Cap.
1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Fig. 22 Ponte rolante
Fig. 23 - Obras de engenharia no geral
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Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Fig. 19 - Torres Fig. 20 Painéis e postes
Fig. 21 Escadas e passarelas
Prof. Juan W. Moore E. 23
Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Fig. 16 Pontes e viadutos
Fig. 17 Galpões industriais
Fig. 18 - Reservatórios
22 Prof. Juan W. Moore E.
Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Fig. 13 - Edifícios industriais e comerciais
Fig. 14 - Residências
Fig. 15 - Hangares
Prof. Juan W. Moore E. 21
Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Controle de Qualidade: Atua em todas as fases, estabelecendo os procedimentos de
solda, inspecionando peças, verificando se estão dentro das tolerâncias de normas,
etc.
Manutenção: Após toda a conclusão da obra, é necessário fazer um plano de inspeção,
o que depende do local e uso das estruturas. Outro requisito de serviço importante é a
média de vida útil da estrutura, juntamente com os problemas de corrosão, devido às
condições atmosféricas, umidade e outros.
1.12 ENTIDADES NORMATIVAS PARA O PROJETO E CÁLCULO DE ESTRUTURAS
METÁLICAS
No Brasil, a entidade normativa e representativa da classe é a ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas).
É utilizada a norma técnica NB 14 (NBR 8800), de 14 de abril de 1986, Projeto e
Execução de Estruturas de Aço de Edifícios (método dos estados limites) ABNT
Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Como normas técnicas complementares utilizadas para o dimensionamento
estrutural, temos:
NB 862 ou NBR 8681/84 Ações e segurança nas estruturas ABNT 12/84.
NBR 6120/80 ou NB 5/78 Cargas para o cálculo de estruturas de edifícios ABNT.
NBR 6123/88 Forças devidas ao vento em edificações ABNT.
NBR 14 323/99 Dimensionamento de estruturas de aço em edifícios em
situação de incêndio Procedimentos.
NBR 14 432/00 Exigências de resistência ao fogo de elementos
construtivos de edificações.
NBR 5884/99 Perfil I Estrutural de aço soldado por arco Elétrico.
1.13 APLICAÇÃO DAS ESTRUTURAS METÁLICAS
Dentre as inúmeras aplicações das estruturas metálicas, podemos citar:
Fig. 12 - Telhados
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Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Se o projeto e o detalhamento não são executados pelo fabricante, e este é
desconhecido é importante deixar opções no projeto para uso de conexões soldadas ou
parafusadas, ou, mesmo, o detalhamento propor soluções alternativas de acordo com a sua
fabricação.
Em geral, o custo de uma estrutura metálica pode ser apresentado da seguinte
maneira:
Projeto estrutural 1 3%
Detalhamento 2 6%
Material e insumos 20 50%
Fabricação 20 40%
Limpeza e pintura 10 25%
Transporte 1 3%
Montagem 20 35%
1.11 PRINCIPAIS FASES NA CONSTRUÇÃO DE UMA OBRA.
As principais fases que precedem a construção de qualquer tipo de edifício, ou,
mesmo, qualquer tipo de obra, são:
Arquitetura: onde é desenvolvidos todo o estudo da obra, materiais de acabamento,
dimensões, características de ventilação, iluminação, forma etc.
Projeto Estrutural: é onde se dá corpo ao projeto arquitetônico, calculando-se os
elementos de sustentação, ligações principais, tipos de aço, carga nas fundações
especificando se a estrutura será soldada ou parafusada, etc.
Sondagem do Solo: é de fundamental importância para o delineamento das estruturas,
pois se o solo é de má qualidade o calculista da estrutura deve evitar engastá-las às
fundações, o que tornaria muito mais onerosa. Porém, se o solo for de boa qualidade,
poder-se-ia perfeitamente engastá-las. Portanto, o tipo de solo pode definir o
esquema estrutural.
Detalhamento: Onde o projeto estrutural é detalhado peça por peça, visando atender
ao cronograma de fabricação e montagem, dentro das recomendações do projeto,
procurando agrupar ao máximo as peças.
Fabricação: e onde as diversas partes (peças) que vão compor uma estrutura são
fabricadas, usando-se as recomendações de projeto quanto à solda, parafusos,
tolerâncias, controle de qualidade, etc.
Limpeza e proteção: após a fabricação, as peças que vão compor a estrutura são
preparadas para receber proteção contra a corrosão e, após a limpeza, a estrutura
deve ser pintada e galvanizada, ou mesmo no estado natural, se for ASTM-A588 ou
similar e a sua localização assim o permitir.
Transporte: É preciso, já na fase inicial de projeto e detalhamento, indicar o tamanho
das peças, procurando, dentro do possível, evitar transporte especial.
Montagem: É aonde as peças vão se juntar, uma a uma, para compor uma estrutura,
necessitando-se de um planejamento, visando especificar os equipamentos a serem
usados, tipo de ferramentas e seqüência de montagem. É considerada a fase clave de
toda a obra, é quando sabemos se houve ou não um bom projeto.
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Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Podendo ser acrescentada a designação
chapa dobrada para diferenciar dos perfis
laminados Fig. 10.
1.9.3 Perfis soldados
Os tipos já padronizados podem ter
designação dos fabricantes (Fig. 11), por exemplo:
CS perfil coluna soldada (d/bf 1).
VS perfil viga soldada (d/bf 2).
PS perfil soldado.
CVS perfil coluna-viga soldada (d/bf 1,5).
Fig. 10 Perfis em chapas dobradas
Fig. 11 Perfil soldado
1.10 FATORES QUE INFLUENCIAM O CUSTO DE UMA ESTRUTURA
Tradicionalmente o aço tem sido vendido por toneladas e, conseqüentemente,
discutindo-se o custo de uma estrutura de aço impõe-se que se formulem seus custos por
tonelada de estrutura acabada. Só que se ignora o fato, do grande número de fatores que
têm influência significativa no custo final, por tonelada, de uma peça de aço fabricada. No
projeto, detalhe, fabricação e montagem de uma estrutura de aço, os seguintes fatores
influenciam o custo de uma estrutura:
a) seleção do sistema estrutural;
b) projeto dos elementos estruturais individuais;
c) projeto e detalhe das conexões;
d) processo a ser usado na fabricação;
e) especificações para fabricação e montagem;
f) sistema de proteção à corrosão;
g) sistema a ser usado na montagem;
h) sistema de proteção contra fogo, etc.
A seleção do mais eficiente sistema estrutural, compatível com o processo de
fabricação, é fundamental para otimizar os custos. Economia na fabricação e montagem
só é possível como resultado de conexões bem elaboradas durante a fase de
detalhamento, de acordo com as premissas de projeto. A especificação é a que a maior
influência tem nos custos de fabricação e montagem, onde se determinam a qualidade do
material e as tolerâncias requeridas. Outro item importante é a proteção contra a
corrosão, que, em muitos casos, pode chegar a até 25% do valor da estrutura.
18 Prof. Juan W. Moore E.
Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Perfis CS (colunas soldadas)
Perfis VS ( vigas soldadas)
Perfis CVS (colunas e vigas soldadas)
Na Fig. 9b, c, d,
vemos perfis compostos
formados pela associação
de perfis laminados
simples Esses perfis são
(a) (b) (c) (d)
evidentemente mais caros
que os laminados simples; Fig 9 - Perfis compostos de chapas ou perfis laminados
seu emprego se justifica para atender conveniências de cálculo como, por exemplo, em
colunas ou estacas onde se deseja o momento de inércia elevado nas duas direções
principais.
1.9 DESIGNAÇÃO DOS PERFIS
1.9.1 Perfis laminados
No Brasil os perfis laminados são designados como:
Código Literal, altura (mm), peso (kg/m)
Exemplo de códigos literais:
L cantoneira com abas e espessuras iguais ou desiguais.
I perfil de seção transversal I.
H perfil de seção transversal H ou I invertido.
U perfil de seção transversal U.
T perfil de seção transversal T.
Exemplo de perfis:
I 100 perfil I, abas inclinadas com altura de 100 mm.
IP 500 perfil I, abas paralelas com altura de 500 mm.
HPP 500 perfil H, abas paralelas, série pesada com altura de 500 mm.
HPM 400 perfil H, abas paralelas, série média, com altura de 400 mm.
HPL 100 perfil H, abas paralelas, série leva, com altura de 100 mm.
U 100 perfil U, abas inclinadas com altura de 100 mm.
L 50 x 3 perfil L (cantoneira), abas iguais de 50 mm e espessura 3 mm.
L 50 x 30 x 3 cantoneira de abas desiguais (50 e 30 mm) e espessura 3 mm.
1.9.2 Perfis de chapas dobradas
São designados como:
Tipo, altura, aba, dobra, espessura.
Prof. Juan W. Moore E. 17
Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
Existem chamadas viradeiras, que permitem dobrar chapas a frio, formando perfis
L e U. para evitar a fissuração da chapa, as dobras obedecem a raios mínimos, de maneira
que os cantos dos perfis dobrados são arredondados. Como exemplo, temos:
Fig. 8 Produtos Metalúrgicos
Os cabos de aço são formados por três fios trefilados finos, agrupados em
arranjos helicoidais variáveis. Os cabos de aço são muito flexíveis, o que permite seu
emprego em moitões para multiplicação de forças. Entretanto, o módulo de elasticidade é
baixo, cerca de 50% do módulo da barra maciça.
Os perfis laminados são obtidos pela passagem de blocos de aço (lingotes) por
rolos de laminação que levem à forma final com dimensões padronizadas de pequena
tolerância. Como os laminadores são equipamentos muito caros, não é economicamente
viável trocar o padrão dos perfis laminados ou criar um novo. Os tipos mais comuns para
construção metálica são os perfis I (ou duplo T), os perfis U (ou canal, ou C), as
cantoneiras (ou L) e as barras redondas.
Os perfilados obtidos por dobramento de chapas estão sujeitos ao limite de
capacidade de dobramento das chapas que, por isso, não podem ser espessas. São
empregados em geral em coberturas de galpões de esportes e existem empresas
especializadas em fabricá-las, dispondo de catálogo com dimensões padronizadas e
propriedades geométricas das seções.
1.8 PERFIS FABRICADOS E PERFIS COMPOSTOS.
Os perfis fabricados são formados pela associação de chapas ou de perfis
laminados simples sendo a ligação, em geral, soldada.
Na Fig. 9a vemos um perfil I formado pela união de três chapas. Graças aos
processos automatizados de solda, esses perfis podem ser produzidos competitivamente
em escala industrial.
A Companhia Siderúrgica Nacional têm uma fábrica de perfis I soldados,
produzindo três linhas de perfis padronizados:
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Cap. 1 - Propriedades dos Materiais Estruturas V
As barras são laminadas em
seção circular, quadrada ou retangular
alongada; estas últimas chamam-se Fig. 6 - Barras do tipo quadrada, circular e chata.
vulgarmente barras chatas Fig. 6.
1.6.3 Perfis Laminados Os laminadores produzem perfis de grande eficiência
estrutural, em forma de H, I, [, L , os quais são denominados correntemente perfis
laminados (Fig. 7).
Os perfis H, I, [, são produzidos em grupos, sendo os elementos de cada altura
constante h e largura de abas variável b; a variação da largura se obtém aumentando o
espaçamento entre os rolos laminadores de maneira que a espessura da alma tem variação
igual à da largura das abas.
Os perfis [ são, corretamente denominados perfis U.
Os perfis L (cantoneiras) são também fabricados com diversas espessuras para
cada tamanho das abas. Existem cantoneiras com abas iguais e com abas desiguais.
Fig. 7 Perfis laminados
1.6.4 Fios, Cordoalhas, Cabos Os fios ou arames são obtidos por trefilação.
Fabricam-se fios de aço doce e também de aço duro (aço de alto carbono).
Os Fios de aço duro são empregados em molas, cabos de protensão de estruturas
etc.
As cordoalhas são formadas por três ou sete fios arrumados em forma de hélice.
O módulo de elasticidade da cordoalha é quase tão elevado quanto o de uma barra maciça
de aço.
1.7 PRODUTOS METALÚRGICOS ESTRUTURAIS.
As empresas metalúrgicas produzem os perfis compostos por chapas dobradas ou
compostos por chapas soldadas (Fig. 8).
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