Lub Rific Antes
Lub Rific Antes
Aditivos
Análise de óleo
Armazenagem
Combustível
Consumo de óleo
Contaminação
Embalagem
Filtros
Fluidos
Limpeza
Lubrificação
Lubrificador
Lubrificantes
Lubrificação Centralizada
Manutenção
Pistões
Planos de Lubrificação
Pressão do Óleo
Rolamentos
Segurança
Virabrequins
Dicas sobre Aditivos
1. Os tipos de aditivos mais utilizados são :
a) Anti-oxidantes - evitam o acúmulo de verniz e borras nas partes do motor;
b) Anti-corrosivos - evitam que o motor seja corroído por substâncias nocivas,
c) Detergentes - mantêm o motor limpo impedindo o depósito de todos os tipos de sujeira. O
detergente faz com que o óleo se mantenha constantemente misturado à sujeira, retirando-a do
motor por ocasião da drenagem do óleo.
d) Agentes de extrema pressão - evitam a soldagem e o engripamento das partes móveis
submetidas a extrema pressão.
e) Preventivos contra ferrugem - evitam a ferrugem em motores novos ou revisados.
2. Alguns sintomas típicos indicam a degradação do óleo como: depósitos excessivos nos
pistões, aumento da fuga de gases para o cárter, espelhamento da camisa, emperramento dos anéis
retangulares, depósitos nas válvulas, obstrução do filtro, falhas no mancal e excesso de fuligem preta.
(Caterpillar)
9. Os fluidos para cortes de metais (óleos de 10. A contaminação por solventes ocorre,
corte), sejam solúveis ou insolúveis, também normalmente, durante a operação de
costumam contaminar os lubrificantes: limpeza das máquinas. Restos desses
a) geralmente por meio de fugas ou respingos produtos, em contato com o lubrificante,
enquanto que a máquina está funcionando ou então alteram sua viscosidade, dando origem ao
pela utilização de recipientes contendo esses óleos desgaste das partes lubrificadas. (Encarte
de corte e posteriormente utilizados para embalar Pirelli)
lubrificantes. (Encarte Pirelli)
[Link]ém dos contaminantes, existem outros fatores que agem para reduzir a eficácia total do
óleo do motor como a baixa temperatura da água das camisas, alto teor de umidade, consumo de
óleo, carga do motor, escolha do combustível e manutenção deficiente. (Caterpillar)
5. Os filtros usados devem ser cortados 6. Cuidados especiais na troca dos filtros
após cada troca. A única maneira de de combustível: limpar em volta do
inspecioná-los detalhadamente é cortando-os alojamento do filtro e desatarrachar ou
com a Ferramenta para Cortar Filtros remover os filtros velhos sem introduzir
(6V7905). Assim, será possível inspecionar sujeira neste compartimento do motor.
seus componentes internos, examinar se Lubrificar e limpar a junta nova do filtro com
existem contaminantes e também comparar óleo diesel limpo, instalar os filtros novos
as marcas de filtros em relação à qualidade e secos e escovar o sistema de combustível.
eficácia de filtragem. (Caterpillar) (Caterpillar)
7. Os filtros novos devem ser adequadamente armazenados para evitar a entrada de poeira e
sujeira antes de seu uso. (Caterpillar)
8. Depois de uma troca de óleo e do filtro de 9. Troque todos os filtros do motor. Um motor
óleo, todo o sistema de lubrificação do motor automotivo utiliza três tipos de filtros: o de ar, que
fica vazio e por isso a pressão fica baixa. purifica o ar utilizado para a queima do
Quando isso acontece, a luz de alerta do óleo se combustível; o de combustível, que retém as
acende no painel de instrumentos. Enquanto ela impurezas em suspensão no combustível; e o de
estiver acesa, não acelere: aguarde até que ela se óleo, que retém partículas abrasivas evitando que
apague, porque só a partir desse momento o elas aumentem o desgaste do motor. Filtros
sistema de lubrificação está em perfeito trocados nos prazos certos ampliam a vida do
funcionamento (Tecfil). motor (Tecfil).
9. Não role os tambores sobre superfícies que não 10. Sempre que possível não armazenar as
sejam lisas, pois pedras ou tocos de madeira embalagens no tempo (sol e chuva) a fim de
podem amassá-los. evitar prejuízos também nos lubrificantes ou
combustíveis.
11. Caso não seja possível a armazenagem dos tambores em lugar coberto: deite os tambores
sobre um suporte de madeira ou de metal evitando o contato com o solo; se os tambores precisarem
ficar de pé, incline-os ligeiramente para impedir o acúmulo de água ao redor dos bujões, já que esta
poderá contaminá-los; mantenha os bujões bem apertados, usando chave e martelo para certificar-
se disto; proporcione-lhes um abrigo temporário ou em caso contrário, proteja-os com lonas
enceradas; antes de tirar os bujões, seque e limpe completamente as tampas dos tambores.
12. Não deixe desaparecer as marcas de 13. Mantenha os tambores sempre limpos,
identificação. Reforçá-las escrevendo com tinta principalmente a boca. A limpeza é o
vermelha e letra grande é um bom procedimento. principal fator de uma boa lubrificação.
Uma embalagem sem marca poderá provocar o uso
de um óleo trocado com graves conseqüências.
14. Alguns materiais auxiliares são essenciais para uma perfeita lubrificação. Tenha sempre à sua
disposição : panos ou trapos limpos (sem fiapos), graxeiros novos, cestas ou latas para panos sujos,
latas ou vidros limpos para coleta e remessa de amostra de óleos para análise, funis e bandejas para
coletar o óleo queimado. (Dicas 1 a 14 : Manual do Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José
de Sá Neto)
7. Por menor que seja a quantidade de 8. Além do fator segurança, a economia global do
ferrugem, ela pode prejudicar os sistemas sistema deve ser levada em conta.
hidráulicos. A ferrugem ocorre quando a Considerando-se os altos níveis de produção e os
umidade presente no sistema entra em contato gastos fixos, a paralisação de um equipamento
com as superfícies ferrosas. Utilize sempre os representa considerável aumento nas despesas.
fluidos tipo " premium" pois estes aderem às Por esta razão, um investimento inicial em fluidos
superfícies ferrosas evitando seu contato com a de qualidade proporcionará substanciais
água ou então a emulsificam para que ela não dividendos em função da redução do custo global.
alcance as superfícies metálicas. (Texaco) (Texaco)
9. Se o motor sofrer repetidas falhas relacionadas com o óleo, ou não puder produzir o desempenho
nominal, recomenda-se o uso de um lubrificante superior, com níveis mais altos de aditivos
dispersantes/detergentes e uma reserva de TBN apropriada, para reduzir o potencial de depósitos de
carbono. É importante também continuar trabalhando com os fornecedores de óleo para ajustar o
tipo de óleo de desempenho CD até que a vida útil aceitável seja alcançada. (Caterpillar)
10. Embora seja comum, é incorreta a opinião 11. Os óleos indicados para serviços severos são
de que o óleo do motor deve ser claro e o da típicos para os carros que andam nos centros
engrenagem escuro. Os óleos lubrificantes são urbanos, com o anda e pára do tráfego e por
formulados misturando-se óleos básicos e pequenas distâncias - de até 6 km, ou em estradas
aditivos e sua cor final dependerá da cor do com muita poeira. Já os indicados para serviços
básico e do aditivo que forem empregados na leves ou serviço normal são aqueles que os
sua formulação. Além disso, a cor não tem carros trafegam por percursos longos e
nenhuma influência no desempenho do óleo velocidades quase constantes em rodovias
(Tecfil). pavimentadas, como no caso de viagens (Tecfil).
2. Através de uma verificação rotineira prevenimos falhas relacionadas com o óleo. Verifique: a parte
externa do motor, quanto a possíveis vazamentos, o manômetro do óleo, já que uma alteração pode
significar que a bomba de óleo está defeituosa ou que a válvula de alívio de pressão está emperrada,
o indicador do nível de óleo, que se estiver baixo pode revelar consumo excessivo, vazamento ou
falha nas linhas de óleo. (Fonte Caterpillar)
1. As falhas de pistões, relacionadas com o óleo, são mais freqüentemente causadas pela ação
abrasiva do óleo contaminado, que resulta em desgaste da saia do pistão. As indicações incluem
uma saia de pistão com coloração cinza muito opaca, desgaste das faces cromeadas em todos
os anéis, pistas gastas do anel de lubrificação, ranhuras excessivamente gastas e algum
desgaste na camisa.
Os anéis dos pistões podem apresentar desgaste na ranhura da mola, isso é normal. Porém,
trocas de óleo negligenciadas, causarão severo "emperramento" do anel que ocorre quando a
mola se prende em uma ranhura gasta, impedindo a expansão total.
A avaria da camisa pode ser provocada pela falta de lubrificação ou por abrasivos que podem
polir o furo e deixar uma superfície brilhante (remova o padrão de brunimento).
Fonte: (O óleo e seu motor, Caterpillar)
1. O óleo que flui para os mancais forma uma película entre o munhão do virabrequim e o
mancal. A rotação do munhão tende a forçar o óleo para baixo, separando-o do mancal e,
durante operação normal, evita o contato de mental contra metal.
A falta de lubrificação ou a "falta de óleo lubrificante", resulta no contato de metal contra metal e
na elevação da temperatura resultante do atrito, podendo provocar o emperramento do mancal
de alumínio no eixo. Em casos extremos, a superfície do mancal adere tão fortemente, que a
superfície do virabrequim fica completamente destruída.
O óleo contaminado pode resultar em desgaste excessivo do virabrequim. Isso é quase sempre
causado por abrasivos/contaminantes encrustados no mancal.
Por conter metais e compostos altamente tóxicos, o óleo lubrificante usado é classificado
como resíduo de classe I (resíduo perigoso).
Esse óleo contaminado, importante recurso econômico, possui três destinos bem diversos.
Um deles é o simples descarte no meio ambiente. O óleo quando descartado no solo, por
sua vez, apresenta ainda um sério efeito complicador. Substâncias tóxicas se infiltram
através do subsolo, contaminando um recurso natural extremamente importante: a água
subterrânea. Por ser menos denso do que a água, o óleolubrificante forma uma película
sobre a sua superfície, dificultando a passagem doar e da luz que são indispensáveis para
a realização da respiração e da fotossíntese.
O segundo é a queima, geralmente descontrolada, em caldeiras industriais, podendo dar a
sua contribuição negativa à atmosfera (5 litros podem conter até 20 gramas de chumbo).
A legislação brasileira obriga a coleta de todos os óleos usados, a qual só pode ser
realizada por empresas credenciadas pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, e
devidamente licenciadas pelos órgãos de proteção ambiental do estado onde são gerados.
E, como os lubrificantes usados são produtos perigosos, por apresentarem toxicidade,
conforme a norma ABNT 10004 e a Resolução CONAMA 9/93, é crime ambiental não só
descartá-los na natureza, como também comercializar, fornecer, transportar, queimá-los
ou dar outro destino que não a reciclagem através do rerrefino. Tais crimes estão
capitulados na Lei no 9.605/98, Seção III, Artigos 54 e 56, bem como no Decreto Federal
no 3.179, Seção III, Artigos 41 e 43.
Devido a esses complicadores gerados pelo óleo lubrificante usado, propõe-se uma
otimização do processo de rerrefino e aproveitamento do resíduo borra ácida como
adsorvente no processo em substituição a terra fuller. Para tanto, os dois adsorventes
(carvão feito da borra ácida e terra fuller) foram caracterizados quanto à área superficial,
diâmetro médio dos poros e densidade (tabela 1). A caracterização do produto final, óleo
rerrefinado básico, seguiu as normas da ASTM referente à análise colorimétrica (ASTM D-
1500) e índice de acidez total (ASTM D-974).
Através de testes laboratoriais, o carvão de resíduo por apresentar maior área superficial e
menor diâmetro médio dos poros adsorveu melhor que a terra fuller. No processo de
rerrefino empregam-se de 7 até 12% de terra fuller em peso na etapa de clarificação, o
carvão conseguiu a mesma eficiência com 3 a 5 % em peso, além disso, a temperatura no
processo diminui, pois na etapa de clarificação (processo contínuo batelada) a
temperatura varia de 240 a 300oC, com o carvão, a temperatura variou de 120 a 160ºC,
minimizando energia.
Um outro fator preponderante, além da menor quantidade empregada, o carvão pode ser
regenerado ou utilizado como combustível no processo, não gerando resíduos. Desse
modo pode-se concluir que, a área superficial é de fundamental importância na remoção
de produtos de oxidação e contaminantes metálicos, isto é, a adsorção é proporcional à
área do adsorvente e não ao seu volume de poros.
Com relação ao produto final, óleo rerrefinado básico, tanto terra fuller e carvão de resíduo
apresentaram mesma colorimetria, já na análise do índice de acidez total, o carvão
apresentou menor acidez em relação a terra fuller.
Introdução
Os óleos usados, quando lançados diretamente no meio ambiente ou quando queimados
sem o devido pré-tratamento, originam graves problemas ambientais e representam um
risco para a saúde pública.
Com base em estudos que vem realizando e que permite avaliar a gravidade da situação
atual do setor dos óleos usados, a Quercus, Associação Nacional de Conservação da
Natureza sediada em Lisboa, Portugal, sugere a implementação de um conjunto de
medidas que visem regular e fiscalizar o setor, de forma a aumentar a coleta daqueles
óleos e criar condições que incentivem sua regeneração (reciclagem), reduzindo-se assim
substancialmente a necessidade de incinerar ou co-incinerar esses resíduos perigosos.
O problema
Os óleos usados provenientes dos motores veiculares são classificados como resíduos
perigosos, em função de sua contaminação por diversos metais pesados, cloro e outras
substâncias que, por não serem corretamente tratadas, produzem danos ao meio
ambiente.
Os óleos usados, quando lançados diretamente no meio ambiente e no esgoto
contaminam solos, águas subterrâneas e superficiais e provocam estragos nas estações
de tratamento. Quando queimados sem o tratamento adequado provocam a liberação de
substâncias tóxicas - solventes clorados (PCBs), metais pesados (arsénio, cádmio e
chumbo) e compostos orgânicos (benzeno e naftaleno). Sabe-se que cinco litros de óleo
são suficientes para cobrir uma superfície de água de 5000 m2, impedindo a oxigenação e
originando a morte por asfixia dos peixes e plantas.
Em Portugal são consumidos, por ano, cerca de 100.000 toneladas de óleos novos, sendo
que cerca de 40% se perdem durante a sua utilização, o que equivale a um volume
aproximado de 60.000 toneladas por ano de óleos usados. Por outro lado, a coleta é de
pouco mais de 30.000 toneladas por ano ou apenas 50%, ao contrário das 50.000
toneladas que aparecem nas estatísticas oficiais, resultantes da duplicação do registo de
óleos usados, como foi possível constatar após a realização de reuniões com diversas
empresas do setor.
Situação Atual
Medidas efetivas para a regulamentação do setor de óleos usados não têm sido adotadas,
apesar do Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), aprovado em 1996,
ter definido um conjunto de prioridades e de medidas a implementar. Para a Quercus,
existe uma situação de grave desregulamentação, com importantes consequências
ambientais.
Os principais aspectos dessa situação, afirma, seriam:
A Importância da Reciclagem
A Diretiva comunitária n.º 87/101/CEE do Conselho, de 22 de Dezembro de 1986, relativa
à eliminação dos óleos usados e que se encontra transposta para o direito interno,
estabelece que os Estados-membros devem dar prioridade à regeneração (reciclagem) no
tratamento dos óleos usados, sempre que técnica e economicamente possível.
Com base nessa legislação, a Quercus propõe a adoção, a curto prazo, das seguintes
medidas, como forma de aumentar a coleta de óleos usados:
Proibição da venda de óleos lubrificantes novos em hipermercados e em outros
locais que não assegurem sua coleta;
Criação de eco-taxas, à semelhança do sistema de consignação/depósito para as
embalagens, que incentivem a mudança de óleos lubrificantes em locais
devidamente licenciados;
Licenciamento apenas de empresas de coleta de óleos usados, que assegurem um
destino final adequado;
Proibição da venda de óleos usados recolhidos pelas garagens e estações de
serviço, podendo o sistema de coleta passar a ser subsidiado pelo Governo,
através das eco-taxas propostas;
Fiscalização do destino final dos óleos que atualmente sofrem um tratamento
prévio, aqui se incluindo as unidades de coleta e de tratamento dos óleos usados e,
ainda, seus consumidores;
Identificação e fiscalização das unidades industriais que utilizam óleos usados, com
tratamento prévio ou não, como combustível alternativo;
Realização de campanhas de informação e sensibilização dos diversos agentes do
mercado, incluindo a sensibilização da população;
Levantamento e fiscalização do mercado paralelo e ilegal de compra e venda de
óleos usados.
MEIO AMBIENTE
ISO 14001
- Interpretação oficial da ABNT
Fonte: ABNT
INTRODUÇÃO
O CB-38, Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas,
decidiu criar um grupo para elaborar a interpretação oficial brasileira de pontos polêmicos de entendimento
da norma NBR ISO 14001 (1996), conforme resolução ABNT/CB38/CG/77/00. Esta decisão atende
orientação do TC-207 - Comitê Técnico em Gestão Ambiental da ISO - Organização Internacional de
Normalização, de acordo com documento ISO/TC207/SC1/N161. Nesta primeira edição foram abordados 30
pontos. Novos pontos serão incluídos à medida que surjam novas solicitações pelas partes interessadas.
A seguir os pontos escolhidos são apresentados em forma de perguntas e a
resposta dada define a interpretação oficial do Brasil para o respectivo ponto. Vale
ressaltar que estas interpretações foram aprovadas pelo TC 207 da ISO na reunião de Kuala Lumpur em
Julho de 2001, resolução ISO/TC207/SC1/16/2001.
INTERPRETAÇÕES
INTRODUÇÃO
P 3: De que forma pode ser explicitada a adequação à "natureza, escala e impactos ambientais" das
atividades, produtos e serviços da organização ?
P 8: Até onde vai o limite da abrangência dos aspectos ambientais "sobre os quais
presume-se" que a organização tenha influência ?
P 9: O que é uma legislação "aplicável aos aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços" ? A
constituição federal se encaixa neste conceito? e a política nacional de meio ambiente ? e a licença de
operação ? Apenas requisitos legais ambientais devem ser cobrados ou aqueles que aplicáveis a aspectos
ambientais (i.e. NR 13) ?
R 9: Todos os requisitos legais (não está restrito aos requisitos originados pelos
órgãos do SISNAMA) que influenciem a operação e/ou levam a
controles/monitoramento de aspectos e impactos ambientais são considerados
aplicáveis aos aspectos ambientais das atividades, produtos e serviços da
organização. São também considerados aplicáveis os requisitos legais que definem ações administrativas,
tais como obtenção/publicação de licenças, outorgas, cadastros e autorizações.
Licenças ambientais, quando exigidas, são documentos básicos e aplicáveis. Nos
casos de dúvida quanto à exigibilidade, a consulta ao órgão ambiental competente, por parte da organização
que está implementando seu SGA, é condicionante. É necessário a obtenção da Licença, para obter uma
certificação ambiental, o protocolo de entrada no órgão ambiental só será válido em renovações. Acordos
com Ministério Público são também requisitos legais.
P 13: Quais são os requisitos mínimos para descrever os "meios e prazos dentro do qual eles devem ser
atingidos" ?
R 13: No programa de gestão ambiental, entende-se por "meios e o prazo dentro do qual os objetivos e
metas devem ser atingidos", o "como" o objetivo vai ser atingido, ou seja, as ações, atividades e tarefas que
deverão ser implantadas. Quanto aos recursos, sugere-se observar a correlação deste requisito com o item .
4.4.3 COMUNICAÇÃO
P 16: O que se quer dizer com "a organização deve considerar os processos de
comunicação externa sobre seus aspectos ambientais significativos e registrar sua
decisão" ?
R 16: Com relação ao requisito de que "a organização deve considerar os processos de comunicação
externa sobre seus aspectos ambientais significativos e registrar sua decisão" , entende-se que a empresa
deve definir o nível de comunicação próativa (ou seja sem demanda) externa que deseja (o que
comunicar e a quem). Esta decisão deve estar formalmente registrada.
R 18: A análise crítica periódica requerida não tem uma freqüência mínima exigida
na norma.
P 20: Todo aspecto significativo deve estar sob controle ? Este controle deve estar
definido em documento (pode ser suficiente um parâmetro de controle operacional) ?
E se o aspecto está vinculado a uma atividade de terceiro (dentro ou fora do local da organização) ?
R 20: Toda operação relacionada com aspectos ambientais significativos deve estar no escopo do controle
operacional. A forma deste controle ser efetuado, quando aplicável, se dá pelo estabelecimento de
procedimentos documentados (nos termos descritos pela norma), critérios operacionais e comunicação aos
fornecedores.
4.4.7 PREPARAÇÃO E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS
P 21: Cada situação de emergência identificada deve ter definido um plano para seu atendimento ? ou
somente as situações significativas ? (pequenos vazamentos ou derrames)
P 22: Todos os planos de emergência devem ser testados ? Ou pode ser aceito
teste por tipo de situação ? Como encarar os testes Simulados x Treinamentos de
brigadas ?
R 22: Todas as situações identificadas devem ser testadas na extensão do possível. Testes devem ser
executados. Caso não tenha sido possível testar todas as situações, um planejamento dos mesmos é aceito
(este planejamento deve ser
monitorado). São aceitáveis testes por tipos de acidentes ou situações de
emergência, desde que envolvam os mesmos procedimentos, recursos e impactos
ambientais decorrentes do acidente e do respectivo atendimento. Treinamentos
podem ser aceitos como testes, desde que explicitamente incluam tais testes.
P 25: Para comprovação de existência de outorga para utilização de água de bacias hidrográficas vale o
protocolo de entrada no processo de sua obtenção junto ao órgão competente ? (Lei Federal n.º 9433 -
08/01/1997 - Política Nacional de Recursos Hídricos) .
R 25: Com relação à validade do protocolo de entrada no processo para obtenção de outorga para utilização
de águas de bacias hidrográficas (Lei Federal n.º 9433 - 08/01/1997 - Política Nacional de Recursos
Hídricos), é utilizado o mesmo critério definido para o caso de Licença Operacional definido no item 4.3.2.
(Resposta R 9).
Excepcionalmente, para unidades já em funcionamento, com licença ambiental
regularizada, poderá ser aceito o protocolo de entrada no processo para obtenção
de outorga, caso tenha sido dada entrada a mais de 180 dias (baseado no que é
definido na resolução CONAMA 237/97, para o caso de licenciamento ambiental).
P 26: Para o atendimento de requisito legal não operacional (obtenção de alguma
autorização) é suficiente considerar o monitoramento realizado em auditorias ? Ou é necessário um
processo específico a ser aplicado periodicamente ?
R 26: O aproveitamento dos recursos de uma auditoria interna pode ser utilizado
para a avaliação requerida no item 4.5.1, referente ao atendimento de requisito legal não operacional
(obtenção de alguma autorização). Esta avaliação entretanto deve cobrir todos os requisitos legais aplicáveis
e deve estar estabelecida em
procedimento documentado.
P 27: O que deve ser feito no caso de ter sido identificado o não atendimento de
determinado requisito legal ? É suficiente o registro e o tratamento de não
conformidade interna ? O órgão ambiental deve ser obrigatoriamente comunicado?
R 27: Requisitos legais não atendidos devem ser tratados de acordo com a
sistemática de ação corretiva. A comunicação de não atendimentos legais à
autoridade competente é condicionada à existência de exigência legal. Além disso,
Interpretação NBR ISO 14001, Revisão 0, Julho 2001, Página 9/9
ela deve estar conforme a decisão tomada pela empresa quanto à comunicação
externa (vide comentário do item 4.4.3, Resposta R 16).
P 29: Abrangência de ação corretiva pode ser aceita como ação preventiva ? Deve o processo de tratamento
de não conformidades incluir a análise de eficácia das ações tomadas ?
P 30: As auditorias externas (feitas pelas OCCs) valem como atendimento a este
item ? E as auditorias legais ?
R 30: A norma não especifica que a auditoria seja "interna". Entretanto, os Guias ISO 62 e 66 impedem um
OCC de executar serviços para obter ou manter a certificação (o que entende-se incluir também, as
auditorias exigidas pelo texto da ISO 14001).
De forma similar, auditorias legais também não podem ser aceitas para
comprovação do atendimento dos requisitos do item 4.5.4, exceto quando estas
auditorias abrangem todo o Sistema de Gestão Ambiental com base na ISO 14001.
ISO 14001: DEFINIÇÃO E OBJETIVOS
Fonte: EMBRAPA
As normas ISO 14000 - Gestão Ambiental, foram inicialmente elaboradas visando o "manejo ambiental", que
significa "o que a organização faz para minimizar os efeitos nocivos ao ambiente causados pelas suas
atividades" (ISO, 2000).
Assim sendo, essas normas fomentam a prevenção de processos de contaminações ambientais, uma vez
que orientam a organização quanto a sua estrutura, forma de operação e de levantamento, armazenamento,
recuperação e disponibilização de dados e resultados (sempre atentando para as necessidades futuras e
imediatas de mercado e, conseqüentemente, a satisfação do cliente), entre outras orientações, inserindo a
organização no contexto ambiental.
Tal como as normas ISO 9000, as normas ISO 14000 também facultam a implementação prática de seus
critérios. Entretanto, devem refletir o pretendido no contexto de Planificação ambiental, que inclui planos
dirigidos a tomadas de decisões que favoreçam a prevenção ou mitigação de impactos ambientais de
caráter compartimental e inter-compartimental, tais como, contaminações de solo, água, ar, flora e fauna,
além de processos escolhidos como significativos no contexto ambiental.
A norma ISO 14001 estabelece o sistema de gestão ambiental da organização e, assim:
Ressalta-se, contudo, que nem as normas ISO 9000 nem aquelas relativas ISO 14000 são padrões de
produto. O padrão de manejo do sistema nessas famílias de normas estabelece requerimentos para
direcionar a organização para o que ela deva fazer para manejar processos que influenciam a qualidade
(ISO 9000) ou processos que influenciam o impacto das atividades da organização no meio ambiente (ISO
14000). A natureza do trabalho desenvolvido na empresa e as suas especificidades em termos de
demandas determinam os padrões relevantes do produto que devam ser considerados no contexto das
normas ISO (ISO, 2000).
Regulamenta a atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado a ser exercida por pessoa
jurídica sediada no País, organizada de acordo com as leis brasileiras.
O DIRETOR da AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO - ANP, no uso de suas atribuições legais, conferidas
pela Portaria ANP nº 118, de 14 de julho de 1999, e com base na Resolução de Diretoria nº 355, de 29 de
julho de 1999 e considerando:
- o disposto no inciso IX, do art. 8º, da Lei n.º 9.478, de 6 de agosto de 1997;
- a necessidade de controle do descarte para o óleo lubrificante usado ou contaminado, em conformidade
com o que estabelece a Resolução CONAMA n.° 9, de 31 de agosto de1993;
- o potencial impacto negativo que óleo lubrificante usado ou contaminado causa ao meio ambiente e à
saúde pública;
- a necessidade de estabelecer procedimentos diferenciados para as atividades de coleta e de rerrefino;
torna público o seguinte ato:
Art. 1º Fica regulamentada, através da presente Portaria, a atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou
contaminado a ser exercida por pessoa jurídica sediada no País, organizada de acordo com as leis
brasileiras.
Art. 2º Para o exercício da atividade de coletor de óleo lubrificante usado ou contaminado é necessário
possuir cadastro expedido pela Agência Nacional do Petróleo - ANP.
Art. 3º O pedido de cadastramento para o exercício da atividade de coletor de óleo lubrificante usado ou
contaminado deverá ser acompanhado da seguinte documentação:
I - requerimento da interessada;
II - Fichas Cadastrais - FC, devidamente preenchidas conforme modelos constantes dos Anexos I e II desta
Portaria e também disponíveis no endereço [Link]
III - contrato social e suas alterações devidamente registrados no órgão competente;
IV - inscrição da matriz e das filiais na Fazenda Estadual e Municipal;
V - cópia de documento de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ da matriz e das filiais;
VI - certidão negativa da Receita Federal , Estadual, INSS e FGTS;
VII - tancagem, própria ou arrendada, mínima de 30 metros cúbicos nos locais centralizados de estocagem
do óleo usado ou contaminado, na forma do inciso IX;
VIII - pelo menos 02 (dois) caminhões-tanque que poderão ser próprios, fretados ou arrendados, adequados
ao transporte de carga perigosa, nos termos do Decreto 96.044, de 18 de maio de 1988, devidamente
comprovado perante a ANP;
IX - planta das instalações e tancagem vistoriadas e aprovadas pelo Corpo de Bombeiros, Licenças de
Instalação e Funcionamento do órgão ambiental estadual e Alvará de Funcionamento, expedido pela
Prefeitura local.
§ 1° A empresa coletora de óleo usado ou contaminado deverá cadastrar na ANP todos os veículos
empregados no sistema de coleta, conforme Anexo III desta Portaria.
§ 2° As modificações de qualquer natureza dos dados e informações prestadas à ANP deverão ser
comunicadas no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da sua ocorrência.
§ 3° O coletor de óleo lubrificante usado ou contaminado somente poderá iniciar suas atividades a partir da
aprovação do seu cadastramento pela ANP.
Art. 4° São obrigações do coletor de óleo lubrificante usado ou contaminado:
I - recolher o óleo lubrificante, usado ou contaminado, fornecendo ao gerador o certificado de coleta,
conforme modelo constante do Anexo IV desta Portaria, bem como a Nota Fiscal de Entrada, conforme
previsto no Convênio ICM's 03/90, com a nova redação conferida pelo Convênio ICM's 76/95.
II - armazenar o óleo lubrificante, usado ou contaminado, de forma segura até ser dada a devida destinação
legal;
III - destinar o óleo lubrificante, usado ou contaminado, conforme o disposto no art. 7º da Resolução
CONAMA n.º 9, de 31 de agosto de 1993, mantendo sob sua guarda o respectivo comprovante de
recebimento;
IV - manter atualizados os registros de coleta e destinação através de Notas Fiscais para o óleo lubrificante,
usado ou contaminado, bem como documentos legais relativos às mesmas, disponíveis para fins fiscais,
pelo período de cinco anos;
V - garantir que as atividades de coleta, transporte, estocagem, transbordo e entrega do óleo lubrificante,
usado ou contaminado, sejam efetuadas em condições adequadas de segurança sem prejuízo para as
operações subseqüentes;
VI - adotar as medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado venha a ser contaminado por
produtos químicos, combustíveis, solventes ou outras substâncias;
VII - fornecer trimestralmente à ANP relatório contendo as informações mensais de coleta, por contratante e
de destino, por rerrefinador, ou outra aplicação nos termos legais, do óleo lubrificante usado ou contaminado
coletado;
VIII - indicar nas laterais e parte traseira dos tanques dos caminhões, próprios ou arrendados, em letra
(fonte) Arial tamanho 30 cm, os seguintes dizeres: ÓLEO LUBRIFICANTE USADO - COLETOR
AUTORIZADO ANP Nº ___ (citar o número da Autorização);
IX - apresentar no ato da coleta, ao gerador de óleo usado ou contaminado, documento que comprove o
cadastramento junto a ANP.
Parágrafo único. O disposto no inciso VII deverá contemplar os volumes de coleta por município, a partir de
1º de junho de 2000.
Art. 5° As empresas coletoras de óleo lubrificante usado ou contaminado atualmente existentes terão o
prazo de 180 (cento e oitenta) dias para se adequarem às disposições constantes da presente Portaria,
contados a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.
Art. 6° O não cumprimento ao disposto nesta Portaria acarretará aos infratores as sanções previstas na
Medida Provisória n.° 1.883-15, de 28 de julho de 1999 e no Decreto n.º 2.953, de 28 de janeiro de 1999.
Art. 7° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8° Revogam-se as disposições em contrário.
MEIO AMBIENTE
LUBRIFICANTES
LEGISLAÇÃO: Definição
Proibições
Novas Indústrias
Reciclagem
Obrigações dos Produtores
Obrigações de Usuários
Obrigações de Receptores de Óleos Usados
Obrigações de Coletores de Óleos Usados
Armazenagem
Embalagem e Transporte
O CONSELHO REGIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das atribuições previstas na Lei nr.
6.938, de 31 de Agosto de 1981, alterada pela Lei nr. 7.804, de 18 de Julho de 1989, e nr. 8.208, de 12 de
Abril de 1990, e regulamentada pelo Decreto nr. 99.274, de 6 de Junho de 1990, e no Regulamento Interno
aprovado pela Resolução / CONAMA/ NR. 025, DE 3 DE Dezembro de 1986;
Considerando que o uso prolongado de um óleo lubrificante resulta em deterioração parcial, que se reflete
na formação de compostos tais como ácidos orgânicos, compostos aromáticos polinucleares,
"potencialmente carcinogênicos", resinas e lacas, ocorrendo também contaminações acidentais ou
propositais;
Considerando que a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, em sua NBR - 10004, ""Resíduos
Sólidos - classificação", classifica o óleo lubrificante usado como perigo por apresentar toxicidade;
Considerando que o descarte de óleos lubrificantes usados ou emulsões oleosas para o solo ou cursos de
água gera graves danos ambientais;
Considerando que a combustão dos óleo lubrificantes usados pode gerar gases residuais nocivos ao meio
ambiente;
Considerando que a gravidade do ato de contaminar o óleo lubrificante usado com policlorados (PCB's), de
caráter particularmente perigoso;
Considerando que as atividades de gerenciamento de óleos lubrificantes usados devem estar organizadas e
controladas de modo a evitar danos a saúde, ao meio ambiente;
Considerando ainda que a reciclagem é o instrumento prioritário para a gestão ambiental, resolve:
Art.2o - Todo o óleo lubrificante usado ou contaminado será, obrigatoriamente, recolhido e terá uma
destinação adequada, de forma a não afetar negativamente o meio ambiente.
Art. 4o - Ficam proibidas a industrialização e comercialização de novos óleos lubrificantes não recicláveis,
nacional ou importados.
Parágrafo 1o - Casos especiais serão submetidos a aprovação do IBAMA, com base em laudos de
laboratórios devidamente credenciados.
Parágrafo 2o - No caso dos óleos não recicláveis, atualmente comercializados no mercado nacional, o
IBAMA, no prazo de 90 (noventa) dias a contar da publicação desta Resolução, efetuará estudos e
proposição para a sua substituição.
Art. 5o - Fica proibida a disposição dos resíduos derivados no tratamento do óleo lubrificante usado ou
contaminado no meio ambiente sem tratamento prévio, que assegure:
I - A eliminação das características tóxicas e poluentes do resíduo;
II - A preservação dos recursos naturais; e
III - O atendimento aos padrões de qualidade ambiental.
Art. 6o - A implantação de novas indústrias destinadas a regeneração de óleos lubrificantes usados, assim
como a ampliação das existentes, deverá ser baseada em tecnologias que minimizem a geração de resíduos
a serem descartados no ar, água, solo ou sitemas de esgoto.
Parágrafo único: As indústrias existentes terão o prazo de 120 (cento e vinte) dias para apresentar ao
Orgão Estadual de Meio Ambiente um plano de adaptação do seu processo industrial, que assegure a
redução e tratamento dos resíduos gerados.
Art. 7o - Todo o óleo lubrificante usado deverá ser destinado à reciclagem.
Parágrafo 1o - A reciclagem do óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável deverá ser efetuada
através de rerrefino.
Parágrafo 2o - Qualquer outra utilização do óleo regenerável dependerá de aprovação do orgão ambiental
competente.
Parágrafo 3o - Nos casos onde não seja possível a reciclagem, o orgão ambiental competente poderá
autorizar a sua combustão, para aproveitamento energético ou incineração, desde que observadas as
seguintes condições:
I - o sistema de combustão - insineração esteja devidamente licenciado ou autorizado pelo orgão ambiental;
II - sejam atendidos os padrões de emissões estabelecidos na legislação ambiental vigente. Na falta de
algum padrão, deverá ser adotada a NB 1265, "Incineração de resíduos sólidos perigosos - Padrões de
desempenho".
III - a concentração de PCB's no óleo deverá atender aos limites estabelecidos no NBR 8.371 - "Ascaréis
para transformador e capacitores - Procedimento".
Art. 11o - No caso dos postos de abastecimentos e embarcações não se aplica a exigência de instalações
de troca de óleo lubrificante, devendo o gerenciamento do óleo lubrificante usado a legislação específica.
Art. 12o - Obrigações dos coletores de óleos usados:
I - recolher todo o óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável, emitindo, a cada aquisição, para o
gerador ou receptor, a competente Nota Fiscal, extraída nos moldes previstos pela Instituição Normativa nr.
109/84 da Sociedade da Receita Federal;
II - tomar medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado venha a ser contaminado por
produtos químicos, combustíveis, solventes e outras substâncias;
III - alienar o óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável coletado, exclusivamente ao meio de
reciclagem autorizado através de Nota Fiscal de sua emissão;
IV - manter atualizados os registros de aquisição e alienações bem como cópias dos documentos legais a
elas relativos, disponíveis para fins fiscalizatórios, por 2 anos;
V - responsabilizar-se pela destinação final de óleos lubrificantes usados ou contaminados não regeneráveis,
quando coletados através de sistemas aprovados pelo orgão ambiental competente;
VI - garantir que as atividades de manuseio, transporte e transbordo do óleo usado colocado sejam
efetuadas em condições adequadas de segurança e por pessoal devidamente treinado, atendendo a
legislação pertinente.
Art. 16o - O CONAMA recomendará ao Ministério da Fazenda a vista dos problemas ambientais descritos
nos considerandos desta Resolução que sejam realizados estudos no sentido de considerar não tributável a
receita obtida com a alienação, nos moldes deste instrumento, do óleo lubrificante usado ou contaminado ou
regenerável.
Art. 17o - O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas
na Lei 6.938, de 31 de Agosto de 1981, e na sua regulamentação pelo Decreto 99.274, de 6 de Junho de
1990.
Art. 18o - Os óleos lubrificantes usados ou contaminados reconhecidos como biodegradáveis, pelos
processos convencionais de tratamento biológico, não são abrangidos por esta resolução, quando não
misturados aos óleos lubrificantes usados regeneráveis.
Parágrafo único - Caso o óleo usado biodegradável seja misturado ao óleo usado regenerável, a mistura
será considerada como óleo usado não regenerável.
· Classificação
· Reciclagem por Processos Físicos
· Reciclagem por Processos Químicos
· Reciclagem por Processos Complexos
· Processo de regeneração ácido-argila Meinken.
· Pré-tratamento Térmico
· Outros Processos
Classificação:
O óleo lubrificante por si só não se desgasta, senão em uma pequena parcela. A reutilização do óleo fica
condicionada ao grau e ao tipo de contaminação existente durante sua utilização.
Os contaminantes mais comuns nos óleos lubrificantes usados são:
Produtos leves.
Compostos solúveis.
Compostos insolúveis.
Dentre os produtos leves, os mais comuns são: água, gasolina e diesel. Dos produtos solúveis, destacamos
todos os compostos oxidados e aditivos previamente incorporados. (melhorador de IV e
detergente/dispersantes).
Os produtos insolúveis são: hidrocarbonetos oxidados, partículas e óxidos metálicos.
O quanto de impurezas se acumulam em um sistema de lubrificação depende de muitos fatores, tais como:
natureza da operação, condições mecânicas do sistema, cargas e temperatura de funcionamento, controle
adequado da refrigeração, qualidade e seleção adequada do óleo, taxa de circulação do óleo, capacidade do
sistema e sistema de reciclagem.
Grau de contaminação das várias aplicações
Produtos de
Aplicação Sólidos Água Diluição
deterioração
Óleo circulação A A M N
Óleo turbina A A A N
Óleo compressor P P A N
Óleo hidráulico P A P N
Óleo engrenagem A A A N
Óleo para motor A M A A
Óleo isolante N A A N
Óleo laminação A P P N
Óleo corte M P P N
Óleo têmpera M M A N
Óleo transf. Calor P A N N
P = pouca A = alguma M = muita N = nenhuma
A reciclagem nada mais é que o tratamento adequado do óleo usado, mediante processos específicos,
permitindo assim sua reutilização.
Dentro desse conjunto de processos desenvolvidos, alguns são de natureza física, isto é, utilizam apenas as
diferenças entre as propriedades físicas dos componentes para separá-los em diversos produtos. Outro
grupo de processos utiliza reações químicas para obter produtos e a purificação dos mesmos.
Assim, a reciclagem pode ser classificada em três categorias:
1. Processos físicos:
o Sedimentação;
o Filtração;
o Centrifugação;
o Desgaseificação;
o Desidratação;
o Destilação;
o Extração por solvente.
2. Processos químicos:
o Acidulações;
o Neutralização;
o Hidroacabamento.
3. Processos complexos:
o Tratamento de óleos hidráulicos e óleos de circulação;
o Tratamento de óleos de turbina;
o Tratamento de óleos de corte;
o Tratamento de óleos isolantes;
o Tratamento de fluidos sintéticos resistentes ao fogo;
o Tratamento de óleos automotivos.
a) filtros de placa;
b) filtros de algodão, estopa, papel e celulose;
c) filtros que empregam argilas ativas;
d) filtros magnéticos.
c) Centrifugação - a purificação centrífuga é um processo mecânico pelo qual a separação das impurezas
dos líquidos é acelerada, fazendo-se girar em altas velocidades periféricas, assim a força centrífuga serve
de agente acelerador.
O processo de centrifugação é econômico para grandes volumes de óleo. Não remove aditivos e ocupa
pequeno espaço. É especialmente recomendado para remover as aparas do óleo de corte.
A centrifugação é utilizada com sucesso na purificação dos óleos para filtro de ar, óleos hidráulicos, óleos
para compressores, óleos para mancais de vagão de turbina, óleos isolantes, óleos de motor e óleos de
tempera.
d) Desgaseificação - consiste de uma câmara de alto vácuo com um embutimento contendo pequenos
anéis de metal ou peças de cerâmica para obter uma grande superfície. Geralmente alguns estágios são
conectados em série, para aumentar a eficiência da desgaseificação e desumidificação.
Este processo é especialmente utilizado na secagem de óleos isolantes, em que se obtém um conteúdo de
água na faixa de 1 g/t.
Geralmente o óleo é aquecido previamente, até o limite de 80 ºC, visando acelerar o processo.
e) Desidratação térmica - consiste em passar o óleo lubrificante por uma coluna de dois estágios que
operam independentemente. O primeiro estágio consiste em aquecer o óleo na faixa de 160º a 200ºC, sob
pressão normal. O óleo circula em um fluxo contínuo através de um trocador de calor; na coluna inferior com
uma bomba de circulação, atravessa o trocador de calor e retorna à coluna superior. Desse circuito, uma
certa quantidade de óleo desidratado é removida para o segundo estágio, na parte superior da coluna, onde
de lá é resfriado. A água e as frações leves são retiradas pelo topo da coluna e condensadas em um
condensador.
f) Extração por solvente - é o processo mais empregado, pois pode ser aplicado a qualquer tipo de óleo
lubrificante de origem parafínica. Geralmente a matéria-prima não só contém hidrocarbonetos parafínicos e
naftênicos, mas também indesejáveis resinas, borras, compostos asfálticos etc. A função do solvente é
distribuir o óleo em duas fases imiscíveis: fase de extração e fase de refinado. A escolha do solvente
depende dos seguintes fatores:
· Características do óleo lubrificante;
· Seletividade do solvente;
· Características das fases;
· Facilidade de recuperação do solvente.
O propano pode ser usado em combinação com outros solventes, como fenol e ácido cresílico. O ácido
cresílico, fenol, furfural estão entre os solventes mais usados para incrementar a qualidade do óleo
lubrificante.
No processo fenol, os constituintes indesejáveis são removidos por uma mistura de fenol e água. Em um
sistema típico, o óleo a ser tratado flui através de uma torre de tratamento em contra-corrente a um vapor da
mistura fenol-água. A pressão na torre é a atmosférica e a temperatura varia na faixa de 60 a 90ºC.
A extração por vapor é usada para aumentar o ponto de fulgor da maioria dos óleos pesados. O óleo quente
é colocado em contato com o vapor em uma torre de extração.
A destilação a vácuo é especialmente indicada para reduzir um estoque residual em asfalto, na destilação do
cru reduzido à destilação atmosférica, na produção de óleos de cilindro e na produção de óleos com baixo
teor de carbono.
c) Tratamento de óleos de corte - antes de detalhar o processo de purificação, é preciso definir alguns
termos, tais como:
· Aparas - pedaços de metal produzidos na operação de corte.
· Óleo de corte transparente - são óleos minerais que podem ser misturados com aditivos para incrementar
seu desempenho.
· Óleos de cortes solúveis - são emulsões, compostos de uma suspensão de pequenas gotas de óleo em
água, incluindo os seguintes tipos: leitoso, translúcido e extrema pressão.
· Óleos de cortes sintéticos - são soluções de ativos anticorrosivos e de extrema pressão em água que
podem incorporar uma pequena concentração de óleo mineral.
· Centrífuga - é o equipamento usado para remover o óleo de corte da limalha.
· Quebra de emulsão - um eletrólito é adicionado, tornando impraticável para o agente emulsionante manter
o óleo finamente disperso em fase aquosa. O reagente usado deve ser cuidadosamente, e os mais usados
são: sulfato de alumínio e de ferro, ácidos ou combinações desses compostos.
Os estágios de tratamento são:
a) coleta em um tanque de armazenagem;
b) adicionar reagente quebrador da emulsão;
c) prover aquecimento, se necessário;
d) remover o óleo;
e) neutralizar a água.
Um dos grandes problemas no tratamento de óleos de corte é a variedade de tipos. É muito importante a
racionalização do número de tipos. No caso de uma fábrica ter padronizado um único óleo para todas as
operações, há a possibilidade de reduzir o desempenho da operação de corte, pois nem sempre uma única
aditivação pode atender as necessidades de lubrificação e refrigeração das diferentes operações de corte,
além da possibilidade de contaminação com os óleos do sistema hidráulico e da caixa de engrenagens.
Quando óleos de corte multifuncionais podem ser utilizados, o problema da contaminação é eliminado.
Quando se emprega mais de um óleo, normalmente eles são todos misturados em um tanque coletor, onde
são decantados. O óleo passa então por um filtro e uma centrífuga. É vantajoso o pré-aquecimento do óleo
antes da centrifugação, pois partículas sólidas e umidade são mais facilmente removidas quando a
viscosidade é menor.
Sistema de purificação de óleo de corte.
d) Tratamento de óleos isolantes - vários são os fatores que afetam as condições de serviços e vários testes
são necessários para avaliar o desempenho dos óleos isolantes: poder dielétrico, número de neutralização,
tensão interfacial são os principais. A relação entre a tensão superficial e o número de neutralização é
demonstrado abaixo.
Curva da tensão interfacial.
O número de neutralização crítico classifica o óleo isolante, pois a partir desse valor a oxidação aumenta
rapidamente.
Os elementos básicos para o tratamento de um óleo isolante são: o aquecedor, o perrolador, o
desgaseificador, bombas e tubulações. Esse sistema pode ser apresentado em unidade móvel ou fixa. Em
certos casos é fundamental o tratamento do óleo no campo, onde o óleo sai pela parte inferior do
transformador, é processado e retorna pela parte superior (Figura 48.6).
Elementos básicos de tratamento.
Na tubulação de entrada do óleo, tira-se uma amostra do óleo tratado, para determinar se o óleo já está
aceitável, especificando assim o término do tratamento.
Geralmente se utiliza a tensão interfacial como parâmetro de controle, por ser uma característica bastante
sensível, permitindo indicar o grau de limpeza do interior do transformador.
Controle de tensão interfacial.
Atualmente, o tratamento de óleos automotivos vem se tornando bastante complexo, em face dos aditivos e
da quantidade de impurezas acumuladas devido aos intervalos cada vez maiores.
A inclusão de óleos industriais deve-se ao fato de que alguns desses óleos são de origem parafínica, assim,
após suas características não mais permitirem sua continuidade em serviço, podem ser misturados aos
óleos automotivos usados.
Tecnicamente é recomendável que os óleos ferroviários usados sejam segregados para receberem o
tratamento adequado.
Na linguagem comercial, utiliza-se o nome re-refino para indicar o tipo de tratamento a que são submetidos
esses óleos usados.
Re-refino é o tratamento do óleo usado, em uma seqüência de processos, que remove todos os
contaminantes, incluindo água, sólidos, diluição, produtos de oxidação e aditivos previamente incorporados
ao óleo básico.
Dentre os processos de re-refino, destacamos os seguintes:
1. Ácido/argila (Bernd Meinken).
2. Extração por solvente (Instituto Francês do Petróleo).
3. Destilação/argila.
4. Destilação/hidrogenação.
5. Extração seletiva a propano com tratamento ácido.
6. Extração a propano com hidroacabamento.
7. Pré-tratamento térmico.
8. Ultrafiltração e adsorção.
9. Outros processos.
Ácido/Argila (Bernd Meinken)
Decantação;
Desidratação;
Acidulação;
Extração a vapor;
Tratamento por argila;
Destilação e fracionamento;
Filtração.
Após o óleo, é enviado para a desidratação térmica. Esta etapa é feita á temperatura de 160 ºC e pressão
atmosférica. O óleo desidratado (menos de 0,1% em peso de água) é então resfriado para 32 a 41 ºC e
bombeado para os ataques de acidulação, onde, após o óleo receber certa dosagem (6 a 10%) de ácido
sulfúrico concentrado (92-96%), deverá permanecer cerca de 24 horas - tempos de residência. A borra sai
pelo fundo do tanque e o óleo acidulado é percolado (2,5% de argila) e de lá enviado para um aquecedor,
onde os compostos voláteis vão para uma coluna, chamada spindle que opera sob um vácuo de 80 mmHg.
A última etapa é a da filtração.
Extração por Solvente (IFP - Instituto Francês do Petróleo)
O fluxograma típico é apresentado na Figura 48.9, compreendendo as seguintes etapas:
Decantação;
Desidratação;
Extração por solvente;
Acidulação;
Percolação;
Destilação e fracionamento;
Filtração.
O óleo decantado e desidratado é misturado com propano. A unidade de extração por propano opera 500
psige a elevadas temperaturas. O propano contendo óleo dissolvido é extraído pelo topo da unidade,
enquanto os produtos asfálticos e produtos oxidados são removidos pelo fundo. Esse resíduo é misturado
com combustível para sua completa queima. A solução óleo e propano é enviada para uma unidade de
recuperação do propano e o óleo vai para a acidulação (2 a 4%), percolação (2%) e filtração.
Destilação/Argila
O óleo usado é aquecido em um forno a 150 ºC e depois enviado a uma torre de destilação, onde pelo topo
são removidos a água e hidrocarbonetos leves e pelo fundo, o resíduo. Mistura-se a esse resíduo cerca de
0,2 a 2% de hidróxido (cálcio, sódio, potássio) e nafta, para quebrar a emulsão óleo-água e precipitar sódios.
Esses materiais são removidos por uma centrífuga. O óleo centrifugados é enviado para uma torre de
destilação a vácuo (80 mmHg), onde o óleo é aquecido a 360 ºC. O corte intermediário é percolado e filtrado
e pode inclusive sofrer um hidrocarboneto.
Destilação / Hidrogenação.
Seqüência do processo:
1. Pré-tratamento preflash.
2. Extração por propano.
3. Tratamento com ácido sulfúrico.
4. Tratamento com argila ativada.
5. Destilação fracionada.
Na extração é obtido um resíduo (4% do óleo usado) que pode ser queimado em forno especial depois de
misturado com óleo combustível. Para obter características do produto resultante e os dados sobre operação
e investimento.
Em resumo, as vantagens desse processo sobre o convencional são:
1. Redução do consumo de ácido sulfúrico, de 10 para 2%.
2. Redução da borra ácida, na mesma proporção.
3. Eliminação do consumo de cal.
4. Redução do consumo de argila, de 3,2 para 2%.
5. Redução da borra argilosa, de 3,2 para 0,9%.
6. Aumento do rendimento da produção, de 75 para 82,8%.
7. Melhora da qualidade do produto; como exemplo, maior estabilidade da cor.
Pré-tratamento Térmico
Uma das principais dificuldades dos tratamentos convencionais da re-refino são os aditivos, pela sua
presença substancial em certos óleos, como nos de multoviscosidade, e pela sua natureza dispersante-
detergente.
O IFP desenvolveu um método de pré-tratamento térmico aplicável ao óleo usado bruto pelo qual ele é
submetido a uma alta temperatura ao passar por um forno tubular. Tanto a temperatura como o tempo de
permanência são fixados. Consegue-se a degradação dos aditivos existentes no óleo e facilita-se a
eliminação de metais. No caso de aditivos do tipo detergente-dispersante, essa característica típica é
eliminada.
A inclusão desse pré-tratamento no processo ácido-argila convencional apresenta vantagens, a seguir
enunciadas:
a) redução de 50% no consumo de ácido sulfúrico;
b) redução de 0,5% a 1% no consumo de argila ativa;
c) redução de 40% na quantidade de resíduo ácido; e
d) aumento de 4% no rendimento do processo.
O pré-tratamento térmico pode igualmente ser integrado nos esquemas que empregam a extração seletiva a
propano.
Ultrafiltração e Adsorção
Na ultrafiltração, utilizam-se membranas assimétricas à base de poliacrilonitrila resistentes aos
hidrocarbonetos. Essas membranas são produzidos pela Rhone Poulenc (Rhodia).
O óleo a ser filtrado é diluído por um solvente, a fim de reduzir sua viscosidade. Após a ultrafiltração, o óleo
apresenta-se purificado, livre de quase todos os contaminantes, à exceção dos produtos de oxidação que
são constituintes solúveis não retidos pelas membranas. Para um rendimento elevado, a operação deve ser
efetuada em dois estágios.
A exemplo dos tratamentos de clarificação a propano e ácido sulfúrico, o pré-tratamento térmico melhora a
qualidade do óleo ultrafiltrado.
A adsorção é um processo de acabamento alternativo ao da hidrogenação. Trata-se de uma percolação por
um leito de adsorvente polimérico regenerável. A operação é contínua e cíclica, podendo seu rendimento
atingir 97%, um pouco acima do rendimento da ultrafiltração.
Outros Processos
1. Processo Philips de re-refinação - desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Philips Petroleum Company,
o processo, que pode ser contínuo ou intermitente, compreende duas fases: a primeira é a de
desmetalização e separação de contaminantes, que não requer o uso de ácidos ou solventes nem período
de decantação. Esta fase destaca-se por sua alta eficiência e culmina com uma filtração, aproximadamente
neutra. A Segunda fase inclui uma unidade de hidrotratamento catalítico. O processo requer que a matéria-
prima seja óleo usado proveniente de motores de combustão interna, sem misturas com óleos de outras
naturezas.
2. Processo Recyclon de re-refinação - é um processo da Leybold-Heraeus (Alemanha Ocidental). Seus
aspectos originais são um tratamento com sódio e o uso da destilação, que torna o processo inócuo ao meio
ambiente. Compreende uma série de estágios. No primeiro, a mistura de óleos usados é desidratada e os
componentes leves são retirados, após o que se provoca uma reação dos contaminantes do óleo com o
sódio. Os produtos gasosos desta reação e outras substâncias são então separados do óleo básico por
destilação. Segue-se uma evaporação por meio de um equipamento de destilação a curto caminho, para se
removerem os produtos sólidos e de baixa volatilidade. O processo completa-se com uma seqüência final de
destilações que produzem os óleos básicos com as viscosidades desejadas.
3. Processo Snamprogetti de re-refinação - aplica-se somente aos óleos usados provenientes de motores de
combustão interna. Possui quatro estágios. No primeiro, os hidrocarbonetos leves e a água são eliminados
por destilação. No segundo, as impurezas e os aditivos são removidos por extração com propano. No
terceiro, o óleo é fracionado por destilação a vácuo, e o resíduo é submetido a uma segunda extração para
reduzir o conteúdo de metais.
No quarto estágio, os óleos básicos fracionados são hidrogenados para melhorar a cor e aumentar a
resistência à oxidação.
Extração seletiva com hidrocarboneto - IFP
Produção Comparativa
Processo de Filtração:
Equipamento que permite lubrificar e abastecer as máquinas no próprio local em que
estão trabalhando, com grande economia de tempo e com a vantagem de evitar a
contaminação dos lubrificantes por corpos estranhos. São montados em caminhões ou
carretas rebocáveis e constituídos de compressor de ar, propulsores de graxa, propulsores
de óleo, carretéis porta-mangueiras, reservatório para óleo diesel, reservatório para água,
tambores de óleo lubrificante, tambores de graxa e outros. (Fonte : Manual do Lubrificador
- Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)
COMBOIOS - Funcionamento
Um compressor de ar aciona as bombas que, por sua vez, retiram os lubrificantes dos
tambores e por intermédio de mangueiras equipadas com bicos especiais, levam-nos até
os pontos a lubrificar. A pressão é regulada por válvulas, existindo bombas de baixa
pressão para óleos e de alta pressão, para graxas. Os conjuntos também podem calibrar
pneus, possuindo para isso mangueiras com bicos apropriados. (Fonte : Manual do
Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)
FLUIDOS HIDRÁULICOS
Tendo como principal função transmitir e controlar a potência, o fluido hidráulico deve
apresentar os seguintes requisitos:
a) ser praticamente incompressível e fluir facilmente.
b) ter suficiente viscosidade para proporcionar adequada vedação, evitando assim,
excessivo vazamento devido aos gradientes de pressão no interior de bombas e válvulas.
c) possuir adequada resistência de película para reduzir o atrito e minimizar o desgaste
entre as partes móveis.
d) ser estável, no que se refere à oxidação, e proteger os componentes contra ferrugem e
corrosão.
e) permitir rápida decantação e separação dos contaminantes insolúveis.
(Texaco Brasil)
GRAXAS - Conceito
As graxas são lubrificantes obtidos a partir da mistura do óleo de petróleo com sabão.
Quanto mais sabão a graxa tiver, mais viscosa ela será. Em virtude deste fato as graxas
são numeradas (nr. 1, 2, 3) indicando sua maior ou menor viscosidade. (Fonte : Manual do
Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)
GRAXAS - Classificação
LUBRIFICAÇÃO
LUBRIFICANTES - Classificação
LUBRIFICANTES - Propriedades
COR
A cor de um óleo é determinada por comparação com padrões estabelecidos, com único
objetivo de diferenciar um mesmo produto de marca / tipo diferente. Não possui nenhuma
relação quanto à qualidade ou desempenho do lubrificante.
LUBRIFICANTES - Propriedades
DENSIDADE
Densidade de um óleo lubrificante é a relação entre o peso de um volume de produto,
medido a uma determinada temperatura e o peso de igual volume (água), medido a outra
tLUBRIFICANTES - Propriedades
PONTO DE FLUIDEZ
LUBRIFICANTES - Propriedades
FULGOR/COMBUSTÃO
LUBRIFICANTES - Propriedades
PONTO DE NÉVOA
LUBRIFICANTES - Propriedades
VISCOSIDADE