Percurso de Aprendizagem 1
Percurso de Aprendizagem 1
Aprendizagem
|||||||||||||||||||||||||||| Unidade 1
Ferramentas
Estatísticas
Elementos Básicos de Estatística
Desenvolvimento do material
Regiane Santanna
Elementos Básicos
de Estatística
Para Início de Conversa... ............................... 3
Infográfico ......................................................... 38
Referências ....................................................... 40
1 Para Início de Conversa...
Seja bem-vindo (a) à disciplina Ferramentas Estatísticas. Será um prazer
tê-lo (a) por aqui. Esperamos contribuir para o aprimoramento de seu
aprendizado com qualidade, de forma crítica e, sobretudo, respondendo às
suas necessidades enquanto estudante e profissional do mercado.
Ferramentas Estatísticas 3
2 Pontos de Aprendizagem
Os elementos básicos de estatística envolvem conceitos e técnicas fundamentais que
permitem coletar, organizar, analisar e interpretar dados.
Nesse sentido, atente-se à parte de coleta de dados, que é a primeira etapa do processo
estatístico e envolve a obtenção de informações necessárias para a análise; observe
que a precisão e a relevância dos dados coletados são cruciais para garantir resultados
válidos e úteis. Por isso, analise bem os tipos de amostragens existentes para escolher
aquele que melhor se enquadra na sua pesquisa.
Direcione sua atenção também aos tipos de variáveis existentes, pois identificar as
variáveis importantes para o estudo garante que os dados coletados sejam relevantes e
úteis para responder às perguntas de pesquisa. Além de, quando focamos nas variáveis
que de fato expressam nossa pesquisa, evitamos a coleta de dados desnecessários que
só geram custo e tempo a mais.
Por fim, atente-se à organização desses dados, que também é muito importante, pois é
quando de fato vamos começar a tirar conclusões de nossa pesquisa, então saber como
montar uma tabela de distribuição de frequência e qual gráfico escolher para melhor
representar seus dados será crucial no processo estatístico.
3 Aprofundando os pontos
O tema que tem revolucionado o mercado de trabalho ultimamente é o Big Data. Esse
termo se refere a conjuntos de dados extremamente grandes e complexos que não
podem ser facilmente processados com ferramentas tradicionais de processamento
de dados. Esses conjuntos de dados geralmente têm variedade, volume e velocidade
significativos, conhecidos como os “três V’s” do big data.
O conceito de big data surgiu no início dos anos 2000, embora o termo tenha sido
popularizado posteriormente. O crescimento exponencial da quantidade de dados
gerados por dispositivos digitais, redes sociais, transações online, sensores e outras
fontes contribuiu para o surgimento desse conceito. Organizações em diversos setores
começaram a perceber o potencial desses grandes conjuntos de dados para obter
insights valiosos, tomar decisões informadas e criar valor.
Ferramentas Estatísticas 4
para entender comportamentos e tendências. Na área da Medicina e Saúde Pública
emprega o uso da estatística na análise de dados epidemiológicos, ensaios clínicos e
estudos de saúde pública. Em áreas como Engenharias e Ciências Naturais se aplica
no controle de qualidade, experimentos científicos e análise de dados ambientais. Já
no ramo dos Negócios e Marketing, ela se faz útil na pesquisa de mercado, análise
de dados de vendas e otimização de estratégias empresariais. Também é desfrutada
no Governo e Políticas Públicas para o planejamento urbano, censos populacionais e
desenvolvimento de políticas públicas baseadas em dados.
Objetivos de Aprendizagem:
▪ Identificar uma pesquisa censitária e amostral;
▪ Descrever os diferentes tipos de gráficos e tabelas;
▪ Categorizar dados qualitativos e quantitativos;
▪ Reconhecer a importância da estatística no ambiente corporativo.
Conteúdo:
Imagine que você está escolhendo sua roupa para ir ao trabalho no dia seguinte.
Embora pareça uma escolha simples e rotineira, decidir como se vestir envolve
considerar vários fatores. Por exemplo: tenho algum compromisso particular na hora
do almoço? Participarei de reuniões com clientes de perfis específicos? Quando sair do
trabalho, acompanharei os colegas em um happy hour? O dia está quente ou frio? Irá
chover em algum momento do dia ou fará sol o dia inteiro?
É apenas depois de mapear todas essas possibilidades que uma pessoa está apta a
fazer a escolha de roupas mais acertada, ou seja, se vestirá da maneira mais apropriada
para a realização de todas as tarefas do dia. Há aqueles que decidem sua roupa de
acordo com seu humor, sem levar em consideração as variáveis apontadas acima, o que
é uma possibilidade plausível.
Entretanto, tomar a decisão dessa forma faz com que a chance de decidir
erroneamente seja muito maior, o que causará diversos problemas. Já pensou
participar de uma reunião vestido de maneira muito formal com um cliente que preza
pela descontração? Ou o contrário? Se uma frente fria chega na sua cidade e você
está usando roupas de calor, você correrá o risco, inclusive, de ficar doente. Como,
então, tomar decisões mais acertadas?
Ferramentas Estatísticas 5
Uma maneira de responder a essa pergunta tem a ver com dados, afinal, de forma
rápida e simples, se você consultasse um site de meteorologia, ou até mesmo assistisse
o quadro meteorológico do jornal, sua decisão enquanto a forma de se vestir seria
muito menos passível de erros. Este é um exemplo simples de como podemos usar
dados para tomar decisões melhores. Há diversas outras decisões rotineiras que são
facilmente facilitadas com o acesso a dados.
Kahneman é mais conhecido por seu trabalho com o colega Amos Tversky sobre
heurísticas e vieses cognitivos, que são atalhos mentais e distorções de julgamento
que afetam a tomada de decisões das pessoas. Eles demonstraram que os indivíduos
muitas vezes não são tão racionais quanto supostamente seriam de acordo com os
modelos econômicos clássicos. Em vez disso, muitas vezes agem de maneiras previsíveis
e sistemáticas, suscetíveis a uma série de influências psicológicas e sociais.
Seu livro “Rápido e Devagar: duas formas de pensar” sintetiza décadas de pesquisa e
se tornou um best-seller internacional, popularizando suas ideias e teorias para um
público mais amplo. Kahneman é considerado uma figura influente não apenas na
academia, mas também entre os profissionais de diversas áreas, incluindo economia,
finanças, negócios e política, impactando significativamente a compreensão do
comportamento humano e a tomada de decisões em diferentes contextos.
Sua pesquisa, de forma resumida, demonstrou que há dois sistemas segundo os quais
uma decisão é tomada:
Ferramentas Estatísticas 6
Segundo Kahneman, dirigir um carro por uma rua vazia é um conjunto de decisões
do sistema 1, ao passo que se vestir é uma decisão do sistema 2. Interessa-nos, aqui,
focar no sistema 2, pois, em se tratando de carreiras da área da gestão, tomaremos
decisões do tipo 2 na maior parte do tempo. Sendo assim, há três formas de tomar
decisões do tipo 2.
Modo Criativo-Aleatório
No exemplo da escolha sobre se vestir, seria o equivalente a acordar para trabalhar, abrir
o armário e pegar a primeira roupa que sua mão alcançar. A aleatoriedade contribui para
a quebra de barreiras convencionais, estimulando a inovação e o pensamento fora da
caixa. Esse método é frequentemente utilizado em brainstorming, processos artísticos e na
resolução de problemas complexos, onde a originalidade e a flexibilidade são essenciais.
Modo Processual-Estruturado
Modo Analítico-Sistematizado
Ferramentas Estatísticas 7
obter insights precisos e fundamentados. O objetivo é decompor complexidades em
partes manejáveis, aplicar raciocínio crítico e alcançar soluções bem fundamentadas e
consistentes.
Curioso é notar que humanos também entram em um estado de “tela azul” na medida
em que somos bombardeados por informações e dados todos os dias, o tempo inteiro.
Note que muitas pessoas já passaram pela experiência de passar horas navegando por
plataformas de streaming para escolher algo, seja um filme ou uma série, para, no fim,
acabar não escolhendo nada.
Atualmente, vivemos uma fase em que dados são gerados de forma abundante por
qualquer aparelho conectado à internet. A quantidade de dados na nuvem vem
crescendo de forma acelerada, sendo projetada uma quantidade de 163 ZB de dados
na nuvem até 2025. Um zettabyte equivale a 10 trilhões de terabytes, o que mostra
que estamos lidando com um alto volume de dados. É o que chamamos de Big Data,
ou seja, dados que crescem em um volume, variedade e velocidade muito grandes. O
problema é que qualquer computador, por mais potente que seja, consegue processar
apenas 3% de todos esses dados disponíveis.
Note que sequer estamos falando da interpretação e análise desses dados. Estamos
enfrentando problemas na etapa anterior: de todos os dados disponíveis, só
conseguimos analisar e interpretar 3% deles, preciso escolher esses 3% da forma
correta. É aqui que entra a ciência de dados.
Ferramentas Estatísticas 8
e preparação de dados até a análise e visualização, com o objetivo final de auxiliar na
tomada de decisões baseadas em dados.
É a partir da ciência de dados que podemos processar uma quantidade maior e melhor
de dados. Tal processo faz com que a tomada de decisão dentro de empresas seja
facilitada e é por isso que, atualmente, qualquer empresa oferece altos salários para
seus funcionários do setor de análise de dados.
A estatística, por fim, se faz presente numa etapa seguinte à discutida acima. Ou
seja, a partir do momento em que os cientistas de dados fazem o processamento da
base, cabe ao estatístico interpretá-los. Tirar dali as verdadeiras informações que,
esperançosamente, virarão conhecimento.
Ferramentas Estatísticas 9
dos negócios modernos, tomar decisões fundamentadas e alcançar objetivos
organizacionais. Dessa maneira, é fundamental estudar ferramentas estatísticas que
nos possibilitam analisar como esse processo estatístico funciona na prática. Afinal, ele
é valioso para qualquer carreira, sendo, ou não, da área de gestão.
Esta é uma obra completa com diversas informações valiosas sobre o mundo tecnológico
do século XXI. Além das páginas sugeridas, há ainda capítulos sobre inteligência
artificial, aprendizado de máquina, entre outros. Todos são conceitos importantes que
estão no centro da discussão sobre tecnologia atualmente.
Lembre-se de que, para iniciar a leitura do livro sinalizado, é necessário fazer login no
Ambiente Virtual de Aprendizagem e, em seguida, fazer login na Minha Biblioteca.
Ferramentas Estatísticas 10
Tema 2 – População, Amostra e Variáveis
Uma vez que já sabemos o motivo por que a estatística é, de fato, uma ciência
matemática altamente aplicável na vida profissional de carreiras da área de gestão,
especialmente, chegou o momento de darmos os passos iniciais desse conteúdo. Neste
tema, falaremos sobre alguns conceitos, como população, amostra e variáveis.
Sendo assim, o primeiro passo para organizar uma pesquisa é definir se ela será
populacional ou amostral e, claro, quais variáveis serão estudadas. Por isso, esperamos
que o conteúdo aqui apresentado seja muito bem aproveitado por todos aqueles que a
ele tiverem acesso. Ele é fundamental para a estatística.
Objetivos de Aprendizagem:
▪ Identificar pesquisas populacionais e amostrais;
▪ Descrever variáveis qualitativas;
▪ Descrever variáveis quantitativas.
Conteúdo:
Para o estudo da Estatística é importante conhecer os conceitos que a envolve, agora
iremos estudar seus conceitos básicos, como os conceitos de população, amostra, censo,
parâmetros e estatísticas. Vamos as definições:
Seja qual for o contexto, a escolha de uma amostra adequada é fundamental para garantir
que os resultados e conclusões possam ser generalizados para a população inteira.
Ferramentas Estatísticas 11
Podemos representar visualmente a população e a amostra da seguinte forma:
Agora que você já sabe os principais conceitos de Estatísticas, existem duas categorias
principais de amostragem, são elas: amostragens probabilísticas e amostragens não
probabilísticas. Como os nomes sugerem, nas amostragens probabilísticas os itens
são escolhidos aleatoriamente, já nas amostragens não probabilísticas os itens são
escolhidos por conveniência.
Ferramentas Estatísticas 12
Amostragem aleatória simples: Um subconjunto de uma população em que cada
membro tem a mesma probabilidade de ser incluído, selecionado de maneira que cada
possível combinação de membros tenha a mesma chance de formar a amostra.
Uma amostra aleatória simples é uma técnica de amostragem onde cada membro da
população tem uma chance igual e independente de ser selecionado para a amostra.
Esse método garante que a amostra seja representativa da população, minimizando
vieses e permitindo que inferências estatísticas sejam feitas de forma confiável.
Ferramentas Estatísticas 13
Então, vamos escolher de 3 em 3 nesse intervalo iniciando pelo primeiro item. Dessa
forma, temos:
Por exemplo, vamos supor uma população de 5000 indivíduos onde os grupos sejam:
jovens, adultos e idosos. E os grupos contém respectivamente 1000, 2500 e 1500
pessoas e que você quer uma amostra de 150 pessoas no total, então vamos escolher
proporcionalmente essas pessoas, sendo:
1000
1. Jovens: ×150 = 30
5 000
2 500
2. Adultos: ×150 =75
5 000
3. Idosos: 1500 ×150 = 45
5 000
Ferramentas Estatísticas 14
Então, escolheremos aleatoriamente 30 jovens, 75 adultos e 45 idosos de seus
respectivos estratos (grupos).
Um exemplo é querer analisar uma cidade e dividir ela por bairros ou por quadras.
As vantagens deste tipo de amostragem é que ela reduz os custos e o tempo da coleta
de dados, principalmente em populações geograficamente dispersas. Ela é simples e
prática de se fazer. Já as desvantagens são a maior variabilidade, principalmente se os
conglomerados não forem homogêneos. E a análise estatística pode ser mais complexa
devido à correlação dentro dos conglomerados.
Com isso, temos que a amostragem por conglomerados é ideal para situações em que a
logística da coleta de dados é um fator crucial, e é especialmente útil em estudos que
envolvem grandes populações distribuídas geograficamente.
Ferramentas Estatísticas 15
pesquisador usa seu conhecimento e critérios específicos para escolher os elementos
que melhor atendem aos objetivos do estudo. Um exemplo deste tipo de amostragem
é selecionar pacientes com uma condição médica rara para estudar os efeitos de um
novo tratamento.
Ferramentas Estatísticas 16
Quando a variável define categorias e responde perguntas sobre como os casos se
encaixam nessas categorias ela é dita variável qualitativa. As variáveis qualitativas
podem ser divididas em dois tipos principais:
Como vimos neste tema as pesquisas podem ser tendenciosas a depender do tipo de
amostragem escolhida. Então, fique atento sempre ao método de pesquisa realizado
e ao tipo de amostragem feita, lembrando que cada uma possui suas vantagens e
desvantagens, inclusive a amostra por conveniência, que apresenta uma praticidade e
pode ser utilizada como uma pesquisa preliminar.
É importante se atentar as definições apresentadas, pois serão muito úteis para o estudo
da disciplina. A precisão e clareza dessas definições garantem que os pesquisadores
possam interpretar corretamente as informações e tomar decisões embasadas. Definir
a população e saber como a amostra é selecionada é decisivo para a validade de um
estudo.
Por fim, as definições estatísticas são essenciais para garantir a qualidade, validade e
utilidade dos dados e análises. Elas permitem uma comunicação clara, reprodutibilidade
de estudos, e tomadas de decisões informadas, além de promoverem ética e
transparência na pesquisa.
Ferramentas Estatísticas 17
Participaram 4.001 adultos e foram utilizadas na pesquisa variáveis qualitativas para
entender a população. É uma ótima pesquisa para se atentar aos temas estudados
até aqui.
Dessa maneira, neste tema, faremos um apanhado de algumas das principais formas
disponíveis de organizar os dados coletados. Há as opções por tabelas, podendo sê-
las mais simples, com poucas colunas e linhas, ou mais complexas, com muitos dados
sendo estratificados e apresentados. Há, também, a possibilidade de representar os
dados a partir de gráficos, que podem ser de diferentes maneiras.
Objetivos de Aprendizagem:
▪ Identificar os diferentes tipos de tabelas.
▪ Identificar os diferentes tipos de gráficos.
▪ Estimular a capacidade de optar pela melhor forma de organização de dados de
acordo com a pesquisa em questão.
▪ Interpretar gráficos e tabelas.
Conteúdo:
3.1 Tabelas
O pesquisador, além de saber como fará sua pesquisa, precisa saber organizar seus
dados para poder posteriormente tirar as conclusões. As tabelas são extremamente
Ferramentas Estatísticas 18
importantes neste sentido, visto que podemos organizar nossos dados em uma tabela
e assim começar a visualizar as informações que temos, mas não existe apenas um tipo
de tabela para organizarmos nossos dados e é isso que vamos ver agora.
60 53 68 66
58 67 65 57
69 51 60 53
50 50 69 59
Ferramentas Estatísticas 19
Com os dados organizados é muito mais fácil verificarmos os dados, neste exemplo
vemos os pesos que tiveram na pesquisa, pois não tem necessidade de colocar os
outros valores que não apareceram na pesquisa como 52 kg, por exemplo.
Neste caso, temos como dado qualitativo na primeira coluna a informação da região do
Brasil, como centro-oeste, nordeste, norte, sudeste, sul e também a região exterior, que
são os brasileiros que moram fora. Essa tabela ela é sobre o número de eleitores por
região do Brasil e também no exterior.
Podemos ter tabelas com mais de duas colunas, quando precisamos trazer mais
informações sobre o mesmo item, veja:
A tabela Mensal IRPF 2024, é a tabela de dedução do cálculo do imposto de renda para
o ano de 2024, temos na primeira coluna a base para o cálculo, temos um intervalo
de valores neste caso, que na estatística chamamos de distribuição de frequência,
Ferramentas Estatísticas 20
que veremos mais adiante neste tema. Na segunda coluna temos a alíquota, ou seja, a
porcentagem a ser calculada sobre o salário, e na terceira coluna temos a parcela de
dedução sobre o cálculo.
Observe que em todas as tabelas, temos alguns dados que sempre aparecem, vamos
então formalizar o que é necessário ter em uma tabela.
Anos Vendas
2015 R$ 25.000,00
2016 R$ 32.000,00
2017 R$ 45.000,00
2018 R$ 56.000,00
2019 R$ 38.000,00
2020 R$ 15.000,00
2021 R$ 19.000,00
2022 R$ 28.000,00
Tabela 5: Total em vendas do mercadinho “Boa Praça”. Fonte: Elaborado pela autora.
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Tabela 6: Eleitorado. Fonte: IBGE. Acessado em 02 de julho de 2024.
Curso Alunos
Administração 925
Agronomia 258
Biologia 348
Pedagogia 206
Tabela 7: Total de alunos por curso na Universidade para Todos. Fonte: Elaborado pela autora.
Ferramentas Estatísticas 22
▪ Série quantitativa: quando a variável estatística da primeira coluna se refere a
números, podendo ser organizados em intervalos. Um exemplo disso é a tabela
a seguir:
fi
fr =
n
Ferramentas Estatísticas 23
A frequência relativa sempre terá um valor entre 0 e 1, ou seja, será sempre um número
decimal.
Vamos ver todos esses itens que compõem a tabela de distribuição de frequência no
exemplo a seguir.
0 6 2 7 3
7 4 3 4 10
1 0 0 8 5
5 2 8 9 4
8 1 7 1 4
Tabela 9: Dados dos clientes de uma farmácia. Fonte: Elaborado pela autora.
Ferramentas Estatísticas 24
Avaliação fi fa fr %
0 3 3 0,12 12
1 3 6 0,12 12
2 2 8 0,08 8
3 2 10 0,08 8
4 4 14 0,16 16
5 2 16 0,08 8
6 1 17 0,04 4
7 3 20 0,12 12
8 3 23 0,12 12
9 1 24 0,04 4
10 1 25 0,04 4
TOTAL 25 1 100
Perceba que na primeira coluna temos as notas da avaliação que variam de 0 a 10.
Na segunda coluna, identificada por fi , temos a frequência absoluta, que representa a
quantidade total de votos da respectiva nota. Na terceira coluna, identificada por f a ,
temos a frequência absoluta, observe que na sua primeira célula com valor, o valor é o
mesmo da coluna da fi , a partir da segunda célula é o resultado da soma da segunda
célula com a primeira célula de fi , já na terceira célula é o resultado da soma das três
primeiras células de fi , que também pode ser obtida somando a célula anterior de
f a com a célula respectiva em fi (6+2=8). E assim, sucessivamente até que a última
célula de f a onde será o valor total de fi . A quarta coluna, representada por f r é da
frequência relativa, e seu cálculo se dá pela fórmula apresentada anteriormente, onde
pegamos cada valor da célula de fi respectiva e dividimos por n . O somatório desta
coluna será sempre 1. Na nossa última coluna, temos a porcentagem, representada
pelo símbolo da porcentagem %, para calculá-la, basta multiplicar por 100 a f r de
cada item. O somatório total da coluna da porcentagem será sempre 100%.
Podemos fazer outras observações sobre esses dados, mas uma coisa é fato, a maioria
das pessoas deram nota baixa, logo, uma decisão será tomada nesta filial da farmácia
para melhorar esses índices.
Ferramentas Estatísticas 25
Observe que este exemplo foi sobre notas, que é uma variável quantitativa, agora
veremos um exemplo com uma variável qualitativa. A forma de fazer não se altera.
Exemplo 2: Uma pesquisa foi realizada para entender o gosto musical dos selecionados,
e obteve a seguinte tabela de distribuição de frequência.
Música fi fa fr %
MPB 25 25 0,125 12,5
Rock 35 60 0,175 17,5
Funk 30 90 0,15 15
Sertanejo 50 140 0,25 25
Pop 60 200 0,3 30
TOTAL 200 1 100
Perceba que na primeira coluna temos os gostos musicais que foram selecionados para
a pesquisa: MPB (Música Popular Brasileira), Rock, Funk, Sertanejo e Pop. Na segunda
coluna, identificada por fi , temos a frequência absoluta, que representa a quantidade
total de votos da respectiva nota, temos que MPB recebeu 25 votos, Rock recebeu 35
votos, Funk 30, Sertanejo 50 e Pop 60 (o mais votado). Na terceira coluna, identificada por
f a , temos a frequência absoluta, observe que na sua primeira célula com valor, o valor é
o mesmo da coluna da fi , a partir da segunda célula é o resultado da soma da segunda
célula com a primeira célula de fi , já na terceira célula é o resultado da soma das três
primeiras células de fi , que também pode ser obtida somando a célula anterior de f a com
a célula respectiva em fi (60+30=90). E assim, sucessivamente até que a última célula
de f a nde será o valor total de fi , neste caso 200. A quarta coluna, representada por f r
é da frequência relativa, e seu cálculo se dá pela fórmula apresentada anteriormente,
onde pegamos cada valor da célula de fi respectiva e dividimos por n . O somatório
desta coluna será sempre 1. Na nossa última coluna, temos a porcentagem, representada
pelo símbolo da porcentagem %, para calculá-la, basta multiplicar cada f r por 100. O
somatório total da coluna da porcentagem será sempre 100%.
Ferramentas Estatísticas 26
a frequência absoluta, quantidade de observações de cada intervalo. Essa técnica é
particularmente útil para resumir grandes conjuntos de dados e para identificar
padrões ou tendências nos dados.
Tabela 12: Distribuição de frequência com intervalo de classes. Fonte: Elaborado pela autora.
Ferramentas Estatísticas 27
Regra de Sturges
É uma regra muito utilizada para encontrar o número de classes, mas ela envolve o
logaritmo em seu cálculo, veja a fórmula:
k = 1 + 3,[Link] ( n )
Tabela 13: Frequência relativa, acumulada e a porcentagem na distribuição de frequência com intervalo de classe.
Fonte: Elaborado pela autora.
Ferramentas Estatísticas 28
Exemplo 3: Suponha que você tenha os dados a seguir após uma pesquisa:
Temos que os dados são dispersos e muitos, logo, nesse caso é melhor fazermos a
distribuição de frequência com intervalo de classes, também conhecida como
distribuição de frequência de dados contínuos. Para isso, primeiro precisamos
calcular quantas classes teremos, vamos utilizar as duas regras apresentadas para
compreendermos:
Ferramentas Estatísticas 29
Pela regra de Sturges, temos:
k = 1 + 3,[Link] ( n )
k = 1 + 3,[Link] ( 50 )
k ≅ 1 + 3,322.1, 7
k ≅ 1 + 5, 6474
k ≅ 6, 6474
Neste caso arredondaríamos para 7, por ser o número inteiro mais próximo.
k = 50
k ≅ 7, 07
Neste caso arredondaríamos para 7, por ser o número inteiro mais próximo.
Como ambas as regras deram iguais, seguimos, mas você pode escolher por uma regra
e seguir com os cálculos. Nosso próximo passo é calcular a amplitude de classe:
At
Ac =
k
Ferramentas Estatísticas 30
Precisamos arredondar para o próximo número inteiro para que caibam todos os
números do levantamento, logo a amplitude de classe será de 7. A separação por classe,
ficará:
Ferramentas Estatísticas 31
E a tabela montada:
Pesos (Kg) fi fa fr %
45 |--- 52 7 7 0,14 14
52 |--- 59 10 17 0,2 20
59 |--- 66 10 27 0,2 20
66 |--- 73 7 34 0,14 14
73 |--- 80 5 39 0,1 10
80 |--- 87 5 44 0,1 10
87 |--- 94 6 50 0,12 12
TOTAL 50 1 100
Onde na primeira coluna temos os intervalos; veja que na primeira célula de intervalo,
temos os valores que vão de 45 até 52, mas não inclui o 52 nesta primeira, ele entra na
2ª classe. Os limites superiores nunca estão contidos naquela classe e sim na próxima
onde ele se torna o limite inferior. Na matemática quando temos 45 |-- 52, isso significa
que inclui o 45 naquele intervalo, mas não inclui o 52, logo neste primeiro intervalo
estão os valores: 45, 46, 47, 48, 49, 50 e 51. E assim por diante.
Gráfico de linhas
O gráfico de linha une os pontos da frequência por segmentos de retas. Ideal para
mostrar tendências ao longo do tempo. Por exemplo:
Ferramentas Estatísticas 32
Neste gráfico, podemos obter:
Dados analisados: dólar comercial e dólar turismo (cada linha representa um)
Leitura geral do gráfico: Podemos observar tanto o dólar comercial quanto o dólar
turismo no ano de 2024 esteve em alta, com leves baixas, tendo dois picos de alta, uma
em 16 de abril e outra em 25 de junho.
Gráfico de Colunas
Leitura geral do gráfico: Onde está laranja representa que a insegurança alimentar é
grave e onde está verde temos que a insegurança alimentar é moderada ou grave.
Interpretações possíveis: Em 2021 cerca de 12,5% da população estava com a
insegurança alimentar grave. Entre os anos de 2014 e 2021 aumentou o nível de
insegurança alimentar tanto grave quanto a moderada ou grave.
Ferramentas Estatísticas 33
Gráfico de barras
Gráfico de setores
Ferramentas Estatísticas 34
Figura 6: Gráfico de pizza 2D. Fonte: Elaborado pela autora.
Ferramentas Estatísticas 35
Figura 8: Gráfico de rosca. Fonte: Elaborado pela autora.
O foco deste tema foi a etapa de organização dos dados no processo estatístico. Muitas
vezes subestimada e ignorada, esta etapa é imprescindível para que a interpretação
dos dados possa ser feita de maneira correta. Por isso, dedicamo-nos a pontuar as
principais formas de representação de uma base de dados.
Ferramentas Estatísticas 36
Lembre-se de que, para iniciar a leitura do livro sinalizado, é necessário fazer login no
Ambiente Virtual de Aprendizagem e, em seguida, fazer login na Minha Biblioteca.
4 Teoria na Prática
Metodologia:
Ferramentas Estatísticas 37
Resultados:
▪ 1 estrela: 20 clientes.
▪ 2 estrelas: 50 clientes.
▪ 3 estrelas: 70 clientes.
▪ 4 estrelas: 100 clientes.
▪ 5 estrelas: 10 clientes.
5 Sala de Aula
Nas videoaulas a seguir falaremos sobre o Big Data e
a IoTs; são conceitos distintos, porém complementares.
resumidamente o “Big Data” refere-se a conjuntos de dados
extremamente grandes e complexos que são difíceis de Acesse
processar usando técnicas tradicionais de processamento
aqui
de dados. Já as IoTs, chamada Internet das Coisas, descreve
a complexa rede de dispositivos descentralizados que coletam informações e as
encaminham de volta a um ponto central na Internet.
O grande volume de dados gerados pelas IoTs devido aos seus sensores geram quase
que em tempo real as informações, responsável pelo aumento do Big Data, que recebem
informações não apenas das IoTs mas de outras fontes como veremos a seguir. Além
de falarmos sobre os tipos de análises, vamos conhecer alguns cases de sucesso com o
uso do Big Data e IoTs.
6 Infográfico
Vimos que a estatística é um ramo da matemática que tem como foco a coleta,
organização e interpretação de dados. Desde a reflexão sobre o problema inicial a ser
resolvido e o final do processo com a eventual decisão sobre esse problema, há um
caminho sistematizado a ser percorrido. Este infográfico tem como objetivo, portanto,
desmembrar o passo a passo do método estatístico para que você já consiga pensar
nas suas pesquisas.
Ferramentas Estatísticas 38
Fases do método estatístico
Fase Fase
Definição do problema Apuração dos dados
Definir com clareza o problema que se pretende solucionar. 1 5 Resumir os dados por meio de sua contagem, separar os tipos de
respostas e agrupar os dados de acordo com as suas características.
Fase Fase
Delimitação do problema Apresentação dos dados
Definir local em que a pesquisa e coleta de dados será realizada, 2 6 Apresentar os dados no formata de tabelas e/ou gráficos.
horário da coleta.
Fase Fase
Planejamento Análise dos dados
Definir o cronograma de atividades necessárias para obtenção 3 7 Extrair conclusões a respeito dos dados que foram coletados,
dos dados. permitindo descrever detalhadamente o fenômeno observado.
Fase Fase
Coleta de dados Interpretação dos dados
Obter os dados, seja por meio da observação ou da utilização de
ferramentas.
4 8 Tomar decisões a respeito dos dados coletados e analisados.
7 Direto ao Ponto
Durante este percurso de aprendizagem, estudamos o processo estatístico. Das 8 fases
do método, passamos pelas seis primeiras, sendo as duas últimas o tema da próxima
unidade. Dessa maneira, discutimos o que é estatística e qual é a sua importância no
século XXI, período marcado por avanços tecnológicos que impactaram a maioria das
carreiras profissionais, inclusive as da área de gestão.
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8 Referências
DOANE, D.; SEWARD, L. Estatística aplicada à administração e economia. 4. ed. Porto
Alegre: AMGH, 2014.
KAHNEMAN, D. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Objetiva, São Paulo, 2012.
LEVIN, J. Estatística para ciências humanas. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
MORAIS, I. S. de; GONÇALVES, P. de F.; LEDUR, C. L.; et al. Introdução a Big Data e
Internet das Coisas (IoT). Rio de Janeiro: Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595027640.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 09 mai. 2024.
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Coisas (IoT). Rio de Janeiro: Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788595027640. Disponível
em: [Link]
pageid/32. Acesso em: 01 jul. 2024.
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