Visão Geral do OSPF
Objetivos do Curso
• Descrever as vantagens e classificação dos protocolos de roteamento
dinâmico.
• Descrever conceitos básicos de OSPF e cenários de uso.
• Descrever o mecanismo de trabalho do OSPF.
• Implementar configurações básicas do OSPF.
Classificação
Por ASs
Protocolos de Gateway Interior (IGPs) Protocolos de Gateway Exterior (EGPs)
RIP OSPF IS-IS BGP
Por mecanismos de trabalho e
algoritmos
Protocolos de roteamento de vetores de Protocolos de Roteamento de Estado de Link
distância
RIP OSPF IS-IS
Protocolo de Vetor de Distância
• Os roteadores enviam as rotas para os vizinhos
• Cada roteador sabe apenas onde está o destino e o custo para chegar lá, não
tem nenhum conhecimento sobre a topologia
• Essa é a essência de um Protocolo de Vetor de Distância
Tabela de Tabela de Tabela de
Roteamento Roteamento Roteamento
[Link]
R1 R2 R3
Destinado para [Link], através de R2!
Protocolo de Link-State
• Estes protocolos anunciam Estado dos Links, no lugar das rotas
• Os roteadores estabelecem as vizinhanças e sincronizam as informações de Estado de Link (LSA)
• As LSA enviam os status da interface, o custo e um identificador para cada interface do roteador
LSA LSA
R2
R1 R3
LSA LSA
R4
Cálculo SPF
• Cada roteador usa o algoritmo Shortest Path First (SPF) sobre as informações da LSDB para
calcular as rotas.
• Depois que calcula uma árvore livre de loops ele encontra os melhores caminhos para todos os
destinos da rede
LSDB
Cada roteador calcula uma árvore livre
de loop com ela mesma como a raiz
R2 sobre o caminho mais curto.
LSDB LSDB
2
R1 R3
1 4
R4 4
LSDB
Geração da Tabela de Roteamento
• Depois das rotas calculadas o roteador compara com as demais da
tabela e instala as rotas dos caminhos preferenciais.
Com base nos resultados do cálculo
Tabela de do SPF, cada roteador instala rotas na
LSDB
roteamento tabela de roteamento.
Tabela de
roteamento R2 Tabela de
LSDB LSDB Tabela de
roteamento
roteamento
R1 R3
R4
Tabela de
LSDB roteamento
Resumo das Etapas
Configuração LSDB Informações de LSDB
Vizinhança status do link
R1 R2 R1 R2
R3 1 2 R3 LSDB
Cálculo do caminho Cálculo do caminho 3 4 RIB RIB
Geração de rotas
R1 R2 R1 R2
1 2
RIB
Cálculo do caminho R3 3 RIB: Base de informações de R3
roteamento
Introdução
• Protocolo do tipo Link-State e o IGP mais amplamente utilizado na história
• OSPFv2 é definido para IPv4 pela RFC 2328. OSPFv3 é definido para IPv6 pela RFC 2740
• Os roteadores trocam informações de link, não rotas.
• Todos os roteadores dentro de uma mesma área possuem as mesmas informações em
suas LSDB
• Cada roteador usa o conhecimento de topologia da LSDB pra calculas os caminhos e
consequentemente as rotas
• Tem a possibilidade de separação em áreas menores para suporte a redes de maior
escala
Onde é mais utilizado na rede campus
Internet Firewall
Cluster de
O switch principal e agregação
servidores
switches executam OSPF para Switch core
implementar rotas acessíveis
na rede do campus.
Switch Switch Switch
Agregação Agregação Agregação
Prédio Comercial 1 Prédio Comercial 2 Prédio Comercial 3
Área
• É o agrupamento lógico de roteadores identificado por um área ID
R1 Area 0 R2
R3
Custo
• Os custos são utilizados como valores de métrica das rotas.
• Cada interface mantém um valor de custo
• O valor padrão é o resultado da conta (100 Mbps / Banda da Interface)
• Custo da rota é a soma dos custos das interfaces de entrada ao longo do caminho
Valor de Custo de uma Interface OSPF Custos acumulados em um caminho OSPF
Interface serial (1.544 Mbit/s) [Link]/24
Custo padrão = 64
Custo = 10
Interface FE Interface GE
Custo = 1 Custo = 64
Custo padrão = 1 Custo padrão = 1
R1 R2 R3
• Cada interface OSPF tem um custo específico • Na tabela de roteamento de R3, o custo da rota OSPF para
devido ao valor de largura de banda específica. [Link]/24 é de 75 (10 + 1 + 64).
Pacotes OSPF
• São cinco os tipos de pacote que implementam funções diferentes em cada etapa
da relação entre os roteadores
Nome do pacote Funções
É enviado periodicamente para descobrir e manter os relacionamentos com
Hello
os vizinhos do OSPF.
Descreve o resumo do LSDB local, que é usado para sincronizar os LSDBs de
Database Description
dois dispositivos.
Solicita um LSA necessário de um vizinho. Os LSRs são enviados somente
Link State Request
após a troca bem-sucedida de pacotes DD.
Link State Update É enviado para anunciar um LSA solicitado a um vizinho.
Link State ACK É usado para confirmar o recebimento de um LSA.
Tabelas de Auxílio OSPF
São três as tabelas geradas pelo OSPF para a realização dos cálculos de rotas
• Tabela de Vizinhança (Neighbor)
• Tabela de Estado de Link (LSDB)
• Tabela de Rotas OSPF
Tabela de Vizinhança
• Antes de trocar informações de LSA, os roteadores estabelecem vizinhança
• São estabelecidas pela troca de pacotes Hello
• Depois de estabelecida, a relação é mantida pela troca contínua de pacotes Hello
<R1> display ospf peer
[R1]display ospf peer OSPF Process 1 with Router ID [Link]
Neighbors
Area [Link] interface [Link](GigabitEthernet1/0/0)'s neighbors
Router ID: [Link] Router ID: [Link] Router ID: [Link] Address: [Link] GR State: Normal
State: Full Mode:Nbr is Master Priority: 1
DR: [Link] BDR: [Link] MTU: 0
GE 1/0/0 GE 1/0/0 Dead timer due in 35 sec
R1 [Link]/30 [Link]/30 R2 Retrans timer interval: 5
Neighbor is up for 00:00:05
Authentication Sequence: [ 0 ]
Tabela de Estado de Link (LSDB)
• Após o estabelecimento da vizinhança, os roteadores sincronizam suas LSDB
• O sincronismo é realizado pela troca de pacotes DD, LSR, LSU e LSAck
• Todos os roteadores em uma mesma área possuem suas LSDB sincronizadas
<R1> display ospf lsdb
[R1]display ospf lsdb
OSPF Process 1 with Router ID [Link]
Link State Database
Router ID: [Link] Router ID: [Link]
Router ID: [Link]
Type LinkState ID AdvRouter Age Len Sequence Metric
GE 1/0/0 GE 1/0/0 Router [Link] [Link] 98 36 8000000B 1
R1 [Link]/30 [Link]/30 R2 Router [Link] [Link] 92 36 80000005 1
Network [Link] [Link] 98 32 80000004 0
Tabela de Rotas OSPF
• Após o sincronismo da LSDB, o roteador processa as entradas com o SPF
• Como resultado, as informações de rota são inseridas na tabela de rotas OSPF
• Com estas rotas, o roteador pode processar estas com as demais rotas aprendidas
por outras maneiras e decidir qual melhor caminho para cada destino.
<R1> display ospf routing
[R1]display ospf routing OSPF Process 1 with Router ID [Link]
Routing tables
Router ID: [Link] Router ID: [Link] Routing for Network
Destination Cost Type NextHop AdvRouter Area
[Link]/32 0 stub [Link] [Link] [Link]
GE 1/0/0 GE 1/0/0 [Link]/20 1 Transit [Link] [Link] [Link]
[Link]/32 1 stub [Link] [Link] [Link]
R1 [Link]/30 [Link]/30 R2
Total Nets: 3
Intra Area: 3 Inter Area: 0 ASE: 0 NSSA: 0
Domínio OSPF
• Domínio OSPF é o conjunto de roteadores OSPF
contíguos, sejam em área única ou múltiplas áreas
• Um roteador OSPF envia LSAs em uma mesma área
Área 1 para garantir o sincronismo de topologia entre eles
Area 0
Area 0
Área 2
Área única
• Com uma única área, quanto maior o número de
roteadores, maior a LSDB que deve ser processada
por cada um.
• Uma LSDB muito grande consome muitos recursos de
memória e CPU, fazendo com que roteadores de
menor porte percam desempenho.
Area 0
• Uma LSDB grande é mais demorada para calcular
• Quando há uma mudança na topologia, um volume
muito grande de roteadores precisa realizar o
recálculo de SPF, trazendo sobrecarga desnecessária.
Múltiplas Áreas
• O mesmo domínio OSPF pode ser dividido em
pequenas áreas.
• As múltiplas áreas reduzem o volume de LSAs
Área 1 trocadas entre os roteadores, e o tamanho das LSDB.
• As rotas podem ser sumarizadas, reduzindo o
tamanho da tabela de roteamento.
Area 0
• Múltiplas Áreas melhoram a escalabilidade da rede,
permitindo redes maiores sem sobrecarga de
processamento.
Área 2
Tipos de Roteadores
• Os roteadores OSPF são
IR classificados nos seguintes tipos
com base em suas localizações ou
funções:
Área 1 • Roteador interno (IR)
BR
• Roteador de fronteira de área (ABR)
• Roteador de backbone (BR)
• Roteador de borda AS (ASBR)
ABR/BR
Outro AS
Área 2
ASBR
Rede Típica OSPF
OSPF Area 0
OSPF Area 1 OSPF Area 2
OSPF Area 0
Rede de pequenas e médias empresas Rede de grandes empresas (várias áreas)
(área única)
Conclusão
• Neste capítulo fizemos uma revisão geral sobre OSPF
• Entendemos os conceitos básicos do protocolo
• Entendemos os tipos de tabelas utilizadas nos cálculos
de rotas e como são geradas
• Entendemos como as rotas são calculadas
Obrigado