Ed.
Física
PRIMEIROS SOCORROS
Utilize o texto abaixo ou busque informações em outros meios para, em
síntese, apresentar e responder no caderno:
Definição?
Quem deve fazer e quais os cuidados necessários?
Qual o amparo legal e contatos de emergência?
O que deve ser feito em casos de:
• Hemorragias;
• Fratura;
• Queimadura;
• Engasgo;
• Convulsão ou ataque epilético;
• Afogamento;
• Parada cardiorrespiratória;
• Envenenamento;
• Desmaio ou síncope.
PRIMEIROS SOCORROS
Os Primeiros socorros são definidos como a prestação de ajuda imediata a uma pessoa doente ou
ferida até à chegada de ajuda profissional. Centra-se não só no dano físico ou de doença, mas também inclui
o apoio psicológico para as pessoas que sofrem emocionalmente devido a vivência ou testemunho de um
evento traumático. Diversas situações podem precisar de primeiros socorros. As situações mais comuns são
atendimento de vítimas de acidentes automobilísticos, atropelamentos, incêndios, tumultos, afogamentos,
catástrofes naturais, acidentes industriais, tiroteios ou atendimento de pessoas que passem mal: apoplexia
(ataque cardíaco), ataques epilépticos, convulsões, etc. O mais importante a se fazer de início é controlar e
saber se o ambiente não oferece nenhum perigo a vítima e/ou os socorristas e observar os sinais vitais da
vítima (s) (respiração, dor, movimentação e sentidos).
Deixar de prestar socorro a quem não tenha condições de socorrer a si próprio ou comunicar o
evento à autoridade pública que o possa fazê-lo, quando possível, é crime de Omissão de socorro previsto
no Código Penal brasileiro, em seu art.135. Isso não significa que ele deva fazer o q não sabe, basta apenas
informar as autoridades (SAMU 192 ou Bombeiros 193) e o melhor é conseguir treino em primeiros socorros
antes de precisar usar os procedimentos em quaisquer situações de emergência. Porém, tão importante
quanto os próprios primeiros socorros é providenciar o atendimento especializado. Ao informar as
autoridades deve-se ser direto e preciso sobre as condições da(s) vítima(s) e o local da ocorrência.
AS causas mais comuns para o atendimento de primeiros socorros são:
Desmaio: Também conhecido como síncope, é definido como a perda temporário dos sentidos.
Normalmente, é resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, e pode ser desencadeado por
diferentes problemas de saúde, desde os mais simples (como jejum prolongado), até os mais complexos
(como problemas cardiovasculares).
O que fazer?
• Verificar se a pessoa está respirando e se tem pulso;
• Deite a pessoa no chão, de barriga para cima, e eleve as pernas dela em relação ao corpo e a cabeça;
Coloque a cabeça da vítima de lado, para assim, facilitar a respiração e evitar asfixia devido ao risco de
vômito;
• Afrouxe as roupas e abra os botões/zíperes para facilitar a respiração da pessoa;
• Comunique-se com as pessoas, mesmo que ela não responda;
Convulsão e ataque epilético: É muitas vezes conhecida por “ataque” e caracteriza-se por alguns dos
seguintes sinais e/ou sintomas que também são comuns em ataque epilético: movimentos bruscos e
incontrolados da cabeça e/ou extremidades; perda de consciência com queda desamparada; olhar vago, fixo
e/ou “revirar dos olhos”; “espumar pela boca”; perda de urina e/ou fezes; morder a língua e/ou lábios;
morder a unha ou dedos
O que fazer?
• Afastar todos os objetos onde a pessoa possa se machucar;
• Proteger a vítima de traumatismos, amortecendo a cabeça com almofadas ou com as mãos;
• Ter o devido cuidado para não colocar os dedos na boca da vítima durante a crise.
• Tomar o ambiente calmo afastando os curiosos e manter as roupas afrouxadas.
• Anotar a duração da convulsão e nunca aproxime a mão ou os dedos na boca de uma vítima que esteja
sofrendo convulsões ou ataques epilépticos;
• Acabada fase de movimentos bruscos colocar a pessoa na Posição Lateral de Segurança*;
• Enviar ao hospital sempre que: for a primeira convulsão; durar mais de 8 a 10 minutos.
Parada Respiratória: A respiração é crítica para a sobrevivência do organismo, e garanti-la é o ponto
fundamental de qualquer procedimento de primeiros socorros. Geralmente uma pessoa sem respiração, por
asfixia, apresenta um estado de agitação, palidez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a
um estado de inconsciência (quando for por afogamento, por exemplo) com parada respiratória e cianose
(tonalidade azulada) da face e extremidades (dedos dos pés e mãos). O cérebro tem lesões irreversíveis
(necroses) em no máximo 6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é
quase certa. Para verificar a respiração coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao mesmo
tempo observe o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela boca e pelas narinas da vítima. Veja
se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório. Se não há movimentos respiratórios, isso indica que
houve parada respiratória.
O que fazer?
• Deitar a vítima de costas sobre uma superfície lisa e firme;
• Retirar da boca da vítima qualquer objeto, se possível, desobstruindo as vias aéreas;
• Elevar com delicadeza o queixo da vítima, estabilizando a coluna cervical (é importante o cuidado com a
medula e que a vítima não se movimente);
Parada cardíaca: A circulação é inicialmente avaliada através do pulso: a onda de pressão que é sentida
quando o coração bombeia o sangue através das artérias, indicando as condições cardíacas. É importante
dizer que a ausência de pulsação requer o procedimento de compressão torácica externa (massagem
pulmonar) ou reanimação cardíaca vale dizer também que a pessoa que teve um ataque cardíaco não tem
mais de 5 minutos de vida e a cada minuto que se passa a vítima perda 10% de chance de sobrevir.
O que fazer?
• Deitar a vítima de costas sobre uma superfície lisa e firme;
• Encontre o apêndice xifoide (dois dedos abaixo da linha horizontal entre os mamilos), posicione a mão
dominante com a palma para baixo e intercale os dedos com a segunda mão;
• Estique os braços e realize a força com o peso do corpo (a compressão deve ter o vigor necessário para
gerar um afundamento de 4 a 5 cm).
• Realize compressões seguidas (a uma frequência de, no mínimo, 100 compressões por minuto), antes
de reavaliar o pulso;
• Ao final reavaliar o pulso e se não houver sucesso, repetir o procedimento.
Hemorragias: É o derramamento de sangue para fora dos vasos que devem contê-lo com, por menor que
seja. O sangue é utilizado para transportar oxigênio, nutrientes para as células, bem como gás carbônico e
outras excretas para os órgãos de eliminação, havendo uma diminuição brusca do volume circulante, como a
que ocorre em uma grande hemorragia, o coração poderá ter sua ação como bomba comprometida, o que
chegando a determinados níveis, levará a vítima a um colapso circulatório, podendo resultar e morte.
O que fazer?
• Deitar horizontalmente a vítima (facilita a circulação sanguínea entre o coração e o cérebro);
• Se for possível calçar luvas descartáveis;
• Aplicar sobre a ferida uma compressa esterilizada ou, na sua falta, um pano lavado (de modo a limitar o
risco de infecção), exercendo uma pressão firme com uma ou as duas mãos, com um dedo ou ainda com
uma ligadura limpa, conforme o local e a extensão do ferimento;
• Se o pano ficar saturado de sangue, colocar outro por cima, mas sem retirar o primeiro;
• Fazer durar a compressão até a hemorragia parar (pelo menos 10 minutos). Caso a hemorragia não
parar deve ser comprimida a artéria;
• Se tiver algum objeto na lesão hemorrágica é importante não o retirar e não lavar a ferida;
• Não deixar a vítima comer ou beber.
Queimadura: Uma queimadura pode ter vários graus de gravidade e esta pode ser considerada grave
quando as suas características fazem com que seja necessária uma consulta médica ou a hospitalização. A
gravidade da queimadura depende de vários fatores: da zona atingida pela queimadura (localização),
extensão da queimadura, profundidade, natureza ou causa da queimadura e da fragilidade do indivíduo.
O que fazer?
• Lavar a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente, até a dor acalmar;
• Se as bolhas não estiverem rebentadas, não as rebentar; aplicar gaze ou compressa esterilizada;
• Se as bolhas rebentarem, não cortar a pele da bolha esvaziada; tratar como qualquer outra ferida.
• Dar água a beber frequentemente.
Fratura: Uma fratura é caracterizada por uma dor intensa no local, inchaço, falta de força, perda total ou
parcial dos movimentos, e encurtamento ou deformação do membro lesionado.
O que fazer?
• Expor a zona da lesão (desapertar ou se necessário cortar a roupa);
• Verificar se existem ferimentos;
• Tentar imobilizar as articulações que se encontram antes e depois da fratura usando talas apropriadas,
ou na sua falta, improvisar. Em caso de fratura exposta, cobrir o ferimento com gaze ou pano limpo;
• Mantê-la em jejum pela possibilidade de cirurgia;
Engasgo: Obstrução pela ingestão de um objeto ou alimento, quando em vez de descer para o esôfago entra
na traqueia, impedindo que o ar chegue nos pulmões. Os sinais mais comuns são: tosse, a vítima agarra o
pescoço com as mãos, em estados mais grave cianose (cor da pele azulada), podendo levar para perda da
consciência.
O que fazer?
• Na maioria das vezes tossir ou elevar os braços com tapas nas costas já resolve;
• Em casos mais graves Manobra de Heimlich (ver figura).
PROCEDIMENTO DE POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA
MASSAGEM CARDÍACA