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Aulas GPS

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INTRODUÇÃO AO GPS

Msc. Vaneza Andrea Lima de Freitas


Dr. Werner Farkatt Tabosa
INTRODUÇÃO

 1973 – Desenvolvimento de um sistema de alvos para fins militares


 1990 – Utilização do sistema GPS na Guerra do Golfo
 1994 – Configuração final - Inicio das aplicações civis
INTRODUÇÃO
 Grande explosão de usários sem conhecimentos das técnicas
– Incertezas nos resultados apresentados;

 Navegação  Excelentes Resultados

 Levantamentos Topográfico/Geodésico
– Requer maior atenção e cuidados
OBJETIVO
 Fornecer informações básica do sistema GPS

– Fundamentos básicos
– Princípios de funcionamento
– Aplicação x Precisão
GNSS – GLOBAL NAVIGATION SATELLITE SYSTEM

• Sistemas de Satélite que possibilitam o posicionamento e a


navegação: NAVSTAR-GPS, GLONASS, GALILEO...

• Duas Gerações
– GNSS 1 : NAVSTAR-GPS e GLONASS
– GNSS 2: NAVSTAR-GPS (modernização) e GALILEO

Sistema Nº Satélite Planos Operação Total


GPS 24 6 1994
GLONASS 24 3 2009*
GALILEO 30 3 2013

NAVSTAR – NAVigation System with Time and Ranging


CARACTERÍSTICA DE
FUNCIONAMENTO
COMPONENTES
• ESPACIAL
– Sistema de distribuição de sinais GPS , contratação,
construção dos satélites, lançamentos, substituição e
manutenção da constelação final.

• 24 satélites  6 planos orbitais


• Altitude : 20.200 km
• Inclinação 55° em relação a Terra
VISUALIZAÇÃO DAS ORBITAS
 27 SATELITES : 24 OPERACIONAIS E 3 RESERVAS
ESTRUTURA DO SATÉLITE

Altitude 20.200 km
Massa 860 kg (em orbita)
Tamanho 5m com painéis solares
Periodo Orbital 12 horas
Vida Util 7,5 anos
COMPONENTES
• CONTROLE
– 5 Estações de Rastreio
• Monitoram e atualizam as mensagens de navegação
• Coletam dados atmosféricos;
• Transmitem as informações paras as estações principais de
controle (MCS – Master Control Station)

– 1 Estação de Controle Principal (MCS)


– Injeção de dados nos parâmetro dos satélites;
– Parâmetros de Predição Orbital (Efemérides)
– Correção dos relógios dos satélites;
– Modelos Ionosféricos
COMPONENTES
COMPONENTES
 USUÁRIOS
– Aplicações
• Monitoramento de veículos
• Navegação
• Cadastro
• Gestão Ambiental
• Agricultura de Precisão
• Et c...
COMPONENTES
 Usuário
– Serviços
– PPS – Precise Position Service – Uso militar ou autorizado
» Código P : Alta Precisão

– SPS – Standard Position Service – Uso civil


» Código SA (Selective Availability)  desativado em 2000
• Precisão: com SA : 100m (horizontal) e 156m (vertical)
sem SA: em torno de 10m

» Código AS (Anti Spoofing)  Criptografia do código P

» Código C/A (Coarse Aquisition) Distinção dos sinais dos satélites


SINAIS GPS
ONDAS PORTADORES
L1 - Modulada pelos códigos P e C/A
• Freqüência de 1.575,42 MHz
• Comprimento de onda 19,05 cm
A utilização simultânea
das ondas portadoras L1 e
L2 permitem a eliminação
dos efeitos da ionosfera
L2 - Modulada pelo código P
• Freqüência de 1.227,6 MHz
• Comprimento de onda 24,45 cm
CÓDIGO C/A
COARSE ACQUISITION
• Os códigos podem ser descritos como sinais retangulares
que consistem numa seqüência binária (0 e 1 ou +1
ou –1) que parece ter característica aleatória.

• Permite uma sincronização do tempo e na leitura da


mensagem de navegação .

• Esse código é modulado apenas na onda portadora L1, a


omissão desse código na L2 possibilita a degradação da
precisão do sistema para uso não militar
CÓDIGO C/A
COARSE ACQUISITION
– Comprimento de onda de 293,26 m é transmitido
a uma razão de 1,023 MHz com um período de
1 milisegundo.

– Apresenta um retardo na ionosfera e é um


sinal não-ambíguo. Tem um nível de ruído para
receptores modernos da ordem de decímetros. -
Resultando na degradação da precisão
CÓDIGO P
 PPS – Uso restrito militar (EUA) ou usuários
autorizados – modificado semanalmente
– Comprimento de onda de 30m e transmitido na
freqüência de 10,23Hz;
– Modulado na ondas portadoras L1 e L2
– Periodicidade de 267 dias
CÓDIGO Y
 Gerado a partir de um equação secreta (anti-
spoofing – A/S) que criptografa o código P.
Esse modo é usado para causar a degradação
intencional do sinal civil do satelite GPS
MODULAÇÃO DAS PORTADORAS
 Os códigos são modulados sobre as ondas
portadoras, gerando os seguintes sinais.
– Código C/A sobre L1
– Código P sobre L1 e L2
– Código Y sobre L1 e L2
COMO FUNCIONA
CARACTERÍSTICAS DO SINAIS GPS
 Os sinais transmitem uma série de mensagens de
navegação tais como:
– Efemérides, correções de relógio dos satélites, saúde do
satélite, et c.., que são processados pelos receptores de
GPS.
 Penetram nevoeiros, chuvas, nevascas, poeira e
tempos instáveis
 Não atravessam matas densas(absorvidos pelas folhas
das árvores) e sólidos que possuam alguns centímetros
de espessura.
 Leituras dificultada ou inexeqüível nas cidades com
grandes edifícios ou vales encaixados.
RECEPTORES GPS
 Informações fornecidas
– Posição tridimensional
– Velocidade
– Azimute
– Hora
– Distância
CLASSIFICAÇÃO DOS RECEPTORES
USO APLICAÇÃO CARACTERÍSTICA
Navegação
Tipo de Antena
Geodésia
Militar Nº Portadoras
Topografia
Civil Tipo de Código
Receptor de
Interface com usuário
Tempo
TIPOS DE RECEPTORES
 Quanto à portabilidade

– Portáteis: peso inferior a 01 kg,


têm antena, bateria e teclados
como um único instrumento.

– Semiportáteis: têm antena


separada, possuindo, em
média, mais de 3 kg.

– Fixos: para uso marítimo,


atividades no campo (outdoor)
ou na cidade, aviação e
cartografia.
TIPOS DE RECEPTORES
 Navegação
– Posicionamento em “tempo real”
– Onda Portadora - L1
– Códigos C/A e P (militar)
– Precisão:
• C/A  15m
TIPOS DE RECEPTORES
 CADASTRAL
– Onda portadora L1/CA
– Suporte a SIG
– Escalas 1:5.000
TIPOS DE RECEPTORES
 Topográficos
– Similares aos anteriores porém, mais robustos.
– Possui acessórios que possibilitam os trabalhos em campo
(tripés, bastões).
– Escalas até 1:2.000
TIPOS DE RECEPETORES
 GEODÉSICO
– Dupla frequência – L1 e L2, C/A e P (militar)
– Alta precisão
– Escala maiores que 1:1.000
TIPO PRECISÃO PREÇO (R$)

SPS: 30 – 100 m
 Navegação 300 a 1.000
PPS: 3 a 10 m

 DGPS 1a3m 3.000 a 12.000

 Cadastral 10 cm a 1 m 20.000 a 30.000

 Topográfico 1 cm 30.000 a 60.000

 Geodésico 5 mm 70.000 a 90.000


ANTENAS
 É o elemento responsável pela detecção das
ondas eletromagnéticas vindas dos satélites,
podendo ser considerada um sensor que traduz o
sinal do satélite incidente em informações de
amplitude e fase.

 antena GPS converte a energia da onda em


corrente elétrica, amplifica a força do sinal e
disponibiliza os sinais ao processador do receptor.

 A antena GPS deve ser capaz de rejeitar sinais que


estão fora da banda de operação do GPS. Assim, o
amplificador deve conter filtros distintos para
cada freqüência L1 e L2.
ANTENAS
RECEPTORES GEODÉSICOS
 Características construtivas
ANTENAS
RECEPTORES GEODÉSICOS
 Em levantamento geodésico, a antena tem que garantir a
estabilidade do sinal receptado, alguns parâmetros devem ser
conhecidos
– TGP (Top of Ground Plane) – Superfície de proteção contra efeito de
multicaminho;
– Centro mecânico
– ARP (Antenna Reference Point)

Esses 3 parâmetros devem ser informados na


etapa de processamento, de forma a se calcular a
redução da medida da altura da antena ao marco.
ANTENAS
 Centro de Fase
–Recepção dos sinais GPS
–Determina a Linha de Base (distância entre dois receptores)
–Característica de cada fabricante
ANTENAS
RECEPTORES GEODÉSICOS
 ESTAÇÃO IBGE
– Nome da Estação - Mossoró
– Ident. da Estação - RNMO
– Inscrição no Monumento - Chapa de identificação padrão IBGE
estampada SAT 92449
– Código Internacional – 92449

 ANTENA
– Tipo de Antena - ZEPHYR GNSS GEODETIC MODEL 2 (TRM 55971.00)
– Número de Série - 30337685
– Altura da Antena (m) - 0,0080 (distância vertical do topo do dispositivo
de centragem forçada à base da antena)
– Data de instalação: - 01 – agosto – 2008
ANTENAS
RECEPTORES GEODÉSICOS
ANTENAS
RECEPTORES GEODÉSICOS
FONTES DE ERROS
FONTES EFEITOS
 Erros de órbita
Satélite
 Erros de relógio
Refração troposférica
Refração ionosférica
Propagação do sinal
Perdas de Ciclos
Multicaminho
Receptor/Antena Erro de relógio
Erro entre canais
Centro de fase da antena
Estação Erros nas coordenadas
Marés terrestres
Movimento dos Pólos
Pressão da atmosfera
FONTES DE ERRO
 Erro de Órbita

Posição Estimada

Vetor Correção

Posição Real
FONTES DE ERRO

Efemérides Transmitidas
Dados de navegação fornecidos em tempo real

Estação de Monitoramento
• Correção das efeméride
• Obs*(Estação de Controle Principal  Corrige órbita)

Efemérides Precisas
• Efeméride Corrigidas
• 24h ~ 15 dias
FONTES DE ERRO
 Erros de Relógio
– Os sinais transmitidos pêlos satélites GPS são controlados
por relógios atômicos, que influenciam diretamente a
precisão no posicionamento (Tempo GPS).

 Tipos de Erros:
– Relógio do Satélite: diferença entre o tempo do satélite e o
tempo do sistema GPS.
– Relógio Receptor: diferença entre o tempo recebido e o
tempo do sistema GPS.
– Erro estimado: ~ 3,5 m.
FONTES DE ERROS
 Condições Atmosféricas
– Atraso da ionosfera
– Atraso da troposfera
FONTES DE ERROS
 Atraso da Ionosfera

– Região entre 100 – 1.000 km, caracterizada pela presença


de elétrons livres;
– Afeta a modulação do código P (atraso das medidas da
pseudodistância) e o avanço equivalente da medida da
fase portadora.
– Fatores: hora do dia, da estação do ano, da latitude, do
período dentro do ciclo das explosões solares
FONTES DE ERROS
 Atraso da Troposfera

– Região gasosa da atmosfera (vapores de água seca e


úmida), que se estende da superfície terrestre até próximo
dos 40 km de altura.

– Causa o atraso na transmissão de sinal.

– Fatores: temperatura, umidade e pressão, que variam com


altitude do local.
FONTES DE ERRO
 Perdas de Ciclos
– Constitui um salto na computação da portadora de fase,
ocasionado variação instantânea na ambigüidade

 Causas:
– Bloqueio temporário de sinais devido à presença de obstáculos
como árvores, edifícios, pontes, montanhas, etc.;
– Ocorrência de sinais fracos devido às más condições
ionosféricas, multicaminhamento, deslocamentos bruscos das
antenas receptoras ou satélites de baixa elevação;
– Falha no programa do receptor;
– Informação enviada pelo satélite incompleta ou incorreta;
– Mal funcionamento dos osciladores dos satélites.
FONTES DE ERRO
 Multicaminho
– O sinal é refletido antes de alcançar o receptor
GPS.
– Distância  Tempo que o sinal leva para alcançar o
receptor.
– Atenuação dos erros:
• Escolha de um local para a instalação da antena menos
exposto a sinais refletidos.
• Estrutura da antenas.
– superfícies horizontais, plana e grandes, distantes de
estruturas verticais como cabines, mastros, etc.
FONTE DE ERRO
FONTE DE ERRO
FONTES DE ERROS
 Erros Induzidos
– Disponibilidade Seletiva (selective avaliability - S/A):
degradação intencional(segurança) imposta aos sinais GPS,
que é realizada através da manipulação dos dados das
efemérides transmitidas (degradação de parâmetros
orbitais) e dos relógios dos satélites (degradação de um
dos coeficientes de correção do relógio).
FONTES DE ERRO
 Diluição da Precisão

– Denomina, coletivamente, os fatores que descrevem a


propagação dos erros em função da disposição geométrica dos
satélites.

– Determina, em uma escala padronizada (adimensional), se a


geometria espacial dos satélites pode ser considerada boa, isto
é, indica o melhor ou o pior momento para obter uma posição
(no intervalo entre 1 e 10; sendo 1, o melhor valor do DOP e 10,
o pior).

– Estes números DOP são inversamente proporcionais ao volume


do corpo sólido gerado pêlos satélites e o ponto a determinar.
Dessa forma, quanto maior o volume, menor o DOP.
FONTES DE ERROS
 Componentes

– HDOP - influência da geometria dos satélites nas coordenadas


planimétricas;

– VDOP - definição das altitudes;

– PDOP - na posição tridimensional (Latitude, Longitude e altitude);

– TDOP - na definição do tempo;

– GDOP - na definição da posição (Latitude, Longitude, altitude) e o tempo.

– RDOP - medida relativa do DOP para uma base ou vetor.


FONTES DE ERROS

PDOP = 1/V
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO
 Cada satélite transmite continuamente
um sinal que é recebido pelo receptor.

 Este por sua vez, mede o tempo que os


sinais demoram para chegar até ele. t0

 Multiplicando este tempo pela


velocidade do sinal (velocidade da luz), t1
obtém-se a distância entre o satélite e o
receptor.

d=vxt
PRINCIPIO DE POSICIONAMENTO
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO
Então o receptor está na esfera de centro no satélite e raio d.

t0

t1
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO
 Se o receptor capta o sinal
de um satélite, concluí-se
que ele deve estar sobre a
superfície da esfera que
tem centro no satélite e raio t1
t0
igual a distância do receptor
ao satélite.
t1
 Agora, se ao mesmo tempo
o receptor recebe o sinal de
dois satélites, ele deve
estar na interseção de duas
esferas, cujos centros são
os satélites:
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO
Quando o receptor recebe o sinal de mais um satélite, ele deve
estar na interseção de 3 esferas, cujos centros são os satélites.
Neste caso a interseção de três esferas é um conjunto com dois
pontos
PRINCIPIOS DE FUNCIONAMENTO

 Logo, para determinar a posição


do receptor é necessário, que
este receba o sinal de no mínimo
4 satélites.
 A localização é dada pela
interseção de quatro esferas
imaginárias, sendo os satélites o
centro das esferas.
PLANEJAMENTO
 Envolve um reconhecimento dos locais de modo a otimizar os
trabalhos de leitura.
 Aspectos observados:
– Abertura máxima do horizonte livre de obstruções ao sinal;
– Horários em que os indicadores da geometria (DOPs) sejam menores (recomenda-se
inferior a 4, podendo-se admitir até 6 em curtos períodos);
– Localização o mais distante possível de superfícies refletoras do sinal, de modo a
evitar o multicaminhamento;
– Em latitudes baixas (+/- 10 graus de latitude), evitar o rastreamento em horários
próximos ao meio dia, principalmente nos rastreamentos geodésicos de maior
precisão;
– Evitar posicionar a antena receptora sob fios de alta tensão ou próximos a antenas
transmissoras/receptoras de rádio, TV, ou subestações de energia e outros.
REDE DE MONITORAMENTO CONTÍNUO – RBMC
IBGE
REDE BRASILEIRA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO
RBMC

 12 anos de obsevações
 71 estações instaladas – 60 em operação
 Cada estação é composta por um receptor
GPS/GNSS geodésico ligado a uma antena e
um link de internet
 Arquivos diários disponibilizados
gratuitamente na internet, em geral no dia
seguinte ao rastreio;
REDE BRASILEIRA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO
RBMC
Relatório da Estação
REDES DE MONITORAMENTO EM TEMPO REAL
RBMC - IP
 Apoio ao RTK e DGPS
 Sinais:
– Estação de Referência  Estação que se deseja
determinar as coordenadas
 Transmissão via ondas de rádio UHF/VHF
REDES DE MONITORAMENTO EM TEMPO REAL
RBMC - IP
 Dados disponibilizados via protocolo de internet (NTRIP –
Network Transport of RTMC via Internet Protocol)
– NTRIP – projetado para disponibilizar instantaneamente a
correção dos dados para os usuários movéis ou estacionários
REDES DE MONITORAMENTO EM TEMPO REAL
RBMC - IP
Cobertura RTK
REDES DE MONITORAMENTO EM TEMPO REAL
RBMC - IP
Cobertura DGPS
ESTAÇÕES
PLANIMÉTRICAS
VANTAGENS

 Os levantamentos com GPS implicam no deslocamento de pequenas


equipes a campo;

 A interferência do operador é minimizada, sendo que quase a


totalidade das informações são armazenadas eletronicamente;

 A produção em áreas abertas ou de vegetação pouco densa pode ser


de duas a três vezes maior do que a conseguida com técnicas
convencionais;

 A propagação dos erros não ocorre de forma cumulativa, como no


caso dos levantamentos topográficos convencionais.

Geodésia Espacial
DESVANTAGENS

 O GPS é bastante susceptível às interrupções nos sinais transmitidos pelos


satélites, tendo sua produtividade prejudicada em áreas com edificações
altas ou de densa cobertura arbórea;

 Inicialmente o custo de aquisição de equipamentos GPS pode atingir


entre duas e três vezes o custo de equipamentos convencionais.

Geodésia Espacial
REDE BRASILEIRA DE MONITORAMENTO CONTÍNUO
RBMC
 Tanto nas aplicações geodésicas, quanto nas topografias, há a
necessidade de se ter ao menos uma estação conhecida.

 As estação do RBMC, em muitos casos, fazem o papel deste


ponto de coordenadas conhecidas.
– Os receptores da RBMC , são de alto desempenho, o que garante a
qualidade e precisão das observações.
FUNDAMENTOS BÁSICOS
FUNDAMENTOS BÁSICOS
 Formas e Dimensões da Terra
– Géoide

• Está relacionado com a força de atração (gravidade) e centrífuga


(rotação da Terra);

• Admite-se como referência o Nível Médio do Mares (NMM),


considerando-o em estado de equilíbrio, prologando-o sobre a
superfície continental
GEÓIDE
• Ou seja, o geóide é uma superfície equipotencial do campo gravidade ou
superfície de nível, sendo utilizada como referência para as Altitude Ortométricas
(distâncias contadas sobre a vertical, do geóide até a superfície física).

Superfície equipotencial ou Superfície de Nível - S

Direção do vetor gravidade do Ponto P (vertical)


g

Superfície equipotencial ou Superfície de Nível - S'


P'

Linha de Força ou Linha Vertical

Linhas de Forças/ Linhas Verticais - Perpendiculares às


superfícies equipotenciais – materializadas , por exemplo,
pelo fio de prumo de um teodolito nivelado.
FUNDAMENTOS BÁSICOS
 Formas e Dimensões da Terra

– Elipsoide
SISTEMA DE COORDENADAS GEODÉSICAS
FUNDAMENTOS BÁSICOS
 Formas e Dimensões da Terra
– Ondulação Geoidal

– H= h –N

• H: Altitude Ortométrica
FUNDAMENTOS BÁSICOS

 Até bem pouco tempo, cada região


definia um elipsóide de referência
que melhor se adaptasse ao
geóide para estabelecer um
Datum local.

 Atualmente, os elipsóides adotam


características geocêntricas
GEÓIDE/ELIPSÓIDE
Elipsóide Geocêntrico (Global)
GRS-80 (Sirgas2000 e WGS-84)

Elipsóide Topocêntrico (Local)


GRS 1967 (UGGI67) - SAD 69
DETERMINAÇÃO DA ONDULAÇÃO GEOIDAL
MODELO IBGE
FUNDAMENTOS BÁSICOS
 LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS X LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS
– Superfície de Referência
• Topografia – Modelo Plano
• Geodésia – Elipsóide de Revolução

– Área Levantada
• Topografia – Restrita ao plano topografia – curvatura terrestre é desprezível
• Geodésia - Grandes áreas, considera a curvatura terrestre
FUNDAMENTOS BÁSICOS
 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS

– Antes do adventos do GPS , o único equipamento de


precisão existente era o teodolito;

– Os pontos geodésicos eram constituídos de vértices de


triângulos
• Triangulação – Processo de obtenção de coordenadas geodésicas

– Rede Geodésica : rede constituída de pontos de


coordenadas conhecidas a superfície terrestre
TRIANGULAÇÃO
 Consiste na obtenção de coordenadas geodésicas,
através de medições de ângulos e distância dos
triângulos que constituem a rede geodésica
TRIANGULAÇÃO
 Classificação da Triangulação
– Rigidez de uma figura isolada
– Rigidez entre as bases
– Erros nas medições de fechamento dos da base
– Erros de fechamento dos triângulos
– Medidas dos ângulos horizontais
– Medidas dos ângulos verticais
– Erro médio do Azimute
1ª Ordem 2ª ordem 3ª ordem
Rigidez de um figura Desejável <15 - -
isolada Máximo <25 - -

Desejável <80 <110 -


Rigidez entre as bases
Máximo <110 <130 -

1:
Médio 1:500.000 1:250.000
Erros nas medidas de base 1.000.000
Final 1:300.000 1:150.000 1:75.000

Erros de Fechamento dos Médio 1” 3” 6”


Triângulo Isolado 3” 6” 9”

Medidas AH 16 séries 6 séries 3 séries

Medidas AV 4 Séries 4 Séries 4 Séries

Erros médio do Azimute 0,3” 3” -


PSEUDO-DISTÂNCIA
• Os fundamentos do GPS baseiam-se na
determinação da distância entre um ponto
(receptor) a outros de referência (satélites).

• Cada satélite transmite um sinal (códigos e ondas


portadoras) que é recebido pelo receptor.

• O receptor mede a distância considerando a


velocidade de propagação constante e igual a
velocidade da luz (c).
PSEUDO-DISTÂNCIA

• Esta distância é conhecida como “pseudo-distância” em


virtude da velocidade de propagação ser diferente de c e de
haver erros inerentes ao sistema, implicando em uma
distância diferente da geométrica.

• O cálculo da posição do usuário baseia-se na


pseudodistância e desta maneira e desta maneira ocasiona
erro no posicionamento.

• O atraso devido a ionosfera pode superar o valor de 60ns, o


que corresponde a um erro aproximado de 20m, podendo
atingir até 100m
AMBIGUIDADE
• Um outro método de determinação da distância é
medindo o número de ciclos decorridos desde o
instante em que a onda portadora foi emitida e o
instante em que foi recebida e se medir a diferença de
fase.

• O comprimento da onda portadora é muito mais curto


que o do código C/A daí que a medição de fase de
batimento da onda portadora permita atingir um nível
de precisão muito superior à precisão obtida para a
distância através da pseudo-distâncias.
AMBIGUIDADE
• No entanto surge um problema:
desconhecimento da ambiguidade de ciclo;

– “Ambiguidade: número de ciclo completos e inteiros


desde o momento da emissão até a recepção da fase
da onda portadora;

• É necessário então a determinação da


ambiguidade da fase da onda portadora para que
se possa utilizar sua informação como medição
de distâncias ao longo do tempo
AMBIGUIDADE
AMBIGUIDADE

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