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Denali

A narradora reflete sobre seu amor não correspondido por Edward, que está se casando, enquanto tenta esconder sua dor em meio à felicidade dos amigos. Apesar de sua tristeza, ela se esforça para manter a compostura durante a cerimônia e os cumprimentos, sentindo a ausência do amor que nunca teve. No final, ela se resigna a aprender a viver sem ele, reconhecendo a dificuldade de lidar com a perda do que nunca foi seu.
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Denali

A narradora reflete sobre seu amor não correspondido por Edward, que está se casando, enquanto tenta esconder sua dor em meio à felicidade dos amigos. Apesar de sua tristeza, ela se esforça para manter a compostura durante a cerimônia e os cumprimentos, sentindo a ausência do amor que nunca teve. No final, ela se resigna a aprender a viver sem ele, reconhecendo a dificuldade de lidar com a perda do que nunca foi seu.
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ENVELOPE

Sempre sonhei com o dia em que em algum momento de nossa eternidade veria ele me
olhar e que encontraria ali, em meus olhos, o que eu já havia encontrado nos seus ha muito
tempo. Tempo é algo difícil de quantificar para alguém que tem toda a eternidade pela
frente, mas passar décadas junto de alguém que se ama é muito fácil, difícil é passar
décadas tentando ser notada, vista, amada.

Então talvez fosse por tudo isso que receber aquele envelope me doesse tanto. Carmen e
Eleazar ficaram felizes com o convite, afinal de contas, encontrar os Cullens sempre era
uma felicidade para nós, mas dessa vez nenhuma das três irmãs estava feliz, Irina ainda
nutria o ódio pelos lobisomens, eu estava desolada por Edward estar se casando e Kate na
verdade estava apenas solidarizada com infelicidade das duas irmãs.

Irina se recusou a ir ao casamento, já Eu, iria cumprir com o meu papel e faria com que
ninguém percebesse aquilo que eu estava sentindo. Kate, Carmen e Eleazar foram felizes,
imaginaram que eu tivesse esquecido aquilo que eles chamavam de paixão não
correspondida. Mas eu sabia exatamente de que se tratava, AMOR.

A cerimônia foi curta, sem muitas falas, só a satisfação visível de Edward era o que me
doía, era clara a emoção dele. E eu que tantas vezes sonhei com o dia em que ele me olharia
daquela maneira. Tinha certeza que ele não estava ouvindo o que eu estava pensando
naquele momento, não havia naquele instante lugar para emoções além das deles. Me
despedaçava cada sorriso, cada detalhe, cada vez que ele olhada a tal menina como se fosse
chorar se pudesse. Com certeza se eu pudesse chorar também estaria chorando.

Fomos aos cumprimentos, não queria ter que ficar frente a frente com ele, mas não tinha
jeito. Mais uma vez Edward foi um cavalheiro, sorriu enquanto ouvia minha tristeza,
ninguém além de mim e ele precisava ouvir o que eu estava sentindo. Soltei um “Senti
saudade de você.” Ninguém poderia interpretar mal essa frase, e ela era verdadeira, eu
realmente sentia saudade dele.

Senti que ela em algum momento, percebeu minha tristeza, mas tudo estava acontecendo
muito rápido. Na saída apenas pensei:
-Aprenderei a viver sem você, sem bem, que não se pode perder, aquilo que nunca se teve.

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