – maior detalhamento, RECEBEM lançamentos;

5. Tributos diferidos (postergados) – ativo ou passivo


6. Contas de resultado = receitas e despesas
Contas de PL = Capital social, reservas de lucro, reservas de capital
7. Juros ativos – receita
Salários – despesa
Custo de vendas – despesa
Fornecedor – passivo
Adiantamentos de clientes – passivo
Intangível – ativo
Imposto a receber – ativo
Aplicação financeira – ativo
Empréstimo a coligada – ativo
Seguros a vencer – ativo
8. Receita diferida – passivo
Receita de equivalência patrimonial – resultado
Despesas antecipadas – direito – ativo
Depreciação acumulada – retificadora do ativo
Provisões para garantia de assistência técnica – passivo
9. Plano de contas – conjunto de todas as contas e normas; elenco de contas (lista),
funções de contas (registro do item), funcionamento (como se comporta diante de
seu objeto).

Aula 27

Questões

68
69 Contabilidade Geral

Aula 28

Tipos societários

 Sociedades Anônimas (SA)


 Sociedades Anônimas Abertas e Fechadas
 Sociedades por ações;
 Lei 6.404/76
 Ausência: CC/02
 Estatuto social
 Capital dividido em ações
 São sempre mercantis/comerciais
 Administração por um conselho de administração e diretoria ou
apenas diretoria;
 Há um controle maior
 Conselho fiscal fiscaliza as atividades da administração
 Razão social (nome):
........................S/A
CIA .......................
Globo S/A
 Sociedade Limitada
 CC/02
 Ausência: procedimentos da Lei 6.404/76
 Contrato social
 Capital dividido em cotas
 Podem ser sociedades mercantis ou civis (escritório)
 Administração pelo sócio ou administrador designado pelo sócio
 Controle menor
 Razão social (nome)
..........................LTDA
Aprovados LTDA
 Sociedade de Grande Porte
 Ativo superior a 240 milhões;
 Receita Bruta Anual superior a 300 milhões;
 Ainda que não esteja constituída sob SA estão obrigadas à:

69
70 Contabilidade Geral

 Escriturar
 Elaborar demonstrações contábeis;
 Contratar auditoria independente nos termos da SA;
 NÃO são obrigadas a publicar as demonstrações contábeis;

19/07/2021

Aula 29

Atos e fatos contábeis

Atos Administrativos

Manifestação de vontade e
 Empresa não alteram o patrimônio

Fatos contábeis

Acontecimentos que alteram o


patrimônio e devem ser contabilizados

 Atos administrativos/ atos contábeis: são acontecimentos que ocorrem


na empresa e não alteram o patrimônio. Logo, não são registrados na
contabilidade. Ratificados pelo lançamento
Exemplo: contratação de funcionário; assinatura de contrato; garantia ou
fiança prestada em favor de terceiro.
Se tais atos forem relevantes, podem vir alterar o patrimônio no futuro,
devem ser divulgados em notas explicativas.
 Fatos contábeis/ fatos administrativos: são acontecimentos que
provocam alterações qualitativas ou quantitativas no patrimônio da
empresa. Logo, são registrados na contabilidade.

70
71 Contabilidade Geral

Exemplo: Compra e venda de mercadorias, pagamento de salários, compra


de mercadorias.
 Itens patrimoniais: ativo, passivo e PL;
 Itens de resultado: receita e despesas;
 São contabilizados através de contas patrimoniais e contas de resultado;

 Fato contábil x Fato administrativo;


 Fatos contábeis são de 03 espécies
1. Permutativos/Compensatórios/Qualitativos
2. Modificativos (aumentativos e diminutivos)
3. Mistos = permutativos + modificativos (aumentativos e diminutivos)

1. Permutativos
 Não alteram a situação líquida do patrimônio líquido;
 Provocam alteração qualitativa no PL;
 Não causam impacto na equação do patrimônio; A = P + PL
 Provocam trocas de elementos do ativo, do passivo, de ambos ou
entre elementos do PL.
1.1 Permuta entre elementos do ativo

A A
 Compra à vista de mercadoria
D- estoque ___________________ 1.000,00 ( A)
C- caixa ______________________ 1.000,00 ( A)

1.2 Permuta entre elementos do passivo


 Conversão de dívidas com fornecedores em empréstimo
 D – Fornecedores ________________ 1.000,00 ( P)
C – Empréstimo __________________ 1.000,00 ( P)

1.3 Permuta entre elementos do PL


 Aumento de capital social com reservas de lucro
 D – reservas de lucro ___________ 1.000,00 ( PL)
C – Capital social _______________1.000,00 ( PL)

71
72 Contabilidade Geral

1.4 Permuta entre elementos do ativo e do passivo


Ae P – aumento de patrimônio e não de PL
 Compra à prazo de mercadoria para revenda
 D – Estoque de mercad ___________________ 1.000,00 ( A)
C – Fornecedores _____ __________________ 1.000,00 ( P)

1.5 Permuta entre elementos do ativo e passivo

P A

 Diminuição de patrimônio e não do PL


 Pagamento de fornecedores
 D – Fornecedores ___________________ 1.000,00 ( P)
C – Caixa __________________________ 1.000,00 ( A)

FATOS PERMUTATIVOS
PL permanece constante
Tipo/Modalidades Débito Crédito
1ª A A
2ª A P
3ª P A
4ª P P
5ª PL PL

Aula 30

Exercício

FGV – A empresa constituída em 02/01/2020 por dois sócios, X e Y, o capital social da


empresa foi subscrito no valor de R$ 100.000. O capital foi constituído de quotas
igualmente divididas entre os sócios. O Sr. X integralizou a sua parte em dinheiro no ato
da constituição da empresa, que foi depositado no banco em que a empresa abriu uma

72
73 Contabilidade Geral

conta. Já o Sr. Y, integralizou a parte dele com um veículo no valor de R$ 30.000 e o


restante ficou a ser integralizado em espécie em 90 dias.

Os sócios decidiram tomar um empréstimo no banco no valor de R$ 50.000 para dar mais
liquidez ao negócio e iniciar as atividades operacionais da empresa.

A realização dessa operação financeira com o banco constitui um fato contábil:

Resolução:

D – Caixa ..................................................... 50.000 A

C – Empréstimo ...........................................50.000 P

Permutativo

 Fatos modificativos
Provocam alteração quantitativas no PL.
PL aumenta ou PL diminui.

Receitas (+) Resultado ----------------- PL


Despesas (-) Resultado ------------------ PL
= resultado PL

1.1 Fatos modificativos aumentativos (receitas)


 Receita de venda à vista
 D – Caixa ____________________1.000,00 A
C – Receita de venda ___________1.000,00 PL

1.2 Fatos modificativos diminutivos (despesas)


 Contabilização da despesa de salário
 D – Despesa de salário ____________________1.000,00 PL
C – Receita de venda _____________________1.000,00 P

FATOS MODIFICATIVOS aumentativos

73
74 Contabilidade Geral

Alteram o PL
Tipo/Modalidades Débito Crédito
1ª A PL
2ª P PL

FATOS MODIFICATIVOS diminutivos


Alteram o PL
Tipo/Modalidades Débito Crédito
1ª A PL
2ª P PL

 Fatos mistos
 Simultaneamente fato modificativo e permutativo
 No mínimo 3 contas
1.1 Fatos misto aumentativo
 Recebimento de duplicatas vencidas no valor de R$ 10.000,00 com
juros de 10%
 2) D – Caixa _________________________10.000 + 1.000 (4)
3) C – Receita de Juros ________________1.000
1) C – Duplicatas a receber _____________10.000

1.2 Fato misto diminutivo

 Pagamento de duplicatas vencidas no valor de R$ 10.000 com juros de


10%
 1) D – Duplicatas a pagar_______________________10.000
3) D – Despesas de Juros _______________________1.000
2) C – Caixa __________________________________11.000

FATOS MISTOS OU COMPOSTOS diminutivos


Alteram o PL
Tipo/Modalidades Débito Crédito

74
75 Contabilidade Geral

1ª A A PL
2ª P P PL
3ª P P PL

 Recebimentos (clientes, duplicatas a receber, boletos, valores a receber) +


juros/descontos = FATO MISTO
 Pagamentos (fornecedor, duplicatas, de dívidas, boletos) + juros/descontos =
FATO MISTO

FATOS MISTOS OU COMPOSTOS aumentativos


Alteram o PL
Tipo/Modalidades Débito Crédito
1ª A A PL
2ª A P PL
3ª P P PL

Aula 31

 Fatos complexos
 Há divergência na doutrina
 Alteram o patrimônio líquido de forma quantitativa, mas não decorrentes de
contas de resultado
 Integralização de capital social em dinheiro no valor de $ 100.000
D – Caixa ____________________________100.000
C – Capital social ______________________100.00

Doutrina majoritária, fato modificativo aumentativo.

Não há contas de resultado, então, fato permutativo (doutrina minoritária, CESPE,


FGV).

O dinheiro veio dos sócios, então o PL não quantitativamente decorrente de


atividades.

Fatos complexos:

75
76 Contabilidade Geral

1. Doutrina majoritária – alteração quantitativa do PL é o que importa mesmo


sem ser contas de resultado. FCC e Instituto AOCP
2. Doutrina minoritária – para fato modificativo, é obrigatório as contas de
resultado. Assim, é fato permutativo. CEBRASPE, FGV, FUNCAB.

Resumo:

Fatos Contábeis/Fatos Administrativos


Alteram o patrimônio da empresa
Permutativos Modificativos Mistos
Alteram o patrimônio Aumentativo Diminutivos Permutativos
qualitativamente. s e
Modificativos
Decorrem de registros em
contas patrimoniais
Não altera o PL em termos de PL aumenta PL diminui Aumentativo
valor
Diminutivos
Alteram o patrimônio
quantitativamente
Decorrem de Decorrem de
receitas despesas

FATOS CONTÁBEIS
PERMUTATIVOS MODIFICATIVOS MISTOS
Qualitativos Quantitativos
Permuta, troca Modificação no Permutativo e
patrimônio para Modificativo ao
mais ou para menos mesmo tempo
Alteram o Alteram Alteração
patrimônio somente quantitativamente o qualitativa e
em aspectos PL quantitativa do PL
qualitativos

76
77 Contabilidade Geral

Ex: Fusca e Brasília Contas patrimoniais


e de resultado
1) Modificativo 1)Misto
aumentativo aumentativo:
aumentam o valor
do PL
Contas patrimoniais Aumento de PL 2) Misto
(receitas) A ou P diminutivo:
reduzem o
valor do PL
PL 2)Modificativo
permanece diminutivo
constante, alteram
qualitativamente o
PL
Diminuição de PL
(despesas) A ou
P

 Fatos modificativos

Aumentativos – Receitas

Diminutivos - Despesas

 Provocam alteração quantitativas no PL


1. Fatos modificativos aumentativos
Exemplo: receita de venda à vista
D – Caixa ______________________ 1.000 (aumenta A)
C – Receita de venda _____________ 1.000 (aumenta PL)

77
78 Contabilidade Geral

2. Fatos modificativos diminutivos

Exemplo: contabilização da despesa de salário

D – Despesa de salários (diminui PL)

C – Salário a pagar (aumenta P)

 Fatos mistos aumentativo


Simultaneamente fato modificativo e permutativo

1. Fatos misto aumentativo


Recebimento de duplicatas vencidas no valor de R$ 10.000,00 com
juros de 10%.
Duplicatas a receber

Débito Crédito
10.000

2. D – Caixa ..............................................10.000 + 1.000


3. C- Receita de juros .................................. 1.000
1. C – Duplicatas a receber .......................... 10.000

2. Fatos mistos diminutivos

Pagamento de duplicatas vencidas no valor de R$ 10.000,00 com juros de 10%.

Duplicatas a receber

Débito Crédito
10.000

78
79 Contabilidade Geral

1. D – Duplicatas a pagar ............................................ 10.000


3. D – Juros ................................................................... 1.000
2. C – Caixa ................................................................... 11.000
 Fatos complexos
Há divergência na doutrina.
Alteram o patrimônio líquido de forma quantitativa, mas não são decorrentes de
contas de resultado.

Exemplo: integralização de capital social em dinheiro no valor de R$ 100.000

D- Caixa ....................................... 100.000 (aumenta ativo)


C – Capital Social ......................... 100.000 (aumenta PL)

Doutrina majoritária: fato modificativo aumentativo


Doutrina minoritária: não há contas de resultado, então, fato permutativo. CESPE
e FGV.

Insubsistência e Superveniência

Fato Efeito Classificação

Insubsistência do Redução do ativo Despesa


ativo ou
insubsistência
passiva

Insubsistência do Redução do passivo Receita


passivo ou
insubsistência ativa

Superveniência do Aumento do ativo Receita


ativo ou
superveniência ativa

Superveniência do Aumento do passivo Despesa


passivo ou
superveniência
passiva

79
80 Contabilidade Geral

 Insubsistência – é quando algo deixa de existir; desaparecimento de algo.


Quando deixa de existir.
o Insubsistência do ativo
Desaparecimento de um ativo (é ruim);
Destruição de mercadorias pelo incêndio;
D – Despesas
C – Mercadorias .................................. A
Redução do ativo
Contrapartida é insubsistência passiva
o Insubsistência do passivo
Desaparecimento do passivo (algo bom)
Prescrição de um crédito tributário
D – Tributos a pagar .......................... P
C - Receita
Contrapartida é insubsistência ativa
 Superveniência consiste no surgimento de algo, ou seja, quando é
adicionado ou acrescido.
o Superveniência do ativo
Surgimento do ativo (é bom)
Nascimento de um bezerro
D – Ativo
C - Receita
o Superveniência do passivo
Surgimento de passivo (é ruim)
Multa de trânsito
D- Despesa
C - Multa
 Exercícios
Insubsistência ativa e insubsistência do passivo são termos sinônimos e
correspondem ao desaparecimento de um passivo, o que implica a
geração de uma receita. CORRETO

80
81 Contabilidade Geral

Aula 32
Questões
Fato permutativo – contas patrimoniais.
 Ações da própria entidade: a companhia aberta, os próprios sócios compram
ações da própria entidade na bolsa, e mantê-las em tesouraria. Não é saída de
sócios. Isso diminui o capital social, conta retificadora do PL, reduz PL que tem
natureza devedora.
D – Ações em tesouraria ............................................. PL

C – Caixa ........................................................................ A

Para o CEBRASPE – Fato contábil permutativo


Minoritário – Fato modificativo diminutivo

Todos os fatos contábeis modificativos e mistos envolvem, ao menos, um


lançamento de alguma conta de resultado = CERTO doutrina minoritária.

FGV: Para ter um fato contábil modificativo, obrigatoriamente tenho que ter contas de
resultado (receitas e despesas).

Os fatos permutativos são aqueles fatos contábeis que podem ou não alterar o
PATRIMÔNIO em quantidade, mas geralmente alteram em qualidade, bem como jamais
alteram o PATRIMÔNIO LÍQUIDO em quantidade.

Os fatos modificativos são aqueles fatos contábeis que alteram o PATRIMÔNIO LÍQUIDO
em quantidade e em qualidade.

Os fatos mistos são aqueles fatos contábeis que são permutativos e modificativos,
simultaneamente. E por isso, também podem ser aumentativos ou diminutivos.

Todos os tipos de fatos contábeis sempre alteram o patrimônio em qualidade.

Aula 33
Regimes contábeis

81
82 Contabilidade Geral

e
Apuração de resultados
São contas de resultado
 Receitas e despesas;
 São contas unilaterais (só admitem um tipo de lançamento) = ou a crédito ou a
débito;
Receitas – Creditadas
Despesas Debitadas
 Exceção = encerramento das contas ou erro de escrituração;
 São contas transitórias = ou temporárias, encerramento no final do exercício;

Grupo de contas Natureza das contas Saldo Saldo


Aumenta Diminui
Receitas Credora Crédito Débito

Despesas Devedora Débito Crédito

 Os regimes contábeis:
 Os regimes de caixa e da competência são critérios utilizados para registros das
receitas e despesas em determinado período.
 Lembrando que quando uma questão não mencionar qual regime contábil deve
ser adotar, deve ser utilizado o regime de competência;

Contabilidade

Regimes

De Caixa De Competência

Registro apenas se há pagamento ou Mais qualidade e mais


recebimento em dinheiro. transparência.

Receitas reconhecidas quando Receitas reconhecidas quando


recebidas. ganhas ou realizadas.

Despesas reconhecidas quando Despesas reconhecidas quando


pagas. incorridas.

82
83 Contabilidade Geral

 Importante para a prova:

Fato Registra
Regime de Regime de Caixa
competência
Receitas realizadas (ganhas) e Sim Sim
recebidas
Receitas realizadas (ganhas) e não Sim Não
recebidas
Receitas não realizadas (não Não Sim
ganhas) e recebidas. Recebi o
pagamento, mas não entrega a
mercadoria.
Despesas incorridas e pagas Sim Sim
Despesas incorridas e não pagas Sim Não
Ex: despesa de salário
Despesas não incorridas e pagas Não Sim
Ex: adiantamento de salário

 Exemplo 1
a) Gastos de R$ 1.000,00 com salário referente ao mês de março, sendo que o
pagamento somente será realizado em abril.

Regime de competência
Jan Fev Mar Abri Mai
1.000
FG despesa
reconhecida

Regime de caixa
Jan Fev Mar Abri Mai
1.000
Pagamento

b) Venda de mercadoria em março por R$ 2.000,00, sendo R$ 800 recebidos em


abril e R$ 1.200 em maio.

Regime de competência
Jan Fev Mar Abri Mai
2.000 800 1.200
Fato Baixa Baixa

83
84 Contabilidade Geral

Gerador da
Receita

Regime de caixa
Jan Fev Mar Abri Mai
800 1.200
Pagamento Pagamento

c) Pagamento de R$ 800,00 no mês de março referente ao aluguel de um imóvel


que será realizado pela empresa no mês de abril.

Regime de competência

Jan Fev Mar Abri Mai

800
Fato
Gerador

Regime de caixa

Jan Fev Mar Abri Mai

800
Pagamento

Aula 34
Regimes contábeis
E
Apuração de resultados
 Exemplo 2
Empresa Aprovados LTDA, em 2016
a) Recebimento de aluguel de uma casa para janeiro de 2017 (R$ 800,00):

Regime de competência Não há FG apenas em 2017


Regime de caixa Receita de $800,00

b) Prestação de serviços no valor de R$ 1.000, ainda não recebidos:

Regime de competência FG, receita de R$ 1.000,00

84
85 Contabilidade Geral

Regime de caixa Não registra, não há FG

c) Recebimento de juros em 2016 no valor de R$ 1.200,00

Regime de competência FG, receita de R$ 1.200

Regime de caixa Recebimento, receita de R$ 1.200

d) Pagamento de comissões referente à dezembro de 2016 no valor de R$


500,00.

Regime de competência FG, despesa de R$ 500


Regime de caixa Pagamento, despesa de R$ 500

e) Salário dezembro/2016 para pagamento apenas em janeiro/2017 no valor de


R$ 600,00.

Regime de competência FG, despesa de R$ 600,00

Regime de caixa Não há

f) Pagamento do aluguel do carro correspondente a janeiro de 2017 no valor de


R$ 200,00.

Regime de competência Não há, FG apenas em 2017


Regime de caixa Despesa de R$ 200,00

Resultados:

Competência Caixa
Receita Despesa Receita Despesa
1.200 500 800 500
1.000 600 1200 200

2.200 1.100 2.000 700

Total 1.100 Total1.300

 Apuração do Resultado

85
86 Contabilidade Geral

o Regime de competência
o Apuração é o confronto entre receitas e despesas;
o O encerramento das contas de resultado é feito em contrapartida a uma
conta de resultado do exercício.
o O saldo pode ser credor ou devedor.
o Várias contas de despesas e várias contas de receitas, apura o resultado do
exercício REX. Então, credita-se a conta despesas (zera para encerrar) e
debita no REX. Logo, debita a conta de receitas (zera para ser encerrada) e
credita no REX. Apura o resultado (receitas – despesas).
o

Resultado do Exercício (REX/ARE)

Prejuízo Lucro
Saldo devedor Saldo credor

o Contas patrimoniais – A, P, PL;


o Contas de resultado – RECEITAS, DESPESAS;
o Regimes – de caixa, de competência;
o Apuração do Resultado – receitas x despesas; saldo credor ou saldo devedor;

Despesas
D C
1.000 1.000

Receitas
D C

1.800 1.800

REX
D C

86
87 Contabilidade Geral

1.000 1.800

800 = lucro

Exemplo
Aprovados AS, seguintes fatos contábeis:
a) 01/05/2021 – constituição da sociedade com capital social de $ 10.000,00.

A=D PL = C
Livro diário = responsáveis pelos lançamentos contábeis
D – Caixa .........................................10.000
C – Capital Social .............................10.000

Livro razão = contas contábeis, razonete.


Conta Caixa
D C

10.000

Conta Capital Social


D C

10.000

b) 06/05/x1: compra à vista de um veículo no valor de R$ 5.000,00.

A A

D – Veículo .......................5.000
C – Caixa ...........................5.000

87
88 Contabilidade Geral

Conta Veículos
D C

5.000

Conta Caixa
D C

10.000 5.000

c) 10/05/x1: Compra à prazo de mercadorias no valor de R$ 1.000,00.

A PL

D – Mercadorias ....................1.000
C – Fornecedores ...................1.000

Conta mercadorias
D C

1.000

Fornecedores
D C

1.000

d) Venda à vista de todo estoque de mercadorias por R$ 2.000,00, sem incidência de


tributo.

88
89 Contabilidade Geral

D – Caixa ......................2.000 A
C – Receita de vendas ..2.000 PL indiretamente

Se vendeu todo estoque vai ter que dar baixa no estoque

Conta Caixa
D C

10.000 5.000
2.000

Conta Receita de vendas


D C

2.000 2.000
(A)

Conta mercadorias
D C

1.000 1.000
(1)

Conta CMV
D C

89
90 Contabilidade Geral

1.000 1.000
(B)
(2)

Se vendeu tudo, temos que creditar 1.000 na conta mercadorias (1). A contrapartida do
crédito de 1.000 é reconhecimento de uma despesa (D) D-Custo das mercadorias
vendidas (CMV) no valor de 1.000.

Aula 35 (3)
Regimes Contábeis

e) Pagamento de aluguel do mês de maio no valor de R$ 150,00.


D – Despesa de Aluguel ..................150
C – Caixa .........................................150

Conta Despesa de Aluguel


D C

150 150 (C)

Conta Caixa
D C

10.000 5.000
2.000 150

f) Registro dos salários dos empregados, que serão pagos no mês seguinte, no valor
de R$ 500.

90
91 Contabilidade Geral

D – Despesas de salários ........................500


C – Salários a pagar ................................500 (passivo)

Conta Despesa de salários


D C

500 500 (d)

Salários a pagar

D C

500

Resultado

Conta Resultado do Exercício


D C

1.000 2.000
(A)
(B)
150
(c)
500
(d)

A)
D – Receita de vendas ...................2.000

91
92 Contabilidade Geral

C – Resultado do Exercício .............2.000

B)
D – Resultado do exercício .....................1.000
C – CMV ...................................................1.000

C)
D – Resultado do exercício ...........................150
C – Despesa de aluguel ................................150

D)
D – Resultado do Exercício .................................500
C – Despesas de salário ........................................500

Conta Resultado do Exercício


D C

1.000 2.000
(A)
(B)
150
(c)
500
(d)

2.000 – 1650 = 350

Conta Resultado do Exercício Conta Resultado do Exercício


D C

1.000 2.000
150

92
93 Contabilidade Geral

500
*350

Conta Lucros Acumulados


D C

350

D – Resultado do exercício .......................... 350,00


C Lucros Acumulados ................................... 350,00

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

Caixa ..................... 6.850 Fornecedores ...............1.000

Veículos .....................5.000 Salários a pagar ..................... 500

Patrimônio de Líquido

Capital Social .........10.000

Lucros Acumulados ....... 350

R$ 11.850,00 R$ 11.850,00

Aula 36 (4)

Questões
1. Ações em tesouraria – se uma entidade adquirir ações da própria entidade pelo
valor de mercado = Conta retificadora/redutora do PL

93
94 Contabilidade Geral

As contas do PL são credora, assim as ratificadoras serão devedoras.

D - Ações em tesouraria ..... PL Aumenta o saldo da conta, mas diminui PL


C – Caixa ....................... A

Doutrina majoritária, fato modificativo diminutivo. Alterou PL. Não importa se com ou
sem R ou D.
Doutrina minoritária, fato permutativo (não envolve R e D). Conta de resultado.
2. Assinatura de contratos de compra e venda com fornecedores – atos
contábeis; não é contabilizado.
Compra de mercadorias a prazo- fato contábil/fato administrativo; é
contabilizado.
3. Fatos administrativos que devem ser contabilizados = fatos modificativos
diminutivos; fatos permutativos entre elementos ativos e passivos que
provoquem aumento no patrimônio; fatos permutativos entre ativos e
passivos que provoquem diminuição no patrimônio; e fatos permutativos
entre elementos do passivo.
4. Fato modificativo = o aumento ou diminuição do PL deve ser decorrente de
Receitas ou Despesas.
5. Empresa
Anuidade é de R$ 240
R$ 5,00 por livro alugado

Em 31/12/2016 tinha 200 associados.


Em 01/01/2017 tinha mais 40 associados que começaram a pagar em
fevereiro, tornando-se sócio em março.

Alugaram 400 livros em janeiro; 500 em fevereiro; 700 em março.

Qual foi a receita no trimestre de 2017, conforme regime de competência?

1º trimestre:
Mensalidade é 240/12 = 20

94
95 Contabilidade Geral

Janeiro – 200 associados x 20 (mensalidade) + 400 (livros) x R$ 5,00 =


6.000
Fevereiro – 200 associados x 20 + 500 livros x R$ 5,00 = 6.500
Março – 240 x 20 (mensalidade) + 700 (livros) x R$ 5,00

Total de 20.800

6.

Regime de Caixa Regime de Competência


Recebimento de vendas x
efetuadas em janeiro de
2019

FG - Janeiro
Constituição de passivo x
– salários a pagar de
fevereiro 2019

Despesa
Receita diferida x
transferida para conta de
resultado.

Despesa
Vendas efetuadas à vista x x
no mês de fevereiro.

Receita
Custo das mercadorias x
vendidas efetuadas em
janeiro 2019

95
96 Contabilidade Geral

Despesa

Aula 37 (5)

Operações com duplicatas

Duplicata é título de crédito próprio das operações de compra e venda a prazo de


mercadorias e das prestações de serviço a prazo.
Quem emite a duplicata é o vendedor.
Exemplo:

01/12/2020 a empresa APROVADOS S.A vende mercadorias a prazo no valor de R$


10.000 para empresa SORTUDOS LTDA. A operação por meio de emissão de duplicatas
pela APROVADOS com vencimento em 31/12/2020.

Aprovados Sortudos

01/12/2020 01/12/2020

Vendedor Comprador

D – Duplicatas a receber .... 10.000 D – Mercadorias .................10.000


C – Receita de Vendas ....... 10.000 C – Duplicatas a pagar ........10.000

Duplicatas a receber Duplicatas a receber


D C D C
10.000 10.000

Vendas a prazo Compra de estoques a prazo

96
97 Contabilidade Geral

Pagamento na data do vencimento

Aprovados Sortudos

D – Caixa ......................... 10.000 D – Duplicatas a pagar ....... 10.000


C – Duplicatas a receber ..10.000 C – Caixa ............................. 10.000

Pagamento após a data do vencimento, juros 10% ao mês.


10% x 10.000 = 1.00

Aprovados Sortudos

D – Caixa ............................. 11.000 D – Duplicatas a pagar ....... 10.000


C – Duplicatas a receber .... 10.000 D – Despesas de juros ....... 1.000
C – Receitas de juros ......... 1.000 C – Caixa ............................. 11.000

Pagamento antes da data do vencimento, com desconto de 5%

Aprovados Sortudos

D – Desconto concedido .............. 500 D – Duplicatas a pagar ....... 10.000


D – Caixa ................................9.500 C – Caixa ..............................9.500
C – Duplicatas a receber .... 10.000 C – Desconto obtido ............ 500

Aula 38 (6)
Operações com duplicata
 Cobrança em carteira – pela própria empresa, setor de cobrança;
 Cobrança simples – por terceiros, a empresa faz uma remessa de duplicatas para
serem cobradas por outra entidade (banco por exemplo). Prestam serviços à

97
98 Contabilidade Geral

empresa. A empresa transfere a posse dos títulos aos bancos, porém a


propriedade continua da empresa. Ou seja, a empresa não recebe nenhum
dinheiro ao enviar as duplicatas para a cobrança pelo banco. O simples envio das
duplicatas para a cobrança por terceiros não altera, a priori, a estrutura contábil-
patrimonial da empresa remetente, pois as duplicatas continuam registradas
como direitos até os respectivos vencimentos. Sendo assim, para fins de controle
da remessa das duplicatas enviadas ao banco para cobrança, a empresa relaciona
os títulos por meio de um borderô, ao qual anexo os respectivos títulos.
 Borderô é o documento onde são registrados e controlados os cheques pré-
datados e/ou duplicatas que foram negociados com a empresa de factoring e
bancos.

Fases
 Remessa dos títulos para cobrança
 Registro da operação, através das contas de compensação (não alteram a situação
patrimonial)
 Registro das despesas cobradas pelo Banco com a cobrança dos títulos.

98
99 Contabilidade Geral

Pelo recebimento das importâncias referentes aos títulos:


 O Banco comunica que os títulos foram quitados.
 Baixa da responsabilidade através do lançamento de compensação.
 Baixo dos direitos, através do débito da conta Bancos Conta Movimento pelo
recebimento das importâncias referentes aos títulos e crédito da conta Duplicatas
a receber ou clientes para baixa dos respectivos direitos.
Exemplo:
A empresa XYZ faz remessa de duplicatas ao BB, para cobrança simples, conforme
borderô no valor de R$ 50.000. O BB cobrou R$ 50,00 de comissões e taxas.
1.
01/03/2000
a) Contas de Controle (ou compensação) extracontábil;

Contas de compensação ativa

D – Títulos endossados ou duplicatas em cobrança .............................50.000


C – Endosso para desconto ou endosso p cobrança ............................50.000

Contas de compensação passiva

b) Registro da despesa
D – Despesas bancárias ...................... 50.
C – Bancos ...........................................50.

99
100 Contabilidade Geral

Dia do vencimento – 20/03


Banco comunica a quitação do título
D– Endosso para desconto ou endosso p cobrança ............................50.000
C – Títulos endossados ou duplicatas em cobrança .............................50.000

Não altera o patrimônio


Controle extracontábil
D – Bancos .................... 50.000
C – Duplicatas ................ 50.000
Aula 39 (7)

Duplicatas descontadas

 A duplicata é um título de crédito próprio das operações de compra e


venda de mercadorias e das prestações de serviços a prazo. Tem força
executiva (ação judicial contra o devedor).
 Quem emite é o vendedor (credor ou sacador);
 Regime de competência para o registro dos fatos administrativos. Assim,
quando uma empresa realiza uma venda a prazo, a receita de venda deve
ser reconhecida na entrega da mercadoria, ou seja, quando transfere a
titularidade, independentemente do recebimento de valores.

Duplicatas descontadas

 O desconto de duplicatas / duplicatas descontadas é uma operação que o


banco paga a empresa o valor atual (valor nominal do título menos os juros
descontados) de títulos de créditos a receber (duplicatas por exemplo).
Nesse caso, a empresa não efetua baixa das duplicatas a receber no
momento da operação de desconto, porque se o título não for quitado, o
banco cobrará da entidade que efetuou essa operação.

Duplicata de R$ 100 da empresa B

100
101 Contabilidade Geral

Empresa A Banco (R$ 100 – 10%)

Desconto da Duplicata
Retém o valor dos juros
Ainda não há despesa
R$ 90,00 de juros
Em dinheiro
Contabiliza despesa de juros a apropriar (retificadora)

Se não
Banco (Duplicata R$ 100) conseguir Empresa A
receber a
Tem uma dívida
duplicata
cobra de A Duplicatas Descontadas

 Antes da adoção da Contabilidade brasileira aos padrões internacionais, os


valores de duplicatas descontadas eram registradas em conta retificadora
do ativo circulante, logo após a conta duplicatas a receber ou clientes. Os
juros eram contabilizados pela empresa como despesas antecipadas, no
ativo e apropriado ao resultado no momento em que a despesa era
incorrida, de acordo com o regime de competência.

Duplicatas Descontadas

É uma DÍVIDA

É PASSIVO EXIGÍVEL

 Duplicatas descontadas NÃO É cobrança simples (terceiros) NÃO É


cobrança em carteira; é um “empréstimo” pois recebe de forma antecipada
dando como garantia a própria duplicata; não dá baixa em duplicatas a
receber (continua no patrimônio) surge uma dívida (duplicatas
descontadas). Se o Banco não conseguir receber a duplicata ele cobrará
da empresa.

101
102 Contabilidade Geral

 Atualmente, de acordo com as normas internacionais de contabilidade, a


conta DUPLICATAS DESCONTADAS, deve ser classificada no PASSIVO
EXIGENTE (circulante ou não circulante), retificada pela conta
ENCARGOS FINANCEIROS A TRANSCORRER (ou juros a transcorrer).
Essa operação, na essência, trata-se de um empréstimo, deixando as
duplicatas como garantia.
 Exemplo:
01/07/2020 venda a prazo de mercadorias no valor de R$ 100.000,00,
conforme duplicata emitida (vencimento 01/09/2020). Custo do estoque de
R$ 40.000,00.
Desconsidere os impostos sobre as vendas.

Aula 40 (8)
Lançamentos contábeis:
Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

Bancos ..................... 120.000

Estoques................... 100.000

Patrimônio de Líquido

Capital Social ................220.000

1. Receitas de venda - FG
01/07/2020
D – Duplicatas a receber ..................................100.000 A
C – Receitas de venda ......................................100.000 PL

Lançamento:
Bancos
D C

102
103 Contabilidade Geral

120.000

Estoques
D C

100.000

Duplicatas a receber
D C

100.000 (1)

Receita
D C

100.000 (!)

2. Baixa do estoque (custo que diminui o estoque)


D – Custo das mercadorias vendidas ..................40.000 (Despesa)
C – Estoques ........................................................40.000

Estoques
D C

100.000 40.000 (2)

CMV
D C

103
104 Contabilidade Geral

40.000 (2)

3. Desconto da duplicata
Banco cobra taxa de juros simples 10% ao mês.

Juros = 100.000 x 10% x 2 = 20.000


Lançamento na empresa
Desconto de duplicata: 01/07/2020

D – Bancos ................................................80.000 (aumenta o ativo)


D – Juros a apropriar .................................20.000 (retificadora do passivo)
C – Duplicatas descontadas .....................100.000 (aumento do passivo)

Bancos
C
D
120.000
80.000 (3)

Duplicatas descontadas
C
D
100.000 (3)

Juros a apropriar
D C

20.000 (3)

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

Bancos ..................... 120.000 Duplicatas descontadas .......100.000

104
105 Contabilidade Geral

Juros a apropriar......................... -20.000

Estoques................... 100.000

Patrimônio de Líquido

Capital Social ................220.000

31/07/2020 – apropriação da despesa de juros


10% x 100.000 = 10.000

D - Despesa de juros (juros passivo) .................10.000


C – Juros a apropriar .........................................10.000

Despesas de juros
D C

10.000 (4)

10.000 (5)

Juros a apropriar
D C

20.000 (3) 10.000 (4)


10.000 (5)

01/07/2020
Passivo
Duplicatas descontadas .......100.000
Juros a apropriar......................... -20.000

31/07/2020

105
106 Contabilidade Geral

Passivo
Duplicatas descontadas .......100.000
Juros a apropriar......................... -10.000

31/08/2020
Passivo
Duplicatas descontadas .......100.000
Juros a apropriar......................... -10.000

Data do vencimento
Ou cliente paga ou cliente não paga
Baixa em duplicatas descontadas
D – Duplicatas descontadas .................................100.000
C – Duplicatas a receber .......................................100.000
Duplicatas descontadas
D C

(6) 100.000 100.000 (3)


0

Duplicatas a receber
D C

100.000 (1) 100.000 (6)


0

Cliente não paga


D – Duplicatas descontadas .................................100.000

Aula 41 (9)
Balancete de Verificação

106
107 Contabilidade Geral

 É um demonstrativo contábil auxiliar


 Não é obrigatório
 Apresenta a relação das contas (patrimoniais ou de resultado) de acordo com a
sua natureza (devedora ou credora);
 As informações são extraídas do livro razão (saldos finais);
 Evidencia a igualdade matemática dos lançamentos efetuados no período;
 Verificar a correta aplicação do método das partidas dobradas;
 Não identifica todos os erros cometidos durante a escrituração, mas apenas os
provenientes da incorreta aplicação do método das partidas dobradas;
 Exemplo de erros identificáveis
 Registro só a débito, sem crédito correspondente;
 Debitar ou creditar as duas contas, ao invés de debitar uma conta e creditar a
outra;
 Registro de um débito, sendo que o crédito foi lançado por um valor duas
vezes igual ao crédito;
 Registrar uma conta de natureza devedora, um valor que a torne com saldo
credor (saldo credor de caixa que não pode existir);
 Tipos de balancete
 Balancete de verificação inicial – apresenta as contas patrimoniais e de
resultado; apresentado antes da apuração do resultado;
 Balancete de verificação final – apresenta somente as contas patrimoniais;
é apresentado após a apuração do resultado;
 Questão

Balancete de verificação inicial

Contas Saldo
Devedor Credor

Balancete de verificação final


1) Cálculo do resultado (800-300 = 500) lucros acumulados
2)

Contas Saldo

107
108 Contabilidade Geral

Devedor Credor

 Quantidade de colunas do s balancetes


 2 a 8 colunas
 Segundo a doutrina
 Quanto mais coluna mais detalhes
 Não considera o nome da conta
 Considera só credor e devedor
 Exemplo
Aula 42 (10)
 Questões
Uma empresa comercial realizou uma antecipação de recebíveis no valor de R$
100.000,00, cujo prazo estabelecido foi de 4 meses a partir da contratação com a
instituição financeira. O contador da entidade verificou que foi depositado na sua
conta corrente o valor de R$ 92.500,00 em virtude desta transação. Nesse sentido,
assinale a alternativa que contém o registro inicial dessa transação na empresa
comercial, em R$:

Empresa

D: Juros/encargos financeiros a apropriar ...........7.500 (retificadora do passivo)


D: Bancos........................................................... 92.500 (entrada de dinheiro)
C: Duplicatas descontadas .............................. 100.000 (passivo)

 Questão
A empresa Pé grande Sapatos LTDA antecipou o pagamento de uma conta no
valor de R$ 16.000,00, obtendo desconto de 5%. A forma correta do registro
contábil a ser lançado é:

Contas a pagar

108
109 Contabilidade Geral

D C

Desconto obtido (receita)

D C

800

D: Contas a pagar .......................16.000


C: Conta Caixa ..........................15.200
C: Desconto obtido... .......................800

 A escrituração do fato de pagamento em dinheiro de duplicatas no valor de R$


50,00 antes do vencimento com desconto financeiro de R$ 2,00 é realizada da
seguinte forma:

D: Duplicatas a pagar ....................... 50,00 (natureza credora = D)


C: Caixa ..................................................48 (natureza devedora = C)
C: Desconto obtido (receita) ...................2 (natureza credora = C )

Aula 43 (11)
Capital x Patrimônio
 Capital Social
 É a conta do PL formado pelas ações (se for sociedade anônima) ou
quotas (se for sociedade por quotas de responsabilidade limitada)

109
110 Contabilidade Geral

subscritas por proprietários ou acionistas para a constituição da


sociedade.
 O capital social também é chamado de capital subscrito ou capital
contábil.
 O capital social é o montante bruto registrado no contrato social ou
estatuto de constituição da empresa.
 Nem sempre os sócios integralizam de imediato todos os recursos
que foram acordados para serem entregues no contrato de
constituição da empresa. Por isso, a conta do capital social
discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda
não realizada.
 Se uma empresa subscreve o capital no valor de R$ 450.000,00,
sendo que foi integralizado o montante de R$ 280.000,00 em
dinheiro. Realize o lançamento contábil e apresentação das contas
no Balanço Patrimonial.

D – Caixa ..........................280.000 (A)


C – Capital a integralizar...170.000 (Retificadora do PL nat.
Devedora)
C – Capital social ..............450.000 (PL)

Ativo Passivo
Caixa 280.000
PL
Capital Social
450.000

Capital a integralizar (-) 170.000

 Segundo a Lei das SA, o capital social poderá ser formado com
contribuição em dinheiro ou em qualquer espécie de bens
suscetíveis de avaliação em dinheiro.

110
111 Contabilidade Geral

 A constituição da companhia depende do cumprimento dos


seguintes requisitos preliminares:
I – Subscrição, pelo menos por 2 pessoas, de todas as ações em
que se divide o capital social fixado no estatuto; PF ou PJ.
II – Realização como entrada de 10% no mínimo do preço de
emissão das ações subscritas em dinheiro.
III – Depósito no BB SA ou em outro estabelecimento bancário
autorizado pela CVM.
 Capital autorizado e Capital a subscrever
 É o valor que a empresa pode aumentar o capital social sem a
necessidade de alteração contratual ou estatutária.
 Contas apenas para controle – não vão para balanço, apenas conta
de controle.
Capital autorizado: 500.000 Conta de controle
Capital subscrito: 300.000
Capital integralizado: 180.000

Capital a subscrever = Capital autorizado – Capital social


500 – 300
200

Capital a integralizar = Capital social – capital integralizado


300-180
120

Retificadora do PL
 Diferença entre capital e patrimônio
Capital representa o montante de recursos (bens e direitos) que os
proprietários e acionistas entregaram à entidade para que a empresa inicie
e desempenhe suas atividades.
Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a
uma entidade.

111
112 Contabilidade Geral

Chamamos de patrimônio bruto o valor do ativo total à disposição da


empresa.
Por último, patrimônio líquido é a diferença entre o ativo e o passivo,
também denominado capital próprio, recursos próprios ou passivo não
exigível.
 Questão: A empresa Inova SA. Realizou aumento de capital para entrada
de um novo sócio que alugava o prédio da sede para a empresa. O valor
do aumento de capital foi de R$ 1.100.000,00 sendo R$ 1.000.000
integralizado como imóvel e o restante em dinheiro R$ 100.000.

Esse evento teve como consequência um lançamento de:

A – Crédito em capital social

B – Débito em Patrimônio Líquido

C – Crédito em compensação

D – Débito no Intangível

E – Crédito no disponível

D – Imóvel .....................................1.000.000

D – Caixa .........................................100.000

C – Capital Social ........................ 1.100.000

Letra A

Aula 44 (12)

Receitas e Despesas antecipadas

 Em atendimento ao princípio da competência, as receitas e despesas são


registradas no momento em que ocorrem, independentemente do seu
recebimento ou pagamento.
 Registro do fato = momento do fato gerador.

112
113 Contabilidade Geral

 Receitas antecipadas = a empresa recebe o valor antecipadamente criando


uma obrigação futura entrega de mercadoria/serviço (Conta do Passivo).
 Exemplo:
1. A empresa Aprovados recebe o valor de R$ 10.000 do cliente x, em
maio/2000, referente ao adiantamento para aquisição de mercadorias
que serão entregues em agosto/2000.
Empresa Aprovados:
Maio
D – Caixa .................................10.000
C – Adiantamento de clientes.....10.000 (tipo de receita antecipada)
Aumenta o PASSIVO

Adiantamento de clientes

Débito Crédito
2.10.000 10.000

Entrega da mercadoria: Agosto


D – Adiantamento de clientes......10.000
C – Receita de vendas ................10.000
 Receita diferida
 É classificada no passivo não circulante;
 Tem o mesmo significado de receita antecipada, ou seja, identificar
receitas recebidas de forma antecipada, mas que ainda não foram,
respectivamente, realizadas.
 Em outras palavras, as receitas foram transferidas (diferidas) para
serem apropriadas em períodos futuros (por exemplo, mensais ou
anuais) por não competirem, respectivamente, aos períodos em que
foram recebidas (ou aos períodos em que ocorreram o recebimento
antecipado da receita).

113
114 Contabilidade Geral

 A classificação de receita antecipada como receita diferida no


passivo não circulante veio com a entrada em vigor da Lei
11.941/09;
 Exemplo: o aluguel recebido antecipadamente, quando não houver
cláusula de restituição.
 Se houver cláusula de restituição é receita antecipada. .
 Despesa antecipada
 A empresa, em regra, paga antecipadamente.
 A Lei 6.404/76, em seu artigo 179, afirma que as contas serão
classificadas do seguinte modo:
I – No ativo circulante: as disponibilidades; os direitos realizáveis no
curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos
em despesas do exercício seguinte;
 As disponibilidades: caixa; bancos;
 Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente: até
12 meses;
 Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte:
despesas antecipadas;
 Exemplo: Seguros, aluguéis, comissões,
 A empresa Aprovados efetuou em 01/07/2000 o pagamento de R$
1.200,00, referente ao seguro de veículo, com vigência de 12 meses
a partir desta data.
01/07/2000
D – Seguros a vencer ........1.200 é um direito (aumenta o ativo)
C – Caixa ...........................1.200

Ou
Seguros a vencer/seguros pago antecipadamente/seguros a
apropriar
Seguros a vencer

D C

114
115 Contabilidade Geral

1.200

1.200 /12 = 100 por mês


2. 31/07/2000
D – Seguros a vencer .........................100
C – Seguros a vencer ..........................100

31/08/2000

31/09/2000

31/10/2000

31/11/2000

31/12/2000

Seguros a vencer
D C

1.20 100
0 100
100
100
100
100
100

600

Despesa em 2000
100 x 6 = 600

115
116 Contabilidade Geral

Aula 45 (13)
 Questões
1. Despesa antecipada – é um direito, pago previamente.
2. 31/08/2015
Contrato de seguro: 01/09/2015 ------------ 31/08/2016
Valor de R$ 18.000,00
Valor da franquia em caso de sinistro R$ 1.800,00
Poderá receber indenização no montante de até 10 vezes o prêmio
pago;
As demonstrações contábeis feitas em 31/12/2015.

 Seguro de 12 meses – até 12 meses é curto prazo, ativo circulante;


 Conta seguros a vencer (ativo circulante) foi apresentada no balanço
patrimonial (31/12/2015) com saldo de R$ 12.000?
R$ 18.000/12 = R$ 1.500 por mês

Despesa em 2015 = 1.500 x 4 = R$ 6.000

Conta seguros a vencer:


Saldo inicial – saldo que já deu baixa
18.000 – 6.000 = 12.000

DRE referente à conta Despesas com Seguros, no rol de despesas


operacionais
Despesa em 2015 = 1.500 x 4 = R$ 6.000

Lançamento do pagamento
D – Seguros a vencer
C – Caixa ...............................18.000

Seguros a vencer
D C

116
117 Contabilidade Geral

18.000

Seguros a vencer

D C

18.00 1.500
0 (setembro)
1.500
(Outubro)
1.500
(Novembro)
1.500
(Dezembro)

12.000

3. Serviço de transportadora
Prazo de 01 ano Valor total de R$ 1.200.000,00
01/09/2015 assinatura e entrou em vigor imediatamente
Volume mensal transportado constante durante todo prazo
Pagamento total ao final do contrato (não é antecipado)
Somente poderá ser rescindido antecipadamente com o pagamento
integral do valor do contrato sem qualquer desconto.
DRE em 2015?
Balanço em 2015?

Despesa de 2015
1.200.0 / 12 = 100.000 por mês

01/09/2015 a 31/012/2015 (04 meses) = 100.000 x 4 = 400.000

117
118 Contabilidade Geral

Contas a pagar

Pagamento total ao final do contrato (não é antecipado) então contar a


pagar será de R$ 1.200.000

Despesas antecipadas

1.200.000 – 400.000 = 800.000

01/09/2015

D – Despesa antecipada ................1.200

C – Contas a pagar .........................1.200

Apropriação mensal

D – Despesa com transporte .................100.000

C – Despesa antecipada ........................100.000

4. Empresa recebeu de um cliente R$ 1.200.000 para prestar serviços de


manutenção pelo prazo de 01 ano.
Assinatura em 01/10/2015;
Entrou em vigor imediatamente;
Total de 10 horas mensais de manutenção ordinária a serem atendidas,
limitadas a 120 horas no período contratado;
Em 2015, além das 10 horas mensais, no mês de dezembro a empresa
aplicou mais 35 horas totais em função de problemas extraordinários.
Na empresa contratada, o valor da DRE e o saldo do balanço em
31/12/2015 foram?

Se recebeu = receita antecipada

118
119 Contabilidade Geral

Limitadas a 120 horas no período do contrato

Outubro – 10 h/mês
Novembro – 10 h/mês
Dezembro – 10 h/mês + 35 h/extraordinárias

Receita em 2015
1.200.000/120 horas x 65 horas = 650.000 (receita de serviço)

Lançamento
D – Caixa ..................................................1.200.000
C – Receita antecipada .............................1.200.000

5. No dia 02/01/2018 entidade contratou seguros


Valor de R$ 237.000
O pagamento seria de duas parcelas iguais e mensais;
Vencimento nos dias 02/02/2018 e 02/03/2018;
Vigência de 30 meses a partir de sua contratação (imediata).

31/03/2018 a entidade reconheceu despesa mensal com seguros no


valor de R$ 7.900
237.000/30 = 7.900

31/01/2018 a entidade reconheceu um ativo de seguros antecipados de


R$ 229.100
R$ 237-7.900 = 229.000

Aula 46 (14)
CPC 25

Provisões, Ativos Contingentes e Passivos Contingentes

 Litígio judicial ou administrativo


 Empresa – parte autora (parte ativa) ou parte ré (parte passiva)
 Litígio passivo (alguém entra com uma ação contra a empresa)
Passivo contingente – contingência é que alguém entrou contra a
empresa;

119
120 Contabilidade Geral

Contingência deve ou não ser contabilizada


Deixando de ser um passivo contingente e passa a ser uma
provisão;
Provisão (é um passivo, com prazo e com valor INCERTOS)
Empresa A x Empregado B – Reclamatória Trabalhista = passivo
contingente;
Não é contabilizado o passivo contingente.
Probabilidade de perda (análise pelo contador e pelo advogado)

Litígio É Passivo Não é contabilizado


contingente

Probabilidade de Passivo contingente Provisão


perda maior que deve ser devido no É contabilizado o
50%. futuro. valor; estimando o
valor.

 Provisões
É contabilizada
Quando atender os requisitos de reconhecimento
Provisão trata-se de um passivo de prazo ou valor incertos utilizando
estimativas;
 Passivos contingentes e Ativos contingentes
Não devem ser contabilizados
Dependendo do caso podem ser divulgados em notas explicativas
 Provisões – são estimativas realizadas em relação a valores que
provavelmente serão perdidos no futuro, porém, há incertezas em relação
ao montante ou a data em que a perda se efetivará.
É um passivo de prazo e valor incerto.
Exemplo: provisão para garantias; provisão trabalhista; provisão
tributária; etc.

120
121 Contabilidade Geral

Despesas de férias e 13º salário NÃO devem ser reconhecidas


como provisionamento, pois registra uma obrigação de valor e
existências certos.
Assim, devemos chamar as apropriações pelo regime de
competência de férias a pagar, por exemplo, e não de provisão de
férias.
Férias a pagar – correto.
Provisão de férias – errado.
Porém, vamos ver que a banca continua a utilizar as expressões
provisão para férias e provisão para 13º salário, devido sua ampla
aplicação na contabilidade, apesar de estarem incorretos, do ponto
de vista técnico.
Exemplo de provisão do passivo temos a provisão para
indenizações trabalhistas; e do ativo a provisão para os devedores
duvidosos.
Perdas estimadas para devedores duvidosos - correto
Não existe mais as provisões do ativo. É um PASSIVO.

Provisão e Passivo Contingente


É um passivo de prazo ou de valor incertos

121
122 Contabilidade Geral

Uma provisão deve ser reconhecida quando:


Provisão
a) A entidade tem uma obrigação presente
(legal ou não formalizada) como resultado de
evento passado;
b) Seja provável que será necessária uma saída
de recursos que incorporam benefícios
econômicos para liquidar a obrigação;
c) Passa a ser feita uma estimativa confiável do
valor da obrigação.

Uma obrigação possível que resulta de eventos


passados e cuja existência será confirmada apenas
pela ocorrência ou não de um ou mais eventos
futuros incertos não totalmente sob o controle da
Passivo contingente entidade.
(litígio)
Não é contabilizado

Notas explicativas.

NÃO É PROVÁVEL que


uma saída de recursos
que incorporam
Ou uma obrigação benefícios econômicos
presente que resulte de seja exigida para liquidar
eventos passados, mas a obrigação.
que não é reconhecida O valor da obrigação
porque: NÃO PODE SER
MENSURADO com
suficiente confiabilidade.

Aula 47 (15)

122
123 Contabilidade Geral

Exemplo:
Empresa A
Empresa B – Reclamatória Trabalhista
Horas-extras no valor de R$ 10.000,00
Após análise contábil e jurídica: identificou-se que a probabilidade de perda era
provável (maior que 50%).

Estimado com segurança.

Contabilização da provisão:

D – Despesas com provisão ...........................10.000

C – Provisão trabalhista ....................................10.000 (aumenta o passivo)

 Conceitos do CPC 25
Evento que cria obrigação é um evento que cria uma obrigação legal
ou não formalizada que faça com que a entidade não tenha
alternativa realista senão liquidar essa obrigação.
Obrigação legal é aquela que deriva de: contrato (por meio de
termos explícitos ou implícitos); legislação ou outra ação da lei.
Obrigação não formalizada é uma obrigação que decorre das
ações da entidade que:
A) Por via de padrão estabelecido de práticas atrasadas, de
políticas publicadas ou de declaração atual suficientemente
específica, a entidade tenha indicado a outras partes que
aceitará certas responsabilidades e
Recall de veículo
B) Em consequência, a entidade cria uma expectativa válida nessas
outras partes que cumprirá com essas responsabilidades;
Exercício
Não é possível o reconhecimento de provisão caso não possa ser
feita estimativa confiável do valor da obrigação.
(x) Certo ( ) Errado.

123
124 Contabilidade Geral

As provisões podem ser distintas de outros passivos tais como


contas a pagar e passivos derivados de apropriações por
competência;
Mensuração da provisão (melhor estimativa)
O valor reconhecido como provisão deve ser a melhor estimativa do
desembolso exigido para liquidar a obrigação presente na data do
balanço.
A melhor estimativa do desembolso exigido para liquidar a obrigação
presente é o valor que a entidade racionalmente pagaria para
liquidar a obrigação na data do balanço ou transferi-la para terceiros
neste momento.
Exemplo: A entidade vende bens com uma garantia segundo a qual
os clientes estão cobertos pelo custo da reparação de qualquer
defeito de fabricação que se tornar evidente dentro dos primeiros
seis meses após a compra. Se forem detectados defeitos menores
em todos os produtos vendidos, a entidade irá incorrer em custos de
reparação de 1 milhão. Se forem detectados defeitos maiores em
todos os produtos vendidos, a entidade irá incorre em custo de
reparação de 4 milhões. A experiência passada da entidade e as
expectativas futuras indicam que, para o próximo ano, 75% dos
bens vendidos não terão defeitos, 20% dos bens vendidos terão
defeitos menores e 5% terão defeitos maiores. De acordo com o
item 24 do CPC 25, a entidade avalia a probabilidade de uma saída
para as obrigações de garantias como um todo.
O valor esperado do custo das reparações é:
Resolução:
1. Litígios judiciais
2. Provisões para garantias
Provisão do que vai gastar no ano seguinte referente às
reparações de itens que foram vendidos:

124
125 Contabilidade Geral

Provisão:
75% x 0 = 0

Todos produtos .............................. 1 milhão


20% dos produtos............................ X
X = 200.000

Provisão = 75% X 0,0 + 20% x X1milhão+5|%x 4 milhões


0+ 200.000+200.00
400.000
D – Despesa com provisão
C – Provisão para garantias ...........................400.000
 Uso da provisão
Uma provisão deve ser usada somente para os desembolsos para os quais
a provisão foi originalmente reconhecida.
Somente os desembolsos que se relacionem com a provisão original são
compensados com a mesma provisão. Reconhecer os desembolsos contra
uma provisão que foi originalmente reconhecida para outra finalidade
esconderia o impacto de dois eventos diferentes.

Provisão Trabalhista ..................... Provisão Trabalhista


Provisão Tributária ........................ Provisão Tributária

As provisões devem ser reavaliadas em cada data de balanço e ajustadas


para refletir a melhor estimativa corrente. Se já não for mais provável que
seja necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios
econômicos futuros para liquidar a obrigação, a provisão deve ser
revertida.

Reversão = Receita
Lançamento reverso
D – Provisão Trabalhista ......................... 10.000

125
126 Contabilidade Geral

C – Reversão de Previsão ....................... 10.000

Quando for utilizado o desconto a valor presente, o valor contábil da


provisão aumenta a cada período para refletir a passagem do tempo. Esse
aumento deve ser reconhecido como despesas financeira.

Aula 48 /16
Provisões e Passivos Contingentes

Perdas operacionais futuras


 Provisão
É um passivo de prazo ou de valor incertos;
Obrigação presente que provavelmente requer uma saída de recursos
derivada de fato do passado.
O fato gerador da despesa já ocorreu.
A provisão é reconhecida;
Divulgação é exigida para provisão. Em notas explicativas.
 Passivo contingente (litígio)
Há obrigação possível ou obrigação presente que pode requerer, mas
provavelmente não irá requerer, uma saída de recursos.
Nenhuma provisão é reconhecida.
Divulgação é exigida para o para o passivo contingente. Em Notas
Explicativas
 Perdas operacionais futuras – provisões para perdas operacionais
futuras não devem ser reconhecidas; porque ainda não aconteceram;
 As perdas operacionais futuras não satisfazem à definição de passivo, nem
os critérios gerais de reconhecimento estabelecidos no CPC 25.
 A expectativa de perdas operacionais futuras é uma indicação de que
certos ativos da unidade operacional podem ser recuperáveis. A entidade
deve testar esses ativos quanto à recuperabilidade segundo o
Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de
Ativos.

Litígio judicial

126
127 Contabilidade Geral

Perda remota, não há reconhecimento da provisão e nem


divulgação.
Perda possível do litígio já vira passivo contingente, ele não é
contabilizado, mas é divulgado em notas explicativas.
Perda provável, contabiliza e divulga em notas explicativas.

Tratamento contábil da Provisões e do Passivo Contingente


Provável Possível (não Remota
provável)
Contabiliza Não contabiliza Não contabiliza
Divulga em notas Mas, divulga em notas Não divulga.
explicativas a provisão o passivo contingente.

Exemplo:
Hipótese 1
Desembolso de R$ 10.000
Probabilidade de 10%

Hipótese 2
Desembolso de R$ 25.000
Probabilidade de 60%

D – Despesa com provisão trabalhista ....................25.000


C – Provisão trabalhista ..........................................25.000

Hipótese 3
Desembolso de R$ 32.000
Probabilidade de 30%

Situação 1
A empresa foi condenada ao pagamento da indenização do valor
inicialmente reconhecido R$ 25.000
D – Provisão trabalhista ....................25.000

127
128 Contabilidade Geral

C – Caixa ..........................................25.000

Provisão Trabalhista

D C

25.000 25.000

Situação 2
A empresa foi condenada ao pagamento da indenização do valor de R$
20.000
Provisão Trabalhista

D C

5.000 25.000
(1)
20.000

1. Parte da reversão de R$ 5.000


D – Provisão Trabalhista ........................5.000
C – Reversão de Provisão ......................5.000

2. D – Provisão Trabalhista .....................20.000


C – Caixa .............................................20.000
 Só contabilizo a probabilidade de perda PROVÁVEL

Aula 49 /17

 Ativos contingentes

128
129 Contabilidade Geral

Empresa (autora) x Fornecedor (réu)


 São caracterizados em situações na quais, como resultado de
eventos passados, há um ativo possível cuja existência será
confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos
futuros incertos não totalmente sob controle da entidade.
 As entidades não devem reconhecer os ativos contingentes,
exceto quando a realização de ganho é praticamente certa, então o
ativo relacionado não é um ativo contingente e sim um ativo
propriamente dito e o seu reconhecimento é adequado, bem como
sua divulgação. Quando a probabilidade de entrada de recursos for
provável, o ativo contingente deve ser divulgado em notas
explicativas.
 A entrada de benefícios econômicos é praticamente certa.
O ativo não é contingente.
Apenas ativo. Ativo propriamente dito.
Contabiliza e divulga.
 A entrada de benefícios econômicos provável, mas não
praticamente certa.
Nenhum ativo é reconhecido.
Divulgação é exigida.
 A entrada não é provável (possível)
Nenhum ativo é reconhecido.
Nenhuma divulgação é exigida.

Aula 50/18
 Provisões do passivo
Entretanto, o mais correto seria obrigações a pagar.
Despesas que geram obrigações (provisões do passivo)

D – Conta de Resultado ..................


C – Conta do Passivo .....................

Despesa com IR

129
130 Contabilidade Geral

Provisão com IR (IR a pagar)

Despesa com CSLL


Provisão p/ CSLL (CSLL a pagar)

Despesa de férias
Provisão para férias (férias a pagar)

Despesa 13º salário


Provisão para 13º salário (13º salário a pagar)

Ativos contingentes

 Ativos Contingentes
 Exemplo: a entidade realizou compras de produtos e ao ser
entregue os mesmos estavam vencidos e fornecedor nega-se a
trocar os produtos. A empresa entra judicialmente contra o
fornecedor.
 São caracterizados em situações nas quais, como resultado de
evento passado há um ativo possível cuja existência será
confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos
futuros incertos não totalmente sob controle da entidade.
 Não deve reconhecer ativo contingente
 Exceto quando a probabilidade de ganho for certa.
 As entidades não devem reconhecer os ativos contingentes, exceto
quando há realização do ganho é praticamente certa, então o ativo
relacionado não é ativo contingente (ativo propriamente dito) e o seu
reconhecimento é adequado, bem como sua divulgação. Quanto a
probabilidade de entrada de recursos for provável, o ativo
contingente deve ser divulgado em notas explicativas.

A entrada de A entrada de A entrada não é


benefícios benefícios provável
econômicos é econômicos é
praticamente certa. provável, mas não

130
131 Contabilidade Geral

praticamente certa.
O ativo não é Nenhum ativo é Nenhum ativo é
contingente. reconhecido reconhecido.
É ativo Divulgação é Nenhuma
exigida em notas divulgação é
explicativas. exigida.

Tratamento contábil dos Ativos Contingentes


Praticamente certa Provável Possível (não
provável)
O ativo não é Não contabiliza, mas Não contabiliza e
contingente; deve ser divulga em notas o não divulga em
considerado um ativo contingente. notas; não é ativo;
ativo.

 Reconhecer o ativo contingente no balanço patrimonial somente quando a


entrada de benefícios econômicos futuros se tornar praticamente certa,
ocasião em que o referido ativo deixa de ser considerado contingente.

Provisões do Passivo

(CPC 25)

O mais correto seria obrigações a pagar, porém algumas bancas utilizam


a nomenclatura.

Segue um quadro sobre as despesas que geram obrigações (provisões


do passivo), de acordo com as bancas:

Resultado Passivo circulante ou Passivo não


Debita circulante
Credita
Despesa com IR Provisão para imposto de renda = IR a
pagar

131
132 Contabilidade Geral

Despesa com CSLL Provisão p/ contribuição social sobre o


lucro líquido (CSLL) = CSLL a pagar
Despesa de férias Provisão para férias = Férias a pagar
Despesa de 13º salário Provisão para 13º salário = 13º salário a
pagar

A própria legislação do imposto de renda reforça, pois admite a


constituição como custo ou despesa operacional, das seguintes provisões (Lei n.
9.249/95, artigo 13, I, e RIR/2018, artigo 339).

 Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da


contribuição social sobre o lucro líquido, são vedadas as seguintes
deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei nº 4.506, de
30 de novembro de 1964:

I - de qualquer provisão, exceto as constituídas para o pagamento de férias


de empregados e de décimo-terceiro salário, a de que trata o art. 43 da Lei nº
8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da Lei nº 9.065, de 20 de
junho de 1995, e as provisões técnicas das companhias de seguro e de
capitalização, bem como das entidades de previdência privada, cuja constituição
é exigida pela legislação especial a elas aplicável; (Vide Lei 9.430, de
1996)

 Das provisões

Dedutibilidade

Art. 339. Na determinação do lucro real, somente serão dedutíveis as provisões


expressamente autorizadas neste Regulamento (Decreto-Lei nº 1.730, de 17 de
dezembro de 1979, art. 3º ; e Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso I ).

Provisões redutoras do ativo

(Perdas estimadas)

132
133 Contabilidade Geral

Segue um quadro sobre as despesas que geram reduções nos respectivos ativos
(contas retificadoras do ativo) de acordo com as bancas.

Resultado Retificadora do ativo


Débito Crédito
Despesas com ajuste Provisões para ajuste ao valor de mercado =
do valor do estoque perda estimada para ajuste ao valor de mercado
Despesa com Provisão para crédito de liquidação provisória
devedores duvidosos (PCLD) = perdas estimadas para crédito de
liquidação duvidosa
Despesa com perdas Provisão para perdas em investimentos = Perda
de investimentos estimada com investimentos

Perdas estimadas com créditos de liquidação duvidosa


 Conta retificadora do ativo; estimar as perdas que empresa tenha no ano
seguinte referente às vendas à prazo.
 Nem sempre a empresa recebe todos valores da venda à prazo, tem que
prevê essas perdas.

Perdas estimada para crédito de liquidação duvidosa (PECLD)

 Se referem a ajustes no valor contábil de direitos a receber, em contas


como “contas a receber”, “duplicatas a receber”, ou outra denominação,
que ficam sujeitas ao risco de perda pelo não recebimento integral dos
direitos, em razão da inadimplência dos clientes.
 A PECLD, em regra, é calculada mediante a aplicação de um percentual
médio dos créditos não recebidos nos últimos três anos.
 A PECLD não é dedutível para fins de imposto de renda.
 Ao contrário, as perdas efetivadas são dedutíveis, conforme Lei n.
9.430/96.
Art. 9º As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da
pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesas, para determinação
do lucro real (base de cálculo), observado o disposto neste artigo.
§ 1º Poderão ser registrados como perda os créditos:

133
134 Contabilidade Geral

I - Em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do


devedor, em sentença emanada do Poder Judiciário;

II - Sem garantia, de valor:

a) até R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por operação, vencidos há mais de


seis meses, independentemente de iniciados os procedimentos
judiciais para o seu recebimento;
b) acima de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) até R$ 30.000,00 (trinta mil
reais), por operação, vencidos há mais de um ano, independentemente
de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento, porém,
mantida a cobrança administrativa;

c) Superior a R$ 30.000,00 (trinta mil reais), vencidos há mais de um ano,


desde que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu
recebimento;

III - com garantia, vencidos há mais de dois anos, desde que iniciados
e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o
arresto das garantias;

IV - Contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica em concordata


ou recuperação judicial, relativamente à parcela que exceder o valor
que esta tenha se comprometido a pagar, observado o disposto no §
5o.

Em caso de clientes em recuperação judicial – a empresa que tem os


valores a receber deve reconhecer como PECLD apenas o valor que o
devedor não se compromete a pagar.
 Não é recomendado constituir PECLD nos seguintes casos:
1. Créditos com garantia;
2. Alienação fiduciária ou hipoteca

134
135 Contabilidade Geral

 Exemplo:
A empresa sortuda possui valores a receber de clientes no montante de R$
20.000,00 em 31/12/2000. A taxa de inadimplência é de 3%.
Vamos supor que a PECLD ainda não possui valores.

a) Calcule o valor de PECLD em 31/12/20.000.


PECLD = 20.000 x 3%
20.000 x 3/100
600,00

Lançamento contábil:
D – Despesas com PECLD ....................................................600,00
C – PECLD (retificadora do ativo) .........................................600,00

Não é adequado constituir PCLD nos seguintes casos: crédito com


garantias; em alienação fiduciária ou hipoteca; clientes em recuperação
judicial (o credor deve reconhecer como PCLD apenas o valor que o
devedor não se compromete a pagar).

Balanço
Ativo
Clientes ...........20.000,00
(-) PECLD ..........600,00

b) Vamos supor que no ano de 2001 os R$ 600,00 foram considerados


incobráveis (a empresa não recebeu).

PECLD

D C

2. 600 600

135
136 Contabilidade Geral

Clientes

D C

20.000 3. 600

19.400

D- PECLD ........................600,00

C- Clientes .......................600,00

D – Caixa ................................... Recebimento

C – Clientes ................................19.400

c) No ano de 20x1 R$ 800,00 foram considerados incobráveis.

PECLD

Débito Crédito

1) 600,00 1) 600,00

136
137 Contabilidade Geral

Clientes

Débito Crédito

2) 20.000 4) 800,00

Perda com clientes

Débito Crédito

5) 200,00

D - Perdas com clientes ..................................................200 (despesa)


D – PECLD .....................................................................600
C – Clientes ....................................................................800

137
138 Contabilidade Geral

Aula 51/19

d) Do valor de R$ 600,00 identificados com PECLD no balanço patrimonial


de 20x0 R$ 400,00 foram considerados incobráveis e o restante, no
valor de R$ 200,00, foi recebido em razão do pagamento dos clientes.

PECLD

Débito Crédito

2) 400,00 1) 600,00

3) 200,00

Clientes

Débito Crédito

1) 20.000 2) 400,00

19.600

138
139 Contabilidade Geral

Reversão

Débito Crédito

3) 200

incobráveis:

D – PECLD ................................................................... 400

C – Clientes ................................................................. 400

Reversão

D – PECLD ...................................................................... 200

C – Reversão de PECLD .................................................. 200

Exemplo:

A empresa Sortudos apresentou balanço patrimonial de 20x0 a conta Perdas


Estimadas para Crédito de Liquidação Duvidosa (PECLD) com saldo de R$
500,00.

139
140 Contabilidade Geral

Ao final do exercício de 20x1 a empresa possuía duplicatas a receber no valor de


R$ 100.000,00 com experiência de perdas no recebimento de créditos, ocorridas
nos últimos três anos, em média de 2%.

Assim, ao contabilizar uma nova provisão no exercício de 20x1:

a) Qual valor deve constar no balanço da conta PECLD?


1.
Para 20x1:
PECLD = 100.000 x 2% = 2.000,00
2.
Ativo em 31/12/20x1
Duplicatas a receber ...................100.000,00
(-) PECLD .....................................(2.000,00)

b) Qual o valor da despesa que deverá compor o resultado do exercício?

1. Teoria da reversão (correto de acordo com as normas contábeis)

20x0 = 500,00 foram recebidos em x1

PECLD

Débito Crédito

a) 500,00 500,00

b) 2.000,00

a) Fazendo a reversão:

D – PECLD .............................................................500

140
141 Contabilidade Geral

C – Reversão de PECLD .........................................500

b) Fazendo a constituição da nova PCLD

D – Despesa com PCLD ..............................................2.000

C – PCLD ......................................................................2.000

Resposta - O valor da despesa é R$ 2.000,00

1. Teoria da complementação

PECLD

Débito Crédito

1. 500
2. 1.500 complementa

2.000

Não há reversão, mas sim complementação.

Constituição complementar da PECLD:

D – Despesas com PECLD .................................................... 1.500

C – PECLD .............................................................................. 1.500

Resposta: 1.500

Aula 52/20

Questões – Provisões

141
142 Contabilidade Geral

1. Segundo o CPC 25, um passivo deve ser reconhecido quando a sua ocorrência for
provável, isto é, quando a probabilidade de sua ocorrência for:
a) Igual a 20%
b) Superior a 20% e inferior a 30%
c) Superior a 30% e inferior a 40%
d) Superior a 40 % e inferior a 50 %
e) Superior a 50%
2. Provisão corresponde a um passivo de prazo ou valor incerto. (V)
Passivo contingente caracteriza uma obrigação possível, resultante de eventos
passados, que será confirmada pela ocorrência ou não de eventuais
acontecimentos futuros, sobre os quais não terá controle.
3. Um passivo trabalhista só será objeto de registro contábil quando do trânsito em
julgado de sentença condenatória. (F) independe de sentença judicial pode ser
contabilizado uma provisão.
4. Registra-se em passivo não circulante a existência de uma obrigação presente com
remota probabilidade de saída de recursos. (F) se remota a probabilidade não
registra.
5. Existindo uma obrigação presente, mas que apenas provavelmente vá requerer
uma saída de recursos para sua liquidação, não se registra uma provisão, porém
divulga-se informação pertinente em nota explicativa. (F) sim registra e divulga em
nota.
6. Se um ingresso de benefícios econômicos for praticamente certo, um ativo
contingente deverá ser reconhecido. (F) não deverá ser reconhecido. Reconhece o
ativo.
7. Caso uma entrada de benefício econômico não seja provável, nenhum ativo
deverá ser reconhecido ou divulgado. (V)
Aula 53/21
Questões
1. Provisões são reconhecidas como passivo; é um passivo de prazo ou valor
incerto. Utilizam estimativas.
Passivo contingente não é reconhecido como passivo. Não é contabilizado.

142
143 Contabilidade Geral

2. Notícia veiculada a respeito da recuperação judicial do cliente em atraso


caracteriza UMA PERDA INCORRIDA.
3. O fato de o cliente estar inadimplente junto a outras entidades É MOTIVO
suficiente para que a dívida dele seja incluída na estimativa de perdas.
4. As garantias reais reduzem as perspectivas de perdas com contas a receber.
Alienação Fiduciária e hipoteca.

Aula 54

Folha de pagamento

 Nas relações de trabalho, além dos salários brutos, a empresa tem a obrigação de
recolher os encargos sociais, que são o FGTS e a contribuição previdenciária sobre
a folha de pagamento. Estes são registrados como custo ou despesas da empresa,
de acordo com o regime de competência.

FGTS – depósito mensal, 8% do seu salário, em caso de demissão sem justa causa
= Despesa da empresa. Não é tributo.
Lançamento:
D – Despesa com FGTS
C – FGTS a pagar

Contribuição Previdenciária (INSS) patronal – é tributo, devido pela empresa,


despesa da empresa, as bancas utilizam 20%, sobre a folha salarial.
Lançamento:
D – Despesa com INSS
C – INSS a pagar

 Descontos: retenções ou compensações


Os descontos correspondem às retenções e compensações que são descontadas
pela entidade (empregador) do salário bruto dos funcionários.

143
144 Contabilidade Geral

As retenções são os valores que a empresa tem responsabilidade legal de


descontar e recolher a terceiros ou ao governo, por exemplo IRRF, INSS,
contribuição sindical.

D – Salários a pagar
C – INSS a recolher
C – IRRF a recolher
C – Contribuição sindical a recolher

 Descontos
As compensações são os valores que devem ser descontados dos salários brutos
dos empregados e que não serão repassados a terceiros. Os casos mais comuns de
compensações são o adiantamento de salários e os empréstimos aos empregados;
1. Adiantamento de salários
D – Adiantamento a empregados
C - Caixa
2. Apropriação da despesa de salários
D – Despesa de salário
C – Salário a pagar
C – Adiantamento a empregados

Ou
1. Adiantamento
D – Adiantamento de salários
C – Caixa
2. Apropriação da despesa
D- Despesa de salários
C – Salários a pagar

3. Pagamento
D- Salários a pagar
C - Adiantamento de salário

144
145 Contabilidade Geral

C - Caixa

Aula 55

 Férias
As despesas com férias devem ser reconhecidas mensalmente de acordo com o
Princípio da Competência. Serão contabilizadas na proporção de 1/12 do salário
mensal, considerando o número de dias de férias que já tenha direito, acrescido
do adicional de férias de 1/3 (abono), do inss patronal e do FGTS.
 Exemplo:
Uma empresa com folha de salários de R$ 12.000,00, previdência patronal de 20%
e FGTS de 8% deverá reconhecer férias a pagar mensal com valor de:

1/12 das férias se dentro do mês se trabalhar mais de 14 dias.


Base para provisão mensal = 1/12 x 12.000 = 1.000
Abono de férias = 1/3 x 1.000 = 333,33
Total = R$ 1.333,33

INSS
20% x 1.3333,33 = R$ 266,67

FGTS
8% x 1.333,33 = 106,67

Total = R$ 1.706,67

Registro das férias


D – Despesas com férias...................................1.333,33
C – Férias a pagar ............................................ 1.333,33

INSS
D – INSS férias (despesa) .......................................266,67
C – INSS férias a pagar ............................................266,67

145
146 Contabilidade Geral

FGTS
D – FGTS férias ......................................................... 106,67
C – FGTS férias ..............................................................106,67
 13º salário
Base mensal para 13º salário = 1/12 x 12.000 = 1.000

D – Despesa com 13º salário......................1.000


C – 13º salário a pagar .............................1.000

INSS
20% x 1.000,00 = 200,00

D – INSS (despesa) ..............................200


C – INSS 13º a pagar ............................200

D – FGTS a pagar (despesas)m........................80,00


C FGTS a pagar ..............................................80,00

Aula 56

Demonstrações contábeis

 É uma das técnicas contábeis


 Relatórios organizados e estruturados sobre a posição patrimonial e financeira das
entidades;
 Por ele são fornecidas informações para tomada de decisão;
 Lei n° 6.404/76
Balanço Patrimonial – situação patrimonial da empresa em um determinado
momento;
Demonstração do Resultado do Exercício – DRE, resultado durante um período
contábil; mais dinâmica,

146
147 Contabilidade Geral

Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulados – variação da conta lucros ou


prejuízos acumulados
Demonstração do Valor Adicionado se CIA aberta – o que a empresa contribuiu
para a sociedade em termos de valor adicionado;
Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC, utiliza o regime de caixa, variações do
período de caixa e equivalentes de caixa; tem resultado financeira

CIA aberta CIA fechada CIA aberta CPC 26


Lei das S/A Lei das S/A CVM CPC nº 26 – NBC
TG

BP BP BP BP
DRE DRE DRE DRE
DLPA* DLPA* DMPL DMPL
- - DRA DRA
Demonstração do
Resultado
Abrangente
DFC DFC se PL maior DFC DFC
ou igual a 2
milhões.
Inferior estão
desobrigadas.
DVA, se cia aberta - DVA DVA
DMPL facultativa
Lojas Americanas; Ações não são Notas Notas explicativas:
AMBEV, BB, negociadas em explicativas informações
Petrobrás. balcão Informações relevantes que
comparativas ocorrem durante o

147
148 Contabilidade Geral

exercício social e
possam afetar o
processo de
decisão dos
usuários externos.

Informações
comparativas

Aula 57
Demonstrações Contábeis II
 Apresentadas a cada período (exercício social, período contábil);
 O exercício social tem a duração de 01 ano e a data do término será fixada no
estatuto.
 Exercício social não é necessariamente o ano civil (01/01 a 31/12 de cada ano); no
final apresenta as demonstrações contábeis;
 Artigo 175, Lei n. 6.404/76

148
149 Contabilidade Geral

Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término será
fixada no estatuto.

Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração


estatutária o exercício social poderá ter duração diversa.
 Exemplo:
Empresa foi constituída em 01/03/2021, no estatuto foi determinado fim do
período em 31/12. Então, no ano de constituição da empresa o exercício social
será menor que 01 ano.

01/03/2021 31/12/2021
 Artigo 176
Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão
exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações
ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

§ 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos


valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior.

Caixa
2020 2021
X x+1
A fim de fazer uma comparação. Comparabilidade.

149
150 Contabilidade Geral

§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os


pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não
ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é
vedada a utilização de designações genéricas, como "diversas contas" ou "contas-
correntes".

§ 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros


segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua
aprovação pela assembléia-geral.

Demonstrações Contábeis = Demonstrações Financeiras. Mas, a Financeira é mais


ampla porque inclui as notas explicativas.

Destinação dos lucros = Pagamento de dividendos, aumento de capital social,


compensação de prejuízos, reservas de lucro.

§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e


outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para
esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

Por exemplo balancete de verificação que é facultativo.


 Artigo 177, § 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos
administradores e por contabilistas legalmente habilitados.
Contador – bacharel em ciências contábeis
Técnico em contabilidade – nível técnico.
Carteira do CRC
 Notas explicativas
Informações adicionais
Artigo 176
§ 5o As notas explicativas devem:

150
151 Contabilidade Geral

I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações


financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para
negócios e eventos significativos;
II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil
que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações
financeiras;
III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações
financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e
IV – indicar:
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente
estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de
provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis
na realização de elementos do ativo;
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo
único);
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art.
182, § 3o );
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a
terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes;
e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo
prazo;
f) o número, espécies e classes das ações do capital social;
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o);
i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou
possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados
futuros da companhia.
 As normas expedidas pela CVM deverão ser observadas pelas CIA abertas na
elaboração das demonstrações financeiras e esses relatórios serão submetidos à
auditoria independente, assinados pelos administradores e por contabilistas
legalmente habilitados.
 Contabilista = contador e o técnico.

151
152 Contabilidade Geral

Aula 58

Questões

Aula 59

(Aula 06)

Balanço Patrimonial

 Demonstração contábil destinada a evidenciar


o Quantitativa e qualitativamente
o Numa determinada data
o A posição patrimonial e financeira da entidade
 Principal demonstração contábil, apresenta o patrimônio, refletindo a sua posição
financeira em um determinado momento de maneira estática;
 Demonstração contábil obrigatória;
 Estrutura do Balanço Patrimonial

1. Ativo 2. Passivo

1.1 Ativo Circulante 2.1 Passivo Circulante

2.2 Passivo não circulante


PL

Capital Social
1.2 Ativo não circulante Reserva de Capital
1.2.1 Realizável a longo prazo Reservas de lucro
1.2.2 Investimentos (-) Ações em tesouraria
1.2.3 Imobilizado (+/-) Ajuste de avaliação

152
153 Contabilidade Geral

1.2.4 Intangível patrimonial


(-) Prejuízos Acumulados

 Conforme Lei número 6.404/76


o Ativo, Passivo são classes de contas;
o Ativo:
 Circulante Grupo de
contas
 Não circulante
Realizável a longo prazo
Investimentos
Subgrupo
Imobilizado
de contas
Intangível

o Ativo
1.1 Ativo circulante

1.1.1 Disponibilidades

[Link] Caixa

[Link] Bancos Ordem decrescente de liquidez

1..1.2.1 Caixa

[Link] Itaú

o Ativo circulante
Bens e direitos de curto prazo (até 12 meses)
o Ativo não circulante
Ativo realizável longo prazo (bens e direito de longo prazo/ acima
de 12 meses);
Investimentos (bens para obter renda ou participação em outra
sociedade de maneira permanente);
Imobilizado

153
154 Contabilidade Geral

Os bens destinados a uso (atividades da empresa);


Intangível
Bens de uso de natureza intangível (marcas, patentes, software,
lista de cliente)
o Passivo circulante
Obrigações de curto prazo
o Passivo não circulante
Obrigações de longo prazo, acima de 12 meses
o PL
Participação residual dos ativos depois de abater o passivo
Capital social + resultados
 Artigo 178, Lei número 6.404/76
 Ativo
Ordem decrescente de liquidez
Bens e Direitos
Recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de
eventos passados;
 Ativo Circulante
Bens e direitos de curto prazo / até 12 meses;
 Ativo não circulante
Ativo realizável a longo prazo (ARLP)
Bens e direitos de longo prazo / após 12 meses;
Investimentos
Imobilizados
Intangíveis
 CPC 26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis
60. A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes, e passivos
circulantes e não circulantes, como grupos de contas separados no balanço
patrimonial, de acordo com os itens 66 a 76, exceto quando uma apresentação
baseada na liquidez proporcionar informação confiável e mais relevante.

154
155 Contabilidade Geral

Quando essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser
apresentados por ordem de liquidez.

Regra – circulante e não circulante; modelo mais adequado; exemplo: empresa


comerciais; a empresa tem ciclo operacional definido;

Exceção – liquidez; informação pela liquidez for mais confiável e relevante;


exemplo: instituições financeiras; o ciclo operacional não bem definido;

64. Na aplicação do item 60, é permitido à entidade apresentar alguns dos seus
ativos e passivos, utilizando-se da classificação em circulante e não circulante e
outros por ordem de liquidez quando esse procedimento proporcionar
informação confiável e mais relevante. A necessidade de apresentação em base
mista pode surgir quando a entidade tem diversos tipos de operações.

Base Mista

Aula 60
 Ativo Circulante
CPC 26
66. O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer
qualquer dos seguintes critérios:

(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou


consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade;

(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;

(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço;
ou

155
156 Contabilidade Geral

(d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no Pronunciamento


Técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa), a menos que sua troca ou
uso para liquidação de passivo se encontre vedada durante pelo menos doze
meses após a data do balanço.

Todos os demais ativos devem ser classificados como não circulante.


 Lei número 6.404/76

Artigo 179
Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do


exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício
seguinte;

II - no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do


exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou
empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores,
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios
usuais na exploração do objeto da companhia;

III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e


os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não
se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa;

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos


destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;

156
157 Contabilidade Geral

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados


à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo
de comércio adquirido.

Serão classificados no artigo circulante as seguintes contas:


1. Disponibilidades (Caixa e equivalente de caixa)
São elementos do ativo que representam dinheiro ou possam ser convertidos
em dinheiro de forma imediata.
Exemplo:
Caixa – valores em espécie e numerários em trânsito.
Bancos – valores depositados em contas bancárias;
Aplicações financeiras – liquidez imediata (até 90 dias); além do
valor investido, devem ser acrescentados os juros ganhos.

São avaliadas pelo valor original / custo histórico.


2. Direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente;
o Direitos reais - bens
o Direitos pessoais – direitos (créditos a receber)

o Direitos a receber no curto prazo


São créditos / direitos que a entidade tem perante a terceiros;
Exemplo – clientes; duplicatas a receber; notas promissórias a
receber; adiantamento a fornecedores; adiantamentos a
funcionários;
As contas clientes e duplicatas a receber são contabilizadas pelo
valor original menos as estimativas de perdas para reduzi-las ao
valor provável de realização.
o Aplicações financeiras no curto prazo
o Estoques
o Tributos a recuperar
3. Aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

157
158 Contabilidade Geral

Despesas antecipadas
 Artigo 183, VIII
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão
ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito
relevante.

Aula 61
3
Ajuste a Valor Presente
CPC 12
 Valor presente (present value): é a estimativa do valor corrente de um fluxo de
caixa futuro, no curso normal das operações da entidade. Tal fluxo de caixa pode
estar representado por ingressos ou saídas de recursos.

Ajuste a Valor Presente


...... Demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro
....... Destina-se a excluir os juros ou encargos financeiros embutidos nos valores
das compras e das vendas, quando feitas à prazo;
....... Registra na contabilidade as operações como fato aconteceram, em
atendimento a primazia da essência sobre a forma;
....... Auxilia as entidades a diferenciar o resultado financeiro do resultado
realmente apurado com suas atividades empresariais.
 Exemplo:
Empresa A em 31/12/2000 vendeu mercadorias a prazo para Empresa B com as
seguintes informações:
Preço à vista: R$ 50.000,00
Preço à prazo: R$ 60.500,00
Taxa de juros implícita: 10% ao ano

158
159 Contabilidade Geral

Data do pagamento: 31/12/2022 (2 anos – a longo prazo – obrigatoriamente deve


ter ajuste a valor presente)
Desconsidere os impostos incidentes
1. Realize as operações:
Lançamento da venda em 31/12/2000
D – Clientes ............................................................................. 60.500
C – Ajuste a Valor Presente Sobre Clientes ............................... 10.500 (Retif.
Ati)
C – Receita de Venda ........................................ 50.000 (receita é o valor à
vista)

Ajuste a valor presente = Valor Futuro

(1+i)n

60.500

(1 + 10%) 2

60.500/ (1,1)2

60.500 / 1,21

50.000
Livro razão

Clientes
D C
1. 60.500

Ajuste a Valor Presente Sobre Clientes

159
160 Contabilidade Geral

10.500

Receita de Vendas

50.000

Balanço Patrimonial (31/12/2000)

Ativo Passivo

Ativo não circulante realizável


a longo prazo clientes
60.500
(-) AVP
10.500

Balanço Patrimonial 31/12/2001

Aula 62

 Vendas à longo prazo (maior que 12 meses) tem que fazer o ajuste a valor
presente.
 Receita de vendas: no caso de vendas à prazo, sendo a operação de longo prazo
(maior que 12 meses), o valor registrado como receita de vendas será o valor à
vista (trazer a valor presente).

160
161 Contabilidade Geral

 Contabilização da venda à prazo


D – Clientes ................................................. 1.020.000,00
C – Receita Financeira à apropriar .............. 170.000,00 (retificadora do Ativo)
C – Receita de Vendas .....................................850.000,00

VP = VF/ (1 + i )n
VP = 1.020.000,00/ (1+ 20%)1
VP = 1.020.000,00 / 1,2
VP = 850.000
 Contabilização da venda à vista
D – Caixa ......................................... 1.400.000
C – Receita de Vendas ..................... 1.400.000
 Receita de Vendas: 850.000 + 1.400.000 = 2.250.000
 Receita Financeira: em dezembro de 2017
Ativo = clientes 1.020.000 – receita a apropriar 170.00,00 = VP 850.000
850.000 x 0,76% (taxa de juros mensal) = 6.460,00

Aula 63
Instrumentos Financeiros NBC TG 48
 Instrumentos financeiros
Qualquer contrato

Empresa A Empresa B
(Ativo financeiro) (Passivo financeiro ou instrumento
patrimonial)

Aplicação financeira (investimentos temporários)

 Intenção de vender
 Manter até o vencimento (ganhar
rendimentos)

161
162 Contabilidade Geral

 Aplicações em instrumentos financeiros


De acordo com o CPC 39, instrumento financeiro é qualquer contrato que dê
origem a um ativo financeiro para a entidade e a um passivo financeiro ou
instrumento patrimonial para outra entidade.
Quanto à classificação o CPC 48 simplifica a contabilização dos instrumentos
financeiros e, desta forma contém 03 categorias de mensuração do ativo
financeiro e 02 para o passivo financeiro:

Classificação dos Ativo financeiro Passivo financeiro


instrumentos financeiros
Custo Amortizado CA x x
Valor justo por meio de x X
resultado VJR
Valor justo por meio de x Não se aplica
outros resultados
abrangentes (VJORA)

 Classificação dos instrumentos financeiros CPC 48

Ativo Financeiro

Mensurados ao custo amortizado CA Mensurados ao valor justo

Por meio de resultado Por meio de outros


resultados

VJR

 Conceitos

162
163 Contabilidade Geral

Instrumento financeiro – é qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro


(caixa, contas a receber, ações com intenção de venda) e a um passivo financeiro
(obrigação por exemplo ou instrumento de capital próprio para outra entidade).

Derivativos – são instrumentos financeiros que têm seus preços derivados dos
preços de mercado de um bem ou de outro instrumento financeiro (ex: mercado
futuro de dólar; mercado de opção);

Valor Justo – é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado ou um passivo
liquidado, entre partes conhecedoras, não relacionadas e em uma transação sem
favorecimento;

 Mensuração inicial
Valoração para o instrumento financeiro quando for fazer uma aplicação.
Pelo seu valor justo, exceto no caso de contas a receber.
Na aquisição – preço da transação ou custo de aquisição, exceto se houver na
operação algum componente significativo de financiamento (ajuste a valor
presente).
 Mensuração subsequente de ativo financeiro
Custo amortizado – não é avaliado a valor justo. Principal + Juros = P e J
Ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes
Ao valor justo por meio do resultado

Aula 64

Demonstrações Contábeis Obrigatórias

 Contabilidade é uma ciência

 Orientação, controle e registro relativo à atividade econômica

 Fornecer informações úteis

 Escrituração em livros; relatórios financeiros que vão permitir a

comunicação entre a contabilidade e o usuário da contabilidade;

163
164 Contabilidade Geral

 Demonstrações contábeis obrigatórias

Relatórios financeiros

 Lei 6.404/76

Artigo 176

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com

base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações

financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da

companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - Balanço patrimonial;

II - Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III - Demonstração do resultado do exercício; e

IV – Demonstração dos fluxos de caixa; e

V – Se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

§ 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a

indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício

anterior.

§ 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço,

inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à

elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.

 Sociedade de capital aberto = as ações negociadas em balcão, aberta ao

público; registro na CVM;

 CPC 26

O conjunto completo de demonstrações contábeis inclui:

(a) Balanço patrimonial ao final do período;

(b) Demonstração do resultado do período;

164
165 Contabilidade Geral

(c) Demonstração do resultado abrangente do período;

(d) Demonstração das mutações do patrimônio líquido do período;

(e) Demonstração dos fluxos de caixa do período;

(f) Notas explicativas, compreendendo informação de política contábil

material e outras informações elucidativas;

(g) Demonstração do valor adicionado do período

 Informações comparativas com o período anterior, conforme especificado

nos itens 38 e 38A

 Balanço patrimonial do início do período mais antigo, comparativamente

apresentado, quando a entidade aplicar uma política contábil

retrospectivamente ou proceder à reapresentação retrospectiva de itens

das demonstrações contábeis, ou quando proceder à reclassificação de

itens de suas demonstrações contábeis de acordo com os itens 40A a 40D;

Ex: Está em dezembro de 2021 e precisa apresentar o balanço patrimonial:

Balanço patrimonial dezembro 2021

Balanço comparativo: dezembro 2020

Balanço patrimonial do início do período anterior: a demonstração de 2019

 Demonstração do valor adicionado do período , conforme

Pronunciamento Técnico CPC 09, se exigido legalmente ou por algum

órgão regulador ou mesmo se apresentada voluntariamente;

Aula 65

 Segundo o regime de competência

27. A entidade deve elaborar as suas demonstrações contábeis, exceto

para a demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de

competência.

165
166 Contabilidade Geral

FG independente de recebimento ou pagamento.

 Regras sobre a elaboração e publicação das demonstrações contábeis:

Art. 175. O exercício social terá duração de 1 (um) ano e a data do término

será fixada no estatuto.

Parágrafo único. Na constituição da companhia e nos casos de alteração

estatutária o exercício social poderá ter duração diversa.

É o intervalo de tempo ao qual as demonstrações se referem.

Exceções:

Na constituição

Na alteração estatutária

 O conjunto completo das demonstrações contábeis deve ser apresentado

pelo menos anualmente (inclusive informação comparativa). Quando

se altera a data de encerramento das demonstrações contábeis da

entidade e as demonstrações contábeis são apresentadas para um período

mais longo ou mais curto do que um ano, a entidade deve divulgar, além do

período abrangido pelas demonstrações contábeis:

(a) a razão para usar um período mais longo ou mais curto; e

(b) o fato de que não são inteiramente comparáveis os montantes

comparativos apresentados nessas demonstrações.

166
167 Contabilidade Geral

 Artigo 176: § 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas

com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do

exercício anterior.

 § 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas;

os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua

natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo

de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como

"diversas contas" ou "contas-correntes".

 § 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros

segundo a proposta dos órgãos da administração, no pressuposto de sua

aprovação pela assembleia-geral.

DRE apura o resultado (lucro ou prejuízo)

Dividendo na DLPA (destinação do lucro: reserva de capital; etc)

 § 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e

outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para

esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

 Artigo 177

§ 3o As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão,

ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e

serão OBRIGATORIAMENTE submetidas a auditoria por auditores

independentes nela registrados.

§ 5o As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se

refere o § 3o deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os

padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados

de valores mobiliários

167
168 Contabilidade Geral

§ 6o As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre

demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores

Mobiliários para as companhias abertas.

§ 4º As demonstrações financeiras serão assinadas pelos administradores

e por contabilistas legalmente habilitados.

 Sociedade de Grande Porte

Sujeitas as normas.

Artigo 3º. Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não

constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da Lei nº

6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre escrituração e elaboração de

demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente

por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.

Parágrafo único. Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos

desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que

tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00

(duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$

300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).

Tem que analisar as demonstrações anteriores, então não inicia como

empresa de grande porte.

Aula 66

Balanço Patrimonial

 Demonstração contábil = Balanço Patrimonial.

168
169 Contabilidade Geral

 Demonstrativo estático, do patrimônio (bens, direitos e obrigações);

 Finalidade: evidenciar situação patrimonial e financeira da empresa;

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

PL

 A situação econômica é o DRE.

 Se destina a evidenciar, seja de forma quantitativa, seja de forma

qualitativa, a posição patrimonial e financeira da entidade.

 Elementos

Ativo

Passivo

PL

 Ativo = recurso econômico, é um direito que tem o potencial de gerar

benefícios econômicos (direito real x direito pessoal). Nem todo direito é

um ativo. Irrelevante não precisa ter a propriedade p. ex. arrendamento;

não precisa forma física; não precisa a entidade ter efetuado gasto;

 Passivo = obrigação presente de transferir recurso econômico como

resultado de evento passado; tem que haver outra parte, mas não

necessariamente identificada.

 PL = participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos

os seus passivos. De acordo com o CPC 00. Capital dos sócios.

 Prevalência da essência sobre a forma

169
170 Contabilidade Geral

As informações fornecidas sobre ativo e passivo e sobre quaisquer receitas

e despesas relacionadas devem apresentar fidedignamente a essência da

transação ou outro evento do qual resultaram.

 Representação fidedigna

Para fornecer informações úteis, confiável. Essência do fenômeno.

 Estrutura do Balanço Patrimonial

Balanço Patrimonial

Ativo Passivo

Circulante Circulante

Não circulante Não circulante

PL

 Balanço Patrimonial – Ativos

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos

do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o

conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.

§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de

grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

I – Ativo circulante; e

II – Ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,

investimentos, imobilizado e intangível.

31/12/2021.................................................31/12/2022 ...................................

170
171 Contabilidade Geral

AC ANC

No curso do exercício social subsequente

L Caixa

I Bancos

Q Duplicatas a receber

U Estoques

D Terrenos

E Equipamentos

Z Intangíveis

Aula 67

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

I - No ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no

curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em

despesas do exercício seguinte;

II - No ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o

término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas,

adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas

(artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia,

que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da

companhia;

 Venda á coligada de mercadoria = constitui negócio usual

171
172 Contabilidade Geral

Depende do prazo (circulante ou realizável a longo prazo)

 Venda à coligada de imobilizado = não constitui negócio usual

Independe do prazo – será Ativo realizável a longo prazo.

 Empréstimos à diretores

Ativo realizável a longo prazo. Ainda que não fale atividade não

usual. Empréstimo é atividade usual de atividade financeira. Então,

é uma presunção.

 60. A entidade deve apresentar ativos circulantes e não circulantes,

e passivos circulantes e não circulantes, como grupos de contas

separados no balanço patrimonial, de acordo com os itens 66 a 76,

exceto quando uma apresentação baseada na liquidez

proporcionar informação confiável e mais relevante. Quando

essa exceção for aplicável, todos os ativos e passivos devem ser

apresentados por ordem de liquidez.

 61. Qualquer que seja o método de apresentação adotado, a

entidade deve divulgar o montante esperado a ser recuperado ou

liquidado em até doze meses ou mais do que doze meses, após o

período de reporte, para cada item de ativo e passivo.

 62. Quando a entidade fornece bens ou serviços dentro de um ciclo

operacional claramente identificável, a classificação separada de

ativos e passivos circulantes e não circulantes no balanço

patrimonial proporciona informação útil ao distinguir os ativos

líquidos que estejam continuamente em circulação como capital

circulante dos que são utilizados nas operações de longo prazo da

entidade. Essa classificação também deve destacar os ativos que se

172
173 Contabilidade Geral

espera sejam realizados dentro do ciclo operacional corrente, bem

como os passivos que devam ser liquidados dentro do mesmo

período.

 Capital circulante = ativo circulante

 Capital Circulante Líquido CCL = ativo circulante –

passivo circulante

 63. Para algumas entidades, tais como instituições financeiras, a

apresentação de ativos e passivos por ordem crescente ou

decrescente de liquidez proporciona informação que é confiável e

mais relevante do que a apresentação em circulante e não circulante

pelo fato de que tais entidades não fornecem bens ou serviços

dentro de um ciclo operacional claramente identificável.

 64. Na aplicação do item 60, é permitido à entidade apresentar

alguns dos seus ativos e passivos, utilizando-se da

classificação em circulante e não circulante e outros por ordem

de liquidez quando esse procedimento proporcionar informação

confiável e mais relevante. A necessidade de apresentação em

base mista pode surgir quando a entidade tem diversos tipos de

operações.

 Base Mista

 Fiat é uma montadora e um banco (instituição financeira)

 Apresentação dos ativos e passivos:

 Regra: circulante e não circulante

Mais adequada quando tem ciclo operacional identificado.

Indústria, comércio, etc.

173
174 Contabilidade Geral

 Possibilidade: liquidez

Quando não tem ciclo operacional identificável.

Banco

 Se for mais confiável: Base Mista.

Quando a entidade tem diversos tipos de operações.

Operações comerciais e financeiras.

 Ativo Circulante – Disponibilidades

Artigo 179

I - No ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso

do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas

do exercício seguinte;

 As disponibilidades: são elementos que representam dinheiro ou

que nele possam ser convertidos de forma imediata, como conta

caixa, bancos conta movimento.

 Exemplo: caixa, contas bancárias, numerários em trânsito,

aplicações financeiras de curto prazo / 3 meses;

 Caixa e equivalentes de caixa = disponibilidades.

 Caixa com fundo fixo - parada

 Caixa flutuante – recebe lançamento o tempo todo.

 Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente

 Direitos reais ou Direitos pessoais

 Reais = bens; estoques de matéria – prima; produtos

acabados, em elaboração.

 Pessoais = direitos; clientes, ICMS a recuperar, adiantamento

a fornecedores

174
175 Contabilidade Geral

 As aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

 Despesas Antecipadas

 São despesas que foram pagas pela empresa com

antecedência ou serão pagas no curto e ainda não foram

para o resultado pelo regime de competência.

 Pagamento de seguro em 01/12/2010 que se referi ao

exercício de 2011.

D – Despesa antecipada de seguro

C – Caixa .................................................. 1.200

Em 2011 - FG

D – Seguro

C – Despesa antecipada com seguro

OBS:

Despesa a vencer, a apropriar, a transcorrer = direito, ativo. Falsas despesas.

Despesa a pagar = obrigação, passivo.

 66. O ativo deve ser classificado como circulante quando satisfizer

qualquer dos seguintes critérios:

(a) espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou

consumido no decurso normal do ciclo operacional da entidade;

(b) está mantido essencialmente com o propósito de ser negociado;

(c) espera-se que seja realizado até doze meses após a data do balanço;

ou (d) é caixa ou equivalente de caixa (conforme definido no

175
176 Contabilidade Geral

Pronunciamento Técnico CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa), a

menos que sua troca ou uso para liquidação de passivo se encontre

vedada durante pelo menos doze meses após a data do balanço. Todos os

demais ativos devem ser classificados como não circulantes.

 Artigo 179: As contas serão classificadas do seguinte modo:

III - em investimentos: as participações permanentes em outras

sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo

circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da

companhia ou da empresa;

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens

corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da

empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de

operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle

desses bens;

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos

destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade,

inclusive o fundo de comércio adquirido.

Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da

empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no

circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.

O ciclo operacional é o tempo que a empresa leva para comprar o ativo,

estocar, produzir, vender e receber. Em outras palavras, é o tempo entre a

aquisição de ativos para processamento e sua realização em caixa.

Quando o ciclo operacional não for claramente identificável, pressupõe-se

que sua duração seja de doze meses.

176
177 Contabilidade Geral

 O que define circulante de não circulante = exercício social.

 Ciclo operacional MAIOR que o exercício social (12 meses)

Circulante e não circulante definido de acordo com o ciclo.

 Ciclo operacional MENOR que o exercício social

Ciclo de 6 meses e uma obrigação com 9 meses

Obrigação classificada no passivo circulante

Aula 68

Perdas esperadas com crédito de liquidação duvidosa

 Conta retificadora do ativo; saldo credor.

 Duplicata a receber de R$ 100.000

Ativo de R$ 100.000 é um direito com potencial de gerar benefício.

Princípio do Registro do valor original = não pode simplesmente subtrair do

valor original um valor que seja provável que não irá receber, em

obediência ao Princípio.

Ao diminui o ativo e nada acontecer com o passivo é uma despesa.

PL = A–P

Perda esperada de R$ 5.000

177
178 Contabilidade Geral

Contabilizar: Perda Esperada Com Crédito de Liquidação Duvidosa (-

PECLD);

1. Constituição da PECLD: expectativa da perda.

Duplicata a receber ......................100.000

(-) PECLD ......................................(-5.000)

D – Despesa c/ PECLD

C – PECLD .................................... 5.000

Duplicatas a receber

Débito Crédito

100.000 95.00 (1)

5.000 5.000 (2)

Funcionamento D – venda a prazo e C – quando dá baixa (seja

recebimento ou não recebimento PECLD)

178
179 Contabilidade Geral

Caixa

Débito Crédito

95.000 (1)

PECLD

Débito Crédito

5.00 5.000 (2)

Para dar baixa na duplicata

D – PECLD

C – Duplicatas a receber ........................ 5.000

Ocorrência da perda: baixa na duplicata e utiliza o saldo da PECLD

D – Despesa com baixa de duplicata

C – Duplicatas a receber ............... 5.000

D – PECLD

C – Duplicatas a receber .............. 5.000

Para contabilizar uma expectativa de perda.

179
180 Contabilidade Geral

 É retificadora da conta clientes / duplicatas a receber.

 Princípio da Prudência.

 Antes era chamada PDD (provisão para devedores duvidosos) – com base

no histórico dos últimos 3 anos; passado!

EPCLD (estimativa de perdas com créditos de liquidação duvidosa) –

passado!

CPC 48 – PECLD (perdas esperadas com crédito de liquidação duvidosa

com base no futuro, na expectativa de perda que irá acontecer.

Aula 69

Perdas Esperadas Com Crédito de Liquidação Duvidosa

 Mas se a perda for maior?

Uma empresa vendeu R$ 100.00, a prazo e constituiu PECLD de 3%.

Duplicatas a receber ..................... 100.000

(-) PECLD ....................................... (3.000)

Diminui o ativo. Passivo não muda. Então, diminui o PL

PL (conta de resultado: receita e despesa)

Para constituir o – PECLD gerou uma despesa

D – Despesas com PECLD

C – PECLD .................................... 3.000

Ficou sem receber R$ 5.000

180
181 Contabilidade Geral

Caixa

D C

1. 95.000

Duplicatas a receber

D C

100.000 95.000 (1)

5.000 3.000 (2)

2.000 2.000 (3)

PECLD

D C

(2) 3.000 3.000

Despesa com baixa de


cliente
D C

2.000
(3)

181
182 Contabilidade Geral

D – Despesa com baixa de cliente ......... 2.000

D – PECLD .............................................. 3.000

C – Duplicatas a receber ......................... 5.000

Ficou sem receber R$ 2.000

Caixa

D C

1. 98.000

Duplicatas a receber

D C

100.000 98.000 (1)

2.000 2.000 (2)

PECLD

D C

(2) 2.000 3.000

1.000

Saldo

Em virtude do saldo, a empresa tem 2 opções:

182
183 Contabilidade Geral

1. PECLD Complementação

2. Reversão D C

(1) 1.000
No exercício seguinte 1.000 a empresa o exercício
0
com duplicatas a receber no valor de

R$ 120.000,00 e deve constituir uma PECLD

no valor de R$ 8.000
PECLD

D C

1.000
7.000
8.000

D – Despesa com PECDL

C – PECDL ............................................... 7.000

Duplicata a receber ...................... 120.000

(-) PECLD ................................. (8.000)

Reversão

Se quando constitui PECDL gera despesa, quando reverte gera RECEITA.

183
184 Contabilidade Geral

Receita de Reversão

D C

1.000
(1)

PECDL

D C

8.000

Despesa com PECLD

D C

8.000

184
185 Contabilidade Geral

O impacto do resultado independe se for complementação ou reversão.

 Recuperação de créditos baixados

D – Caixa

C – Receita com recuperação de crédito ................. 3.000

Aula 70

Operações com mercadorias

Estoques

 Estoques

 CPC 16

 Estoques são ativos:

(a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;

(b) em processo de produção para venda; ou

(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou

transformados no processo de produção ou na prestação de serviços.

 Conta sintética

 Mercadorias

185
186 Contabilidade Geral

 Compra com intenção de vender; não faz processamento; revendida da

mesma forma como foram adquiridas;

 Resultado Com Mercadorias = vendas líquidas – custo de mercadorias

vendidas;

 CMV = estoque inicial + compra – estoque final

(Mercadoria disponível

Para venda)

 Sistemas de inventário

Controle de estoque

 O controle desses estoques podem ser feito através de inventário

permanente ou do inventário periódico;

 Inventário Permanente

A empresa controla o estoque de forma contínua, dando baixa em cada

operação de venda, logo o estoque final é obtido diretamente na

contabilidade.

Controle on line. A qualquer momento sabe o valor do estoque final.

 Inventário Periódico

Os estoques são avaliados na data do balanço, através do inventário físico,

ou seja, alguém vai lá e faz a contagem do estoque. Por este método, não

há lançamento operação por operação. Apenas na data de encerramento é

que apuramos o estoque para ver o saldo.

 Inventário Permanente

Este sistema consiste em controlar permanentemente o valor do estoque

de mercadoria. Assim, a cada compra efetuada, seu custo é incluído no

estoque; e a cada venda efetuada, seu custo é diminuído do estoque,

186
187 Contabilidade Geral

permitindo que o estoque de mercadorias fique atualizado

constantemente;

Para realizar este método a empresa precisa de um esforço administrativo

muito maior, possibilitando, por sua vez, um controle gerencial efetivo.

É necessário a manutenção de fichas de controle de estoques (uma para

cada tipo de produto). Desta forma, o valor dos estoques existentes pode

ser obtidos a qualquer momento pelo saldo de conta patrimonial

“Mercadoria”, diferentemente do que ocorre no sistema de inventário

periódico, onde o valor dos estoques somente são obtidos após a

contagem física do mesmo ao final do período;

O Custo das Vendas é permanentemente acumulados (a cada venda).

 Ficha de Controle de Estoques

187
188 Contabilidade Geral

 Exemplo

Data Entrada Venda Saldo

Quanti Valor Total Quanti Valor Total Quant Valor Total

uni u u

1. Entrada

2. Saída

3. Saldo

188
189 Contabilidade Geral

 Mercadorias / estoques: conta patrimonial, representativa dos estoques. É

debitada nas aquisições e creditadas nas saídas (venda) das mesmas. Seu

saldo apresentará SEMPRE o valor dos estoques naquele momento. Não

utiliza a conta compras.

 CMV: custo das mercadorias vendidas – conta de resultado (despesa /

custo), debitada pelo valor do custo de cada venda, ao invés de ser

debitada somente ao final do período, como no inventário periódico.

 Vendas: é conta de resultado (receitas). O seu funcionamento é o mesmo

qualquer que seja o sistema de custeamento adotado pela empresa. É

creditada pelo valor vendido (valor bruto). Também conhecido como

“receitas de vendas”.

189

Você também pode gostar