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Trabalho de Informatica

O trabalho aborda a proteção dos computadores, destacando a importância da segurança da informação na era digital. São discutidos conceitos básicos, tipos de ameaças e mecanismos de proteção, enfatizando a responsabilidade compartilhada entre usuários e instituições. O documento também analisa diferentes tipos de ataques e vulnerabilidades que podem comprometer a segurança dos sistemas informáticos.

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Trabalho de Informatica

O trabalho aborda a proteção dos computadores, destacando a importância da segurança da informação na era digital. São discutidos conceitos básicos, tipos de ameaças e mecanismos de proteção, enfatizando a responsabilidade compartilhada entre usuários e instituições. O documento também analisa diferentes tipos de ataques e vulnerabilidades que podem comprometer a segurança dos sistemas informáticos.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE (UCM)

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS (FCSP)

Licenciatura em Engenharia Informática

Protecção dos computadores

Quelimane
2026
UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE (UCM)

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS (FCSP)

Formandos:

Kelven da Conceição Franco

Protecção dos computadores

Trabalho de Pesquisa a ser entregue


para a Formadora dr Suraia como
requisitos de avaliação sob orientação
da Formadora.

Formadora:_____________________

Quelimane
2026
Índice pág.

[Link]ÇÃO......................................................................................................................................1

[Link].............................................................................................................................................1

[Link]:.................................................................................................................................................1

[Link]íficos:........................................................................................................................................1

[Link].....................................................................................................................................3

[Link] básicos.................................................................................................................................3

[Link]ça..........................................................................................................................................3

2.2. Protecção dos Computadores............................................................................................................5

[Link].................................................................................................................................................5

[Link]ÃO........................................................................................................................................9

[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................10
[Link]ÇÃO

A protecção dos computadores constitui um aspecto fundamental na era digital, caracterizada


pelo uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação. Com o aumento do uso de
sistemas informáticos em diversas áreas, como educação, saúde, administração pública e
negócios, torna-se imprescindível garantir a segurança dos dados e dos equipamentos. Nesse
contexto, a segurança informática surge como um conjunto de práticas, ferramentas e políticas
destinadas a proteger os sistemas contra ameaças internas e externas.

Além disso, a crescente interligação dos computadores por meio da internet tem ampliado os
riscos associados ao uso das tecnologias, como vírus, ataques cibernéticos e roubo de
informações. Esses riscos exigem dos utilizadores maior consciência e responsabilidade no uso
dos sistemas informáticos. Assim, a protecção dos computadores não se limita apenas ao uso de
ferramentas tecnológicas, mas também envolve a adopção de comportamentos seguros por parte
dos utilizadores. Como afirma Gil (2008), “o conhecimento científico permite compreender os
fenómenos e propor soluções adequadas aos problemas identificados” (p. 23).

Portanto, compreender os mecanismos de protecção dos computadores é essencial para garantir a


segurança da informação e a continuidade das actividades digitais. Este trabalho visa abordar os
principais conceitos relacionados à protecção dos computadores, destacando suas características,
tipos e importância no contexto actual. Através de uma abordagem teórica fundamentada,
pretende-se contribuir para o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre a segurança
informática.

[Link]

[Link]:

 Abordar sobre protecção de computadores;

[Link]íficos:

 Definir os conceitos básicos;


 Identificar os principais tipos de ameaças informáticas;
 Descrever os mecanismos e ferramentas de protecção dos computadores;

1
 Avaliar a importância da segurança informática no contexto actual.

1.3. METODOLOGIA

Este trabalho baseia-se na metodologia proposta por Gil, caracterizada como uma pesquisa
bibliográfica e descritiva. Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de
materiais já elaborados, como livros e artigos científicos.

A abordagem utilizada é qualitativa, pois busca compreender conceitos e características das


redes de comunicação, sem o uso de dados estatísticos. A análise foi feita com base em
conteúdos teóricos consolidados na área de redes de computadores.

De acordo com Gil (2008, p. 44), “a pesquisa descritiva tem como objectivo primordial a
descrição das características de determinada população ou fenómeno”. Assim, este trabalho
descreve os diferentes tipos de redes e suas aplicações.

2
[Link]
[Link] básicos
[Link]ça
A segurança de um sistema de computação diz respeito à garantia de algumas propriedades
fundamentais associadas às informações e recursos presentes no sistema. Por “informação”,
compreende-se todos os recursos disponíveis no sistema, como registros de bancos de dados,
arquivos, áreas de memória, dados de entrada/saída, tráfego de rede, configurações, etc. “A
segurança da informação visa proteger os sistemas contra acessos não autorizados e garantir a
integridade dos dados” (Severino, 2007, p. 78).

[Link] e princípios de segurança


A segurança de um sistema de computação pode ser expressa através de algumas propriedades
fundamentais [Amoroso, 1994]:

 Confidencialidade: os recursos presentes no sistema só podem ser consultados por


usuários devidamente autorizados a isso;
 Integridade: os recursos do sistema só podem ser modificados ou destruídos pelos
usuários autorizados a efectuar tais operações;
 Disponibilidade: os recursos devem estar disponíveis para os usuários que tiverem
direito de usá-los, a qualquer momento.
 Autenticidade: todas as entidades do sistema são autênticas ou genuínas; em outras
palavras, os dados associados a essas entidades são verdadeiros e correspondem às
informações do mundo real que elas representam, como as identidades dos usuários, a
origem dos dados de um arquivo, etc.;
 Irretratabilidade: Todas as acções realizadas no sistema são conhecidas e não podem
ser escondidas ou negadas por seus autores; esta propriedade também é conhecida como
irrefutabilidade ou não-repúdio.

[Link]ças
Como ameaça, pode ser considerada qualquer acção que coloque em risco as propriedades de
segurança do sistema descritas na seção anterior. Alguns exemplos de ameaças às
propriedades básicas de segurança seriam:

3
 Ameaças à confidencialidade: um processo vasculhar as áreas de memória de outros
processos, arquivos de outros usuários, tráfego de rede nas interfaces locais ou áreas do
núcleo do sistema, buscando dados sensíveis como números de cartão de crédito, senhas,
e-mails privados, etc.;
 Ameaças à integridade: um processo alterar as senhas de outros usuários, instalar
programas, drivers ou módulos de núcleo maliciosos, visando obter o controle do
sistema, roubar informações ou impedir o acesso de outros usuários;
 Ameaças à disponibilidade: um usuário alocar para si todos os recursos do sistema,
como a memória, o processador ou o espaço em disco, para impedir que outros usuários
possam utilizá-lo.

[Link]
Uma vulnerabilidade é um defeito ou problema presente na especificação, implementação,
configuração ou operação de um software ou sistema, que possa ser explorado para violar as
propriedades de segurança do mesmo. Alguns exemplos de vulnerabilidades são descritos a
seguir:

 Um erro de programação no serviço de compartilhamento de arquivos, que permita a


usuários externos o acesso a outros arquivos do computador local, além daqueles
compartilhados;
 Uma conta de usuário sem senha, ou com uma senha pré-definida pelo fabricante, que
permita a usuários não autorizados acessar o sistema;
 Ausência de quotas de disco, permitindo a um único usuário alocar todo o espaço em
disco para si e assim impedir os demais usuários de usar o sistema.

A grande maioria das vulnerabilidades ocorre devido a erros de programação, como, por
exemplo, não verificar a conformidade dos dados recebidos de um usuário ou da rede. Em
um exemplo clássico, o processo servidor de impressão lpd, usado em alguns UNIX, pode
ser instruído a imprimir um arquivo e a seguir apagá-lo, o que é útil para imprimir arquivos
temporários. Esse processo executa com permissões administrativas pois precisa acessar a
porta de entrada/saída da impressora, o que lhe confere acesso a todos os arquivos do
sistema.

4
2.2. Protecção dos Computadores
A protecção dos computadores refere-se ao conjunto de medidas e práticas destinadas a garantir
a segurança dos sistemas informáticos e dos dados neles armazenados. Trata-se de um elemento
essencial para evitar perdas de informação, acessos indevidos e danos aos equipamentos.

“A protecção dos computadores envolve técnicas e ferramentas destinadas a garantir a


confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação” (Gil, 2008, p. 56).

Segundo autores da área, a protecção dos computadores pode ser entendida como o uso de
mecanismos tecnológicos e comportamentais para prevenir ameaças.

Além disso, a protecção dos computadores não se limita apenas a grandes organizações, sendo
igualmente importante para utilizadores individuais. O uso de palavras-passe seguras, antivírus e
actualizações regulares são exemplos de práticas fundamentais. Nesse sentido, a segurança
informática deve ser vista como uma responsabilidade partilhada entre utilizadores e instituições.

[Link]

Um ataque é o ato de utilizar (ou explorar) uma vulnerabilidade para violar uma propriedade de
segurança do sistema. De acordo com Pfleeger and Pfleeger,(2015), existem basicamente quatro
tipos de ataques, representados na Figura 1:

 Interrupção: consiste em impedir o fluxo normal das informações ou acessos; é um


ataque à disponibilidade do sistema;
 Interceptação: consiste em obter acesso indevido a um fluxo de informações, sem
necessariamente modificá-las; é um ataque à confidencialidade;
 Modificação: consiste em modificar de forma indevida informações ou partes do
sistema, violando sua integridade;
 Fabricação: consiste em produzir informações falsas ou introduzir módulos ou
componentes maliciosos no sistema; é um ataque à autenticidade.

Figura 1: Tipos básicos de ataques

5
Fonte: (Pfleeger and Pfleeger, 2015)

Existem ataques passivos, que visam capturar informações confidenciais, e ataques ativos, que
visam introduzir modificações no sistema para beneficiar o atacante ou impedir seu uso pelos
usuários válidos. Além disso, os ataques a um sistema operacional podem ser locais, quando
executados por usuários válidos do sistema, ou remotos, quando são realizados através da rede,
sem fazer uso de uma conta de usuário local. Um programa especialmente construído para
explorar uma determinada vulnerabilidade de sistema e realizar um ataque é denominado exploit.

Uma intrusão ou invasão é um ataque bem-sucedido, que dá ao atacante acesso indevido a um


sistema. Uma vez dentro do sistema, o intruso pode usá-lo para fins escusos, como enviar spam,
atacar outros sistemas ou minerar moedas digitais. Frequentemente o intruso efectua novos
ataques para aumentar seu nível de acesso no sistema, o que é denominado elevação de privilégio
(privilege escalation). Esses ataques exploram vulnerabilidades em programas do sistema (que
executam com mais privilégios), ou do próprio núcleo, através de chamadas de sistema, para
alcançar os privilégios do administrador.

Por outro lado, os ataques de negação de serviços (DoS – Denial of Service) visam prejudicar a
disponibilidade do sistema, impedindo que os usuários válidos do sistema possam utilizá-lo, ou

6
seja, que o sistema execute suas funções. Esse tipo de ataque é muito comum em ambientes de
rede, com a intenção de impedir o acesso a servidores Web, DNS e de e-mail. Em um sistema
operacional, ataques de negação de serviço podem ser feitos com o objectivo de consumir todos
os recursos locais, como processador, memória, arquivos abertos, sockets de rede ou semáforos,
dificultando ou mesmo impedindo o uso desses recursos pelos demais usuários.

[Link] de Ameaças Informáticas

As ameaças informáticas correspondem a todos os riscos capazes de comprometer a integridade,


confidencialidade e disponibilidade das informações em sistemas computacionais. Segundo
William Stallings (2018), essas ameaças podem ser definidas como quaisquer ações, intencionais
ou não, que exploram vulnerabilidades de sistemas, resultando em acessos indevidos ou danos às
informações.

De forma complementar, Ross Anderson (2020) afirma que as ameaças informáticas surgem
tanto de falhas tecnológicas quanto de comportamentos humanos, podendo causar impactos que
variam desde perda de dados até prejuízos financeiros e institucionais. Assim, compreende-se
que tais ameaças possuem múltiplas origens e diferentes níveis de gravidade.

Entre as principais ameaças destacam-se vírus, malware, phishing e ataques hackers. Conforme
Charlie Kaufman (2021, p. 95), “os vírus informáticos são programas maliciosos capazes de se
replicar e comprometer o funcionamento normal dos sistemas”.

[Link]

Malware é um termo genérico que designa qualquer programa desenvolvido com o objectivo de
executar acções ilícitas, como roubo de dados, espionagem ou interrupção de serviços. Segundo
Michael Whitman e Herbert Mattord (2021), os malwares tornaram-se cada vez mais
sofisticados, combinando múltiplas funcionalidades para aumentar sua eficácia. As
funcionalidades mais comuns dos malwares são:

Vírus:

7
Um vírus de computador é um trecho de código que se infiltra em programas executáveis
existentes no sistema operacional, usando-os como suporte para sua execução e replicação.
Quando um programa “infectado” é executado, o vírus também se executa, infectando outros
executáveis e eventualmente executando outras acções danosas.

Worm:

Ao contrário de um vírus, um “verme” é um programa autónomo, que se propaga sem infectar


outros programas. A maioria dos vermes se propaga explorando vulnerabilidades nos serviços de
rede, que os permitam invadir e instalar-se em sistemas remotos. Alguns vermes usam o sistema
de e-mail como vector de propagação, enquanto outros usam mecanismos de autoexecução de
mídias removíveis (como pendrives) como mecanismo de propagação. Uma vez instalado em um
sistema, o verme pode instalar spywares ou outros programas nocivos.

8
Trojan horse: de forma análoga ao personagem da mitologia grega, um “cavalo de Tróia”
computacional é um programa com duas funcionalidades: uma funcionalidade lícita conhecida
de seu usuário e outra ilícita, executada sem que o usuário a perceba. Muitos cavalos de Tróia
são usados como vetores para a instalação de outros malwares. Um exemplo clássico é o famoso
Happy New Year 99, distribuído através de e-mails, que usava uma animação de fogos de
artifício como fachada para a propagação de um verme. Para convencer o usuário a executar o
cavalo de Tróia podem ser usadas técnicas de engenharia social [Mitnick and Simon, 2002].

Exploit: é um programa escrito para explorar vulnerabilidades conhecidas, como prova de


conceito ou como parte de um ataque. Os exploits podem estar incorporados a outros malwares
(como vermes e trojans) ou constituírem ferramentas autônomas, usadas em ataques manuais.

9
Packet sniffer:

um “farejador de pacotes” captura pacotes de rede do próprio computador ou da rede local,


analisando-os em busca de informações sensíveis como senhas e dados bancários. A cifragem do
conteúdo da rede resolve parcialmente esse problema, embora um sniffer na máquina local possa
capturar os dados antes que sejam cifrados, ou depois de decifrados.

Keylogger: software dedicado a capturar e analisar as informações digitadas pelo usuário na


máquina local, sem seu conhecimento. Essas informações podem ser transferidas a um
computador remoto periodicamente ou em tempo real, através da rede.

Rootkit: é um conjunto de programas destinado a ocultar a presença de um intruso no sistema


operacional. Como princípio de funcionamento, o rootkit modifica os mecanismos do sistema
operacional que mostram os processos em execução, arquivos nos discos, portas e conexões de
rede, etc., para ocultar o intruso. Os rootkits mais simples substituem utilitários do sistema, como

10
ps (lista de processos), ls (arquivos), netstat (conexões de rede) e outros, por versões adulteradas
que não mostrem os arquivos, processos e conexões de rede do intruso. Versões mais elaboradas
de rootkits substituem bibliotecas do sistema operacional ou modificam partes do próprio núcleo,
o que torna complexa sua detecção e remoção.

Backdoor: uma “porta dos fundos” é um programa que facilita a entrada posterior do atacante
em um sistema já invadido. Geralmente a porta dos fundos é criada através um processo servidor
de conexões remotas (usando SSH, telnet ou um protocolo ad-hoc). Muitos backdoors são
instalados a partir de trojans, vermes ou rootkits.

Ransomware: categoria recente de malware, que visa sequestrar os dados do usuário.

11
O sequestro é realizado cifrando os arquivos do usuário com uma chave secreta, que só será
fornecida pelo atacante ao usuário se este pagar um valor de resgate.

5.3. Infra-estrutura e mecanismos de segurança

De forma genérica, o conjunto de todos os elementos de hardware e software considerados


críticos para a segurança de um sistema são denominados Base Computacional Confiável (TCB
– Trusted Computing Base) ou núcleo de segurança (security kernel).

Fazem parte da TCB todos os elementos do sistema cuja falha possa representar um risco à sua
segurança. Os elementos típicos de uma base de computação confiável incluem os mecanismos
de proteção do hardware (tabelas de páginas/segmentos, modo usuário/núcleo do processador,
instruções privilegiadas, etc.) e os diversos subsistemas do sistema operacional que visam
garantir as propriedades básicas de segurança, como o controle de acesso aos arquivos, acesso às
portas de rede, etc.

O sistema operacional emprega várias técnicas complementares para garantir a segurança de um


sistema operacional. Essas técnicas estão classificadas nas seguintes grandes áreas:

 Autenticação: conjunto de técnicas usadas para identificar inequivocamente usuários e


recursos em um sistema; podem ir de simples pares login/senha até esquemas sofisticados
de biometria ou certificados criptográficos. No processo básico de autenticação, um
usuário externo se identifica para o sistema através de um procedimento de autenticação;
no caso de a autenticação ser bem-sucedida, é aberta uma sessão, na qual são criados uma

12
ou mais entidades (processos, threads, transações, etc.) para representar aquele usuário
dentro do sistema.
 Controle de acesso: técnicas usadas para definir quais acções são permitidas e quais são
negadas no sistema; para cada usuário do sistema, devem ser definidas regras
descrevendo as acções que este pode realizar no sistema, ou seja, que recursos este pode
acessar e sob que condições. Normalmente, essas regras são definidas através de uma
política de controlo de acesso, que é imposta a todos os acessos que os usuários efectuam
sobre os recursos do sistema.
 Auditoria: técnicas usadas para manter um registo das atividades efetuadas no sistema,
visando a contabilização de uso dos recursos, a análise posterior de situações de uso
indevido ou a identificação de comportamentos suspeitos.

Figura 1.2: Base de computação confiável de um sistema operacional.

Fonte:

Sob uma óptica mais ampla, a base de computação confiável de um sistema informático
compreende muitos factores além do sistema operacional em si. A manutenção das propriedades
de segurança depende do funcionamento correto de todos os elementos do sistema, do hardware
ao usuário final. O hardware fornece várias funcionalidades essenciais para a protecção do
13
sistema: os mecanismos de memória virtual (MMU) permitem isolar o núcleo e os processos
entre si; o mecanismo de interrupção de software provê uma interface controlada de acesso ao
núcleo; os níveis de execução do processador permitem restringir as instruções e as portas de
entrada saída acessíveis aos diversos softwares que compõem o sistema; além disso, muitos tipos
de hardware permitem impedir operações de escrita ou execução de código em certas áreas de
memória.

No nível do sistema operacional surgem os processos isolados entre si, as contas de usuários, os
mecanismos de autenticação e controle de acesso e os registros de auditoria. Em paralelo com o
sistema operacional estão os utilitários de segurança, como antivírus, verificadores de
integridade, detectores de intrusão, entre outros.

As linguagens de programação também desempenham um papel importante nesse contexto, pois


muitos problemas de segurança têm origem em erros de programação. O controlo estrito de
índices em vectores, a restrição do uso de ponteiros e a limitação de escopo de nomes para
variáveis e funções são exemplos de aspectos importantes para a segurança de um programa. Por
fim, as aplicações também têm responsabilidade em relação à segurança, no sentido de ter
implementações corretas e validar todos os dados manipulados. Isso é particularmente
importante em aplicações multi-usuários (como sistemas corporativos e sistemas Web) e
processos privilegiados que recebam requisições de usuários ou da rede (servidores de
impressão, de DNS, etc.).

Os mecanismos de protecção dos computadores incluem ferramentas e estratégias utilizadas para


garantir a segurança dos sistemas. Entre os principais destacam-se antivírus, firewalls, backups e
criptografia. “O uso de antivírus permite detectar e eliminar programas maliciosos” (Severino,
2007, p. 85).

14
[Link]ÃO
O trabalho realizado permitiu compreender que a protecção dos computadores é essencial para
garantir a segurança da informação e o funcionamento adequado dos sistemas informáticos. Em
relação ao objectivo geral, verificou-se que os mecanismos de segurança desempenham um papel
fundamental na prevenção de riscos e ameaças digitais.

No que diz respeito aos objectivos específicos, foi possível identificar as principais ameaças
informáticas, como vírus e ataques cibernéticos, bem como descrever os mecanismos de
protecção, incluindo antivírus e firewalls. Esses elementos são indispensáveis para assegurar a
integridade e confidencialidade dos dados.

Conclui-se que a segurança informática depende não apenas de ferramentas tecnológicas, mas
também da consciência e responsabilidade dos utilizadores. Assim, é fundamental promover uma
cultura de segurança digital, garantindo o uso seguro e eficiente dos computadores no contexto
actual.

15
[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). Atlas.

16

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