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NETUNO

O documento aborda a formação em Gestão em Saúde para alunos do Corpo de Saúde da Marinha, enfatizando a importância da Gestão Rumo à Excelência e do Programa Netuno. Ele discute conceitos de administração, gestão da qualidade e modelos de excelência, além de apresentar ferramentas e técnicas para melhoria contínua. O foco é na eficiência organizacional e na valorização do cidadão como cliente no setor público.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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NETUNO

O documento aborda a formação em Gestão em Saúde para alunos do Corpo de Saúde da Marinha, enfatizando a importância da Gestão Rumo à Excelência e do Programa Netuno. Ele discute conceitos de administração, gestão da qualidade e modelos de excelência, além de apresentar ferramentas e técnicas para melhoria contínua. O foco é na eficiência organizacional e na valorização do cidadão como cliente no setor público.
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23/08/2011

Módulo
Sistemas de Gestão em Saúde
Diretoria de Saúde da Marinha Propósito do Módulo

Sedimentar na base da formação dos alunos do Corpo


Sistema de Gestão em Saúde de Saúde da Marinha os conhecimentos básicos da
Gestão Rumo à Excelência, a fim de contribuir para
disseminação e divulgação do Programa Netuno,
programa de gestão da Marinha do Brasil, promovendo
OM do Palestrante
o emprego dessa ferramenta gerencial no âmbito das
Hospital Naval Marcílio Dias
OM de saúde, como método eficaz de competitividade
CC (S) Heliene Bezerra Oreiro e desenvolvimento.

Sumário

1. Administração As organizações não funcionam ao léu. O


 Definições sucesso organizacional não é fruto da sorte, mas
2. Gestão da Qualidade
 Definições
de uma série articulada de decisões e ações.
 Histórico
 Fundamentos Gerais Chiavenato
3. Programa Gespública e Netuno

Sistema de Gestão
Ad - direção para
Ter – subordinação e serviço Conjunto de práticas de planejamento,
Obs.: Idéia de tomar conta – ultrapassada e obsoleta. organização, direção, coordenação e controle
integradas e interatuantes que concorrem para o
cumprimento da missão de uma organização.
Ciência da arte – princípios bem definidos e um corpo de
conhecimentos cientifícos, produz ferramentas de utilização
para obter resultados é uma arte em lidar com situações
concretas e abstratas
abstratas..
Chiavenato

1
23/08/2011

Teoria Geral da administração (TGA)

Conjunto integrado de teorias administrativas. Cada uma


enfatiza um aspecto importante da administração, dando
ênfase:

1)Nas Tarefas – Taylor aplica método de ciência aos


problemas da administração.
2)Na Estrutura Organizacional – Teoria Clássica (Fayol), da
burocracia e estruturalista.
3)Nas Pessoas – Escola das relações humanas (psicologia e
sociologia), e Teoria comportamental (valoriza o processo
decisório).
Chiavenato (2007)

Teoria Geral da administração (TGA) Pressupostos da Administração


4) Na Tecnologia – ênfase na tecnologia da informação.
5) No Ambiente – Teoria das contingências. Estudo da Antiga Moderna
influência das variáveis exógenas nos aspectos  Gente paga para executar  Gente paga para pensar
estruturais e comportamentais da organização.
 Mão
Mão--de-
de-Obra  Colaboradores
6) Nas Competências e na competitividade – a
organização não é apenas um conjunto de recursos,  Recursos Humanos  Líderes
mas uma unidade de competências.  Parceiros internos
Chiavenato

A nova organização Perspectivas da Administração -


MUDANÇA
 É baseada no conhecimento
 Tem confiança nas equipes
 Desenvolve talentos
 Recompensa o aprendizado
 Incentiva visão global
 Combate os desperdícios
 Investe na melhoria contínua
 Trabalha com Qualidade e Produtividade

2
23/08/2011

GESPÚBLICA
Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização

NETUNO
Programa Nacional de Gestão Pública e
Desburocratização

GESPÚBLICA Fundamentos

O Modelo de Excelência em Gestão Pública é o sistema de Impessoalidade


Publicidade
gestão de referência para as organizações do setor público
brasileiro voltado para o cidadão usuário (cliente).
Excelência
dirigida ao
Cidadão

Moralidade Eficiência

Legalidade

Histórico da Qualidade Evolução da Qualidade


1) Fase Artesanal 1)
1)Fase
Fase Artesanal
 Uma única pessoa faz ( Artesão ) 2)
2)Qualidade:
Qualidade:
• Inspeção;
 Artesão estipula o Padrão de Qualidade
• Controle estatístico da qualidade;
 Pequena produção • Garantia da qualidade; e
• Gestão Estratégica (GQT).
2) Revolução Industrial
 Subdivisão do trabalho em tarefas
 Aparece o termo Produtividade
 Exigências de Padrão de Qualidade
 Inspeção

3
23/08/2011

Qualidade no Japão Qualidade no Brasil


ANOS 90
 Década de 70 / 80
Global Brasil
 Surge os resultados da qualidade
 Ocidentalização do modelo de gestão japonês Certificação ISO Lei de Defesa do Consumidor - 1992

Preservação Ambiental Prêmio Nacional da Qualidade -1992

Responsabilidade Ética Estratégias governamentais

Cidadania GESPÚBLICA – 1956 / 2005

GESPÚBLICA Ciclo de Melhoria Continuada da Gestão


Visão Excelência em gestão
Modelo de Melhoria contínua do Prêmio
A excelência em gestão pública deverá ser Excelência sistema de gestão
Nacional da
um valor preservado pelas instituições em Gestão Melhoria Gestão Pública
públicas e requerido pelo cidadão. Pública Auto-avaliação

Melhoria

Auto-avaliação

Melhoria

Auto-avaliação

Gestão do atendimento Desburocratização

Programa Netuno

Orientação do Comandante da Marinha (ORCOM) 2006

“Estudar e propor ações para a implementação de um


programa dinâmico de excelência de gestão, de acordo
com o Decreto nº 5.378/2005, que estabeleceu o
GESPÚBLICA, visando aprimorar o desempenho
Institucional, focado na valorização e capacitação humana
e caracterizado por ações que otimizem processos e
permitam o gerenciamento de projetos”

4
23/08/2011

Fundamentos da Gestão por Processo O que é processo?


Orientação Prescritiva Orientação Explicativa
Processo é um grupo de atividades
Visão Cartesiana Visão Holística realizadas numa seqüência lógica com o
Sistema Fechado Sistema Aberto objetivo de produzir um bem ou serviço que
Incentivos Definidos Incentivos Flexíveis tem valor para um grupo específico de
Visão limitada Visão Valorizada clientes.
Do Homem Do Homem
Poder Centralizado Equipes Autônomas

Representação Esquemática de um Processo


As organização estruturadas por Controles
• Desejos
processos tem • Diretrizes
• Métodos
• Objetivos
 maior eficiência na obtenção do • Procedimentos
produto ou serviço oferecido
Insumo Produto
(Saída)
 melhor adaptação à mudança (Entrada) .....

 melhor integração de esforços


Recursos

 maior capacidade de aprendizado •



Administrativos
Financeiros
• Humanos
• Materiais
• Informacionais

DA ORGANIZAÇÃO
VERTICAL ... ... À ORGANIZAÇÃO
HORIZONTAL
PESQUISA OPERAÇÕES FINANÇAS

Geração e REDUZIR
atendimento TEMPO
de solicitações DE CICLO

Supri- REDUZIR
mentos CUSTOS

Desenvolvimento REDUZIR
de soluções DURAÇÃO
PROCESSO

5
23/08/2011

A P

Visão Vertical: Funções


C D
A P
Estruturas Organizacionais não foram criadas para
servir Clientes; foram criadas para preservar a ordem C D
interna.
A P
Para os Clientes, a estrutura interna significa muito
pouco, e pode servir como uma barreira. C D
Os organogramas da organização são verticais e o
serviço ao Cliente é horizontal .
“George Ficher - CEO - Motorola”

Ciclo PDCA

A Definir
P
Planejar
Modelo de Excelência em Gestão Pública

as
Agir Aplicar Metas 2
Definir 6
ações Estratégias
Método Pessoas
corretivas e Planos
s
Educar 1
Verificar os e Resultados 8
Liderança
resultados Treinar

D
Executa
re 7
Cidadãos 3

C
Processos
Medir Sociedade 4

Educar/Fazer
5. Informação e conhecimento
Verificar

Diretoria de Saúde da Marinha

2 P
Estratégias
A
e Planos
C D

1
PLANEJAMENTO
Liderança

3e4
Cidadãos e
Sociedade

6
23/08/2011

6
Pessoas
A P
8
EXECUÇÃO C D Resultados
CONTROLE

A P
7
Processos C D

Visão horizontal: Processos

A Seqüência de decisões dinâmicas e contínuas,


P AÇÃO CORRETIVA
logicamente relacionadas, necessárias e suficientes
C D para obtenção de resultados/produtos para a
organização e seus clientes vitais

4. Informação e conhecimento

7
23/08/2011

5W2H
 Conhecer o Processo Ferramenta da Melhoria do Desempenho
Utilizaremos o 5W2H:
– Ferramenta - 5W2H
- WHAT ( o que?)
 Mapear o fluxo atual - WHERE ( onde?)
– Ferramenta – Brainstorming - WHEN ( quando?)
– Ferramenta – Fluxograma - WHO ( quem?)

- WHY ( por que?)

- HOW ( como?)

- HOW MUCH ( quanto custa?)

Diretoria de Saúde da Marinha

Brainstorming
 Introdução
 Regras conceituais
Evitar críticas ou avaliação
Ser não convencional ao pensar
Objetivar a maior quantidade de idéias
Vale “pegar carona nas idéias dos outros”
 Regras práticas
Falar um participante por vez
Apresentar apenas uma idéia por vez
Quem não tiver idéia no memento pode
passar

Fluxograma Fluxograma
 São figuras esquemáticas que servem para Inicio
mapear o planejamento das etapas de um Receber
processo ou descrever um processo existente ou Solicitação
novo, sendo considerado como uma forma de "
Analisar
linguagem gráfica ". Solicitação
 Tipos de Fluxograma: N Apresentar
Viabilidade
 Fluxograma de Cima para Baixo Motivos
S
 Diagrama de Fluxo de Trabalho
Processar
 Fluxograma Detalhado Solicitação

Fim

8
23/08/2011

Técnica de Grupo Nominal – priorizar Técnica de Grupo Nominal


problemas Problemas Identificados Votação pelos membros Somatório das Prioridade
da Equipe votações
 Técnica utilizada para reduzir um grupo de opções E S R P B
 Brainstorming Formal A gestão da empresa foi alicerçada na tecnocracia.
4 1 1 6 4º
 Seleção
O planejamento Estratégico é sempre elaborado por
 Reduzir a lista para um máximo de 50 itens
um pequeno grupo de assessores, não envolvendo os 1 2 2 3 8 3º
 Escolher os itens segundo o seguinte critério: gerentes e funcionários.

 até 20 itens - 04 cartões; Centralização; dificuldade para trabalhar em equipe e


integrar as atividades. Burocracia excessiva. 3 2 3 3 2 13 2º
 de 21 a 35 itens - 06 cartões

 de 36 a 50 itens - 08 cartões Indefinição formal das responsabilidades e


competências de cada uma das áreas existentes na 2 4 4 4 4 18 1º
 Pontuação mais elevada aos itens mais importantes empresa.
Existem conflitos de poder e protelação da decisão o
que não é adequado às exigências dos clientes. 1 3 1 5 5º

(E) – Evandro; (S) – Simone; (R) - Roberto; (P) – Pedro e (B) - Bianca

Diagrama de Causa e Efeito Diagrama de Causa e Efeito: Exemplo


 Quando utilizar o Diagrama de Causa-e-Efeito? Equipamentos Políticas
Erros no Sistema
 Identificar, explorar e ressaltar as causas Torquímetro não
de informação
disponível
dos problemas Ferramental
deficiente Frota antiga
 Etapas da construção Contratação
Equipamentos de
sem capacitação
 Definir corretamente o efeito que se deseja teste sem calibragem Atrasos nos

estudar Resultados da
Normas sem revisão Manutenção
 Utilizar o “5W2H” Não apto
Rigor excessivo
 Verificar a extensão do problema, até onde Não cumprimento do Gerente novo
Plano de Manutenção
ele foi percebido Pessoal
Erros na execução
Desviado
Procedimentos Pessoal

ESTABELECER INDICADORES DISSEMINAR INFORMAÇÕES


MELHOR
DIREÇÃO DESEJADA  Comunicar a todos os envolvidos as
META

informações sobre o novo processo. Esta fase


é importante, pois muitos problemas podem
ORGANIZAÇÃO

DIREÇÃO ocorrer durante a implantação em


∆ ATUAL
decorrência de falta de comunicação ou de
Sistema
de Indicadores comunicação errada.

TEMPO

9
23/08/2011

EDUCAR E TREINAR ELABORAR / EXECUTAR


 O envolvido com o novo processo deve ser  Nesta fase, executa-
executa-se o que foi
treinado, com base no levantamento de planejado.. Desde o início, a busca da
planejado
necessidade de treinamento já realizado.
realizado.
excelência deve ser o grande objetivo.
objetivo.
 O novo processo só deve ser colocado em
 O processo de implantação deve ser
pleno funcionamento quando os seus
acompanhado, e soluções devem ser
executores estiverem seguros de seus
conhecimentos sobre o processo
processo..
buscadas para corrigir possíveis
desvios..
desvios

MEDIR
 Medir os resultados das ações realizadas é
uma forma segura de avaliar se os objetivos
estão sendo alcançados e até que ponto.
 De maneira geral, as medidas servem para:
– identificar oportunidades de melhoria;
– detectar e corrigir problemas na sua
origem;
– prevenir erros; e
– acompanhar os resultados das ações,
evitando “achismos”.

Fonte: CADERNOS COMPROMISSO COM A EXCELÊNCIA, LIDERANÇA. FUNDAÇÃO NACIONAL DA


QUALIDADE, p. 11, 2008.

Diretoria de Saúde da Marinha

Módulo
Sistemas de Gestão em Saúde
Propósito

Discutir sobre as principais ferramentas gerenciais


utilizadas na tomada de decisão e na implementação
de melhorias dos processos gerenciais das
organizações, para que as mesmas possam ser
aplicadas e disseminadas nas OM de saúde da
Marinha.
“ O inteiro é mais do que a simples soma de suas
partes.”
Aristóteles

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