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Lub Rific Antes

O documento fornece dicas essenciais sobre lubrificação, incluindo a importância de aditivos, análise de óleo, armazenamento e manutenção de filtros. Especialistas destacam a necessidade de manter os sistemas limpos e monitorar a contaminação para garantir a eficiência dos lubrificantes. Além disso, enfatiza a segurança durante o processo de lubrificação e a correta utilização dos fluidos e equipamentos.

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Lub Rific Antes

O documento fornece dicas essenciais sobre lubrificação, incluindo a importância de aditivos, análise de óleo, armazenamento e manutenção de filtros. Especialistas destacam a necessidade de manter os sistemas limpos e monitorar a contaminação para garantir a eficiência dos lubrificantes. Além disso, enfatiza a segurança durante o processo de lubrificação e a correta utilização dos fluidos e equipamentos.

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Dicas de lubrificação dadas pelos mais conceituados especialistas.

Aditivos
Análise de óleo
Armazenagem
Combustível
Consumo de óleo
Contaminação
Embalagem
Filtros
Fluidos
Limpeza
Lubrificação

Lubrificador
Lubrificantes
Lubrificação Centralizada
Manutenção
Pistões
Planos de Lubrificação
Pressão do Óleo
Rolamentos
Segurança
Virabrequins
Dicas sobre Aditivos
1. Os tipos de aditivos mais utilizados são :
a) Anti-oxidantes - evitam o acúmulo de verniz e borras nas partes do motor;
b) Anti-corrosivos - evitam que o motor seja corroído por substâncias nocivas,
c) Detergentes - mantêm o motor limpo impedindo o depósito de todos os tipos de sujeira. O
detergente faz com que o óleo se mantenha constantemente misturado à sujeira, retirando-a do
motor por ocasião da drenagem do óleo.
d) Agentes de extrema pressão - evitam a soldagem e o engripamento das partes móveis
submetidas a extrema pressão.
e) Preventivos contra ferrugem - evitam a ferrugem em motores novos ou revisados.

Dicas sobre Análise de Óleo


1. Para um resultado confiável na análise das amostras, o óleo deve ser coletado com o
componente aquecido e retirado através de alguma tomada de pressão. Também é preciso
utilizar uma sonda para a coleta de cada amostra e usar bombas de sucção do tipo que não
entram em contato com o óleo durante o trabalho. (KBI - Komatsu Brasil International)

2. Alguns sintomas típicos indicam a degradação do óleo como: depósitos excessivos nos
pistões, aumento da fuga de gases para o cárter, espelhamento da camisa, emperramento dos anéis
retangulares, depósitos nas válvulas, obstrução do filtro, falhas no mancal e excesso de fuligem preta.
(Caterpillar)

Dicas sobre Armazenagem


1. Nas obras, os combustíveis são normalmente armazenados em tanques de grande capacidade
enterrados no solo, utilizando-se bombas semelhantes às que vemos no Postos de Serviços a fim de
transferi-los às máquinas. (Fonte :Manual do Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá
Neto)

Dicas sobre Combustível


1. A presença de água no sistema de injeção de combustível é uma das principais causas
da oxidação, que provoca desgaste acelerado da bomba injetora. Para diminuir a formação de
gotículas de água no sistema, procure não reabastecer durante o dia, com sol quente; procure
abastecer sempre à noite e nunca pernoite com o tanque vazio. O desempenho da bomba e sua
durabilidade estão relacionados à qualidade do filtro de combustível (Tecfil).

Dicas sobre Consumo de Óleo


1. É normal que o consumo de óleo varie 2. O nível de óleo acima da marca "Cheio"
de acordo com o projeto, o uso e o (Full) pode indicar a ocorrência de algum
estado do motor. Em geral, existe uma vazamento de líquido arrefecedor ou de
relação direta com o desempenho do motor combustível para o cárter. Esteja sempre
e o consumo de combustível e o de atento para que o abastecimento de óleo não
lubrificantes. Para alguns modelos, há ocorra de forma incorreta. (Fonte Caterpillar)
necessidade de acréscimo de algum aditivo
do tipo antidesgastante ou antipoluente.
(Bardahl)

Dicas sobre Contaminação


1. A experiência tem demonstrado que uma 2. A contaminação incorporada durante
limpeza adequada de qualquer sistema fluídico a fabricação, montagem e manutenção
ou mecânico, até níveis de contaminação afeta a vida útil dos componentes, a
adequados, poderá reduzir significativamente, e confiabilidade e disponibilidade da
em muitos casos eliminar, as falhas prematuras máquina como um todo. Os fabricantes
associadas com a partida de todo sistema têm a obrigação de fornecer peças e
hidráulico. (Pedro Stulgys, consultor) componentes limpos. (Pedro Stulgys,
consultor)

3. Embora seja impossível eliminar 4. A simples substituição do óleo


completamente todas as contaminações a que o lubrificante contaminado não resolve o
óleo lubrificante está sujeito, é possível mantê-las em problema, já que a causa da contaminação
determinados limites, estabelecendo e implantando (mecânica ou operacional) inicia um novo
um programa de análise, para a monitoração ciclo, provocando mais desgastes, até a perda
frequente do óleo. (Sil Brasil) total do componente mecânico. (Sil Brasil)

5. Pode ocorrer que o óleo lubrificante em 6. Alguns fatores causam o aparecimento


serviço alcance o limite do período de troca de partículas no óleo, como a entrada de
estabelecido sem sofrer contaminações sujeira, mancais danificados, vazamento
críticas, podendo continuar ainda em uso por de líquido arrefecedor ou de combustível
mais um bom tempo, se a troca não estivesse para o cárter, período de troca de óleo
sendo realizada por período. Neste caso, joga- ampliado ou até mesmo o uso de óleo
se fora o óleo lubrificante ainda em condições de incorreto. (Fonte Caterpillar)
uso. (Sil Brasil)

7. A contaminação de lubrificantes por pós ou 8. A contaminação por água pode advir:


impurezas pode ocorrer pela penetração durante a principalmente do fenômeno da condensação,
armazenagem, quando as condições de limpeza do que ocorre quando a máquina esfria, após um
local não forem satisfatórias; por recipientes período de funcionamento ou quando os
inadequados, sem tampa ou deixados em locais tambores são armazenados em locais
muito sujos; nos próprios sistemas de lubrificação descobertos ou expostos ao longo do tempo.
quando não são limpos regularmente; poeira e (Encarte Pirelli)
impurezas acumuladas sobre as máquinas; pó em
suspensão no ar. (Encarte Pirelli)

9. Os fluidos para cortes de metais (óleos de 10. A contaminação por solventes ocorre,
corte), sejam solúveis ou insolúveis, também normalmente, durante a operação de
costumam contaminar os lubrificantes: limpeza das máquinas. Restos desses
a) geralmente por meio de fugas ou respingos produtos, em contato com o lubrificante,
enquanto que a máquina está funcionando ou então alteram sua viscosidade, dando origem ao
pela utilização de recipientes contendo esses óleos desgaste das partes lubrificadas. (Encarte
de corte e posteriormente utilizados para embalar Pirelli)
lubrificantes. (Encarte Pirelli)

[Link]ém dos contaminantes, existem outros fatores que agem para reduzir a eficácia total do
óleo do motor como a baixa temperatura da água das camisas, alto teor de umidade, consumo de
óleo, carga do motor, escolha do combustível e manutenção deficiente. (Caterpillar)

Dicas sobre Embalagens


1. Os lubrificantes são levados à obra em embalagens diversas, sendo comumente
transportados em tambores, baldes ou latas. Os tambores comuns têm capacidade de 55
galões (aproximadamente 200 litros), mas o transporte por esse tipo de acondicionamento
acarreta maior risco de contaminação. Os baldes tem capacidade de 2 ½ galões
(aproximadamente 10 litros) e 5 galões (aproximadamente 19 litros), sendo muito práticos no seu
manuseio. Já as latas são encontradas com ½ litro, 1 litro e 1 galão (3,8 litros). (Fonte : Manual
do Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)

Dicas sobre Filtros


1. Os filtros devem ser trocados e não 2. Os filtros de óleo do motor são
apenas limpos. No processo de limpeza projetados para reter partículas acima de 40
surgem micro-rupturas que deixam passar as microns e os filtros de óleo dos sistemas
impurezas como terra e pó, danificando o hidráulicos, para partículas acima de 10
motor e o sistema de injeção e deteriorando microns. Comparando, 40 microns equivalem
os lubrificantes. O valor do filtro é mínimo se à espessura de um fio de cabelo. Por esta
comparado ao valor da reparação do motor e razão, " grandes" partículas em suspensão
à economia de combustível proporcionada. no óleo, resíduos de materiais desgastados
(Bardahl) ou estranhos que costumam seguir o fluxo,
são retidos pelos filtros. (Caterpillar)

3. Nunca despejar combustível no elemento 4. Todos os filtros novos devem ser


filtrante antes de instalá-lo, já que ele pode inspecionados - em particular as roscas dos
estar contaminado causando alguma avaria no filtros de rosquear - para detectar detritos e
sistema. É preciso, ainda, sempre sangrar o limalhas metálicas. Qualquer substância
sistema de combustível para remover bolhas de ar estranha, irá diretamente para as bombas
após a troca dos respectivos filtros. (Caterpillar) injetoras e injetores. (Caterpillar)

5. Os filtros usados devem ser cortados 6. Cuidados especiais na troca dos filtros
após cada troca. A única maneira de de combustível: limpar em volta do
inspecioná-los detalhadamente é cortando-os alojamento do filtro e desatarrachar ou
com a Ferramenta para Cortar Filtros remover os filtros velhos sem introduzir
(6V7905). Assim, será possível inspecionar sujeira neste compartimento do motor.
seus componentes internos, examinar se Lubrificar e limpar a junta nova do filtro com
existem contaminantes e também comparar óleo diesel limpo, instalar os filtros novos
as marcas de filtros em relação à qualidade e secos e escovar o sistema de combustível.
eficácia de filtragem. (Caterpillar) (Caterpillar)

7. Os filtros novos devem ser adequadamente armazenados para evitar a entrada de poeira e
sujeira antes de seu uso. (Caterpillar)
8. Depois de uma troca de óleo e do filtro de 9. Troque todos os filtros do motor. Um motor
óleo, todo o sistema de lubrificação do motor automotivo utiliza três tipos de filtros: o de ar, que
fica vazio e por isso a pressão fica baixa. purifica o ar utilizado para a queima do
Quando isso acontece, a luz de alerta do óleo se combustível; o de combustível, que retém as
acende no painel de instrumentos. Enquanto ela impurezas em suspensão no combustível; e o de
estiver acesa, não acelere: aguarde até que ela se óleo, que retém partículas abrasivas evitando que
apague, porque só a partir desse momento o elas aumentem o desgaste do motor. Filtros
sistema de lubrificação está em perfeito trocados nos prazos certos ampliam a vida do
funcionamento (Tecfil). motor (Tecfil).

Dicas sobre Fluidos


1. Para selecionar o produto adequado é preciso determinar as propriedades físicas e as
características de desempenho que atendem aos requisitos do sistema onde o fluido será
empregado, como: viscosidade e índice de viscosidade; ponto de fluidez; estabilidade à oxidação;
proteção antiferrugem; espuma e liberação do ar; separação da água; propriedades antidesgaste;
fluidos hidráulicos resistentes ao fogo; fatores econômicos e requisitos de limpeza. (Texaco
Brasil)

Dicas sobre Limpeza


1. A limpeza de peças nas oficinas deve ser 2. As peças a serem limpas devem ser
feita com detergentes adequados e sem a colocadas em um recipiente contendo
aplicação de gasolina, querosene ou óleo uma solução de detergente, quente ou
diesel, produtos inflamáveis que, além do frio. Na temperatura de 60o. C a limpeza é
risco de incêndios, não garantem uma mais rápida, embora possa ser realizada
limpeza eficiente e econômica. ( Manual do também a frio. Caso a peça limpa não seja
Lubrificador: Issac Abram, Aroldo V. Rocha, reutilizada imediatamente, deverá ser untada
José de Sá Neto) com óleo ou graxa. ( Manual do Lubrificador:
Issac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá
Neto)

Dicas sobre Lubrificação


1. A boa lubrificação é aquela em que o óleo lubrifica até o anel de segmento do pistão
mais próximo da câmara de combustão onde esse óleo é parcialmente queimado, sendo
consumido. É normal um consumo de meio litro de óleo a cada mil quilômetros rodados (Tecfil).

Dicas sobre Lubrificador


1. O lubrificador deve manter as 2. O ideal é combinar com sua equipe os
dependências do setor sempre limpas, horários para a lubrificação, de forma
organizadas, cuidando da boa conservação dos que não prejudique a produção. Além
equipamentos, como bombas, comboios de disto, é preciso prever as necessidades
lubrificação, ferramentas, etc. dos materiais consumidos, mantendo-se
um pequeno estoque para uso diário
como : graxeiros, estopa, óleo de almotolia,
água destilada e outros.
3. O lubrificador deverá controlar os períodos de 4. Uma forma eficiente de controle ocorre
lubrificação e o consumo médio de cada quando o lubrificador verifica e anota,
equipamento, pois um aumento grande de diariamente, a leitura dos horímetros e
consumo pode ser causado por algum vazamento hodômetros das máquinas. Agindo desta
que terá de ser prontamente corrigido. maneira ficará fácil determinar o momento
correto da próxima lubrificação.

5. Sempre lubrificar o equipamento com o 6. Na lubrificação de caminhões


motor parado e com a máquina ou veículo basculantes, tratores, carregadeiras ou
freado. Basta um acionamento casual na outros quaisquer providos de macaco
alavanca de marchas ou na embreagem para hidráulico, escorar as partes elevadas
que o veículo seja posto em movimento, o que pelo macaco ou então apoiá-los sobre o
poderá causar sérios acidentes. solo, evitando acidentes.

[Link] especiais são precisos ao lubrificar 8. Não tombe as embalagens, evitando


mancais próximos a correias, cabos, correntes aberturas nas costuras, e conseqüentes
ou engrenagens abertas. Falta de cuidado poderá vazamentos ou derrames, com riscos de
custar um braço, uma perna ou até mesmo uma contaminação do lubrificante ou combustível,
vida. podendo em casos excepcionais causar até
incêndios.

9. Não role os tambores sobre superfícies que não 10. Sempre que possível não armazenar as
sejam lisas, pois pedras ou tocos de madeira embalagens no tempo (sol e chuva) a fim de
podem amassá-los. evitar prejuízos também nos lubrificantes ou
combustíveis.

11. Caso não seja possível a armazenagem dos tambores em lugar coberto: deite os tambores
sobre um suporte de madeira ou de metal evitando o contato com o solo; se os tambores precisarem
ficar de pé, incline-os ligeiramente para impedir o acúmulo de água ao redor dos bujões, já que esta
poderá contaminá-los; mantenha os bujões bem apertados, usando chave e martelo para certificar-
se disto; proporcione-lhes um abrigo temporário ou em caso contrário, proteja-os com lonas
enceradas; antes de tirar os bujões, seque e limpe completamente as tampas dos tambores.

12. Não deixe desaparecer as marcas de 13. Mantenha os tambores sempre limpos,
identificação. Reforçá-las escrevendo com tinta principalmente a boca. A limpeza é o
vermelha e letra grande é um bom procedimento. principal fator de uma boa lubrificação.
Uma embalagem sem marca poderá provocar o uso
de um óleo trocado com graves conseqüências.

14. Alguns materiais auxiliares são essenciais para uma perfeita lubrificação. Tenha sempre à sua
disposição : panos ou trapos limpos (sem fiapos), graxeiros novos, cestas ou latas para panos sujos,
latas ou vidros limpos para coleta e remessa de amostra de óleos para análise, funis e bandejas para
coletar o óleo queimado. (Dicas 1 a 14 : Manual do Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José
de Sá Neto)

Dicas sobre Lubrificantes


1. O uso de graxa é necessário em locais 2. Além de reduzir o atrito e o desgaste, os
e situações que não dispõem de vedação lubrificantes contribuem para a refrigeração
própria, sujeitos a contaminação por das partes não acessíveis à água ou ao ar,
agentes externos (água, areia, etc.) e de preservam as vedações internas, protegem
difícil acesso. (Georges GG Zahnd, contra a corrosão e oxidação (ferrugem),
consultor) facilitam a eliminação de partículas
indesejáveis e evitam a formação de espuma.
(Georges GG Zahnd, consultor)

3. As características de todos os lubrificantes 4. É recomendável seguir as instruções dos


são definidas pelo fabricante do fabricantes de veículos, principalmente com
equipamento, veículo ou componente. A partir relação à freqüência de troca de lubrificantes e
dessas especificações, as companhias de filtros (óleo e ar), quanto às classes e níveis de
petróleo e fábricas de lubrificantes, desenvolvem qualidade dos produtos indicados para cada parte.
seus produtos. (Georges GG Zahnd, consultor) (Bardahl)

5. Os processos de lubrificação são [Link] cada aplicação, um óleo


regidos pela escolha correta do lubrificante especí[Link] óleo é apropriado para cada
indicado para o equipamento; utilização da aplicação, isto é, o óleo do motor deve ser
quantidade indicada; execução das trocas utilizado somente no motor e não na
em períodos previamente determinados e transmissão e nem nos comandos finais. Isto
exatidão na forma de aplicação. porque o óleo do motor não possui as
características exigidas pela transmissão ou
pelo comando final. A formulação de cada
fluido visa estabelecer os mais elevados
padrões de rendimento. (Caterpillar)

7. Por menor que seja a quantidade de 8. Além do fator segurança, a economia global do
ferrugem, ela pode prejudicar os sistemas sistema deve ser levada em conta.
hidráulicos. A ferrugem ocorre quando a Considerando-se os altos níveis de produção e os
umidade presente no sistema entra em contato gastos fixos, a paralisação de um equipamento
com as superfícies ferrosas. Utilize sempre os representa considerável aumento nas despesas.
fluidos tipo " premium" pois estes aderem às Por esta razão, um investimento inicial em fluidos
superfícies ferrosas evitando seu contato com a de qualidade proporcionará substanciais
água ou então a emulsificam para que ela não dividendos em função da redução do custo global.
alcance as superfícies metálicas. (Texaco) (Texaco)

9. Se o motor sofrer repetidas falhas relacionadas com o óleo, ou não puder produzir o desempenho
nominal, recomenda-se o uso de um lubrificante superior, com níveis mais altos de aditivos
dispersantes/detergentes e uma reserva de TBN apropriada, para reduzir o potencial de depósitos de
carbono. É importante também continuar trabalhando com os fornecedores de óleo para ajustar o
tipo de óleo de desempenho CD até que a vida útil aceitável seja alcançada. (Caterpillar)

10. Embora seja comum, é incorreta a opinião 11. Os óleos indicados para serviços severos são
de que o óleo do motor deve ser claro e o da típicos para os carros que andam nos centros
engrenagem escuro. Os óleos lubrificantes são urbanos, com o anda e pára do tráfego e por
formulados misturando-se óleos básicos e pequenas distâncias - de até 6 km, ou em estradas
aditivos e sua cor final dependerá da cor do com muita poeira. Já os indicados para serviços
básico e do aditivo que forem empregados na leves ou serviço normal são aqueles que os
sua formulação. Além disso, a cor não tem carros trafegam por percursos longos e
nenhuma influência no desempenho do óleo velocidades quase constantes em rodovias
(Tecfil). pavimentadas, como no caso de viagens (Tecfil).

Dicas sobre Lubrificação Centralizada


1. A lubrificação centralizada reduz até 80% da quantidade dos lubrificantes e pelo menos 20%
da energia consumida pelos equipamentos lubrificados. Outros benefícios do sistema sâo: o
aumento da produção e redução de seus custos, economia de mão-de-obra, maior vida útil para
a máquina, menor número de paralisações, programadas ou não e melhor acesso do lubrificante
aos pontos por lubrificar em movimento. (0Georges GG Zahnd, consultor)

Dicas sobre Manutenção

1.A manutenção preventiva oferece as vantagens de permitir um processo normal de compra


de peças, a programação de mão-de-obra, a previsão de ferramentas adequadas e um trabalho
mais seguro. (Pedro Stulgys, consultor)

2. Através de uma verificação rotineira prevenimos falhas relacionadas com o óleo. Verifique: a parte
externa do motor, quanto a possíveis vazamentos, o manômetro do óleo, já que uma alteração pode
significar que a bomba de óleo está defeituosa ou que a válvula de alívio de pressão está emperrada,
o indicador do nível de óleo, que se estiver baixo pode revelar consumo excessivo, vazamento ou
falha nas linhas de óleo. (Fonte Caterpillar)

Dicas sobre Pistões

1. As falhas de pistões, relacionadas com o óleo, são mais freqüentemente causadas pela ação
abrasiva do óleo contaminado, que resulta em desgaste da saia do pistão. As indicações incluem
uma saia de pistão com coloração cinza muito opaca, desgaste das faces cromeadas em todos
os anéis, pistas gastas do anel de lubrificação, ranhuras excessivamente gastas e algum
desgaste na camisa.
Os anéis dos pistões podem apresentar desgaste na ranhura da mola, isso é normal. Porém,
trocas de óleo negligenciadas, causarão severo "emperramento" do anel que ocorre quando a
mola se prende em uma ranhura gasta, impedindo a expansão total.
A avaria da camisa pode ser provocada pela falta de lubrificação ou por abrasivos que podem
polir o furo e deixar uma superfície brilhante (remova o padrão de brunimento).
Fonte: (O óleo e seu motor, Caterpillar)

Dicas sobre Planos de Lubrificação


2. Um plano de lubrificação
1. Um plano de lubrificação não é tudo. informatizado tem as vantagens de
Fatores como a armazenagem, o manuseio do garantir o cadastro de usuários com
lubrificante, a inadequação dos equipamentos diferentes níveis de acesso; relatórios de
utilizados na lubrificação e a mão-de-obra serviços de acordo com a freqüência de
desqualificada, podem comprometer a qualidade lubrificação; um roteiro para execução das
deste processo. Oriente seu pessoal através de tarefas e o histórico de cada equipamento.
treinamentos e utilize softwares específicos.

Dicas sobre Pressão do Óleo

1. A indicação, no painel de 2. Na operação cotidiana do veículo, o usuário


instrumentos, de que a pressão do pode tomar alguns cuidados, como ficar atento
óleo está baixa é um sinal de que o ao marcador de pressão do óleo no painel. A
lubrificante do motor não está mais verificação da pressão deve ser feita com o motor
conseguindo manter seu em sua rotação nominal (a plena carga). Caso haja
desempenho sob altas temperaturas. queda de pressão, pare o veículo imediatamente e
Neste caso utilize um aditivo. (Bardahl) procure ajuda especializada. De outra forma, a
baixa pressão resultará em problemas de
lubrificação, e, conseqüentemente mau
desempenho e até danificação de peças do motor.
(Lubrivila)

Dicas para Rolamentos


2. Rolamentos com furos de lubrificação podem,
1. A maioria dos rolamentos é revestida naturalmente, ser relubrificados, mas o trabalho de
somente com inibidor de oxidação e, montagem deve ser efetuado em local limpo e livre
portanto, deve ser lubrificada quando de impurezas. Cabe sempre o exame dos eixos e
montada. Por outro lado, rolamentos com distanciadores, assim como dos vedadores, que
duas placas de proteção ou vedadores já devem ser substituídos se estiverem desgastados.
são lubrificados e preenchidos com graxa Outro cuidado a ser observado é o de não retirar o
em quantidade adequada ao tamanho do rolamento da embalagem até o momento da
rolamento. montagem. Apenas o furo e a superfície externa
devem ser limpos.

Dicas sobre Virabrequins

1. O óleo que flui para os mancais forma uma película entre o munhão do virabrequim e o
mancal. A rotação do munhão tende a forçar o óleo para baixo, separando-o do mancal e,
durante operação normal, evita o contato de mental contra metal.
A falta de lubrificação ou a "falta de óleo lubrificante", resulta no contato de metal contra metal e
na elevação da temperatura resultante do atrito, podendo provocar o emperramento do mancal
de alumínio no eixo. Em casos extremos, a superfície do mancal adere tão fortemente, que a
superfície do virabrequim fica completamente destruída.
O óleo contaminado pode resultar em desgaste excessivo do virabrequim. Isso é quase sempre
causado por abrasivos/contaminantes encrustados no mancal.

Fonte: (O óleo e seu motor, Caterpillar)

Óleo Lubrificante usado pode ser risco ambiental

Os óleos lubrificantes são derivados de petróleo destinados para fins automotivos


ou industriais, que têm período certo para serem trocados.
Ao fazer uma troca de óleo, o óleo usado deve ser despejado em reservatórios
próprios para que possam ser coletados e reciclados. Se despejado no solo, ou até
mesmo levado pelas águas das chuvas até riachos e rios terminando no mar,
ocasiona danos irreparáveis.
Um litro de lubrificante usado contamina 1 milhão de litros de água, formando um tipo de
filme com a espessura de mícrons, numa área de 1000m2, impedindo a oxigenação e a
entrada de luz na água, impossibilitando a vida aquática e,
certamente, a saúde de quem irá consumi-la. Por causa deste e de outros diversos fatores
de poluição ambiental, sabemos que menos de 1% da água em nosso planeta é potável e
tal recurso vital está diminuindo ou desaparecendo em diversas regiões. A reciclagemdo
óleo lubrificante usado, restabelece as condições do óleo lubrificante básico, cuja
aqualidade é tão boa ou melhor do que o básico de primeiro refino. Os óleos reciclados
voltam ao mercado, gerando empregos, economizando divisas e evitando a poluição
ambiental.
Os fabricantes, e os utilizadores dos lubrificantes devem tomar este cuidado para evitar e
acabar com tais danos ao meio ambiente.

ÓLEO LUBRICANTE- PERIGO EM POTENCIAL

Fonte: Compromisso Empresarial para Reciclagem - CEMPRE


[Link]

O impacto causado ao meio ambiente pelo lançamento indiscriminado de óleo


lubrificante em corpos d'água é bastante violento. De acordo com o Compromisso
Empresarial para a Reciclagem- CEMPRE, 1 tonelada de óleo lubrificante representa o
equivalente a uma carga poluidora de 40.000 habitantes e apenas 1 litro de óleo
lubrificante é capaz de esgotar o oxigênio de 1 milhão de litros de água. Por ser menos
denso do que a água, o óleo lubrificante forma uma película sobre a sua superfície,
dificultando a passagem do ar e da luz que são indispensáveis para a realização da
respiração e da fotossíntese. Além disso, o óleo lubrificante contém metais e
compostos altamente tóxicos, sendo assim classificado como resíduo de classe I
(resíduos perigosos).

MAS O QUE FAZER COM O ÓLEO LUBRIFICANTE USADO?

Sua troca torna-se necessária devido ao acúmulo de contaminantes, a degradação


termoxidativa do óleo e a própria queima que ocorre no motor exige a sua substituição.
Estima-se que, em todo o mundo consome-se anualmente 42 milhões de toneladas
deste óleo e gera-se 22 milhões de toneladas de óleo usado, dos quais apenas 1
milhão são rerrefinadas, ou seja 4,5%.
O Brasil consome anualmente cerca de 900.000 m3 de óleo lubrificante e gera
380.000 m3 de óleo usado, rerrefinando em torno de 160.000m3 de óleo usado. O
restante é geralmente queimado ou despejado diretamente na natureza.
Há hoje cerca de 10 empresas de rerrefino em operação, reunidas no Sindirrefino
(Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais). Cerca de 300
caminhões de empresas cadastradas no DNC realizam a coleta, principalmente nas
regiões Sul e Sudeste, em postos de serviços, oficinas e garagens de grandes frotas.
É importante saber que o óleo usado, quando não é rerrefinado ou reciclado, deverá
ser acondicionado em tambores para disposição em aterros industriais próprios para
resíduos tóxicos e que a incineração do óleo deve ser precedida de uma etapa de
desmetalização para o atendimento dos padrões legais de emissões atmosféricas. A
técnica da compostagem neste caso não é viável pois a decomposição do óleo é
bastante lenta, portanto a redução do uso do óleo lubrificante na própria fonte e a
modificação de técnicas e equipamentos que utilizem outros materiais menos
poluentes fazem-se necessárias devido à resistência do consumidor em realizar a
troca.

RERREFINO DE ÓLEOS LUBRIFICANTES USADOS


Fonte: GUARIDO, Carlos E. M.

Comparação de Materiais Adsorventes Empregados no Rerrefino de Óleos Lubrificantes


Usados
Florianópolis, [Link]ção em desenvolvimento (Mestrado em Ciência e Engenharia
de Materiais) – Universidade Federal de Santa Catarina.
Orientador: Prof. Dr. Humberto Gracher Riella
Co-orientador: Msc. Adelamar Ferreira Novais.

Os óleos lubrificantes básicos são misturas complexas de hidrocarbonetos saturados


(alcanos e cicloalcanos) e aromáticos com mais de 15 átomos de carbono por molécula.

São preparados com crus de petróleo. O grau de rendimento operacional e quantitativo


dos lubrificantes apresentam diferenças consideráveis. Estes óleos são obtidos com base
na parte mais viscosa dos crus e separados por destilação (remoção ou redução de
compostos oxigenados, sulfurados, nitrogenados, parafínicos e aromáticos muitas vezes
indesejáveis). Podem também ser produzidos por síntese, partindo de hidrocarbonetos
mais leves provenientes dos crus e incluir, ainda, elementos orgânicos não derivados de
produtos petrolíferos.

Os óleos lubrificantes usados contêm produtos resultantes da deterioração parcial dos


óleos em uso, tais como compostos oxigenados (ácidos orgânicos e cetonas), compostos
aromáticos polinucleados de viscosidade elevada, resinas e lacas. Além dos produtos de
degradação dos básicos, estão presentes no óleo usado os aditivos que foram
acondicionados ao básico, no processo de formulação de lubrificantes e ainda não foram
consumidos, metais de desgaste dos motores e máquinas lubrificadas (chumbo, cromo,
bário, cádmio) e contaminantes diversos, como água, combustível não queimado e poeira.
Pode conter ainda produtos químicos, que, por vezes, são inescrupulosamente
adicionados ao óleo usado, afetando as características do básico original e aumentando a
insalubridade inerente ao óleo e seus contaminantes característicos.

Por conter metais e compostos altamente tóxicos, o óleo lubrificante usado é classificado
como resíduo de classe I (resíduo perigoso).

Esse óleo contaminado, importante recurso econômico, possui três destinos bem diversos.
Um deles é o simples descarte no meio ambiente. O óleo quando descartado no solo, por
sua vez, apresenta ainda um sério efeito complicador. Substâncias tóxicas se infiltram
através do subsolo, contaminando um recurso natural extremamente importante: a água
subterrânea. Por ser menos denso do que a água, o óleolubrificante forma uma película
sobre a sua superfície, dificultando a passagem doar e da luz que são indispensáveis para
a realização da respiração e da fotossíntese.
O segundo é a queima, geralmente descontrolada, em caldeiras industriais, podendo dar a
sua contribuição negativa à atmosfera (5 litros podem conter até 20 gramas de chumbo).

O terceiro é o econômico e ecologicamente correto, o rerrefino. O processo de rerrefino no


Brasil é conhecido como ácido-argila, é um processo dispendioso devido à alta energia
empregada para ativação do adsorvente, resíduos gerados, borra ácida e adsorvente
(terra fuller).

A legislação brasileira obriga a coleta de todos os óleos usados, a qual só pode ser
realizada por empresas credenciadas pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, e
devidamente licenciadas pelos órgãos de proteção ambiental do estado onde são gerados.
E, como os lubrificantes usados são produtos perigosos, por apresentarem toxicidade,
conforme a norma ABNT 10004 e a Resolução CONAMA 9/93, é crime ambiental não só
descartá-los na natureza, como também comercializar, fornecer, transportar, queimá-los
ou dar outro destino que não a reciclagem através do rerrefino. Tais crimes estão
capitulados na Lei no 9.605/98, Seção III, Artigos 54 e 56, bem como no Decreto Federal
no 3.179, Seção III, Artigos 41 e 43.

Devido a esses complicadores gerados pelo óleo lubrificante usado, propõe-se uma
otimização do processo de rerrefino e aproveitamento do resíduo borra ácida como
adsorvente no processo em substituição a terra fuller. Para tanto, os dois adsorventes
(carvão feito da borra ácida e terra fuller) foram caracterizados quanto à área superficial,
diâmetro médio dos poros e densidade (tabela 1). A caracterização do produto final, óleo
rerrefinado básico, seguiu as normas da ASTM referente à análise colorimétrica (ASTM D-
1500) e índice de acidez total (ASTM D-974).

Área Superficial Diâmetro Médio Densidade


Adsorventes
(m2/g) dos Poros (Å) (g/cm3)
Terra Fuller 120,0 71,0 2,5
Carvão do resíduo -
634,0 53,0 2,0
borra ácida

Tabela 1 – Caracterização dos adsorventes.

Através de testes laboratoriais, o carvão de resíduo por apresentar maior área superficial e
menor diâmetro médio dos poros adsorveu melhor que a terra fuller. No processo de
rerrefino empregam-se de 7 até 12% de terra fuller em peso na etapa de clarificação, o
carvão conseguiu a mesma eficiência com 3 a 5 % em peso, além disso, a temperatura no
processo diminui, pois na etapa de clarificação (processo contínuo batelada) a
temperatura varia de 240 a 300oC, com o carvão, a temperatura variou de 120 a 160ºC,
minimizando energia.
Um outro fator preponderante, além da menor quantidade empregada, o carvão pode ser
regenerado ou utilizado como combustível no processo, não gerando resíduos. Desse
modo pode-se concluir que, a área superficial é de fundamental importância na remoção
de produtos de oxidação e contaminantes metálicos, isto é, a adsorção é proporcional à
área do adsorvente e não ao seu volume de poros.
Com relação ao produto final, óleo rerrefinado básico, tanto terra fuller e carvão de resíduo
apresentaram mesma colorimetria, já na análise do índice de acidez total, o carvão
apresentou menor acidez em relação a terra fuller.

Com o desenvolvimento deste trabalho, um novo processo de rerrefino é sugerido, como


outros tantos existentes, mas com a vantagem, principalmente no Brasil que utiliza o
processo ácido-argila, de não gerar resíduo. Assim, traz benefícios às empresas que
podem ser auto-suficientes na produção do adsorvente e ao meio ambiente

PORTUGAL: ÓLEOS USADOS EXIGEM REGULAMENTAÇÃO

Associação nacional de defesa do meio ambiente tem cobrado do governo medidas


efetivas para um maior controle da coleta, reciclagem e destinação do produto.

Introdução
Os óleos usados, quando lançados diretamente no meio ambiente ou quando queimados
sem o devido pré-tratamento, originam graves problemas ambientais e representam um
risco para a saúde pública.
Com base em estudos que vem realizando e que permite avaliar a gravidade da situação
atual do setor dos óleos usados, a Quercus, Associação Nacional de Conservação da
Natureza sediada em Lisboa, Portugal, sugere a implementação de um conjunto de
medidas que visem regular e fiscalizar o setor, de forma a aumentar a coleta daqueles
óleos e criar condições que incentivem sua regeneração (reciclagem), reduzindo-se assim
substancialmente a necessidade de incinerar ou co-incinerar esses resíduos perigosos.

O problema
Os óleos usados provenientes dos motores veiculares são classificados como resíduos
perigosos, em função de sua contaminação por diversos metais pesados, cloro e outras
substâncias que, por não serem corretamente tratadas, produzem danos ao meio
ambiente.
Os óleos usados, quando lançados diretamente no meio ambiente e no esgoto
contaminam solos, águas subterrâneas e superficiais e provocam estragos nas estações
de tratamento. Quando queimados sem o tratamento adequado provocam a liberação de
substâncias tóxicas - solventes clorados (PCBs), metais pesados (arsénio, cádmio e
chumbo) e compostos orgânicos (benzeno e naftaleno). Sabe-se que cinco litros de óleo
são suficientes para cobrir uma superfície de água de 5000 m2, impedindo a oxigenação e
originando a morte por asfixia dos peixes e plantas.
Em Portugal são consumidos, por ano, cerca de 100.000 toneladas de óleos novos, sendo
que cerca de 40% se perdem durante a sua utilização, o que equivale a um volume
aproximado de 60.000 toneladas por ano de óleos usados. Por outro lado, a coleta é de
pouco mais de 30.000 toneladas por ano ou apenas 50%, ao contrário das 50.000
toneladas que aparecem nas estatísticas oficiais, resultantes da duplicação do registo de
óleos usados, como foi possível constatar após a realização de reuniões com diversas
empresas do setor.

Situação Atual
Medidas efetivas para a regulamentação do setor de óleos usados não têm sido adotadas,
apesar do Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU), aprovado em 1996,
ter definido um conjunto de prioridades e de medidas a implementar. Para a Quercus,
existe uma situação de grave desregulamentação, com importantes consequências
ambientais.
Os principais aspectos dessa situação, afirma, seriam:

 Venda de óleos lubrificantes novos em estabelecimentos sem capacidade para


efetuar seu transporte, após uso, nomeadamente em Hipermercados;
 Não existe uma rede nacional de coleta de óleos usados;
 Muitas garagens e estações de serviço, não têm contentores adequados e
devidamente identificados para a armazenagem dos óleos usados;
 Existe um número indeterminado de particulares que efetuam a mudança dos
óleos, realizando despejos ilegais nos esgotos, rios e solos;
 Existência de inúmeros locais de deposição ilegal de óleos usados, como por
exemplo, em Vale de Milhaços e na Serra da Arrábida, entre outros, como noticiado
pela imprensa;
 Portugal é o único país da União Europeia onde as garagens e estações de serviço
recebem dinheiro pelo serviço de coleta do óleo usado, classificado como resíduo
perigoso;
 Muitas das empresas que recolhem os óleos usados ou não estão devidamente
licenciadas ou então não cumprem o exigido por lei. Nomeadamente, não
preenchem as guias de transporte do produto, existindo, portanto, um mercado
paralelo e ilegal de compra e venda de óleos usados;
 A grande maioria do óleo recolhido tem como destino final a queima sem
tratamento prévio adequado (originando forte poluição atmosférica) ou o despejo
direto no meio ambiente (em linhas de água, esgotos e solo), com graves
consequências em termos ambientais e em termos de saúde pública;
 Num passado recente, era prática corrente a queima de óleos usados em fornos de
padaria. Infelizmente, atualmente não existe uma garantia de que tal não continue a
acontecer;
 Inexistência de qualquer política de fiscalização quanto à coleta e quanto ao destino
final dos óleos usados;
 Ausência de campanhas de informação e sensibilização dos diversos agentes do
mercado.

A Importância da Reciclagem
A Diretiva comunitária n.º 87/101/CEE do Conselho, de 22 de Dezembro de 1986, relativa
à eliminação dos óleos usados e que se encontra transposta para o direito interno,
estabelece que os Estados-membros devem dar prioridade à regeneração (reciclagem) no
tratamento dos óleos usados, sempre que técnica e economicamente possível.
Com base nessa legislação, a Quercus propõe a adoção, a curto prazo, das seguintes
medidas, como forma de aumentar a coleta de óleos usados:
 Proibição da venda de óleos lubrificantes novos em hipermercados e em outros
locais que não assegurem sua coleta;
 Criação de eco-taxas, à semelhança do sistema de consignação/depósito para as
embalagens, que incentivem a mudança de óleos lubrificantes em locais
devidamente licenciados;
 Licenciamento apenas de empresas de coleta de óleos usados, que assegurem um
destino final adequado;
 Proibição da venda de óleos usados recolhidos pelas garagens e estações de
serviço, podendo o sistema de coleta passar a ser subsidiado pelo Governo,
através das eco-taxas propostas;
 Fiscalização do destino final dos óleos que atualmente sofrem um tratamento
prévio, aqui se incluindo as unidades de coleta e de tratamento dos óleos usados e,
ainda, seus consumidores;
 Identificação e fiscalização das unidades industriais que utilizam óleos usados, com
tratamento prévio ou não, como combustível alternativo;
 Realização de campanhas de informação e sensibilização dos diversos agentes do
mercado, incluindo a sensibilização da população;
 Levantamento e fiscalização do mercado paralelo e ilegal de compra e venda de
óleos usados.

MEIO AMBIENTE
ISO 14001
- Interpretação oficial da ABNT

INTERPRETAÇÃO NBR ISO 14001 (1996), JULHO 2001


CB-38/SC-01/GRUPO DE INTERPRETAÇÃO

Fonte: ABNT

INTRODUÇÃO

O CB-38, Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas,
decidiu criar um grupo para elaborar a interpretação oficial brasileira de pontos polêmicos de entendimento
da norma NBR ISO 14001 (1996), conforme resolução ABNT/CB38/CG/77/00. Esta decisão atende
orientação do TC-207 - Comitê Técnico em Gestão Ambiental da ISO - Organização Internacional de
Normalização, de acordo com documento ISO/TC207/SC1/N161. Nesta primeira edição foram abordados 30
pontos. Novos pontos serão incluídos à medida que surjam novas solicitações pelas partes interessadas.
A seguir os pontos escolhidos são apresentados em forma de perguntas e a
resposta dada define a interpretação oficial do Brasil para o respectivo ponto. Vale
ressaltar que estas interpretações foram aprovadas pelo TC 207 da ISO na reunião de Kuala Lumpur em
Julho de 2001, resolução ISO/TC207/SC1/16/2001.

INTERPRETAÇÕES

INTRODUÇÃO

P 1: Como limitar o escopo do SGA, especialmente nas condições particulares:


múltiplos sites, sites compartilhados ?

R 1: A limitação do escopo do SGA, especialmente em condições particulares tais


como múltiplos sites, sites compartilhados, etc... já está oficialmente interpretada nos documentos do
IAF/CASCO/INMETRO.
3 DEFINIÇÕES, 3.2 MEIO AMBIENTE

P 2: Quais os limites entre aspectos relativos ao meio ambiente e à segurança ?

R 2: Com relação à delimitação das fronteiras dos aspectos relativos ao Meio


Ambiente e à Segurança, aqueles normalmente restritos ao limite da propriedade e regidos pela legislação
específica de SSO podem não ser considerados no âmbito do SGA.

4.2 POLÍTICA AMBIENTAL

P 3: De que forma pode ser explicitada a adequação à "natureza, escala e impactos ambientais" das
atividades, produtos e serviços da organização ?

R 3: A generalidade da política ambiental, bem como omissões quanto à natureza,


escala e impactos, devem ser evitadas. O balanço entre o texto da política e a
verificação do seu desdobramento em objetivos e metas é a maneira de verificar a
conformidade deste requisito normativo.
Neste contexto entende-se que a verificação do termo "apropriada" deve de alguma forma considerar:
· Natureza: tipo de atividades, produtos ou serviços.
· Escala: porte e abrangência geográfica das atividades, produtos e serviços da
organização, entre outros.
· Impactos ambientais: reconhecimento dos principais tipos de impacto.

P 4: Ao avaliar o item "Melhoria Contínua" da Política, deve ser cobrada a melhoria


do desempenho ? (Este item tem correlação com a definição de melhoria contínua)

R 4: Entende-se que o requisito de "melhoria contínua" da política ambiental deve


ser demonstrado através da melhoria do desempenho ambiental, em linha com os
objetivos e metas estabelecidos. Justificativas sobre eventuais problemas de
desempenho devem estar abordadas nas análises críticas da alta administração.

P 5: O compromisso do atendimento da legislação implica em que a empresa deve


estar atendendo todos os requisitos legais aplicáveis ?

R 5: O compromisso do atendimento à legislação implica em que a empresa deva


Interpretação NBR ISO 14001, Revisão 0, Julho 2001, Página 3/9
estar atendendo todos os requisitos legais aplicáveis. Este atendimento pode estar
sendo realizado via compromisso formal firmado com a autoridade competente
(normalmente o órgão ambiental).

4.3.1 ASPECTOS AMBIENTAIS

P 6: A empresa deve apresentar procedimento documentado e a "listagem" de todos os aspectos ambientais


identificados ? Que documentos devem existir ? Como um procedimento de identificação de aspectos
ambientais pode não estar documentado?

R 6: Não é requerido que a empresa apresente um procedimento documentado


sobre a identificação dos aspectos ambientais, todavia esta é uma prática regular e consagrada no país.
Uma sistemática consistente de identificação de aspectos
ambientais, não documentada, mas verificada quanto à sua eficácia pode ser aceita.
Listagens, registros em software e/ou mídia específica são os meios mais comuns de evidenciar a
atualização de informações no contexto dos aspectos ambientais,
porém outra maneira pode ser aceita, se ela estiver consistente com o modelo do
SGA implantado.

P 7: Se o requisito legal deve ser considerado como critério de significância, sua


simples existência é suficiente para elevar um aspecto a significativo ou pode ser
avaliada a real possibilidade dele não vir a ser atendido ?

R 7: A norma não obriga a considerar a existência de requisitos legais aplicáveis


como filtro de significância para os impactos, contudo esta é uma prática comum nosSGAs implementados
no Brasil.

P 8: Até onde vai o limite da abrangência dos aspectos ambientais "sobre os quais
presume-se" que a organização tenha influência ?

R 8: Quanto ao limite da abrangência dos aspectos ambientais "sobre os quais


presume-se" que a organização tenha influência, entende-se como mínimo
desejável:
· Empresas fornecedoras com contrato;
· Empresas com atuação no mesmo site da organização;
· Clientes com relação aos aspectos relacionados ao uso do produto/serviço.
Interpretação NBR ISO 14001, Revisão 0, Julho 2001, Página 4/9

4.3.2 REQUISITOS LEGAIS E OUTROS REQUISITOS

P 9: O que é uma legislação "aplicável aos aspectos ambientais de suas atividades, produtos e serviços" ? A
constituição federal se encaixa neste conceito? e a política nacional de meio ambiente ? e a licença de
operação ? Apenas requisitos legais ambientais devem ser cobrados ou aqueles que aplicáveis a aspectos
ambientais (i.e. NR 13) ?

R 9: Todos os requisitos legais (não está restrito aos requisitos originados pelos
órgãos do SISNAMA) que influenciem a operação e/ou levam a
controles/monitoramento de aspectos e impactos ambientais são considerados
aplicáveis aos aspectos ambientais das atividades, produtos e serviços da
organização. São também considerados aplicáveis os requisitos legais que definem ações administrativas,
tais como obtenção/publicação de licenças, outorgas, cadastros e autorizações.
Licenças ambientais, quando exigidas, são documentos básicos e aplicáveis. Nos
casos de dúvida quanto à exigibilidade, a consulta ao órgão ambiental competente, por parte da organização
que está implementando seu SGA, é condicionante. É necessário a obtenção da Licença, para obter uma
certificação ambiental, o protocolo de entrada no órgão ambiental só será válido em renovações. Acordos
com Ministério Público são também requisitos legais.

P 10: Compromissos com terceiros (clientes, financiadores) se encaixam na


categoria "e outros requisitos por ela subscritos" ?

R 10: Requisitos subscritos são entendidos tradicionalmente como Atuação


Responsável, Carta CCI, contratos com Fundos de Financiamento (BNDES, IFC),
contratos com clientes (ex.: retorno de embalagens).

4.3.3 OBJETIVOS E METAS

P 11: Quais as relações dos objetivos de ordem legal e a conformidade legal ?


R 11: No que tange a relação entre os objetivos de ordem legal e a conformidade
legal vale o que está descrito no item 4.2 (resposta R 5), contudo objetivos e metas de caráter legal podem
ser aceitos quando:
· Existir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinados com o Órgão de
Controle Ambiental.
· Minimizam não conformidades legais eventuais e pontuais em situações
anormais ou emergenciais.

P 12: Como encarar as limitações de orçamento em relação a objetivos e metas ?

R 12: Limitações orçamentárias conjunturais em relação aos objetivos e metas


devem ser objeto de uma análise crítica pela alta administração com as respectivas justificativas e ações
mitigadoras.

4.3.4 PROGRAMA(S) DE GESTÃO AMBIENTAL

P 13: Quais são os requisitos mínimos para descrever os "meios e prazos dentro do qual eles devem ser
atingidos" ?

R 13: No programa de gestão ambiental, entende-se por "meios e o prazo dentro do qual os objetivos e
metas devem ser atingidos", o "como" o objetivo vai ser atingido, ou seja, as ações, atividades e tarefas que
deverão ser implantadas. Quanto aos recursos, sugere-se observar a correlação deste requisito com o item .

4.4.2 TREINAMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO E COMPETÊNCIA

P 14: Os critérios de educação, experiência e/ou treinamento podem ser


estabelecidos apenas para as funções chaves do sistema (operador da estação de
tratamento de efluente, operador de caldeira, responsável pelo depósito de resíduos, membros de brigada,
representante da administração, por exemplo) ?

R 14: No que se refere ao requisito de treinamento, como a norma não menciona


funções chave, entende-se que todas as funções, independente de seu aspecto
hierárquico funcional, que desempenham tarefas com possibilidade de causar
impacto significativo, devem ser competentes com base em educação, treinamento e/ou experiência
apropriados.

P 15: Qual o nível de aplicação dos requisitos de treinamento, conscientização e


competência a pessoal contratado ? Lembrar que muito deles tem baixíssima
escolaridade.

R 15: Com relação ao nível de aplicação dos requisitos de treinamento,


conscientização e competência a pessoal contratado, considera-se como requisito
mínimo que todas as pessoas, incluindo os contratados, que atuam dentro do site
estão sujeitas ao requisito pleno do item 4.4.2.

4.4.3 COMUNICAÇÃO
P 16: O que se quer dizer com "a organização deve considerar os processos de
comunicação externa sobre seus aspectos ambientais significativos e registrar sua
decisão" ?

R 16: Com relação ao requisito de que "a organização deve considerar os processos de comunicação
externa sobre seus aspectos ambientais significativos e registrar sua decisão" , entende-se que a empresa
deve definir o nível de comunicação próativa (ou seja sem demanda) externa que deseja (o que
comunicar e a quem). Esta decisão deve estar formalmente registrada.

4.4.4 DOCUMENTAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

P 17: Como interpretar procedimento x procedimento documentado ?

R 17: Com relação à exigência de procedimento documentado, quando na norma


não for especificado o termo "documentado" é aceita uma sistemática implantada e mantida, ainda que não
documentada, verificada quanto à sua disseminação e
consistência. Entretanto, a documentação de procedimentos é uma prática que a
organização deve considerar.

4.4.5 CONTROLE DE DOCUMENTOS

P 18: A análise crítica periódica tem uma freqüência mínima ?

R 18: A análise crítica periódica requerida não tem uma freqüência mínima exigida
na norma.

4.4.6 CONTROLE OPERACIONAL

P 19: Qual a abrangência do controle sobre as exigências comunicadas aos


fornecedores ?

R 19: Com relação à abrangência do controle operacional sobre as exigências


comunicadas aos fornecedores, a norma não exige controle sobre as exigências
ambientais aos fornecedores, mas sim a comunicação dos procedimentos
pertinentes. A pesar disso, ressalta-se que o processo não se resume à
comunicação, é necessária a gestão sobre as exigências comunicadas.
Interpretação NBR ISO 14001, Revisão 0, Julho 2001, Página 7/9

P 20: Todo aspecto significativo deve estar sob controle ? Este controle deve estar
definido em documento (pode ser suficiente um parâmetro de controle operacional) ?

E se o aspecto está vinculado a uma atividade de terceiro (dentro ou fora do local da organização) ?

R 20: Toda operação relacionada com aspectos ambientais significativos deve estar no escopo do controle
operacional. A forma deste controle ser efetuado, quando aplicável, se dá pelo estabelecimento de
procedimentos documentados (nos termos descritos pela norma), critérios operacionais e comunicação aos
fornecedores.
4.4.7 PREPARAÇÃO E ATENDIMENTO A EMERGÊNCIAS

P 21: Cada situação de emergência identificada deve ter definido um plano para seu atendimento ? ou
somente as situações significativas ? (pequenos vazamentos ou derrames)

R 21: Todos os potenciais acidentes ou situações de emergência devem estar


cobertos por uma sistemática de preparação e atendimento. Isto inclui pequenos
vazamentos desde que tenham sido identificados como potencialmente impactantes ao meio ambiente.
Devem ser incluídas ações para mitigar os impactos ambientais associados à emergência.

P 22: Todos os planos de emergência devem ser testados ? Ou pode ser aceito
teste por tipo de situação ? Como encarar os testes Simulados x Treinamentos de
brigadas ?

R 22: Todas as situações identificadas devem ser testadas na extensão do possível. Testes devem ser
executados. Caso não tenha sido possível testar todas as situações, um planejamento dos mesmos é aceito
(este planejamento deve ser
monitorado). São aceitáveis testes por tipos de acidentes ou situações de
emergência, desde que envolvam os mesmos procedimentos, recursos e impactos
ambientais decorrentes do acidente e do respectivo atendimento. Treinamentos
podem ser aceitos como testes, desde que explicitamente incluam tais testes.

4.5.1 MONITORAMENTO E MEDIÇÃO

P 23: O que entendemos por monitoramento e por controle ?


R 23: Monitorar é entendido como medir ou avaliar, ao longo do tempo (regido pelo item 4.5.1 da ISO
14001:1996). Controlar é entendido como tomar ações para
manter as operações e atividades de acordo com um padrão estabelecido e ajustar Interpretação NBR ISO
14001, Revisão 0, Julho 2001, Página 8/9
quando necessário, a partir da comparação com o padrão (regido pelo item 4.4.6 da ISO 14001:1996).

P 24: Para o atendimento de requisito legal operacional (tipo limite de emissão) é


suficiente implementar os procedimentos de controle operacional que garantam seu atendimento ? Ou ainda
é necessário um procedimento complementar para
monitoramento ?

R 24: Para o atendimento de requisito legal operacional (tipo limite de emissão)


somente implantar procedimentos de controle operacional não é suficiente. È
necessário a medição, avaliação e monitoramento conforme 4.5.1. (requer
procedimento documentado).

P 25: Para comprovação de existência de outorga para utilização de água de bacias hidrográficas vale o
protocolo de entrada no processo de sua obtenção junto ao órgão competente ? (Lei Federal n.º 9433 -
08/01/1997 - Política Nacional de Recursos Hídricos) .

R 25: Com relação à validade do protocolo de entrada no processo para obtenção de outorga para utilização
de águas de bacias hidrográficas (Lei Federal n.º 9433 - 08/01/1997 - Política Nacional de Recursos
Hídricos), é utilizado o mesmo critério definido para o caso de Licença Operacional definido no item 4.3.2.
(Resposta R 9).
Excepcionalmente, para unidades já em funcionamento, com licença ambiental
regularizada, poderá ser aceito o protocolo de entrada no processo para obtenção
de outorga, caso tenha sido dada entrada a mais de 180 dias (baseado no que é
definido na resolução CONAMA 237/97, para o caso de licenciamento ambiental).
P 26: Para o atendimento de requisito legal não operacional (obtenção de alguma
autorização) é suficiente considerar o monitoramento realizado em auditorias ? Ou é necessário um
processo específico a ser aplicado periodicamente ?

R 26: O aproveitamento dos recursos de uma auditoria interna pode ser utilizado
para a avaliação requerida no item 4.5.1, referente ao atendimento de requisito legal não operacional
(obtenção de alguma autorização). Esta avaliação entretanto deve cobrir todos os requisitos legais aplicáveis
e deve estar estabelecida em
procedimento documentado.

P 27: O que deve ser feito no caso de ter sido identificado o não atendimento de
determinado requisito legal ? É suficiente o registro e o tratamento de não
conformidade interna ? O órgão ambiental deve ser obrigatoriamente comunicado?

R 27: Requisitos legais não atendidos devem ser tratados de acordo com a
sistemática de ação corretiva. A comunicação de não atendimentos legais à
autoridade competente é condicionada à existência de exigência legal. Além disso,
Interpretação NBR ISO 14001, Revisão 0, Julho 2001, Página 9/9
ela deve estar conforme a decisão tomada pela empresa quanto à comunicação
externa (vide comentário do item 4.4.3, Resposta R 16).

P 28: A calibração dos equipamentos envolvidos no processo de monitoramento


deve ser de acordo com as práticas da ISO 9001 (rastreabilidade, adequação à
incerteza) ?

R 28: A norma ISO 14001 requer que a organização estabeleça os seus


procedimentos para calibração. Como patamar mínimo o equipamento de medição
deve estar adequado para execução das medições (resolução e incertezas
compatíveis com os requisitos de medição).

4.5.2 NÃO-CONFORMIDADE E AÇÕES CORRETIVA E PREVENTIVA

P 29: Abrangência de ação corretiva pode ser aceita como ação preventiva ? Deve o processo de tratamento
de não conformidades incluir a análise de eficácia das ações tomadas ?

R 29: A análise de abrangência de uma ação corretiva é considerada parte


integrante da própria ação corretiva. O processo de tratamento de não
conformidades deve incluir a análise de eficácia.

4.5.4 AUDITORIA DO SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

P 30: As auditorias externas (feitas pelas OCCs) valem como atendimento a este
item ? E as auditorias legais ?

R 30: A norma não especifica que a auditoria seja "interna". Entretanto, os Guias ISO 62 e 66 impedem um
OCC de executar serviços para obter ou manter a certificação (o que entende-se incluir também, as
auditorias exigidas pelo texto da ISO 14001).
De forma similar, auditorias legais também não podem ser aceitas para
comprovação do atendimento dos requisitos do item 4.5.4, exceto quando estas
auditorias abrangem todo o Sistema de Gestão Ambiental com base na ISO 14001.
ISO 14001: DEFINIÇÃO E OBJETIVOS

Fonte: EMBRAPA

As normas ISO 14000 - Gestão Ambiental, foram inicialmente elaboradas visando o "manejo ambiental", que
significa "o que a organização faz para minimizar os efeitos nocivos ao ambiente causados pelas suas
atividades" (ISO, 2000).
Assim sendo, essas normas fomentam a prevenção de processos de contaminações ambientais, uma vez
que orientam a organização quanto a sua estrutura, forma de operação e de levantamento, armazenamento,
recuperação e disponibilização de dados e resultados (sempre atentando para as necessidades futuras e
imediatas de mercado e, conseqüentemente, a satisfação do cliente), entre outras orientações, inserindo a
organização no contexto ambiental.
Tal como as normas ISO 9000, as normas ISO 14000 também facultam a implementação prática de seus
critérios. Entretanto, devem refletir o pretendido no contexto de Planificação ambiental, que inclui planos
dirigidos a tomadas de decisões que favoreçam a prevenção ou mitigação de impactos ambientais de
caráter compartimental e inter-compartimental, tais como, contaminações de solo, água, ar, flora e fauna,
além de processos escolhidos como significativos no contexto ambiental.
A norma ISO 14001 estabelece o sistema de gestão ambiental da organização e, assim:

1. avalia as conseqüências ambientais das atividades, produtos e serviços da organização;


2. atende a demanda da sociedade;
3. define políticas e objetivos baseados em indicadores ambientais definidos pela organização que
podem retratar necessidades desde a redução de emissões de poluentes até a utilização racional
dos recursos naturais;
4. implicam na redução de custos, na prestação de serviços e em prevenção;
5. é aplicada às atividades com potencial de efeito no meio ambiente;
6. é aplicável à organização como um todo.

Ressalta-se, contudo, que nem as normas ISO 9000 nem aquelas relativas ISO 14000 são padrões de
produto. O padrão de manejo do sistema nessas famílias de normas estabelece requerimentos para
direcionar a organização para o que ela deva fazer para manejar processos que influenciam a qualidade
(ISO 9000) ou processos que influenciam o impacto das atividades da organização no meio ambiente (ISO
14000). A natureza do trabalho desenvolvido na empresa e as suas especificidades em termos de
demandas determinam os padrões relevantes do produto que devam ser considerados no contexto das
normas ISO (ISO, 2000).

Organismos de Certificação de Sistema de Gestão Ambiental - OCA


Fonte: Inmetro
São organismos que conduzem e concedem a certificação de conformidade com base nas normas NBR ISO
l400l, l4004, l40l0, l40ll e l40l2.
Os critérios adotados pelo Inmetro para o credenciamento desses organismos são os baseados no ABNT
ISO/IEC Guia 62 e suas interpretações pelo IAF e IAAC.

AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO


PORTARIA N° 127, DE 30 DE JULHO DE 1999

Regulamenta a atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado a ser exercida por pessoa
jurídica sediada no País, organizada de acordo com as leis brasileiras.

O DIRETOR da AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO - ANP, no uso de suas atribuições legais, conferidas
pela Portaria ANP nº 118, de 14 de julho de 1999, e com base na Resolução de Diretoria nº 355, de 29 de
julho de 1999 e considerando:
- o disposto no inciso IX, do art. 8º, da Lei n.º 9.478, de 6 de agosto de 1997;
- a necessidade de controle do descarte para o óleo lubrificante usado ou contaminado, em conformidade
com o que estabelece a Resolução CONAMA n.° 9, de 31 de agosto de1993;
- o potencial impacto negativo que óleo lubrificante usado ou contaminado causa ao meio ambiente e à
saúde pública;
- a necessidade de estabelecer procedimentos diferenciados para as atividades de coleta e de rerrefino;
torna público o seguinte ato:
Art. 1º Fica regulamentada, através da presente Portaria, a atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou
contaminado a ser exercida por pessoa jurídica sediada no País, organizada de acordo com as leis
brasileiras.
Art. 2º Para o exercício da atividade de coletor de óleo lubrificante usado ou contaminado é necessário
possuir cadastro expedido pela Agência Nacional do Petróleo - ANP.
Art. 3º O pedido de cadastramento para o exercício da atividade de coletor de óleo lubrificante usado ou
contaminado deverá ser acompanhado da seguinte documentação:
I - requerimento da interessada;
II - Fichas Cadastrais - FC, devidamente preenchidas conforme modelos constantes dos Anexos I e II desta
Portaria e também disponíveis no endereço [Link]
III - contrato social e suas alterações devidamente registrados no órgão competente;
IV - inscrição da matriz e das filiais na Fazenda Estadual e Municipal;
V - cópia de documento de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ da matriz e das filiais;
VI - certidão negativa da Receita Federal , Estadual, INSS e FGTS;
VII - tancagem, própria ou arrendada, mínima de 30 metros cúbicos nos locais centralizados de estocagem
do óleo usado ou contaminado, na forma do inciso IX;
VIII - pelo menos 02 (dois) caminhões-tanque que poderão ser próprios, fretados ou arrendados, adequados
ao transporte de carga perigosa, nos termos do Decreto 96.044, de 18 de maio de 1988, devidamente
comprovado perante a ANP;
IX - planta das instalações e tancagem vistoriadas e aprovadas pelo Corpo de Bombeiros, Licenças de
Instalação e Funcionamento do órgão ambiental estadual e Alvará de Funcionamento, expedido pela
Prefeitura local.
§ 1° A empresa coletora de óleo usado ou contaminado deverá cadastrar na ANP todos os veículos
empregados no sistema de coleta, conforme Anexo III desta Portaria.
§ 2° As modificações de qualquer natureza dos dados e informações prestadas à ANP deverão ser
comunicadas no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data da sua ocorrência.
§ 3° O coletor de óleo lubrificante usado ou contaminado somente poderá iniciar suas atividades a partir da
aprovação do seu cadastramento pela ANP.
Art. 4° São obrigações do coletor de óleo lubrificante usado ou contaminado:
I - recolher o óleo lubrificante, usado ou contaminado, fornecendo ao gerador o certificado de coleta,
conforme modelo constante do Anexo IV desta Portaria, bem como a Nota Fiscal de Entrada, conforme
previsto no Convênio ICM's 03/90, com a nova redação conferida pelo Convênio ICM's 76/95.
II - armazenar o óleo lubrificante, usado ou contaminado, de forma segura até ser dada a devida destinação
legal;
III - destinar o óleo lubrificante, usado ou contaminado, conforme o disposto no art. 7º da Resolução
CONAMA n.º 9, de 31 de agosto de 1993, mantendo sob sua guarda o respectivo comprovante de
recebimento;
IV - manter atualizados os registros de coleta e destinação através de Notas Fiscais para o óleo lubrificante,
usado ou contaminado, bem como documentos legais relativos às mesmas, disponíveis para fins fiscais,
pelo período de cinco anos;
V - garantir que as atividades de coleta, transporte, estocagem, transbordo e entrega do óleo lubrificante,
usado ou contaminado, sejam efetuadas em condições adequadas de segurança sem prejuízo para as
operações subseqüentes;
VI - adotar as medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado venha a ser contaminado por
produtos químicos, combustíveis, solventes ou outras substâncias;
VII - fornecer trimestralmente à ANP relatório contendo as informações mensais de coleta, por contratante e
de destino, por rerrefinador, ou outra aplicação nos termos legais, do óleo lubrificante usado ou contaminado
coletado;
VIII - indicar nas laterais e parte traseira dos tanques dos caminhões, próprios ou arrendados, em letra
(fonte) Arial tamanho 30 cm, os seguintes dizeres: ÓLEO LUBRIFICANTE USADO - COLETOR
AUTORIZADO ANP Nº ___ (citar o número da Autorização);
IX - apresentar no ato da coleta, ao gerador de óleo usado ou contaminado, documento que comprove o
cadastramento junto a ANP.
Parágrafo único. O disposto no inciso VII deverá contemplar os volumes de coleta por município, a partir de
1º de junho de 2000.
Art. 5° As empresas coletoras de óleo lubrificante usado ou contaminado atualmente existentes terão o
prazo de 180 (cento e oitenta) dias para se adequarem às disposições constantes da presente Portaria,
contados a partir de sua publicação no Diário Oficial da União.
Art. 6° O não cumprimento ao disposto nesta Portaria acarretará aos infratores as sanções previstas na
Medida Provisória n.° 1.883-15, de 28 de julho de 1999 e no Decreto n.º 2.953, de 28 de janeiro de 1999.
Art. 7° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8° Revogam-se as disposições em contrário.

MEIO AMBIENTE
LUBRIFICANTES

LEGISLAÇÃO: Definição
Proibições
Novas Indústrias
Reciclagem
Obrigações dos Produtores
Obrigações de Usuários
Obrigações de Receptores de Óleos Usados
Obrigações de Coletores de Óleos Usados
Armazenagem
Embalagem e Transporte

RESOLUÇÃO N° 9, DE 31 DE AGOSTO DE 1993

O CONSELHO REGIONAL DO MEIO AMBIENTE - CONAMA, no uso das atribuições previstas na Lei nr.
6.938, de 31 de Agosto de 1981, alterada pela Lei nr. 7.804, de 18 de Julho de 1989, e nr. 8.208, de 12 de
Abril de 1990, e regulamentada pelo Decreto nr. 99.274, de 6 de Junho de 1990, e no Regulamento Interno
aprovado pela Resolução / CONAMA/ NR. 025, DE 3 DE Dezembro de 1986;
Considerando que o uso prolongado de um óleo lubrificante resulta em deterioração parcial, que se reflete
na formação de compostos tais como ácidos orgânicos, compostos aromáticos polinucleares,
"potencialmente carcinogênicos", resinas e lacas, ocorrendo também contaminações acidentais ou
propositais;
Considerando que a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, em sua NBR - 10004, ""Resíduos
Sólidos - classificação", classifica o óleo lubrificante usado como perigo por apresentar toxicidade;
Considerando que o descarte de óleos lubrificantes usados ou emulsões oleosas para o solo ou cursos de
água gera graves danos ambientais;
Considerando que a combustão dos óleo lubrificantes usados pode gerar gases residuais nocivos ao meio
ambiente;
Considerando que a gravidade do ato de contaminar o óleo lubrificante usado com policlorados (PCB's), de
caráter particularmente perigoso;
Considerando que as atividades de gerenciamento de óleos lubrificantes usados devem estar organizadas e
controladas de modo a evitar danos a saúde, ao meio ambiente;
Considerando ainda que a reciclagem é o instrumento prioritário para a gestão ambiental, resolve:

Art. 1o - Para efeito desta Resolução, entende-se por:


I - Óleo lubrificante básico: principal constituinte de óleo lubrificante. De acordo com sua origem, pode ser
mineral (derivado do petróleo), ou sintético (derivado de vegetal ou sintese química);
II - Óleo lubrificante - produto formulado a partir de óleos lubrificantes básicos e aditivos.
III - Óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável: óleo lubrificante que em decorrência do seu uso
normal ou por motivo de contaminação, tenha se tornado inadequado a sua finalidade original, podendo, no
entanto, ser regenerado através de processos disponíveis no mercado;
IV - Óleo lubrificante usado ou contaminado não regenerável: óleo lubrificante usado ou contaminado,
conforme definição do item anterior, não podendo, por motivos técnicos, ser regenerado, através de
processos disponíveis no mercado;
V - Reciclagem de óleo lubrificante usado ou contaminado: Consiste no seu uso ou regeneração. A
reciclagem via uso envolve a utilização do mesmo como substituto de um produto comercial ou utilização
como matéria-prima em outro processo industrial. A reciclagem via regeneração envolve o processo de
frações utilizáveis e valiosas contidas no óleo lubrificante usado e a remoção dos contaminantes presentes,
de forma a permitir que seja reutilizado como matéria-prima. Para fins desta Resolução, não se entende a
combustão ou incineração como reciclagem:
VI - Óleo lubrificante reciclável: Material passível de uso, ou regeneração;
VII - Rerrefino: Processo industrial de remoção de contaminantes, produtos de degradação e aditivos dos
óleos lubrificantes usados ou contaminados, conferindo aos mesmos características de óleos básicos,
conforme especificação do DNC;
VIII - Combustão: Queima com recuperação do calor produzido;
IX - Incineração: Queima sob condições controladas, que visa primariamente destruir um produto tóxico ou
indesejável, de forma a não causar danos ao meio ambiente;
X - Produtor de óleo lubrificante: Formulador, ou envaziliador, ou importador de óleo lubrificante;
XI - Gerador de óleo lubrificante usado ou contaminado: pessoa física ou jurídica que, em decorrência de
sua atividade, ou face ao uso de óleos lubrificantes gere qualquer quantidade de óleo lubrificante usado ou
contaminado;
XII - Receptor de óleo lubrificante usado ou contaminado: pessoa jurídica que comercialize lubrificante no
varejo;
XIII - Coletor de óleo usado ou contaminado pessoa jurídica, devidamente credenciada pelo Departamento
Nacional, que se dedica a coleta de óleos lubrificantes usados ou contaminados nos geradores ou
receptores;
XIV - Rerrefinador de óleo lubrificante usado ou contaminado: pessoa jurídica devidamente credenciada para
atividade de rerrefino pelo Departamento Nacional de Combustíveis (DNC) e licenciada pelo órgão estadual
de meio ambiente.

Art.2o - Todo o óleo lubrificante usado ou contaminado será, obrigatoriamente, recolhido e terá uma
destinação adequada, de forma a não afetar negativamente o meio ambiente.

Art. 3o - Ficam proibidos:


I - Quaisquer descartes de óleos usados em solos, águas superficiais, subterrâneas, no mar territorial e em
sistemas de esgoto ou evacuação de águas residuais;
II - Qualquer forma de eliminação de óleos usados que provoque contaminação atmosférica superior ao nível
estabelecido na legislação sobre proteção do ar atmosférico (PRONAR)

Art. 4o - Ficam proibidas a industrialização e comercialização de novos óleos lubrificantes não recicláveis,
nacional ou importados.
Parágrafo 1o - Casos especiais serão submetidos a aprovação do IBAMA, com base em laudos de
laboratórios devidamente credenciados.
Parágrafo 2o - No caso dos óleos não recicláveis, atualmente comercializados no mercado nacional, o
IBAMA, no prazo de 90 (noventa) dias a contar da publicação desta Resolução, efetuará estudos e
proposição para a sua substituição.

Art. 5o - Fica proibida a disposição dos resíduos derivados no tratamento do óleo lubrificante usado ou
contaminado no meio ambiente sem tratamento prévio, que assegure:
I - A eliminação das características tóxicas e poluentes do resíduo;
II - A preservação dos recursos naturais; e
III - O atendimento aos padrões de qualidade ambiental.

Art. 6o - A implantação de novas indústrias destinadas a regeneração de óleos lubrificantes usados, assim
como a ampliação das existentes, deverá ser baseada em tecnologias que minimizem a geração de resíduos
a serem descartados no ar, água, solo ou sitemas de esgoto.
Parágrafo único: As indústrias existentes terão o prazo de 120 (cento e vinte) dias para apresentar ao
Orgão Estadual de Meio Ambiente um plano de adaptação do seu processo industrial, que assegure a
redução e tratamento dos resíduos gerados.
Art. 7o - Todo o óleo lubrificante usado deverá ser destinado à reciclagem.
Parágrafo 1o - A reciclagem do óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável deverá ser efetuada
através de rerrefino.
Parágrafo 2o - Qualquer outra utilização do óleo regenerável dependerá de aprovação do orgão ambiental
competente.
Parágrafo 3o - Nos casos onde não seja possível a reciclagem, o orgão ambiental competente poderá
autorizar a sua combustão, para aproveitamento energético ou incineração, desde que observadas as
seguintes condições:
I - o sistema de combustão - insineração esteja devidamente licenciado ou autorizado pelo orgão ambiental;
II - sejam atendidos os padrões de emissões estabelecidos na legislação ambiental vigente. Na falta de
algum padrão, deverá ser adotada a NB 1265, "Incineração de resíduos sólidos perigosos - Padrões de
desempenho".
III - a concentração de PCB's no óleo deverá atender aos limites estabelecidos no NBR 8.371 - "Ascaréis
para transformador e capacitores - Procedimento".

Art. 8o - Das obrigações dos produtores:


I - divulgar, no prazo máximo de 12 meses, a partir da data da publicação desta resolução, em todas as
embalagens de óleos lubrificantes produzidos ou importado, bem como em uniformes técnicos a destinação
imposta pela lei e a forma de retorno dos óleos lubrificantes usados contaminados, recicláveis ou não;
II - ser responsável pela destinação final dos óleos usados não regeneráveis, originários de pessoas físicas,
através de sistemas de tratamento aprovado pelo orgão ambiental competente;
III - submeter-se ao IBAMA para prévia aprovação o sistema de tratamento e destinação final dos óleos
lubrificantes usados após o uso recomendado quando da introdução no mercado de novos produtos
nacionais importados.

Art. 9o - Obrigações de geradores de óleos usados:


I - armazenar os óleos usados de forma segura, em lugar acessível a coleta, em recipientes adequados e
resistentes a vazamento;
II - adotar as medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado venha ser contaminado por
produtos químicos combustíveis, solventes e outras substâncias, salvo as decorrentes da sua normal
utilização;
III - destinar o óleo usado ou contaminado regenerável para a recepção, coleta, rerrefino ou a outro meio de
reciclagem, devidamente autorizado pelo orgão ambiental competente;
IV - fornecer informações aos coletores autorizados sobre os possíveis contaminadores adquiridos pelo óleo
usado industrial durante o seu uso normal;
V - alienar os óleos lubrificantes usados ou contaminados proveniente de atividades industriais
exclusivamente aos coletores autorizados;
VI - manter os registros de compra de óleo lubrificante e alienação de óleo lubrificante usado ou
contaminado disponíveis para fins fiscalizatórios, quando se tratar de pessoa jurídica com consumo de óleo
for igual ou superior a 700 litros por ano;
VII - responsabilizar - se pela destinação final de óleos lubrificantes usados contaminados ou regeneráveis
através de sistemas aprovados pelo orgão ambientaL competente;
VIII - destinar o óleo usado não regenerável de acordo com a orientação do produtor, no caso de pessoa
física.

Art. 10o - Obrigações dos receptores de óleos usados


I - alienar o óleo lubrificante contaminado regenerável de acordo com a orientação do produtor ou
rerrefinador autorizado;
II - divulgar, em local visível ao consumidor a destinação disciplinada nesta Resolução, indicando a
obrigatoriedade do retorno dos óleos lubrificantes usados e locais de lubrificantes usados;
III - colocar, em lugar visível ao consumidor a destinação disciplinada nesta Resolução, indicando a
obrigatoriedade do retorno dos óleos lubrificantes usados e locais de recebimento;
IV - reter e armazenar os óleos usados de forma segura acessível a coleta, em recipientes adequados e
resistentes a vazamentos, no caso de instalações próprias.

Art. 11o - No caso dos postos de abastecimentos e embarcações não se aplica a exigência de instalações
de troca de óleo lubrificante, devendo o gerenciamento do óleo lubrificante usado a legislação específica.
Art. 12o - Obrigações dos coletores de óleos usados:
I - recolher todo o óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável, emitindo, a cada aquisição, para o
gerador ou receptor, a competente Nota Fiscal, extraída nos moldes previstos pela Instituição Normativa nr.
109/84 da Sociedade da Receita Federal;
II - tomar medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado venha a ser contaminado por
produtos químicos, combustíveis, solventes e outras substâncias;
III - alienar o óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável coletado, exclusivamente ao meio de
reciclagem autorizado através de Nota Fiscal de sua emissão;
IV - manter atualizados os registros de aquisição e alienações bem como cópias dos documentos legais a
elas relativos, disponíveis para fins fiscalizatórios, por 2 anos;
V - responsabilizar-se pela destinação final de óleos lubrificantes usados ou contaminados não regeneráveis,
quando coletados através de sistemas aprovados pelo orgão ambiental competente;
VI - garantir que as atividades de manuseio, transporte e transbordo do óleo usado colocado sejam
efetuadas em condições adequadas de segurança e por pessoal devidamente treinado, atendendo a
legislação pertinente.

Art.13o - Obrigações dos rerrefinadores de óleos usados:


I - receber todo o óleo lubrificante usado ou contaminado regenerável, exclusivamente de coletor autorizado;
II - manter atualizados os registros de aquisições de alienações, bem como cópias dos documentos legais a
eles relativos, disponíveis para fins fiscalizatórios por 2 anos;
III - responsabilizar-se pela destinação final de óleoes lubrificantes usados ou contaminados não
regeneráveis, através de sistemas aprovados pelo orgão ambiental competente;
IV - os óleos lubrificantes rerrefinados não devem conter compostos policlorados (PCB's) em teores superior
a 50 ppm;
Parágrafo único - Os óleos básicos procedentes do rerrefino não devem conter resíduos tóxicos ou
perigosos, de acordo com a CB 155 e não conter policlorados (PCB' s/ PCB's) em concentração superior a
50 ppm (limite vigente para óleos aprovados pelo orgão ambiental competente).

Art. 14o - Armazenagem de óleos lubrificantes usados ou contaminados: as unidades de armazenamento do


óleo lubrificante usado devem ser construídas e mantidas de forma a evitar infiltrações, vazamentos e
ataque pelo seu conteúdo e riscos associados, e quanto ás condições de segurança no seu manuseio,
carregamento e descarregamento, de acordo com normas vigentes.

Art. 15o - Embalagens e transporte de óleos lubrificantes usados ou contaminados: as embalagens


destinadas ao armazenamento e transporte de óleo lubrificante usado devem ser construídas de forma a
atender aos padrões estipulados pelas normas vigentes.

Art. 16o - O CONAMA recomendará ao Ministério da Fazenda a vista dos problemas ambientais descritos
nos considerandos desta Resolução que sejam realizados estudos no sentido de considerar não tributável a
receita obtida com a alienação, nos moldes deste instrumento, do óleo lubrificante usado ou contaminado ou
regenerável.

Art. 17o - O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas
na Lei 6.938, de 31 de Agosto de 1981, e na sua regulamentação pelo Decreto 99.274, de 6 de Junho de
1990.

Art. 18o - Os óleos lubrificantes usados ou contaminados reconhecidos como biodegradáveis, pelos
processos convencionais de tratamento biológico, não são abrangidos por esta resolução, quando não
misturados aos óleos lubrificantes usados regeneráveis.
Parágrafo único - Caso o óleo usado biodegradável seja misturado ao óleo usado regenerável, a mistura
será considerada como óleo usado não regenerável.

Art. 19o - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


MEIO AMBIENTE
RECICLAGEM DE ÓLEOS USADOS

· Classificação
· Reciclagem por Processos Físicos
· Reciclagem por Processos Químicos
· Reciclagem por Processos Complexos
· Processo de regeneração ácido-argila Meinken.
· Pré-tratamento Térmico
· Outros Processos

Classificação:

O óleo lubrificante por si só não se desgasta, senão em uma pequena parcela. A reutilização do óleo fica
condicionada ao grau e ao tipo de contaminação existente durante sua utilização.
Os contaminantes mais comuns nos óleos lubrificantes usados são:

 Produtos leves.
 Compostos solúveis.
 Compostos insolúveis.

Dentre os produtos leves, os mais comuns são: água, gasolina e diesel. Dos produtos solúveis, destacamos
todos os compostos oxidados e aditivos previamente incorporados. (melhorador de IV e
detergente/dispersantes).
Os produtos insolúveis são: hidrocarbonetos oxidados, partículas e óxidos metálicos.
O quanto de impurezas se acumulam em um sistema de lubrificação depende de muitos fatores, tais como:
natureza da operação, condições mecânicas do sistema, cargas e temperatura de funcionamento, controle
adequado da refrigeração, qualidade e seleção adequada do óleo, taxa de circulação do óleo, capacidade do
sistema e sistema de reciclagem.
Grau de contaminação das várias aplicações
Produtos de
Aplicação Sólidos Água Diluição
deterioração
Óleo circulação A A M N
Óleo turbina A A A N
Óleo compressor P P A N
Óleo hidráulico P A P N
Óleo engrenagem A A A N
Óleo para motor A M A A
Óleo isolante N A A N
Óleo laminação A P P N
Óleo corte M P P N
Óleo têmpera M M A N
Óleo transf. Calor P A N N
P = pouca A = alguma M = muita N = nenhuma

A reciclagem nada mais é que o tratamento adequado do óleo usado, mediante processos específicos,
permitindo assim sua reutilização.
Dentro desse conjunto de processos desenvolvidos, alguns são de natureza física, isto é, utilizam apenas as
diferenças entre as propriedades físicas dos componentes para separá-los em diversos produtos. Outro
grupo de processos utiliza reações químicas para obter produtos e a purificação dos mesmos.
Assim, a reciclagem pode ser classificada em três categorias:

1. Processos físicos:
o Sedimentação;
o Filtração;
o Centrifugação;
o Desgaseificação;
o Desidratação;
o Destilação;
o Extração por solvente.

2. Processos químicos:
o Acidulações;
o Neutralização;
o Hidroacabamento.

3. Processos complexos:
o Tratamento de óleos hidráulicos e óleos de circulação;
o Tratamento de óleos de turbina;
o Tratamento de óleos de corte;
o Tratamento de óleos isolantes;
o Tratamento de fluidos sintéticos resistentes ao fogo;
o Tratamento de óleos automotivos.

Reciclagem por Processos Físicos


a) Sedimentação - consiste em deixar o óleo usado em um tanque de fundo cuneiforme, sem agitação, por
um período de tempo suficiente e adequado. Este método depende da densidade da água, das impurezas
sólidas e do óleo. É óbvio que os produtos oxidados que têm a mesma densidade do óleo não são
removidos.
Algumas impurezas se separam lentamente e outras mais rapidamente. Os óleos mais fluidos se separam
das matérias em suspensão com maior facilidade do que os mais viscosos. Algumas impurezas são tão
leves que se torna impossível purificar o óleo sem a utilização de certos procedimentos que aceleram a
decantação. Esses procedimentos incluem o aquecimento pelo vapor ou água quente, adição de
coagulantes etc. A introdução do vapor (70 a 80ºC) não só aquece o óleo, como também atua de tal forma
que as impurezas leves são arrastadas para o fundo do tanque juntamente com as mais pesadas.
Quando se deixa o óleo em repouso, é importante desligar o aquecimento, pois do contrário iriam formar-se
correntes que dificultariam a sedimentação das impurezas.
b) Filtração - consiste em fazer passar o óleo através de certos materiais que retêm as partículas sólidas.
É necessário definir alguns termos:
· Micron - medida linear do tamanho da partícula (10-6m);
· Filtro - remove partículas sólidas na faixa de 50 a 60 mícrons;
· Tela - remove partículas sólidas na faixa de 75 a 100 mícrons;
· Elemento - equipamento que retém os sólidos e impurezas solúveis;
· Partículas - parte finamente dividida das impurezas retidas pelo elemento;
· Eficiência do elemento - razão entre o número de partículas removidas e o número total de partículas
presentes no óleo;
· Filtrado - porção do óleo que passar pelo filtro;
· Absorção - profundidade da filtração pela retenção superficial;
· Absorção - quando se emprega um elemento com características seletivas de retenção;
Na realidade, as telas também são filtros, pois eliminam apenas partículas grosseiras. Todas as bocas de
entrada de óleo devem sempre estar providas de telas de tamanho e malha micrométrica adequados, a fim
de evitar a entrada de materiais estranhos.
Os aparelhos filtrantes variam largamente em função do princípio de operação, do custo e do desempenho.
Podem ser classificados em quatro tipos genéricos:

a) filtros de placa;
b) filtros de algodão, estopa, papel e celulose;
c) filtros que empregam argilas ativas;
d) filtros magnéticos.

Quanto à aplicação, os filtros mais utilizados são:


Filtro de cartucho cambiável - são usados para clarificar os fluidos. São geralmente classificados como:
profundos e artificiais.
Filtros-prensa - consiste em passar o óleo através de um certo número de papéis de filtro, ao quais estão
colocados entre placas ou suportes de aço fundido ou liga de alumínio. A superfícies das placas estão
ranhuradas vertical e horizontalmente, permitindo assim a passagem do óleo. Placas, suporte e papéis têm
em cada lado inferior, formando a entrada a saída do óleo.
São usadas três ou quatro espessuras de papel de filtro. Quando o papel perto do suporte fica sujo, deve ser
removido e uma nova fila de papéis deve ser colocada.
Esses filtros são providos de indicador de pressão. Um aumento considerável na pressão 4,5 a 5 Kg/cm2 em
temperatura normal, indica que os papéis estão saturados.
Filtros de linha - consiste em filtrar o óleo sob o vácuo a uma temperatura de 75 a 80º e a uma pressão de
60 a 80 mmHg. O filtro compreende um certo número de discos circulares de papel de pouca espessura,
especialmente impregnados, cada um com um furo circular no centro. Eles são empilhados sobre uns
tirantes verticalmente montados e prensados por meio de fortes molas. O óleo circula radialmente através
dos papéis até o tirante e sai pela parte superior do filtro.
Filtros inertes - são projetados especialmente para remover contaminantes insolúveis.
Filtros ativos ou adsorventes - são recomendados quando contaminantes solúveis de natureza polar
devem ser removidos. Filtros adsorventes empregam terra fuller, bauxita, alumina ativa. Essas argilas
poderão ser classificadas em dois grupos:
a) aquelas que são naturalmente ativadas e podem ser usadas em estado natural.
b) aquelas que são naturalmente inativas e exibem poderes absorventes após ativação química.
O primeiro grupo é conhecido como "terra fuller" e é preparado em três seqüências:

· britagem da argila bruta;


· secagem da argila britada;
· trituração da argila seca no tamanho de partícula desejado.

O outro grupo é bem mais complexo. Geralmente se empregam as seguintes seqüências:

· preparação da argila bruta para carregamento nos recipientes de ativação;


· ativação;
· lavagem das impurezas;
· desidratação;
· secagem;
· trituração no tamanho de partícula desejado.

Essas argilas são de origem bentonítica.


O único outro adsorvente que é usado largamente é a bauxita ativada. Esse material possui excelentes
propriedades cáusticas.
O processo de filtragem consiste na passagem do óleo através de uma camada filtrante, a qual é geralmente
cheia com uma argila ativa. A filtração é levada a cabo por gravidade ou por alimentação sob pressão,
filtrando diretamente em uma solução, e a temperatura variando até 120ºC.
Filtração por contato - consiste em misturar o óleo lubrificante com um adsorvente de malha fina,
aquecendo-se por um curto período, para posterior separação do óleo descolorido do adsorvente usado.
Geralmente o adsorvente é adicionado à carga de óleo por dosagem automática. A pasta de óleo adsorvente
entra em aquecedor de um aparelho de destilação, no qual a temperatura de contato máximo é obtida em
uma operação única e direta. Do aquecedor a pasta entra em uma torre de contato a vácuo. A pasta é
extraída continuamente pela base da torre, passada através de um permutador de calor para aquecer a
carga de óleo frio e então vai para uma câmara de compensação de filtro, a qual atua como um reservatório.
Filtros magnéticos - consiste em usar o magnetismo para remover partículas ferrosas. Sua eficiência
depende do tamanho da partícula a ser removida e da viscosidade do fluido.
Sistema de filtração - existem três sistemas: sistema contínuo individual, sistema central contínuo ou por
desvio e sistema de filtração central. Algumas operações necessitam de filtração contínua para uma
máquina, enquanto que em outras o óleo é aplicado por vários dias, captado em uma unidade central e de lá
retorna para uso.
O grande problema da eficiência da filtração é a presença de água em quantidades consideráveis. A
eficiência é função do tipo do óleo e do serviço.
Assim, o principal problema envolvido na filtração de óleos de corte é a remoção das aparas da operação de
corte. Quando filtradas, algumas aparas formam um bolo que impede o fluxo de óleo. As diferentes aparas, o
fluxo, o tipo de óleo, a quantidade de contaminantes e o grau de filtração desejado pesam na seleção do
sistema de filtração adequado.
Os óleos de têmpera, devido às suas condições operacionais, oxidam e formam asfaltenos que se
precipitam no sistema de refrigeração, formando uma camada sobre os tubos, dificultando a transferência de
calor. Assim, para prevenir a deposição desses asfaltenos, são empregados filtros de terra fuller.
Recentemente, os equipamentos atuados hidraulicamente têm ganhado espaço, por causa das vantagens
do mecanismo hidráulico, que geralmente compreende: bombas, válvulas, tubos, motor hidráulico,
conexões, reservatório e óleo. A maioria dos sistemas hidráulicos é provida de telas par remover partículas
grandes. A filtração contínua é melhor método para manter o óleo em boas condições. Em áreas de elevada
umidade, a instalação de secadores reduzirá a concentração de água no sistema.
Nos últimos anos, tem aumentado o uso dos fluidos sintéticos, por causa das suas características
antiinflamatórias e antioxidantes. Filtros inertes e ativos são bastante eficientes.
Na filtração de óleos de motor, o filtro de cartucho de algodão é o que apresenta melhor desempenho.

c) Centrifugação - a purificação centrífuga é um processo mecânico pelo qual a separação das impurezas
dos líquidos é acelerada, fazendo-se girar em altas velocidades periféricas, assim a força centrífuga serve
de agente acelerador.
O processo de centrifugação é econômico para grandes volumes de óleo. Não remove aditivos e ocupa
pequeno espaço. É especialmente recomendado para remover as aparas do óleo de corte.
A centrifugação é utilizada com sucesso na purificação dos óleos para filtro de ar, óleos hidráulicos, óleos
para compressores, óleos para mancais de vagão de turbina, óleos isolantes, óleos de motor e óleos de
tempera.

d) Desgaseificação - consiste de uma câmara de alto vácuo com um embutimento contendo pequenos
anéis de metal ou peças de cerâmica para obter uma grande superfície. Geralmente alguns estágios são
conectados em série, para aumentar a eficiência da desgaseificação e desumidificação.
Este processo é especialmente utilizado na secagem de óleos isolantes, em que se obtém um conteúdo de
água na faixa de 1 g/t.
Geralmente o óleo é aquecido previamente, até o limite de 80 ºC, visando acelerar o processo.

e) Desidratação térmica - consiste em passar o óleo lubrificante por uma coluna de dois estágios que
operam independentemente. O primeiro estágio consiste em aquecer o óleo na faixa de 160º a 200ºC, sob
pressão normal. O óleo circula em um fluxo contínuo através de um trocador de calor; na coluna inferior com
uma bomba de circulação, atravessa o trocador de calor e retorna à coluna superior. Desse circuito, uma
certa quantidade de óleo desidratado é removida para o segundo estágio, na parte superior da coluna, onde
de lá é resfriado. A água e as frações leves são retiradas pelo topo da coluna e condensadas em um
condensador.

f) Extração por solvente - é o processo mais empregado, pois pode ser aplicado a qualquer tipo de óleo
lubrificante de origem parafínica. Geralmente a matéria-prima não só contém hidrocarbonetos parafínicos e
naftênicos, mas também indesejáveis resinas, borras, compostos asfálticos etc. A função do solvente é
distribuir o óleo em duas fases imiscíveis: fase de extração e fase de refinado. A escolha do solvente
depende dos seguintes fatores:
· Características do óleo lubrificante;
· Seletividade do solvente;
· Características das fases;
· Facilidade de recuperação do solvente.
O propano pode ser usado em combinação com outros solventes, como fenol e ácido cresílico. O ácido
cresílico, fenol, furfural estão entre os solventes mais usados para incrementar a qualidade do óleo
lubrificante.
No processo fenol, os constituintes indesejáveis são removidos por uma mistura de fenol e água. Em um
sistema típico, o óleo a ser tratado flui através de uma torre de tratamento em contra-corrente a um vapor da
mistura fenol-água. A pressão na torre é a atmosférica e a temperatura varia na faixa de 60 a 90ºC.

g) Destilação - todo processo de destilação requer os seguintes equipamentos: aquecedores, torre de


fracionamento, coluna de extração por vapor, trocadores de calor, condensadores, resfriadores, bombas,
tubulações, conexões, armazenagem, tanque, acumulador e instrumentação. Para adaptar esses
equipamentos ao tipo de matéria-prima, os seguintes fatores são considerados:
· A faixa dos pontos de ebulição dos componentes;
· A estabilidade térmica;
· As especificações das frações a serem obtidas.
Certos óleos possuem pontos de ebulição tão elevados que não podem ser vaporizados à pressão
atmosférica. Nesses casos, utiliza-se a destilação sob vácuo ou pelo uso de grande quantidade de vapor.
Temperaturas elevadas resultam em uma perda do lubrificante viscoso. Quando se destila petróleo cru, o
rendimento da fração de óleos lubrificantes geralmente é reduzido em 10 a 15% pelo uso de altas
temperaturas. Uma temperatura média é requerida, na qual os lubrificantes menos viscosos e o gás óleo são
produzidos.

A extração por vapor é usada para aumentar o ponto de fulgor da maioria dos óleos pesados. O óleo quente
é colocado em contato com o vapor em uma torre de extração.
A destilação a vácuo é especialmente indicada para reduzir um estoque residual em asfalto, na destilação do
cru reduzido à destilação atmosférica, na produção de óleos de cilindro e na produção de óleos com baixo
teor de carbono.

Reciclagem por Processos Químicos


a) Acidulação - o uso de ácido sulfúrico concentrado é especialmente indicado para a produção de certos
tipos de óleos minerais, óleos medicinais, óleos brancos e óleos isolantes. O ácido ataca os hidrocarbonetos
insaturados, produzindo esteres, álcoois, polímeros e produtos oxidados. Em temperaturas normais (30 a
40ºC), o ácido sulfúrico reage menos com hidrocarbonetos parafínicos e naftênicos. A tendência à
emulsificação e à formação de resíduo carbonoso é sensivelmente reduzida.
O tratamento por ácido sulfúrico (92 a 98% puro) compreende um reator central, provido de bomba
dosadora, tanque de sedimentação, tanque intermediário, tanque para borra ácida e instrumentação.
Geralmente é necessário um tempo de decantação de aproximadamente 24 horas para haver a completa
deposição da borra.
b) Neutralização - consiste em adicionar soda ou potassa cáustica ao óleo, com o objetivo de neutralizar os
ácidos presentes, convertendo-os em sais. Esse tratamento é feito em um tanque de fundo abaulado,
provido de um agitador.
c) Hidroacabamento - o hidrogênio age para saturar hidrocarbonetos instáveis. Além de melhorar a cor,
obtém-se uma melhor resistência à oxidação e uma redução do resíduo de carbono.
O hidrogênio no reator atinge de 30 a 50 Kg/cm2, a uma temperatura de 280 a 340ºC, em uma taxa de
reciclagem da ordem de 100 a 200 m3 de hidrogênio puro por m3 de óleo a 15ºC, sob 1 Kg/cm2.

Reciclagem por Processos Complexos


a) Tratamento de óleos hidráulicos e óleos de circulação - o óleo usado é bombeado através de um filtro
para reter partículas sólidas; então é aquecido a 60ºC e enviado a uma unidade de destilação a vácuo, da
qual a água é extraída até atingir cerca de 2 ppm. A seguir, o óleo desidratado é bombeado através de um
filtro adsorvente para extrair as impurezas remanescentes e compostos ácidos.
O óleo nessas condições é levado ao laboratório a fim de que se analisem as características físico-químicas,
para a complementação adequada de aditivos.
Os sistemas hidráulicos e de circulação podem ser assim classificados:
· Sistemas de baixa pressão de óleo - sistema de lubrificação da máquina de papel e de laminadores
operam em pressões da na ordem de 70 Kg/cm2. Geralmente, esses sistemas são providos de telas de 80 a
100 mesh e um filtro de 25 mícrons.
· Sistemas de média pressão de óleo - estes sistemas operam em pressões da ordem de 175 Kgcm2.
Geralmente são equipados com um filtro de 10 mícrons.
· Sistemas de alta pressões de óleo - estes sistemas operam em pressões fluidas acima de 175 Kg/cm2 ou
sistemas que contêm servo-válvulas. São providos de filtros muito finos para remover partículas na faixa de
3 mícrons de diâmetro.
b) Tratamento de óleo de turbina - quando o óleo é intimamente exposto ao ar, água e calor, uma certa
parte de seus constituintes oxida-se, como se evidencia pela precipitação de substâncias resinosas ou
asfálticas e pela formação de ácidos orgânicos. A viscosidade geralmente aumenta. Quimicamente, essa
precipitação é chamada de borra. Existem dois tipos de borras: a solúvel e a insolúvel no óleo. A primeira
dissolve-se no óleo em temperaturas normais de operação e precipita-se em temperaturas mais baixas. A
borra insolúvel é arrastada com o óleo em circulação, formando depósitos nos tubos de óleo e orifícios. A
borra atua também como catalisador na formação de novas borras, sem tomar parte de reação. Em certos
casos, a borra pode entupir parcial ou totalmente as linhas de óleo, impedindo que os mancais recebam
óleo. Os ácidos livres liberados pala oxidação atacam o metal do sistema, formando sabões metálicos.
Esses ácidos e sabões são muito ativos ao acelerar a formação de emulsões.
Se os produtos dessas reações forem tirados do óleo após um processo de purificação, eles podem retornar
ao sistema para serem usados novamente durante longo período. Assim, o óleo de turbina deve ser
purificado periodicamente por uma seqüência de processos que removam integralmente esses
contaminantes. Os métodos freqüentemente aplicados são:
· Decantação e filtração - conserva-se o óleo em repouso durante 10 a 15 dias. Grande parte da água, de
materiais estranhos e compostos insolúveis sedimentam-se. O óleo decantado passa então através de um
filtro prensa e retorna ao sistema.
· Decantação e centrifugação - a diferença consiste em passar o óleo, após decantado, por uma centrífuga.
Em um purificador centrífugo, o óleo limpo e a água são descarregados em bocais separados, enquanto as
matérias sólidas são coletadas no recipiente cônico do fundo por onde são removidas.
· Purificação contínua - tanto a filtração como a centrifugação podem ser empregadas no processo contínuo
de tratamento de todo o óleo do sistema ou de bateladas parciais retiradas em intervalos regulares.
· Purificação parcial - consiste em retirar o óleo da turbina em intervalos adequados. Esta operação é feita
com o óleo ainda quente para que a borra solúvel seja retirada.

c) Tratamento de óleos de corte - antes de detalhar o processo de purificação, é preciso definir alguns
termos, tais como:
· Aparas - pedaços de metal produzidos na operação de corte.
· Óleo de corte transparente - são óleos minerais que podem ser misturados com aditivos para incrementar
seu desempenho.
· Óleos de cortes solúveis - são emulsões, compostos de uma suspensão de pequenas gotas de óleo em
água, incluindo os seguintes tipos: leitoso, translúcido e extrema pressão.
· Óleos de cortes sintéticos - são soluções de ativos anticorrosivos e de extrema pressão em água que
podem incorporar uma pequena concentração de óleo mineral.
· Centrífuga - é o equipamento usado para remover o óleo de corte da limalha.
· Quebra de emulsão - um eletrólito é adicionado, tornando impraticável para o agente emulsionante manter
o óleo finamente disperso em fase aquosa. O reagente usado deve ser cuidadosamente, e os mais usados
são: sulfato de alumínio e de ferro, ácidos ou combinações desses compostos.
Os estágios de tratamento são:
a) coleta em um tanque de armazenagem;
b) adicionar reagente quebrador da emulsão;
c) prover aquecimento, se necessário;
d) remover o óleo;
e) neutralizar a água.

Um dos grandes problemas no tratamento de óleos de corte é a variedade de tipos. É muito importante a
racionalização do número de tipos. No caso de uma fábrica ter padronizado um único óleo para todas as
operações, há a possibilidade de reduzir o desempenho da operação de corte, pois nem sempre uma única
aditivação pode atender as necessidades de lubrificação e refrigeração das diferentes operações de corte,
além da possibilidade de contaminação com os óleos do sistema hidráulico e da caixa de engrenagens.
Quando óleos de corte multifuncionais podem ser utilizados, o problema da contaminação é eliminado.
Quando se emprega mais de um óleo, normalmente eles são todos misturados em um tanque coletor, onde
são decantados. O óleo passa então por um filtro e uma centrífuga. É vantajoso o pré-aquecimento do óleo
antes da centrifugação, pois partículas sólidas e umidade são mais facilmente removidas quando a
viscosidade é menor.
Sistema de purificação de óleo de corte.

d) Tratamento de óleos isolantes - vários são os fatores que afetam as condições de serviços e vários testes
são necessários para avaliar o desempenho dos óleos isolantes: poder dielétrico, número de neutralização,
tensão interfacial são os principais. A relação entre a tensão superficial e o número de neutralização é
demonstrado abaixo.
Curva da tensão interfacial.

O número de neutralização crítico classifica o óleo isolante, pois a partir desse valor a oxidação aumenta
rapidamente.
Os elementos básicos para o tratamento de um óleo isolante são: o aquecedor, o perrolador, o
desgaseificador, bombas e tubulações. Esse sistema pode ser apresentado em unidade móvel ou fixa. Em
certos casos é fundamental o tratamento do óleo no campo, onde o óleo sai pela parte inferior do
transformador, é processado e retorna pela parte superior (Figura 48.6).
Elementos básicos de tratamento.

Na tubulação de entrada do óleo, tira-se uma amostra do óleo tratado, para determinar se o óleo já está
aceitável, especificando assim o término do tratamento.
Geralmente se utiliza a tensão interfacial como parâmetro de controle, por ser uma característica bastante
sensível, permitindo indicar o grau de limpeza do interior do transformador.
Controle de tensão interfacial.

e) Tratamento de fluidos sintéticos resistentes ao fogo - processo envolve as seguintes fases:


· Sedimentação - líquidos insolúveis, tais como água ou óleo, e partículas sólidas são separadas do éster
fosfato.
· Neutralização - reduz a acidez devido ao prolongado uso. A influência da temperatura, os produtos
oxidados e os contaminantes, em certos casos, elevam a acidez para 1,0 a 3,0 mg KOH/g. a neutralização
química reduz a valores aceitáveis na faixa de 0,15 a 0,25.
· Extração - água e outros fluidos voláteis são removidos por destilação a vácuo.
· Filtração - após a destilação a vácuo, o fluído é filtrado em um filtro de 10 mícrons para garantir a remoção
de partículas abrasivas.
· Reconstituição - a etapa final é a incorporação de um pacote de aditivos que provem proteção contra a
corrosão e passivador de metal.
· Tratamento de óleos automotivos - os óleos automotivos compreendem os óleos de cárter, óleos de
transmissão, fluidos para transmissão automática, óleos hidráulicos.
O fator de geração de óleos automotivos em óleos automotivos usados está na faixa de 0,50 a 0,55.
Os contaminantes nos óleos automotivos podem ser assim classificados: produtos voláteis, materiais
solúveis e materiais insolúveis. Os componentes voláteis são água e combustível. Os materiais solúveis
incluem os aditivos previamente incorporados. Os materiais insolúveis incluem fuligem, partículas metálicas,
óxidos metálicos e poeira.
As características típicas de um óleo são:

Atualmente, o tratamento de óleos automotivos vem se tornando bastante complexo, em face dos aditivos e
da quantidade de impurezas acumuladas devido aos intervalos cada vez maiores.
A inclusão de óleos industriais deve-se ao fato de que alguns desses óleos são de origem parafínica, assim,
após suas características não mais permitirem sua continuidade em serviço, podem ser misturados aos
óleos automotivos usados.
Tecnicamente é recomendável que os óleos ferroviários usados sejam segregados para receberem o
tratamento adequado.
Na linguagem comercial, utiliza-se o nome re-refino para indicar o tipo de tratamento a que são submetidos
esses óleos usados.
Re-refino é o tratamento do óleo usado, em uma seqüência de processos, que remove todos os
contaminantes, incluindo água, sólidos, diluição, produtos de oxidação e aditivos previamente incorporados
ao óleo básico.
Dentre os processos de re-refino, destacamos os seguintes:
1. Ácido/argila (Bernd Meinken).
2. Extração por solvente (Instituto Francês do Petróleo).
3. Destilação/argila.
4. Destilação/hidrogenação.
5. Extração seletiva a propano com tratamento ácido.
6. Extração a propano com hidroacabamento.
7. Pré-tratamento térmico.
8. Ultrafiltração e adsorção.
9. Outros processos.
Ácido/Argila (Bernd Meinken)

Processo de regeneração ácido-argila Meinken.


O fluxo mostrado acima, compreende as seguintes etapas:

 Decantação;
 Desidratação;
 Acidulação;
 Extração a vapor;
 Tratamento por argila;
 Destilação e fracionamento;
 Filtração.

Características dos óleos produzidos:

Após o óleo, é enviado para a desidratação térmica. Esta etapa é feita á temperatura de 160 ºC e pressão
atmosférica. O óleo desidratado (menos de 0,1% em peso de água) é então resfriado para 32 a 41 ºC e
bombeado para os ataques de acidulação, onde, após o óleo receber certa dosagem (6 a 10%) de ácido
sulfúrico concentrado (92-96%), deverá permanecer cerca de 24 horas - tempos de residência. A borra sai
pelo fundo do tanque e o óleo acidulado é percolado (2,5% de argila) e de lá enviado para um aquecedor,
onde os compostos voláteis vão para uma coluna, chamada spindle que opera sob um vácuo de 80 mmHg.
A última etapa é a da filtração.
Extração por Solvente (IFP - Instituto Francês do Petróleo)
O fluxograma típico é apresentado na Figura 48.9, compreendendo as seguintes etapas:

 Decantação;
 Desidratação;
 Extração por solvente;
 Acidulação;
 Percolação;
 Destilação e fracionamento;
 Filtração.

Características dos óleos básicos re-refinados produzidos.


Processo IFP.

O óleo decantado e desidratado é misturado com propano. A unidade de extração por propano opera 500
psige a elevadas temperaturas. O propano contendo óleo dissolvido é extraído pelo topo da unidade,
enquanto os produtos asfálticos e produtos oxidados são removidos pelo fundo. Esse resíduo é misturado
com combustível para sua completa queima. A solução óleo e propano é enviada para uma unidade de
recuperação do propano e o óleo vai para a acidulação (2 a 4%), percolação (2%) e filtração.
Destilação/Argila

O óleo usado é aquecido em um forno a 150 ºC e depois enviado a uma torre de destilação, onde pelo topo
são removidos a água e hidrocarbonetos leves e pelo fundo, o resíduo. Mistura-se a esse resíduo cerca de
0,2 a 2% de hidróxido (cálcio, sódio, potássio) e nafta, para quebrar a emulsão óleo-água e precipitar sódios.
Esses materiais são removidos por uma centrífuga. O óleo centrifugados é enviado para uma torre de
destilação a vácuo (80 mmHg), onde o óleo é aquecido a 360 ºC. O corte intermediário é percolado e filtrado
e pode inclusive sofrer um hidrocarboneto.
Destilação / Hidrogenação.

Extração Seletiva a Propano com Tratamento Ácido


Extração Seletiva a propano com tratamento ácido - I.F.P.

Seqüência do processo:
1. Pré-tratamento preflash.
2. Extração por propano.
3. Tratamento com ácido sulfúrico.
4. Tratamento com argila ativada.
5. Destilação fracionada.
Na extração é obtido um resíduo (4% do óleo usado) que pode ser queimado em forno especial depois de
misturado com óleo combustível. Para obter características do produto resultante e os dados sobre operação
e investimento.
Em resumo, as vantagens desse processo sobre o convencional são:
1. Redução do consumo de ácido sulfúrico, de 10 para 2%.
2. Redução da borra ácida, na mesma proporção.
3. Eliminação do consumo de cal.
4. Redução do consumo de argila, de 3,2 para 2%.
5. Redução da borra argilosa, de 3,2 para 0,9%.
6. Aumento do rendimento da produção, de 75 para 82,8%.
7. Melhora da qualidade do produto; como exemplo, maior estabilidade da cor.

Extração Seletiva a Propano com Hidroacabamento


A substituição do tratamento ácido que se segue á clarificação por propano por um tratamento a hidrogênio
permite eliminar o uso do ácido sulfúrico.
Seqüência do processo:
1. Pré-tratamento "Prefash".
2. Tratamento com cal.
3. Extração por propano.
4. Hidroacabamento.
5. Tratamento com argila ativada.
6. Destilação fracionada.
O resíduo da extração é da ordem de 5% do óleo usado e poderá ser queimado em forno após mistura com
óleo combustível. Esse processo, além da eliminação do tratamento ácido e dos problemas de poluição dele
decorrentes, traz a vantagem de incluir técnicas que permitem automatização.

1. Depois da remoção da água e da gasolina.


2. Depois de um tratamento ácido a 2% e a 35 ºC (95 ºF). Depois de um tratamento com argila a 2% e a 288
ºC (550 ºF).
O hidroacabamento dos óleos usados introduz problemas que não são encontrados na hidrogenação dos
óleos básicos produzidos em refinarias. Esses problemas são devolvidos à presença de compostos organo-
metálicos e halogenados, bem como compostos que contêm oxigênio, e que afetam o tempo de duração dos
catalizadores e dos equipamentos do processo.
As vantagens deste processo sobre o convencional são as seguintes:
a) eliminação do consumo de ácido sulfúrico;
b) eliminação da borra ácida;
c) redução da borra de óleo, de 3,2 para 1,3%;
d) aumento do rendimento da produção, de 75 para 81,8%; e
e) melhora na qualidade do produto produzido.

Pré-tratamento Térmico
Uma das principais dificuldades dos tratamentos convencionais da re-refino são os aditivos, pela sua
presença substancial em certos óleos, como nos de multoviscosidade, e pela sua natureza dispersante-
detergente.
O IFP desenvolveu um método de pré-tratamento térmico aplicável ao óleo usado bruto pelo qual ele é
submetido a uma alta temperatura ao passar por um forno tubular. Tanto a temperatura como o tempo de
permanência são fixados. Consegue-se a degradação dos aditivos existentes no óleo e facilita-se a
eliminação de metais. No caso de aditivos do tipo detergente-dispersante, essa característica típica é
eliminada.
A inclusão desse pré-tratamento no processo ácido-argila convencional apresenta vantagens, a seguir
enunciadas:
a) redução de 50% no consumo de ácido sulfúrico;
b) redução de 0,5% a 1% no consumo de argila ativa;
c) redução de 40% na quantidade de resíduo ácido; e
d) aumento de 4% no rendimento do processo.
O pré-tratamento térmico pode igualmente ser integrado nos esquemas que empregam a extração seletiva a
propano.
Ultrafiltração e Adsorção
Na ultrafiltração, utilizam-se membranas assimétricas à base de poliacrilonitrila resistentes aos
hidrocarbonetos. Essas membranas são produzidos pela Rhone Poulenc (Rhodia).
O óleo a ser filtrado é diluído por um solvente, a fim de reduzir sua viscosidade. Após a ultrafiltração, o óleo
apresenta-se purificado, livre de quase todos os contaminantes, à exceção dos produtos de oxidação que
são constituintes solúveis não retidos pelas membranas. Para um rendimento elevado, a operação deve ser
efetuada em dois estágios.
A exemplo dos tratamentos de clarificação a propano e ácido sulfúrico, o pré-tratamento térmico melhora a
qualidade do óleo ultrafiltrado.
A adsorção é um processo de acabamento alternativo ao da hidrogenação. Trata-se de uma percolação por
um leito de adsorvente polimérico regenerável. A operação é contínua e cíclica, podendo seu rendimento
atingir 97%, um pouco acima do rendimento da ultrafiltração.

Outros Processos
1. Processo Philips de re-refinação - desenvolvido pelo Centro de Pesquisa da Philips Petroleum Company,
o processo, que pode ser contínuo ou intermitente, compreende duas fases: a primeira é a de
desmetalização e separação de contaminantes, que não requer o uso de ácidos ou solventes nem período
de decantação. Esta fase destaca-se por sua alta eficiência e culmina com uma filtração, aproximadamente
neutra. A Segunda fase inclui uma unidade de hidrotratamento catalítico. O processo requer que a matéria-
prima seja óleo usado proveniente de motores de combustão interna, sem misturas com óleos de outras
naturezas.
2. Processo Recyclon de re-refinação - é um processo da Leybold-Heraeus (Alemanha Ocidental). Seus
aspectos originais são um tratamento com sódio e o uso da destilação, que torna o processo inócuo ao meio
ambiente. Compreende uma série de estágios. No primeiro, a mistura de óleos usados é desidratada e os
componentes leves são retirados, após o que se provoca uma reação dos contaminantes do óleo com o
sódio. Os produtos gasosos desta reação e outras substâncias são então separados do óleo básico por
destilação. Segue-se uma evaporação por meio de um equipamento de destilação a curto caminho, para se
removerem os produtos sólidos e de baixa volatilidade. O processo completa-se com uma seqüência final de
destilações que produzem os óleos básicos com as viscosidades desejadas.
3. Processo Snamprogetti de re-refinação - aplica-se somente aos óleos usados provenientes de motores de
combustão interna. Possui quatro estágios. No primeiro, os hidrocarbonetos leves e a água são eliminados
por destilação. No segundo, as impurezas e os aditivos são removidos por extração com propano. No
terceiro, o óleo é fracionado por destilação a vácuo, e o resíduo é submetido a uma segunda extração para
reduzir o conteúdo de metais.
No quarto estágio, os óleos básicos fracionados são hidrogenados para melhorar a cor e aumentar a
resistência à oxidação.
Extração seletiva com hidrocarboneto - IFP
Produção Comparativa
Processo de Filtração:
Equipamento que permite lubrificar e abastecer as máquinas no próprio local em que
estão trabalhando, com grande economia de tempo e com a vantagem de evitar a
contaminação dos lubrificantes por corpos estranhos. São montados em caminhões ou
carretas rebocáveis e constituídos de compressor de ar, propulsores de graxa, propulsores
de óleo, carretéis porta-mangueiras, reservatório para óleo diesel, reservatório para água,
tambores de óleo lubrificante, tambores de graxa e outros. (Fonte : Manual do Lubrificador
- Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)

COMBOIOS - Funcionamento

Um compressor de ar aciona as bombas que, por sua vez, retiram os lubrificantes dos
tambores e por intermédio de mangueiras equipadas com bicos especiais, levam-nos até
os pontos a lubrificar. A pressão é regulada por válvulas, existindo bombas de baixa
pressão para óleos e de alta pressão, para graxas. Os conjuntos também podem calibrar
pneus, possuindo para isso mangueiras com bicos apropriados. (Fonte : Manual do
Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)

FLUIDOS HIDRÁULICOS

Tendo como principal função transmitir e controlar a potência, o fluido hidráulico deve
apresentar os seguintes requisitos:
a) ser praticamente incompressível e fluir facilmente.
b) ter suficiente viscosidade para proporcionar adequada vedação, evitando assim,
excessivo vazamento devido aos gradientes de pressão no interior de bombas e válvulas.
c) possuir adequada resistência de película para reduzir o atrito e minimizar o desgaste
entre as partes móveis.
d) ser estável, no que se refere à oxidação, e proteger os componentes contra ferrugem e
corrosão.
e) permitir rápida decantação e separação dos contaminantes insolúveis.
(Texaco Brasil)

GRAXAS - Conceito

As graxas são lubrificantes obtidos a partir da mistura do óleo de petróleo com sabão.
Quanto mais sabão a graxa tiver, mais viscosa ela será. Em virtude deste fato as graxas
são numeradas (nr. 1, 2, 3) indicando sua maior ou menor viscosidade. (Fonte : Manual do
Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)

GRAXAS - Classificação

1. À base de sabão de cálcio - é uma graxa macia, homogênea, de aspecto parecido


com manteiga. Resiste bem à umidade. É, porém, de baixo ponto de gota, não resistindo a
maiores temperaturas, indicada para mancais que trabalhem em baixa temperatura ,
bomba d´água por exemplo.
2. À base de sabão de sódio - é uma graxa fibrosa e mais estável que a anterior.
Submetida a muito umidade pode estragar-se. Tem um ponto de gota mais alto que a
graxa à base de sabão de cálcio, sendo indicada para mancais submetidos a esforço e
temperaturas médios.
3. À base de sabão de lítio - de aparência meio fibrosa, apresenta um alto ponto de gota.
É um produto mais caro, porém utilizado para vários fins e qualquer tipo de mancal,
resistindo bem às altas temperaturas e à umidade. É chamada graxa de múltiplas
aplicações. (Manual do Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha, José de Sá Neto)

GRAXAS - Ponto de Gota

Principal propriedade das graxas é a temperatura acima da qual a graxa começará a


escoar, isto é derreter. Há também graxas sem ponto de gota, que mesmo submetidas a
altas temperaturas não derretem. (Manual do Lubrificador - Isaac Abram, Aroldo V. Rocha,
José de Sá Neto)

LUBRIFICAÇÃO

Lubrificar consiste em integrar e manter, entre as superfícies móveis da máquina,


uma película com propriedades adequadas para reduzir o contato entre elas tendo,
simultaneamente, um atrito bastante reduzido. (Georges GG Zahnd, consultor)

LUBRIFICANTES - Classificação

1. Os lubrificantes são classificados em:

A. Óleos minerais: resultado da mistura adequada de diferentes óleos básicos,


obtidos do petróleo bruto após processos de refinação, de forma a garantir a
obtenção de viscosidades determinadas e compactadas com outros tratamentos
térmicos e aditivos.
B. Lubrificantes Sintéticos: óleos preparados em laboratórios, objetivando alcançar
faixas de desempenho mais amplas e características específicas.
C. Graxas: misturas de sabões (basicamente de lítio ou de cálcio) com óleos minerais
e diferenciam-se em função do tipo de sabão empregado. Na composição entram
também agentes estabilizadores e aditivos.
(Georges GG Zahnd, consultor)

LUBRIFICANTES - Propriedades

COR

A cor de um óleo é determinada por comparação com padrões estabelecidos, com único
objetivo de diferenciar um mesmo produto de marca / tipo diferente. Não possui nenhuma
relação quanto à qualidade ou desempenho do lubrificante.

LUBRIFICANTES - Propriedades

DENSIDADE
Densidade de um óleo lubrificante é a relação entre o peso de um volume de produto,
medido a uma determinada temperatura e o peso de igual volume (água), medido a outra
tLUBRIFICANTES - Propriedades

PONTO DE FLUIDEZ

Ponto de fluidez é a temperatura mínima em que o óleo, submetido a um processo de


resfriamento, ainda escorre livremente. Comumente, o ponto de fluidez também é
determinado pelo teor de cera ou parafina do combustível.

LUBRIFICANTES - Propriedades

FULGOR/COMBUSTÃO

Ponto de fulgor é a temperatura em que o óleo, quando aquecido, desprende os primeiros


vapores que, ao contato de uma chama, inflamam-se. Já o ponto de combustão é
ligeiramente superior ao ponto de fulgor. A queima é contínua por mais de 5 segundos.

LUBRIFICANTES - Propriedades

PONTO DE NÉVOA

O ponto de névoa é a temperatura em que aparece uma nuvem ou nevoeiro no


combustível. Essa aparência é causada pela queda da temperatura abaixo do ponto de
fusão de ceras e parafinas que existem nos produtos de petróleo. (Caterpillar)

LUBRIFICANTES - Propriedades

VISCOSIDADE

Viscosidade é a resistência que um óleo impõe ao escoamento. É uma das características


mais importante de qualquer óleo, já que deve manter-se o máximo estável numa ampla
faixa de temperaturas, ou seja, manter a mesma fluidez e o mesmo poder lubrificante em
temperaturas altas ou baixas.

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