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Slide Sistema Muscular Rosane

O documento aborda a fisiologia muscular, detalhando os tipos de músculos (estriado esquelético, cardíaco e liso) e suas características. Ele explora a estrutura das fibras musculares, a organização dos sarcômeros, o funcionamento do retículo sarcoplasmático e os mecanismos de contração muscular. Além disso, discute as fontes de energia utilizadas durante a contração e os diferentes tipos de fibras musculares, incluindo suas propriedades e funções.

Enviado por

Rosane Andrade
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Slide Sistema Muscular Rosane

O documento aborda a fisiologia muscular, detalhando os tipos de músculos (estriado esquelético, cardíaco e liso) e suas características. Ele explora a estrutura das fibras musculares, a organização dos sarcômeros, o funcionamento do retículo sarcoplasmático e os mecanismos de contração muscular. Além disso, discute as fontes de energia utilizadas durante a contração e os diferentes tipos de fibras musculares, incluindo suas propriedades e funções.

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Fisiologia muscular

Profª Rosane Andrade


Tipos de músculos

 Músculo estriado esquelético


 Voluntário
 Músculos estriado cardíaco
 Involuntário
 Músculo liso
 Involuntário
Tipos de músculos

liso cardíaco
Músculo esquelético
 Cada músculos é composto por
numerosas fibras musculares

 Cada fibra é envolvida por uma camada


de tecido conjuntivo: o endomísio
Músculo esquelético
 As fibras musculares são agrupadas
em fascículos

 Cada fascículo é envolvido pelo:


perimísio
Músculo esquelético
 Os fascículos são agrupados para, então,
formar o músculo
 O músculo é envolvido pelo: epimísio
 Função de prender o músculo ao esqueleto

 As três camadas de tec. conjuntivo são


compostas por elastina e colágeno para
transmitir a ação contrátil ao esqueleto e
gerar o movimento
Fibras musculares
 São organizadas e formadas pelas
miofibrilas
 O padrão estriado acontece pela disposição
dessas miofibrilas
 Actina e miosina
 As miofibrilas são dispostas e organizadas
nos sarcômeros
 Organização longitudinal da disposição de actina
e miosina
 Limites do arranjo da miofibrila
Fibras musculares
Sarcômero - organização
 É a unidade contrátil do músculo
 Delimitado pelas linhas Z
 Banda I:
 Linha clara ao lado das linhas Z
 Formada por filamentos finos (actina)
 Sobrepõe-se a banda A
 Banda A:
 Linha escura entre duas bandas I
 Formada por filamentos grossos (miosina)
Sarcômero - organização
 Zona H:
 Zona no centro do sarcômero formado
somente por miosina sem sobreposição
de actina
 Linha M:
 Centro do sarcômero
 Presença de proteínas de organização
 Titina
Retículo sarcoplasmático
 Rede intracelular de membranas que
desempenha função crítica na
regulação da concentração
intracelular de cálcio

 O retículo se prolonga por toda a


célula juntamente com as cisternas
terminais
 Alta concentração de Ca2+-ATPase
Retículo sarcoplasmático
Túbulos T
 São invaginações no sarcolema que seguem
até os limites da banda A
 Próximos ao retículo sarcoplasmático

 O RS é uma rede intracelular, enquanto que


os túbulos T estão em contato com o meio
extracelular
 A área de contato entre os dois (RS e T.T) é
chamado de cisterna terminal
 Local de liberação de cálcio
Túbulos T
Filamento fino – actina F
(filamentar)
 Composição:
 Actina – ligação com a miosina
 Nebulina – regula o comprimento
 Tropomiosina – estende-se por todo o filamento
cobrindo o sítio de ligação da miosina na actina,
envolvendo 7 moléculas
 Troponina:
 São 3: C, I e T
 Influencia o posicionamento da tropomiosina,
influenciando a ligação da tropomiosina à miosina
 Troponina T – liga-se a tropomiosina
 Troponina I – inibição do sítio de ligação
 Troponina C – ligação com o cálcio, promovendo a
movimentação e descoberta do sítio de ligação para a
miosina na actina
Filamento fino – actina F
(filamentar)
 Tropomodulina – participa na regulação
do tamanho do filamento, seguindo da
extremidade do filamento fino ao centro
do sarcômero

 α-actina e capZ – ancoram o filamento


fino à linha Z
Filamento fino – actina F
(filamentar)
Filamento grosso
 Composição:
 Miosina:
 Proteína grande formada por dois pares de
cadeia leve e um par de cadeia pesada
 As cadeias pesadas se enovelam em forma
de –α-hélice formando um longo bastão
com a porção N-terminal com uma
configuração de grande cabeça globular
 Essa cabeça globular é o que se estende à
actina, podendo se ligar a ela, e também
tem atividade ATPase
Filamento grosso
 As cadeias leve se localizam na cabeça,
tendo uma cadeia tendo função essencial
na hidrólise do ATP (cadeias essenciais) e a
outra agindo na ligação com a actina
 Outras proteínas do filamento grosso:
 Miomesina
 Proteína C
 Participam na organização do filamento
Filamento grosso
Acoplamento excitação-contração
 Potencial de ação na membrana do
sarcolema até os Túbulos T
 Liberação de Ca2+ do RS
 Aumento da [Ca2+] intracelular
 Na cisterna terminal, há o receptor de rianodina
(RYR) que ajudam no processo de aumento na
[cálcio]
 Calsequestrina: proteína de baixa afinidade com
o cálcio que permite do íon em alta
concentração, promovendo um gradiente de
concentração favorável, facilitando o fluxo do RS
ao mioplasma
Acoplamento excitação-contração
 O relaxamento acontece através da recaptação de
cálcio pelo RS
 Ocorre pela bomba de cálcio que recebe o nome de
SERCA (sarcoplasmis endoplasmic reticulum calcium
ATPase) no RS
 A calsequestrina permite o armazenamento de
grande quantidade de cálcio no RS
 Ca2+ conecta-se com a troponina C
 Mudança na conformação de:
 tropomiosina
 troponina I
 Essa mudança descobre o sítio de ligação para a
miosina na molécula de actina
Ciclo das pontes cruzadas
 A miosina hidrolisa ATP e promove
mudança em sua conformação e liga à
actina
 A mudança da conformação (ação de
engrenagem) puxa o filamento de actina ao
centro do sarcômero
 Miosina liga-se a um novo ATP e solta-se da
actina
 A [cálcio] ainda elevada promove outro
ciclo, estado baixa
 Estando baixa, o íon solta-se da troponina C e o
processo é todo feito de forma contrária
acoplamento
Tipos de músculo esquelético
 Diferem-se na velocidade de
contração e manifestação de
isoformas de miosina

 Tipos:
 Contração lenta – tipo I (110ms)
 Contração rápida – tipo IIa, tipo IIb
(50ms)
Tipos de músculo esquelético
 Fibras de contração lenta (tipo I):
 Fibras vermelhas
 Maior ação oxidativa (muita presença de
mitocôndrias)
 Ação glicolítica pequena
 Frequência lenta de contração (10Hz)
 Alta resistência à fadiga
 Baixa força da unidade motora
 Presença de SERCA 2 (tempo de relaxamento
longo)
 Troponina C com 1 sítio de ligação
Tipos de músculo esquelético
 Fibras de contração rápida (tipo II):
 Fibras brancas
 Maior ação glicolítica
 IIa: também possui ação moderada oxidativa
 Alta velocidade e frequência contrátil (50Hz)
 IIb é a mais rápida
 Resistência à fadiga:
 IIa: moderada
 IIb: baixa
 Alta força na unidade motora
 Presença da SERCA 1: atividade maior de recaptação
de cálcio (tempo de relaxamento curto)
 Troponina C com 2 sítios de ligação
Tipos de músculo esquelético
Tipos de músculo esquelético
Fontes de energia da contração
 ATP:
 Transformação de energia química em mecânica
 É a fonte utilizada no músculo
 Pouco estoque na célula, mas rapidamente
reposto
 Creatina-fosfato:
 Mecanismo de reposição de ATP através da
conversão de ADP em ATP
 Fonte imediata de reposição do ATP
 Presença da enzima creatinofosfocinase (CPK)
ADP + CP  ATP + creatina
Fontes de energia da contração
 Carboidratos:
 Glicogênio muscular
 Glicogênio hepático
 Glicose no líquido corporal

 Ácidos graxos:
 Gordura subcutânea
 Gordura intramuscular
Bioenergética muscular
 Sistemas de produção de energia:

 Sistema ATP-CP

 Sistema Glocolítico

 Sistema Oxidativo
Sistema ATP-CP
 Sistema anaeróbio alático; Fosfagênio
 Sistema energético mais simples que

 A partir da quebra da ligação de CP, o
estoque de ATP é reposto
 Com isso, há energia para seguir o
movimento
Sistema ATP-CP
 Processo que não exige oxigênio para
sua realização
 Processo de fornecimento de energia
muito rápido, tanto na reposição
quanto no exaurimento
 Sustenta atividade por 3 a 15
segundos
Sistema ATP-CP
Sistema Glicolítico
 Sistema Anaeróbio Lático
 Liberação de energia a partir da
quebra de glicose (glicólise)
 O glicogênio é a forma como a glicose
é armazenado no músculo e no fígado
 A liberação através do glicogênio
(glicogenólise) se dá pela formação de
glicose-1-fosfato
Sistema Glicolítico
 Para a glicose ser utilizada, ela deve
ser transformada em glicose-6-
fosfato
 Ação feita pela glicose-6-fosfatase
 Essa ação, a partir da glicose, requer
gasto de 1 ATP; sendo a partir da
glicose-1-fosfato não gasta energia
 Processo ocorre sem a presença de
oxigênio
Sistema Glicolítico
 O produto final da glicólise é o ácido
pirúvico
 O oxigênio vai mudar o destino desse
subproduto
 A glicólise requer 12 reações para
degradação de glicogênio em ácido lático
 O aumento do ácido lático inibe uma maior
degradação de glicogênio posterior e diminui a
capacidade de ligação do cálcio
 A produção desse sistema é de 2 a 3 moles
de ATP
Sistema Glicolítico
 Ácido lático X Lactato

 O lactato é um subproduto da
degradação do ácido lático
 O ácido lático produzido é rapidamente
degrada e libera H+
 O íon vai se ligar a sódio e potássio para
formar o lactato
Sistema oxidativo
 Sistema aeróbio

 O mais complexo sistema energético

 Participação das mitocôndrias

 Possui enorme capacidade de síntese


de ATP
Sistema oxidativo
 Glicólise aeróbia:
 Processo igual com ou sem oxigênio
 Presença do oxigênio determina o destino do
ácido pirúvico
 Na presença de O2, o ácido pirúvico é convertido
em acetil coenzima A (acetil-CoA)
 Uma vez convertido, o Acetil-CoA entra no ciclo
de Krebs na mitocôndria
 No final do ciclo são gerados 2 moles de ATP, e
é degrada em hidrogênio e dióxido de carbono
Sistema oxidativo
 Segue a cadeia transportadora de elétrons:
 Quanto mais se produz ác. pirúvico, mais
hidrogênio é liberado, com isso, nesse momento
ele é associado a duas coenzimas (NAD e FAD) e
dissociado em prótons e elétrons
 No final da cadeia, o hidrogênio que sobra
associa-se com o O2 para formar água e evitar a
acidez do meio
 Todo o processo oxidativo gera 39 moles de
ATP a partir de glicogênio e 38 a partir de
glicose
Comparação

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