RESUMOS
Política Nacional de
Humanização - PNH
1
Política Nacional de Humanização – PNH
➢ Humanizar é:
o Humanizar o Cuidado, as atitudes, o ambiente.
o Humanizar é se colocar no lugar do outro, agir com Ética, Postura, Empatia,
Respeito, Escuta.
o Humanizar é melhorar a relação de afeto/vínculo com o usuário.
o Humanização é a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de
produção de saúde.
➢ PNH:
o Política Nacional de Humanização – PNH é uma Política pública do SUS que
impulsiona ações que favoreçam a Humanização no âmbito da Atenção e da Gestão
da saúde no Brasil.
o Lançada em 2003, a Política Nacional de Humanização (PNH) visa colocar em prática
os princípios do SUS no cotidiano dos serviços de saúde e proporcionar mudanças
nos modos de gerir e de cuidar.
▪ HUMANIZASUS
o Modificar processos de trabalho e alterar modos de gestão
o Tentativa de subverter normas que estão estagnadas
o Fortalecer iniciativas de humanização existentes
o Atuar nos processos coletivos de enfrentamento das relações de poder, trabalho e
afeto.
o Contagiar trabalhadores, gestores e usuários sobre os princípios e diretrizes da
Humanização
o Política TRANSVERSAL
▪ Sugere que sejam ultrapassadas as fronteiras
▪ Colocando as pessoas em contato, estabelecendo comunicação,
corresponsabilização entre elas
▪ Com diferentes núcleos do saber
▪ Não se sustenta por Decretos, Resoluções... Sustenta-se por encontros
entre usuários, trabalhadores e gestores, fazendo a política ocorrer na
micropolítica
▪ Carta de Natal 2003 - 2004
➢ Objetivos Macros:
o Ampliar as ofertas da PNH aos gestores e aos Conselhos de Saúde, priorizando
Atenção Básica/Fundamental e Hospitalar, com ênfase nos Hospitais de Urgência e
Universitários.
➢ Da licença por motivo de afastamento do cônjuge:
o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor
público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade
da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para O
exercício de atividade compatível com o seu cargo.
2
o Construir relações de confiança, compromisso e vínculo entre as equipes/serviços,
trabalhador/equipes e usuário com sua rede socioafetiva.
o Marcas/Prioridades que deverão ser alcançadas com a PNH
▪ Reduzir as FILAS e o TEMPO de ESPERA, ampliar o acesso e proporcionar
um atendimento acolhedor e resolutivo baseado em critérios de risco.
▪ Todo usuário do SUS saberá́ quem são os profissionais que cuidam de sua
saúde, e os serviços de saúde se responsabilizarão por sua referência
territorial.
▪ As unidades de saúde garantirão GESTÃO PARTICIPATIVA aos SEUS
TRABALHADORES e USUÁRIOS assim como EDUCAÇÃO PERMANENTE aos
trabalhadores.
▪ As unidades de saúde garantirão as informações ao usuário, o
acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha) e os
direitos do código dos usuários do SUS.
➢ Estrutura:
o PRINCÍPIOS
o MÉTODOS
o DIRETRIZES
o DISPOSITIVOS
➢ Princípios:
o TRANSVERSALIDADE
▪ A PNH deve se fazer presente e estar inserida em todas as políticas e
programas do SUS
o INDISSOCIABILIDADE ENTRE ATENÇÃO E GESTÃO
▪ Decisões da gestão interferem diretamente na atenção à saúde
o PROTAGONISMO, CORRESPONSABILIDADE E AUTONOMIA DOS SUJEITOS E DOS
COLETIVOS
▪ Qualquer mudança na gestão e atenção é mais concreta se construída com
a ampliação da autonomia e da vontade das pessoas envolvidas, que
compartilham responsabilidades
o NORTEADORES
▪ Valorização da dimensão subjetiva e social em todas as práticas de atenção
e de gestão, para fortalecer/estimular processos integradores e promotores
de compromissos/responsabilização (destaca-se o respeito às questões de
gênero, etnia, raça, orientação sexual e às populações específicas (índios,
quilombolas, ribeirinhos, assentados, etc.);
▪ Estímulo a processos comprometidos com a produção de saúde e com a
produção de sujeitos;
▪ Fortalecimento do trabalho em equipe multiprofissional, para estimular a
transdisciplinaridade e a grupalidade
▪ Atuação em rede com alta conectividade, de modo cooperativo e solidário,
em conformidade com as diretrizes do SUS;
▪ Utilização da informação, da comunicação, da educação permanente e dos
espaços da gestão na construção da autonomia e do protagonismo de
sujeitos e de coletivos.
▪ Fortalecimento de trabalho em equipe multiprofissional, fomentando a
transversalidade e a grupalidade
3
▪ Apoio à construção de redes cooperativas, solidárias e comprometidas com
a produção de saúde e com a produção de sujeitos;
▪ Construção de autonomia e protagonismo dos sujeitos e coletivos
implicados na rede do SUS;
▪ Co-responsabilidade desses sujeitos nos processos de gestão e atenção;
▪ Fortalecimento do controle social com caráter participativo em todas as
instâncias gestoras do SUS;
▪ Compromisso com a democratização das relações de trabalho e valorização
dos profissionais de saúde, estimulando processos de educação
permanente.
➢ Métodos:
o A PNH estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários, para
construírem processos coletivos de enfrentamento de relações de poder, trabalho
e afeto que, em muitas circunstâncias resultam em atitudes e práticas
desumanizadoras, que inibem a autonomia e a corresponsabilidade dos
profissionais da área de saúde em seu trabalho e dos usuários no cuidado de si
(BRASIL, 2013).
▪ A comunicação entre esses três atores do SUS provoca movimentos de
perturbação e de inquietação que a PNH considera o “motor” de mudanças
e que também precisam ser incluídos como recursos para proporcionar
saúde.
o Produção e gestão do cuidado e dos processos de trabalho.
▪ Gestores
▪ Trabalhadores
▪ Usuários
▪ Aposta na inclusão de trabalhadores, de usuários e de gestores na
produção e na gestão do cuidado e dos processos de trabalho.
o Quatro marcas específicas com a implementação da PNH:
▪ Serão reduzidos as filas e o tempo de espera com ampliação do acesso e
atendimento acolhedor e resolutivo baseados em critérios de risco.
▪ Todo usuário do SUS saberá quem são os profissionais que cuidam de sua
saúde e os serviços de saúde se responsabilizarão por sua referência
territorial;
▪ As unidades de saúde garantirão as informações ao usuário, o
acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha) e os
direitos do código dos usuários do SUS;
▪ As unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus
trabalhadores e usuários assim como educação permanente aos
trabalhadores;
o EIXOS DE AÇÃO QUE OBJETIVAM A INSTITUCIONALIZAÇÃO, DIFUSÃO DESTA
ESTRATÉGIA E, PRINCIPALMENTE, A APROPRIAÇÃO DE SEUS RESULTADOS PELA
SOCIEDADE
▪ No eixo das instituições do SUS, pretende-se que a PNH faça parte do Plano
Nacional, dos Planos Estaduais e Municipais dos vários governos, sendo
pactuada na agenda de saúde (agenda de compromissos) pelos gestores e
pelo Conselho de Saúde correspondente;
▪ No eixo da gestão do trabalho, propõe-se a promoção de ações que
assegurem a participação dos trabalhadores nos processos de discussão e
4
decisão, fortalecendo e valorizando os trabalhadores, sua motivação, o
autodesenvolvimento e o crescimento profissional;
▪ No eixo do financiamento, propõe-se a integração de recursos vinculados a
programas específicos de humanização e outros recursos de subsídio à
atenção, unificando-os e repassando-os fundo a fundo mediante o
compromisso dos gestores com a PNH;
▪ No eixo da atenção, propõe-se uma política incentivadora do protagonismo
dos sujeitos e da ampliação da atenção integral à saúde, promovendo a
intersetorialidade;
▪ No eixo da educação permanente, indica-se que a PNH componha o
conteúdo profissionalizante na graduação, pós-graduação e extensão em
saúde, vinculando-a aos Pólos de Educação Permanente e às instituições de
formação;
▪ No eixo da informação/comunicação, indica-se por meio de ação de mídia
e discurso social amplo a inclusão da PNH no debate da saúde;
▪ No eixo da gestão da PNH, indica-se o acompanhamento e avaliação
sistemáticos das ações realizadas, estimulando a pesquisa relacionada às
necessidades do SUS na perspectiva da humanização.
➢ Diretrizes:
o Acolhimento:
▪ Acolher é reconhecer o que o outro traz como legítima e singular
necessidade de saúde
▪ Requer a escuta qualificada, o compromisso e o vínculo entre os atores
envolvidos
▪ O acolhimento é um modo de operar os processos
de trabalho em saúde, de forma a atender a todos
que procuram os serviços de saúde, ouvindo seus
pedidos e assumindo no serviço uma postura capaz
de acolher, escutar e dar respostas mais adequadas
aos usuários.
o Vejamos a história de A. de 15 anos:
▪ Ela chega a uma unidade de saúde andando trajando uniforme escolar,
sozinha, e dirige-se à recepção, onde o processo de acolhimento se faz à
maneira tradicional − por meio de triagem burocrática, sem sistematização
de um processo de Classificação de Risco com protocolo estabelecido −,
visivelmente angustiada e diz estar com muita dor na barriga. A
profissional da Recepção avalia que ela pode ficar na fila e, depois de 35
minutos esperando, A. volta à recepção dizendo que a dor está
aumentando, mas é reconduzida a esperar a sua vez na fila. Depois de 15
minutos A. cai no chão, é levada para o atendimento e morre por ter
ingerido veneno de rato para interromper uma gravidez indesejada.
o GESTÃO PARTICIPATIVA E COGESTÃO
▪ Expressa tanto a inclusão de novos sujeitos nos processos de análise e de
decisão quanto a ampliação das tarefas da gestão
▪ Espaços para o desenvolvimento: rodas, câmaras técnicas, gerência de
porta aberta
o AMBIÊNCIA
5
▪ Espaços saudáveis, acolhedores e confortáveis
▪ que respeitem a privacidade,
▪ propiciem mudanças no processo de trabalho e
▪ sejam lugares de encontro entre as pessoas
o O conceito de AMBIÊNCIA segue primordialmente três eixos:
▪ O espaço que visa à confortabilidade focada na privacidade e
individualidade dos sujeitos envolvidos, valorizando elementos do
ambiente que interagem com as pessoas (cor, cheiro, som, iluminação,
morfologia) e garantindo conforto aos trabalhadores e usuários.
▪ O espaço que possibilita a produção de subjetividades – encontro de
sujeitos – por meio da ação e reflexão sobre os processos de trabalho.
▪ O espaço usado como ferramenta facilitadora do processo de trabalho,
favorecendo a otimização de recursos, o atendimento humanizado,
acolhedor e resolutivo.
o Relatos
▪ Relato 1: Quando uma das paredes de uma enfermaria pediátrica foi
pintada de amarelo “ouro” e as demais harmonizadas com cores quentes e
frias, quebrando o ambiente monocromático e sem expressão, percebeu-
se que as crianças responderam positivamente sendo estimuladas pelas
cores – o local acabou por se constituir num ponto de atração dentro da
enfermaria.
▪ Relato 2: Em outra situação, enfermeiros observaram que em uma
enfermaria de três leitos o paciente que ficava no leito do meio sempre
tinha mais dificuldade de recuperação. Tal fato era atribuído à falta de
privacidade, já que os pacientes do canto sempre tinham a possibilidade
de se voltarem para as janelas.
o CLÍNICA AMPLIADA E COMPARTILHADA
▪ Visa contribuir para uma abordagem clínica do adoecimento e do
sofrimento, que considere a singularidade do sujeito e a complexidade do
processo saúde/doença;
▪ Preconiza o afeto nas relações, a qualificação do diálogo e as decisões
compartilhadas
o VALORIZAÇÃO DO TRABALHADOR
▪ É importante incluir os trabalhadores na tomada de decisão e apostar em
sua capacidade de analisar, definir e qualificar os processos de trabalho
o DEFESA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS
▪ Os usuários de saúde têm direitos garantidos por lei, e os serviços de
saúde devem incentivá-los a conhecer esses direitos e assegurar que eles
sejam cumpridos em todas as fases do cuidado, desde a recepção até a
alta.
o DIRETRIZES GERAIS
▪ Ampliar o diálogo entre os profissionais, entre profissionais e população,
entre profissionais e administração, promovendo a gestão participativa;
▪ Implantar, estimular e fortalecer Grupos de Trabalho de Humanização com
plano de trabalho definido;
▪ Estimular práticas resolutivas, racionalizar e adequar o uso de
medicamentos, eliminando ações intervencionistas desnecessárias;
6
▪ Reforçar o conceito de clínica ampliada: compromisso com o sujeito e seu
coletivo, estímulo a diferentes práticas terapêuticas e corresponsabilidade
de gestores, trabalhadores e usuários no processo de produção de saúde;
▪ Sensibilizar as equipes de saúde ao problema da violência intrafamiliar
(criança, mulher e idoso) e à questão dos preconceitos (sexual, racial,
religioso e outros) na hora da recepção e dos encaminhamentos;
▪ Adequar os serviços ao ambiente e à cultura local, respeitando a
privacidade e promovendo a ambiência acolhedora e confortável.
▪ Viabilizar participação dos trabalhadores nas unidades de saúde através de
colegiados gestores;
▪ Implementar sistema de comunicação e informação que promova o
autodesenvolvimento e amplie o compromisso social dos trabalhadores de
saúde;
▪ Promover ações de incentivo e valorização da jornada integral ao SUS, do
trabalho em equipe e da participação em processos de educação
permanente que qualifiquem sua ação e sua inserção na rede SUS.
➢ Dispositivos:
o Para viabilizar os princípios e os resultados esperados com o HumanizaSUS, a PNH
opera com os seguintes dispositivos, aqui entendidos como ‘tecnologias’ ou ‘modos
de fazer’ (BRASIL, 2006):
o As rodas de conversa, o incentivo às redes e movimentos sociais e a gestão dos
conflitos gerados pela inclusão das diferenças são ferramentas experimentadas nos
serviços de saúde a partir das orientações da PNH.
▪ Acolhimento com classificação de risco;
▪ Equipes de referência e de apoio matricial;
▪ Projetos de construção coletiva (cogeridos) da ambiência;
▪ Colegiados de gestão;
▪ Contratos de gestão;
▪ Sistemas de escuta qualificada para usuários e trabalhadores da saúde:
gerência de “porta aberta”, ouvidorias, grupos focais e pesquisas de
satisfação;
▪ Projeto “Acolhendo os Familiares/Rede Social Participante”: visita aberta,
direito de acompanhante e envolvimento no projeto terapêutico;
▪ Programa de Formação em Saúde e Trabalho e Comunidade Ampliada de
Pesquisa;
▪ Programas de qualidade de vida e saúde para os trabalhadores da saúde;
▪ Grupo de Trabalho de Humanização.
o Parâmetros para implementação de ações na ATENÇÃO HOSPITALAR
▪ Implantação de Grupos de Trabalho de Humanização (GTH) com plano de
trabalho definido;
▪ Garantia de visita aberta, da presença do acompanhante e de sua rede
social, respeitando a dinâmica de cada unidade hospitalar e peculiaridades
das necessidades do acompanhante;
▪ Implantação de mecanismos de recepção com acolhimento aos usuários;
▪ Implantação de mecanismos de escuta para a população e para os
trabalhadores;
▪ Estabelecimento de equipe multiprofissional de referência para os
pacientes internados (com médico e enfermeiro, com apoio matricial de
7
psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos,
nutricionistas e outros profissionais de acordo com as necessidades), com
horário pactuado para atendimento à família e/ou sua rede social;
▪ Implantação de Conselho de Gestão Participativa;
▪ Implantação de acolhimento com avaliação de risco nas áreas de acesso
(pronto atendimento, pronto-socorro, ambulatório, serviço de apoio
diagnóstico e terapia);
▪ Implantação de mecanismos de desospitalização, visando alternativas às
práticas hospitalares como as de cuidados domiciliares;
▪ Garantia de continuidade de assistência, com ativação de redes de
cuidados para viabilizar a atenção integral;
▪ Garantia de participação dos trabalhadores em atividades de educação
permanente;
▪ Promoção de atividades de valorização e de cuidados aos trabalhadores
da saúde, contemplando ações voltadas para a promoção da saúde e a
qualidade de vida no trabalho;
▪ Realização de atividades sistemáticas de formação, articulando processos
de educação permanente em saúde para os trabalhadores, contemplando
diferentes temáticas permeadas pelos princípios e conceitos da PNH;
▪ Organização do trabalho com base em metas discutidas coletivamente e
com definição de eixos avaliativos, avançando na implementação de
contratos internos de gestão.
o Parâmetros para acompanhamento da implementação NA ATENÇÃO BÁSICA
▪ Elaboração de projetos de saúde individuais e coletivos para usuários e
sua rede social, considerando as políticas intersetoriais e as necessidades
de saúde;
▪ Incentivo às práticas promocionais da saúde;
▪ Formas de acolhimento e inclusão do usuário que promovam a
otimização dos serviços, o fim das filas, a hierarquização de riscos e o
acesso aos demais níveis do sistema efetivadas
o NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, NOS PRONTO-SOCORROS, PRONTO-
ATENDIMENTOS, ASSISTÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR E OUTROS
▪ Demanda acolhida através de critérios de avaliação de risco, garantido o
acesso referenciado aos demais níveis de assistência;
▪ Garantida a referência e contra-referência, resolução da urgência e
emergência, provido o acesso à estrutura hospitalar e a transferência
segura conforme a necessidade dos usuários;
▪ Definição de protocolos clínicos, garantindo a eliminação de intervenções
desnecessárias e respeitando a individualidade do sujeito.
o NA ATENÇÃO ESPECIALIZADA
▪ Garantia de agenda extraordinária em função da análise de risco e das
necessidades do usuário;
▪ Critérios de acesso: identificados de forma pública, incluídos na rede
assistencial, com efetivação de protocolos de referência e contra-
referência;
▪ Otimização do atendimento ao usuário, articulando a agenda
multiprofissional em ações diagnósticas, terapêuticas que impliquem
diferentes saberes e terapêuticas de reabilitação;
8
▪ Definição de protocolos clínicos, garantindo a eliminação de intervenções
desnecessárias e respeitando a individualidade do sujeito.
➢ Cartilha da PNH - Acolhimento com Avaliação e Classificação de Risco:
o Acolher com a intenção de resolver os problemas de saúde das pessoas que
procuram uma unidade de saúde pressupõe que todas as pessoas que procuram a
unidade, por demanda espontânea, deverão ser acolhidas por profissional da
equipe técnica.
o O profissional deve escutar a queixa, os medos e as expectativas; identificar riscos
e vulnerabilidade, acolhendo também a avaliação do próprio usuário; e se
responsabilizar para dar uma resposta pactuada ao problema, conjugando as
necessidades imediatas dos usuários com o cardápio de ofertas do serviço, e
produzindo um encaminhamento responsável e resolutivo à demanda não
resolvida. Nesse funcionamento, o acolhimento deixa de ser uma ação pontual e
isolada dos processos de produção de saúde e se multiplica em inúmeras outras
ações
o A tecnologia de Avaliação com Classificação de Risco, pressupõe a determinação
de agilidade no atendimento a partir da análise, sob a óptica de protocolo pré-
estabelecido, do grau de necessidade do usuário, proporcionando atenção
centrada no nível de complexidade e não na ordem de chegada.
o Desta maneira exerce-se uma análise (Avaliação) e uma ordenação (Classificação)
da necessidade, distanciando-se do conceito tradicional de triagem e suas práticas
de exclusão, já que todos serão atendidos.
➢ Classificação de Risco
o A melhoria do acesso dos usuários aos serviços de saúde, mudando a forma
burocrática de entrada por filas e ordem de chegada;
o A humanização das relações entre profissionais de saúde e usuários no que se
refere à forma de escutar este usuário em seus problemas e demandas;
o Mudança de objeto da doença para o doente (sujeito); uma abordagem integral a
partir de parâmetros humanitários de solidariedade e cidadania;
o O aperfeiçoamento do trabalho em equipe com a integração e
complementaridade das atividades exercidas pelas diferentes categorias
profissionais, buscando orientar o atendimento dos usuários aos serviços de saúde
por riscos apresentados, complexidade do problema, grau de saber e tecnologias
exigidas para a solução;
o O aumento da responsabilização dos profissionais de saúde em relação aos
usuários e elevação dos graus de vínculo e confiança entre eles;
o A operacionalização de uma clínica ampliada que implica a abordagem do usuário
para além da doença e suas queixas, construção de vínculo terapêutico visando a
aumentar o grau de autonomia e de protagonismo dos sujeitos no processo de
produção de saúde, e a elaboração de projeto terapêutico individual e coletivo.
o Objetivos
▪ - Descongestionar o Pronto-Socorro
▪ - Reduzir o tempo para o atendimento médico, fazendo com que o
paciente seja visto precocemente de acordo com a sua gravidade
▪ - Determinar a área de atendimento primário, devendo o paciente ser
encaminhado diretamente às especialidades conforme
protocolo. Exemplo: ortopedia, ambulatórios, etc
9
▪ - Informar os tempos de espera
▪ - Promover ampla informação sobre o serviço aos usuários
▪ - Retornar informações a familiares
o Pré-requisitos necessários à implantação da Central de Acolhimento e
Classificação de Risco:
▪ Estabelecimento de fluxos, protocolos de atendimento e classificação de
risco;
▪ Qualificação das Equipes de Acolhimento e Classificação de Risco
(recepção, enfermagem, orientadores de fluxo, segurança);
▪ Sistema de informações para o agendamento de consultas ambulatoriais e
encaminhamentos específicos;
▪ Quantificação dos atendimentos diários e perfil da clientela e horários de
pico;
▪ Adequação da estrutura física e logística das seguintes áreas de
atendimento básico: Área de Emergência, Área de Pronto Atendimento
o Emergência
▪ A área de Emergência, nesta lógica, deve ser pensada também por nível de
complexidade, desta forma otimizando recursos tecnológicos e força de
trabalho das equipes, atendendo ao usuário segundo sua necessidade
específica.
▪ Área Vermelha – área devidamente equipada e destinada ao recebimento,
avaliação e estabilização das urgências e emergências clínicas e
traumáticas. Após a estabilização estes pacientes serão encaminhados
para as seguintes áreas:
▪ Área Amarela – área destinada à assistência de pacientes críticos e
semicríticos já com terapêutica de estabilização iniciada.
▪ Área Verde – área destinada a pacientes não críticos, em observação ou
internados aguardando vagas nas unidades de internação ou remoções
para outros hospitais de retaguarda.
▪ Área Azul – área destinada ao atendimento de consultas de baixa e média
complexidade.
o Pronto-Atendimento
▪ NO CONSULTÓRIO DE ENFERMAGEM, A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO É FEITA
BASEADA NOS SEGUINTES DADOS:
• Situação/Queixa/ Duração - Breve histórico (relatado pelo próprio
paciente, familiar ou testemunhas)
• Uso de medicações
• Verificação de sinais vitais
Exame físico sumário buscando sinais objetivos
• Verificação da glicemia, eletrocardiograma se necessário.
▪ A classificação de risco se dará nos seguintes níveis:
• Vermelho: prioridade zero – emergência, necessidade de
atendimento imediato.
• Amarelo: prioridade 1 – urgência, atendimento o mais rápido
possível. Contudo, não correm riscos imediatos de vida.
• Verdes: prioridade 2 – prioridade não urgente. Espera de até 30
minutos.
10
• Azuis: prioridade 3 – consultas de baixa complexidade –
atendimento de acordo com o horário de chegada.
o VERMELHO
▪ Vermelho – Exemplos de Situações/queixas:
▪ Politraumatizado grave
▪ Comprometimentos da coluna vertebral.
▪ Desconforto respiratório grave/insuficiência respiratória
▪ Dor no peito associada à falta de ar e cianose
▪ Complicações de diabetes (hipo ou hiperglicemia).
▪ Parada cardiorrespiratória.
▪ Hemorragias não controláveis
o AMARELO
▪ Amarelo – Exemplos de Situações/queixas:
▪ Cefaléia intensa de início súbito ou rapidamente progressiva,
acompanhada de sinais ou sintomas neurológicos, parestesias, alterações
do campo visual, dislalia, afasia.
▪ Dor torácica intensa.
▪ Crise asmática.
▪ Desmaios.
▪ Náuseas/Vômitos e diarréia persistente com sinais de desidratação grave
o VERDE
▪ Verde – Exemplos de Situações/queixas:
▪ Idade superior a 60 anos.
▪ Dor de ouvido moderada à grave.
▪ Dor abdominal sem alteração de sinais vitais.
▪ Sangramento vaginal sem dor abdominal ou com dor abdominal leve.
▪ Vômitos e diarréia sem sinais de desidratação.
o AZUL
▪ Azul – Exemplos de Situações/queixas:
▪ Queixas crônicas sem alterações agudas.
▪ Procedimentos como: curativos, trocas ou requisições de receitas médicas,
avaliação de resultados de exames, solicitações de atestados médicos.
▪ Após a consulta médica e a medicação o paciente é liberado.
o OUTRAS CARTILHAS
▪ Ambiência
▪ Clínica Ampliada
▪ Equipe de Referência e Apoio Matricial
▪ Gestão e Formação no Processo de Trabalho
▪ Gestão Participativa / Co-gestão
▪ Grupo de Trabalho de Humanização
▪ Prontuário Transdisciplinar e Projeto Terapêutico
▪ Visita Aberta e Direito ao Acompanhante
11