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BNCC

O documento discute a importância das experiências sensoriais e investigativas na Educação Infantil, destacando a proposta de uma 'Caixa Investigativa' com materiais diversos para promover a exploração e a criatividade das crianças. O papel do educador é enfatizado como fundamental para reconhecer as manifestações infantis como formas válidas de aprendizagem. As atividades realizadas evidenciam que o brincar e a exploração são essenciais para o desenvolvimento integral da criança, integrando dimensões cognitivas, afetivas e sociais.

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O documento discute a importância das experiências sensoriais e investigativas na Educação Infantil, destacando a proposta de uma 'Caixa Investigativa' com materiais diversos para promover a exploração e a criatividade das crianças. O papel do educador é enfatizado como fundamental para reconhecer as manifestações infantis como formas válidas de aprendizagem. As atividades realizadas evidenciam que o brincar e a exploração são essenciais para o desenvolvimento integral da criança, integrando dimensões cognitivas, afetivas e sociais.

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BNCC (BRASIL, 2017) reconhece essa dimensão ao destacar a importância


das experiências sensoriais e investigativas na Educação Infantil.
No exercício de análise, dois tipos de materiais foram considerados: folhas
secas, representando elementos naturais, e blocos de montar, como exemplo de
material industrializado. A exploração do meio e dos materiais é um dos caminhos
privilegiados para que a criança compreenda o mundo ao seu redor. Ao interagir
com diferentes texturas, formas e possibilidades, a criança constrói hipóteses,
experimenta e elabora descobertas.
Com base nessa experiência, elaborou-se a proposta de uma “Caixa
Investigativa” destinada a crianças de 1 a 3 anos. Ela conteria cinco tipos de
materiais: folhas secas, pedras lisas, tecidos coloridos, blocos de montar e potes
plásticos. Cada item foi escolhido por sua capacidade de ampliar as possibilidades
de exploração sensorial e simbólica. Os objetivos pedagógicos seriam promover a
experimentação, a criatividade e a investigação ativa, em consonância com os
campos de experiência da BNCC.
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ATIVIDADE 4 – APRENDER SENDO, BRINCANDO E EXPLORANDO

Nesse contexto, o papel do educador é fundamental: reconhecer que as


manifestações infantis, seja por meio da fala, do desenho, do gesto ou do
movimento, são formas de expressão válidas e devem ser consideradas como
aprendizagens.
A criança é protagonista de sua aprendizagem quando lhe são oferecidas
oportunidades de explorar, brincar e se expressar de diferentes formas. Em registros
de brincadeiras e explorações infantis, observa-se que o brincar não é apenas
entretenimento, mas um meio legítimo de aprender, elaborar sentimentos e interagir
com o mundo.
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RESULTADOS DE APRENDIZAGEM

Cada objetivo foi contemplado e analisado de forma crítica, conforme segue:


1. Analisar e vivenciar, de forma crítica e reflexiva, o papel do professor na
Educação Infantil, reconhecendo a importância do cuidado, da escuta e da atitude
responsiva no desenvolvimento integral da criança.
Este objetivo foi atendido na Atividade 1, que discutiu o cuidado pedagógico
como dimensão constitutiva da prática docente, bem como a escuta ativa e a atitude
responsiva como condições fundamentais para a formação de vínculos e para a
promoção do desenvolvimento integral. A reflexão crítica evidenciou que tais
elementos não são complementares, mas estruturantes da ação pedagógica.
2. Compreender o brincar como linguagem e forma privilegiada de
aprendizagem, diferenciando-o de outras ações infantis.
Na Atividade 2, foi possível distinguir claramente as noções de treino, trabalho
e brincadeira, destacando que apenas esta última se constitui como linguagem
própria da infância. A discussão sobre o faz-de-conta, fundamentada em Kishimoto
(2011), evidenciou que o brincar é um meio privilegiado de expressão, criação e
aprendizagem, sendo distinto das ações de caráter mecânico ou dirigido.
3. Identificar como a exploração do meio e dos materiais promove processos
investigativos e expressivos.
Esse resultado foi alcançado na Atividade 3, em que foram analisados
materiais naturais e industrializados. Observou-se que cada um possibilita diferentes
formas de interação, favorecendo a exploração sensorial, o raciocínio lógico, a
criatividade e a curiosidade infantil. A proposta da “Caixa Investigativa” consolidou
esse aprendizado, articulando teoria e prática no planejamento de um recurso
pedagógico investigativo.
4. Articular esses elementos às condições de aprendizagem e à constituição
do sujeito na primeira infância.
Na atividade 4 e na Reflexão Final, as dimensões do cuidado, do brincar e da
exploração foram integradas à compreensão da criança como sujeito ativo de sua
aprendizagem. Foi possível concluir que essas práticas não apenas contribuem para
o desenvolvimento cognitivo e motor, mas também para a constituição subjetiva,
assegurando que a criança seja reconhecida como protagonista de seu processo
formativo.
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Dessa forma, os resultados de aprendizagem previstos foram plenamente


contemplados, articulando teoria e prática em uma perspectiva crítica e reflexiva
sobre a Educação Infantil.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

As atividades desenvolvidas permitiram compreender que o trabalho do


professor na Educação Infantil deve integrar dimensões cognitivas, afetivas e
sociais, considerando a criança como sujeito de direitos e de aprendizagem. O
cuidado, a escuta e a atitude responsiva mostraram-se fundamentais para a criação
de vínculos seguros e para a construção de um ambiente acolhedor. O brincar
revelou-se como linguagem própria da infância, distinta do treino e do trabalho, mas
igualmente essencial para o desenvolvimento. A exploração de materiais, por sua
vez, destacou-se como um caminho investigativo, que estimula a curiosidade e
favorece a autonomia.
Portanto concluir que a intencionalidade docente deve estar voltada à criação
de ambientes ricos em estímulos, onde a criança possa ser protagonista de suas
descobertas. Mais do que aplicar técnicas, o professor precisa assumir uma postura
ética e sensível, capaz de reconhecer a potência das experiências infantis como
verdadeiras formas de aprender e se constituir como sujeito.
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REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Educação


Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 2017. Disponível em:
[Link] Acesso em: 30 Fev. 2026.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14.


ed. São Paulo: Cortez, 2011.

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