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Aula 03

O documento aborda a Equação de Schrödinger em três dimensões e suas aplicações no átomo de hidrogênio, incluindo a descrição das funções de onda e números quânticos. Apresenta a separação da função de onda em partes radial e angular, além de discutir a probabilidade de localização do elétron e a degenerescência dos níveis de energia. Também menciona o spin do elétron como um quarto número quântico e as regras de seleção para transições eletrônicas.

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Aula 03

O documento aborda a Equação de Schrödinger em três dimensões e suas aplicações no átomo de hidrogênio, incluindo a descrição das funções de onda e números quânticos. Apresenta a separação da função de onda em partes radial e angular, além de discutir a probabilidade de localização do elétron e a degenerescência dos níveis de energia. Também menciona o spin do elétron como um quarto número quântico e as regras de seleção para transições eletrônicas.

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Interações Atômicas e Moleculares

3. Átomo de Hidrogênio,
Sistema Periódico
Prof. Pieter Westera
[Link]@[Link]
[Link]
A Equação de Schrödinger
em Três Dimensões
Já que o mundo é 3D, temos que formular a física quântica em 3D também.
=> a função de onda e o potencial são funções de r = (x,y,z):
ψ = ψ(r) = ψ(x,y,z), V = V(r) = V(x,y,z),

O operador energia cinética deve ser substituido pela versão 3D,


isto é, ∂²/∂x² é substituido pelo operador laplaciano
∂²/∂x² => ∇² = (∂²/∂x² + ∂²/∂y² + ∂²/∂z²)

=> E.d.S.: -ħ²/2m ·(∂²ψ/∂x² + ∂²ψ/∂y²+ ∂²ψ/∂z²) + V(x,y,z)·ψ = E·ψ

Normalmente, em três dimensões, as soluções são caracterizadas


por três parâmetros, ou números quânticos.
Frequentemente, simetrias resultam em degenerescências de níveis
de energia.
A Equação de Schrödinger em
Coordenadas Esfericas
Às vezes é útil usar coordenadas esféricas,
i. e. quando o potencial é devido a uma força
central, ou seja, esfericamente simetrico,
V(r) = V(r) = V(√x²+y²+z² ):
r = √x²+y²+z²
θ = cos⁻¹ z/r = cos⁻¹ z/√x²+y²+z²
φ = tan⁻¹ y/x
transformação inversa:
x = r sen θ cos φ
y = r sen θ sen φ
z = r cos θ
O laplaciano ∇² também tem que ser escrito em
coordenadas esféricas, e a Equação de Schrödinger vira:
-ħ²/2m ·1/r² ·∂/∂r(r² ∂ψ/∂r) -ħ²/2mr² [1/sen θ ∂/∂θ(sen θ ∂ψ/∂θ) + 1/sen² θ · ∂²ψ/∂φ²)] + V(r,θ,φ)·ψ = E·ψ
O Átomo de Hidrogênio
Para o átomo de hidrogênio (e outros hidrogenóides, isto é, átomos
com 1 e⁻) é prático escolher o origem do sistema no núcleo.
=> Assim, o potencial que o núcleo aplica no elétron é o potencial de
Coulomb, V(r) = -Ze²/4πε₀r, onde Z é o número atômico (no. de
prótons no núcleo, +Ze é a carga do núcleo), e é a carga elementar,
ε₀ é a permissividade e r é a distância núcleo-elétron.
=> Equação de Schrödinger pro elétron:
-ħ²/2mₑ ·1/r² ·(r² ∂ψ/∂r) -ħ²/2mₑ [1/sen θ ∂/∂θ(sen θ ∂ψ/∂θ) + 1/sen² θ ∂²ψ/∂φ²)] + -Ze²/4πε₀r·ψ = E·ψ

Como para toda força central, podemos separar a função de onda


em três partes, cada uma dependendo apenas de uma das
coordenadas:
ψ(r,θ,φ) = R(r)·f(θ)·g(φ)
O Átomo de Hidrogênio
Um pouco de cálculo (vide Física Quântica) mostra, que as soluções são
caracterizadas por três numeros quânticos, n, l e mₗ (ou só m)
(n = 1, 2, 3, ...; l = 0, 1, 2, ..., n-1; mₗ = -l, ..., l-1, l) e são da forma:
R(r) = Rnl(r) = a₀/Zr · e-Zr/a₀n Lnl(Zr/a₀), onde a₀ = 4πε₀ħ²/mₑe² = raio de Bohr,
Lnl são polinômios de n-ésima ordem chamados polinômios de Laguerre
f(θ) = flmₗ(θ) = (sen θ)|mₗ|/2ll! [d/d(cos θ)]l+|mₗ| (cos² θ - 1)l,
chamadas funções de Legendre associadas
g(φ) = gmₗ(φ) = eimₗφ => |g(φ)|² = 1 (não importa no cálculo de P(r))
As funções f(θ) e g(φ) são as mesmas para cada potencial esfericamente
simétrico e são frequentemente juntadas:
Ylmₗ(θ,φ) = flmₗ(θ)gmₗ(φ) => harmônicas esféricas
=> ψnlmₗ(r,θ,φ) = Rnl(r)·Ylmₗ(θ,φ) = Rnl(r)·flmₗ(θ)·gmₗ(φ)
E = En = -Z²/n² · E₀, onde E₀ = mₑe⁴/32π²ε₀²ħ² = energia de Bohr
As energias dependem apenas de n => degenerescência em l e mₗ
O Átomo de Hidrogênio
Orbitais

A distribuição de probabilidade de estadia de um elétron com


função de onda ψ(r), P(r) = |ψ(r)|², é chamada orbital do elétron,
o análogo quântico à órbita.
O Átomo de Hidrogênio
Como interpretar a parte radial,
Rnl(r) = a₀/Zr · e-Zr/a₀n Lnl(Zr/a₀)? Gráficos das partes radiais das
funções de onda com n = 1, 2 e 3
Fórmulas das partes radiais das
funções de onda com n = 1, 2 e 3
O Átomo de Hidrogênio
P(r)

Como interpretar a parte radial,


Rnl(r) = a₀/Zr · e-Zr/a₀n Lnl(Zr/a₀)?
! P(r) = 4πr²·P(r) prop. r² |Rₙₗ(r)|²,
já que P(r) é a probabilidade de
estadia num único ponto r, e P(r)
é a probabilidade somada sobre
todos os pontos na distância r.
n dá uma dica do tamanho do
orbital, o valor esperado para r,
<rₙₗ> é da ordem de n²a₀/Z
(fórmula exata ),
o que condiz com o fato, que
n quantifica a energia do orbital.
A distribuição tem n-l máximos em r
e n-l-1 pontos zero, "nós"
(tirando aquele em r = 0).
Z
O Átomo de Hidrogênio
P(r)

Como interpretar a parte radial,


Rnl(r) = a₀/Zr · e-Zr/a₀n Lnl(Zr/a₀)?
Para r -> 0, R∝rˡ => P∝r2l+2
=> apenas para l = 0 temos
probabilidade apreciável de r ≈ 0,
isto é, de achar o elétron perto
do núcleo.

Z
O Átomo de Hidrogênio
Isto é, num dado orbital, há distâncias nucleo-cêntricos, naquelas o
eletron não pode se encontrar.
Exemplo: Os três orbitais s (esfericamente simétricas, l = mₗ = 0)
de mais baixa energia (n = 1, 2, 3)

n=1 n=2 n=3


O Átomo de Hidrogênio
E a parte angular, Ylmₗ(θ,φ) = flmₗ(θ)gmₗ(φ)?

Fórmulas das partes angulares das Gráficos das partes angulares das
funções de onda com l = 0, 1 e 2 funções de onda com l = 0, 1 e 2
(das harmônicas esféricas) (vermelho: valores positivos,
azul: valores negativos)
O Átomo de Hidrogênio
E a parte angular, Ylmₗ(θ,φ) = flmₗ(θ)gmₗ(φ)?

Pelo fato, que |g(φ)|² = 1 e não importa no cálculo de P(r), os orbitais


têm simetria rotacional em torno do eixo z.

Os orbitais dependem apenas do módulo e não do sinal de mₗ, q. d.,


os orbitais ψnlmₗ e ψnl-mₗ são iguais (mas as funções de onda, não!).

Orbitais com l = 0 (e, então mₗ = 0 também) são esfericamente


simétricos, e são chamados orbitais s.

Para um dado l > 0, quanto maior é |mₗ|, tanto mais achatado é o orbital,
isto é, tanto mais concentrado perto do plano xy,
para mₗ = 0, o orbital se concentra perto do eixo z.

l mede o momento angular do orbital, e


mₗ, a componente z do momento angular.
O Átomo de Hidrogênio
Combinando as partes radial e angular
=> As funções de onda completas
m=0
Resumo dos Números Quânticos

n = 1, 2, 3, … = número quântico principal
Determina a energia En = -Z²/n² · E₀
Os conjuntos de orbitais com o mesmo n são, às
vezes, chamados "camadas": n = 1, 2, 3, …: camada
K, L, M, …

l = 0, 1, 2, ..., n-1
= número quântico secundário ou do momento
angular:
Determina o momento angular L = |L| = √l(l+1) · ħ
Código para l: l = 0, 1, 2, 3, 4, 5, ...: s, p, d, f, g, h, ...

mₗ = -l, -(l-1), …, -1, 0, 1, …, l-1, l
= número quântico magnético.
Determina a componente z do momento angular:
Lz = mₗ·ħ
Notação Espectroscópica
do Estado de um Elétron
n[código para l]

Exemplo: Elétron no estado fundamental


(n = 1 e l = 0): 1s

Elétron com n = 2, l = 1: 2p

Em uma configuração eletrônica,


2 elétrons em orbitais 2p: 2p²
Orbitais px e py
Dando uma olhada para os orbitais 2p (n = 2, l = 1) (C = √3/8π):

ψ₂₁₀ = C·R₂₁(r)·√2·cos θ·e0iφ = C·R₂₁(r)·√2·cos θ


(o fator cos θ faz, que o orbital se concentra em torno do eixo z)
ψ₂₁₋₁ = C·R₂₁(r)·sen θ·e-iφ
ψ₂₁₁ = C·R₂₁(r)·sen θ·eiφ (se concentram em torno do plano xy)

E se quiséssemos nos livrar da parte complexa em ψ₂₁₋₁ e ψ₂₁₁?

=> Construir combinações lineares de ψ₂₁₋₁ e ψ₂₁₁ tal, que as


funções de onda resultantes são reais.
É possível fazer isto, já que os três orbitais ψ21mₗ correspondem à
mesma energia.
Orbitais px e py
ψpₓ := 1/√2 ·(ψ₂₁₋₁+ψ₂₁₁) = C·R₂₁(r)·sen θ·1/√2 ·(e-iφ+eiφ)
= C·R₂₁(r)·sen θ·1/√2 ·2cos φ = C·R₂₁(r)·√2·sen θ·cos φ
(se concentra em torno do eixo x)
ψpy := i/√2 ·(ψ₂₁₋₁-ψ₂₁₁) = C·R₂₁(r)·sen θ·i/√2 ·(e-iφ-eiφ)
= C·R₂₁(r)·sen θ·i/√2 ·(-2i·sen φ) = C·R₂₁(r)·√2·sen θ·sen φ
(se concentra em torno do eixo y)
ψpz := ψ₂₁₀ = C·R₂₁(r)·√2·cos θ (em torno do eixo z)

=> 3 orbitais similares

(mostradas as superfícies,
dentro daquelas a
probabilidade de
estadia do elétron
é alta, um tipo de
"contornos dos orbitais";
As funções de onda têm sinais opostos nos dois lóbulos do orbitais)
De maneira similar, dá para construir novos orbitais d, f, etc.

Em um dado orbital, o sinal da função de onda


é oposto para lóbulos com cores diferentes
(mas a probabilidade é sempre positiva)
De maneira similar, dá para construir novos orbitais d, f, etc.

Em um dado orbital, o sinal da função de onda


é oposto para lóbulos com cores diferentes
(mas a probabilidade é sempre positiva)

f f f f

f f f
De maneira similar, dá para construir novos orbitais d, f, etc.

Em um dado orbital, o sinal da função de onda


é oposto para lóbulos com cores diferentes
(mas a probabilidade é sempre positiva)
O Spin do Elétron
Além de de n, l e mₗ existe um quarto no. quântico, mₛ, a componente z
do spin S, um tipo de momento angular intrínseco, que pode ser tratado
matematicamente como o momento angular orbital, mas com o número
quântico do módulo s = ½ em lugar de um número inteiro:
s = ½ => S = |S| = √s(s+1) · ħ = √3/2 · ħ,
mₛ = ±½ => Sz = mₛ·ħ = ±½·ħ
Os estados mₛ = +½ e mₛ = -½ são frequentemente chamados
"spin pra cima", ↑, e "spin pra baixo", ↓.
=> F.d.o. agora realmente completa de um elétron num átomo:
ψ n l mₗ mₛ 4 números quânticos
Ainda pode-se definir o momento angular total J do elétron, composto
pelo momento orbital e o spin, usando regras bastante similares às
regras para o módulo e a componente z na adição de vetores:
j = |l-½| ou l+½, J = √j(j+1) · ħ, mⱼ = mₗ+mₛ = -j, ..., j, Jz = mⱼ·ħ = Lz + Sz
Diagrama de Níveis de Energia
Degenerescência para
níveis com o mesmo n

Regras de Seleção
(transições "permitidas"):
Δn: livre
Δl = ±1
Nível Δmₗ = 0 ou ±1
meta-
estável
! A escala vertical
é distorcida Estes últimos dois podem ser
explicados pelo fato que, em uma
transição, um fóton é emitido ou
absorvido (o fóton tem l = 1 e
mₗ = -l, …, l = 0 ou ±1 )
Átomos Multi-Eletrônicos
Este diagrama descreve adequadamente os possíveis
estados do elétron num hidrogenóide (átomo com
apenas 1 e⁻).
Usá-lo para átomos multi-eletrônicas é chamado a
aproximação orbital, a simplificação de desconsiderar a
interação entre os elétrons e considerar que cada
elétron ocupa o seu próprio orbital.
Porém, em átomos com mais de um elétron, temos
interações entre os elétrons, o que modifica o potencial
que cada elétron "sente".
Cada elétron está submetido ao potencial do núcleo,
diminuído pelo potencial devido aos demais elétrons,
efeito chamado blindagem.
Átomos Multi-Eletrônicos
Notícia ruim: Isto modifica os orbitais e as energias,
e a equação de Schrödinger não tem soluções analíticas
para sistemas mais complexos que 1 núcleo + 1 elétron.
Notícia boa: Mesmo assim, dá para identificar os orbitais
com os orbitais do átomo de hidrogênio, e podemos
manter a notação 1s, 2s, 2p, etc.

Como achar as funções de onda e energias de átomos


multi-eletrônicos, já que a equação de Schrödinger não
tem soluções analíticas?

Método numérico: Aproximação de Hartree-Fock


Átomos Multi-Eletrônicos
Aproximação de Hartree-Fock (processo iterativo)
1. Chutar um jogo inicial de f.d.o. ψᵢ⁽⁰⁾(rᵢ) (i = 1, ..., n; n = no. de e⁻)
2. Calcular, para cada elétron i, o potencial devido ao núcleo (na origem
do sistema de coordenadas) e aos outros elétrons j, tratando estes
como distribuições contínuas de carga, dadas pelas suas cargas totais,
-e, e seus orbitais, Pⱼ(r): -e·Pⱼ(r):
VSCF,i(k)(rᵢ) = -Ze²/4πε₀rᵢ + Σj≠i ∫ e²/4πε₀rij · |ψⱼ(k)(rⱼ)|² drⱼ
= e²/4πε₀ [-Z/rᵢ + Σj≠i ∫ |ψⱼ(k)(rⱼ)|²/rij · drⱼ ], onde rij = |rᵢ-rⱼ|
O índice SCF vem de self-consistent field, campo auto-consistente.
3. Resolver, para cada e⁻, a Equação de Schrödinger usando este
campo auto-consistente numericamente, com computadores:
-ħ²/2mₑ ·∇²ψᵢ(rᵢ) + VSCF,i(k)(rᵢ )·ψᵢ(rᵢ) = Eᵢ·ψᵢ(rᵢ) => ψᵢ(k+1)(rᵢ), Eᵢ(k+1)
4. Avaliar, se a diferença entre ψᵢ(k+1)(rᵢ) e ψᵢ(k)(rᵢ) é pequena o suficiente:
- senão, volte para o passo 2
- caso sim, o jogo ψᵢ(k+1)(rᵢ) é a solução, e
|Eᵢ(k+1)| é a energia de ionização do i-ésimo e⁻ (E é negativo para e⁻ ligados ao átomo)
Átomos Multi-Eletrônicos
Aproximação de Hartree-Fock (processo iterativo)
O método descrito no slide anterior é a aproximação de Hartree

Adicional de Fock:

Levar em conta o princípio de exclusão de Pauli (2 e⁻ não podem se


encontrar no mesmo estado) incluindo no campo auto-consistente um
termo repulsivo para o caso ψᵢ(k)(rᵢ) = ψⱼ(k)(rⱼ), o potencial de troca Kij:

VSCF,i(k)(rᵢ) = e²/4πε₀ [-Z/rᵢ + Σj≠i ∫ |ψⱼ(k)(rⱼ)|2/rij · drⱼ] + Σj≠i Kij

=> Método de Hartree-Fock


Átomos Multi-Eletrônicos
Energias em átomos multieletrônicos
1s densidades de
Exemplo (qualitativo): 3 elétrons
probabilidade P(r) Num átomo com 3 elétrons (i.e. Lítio néutro),
2 deles no orbital 1s, onde se encontrará o
terceiro, no orbital 2s ou no 2p?
Um e⁻ 2p "enxergaria" maior parte do tempo o
núcleo blindado pelos elétrons 1s, isto é, se
2s "sentiria" atraído por um núcleo com carga Z - 2.
Um e⁻ 2s penetra com mais frequência na região
2p dos 1s, e "veria" o núcleo menos blindado, se
"sentiria" atraído por um núcleo com carga um
pouco maior que Z - 2 (mais forte que um e⁻ 2p).
raio do "contorno" => No orbital 2s, o 3º e⁻ tem energia menor que
do orbital 1s, i. e.,
da região de alta no 2p.
probabilidade de Ou simplesmente:
estadia dos e⁻ 1s O orbital 2s tem menor energia que o 2p.
Átomos Multi-Eletrônicos
Diagrama de energias em átomos multieletrônicos
Resultados
Átomos com 1 e⁻ Átomos multi-e⁻
Para átomos multi-eletrônicos,
5p
ocorre desdobramento de níveis
4s=4p=4d=4f
5s de energia com o mesmo n e l
diferentes.
3s=3p=3d Para um dado n, as energias das
subcamadas (dos orbitais com
diferentes valores de l) aumentam
2s=2p
quando l aumenta:
s<p<d<f<….
1s

Mas para a mesma combinação


de n e l, ainda ocorre
degenerescência em mₗ.
Átomos Multi-Eletrônicos
Diagrama de energias em átomos multieletrônicos
Resultados
Átomos com 1 e⁻ Átomos multi-e⁻
Este desdobramento em l leva à
5p
Regra de Madelung:
5s
4s=4p=4d=4f
1. Os orbitais são ordenados por
n + l crescente.
3s=3p=3d
2. Para orbitais com o mesmo valor
de n + l, a ordem é por n
2s=2p crescente.
Exemplo: 2p vem antes de 3s.
1s
Átomos Multi-Eletrônicos
Diagrama de energias em átomos multieletrônicos
Resultados
Átomos com 1 e⁻ Átomos multi-e⁻
Tabela que facilita memorizar a
5p
ordem das subcamadas.
5s
4s=4p=4d=4f

3s=3p=3d

2s=2p

1s
O Sistema Periódico
Diagrama de energias em átomos multieletrônicos
Pelo princípio de exclusão, cada
orbital n, l, mₗ pode ser ocupado por
apenas 2 elétrons, um com spin pra
cima e um com spin pra baixo, ou
cada subcamada n, l pode conter
2·(2l + 1) elétrons
mₛ = ±1 mₗ = -l, .., l
(camadas s: 2 e⁻, p: 6 e⁻, d: 10 e⁻, etc.)
Agora podemos "encher o sistema
periódico", ou seja, encher as
camadas e subcamadas de
elétrons de baixo pra cima
(princípio de construção),
simbolizando os elétrons por
flechas, ↑ ou ↓, de acordo com o
spin.
O Sistema Periódico
Princípio da Construção (aumentando Z)

Z = 1: Hidrogênio: 1 e⁻ na camada 1s, Z = 2: Hélio: 2 e⁻ na camada 1s,


por exemplo com spin para cima um com spin para cima, e um para baixo

Z = 3: Lítio: 2 e⁻ na camada 1s, 1 na 2s Z = 4: Berílio: 2 e⁻ na camada 1s, 2 na 2s


O Sistema Periódico
Princípio da Construção (aumentando Z)
Podemos prencher os 2·(2l + 1) vagas em uma dada subcamada em
qualquer ordem?

Regra de Hund (1927):


"A configuaração do estado fundamental é aquela com máximo
número de spins desemparelhados."
Ou seja, durante o preenchimento dos orbitais de um mesmo nível
energético, deve-se colocar em primeiro lugar em todos eles um só
elétron, todos com o mesmo spin, antes de se proceder à lotação
completa desses orbitais. Os próximos elétrons a serem colocados
deverão apresentar spins antiparalelos em relação aos já presentes.
O Sistema Periódico
Configuração dos primeiros 11 elementos
H: 1s¹
A energia do átomo de H (a energia
comparado ao estado "núcleo e elétron
separado") é
E(H) = -Z²/n² · E₀ = -1²/1² · E₀ = -E₀ = -13.6 eV
e a energia de ionização, a energia necessária
para tirar o e⁻:
Ei(H) = E(H⁺) - E(H) = 0 - (-E₀) = 13.6 eV
He: 1s²
A energia do átomo de He não é
-2·Z²/n² · E₀ = -2·2²/1² · E₀ = -8E₀ = -108.8 eV
Ela é maior por causa da repulsão entre os e⁻:
E(He) = -79 eV
e a energia de (primeira) ionização, a energia
necessária para tirar o (primeiro) e⁻:
Ei(He)=E(He⁺)-E(He)=-4E₀-(-79 eV)= 24.6 eV
Este é um hidrogenóide,
tal que vale E = -Z²/n² · E₀
O Sistema Periódico
Configuração dos primeiros 11 elementos
H: 1s¹
He: 1s²
Li: 1s²2s¹ ou [He]2s¹
Be: 1s²2s² ou [He]2s²
B: 1s²2s²2p¹ ...
C: 1s²2s²2p² (os 2 e⁻ 2p têm spins paralelos)
N: 1s²2s²2p³ (os 3 e⁻ 2p têm spins paralelos)
O: 1s²2s²2p⁴ (dos 4 e⁻ 2p, 3 têm spins
paralelos)
F: 1s²2s²2p⁵
Ne: 1s²2s²2p⁶
Na: 1s²2s²2p⁶3s¹ ou [Ne]3s¹
etc.
Os números de elétrons e "buracos" na
camada externa (de valência)
determina as propriedades químicas do
elemento.
O Sistema Periódico
Princípio da Construção (aumentando Z)
Continuando até o fim
=> A tabela periódica de
Dimitri Ivanovich Mendeleev (1869)

Дми́ трий Ива́ нович


Менделе́ ев, 1834-1907
Período

Z aumenta:

Grupo Bloco
O Sistema Periódico
O formato da tabela periódica
A forma moderna da tabela periódica reflete a estrutura eletrônica
fundamental dos elementos.
Os blocos da tabela periódica refletem a identidade dos últimos
orbitais que são ocupados no processo de preenchimento.
O número do período (da linha horizontal) é o número quântico
principal da camada de valência. O número do grupo (coluna) está
relacionado ao número dos elétrons de valência.
Elementos no mesmo período têm números atômicos e massas
atômicas da mesma ordem.
Elementos no mesmo grupo têm propriedades químicas similares,
por terem o mesmo número de elétrons de valência ou de buracos na
camada de valência (a última camada que contém elétrons).
O Sistema Periódico
Exceções
!!! A configuração eletrônica de um elemento (no estado fundamental) nem
sempre é aquela prevista pelo princípio de construção usando a regra de
Madelung. Às vezes é energeticamente mais favorável um elétron (ou mais)
estar em uma outra subcamada que previsto, por exemplo um e⁻ que seria
ns pela teoria apresentada é na verdade (n-1)d.
Exemplos (3º e 4º períodos):
Crômio: seria [Ar]3d⁴4s², mas é [Ar]3d⁵4s¹
Cobre: " [Ar]3d⁹4s² " [Ar]3d¹⁰4s¹
Nióbio: " [Kr]4d³5s² " [Kr]4d⁴5s¹
Molibdénio: " [Kr]4d⁴5s² " [Kr]4d⁵5s¹
Ruténio: " [Kr]4d⁶5s² " [Kr]4d⁷5s¹
Ródio: " [Kr]4d⁷5s² " [Kr]4d⁸5s¹
Paládio: " [Kr]4d⁸5s² " [Kr]4d¹⁰
Prata: " [Kr]4d⁹5s² " [Kr]4d¹⁰5s¹
A partir do quinto período, este fenômeno é cada vez mais frequente,
e outras substituições também ocorrem ((n-1)p em lugar de ns ou
(n+1)d em lugar de nf, ...)
O Sistema Periódico
Tabela periódica atual [Link]/reports/periodic_table/
O Sistema Periódico
Primeira Energia de Ionização em função do Número Atômico Z
energia requerida para remover um eletrón de um átomo em sua fase gasosa
Z aumenta He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn: gases nobres
=> carga do aumento
núcleo aumenta
=> Os elétrons queda
são atraídos
mais fortemente
=> Eᵢ aumenta
subcamadas
Quando uma
camada está
cheia, o
próximo elétron
vai pra próxima
camada
=> muito menos fortemente ligado => Queda brusca de Eᵢ
As subestruturas surgem devido às subcamadas.
O Sistema Periódico
Energia de Ionização
O Sistema Periódico
Energia de Ionização
O Sistema Periódico
Raio Atômico em função do Número Atômico Z
a distância mais provável entre o núcleo e o elétron mais externo
queda
Z aumenta Li, Na, K, Rb, Cs, Fr: metais alcalinos
=> carga do au-
men-
núcleo aumenta to
=> Os elétrons
são atraídos
mais fortemente
=> raio diminui subcamadas

Quando uma
camada está
cheia, o próximo
elétron vai pra
próxima camada
=> aumento brusco do raio
=> Anti-correlação entre energia de ionização e raio atômico.
O Sistema Periódico
Raio Atômico
O Sistema Periódico
Raio Atômico
O Sistema Periódico
Os elementos Gases nobres
podem ser
subdivididos em
quatro categorias:
Os metais têm
poucos elétrons
na camada de
valência
=> Eles fácilmente
perdem estes
elétrons e se
tornam íons
positivos (cátions).
Os não-metais ou ametais têm a camada de valência quase cheia.
=> Eles fácilmente "adotam" os elétrons que faltam para enché-la e
se tornam íons negativos (ânions).
O Sistema Periódico
Os metallóides Gases nobres
ou semi-metais
podem se
comportar como
metais ou como
não-metais,
dependendo das
circunstâncias.

Os gáses nobres
têm a camada de
valência cheia.
É difícil adicionar
ou tirar um elétron.
=> Quase não fazem reações químicas
Interações Atômicas e Moleculares

FIM PRA HOJE

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