● Caracterizar os esquemas de reforçamento e referente a extinção deles
● Relações Comportamentais
● Controle Aversivo - relações comportamentais operantes que podem envolver:
○ Reforçamento negativo: retirada e evitação de algo do ambiente,
caracterizado por FUGA (quando o sujeito está em contato com o estímulo
aversivo, eliminação) e ESQUIVA (tem uma prevenção, produto de um
contato histórico com o estímulo aversivo)
○ Punição positiva ou negativa: o responder acrescenta um estímulo aversivo
que não estava presente e diminui a resposta abruptamente;
ou negativo, há a supressão de um estímulo reforçador que estava presente,
e diminui a resposta abruptamente.
Múltipla Escolha: reconhecer FUGA, ESQUIVA, PUNIÇÃO POSITIVA OU
NEGATIVA
Dissertativa de controle aversivo: identificar a situação e descrever o efeito
colateral da punição - tudo aquilo que se prediz a acontecer que não somente o
efeito de resposta emocionais (medroso, temeroso), aumento de respostas de fuga e
esquiva, emissão de respostas de contracontrole, contaminação ambiental (o
ambiente que a pessoa partilha causa efeitos emocionais)
CONTROLE AVERSIVO
Controle seria a mera relação de influência entre eventos.
• É um conjunto de relações comportamentais de REFORÇAMENTO
NEGATIVO (fuga e esquiva) e PUNIÇÃO (positiva e negativa).
Reforçamento negativo
Em uma relação de reforçamento negativo a resposta tem sua frequência
AUMENTADA pela retirada de um estímulo já presente no ambiente.
Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre Controle Aversivo,
chamaremos essa condição ambiental antecedente de estímulo aversivo
ou S AV
• As relações de reforçamento negativo podem ser de fuga ou esquiva,
sendo diferenciadas apenas pela presença ou iminência da estimulação
aversiva.
• Nos dois casos há aumento da frequência da resposta envolvida.
★FUGA → É uma relação comportamental na qual o estímulo aversivo
já está presente no ambiente, e a resposta que elimina/subtrai esse
estímulo aversivo é aumentado na sua frequência, ou seja o estímulo
aversivo está lá presente e o responder é bem sucedido em eliminar
esse estímulo aversivo.
★ESQUIVA → Existe a possibilidade de contato com o estímulo
aversivo, ela é simplesmente uma situação na qual a gente consiga
se sensibilizar ao fato de que o estímulo aversivo pode vir, existe um
sinal do ambiente que o estímulo aversivo pode vir, a resposta de
esquiva é uma resposta de prevenção/evitativa. Elas presumem a
possibilidade de contato com o estímulo aversivo e a resposta que o
evite e previna é aumentado em sua frequência.
PUNIÇÃO
• A punição, tanto a positiva quanto a negativa, é uma relação
comportamental que sempre produz como efeito a redução abrupta,
embora temporária, do responder.
• Os nomes positiva e negativa não referem-se à qualidade de bondade ou
maldade da punição, mas sim à adição ou subtração de termos ao
ambiente.
POSITIVA= Produz como consequência a adição de um estímulo aversivo
NEGATIVA= Retira do ambiente o reforçamento positivo. Ela é
estabelecida e descrita por ser uma relação que a retirada do reforço
positivo e isso produz uma redução abrupta da resposta que antecede
essa retirada desses reforços.
★PUNIÇÃO POSITIVA
• Na punição positiva a resposta gera como consequência o contato com
um estímulo aversivo que não estava até então no ambiente.
A resposta adiciona algo aversivo nesse ambiente, como por exemplo:
● Um bebe engatinhando em uma sala e acidentalmente coloca o dedo
em uma tomada e toma um choque e assim que ele toma o choque
ele tira o dedo da tomada e ele nem passa mais perto dali, ele passa
por uma situação de punição positiva, que a resposta(colocar o dedo
na tomada) produz o contato com uma estimulação aversiva(choque)
e essa estimulação aversiva choque interrompa abruptamente o
responder.
Uma relação de esquiva derivada disso: toda tomada que ele
vê ele passara longe.
● Tomar uma multa de trânsito por excesso de velocidade.
• Para que se reconheça a consequência como um estímulo aversivo
deve-se observar que a resposta que a antecede/produza seja reduzida
abruptamente em sua frequência
★PUNIÇÃO NEGATIVA
• Na punição negativa a resposta gera como consequência a retirada de
estímulos reforçadores positivos para o sujeito.
Se a punição positiva tem haver com acrescentar a negativa tem haver
com reduzir, que tipo de coisa que poderia estar sendo suprimida,
eliminada, retirada que vocês acham que poderia ter o efeito de suprimir
respostas ex: criança tira nota ruim e os pais proíbem ele de sair na rua
com os amigos
Retirada de reforçamento positivos relevantes para o sujeito.
• Para que seja uma relação de punição negativa a retirada de reforçadores
positivos deve reduzir abruptamente a frequência da resposta que a
produziu/antecedeu.
Definição funcional de estímulo aversivo
• Como qualquer outro termo de uma relação comportamental, devemos
entender o estímulo aversivo funcionalmente, ou seja, a partir da relação
estabelecida entre ele e o responder e a alteração na frequência por ele
produzida.
• Em quais relações de Controle Aversivo o estímulo aversivo está
presente?
Punição Positiva diante de algum contexto em que a
resposta ocorre e acessa a estimulação aversiva
A punição negativa é a única circunstância na qual o
estímulo aversivo não está presente.
• Em quais sua participação parece aumentar a frequência do responder e
em qual parece diminuir?
Na Fuga e esquiva o estímulo aversivo está antes da resposta, e o efeito
que isso tem na probabilidade da resposta, a resposta se torna MAIS
provável.
No caso da punição positiva, que é a punição da qual o estímulo aversivo
participa como consequência, como um evento posterior ao responder,
poderíamos dizer que esse estímulo aversivo REDUZ a probabilidade de
resposta.
Efeitos colaterais da punição
• Aumento da frequência de respostas de fuga e esquiva. Mais do que
esperado, o que isso quer dizer, quer dizer que pode ser que esse
indivíduo ele fique mais sobre controle de procurar possibilidades de
evitação e isso pode ser algo extremamente positivo para esse indivíduo
ou pode ser algo progressivamente vai produzindo uma limitação muito
grande
• Eliciação de respostas emocionais. O indivíduo quando ele é punido ele
sente coisas, sente frustração, constrangimento, tristeza, medo, ansiedade,
ele sente um conjunto de respostas emocionais e esse conjunto de
respostas emocionais ele pode ficar sob controle só daquele evento de dor
ou ele pode se generalizar (ex: de uma pessoa que tenha um pai muito
rigoroso e punitivo, pode ser q essa pessoa possa se sentir mal só de ouvir
dizer desse pai ou de lembrar) as respostas emocionais produzidas pela
punição elas não ficam restritas ao evento punidor em si mas como elas
podem se generalizar.
• Aumento da frequência de respostas de contra-controle, ou seja, de
respostas emitidas pelo sujeito controlado aversivamente que visem
revidar, a fim de interromper ou mitigar o controle aversivo infligido.
Contra-controle → qualquer estratégia de interrupção do controle aversivo
infringido a partir do indivíduo que está sendo controlado aversivamente, a
pessoa está sendo punida e ela revida ou ela exerça algum tipo de controle
de interrupção desse controle aversivo infringido.
• Construção de novos aversivos condicionados, eventualmente, o próprio
responder. Tem haver com o que estávamos dizendo sobre o pai rígido, ele
não se torna um estímulo aversivo por si só, várias coisas que fazem parte
desse contexto podem adquirir propriedades aversivas
CONTROLE DE ESTÍMULOS
▪ Chamamos de controle de estímulos a investigação sobre o papel do contexto no
controle comportamental operante.
O contexto dentro da relação comportamental operante está no primeiro estímulo, é o
estímulo antecedente, é a condição na qual o responder se dá.
CONTEXTO — RESPOSTA → CONSEQUÊNCIA
▪ Um outro nome para contexto presente na literatura é estímulo antecedente, ou
seja, a variável ambiental presente quando um responder operante ocorre.
ALGUMAS DIFERENÇAS IMPORTANTES
1) S → R
2) S — R → C
1) Comportamento Reflexo, tanto inato quanto aprendido, descrevemos essa relação
comportamental como uma relação em que o estímulo elicia(provoca) uma resposta.
2) Comportamento Operante, descrevemos essa relação comportamental como uma
relação em que o contexto tem um papel evocativo no responder, ele pode aumentar
o diminuir a probabilidade em que uma resposta ocorra, mas não como o estímulo
antecedente no comportamento reflexo.
O papel do contexto no comportamento operante não é igual ao papel do estímulo
antecedente no comportamento reflexo. O contexto pode aumentar ou diminuir a chance que
uma responder ocorra a depender da história do responder e de uma consequência desse
contexto.
▪ Quando falamos do controle exercido pelo estímulo antecedente em uma
relação reflexa usamos o verbo ELICIAR, visto que aquele estímulo, com
intensidade acima do limiar, é capaz de provocar,induzir, forçar uma resposta.
▪ Quando falamos do controle exercido pelo estímulo antecedente em uma
relação operante usamos o verbo EVOCAR, visto que esse estímulo altera a
probabilidade de ocorrência de uma resposta, por historicamente ser o
contexto diante do qual uma resposta tenha produzido reforçamento.
DISCRIMINAÇÃO OPERANTE
▪ A discriminação operante é um processo básico comportamental que explica
porque um responder é mais provável diante de alguns contextos, mas não de
outros. Quando constatamos essa diferença de ocorrência de um repertório
em detrimento de contextos variados dizemos que trata-se de um operante
discriminado.
É o responder que passa a acontecer em determinados contextos, mas muito
menos frequentemente em outros, é diferenciar responder diferencial ao
depender do contexto no qual a gente está presente. Ex: Uma criança não
sabe nascendo nomear os animais, se formos pensar que essa criança está
olhando para o mundo, como é que ela vai aprender a falar macaco diante de
macaco, possivelmente quando ela está diante de uma figura de macaco e
falar macaco produz como consequência a aprovação de acerto dos pais,
agora se diante da figura do macaco a criança fala papagaio, ela não vai
produzir como consequência aprovação, ela vai produzir correção mas não
vai produzir a resposta de aprovação dos interlocutores.
ESTÍMULO DISCRIMINATIVO - SD
▪ Um estímulo antecedente passa a ter poder evocativo de uma resposta, ou
seja, passa a torna-la mais provável se, diante da sua presença, aquela
resposta produziu reforçamento ao longo da vida de um sujeito. Nesse caso
chamamos o estímulo antecedente em questão de estímulo discriminativo ou,
abreviadamente, de SD. ex: falar macaco diante da figura macaco e obter aprovação,
torna a figura do macaco um estímulo discriminativo para a resposta de falar macaco.
ESTÍMULO DELTA - S Δ
▪ Um estímulo antecedente pode também não evocar uma determinada
classe de respostas, quando historicamente, diante de sua presença, o
responder não tenha produzido reforçamento (extinção). Nesse caso
chamamos o estímulo antecedente em questão de estímulo delta ou,
abreviadamente, de S∆. ex: falar papagaio diante da imagem do macaco.
TREINO DISCRIMINATIVO
▪ Condição planejada ou natural referente à experiência do sujeito com a
produção de reforçamento ou não diante de contextos diversos. Acompanhe o
seguinte exemplo experimental:
▪ Um rato teve seu responder de pressão à barra estabelecido com a
produção de uma pelota de alimento toda vez que ocorria.
▪ Em seguida, foram manipuladas duas condições antecedentes distintas:
uma luz amarela acesa e uma luz azul acesa. Observe o seguinte arranjo:
SD - ESTÍMULO DISCRIMINATIVO S∆ - ESTIMULO DELTA
Curva de respostas acumuladas de pressão a barra diante das
estimulações antecedentes luz amarela e luz azul.
SD → luz amarela
S∆ → luz azul
GENERALIZAÇÃO OPERANTE
▪ Falamos em generalização operante quando um estímulo antecedente
novo, mas que partilhe de semelhanças físicas com um estímulo
discriminativo, é capaz de evocar uma resposta.
▪ A diferença central do processo de generalização operante e generalização
respondente reside no fato de que no caso do operante, um estímulo novo é
capaz de evocar uma resposta quando guarda semelhanças físicas com um
discriminativo, ou seja um estímulo que historicamente seja contexto para um
responder operante que produza reforçamento. Já no caso da
generalização respondente, um estímulo novo é capaz de eliciar uma
resposta quando este guarda semelhanças física com um estímulo
condicional que passou por emparelhamento.
TESTE DE GENERALIZAÇÃO
▪ Retomemos nosso exemplo experimental. Após o treino discriminativo nosso
sujeito passará por um teste de generalização, realizado com o responder de
pressão à barra em extinção.
▪ Nesse caso, serão manipuladas além das luzes amarela e azul, luzes de
outras cores que nunca fizeram parte do treino experimental desse sujeito. As
luzes foram apresentadas randomicamente e foi registado o total de respostas
diante de cada uma delas.
Ele não irá responder a outras cores muito diferentes do amarelo,
provavelmente ele irá nas cores mais semelhantes.
GRADIENTE DE GENERALIZAÇÃO
Total de respostas em cada uma das luzes durante teste de generalização
CLASSE DE ESTÍMULOS
▪ O conceito de classe de estímulos refere-se a um conjunto de estímulos que
evoquem uma mesma resposta. Uma classe de estímulos pode ser formada
por estímulos que partilhem de semelhança física (generalização) ou por
terem função comum.
● CLASSE DE ESTIMULO POR SIMILARIDADE FÍSICA
● CLASSES FUNCIONAIS
A ATENÇÃO COMO PROCESSO COMPORTAMENTAL
▪ Tradicionalmente compreendemos por atenção um processo mental, ou seja,
interno que regula a percepção específica do sujeito a determinadas facetas
do ambiente.
▪ Partindo do pressuposto relacional do Behaviorismo Radical, para a Análise
do Comportamento, atenção é um comportamento, definido, portanto, pela
história do indivíduo em relação à produção de consequências diferenciais e
aos ambientes aos quais ele está exposto.
ABSTRAÇÃO/ FORMAÇÃO DE CONCEITOS
▪ O comportamento de abstrair, que substitui o termo internalista “formação de
conceitos” refere-se ao responder que ao mesmo tempo diferencia
(discrimina) características de estímulos diferentes e iguala (generaliza)
outros aspectos desses mesmos estímulos. Assim, falamos em discriminação
intergrupos e generalização intragrupos.
CONCEITO: BOLA
Discriminação intergrupos: Responder diferencialmente aos elementos que
tenham caracteristicas comuns, no caso a caractresistica esfericoa dos
demioas itens com outros formatos.
Generalização intergrupo: Igualar as características comuns dos elementos
esféricos.
ESQUEMAS DE REFORÇAMENTO
ESQUEMAS DE REFORÇAMENTO
▪ Estudo da distribuição de reforços relacionado à emissão de respostas
e/ou à passagem de tempo.
▪ Para que serve? Para entender os efeitos que diferentes histórias
mantidas em distintos esquemas de reforçamento produzem no responder
de um sujeito.
▪ Por exemplo: uma relação íntima em que a tentativa de contato produza
mais consistentemente proximidade é diferente de uma relação na qual
essa proximidade aconteça apenas raramente.
▪ Vamos começar falando dos esquemas de reforçamento contingentes,
ou seja, das relações comportamentais nas quais a consequência
depende da emissão de uma resposta.
ESQUEMAS DE REFORÇAMENTO CONTINGENTES
1. ESQUEMA DE REFORÇAMENTO CONTINUO (CRF) (contingente)
▪ No esquema de reforçamento contínuo (CRF) todas as respostas
emitidas produzem reforço.
▪ Por exemplo,todas as vezes que aperto o interruptor a luz se acende, ou
toda vez que telefono para a Amiga A ela me atende.
ESQUEMA DE REFORÇAMENTO INTERMITENTE
▪ Nos esquemas de reforçamento intermitente nem todas as respostas
produzem reforço. Assim, algumas vezes o sujeito responde e produz
contato com a consequência reforçadora, mas algumas vezes isso não
ocorre.
▪ Os esquemas de reforçamento intermitentes contingentes podem ser
divididos em duas grandes categorias: Razão e Intervalo.
Razão→ Depende de quantidades de resposta.
Intervalo→ Depende não só da resposta, mas uma certa passagem de tempo.
ESQUEMA DE REFORÇAMENTO DE RAZÃO (intermitente)
▪ Nos esquemas de reforçamento de razão, a resposta será reforçada
apenas quando for emitida algumas vezes.
▪ Será um esquema de Razão Fixa (FR), se a quantidade de respostas
necessárias para que o reforço seja produzido seja sempre a mesma.
▪ Exemplo:Trabalho por produção (o sujeito recebe um montante quando
produz 10 peças, por exemplo)
Emitir uma quantidade fixa de comportamento para que você possa receber
essa bonificação.
A Razão Fixa RF é o esquema de reforçamento que produz como efeito o
aumento da probabilidade de resposta, taxa de resposta.
▪ Será um esquema de Razão Variável (VR), se a quantidade de
respostas necessárias para que o reforço seja produzido variar.
▪ Exemplo: Ser bem sucedido explicando para alguém o caminho para um
lugar.
Outro exemplo pode ser o de jogos de azar/apostas, às vezes você ganha
muito e às vezes você não ganha nada. O que vicia é a eventualidade do
reforço, ela aposta o número X e tem a possibilidade de ganhar o dobro do X,
mas pode ser que não venha nada.
Alta taxa de resposta e alta resistência de extinção.
Emite uma quantidade variável de respostas emitidas, essas respostas podem
acontecer às vezes 8 vezes, às vezes 10, 12 …
ESQUEMA DE REFORÇAMENTO DE INTERVALO (intermitente)
▪ Nos esquemas de reforçamento de intervalo, a resposta será reforçada
apenas quando for emitida após a passagem de um intervalo de tempo
▪ Será um esquema de Intervalo Fixo (FI), se o intervalo de tempo
necessário para que uma resposta emitida seja reforçada for sempre o
mesmo.
Exemplo:Assistir um programa que passa sempre no mesmo horário.
É uma resposta mantida por reforçamento de intervalo variável, pq ligar a
televisão e produzir acesso ao reforçador novela Y, só vai acontecer em
momento acontecer em momentos específicos do dia, ex: a novela passa todo
dia às 19 hrs.
O esquema fixo faz com que o sujeito tenha previsibilidade do reforço, se o
reforço vem sempre determinado tempo pré estabelecido é comum que esse
sujeito passe a responder no final desse intervalo.
▪ Será um esquema de Intervalo Variável (VI), se o intervalo de tempo
necessário para que uma resposta emitida seja reforçada variar.
Exemplo: Aparecer o seu personagem favorito numa série.
O esquema variável tendem a ter menos previsibilidade, porque o sujeito pode
estar sendo reforçado a cada minuto, no outro a cada um minuto e dez
segundos , tende a ser menos padronizada
No intervalo fixo ou variável a resposta vai ser reforçada, ela depende da
emissão de uma resposta, mas esse reforçador vem em detrimento da
passagem do tempo, essa passagem de tempo pode ser fixa ou variável.
COMPARAÇÃO ENTRE ESQUEMAS CONTÍNUOS E INTERMITENTES
▪ Frequência: a tendência é que os esquemas de reforçamento
intermitentes produzam respostas mais frequentemente. Isso pode ser
explicado porque nesse caso mais respostas precisam ocorrer para que o
reforço seja acessado. Caso o reforçador em questão seja incondicionado
(comida, água, sexo) a saciação ocorre mais rapidamente em CRF do que
em esquemas intermitentes. Assim, o sujeito acaba emitindo mais
respostas.
Exceções à regra: esquemas de intervalo muito longos.
▪ Aquisição de comportamento: para a aprendizagem de uma nova
resposta é preferível o uso de esquemas de reforçamento contínuo (CRF).
Caso contrário, corre-se o risco da resposta, ainda mal-estabelecida, seja
extinguida.
▪ Manutenção do comportamento: Os esquemas intermitentes,
principalmente os variáveis, são ideais para a manutenção da resposta, ou
seja, aumentam sua resistência à extinção.
PADRÕES COMPORTAMENTAIS DO ESQUEMAS
▪ Razão Fixa (FR): O padrão de FR é caracterizado por produzir uma taxa
alta de respostas, uma vez que, quanto mais o organismo responder, mais
reforços obterá. Ou seja, como o reforço depende exclusivamente do
organismo, se ele responder com rapidez, será reforçado imediato e
frequentemente. Então, será observada uma taxa alta de respostas.
Entretanto, um outro fenômeno é observado em FR, que é a pausa após o
reforçamento.
▪ Razão Variável (VR): O padrão de VR é caracterizado por ausência de
pausas ou por apenas pausas curtas. Isto ocorre porque não há como
discriminar se o número de respostas para o próximo reforço é grande ou
pequeno.
▪ Intervalo Fixo (FI): Este é o esquema que produz as menores taxas de
respostas por duas razões: 1) não é exigido um número de respostas para
a obtenção do reforço, ou seja, não faz diferença responder muito ou
pouco, e, sim, no momento certo. Por conseguinte, o organismo
responderá menos do que nos esquemas de razão; 2) é o esquema que
produz as maiores pausas após o reforçamento, uma vez que a
discriminação temporal entre o reforçamento e o não-reforçamento é
facilitada pela regularidade das durações dos intervalos entre
reforçamento.
▪ Intervalo Variável (VI): O VI produz um padrão com uma taxa
relativamente alta de respostas. Uma vez que o organismo não tem como
prever quando o reforçador estará disponível, ele responderá quase que o
tempo todo. Caso o organismo fique muito tempo sem responder, perderá
reforços; portanto, ele permanecerá respondendo moderadamente o tempo
todo.
ESQUEMAS DE REFORÇAMENTO NÃO CONTINGENTES
▪ São esquemas de reforçamento que NÃO dependem da emissão da
resposta, ou seja, o reforço acontece a despeito do responder do sujeito.
▪ Esses esquemas podem ser de Tempo Fixo e Tempo Variável.
▪ No esquema de Tempo Fixo (FT) o reforço será liberado após a
passagem de um intervalo de tempo que é sempre o mesmo.
Exemplo:Todo Domingo o avô deixa uma nota de cinco reais em cima da
escrivaninha de seu neto.
▪ No esquema de Tempo Variável (VT) o reforço será liberado após a
passagem de um intervalo de tempo que varie.
Exemplo: Fazer um dia bonito de sol quando se está de férias na praia.
ESQUEMA DE REFORÇAMENTO NÃO CONTINGENTES
Depende da emissão de resposta? Se SIM(contingente e
intermitente) e se NÃO (não contingente)
Depende da quantidade de uma resposta? se SIM
(intermitente)
Quantidade fixa ou variável de resposta?
EXERCÍCIO
▪ Uma costureira em uma tecelagem recebe um valor fixo de R$25,00 após
a produção de dez calças. (RAZÃO FIXA FR)
▪ Em determinado regime de trabalho, um telefonista de call center recebe
por ligações concluídas, ou seja, aquelas em que consegue falar sobre
todos os pontos pré-estabelecidos, o que não sempre ocorre (o interlocutor
pode desligar ou se mostrar desinteressado antes do término da fala do
telefonista). (RAZÃO VARIÁVEL VR)
▪ Uma personal trainer estabeleceu para seu cliente que poderia descansar
três minutos após finalizar uma série de 30 flexões. (RAZÃO FIXA FR)
▪ Um torcedor fanático assiste aos jogos do seu time sempre com a mesma
bermuda depois da vitória consquistada no último campeonato. (TEMPO
VARIÁVEL VT)
▪ Um cabeleireiro recebe por cortes de cabelo realizados. No entanto, para
cada cliente, a quantidade de tesouradas que dá é diferente. (RAZÃO
VARIÁVEL VR)
▪ Uma garota está esperando o ônibus no ponto. Quando avista seu ônibus
vindo acena e ele pára, possibilitando que ela suba. ( RAZÃO FIXA FR)
▪ Uma empresa tem a prática de incentivar os happy hours às sextas após
o turno de trabalho. (INTERVALO FIXO)
▪ Uma jogadora de caça níquel coloca suas moedas na máquina e gira a
alavanca para ver o resultado de sua aposta. (RAZÃO VARIÁVEL)
▪ Um garoto recebe pensão alimentícia mensal todo dia cinco do mês.
(TEMPO FIXO)