MANUAL DE APOIO GEOLOGIA E
ENGENHARIA AMBIENTAL-
REOLOGIA
PARTE
ANILCE CATRAIO AFONSO
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ENGENHARIA CIVIL-ECV Geologia e Engenharia Ambiental
Conteúdo
Reologia ....................................................................................................................................... 2
Fatores reologicos extrínsecos ............................................................................................ 2
Deformação das Rochas ........................................................................................................... 3
a) Rochas Competentes e Incompetentes ................................................................. 5
1 Diagrama ou círculo de Mohr ................................................................................................... 6
Bibliografia ................................................................................................................................... 8
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Reologia
Reologia estuda o comportamento físico das rochas, mediante a aplicação de
forcas e tensões (stress). As propriedades mecânicas da rocha refletem
aspectos das forcas e dos movimentos que os corpos experimentaram. As
rochas possuem propriedades elásticas e plásticas concomitantes.
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Reologia ao ramo da física que estuda as relações entre as tensões, as
deformações e o tempo.
Fatores reologicos extrínsecos
(a) Pressão confinante: materiais rígidos tornam-se mais dúcteis, quando a
pressão confinante (PC) é maior. Os limites de elasticidade, resistência e esforço
máximo se elevam com o aumento da PC: a maiores profundidades maiores
esforços são necessários para produzir a mesma deformação.
(b) Temperatura: facilita a deformação, tornando os materiais mais dúcteis,
principalmente quando a pressão confinante e a temperatura somam seus
efeitos. O limite da resistência, o esforço máximo e o limite de elasticidade,
diminuem com o aumento de temperatura: a mesma deformação e causada por
esforços, tanto menores, quanto maior for a temperatura, que age inversamente
em relação a pressão confinante.
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(c) Tempo de Aplicação do Esforço: se faz lentamente e com pausas -
fenómeno comum na natureza – por meio de acréscimos infinitesimais. Quanto
maior o tempo de aplicação do esforço mais dúctil será a deformação.
(d) Presença de Fluidos: o limite de plasticidade, o limite de resistência e o
esforço máximo, diminuem com a presença das soluções (uma mesma
deformação exige esforços menores se a rocha portar soluções).
(e) Anisotropia Estrutural: corpos de provas, cortados paralela ou
perpendicularmente a xistosidade, mostram comportamentos diferentes (a
3 orientação da anisotropia estrutural influi na deformação).
(f) Heterogeneidade litológica: devido a diferenças reologicas entre materiais,
as rochas podem apresentar, em um mesmo evento de deformação, estruturas
diferenciadas, principalmente quando há porções competentes e incompetentes.
Deformação das Rochas
As rochas estão constantemente sob a ação de forças que se originam no
interior da Crosta.
Essas forças causam vários tipos de deformações.
Por deformação entende-se qualquer variação de forma ou volume ou
de ambos, que um corpo experimenta quando sujeito à ação de pressões,
tensões, variações de temperatura, etc.
As deformações podem ser elásticos, plásticos e por ruptura. Será
elástica quando, uma vez cessada a causa que o deforma, o corpo retorna à
forma e volume primitivos. Uma vez ultrapassado o limite de elasticidade de um
corpo e se este não voltar mais a forma e volume primitivos, dizemos que o
mesmo sofreu uma deformação plástica. Se o esforço for tal que é ultrapassado
o limite de plasticidade do corpo, este se rompe, sofrendo ruptura ou fratura.
O efeito da variação de temperatura nas rochas poderá causar
deformações elásticas, que, contudo, não podem ser facilmente observadas. A
formação de dobras, falhas e diáclases são exemplos das deformações plásticas
e de rupturas.
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Tensões principais
As tensões normais recebem o nome de tensões principais
Tensões normais atuantes ou tensões principais
𝝈𝟏 : tensão principal maior
𝝈𝟑 : tensão principal menor
Onde:
𝝈𝟐 intermediária é desprezada
Figura 1-tensões normais atuantes ou tensões principais
• Zona de Plasticidade e de Fratura
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Por plasticidade entende-se uma mudança gradual na forma e na
estrutura interna de uma rocha, efetuada por reajuste químico e por fraturas
microscópicas, enquanto a rocha permanece essencialmente rígida. Durante
este processo não se produz a fusão. A rocha não chega a fundir-se.
Sob enormes pressões e temperaturas que existem nas grandes
profundidades da Crosta, todas as rochas experimentam uma tendência maior à
plasticidade do que à fratura. A temperatura e a pressão elevadas, a presença
de humidade e a natureza da própria rocha são fatores que influem nesta
plasticidade. Próximo da superfície, as rochas são mais propensas à ruptura.
Dessa forma, podemos distinguir na Crosta duas zonas distintas de
5 deformações:
➢ Uma zona de plasticidade a grande profundidade
➢ Uma zona de fratura próxima à superfície.
As estruturas produzidas na zona de fratura são as fraturas, falhas e
fendas. Na zona de plasticidade originam-se dobras, estruturas gnáissicas,
xistosas, etc.
a) Rochas Competentes e Incompetentes
➢ Rochas competentes: rochas possuem mais facilidade para se dobrarem
e transmitirem os esforços recebidos.
Exemplo, rochas competentes são os folhetos e calcários
➢ Rochas incompetentes as possuem maior tendência a se fraturarem. As
primeiras são as e as segundas.
Exemplo rochas arenosas como o quartzito têm tendência a se fraturarem
Figura 2-Tipos de fraturas desenvolvidas durante experimentos em rocha em estado ruptil
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Figura 3-comportamento reologico de diferentes materiais
Diagrama ou círculo de Mohr
O círculo de Mohr é um método gráfico desenvolvido por Christian Otto
Mohr que permite a representação do estado de tensões num ponto.
É uma representação cartesiana da tensão (σ), decomposta em grandezas
vetoriais a partir de um corpo rochoso qualquer submetido à tensão. Trata-se de
técnica gráfica que mostra o estado de stress de diferentes planos em um
mesmo campo de tensão. As tensões (𝜎𝑛 normal e 𝜏 cisalhante) são marcadas
em um plano como pontos simples, sendo 𝜎𝑛 medida no eixo horizontal e 𝜏 na
vertical.
Valores de 𝜎𝑛 e 𝜏
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F = Força máxima aplicada pela pressão
A = Área do plano arbitrado para o estudo
α = Ângulo entre o plano arbitrado em relação á direção
de F
σ= Tensão total
𝐹 = 𝜎. 𝐴
𝜎1 + 𝜎3 𝜎1 − 𝜎3
𝜎𝛼 = + 𝑐𝑜𝑠(2𝛼)
2 2
𝜎1 + 𝜎3
𝜏𝛼 = 𝑠𝑒𝑛(2𝛼)
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Tensão normal positiva quando temos
compressão
Tensão cisalhante positiva se dor no
sentido anti-horário
Ângulos positivos no sentido anti-
horário
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Bibliografia
Chama, P. L. (s.d.). Mineraloia.
Marangon, P. M. (s.d.). Tópicos em Geotecnia e Obras de Terra. Brasil.
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