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TCC Rafhaela Linhares

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma ferramenta computacional gratuita em Microsoft Excel, utilizando VBA, para o dimensionamento otimizado de lajes maciças de concreto armado. A ferramenta visa facilitar a rotina de engenheiros civis e ampliar o acesso a recursos técnicos, alcançando resultados com erros abaixo de 1% em comparação com cálculos analíticos. O estudo foi estruturado em cinco etapas metodológicas, resultando em uma interface gráfica aprimorada e a capacidade de gerar relatórios em PDF.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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TCC Rafhaela Linhares

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma ferramenta computacional gratuita em Microsoft Excel, utilizando VBA, para o dimensionamento otimizado de lajes maciças de concreto armado. A ferramenta visa facilitar a rotina de engenheiros civis e ampliar o acesso a recursos técnicos, alcançando resultados com erros abaixo de 1% em comparação com cálculos analíticos. O estudo foi estruturado em cinco etapas metodológicas, resultando em uma interface gráfica aprimorada e a capacidade de gerar relatórios em PDF.
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Rafhaela Maria de Melo Linhares

Dimensionamento otimizado de laje maciça de concreto armado por meio de


programação VBA em Microsoft Excel

MOSSORÓ
2025
Rafhaela Maria de Melo Linhares

Dimensionamento otimizado de laje maciça de concreto armado por meio de


programação VBA em Microsoft Excel

Monografia apresentada a Universidade


Federal Rural do Semi-Árido como requisito
para obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Civil.

Orientador: Raimundo Gomes de Amorim


Neto, Prof. Dr.

Co-orientador: John Eloi Bezerra, Prof. Dr.

MOSSORÓ
2025
© Todos os direitos estão reservados a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O conteúdo desta obra é de inteira
responsabilidade do (a) autor (a), sendo o mesmo, passível de sanções administrativas ou penais, caso sejam infringidas as leis
que regulamentam a Propriedade Intelectual, respectivamente, Patentes: Lei n° 9.279/1996 e Direitos Autorais: Lei n°
9.610/1998. O conteúdo desta obra tomar-se-á de domínio público após a data de defesa e homologação da sua respectiva
ata. A mesma poderá servir de base literária para novas pesquisas, desde que a obra e seu (a) respectivo (a) autor (a)
sejam devidamente citados e mencionados os seus créditos bibliográficos.

L735d Linhares, Rafhaela Maria de Melo .


Dimensionamento otimizado de laje maciça de
concreto armado por meio de programação VBA em
Microsoft Excel / Rafhaela Maria de Melo
Linhares. - 2025.
67 f. : il.

Orientador: Raimundo Gomes de Amorim Neto.


Coorientador: John Eloi Bezerra.
Monografia (graduação) - Universidade Federal
Rural do Semi-árido, Curso de Engenharia Civil,
2025.

1. rotina computacional. 2. planilha. 3.


estruturas. 4. análise estrutural. 5. laje maciça.
I. Amorim Neto, Raimundo Gomes de, orient. II.
Bezerra, John Eloi , co-orient. III. Título.

Ficha catalográfica elaborada por sistema gerador automático em conformidade


com AACR2 e os dados fornecidos pelo) autor(a).
Biblioteca Campus Mossoró / Setor de Informação e Referência
Bibliotecária: Keina Cristina Santos Sousa e Silva
CRB: 15/120

O serviço de Geração Automática de Ficha Catalográfica para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) foi desenvolvido pelo Instituto
de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e gentilmente cedido para o Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (SISBI-UFERSA), sendo customizado pela Superintendência de Tecnologia da Informação
e Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos alunos dos Cursos de
Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade.
Rafhaela Maria de Melo Linhares

Dimensionamento otimizado de laje maciça de concreto armado por meio de


programação VBA em Microsoft Excel

Monografia apresentada a Universidade


Federal Rural do Semi-Árido como requisito
para obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Civil.

Defendida em: 22 / 12 / 2025.

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________
Raimundo Gomes de Amorim Neto, Prof. Dr. (UFERSA)
Presidente

_________________________________________
John Eloi Bezerra, Prof. Dr. (UFERSA)
Membro Examinador

_________________________________________
João Paulo Matos Xavier, Prof. Dr. (UFERSA)
Membro Examinador
Dedico este trabalho a Valderiano João de
Melo (In Memoriam). Algumas das noites que
passei escrevendo este trabalho foi te vendo da
mesa de sua casa, outras, olhando sua foto em
minha mesa. Vovô, não existirá um único dia
em que não lembrarei do senhor.
AGRADECIMENTOS

Aos meus pais, Vera e Julierme, que tudo fizeram por mim e pela minha educação. Por
todos os dias que me buscaram tarde da noite na universidade, mas não me deixaram perder um
dia sequer de aula. Que me ensinaram a entrar e sair em qualquer ambiente, sempre respeitando
a todos que ali estivessem, e por me ensinarem valores que só se aprende dentro de casa.
Ao meu irmão Neto e sua esposa Bruna, por me receberem em sua casa em muitas noites
durante a graduação, e por me presentearem com meu sobrinho Raul que torna alegre qualquer
lugar que ele esteja.
Ao meu companheiro Murilo, por me apoiar em todas as decisões, me ensinar tudo que
sabe e me incentivar a ser sempre melhor a cada dia. Quando eu desmoronava em preocupação,
ele me erguia em paciência e palavras de afirmação.
Aos meus amigos, que há mais de 10 anos fazem parte dos meus dias, torcendo por mim
mesmo que a alguns quilômetros de distância: Carol, Clara, Kércia, Garibalde e Márcia Letícia.
Aos amigos que fiz na UFERSA, que trouxeram leveza e tornaram os dias muito mais
animados durante a graduação: Mirielly, Méllane, Ronildo, Stefani, Mateus e Alessandra.
A todos os professores do IFRN – Campus Mossoró, que foram essenciais na minha
formação técnica e na tomada de decisão da escolha do curso de graduação: Sandra Renuzia,
Conceição, Edmondson, Cristiano, Luiz Ailton, Walney e Jeronimo.
Ao meu orientador Raimundo Amorim e ao meu coorientador John Eloi, por todo apoio
e incentivo. Eles ensinam com amor, com animação e com paciência, e foi a partir deles que
nasceu em mim a vontade de ensinar assim. Sou imensamente grata a eles.
Por fim, aos professores da UFERSA, em especial aqueles que se tornaram amigos e
que ficam felizes ao ver a vitória de seus alunos: Júnior Paraú, Josicleide Guedes, Christiane
Gameleira, Gilmar Guilherme, João Paulo, Airton Melo, Matheus Menezes e Antonio Gomes.
ÉPIGRAFE

Gosto do que me desafia. O fácil nunca me


interessou. Já o obviamente impossível sempre
me atraiu, e muito.

Autor desconhecido
RESUMO

Engenharia estrutural é uma das áreas mais importantes da engenharia civil, sendo essencial em
qualquer tipo de edificação. Sabendo da sua complexidade, existem diversos softwares que
automatizam a rotina de cálculos necessários para o dimensionamento dessas estruturas que,
em sua grande maioria, são programas computacionais com sistema de licenciamento pago.
Sendo assim, este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de uma ferramenta
computacional gratuita, elaborada no Microsoft Excel por meio da linguagem de programação
Visual Basic for Applications (VBA), voltada para o dimensionamento e detalhamento de lajes
maciças de concreto armado. Dessa forma, ao oferecer uma alternativa acessível aos softwares
pagos amplamente utilizados no mercado, a rotina visa otimizar o tempo de elaboração de
projetos estruturais de laje, facilitar a rotina profissional do engenheiro civil e ampliar o acesso
a ferramentas de apoio técnico, especialmente em contextos acadêmicos e profissionais com
recursos limitados. O trabalho foi desenvolvido a partir de cinco etapas metodológicas, sendo
elas: i) revisão bibliográfica, a partir do qual se construiu a base teórica do trabalho; ii)
desenvolvimento da planilha no Microsoft Excel, desenvolvendo um banco de dados e
coletando os dados de entrada; iii) elaboração do código em VBA, onde foi configurado todas
as macros para o dimensionamento; iv) aperfeiçoamento da interface gráfica, que tornou a
ferramenta mais sucinta e atrativa; e v) validação da rotina desenvolvida, comparando os
resultados da planilha com o cálculo analítico. Como resultado, obteve-se uma ferramenta que
atingiu resultados praticamente idênticos aos cálculos analíticos, tendo em vista que as
porcentagens de erro para as verificação de flechas, abertura de fissuras e cisalhamento ficaram
abaixo de 1%; já quanto ao detalhamento das armaduras, tanto os resultados obtidos através da
ferramenta quanto o obtido através dos cálculos analíticos tiveram valores idênticos; por fim,
também foi possível gerar um relatório em PDF com todo o detalhamento das armaduras da
laje, provando-se eficiente para o dimensionamento de pequenas edificações.

Palavras-chave: rotina computacional; planilha; estruturas; análise estrutural; laje maciça.


ABSTRACT

Structural engineering is one of the most important areas of civil engineering, being essential
in any type of building. Knowing its complexity, there are several software programs that
automate the routine calculations necessary for the dimensioning of these structures, most of
which are computer programs with paid licensing systems. Therefore, this work aims to develop
a free computational tool, created in Microsoft Excel using the Visual Basic for Applications
(VBA) programming language, focused on the d imensioning and detailing of reinforced
concrete solid slabs. Thus, by offering an accessible alternative to the widely used paid software
on the market, the routine aims to optimize the time spent on developing structural slab designs,
facilitate the professional routine of civil engineers, and expand access to technical support
tools, especially in academic and professional contexts with limited resources. The work was
developed from five methodological steps: i) bibliographic review, from which the theoretical
basis of the work was built; ii) development of the spreadsheet in Microsoft Excel, developing
a database and collecting the input data; iii) Development of the VBA code, where all macros
for dimensioning were configured; iv) Improvement of the graphical interface, which made the
tool more concise and attractive; and v) Validation of the developed routine, comparing the
spreadsheet results with the analytical calculation. As a result, a tool was obtained that achieved
results practically identical to the analytical calculations, considering that the error percentages
for the verification of deflections, crack opening, and shear were below 1%; regarding the
reinforcement detailing, both the results obtained through the tool and those obtained through
the analytical calculations had identical values; finally, it was also possible to generate a PDF
report with all the reinforcement details of the slab, proving to be efficient for the dimensioning
of small buildings.

Keywords: computational routine; spreadsheet; structures; structural analysis; solid slab.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Estrutura com seus elementos constituintes ............................................................ 20


Figura 2 – Classificação das peças estruturais por critério geométrico .................................... 21
Figura 3 – Fluxo de cargas na estrutura .................................................................................... 21
Figura 4 – Laje nervurada modulada com fôrma...................................................................... 22
Figura 5 – Modelos de laje lisa e laje cogumelo ...................................................................... 23
Figura 6 – Representação de laje maciça apoiada sobre viga................................................... 24
Figura 7 – Fluxograma das etapas metodológicas do desenvolvimento da pesquisa ............... 26
Figura 8 – Tabela de valores característicos nominais das cargas variáveis no banco de dados
da planilha................................................................................................................................. 27
Figura 9 – Tabela de classe de agressividade ambiental no banco de dados da planilha ......... 27
Figura 10 – Tabela de correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do
concreto no banco de dados da planilha ................................................................................... 28
Figura 11 – Tabela de correspondência entre a classe de agressividade ambiental e o
cobrimento nominal no banco de dados da planilha................................................................. 29
Figura 12 – Coeficientes de ponderação f............................................................................... 29
Figura 13 – Coeficiente de ponderação f2 .............................................................................. 30
Figura 14 – Tabela 2.3B de momentos fletores em lajes com carga uniforme no banco de
dados da planilha ...................................................................................................................... 30
Figura 15 – Tabela de KMD no banco de dados da planilha.................................................... 31
Figura 16 – Tabela 2.5A de flechas em lajes com carga uniforme no banco de dados da
planilha ..................................................................................................................................... 31
Figura 17 – Tabela 2.2A de reações de apoio em lajes com carga uniforme no banco de dados
da planilha................................................................................................................................. 32
Figura 18 – Dados do projeto ................................................................................................... 32
Figura 19 – Características do projeto definidas por listas suspensas ...................................... 33
Figura 20 – Cargas atuantes...................................................................................................... 33
Figura 21 – Formulário do Microsoft Excel para seleção do tipo de laje ................................. 34
Figura 22 – Interface do VBA exibindo variáveis declaradas ................................................... 35
Figura 23 – Janelas do VBA ...................................................................................................... 35
Figura 24 – Janela de configuração do Solver .......................................................................... 36
Figura 25 – Interface da ferramenta SlabCalc .......................................................................... 37
Figura 26 – Relatório em PDF gerado na ferramenta SlabCalc ............................................... 37
Figura 27 – Tabela de aço no relatório em PDF gerado na ferramenta SlabCalc .................... 38
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Comparação entre os resultados das verificações quanto as flechas obtidas pelo
cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .................................................. 55
Tabela 2 - Comparação entre os resultados das verificações quanto a abertura de fissura
obtidos pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros ............................. 56
Tabela 3 - Comparação entre os resultados das verificações quanto ao cisalhamento obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 56
Tabela 4 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras positivas obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 56
Tabela 5 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras negativas obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 57
Tabela 6 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras de borda obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 57
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

VBA Visual Basic for Applications


ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas
Esp. Espessura
NBR Norma Brasileira Registrada
MPa Megapascal
fck Resistencia característica do concreto
fcd Resistencia característica do concreto de cálculo
kN Quilonewton
kN/m Quilonewton por metro
m² Metros elevados à segunda potência
cm² Centímetros elevados à segunda potência
Vsd Força cortante solicitante de cálculo
Vrd1 Força cortante resistente de projeto
Vrd2 Força cortante resistente de projeto
Es Módulo de elasticidade do aço
Ec Módulo de elasticidade do concreto
LISTA DE SÍMBOLOS

 Peso específico
f Coeficiente de ponderação
f2 Coeficiente de ponderação 2
𝜙 Diâmetro
% Porcentagem
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 17

2. OBJETIVOS .................................................................................................................... 19

2.1 Objetivo geral................................................................................................................... 19

2.2 Objetivos específicos........................................................................................................ 19

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................. 20

3.1 Análise estrutural ............................................................................................................ 20

3.2 Tipos de lajes .................................................................................................................... 22

3.2.1 Laje nervurada ................................................................................................................. 22

3.2.2 Laje lisa e laje cogumelo.................................................................................................. 22

3.2.3 Laje maciça de concreto armado...................................................................................... 23

3.3 Inovação tecnológica na Engenharia Civil .................................................................... 24

3.3.1 Microsoft Excel ................................................................................................................ 25

3.3.2 Visual Basic for Applications - VBA ................................................................................ 25

4. METODOLOGIA............................................................................................................ 26

4.1 Revisão bibliográfica ....................................................................................................... 26

4.2 Desenvolvimento de planilha no Microsoft Excel ......................................................... 26

4.2.1 Construindo o banco de dados ......................................................................................... 26

4.2.2 Coletando os dados de entrada......................................................................................... 32

4.3 Elaboração de código em VBA ....................................................................................... 34

4.4 Aperfeiçoamento da interface gráfica ........................................................................... 36

4.5 Validação da rotina desenvolvida .................................................................................. 38

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................... 40

5.1 Dimensionamento analítico............................................................................................. 40

5.1.1 Carga atuantes .................................................................................................................. 40

5.1.2 Vãos efetivos.................................................................................................................... 40


5.1.3 Momentos atuantes .......................................................................................................... 41

5.1.4 Diâmetro máximo das barras ........................................................................................... 42

5.1.5 Armadura mínima e armadura máxima ........................................................................... 42

5.1.6 Espaçamento máximo ...................................................................................................... 42

5.1.7 Área de aço ...................................................................................................................... 42

5.1.8 Espaçamento .................................................................................................................... 44

5.2 Verificações ...................................................................................................................... 44

5.2.1 Momento de fissuração .................................................................................................... 44

5.2.2 Momento atuante ............................................................................................................. 45

5.2.3 Flechas ............................................................................................................................. 45

5.2.4 Verificação ao cisalhamento ............................................................................................ 49

5.3 Detalhamento das armaduras positivas......................................................................... 51

5.4 Detalhamento das armaduras negativas ....................................................................... 52

5.5 Detalhamento das armaduras de bordas....................................................................... 53

5.6 Comparação dos resultados ............................................................................................ 55

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................... 59

7. REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 60

ANEXO A - RELATÓRIO DO DETALHAMENTO DAS ARMADURAS......................63

ANEXO B - PLANILHA DO MICROSOFT EXCEL.........................................................66


17

1 INTRODUÇÃO

As estruturas são formadas pela união de diversos elementos estruturais, como lajes,
vigas e pilares (Carvalho; Figueiredo Filho, 2014), de tal modo que o arranjo entre esses
elementos forme um conjunto estável (Sussekind, 1981). Essas peças da estrutura são
dimensionadas a fim de serem capazes de receber e transmitir os esforços aos quais são
submetidas ao longo de toda sua vida útil (Soriano; Lima, 2006).
Sendo de imensurável importância, a engenharia estrutural é a área da engenharia civil
que trata do planejamento, projeto e construção desses sistemas (Martha, 2010). De acordo com
Sussekind, (1981), há três casos possíveis no que diz respeito às dimensões dos elementos
estruturais, sendo eles: a) duas dimensões pequenas comparadas com a terceira; b) uma
dimensão pequena comparada com as outras duas; e c) as três dimensões são consideráveis.
Neste trabalho, dar-se-á ênfase ao segundo caso, quando o elemento estrutural possui
uma dimensão pequena comparada com as outras duas, mais especificamente às lajes maciças.
Essas estruturas são placas de concreto de superfícies planas, que distribuem suas reações nas
vigas de contorno (Carvalho; Figueiredo Filho, 2014).
Clímaco, (2008), em sua obra “Estruturas de concreto armado: fundamentos de projeto,
dimensionamento e verificação”, explica precisamente a importância do dimensionamento,
definindo:
Cálculo ou dimensionamento de uma estrutura é um conjunto de atividades de projeto
que conduz à determinação das dimensões das peças e respectivas armaduras de aço,
bem como o detalhamento da disposição dessas armaduras, no interior das peças e em
suas ligações, a fim de suportar as ações atuantes na edificação (Clímaco, 2008).

Há disponível no mercado diversos softwares de dimensionamento de estruturas, sendo


alguns mais reconhecidos como TQS, Eberick e Cypecad. E em comum entre eles tem-se que
ambos os renomados softwares de dimensionamento adotam um sistema de licenciamento
pago. Sabendo do alto custo para a aquisição desses sistemas, é comum a busca por alternativas
que atendam as necessidades dos engenheiros de maneira mais barata, nascendo assim o
interesse pelo uso de planilhas eletrônicas.
O Microsoft Excel é o mais prestigiado software de planilhas e, apesar de não ser de
licenciamento gratuito, o fato de já estar instalado em grande maioria dos computadores torna-
o uma opção atrativa para os usuários, sendo utilizado para organização de dados de qualquer
natureza, otimizando o tempo do usuário.
18

Sendo assim, sabendo dos avanços tecnológicos, da constante busca pela otimização da
realização de atividades e, em especial, do interesse no uso de ferramentas com menor custo,
este trabalho busca desenvolver, usando planilha do Microsoft Excel e programação com
linguagem Visual Basic for Applications (VBA), uma rotina capaz de dimensionar lajes maciças
de concreto armado. Dessa forma, tornaria possível que engenheiros civis tenham uma
ferramenta que auxilie na otimização de seus projetos referentes a esse elemento estrutural.
No âmbito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), diversas
pesquisas foram desenvolvidas utilizando programação VBA para o dimensionamento
otimizado de elementos estruturais. Sombra, (2017) estudou o uso do VBA para o
desenvolvimento de uma ferramenta que auxilia no projeto de pilares de concreto armado
sujeitos à flexo-compressão normal; Já Lima, (2018) explorou o uso do Microsoft Excel ao
desenvolver uma ferramenta capaz de calcular e dimensionar as armaduras de seções de pilares
retangulares submetidos à flexo-compressão oblíqua; Melo, (2018) construiu uma ferramenta
voltada para projetos estruturais e geotécnicos de fundação do tipo sapata.
Dessa forma, a proposta deste trabalho é desenvolver uma ferramenta para auxiliar em
projetos de lajes maciças de concreto armado, entretanto, podendo atuar também como recurso
didático para alunos de engenharia civil.
19

2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo geral

O presente trabalho tem como objetivo geral desenvolver uma rotina computacional
através do software Microsoft Excel, utilizando programação com linguagem VBA, que
possibilite o dimensionamento e otimização do elemento laje maciça de concreto armado.

2.2 Objetivos específicos

• Desenvolver uma planilha para o dimensionamento ótimo de lajes maciças utilizando


linguagem de programação VBA;
• Criar uma interface gráfica atraente e de fácil utilização para os usuários;
• Validar a rotina desenvolvida por meio de cálculo analítico.
20

3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 Análise estrutural

Uma das fases da elaboração de um projeto estrutural se caracteriza como a análise do


comportamento da estrutura perante suas solicitações, com o intuito de verificar se atenderá aos
critérios de segurança e utilização para a qual foi projetada (Martha, 2010). De acordo com
Clímaco, (2008), uma estrutura pode ser definida como um conjunto de elementos que, juntos,
são capazes de assegurar resistência a uma edificação. A Figura 1 ilustra exemplos desses
elementos.
Figura 1 – Estrutura com seus elementos constituintes

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Carvalho; Figueiredo Filho, (2014).

Para Soriano; Lima, (2006), as estruturas podem ser classificadas como barras ou
contínuas: a barra possui apenas uma dimensão principal comparada as demais dimensões,
enquanto a contínua possui duas ou três dimensões principais. As estruturas de barras também
são chamadas de elementos lineares, são exemplos as vigas e pilares; já as estruturas contínuas
são denominadas elementos de superfície, são elas as placas, chapas e cascas (Clímaco, 2008),
ilustradas na Figura 2.
21

Figura 2 – Classificação das peças estruturais por critério geométrico

a) Barras

b) Placas c) Chapas d) Cascas


Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Clímaco, (2008).

Pinheiro; Muzardo; Santos, (2007) definiram os principais elementos estruturais como:


• Lajes: as que recebem as cargas permanentes e ações de uso e as encaminham para os
apoios;
• Vigas: as que resistem as paredes, recebem as cargas da laje e as encaminham para os
apoios;
• Pilares: os que recebem as ações das vigas ou dos elementos superiores e as encaminham
para as fundações;
• Fundações: as que recebem os esforços e os transmitem para o solo.
A Figura 3 ilustra a distribuição de cargas na estrutura.
Figura 3 – Fluxo de cargas na estrutura

Fonte: Autoria própria (2025).

Dessa forma, é possível entender como o bom dimensionamento de cada um desses


elementos influencia diretamente no desempenho da edificação. Também é válido destacar que
o resultado de um bom desempenho depende das várias etapas pelas quais a edificação passa,
22

como planejamento, projeto e execução (Clímaco, 2008). Neste trabalho, dar-se-á ênfase ao
estudo do elemento estrutural laje, mais especificamente as lajes maciças de concreto armado.

3.2 Tipos de lajes

Para a execução dos pavimentos de uma edificação há distintos tipos de lajes, como
maciças, cogumelo e nervuradas, sendo escolhida aquela de melhor custo econômico e de
melhor desempenho no que diz respeito a segurança de acordo com as necessidades do projeto
arquitetônico (Araújo, 2010a).

3.2.1 Laje nervurada


De acordo com a ABNT, (2023) na NBR 6118 “lajes nervuradas são as lajes moldadas
no local ou com nervura pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos estejam
localizadas nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte”. A Figura 4 ilustra
um tipo de laje nervurada.
Figura 4 – Laje nervurada modulada com fôrma

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Araújo, (2010).

Para Carvalho; Pinheiro, (2009) as lajes nervuradas são uma evolução das lajes maciças,
tendo em vista que necessitam de menos material para serem executadas. Esse tipo de laje é
capaz de vencer grandes vãos, se tornando ideal para obras que precisam diminuir a locação de
pilares afim de agregar mais funcionalidade ao ambiente, além disso, sua execução não
necessita de mão de obra específica, diferentemente das lajes protendidas (Carvalho; Pinheiro,
2009).

3.2.2 Laje lisa e laje cogumelo


A ABNT, (2023), no item 14.7.8 da NBR 6118, definiu lajes cogumelos como “lajes
apoiadas diretamente em pilares com capitéis” e lajes lisas como “lajes apoiadas em pilares sem
capitéis”, como ilustradas na Figura 5.
23

Figura 5 – Modelos de laje lisa e laje cogumelo

b) Laje cogumelo com c) Laje cogumelo com


a) Laje lisa
alargamento da laje capitel
Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Moraes, (2019).

Nesses dois tipos de lajes há a ligação direta com o pilar, gerando uma força cortante
que pode ocasionar a ruína da laje (Carvalho; Pinheiro, 2009). Esse fenômeno é denominado
de punção, e é evitado com o aumento na região de ligação entre o pilar e a laje, chamado de
capitel (Carvalho; Pinheiro, 2009).
Dessa forma, tem-se optado pelo uso de lajes lisas em função das dificuldades da
execução das fôrmas para o emprego de capiteis, sabendo que ambos os tipos proporcionam
maior ventilação por não usar vigas, além de ser capazes de suportar cargas de maiores
intensidades (Araújo, 2010b).

3.2.3 Laje maciça de concreto armado


As lajes maciças de concreto armado são elementos estruturais moldados “in loco”,
apoiadas em vigas em seu contorno (Carvalho; Figueiredo Filho, 2014), como ilustra a Figura
6. A ABNT, (2023), no item 13.2.4 da NBR 6118, define alguns limites mínimos de espessura
afim de garantir a segurança de utilização:
• 7 cm para cobertura não em balanço;
• 8 cm para lajes de piso não em balanço;
• 10 cm para lajes em balanço;
• 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN;
• 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN.
Pode-se citar como vantagens ao uso desse tipo de laje a maior rigidez agregada ao
conjunto da estrutura e a possibilidade de descontinuidade na sua superfície, em contrapartida,
algumas desvantagens são o alto consumo de fôrmas e o uso de concreto onde ele não é
solicitado (Nappi, 1993).
24

Figura 6 – Representação de laje maciça apoiada sobre viga

Fonte: Autoria própria (2025).

De acordo com Carvalho; Pinheiro, (2009), a parte estrutural das edificações que,
geralmente, mais consome material é a laje, por isso, a redução da sua altura diminui
significativamente o consumo de material e, consequentemente, diminui seu custo. Sendo
assim, torna-se necessário a concepção de obras que atendam às exigências normativas, mas
que sejam executadas ao menor custo (Bezerra, 2017).

3.3 Inovação tecnológica na Engenharia Civil

Com o intuito de otimizar os resultados, as inovações tecnológicas na construção civil


possibilitaram a redução de consumo de materiais, de energia, de tempo com planejamento e
gestão, garantindo assim obras mais rápidas, econômicas e duradouras (Manuel, 2025).
De acordo com Soriano; Lima, (2006), durante a concepção estrutural é necessário a
construção de um modelo de análise, por meio de equações matemáticas, afim de simular o
possível comportamento da estrutura. Desse modo, os sistemas computacionais ganharam
espaço por proporcionar mais rapidez e eficiência na realização dos cálculos matemáticos, que
antes levavam dias para serem feitos manualmente, e hoje são dimensionados rapidamente
(Kimura, 2018).
No Brasil, alguns softwares têm se destacado no dimensionamento estrutural, entre os
quais pode-se citar Eberick e TQS, sendo ambos pagos. O primeiro tem um perfil mais didático,
enquanto o segundo tem um perfil mais técnico. Apesar de forte adesão ao uso desses softwares,
o fato de exigirem licença torna interessante a busca por alternativas mais viáveis
economicamente.
25

Dessa forma, é comum encontrar profissionais da engenharia que desenvolvem


planilhas eletrônicas com o intuito de automatizar cálculos mais complexos e resolver
problemas. O Microsoft Excel é o software mais usado no desenvolvimento dessas planilhas.

3.3.1 Microsoft Excel


Através de funções, fórmulas e tabelas, as planilhas do Microsoft Excel conseguem
apresentar conjuntos de dados organizados em linhas e colunas, gerindo, acompanhando e
analisando dados de interesse do usuário (MICROSOFT, 2024). Dessa forma, essa ferramenta
vem sendo amplamente utilizada por empresas e profissionais que buscam otimizar seu tempo.

3.3.2 Visual Basic for Applications - VBA


Visual Basic for Applications, que significa Visual Básico para Aplicativos, ou
simplesmente VBA, é uma linguagem de programação que está presente nos softwares do
Microsoft Office, como o Excel e o Word, e é utilizado para desenvolver programas que
controlem essas ferramentas (Walkenbach, 2013). Segundo Jelen; Syrstad, (2009), o VBA
possibilita mais eficiência no uso do Excel através do uso de Macros.
O VBA tem sido usado comumente com o objetivo de automatizar tarefas repetitivas,
além de possibilitar a criação de novas funcionalidades ao aplicativo (MICROSOFT, 2023).
Através dele é possível criar novas funções que atendam a necessidades específicas do usuário.
26

4 METODOLOGIA

Foram estruturadas cinco etapas metodológicas com o intuito de atingir os objetivos


propostos neste trabalho, visando otimizar o desenvolvimento do mesmo e a obtenção de
resultados mais eficientes. A Figura 7 ilustra o fluxograma correspondente às etapas do
desenvolvimento deste estudo.
Figura 7 – Fluxograma das etapas metodológicas do desenvolvimento da pesquisa

Fonte: Autoria própria (2025).

Cada uma das etapas metodológicas será descrita nos tópicos seguintes.

4.1 Revisão bibliográfica

Foi realizada uma análise com base na literatura, a partir da qual se construiu a base
teórica desta pesquisa. Por meio dela extraiu-se definições, tabelas e normas.

4.2 Desenvolvimento de planilha no Microsoft Excel

4.2.1 Construindo o banco de dados


O desenvolvimento da planilha baseou-se nas boas práticas da engenharia e nas
normativas vigentes, em especial na ABNT NBR 6118:2023 - Projeto de estruturas de concreto
e na ABNT NBR 6120:2019 - Ações para o cálculo de estruturas de edificações, normas de
referência na engenharia estrutural.
Dessa forma, durante o desenvolvimento da planilha foram inseridas as tabelas usuais
das normas citadas anteriormente a fim de criar um banco de dados. O objetivo de inseri-las foi
a automatização da coleta dos limites pré-estabelecidos em norma, garantindo o
dimensionamento adequado.
27

Para o dimensionamento de uma estrutura, deve-se levar em conta a carga variável que
ela precisará suportar ao longo de sua vida útil (ABNT, 2019). Por esse motivo a NBR
6120:2019, no item 6.2, indica uma tabela de cargas uniformemente distribuídas que devem ser
consideradas para cada tipo de área/local. A Figura 8 ilustra a tabela de cargas varáveis no
banco de dados da planilha.
Figura 8 – Tabela de valores característicos nominais das cargas variáveis no banco de dados
da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de (ABNT, 2019).

Figura 9 – Tabela de classe de agressividade ambiental no banco de dados da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de ABNT, (2023).


28

A Figura 9 apresenta a tabela de classe de agressividade ambiental no banco de dados


da planilha, que se refere às ações físicas e químicas atuantes em qualquer estrutura de concreto
armado, e são classificadas pela Tabela 6.1 da Norma Brasileira 6118:2023 (ABNT, 2023).
A partir da definição da classe de agressividade, é possível adotar requisitos mínimos
referentes a relação água/cimento em massa e a classe de concreto, por meio do item 7.4.2 da
NBR 6118:2023 (ABNT, 2023), como apresentado na Figura 10.
Figura 10 – Tabela de correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do
concreto no banco de dados da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de ABNT, (2023).

Outra importante correspondência é com o cobrimento nominal, barreira física ligada


diretamente a durabilidade das estruturas (ABNT, 2023). A Figura 11 ilustra a relação classe
de agressividade e cobrimento nominal, obtida por meio do item [Link] da NBR 6118:2023.
29

Figura 11 – Tabela de correspondência entre a classe de agressividade ambiental e o


cobrimento nominal no banco de dados da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de ABNT, (2023).

Os coeficientes de ponderação das ações do estado-limite último são consultados a partir


do item 11.7.1 da NBR 6118:2023 (ABNT, 2023), e são apresentados na Figura 12 e na Figura
13.
Figura 12 – Coeficientes de ponderação f

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de ABNT, (2023).


30

Figura 13 – Coeficiente de ponderação f2

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de ABNT, (2023)

As condições de contorno devem ser definidas, por isso, as tabelas de momentos fletores
em lajes com carga uniforme foram adicionadas ao banco de dados, e o usuário seleciona por
meio de um formulário, chamado de UserForm, que será explicado com mais detalhes nos
tópicos “Coletando os dados de entrada” e “Elaboração de código em VBA”. A Figura 14 ilustra
a tabela 2.3B no banco de dados da planilha.
Figura 14 – Tabela 2.3B de momentos fletores em lajes com carga uniforme no banco de
dados da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de (Pinheiro; Muzardo; Santos, 2007).


31

Figura 15 – Tabela de KMD no banco de dados da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Carvalho; Pinheiro, (2009).

A tabela dos valores para o cálculo de armadura longitudinal de seções retangulares,


também chamada de tabela KMD foi adicionada, como ilustrada na Figura 15. Para o cálculo
da flecha imediata usou-se os valores de alfa retirados das tabelas de flechas em lajes com carga
uniforme (Figura 16).
Figura 16 – Tabela 2.5A de flechas em lajes com carga uniforme no banco de dados da
planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Pinheiro; Muzardo; Santos, (2007).


32

Figura 17 – Tabela 2.2A de reações de apoio em lajes com carga uniforme no banco de dados
da planilha

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Pinheiro; Muzardo; Santos, (2007).

Por fim, para a verificação das reações da laje nas vigas (cisalhamento), foi adicionado
as tabelas de reações de apoio em lajes de carga uniforme. A Figura 17 ilustra a tabela 2.2A no
banco de dados. Assim, a partir da inclusão dessas tabelas na planilha desenvolvida, foi
construído todo o banco de dados necessário para o dimensionamento de lajes maciças,
automatizando a busca pelos valores mínimos exigidos em norma e garantindo o atendimento
dos mesmos.

4.2.2 Coletando os dados de entrada


Para o dimensionamento, é necessário inicialmente que o usuário forneça alguns dados
iniciais, chamados dados de entrada, que serão utilizados para os cálculos posteriores. A Figura
18 ilustra os primeiros dados de entrada, nomeados de Dados do Projeto, onde é necessário
indicar as dimensões da seção das vigas, os vãos da laje e, caso haja continuidade, o vão da laje
a qual está engastada.
Figura 18 – Dados do projeto

Fonte: Autoria própria (2025).


33

As células de cor azul são as que o usuário precisa preencher, já as células de cor cinza
são as que receberão os valores automáticos após os cálculos. É necessário também definir as
características do projeto, que foram cadastradas como listas suspensas e o usuário deve
selecionar as indicadas para o seu projeto (Figura 19).
Figura 19 – Características do projeto definidas por listas suspensas

a) Lista suspensa fechada

b) Lista suspensa aberta


Fonte: Autoria própria (2025).

O usuário deve ainda informar a espessura (Esp.) e o peso específico () do contrapiso,
do piso e do revestimento que será utilizado, caso exista no projeto, a fim de calcular as cargas
permanentes que atuam na estrutura (Figura 20).
Figura 20 – Cargas atuantes

Fonte: Autoria própria (2025).


34

Por fim, é necessário selecionar o tipo de laje de acordo com sua vinculação nas bordas,
sendo possível ser simplesmente apoiada ou engastada. Para isso, criou-se um formulário
UserForm, onde se tem imagens das possibilidades e o usuário deve selecionar a opção que se
adequa as características do seu projeto. O formulário é exibido na Figura 21.
Figura 21 – Formulário do Microsoft Excel para seleção do tipo de laje

Fonte: Autoria própria (2025). Adaptado de Pinheiro; Muzardo; Santos, (2007).

Dessa forma, a partir dos dados de entrada que foram cadastrados, dá-se início ao
dimensionamento da laje. Os resultados encontrados no VBA são exibidos nas células da
planilha, e os mais relevantes são exibidos no relatório final.

4.3 Elaboração de código em VBA

De acordo com Walkenbach, (2013), “uma variável é um elemento nomeado que


armazena informações”, sendo assim, é possível definir variáveis através de nomes, e atribuir
a ela uma informação, seja um número ou um texto. Dessa forma, a primeira etapa do código é
definir as variáveis necessária para cada cálculo (Figura 22).
Todas as variáveis foram declaradas Public, que permite que sejam acessadas em
qualquer módulo do código. Além disso, o tipo de dado das variáveis foi definido como Double,
que é usado para variáveis que armazenam números decimais com alta precisão. Há outros tipos
de dados para definir as variáveis, como Variant (armazena qualquer valor, número ou texto)
ou String (armazena apenas texto), mas na ferramenta em questão não foram utilizados.
35

Figura 22 – Interface do VBA exibindo variáveis declaradas

Fonte: Autoria própria (2025).

O código para dimensionamento foi escrito utilizando quatro módulos e um formulário,


sendo eles denominados OTIMIZAÇÃO, OTIMIZAÇÃO2, OTIM_SOLVER, LIMPAR e o
formulário TIPO_DE_LAJE. Os módulos são as janelas onde os códigos são desenvolvidos
(Figura 23).
Figura 23 – Janelas do VBA

Fonte: Autoria própria (2025).

Nos módulos OTIMIZAÇÃO e OTIMIZAÇÃO2 foram realizados todos os cálculos


para o dimensionamento, utilizando principalmente estruturas condicionais como If, e funções
como VLookup. Dentro do VBA as fórmulas do Microsoft Excel recebem outra nomenclatura,
por exemplo, o PROCV do Excel é o VLookup do VBA.
No módulo OTIM_SOLVER gravou-se a macro ativando o Solver tendo como objetivo
a menor altura, mas que atendesse as restrições como flecha limite, altura mínima e aberturas
de fissuras. O Solver é um suplemento do Microsoft Excel que permite encontrar valores
36

máximos e mínimos a partir de restrições definidas pelo usuário. A Figura 24 ilustra a ativação
do Solver.
Figura 24 – Janela de configuração do Solver

Fonte: Autoria própria (2025).

No módulo LIMPAR definiu-se todas as células que seriam zeradas após a ativação da
macro, apagando todas as informações que foram anteriormente calculadas. Por fim, o
formulário TIPO_DE_LAJE funciona a partir de chekbox’s, caixas de seleção que só podem
ser ativadas uma por vez. Desse modo, o usuário não consegue marcar mais de um tipo de laje
ao mesmo tempo.

4.4 Aperfeiçoamento da interface gráfica

Com o intuito de tornar a rotina mais dinâmica e atrativa, pensou-se numa interface
simples e sucinta que remetesse, de fato, a um aplicativo de computador. Por isso, usou-se
predominantemente as cores preto e azul. Além disso, desenvolveu-se um logotipo para
representar o nome da ferramenta, denominada SlabCalc.
É possível adicionar o nome do projeto, do proprietário e local da obra, para agregar
ainda mais detalhes a ferramenta. Foram desenvolvidos três “botões” que ativam as
funcionalidades da planilha, e ficam localizados no topo da ferramenta para fácil visualização.
O botão DIMENSIONAR realiza todos os cálculos já otimizados, sendo assim, é a partir dele
que a laje é dimensionada e, em seguida, realiza o detalhamento das armaduras necessárias. A
interface da planilha é ilustrada na Figura 25.
37

Figura 25 – Interface da ferramenta SlabCalc

Fonte: Autoria própria (2025).

O botão GERAR RELATÓRIO PDF simplifica os resultados, dando ênfase aos mais
importantes e gera um arquivo tipo .pdf (Figura 26), salvando-o automaticamente na pasta
Documentos do computador utilizado.
Figura 26 – Relatório em PDF gerado na ferramenta SlabCalc

Fonte: Autoria própria (2025).


38

No relatório é ilustrado a representação gráfica do detalhamento das armaduras positivas


negativas e de bordas. A tabela de aço também é exibida no relatório, como ilustrado na Figura
27.
Figura 27 – Tabela de aço no relatório em PDF gerado na ferramenta SlabCalc

Fonte: Autoria própria (2025).

Por fim, o botão LIMPAR apaga todos os dados calculados, possibilitando que o usuário
realize quantos dimensionamentos desejar.

4.5 Validação da rotina desenvolvida

Para fins analógicos, foi utilizado o Exemplo 1 do Capítulo 7, Pavimentos de edifícios


com lajes maciças, da 4ª edição do livro Cálculo e Detalhamento de Estruturas Usuais de
Concreto Armado (Carvalho; Figueiredo Filho, 2014). Dessa forma, a laje foi dimensionada
utilizando a rotina desenvolvida no Microsoft Excel, e após encontrar a altura otimizada,
realizou-se os cálculos analíticos afim de verificar a precisão dos resultados calculados na
planilha. Os dados utilizados pela ferramenta para o dimensionamento estão listados abaixo:
• Vãos da laje de face a face: 488x988cm;
• Salas de escritório;
• Contrapiso com espessura de 2 cm e peso específico de 18 kN/m³;
• Piso plástico com 1 cm de espessura e peso específico de 20 kN/m³;
• Cobrimento nominal da armadura de 25mm;
• Classe de agressividade ambiental II;
39

• Vigas de 12x50cm;
• Concreto fck de 20 MPa;
• Aço CA-50.
Apesar do livro utilizar a resistência característica do concreto igual a 20 MPa, o item
7.4.2 da NBR 6118:2023 define que para a classe de agressividade II é utilizado concreto de 25
MPa, por isso, será utilizado esse valor na SlabCalc. A ferramenta definiu 13 cm como a altura
e 9,5 cm como a altura útil, assim, os cálculos analíticos utilizarão esses valores.
40

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Neste item será exibido os resultados obtidos de maneira analítica, afim de comparar
com os resultados encontrados utilizando a ferramenta SlabCalc.

5.1 Dimensionamento analítico

5.1.1 Carga atuantes


• Peso próprio:
𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 = ℎ × 𝛾 (1)
𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 = 0,13𝑚 × 25𝑘𝑁/𝑚³
𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑝𝑟ó𝑝𝑟𝑖𝑜 = 0,000325 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

• Contrapiso:
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑝𝑖𝑠𝑜 = 0,02𝑚 × 18𝑘𝑁/𝑚³ (2)
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑝𝑖𝑠𝑜 = 0,000036 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

• Piso:
𝑃𝑖𝑠𝑜 = 0,01𝑚 × 20 𝑘𝑁/𝑚³ (3)
𝑃𝑖𝑠𝑜 = 0,00002 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

• Cargas acidentais:
𝑞 = 2,5 𝑘𝑁/𝑚² (4)
𝑞 = 0,00025 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

• Carga total:
𝑃 = 0,000325 + 0,000036 + 0,00002 + 0,00025 (5)
𝑃 = 0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

5.1.2 Vãos efetivos

𝑡1 12 (6)
= = 6 𝑐𝑚
𝑎1 ≤ { 2 2
0,3 × ℎ = 0,3 × 13 = 3,9 𝑐𝑚
41

𝑡2 12 (7)
𝑎2 ≤ { 2 = 2 = 6 𝑐𝑚
0,3 × ℎ = 0,3 × 13 = 3,9 𝑐𝑚

𝑙𝑒𝑓, 𝑥 = 𝑙𝑜𝑥 + 𝑎1 + 𝑎2 (8)


𝑙𝑒𝑓, 𝑥 = 488 + 3,9 + 3,9
𝑙𝑒𝑓, 𝑥 = 495,8 𝑐𝑚

𝑙𝑒𝑓, 𝑦 = 𝑙𝑜𝑦 + 𝑎1 + 𝑎2 (9)


𝑙𝑒𝑓, 𝑦 = 988 + 3,9 + 3,9
𝑙𝑒𝑓, 𝑦 = 995,8 𝑐𝑚

5.1.3 Momentos atuantes


𝑙𝑒𝑓, 𝑦 (10)
𝜆=
𝑙𝑒𝑓, 𝑥
995,80
𝜆=
495,80
𝜆 = 2,00

𝑝 × 𝑙𝑥² (11)
𝑀𝑥 = 𝜇𝑥 ×
100
𝑘𝑁
6,31 2 × (4,958𝑚)2
𝑀𝑥 = 5,94 × 𝑚
100
𝑀𝑥 = 921,35 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚

𝑝 × 𝑙𝑥² (12)
𝑀′𝑥 = 𝜇′𝑥 ×
100
𝑘𝑁 2
6,31
2 × (4,958𝑚)
𝑀′𝑥 = 12,13 × 𝑚
100

𝑀 𝑥 = 1881,49 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚

𝑝 × 𝑙𝑥² (13)
𝑀𝑦 = 𝜇𝑦 ×
100
42

𝑘𝑁
6,31 × (4,958𝑚)2
𝑀𝑦 = 1,48 × 𝑚2
100
𝑀𝑦 = 229,56 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚

5.1.4 Diâmetro máximo das barras


ℎ 13 𝑐𝑚 (14)
𝜙𝑚𝑎𝑥 = = = 1,625 𝑐𝑚
8 8

Adotou-se o diâmetro de 10 mm para as barras com momentos negativos e 6,3 mm para


os momentos positivos.

5.1.5 Armadura mínima e armadura máxima


𝐴𝑠, min = 𝑏𝑤 × ℎ × 𝜌𝑠 (15)
0,15
𝐴𝑠, min = 100 𝑐𝑚 × 13 𝑐𝑚 ×
100
𝐴𝑠, min = 1,95 𝑐𝑚²

𝐴𝑠, max = 4% × ℎ (16)


4
𝐴𝑠, max = × 13 𝑐𝑚 × 100 𝑐𝑚
100
𝐴𝑠, max = 52 𝑐𝑚²

5.1.6 Espaçamento máximo


20 𝑐𝑚 (17)
𝑆𝑚𝑎𝑥 ≤ {
2 × ℎ = 2 × 13 𝑐𝑚 = 26 𝑐𝑚
𝑆𝑚𝑎𝑥 = 20 𝑐𝑚

5.1.7 Área de aço


𝑀𝑑 (18)
𝐾𝑀𝐷, 𝑥 =
𝑏𝑤 × 𝑑² × 𝑓𝑐𝑑
921,35 × 1,4
𝐾𝑀𝐷, 𝑥 =
2,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
100 𝑐𝑚 × (9,5𝑐𝑚)² × 1,4
𝐾𝑀𝐷, 𝑥 = 0,085
43

𝑀𝑑 (19)
𝐴𝑠, 𝑥 =
(𝐾𝑍) × 𝑑 × 𝑓𝑠
921,35 × 1,4
𝐴𝑠, 𝑥 =
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,944 × 9,5 𝑐𝑚 × 1,15
𝐴𝑠, 𝑥 = 3,31 cm²

𝑀𝑑 (20)
𝐾𝑀𝐷, ′𝑥 =
𝑏𝑤 × 𝑑² × 𝑓𝑐𝑑
1881,49 × 1,4
𝐾𝑀𝐷, ′𝑥 =
2,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
100 𝑐𝑚 × (9,5𝑐𝑚)² × 1,4
𝐾𝑀𝐷, ′𝑥 = 0,163

𝑀𝑑 (21)
𝐴𝑠, ′𝑥 =
(𝐾𝑍) × 𝑑 × 𝑓𝑠
1881,49 × 1,4
𝐴𝑠, ′𝑥 =
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,876 × 9,5 𝑐𝑚 × 1,15
𝐴𝑠, ′𝑥 = 7,28 cm²

𝑀𝑑 (22)
𝐾𝑀𝐷, 𝑦 =
𝑏𝑤 × 𝑑² × 𝑓𝑐𝑑
229,56 × 1,4
𝐾𝑀𝐷, 𝑦 =
2,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
100 𝑐𝑚 × (9,5𝑐𝑚)² × 1,4
𝐾𝑀𝐷, 𝑦 = 0,020

𝑀𝑑 (23)
𝐴𝑠, 𝑦 =
(𝐾𝑍) × 𝑑 × 𝑓𝑠
229,56 × 1,4
𝐴𝑠, 𝑦 =
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,985 × 9,5 𝑐𝑚 × 1,15
𝐴𝑠, 𝑦 = 0,79 cm² < 𝐴𝑠, 𝑚𝑖𝑛, 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑢𝑠𝑎𝑟 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜
44

5.1.8 Espaçamento
𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚 0,312 𝑐𝑚² (24)
𝑆𝑥 = = = 0,095 𝑚 = 9 𝑐𝑚
𝐴𝑠 , 𝑥 3,31 cm²/m
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 (25)
𝐴𝑠𝑦, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚
𝑆
1
𝐴𝑠𝑦, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 0,312 𝑐𝑚² = 3,47 𝑐𝑚²
9 cm

𝐴𝑠𝜙10𝑚𝑚 0,785 𝑐𝑚² (26)


𝑆′𝑥 = = = 0,108 𝑚 = 10 𝑐𝑚
𝐴𝑠 , ′𝑥 7,28 cm²/m
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 (27)
𝐴𝑠′𝑥, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 𝐴𝑠𝜙10𝑚𝑚
𝑆
1
𝐴𝑠′𝑥, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 0,785 𝑐𝑚² = 7,85 𝑐𝑚²
10 cm

𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚 0,312 𝑐𝑚² (28)


𝑆𝑦 = = = 0,16 𝑚 = 16 𝑐𝑚
𝐴𝑠, 𝑦 1,95 cm²/m
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 (29)
𝐴𝑠𝑦, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚
𝑆
1
𝐴𝑠𝑦, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 0,312 𝑐𝑚² = 1,95 𝑐𝑚²
16 cm

5.2 Verificações

5.2.1 Momento de fissuração


2
(30)
𝑓𝑐𝑡, 𝑚 = 0,3 × 𝑓𝑐𝑘 3
2
𝑓𝑐𝑡, 𝑚 = 0,3 × 253
𝑓𝑐𝑡, 𝑚 = 2,56 𝑀𝑃𝑎 = 0,256 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝑏𝑤 × ℎ3 (31)
𝐼𝑐 =
12
100 𝑐𝑚 × (13𝑐𝑚)3
𝐼𝑐 =
12
𝐼𝑐 = 18.308,33 𝑐𝑚4

ℎ 13 𝑐𝑚 (32)
𝑌𝑡 = = = 6,5 𝑐𝑚
2 2
45

𝛼 = 1,5 (33)

𝛼 × 𝑓𝑐𝑡, 𝑚 × 𝐼𝑐 (34)
𝑀𝑟 =
𝑌𝑡
1,5 × 0,256 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 18.308,33 𝑐𝑚4
𝑀𝑟 =
6,5 𝑐𝑚
𝑀𝑟 = 1.081,60 𝑘𝑁. 𝑐𝑚

5.2.2 Momento atuante


𝑃𝑎𝑡 = 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎𝑠 𝑝𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 + 𝜓2 × 𝑞 (35)
𝑃𝑎𝑡 = 0,000381 + 0,3 × 0,00025
𝑃𝑎𝑡 = 0,000456 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝑃𝑎𝑡 × 𝑙𝑥² (36)


𝑀𝑥 = 𝜇𝑥 ×
100
𝑘𝑁
4,56 2 × (4,958𝑚)2
𝑀𝑥 = 5,94 × 𝑚
100
𝑀𝑥 = 665,83 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚

𝑃𝑎𝑡 × 𝑙𝑥² (37)


𝑀′𝑥 = 𝜇′𝑥 ×
100
𝑘𝑁
4,56 2 × (4,958𝑚)2
𝑀′𝑥 = 12,13 × 𝑚
100
𝑀′ 𝑥 = 1.359,69 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚

𝑃𝑎𝑡 × 𝑙𝑥² (38)


𝑀𝑦 = 𝜇𝑦 ×
100
𝑘𝑁
4,56 2 × (4,958𝑚)2
𝑀𝑦 = 1,48 × 𝑚
100
𝑀𝑦 = 165,90 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚

5.2.3 Flechas
• Posição da linha neutra:
46

𝑓𝑐𝑘 (39)
𝛼𝑖 = 0,8 + 0,2 ×
80
25
𝛼𝑖 = 0,8 + 0,2 ×
80
𝛼𝑖 = 0,8625

𝐸𝑐𝑠 = 0,8625 × 1 × 5600 × √25 (40)


𝐸𝑐𝑠 = 24.150 𝑀𝑃𝑎 = 2.415 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝐸𝑠 = 21.000 𝑘𝑁/𝑐𝑚² (41)

𝑏𝑤 100 𝑐𝑚 (42)
𝑎1 = = = 50 𝑐𝑚
2 2

𝐸𝑠 (43)
𝑎2 = × 𝐴𝑠
𝐸𝑐𝑠
21.000
𝑎2 = × 7,85 𝑐𝑚²
2.415
𝑎2 = 68,26 𝑐𝑚²

𝐸𝑠 (44)
𝑎3 = − 𝑑 × × 𝐴𝑠
𝐸𝑐𝑠
21.000
𝑎3 = − 9,5 × × 7,85 𝑐𝑚²
2.415
𝑎3 = − 648,48 𝑐𝑚3

− 𝑎2 ± √(𝑎2)² − 4 × 𝑎1 × 𝑎3 (45)
𝑋𝐼𝐼 =
2 × 𝑎1
− 68,26 ± √(68,26 )² − 4 × 50 × (− 648,48)
𝑋𝐼𝐼 =
2 × 50
𝑋𝐼𝐼 = 2,98 𝑐𝑚

• Inércia média:
𝑏𝑤 × 𝑋𝐼𝐼 ³ 𝐸𝑠 (46)
𝐼𝑋,𝐼𝐼 = + × 𝐴𝑠 × (𝑋𝐼𝐼 − 𝑑)²
3 𝐸𝑐𝑠
47

100 𝑐𝑚 × (2,98 𝑐𝑚)³ 21.000


𝐼𝑋,𝐼𝐼 = + × 7,85 × (2,98 𝑐𝑚 − 9,5)²
3 2.415
𝐼𝑋,𝐼𝐼 = 3.783,92 𝑐𝑚4

𝑀𝑟 3 𝑀𝑟 3 (47)
𝐼𝑚 = ( ) × 𝐼𝑐 + [1 − ( ) ] × 𝐼𝑋,𝐼𝐼
𝑀𝑎𝑡 𝑀𝑎𝑡
1.081,60 3 1.081,60 3
𝐼𝑚 = ( ) × 18.308,33 + [1 − ( ) ] × 3.783,92
1.359,69 1.359,69
𝐼𝑚 = 11.094,95 𝑐𝑚4

• Flecha imediata:
𝛼 × 𝑝 × 𝑙𝑥 4 (48)
𝛼𝑖 =
12 × 𝐸𝑐𝑠 × 𝐼𝑚
5,76 × 0,000456 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × (495,8𝑐𝑚)4
𝛼𝑖 =
12 × 2.415 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 11.094,95 𝑐𝑚4
𝛼𝑖 = 0,50 𝑐𝑚

• Flecha limite:
495,8 𝑐𝑚 (49)
𝛼𝑖, 𝑙𝑖𝑚 =
250
𝛼𝑖, 𝑙𝑖𝑚 = 1,98 𝑐𝑚

• Flecha diferida:
𝜉𝑡 = 2 (50)

𝑡 =
15
= 0,5 𝑚ê𝑠 (51)
30

𝜉𝑡0 = 0,68 × 0,996𝑡 × 𝑡 0,32 (52)


𝜉𝑡0 = 0,68 × 0,9960,5 × 0,50,32
𝜉𝑡0 = 0,54

∆𝜉 = 𝜉𝑡 − 𝜉𝑡0 (53)
∆𝜉 = 2 − 0,54
∆𝜉 = 1,46
48

∆𝜉 (54)
𝛼𝑓 =
1 + 50 × 𝜌′
1,46
𝛼𝑓 =
1 + 50 × 0
𝛼𝑓 = 1,46 𝑐𝑚

𝛼𝑓, ∞ = 𝛼𝑖 × (1 + 𝛼𝑓) (55)


𝛼𝑓, ∞ = 0,50 × (1 + 1,46)
𝛼𝑓, ∞ = 1,23 𝑐𝑚

5.2.4 Abertura de fissuras


𝑊𝑘, 𝑙𝑖𝑚 = 0,0300 (56)

𝑓𝑦𝑘 𝑔1 + 𝑔2 + 𝜓1 × 𝑞 (57)
𝜎𝑠𝑖 = ×
1,4 × 1,15 𝑔1 + 𝑔2 + 𝑞
50 0,000381 + 0,4 × 0,00025
𝜎𝑠𝑖 = ×
1,4 × 1,15 0,000381 + 0,00025
𝜎𝑠𝑖 = 23,67 𝑘𝑁/𝑐𝑚²

𝑎 = 𝑐𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 + 0,5 × 𝜙 (58)


𝑎 = 2,5 𝑐𝑚 + 0,5 × 1 𝑐𝑚
𝑎 = 3 𝑐𝑚

7,5 × 𝜙 = 7,5 × 1 = 7,5 𝑐𝑚 (59)


𝑏≤{
𝑆 × 0,5 = 10 𝑐𝑚 × 0,5 = 5 𝑐𝑚
𝑏 = 5 𝑐𝑚

𝑐 = 7,5 × 𝜙 (60)
𝑐 = 7,5 × 1 𝑐𝑚
𝑐 = 7,5 𝑐𝑚

𝑑 = 𝑐𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 + 1,5 × 𝜙 (61)


𝑑 = 2,5 𝑐𝑚 + 1,5 × 1 𝑐𝑚
49

𝑑 = 4 𝑐𝑚

𝐴𝑐𝑟𝑖 = ( 𝑎 + 𝑏) × (𝑐 + 𝑑) (62)
𝐴𝑐𝑟𝑖 = ( 3 + 5) × (7,5 + 4)
𝐴𝑐𝑟𝑖 = 92 𝑐𝑚²

𝐴𝑠𝜙10𝑚𝑚 (63)
𝜌𝑐𝑟𝑖 =
𝐴𝑐𝑟𝑖
0,785 𝑐𝑚²
𝜌𝑐𝑟𝑖 =
92 𝑐𝑚²
𝜌𝑐𝑟𝑖 = 0,008532

𝜙 𝜎 3 × 𝜎𝑠𝑖 (64)
𝑤𝑘1 = × 𝑠𝑖 × ( )
12,5 × 𝜂𝑖 𝐸𝑠 𝑓𝑐𝑡, 𝑚
1 23,67 3 × 23,67
𝑤𝑘1 = × ×( )
12,5 × 2,25 21000 0,256
𝑤𝑘1 = 0,0111 𝑐𝑚

𝜙 𝜎 4 (65)
𝑤𝑘2 = × 𝑠𝑖 × ( + 45)
12,5 × 𝜂𝑖 𝐸𝑠 𝜌𝑐𝑟𝑖
1 23,67 4
𝑤𝑘2 = × ×( + 45)
12,5 × 2,25 21000 0,008532
𝑤𝑘2 = 0,0206 𝑐𝑚

5.2.5 Verificação ao cisalhamento

• Esforço cortante

𝑝 × 𝑙𝑒𝑓, 𝑥 (66)
𝑉𝑥 = 𝑣𝑥 ×
10
0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 100 × 495,8 𝑐𝑚
𝑉𝑥 = 3,54 ×
10
𝑉𝑥 = 11,07 kN

𝑝 × 𝑙𝑒𝑓, 𝑥 (67)
𝑉′𝑥 = 𝑣′𝑥 ×
10
50

0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 100 × 495,8 𝑐𝑚


𝑉′𝑥 = 5,18 ×
10
𝑉′𝑥 = 16,21 kN

𝑝 × 𝑙𝑒𝑓, 𝑥 (68)
𝑉𝑦 = 𝑣𝑦 ×
10
0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 100 × 495,8 𝑐𝑚
𝑉𝑦 = 1,83 ×
10
𝑉𝑦 = 5,73 kN

• Cortante solicitante de cálculo

𝑉𝑠𝑑 = 1,4 × 𝑉′𝑥 (69)


𝑉𝑠𝑑 = 1,4 × 16,21 kN
𝑉𝑠𝑑 = 22,69 𝑘𝑁

• Cortante resistente de cálculo Vrd1

𝑓𝑐𝑡, 𝑚 (70)
𝜏𝑟𝑑 = 0,25 × 0,70 ×
1,4
2,56 𝑀𝑃𝑎
𝜏𝑟𝑑 = 0,25 × 0,70 ×
1,4
𝜏𝑟𝑑 = 0,320 𝑀𝑃𝑎 = 320 𝑘𝑁/𝑚²

𝑘 = 1,6 − 𝑑 > 1 (71)


𝑘 = 1,6 − 0,095 > 1
𝑘 = 1,51 > 1

𝑁𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 × 𝐴𝑠𝜙10𝑚𝑚 (72)


𝜌1 =
𝑏𝑤 × 𝑑
10 × 0,785
𝜌1 =
100 × 9,5 𝑐𝑚
𝜌1 = 0,00826 ≤ 0,02

𝑉𝑟𝑑1 = [𝜏𝑟𝑑 × 𝑘 × (1,2 + 40 × 𝜌1) + 0,15 × 𝜎𝑐𝑝 ] × 𝑏𝑤 × 𝑑 (73)


𝑉𝑟𝑑1 = [320 × 1,51 × (1,2 + 40 × 0,00826) + 0,15 × 0] × 1𝑚 × 0,095𝑚
𝑉𝑟𝑑1 = 70,25 𝑘𝑁
51

• Cortante resistente de cálculo Vrd2

𝑓𝑐𝑘 (74)
𝛼𝑣1 = 0,70 − ≤ 0,5
200
25
𝛼𝑣1 = 0,70 − ≤ 0,5
200
𝛼𝑣1 = 0,575 ≤ 0,5
𝛼𝑣1 = 0,5

𝑉𝑟𝑑2 = 0,5 × 𝛼𝑣1 × 𝑓𝑐𝑑 × 𝑏𝑤 × 0,9 × 𝑑 (75)


25000
𝑉𝑟𝑑2 = 0,5 × 0,5 × × 1 𝑚 × 0,9 × 0,095 𝑚
1,4
𝑉𝑟𝑑2 = 381,70 𝑘𝑁

5.3 Detalhamento das armaduras positivas

• Comprimento de ancoragem

10 × 𝜙 = 10 × 0,63 𝑐𝑚 = 6,3 𝑐𝑚 (76)


𝐿𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 ≥ {
10 𝑐𝑚
𝐿𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 = 10 𝑐𝑚

• Comprimento das barras

𝐶𝑥 = 𝑙𝑜𝑥 + 2 × 𝐿𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 (77)

𝐶𝑥 = 488 𝑐𝑚 + 2 × 10 𝑐𝑚

𝐶𝑥 = 508 𝑐𝑚

𝐶𝑦 = 𝑙𝑜𝑦 + 2 × 𝐿𝑎𝑛𝑐𝑜𝑟𝑎𝑔𝑒𝑚 (78)

𝐶𝑦 = 988 𝑐𝑚 + 2 × 10 𝑐𝑚

𝐶𝑦 = 1008 𝑐𝑚

• Quantidade de barras positivas


52

𝑙𝑦 988 (79)
𝑁𝑥 = = = 110
𝑆𝑥 9 𝑐𝑚

𝑙𝑥 488 (80)
𝑁𝑦 = = = 31
𝑆𝑦 16 𝑐𝑚

5.4 Detalhamento das armaduras negativas

• Comprimento das barras


2
(81)
0,3 × 0,7 × 253
𝑓𝑏𝑑 = 2,25 × 1 × 1 ×
1,4

𝑓𝑏𝑑 = 2,89 𝑀𝑃𝑎 = 0,289 kN/cm²

𝜙 × 𝑓𝑦𝑑 (82)
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 𝜙
4 × 𝑓𝑏𝑑

50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
1 𝑐𝑚 × 1,15
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 1 𝑐𝑚
4 × 0,289 kN/cm²

𝐿𝑏 = 38 𝑐𝑚 ≥ 25 𝑐𝑚

𝐿𝑏 = 38 𝑐𝑚

𝐿𝑔 = ℎ − 2 × 𝐶𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (83)

𝐿𝑔 = 13 𝑐𝑚 − 2 × 2,5 𝑐𝑚

𝐿𝑔 = 8 𝑐𝑚

𝐿𝑡, 𝑥 = 0,25 × 𝑙𝑥 + 𝐿𝑏 (84)

𝐿𝑡, 𝑥 = 0,25 × 488 𝑐𝑚 + 38 𝑐𝑚

𝐿𝑡, 𝑥 = 160 cm

𝐿𝑡, 𝑦 = 0,25 × 𝑙𝑦 + 𝐿𝑏 (85)


53

𝐿𝑡, 𝑦 = 0,25 × 588 𝑐𝑚 + 38 𝑐𝑚

𝐿𝑡, 𝑦 = 185 cm

𝐿𝑡 = 𝐿𝑡, 𝑥 + 𝐿𝑡, 𝑦 + 2 × 𝐿𝑔 (86)

𝐿𝑡 = 160 𝑐𝑚 + 185 𝑐𝑚 + 2 × 8

𝐿𝑡 = 361 𝑐𝑚

• Quantidade de barras negativas

𝑙𝑦 988 (87)
𝑁= = = 99
𝑆′𝑥 10 𝑐𝑚

5.5 Detalhamento das armaduras de bordas

• Taxa de armadura mínima

𝜌𝑠 ≥ 0,67 × 𝜌𝑚𝑖𝑛 (88)


0,15
𝜌𝑠 ≥ 0,67 ×
100
𝜌𝑠 ≥ 0,001005

𝐴𝑠 = 𝜌𝑠 × 𝐴𝑐 (89)
𝐴𝑠 = 0,001005 × 100 𝑐𝑚 × 13 𝑐𝑚
𝐴𝑠 = 1,31 𝑐𝑚²

• Espaçamento

𝐴𝑠𝜙6,3𝑚𝑚 0,312 𝑐𝑚² (90)


𝑆 = = = 0,24 𝑚 = 24 𝑐𝑚
𝐴𝑠, 𝑦 1,31 cm²/m
𝑆 = 24 𝑐𝑚 ≥ 20 𝑐𝑚 (𝑆𝑚𝑎𝑥)
𝑆 = 20 𝑐𝑚

1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 (91)
𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚
𝑆
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎
𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 0,312 𝑐𝑚²
20
54

𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = 1,56 𝑐𝑚²

• Comprimento de ancoragem

𝜙 × 𝑓𝑦𝑑 (92)
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 𝜙
4 × 𝑓𝑏𝑑

50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,63 𝑐𝑚 × 1,15
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 0,63 𝑐𝑚
4 × 0,289 kN/cm²

𝐿𝑏 = 23,69 𝑐𝑚 ≥ 15,75 𝑐𝑚

𝐿𝑏 = 24 𝑐𝑚

0,3 × 𝐿𝑏 = 0,3 × 24 = 7,2 𝑐𝑚 (93)


10 × 𝜙 = 10 × 0,63 𝑐𝑚 = 6,3 𝑐𝑚
𝐿𝑏, 𝑚í𝑛 ≥ {
10 𝑐𝑚

𝐿𝑏, 𝑚í𝑛 = 10 𝑐𝑚

𝑆𝐴𝑠 (94)
𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 𝛼 × 𝐿𝑏 × ≥ 𝐿𝑏, 𝑚í𝑛
𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙

1,31 𝑐𝑚²
𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 0,7 × 24 𝑐𝑚 × ≥ 10 𝑐𝑚
1,56 𝑐𝑚²

𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 14,11 𝑐𝑚 ≥ 10 𝑐𝑚

𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 15 𝑐𝑚

• Comprimento

𝐶, 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 = 0,15 × 𝑙𝑥 (95)

𝐶, 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 = 0,15 × 488 𝑐𝑚

𝐶, 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 = 74 𝑐𝑚

𝐶, 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎 = 15 𝑐𝑚 (96)


55

𝐶, 𝑑𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 = ℎ − 2 × 𝐶𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (97)

𝐶, 𝑑𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 = 13 𝑐𝑚 − 2 × 2,5 𝑐𝑚

𝐶, 𝑑𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 = 8 𝑐𝑚

𝐶, 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐶, 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 + 𝐶, 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 𝑣𝑖𝑔𝑎 + 𝐶, 𝑑𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 (98)

𝐶, 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 74 𝑐𝑚 + 15 𝑐𝑚 + 8 𝑐𝑚

𝐶, 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 97 𝑐𝑚

• Número de barras
𝑙𝑦 988 (99)
𝑁𝑥 = = = 50
𝑆 20 𝑐𝑚

𝑙𝑥 488 (100)
𝑁𝑦 = = = 25
𝑆 20 𝑐𝑚

5.6 Comparação dos resultados

Os resultados dos cálculos analíticos e dos desenvolvidos usando a planilha estão


apresentados nas tabelas a seguir. A Tabela 1 ilustra os resultados das verificações das flechas.
Vê-se que que o erro entres os resultados é irrelevante, tendo em vista que é menor que 1%, e
uma provável justificativa é o arredondamento.

Tabela 1 - Comparação entre os resultados das verificações quanto as flechas obtidas pelo
cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros

FLECHAS
Analítico SlabCalc Erro
Flecha Limite 1,98 cm 1,99 cm 0,5 %
Flecha Imediata 0,50 cm 0,50 cm 0,0 %
Flecha Diferida 1,23 cm 1,22 cm 0,8 %
Fonte: Autoria própria (2025).
56

Comparou-se também os resultados quanto a abertura de fissuras, como apresentado na


Tabela 2. De forma semelhante às flechas, a diferença entre os resultados também foi inferior
a 1%.

Tabela 2 - Comparação entre os resultados das verificações quanto a abertura de fissura


obtidos pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros

ABERTURA DE FISSURAS
Analítico SlabCalc Erro
ELS-W Wk 0,0300 cm 0,0300 cm 0,0 %
Wk1 0,0111 cm 0,0112 cm 0,9 %
Wk2 0,0206 cm 0,0206 cm 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).

A comparação da última verificação foi quanto ao cisalhamento, e está ilustrado na


Tabela 3. Não houve divergência entre os resultados da cortante solicitante de cálculo e do Vrd2
(esmagamento de biela), já no Vrd1 encontrou-se um erro de 0,1%.

Tabela 3 - Comparação entre os resultados das verificações quanto ao cisalhamento obtidos


pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros

VERIFICAÇÃO AO CISALHAMENTO
Analítico SlabCalc Erro
Vsd 22,69 kN 22,69 kN 0,0 %
Vrd1 70,25 kN 70,17 kN 0,1 %
Vrd2 381,70 kN 381,70 kN 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).

Por fim, pode-se comparar os resultados dos detalhamentos das armaduras positivas,
negativas e de borda. A Tabela 4 ilustra o detalhamento das armaduras positivas, onde é
possível notar que não houve divergência entres os cálculos obtidos por meio da ferramenta
SlabCalc e dos cálculos analíticos.

Tabela 4 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras positivas obtidos


pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS POSITIVAS


57

Analítico SlabCalc Erro


Na direção X
Número de Barras 31 31 0,0 %
Comprimento 1008 cm 1008 cm 0,0 %
Ancoragem 10 cm 10 cm 0,0 %
Espaçamento 16 cm 16 cm 0,0 %
Bitola 6,3 mm 6,3 mm 0,0 %
Na direção Y
Número de Barras 110 cm 110 cm 0,0 %
Comprimento 508 cm 508 cm 0,0 %
Ancoragem 10 cm 10 cm 0,0 %
Espaçamento 9 cm 9 cm 0,0 %
Bitola 6,3 mm 6,3 mm 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).

O mesmo ocorre para o detalhamento das armaduras negativas (Tabela 5), não havendo
divergência entre os valores encontrados.

Tabela 5 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras negativas obtidos


pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS NEGATIVAS


Analítico SlabCalc Erro
Engaste entre L1 e L3
Número de Barras 99 99 0,0 %
Comprimento 361 cm 361 cm 0,0 %
Ancoragem 8 cm 8 cm 0,0 %
Espaçamento 10 cm 10 cm 0,0 %
Bitola 10 mm 10 mm 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).

Por fim, a Tabela 6 ilustra a comparação quanto ao detalhamento das armaduras de


borda, também sem divergir valores.

Tabela 6 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras de borda obtidos


pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros
58

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS DE BORDA


Analítico SlabCalc Erro
Em V1
Número de Barras 50 50 0,0 %
Comprimento 97 cm 97 cm 0,0 %
Ancoragem 8 cm 8 cm 0,0 %
Espaçamento 20 cm 20 cm 0,0 %
Bitola 6,3 mm 6,3 mm 0,0 %
Em V2
Número de Barras 25 25 0,0 %
Comprimento 97 cm 97 cm 0,0 %
Ancoragem 8 cm 8 cm 0,0 %
Espaçamento 20 cm 20 cm 0,0 %
Bitola 6,3 mm 6,3 mm 0,0 %
Em V4
Número de Barras 25 25 0,0 %
Comprimento 97 cm 97 cm 0,0 %
Ancoragem 8 cm 8 cm 0,0 %
Espaçamento 20 cm 20 cm 0,0 %
Bitola 6,3 mm 6,3 mm 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).

Assim, foi possível aferir boa confiabilidade ao SlabCalc, tendo em vista que os valores
da ferramenta divergiram em menos de 1% de erro do cálculo feito analiticamente.
59

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Microsoft Excel se mostrou eficiente no desenvolvimento de uma ferramenta


computacional para o dimensionamento de lajes maciças de concreto armado. A SlabCalc
apresentou resultados satisfatórios, tendo em vista que alcançou resultados quase idênticos aos
calculados analiticamente, se mostrando eficiente.
Como resultados, pode-se destacar:
• As verificações quanto as flechas, abertura de fissuras e cisalhamento alcançaram um
erro inferior a 1%;
• O resultado dos detalhamentos das armaduras positivas, negativas e de bordas não
apresentaram divergência;
• É possível gerar um relatório em PDF com o detalhamento das armaduras.
É válido ressaltar que a ferramenta deve servir de apoio técnico, no intuito de otimizar
o tempo do profissional, já que o dimensionamento é feito de forma rápida. Um outro ponto
positivo, comparado aos demais softwares de dimensionamento, é o baixo custo, pois mesmo
sendo um software de licença paga, é comum já vir instalado nos computadores. Assim, para
estudantes e até mesmo profissionais, a ferramenta atende as necessidades.
Como sugestão para trabalhos futuros, pode-se citar:
• A parametrização com o AutoCAD, gerando prancha diretamente no programa;
• A expansão da ferramenta para o dimensionamento de outros tipos de estruturas de
concreto armado, como sapatas e vigas;
• A possibilidade de dimensionar de uma só vez um pavimento de lajes, considerando as
limitações de cada tipo.
60

7 REFERÊNCIAS

ARAÚJO, José Milton de. Curso de concreto armado. 3. ed. Rio Grande: Dunas, 2010a. v. 2.

ARAÚJO, José Milton de. Curso de concreto armado. 3. ed. Rio Grande: Dunas, 2010b. v. 4.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas


de concreto — Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120: Ações para o cálculo


de estruturas de edificações. Rio de Janeiro: ABNT, 2019.

BEZERRA, Eric Mateus Fernandes. Otimização multiobjetivo de lajes nervuradas em


concreto armado. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil)
— Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2017.

CARVALHO, Roberto Chust; FIGUEIREDO FILHO, Jasson Rodrigues de. Cálculo e


detalhamento de estruturas usuais de concreto armado: segundo a NBR 6118:2014. 4. ed.
São Carlos: EduFSCar, 2014.

CARVALHO, Roberto Chust; PINHEIRO, Libânio Miranda. Cálculo e detalhamento de


estruturas usuais de concreto armado. São Paulo: PINI, 2009. v. 2.

CLÍMACO, João Carlos Teatini de Souza. Estruturas de concreto armado: fundamentos de


projeto, dimensionamento e verificação. 2. ed. Brasília: Universidade de Brasília, 2008.

JELEN, Bill; SYRSTAD, Tracy. VBA e macros para Microsoft Office Excel 2007. São
Paulo: Pearson, 2009.

KIMURA, Alio Ernesto. Informática aplicada em estruturas de concreto armado. 2. ed.


São Paulo: Oficina de Textos, 2018.
61

LIMA, Pedro Vinícius Nascimento de. Ferramenta computacional para dimensionamento


de pilares de concreto armado submetidos à flexo-compressão oblíqua. 2018. Trabalho de
Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) — Universidade Federal Rural do Semi-
Árido, Mossoró, 2018.

MANUEL, Benedito Paulo. O posicionamento da engenharia civil face aos desafios atuais:
sustentabilidade, inovação e responsabilidade social. Revista de Geopolítica, v. 16, n. 4, p. 1–
24, 2025.

MARTHA, Luiz Fernando. Análise de estruturas: conceitos e métodos básicos. Rio de


Janeiro: Elsevier, 2010.

MELO, Antonio Airton de. Desenvolvimento de uma planilha eletrônica voltada ao auxílio
de projetos estruturais e geotécnicos de elementos de fundação do tipo sapatas. 2018.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) — Universidade Federal
Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2018.

MICROSOFT. Office VBA reference. Microsoft Learn, 2023. Disponível em:


[Link] Acesso em: 2 dez. 2025.

MICROSOFT. O que é uma planilha? 2024. Disponível em: [Link]


br/microsoft-365/excel/spreadsheets. Acesso em: 2 dez. 2025.

MORAES, Paulo Moss Hasselmann de. Análise comparativa entre soluções estruturais com
laje lisa, laje nervurada e laje convencional em um pavimento de uma edificação. 2019.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) — Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, 2019.

NAPPI, Sérgio Castello Branco. Análise comparativa entre lajes maciças, com vigotes pré-
moldados e nervuradas. 1993. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) — Universidade
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1993.

PINHEIRO, Libânio Miranda; MUZARDO, Cassiane D.; SANTOS, Sandro P. Fundamentos


de concreto e projeto de edifícios. São Carlos: Escola de Engenharia de São Carlos, 2007.
62

SOMBRA, Thomas Nunes. Ferramenta computacional para projeto de pilares de concreto


armado sujeitos à flexocompressão normal. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso
(Graduação em Engenharia Civil) — Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Mossoró,
2017.

SORIANO, Humberto Lima; LIMA, Silvio de Souza. Análise de estruturas: método das
forças e método dos deslocamentos. 2. ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.

SUSSEKIND, José Carlos. Curso de análise estrutural. 6. ed. Porto Alegre: Editora Globo,
1981. v. 1.

WALKENBACH, John. Programando Excel VBA para leigos. 2. ed. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2013.
63
ANEXO A - RELATÓRIO DO DETALHAMENTO DAS ARMADURAS

PROJETO:
PROPRIETÁRIO:
LOCAL:

Altura: 13 Classe Concreto: 25


Altura útil: 9,5 Classe Agressividade: II
Cobrimento: 2,5 Relação a/c: 0,6

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS POSITIVAS

110 N2 Φ 6,3 c/9 C=508


31 N1 Φ 6,3 c/16 C=1008

TABELA DE AÇO
N QTD f (mm) C (cm) C. TOTAL (m) PESO (kg)
N1 31 6,3 1008 312,48 76,56
N2 110 6,3 508 558,8 136,91

N5 99 10 361 357,39 220,51

N7 50 6,3 1008 48,5 11,89

N10 25 6,3 97 24,25 5,95


64

PROJETO:
PROPRIETÁRIO:
LOCAL:

Altura: 13 Classe Concreto: 25


Altura útil: 9,5 Classe Agressividade: II
Cobrimento: 2,5 Relação a/c: 0,6

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS NEGATIVAS

99 N5 Φ 10 c/10 C=361
8 8
160 185
65

PROJETO:
PROPRIETÁRIO:
LOCAL:

Altura: 13 Classe Concreto: 25


Altura útil: 9,5 Classe Agressividade: II
Cobrimento: 2,5 Relação a/c: 0,6

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS DE BORDA


25 N8 Φ 6,3 c/20 C=97
8
8 81

50 N7 Φ 6,3 c/20 C=97


8 81 8
25 N10 Φ 6,3 c/20 C=97
8
8 81
66
ANEXO B - PLANILHA DO MICROSOFT EXCEL

PROJETO:
GERAR RELATÓRIO
PROPRIE.: DIMENSIONAR LIMPAR células preenchíveis
PDF
LOCAL:

PRÉ-DIMENSIONAMENTO DADOS DO PROJETO


ALTURA ÚTIL (d) E ALTURA DA LAJE (h) Viga 1 bw x h 12,00 50,00 (cm) BORDAS ENGASTADAS
Lx 5,00 (m) Viga 2 bw x h 12,00 50,00 (cm) Lx de L1 (cm)
0,7 x Ly 7,00 (m) Viga 3 bw x h 12,00 50,00 (cm) Ly de L2 (cm)
L* 5,00 (m) Viga 4 bw x h 12,00 50,00 (cm) Lx de L3 588 (cm)
d 12,00 (cm) Vão Lx (menor) 488,00 500,00 (cm) Ly de L4 (cm)
h 16,00 (cm) Vão Ly 988,00 1.000,00 (cm)
Somente se houver.

CARGAS ATUANTES - INICIAL


CARGAS PERMANENTES Esp. g CARACTERÍSTICAS DO PROJETO
Peso próprio 0,000400 (kN/cm²) (cm) (kN/m³) Escritórios (kN/m²) 2,50
Contrapiso 0,000036 (kN/cm²) 2,00 18,00 Urbano a, b II
Piso 0,000020 (kN/cm²) 1,00 20,00 Lajes de piso não em balanço (cm) 8,00
Revestimento 0,000000 (kN/cm²) 0,00 0,00 Combinações de ações normais
CARGAS ACIDENTAIS Combinações de serviço quase permanentes
q 0,000250 (kN/cm²) Locais em que não há predominância de pesos de equipamentos que permanecem fixos por longos períodos de tempo, ne
CARGA TOTAL Granito e gnaisse
p 0,000706 (kN/cm²) Peso Específico do CA (kN/m³) 25,00

MOMENTOS ATUANTES - INICIAL VERIFICAÇÕES


Mx 1.038,37 ([Link]/m) MOMENTO DE FISSURAÇÃO
M'x 2.120,44 ([Link]/m) Mr 1081,60 ([Link])
My 258,72 ([Link]/m) MOMENTO ATUANTE
M'y ([Link]/m) Mat,x 665,83 ([Link]) < Mr Rigidez Bruta
Myb ([Link]/m) Mat,'x 1.359,69 ([Link]) > Mr Rigidez Equivalente
M'yb ([Link]/m) Mat,y 165,90 ([Link]) < Mr Rigidez Bruta
Mat,'y ([Link])
ALTURA ÚTIL MÍNIMA Mat,yb ([Link])
d mín 8,14 (cm) Mat,'yb ([Link])
d pré-dimens. 12,00 (cm) FLECHAS IMEDIATAS
d adotado 9,50 (cm) > dmin OK! Flecha lim. 1,99 (cm)
h adotado 13,00 (cm) > hminu OK! Flecha 0,5 (cm) < FlechaLimite OK!
h min uso 8,00 (cm) FLECHAS DIFERIDAS
Flecha (t = 15 dias) 1,22 (cm) < FlechaLimite OK!
CARGAS ATUANTES - COM H ADOTADO Flecha (t = 30 dias) 1,15 (cm) < FlechaLimite OK!
CARGAS PERMANENTES Esp. g ABERTURA DE FISSURAS
Peso próprio 0,000325 (kN/cm²) (cm) (kN/m³) ELS-W Wk 0,0300 (cm)
Contrapiso 0,000036 (kN/cm²) 2,00 18,00 Wk1 0,0112 (cm) < WkLimite OK!
Piso 0,000020 (kN/cm²) 1,00 20,00 Wk2 0,0206 (cm) < WkLimite OK!
Revestimento 0,000000 (kN/cm²) 0,00 0,00
CARGAS ACIDENTAIS DETALHAMENTO DAS ARMADURAS POSITIVAS
q 0,000250 (kN/cm²) Na direção X Na direção Y
CARGA TOTAL Ancoragem 10 (cm) Ancoragem 10 (cm)
p 0,000631 (kN/cm²) C 1008 (cm) C 508 (cm)
N1 31 (unid) N2 110 (unid)
MOMENTOS ATUANTES - COM H ADOTADO Espaçamento 16 (cm) Espaçamento 9 (cm)
Mx 921,36 ([Link]/m) f 6,3 (mm) f 6,3 (mm)
M'x 1.881,50 ([Link]/m) 31 N1 Φ 6,3 c/16 C=1008 110 N2 Φ 6,3 c/9 C=508
My 229,56 ([Link]/m)
M'y ([Link]/m) DETALHAMENTO DAS ARMADURAS NEGATIVAS
Myb ([Link]/m) Engaste entre L e L1 Engaste entre L e L2
M'yb ([Link]/m) Ancoragem (cm) Ancoragem (cm)
C (cm) C (cm)
ALTURAS FINAIS N3 (unid) N4 (unid)
d mín 7,67 (cm) Espaçamento (cm) Espaçamento (cm)
d pré-dimens. 12,00 (cm) f (mm) f (mm)
d adotado 9,50 (cm)
h adotado 13,00 (cm) Engaste entre L e L3 Engaste entre L e L4
Ancoragem 8 (cm) Ancoragem (cm)
DETALHAMENTO DAS ARMADURAS C 160 185 361 (cm) C (cm)
DIÂMETRO MÁX DAS BARRAS N5 99 (unid) N6 (unid)
fmax 16,25 (mm) Espaçamento 10 (cm) Espaçamento (cm)
fmax,adot 10,00 (mm) momentos negativos f 10 (mm) f (mm)
fmin,adot 6,30 (mm) momentos positivos 99 N5 Φ 10 c/10 C=361
ARMADURA MÍNIMA
rmín 0,150 (%) DETALHAMENTO DAS ARMADURAS DE BORDA
Ac 1.300,00 (cm²) Em V1 Em V2
As,mín 1,95 (cm²) Ancoragem 8 (cm) Ancoragem 8 (cm)
ARMADURA MÁXIMA C 81 97 (cm) C 81 97 (cm)
As,máx 52,00 (cm²) N7 50 (unid) N8 25 (unid)
ESPAÇAMENTO MÁXIMO Espaçamento 20 (cm) Espaçamento 20 (cm)
2h 26,00 (cm) f 6,3 (mm) f 6,3 (mm)
20cm 20,00 (cm) 50 N7 Φ 6,3 c/20 C=97 25 N8 Φ 6,3 c/20 C=97
Smáx 20,00 (cm) Em V3 Em V4
ESPAÇAMENTO MÍN Ancoragem (cm) Ancoragem 8 (cm)
Smín 5,00 (cm) C (cm) C 81 97 (cm)
ESPAÇAMENTO N9 (unid) N10 25 (unid)
S,positivo 16,00 (cm) OK! Espaçamento (cm) Espaçamento 20 (cm)
S,negativo 20,00 (cm) OK! f (mm) f 6,3 (mm)
25 N10 Φ 6,3 c/20 C=97
ÁREA DE AÇO
67

KMDx 0,085 DETALHAMENTO DAS ARMADURAS DE DISTRIBUIÇÃO NEGATIVA


KZ 0,947 Em toda a laje
Asx 3,30 (cm²) OK! Tela Q92
Asx,adot 3,30 (cm²) OK!
Sx 9,00 (cm) OK! VERIFICAÇÃO AO CISALHAMENTO
Sx,adot 9,00 (cm) OK! ESFORÇO CORTANTE DAS LAJES NAS VIGAS
Asx,real 3,47 (cm²) OK! Vx 11,08 (kN)
KMD'x 0,165 V'x 16,21 (kN)
KZ 0,891 Vy 5,73 (kN)
As'x 7,16 (cm²) OK! V'y (kN)
As'x,adot 7,16 (cm²) OK! ESFORÇO CORTANTE DAS LAJES NAS VIGAS
S'x 10,00 (cm) OK! Vsd 22,69 (kN)
S'x,adot 10,00 (cm) OK! Vrd,1 70,17 (kN) > Vsd OK!
As'x,real 7,85 (cm²) OK! Vrd,2 381,70 (kN) > Vsd OK!
KMDy 0,020
KZ 0,988 TABELA DE AÇO
Asy 0,79 (cm²) < Asmin Usar Min! N QTD f (mm) COMPRIMENTO (cm) COMP. TOTAL (m) PESO (kg)
Asy,adot 1,95 (cm²) OK! N1 31 6,3 1008 312,48 76,56
Sy 16,00 (cm) OK! N2 110 6,3 508 558,8 136,91
Sy,adot 16,00 (cm) OK!
Asy,real 1,95 (cm²) OK!
KMD'y N5 99 10 361 357,39 220,51
KZ
As'y (cm²) N7 50 6,3 97 48,5 11,89
As'y,adot (cm²) N8 25 6,3 97 24,25 5,95
S'y (cm)
S'y,adot (cm) N10 25 6,3 97 24,25 5,95
As'y,real (cm²)
KMDyb
KZ
Asyb (cm²)
Asyb,adot (cm²)
Syb (cm)
Syb,adot (cm)
Asyb,real (cm²)
KMD'yb
KZ
As'yb (cm²)
As'yb,adot (cm²)
S'yb (cm)
S'yb,adot (cm)
As'yb,real (cm²)

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