Universidade Licungo
Faculdade de Ciências e Tecnologias
Licenciatura em Engenharia Informática
Redes Centralizadas, Malha e Satélite
Elementos do 5º grupo
Agnaldo Omar António
Vanik Moisés
Telven Ribeiro
Fátima Gabriel
Queiros Joaquim
Helton Hermínio
Nelton Alberto Victor
Quelimane
2026
Agnaldo Omar António
Vanik Moisés
Telven Ribeiro
Fátima Gabriel
Queiros Joaquim
Helton Hermínio
Nelton Alberto Victor
Redes Centralizadas, malha e Satélite
Trabalho de carácter avaliativo da
cadeira de Redes de Computadores ,
apresentado a Faculdade de Ciências e
Tecnologias , leccionado pelo docente:
Dr. Zamdamela Ortega Romão
Quelimane
2026
Índice pág.
[Link]ÇÃO........................................................................................................................................1
[Link]..............................................................................................................................................1
[Link]:..................................................................................................................................................1
[Link]íficos:........................................................................................................................................1
[Link]......................................................................................................................................3
[Link] Centralizadas e Distribuídas............................................................................................3
[Link] em Malha Total e Parcial............................................................................................................4
[Link]ção via Satélite (GEO, LEO).................................................................................................5
[Link] e Cobertura.................................................................................................................................9
[Link]ÃO........................................................................................................................................11
[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................................12
[Link]ÇÃO
As redes de comunicação desempenham um papel fundamental no funcionamento da sociedade
moderna, permitindo a troca de informações entre dispositivos e sistemas em diferentes partes do
mundo. Com o avanço da tecnologia, surgiram diversas arquitecturas de redes, cada uma com
características próprias que influenciam directamente a eficiência, confiabilidade e desempenho
da comunicação.
Entre as principais arquitecturas destacam-se as redes centralizadas, redes em malha e redes via
satélite. Cada uma dessas abordagens apresenta vantagens e limitações específicas, sendo
escolhidas de acordo com as necessidades de cobertura, custo, segurança e latência. A
compreensão dessas estruturas é essencial para profissionais da área de tecnologia e
telecomunicações.
Além disso, factores como atraso na comunicação e cobertura geográfica tornam-se
determinantes na escolha da arquitectura de rede mais adequada. Este trabalho tem como
objectivo analisar essas diferentes estruturas, explorando suas características, aplicações práticas
e impactos no mundo real.
[Link]
[Link]:
Analisar as arquitecturas de redes centralizadas, em malha e via satélite.
[Link]íficos:
Descrever as diferenças entre arquitecturas centralizadas e distribuídas
Explicar o funcionamento das redes em malha total e parcial
Avaliar a comunicação via satélite considerando atraso e cobertura.
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1.3. METODOLOGIA
Este trabalho baseia-se na metodologia proposta por Gil, caracterizada como uma pesquisa
bibliográfica e descritiva. Segundo Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de
materiais já elaborados, como livros e artigos científicos.
A abordagem utilizada é qualitativa, pois busca compreender conceitos e características das
redes de comunicação, sem o uso de dados estatísticos. A análise foi feita com base em
conteúdos teóricos consolidados na área de redes de computadores.
De acordo com Gil (2008, p. 44), “a pesquisa descritiva tem como objectivo primordial a
descrição das características de determinada população ou fenómeno”. Assim, este trabalho
descreve os diferentes tipos de redes e suas aplicações.
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[Link]
[Link] Centralizadas e Distribuídas
O conceito de arquitectura de rede refere-se à forma como os dispositivos estão organizados e
interligados para troca de informações. Em redes centralizadas, existe um único ponto de
controle responsável pelo processamento e distribuição dos dados. Já nas redes distribuídas, o
processamento é compartilhado entre vários nós.
Segundo Tanenbaum (2011), “uma rede centralizada depende fortemente de um único ponto, o
que pode comprometer sua disponibilidade”. Por outro lado, as redes distribuídas aumentam a
confiabilidade ao eliminar pontos únicos de falha.
Em uma definição complementar, redes centralizadas são aquelas em que “todos os recursos e
decisões estão concentrados em um servidor principal” (Stallings, 2017). Já redes distribuídas
são sistemas onde “cada nó possui autonomia para processar informações” (KUROSE; ROSS,
2013).
Modelo Cliente/Servidor: processos em um sistema distribuído são divididos em 02 grupos – os que
oferecem serviços (servidores) e os que usam serviços (clientes).
● … clientes e servidores espalhados na rede interagem através de mensagens do tipo “request/replay”.
● … considerando que mensagens “request/replay” não sejam perdidas ou danificadas, o
protocolo “request/replay” funciona bem mesmo sobre um protocolo não orientado a conexão
(LAN);
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● … infelizmente, tornar o protocolo resistente a falhas ocasionais de transmissão não é trivial –
cliente não pode detectar qual das mensagens se perdeu (e.g., “request” ou “reply”).
● operação idempotente – pode ser repetida inúmeras vezes sem prejuízos, mas por outro lado,
nem todas mensagens do tipo “request” são idempotentes => não há solução simples para
tratar a perda de mensagens.
● alternativa – utilização de protocolo orientado a conexão confiável, o que por outro lado pode
comprometer a performance.
Considerando que muitas das Aplicações Cliente/Servidor estão direccionadas para acesso a
banco de dados, há um consenso de que o estilo arquitetural é o de camadas CONFORME A
Figura 2.
[Link] em Malha Total e Parcial
O conceito de rede em malha refere-se a uma topologia onde os dispositivos estão
interconectados entre si. Na malha total, todos os nós estão directamente conectados uns aos
outros, enquanto na malha parcial apenas alguns possuem conexões directas.
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Segundo Kurose e Ross (2013), “a topologia em malha oferece alta redundância e
confiabilidade”. Isso significa que, caso um caminho falhe, existem rotas alternativas para
manter a comunicação.
De forma complementar, a malha total é definida como “uma estrutura onde cada nó se conecta a
todos os outros nós da rede” (Stallings, 2017), enquanto a malha parcial “reduz custos ao limitar
o número de conexões directas” (Tanenbaum, 2011).
Apesar das vantagens em termos de confiabilidade, a malha total apresenta custos elevados e
complexidade na implementação. Já a malha parcial é mais viável economicamente, sendo
utilizada em redes reais como a internet.
“As redes em malha são amplamente reconhecidas por sua robustez e capacidade de adaptação a
falhas. Em uma malha total, a redundância é máxima, permitindo múltiplos caminhos entre
quaisquer dois nós. No entanto, o custo de implementação cresce exponencialmente com o
número de dispositivos, tornando a malha parcial uma solução mais prática para a maioria dos
sistemas reais.” (Kurose; Ross, 2013, p. 102).
[Link]ção via Satélite (GEO, LEO)
Em sua definição, um satélite é um corpo físico que gira em torno de um grande objeto, assim
como a Lua (satélite natural) que gira em torno da Terra. Existem também os satélites
desenvolvidos por cientistas e engenheiros que giram ao redor de nosso planeta realizando
diversas tarefas.
Os satélites são portanto, dispositivos posicionados em algum lugar no espaço e têm sua
funcionalidade determinada de acordo com o tipo de aplicação para o qual foram desenvolvidos.
Assim, satélites militares têm como objectivos a telecomunicação, observação, alerta avançado,
ajuda à navegação, como o GPS (Global Positioning System), e reconhecimento (Silva, 2018).
Os satélites científicos incluem os meteorológicos, os de exploração do universo e os de colecta
de dados da Terra. Os meteorológicos são utilizados para monitorar o clima e prevenir desastres
naturais, enquanto os de exploração do universo contribuem para o estudo do espaço, do sistema
solar e do universo. Já os satélites de colecta de dados permitem analisar fenómenos físicos,
químicos e biológicos da superfície terrestre e da atmosfera por meio de sensores. Por outro lado,
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os satélites de comunicação são responsáveis pela transmissão de informações como voz, dados e
vídeo em escala global, podendo atender simultaneamente vários usuários em diferentes regiões
do mundo.
Área de cobertura de um satélite (footprint), mostrando a possibilidade de direccionar feixes para
diferentes regiões. Satélites como o Boeing 601 e 702 permitem a transmissão de TV, voz e
dados para antenas de pequena abertura (ex.: DIRECTV e Sky).
Figura 3 : – Exemplo de footprint, Boeing 601 e Boeing 702
Os satélites de comunicação estão colocados em órbitas espaciais e operam em um ambiente
diferente daquele encontrado na superfície terrestre. Nesse ambiente, há pouca atmosfera, baixa
gravidade, dificuldades de acesso para manutenções e não há suportes físicos de sustentação.
Além disso, é nesse ambiente que o satélite descreve sua órbita.
[Link] órbitas para operação
Uma órbita é o caminho descrito por um objecto quando girando ao redor de outro, mantendo-se
sempre a mesma distância entre eles. Desta forma, quando um satélite é lançado, ele é
posicionado em uma órbita ao redor da Terra. A órbita é conseguida pois a gravidade do planeta
Terra o mantém a uma certa altura da superfície terrestre. Mas não somente isto; é necessário
algum controle vindo da Terra para auxiliar neste posicionamento. Com isso, existem diversos
tipos de órbitas, onde as mais conhecidas são:
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LEO (Low Earth Orbit)
Os satélites de baixa órbita são aqueles posicionados até 2.000Km da superfície terrestre e
devido à sua proximidade, desenvolvem uma velocidade bastante alta, cerca de 28.000Km/h,
para evitar que a gravidade da Terra os tire do percurso e os faça se chocar com a superfície. Em
uma hora e meia, estes satélites completam uma volta na Terra, ou seja, um ponto na Terra
consegue se comunicar com este satélite por cerca de apenas 10 minutos.
Durante muitos anos, os satélites de baixa órbita raramente foram usados em comunicações
devido ao fato de que as antenas não mantinham a visada por muito tempo em um único ponto da
superfície terrestre. Geralmente eram utilizados com propósitos de sensoriamento científico ou
militar durante todos estes anos, mas recentemente alguns projectos, por exemplo, o Iridium os
empregou.
GEO (Geostationary Earth Orbit)
Segundo Stallings (2017), “satélites GEO permanecem fixos em relação à Terra, oferecendo
ampla cobertura”.
Um satélite em órbita geoestacionária, localizado sobre a linha do Equador, leva
aproximadamente 24 horas para completar uma volta ao redor da Terra, acompanhando o seu
movimento de rotação. Dessa forma, permanece aparentemente fixo em relação a um ponto da
superfície terrestre, possibilitando comunicação contínua com essa região. Essa característica é
essencial para serviços de telecomunicações, como transmissão de dados e televisão. A órbita
geoestacionária situa-se a cerca de 36.000 km da superfície da Terra (Stallings, 2017, p. 210).
A órbita geoestacionária ocorre quando as forças da gravidade da Terra e a força centrífuga se
equilibram, mantendo o satélite a uma distância constante da superfície, sendo necessários
apenas pequenos ajustes periódicos feitos por estações de monitorização. A gravidade atrai os
objectos para a Terra, enquanto a força centrífuga tende a afastá-los durante o movimento orbital.
O posicionamento dos satélites depende das chamadas posições orbitais. A União Internacional
de Telecomunicações (UIT) divide o espaço geoestacionário em 180 posições, separadas por 2°,
para reduzir interferências. O uso de frequências mais altas poderia permitir maior proximidade,
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mas envolve custos elevados e limitações impostas por acordos internacionais (Tanenbaum,
2011, p. 56).
Figura 4: Órbitas geossíncronas e geoestacionárias
Fonte:
Figura 5: Esquema da Órbita Geoestacionária
A Figura 6 a seguir, apresenta o posicionamento dos satélites geoestacionários ao redor do
planeta Terra, com algum destaque os dispositivos da companhia Hughes.
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Tabela 1: Classificação orbital versus distância em relação à Terra
A vida útil dos satélites é determinada basicamente pela quantidade de combustível nele
armazenado. Este é utilizado pelos motores para correção de posicionamento, assim, quando o
combustível acaba, o satélite tem sua vida útil encerrada. Na verdade, ele é posto em outra órbita
e é inutilizado.
[Link] e Cobertura
O atraso (latência) refere-se ao tempo que um dado leva para viajar de um ponto a outro na rede.
Já a cobertura diz respeito à área geográfica atendida pela rede.
Segundo Tanenbaum (2011), “a latência é um dos principais factores que afectam o desempenho
das redes”. Em redes via satélite GEO, o atraso é maior devido à distância.
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De forma complementar, a cobertura é definida como “a extensão da área onde o sinal de rede
está disponível” (Stallings, 2017), sendo um factor crítico em redes móveis e satelitais.
Em redes modernas, busca-se equilibrar baixa latência com ampla cobertura. Tecnologias como
redes LEO estão sendo desenvolvidas justamente para reduzir esse problema.
A relação entre atraso e cobertura é um dos maiores desafios das redes de comunicação.
Enquanto sistemas com grande cobertura tendem a apresentar maior latência, soluções modernas
buscam minimizar esse impacto por meio de tecnologias inovadoras. A optimização desses
factores é essencial para garantir qualidade de serviço e eficiência na transmissão de dados.”
(Kurose e Ross, 2013, p. 189)
[Link] de Uso Reais
As diferentes arquitecturas de redes são aplicadas em diversos cenários do mundo real. Redes
centralizadas são comuns em sistemas bancários, enquanto redes distribuídas são utilizadas na
internet.
Segundo Stallings (2017), “a escolha da arquitectura depende das necessidades específicas de
cada aplicação”. Isso inclui factores como segurança, custo e desempenho.
Redes em malha são utilizadas em sistemas militares e redes de emergência devido à sua alta
confiabilidade. Já redes via satélite são essenciais para comunicação em áreas remotas.
Esses exemplos demonstram a importância de compreender as diferentes arquitecturas para
aplicação adequada em cada contexto.
As aplicações reais das arquitecturas de rede demonstram sua relevância prática na sociedade
moderna. Desde sistemas financeiros até comunicações globais, cada tipo de rede atende a
necessidades específicas. A escolha correta da arquitectura é fundamental para garantir
eficiência, segurança e continuidade dos serviços. (Tanenbaum, 2011, p. 300).
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[Link]ÃO
O presente estudo possibilitou uma análise aprofundada das diversas arquitecturas de redes de
comunicação, incluindo redes centralizadas, distribuídas, em malha e via satélite, evidenciando
suas características técnicas e operacionais.
As redes centralizadas, com um ponto único de controlo, oferecem simplicidade de gestão e
facilidade de manutenção, mas apresentam vulnerabilidade a falhas no servidor principal. Já as
redes distribuídas aumentam a confiabilidade e a escalabilidade, permitindo que múltiplos nós
compartilhem o processamento de informações, característica essencial para sistemas modernos
como computação em nuvem e blockchain.
Em relação às redes em malha, observou-se que a topologia em malha total proporciona alta
redundância, permitindo múltiplos caminhos entre nós e garantindo a robustez do sistema mesmo
em caso de falhas de conexão. No entanto, o elevado custo e a complexidade de implementação
tornam a malha parcial uma alternativa mais viável economicamente, mantendo um equilíbrio
entre confiabilidade e eficiência operacional.
No contexto das redes via satélite, verificou-se que a escolha da órbita, seja LEO, MEO ou GEO,
impacta directamente na latência, cobertura e eficiência do serviço. Satélites GEO oferecem
cobertura ampla e comunicação contínua com pontos fixos, mas apresentam maior atraso na
transmissão, enquanto satélites LEO reduzem a latência, atendendo melhor aplicações sensíveis a
atrasos, porém requerem constelações maiores para cobertura global. A análise do footprint e das
posições orbitais evidencia a complexidade do planeamento orbital e a necessidade de gestão
eficiente do espectro de frequências, destacando a importância de equilibrar factores técnicos,
económicos e regulatórios na implementação de sistemas de comunicação via satélite.
Por fim, os casos de uso reais demonstram a aplicabilidade prática das diferentes arquiteturas,
desde sistemas bancários e corporativos até comunicações em áreas remotas ou emergenciais. A
escolha da rede correta impacta directamente na eficiência, segurança e continuidade dos
serviços oferecidos, reforçando a relevância de se conhecer detalhadamente as características de
cada arquitetura.
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[Link]ÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social (6ª ed.). Atlas.
Kurose, J. F., & Ross, K. W. (2013). Computer networking: A top-down approach (6th ed.).
Pearson.
Silva, J. (2018). Satélites e sistemas de comunicação: princípios e aplicações. Editora Ciência
Moderna.
Silva, J. A. (2018). Sistemas de comunicações por satélite. São Paulo: Editora Atlas.
Stallings, W. (2017). Data and computer communications (10th ed.). Pearson.
Tanenbaum, A. S. (2011). Computer networks (5th ed.). Pearson.
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