1°NIVEL
Aulas do Piano
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7 notas musicais
Para começar o estudo, a primeira coisa que você precisa fazer é conhecer e decorar a sequência
de notas musicais. Nessa sequência, vamos ter sete notas simples, sem alterações. Com certeza
você já ouviu falar delas:
Dó ré mi fá sol lá si
Se você ainda não decorou essa sequência, tire um tempo para isso antes de prosseguir.
A localização das 7 notas musicais no teclado
As sete notas musicais estão nas teclas brancas do teclado ou do piano.
Mas se só existem sete notas, por que os teclados possuem mais de sete teclas?
Na verdade, essas mesmas sete notas se repetem nas outras teclas seguindo da região mais grave
do instrumento para a região mais aguda:
Isso explica porque as teclas têm nomes iguais, mas sons diferentes.
E o que são as notas pretas?
As sete notas musicais podem sofrer alterações. Ou seja, podemos acrescentar um semitom ou
retirar um semitom delas. Quando fazemos isso, elas se transformam em uma nota bemol (no
caso de retirarmos um semitom) ou uma nota sustenida (no caso de adicionarmos um semitom).
O símbolo usado para representar uma nota sustenida é #, e o símbolo usado para representar o
bemol é b. Dessa forma, nós temos cinco alterações possíveis:
Dó# ou Réb
Ré# ou Mib
Fá# ou Solb
Sol# ou Láb
Lá# ou Sib
As notas pretas nada mais são do que essas cinco alterações:
Elas também podem variar em frequências mais graves ou mais agudas ao se repetirem por toda
a extensão do instrumento:
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Como memorizar e encontrar rapidamente as notas no teclado ou piano?
Para memorizar as notas no teclado/piano, basta você enxergar que existem dois grupos de notas
pretas no teclado. Esses grupos vão servir de referência para você encontrar qualquer nota:
Tire um tempo para visualizar e tocar os dois grupos em seu teclado. Depois, observe como
a nota dó está sempre encostada na primeira tecla do primeiro grupo e a nota fá, no segundo
grupo:
Faça o exercício de tocar todas as notas dó no seu teclado, observando esse modelo. Em seguida,
toque todas as notas fá.
Se você conseguir decorar o padrão (dó está sempre encostado no grupo 1 e fá, no grupo 2), você
também conseguirá encontrar muito mais rápido as demais notas.
Por exemplo, quando quiser encontrar o mi é só contar duas casas brancas depois do dó. Se
quiser encontrar o sol, uma casa branca depois do fá.
Representação das notas
As notas podem ser representadas por meio de cifras ou por meio de partituras.
Cifras
Nas cifras, cada letra corresponde a uma nota musical:
CIFRA C D E F G A B
NOTA DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI
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ACORDES
Um acorde é criado quando mais de uma nota é tocada ao mesmo tempo e contém duas, três ou
mais notas individuais. No piano, isso significa que você aperta mais de uma tecla ao mesmo
tempo.
Todos os acordes de piano contêm uma nota base -- essa é a nota que dá nome ao acorde depois
-- bem como uma ou mais notas adicionais. Os acordes de piano básicos consistem, geralmente,
em duas ou três notas, enquanto os acordes mais avançados tendem a incorporar ainda mais
notas.
O tipo mais comum de acorde de teclado ou de piano é a tríade ou acorde de três notas. Uma
tríade contém uma nota base e outras duas notas, na maioria das vezes as notas que produzem os
intervalos de terça e quinta acima da nota base.
O TIPO MAIS COMUM DE ACORDE DE TECLADO OU DE PIANO É A TRÍADE OU
ACORDE DE TRÊS NOTAS.
Um jeito de chegar na forma básica de uma tríade é colocar o seu polegar e dedos nas teclas
brancas adjacentes e apertar com o polegar, dedo médio e o mindinho. Aprender essa técnica vai
prepará-lo para tocar vários acordes básicos com facilidade.
INTERVALOS
A distância entre as notas do piano, chamado de intervalo, determina como elas soam quando são
tocadas juntas. Intervalos são medidos em semitom e tom.
• Semitom: Um semitom é a distância de uma tecla à outra imediatamente à sua direita ou
esquerda.
• Tom: Um tom é a distância de dois semitons.
• Intervalos comuns: Um intervalo comum usado para acordes de piano é uma terça maior, que
é a distância de dois tons ou quatro semitons.
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ACORDES MAIORES
A tríade mais comum ou acorde de três notas, é o acorde maior. Sua popularidade e versatilidade
fazem deles ótimos acordes para os iniciantes aprenderem primeiro.
Para tocar um acorde maior, comece escolhendo a nota base, que pode ser qualquer uma das
notas do teclado. A partir da nota base, conte dois tons. Essa nota é a “terça”, nomeada por ser a
terceira nota no teclado começando pela nota base. A partir da terça, conte um tom e meio ou três
semitons. Essa nota é a “quinta”.
Quando você toca essas três notas de teclado juntas, você ouve uma tríade maior, que tem um
som feliz. Acordes maiores são usados em quase toda música de rock e pop.
Os acordes maiores comuns incluem:
1. C maior (C). C - E - G
2. C# maior (C#). C# - E# - G#
3. D maior (D). D - F# - A
4. Eb maior (Eb). Eb - G - Bb
5. E maior (E). E - G# - B
6. F maior (F). F - A - C
7. F# maior (F#). F# - A# - C#
8. G maior (G). G - B - D
9. Ab maior (Ab). Ab - C - Eb
10. A maior (A). A - C# - E
11. Bb maior (Bb). Bb - D - F
12. B maior (B). B - D# - F#
ACORDES MENORES
Os acordes menores, assim como os maiores, contêm três notas básicas, a nota base, a terça e a
quinta. Para tocar um acorde menor, selecione qualquer nota base, então conte três semitons
acima para a terça. A partir da terça, conte dois tons (ou quatro semitons) para encontrar a quinta.
Acordes menores também são muito comuns no rock e no pop. “Comfortably Numb” é um
exemplo de música de rock que começa com um acorde menor. A maioria das músicas de rock e
pop usam uma mistura de acordes maiores e menores no piano.
O terceiro intervalo em um acorde menor é chamado de “terça menor”. O quinto intervalo em
um acorde menor é o mesmo do acorde maior, o intervalo de uma “quinta justa”.
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Os acordes menores comuns incluem:
1. C menor (Cm). C - Eb - G
2. C# menor (C#m). C# - E - G#
3. D menor (Dm). D - F -A
4. Eb menor (Ebm). Eb - Gb - Bb
5. E menor (Em). E - G - B
6. F menor (Fm). F - Ab - C
7. F# menor (F#m). F# - A - C#
8. G menor (Gm). G - Bb - D
9. Ab menor (Abm). Ab - Cb - Eb
10. A menor (Am). A - C - E
11. Bb menor (Bbm). Bb - Db - F
12. B menor (Bm). B - D - F#
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2° NIVEL
Aulas do piano
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ACORDES DIMINUTOS
A tríade diminuta usa uma terça menor e uma quinta abaixada, chamada de “quinta diminuta”. A
quinta diminuta tem três tons ou seis semitons acima da nota base. Para encontrar as notas de um
acorde diminuto, conte um tom e meio a partir da base para a terça, e então, um tom e meio a
partir da terça para a quinta.
Acordes diminutos no teclado são menos comuns que os acordes maiores e menores, mas ainda
são frequentemente usados em músicas de rock e pop. Eles têm um som assustador e tenso. O
uso mais comum do acorde diminuto é a transição entre dois outros acordes de som mais estável.
ACORDES AUMENTADOS
Os acordes aumentados usam uma terça maior e uma elevada, ou “quinta aumentada”. O
intervalo de uma quinta aumentada é de quatro tons ou oito semitons acima a partir da nota base.
Acordes aumentados têm um som muito distinto e incomum para os ouvidos da maioria das
pessoas.
Assim como os acordes diminutos, os acordes aumentados costumam ser usados na transição
entre sons mais estáveis no rock e na música pop. Um exemplo disso é a música “Crying”,
performada pelo Roy Orbison, em que um acorde aumentado é usado no pré-refrão.
Os acordes aumentados comuns incluem:
1. C aumentado (Caug). C - E - G#
2. C# aumentado (C#aug). C# - E# - G##
3. D aumentado (Daug). D - F# - A#
4. D# aumentado (D#aug). D# - F## - A##
5. E aumentado (Eaug). E - G# - B#
6. F aumentado (Faug). F - A - C#
7. F# aumentado (F#aug). F# - A# - C##
8. G aumentado (Gaug). G - B - D#
9. G# aumentado (G#aug). G# - B# - D##
10. A aumentado (Aaug). A - C# - E#
11. A# aumentado (A#aug). A# - C## - E##
12. B aumentado (Baug). B - D# - F##
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O ACORDE DOMINANTE
Você sabe quando estamos vendo um desenho animado e chega aquela hora em que o super
herói se torna ainda mais forte do que ele já é?
Então, podemos fazer o mesmo com os acordes dominantes, dando a eles um poder ainda mais
forte de preparação para a tônica.
Se na nossa harmonia, o nosso acorde dominante for o dó maior (C), ele possui apenas 3 notas:
1º – 3º – 5º (Dó – Mi – Sol).
Para aumentarmos o nível dele, ou o poder que ele possui, precisamos acrescentar a sétima
menor, ou seja, a nota Si bemol.
A sétima menor é a nota que potencializa ainda mais a função de um acorde dominante.
Em uma harmonia com uma tonalidade tanto maior quanto menor, constrói-se o acorde
no quinto grau da escala:
Harmonia em lá maior: E7 – A
Harmonia em lá menor: E7 – Am
Nos dois exemplos demonstrados acima, o acorde de Mi com sétima menor (E7) é considerado
um acorde dominante, pois cadencia para o acorde central (A).
CARACTERÍSTICAS DO ACORDE DOMINANTE
Um acorde dominante, possui uma característica bem peculiar, a qual forma entre a terça maior e
sétima menor, um intervalo de trítono (3 tons inteiros).
Um trítono tende a causar, devido ao seu formato, uma sonoridade dissonante (desconfortável).
Os acordes dominantes, como já mencionamos, são importantes principalmente pelo motivo de
serem usados para preparar o acorde principal da música (tônica).
O termo acorde dominante pode ser usado também para designar outros tipos de acordes com o
mesmo efeito dissonante, como os acordes diminuto por exemplo.
Podemos encontrar outros tipos e variações de acordes com terça maior e sétima menor, como os
acordes dominantes alterados. Eles contêm notas de extensão, como por exemplo o acorde
de A7 (9) – lá com sétima menor e nona.
PAPEL DE DOMINANTE
Como vimos anteriormente, no tópico de introdução as funções harmônicas, temos 3 tipos de
definições para os acordes.
Como temos 7 acordes em cada tonalidade, eles são divididos nesses três grupos dessa forma:
Olhando exclusivamente para os dominantes, temos além do 5º grau, o sétimo grau das escalas
com a mesma característica.
O sétimo grau também pode ser um acorde dominante, porém não tão intenso como o outro.
Agora quando juntamos o 5º grau com a sétima menor, o acorde dominante fica perfeito.
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EXEMPLO – TONALIDADE DE DÓ
Harmonia: Em – G7 – C
G7 (5º grau com sétima) – Acorde Dominante (Preparação para tônica):
Causa a sensação de resolver na tônica; Possui uma certa instabilidade.
Para os acordes dominantes em uma harmonia, sempre será assim.
O 5º grau com sétima, é o acorde perfeito para assumir o papel de dominante na música.
Através desse acorde é possível construir uma harmonia completa, seguindo todas as “regras
exigidas”.
Basta apenas encontrar o quinto grau para descobrir a dominante, e a partir dai é com você!
Poderá utilizar de todas as formas para incrementar o acorde e dar a ele mais força e importância
na música.
PRONTO PARA TOCAR PIANO?
Aprender diferentes tipos de acordes e como tocá-los no piano é muito divertido e abre portas
para entender e tocar diferentes tipos de música. Conforme você aprende mais músicas e até
mesmo escreve as suas próprias, você vai encontrar infinitas combinações de acordes de piano
ou teclado que criam diferentes sons e ânimos.
REARMONIZAÇÃO
Em uma única frase podemos dizer que:
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Rearmonização é a arte de transformar a estrutura harmônica de uma música.
Para que esse processo seja possível, os músicos, produtores e compositores utilizam inúmeros
recursos.
Dentre esses recursos, a maioria deles são conteúdos já abordados aqui no Aprenda Piano,
inclusive vamos falar um pouco deles nesse mesmo artigo.
Não pense que para rearmonizar uma música, ou seja, para dar uma nova interpretação a ela,
basta apenas saber o básico.
Pelo contrário, a arte da rearmonização exige conhecimentos musicais mais aprofundados para
que aí sim você consiga modificar a música de uma forma mais elegante e rebuscada.
PRIMEIROS PASSOS PARA REARMONIZAR
Falando de forma mais técnica e musical, rearmonizar uma música é alterar a sua progressão
de acordes (harmonia), porém deve-se manter a melodia original da música.
Para ocorrer uma rearmonização de fato, apenas os acordes devem mudar, preservando as
características principais da música.
Isso acontece muito com músicas muito conhecidas gravadas por outras pessoas, os chamados
covers.
Você pega toda uma estrutura que já foi criada e faz algumas alterações de acordo com a sua
vontade, personalidade e capacidade musical obviamente.
É muito importante deixar claro que não é necessário criar algo extremamente complexo, pois
nem sempre fica com uma boa soridade.
As vezes menos é mais!
Sabe onde acontece muito a técnica da rearmonização? Nos estúdios e nas produções de músicas
muito conhecidas.
Por exemplo: O artista X chega na gravadora e mostra uma música que ele fez com os acordes
todos retos sem nenhum “brilho”.
O produtor ouve a música, vai para o instrumento e começa a buscar nos seus conhecimentos e
na sua criatividade, formas de embelezar a canção com novos acordes, notas adicionais, e muito
outros recursos.
Lembrando que a melodia permanece sempre intacta. Ela é quem dita aquilo que pode ou não ser
feito na canção.
Se você tem uma música para rearmonizar e ela está na tonalidade de Sol maior, é impossível
utilizar a escala de Fá menor para arranjar.
REARMONIZANDO NA PRÁTICA
Vamos utilizar uma progressão simples de acordes, a qual você encontra em muitas músicas por
aí, e modificar um pouco a estrutura.
Essa rearmonização que iremos fazer será um tanto quando simples, porém já servirá para você
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entender como iniciar o processo de transformação de uma música.
Progressão de acordes:
D – G – Bm – A
Acorde de Ré (D)
Acorde de Sol (G)
Acorde de Si menor (Bm)
Acorde de Lá (A)
De início vamos apenas acrescentar algumas notas aos acordes, deixando-os um pouco mais
profissionais.
Vamos adicionar algumas notas conhecidas como extensões musicais.
7M – Sétima maior
6 – Sexta
7 – Sétima menor
C# – Baixo na mão esquerda
A progressão ficará dessa forma:
D7M – G6 – Bm7 – A/C#
Acorde de Ré com sétima maior (D7M)
Acorde de Sol com sexta (G6)
Acorde de Si menor com sétima (Bm7)
Acorde de Lá com Dó sustenido (A/C#)
Feita essa rearmonização apenas adicionando novas notas aos acordes já existentes, vamos então
explorar um pouquinho mais nossos recursos.
Vamos acrescentar dois acordes a essa sequência para dar uma nova sonoridade a música.
O primeiro a ser acrescentado é o acorde de Lá sustenido diminuto (A#º).
Esse acorde será acrescentado entre o G6 – Bm7, ficando assim: G6 – A#º – Bm7.
O próximo acorde será o último da nossa sequência, vindo após o A/C#.
Vamos acrescentar o acorde de Lá com sétima (A7):
A sequência completa de acordes será essa:
D7M – G6 – A#º – Bm7 – A/C# – A7
Apenas olhando para as duas progressões de acorde, conseguimos perceber que a segunda está
muito mais complexa.
Agora, faça o exercício e toque das duas formas!
A primeira são 4 acordes totalmente retos e simples.Já a segunda possui alguns “adjetivos
musicais”, totalizando 6 acordes cada um com uma nova interpretação.
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