TCC Rafhaela Linhares
TCC Rafhaela Linhares
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
MOSSORÓ
2025
Rafhaela Maria de Melo Linhares
MOSSORÓ
2025
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e Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos alunos dos Cursos de
Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade.
Rafhaela Maria de Melo Linhares
BANCA EXAMINADORA
_________________________________________
Raimundo Gomes de Amorim Neto, Prof. Dr. (UFERSA)
Presidente
_________________________________________
John Eloi Bezerra, Prof. Dr. (UFERSA)
Membro Examinador
_________________________________________
João Paulo Matos Xavier, Prof. Dr. (UFERSA)
Membro Examinador
Dedico este trabalho a Valderiano João de
Melo (In Memoriam). Algumas das noites que
passei escrevendo este trabalho foi te vendo da
mesa de sua casa, outras, olhando sua foto em
minha mesa. Vovô, não existirá um único dia
em que não lembrarei do senhor.
AGRADECIMENTOS
Aos meus pais, Vera e Julierme, que tudo fizeram por mim e pela minha educação. Por
todos os dias que me buscaram tarde da noite na universidade, mas não me deixaram perder um
dia sequer de aula. Que me ensinaram a entrar e sair em qualquer ambiente, sempre respeitando
a todos que ali estivessem, e por me ensinarem valores que só se aprende dentro de casa.
Ao meu irmão Neto e sua esposa Bruna, por me receberem em sua casa em muitas noites
durante a graduação, e por me presentearem com meu sobrinho Raul que torna alegre qualquer
lugar que ele esteja.
Ao meu companheiro Murilo, por me apoiar em todas as decisões, me ensinar tudo que
sabe e me incentivar a ser sempre melhor a cada dia. Quando eu desmoronava em preocupação,
ele me erguia em paciência e palavras de afirmação.
Aos meus amigos, que há mais de 10 anos fazem parte dos meus dias, torcendo por mim
mesmo que a alguns quilômetros de distância: Carol, Clara, Kércia, Garibalde e Márcia Letícia.
Aos amigos que fiz na UFERSA, que trouxeram leveza e tornaram os dias muito mais
animados durante a graduação: Mirielly, Méllane, Ronildo, Stefani, Mateus e Alessandra.
A todos os professores do IFRN – Campus Mossoró, que foram essenciais na minha
formação técnica e na tomada de decisão da escolha do curso de graduação: Sandra Renuzia,
Conceição, Edmondson, Cristiano, Luiz Ailton, Walney e Jeronimo.
Ao meu orientador Raimundo Amorim e ao meu coorientador John Eloi, por todo apoio
e incentivo. Eles ensinam com amor, com animação e com paciência, e foi a partir deles que
nasceu em mim a vontade de ensinar assim. Sou imensamente grata a eles.
Por fim, aos professores da UFERSA, em especial aqueles que se tornaram amigos e
que ficam felizes ao ver a vitória de seus alunos: Júnior Paraú, Josicleide Guedes, Christiane
Gameleira, Gilmar Guilherme, João Paulo, Airton Melo, Matheus Menezes e Antonio Gomes.
ÉPIGRAFE
Autor desconhecido
RESUMO
Engenharia estrutural é uma das áreas mais importantes da engenharia civil, sendo essencial em
qualquer tipo de edificação. Sabendo da sua complexidade, existem diversos softwares que
automatizam a rotina de cálculos necessários para o dimensionamento dessas estruturas que,
em sua grande maioria, são programas computacionais com sistema de licenciamento pago.
Sendo assim, este trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de uma ferramenta
computacional gratuita, elaborada no Microsoft Excel por meio da linguagem de programação
Visual Basic for Applications (VBA), voltada para o dimensionamento e detalhamento de lajes
maciças de concreto armado. Dessa forma, ao oferecer uma alternativa acessível aos softwares
pagos amplamente utilizados no mercado, a rotina visa otimizar o tempo de elaboração de
projetos estruturais de laje, facilitar a rotina profissional do engenheiro civil e ampliar o acesso
a ferramentas de apoio técnico, especialmente em contextos acadêmicos e profissionais com
recursos limitados. O trabalho foi desenvolvido a partir de cinco etapas metodológicas, sendo
elas: i) revisão bibliográfica, a partir do qual se construiu a base teórica do trabalho; ii)
desenvolvimento da planilha no Microsoft Excel, desenvolvendo um banco de dados e
coletando os dados de entrada; iii) elaboração do código em VBA, onde foi configurado todas
as macros para o dimensionamento; iv) aperfeiçoamento da interface gráfica, que tornou a
ferramenta mais sucinta e atrativa; e v) validação da rotina desenvolvida, comparando os
resultados da planilha com o cálculo analítico. Como resultado, obteve-se uma ferramenta que
atingiu resultados praticamente idênticos aos cálculos analíticos, tendo em vista que as
porcentagens de erro para as verificação de flechas, abertura de fissuras e cisalhamento ficaram
abaixo de 1%; já quanto ao detalhamento das armaduras, tanto os resultados obtidos através da
ferramenta quanto o obtido através dos cálculos analíticos tiveram valores idênticos; por fim,
também foi possível gerar um relatório em PDF com todo o detalhamento das armaduras da
laje, provando-se eficiente para o dimensionamento de pequenas edificações.
Structural engineering is one of the most important areas of civil engineering, being essential
in any type of building. Knowing its complexity, there are several software programs that
automate the routine calculations necessary for the dimensioning of these structures, most of
which are computer programs with paid licensing systems. Therefore, this work aims to develop
a free computational tool, created in Microsoft Excel using the Visual Basic for Applications
(VBA) programming language, focused on the d imensioning and detailing of reinforced
concrete solid slabs. Thus, by offering an accessible alternative to the widely used paid software
on the market, the routine aims to optimize the time spent on developing structural slab designs,
facilitate the professional routine of civil engineers, and expand access to technical support
tools, especially in academic and professional contexts with limited resources. The work was
developed from five methodological steps: i) bibliographic review, from which the theoretical
basis of the work was built; ii) development of the spreadsheet in Microsoft Excel, developing
a database and collecting the input data; iii) Development of the VBA code, where all macros
for dimensioning were configured; iv) Improvement of the graphical interface, which made the
tool more concise and attractive; and v) Validation of the developed routine, comparing the
spreadsheet results with the analytical calculation. As a result, a tool was obtained that achieved
results practically identical to the analytical calculations, considering that the error percentages
for the verification of deflections, crack opening, and shear were below 1%; regarding the
reinforcement detailing, both the results obtained through the tool and those obtained through
the analytical calculations had identical values; finally, it was also possible to generate a PDF
report with all the reinforcement details of the slab, proving to be efficient for the dimensioning
of small buildings.
Tabela 1 - Comparação entre os resultados das verificações quanto as flechas obtidas pelo
cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .................................................. 55
Tabela 2 - Comparação entre os resultados das verificações quanto a abertura de fissura
obtidos pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros ............................. 56
Tabela 3 - Comparação entre os resultados das verificações quanto ao cisalhamento obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 56
Tabela 4 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras positivas obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 56
Tabela 5 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras negativas obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 57
Tabela 6 - Comparação entre os resultados do detalhamento das armaduras de borda obtidos
pelo cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros .......................................... 57
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Peso específico
f Coeficiente de ponderação
f2 Coeficiente de ponderação 2
𝜙 Diâmetro
% Porcentagem
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 17
2. OBJETIVOS .................................................................................................................... 19
3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.................................................................................. 20
4. METODOLOGIA............................................................................................................ 26
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................... 59
7. REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 60
1 INTRODUÇÃO
As estruturas são formadas pela união de diversos elementos estruturais, como lajes,
vigas e pilares (Carvalho; Figueiredo Filho, 2014), de tal modo que o arranjo entre esses
elementos forme um conjunto estável (Sussekind, 1981). Essas peças da estrutura são
dimensionadas a fim de serem capazes de receber e transmitir os esforços aos quais são
submetidas ao longo de toda sua vida útil (Soriano; Lima, 2006).
Sendo de imensurável importância, a engenharia estrutural é a área da engenharia civil
que trata do planejamento, projeto e construção desses sistemas (Martha, 2010). De acordo com
Sussekind, (1981), há três casos possíveis no que diz respeito às dimensões dos elementos
estruturais, sendo eles: a) duas dimensões pequenas comparadas com a terceira; b) uma
dimensão pequena comparada com as outras duas; e c) as três dimensões são consideráveis.
Neste trabalho, dar-se-á ênfase ao segundo caso, quando o elemento estrutural possui
uma dimensão pequena comparada com as outras duas, mais especificamente às lajes maciças.
Essas estruturas são placas de concreto de superfícies planas, que distribuem suas reações nas
vigas de contorno (Carvalho; Figueiredo Filho, 2014).
Clímaco, (2008), em sua obra “Estruturas de concreto armado: fundamentos de projeto,
dimensionamento e verificação”, explica precisamente a importância do dimensionamento,
definindo:
Cálculo ou dimensionamento de uma estrutura é um conjunto de atividades de projeto
que conduz à determinação das dimensões das peças e respectivas armaduras de aço,
bem como o detalhamento da disposição dessas armaduras, no interior das peças e em
suas ligações, a fim de suportar as ações atuantes na edificação (Clímaco, 2008).
Sendo assim, sabendo dos avanços tecnológicos, da constante busca pela otimização da
realização de atividades e, em especial, do interesse no uso de ferramentas com menor custo,
este trabalho busca desenvolver, usando planilha do Microsoft Excel e programação com
linguagem Visual Basic for Applications (VBA), uma rotina capaz de dimensionar lajes maciças
de concreto armado. Dessa forma, tornaria possível que engenheiros civis tenham uma
ferramenta que auxilie na otimização de seus projetos referentes a esse elemento estrutural.
No âmbito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), diversas
pesquisas foram desenvolvidas utilizando programação VBA para o dimensionamento
otimizado de elementos estruturais. Sombra, (2017) estudou o uso do VBA para o
desenvolvimento de uma ferramenta que auxilia no projeto de pilares de concreto armado
sujeitos à flexo-compressão normal; Já Lima, (2018) explorou o uso do Microsoft Excel ao
desenvolver uma ferramenta capaz de calcular e dimensionar as armaduras de seções de pilares
retangulares submetidos à flexo-compressão oblíqua; Melo, (2018) construiu uma ferramenta
voltada para projetos estruturais e geotécnicos de fundação do tipo sapata.
Dessa forma, a proposta deste trabalho é desenvolver uma ferramenta para auxiliar em
projetos de lajes maciças de concreto armado, entretanto, podendo atuar também como recurso
didático para alunos de engenharia civil.
19
2 OBJETIVOS
O presente trabalho tem como objetivo geral desenvolver uma rotina computacional
através do software Microsoft Excel, utilizando programação com linguagem VBA, que
possibilite o dimensionamento e otimização do elemento laje maciça de concreto armado.
3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Para Soriano; Lima, (2006), as estruturas podem ser classificadas como barras ou
contínuas: a barra possui apenas uma dimensão principal comparada as demais dimensões,
enquanto a contínua possui duas ou três dimensões principais. As estruturas de barras também
são chamadas de elementos lineares, são exemplos as vigas e pilares; já as estruturas contínuas
são denominadas elementos de superfície, são elas as placas, chapas e cascas (Clímaco, 2008),
ilustradas na Figura 2.
21
a) Barras
como planejamento, projeto e execução (Clímaco, 2008). Neste trabalho, dar-se-á ênfase ao
estudo do elemento estrutural laje, mais especificamente as lajes maciças de concreto armado.
Para a execução dos pavimentos de uma edificação há distintos tipos de lajes, como
maciças, cogumelo e nervuradas, sendo escolhida aquela de melhor custo econômico e de
melhor desempenho no que diz respeito a segurança de acordo com as necessidades do projeto
arquitetônico (Araújo, 2010a).
Para Carvalho; Pinheiro, (2009) as lajes nervuradas são uma evolução das lajes maciças,
tendo em vista que necessitam de menos material para serem executadas. Esse tipo de laje é
capaz de vencer grandes vãos, se tornando ideal para obras que precisam diminuir a locação de
pilares afim de agregar mais funcionalidade ao ambiente, além disso, sua execução não
necessita de mão de obra específica, diferentemente das lajes protendidas (Carvalho; Pinheiro,
2009).
Nesses dois tipos de lajes há a ligação direta com o pilar, gerando uma força cortante
que pode ocasionar a ruína da laje (Carvalho; Pinheiro, 2009). Esse fenômeno é denominado
de punção, e é evitado com o aumento na região de ligação entre o pilar e a laje, chamado de
capitel (Carvalho; Pinheiro, 2009).
Dessa forma, tem-se optado pelo uso de lajes lisas em função das dificuldades da
execução das fôrmas para o emprego de capiteis, sabendo que ambos os tipos proporcionam
maior ventilação por não usar vigas, além de ser capazes de suportar cargas de maiores
intensidades (Araújo, 2010b).
De acordo com Carvalho; Pinheiro, (2009), a parte estrutural das edificações que,
geralmente, mais consome material é a laje, por isso, a redução da sua altura diminui
significativamente o consumo de material e, consequentemente, diminui seu custo. Sendo
assim, torna-se necessário a concepção de obras que atendam às exigências normativas, mas
que sejam executadas ao menor custo (Bezerra, 2017).
4 METODOLOGIA
Cada uma das etapas metodológicas será descrita nos tópicos seguintes.
Foi realizada uma análise com base na literatura, a partir da qual se construiu a base
teórica desta pesquisa. Por meio dela extraiu-se definições, tabelas e normas.
Para o dimensionamento de uma estrutura, deve-se levar em conta a carga variável que
ela precisará suportar ao longo de sua vida útil (ABNT, 2019). Por esse motivo a NBR
6120:2019, no item 6.2, indica uma tabela de cargas uniformemente distribuídas que devem ser
consideradas para cada tipo de área/local. A Figura 8 ilustra a tabela de cargas varáveis no
banco de dados da planilha.
Figura 8 – Tabela de valores característicos nominais das cargas variáveis no banco de dados
da planilha
As condições de contorno devem ser definidas, por isso, as tabelas de momentos fletores
em lajes com carga uniforme foram adicionadas ao banco de dados, e o usuário seleciona por
meio de um formulário, chamado de UserForm, que será explicado com mais detalhes nos
tópicos “Coletando os dados de entrada” e “Elaboração de código em VBA”. A Figura 14 ilustra
a tabela 2.3B no banco de dados da planilha.
Figura 14 – Tabela 2.3B de momentos fletores em lajes com carga uniforme no banco de
dados da planilha
Figura 17 – Tabela 2.2A de reações de apoio em lajes com carga uniforme no banco de dados
da planilha
Por fim, para a verificação das reações da laje nas vigas (cisalhamento), foi adicionado
as tabelas de reações de apoio em lajes de carga uniforme. A Figura 17 ilustra a tabela 2.2A no
banco de dados. Assim, a partir da inclusão dessas tabelas na planilha desenvolvida, foi
construído todo o banco de dados necessário para o dimensionamento de lajes maciças,
automatizando a busca pelos valores mínimos exigidos em norma e garantindo o atendimento
dos mesmos.
As células de cor azul são as que o usuário precisa preencher, já as células de cor cinza
são as que receberão os valores automáticos após os cálculos. É necessário também definir as
características do projeto, que foram cadastradas como listas suspensas e o usuário deve
selecionar as indicadas para o seu projeto (Figura 19).
Figura 19 – Características do projeto definidas por listas suspensas
O usuário deve ainda informar a espessura (Esp.) e o peso específico () do contrapiso,
do piso e do revestimento que será utilizado, caso exista no projeto, a fim de calcular as cargas
permanentes que atuam na estrutura (Figura 20).
Figura 20 – Cargas atuantes
Por fim, é necessário selecionar o tipo de laje de acordo com sua vinculação nas bordas,
sendo possível ser simplesmente apoiada ou engastada. Para isso, criou-se um formulário
UserForm, onde se tem imagens das possibilidades e o usuário deve selecionar a opção que se
adequa as características do seu projeto. O formulário é exibido na Figura 21.
Figura 21 – Formulário do Microsoft Excel para seleção do tipo de laje
Dessa forma, a partir dos dados de entrada que foram cadastrados, dá-se início ao
dimensionamento da laje. Os resultados encontrados no VBA são exibidos nas células da
planilha, e os mais relevantes são exibidos no relatório final.
máximos e mínimos a partir de restrições definidas pelo usuário. A Figura 24 ilustra a ativação
do Solver.
Figura 24 – Janela de configuração do Solver
No módulo LIMPAR definiu-se todas as células que seriam zeradas após a ativação da
macro, apagando todas as informações que foram anteriormente calculadas. Por fim, o
formulário TIPO_DE_LAJE funciona a partir de chekbox’s, caixas de seleção que só podem
ser ativadas uma por vez. Desse modo, o usuário não consegue marcar mais de um tipo de laje
ao mesmo tempo.
Com o intuito de tornar a rotina mais dinâmica e atrativa, pensou-se numa interface
simples e sucinta que remetesse, de fato, a um aplicativo de computador. Por isso, usou-se
predominantemente as cores preto e azul. Além disso, desenvolveu-se um logotipo para
representar o nome da ferramenta, denominada SlabCalc.
É possível adicionar o nome do projeto, do proprietário e local da obra, para agregar
ainda mais detalhes a ferramenta. Foram desenvolvidos três “botões” que ativam as
funcionalidades da planilha, e ficam localizados no topo da ferramenta para fácil visualização.
O botão DIMENSIONAR realiza todos os cálculos já otimizados, sendo assim, é a partir dele
que a laje é dimensionada e, em seguida, realiza o detalhamento das armaduras necessárias. A
interface da planilha é ilustrada na Figura 25.
37
O botão GERAR RELATÓRIO PDF simplifica os resultados, dando ênfase aos mais
importantes e gera um arquivo tipo .pdf (Figura 26), salvando-o automaticamente na pasta
Documentos do computador utilizado.
Figura 26 – Relatório em PDF gerado na ferramenta SlabCalc
Por fim, o botão LIMPAR apaga todos os dados calculados, possibilitando que o usuário
realize quantos dimensionamentos desejar.
• Vigas de 12x50cm;
• Concreto fck de 20 MPa;
• Aço CA-50.
Apesar do livro utilizar a resistência característica do concreto igual a 20 MPa, o item
7.4.2 da NBR 6118:2023 define que para a classe de agressividade II é utilizado concreto de 25
MPa, por isso, será utilizado esse valor na SlabCalc. A ferramenta definiu 13 cm como a altura
e 9,5 cm como a altura útil, assim, os cálculos analíticos utilizarão esses valores.
40
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste item será exibido os resultados obtidos de maneira analítica, afim de comparar
com os resultados encontrados utilizando a ferramenta SlabCalc.
• Contrapiso:
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑝𝑖𝑠𝑜 = 0,02𝑚 × 18𝑘𝑁/𝑚³ (2)
𝐶𝑜𝑛𝑡𝑟𝑎𝑝𝑖𝑠𝑜 = 0,000036 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
• Piso:
𝑃𝑖𝑠𝑜 = 0,01𝑚 × 20 𝑘𝑁/𝑚³ (3)
𝑃𝑖𝑠𝑜 = 0,00002 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
• Cargas acidentais:
𝑞 = 2,5 𝑘𝑁/𝑚² (4)
𝑞 = 0,00025 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
• Carga total:
𝑃 = 0,000325 + 0,000036 + 0,00002 + 0,00025 (5)
𝑃 = 0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑡1 12 (6)
= = 6 𝑐𝑚
𝑎1 ≤ { 2 2
0,3 × ℎ = 0,3 × 13 = 3,9 𝑐𝑚
41
𝑡2 12 (7)
𝑎2 ≤ { 2 = 2 = 6 𝑐𝑚
0,3 × ℎ = 0,3 × 13 = 3,9 𝑐𝑚
𝑝 × 𝑙𝑥² (11)
𝑀𝑥 = 𝜇𝑥 ×
100
𝑘𝑁
6,31 2 × (4,958𝑚)2
𝑀𝑥 = 5,94 × 𝑚
100
𝑀𝑥 = 921,35 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚
𝑝 × 𝑙𝑥² (12)
𝑀′𝑥 = 𝜇′𝑥 ×
100
𝑘𝑁 2
6,31
2 × (4,958𝑚)
𝑀′𝑥 = 12,13 × 𝑚
100
′
𝑀 𝑥 = 1881,49 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚
𝑝 × 𝑙𝑥² (13)
𝑀𝑦 = 𝜇𝑦 ×
100
42
𝑘𝑁
6,31 × (4,958𝑚)2
𝑀𝑦 = 1,48 × 𝑚2
100
𝑀𝑦 = 229,56 𝑘𝑁. 𝑐𝑚/𝑚
𝑀𝑑 (19)
𝐴𝑠, 𝑥 =
(𝐾𝑍) × 𝑑 × 𝑓𝑠
921,35 × 1,4
𝐴𝑠, 𝑥 =
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,944 × 9,5 𝑐𝑚 × 1,15
𝐴𝑠, 𝑥 = 3,31 cm²
𝑀𝑑 (20)
𝐾𝑀𝐷, ′𝑥 =
𝑏𝑤 × 𝑑² × 𝑓𝑐𝑑
1881,49 × 1,4
𝐾𝑀𝐷, ′𝑥 =
2,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
100 𝑐𝑚 × (9,5𝑐𝑚)² × 1,4
𝐾𝑀𝐷, ′𝑥 = 0,163
𝑀𝑑 (21)
𝐴𝑠, ′𝑥 =
(𝐾𝑍) × 𝑑 × 𝑓𝑠
1881,49 × 1,4
𝐴𝑠, ′𝑥 =
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,876 × 9,5 𝑐𝑚 × 1,15
𝐴𝑠, ′𝑥 = 7,28 cm²
𝑀𝑑 (22)
𝐾𝑀𝐷, 𝑦 =
𝑏𝑤 × 𝑑² × 𝑓𝑐𝑑
229,56 × 1,4
𝐾𝑀𝐷, 𝑦 =
2,5 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
100 𝑐𝑚 × (9,5𝑐𝑚)² × 1,4
𝐾𝑀𝐷, 𝑦 = 0,020
𝑀𝑑 (23)
𝐴𝑠, 𝑦 =
(𝐾𝑍) × 𝑑 × 𝑓𝑠
229,56 × 1,4
𝐴𝑠, 𝑦 =
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,985 × 9,5 𝑐𝑚 × 1,15
𝐴𝑠, 𝑦 = 0,79 cm² < 𝐴𝑠, 𝑚𝑖𝑛, 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝑢𝑠𝑎𝑟 𝑚í𝑛𝑖𝑚𝑜
44
5.1.8 Espaçamento
𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚 0,312 𝑐𝑚² (24)
𝑆𝑥 = = = 0,095 𝑚 = 9 𝑐𝑚
𝐴𝑠 , 𝑥 3,31 cm²/m
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 (25)
𝐴𝑠𝑦, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚
𝑆
1
𝐴𝑠𝑦, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 0,312 𝑐𝑚² = 3,47 𝑐𝑚²
9 cm
5.2 Verificações
𝑏𝑤 × ℎ3 (31)
𝐼𝑐 =
12
100 𝑐𝑚 × (13𝑐𝑚)3
𝐼𝑐 =
12
𝐼𝑐 = 18.308,33 𝑐𝑚4
ℎ 13 𝑐𝑚 (32)
𝑌𝑡 = = = 6,5 𝑐𝑚
2 2
45
𝛼 = 1,5 (33)
𝛼 × 𝑓𝑐𝑡, 𝑚 × 𝐼𝑐 (34)
𝑀𝑟 =
𝑌𝑡
1,5 × 0,256 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 18.308,33 𝑐𝑚4
𝑀𝑟 =
6,5 𝑐𝑚
𝑀𝑟 = 1.081,60 𝑘𝑁. 𝑐𝑚
5.2.3 Flechas
• Posição da linha neutra:
46
𝑓𝑐𝑘 (39)
𝛼𝑖 = 0,8 + 0,2 ×
80
25
𝛼𝑖 = 0,8 + 0,2 ×
80
𝛼𝑖 = 0,8625
𝑏𝑤 100 𝑐𝑚 (42)
𝑎1 = = = 50 𝑐𝑚
2 2
𝐸𝑠 (43)
𝑎2 = × 𝐴𝑠
𝐸𝑐𝑠
21.000
𝑎2 = × 7,85 𝑐𝑚²
2.415
𝑎2 = 68,26 𝑐𝑚²
𝐸𝑠 (44)
𝑎3 = − 𝑑 × × 𝐴𝑠
𝐸𝑐𝑠
21.000
𝑎3 = − 9,5 × × 7,85 𝑐𝑚²
2.415
𝑎3 = − 648,48 𝑐𝑚3
− 𝑎2 ± √(𝑎2)² − 4 × 𝑎1 × 𝑎3 (45)
𝑋𝐼𝐼 =
2 × 𝑎1
− 68,26 ± √(68,26 )² − 4 × 50 × (− 648,48)
𝑋𝐼𝐼 =
2 × 50
𝑋𝐼𝐼 = 2,98 𝑐𝑚
• Inércia média:
𝑏𝑤 × 𝑋𝐼𝐼 ³ 𝐸𝑠 (46)
𝐼𝑋,𝐼𝐼 = + × 𝐴𝑠 × (𝑋𝐼𝐼 − 𝑑)²
3 𝐸𝑐𝑠
47
𝑀𝑟 3 𝑀𝑟 3 (47)
𝐼𝑚 = ( ) × 𝐼𝑐 + [1 − ( ) ] × 𝐼𝑋,𝐼𝐼
𝑀𝑎𝑡 𝑀𝑎𝑡
1.081,60 3 1.081,60 3
𝐼𝑚 = ( ) × 18.308,33 + [1 − ( ) ] × 3.783,92
1.359,69 1.359,69
𝐼𝑚 = 11.094,95 𝑐𝑚4
• Flecha imediata:
𝛼 × 𝑝 × 𝑙𝑥 4 (48)
𝛼𝑖 =
12 × 𝐸𝑐𝑠 × 𝐼𝑚
5,76 × 0,000456 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × (495,8𝑐𝑚)4
𝛼𝑖 =
12 × 2.415 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 11.094,95 𝑐𝑚4
𝛼𝑖 = 0,50 𝑐𝑚
• Flecha limite:
495,8 𝑐𝑚 (49)
𝛼𝑖, 𝑙𝑖𝑚 =
250
𝛼𝑖, 𝑙𝑖𝑚 = 1,98 𝑐𝑚
• Flecha diferida:
𝜉𝑡 = 2 (50)
𝑡 =
15
= 0,5 𝑚ê𝑠 (51)
30
∆𝜉 = 𝜉𝑡 − 𝜉𝑡0 (53)
∆𝜉 = 2 − 0,54
∆𝜉 = 1,46
48
∆𝜉 (54)
𝛼𝑓 =
1 + 50 × 𝜌′
1,46
𝛼𝑓 =
1 + 50 × 0
𝛼𝑓 = 1,46 𝑐𝑚
𝑓𝑦𝑘 𝑔1 + 𝑔2 + 𝜓1 × 𝑞 (57)
𝜎𝑠𝑖 = ×
1,4 × 1,15 𝑔1 + 𝑔2 + 𝑞
50 0,000381 + 0,4 × 0,00025
𝜎𝑠𝑖 = ×
1,4 × 1,15 0,000381 + 0,00025
𝜎𝑠𝑖 = 23,67 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑐 = 7,5 × 𝜙 (60)
𝑐 = 7,5 × 1 𝑐𝑚
𝑐 = 7,5 𝑐𝑚
𝑑 = 4 𝑐𝑚
𝐴𝑐𝑟𝑖 = ( 𝑎 + 𝑏) × (𝑐 + 𝑑) (62)
𝐴𝑐𝑟𝑖 = ( 3 + 5) × (7,5 + 4)
𝐴𝑐𝑟𝑖 = 92 𝑐𝑚²
𝐴𝑠𝜙10𝑚𝑚 (63)
𝜌𝑐𝑟𝑖 =
𝐴𝑐𝑟𝑖
0,785 𝑐𝑚²
𝜌𝑐𝑟𝑖 =
92 𝑐𝑚²
𝜌𝑐𝑟𝑖 = 0,008532
𝜙 𝜎 3 × 𝜎𝑠𝑖 (64)
𝑤𝑘1 = × 𝑠𝑖 × ( )
12,5 × 𝜂𝑖 𝐸𝑠 𝑓𝑐𝑡, 𝑚
1 23,67 3 × 23,67
𝑤𝑘1 = × ×( )
12,5 × 2,25 21000 0,256
𝑤𝑘1 = 0,0111 𝑐𝑚
𝜙 𝜎 4 (65)
𝑤𝑘2 = × 𝑠𝑖 × ( + 45)
12,5 × 𝜂𝑖 𝐸𝑠 𝜌𝑐𝑟𝑖
1 23,67 4
𝑤𝑘2 = × ×( + 45)
12,5 × 2,25 21000 0,008532
𝑤𝑘2 = 0,0206 𝑐𝑚
• Esforço cortante
𝑝 × 𝑙𝑒𝑓, 𝑥 (66)
𝑉𝑥 = 𝑣𝑥 ×
10
0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 100 × 495,8 𝑐𝑚
𝑉𝑥 = 3,54 ×
10
𝑉𝑥 = 11,07 kN
𝑝 × 𝑙𝑒𝑓, 𝑥 (67)
𝑉′𝑥 = 𝑣′𝑥 ×
10
50
𝑝 × 𝑙𝑒𝑓, 𝑥 (68)
𝑉𝑦 = 𝑣𝑦 ×
10
0,000631 𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 100 × 495,8 𝑐𝑚
𝑉𝑦 = 1,83 ×
10
𝑉𝑦 = 5,73 kN
𝑓𝑐𝑡, 𝑚 (70)
𝜏𝑟𝑑 = 0,25 × 0,70 ×
1,4
2,56 𝑀𝑃𝑎
𝜏𝑟𝑑 = 0,25 × 0,70 ×
1,4
𝜏𝑟𝑑 = 0,320 𝑀𝑃𝑎 = 320 𝑘𝑁/𝑚²
𝑓𝑐𝑘 (74)
𝛼𝑣1 = 0,70 − ≤ 0,5
200
25
𝛼𝑣1 = 0,70 − ≤ 0,5
200
𝛼𝑣1 = 0,575 ≤ 0,5
𝛼𝑣1 = 0,5
• Comprimento de ancoragem
𝐶𝑥 = 488 𝑐𝑚 + 2 × 10 𝑐𝑚
𝐶𝑥 = 508 𝑐𝑚
𝐶𝑦 = 988 𝑐𝑚 + 2 × 10 𝑐𝑚
𝐶𝑦 = 1008 𝑐𝑚
𝑙𝑦 988 (79)
𝑁𝑥 = = = 110
𝑆𝑥 9 𝑐𝑚
𝑙𝑥 488 (80)
𝑁𝑦 = = = 31
𝑆𝑦 16 𝑐𝑚
𝜙 × 𝑓𝑦𝑑 (82)
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 𝜙
4 × 𝑓𝑏𝑑
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
1 𝑐𝑚 × 1,15
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 1 𝑐𝑚
4 × 0,289 kN/cm²
𝐿𝑏 = 38 𝑐𝑚 ≥ 25 𝑐𝑚
𝐿𝑏 = 38 𝑐𝑚
𝐿𝑔 = ℎ − 2 × 𝐶𝑜𝑏𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (83)
𝐿𝑔 = 13 𝑐𝑚 − 2 × 2,5 𝑐𝑚
𝐿𝑔 = 8 𝑐𝑚
𝐿𝑡, 𝑥 = 160 cm
𝐿𝑡, 𝑦 = 185 cm
𝐿𝑡 = 160 𝑐𝑚 + 185 𝑐𝑚 + 2 × 8
𝐿𝑡 = 361 𝑐𝑚
𝑙𝑦 988 (87)
𝑁= = = 99
𝑆′𝑥 10 𝑐𝑚
𝐴𝑠 = 𝜌𝑠 × 𝐴𝑐 (89)
𝐴𝑠 = 0,001005 × 100 𝑐𝑚 × 13 𝑐𝑚
𝐴𝑠 = 1,31 𝑐𝑚²
• Espaçamento
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 (91)
𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 𝐴𝑠𝜙6 ,3𝑚𝑚
𝑆
1 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎
𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙 = × 100 𝑐𝑚 × 0,312 𝑐𝑚²
20
54
• Comprimento de ancoragem
𝜙 × 𝑓𝑦𝑑 (92)
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 𝜙
4 × 𝑓𝑏𝑑
50 𝑘𝑁/𝑐𝑚²
0,63 𝑐𝑚 × 1,15
𝐿𝑏 = ≥ 25 × 0,63 𝑐𝑚
4 × 0,289 kN/cm²
𝐿𝑏 = 23,69 𝑐𝑚 ≥ 15,75 𝑐𝑚
𝐿𝑏 = 24 𝑐𝑚
𝐿𝑏, 𝑚í𝑛 = 10 𝑐𝑚
𝑆𝐴𝑠 (94)
𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 𝛼 × 𝐿𝑏 × ≥ 𝐿𝑏, 𝑚í𝑛
𝐴𝑠, 𝑟𝑒𝑎𝑙
1,31 𝑐𝑚²
𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 0,7 × 24 𝑐𝑚 × ≥ 10 𝑐𝑚
1,56 𝑐𝑚²
𝐿𝑏, 𝑛𝑒𝑐 = 15 𝑐𝑚
• Comprimento
𝐶, 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑎𝑑𝑜 = 74 𝑐𝑚
𝐶, 𝑑𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 = 13 𝑐𝑚 − 2 × 2,5 𝑐𝑚
𝐶, 𝑑𝑜𝑏𝑟𝑎𝑠 = 8 𝑐𝑚
𝐶, 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 74 𝑐𝑚 + 15 𝑐𝑚 + 8 𝑐𝑚
𝐶, 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 97 𝑐𝑚
• Número de barras
𝑙𝑦 988 (99)
𝑁𝑥 = = = 50
𝑆 20 𝑐𝑚
𝑙𝑥 488 (100)
𝑁𝑦 = = = 25
𝑆 20 𝑐𝑚
Tabela 1 - Comparação entre os resultados das verificações quanto as flechas obtidas pelo
cálculo analítico e pela ferramenta, com os respectivos erros
FLECHAS
Analítico SlabCalc Erro
Flecha Limite 1,98 cm 1,99 cm 0,5 %
Flecha Imediata 0,50 cm 0,50 cm 0,0 %
Flecha Diferida 1,23 cm 1,22 cm 0,8 %
Fonte: Autoria própria (2025).
56
ABERTURA DE FISSURAS
Analítico SlabCalc Erro
ELS-W Wk 0,0300 cm 0,0300 cm 0,0 %
Wk1 0,0111 cm 0,0112 cm 0,9 %
Wk2 0,0206 cm 0,0206 cm 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).
VERIFICAÇÃO AO CISALHAMENTO
Analítico SlabCalc Erro
Vsd 22,69 kN 22,69 kN 0,0 %
Vrd1 70,25 kN 70,17 kN 0,1 %
Vrd2 381,70 kN 381,70 kN 0,0 %
Fonte: Autoria própria (2025).
Por fim, pode-se comparar os resultados dos detalhamentos das armaduras positivas,
negativas e de borda. A Tabela 4 ilustra o detalhamento das armaduras positivas, onde é
possível notar que não houve divergência entres os cálculos obtidos por meio da ferramenta
SlabCalc e dos cálculos analíticos.
O mesmo ocorre para o detalhamento das armaduras negativas (Tabela 5), não havendo
divergência entre os valores encontrados.
Assim, foi possível aferir boa confiabilidade ao SlabCalc, tendo em vista que os valores
da ferramenta divergiram em menos de 1% de erro do cálculo feito analiticamente.
59
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
7 REFERÊNCIAS
ARAÚJO, José Milton de. Curso de concreto armado. 3. ed. Rio Grande: Dunas, 2010a. v. 2.
ARAÚJO, José Milton de. Curso de concreto armado. 3. ed. Rio Grande: Dunas, 2010b. v. 4.
JELEN, Bill; SYRSTAD, Tracy. VBA e macros para Microsoft Office Excel 2007. São
Paulo: Pearson, 2009.
MANUEL, Benedito Paulo. O posicionamento da engenharia civil face aos desafios atuais:
sustentabilidade, inovação e responsabilidade social. Revista de Geopolítica, v. 16, n. 4, p. 1–
24, 2025.
MELO, Antonio Airton de. Desenvolvimento de uma planilha eletrônica voltada ao auxílio
de projetos estruturais e geotécnicos de elementos de fundação do tipo sapatas. 2018.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) — Universidade Federal
Rural do Semi-Árido, Mossoró, 2018.
MORAES, Paulo Moss Hasselmann de. Análise comparativa entre soluções estruturais com
laje lisa, laje nervurada e laje convencional em um pavimento de uma edificação. 2019.
Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) — Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio
de Janeiro, 2019.
NAPPI, Sérgio Castello Branco. Análise comparativa entre lajes maciças, com vigotes pré-
moldados e nervuradas. 1993. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) — Universidade
Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1993.
SORIANO, Humberto Lima; LIMA, Silvio de Souza. Análise de estruturas: método das
forças e método dos deslocamentos. 2. ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
SUSSEKIND, José Carlos. Curso de análise estrutural. 6. ed. Porto Alegre: Editora Globo,
1981. v. 1.
WALKENBACH, John. Programando Excel VBA para leigos. 2. ed. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2013.
63
ANEXO A - RELATÓRIO DO DETALHAMENTO DAS ARMADURAS
PROJETO:
PROPRIETÁRIO:
LOCAL:
TABELA DE AÇO
N QTD f (mm) C (cm) C. TOTAL (m) PESO (kg)
N1 31 6,3 1008 312,48 76,56
N2 110 6,3 508 558,8 136,91
PROJETO:
PROPRIETÁRIO:
LOCAL:
99 N5 Φ 10 c/10 C=361
8 8
160 185
65
PROJETO:
PROPRIETÁRIO:
LOCAL:
PROJETO:
GERAR RELATÓRIO
PROPRIE.: DIMENSIONAR LIMPAR células preenchíveis
PDF
LOCAL: