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WPPSI R Manual

O documento apresenta o manual da Escala de Inteligência de Wechsler para a Idade Pré-Escolar e Primária (WPPSI-R), que inclui instruções para aplicação, avaliação e interpretação do teste. A WPPSI-R, adaptada à população portuguesa, mede diversas aptidões intelectuais em crianças de 3 a 6 anos e é composta por subtestes verbais e de realização. O manual também discute a evolução histórica da avaliação da inteligência e a importância de considerar fatores não intelectuais na interpretação dos resultados.
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O documento apresenta o manual da Escala de Inteligência de Wechsler para a Idade Pré-Escolar e Primária (WPPSI-R), que inclui instruções para aplicação, avaliação e interpretação do teste. A WPPSI-R, adaptada à população portuguesa, mede diversas aptidões intelectuais em crianças de 3 a 6 anos e é composta por subtestes verbais e de realização. O manual também discute a evolução histórica da avaliação da inteligência e a importância de considerar fatores não intelectuais na interpretação dos resultados.
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MANUAL

Instruções para a Aplicação, Avaliação e Interpretação do Teste

Escala de Inteligência de Wechsler


para a Idade Pré-Escolar e Primária– Edição Revista

WPPSI - R

Adaptação e aferição portuguesa - 2005


2
ÍNDICE

1. Introdução ........................................................................................................... Pág. 5

2. Adaptação e Aferição Portuguesa ..................................................................... Pág. 7

3. Conceito de Inteligência ..................................................................................... Pág. 9

4. Organização da Escala ....................................................................................... Pág. 11

5. Consideração Gerais de Administração e Cotação ......................................... Pág. 15

6. Instruções para Aplicação e Avaliação do Teste .............................................. Pág. 33

7. Interpretação dos resultados ............................................................................. Pág. 121

TABELAS ................................................................................................................ Pág. 153

ANEXO A ................................................................................................................ Pág. 177

ANEXO B ................................................................................................................ Pág. 197

ANEXO C ................................................................................................................ Pág. 203

3
4
1. INTRODUÇÃO

A última metade do séc. XIX constituiu um marco importante ao nível da avaliação da


inteligência, tendo Sir Francis Galton (1869, 1883) desenvolvido o primeiro teste de
inteligência, sendo visto como o pai do movimento de testagem. Desde dessa altura, até aos
anos 90, quer o conceito de inteligência e, consequentemente, as provas que a avaliam têm
sofrido grandes alterações.
David Wechsler trouxe um importante contributo no campo da avaliação nos meados
dos anos 30, com uma abordagem que combinava as suas fortes competências clínicas e um
treino estatístico com a sua extensa experiência clínica na testagem, obtida enquanto
examinador da Grande Guerra Mundial.
As suas escalas remontam ao ano de 1939, cuja primeira versão visava medir a
inteligência dos sujeitos dos 10 aos 60 anos de idade. Essa versão, conhecida por Escala de
Wechsler-Bellevue, e a de 1955, conhecida por Escala de Inteligência de Wechsler para
Adultos, foram construídas tomando como ponto de partida que a inteligência implicava não
só a aptidão para lidar com símbolos, abstracções e conceitos, mas também a aptidão para
enfrentar situações e problemas que se referem a objectos concretos em vez de palavras e
números. Os tipos de testes incluídos nas escalas não são originais; foram seleccionados a
partir de fontes existentes, após um estudo de diversos testes standard e integrados em onze
subtestes, seis verbais e cinco não verbais (de realização), cujo conjunto forneceria três tipos
de resultados e três quocientes de inteligência: QI Verbal, QI de Realização e QI Total.
Em 1949 surge a WISC (Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças) que foi
organizada a partir das mesmas directrizes e mesmos princípios da escala para adultos:
subtestes verbais, subtestes de realização, um QI Verbal, um QI de Realização e um QI da
Escala Completa. No entanto, desde logo se tornou urgente a elaboração de uma escala que
medisse as capacidades das crianças com idades inferiores.
A WPPSI (Escala de Inteligência de Wechsler para a Idade Pré-Escolar e Primária) foi
a última das Escalas de Wechsler a surgir, tendo sido publicada em 1967. Esta primeira edição
apresentava características estruturais similares à WISC, mas destinava-se a idades inferiores,
ou seja, dos 4 aos 6 anos.
A Escala revista ou WPPSI-R, que se encontra adaptada à população portuguesa, foi
publicada em 1989. Esta revisão compreendeu uma maior adequação dos vários itens às
características das crianças em idade pré-escolar e um aumento do intervalo de idades, que
5
levou a uma sobreposição de idades entre a WISC-III e a WPPSI-R. Ambas as Escalas, na
versão original americana, partilham um intervalo de 1 ano e 3 meses, visto que a WPPSI-R
avalia crianças entre os 3 anos e os 7 anos e 3 meses e a WISC-III abrange as faixas etárias
dos 6 anos aos 16 anos e 11 meses.
Na WPPSI-R foram mantidos todos os subtestes da WPPSI original (mais o subteste
Composição de Objectos, que foi acrescentado nesta revisão), bem como a administração
alternada dos subtestes de realização e verbais, o recurso a itens exemplificativos que ajudam
a criança a compreender a natureza das tarefas e o uso de objectos manipuláveis que
contribuem para manter o seu interesse.
A adaptação portuguesa da WPPSI-R foi realizada em simultâneo com o trabalho de
adaptação da WISC-III, e vem preencher uma lacuna no panorama dos instrumentos de
avaliação psicológica, em Portugal, uma vez que, até esta altura, não existia qualquer
instrumento de avaliação de inteligência para crianças em idade pré-escolar.

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2. ADAPTAÇÃO E AFERIÇÃO PORTUGUESA

Em Portugal, até 2003, não se dispunha de uma escala individual de inteligência


adaptada e aferida para a população pré-escolar.
Em 2003, surge a aferição portuguesa da Escala WPPSI-R, organizada pelo Doutor
António Menezes Rocha, tendo como base para o projecto de adaptação desta Escala o
trabalho desenvolvido pela Prof. Maria João Seabra Santos para a sua teses de doutoramento, e
que constava, essencialmente, da tradução e adaptação dos conteúdos da Escala à realidade
portuguesa, de estudos exploratórios visando a análise de itens, bem como de pesquisas
relativas à precisão e à validade da versão portuguesa da WPPSI-R.
Esta adaptação à população portuguesa ocorreu em diversas etapas que, no conjunto,
tiveram como principal objectivo produzir um instrumento adequado à especificidade
linguística e cultural das crianças portuguesas.
Dos estudos de adaptação da WPPSI-R à população portuguesa resultaram algumas
modificações relativamente à versão original americana, nomeadamente no que se refere ao
conteúdo dos itens verbais, tendo sido o subtestes Vocabulário aquele em que a quantidade de
alterações introduzidas se revelou mais substancial.
No que diz respeito aos subtestes de realização, não se tendo detectado aspectos
críticos que pudessem pôr em causa a validade da avaliação nas crianças portuguesas, optou-se
por manter os itens tal como na versão original, tanto no que diz respeito ao conteúdo como à
ordenação.
Uma outra alteração relativamente à versão americana, ao nível das normas de
administração, consistiu na supressão da cronometragem nos subtestes Aritmética e
Completamento de Gravuras.
Outras modificações introduzidas na versão portuguesa da WPPSI-R, por comparação
com a versão original americana, referem-se a aditamentos pontuais às instruções de
administração e cotação, no sentido de torná-las mais objectivas. Foram, igualmente,
introduzidos alguns ajustamentos nos critérios de início e de interrupção,.

7
8
3. CONCEITO DE INTELIGÊNCIA

A natureza, definição e medida da inteligência têm suscitado ao longo dos anos


considerável debate.
Para Wechsler, a inteligência pode manifestar-se de diversas formas, não sendo
concebida como uma aptidão particular, mas sim como um construto global e
multidimensional, ou seja, como a capacidade geral do indivíduo para compreender e lidar
com o mundo à sua volta.
Deste modo, Wechsler concebe a inteligência como uma entidade global,
multideterminada e multifacetada e não como um traço independente e único, evitando
considerar uma competência particular como mais importante do que todas as outras.
Desde a publicação da WPPSI, em 1967, tem-se reunido uma quantidade considerável
de nova informação relativa à natureza do desenvolvimento cognitivo da criança. Através
destes estudos, podemos admitir que competências intelectuais como o raciocínio, a
compreensão verbal e a inteligência espacial se desenvolvem de tal modo que, a partir dos 3
anos ou 3 anos e meio, podem ser avaliadas através de instrumentos semelhantes aos
utilizados com crianças mais velhas ou com adultos. Aptidões gerais que são importantes para
a escolaridade e que se desenvolvem através da aprendizagem e de experiências passadas.
Os subtestes da WPPSI-R foram seleccionados de forma a abranger um leque
diversificado de aptidões mentais, reflectindo desta forma o funcionamento intelectual global
do indivíduo, fazendo apelo a várias facetas da inteligência, como por exemplo raciocínio
abstracto, memória, determinadas capacidades perceptivas, etc.
Deste modo, a WPPSI-R mede a inteligência do indivíduo avaliando as suas
competências em várias tarefas. O desempenho das crianças nestas tarefas é resumido num
resultado global, que funciona como uma estimativa da capacidade do indivíduo para
compreender e lidar com o mundo exterior.
Mais importante ainda é o facto de que a concepção de inteligência como um todo não
significa que se verifique um desenvolvimento homogéneo das capacidades/aptidões que lhe
estão inerentes pois, embora as aptidões intelectuais que constam desta Escala possam ser
consideradas como determinantes essenciais de um comportamento inteligente, existem outros
factores de natureza não intelectiva, que desempenham um papel influente na expressão das
aptidões intelectuais.

9
Traços de personalidade, atitudes e determinadas características tais como a
consciência do objectivo, motivação, dependência/independência, impulsividade, ansiedade e
perseverança, são factores que embora não sejam avaliados directamente a partir de medidas
estandardizadas da aptidão intelectual, influenciam o sucesso do indivíduo nestas medidas,
assim como a sua eficácia na vida quotidiana e a sua atitude face às exigências do mundo
exterior.
Deste modo, a avaliação da inteligência da criança envolve muito mais do que a
obtenção de um resultado num teste de inteligência.
Em resumo, a inteligência faz parte de um todo mais amplo, a própria personalidade.
Por isto, a teoria subjacente às escalas de Wechsler, para quem a aptidão intelectual é apenas
um dos aspectos da inteligência, é que a inteligência não pode ser separada do resto da
personalidade.
Assim sendo, as escalas de Wechsler, como instrumentos de psicodiagnóstico, revelam
todo o seu interesse e utilidade quando o psicólogo clínico dirige, igualmente, a sua atenção
para factores não intelectuais que modificam e afectam os resultados da criança, devendo ser
considerados em toda a avaliação da inteligência. Assim sendo, o examinador deverá ter o
cuidado de distinguir, no momento da interpretação, entre os resultados dos subtestes ou dos
QIs, por um lado, e a inteligência por outro.
O técnico deve resistir à tentação de fazer corresponder o desempenho no teste à
inteligência geral, uma vez que os resultados da Escala resumem o desempenho relativamente
a uma amostra particular de tarefas distintas, pois os resultados e o respectivo significado
dependem do conteúdo específico do teste.

10
4. ORGANIZAÇÃO DA ESCALA

A WPPSI-R é um instrumento clínico de administração individualmente dos 3 anos aos


6 anos e 6 meses. Fornece medidas estandardizadas de uma série de aptidões, que reflectem os
diferentes aspectos da inteligência.
Esta Escala inclui um grupo de subtestes fundamentalmente perceptivo-motores
(realização) e um segundo grupo de subtestes verbais.
Os resultados obtidos nos subtestes de realização e nos verbais permitem calcular,
respectivamente, um QI de Realização e um QI Verbal; os resultados combinados de ambos os
grupos originam o QI relativo à Escala Completa.

4.1. DESCRIÇÃO DOS 12 SUBTESTES

A WPPSI-R inclui doze subtestes, dos quais dois são opcionais (Tabuleiro dos Animais
e Frases Memorizadas).
A aplicação alternada dos subtestes (Verbais e de Realização) tem como objectivo
manter o interesse da criança ao longo da administração da Escala. Estes subtestes encontram-
se listados na tabela 1, por sequência de administração.

Tabela 1. Lista dos subtestes que constituem a WPPSI-R

Verbal Realização

2. Informação 1. Composição de Objectos


4. Compreensão 3. Figuras Geométricas
6. Aritmética 5. Quadrados
8. Vocabulário 7. Labirintos
10. Semelhanças 9. Completamento de Gravuras
*12. Frases Memorizadas *11. Tabuleiro dos Animais

* Subtestes opcional

Tal como foi referido anteriormente, os subtestes da WPPSI-R dividem-se em dois


grupos: subtestes verbais e subtestes de realização. Para cada um foi elaborada uma descrição

11
das respectivas características; encontram-se listados na tabela 2 por sequência de
administração.

Tabela 2. Descrição dos subtestes que constituem a WPPSI-R

Subteste Descrição

Composição de Objectos São apresentadas à criança peças de um puzzle dispostas de acordo com uma
configuração estandardizada. A criança deverá encaixar as peças de modo a formar
um todo com significado, dentro de um determinado limite de tempo.

Informação Conjunto de imagens e questões orais, que avaliam o conhecimento da criança


acerca dos factos, objectos, locais ou pessoas.

Figuras Geométricas Este subteste inclui dois tipos distintos de tarefas. A primeira parte é uma tarefa de
reconhecimento visual: a criança observa um desenho simples e, ainda com o
estímulo à vista, escolha, de entre um conjunto de quatro desenhos que lhe são
apresentados, aquele que é exactamente igual ao primeiro. Numa segunda parte a
criança deverá copiar desenhos geométricos, a partir de modelos apresentados em
cartões.

Compreensão A tarefa da criança consiste em expressar oralmente a sua compreensão acerca das
razões de uma acção e/ou das consequências de um acontecimento.

Quadrados A criança deverá analisar e reproduzir desenhos, dentro de um tempo limite,


utilizando, para esse efeito, blocos planos e bicolores.

Aritmética Conjunto de itens de imagens, seguido por tarefas simples de contagem e


terminando com problemas mais complexos, apresentados oralmente. A criança
deverá demonstrar compreensão de conceitos quantitativos básicos.

Labirintos Conjunto de labirintos, de dificuldade crescente, que a criança deverá resolver com
um lápis.

Vocabulário Subteste constituído por duas partes: a primeira parte é composta por uma série de
imagens, consistindo a tarefa da criança em identificar e designar verbalmente a
figura representada; nos restantes itens é pedido à criança que explique o significado
de palavras apresentadas oralmente.

Completamento de A criança deverá identificar o elemento que falta em imagens que representam
Gravuras objectos ou situações comuns.

Semelhanças A criança deverá demonstrar compreensão do conceito de semelhança: deverá


escolher, de entre um conjunto de imagens representando objectos de diversas
categorias, aquela que mais se parece com um outro conjunto de imagens que
partilham entre si uma característica comum; num segundo grupo de itens deverá
completar uma frase apresentada verbalmente, que reflecte uma semelhança ou
analogia entre dois elementos; na parte final, a criança deverá explicar a semelhança
entre dois objectos ou factos apresentados verbalmente.

Tabuleiro dos Neste subteste a tarefa da criança consiste em fazer corresponder cavilhas coloridas
Animais a desenhos de animais.

Frases Memorizadas A criança deverá repetir com exactidão as frases lidas pelo examinador

12
4.2. ANÁLISE DA ESCALA

Para cada um dos 12 subtestes da WPPSI-R, a distribuição dos resultados brutos foi
convertida numa escala com média 10 e desvio-padrão 3.
Após a conversão dos resultados brutos, obtidos em cada um dos subtestes, em
resultados padronizados, é possível calcular três resultados compósitos. Enquanto que a soma
dos resultados padronizados dos subtestes verbais determina o resultado da subescala Verbal,
a soma dos resultados padronizados dos subtestes de realização determina o resultado da
subescala de Realização. A soma dos resultados padronizados de ambas as subescalas permite
calcular um resultado para a Escala Completa. Após o cálculo destas somas, os valores
deverão ser convertidos em QI, utilizando para esse efeito as tabelas em anexo.
Os subtestes Frases Memorizadas e Tabuleiro dos Animais são opcionais, não tendo
sido utilizados para elaborar as normas, e não são necessários para o cálculo dos QIs Verbal e
de Realização. Caso algum dos subtestes obrigatórios seja invalidado ou não possa ser
aplicado, os subtestes Frases Memorizadas e Tabuleiro dos Animais substituem,
respectivamente, um dos subtestes verbais e um dos subtestes de realização. No caso de um
dos subtestes opcionais substituir um dos subtestes das subescalas, este deverá ser tido em
consideração no cálculo dos QIs.
14
5. CONSIDERAÇÕES GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO E
COTAÇÃO

Neste capítulo são apresentados os princípios gerais que estão subjacentes a qualquer
processo de avaliação, bem como os procedimentos de administração e de cotação da WPPSI-
R.

5.1. Princípios básicos para a utilização da WPPSI-R

Idades de aplicação
A aferição portuguesa da WPPSI-R pode ser utilizada em sujeitos com idades
compreendidas entre os 3 anos e os 6 anos e 6 meses. Os itens e materiais da Escala, assim
como as instruções de administração foram seleccionados de acordo com a sua adequabilidade
e eficiência em sujeitos destes grupos etários.
No entanto, poderão surgir situações em que se torne necessário utilizar a Escala fora
deste intervalo etário, tais como crianças mais novas com capacidades elevadas ou mais velhas
com capacidades mais fracas. Os materiais de teste, as tarefas e as instruções de administração
foram pensadas para crianças com idades compreendidas entre os 3 anos e os 6 anos e 6
meses, sendo os resultados padronizados e as normas de QI fornecidos apenas para estas
idades. Assim, o desempenho de sujeitos fora desta faixa etária apenas poderá ser descrito em
termos de “idade-teste”

Procedimentos estandardizados
O principal objectivo da WPPSI-R é a avaliação do funcionamento intelectual das
crianças numa extensa variedade de contextos educativos, clínicos e de investigação. Além de
permitir uma análise fina dos pontos fortes e fracos da criança, num dado momento do seu
percurso, é também um instrumento privilegiado para monitorizar a mudança no desempenho
ao longo do tempo, quando se trata de avaliar o efeito de procedimentos psicoterapêuticos.
Os procedimentos de administração e cotação apresentados mais à frente devem ser
cuidadosamente respeitados, de forma a possibilitar a comparação dos resultados obtidos com

15
as normas portuguesas. Quaisquer alterações ao nível da formulação ou da apresentação dos
itens, assim como modificações nos limites de tempo ou outro tipo de alterações em relação
aos parâmetros utilizados na estandardização, podem reduzir a validade dos resultados
obtidos.
No entanto, o facto de obedecer a um conjunto de procedimentos de aplicação
estandardizados não significa que a Escala tenha de ser administrada de uma forma rígida ou
artificial, sendo importante adoptar um tom natural de conversação, encorajar o interesse pelas
tarefas e reforçar os esforços da criança, uma vez que estes comportamentos, por parte do
examinador, ajudam a tomar a situação de avaliação mais coerente, agradável e bem
estruturada.

Condições físicas de administração


Esta Escala deverá ser administrada num local calmo e afastado de distracções
exteriores, que seja adequado à situação de avaliação, com iluminação e ventilação adequadas.
As condições físicas e materiais do local da avaliação são determinantes para uma
administração eficiente da WPPSI-R. Tanto a criança como o examinador deverão sentar-se
numa cadeira confortável e adequada à sua estatura. A mesa ou secretária deverá apresentar
uma superfície lisa e ter uma largura suficiente que permita à criança manipular facilmente os
materiais dos subtestes. O examinador deverá sentar-se em frente da criança, uma vez que as
ilustrações do Manual e da Folha de Registo (como por exemplo, no caso dos subtestes
Labirintos e Figuras Geométricas) partem deste pressuposto. Para além desta exigência, em
termos de administração de alguns dos subtestes, esta posição permite ao examinador observar
o comportamento da criança durante a realização das tarefas. Se tal não for possível, deverá
posicionar-se de forma a poder observar o comportamento da criança e a facilitar a cotação
imediata das respostas.
Os materiais deverão ser colocados fora do alcance da visão da criança antes da sua
aplicação e após esta serem novamente retirados, pelo que se aconselha a utilização de outra
superfície (uma cadeira, por exemplo) para serem colocados.
O único material a permanecer sempre na mesa e à vista da criança será a folha de
respostas e uma caneta para anotação dos resultados.
Por vezes, as crianças mostram-se relutantes em ficar a sós com um examinador que
não conhecem. Em tais situações, este deverá procurar tranquilizá-la dizendo-lhe, por

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exemplo: “A tua mãe vai estar sempre na sala ao lado, para o caso de quereres estar com
ela”. Se, ainda assim, não for possível convencer a criança a ficar sozinha com o examinador,
poderá aceitar-se a presença do adulto que a acompanha, na condição de que este permaneça
em silêncio e fora do alcance visual da criança, durante todo o período do exame.

Relação e motivação
O estabelecimento de uma boa relação entre a criança e o examinador é fundamental
para que a sessão de avaliação decorra de uma forma “positiva”, sendo importante dar à
criança tempo para se sentir confortável com o examinador e com a situação de avaliação.
Após o período de construção da relação, o examinador deverá fazer uma breve
apresentação da Escala, adaptando a linguagem à idade da criança. Por exemplo, o examinador
poderá dizer à criança que esta irá realizar algumas tarefas ou exercícios que, normalmente,
agradam a todas as crianças que fazem este teste. Poderá, também, referir que existem tarefas
que ele (a) considerará mais fáceis e outras mais difíceis, mas que não se espera que ele(a)
consiga responder correctamente a todas as questões. Deve salientar-se que apenas se pretende
que ele (a) dê o seu melhor em cada um dos itens. Poderá dizer, por exemplo, “Vamos fazer
algumas coisas juntos. Vai haver coisas fáceis e outras mais difíceis. Tu vais tentar fazer o
melhor que conseguires”.
No decorrer da sessão de avaliação, o examinador deverá estar sempre atento a
alterações no humor, bem como à colaboração da criança. Por vezes, introduzir uma breve
conversa entre subtestes pode reavivar o interesse no novo subteste e reduzir a apreensão geral
de um sujeito mais ansioso em relação à situação de avaliação. Se a criança parecer inquieta
ou evidenciar sinais de fadiga, dever-se-á deixá-la caminhar pela sala ou dar-lhe um pequeno
intervalo para que possa descontrair-se.
Em toda a avaliação, o examinador deve transmitir entusiasmo e interesse por aquilo
que a criança está a fazer, elogiando-a e encorajando-a pelos esforços feitos. No entanto, e
excepto quando especificado pelas instruções de administração, o examinador não deve
indicar se uma resposta está correcta ou não. Se a criança manifesta um fraco desempenho
num subteste e está consciente disso, o examinador deverá dizer: “Este era difícil, mas o
próximo deve ser mais fácil”.
Nos casos em que a criança diz que não consegue resolver uma tarefa, ou que não sabe
responder a uma questão, dever-se-á encorajá-la dizendo “Experimenta” ou “Aposto que tu

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consegues fazer, tenta de novo”. Porém, não se deve converter o encorajamento em insistência
excessiva pois, em última análise, isso poderá frustrar a criança. Se a criança pede ajuda,
deverá dizer-se qualquer coisa do tipo “Eu quero ver o que é que tu consegues fazer
sozinho(a)”.

Manuseamento dos materiais de teste


A WPPSI-R é constituída pelos seguintes materiais:
• Manual;
• Folha de Registo;
• Caderno de Estímulos grande, contendo as imagens para os subtestes Informação,
Aritmética, Vocabulário e Semelhanças;
• Caderno de Estímulos pequeno, contendo as imagens para os subtestes Figuras
Geométricas, Quadrados e Completamento de Gravuras;
• 6 Puzzles para o subteste Composição de Objectos;
• Cartão de apresentação do subteste Composição de Objectos, também designado como
biombo: trata-se de um cartão que se coloca na posição vertical e onde está impresso o
modo estandardizado de apresentação das peças de Composição de Objectos);
• Bloco de papel para o subteste Figuras Geométricas;
• Grelhas de correcção para os subtestes Figuras Geométricas e Labirintos
• Caixa com blocos quadrados;
• Caderno de Labirintos;
• Prancha do Tabuleiro dos Animais;
• Caixa com 32 cavilhas coloridas;

O examinador deverá, ainda, dispor de dois lápis sem borracha e um cronómetro.


Para facilitar a sessão de avaliação apresentam-se, de seguida, algumas sugestões
relativas à organização e utilização dos materiais da WPPSI-R.

1) A Folha de Registo e o Manual devem estar dispostos de modo que não possam ser
visualizados pela criança.
2) Recomenda-se que o examinador guarde os materiais na pasta, quando estes já não são

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necessários (por exemplo, Caderno de Estímulos ou os puzzles do subteste Composição de
Objectos).
3) O cronómetro deverá funcionar silenciosamente e permanecer fora do alcance visual da
criança, podendo ser colocado, por exemplo, sobre o colo do examinador.

5.2. Administração da WPPSI-R

Sequência de apresentação dos subtestes


Na Tabela 3 apresenta-se a ordem recomendada para a sua administração.

Tabela 3. Ordem recomendada para a administração dos subtestes

1 Composição de Objectos
2 Informação
3 Figuras Geométricas
4 Compreensão
5 Quadrados
6 Aritmética
7 Labirintos
8 Vocabulário
9 Completamento de Gravuras
10 Semelhanças
11 Tabuleiro dos Animais
12 Frases Memorizadas

A sequência de aplicação inicia-se com o subteste Composição de Objectos, que


introduz o conjunto da escala de maneira animada e não verbal, o que parece agradar à maioria
dos sujeitos. Os subtestes verbais e de realização são administrados alternadamente para tornar
a sessão de avaliação mais variada e interessante.
Caso a criança manifeste uma dificuldade particular face a um subteste ou se recuse a
responder-lhe, o examinador poderá prosseguir com o subteste seguinte e regressar mais tarde
ao subteste que está em falta.

Critérios de início e de interrupção dos subtestes


Os critérios de início e as regras de interrupção dos subtestes estão incluídos nas

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instruções de administração específicas para cada subteste, estando também descritos, de
forma abreviada, na Folha de Registo.
A maioria dos subtestes são interrompidos quando falha um determinado número de
itens consecutivos. O insucesso num item equivale a um resultado de 0 ponto. Nos itens em
que são permitidos dois ensaios, tal como acontece nos Quadrados e em alguns itens dos
Labirintos, o item só é considerado mal sucedido se a criança falha em ambos os ensaios.
Pode acontecer que o examinador não tenha a certeza se a criança falhou ou não um
determinado item. Em tais casos, dever-se-á considerar o item como correcto, ainda que
provisoriamente, e aplicar os itens adicionais até que o critério de interrupção tenha sido
alcançado sem margem para dúvidas. Se a revisão posterior da cotação revelar que foram
aplicados itens para além do ponto em que o subteste deveria ter sido interrompido, o
examinador não deverá contabilizar os créditos relativos a esses itens, no cálculo do resultado
do subteste.
A Tabela 4 resume as regras de início e de interrupção dos subtestes, bem como
detalhes adicionais de administração.

Tabela 4. Resumo dos critérios de administração dos subtestes

1. Composição de Objectos
• Critério de Início
Começar com o Item 1.
• Critério de Interrupção
Após 3 insucessos consecutivos.
• Se a criança acerta o Item 1, passar ao Item 2. Se a criança falha o Item 1, administrar o 2º ensaio
deste item (este ensaio não cotado)
• Tempo máximo de resposta: especifico para cada item.

2. Informação
• Critério de Início
Começar com o Item 1.
• Critério de Interrupção
Após 5 insucessos consecutivos.
• Se a criança falha o Item 1, fornecer a resposta correcta

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Tabela 4. Resumo dos critérios de administração dos subtestes

3. Figuras Geométricas
• Critério de Início
Começar com o Item 1.
• Critério de Interrupção
Interromper a 1ª parte após 3 insucessos consecutivos
Interromper a 2ª parte após 3 insucessos consecutivos
• Se a criança falha o Item 1, mostrar a resposta correcta

4. Compreensão
• Critério de Início
Começar com o Item 1.
• Critério de Interrupção
Após 5 insucessos consecutivos.
• Se a criança não dá uma resposta de 2 pontos, fornecer-lhe uma resposta de 2 pontos.

5. Quadrados
• Critério de Início
3 anos – 5 anos e 11 meses: Começar com o Desenho 1.
6 anos – 6 anos e 6 meses: Começar com o Desenho 6.
• Critério de Interrupção
Após 3 insucessos consecutivos.
• Se a criança com 6 anos ou mais velha é bem sucedida no 1º ensaio do Desenho 6, passar ao
Desenho 7 e atribuir a cotação correspondente aos Desenhos 1 a 5. Se a criança falha o 1º ensaio
do Desenho 6, administrar o 2º ensaio desse item
• Quer a criança seja ou não bem sucedida no 2º ensaio do Desenho 6, administrar os desenhos
anteriores em ordem inversa, até que a criança seja bem sucedida em 2 desenhos consecutivos, ao
1º ensaio
• São permitidos 2 ensaios para cada desenho. Ambos os ensaios são demonstrados nos desenhos 1
a 7 e 9. Nos desenhos 8 e 10 a 14 apenas o 2º ensaio é demonstrado
• Tempo máximo de resposta: específico para cada item.

6. Aritmética
• Critério de Início
Começar com o Item 1.
• Critério de Interrupção
Após 5 insucessos consecutivos.
• Cada pergunta pode ser repetida uma vez a pedido da criança

21
Tabela 4. Resumo dos critérios de administração dos subtestes

7. Labirintos
• Critério de Início
3 anos – 4 anos e 11 meses: Começar com o Labirinto 1A.
5 anos – 6 anos e 6 meses: Começar com o Labirinto 3A.
• Critério de Interrupção
Após 2 insucessos consecutivos.
• Os Labirintos 1 e 2 são de demonstração para crianças mais novas e para aquelas com 5 anos ou
mais velhas que tenham falhado nos Labirintos 3A ou 3B. O Labirinto 3A é uma demonstração
para as crianças com 5 anos ou mais velhas. O examinador efectua a primeira metade dos
labirintos de demonstração.
• Se uma criança com 5 anos ou mais velha comete algum erro em algum dos ensaios do Labirinto
3, administrar os Labirintos 1 e 2.
• Tempo máximo de resposta: específico para cada item.

8. Vocabulário
• Critério de Início
Começar com o Item 1.
• Critério de Interrupção
Após 6 insucessos consecutivos, a partir do Item 4.
• Se a criança falha o Item 1, fornecer a resposta correcta

9. Completamento de Gravuras
• Critério de Início
3 anos – 4 anos e 11 meses: Começar com o Item Exemplo.
5 anos – 6 anos e 6 meses: Começar com o Item 5.
• Critério de Interrupção
Após 6 insucessos consecutivos.
• Se uma criança com 5 anos ou mais velhas falha o item 5, administrar o item Exemplo e os itens 1
a 4, antes de passar ao item 6.

10. Semelhanças
• Critério de Início
Parte 1: (Itens 1 a 6) Começar com o Item 1.
Parte 2: (Itens 7 a 20) Começar com o Item 7.
• Critério de Interrupção
Interromper a 1ª parte após 3 insucessos consecutivos
Interromper a 2ª parte após 5 insucessos consecutivos
• Se a criança falhar no Item 7 ou se não der uma resposta de dois pontos ao Item Exemplo das
Analogias Verbais, fornecer-lhe a resposta correcta

22
Tabela 4. Resumo dos critérios de administração dos subtestes

11. Tabuleiro dos Animais


• Critério de Início
Começar com o Exemplo.
• Critério de Interrupção
Sem interrupção
• Tempo máximo de resposta: 5 minutos.

12. Frases Memorizadas


• Critério de Início
Começar com a Frase Exemplo.
3 anos – 4 anos e 11 meses: Passar à Frase 1
5 anos – 6 anos e 6 meses: Passar à Frase 5
• Critério de Interrupção
Após 3 insucessos consecutivos.
• Se a criança comete erros na Frase Exemplo, fornecer-lhe a resposta correcta e efectuar um
segundo ensaio
• Se a criança tem 5 anos ou mais e comete algum erro na Frase 5, fornecer-lhe a resposta correcta e
administrar as frases anteriores em ordem inversa, começando pela Frase 4, até que a criança
repita correctamente 2 frases consecutivas

Cronometragem
As respostas à maioria dos subtestes de realização devem ser cronometradas. A
cronometragem deverá ser o mais discreta possível, para não distrair a criança. Nos itens com
tempo limite, a cronometragem inicia-se de acordo com as instruções apresentadas no
Capítulo 6 deste Manual. O tempo utilizado para repetir uma questão ou para clarificar
instruções gerais é incluído no tempo total registado para o desempenho nesse item.
Se a criança está prestes a completar um item quando termina o tempo limite, o
examinador deverá permitir que este termine a tarefa, a fim de manter a sua motivação. No
entanto, deve cotar-se apenas o trabalho completado dentro do tempo limite.
Para os subtestes que não têm um tempo limite estabelecido, um intervalo entre 15 a 20
segundos é, geralmente, o tempo necessário para que a criança comece a responder. Porém, a
menos que haja alguma indicação explícita nas instruções, este intervalo de tempo pode variar
dependendo de cada criança e da sensibilidade do examinador para compreender se ela está ou
não a procurar activamente a resposta. Se a criança não começar a responder dentro de um
intervalo de tempo razoável ou a seguir à repetição da questão (quando permitido), o
23
examinador deverá registar um resultado de 0 ponto e passar ao item seguinte ou ao próximo
subteste, se o critério de interrupção tiver sido alcançado.

Aprendizagem da tarefa
Todos os subtestes da WPPSI-R, à excepção de Aritmética, se iniciam com itens em
que é demonstrada ou ensinada a resposta desejada, no caso de a criança não a dar
espontaneamente. O objectivo deste “treino” é dar à criança um modelo de resposta correcta,
no sentido de assegurar que ela compreende as exigências do subteste.
Treinar a criança para responder aos itens ou fornecer as respostas correctas, quando tal
não está especificado nas instruções, é inadequado na medida em que viola as condições em
que a Escala foi estandardizada.

Repetição dos itens e aprofundamento de respostas


O examinador pode repetir questões e instruções gerais, nos casos em que a criança
solicite a sua repetição ou pareça não ter compreendido a tarefa, a não ser que as regras de
administração o proíbam, como é o caso do subteste Frases Memorizadas.
No que diz respeito aos itens verbais, devem ser questionadas todas as respostas pouco
claras ou ambíguas.
O examinador não deverá questionar respostas claramente incorrectas, a não ser que as
instruções do item assim o digam. Os questionamentos inadequados podem fornecer sugestões
ou pistas que indicarão à criança a solução correcta e, consequentemente, contribuir para um
resultado inflacionado.

5.3. Cotação das respostas na WPPSI-R

As instruções para registo e cotação, do desempenho da criança em cada subteste, são


fornecidas no Capítulo 6 deste Manual. Para a maioria dos itens da WPPSI-R, os
procedimentos de cotação são bastante objectivos, deixando pouco ou nenhum espaço à
interpretação destes critérios.
Alguns dos itens dos subtestes Compreensão, Vocabulário, Semelhanças e Figuras
Geométricas (e, em menor grau, Informação e Labirintos) fazem apelo juízo pessoal do

24
examinador. Apesar de os exemplos que constam no Manual não esgotarem todas as respostas
possíveis, estes foram seleccionados para ilustrar os diferentes tipos de respostas que as
crianças poderão dar. Muitos dos exemplos cotados com 0 ponto demonstram uma
compreensão parcial, embora insuficiente para obter 1 ponto.
As respostas questionadas para clarificação são avaliadas na sua globalidade e não
somente a porção que precede o questionamento. Assim, a resposta da criança ao
questionamento pode ser mais elaborada e clara, o que leva a um aumento da cotação do item
correspondente. No entanto, pode também acontecer que, ao precisar a sua resposta, a criança
demonstre que compreendeu mal o conceito em questão. Nestes casos, a resposta é
globalmente considerada deteriorada e é-lhe atribuída uma cotação de 0 ponto.
Acontece, por vezes, que a criança dá duas ou mais respostas a uma questão. A cotação
destas respostas múltiplas subordina-se aos seguintes princípios:

1) Se a intenção da criança é substituir uma resposta anterior, a resposta inicial é ignorada


e cotada somente a última.
2) Se a resposta da criança se deteriora, quer espontaneamente, quer após
questionamento, atribui-se uma cotação de 0 ponto.
3) Se a criança fornece simultaneamente uma resposta correcta e uma incorrecta, o
examinador deverá pedir-lhe para escolher uma das duas.
4) Se a criança der duas ou mais respostas que difiram entre si quanto à qualidade, sem
que, no entanto, nenhuma das duas seja considerada errada ou ponha em causa a
resposta global, é cotada a melhor das respostas.

Por vezes, acontece serem administrados à criança itens que não deveriam ter sido
passados. Por exemplo, um examinador pode ter iniciado o subteste por um item anterior ao
definido pelo critério de inicio adequado à idade da criança, ou pode ter continuado para além
do critério de interrupção. Nestes casos, torna-se necessário decidir se os insucessos em itens
anteriores ao ponto de inicio e se os êxitos em itens posteriores ao ponto de interrupção devem
ou não ser tidos em conta na cotação final do subteste. Tendo como base os dados de
estandardização da WPPSI-R, as respostas aos itens que não deveriam ter sido administrados
devem ser ignoradas no processo de cotação.

25
Por outro lado, o examinador poderá verificar que, inadvertidamente, fez a criança
iniciar o subteste num item posterior ao recomendado para a sua idade. Se o examinador se
aperceber deste erro, poderá voltar atrás e administrar os itens omitidos. Se, pelo contrário,
apenas descobrir o erro após o final da sessão, o subteste que foi incorrectamente administrado
deverá ser anulado e o desempenho da criança na Escala deverá, se possível, ser estimado
proporcionalmente.

5.4. Preenchimento da Folha de Registo

A Folha de Registo da WPPSI-R foi construída para facilitar ao máximo a


administração e cotação dos subtestes. Esta folha dispõe de espaços reservados para o registo e
cotação das respostas da criança, bem como informações relativas aos critérios de início e de
interrupção, tempos limite e outros esclarecimentos que facilitam a concretização de uma
administração apropriada da Escala, como é o caso da indicação dos subtestes que necessitam
de ser cronometrados.
Na Folha de Registo, o examinador deverá anotar informações acerca da criança, bem
como os resultados obtidos por subteste. Nas suas páginas existem ainda espaços que
permitem calcular a idade da criança, registar os resultados brutos dos subtestes e convertê-los
em resultados padronizados e QIs. Existe, também, um espaço para a construção de um perfil
gráfico de resultados, por subteste e QI. A Folha de Registo contém, igualmente, um campo
para registar observações acerca do comportamento da criança.

Cálculo da idade cronológica da criança


Para obter a idade exacta da criança, deve introduzir-se nos espaços apropriados a data
da avaliação e a data de nascimento (ver Figura 1). Se a criança completar a Escala em duas
sessões, para efeitos de cálculo, deve considerar-se apenas a data da primeira avaliação. Para
calcular a idade cronológica da criança, o examinador deverá subtrair a data de nascimento à
data de avaliação.
Para estes cálculos, considera-se que todos os meses têm 30 dias. Os dias de idade não
são arredondados para o mês mais próximo. Por exemplo, a idade de 6 anos, 1 mês e 26 dias
não é arredondada para 6 anos e 2 meses; tal como uma idade calculada de 5 anos, 11 meses e

26
29 dias não é arredondada para 5 anos e 0 meses, ainda que a criança esteja muito próxima
dessa idade.

Figura 1. Exemplo do cálculo da idade cronológica

Ano Mês Dia


Data de Avaliação 2005 43 12 42
Data de Nascimento 2001 1 23

Idade 4 2 19

Registo das respostas e das pontuações


Ao longo da administração da WPPSI-R, o examinador deve fazer algum tipo de
anotação na Folha de Registo, no que diz respeito aos itens que a criança tenta resolver,
distinguido-os, deste modo, dos itens omitidos. A anotação poderá ser uma pontuação, uma
indicação de sucesso ou insucesso no item ou a própria resposta da criança.
Quando o examinador tem dúvidas na cotação de uma resposta, deverá registar
informações suficientes acerca da mesma, para que seja possível uma avaliação posterior. Para
os subtestes Compreensão, Vocabulário e Semelhanças é preferível registar literalmente todas
as respostas da criança. Frequentemente, dá-se o caso do examinador re-analisar as respostas
com o objectivo de ajustar a cotação.
Por outro lado, a avaliação qualitativa das respostas pode proporcionar informação
clínica bastante útil.
As abreviaturas que se seguem poderão ser úteis no registo das respostas:

A (Acerta) A criança desempenha correctamente a tarefa solicitada.


F (falha) A criança desempenha incorrectamente a tarefa solicitada.
Q (Questionamento) O examinador coloca uma questão para clarificar a
resposta da criança.
NS (Não sabe) A criança diz “não sei” ou indica, de uma outra forma, a
sua incapacidade de responder ao item.
NR (Não responde) A criança não responde a um item, nem verbal, nem
gestualmente.
INC (Incompleto) A criança não completa um item cronometrado, dentro do
limite de tempo especificado.

27
R (Rotação) Ver o subteste Quadrados para uma descrição mais
detalhada.

O subteste Completamento de Gravuras sugere duas abreviaturas, AC e AI, que podem


ser utilizadas no registo das respostas aos seus itens.

AC (Aponta correctamente) A criança aponta para a parte correcta da gravura.


AI (Aponta incorrectamente) A criança aponta para a parte incorrecta da gravura.

Para os subtestes cronometrados, a Folha de Registo inclui uma coluna onde o


examinador deverá anotar o tempo despendido pela criança na realização da tarefa.
Para todos os subtestes, os resultados passíveis de serem obtidos por item figuram na
coluna “Cotação”, da Folha de Registo.

Cálculo dos resultados brutos, resultados padronizados, QIs, e idades-teste


Após a cotação das respostas de todos os subtestes, o examinador deverá respeitar um
conjunto de etapas que culminam com a conversão dos resultados brutos em resultados
padronizados. Estes resultados são, então, utilizados no cálculo das subescalas Verbal, de
Realização e Escala Completa.
Apesar dos passos relativos à aplicação e cotação dos subtestes serem simples e lógicos
na sua essência, as imprecisões e os erros são comuns, podendo originar resultados falsos,
devendo-se ter os seguintes cuidados:

• Registar, de modo exacto e legível, a pontuação de cada item administrado.


• Para os sujeitos mais velhos; que tenham iniciado os subtestes Quadrados, Labirintos,
Completamento de Gravuras e Frases Memorizadas em itens mais avançados, o
examinador deve certificar-se de que foram atribuídos os pontos correspondentes aos
primeiros itens, não administrados.
• Verificar duas vezes a adição das pontuações dos itens, aquando do cálculo dos
resultados brutos dos subtestes.
• Transferir o resultado bruto de cada subteste para a coluna dos resultados brutos da
Folha de Registo e verificar a exactidão dessa transferência.
• Verificar o cálculo da idade cronológica da criança, depois de ter conferido a sua data

28
de nascimento e a data de avaliação.
• Para evitar erros na conversão dos resultados brutos em padronizados, assim como dos
somatórios dos resultados padronizados em QIs, o examinador deve repetir os passos
precedentes, utilizando as respectivas tabelas de conversão.

1) Conversão dos resultados brutos em resultados padronizados


Após a obtenção dos resultados brutos para cada subteste (soma das pontuações dos
itens), transferir essas somas para a respectiva secção da Folha de Registo (o resultado bruto
do subteste Tabuleiro dos Animais é obtido na respectiva Tabela 24. Para converter os
resultados brutos em resultados padronizados, deverão respeitar-se várias etapas. Esta
conversão tem em consideração a idade da criança. A idade cronológica, calculada em anos,
meses e dias determina qual a Tabela 25 que deverá ser utilizada. Cada Tabela fornece
resultados padronizados para um intervalo de 3 meses de idade.
Na Tabela 25, os subtestes estão ordenados de acordo com a sua respectiva subescala,
Verbal ou de Realização. O examinador deverá procurar o resultado padronizado na coluna
correspondente a um dado subteste o resultado bruto obtido pela criança. Este resultado
padronizado é inserido na Folha de Registo, no espaço imediatamente à direita do resultado
bruto registado anteriormente.

2) Cálculo dos somatórios de resultados padronizados


O resultado da subescala Verbal corresponde ao somatório dos resultados padronizados
dos cinco subtestes verbais de aplicação obrigatória. Do mesmo modo, o resultado da
subescala de Realização corresponde ao somatório dos resultados padronizados obtidos nos
cinco subtestes de realização obrigatórios. O resultado da Escala Completa corresponde ao
somatório dos resultados obtidos nas subescalas Verbal e de Realização, ou seja, é a soma dos
resultados padronizados dos dez subtestes obrigatórios.
Se todos os subtestes - os seis verbais e os seis de realização - forem administrados, os
resultados padronizados dos subtestes Frases Memorizadas e Tabuleiro dos Animais não
devem ser utilizados nos cálculos do resultado das subescalas Verbal e de Realização e da
Escala Completa.
Uma vez calculados, estes somatórios devem ser registados nos espaços apropriados da
Folha de Registo.

29
Na situação de o examinador administrar um número de subtestes inferior a cinco na
subescala Verbal ou de Realização, poder-se-á recorrer aos subtestes opcionais: se um dos
subtestes inutilizado pertence à subescala Verbal, o subteste Frases Memorizadas pode ser
administrado em substituição; se um dos subtestes da subescala de Realização não puder ser
utilizado, o subteste Tabuleiro dos Animais poderá ser incluído como um subteste de
realização alternativo.
Se apenas dispomos de resultados de quatro subtestes para a subescala Verbal ou de
Realização, o respectivo somatório deverá ser calculado proporcionalmente, para obter o
resultado (Verbal ou de Realização) que será utilizado no cálculo dos QIs. Este cálculo
proporcional é feito multiplicando o somatório dos quatro resultados padronizados
(correspondentes aos 4 subtestes verbais e/ou aos 4 subtestes de realização aplicados) por 5/4
(ou 1.25). O resultado é, então, anotado no respectivo espaço da Folha de Registo. O
examinador deverá, igualmente, registar a abreviatura “PRO” (cálculo proporcional) na
margem, para indicar que apenas quatro subtestes foram contabilizados. A Tabela 26 facilita
este cálculo proporcional.
O resultado da subescala Verbal e o da subescala de Realização devem ser baseados
num mínimo de 3 subtestes. Note-se que o resultado da Escala Completa nunca é estimado
proporcionalmente. O cálculo dos somatórios de resultados padronizados nas duas subescalas
(Verbal e de Realização) por estimativa ou proporção é efectuado separadamente, e estes dois
resultados são adicionados para fornecer o resultado na Escala Completa.

3) Cálculo dos QIs


As Tabelas 27 a 29 apresentam as equivalências em QI, dos resultados das subescalas
Verbal, de Realização e Escala Completa. Após localizados nas secções apropriadas da
respectiva Tabela, os QIs são registados na Folha de Registo.
Note-se que os resultados do QI da Escala Completa, apresentados na Tabela 29, não
se estendem para além dos limites, inferior e superior, de 40 e 160. Qualquer resultado que
saia fora destes limites é difícil de interpretar, uma vez que não se baseia numa evidência
empírica, mas sim numa extrapolação. Se o resultado da criança se situar fora dos limites de
fiabilidade do teste, a sua interpretação deverá ser efectuada com a maior precaução.
Um resultado bruto de 0 pontos num subteste, não significa que a criança seja
completamente desprovido da aptidão medida por esse subteste, mas apenas que a capacidade

30
da criança não pode ser apreciada através da tarefa específica deste subteste. No entanto, para
que seja possível calcular os QIs, é necessário que a criança obtenha resultados brutos
superiores a 0, em pelo menos três subtestes de cada subescala.

4) Cálculo da idade-teste
Ocasionalmente, pode ser útil comparar os resultados obtidos na WPPSI-R com as
normas por idades de outras escalas. A Tabela 30 apresenta, para cada um dos subtestes, os
resultados brutos equivalentes a diversas idades-teste.
Para utilizar esta Tabela, procura-se o resultado bruto obtido num determinado subteste
na coluna correspondente a esse subteste. Se um resultado bruto se situa fora dos limites da
Tabela, o examinador deverá atribuir, arbitrariamente, uma idade-teste “inferior a 3 anos”,
caso o resultado se situe abaixo do limite inferior, ou “superior a 6 anos e meio”, caso o
resultado seja mais elevado que o limite superior.
Para obter uma idade-teste média (os subtestes Frases Memorizadas e Tabuleiro dos
Animais não devem ser utilizados), adicionam-se as idades-teste correspondentes aos
diferentes subtestes e divide-se essa soma pelo número de subtestes.

31
32
6. INSTRUÇÕES PARA APLICAÇÃO E AVALIAÇÃO DO
TESTE

INSTRUÇÃO GERAL PARA OS SUBTESTES: Vamos fazer algumas coisas juntos. Vai
haver coisas fáceis e outras mais difíceis. Tu vais tentar fazer o melhor que conseguires.

1. COMPOSIÇÃO DE OBJECTOS

Material
• 6 puzzles do subteste Composição de Objectos, que se encontram em caixas
individuais;
• Biombo de Apresentação da Composição de Objectos;
• Cronómetro.

Início
Item 1

Interrupção
Interromper após 3 insucessos consecutivos.

Instruções
Usar o Biombo de Apresentação da Composição de Objectos como um guia para a
apresentação correcta de cada puzzle e para dissimular as peças do puzzle antes da sua
apresentação. Quando a disposição das peças tiver terminada, retirar o Biombo de
Apresentação para mostrar as peças à criança.
Nos itens 1 e 2 a criança tem que encaixar as peças do puzzle em espaços dentro duma
moldura. Os itens 3 a 6 são puzzles sem moldura.

33
Início para todas as idades
Item 1: Rectângulos (Tempo limite: 120 segundos)
Ensaio 1: Colocar o Biombo de Apresentação entre si e a criança, com o diagrama de
apresentação das peças virado para o examinador e fora da vista da criança. Dispor as
peças atrás do Biombo de Apresentação, sobre a mesa, perto da criança, de acordo com o
esquema seguinte, representado no próprio Biombo.
Criança
Disposição de Disposição
apresentação completa

Número de cortes=3
Cotação máxima=3

Examinador
Retirar o biombo, apontar para os três rectângulos e dizer:
Estas peças encaixam todas aqui (apontar para a peça que serve de
moldura). Olha como é que eu faço.
Dispor lentamente os rectângulos nos espaços correspondentes da moldura e dizer:
Pomos a peça grande no espaço grande, depois esta peça neste
espaço, e esta peça neste espaço. (Pausa). Vês, todas as peças
encaixam.
Deixar a criança olhar para o conjunto durante cerca de 10 segundos e dizer:
Agora vou tirar as peças para fora.
Retirar as peças da moldura e dispô-las por detrás do Biombo de Apresentação, tal
como antes, de acordo com o esquema. Mostrar o conjunto e dizer:
Agora és tu a pôr as peças no sítio, está bem! Vá lá.
Começar a cronometrar. Quando a criança tiver terminado, registar o tempo, em
segundos, e o número de justaposições correctas conseguidas dentro do tempo limite.
Se a criança perde tempo ou parece estar simplesmente a brincar com as peças, dizer:
Vamos, despacha-te!
Este encorajamento só pode ser dado uma vez durante o Item 1.
Se a criança coloca todas as peças correctamente, dentro do tempo limite, atribuir-lhe 3
pontos pelo número de justaposições correctas no Ensaio 1 e passar ao Item 2. Se a composição

34
não é perfeita, administrar o Ensaio 2. Em qualquer dos casos, registar o número de peças
correctamente colocadas dentro do tempo limite

Ensaio 2: Recomeçar lentamente a demonstração da composição correcta, dizendo:


Vês, é assim que temos que as pôr.
Depois, retirar os rectângulos da moldura e proceder à reorganização das peças por
detrás do Biombo de Apresentação, de acordo com o esquema. Dizer:
Agora vais fazer tu.
Começar a cronometrar e conceder 2 minutos. Registar o número de peças
correctamente colocadas dentro do tempo limite mas não atribuir cotação a este segundo
ensaio. Quando a criança tiver terminado, retirar as peças e passar ao Item 2.

Item 2. Flores (Tempo limite: 120 segundos)


Dispor as peças por detrás do Biombo de Apresentação, de acordo com o esquema
que se segue.
Criança
Disposição de Disposição
apresentação completa

Número de cortes=4
Cotação máxima=4

Examinador
Depois, mostrar o conjunto de peças e dizer:
Estas peças vão formar um desenho de flores. Junta-as o mais
depressa que conseguires. Diz-me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar. Quando a criança tiver terminado, registar o tempo e o
número de peças correctamente colocadas dentro do tempo limite.
Se a criança perde tempo ou parece estar simplesmente a brincar com as peças, dizer:
Vamos, despacha-te!
Este encorajamento só pode ser dado uma vez neste Item.
Nenhuma outra ajuda deve ser dada neste ou nos itens seguintes.

35
Item 3. Carro (Tempo limite: 120 segundos)
Dispor as peças por detrás do Biombo de Apresentação de acordo com o esquema que
se segue.
Criança
Disposição de Disposição
apresentação completa

Número de cortes=2
Cotação base=2

Examinador
Depois, mostrar o conjunto de peças e dizer:
Quando juntares estas peças como deve ser, elas vão formar um
desenho. Junta-as o mais depressa que conseguires. Diz-me quando
tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar. Quando a criança tiver terminado, registar o tempo e o
número de peças correctamente colocadas dentro do tempo limite. Conceder os bónus
previstos em função da rapidez, se a execução for perfeita.

Itens 4-6
Para cada item, dispor as peças por detrás do Biombo de Apresentação, de acordo com
o esquema correspondente. Mostrar as peças e dizer:
Agora, junta estas peças o mais depressa que conseguires. Vá lá
Começar a cronometrar e conceber o tempo abaixo indicado.

36
Item 4. Urso de peluche (Tempo limite: 120 segundos)
Criança
Disposição de Disposição
apresentação completa

Número de cortes=3
Cotação base=3

Examinador

Item 5. Face (Tempo limite: 150 segundos)


Criança
Disposição de Disposição
apresentação completa

Número de cortes=5
Cotação base=5

Examinador

Item 6. Cão (Tempo limite: 150 segundos)


Criança
Disposição de Disposição
apresentação completa

Número de cortes=3
Cotação base=3

Examinador

37
Cotação
Registar o tempo exacto que a criança demora a terminar cada item,
independentemente do seu êxito, desde que seja dentro do tempo limite.
O resultado é o número de cortes correctamente justapostos dentro do tempo limite, ao
qual se somam os pontos de bónus por execuções rápidas e perfeitas. São atribuídos pontos de
bónus aos Itens 3 a 6.
Para cotar um item, assinalar na Folha de Registo, na coluna indicada, o número de
justaposições correctas e os pontos, incluindo os bónus. Atribuir crédito por cada corte
correctamente justaposto dentro do tempo limite, independentemente do aspecto geral ou da
orientação da composição. Não são penalizados os pequenos intervalos iguais ou inferiores a
0,5 cm entre as peças, desde que estas estejam correctamente justapostas. Também não são
penalizadas as translações ou rotações das peças umas em relação às outras, se forem
inferiores a 0,5 cm. Contudo, as peças afastadas, deslocadas ou rodadas entre si mais de 0,5
cm não se consideram correctamente justapostas. Se a criança coloca bem uma peça e depois,
inadvertidamente, dá um encontrão ao puzzle e desloca a peça, atribuir a cotação como se ela
estivesse correctamente colocada. Os Itens 1 e 2 consideram-se bem sucedidos desde que as
peças estejam colocadas nos espaços certos, mesmo que não estejam perfeitamente
encaixadas.
Insucesso é toda a execução em que nenhum corte é correctamente justaposto. Os
insucessos são cotados com 0.
No Item 1, o Ensaio 2 só é administrado caso a criança não coloque correctamente as 3
peças no Ensaio 1. Contudo, mesmo que seja administrado, o Ensaio 2 nunca é cotado.

38
Justaposições Cotação
Item Correctas Máxima

Objectos com moldura


1. Rectângulos
Ensaio 1 3 3
Ensaio 2 3 (não é cotado)
2. Flores 4 4
Objectos sem moldura
3. Carro 2 5
4. Urso de peluche 3 6
5. Face 5 8
6. Cão 3 6

Cotação máxima: 32 pontos

39
2. INFORMAÇÃO

Material
• Caderno de Estímulos grande – Itens de Imagens (Itens 1 a 6);
• Itens Verbais (Itens 7 a 27) incluídos no Manual

Início
Item 1

Interrupção
Interromper após 5 insucessos consecutivos.

Instruções
É composto por duas partes, com diferentes modos de apresentação e de resposta, tal
como se indica em seguida:
Parte 1, Itens de Imagens (Itens 1 a 6): A criança responde a uma pergunta oral
apontando para o objecto correcto de entre uma série de objectos representados
Parte 2, Itens Verbais (Itens 7 a 27): A criança responde verbalmente a questões
colocadas oralmente

Início para todas as idades


Itens de Imagens (Itens 1 a 6)
Se a criança dá uma resposta verbal correcta aos Itens de Imagens, atribuir um ponto
mas insistir para que ela mostre a imagem correcta. Se, nestas circunstâncias, a criança aponta
para a imagem errada, considerar o item mal sucedido. Igualmente, se a criança aponta para a
imagem correcta mas dá uma resposta verbal incorrecta, o item é considerado mal sucedido.
Aceitar correcções espontâneas. A pergunta pode ser repetida uma vez se a criança não
compreendeu. Se a criança aponta para mais do que uma imagem, dizer:
Mostra-me (em) qual delas é que...

40
Para ajudá-la a compreender os requisitos da tarefa, em caso de insucesso, procede-se a
uma demonstração do Item 1.

Item 1
Colocar o Caderno de Estímulos grande em frente da criança, com o bordo livre
voltado para ela. Abrir o Caderno de Estímulos no Item 1 e dizer:
Olha para estas imagens. Aponta para aquilo onde se faz a comida.
Se a criança apontar para o fogão, dizer:
Isso mesmo, é no fogão que se faz a comida.
Atribuir a cotação a este item e passar à questão seguinte. Se a criança aponta para a
imagem errada, considerar o item mal sucedido mas dizer:
Em qual é que se faz a comida? Mostra-me qual é.
Se ela continua a não responder correctamente, demonstrar a resposta correcta
apontando para o fogão e dizendo:
Isto é um fogão e é nele que se faz a comida.
A demonstração só é permitida no Item 1.
Qualquer que seja o desempenho da criança no Item 1, administrar o Item 2.

Item 2
Apresentar o Item 2 e dizer:
Olha para estas imagens. Aponta para aquilo que se pode ler.
➢ Resposta correcta: Livro

Item 3
Apresentar o Item 3 e dizer:
Aponta para o quadrado.
➢ Resposta correcta: Quadrado

41
Item 4
Apresentar o Item 4 e dizer:
Aponta para aquilo que cresce.
➢ Resposta correcta: Planta

Item 5
Apresentar o Item 5 e dizer:
Agora, aponta para aquilo com que ouves.
➢ Resposta correcta: Uma ou ambas as orelhas

Item 6
Apresentar o Item 6 e dizer:
Aponta para aquilo que é frio.
➢ Resposta correcta: Gelado

Guardar o Caderno de Estímulos e passar ao Item 7, a menos que tenha sido atingido o
critério de interrupção.

Itens Verbais (Itens 7 a 27)


Ler cada item verbal à criança, tal como está escrito e na ordem dada. Se a resposta da
criança é incompleta ou pouco clara, dizer:
E mais? ou Explica-me um pouco melhor.
Não colocar perguntas que possam orientar a resposta.
Cada pergunta pode ser repetida uma vez se a criança o solicita ou parece não ter
prestado atenção.
Registar a resposta da criança no espaço indicado da Folha de Registo.

Item Respostas Aceitáveis

7. Mostra-me o teu nariz. Toca-lhe. Criança deve tocar ou apontar para o nariz

8. Com que é que se corta o papel? Tesoura... Faca.


(Se criança diz “Mãos”, perguntar:
“Com que mais é que se corta o papel?)

42
Item Respostas Aceitáveis

9. Quantas orelhas tens? Duas


(Se criança responde mostrando dedos, quer o nº esteja
certo ou errado perguntar-lhe: Isso quantos são? Se a
resposta verbal for incorrecta, cotar 0. Se continua a não
verbalizar a resposta mas indicou o nº correcto de dedos,
atribuir crédito ao item).

10. O que é que se põe dentro de uma Sumo... Leite... Água... Bebidas...
garrafa? (Considerar como incorrecto tudo aquilo que se ponha num
frasco e não numa garrafa - fruta, compota, etc. Se a
criança responde "Uma rolha", perguntar: Que mais é que
se põe dentro de uma garrafa?).

11. (Certifique-se de que pede três nomes de Criança deve nomear 3 animais para lhe ser atribuída a
animais, tal como se segue): cotação.
Diz-me o nome de dois animais. Se resposta é um nome próprio, como, ex., Bobi, dizer:
(Depois de a criança referir dois nomes, O que é o Bobi?
continuar). Aceitar designações infantis como "miau" ou "memé".
Diz-me mais um. Não aceitar o macho e a fêmea – ex. cão e cadela - nem o
(Se a criança só nomeia um, repita a pergunta adulto e o filhote – ex. galinha e pintainho - como dois
até que ela nomeie três animais ou dê uma animais diferentes, mas dizer: O ... é o marido/ filho da ...
resposta incorrecta). . Diz-me outro nome de animal diferente.
Se a criança nomeia um nº de animais inferior a 3, dizer:
Diz-me outro nome de animal diferente até que ela tenha
tentado nomear 3.

12. Quantas pernas tem um pássaro? Duas


(Se criança responde mostrando dedos, quer nº esteja certo
ou errado perguntar-lhe: Isso quantos são? Se a resposta
verbal for incorrecta, cotar 0. Se continua a não verbalizar a
resposta mas indicou o n. correcto de dedos, atribuir crédito
ao item).

13. De que cor é a erva? Verde


(Se a criança diz outra cor, como o castanho, perguntar:
Que outra cor pode ter a erva?)

14. O que é que brilha no céu, à noite? Estrelas... Lua...


(Se criança diz "Luzes dos aviões", perguntar: Que mais é
que brilha no céu à noite?)

15. Qual é o animal que nos dá o leite? Vaca... Cabra... Chiba... Mãe (só se criança se refere à
amamentação). (Não aceitar designações infantis como
"memé", nem animais macho. O animal mencionado deve
ser explicitamente uma fêmea).

16. Diz-me o nome de duas coisas que Carro... Camião... Comboio...


tenham rodas. (Criança deve designar dois objectos com rodas para
receber o crédito. Se designar apenas um, dizer: Diz-me o
nome de outra coisa que tenha rodas).

43
Item Respostas Aceitáveis

17. Que dia é que vem depois do Sábado? Domingo

18. De que é que é feito o pão? Farinha... Trigo... Grãos... Milho... Cereais...
(Se criança diz "Massa", perguntar: De que é que é feita a
massa?)

19. Quantas coisas tem um par? Duas

20. De que é que são feitos os sapatos? Madeira... Couro... Tecido... Plástico... Borracha...
Sola...

21. O que é que é preciso para juntar dois Cordel... Fita... Papel colante... Cimento... Cola...
bocados de madeira? Pregos... Elástico... Fita-cola... Parafusos...
(Se criança responde "Martelo", dizer: Que mais é que é
preciso para juntar dois pedaços de madeira? Se criança
responde "Nada, é só pô-los um ao pé do outro", perguntar:
O que é que é preciso para eles ficarem presos um ao
outro?)

22. Diz-me o nome de um legume. Cenouras... Ervilhas... Tomate... Espinafres... Feijão...

23. Quais são as quatro estações do ano? Primavera, Verão, Outono, Inverno.
(Criança pode dizê-las por qualquer ordem).

24. Quantos dias tem uma semana? Sete


(Se a criança diz "5" ou "6", perguntar: Quantos, contando
com o fim-de-semana?)
25. O que é que se põe numa carta antes de Selo
a meter no correio? (Se criança diz "Cola" ou "Nome", ou "Morada", ou
"Papel", perguntar: Que mais é que é preciso pôr numa
carta antes de a meter no correio?)

26. (O examinador mostra o seu polegar.) Polegar... Mata-piolhos...


Como se chama este dedo?

27. Como se chama o mês antes do mês de Janeiro


Fevereiro?

Cotação
Atribuir 1 ponto por cada resposta correcta e 0 ponto por cada resposta incorrecta.
À excepção dos Itens 11 e 16, é suficiente que a criança dê uma boa resposta para
receber crédito. Terá de dar três respostas ao Item 11 e duas respostas ao Item 16 para que eles
sejam considerados bem sucedidos

Cotação máxima: 27 pontos

44
3. FIGURAS GEOMÉTRICAS

Material
• 16 figuras do Caderno de Estímulos pequeno;
• 1 bloco de folhas de desenho;
• 2 lápis de carvão com borracha;
• Grelhas A e B para a cotação dos Itens de Desenho Geométrico

Início
Item 1

Interrupção
Parte 1 (Itens 1 a 7): Interromper após 3 insucessos consecutivos; qualquer que seja o
desempenho, prosseguir com o Item 8
Parte 2 (Itens 8 a 16): Interromper após 3 insucessos consecutivos. Um insucesso é
uma cotação de 0

Instruções
É composto por duas partes envolvendo tarefas diferentes, tal como está indicado em
seguida:
Parte 1, Itens de Reconhecimento/Discriminação Visual (Itens 1 a 7): A criança
aponta, de entre um conjunto de formas, para aquela que é idêntica a uma forma que é
dada, o estímulo
Parte 2, Itens de Desenho Geométrico (Itens 8 a 16): A criança copia a figura
estímulo
Qualquer que seja o desempenho da criança nos Itens de
Reconhecimento/Discriminação Visual, administrar sempre os Itens de Desenho até que seja
atingido o critério de interrupção para estes itens ou até que a criança termine o teste.

45
Deve facultar-se uma superfície de desenho plana para a execução dos Itens 8 a 16. Se
a mesa que a criança está a usar tem uma superfície áspera, colocar as folhas destinadas ao
desenho geométrico sobre um cartão ou outra superfície firme e lisa.
As crianças hesitantes podem ser incentivadas, durante os Itens de
Reconhecimento/Discriminação Visual, dizendo:
Mostra qual é.
Nestes itens, se a criança aponta para mais do que um desenho mas inclui o desenho
certo, dizer:
Mostra-me qual deles é que é igual a este.
Pode encorajar-se as crianças que dizem não conseguir desenhar as formas, nos Itens
de Desenho do subtestes (Itens 8 a 16), dizendo:
Faz o melhor que puderes.

Início para todas as idades


Itens de Reconhecimento/Discriminação Visual (Itens 1 a 7)
Item 1 (item de demonstração)
O Item 1 é um item de demonstração, para ajudar a criança a compreender os requisitos
da tarefa.
Colocar o Caderno de Estímulos pequeno em frente da criança, com o bordo livre
virado para ela. Abrir o Caderno no Item 1, apontar para o desenho no topo da página, e dizer:
Olha para este desenho.
Depois dizer:
Agora olha para estes desenhos.
Apontar sucessivamente para cada um dos quatro desenhos na parte inferior da página
e perguntar:
Qual destes desenhos é igual a este aqui em cima? (Apontar
novamente para o desenho no topo da página).
Se a criança responde, assinalar a resposta através de um círculo na Folha de Registo.
Se a criança hesita ou não responde, dizer:
Mostra-me qual é.
Se a criança faz a escolha correcta, quer seja de imediato quer após ser incentivada,
dizer:
É isso mesmo.

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Se a criança faz a escolha errada, quer seja de imediato quer após o incentivo, dizer:
Não, é ESTE aqui. (Apontar para o desenho correcto). Vês, estes dois
são mesmo iguais. (Apontar sucessivamente para o desenho do topo e
para a resposta correcta).
Independentemente do desempenho da criança no Item 1, passar ao Item 2.

Item 2
Mostrar o desenho do topo da página e dizer:
Olha para este desenho.
Depois dizer:
Agora olha para estes desenhos.
Apontar sucessivamente para cada um dos quatro desenhos na parte inferior da página
e perguntar:
Qual destes desenhos é igual a este aqui? (Apontar novamente para o
desenho no topo da página).
Assinalar a resposta da criança através de um círculo na Folha de Registo.

As escolhas erradas não são corrigidas neste item nem nos seguintes.

Itens 3 a 7
Administrar os Itens 3 a 7 da mesma maneira que o Item 2. Quer a criança tenha ou
não atingido o critério de interrupção para esta parte, passar ao Item 8.

Itens de Desenho Geométrico (Itens 8 a 16)


Item 8
Certificar de que a criança dispõe de uma superfície firme e lisa, sobre a qual possa
trabalhar.
Começar pelo Item 8 para todas as crianças, independentemente da sua cotação nos
Itens 1 a 7. Dobrar ao meio uma das folhas destinadas ao desenho geométrico e colocá-la em
frente da criança. Nestas folhas estão impressos os números 8 a 16, que servem para
identificar o desenho que está a ser feito. Quando a folha está correctamente orientada, estes

47
números ficam voltados ao contrário em relação ao examinador. Para ajudar a manter a
orientação correcta do papel, estão impressos um “E” (de “Examinador”) e uma seta em cada
metade de ambos os lados da folha; o “E” e a seta devem estar voltados para o examinador. Se
a criança roda a folha, lateralmente ou de cima para baixo, anotar ao lado do desenho que ele
foi rodado relativamente à posição inicial da folha.
Fornecer à criança um lápis de carvão bem afiado, com borracha. Assinalar com um
círculo o número 8 da folha de cópia.
Apresentar o Item 8 do Caderno de Estímulos à criança, colocando-o imediatamente
acima da folha dobrada, com o bordo livre voltado para a criança. Dizer:
Faz um desenho igual a este. (Para evitar sugerir em que parte do papel
a criança deve desenhar, não apontar para nenhuma zona específica da
folha)
Se, antes de fazer qualquer tentativa, a criança diz ser incapaz de reproduzir o desenho,
dizer:
Faz o melhor que puderes.

Item 9
Quando a criança tiver concluído o desenho do Item 8, virar a folha dobrada de modo a
expor a metade inferior da página. O “E” e a seta devem ficar orientados da mesma forma que
anteriormente. Assinalar discretamente com um círculo o número 9 da folha.
Apresentar o Item 9, e dizer:
Faz um desenho igual a este.
Depois de apresentar dois desenhos consecutivos, dobrar a folha no sentido oposto, de
modo a permitir que a criança faça mais dois desenhos no verso.

Itens 10-16
Continuar a apresentar os restantes itens da mesma maneira, à excepção do Item 12
(que contém duas figuras). Ao apresentá-lo, dizer:
Aqui estão dois desenhos juntos (apontar para eles). Agora desenha os
dois, tal como estão aqui. Vá lá.
Se a criança faz apenas um dos dois desenhos, dizer:
Acabaste?

48
Nenhuma outra sugestão deve ser feita à criança.

Registo das respostas


Para os Itens 1 a 7, as possibilidades de resposta são dadas na Folha de Registo, tal
como se apresentam na perspectiva do examinador. As respostas podem ser registadas
colocando um círculo à volta da figura correspondente ao desenho apontado pela criança. Se,
por engano, se coloca o círculo à volta da figura errada, ou se a criança modifica
espontaneamente a sua resposta, fazer simplesmente um X sobre a figura incorrectamente
assinalada e marcar a figura correcta. No caso de o engano ter sido do examinador, escrever
um “E” (de “Examinador”) à direita do conjunto de figuras.
Nos Itens de Desenho a criança pode apagar e fazer uma segunda tentativa, desde que o
faça espontaneamente. Pode, igualmente, fazer a segunda tentativa na área prevista para o
desenho seguinte. Neste caso, o examinador deve assinalar o número do item em ambas as
secções da folha, indicando a primeira e a segunda tentativa, para evitar confusão. Atribuir
cotação apenas à segunda tentativa.
Não há tempo limite, mas se a criança é manifestamente incapaz de lidar com a tarefa
ou está a produzir uma cópia irreconhecível, interrompê-la ao fim de cerca de 30 segundos e
cotar como insucesso.

Cotação
Parte 1 (Itens 1 a 7): Atribuir 1 ponto a cada resposta correcta
Parte 2 (Itens 8 a 16): Atribuir 1 ponto por cada critério satisfeito. Cf. Anexo A para
os critérios de cotação.

Cotação máxima Parte 1: 7 pontos

Cotação máxima Parte 2: 58 pontos

Cotação máxima para a totalidade do subteste: 65 pontos

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4. COMPREENSÃO

Material
• Manual

Início
Item 1

Interrupção
Interromper após 5 insucessos consecutivos.

Instruções
Ler cada pergunta lentamente. Se a criança está distraída ou parece não ter
compreendido bem, pode-se repetir a pergunta mas sem a abreviar ou modificar. Repetir a
pergunta caso a criança não dê nenhuma resposta após 10 ou 15 segundos, mas não fornecer
nenhum outro tipo de ajuda, excepto a indicada abaixo para os Itens 1, 2 e 5.
Se a criança hesita, encorajá-la dizendo, por exemplo:
Sim ou Continua
Se uma resposta é ambígua, o examinador pode dizer:
E mais? ou Explica-me um pouco melhor.
Os critérios de cotação referidos abaixo, para cada item, incluem vários exemplos de
respostas de 0 e 1 ponto seguidas da notação “(Q)”. Este “(Q)” indica que a resposta que o
precede, ou qualquer uma do mesmo tipo, deve sempre ser questionada.
Nenhuma outra ajuda ou sugestão deve ser dada, excepção feita para os Itens 1, 2 e 5,
tal como está indicado abaixo.
No Item 5 a criança deverá dar duas respostas correctas para merecer o crédito. Se dá
uma só resposta correcta, pedir uma segunda resposta, dizendo:
Isso é verdade. Agora, diz-me outra razão por que as casas têm
janelas.

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Se a criança dá, de início, uma resposta de 0 ponto, não pedir uma segunda resposta a
este item.

Início para todas as idades


Itens, critérios gerais e exemplos de resposta

1. O que é que acontece se tocares num fogão quente?


Nota: Se a criança não responde ou dá uma resposta de 0 ou 1 ponto, espontaneamente ou após
ser questionada, dizer:
Se tocares num fogão quente, queimas-te.
Em geral: consciência do perigo de se queimar.
2 pontos: * Queimo-me
* Faço uma queimadura
* Queimo a mão (ou outra parte do corpo)
1 ponto: * Magoo-me (aleijo-me, arde, dói) (Q)
* Vou ao médico (hospital)
* Morro
0 ponto: * Grito (Q)
* Levo uma palmada
* A mão fica quente
* Arde a casa

2. Para que é que servem os relógios?


Nota: Se a criança não responde ou dá uma resposta de 0 ou 1 ponto, espontaneamente ou após
ser questionada, dizer:
Os relógios servem para ver as horas.
Em geral: Para ver as horas.
2 pontos: * Para ver (saber, mostrar, dizer) as horas
* Para ver o tempo
* Dão as horas
* Para não nos atrasarmos
1 ponto: (Uma utilidade menor e parcial; uma formulação pobre)
* Para as horas (Q)
* Para acordar (despertar)
* Para dizer quando são horas de ir para a escola, cama...
* Para dizer quando é de manhã, à tarde, à noite...
* Para dar o meio-dia
0 ponto: * Para pôr na parede (pulso. aqui - apontando)
* Para brincar
* Para fazer "tic-tac"
* Para tocar

3. Porque é que se deve lavar a cara e as mãos?


Em geral: Para as manter limpas; para evitar os micróbios.
2 pontos: (Ideia geral de higiene preventiva)
* Para ficar limpo(a)
* Para não ficar porco(a)
* Para não apanhar micróbios (Para evitar doenças)
* Senão fico sujo(a) (Para não ir sujo para a escola, rua)

51
* Para não parecer (estar, ficar) sujo(a)
1 ponto: * Quando estão sujas (Porque estão sujas) (Q)
* Porque assim fica suja (Q)
* (Resposta referindo só a cara ou as mãos mas não ambas)
* Para não ter remelas (Para não ter a cara suja)
* Para ir comer (ir para a cama, ir para a rua)
* Para ficar bonito(a)
* Para não cheirar mal (Para cheirar bem)
0 ponto: * A mamã manda
* Para não ter borbulhas
* Com a água (sabonete)

4. Porque é que uma planta precisa de água?


Em geral: Compreensão de que a água é necessária à vida.
2 pontos: * Precisa de água para viver
* Se não tiver água a planta morre (murcha, seca)
* Precisa de água para crescer (ficar grande)
* Para ter folhas verdes
1 ponto: * Seca (Q)
* Murcha (Q)
* Para nascer
* Para florir
0 ponto: * Porque precisa (Q)
* Para estar bonita
* Para lavar
* Tem sede
* Porque tem calor
* Para beber
* Para regar

5. Porque é que as casas têm janelas?


Nota: A criança deve dar duas respostas correctas para obter 2 pontos. Se dá apenas uma
resposta correcta, pedir-lhe uma segunda. Dizer:
“Isso é verdade. Agora diz-me outra razão por que as casas têm janelas.”
Em geral: Ideias de ventilação, segurança, iluminação, aquecimento, comunicação visual com o
exterior. Aceitar igualmente razões menores tais como "sacudir tapetes", "estender a
roupa" e "ficarem mais bonitas".
A resposta "Para ver" pode ter dois sentidos (iluminação e comunicação visual com o exterior).
Atribuir 2 pontos só se ambas forem expressas claramente. Caso contrário, questionar e
atribuir 1 ponto se não houver explicitação das duas ideias.
2 pontos: * (Resposta indicando pelo menos duas razões gerais)
1 ponto: * (Resposta indicando pelo menos uma das razões gerais apontadas)
0 ponto: * Para pôr a cabeça lá (Q)
* Para a chuva/insectos não entrarem
* Para as pessoas não ficarem com frio
* Para o vento não entrar em casa
* Para fechar (abrir)

6. Porque é que as pessoas precisam de comer?


Em geral: Ideia de que é necessário comer para se alimentar e para viver.
2 pontos: * É preciso comer para viver
* Para se alimentarem

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* Morre-se à fome, sem comida (Para sobreviver)
* Para serem saudáveis, fortes
* Para crescer (ficar crescido, ficar grande e forte)
* Senão ficam pequenos (magros, fracos)
1 ponto: * Ficavam com fome (Para não terem fome, não passar fome) (Q)
* Porque estão com fome (Q)
* Para não ficarem com o estômago vazio (Q)
* Ficavam doentes (Para a nossa saúde) (Q)
* Porque morrem (desmaiam) (Q)
* Para ficar gordo (engordar)
0 ponto: * Para poderem comer a sobremesa
* Para ir para a escola (trabalho)
* Para ficar lindo
* Porque a mãe zanga

7. O que é que acontece ao gelado quando fica ao sol?


Em geral: Consciência de que o gelado fica mole e derrete.
2 pontos: * Derrete (ou uma palavra com som idêntico, desde que seja claro que a criança quer
dizer "derrete")
* Fica mole
* Parece leite, derrete
* Fica como papa (em água)
* Escorre
1 ponto: * Já não é bom (Não presta, fica estragado) (Q)
* Já não se pode comer (Q)
* Cai
* Fica pegajoso
0 ponto: * Põe-se no congelador (Q)
* Choro
* Come-se
* Faz mal
* Fica quente (aquece)

8. Porque é que deves sempre fazer chichi antes de ir para a cama?


Em geral: Para não fazer chichi na cama ou para evitar levantar-se durante a noite.
2 pontos: * Para não fazer na cama (não mijar a cama)
* Senão mijo na cama (molho a cama)
* Para não ter que ir à casa de banho durante a noite
* Para não ter que acordar alguém para me levar à casa de banho
1 ponto: * Porque senão faço nas cuecas (Q)
* Porque senão a gente mija-se todos (Q)
* Porque (depois, assim) mija-se na cama (Q)
* Porque posso fazer chichi na cama (Q)
0 ponto: * Porque depois faço chichi (Q)
* Porque posso ter vontade (Q)
* Para não pedir para fazer chichi (Q)
* A mamã manda
* Para ir dormir
* Para não ter sonhos maus

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9. Porque é que as crianças devem ir à escola?
Em geral: Para aprender aquilo que a sociedade crê que os cidadãos devem saber.
2 pontos: * Para poderem aprender o que é preciso (Para aprender)
* Para aprenderem e poderem trabalhar
* Para aprenderem a ler, escrever...
* Para terem educação
1 ponto: * Porque senão não sabem nada (Para saberem) (Q)
* Para ficarem espertos (não ficarem burros) (Q)
* Para brincar (fazer desenhos)
* Para estudar (fazer lição, trabalhar)
0 ponto: * Porque é preciso (Q)
* Para não marcar uma falta
* Porque senão chumbam
* Porque fazemos muito barulho em casa
* Porque os pais têm que ir trabalhar
* Para fazer os deveres

10. Porque é que se deve guardar o leite no frigorífico?


Em geral: Para evitar que ele se estrague.
2 pontos: * Para ele não ficar azedo
* Para ele durar mais tempo
* Porque senão estraga-se (não presta)
* Para não apanhar micróbios
* Para o manter fresco
1 ponto: * Para ele estar bom (Senão ele fica mau) (Q)
* Fica estragado (Q)
* Para o manter frio
* Para não ficar quente
0 ponto: * Porque é para amanhã (Q)
* Senão a gente não pode beber (Q)
* Para estar limpo
* Para beber
* Porque senão entorna-se (derrete-se, fica com natas)
* Porque está quente

11. Porque é que usamos sapatos?


Em geral: Para proteger os pés contra os elementos exteriores. Ideias de aquecer, manter limpo e
proteger.
2 pontos: * (As ideias de aquecimento, limpeza e protecção devem referir-se claramente aos pés;
caso contrário, questionar)
* Para ter os pés quentes (não ficar com os pés frios)
* Para ter os pés secos
* Para ter os pés (meias) limpo(a)s (não ficar com os pés sujos)
* Para não pisarmos coisas que magoam os pés nus
* Para não fazer "dói-dóis" (picar) (n)os pés
* Descalços podemos magoar-nos
* Para não ficarmos doentes (Para não nos constiparmos)
1 ponto: * Para não andarmos a apanhar porcarias e com frio (Q)
* Para não pisar qualquer coisa (Q)
* Porque nos doem os pés (Q)
* Porque temos frio
* Para não estragarmos os pés

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0 ponto: * Para não estar (andar) descalço (Q)
* Para não andar com os pés no chão, nem com as meias (Q)
* Para poder brincar (andar) na rua (ir à escola, ir embora) (Q)
* Porque está a chover (Q)
* Temos que calçar sapatos (Para calçar)
* Para não magoar as pernas

12. O que é que deves fazer se vires um amigo teu a chorar?


Em geral: Confortar o amigo.
2 pontos: * Ver se posso ajudar (Ajudá-lo; Acudir-lhe)
* Fazer com que fique contente (Animá-lo)
* Fazê-lo sentir-se melhor
* Ser simpático para ele
* Fazer coisas para se rir
* Brincar com ele
* Dar-lhe um beijinho (prenda, miminhos)
* Falar-lhe
* Dizer que tenho pena
* Curá-lo
1 ponto: * Perguntar o que é que se passa (porque é que está a chorar) (Q)
* Dizer à professora (mãe, ...)
* Levá-lo a casa
* Dizer para ele não chorar
0 ponto: * Peço desculpa
* Também choro (fico triste)
* Dizer-lhe que é um bebé chorão
* Ter pena dele
* Vai para casa

13. Porque é que é melhor ter o dinheiro no banco do que em casa?


Em geral: Mais seguro. Os bancos dão juros pelos depósitos.
2 pontos: * Para ninguém o poder roubar
* Podia arder num incêndio
* Para ganhar mais dinheiro
* Para não se perder
* Para o banco o guardar
1 ponto: * Porque senão tiram-nos (Q)
* Para ter mais dinheiro (Para ganhar dinheiro) (Q)
* Por causa dos ladrões (Q)
* Porque podem roubar (porque depois vão roubar) (Q)
* Assim o irmão/irmã não o pode tirar
* Para não assaltarem a casa
0 ponto: * Para pagar as coisas (Q)
* Para ninguém ver (Q)
* A minha mãe também faz assim
* Para não ter dinheiro nenhum
* Porque assim cm casa gasto

14. Porque é que as crianças, quando estão doentes, devem ficar em casa em vez de irem
à escola?
Em geral: Para evitar o contágio ou para recuperar da doença.
2 pontos: * Senão pegam (a doença) aos outros

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* Para os colegas não apanharem os micróbios
* Para não tossir para cima dos outros
* Se vamos à rua, ficamos pior
* Para não ficar mais doente (Para ficar melhor; Para se curarem)
1 ponto: * Para não apanhar frio (Q)
* Para não ficarem muito constipadas (com gripe, outra vez doentes) (Q)
* Senão pegam (Q)
* Para a mãe poder tomar conta delas
* Para ir ao médico (Para ficar na cama)
* Para descansarem
0 ponto: * Para não vomitar na escola
* Não podem ir à escola
* Para tomar remédios
* Porque têm febre
* Porque a professora não deixa

15. Porque é que as portas têm fechadura?


Em geral: Ideia geral de protecção.
2 pontos: * Para fechar à chave (trancar a porta)
* Para os ladrões (bruxas, lobo mau) não entrarem
* Porque senão vão lá os ladrões
* Senão alguém entra durante a noite
* Para ninguém entrar (ir lá)
* Para não serem assaltados e roubados
1 ponto: * Para fechar (Q)
* Para os ladrões (Q)
* Para abrir e fechar
* Para abrir ou trancar
0 ponto: * Porque senão elas abrem-se (Q)
* Para espreitar
* Para meter a chave (Porque temos uma chave)
* Para abrir
* Para entrar e sair
* Senão não se pode abrir as portas

Cotação
Atribuir a cada item a cotação de 2, 1 ou 0 ponto, dependendo do grau de generalização
e da qualidade de resposta. Respostas cujo conteúdo revela alguma compreensão da situação
mas cuja formulação é demasiada pobre (por exemplo as respostas “Porque morrem” ou
“Porque posso fazer chichi na cama” ao Item 6 e ao Item 8, respectivamente) devem ser
questionadas. Se a criança não melhorar a formulação, este tipo de resposta deve ser cotado
com 1 ponto.

Cotação máxima: 30 pontos

56
5. QUADRADOS

Material
• 6 blocos quadrados; planos, vermelhos de um lado e brancos do outro;
• 8 blocos quadrados planos, vermelhos de um lado e metade vermelho, metade branco
do outro;
• 6 desenhos do Caderno de Estímulos pequeno;
• Biombo de Apresentação
• Cronómetro

Início
Idades de 3:0 a 5:11: Desenho 1
A partir de 6:0, inclusive: Desenho 6

Interrupção
Interromper após 3 insucessos consecutivos. Um item só é considerado mal sucedido
se ambos os respectivos ensaios o forem, resultando numa cotação de 0.

Instruções
Nos Desenhos 1 a 8 a criança trabalha a partir de modelos em blocos construídos pelo
examinador. Os padrões usados na construção desses modelos são apresentados na Folha de
Registo, onde as zonas sombreadas representam o vermelho. Os padrões para os Desenhos 9 a
14 são apresentados à criança no Caderno de Estímulos.
Para os Desenhos 1 a 5, usar os seis blocos que são completamente vermelhos de um
lado e completamente brancos do outro. Para os Desenhos 6 a 14, usar os oito blocos que são
completamente vermelhos de um lado e metade vermelho, metade branco do outro lado.
Ao construir os modelos e ao apresentar os desenhos, o examinador deve certificar-se
de que eles estão correctamente orientados. É necessário construir cada modelo de modo a que o lado
superior do desenho (tal como se apresenta na Folha de Registo) fique virado para a criança e o lado

57
inferior fique virado para o examinador. Para maior facilidade, acrescentaram-se, na reprodução do
Desenho 1, na Folha de Registo, as palavras “criança” em cima e “examinador” abaixo, para mostrar
qual dos lados do desenho deve ficar virado para a criança e qual deve ficar virado para o examinador.
Depois de ter dado as instruções à criança, deslocar o modelo em blocos de modo a que fique a uma
distância de cerca de 20 cm em relação ao bordo da mesa, do lado da criança. Colocar o modelo um
pouco para a esquerda de uma linha perpendicular ao corpo da criança, se ela for dextra, e um pouco
para a direita da criança, se ela for canhota. O examinador deve certificar-se de que a criança está
sentada paralelamente ao bordo da mesa.
Ao apresentar os Desenhos 9 a 14 do Caderno de Estímulos, certificar-se de que o
bordo livre do Caderno está voltado para a criança.
São permitidos dois ensaios para cada desenho. Se a criança é bem sucedida no Ensaio
1, passar para o desenho seguinte. Se a criança falha o Ensaio 1, proceder a uma demonstração
do desenho e depois apresentar o Ensaio 2 desse mesmo desenho.
Deve-se prestar especial atenção às instruções relativas à demonstração dos ensaios.
Em alguns desenhos são demonstrados ambos os ensaios, enquanto que noutros só é
demonstrado o Ensaio 2.

Desenho Ensaio com demonstração

17 1e2
8 2
9 1e2
10 a 14 2

Na Folha de Registo, uma coluna especial (com título D/ND) indica se um ensaio deve
ser demonstrado ou não; esta coluna pode ser usada como referência rápida.
Acompanhar as demonstrações por explicações como:
Ponho um quadrado vermelho aqui... e outro vermelho aqui... aqui
tenho que usar um quadrado vermelho e branco.
Para cada ensaio, a cronometragem começa quando é pronunciada a última palavra das
instruções. Para a cronometragem quando for evidente que a criança terminou, mesmo que
continue a olhar para os blocos, ou mesmo que se esqueça de dizer que acabou.
É fundamental registar com precisão o tempo de desempenho da criança para cada
ensaio efectuado.

58
Se a criança completa correctamente o desenho, depois do tempo limite, considerar o
ensaio como falhado.

Intervalos
Se a criança coloca os blocos correctamente, mas deixa intervalos evidentes entre eles
(2 mm ou mais), perguntar:
É assim?
Considerar o desenho correcto quer a criança feche os intervalos, quer não, desde que
estes não excedam os 5 mm (neste último caso o desenho será considerado incorrecto).
Contudo, se a criança não fecha os intervalos, o examinador deve demonstrar o ajustamento
perfeito nas duas primeiras situações em que tal ocorra. Deve também tomar nota delas.
Estas considerações aplicam-se igualmente a composições em que as peças se
encontram ligeiramente deslocadas umas em relação às outras.

Rotação e inversão dos desenhos


A rotação dum desenho não é penalizada. Contudo, se a rotação é pronunciada (30º ou
mais) o examinador deve rodar os blocos para a posição correcta, dizendo:
Vês, é assim.
O examinador só deve corrigir as suas primeiras rotações que ocorram. Deve também
tomar nota delas. Usar o símbolo “(R)” para indicar uma rotação de 30º ou mais.
Se o desenho da criança se apresenta como uma rotação do modelo ou da imagem igual
ou superior a 90º, indo até à inversão completa, é cotado como insucesso.

59
Início para idades de 3:0 a 5:11

Para os Desenhos 1 a 5 usar os seis blocos que são vermelhos de um lado e brancos do
outro.

Desenho 1 (tempo limite: 30 seg. para cada ensaio)


Colocar o Biombo de Apresentação a 20-25 cm da criança, dispor 2 blocos, tal como
está representado no esquema do Desenho 1, retirar o Biombo e mostrar modelo à criança,
pegar em 2 blocos iguais e dizer:
Vês estes quadrados? São vermelhos de um lado e brancos do
outro.
Mostrar as 2 faces dos 2 blocos. Depois, colocá-los em frente à criança, de maneira a
que os blocos não fiquem em linha recta e deixando uma face vermelha e uma branca à vista.
Dizer:
Vou juntá-los para fazer um desenho igual a este (Apontar para o
modelo). Vê como é que eu faço.
Copiar lentamente o modelo, explicando bem cada passo, dizendo:
Primeiro ponho um quadrado branco aqui e depois outro branco
ao lado. Vês, agora estão iguais (Apontar para ambas as construções).
Depois de uma breve pausa, baralhar esta 2ª composição, mantendo o modelo.
Apresentar os blocos com uma face vermelha e outra branca à vista. Dizer:
Agora, faz tu um desenho igual a este. Pará quando tiveres um
igual a este (Apontar para o modelo). Diz-me quando tiveres
acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 30 segundos.
Se a criança completa o desenho correctamente, dentro do tempo limite, passar ao
Desenho 2.
Se a criança é capaz de completar o desenho mas ultrapassa o tempo limite, dispor os
blocos tal como foram apresentados inicialmente e, mantendo o modelo no sítio, dizer:
Agora, tenta fazer mais depressa.
Se a criança dispõe os blocos de maneira incorrecta, dizer:
Não, tem que ser igual a este.

60
Ilustrar, dispondo os blocos correctamente e explicando cada passo. Depois, mantendo
o modelo no mesmo sítio, dispor os blocos tal como foram apresentados inicialmente, com
uma face vermelha e outra branca voltadas para cima, e dizer:
Agora, faz tu sozinho(a). Vá lá.
Começar a cronometrar.

Desenho 2 (tempo limite: 30 seg. para cada ensaio)


Quer a criança tenha sido ou não bem sucedida no Desenho 1, construir o modelo para
o Desenho 2, por detrás do Biombo de Apresentação, usando dois dos blocos. Retirar o
Biombo e expor o modelo à criança. Colocar dois dos blocos restantes em frente dela. (Os
blocos não devem estar dispostos em linha recta e devem estar à vista duas faces vermelhas).
Depois, proceder como para o Desenho 1, fazendo uma demonstração e explicando a
construção do desenho. Se a criança não é bem sucedida no Ensaio 1, demonstrar mais uma
vez a disposição correcta antes de passar ao Ensaio 2.

Desenho 3 (tempo limite: 30 seg. para cada ensaio)


Quer a criança tenha sido ou não bem sucedida no Desenho 2, construir o modelo para
o Desenho 3, por detrás do Biombo de Apresentação, usando três dos blocos. Dispor os três
blocos restantes ao acaso, em frente dela, da criança, de modo a que fiquem visíveis uma face
vermelha e duas brancas. Depois, proceder como para os Desenhos 1 e 2, demonstrando e
explicando o desenho. Se a criança não é bem sucedida no Ensaio 1, fazer uma demonstração
da disposição correcta antes de apresentar o Ensaio 2.

Desenho 4 e 5 (tempo limite: 30 seg. para cada ensaio)


Construir o modelo apresentado na Folha de Registo fora da vista da criança e depois
mostrar-lho. Pegando nos outros 3 blocos, dizer:
Desta vez, alguns quadrados ficam em cima e outros em baixo
(apontar para o modelo). Vê como é que eu faço.
Juntar os blocos. Depois dizer:
Vês, os dois desenhos são iguais. (apontar para ambas as
construções)

61
Mantendo o modelo, baralhar os blocos de demonstração. Apresentar os blocos com
duas faces vermelha e uma branca para o Desenho 4, e duas faces brancas e uma vermelha
para o Desenho 5. Dizer:
Agora, faz tu um desenho igual a este. (apontar para o modelo) Diz-
me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 30 segundos.
Se a criança completa o desenho correctamente dentro do tempo limite, passar ao
desenho seguinte. Se a criança é mal sucedida, fazer um segundo Ensaio, com demonstração.

Guardar os blocos de faces monocromáticas

Início para idades de 6:0 e superiores

Para os Desenhos 6 a 14 usar os oito blocos que são vermelhos de um lado e metade
vermelho metade branco do outro.

Desenho 6 (tempo limite: 30 seg. para cada ensaio)


Pegar em dois blocos e, por detrás do Biombo, construir o modelo apresentado na
Folha de Registo. Retirar o Biombo e mostrar modelo à criança. Depois, usando 2 outros
blocos, mostrar ambas as faces, dizendo:
Aqui estão dois quadrados; cada um deles é vermelho de um lado e
(fazer uma pausa e acentuar) metade vermelho e metade branco do
outro. Vou pô-los um ao pé do outro para fazer um desenho igual a
este. (apontar para o modelo) Vê como é que eu faço.
Juntar os blocos e explicar cada passo, dizendo:
Primeiro ponho um quadrado vermelho e branco aqui e depois
ponho outro vermelho e branco ao lado. Vês, agora estão iguais.
(apontar para ambas as construções)
Mantendo o modelo, baralhar os blocos de demonstração. Apresentar os blocos com
uma face vermelha, e uma face metade vermelha e metade branca à vista. Dizer:
Agora, faz tu um igual a este. (Apontar para o modelo). Diz-me
quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 30 segundos.

62
Se a criança é bem sucedida neste Ensaio, passar ao Desenho 7.
Se a criança não consegue completar o desenho dentro do tempo limite, ou se dispõe
mal os blocos, dizer:
Vê outra vez como é que eu faço.
Fazer uma segunda demonstração, explicando cada passo. Depois, mantendo o modelo
no mesmo sítio, baralhar os blocos de demonstração e dizer:
Agora, faz tu um desenho igual a este. (Apontar para o modelo). Diz-
me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar.

Se uma criança com 6 anos ou mais velha é bem sucedida no Ensaio 1 do Desenho 6,
passar ao Desenho 7 e atribuir a cotação máxima pelos Desenhos 1 a 5.
Se uma criança com 6 anos ou mais velha falha no Ensaio 1 do Desenho 6, administrar
o Ensaio 2. Quer o Ensaio 2 seja bem sucedido, quer não, administrar os itens precedentes em
sequência inversa (5, 4, 3...) até que a criança seja bem sucedida em dois itens consecutivos,
ao primeiro ensaio. Quando este critério for atingido, atribuir cotação a todos os itens
precedentes não administrados e continuar com o Desenho 7, a menos que tenha sido
alcançado o critério de interrupção.
Ao apresentar os desenhos na ordem inversa, é necessário guardar os blocos que têm
uma das faces metade vermelha, metade branca. Iniciar a administração do Desenho 5
mostrando à criança os blocos que são completamente vermelhos de um lado e completamente
brancos do outro. As instruções são dadas para o Desenho 1.

Desenho 7 (tempo limite: 45 seg. para cada ensaio)


Utilizar quatro blocos e, por detrás do Biombo, construir o modelo apresentado na
Folha de Registo. Retirar o Biombo e mostrar modelo à criança. Pegar nos quatro blocos
restantes e espalhá-los ao acaso, em frente dela, de forma a não ficarem com a mesma face à
vista. Dizer:
Agora temos mais quadrados vermelhos de um lado e vermelho e
branco do outro. Vou juntá-los para fazer um desenho igual a este.
(apontar para o modelo) Vê como é que eu faço.

63
Depois de terminar a demonstração, deixar o modelo, baralhar os blocos de
demonstração, colocar os blocos misturados à frente da criança e dizer:
Agora, faz tu um desenho igual a este. (Apontar para o modelo). Diz-
me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar.
Se a criança falha, repetir a demonstração e deixá-la fazer um segundo ensaio. Dizer:
Tenta outra vez. Diz-me quando tiveres acabado. Vá lá.

Desenho 8 (tempo limite: 75 seg. para cada ensaio)


Por detrás do Biombo, construir o modelo apresentado na Folha de Registo e mostrá-lo
à criança. Colocar os blocos restantes, baralhados, em frente dela. Desta vez sem
demonstração, dizer:
Agora, faz tu um desenho igual a este. (Apontar para o modelo).
Vais fazê-lo sozinho(a). Diz-me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 1 minuto e 15 segundos.
Se a criança falha, fazer uma demonstração com explicação. Depois, deixando o
modelo no mesmo sítio, espalhar os blocos de demonstração em frente da criança e dizer:
Agora, vais fazer outra vez. Diz-me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar.

Para os Desenhos 9 a 14, utilizar o Caderno de Estímulos e quatro dos blocos usados
para os desenhos 6 a 8.

Desenho 9 (tempo limite: 75 seg. para cada ensaio)


Apresentar o Desenho 9 (o Caderno de Estímulos deve estar a 20-25 cm da criança) e
dizer:
Agora, quero ver se és capaz de juntar estes quadrados para fazer
um desenho igual a este. Vê como é que eu faço.
Juntar os blocos, indicando por gestos e palavras que se está a guiar pelo desenho do
caderno. Após ter terminado a demonstração, espalhar os blocos em frente da criança e dizer:
Agora, faz tu um desenho igual a este. Diz-me quando tiveres
acabado. Vá lá.

64
Começar a cronometrar e conceder 1 minuto e 15 segundos.
Se a criança falha, repetir a demonstração, e deixá-la fazer um segundo ensaio.

Desenho 10 a 14 (tempo limite: 75 seg. para cada ensaio)


Apresentar o Desenho do Caderno de Estímulos e os blocos sem demonstração, e
dizer:
Junta estes quadrados para fazer um desenho igual a este. (apontar
para o cartão) Diz-me quando tiveres acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 1 minuto e 15 segundos.
Se a criança falha, fazer a demonstração e explicar. Depois, deixá-la fazer um segundo
ensaio.

Cotação
Para cada um dos desenhos, a criança recebe:
• 2 pontos se for bem sucedida no Ensaio 1;
• 1 ponto se falhar no Ensaio 1 mas for bem sucedida no Ensaio 2;
• 0 ponto se falhar em ambos os ensaio.
Para além disso, nos Desenhos 8 a 14, se a execução for correcta logo no primeiro
ensaio, podem ser atribuídos bónus em função da rapidez. Os pontos de bónus são na Folha de
Registo. Um desempenho é considerado bem sucedido se o modelo tiver sido reproduzido
correctamente e dentro do tempo limite. Para registar a cotação obtida pela criança, assinalar
com um círculo o resultado correspondente, na Folha de Registo.

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Item Tempo Cotação com bónus

8 16”-30” 3
1”-15” 4
9 16”-30” 3
1”-15” 4
10 16”-30” 3
1”-15” 4
11 21”-35” 3
1”-20” 4
12 21”-35” 3
1”-20” 4
13 31”-50” 3
1”-30” 4
14 31”-50” 3
1”-30” 4

Cotação máxima: 42 pontos

66
6. ARITMÉTICA

Material
• Caderno de Estímulos grande – Itens de Imagens (Itens 1 a 7);
• Itens de Contagem (Itens 8 a 11) e Itens Verbais (Itens 12 a 23) incluídos no Manual
• 9 blocos quadrados planos, com uma das superfícies vermelha

Início
Item 1

Interrupção
Interromper após 5 insucessos consecutivos.

Instruções
É composto por três partes, envolvendo diferentes tipos de tarefas:

Parte 1, Itens de Imagens (Itens 1 a 7): A criança deve apontar, de entre um


conjunto de objectos apresentados visualmente, para aquele que possui uma
característica quantitativa enunciada verbalmente (tal como, por exemplo, maior ou
mais alto). Para esta parte é usado o Caderno de Estímulos grande.
Parte 2, Itens de Contagem (Itens 8 a 11): A criança deve demonstrar
conhecimentos numéricos contando e manipulando blocos.
Parte 3, Itens Verbais (Itens 12 a 23): A criança deve resolver problemas de
aritmética apresentados oralmente.

Ao longo do subteste, qualquer questão pode ser repetida uma vez, a pedido da criança
ou se for evidente que ela não compreendeu a tarefa. Cada pergunta não pode ser repetida
mais do que uma vez.

67
Não há limite de tempo, mas se a criança não dá qualquer resposta nem dá mostras de
continuar a reflectir sobre o problema ao fim de cerca de 15 segundos no caso dos Itens 1 a 11,
e 30 segundos nos Itens 12 a 23, atribuir a cotação de 0 e passar ao item seguinte, a menos que
tenha sido atingido o critério de interrupção.
Se a criança muda espontaneamente a sua resposta, é cotada esta segunda resposta. Se
a criança não indica claramente qual das duas respostas é a sua escolha final, perguntar:
Disseste... E disseste... Qual é que tu achas que é a resposta?
Depois, cotar de acordo com a escolha da criança.
Pode acontecer que crianças tímidas ou verbalmente limitadas respondam aos Itens de
Contagem ou aos Itens Verbais mostrando um ou mais dedos. Se isso acontecer num Item de
Contagem, quer o número de dedos esteja certo ou errado, é necessário encorajar a criança a
apontar para ou manipular os blocos, dizendo:
Conta-os com o dedo ou Dá-me todos os blocos menos 4 (Item 11)
Se a criança responde a um Item Verbal mostrando dedos, quer o seu número esteja
certo ou errado, deve-se encorajá-la a verbalizar a sua resposta, dizendo:
Isso quantos são?
Se, depois, a criança dá uma resposta verbal incorrecta, atribuir a cotação de 0.
Contudo, se ela continua a não verbalizar a sua resposta, tendo mostrado um número correcto
de dedos, atribuir crédito ao item correspondente.

Início para todas as idades

Itens de Imagens (Caderno de Estímulos, Itens 1 a 7)


Item 1. Coelhos
Abrir o Caderno de Estímulos no Item 1 e dizer:
Olha para estes coelhos. Qual é o MAIOR? Mostra-me com o teu dedo.

Item 2. Árvores
Dizer:
Olha para estas árvores. Qual é a MAIS ALTA? Mostra-me com o teu dedo.

68
Item 3. Rebuçados
Dizer:
Olha para estes rebuçados. Qual é o MAIS COMPRIDO? Mostra-
me com o teu dedo.

Item 4. Livros
Dizer:
Olha para estes livros nas suas prateleiras. Olha para os livros que
estão nesta prateleira. (apontar para a imagem no extremo esquerdo, do
ponto de vista da criança). Agora olha para os livros que estão nestas
prateleiras. (apontar para as imagens das outras prateleiras). Qual
destas prateleiras tem MAIS livros do que esta aqui? (apontar outra
vez para a imagem no extremo esquerdo, do ponto de vista da criança).

Item 5. Estrelas
Dizer:
Olha para estas caixas com estrelas dentro. Em qual das caixas é que
há MAIS estrelas? Mostra-me com o teu dedo.

Item 6. Crianças
Dizer:
Olha para estas crianças. Qual é a criança MAIS BAIXA? Mostra-
me com o teu dedo.

Item 7. Maçãs
Dizer:
Estas taças têm dentro algumas maçãs. Quais são as taças que têm O
MESMO NÚMERO de maçãs? Mostra-me com o teu dedo.

69
Itens de Contagem (Blocos, Itens 8 a 11)
Para os Itens 8 a 11 usar os blocos quadrados, com a face vermelha voltada para cima

Item 8. Contar até 2


Colocar 2 blocos um ao lado do outro, com um espaçamento entre si de cerca de 2 cm,
em frente da criança. Dizer:
Quantos quadrados são?

Item 9. Contar até 4


Colocar 4 blocos em linha, com um espaçamento entre si de cerca de 2 cm, em frente
da criança. Dizer:
E agora, quantos são? Conta-os com o teu dedo.
Se a criança pára depois de contar dois ou três blocos, dizer:
Continua, conta-os todos.

Item 10. Contar até 9


Colocar 9 blocos em linha, com um espaçamento entre si de cerca de 2 cm, em frente
da criança. Dizer:
E agora, quantos são? Conta-os com o teu dedo.
Se a criança pára após ter contado alguns, dizer:
Continua, conta-os todos.

Item 11. Deixar 4 de 9 blocos


Manter os 9 blocos em linha e dizer:
Agora, dá-me todos os quadrados menos 4. Deixa ficar 4 quadrados
aqui. (apontar para a superfície da mesa onde estão os blocos dispostos)
Registar o número de blocos que permanecem alinhados.
Se a criança retira um número de blocos incorrecto, dizer:
É mesmo este o número de quadrados que queres deixar aqui?
(apontar para a superfície da mesa onde estão os blocos restantes)
Atribuir crédito se, ao voltar a contar, a criança corrige o seu erro.

70
Itens Verbais (Itens 12 a 23)
Ler atentamente cada problema à criança. Se a sua atenção diminui, por momentos, ou
se ela parece achar o problema demasiado longo, a pergunta pode ser repetida uma vez.

Item Respostas

12. Se tu tiveres 2 moedas e gastares 1 para comprar um chocolate, com quantas


moedas ficas? 1

13. O João tem 1 berlinde. Compra mais 2. Com quantos é que fica? 3

14. A Susana tem 3 maçãs. Come 2. Com quantas é que fica? 1

15. O Paulo tem 5 botões no casaco. Perde 2. Com quantos é que fica? 3

16. A Rosa tem 9 lápis. O Tiago tem o mesmo número de lápis. Quantos lápis tem
o Tiago? 9

17. A Maria tem 4 bonecas e a mãe dá-lhe mais 2. Com quantas bonecas fica? 6

18. A Joana tem 6 fitas. Dá uma à Sara e outra à Sofia. Com quantas é que fica? 4

19. O Pedro come 1 bombom, a Rita come 2 bombons e o Daniel come 2


bombons. Ao todo, quantos bombons é que eles comem? 5

20. A Laura, a Ana e a Raquel têm cada uma 2 autocolantes. Quantos


autocolantes é que elas têm ao todo? 6

21. O Manel tem 8 berlindes e compra mais 6. Com quantos berlindes é que ele
fica ao todo? 14

22. Uma loja tem 11 bicicletas e vende 4. Com quantas bicicletas fica? 7

23. Tenho 12 bananas. Se te der metade delas, com quantas bananas é que tu
ficas? 6

Cotação
Atribuir um ponto a cada resposta correcta.

Cotação máxima: 23 pontos

71
7. LABIRINTOS

Material
• Caderno de folhas de labirintos;
• 2 lápis de carvão sem borracha para a criança;
• 2 lápis vermelhos para o examinador;
• Cronómetro;

Início
Idades de 3:0 a 4:11: Labirinto 1A
A partir de 5:0, inclusive: Labirinto 3A

Interrupção
Interromper após insucesso em 2 labirintos consecutivos. Os Labirintos 1 a 4 só são
considerados mal sucedidos se os dois respectivos ensaios o forem.

Instruções
Deve-se utilizar uma superfície de desenho lisa. Se a mesa tiver uma superfície rugosa,
a folha de labirintos deve ser colocada sobre uma folha de cartão ou outra superfície firme e
lisa. Ao longo do teste, o examinador faz as demonstrações com um lápis vermelho e a criança
trabalha com um lápis de carvão, sem borracha. Pode-se ajudar a criança a segurar no lápis, se
ela tiver dificuldade, mas só no primeiro labirinto tentado. O examinador deve ter disponíveis
dois lápis de cada tipo para o caso de um dos bicos se partir no decurso do teste.
O nome da criança deverá ser registado na capa do Caderno de Labirintos.
Só se deve mostrar à criança uma página do Caderno de cada vez. O esquilo e a árvore,
nos labirintos horizontais, e o menino ou a menina, nos labirintos “em caixa”, devem ficar
voltados para a criança.
Para uma criança mais pequena, a parte mais difícil deste teste consiste em
compreender o que esperam dela. O examinador deve, pois, explicar o sentido das palavras

72
utilizadas, recorrendo a ilustrações e fazendo gestos. Particularmente difícil para a criança é a
expressão “caminho sem saída”, para a qual parece não haver um termo equivalente que seja
simples de entender. De um modo geral, o melhor será mostrar do que se trata apontando
convenientemente para os desenhos ao mesmo tempo que se fornecem as explicações.
Existem algumas recomendações, mas que só podem ser feitas no primeiro labirinto
administrado (Labirinto 1A para crianças com idades entre 3:0 e 4:11; Labirinto 3A para
crianças com 5:0 e mais velhas):
• Se a criança tem dificuldade em manter-se dentro do caminho, dizer:
Tenta não tocar na parede. Deves ficar no meio do caminho.
• Se a criança sai do caminho, dizer:
Não deves sair do caminho. (Apontar)
• Se a criança pára a alguma distância da árvore, dizer:
Deves ir mesmo até à árvore. (Apontar para a árvore)
Pode ajudar a criança a pegar no lápis se ela mostrar dificuldades. Pode-se também
completar o percurso em vez dela, mas só se for necessário.
As recomendações que se seguem podem ser feitas para qualquer labirinto, se
necessário. Contudo, cada uma delas só pode ser feita uma vez durante o teste, a menos que tal
esteja especificado nas instruções para um determinado item.
• Se a criança pára de tentar resolver um labirinto antes do limite de tempo (por
exemplo, se entra por um caminho sem saída e pára, não se apercebendo de que pode
inverter o sentido), dizer:
Não pares. Continua até encontrares a saída. Podes voltar para trás.
• Se, depois de cruzar uma linha ou depois de entrar por um caminho sem saída, a
criança levanta o lápis e começa outra vez do início, dizer:
Não comeces outra vez. Continua a partir daqui. (Apontar para o
ponto onde ela parou)
• Se a criança começa 1,2 cm ou mais para além do ponto de partida (ou seja, do
esquilo nos labirintos horizontais e da figura central nos labirintos “em caixa”), dizer:
Deves começar aqui. (Apontar para o ponto de partida correcto)
• Se a criança não alcança completamente a saída, dizer:
Vai mesmo até à árvore ou Tens que ir mesmo até à saída.

73
• Se, num dos labirintos “em caixa” (Labirintos 5 a 11), a criança se coloca na saída e
começa a resolver o labirinto tentando aproximar-se do centro, interrompê-la dizendo:
Deves começar aqui. (Apontar para a figura no centro do labirinto)

Início para idades de 3:0 a 4:11

Labirinto 1 (A e B) (tempo limite: 45 seg. para cada ensaio)


Colocar o Labirinto 1A em frente da criança e dizer:
Vês este esquilo? (apontar para o esquilo) Quer chegar a esta árvore
aqui. (apontar para a árvore) Tem que chegar lá sem sair do caminho
e sem entrar por nenhum caminho fechado, como este. (apontar para
o primeiro caminho sem saída) Olha como eu faço. O esquilo começa
aqui e depois vai por aqui.
Usando um lápis vermelho e começando no esquilo, demonstrar lentamente como se
traça o caminho correcto. Parar no primeiro caminho sem saída e, sem entrar por ele e sem
levantar o lápis, dizer:
Não podemos ir por aqui. (apontar para o caminho sem saída com a
mão livre) Não é o caminho certo. (continuar lentamente até ao centro
do labirinto)
Continuar lentamente até ao centro do labirinto (Figura 1).

Figura 1. Demonstração do Labirinto 1A. A linha indica o caminho traçado pelo examinador.

Dar o lápis de carvão à criança, dizendo:


Agora, começas aqui (apontar para o fim do traçado do examinador) e
continuas sozinho(a) até à árvore. Lembra-te bem: não podes entrar
por nenhum caminho fechado. Não saias do caminho. Vai mesmo até

74
à árvore. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos. Se a criança não comete nenhum erro
prosseguir com o Labirinto 1B. Se comete algum erro ou falha no Labirinto 1A, dizer:
Enganaste-te. (apontar para os erros)
Usar o lápis vermelho para corrigir o erro da criança, dizendo:
Devia ser assim.
Qualquer que seja o resultado, apresentar o Labirinto 1B e dizer:
Agora, vais fazer este sozinho(a). Não te esqueças, não vás por
nenhum caminho fechado. Não saias do caminho. Começa aqui.
(fazer uma marca a lápis no esquilo) Não te esqueças que tens que ir
mesmo até à árvore. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos. Deixar a criança continuar até que se
esgote o tempo limite.
Não se tolera nenhum erro.

Labirinto 2 (A e B) (tempo limite: 45 seg. para cada ensaio)


Colocar o Labirinto 2A em frente da criança e dizer:
Vês este esquilo? (apontar para o esquilo) Ele quer chegar a esta
árvore aqui. (apontar para a árvore) Tem que chegar lá sem sair do
caminho. Olha como eu faço. O esquilo começa aqui e depois vai por
aqui.
Usando um lápis vermelho, demonstrar como se traça o caminho. Começar no esquilo
e avançar lentamente. Parar na primeira esquina e, sem levantar o lápis, dizer:
Lembra-te que o esquilo não pode sair do caminho, portanto tem
que ir aqui por cima. (contornar a esquina e continuar em direcção à
curva seguinte) Agora, o esquilo tem que ir por aqui porque não pode
sair do caminho.
Prosseguir até ao meio do labirinto (Figura 2).

75
Figura 2. Demonstração do Labirinto 2A. A linha indica o caminho traçado pelo examinador.

Dar o lápis de carvão à criança, dizendo:


Agora, fazes tu o resto sozinho(a). Lembra-te que não deves sair do
caminho e vai mesmo até à árvore. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos.
Se a criança não comete nenhum erro prosseguir com o Labirinto 2B. Se comete algum
erro ou falha, dizer:
Enganaste-te. Devia ser por aqui. (corrigir o erro usando o lápis vermelho)
Qualquer que seja o resultado, apresentar o Labirinto 2B e dizer:
Agora, fazes tu sozinho(a). Lembra-te que não deves nunca sair do
caminho. Começa aqui. (fazer uma marca a lápis no esquilo) vamos
ver se és capaz de fazes isso depressa. Está bem? Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos. Deixar a criança continuar, sem
interrupção, até atingir o tempo limite.
Não se tolera nenhum erro.

Início para idades de 3:0 a 4:11, na sequência do Labirinto 2

Labirinto 3 (A e B) (tempo limite: 45 seg. para cada ensaio)


Colocar o Labirinto 3A em frente da criança e dizer:
Está aqui um esquilo (apontar para o esquilo) que quer chegar até esta
árvore aqui. (apontar para a árvore) Começa aqui (apontar para o
esquilo) e leva o esquilo até à árvore o mais depressa que conseguires
e sem entrar por um caminho fechado. Agora faz tu sozinho(a) e não
te esqueças de ir mesmo até à árvore. Vá lá.

76
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos.
Se a criança não comete nenhum erro no Labirinto 3A, omitir o 3B mas atribuir a
cotação máxima a este item. Depois, prosseguir com o Labirinto 4A. Se comete algum erro ou
falha no Labirinto 3A, deixá-la terminar e dizer:
Enganaste-te. (corrigir os erros) Vamos começar outra vez.
Colocar o Labirinto 3B em frente da criança, e dizer:
Lembra-te bem, não saias do caminho e não vás por um caminho
fechado. Começa aqui. (fazer uma marca a lápis no esquilo) Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos, sem a interromper até ao fim do
tempo limite, qualquer que seja o número de erros.
Tolera-se um erro no Ensaio 1 e 0 erro no Ensaio 2.
Avançar para as instruções do Labirinto 4.

Início para idades de 5:0 e superiores

Labirinto 3 (A e B) (tempo limite: 45 seg. para cada ensaio)


Abrir o Caderno de Labirintos no Labirinto 3A em frente da criança e dizer:
Vês este esquilo? (apontar para o esquilo) Quer chegar a esta árvore
aqui. (apontar para a árvore) Não deve nunca sair do caminho. E não
pode ir por um caminho fechado, como este. (apontar para o primeiro
caminho sem saída) Olha como eu faço. O esquilo começa aqui
(apontar novamente para o esquilo) e vai por aqui.
Usando um lápis vermelho, mostrar como se traça o trajecto. Começar no esquilo e
avançar lentamente. Parar em frente do primeiro caminho sem saída e, sem entrar por ele e
sem levantar o lápis, dizer:
Não podes ir por aqui. (apontar para o caminho sem saída com a mão
livre) Não é o caminho certo.
Apontar com a mão livre para o caminho sem saída. Continuar a traçar o trajecto e para
na primeira curva, dizendo:
Lembra-te bem , o esquilo não pode sair do caminho, por isso tem
que vir aqui para cima.

77
Fazer a curva e continuar lentamente em direcção à próxima curva. Dizer:
Agora o esquilo tem que ir por aqui, porque não pode sair do
caminho.
Avançar até ao meio do labirinto (figura 3). Depois, dar à criança um lápis e dizer:
Agora fazes tu o resto sozinho(a). Lembra-te que não podes sair do
caminho e não vás por nenhum caminho fechado. Está bem? Vá lá.

Figura 3. Demonstração do Labirinto 3A. A linha indica o caminho traçado pelo examinador.

Começar a cronometrar e conceder 45 segundos. Se a criança é bem sucedida no


Labirinto 3A, sem erros, passar ao Labirinto 3B. Se a criança comete algum erro ou falha,
deixá-la terminar e dizer:
Enganaste-te aqui. (apontar para o erro e corrigir com o lápis vermelho)
Devia ser por aqui.
Quer a criança tenha sido bem sucedida quer não, colocar o Labirinto 3B em frente
dela e dizer:
Agora vais fazê-lo todo sozinho(a). Lembra-te, não saias do caminho
e não vás por um caminho fechado. Está bem? Começa aqui. (fazer
uma marca a lápis no esquilo) Tens que ir mesmo até à árvore. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos. Deixar a criança continuar, sem a
interromper, até ela ter completado o labirinto ou até ao fim do tempo limite, qualquer que seja
o número de erros.
Tolera-se um erro no Ensaio 1 e 0 erro no Ensaio 2.
Se a criança é bem sucedida em ambos os ensaios do Labirinto 3, atribuir a cotação
máxima aos Labirintos 1 e 2 e passar ao Labirinto 4. Se tal não acontecer, administrar os
Labirintos 1 e 2 usando as instruções dadas para crianças com idades compreendidas entre 3:0
e 4:11. Depois de administrar ambos os ensaios dos Labirintos 1 e 2, passar directamente para
o Labirinto 4, a menos que tenha sido atingido o critério de interrupção.
78
Labirinto 4 (A e B) (tempo limite: 45 seg. para cada ensaio)
Colocar o Labirinto 4A em frente da criança e dizer:
Aqui está mais um. O esquilo quer ir daqui (apontar para o esquilo)
até esta árvore aqui. (apontar para a árvore) Começa aqui (apontar
para o esquilo) e leva o esquilo até à árvore o mais depressa que fores
capaz. Não o deixes sair do caminho e não o deixes ir por nenhum
caminho fechado. Está bem? Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos.
Se a criança é bem sucedida, atribuir a cotação máxima ao Labirinto 4B e passar ao
Labirinto Exemplo. Se a criança comete algum erro ou falha, deixá-la terminar e dizer:
Enganaste-te aqui. (apontar para o erro e corrigir) Vamos começar
outra vez.
Substituir pelo Labirinto 4B e dizer:
Começa aqui. (apontar para o esquilo) Lembra-te bem, não podes ir
por um caminho fechado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos. Deixar a criança continuar, sem a
interromper, até ela ter completado o labirinto ou até ao fim do tempo limite, qualquer que seja
o número de erros.
Tolera-se um erro no Ensaio 1 e 0 erro no Ensaio 2.

Labirinto 5 a 11 (Labirintos “em caixa”)


Labirinto Exemplo
Apresentar o Labirinto Exemplo e dizer:
Vês este menino, aqui no meio? (apontar para o menino) Ele quer sair
para a rua. (apontar para a saída) Vou-te mostrar como é que ele pode
sair sem ficar preso. Olha como eu faço.
Demonstrar traçando o trajecto correcto a partir do centro do Labirinto. Ao chegar à
entrada do caminho sem saída, fazer uma pausa e, sem levantar o lápis, dizer:
Não, não é por aqui. Vês, ficava preso se fosse por este caminho. Não
pode atravessar a parede. (apontar para a parede no fim do caminho
sem saída) Tem que ir por aqui para sair.

79
Terminar o traçado

Labirinto 5 (tempo limite: 45 seg.)


Apontar para o Labirinto 5 e dizer:
Agora vê se és capaz de sair deste sozinho(a). Começa aqui (apontar
para a menina no centro) Vais-me mostrar como é que consegues sair
sem ficar preso(a). Tenta não levantar o lápis do papel até teres
acabado. Vá lá.
Começar a cronometrar e conceder 45 segundos.
Se a criança começa fora do centro, dizer:
Deves começar aqui. (apontar para o centro do labirinto).
Se a criança completamente a saída, dizer:
Tens que ir mesmo até à saída. (apontar para a saída).
Estas recomendações só podem ser feitas uma vez para os labirintos “em caixa”. Se a
criança comete algum erro no Labirinto 5, fazer a demonstração do trajecto correcto antes de
passar ao Labirinto 6.
Tolera-se um erro.

Labirinto 6 (tempo limite: 45 seg.)


Apontar para o Labirinto 6 e dizer:
Agora tenta tu fazer este. Começa aqui no menino (apontar para o
menino) e vê se encontras a saída, sem ficar preso(a). Vá lá.
Tolera-se um erro.

Labirinto 7 a 11
Para os Labirintos 7 a 11, dizer:
Agora, começa aqui (apontar para a personagem no centro) e vê se
encontras a saída. Vá lá.

80
Tempo Limite
Labirinto Erros tolerados
(em min. e seg.)

7 0:45 1
8 1:00 1
9 1:15 1
10 2:15 2
11 2:15 2

Cotação
Para cada ensaio dos Labirintos 1 a 4 e para os Labirintos 5 a 11, registar o tempo que
a criança demorou, o número de erros cometidos, e se o desempenho foi bem ou mal sucedido
(instruções de cotação detalhadas no Anexo B). Se o labirinto tiver sido inteiramente
percorrido, colocar um círculo à volta da cotação correspondente ao número de erros
cometidos. Se o Labirinto foi mal sucedido, colocar um círculo à volta do 0, na Folha de
Registo.
No Labirinto 3A (para crianças com idades compreendidas entre 3:0 e 4:11) e no
Labirinto 4A, se a criança não comete qualquer erro e é bem sucedida no labirinto, atribuir
crédito total pelo segundo ensaio.

Cotação máxima: 26 pontos

81
8. VOCABULÁRIO

Material
• Caderno de Estímulos grande – Itens de Imagens (Itens 1 a 3);
• Itens Verbais (Itens 4 a 24) incluídos no Manual

Início
Item 1

Interrupção
Interromper após 6 insucessos consecutivos, a partir do Item 4.

Instruções
É composto por duas partes, com diferentes modos de apresentação e de resposta:

Parte 1, Itens de Imagens (Itens 1 a 3): A criança deve nomear objectos


apresentados em imagens.
Parte 2, Itens Verbais (Itens 4 a 24): A criança deve dar definições verbais de
palavras apresentadas oralmente.

Se a resposta da criança a um item verbal é ambígua, questioná-la perguntando: E


mais? ou Explica-me um pouco melhor. As respostas exemplificadas neste Manual que são
seguidas por (Q), bem como respostas semelhantes, devem ser sempre questionadas.
Se a criança está distraída ou parece não ter compreendido bem, pode-se repetir a
palavra, sem fornecer qualquer tipo de pista para a resposta. A palavra é, simplesmente,
repetida, se a criança não tiver dado nenhuma resposta após 10 ou 15 segundos, mas o
examinador não dará nenhuma outra ajuda.

82
Se a criança responde com um regionalismo ou um calão que não conste em
dicionários, ou se o examinador hesitar em aceitar uma resposta expressa em linguagem
familiar, pedir à criança outro significado.
Nalguns casos, a criança poderá dar uma definição que se adequa a uma palavra com
pronúncia semelhante à que é dada como estímulo. Estas definições, mesmo que correctas, não
são creditadas, devendo o examinador perguntar:
Que mais quer ... dizer?
Não soletrar a palavra à criança.
Somente o Item 1 e o Item 4 são demonstrados em caso de fracasso, como se explica
abaixo, para ajudar a criança a compreender os requisitos das respectivas tarefas.

Início para todas as idades

Itens de Imagens (Itens 1 a 3)


Item 1
Dizer:
Agora vou mostrar-te umas imagens.
Abrir o Caderno de Estímulos grande no Item 1 e colocá-lo em frente da criança.
Apontar para o primeiro item e perguntar:
O que é isto?
Se a criança não responde ou dá uma resposta incorrecta, dizer:
Isto é um gato.

➢ Resposta correcta: Gato, gatinho

Não aceitar a resposta “miau”, a menos que ela seja melhorada na sequência da
seguinte questão: Que outro nome tem o miau?

83
Item 2 e 3
Apresentar os itens, um após o outro, perguntando:
O que é isto?
Não dar a resposta correcta a estas perguntas.

➢ Resposta correcta: Item 2 - Árvore


(aceitar também nomes de árvores)
Item 3 - Chave

Passar ao Item 4.

Itens Verbais (Itens 4 a 24)


Item 4
Dizer:
Agora vou-te perguntar o que é que algumas palavras querem dizer.
Vamos começar pela palavra “pincel”. O que é um pincel?
Se a criança não responde ou dá uma resposta incorrecta, dizer:
Um pincel é para fazer pinturas.
Nenhuma outra ajuda deve ser dada nos itens seguintes.
Apresentar as palavras pela ordem indicada, certificando-se de que a pergunta é
enunciada exactamente como abaixo se apresenta. Ter em atenção que as palavras devem ser
pronunciadas de acordo com a pronúncia local. Se a resposta da criança é ambígua, dizer:
E mais? ou Explica-me um pouco melhor.

Itens e exemplos de resposta

4. O que é um PINCEL?
2 pontos: * É para pintar (as paredes, o papel)
* É para fazermos pinturas
* Para escrever com tinta
1 ponto: * De pintura (Q)
* Pinta-se (Q)
* Para fazer desenhos
* Para pôr cola
*`É um pau e pêlos

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* É para limpar o motor
* É para fazer a barba
0 ponto: * É uma coisa

5. O que é um CHAPÉU?
2 pontos: * É para pôr (usar, meter) na cabeça
* Para proteger do sol (não apanhar sol, tapar o sol)
* Um guarda-chuva (-sol)
* Para proteger da chuva (não apanhar chuva, tapar a chuva)
* É por causa da chuva, para não molhar a gente
1 ponto: * Para o sol (chuva) (Q)
* Para a cabeça (Q)
* Quando está (tem) sol (chuva) (Q)
* Para (não) andar ao sol (chuva) (Q)
* Um chapéu de chuva (sol) (Q)
* Para não nos molharmos
* Tira-se e põe-se (fazendo a demonstração apropriada)
* Para usar
* Um boné
* Uma capa e arames e ferro
0 ponto: * Para ir à rua (Q)
* Para levar para a praia (Q)
* É redondo (preto)

6. O que é um SAPATO?
2 pontos: * Usa-se nos pés
* É para calçar (para andarmos calçados)
* É para não andarmos descalços
* É para pôr (andar) nos pés
* É para não sujarmos (picarmos) os pés
1 ponto: * É para andar (Q)
* põe-se em cima das meias (Q)
* É para os pés (dos pés) (Q)
* (Qualquer gesto que indique que a criança sabe o que é um sapato) (Q)
* Para não nos picarmos (Q)
* É para vestir (enfiar)
* Tem atacadores
* Uma bota (sapatilha)
0 ponto: * Para ir para a escola
* São pretos
* São pés

7. O que são ÓCULOS?


2 pontos: * É para ver melhor (bem)
* São para nós vermos quando estamos quase sem ver
* É para o sol não bater nos olhos
* Para quando está muito sol pormos e não ficarmos cegos
* Para quem estiver cega (ver mal)
1 ponto: * Para ver (Q)
* Para proteger do sol (para o sol; por causa do sol) (Q)
* Para não fazer doer os olhos (Q)
* É para pôr nos olhos (cara) (Q)

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* São assim (fazer o gesto correcto na cara) (Q)
* Óculos de sol
0 ponto: * É para trabalhar (ir à praia, guiar o carro, ver televisão) (Q)
* Para as pessoas usarem (Q)
* É vidro

8. O que é uma ROLHA?


2 pontos: * É para tapar (fechar, pôr, meter) (n)os garrafões (garrafas)
* Tampa de garrafa
1 ponto: * É das garrafas (está nas garrafas; para garrafa) (Q)
* Uma tampa (é de tapar)
* Para tapar (pôr nas) bebidas (sumo, água, vinho)
* Para não se estragar o vinho
* É de cortiça
0 ponto: * É da (para a) água (vinho) (Q)
* Para abrir as garrafas, para beber

9. O que é um BALÃO?
Ideias diferentes e aceitáveis:
1) Para atirar para o ar, jogar, brincar, uma bola;
2) Para enfeitar festas, pendurar nos anos, há nas feiras;
3) É redondo, de plástico, para prender com um cordel na mão, tem um fio, é muito leve;
4) Sobe, voa, foge;
5) É para encher, soprar, tem ar dentro;
6) Rebenta.
Aceitar igualmente o sentido de balão enquanto meio de transporte.
2 pontos: qualquer resposta indicando duas ideias diferentes, ou seja, duas características ou
utilizações enunciadas sob pontos diferentes, no texto anterior
* Para voar e para brincarmos
* De soprar, para a gente jogar ao balão
* É para soprar e pendurar nas festas
* É uma coisa de plástico que às vezes voa
* Para jogar e é redondo
* Para encher e rebentar
1 ponto: qualquer resposta indicando uma ideia. Neste caso, questionar sempre a criança: “E
mais?”
* Uma bola (para jogar à bola) (Q)
* Para atirar para o ar (Q)
* Para enfeitar festas (para pôr nos anos) (Q)
* É redondo e é de plástico (Q)
* É uma coisa que faz com que as pessoas vão lá para cima para andar um
bocado (Q)
0 ponto: * Pomos na mão (Q)
* Para os anos (Q)
* Tem cordões

10. O que é uma LÂMPADA?


2 pontos: * Para acender (abrir) a luz
* Para dar (fazer, pôr) luz
* É para ver luz (para não faltar luz)
* Para iluminar (alumiar)

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* Para não estar escuro
* Para ver quando é de noite
1 ponto: * Para quando quiser apagar e acender (Q)
* Para ver (Q)
* Para quando está escuro (Q)
* Para a luz (Q)
* Para pôr na luz, nos candeeiros
* São luzes
0 ponto: * Para pôr na parede (no tecto, lá em cima) (Q)
* Tem uma bola redonda e um risco por baixo (Q)
* (apontar para uma lâmpada) (Q)
* É quando a luz está fundida

11. O que é um QUADRO?


2 pontos: * É para escrever (riscar com giz)
* É para fazer letras (números, desenhos...)
* É para pintar (pintura)
* Põe-se na parede para a casa ficar bonita
* Tem desenhos que os senhores fizeram para a casa ficar bonita
* É para quando a luz vai abaixo a gente ligá-lo
1 ponto: * Para pôr (pendurar) nas paredes
* Para enfeitar a casa (o quarto)
* Para ver as imagens
* É para pôr desenhos (ou fotografias)
* Uma coisa que se vê nos museus
* Um desenho
0 ponto: * Para ver (pendurar) (Q)
* Para a parede (para pôr na casa) (Q)
* Para ficar bonito (Q)
* (apontar para um quadro) (Q)
* Um quadrado à volta

12. O que é uma ABELHA?


2 pontos: * É um insecto
* Bicho que morde e que faz mel
* Faz (dá) o mel
* Animal que pica
* Bicho que voa
* (3 característica menores): Pica, é pequena e voa
1 ponto: * Para mel (Q)
* Põe (tira, deita) o mel (Q)
* Anda no ar e vai para as flores
* É um bicho (animal)
* Voa e pica
* Pica (ou morde)
* Voa
* Tem asas pequenas
0 ponto: * Faz “bzzz” (Q)
* Uma mosca (melga, borboleta)

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13. O que é o RECREIO?
Ideias fundamentais:
1) actividades desenvolvidas: jogar, lanchar, brincar, etc.;
2) escola, intervalo das actividades escolares;
3) exterior.
2 pontos: (duas ideias diferentes)
* Uma coisa que há nas escolas que é para ir brincar
* É lá fora onde os meninos vão lanchar
1 ponto: (uma ideia)
* É para brincar
* É na escola
* Para os meninos comerem quando estiver sol
* Para os meninos brincarem e lancharem
* Para andarem lá fora
0 ponto: * É uma escola (Q)
* (Apontar correctamente) (Q)
* Para lá meter as cartas
* É um jardim (parque, na rua)
* É um jogo

14. O que é ser BEM-EDUCADO?


2 pontos: * É portar-se bem (ou não se portar mal)
* Ser obediente (fazer as coisas que as pessoas mandam)
* Não fazer disparates (asneiras, coisas mal feitas)
* (Duas ou mais ideias diferentes mais concretas mas correctas):
* Não dizer asneiras, não mexer onde não se deve
* Não magoar os outros, não falar durante as aulas
1 ponto: * Não dizer asneiras
* Arrumar as coisas
* Não chatear a mãe
* Ter respeitinho
* Não ser mau (mal-educado)
0 ponto: * Quando a mãe bate
* Portar-se mal (Dizer asneiras...)
* Estar de castigo
* Ser amigos

15. O que é um CASTELO?


2 pontos: * Um sítio onde vivem (moram) os reis e as rainhas (gigantes, bruxas, cavaleiros)
* Era onde vivem os reis antigos
* Uma casa muito grande, com torres e soldados
* Para as pessoas dormirem lá, para os maus não atacarem
* Antigamente as pessoas protegiam-se no castelo e lutavam cá para baixo com setas
1 ponto: * É para os (dos) reis (fantasmas, gigantes, cavaleiros, fadas) (Q)
* É uma coisa enorme, com umas coisas de cada lado e abre as portas assim para baixo
(acompanhado com gestos)
* Tem uma torre por cima, assim, parece um gelado
* É para construir com areia (ou com pedras)
* Casa muito grande
0 ponto: * Um palácio (Uma igreja)
* É de areia (pedras) (Q)
* É onde vivem as pessoas

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* Para ir ver (Q)
* É muito grande
* É para casar

16. O que é um FERIADO?


2 pontos: (Resposta assinalando o carácter excepcional do feriado)
* É um dia especial porque ficamos sem aulas
* Dias que eram para ir à escola e não são
* Um dia de folga (descanso, férias)
* Um dia em que as pessoas ficam em casa
* Um dia em que se celebra alguma coisa especial
1 ponto: * É que não há escola (não vamos à escola) (Q)
* É para as pessoas não irem trabalhar (Q)
* É quando a gente fica em casa (Q)
* É para as pessoas descansarem (Q)
* Estar em casa
* Natal, Páscoa (ou qualquer outro feriado, sem elaboração)
0 ponto: * É férias (Q)
* Porque está muito frio
* É ir outra vez para a escola
* É uma pessoa que falta
* É um domingo (sábado, fim-de-semana)

17. O que é um HERÓI?


2 pontos: * Alguém que salvou alguém
* Um homem valente (corajoso)
* Um homem que enfrenta os perigos (não tem medo de nada)
* Um homem que luta contra os maus e protege os bons dos maus
1 ponto: * É salvar (Q)
* É quando uma pessoa vence (Um campeão)
* Um homem muito forte e que ganha tudo
* É para destruir os homens maus
* Homem que luta
* Alguém que fez coisas muito difíceis
* Bombeiros (polícias...)
* (Exemplo concreto da ficção) (Super-Homem...)
0 ponto: * Um homem muito forte (Q)
* É ganhar (Q)
* Para matar
* É um filme (um artista)
* Príncipe
* Saber tudo (Fazer as coisas bem)

18. O que quer dizer MERGULHAR?


2 pontos: * As pessoas atiram-se para a água (piscina, mar, barragem)
* Dar mergulhos, saltar de um sítio e cair na água
* Ir para o fundo da água (mar)
1 ponto: * Cair na água
* É mergulhar para a(na) água (piscina, mar, barragem)
* É na água para ir tomar banho
* Para nadar (quando acompanhado por gesto elucidativo)

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0 ponto: * Na água (piscina, mar) (Q)
* (Ir) para a água (piscina, mar) (Q)
* Para nadar (Q)
* Para não ter frio (Q)
* (Gesto de mergulhar) (Q)
* Quando vamos ao mar (Q)
* Dar um pulo (mergulho) (Q)
* Andar na água
* Tomar banho
* É nadar

19. O que é um COFRE?


2 pontos: * Para guardar coisas valiosas (importantes)
* Onde se guardam as moedas para proteger dos ladrões
* Tem um código e uma chave para abrir e é onde se guarda os anéis
* Para guardar dinheiro (moedas, pulseiras, anéis, ouro...)
* Espécie de caixinha para guardar coisas, como diamantes, colares, como nos tesouros
1 ponto: * É para pôr (meter) o dinheiro (ouro, etc.)
* É onde está o dinheiro
* Um tesouro, tem moedas, jóias...
0 ponto: * É uma coisa do dinheiro (Q)
* É com jóias (Q)
* Para guardar coisas (Q)
* Para as pessoas ficarem ricas e terem muito dinheiro

20. O que é um TROVÃO?


2 pontos: * Ruído (barulho) da trovoada
* Quando as nuvens se juntam e há trovoada, um ruído muito grande
* Um ruído do céu quando chove muito
* É quando está a chover, faz “pum”?
* Barulho do raio, que vem primeiro
1 ponto: * É trovoada (Q)
* Barulho muito forte (Q)
* É quando as nuvens batem umas nas outras
0 ponto: * É quando chove muito (Q)
* É quando vem chuva (Q)
* Um choque no céu (Q)
* É trovoada (Q)
* Uma coisa que manda muita chuva
* É para deitar lume
* Um relâmpado (um raio)

21. O que é um DIAMANTE?


2 pontos: * Uma jóia
* É um cristal
* (Duas características relevantes)
* Coisa muito, muito cara, porque brilha
* É uma coisa muito rija e que vale muito dinheiro
* É uma pedra brilhante
1 ponto: * (Uma característica relevante)
* É brilhante (brilha)
* Para pôr nos anéis (colares...)

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* Vale muito dinheiro
* É uma pedra
0 ponto: * É que se está rico (Q)
* É para as rainhas usarem (Q)
* É para ir à festa com ele (Q)
* É ouro
* É uma pérola
* É uma pulseira (anel...)

22. O que quer dizer VENENOSO?


2 pontos: Ideias de que, se se come, aspira ou absorve, pode-se morrer ou ficar doente.
* Que não se pode mexer e não se pode engolir, senão morremos
* É o veneno que mata as pessoas se o comermos
* É uma coisa que nós não podemos comer, senão ficamos doentes ou morremos
1 ponto: * Mata as pessoas (bichos) (Q)
* Não se pode lá tocar senão morre
* Para não mexer lá que morrem
* Coisas que fazem as pessoas desmaiar
* Quando os bebés tomam comprimidos de pessoas grandes
0 ponto: * É de morrer (Q)
* É que não presta (faz mal) (Q)
* É um cogumelo (uma cobra) (Q)
* Veneno para os ratos (Q)
* É a gente não pode comer (beber, mexer) (Q)
* Veneno (remédio)
* Maçãs envenenadas
* É morrer

23. O que é a GENGIVA?


2 pontos: * É onde nascem (estão, temos) os dentes
* É por baixo (por cima) dos dentes
* Parte que segura os dentes
* A carne que temos aqui nos dentes (apontando correctamente)
* Ao pé dos dentes, dentro da boca (apontando correctamente)
1 ponto: * Ao pé dos dentes
* Esta parte aqui (apontando correctamente)
0 ponto: * Coisa dos dentes (Q)
* Está na boca (Q)
* É de morder
* Serve para comer
* Coisas que fazem mal aos dentes (É doer os dentes)
* (Apontar mal, para a bochecha ou garganta, por exemplo)

24. O que é um REFLEXO?


2 pontos: * As pessoas ficam a ver-se lá, como se fosse um espelho
* Se eu olhasse para a água, reflectia a minha cara
* Quando uma pessoa vai ao rio ou ao mar, pensa que é outra pessoa na água, o reflexo
* Senão alguém entra durante a noite
1 ponto: * É uma pessoa ver-se ao espelho
* Uma coisa que dá luz
* Coisa que ilumina
* É quando se bate no joelho

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0 ponto: * Quando está muito sol, o reflexo aparece (Q)
* É a luz (Q)
* Reflexo da lua (sol, pessoas...) (Q)
* As sombras

Cotação
Parte 1: 1 ponto por cada resposta correcta
Parte 2: Cada item é cotado com 2, 1 ou 0 ponto

Os princípios gerais que se seguem podem ser úteis na cotação dos Itens Verbais.
De um modo geral, para os Itens Verbais todos os sentidos da palavra são aceitáveis,
sem se ter em conta a elegância da expressão. Todos os significados reconhecidos pelos
dicionários tradicionais são aceitáveis (e cotados com 2 ou 1, de acordo com a qualidade da
definição).

2 pontos
• Um bom sinónimo
• Um emprego principal
• Uma classificação geral à qual a palavra pertença
• Um ou vários traços característicos determinantes
• Várias características menos específicas mas correctas que, cumulativamente,
indiquem que a criança compreendeu a palavra
• Para verbos, um exemplo característico de acção ou de relação causal

1 ponto
Em geral, uma resposta correcta mas sujo conteúdo é pobre.
• Um sinónimo vago ou menos pertinente
• Um uso menor, não elaborado
• Um atributo correcto mas não determinante, ou que não é uma característica distintiva,
se a resposta não for melhorada após questionamento
• Um exemplo pouco elaborado, usando a própria palavra
• Uma definição correcta duma palavra da mesma família
• Um gesto expressivo, não elaborado por palavras

0 ponto
• Respostas obviamente erradas
• Verbalismos, sem demonstrar qualquer compreensão da palavra, após o
questionamento

92
• Respostas que, não estando totalmente incorrectas, permanecem muito vagas ou banais
ou denotam uma grande pobreza de conteúdo, mesmo após o questionamento

Cotação máxima Parte 1: 3 pontos

Cotação máxima Parte 2: 42 pontos

Cotação máxima: 45 pontos

93
9. COMPLETAMENTO DE GRAVURAS

Material
• 28 figuras no Caderno de Estímulos pequeno

Início
Idades de 3:0 a 4:11: Item Exemplo
A partir de 5:0, inclusive: Item 5

Interrupção
Interromper após 6 insucessos consecutivos.

Instruções
Em todas as figuras deste subteste, com excepção do Item Exemplo, falta um elemento
importante. Os itens são apresentados à criança por ordem numérica, e é-lhe pedido que
designe ou indique a parte que falta a cada figura.
Para os Itens 1 a 4 são referidas, abaixo, as ajudas permitidas. A partir do Item 5, não é
dada qualquer ajuda para além das previstas para esse item, quando ele é o primeiro a ser
aplicado, e das que estão especificamente indicadas abaixo ou na lista das partes que faltam.
Se o sentido da resposta verbal da criança é ambíguo, pedir-lhe que aponte para a parte
que falta, dizendo:
Mostra-me onde é que tu achas que falta.
Se a criança se limita a designar o objecto representado, dizer:
Sim, mas o que é que lhe FALTA?
Esta ajuda só pode ser dada duas vezes ao longo dos Itens 4 a 28.
Se a criança menciona uma parte que não pertence à figura (por exemplo, o corpo da
rapariga, no Item 11), dizer:
É NA figura que falta qualquer coisa. O que é que lhe falta?
Esta ajuda só pode ser dada duas vezes ao longo dos Itens 4 a 28.

94
Tempo de apresentação: Não há limite de tempo. Contudo, é necessário conceder à criança
um tempo mínimo de reflexão para cada item:
Item Exemplo e Itens 1 e 2: cerca de 15 segundos
Itens 3 a 28: cerca de 30 segundos

No Item Exemplo, se a criança não tiver respondido ao fim de 15 segundos, apontar


para a figura dizendo Vês, está aqui o ursinho e passar ao item seguinte.
Nos Itens 1 a 4, se a criança não tiver respondido no final do tempo de apresentação,
dar as ajudas previstas, para cada item.
Nos Itens 5 a 28, se a criança não tiver respondido ao fim de 30 segundos e não der a
impressão de estar à procura da resposta, considerar o item mal sucedido e passar ao item
seguinte, a menos que tenha sido atingido o critério de interrupção. Se o Item 5 for o primeiro
a ser aplicado, fornecer ainda a ajuda prevista.

Início para idades de 3:0 a 4:11

Item Exemplo
Colocar o Caderno de Estímulos em frente da criança. Apresentar o Item Exemplo e
dizer:
Mostra-me o ursinho.
Se a criança hesita, dizer:
Mostra-me o ursinho. Mostra-me com o teu dedo.
Se a criança não tiver respondido ao fim de 15 segundos, apontar para a figura dizendo:
Vês, está aqui o ursinho. Qualquer que seja o comportamento da criança, passar ao item
seguinte.

Item 1
Apresentar o Item 1 e dizer:
Aqui está outra vez o ursinho. (Apontar) Mas agora falta-lhe uma
parte importante. Diz-me o que é que lhe falta.
Se dentro de 15 segundos a criança não diz que é a cabeça que falta, dizer:
Falta-lhe qualquer coisa. Mostra-me com o teu dedo.

95
Se a criança se limita a designar o urso, dizer:
Sim, mas o que é que lhe FALTA?
Se a criança continua a não responder correctamente, dizer:
Olha, falta a cabeça do ursinho. (Apontar)

Item 2
Apresentar o Item 2 e dizer:
Olha outra vez para o ursinho. O que é que lhe falta agora?
Se a criança não responde ao fim de 15 segundos ou dá uma resposta incorrecta, dizer:
Tu és capaz. Olha para o ursinho e mostra-me com o teu dedo o que
é que lhe falta.
Se a criança continua a não responder correctamente, dizer:
Olha, falta-lhe aqui uma perna. (Apontar)

Item 3. Boneca
Apresentar o Item 3 e dizer:
Olha para esta figura. Falta-lhe uma parte importante. Diz-me o que
é que lhe falta.
Conceder à criança cerca de 30 segundos para responder. Se ela não responde ou dá
uma resposta incorrecta, dizer:
Vês, falta-lhe um braço. (Apontar)

Item 4. Pente
Apresentar o Item 4 e dizer:
Olha para esta figura. Falta-lhe uma parte importante. Diz-me o que
é que lhe falta.
Conceder à criança cerca de 30 segundos para responder. Se ao fim desse tempo ela
não responde ou dá uma resposta incorrecta, dizer:
Vês, faltam aqui dentes. (Apontar)

96
Item 5 a 28
Continuar a apresentar as figuras, dizendo:
O que é que falta a esta figura?
Conceder à criança cerca de 30 segundos para responder, antes de passar ao item
seguinte.
A partir do Item 5 não é dada qualquer ajuda, excepto as previstas para esse item,
quando ele é o primeiro a ser aplicado, e as que são indicadas abaixo ou na lista das partes que
faltam.
Se o sentido da resposta verbal da criança é ambíguo, pedir-lhe para apontar para a
parte que falta, dizendo:
Mostra-me onde é que tu achas que falta.
Se a criança se limita a designar o objecto representado, dizer:
Sim, mas o que é que lhe FALTA?
Esta ajuda só pode ser dada duas vezes ao longo dos Itens 4 a 28.
Se a criança menciona uma parte que não pertence à figura (por exemplo, o corpo da
rapariga, no Item 11), dizer:
É NA figura que falta qualquer coisa. O que é que lhe falta?
Esta ajuda só pode ser dada duas vezes ao longo dos Itens 4 a 28.

Início para idades de 5:0 e superiores

Colocar o Caderno de Estímulos em frente da criança, aberto no Item 5.

Item 5. Coelho
Dizer:
Olha para esta figura. Falta-lhe uma parte importante. Diz-me o que
é que lhe falta.
Se a criança não responde ao fim de 30 segundos ou dá uma resposta incorrecta, dizer:
Vês, falta-lhe uma orelha. (Apontar)
Se uma criança com 5 anos ou mais velha falha este item, administrar o Item Exemplo
e os Itens 1 a 4, de acordo com os procedimentos anteriormente descritos, antes de prosseguir

97
com o Item 6, a menos que tenha sido atingido o critério de interrupção. Se a criança é bem
sucedida no Item 5, atribuir crédito pelos Itens 1 a 4 e passar para o Item 6.

Figura Parte que falta Figura Parte que falta


Exemplo: Ursinho (Nenhuma) 17. Relógio Número 3
(Se a criança responde
1. Ursinho Cabeça
“Um número”, dizer:
2. Ursinho Perna (Se a criança Mostra-me onde é
responde “Pé”, dizer: que tu achas que
Mostra-me onde é falta)
que tu achas que
18. Carro Farol
falta)
3. Boneca Braço (Se a criança 19. Galo Esporão (garra)
responde “Mão”, di-
20. Porta Dobradiça (gonzo)
zer: Mostra-me onde
é que tu achas que 21. Menina a correr Meia (peúga)
falta) 22. Pato Membrana do pé
4. Pente Um dente ou dentes (Se a criança responde
“O pé”, dizer: Mostra-
5. Coelho Orelha me onde é que tu
6. Triciclo Guiador achas que falta)
7. Colete Manga 23. Lancheira Fecho (fechadura)
8. Criança Bota (sapato) 24. Casaco Casas (buracos) dos
botões
9. Flores Caule (haste, talo)
10. Escadote Degrau 25. Tesoura Parafuso
11. Cara de rapariga Boca (lábios) 26. Perfil de menina Orelha
12. Mão Unha (verniz) (Se a 27. Parafuso Ranhura (fenda)
criança responde
28. Casa Sombra da árvore (Se
“Dedo”, dizer: Mos-
a criança responde “A
tra-me onde é que tu
sombra”, dizer: Mos-
achas que falta)
tra-me onde é que tu
13. Tranças Fita (laço) achas que falta)
14. Mesa Perna
15. Corda de roupa Mola
16. Régua Número 5
(Se a criança responde
“Um número”, dizer:
Mostra-me onde é
que tu achas que
falta)

98
Cotação
Atribuir 1 ponto por cada resposta correcta.
Não é necessário que a criança dê uma resposta verbal para receber o crédito. Ela pode
não saber o nome exacto da parte que falta e usar um sinónimo próximo. Assim, no caso do
Item 19 (Galo), a criança pode designar a parte que falta como “o pico” ou “aquilo com que
ele luta”. Aceitar a resposta da criança desde que se perceba claramente que ela consegue
identificar a parte que falta ao desenho, mesmo que a sua verbalização seja deficiente. De
igual modo, se a criança não dá uma resposta verbal mas aponta correctamente, atribuir crédito
se se tiver a certeza de que ela compreende qual é a parte que falta.
Se a criança aponta para o lugar certo mas estraga a resposta dando uma resposta
verbal claramente incorrecta, o item é considerado mal sucedido. Por exemplo, para o Item 14
(Mesa) se a criança aponta para o sítio da perna que falta e diz, “Falta a cadeira”, considerar
o item mal sucedido.
Pode também acontecer que a criança aponte correctamente mas dê uma resposta que,
não sendo exacta, também não estraga a resposta não-verbal. Neste caso o item é considerado
bem sucedido. Por exemplo, para o Item 17 (Relógio), se a criança aponta para o sítio
correspondente ao número 3 e simultaneamente diz “Falta o E”, o item é considerado bem
sucedido.
Se a criança designa correctamente a parte que falta mas, ao mesmo tempo, aponta para
o sítio errado, cotar como insucesso. Por exemplo, para o Item 14 (Mesa), se a criança
responde “Perna” apontando para cima do tampo, o item é considerado mal sucedido.
Se uma criança com 5 anos ou mais velha é bem sucedida no Item 5, atribuir-lhe
crédito pelos Itens 1 a 4.

Cotação máxima: 28 pontos

99
10. SEMELHANÇAS

Material
• Caderno de Estímulos grande – Itens de Imagens (Itens 1 a 6);
• Itens de Completamento de Frases e de Analogias Verbais (Itens 7 a 20) incluídos no
Manual

Início
Item 1

Interrupção
Itens de Imagens (Itens 1 a 6): Interromper após 3 insucessos consecutivos. Qualquer
que seja o desempenho, prosseguir com o Item 7
Itens de Completamento de Frases e de Analogias Verbais (Itens 7 a 20):
Interromper após 5 insucessos consecutivos.

Instruções
É composto por três partes, com diferentes modos de apresentação e que requerem
diferentes tipos de resposta por parte da criança:

Parte 1, Itens de Imagens (Itens 1 a 6): A criança escolhe, dentro de um conjunto


de objectos, aquele que é semelhante aos objectos de outro conjunto.
Parte 2, Itens de Completamento de Frases (Itens 7 a 12): A criança enuncia uma
palavra para completar uma frase, de um modo que denote compreensão da ideia de
semelhança contida na parte principal da frase. Tanto a apresentação da frase
incompleta como a resposta da criança são orais.
Parte 3, Itens de Analogias Verbais (Itens 13 a 20): A criança diz em que é que
dois conceitos apresentados oralmente são semelhantes.

100
Se a resposta da criança a um item de analogia verbal é pouco clara ou ambígua, dizer:
E mais? ou Explica-me um pouco melhor. As instruções de cotação específicas para os Itens
de Analogias Verbais incluem vários exemplos de respostas de 0 e 1 ponto que são seguidas
pela notação “(Q)”. O (Q) indica que a resposta que o precede ou qualquer resposta
semelhante deve ser sempre questionada.
Para ajudar a criança a compreender as exigências da tarefa, o primeiro item de cada
parte do teste é explicado, após fracasso (nas Partes 1 e 2), ou após uma resposta de 0 ou 1
ponto (na Parte 3). São demonstrados os seguintes itens:
Item 1 (Imagens): Dizer à criança se a resposta que deu é ou não correcta. Se for
incorrecta, demonstrar a resposta correcta.
Item 7 (Completamento de Frases): Se a resposta da criança é incorrecta, dar a
resposta correcta.
Item Exemplo (Analogias Verbais): Se a criança não dá uma resposta ao nível dos 2
pontos, dar-lhe um exemplo deste tipo de resposta.

Início para todas as idades

Itens de Imagens (Itens 1 a 6)


Colocar o Caderno de Estímulos em frente da criança, com o bordo livre voltado para
ela.
Item 1
Abrir o Caderno de Estímulos no Item 1. Apontar para os três triângulos representados
na metade superior da página, e dizer:
Olha para estas figuras. São todas parecidas umas com as outras –
são todas da mesma família, têm alguma coisa de igual. Agora olha
para ESTAS figuras.
Apontar para as quatro figuras da metade inferior da página e dizer:
Qual destas é que é parecida com estas?
Apontar mais uma vez para os triângulos da metade superior da página e dizer:
Mostra-me qual é.
Se a criança aponta para a resposta correcta, dizer, apontando adequadamente:
Sim, estes são triângulos, e este aqui também é um triângulo.

101
Se a criança escolhe a figura errada ou não responde, dizer:
Olha aqui para cima.
Apontar para a metade superior da página e dizer:
Estes são todos triângulos.
Depois, apontar para o triângulo da metade inferior da página e dizer:
Este é parecido com estes (apontar mais uma vez para a metade
superior da página) porque também é um triângulo.

Item 2
Apresentar o item 2 e dizer:
Agora olha para estas figuras. Qual destas (apontar para as figuras da
metade inferior da página) é que é parecida com estas? (apontar para as
figuras da metade superior da página) Mostra-me qual é.
Se a criança hesita, não responde ou dá uma resposta errada, ajudá-la dizendo:
Lembra-te que estas figuras (apontar para as da metade superior da
página) são todas parecidas umas com as outras. Tens que encontrar
uma destas (apontar para as da metade inferior da página) que seja
parecida com estas. (apontar para as da metade superior da página)
Então, qual destas aqui (apontar para as da metade inferior da página) é
que é parecida com estas? (apontar para as da metade superior da
página)
Não indicar a resposta correcta.

Item 3 e 6
Para os restantes Itens de Imagens, apresentar cada item, apontar para as figuras da
metade inferior da página, e perguntar:
Qual destas figuras é parecida com estas? (apontar para as figuras da
metade superior da página)
Não indicar a resposta correcta.

102
Os itens e as respectivas respostas correctas são:

Item Resposta Correcta

1 Triângulo
2 Cavalo
3 Flor
4 Meias
5 Lata de conservas
6 B

Nestes itens, algumas crianças, sobretudo as mais novas, dão respostas do tipo: “É
esta...” (indicando uma figura de baixo) “...que é parecida com esta” (indicando uma das de
cima). Este tipo de respostas é considerado correcto desde que a figura assinalada seja a certa.
Contudo, a primeira vez que tal ocorra, e antes de passar ao item seguinte, dizer, apontando
para as figuras de cima:
Lembra-te que estas são todas parecidas umas com as outras. Têm
alguma coisa de igual.

Itens de Completamento de Frases (Itens 7 a 12)


Item 7
Dizer:
Agora vou-te dizer uma coisa que não está acabada. Quero que tu
acabes o que eu digo. Ouve bem:
Vestimos camisolas e também podemos vestir ... (Fazer uma pausa
para a resposta da criança)
Ler a pergunta lentamente, elevando a entoação no final da frase e fazendo a pausa
apropriada.

• Resposta correcta: qualquer outra peça de vestuário, incluindo “meias”. As


respostas indicando um qualquer tipo de calçado (sapatos, botas, etc.) não são
consideradas correctas. Se a criança responde “roupa”, repetir a pergunta uma
vez, sem dar a resposta correcta. Se a criança não acrescenta nada ou dá uma
resposta incorrecta, considerar o item mal sucedido.

103
Se a criança não parece compreender este item ou responde incorrectamente, repetir a
pergunta e dar a resposta correcta, dizendo:
Vestimos camisolas e também podemos vestir calças.

Item 8 a 12
Cada um dos Itens 8 a 12 pode ser repetido uma vez, se a criança não responder.
Contudo, não deve ser indicada a resposta correcta. Não pode ser dada qualquer outra ajuda.
Cada um destes itens deve ser introduzido dizendo:
Vamos tentar mais um

8. Viajamos de comboio e também podemos viajar de __________.


Respostas correctas: Carro, avião, bicicleta, metro, barco, cavalo, etc.

9. Escrevemos com um lápis e também podemos escrever com __________.


Respostas correctas: esferográfica, giz, máquina de escrever, etc.
Considerar incorrectas as respostas “papel” e “mãos”.
Não aceitar a resposta “lápis de cor” mas repetir a questão.

10. Andamos com as pernas e agarramos as coisas com __________.


Respostas correctas: Braço ou braços, mão ou mãos.

11. Quando crescem, os rapazes tornam-se homens e as raparigas __________.


Respostas correctas: Mulheres, senhoras, mães, esposas.

12. Uma faca e um bocado de vidro partido, os dois __________.


Respostas correctas: Cortam, são afiados, espetam.
(Se a criança diz “São perigosos”, perguntar: Porque é que eles são perigosos?)
Não aceitar a resposta “picam”.

Passar ao Item Exemplo das Analogias Verbais, a menos que tenha sido atingido o
critério de interrupção.

104
Itens de Analogias Verbais (Item Exemplo e Itens 13 a 20)
Introduzir esta parte do subteste que se segue:
Agora vou-te dizer duas coisas que são parecidas uma com a outra.
E tu vais-me dizer porque é que elas são parecidas, em que é que
elas são iguais.
Se a resposta é pouco clara ou ambígua, dizer:
E mais? ou Explica-me um pouco melhor.

Item Exemplo
Dizer:
Em que é que são iguais uma colher e um garfo?
Se a criança diz que não são iguais, não responde ou dá uma resposta de 0 pontos,
dizer:
São os dois coisas com que podemos comer. Nisso são iguais.
Se a criança dá uma resposta de 1 ponto, o examinador tem que dar um exemplo de
uma resposta de 2 pontos, para a ajudar a compreender a tarefa. Se, por exemplo, a criança
responde “São feitos de metal”, dizer:
É verdade, são os dois feitos de metal. E também são os dois coisas
com que podemos comer.
Se a criança responde indicando um terceiro elemento (“faca”), perguntar:
Em que é que a colher e o garfo são iguais um ao outro?
Passar ao Item 13
Se, num ou vários dos Itens 13 a 20, a criança responde indicando um terceiro elemento
(por exemplo, “uma viola”, em resposta ao Item 13), a primeira vez que tal ocorra, perguntar:
Em que é que ... e ... são iguais um ao outro?
Exceptuando esta reformulação da questão, que pode ser feita apenas uma vez, a partir
do Item 13 não é dada qualquer outra ajuda.

105
Itens e exemplos de resposta

Item Exemplo. UMA COLHER – UM GARFO


Nível 2: (Qualquer resposta que refira que são ambos utensílios para comer)
* São os dois talheres
* São os dois para comer
* É para comer
* Para fazer o comer
Nível 1: * São os dois de plástico (metal)
* são brilhantes (prateados)
* Pode-se agarrar qualquer coisa com eles
* Agarram-se pelo cabo (coisa de pegar)
*`A colher tem pega e o garfo também
* São para mexer as panelas
Nível 0: * A colher é para comer cereais e o garfo é para comer as batatas (Q)
* Quando se come (Q)
* Um é redondo e o outro tem picos
* São cinzentos
* Um pau

13. UM PIANO – UM VIOLINO


2 pontos: * São os dois instrumentos de música
* São os dois instrumentos de corda
* Tocam (música)
* Para tocar
* Tocam-se com os dedos
* Produzem sons
1 ponto: * São os dois instrumentos
* É música
* Nas notas (Na canção. No som)
0 ponto: * Porque eles cantam
* São feitos de madeira
* Fazem barulho
* Têm a mesma forma
* O piano é maior

14. UM CASACO – UM BLUSÃO


2 pontos: * São roupas
* Usamos para nos tapar
* É para nos vestirmos
* Agasalham os dois por causa do frio (Protegem do frio)
1 ponto: * Aquecem-nos (Para: o frio, não ter frio, aquecer)
* São feitos de tecido
* Os dois têm braços (mangas, botões, bolsos, gola)
* São quentes
* Usamo-los (metemo-los, enfiamo-los)
* São da mesma forma
0 ponto: * É porque está frio (Q)
* Casaco é mais pesado (mais quente)
* Feitos de lã

106
* Servem para sair (andar na rua, ir trabalhar)

15. UMA MALA – UM SACO


2 pontos: * São bagagens
* Para guardar as coisas para ir embora
* Para pôr a roupa para quando formos de férias
* Para transportar as nossas coisas
* Para levar a roupa e para viajar
* Para levar (trazer) coisas (o pijama...)
1 ponto: * Para ir de férias (Q)
* Para viajar (Q)
* Para a gente levar quando fizermos viagens (Q)
* Para pôr (guardar, ter) coisas
* Têm pegas (cadeado)
0 ponto: * Para pôr (levar) na mão (Q)
* Para levar (Q)
* Para pôr no porta-bagagens do carro (Q)
* É para quando se for embora (Q)
* Estão no sótão
* São de couro (tela, plástico)
* Para ir para a escola (escritório, compras)
* Abrem-se

16. UMA REVISTA – UM JORNAL


2 pontos: * Podem-se ler os dois (São para ler)
* Aprendem-se coisas nos dois
* Dão as notícias
* São como livros
* Os dois têm coisas escritas lá dentro
1 ponto: * Pode-se saber o que se está a passar (Q)
* São os dois feitos de papel
* Têm páginas (figuras, folhas, letras)
* É branco e preto e está escrito
0 ponto: * Das páginas (capa) (Q)
* Para recortar (ver) coisas
* As letras (Q)
* Olhamos para eles
* Compram-se
* Para escrever
* Um livro
* A capa

17. O SABONETE – A PASTA DE DENTES


2 pontos: (Noção de higiene)
* É para nos lavarmos (limparmos)
* Para lavar
1 ponto: * Estão na casa de banho (Q)
* Fazem espuma
* Cheiram os dois bem
0 ponto: * A pasta de dentes serve para lavar os dentes e o sabonete é para lavar as mãos (Q)
* Para lavar os dentes
* É para fazer bolas

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* Derretem

18. UM GATO – UM RATO


2 pontos: (Resposta referindo que são animais, mamíferos, seres vivos)
1 ponto: * Têm quatro patas
* Os dois têm olhos (pêlo, cauda, orelhas)
* Os dois comem (andam a roubar para comer)
* Os dois correm (andam)
* São de estimação (para brincar)
* Têm quase o mesmo nome
0 ponto: * Para ter em casa (Q)
* Para comer (Q)
* Andam um atrás do outro
* São da mesma cor
* O gato mata ratos

19. A CHUVA – A NEVE


2 pontos: * Os dois é o tempo que faz
* Os dois são feitos de água
* São água
1 ponto: * Os dois são molhados (molham) (Q)
* Os dois caiem do céu
* Caiem
* Tem que se pôr botas (impermeável, gabardina, chapéu)
* Para nós vestirmos coisas quentes
0 ponto: * A chuva transforma-se em neve (Q)
* Eu gosto
* São os dois frios (gelados, para congelar)
* Os dois fazem apanhar constipação
* Os dois são brancos
* São os dois pinguinhos

20. ESTAR CONTENTE – ESTAR TRISTE


2 pontos: (Qualquer resposta que indique que são ambos emoções ou sentimentos)
* São os dois o que sentimos
1 ponto: * São gostos (Q)
* São os dois caras (Q)
* São os dois com a boca (Q)
* São os dois para abraçar
* As duas coisas deitam lágrimas
0 ponto: * Rir e chorar
* Contente é quando dão um brinquedo e triste é quando não dão

Cotação
Parte 1: Atribuir a cotação de 1 ponto a cada resposta correcta.
Parte 2: Atribuir a cotação de 1 ponto a cada resposta correcta.

108
Parte 3: Atribuir a cada item a cotação de 2, 1 ou 0 ponto. Usar os princípios gerais
que se seguem para cotar estes itens.
• 2 pontos: Qualquer classificação essencial que se aplique aos dois elementos
do par
• 1 ponto: Qualquer característica específica, comum aos dois elementos e que
constitua uma semelhança menos relevante
• 0 ponto: Características específicas a um dos elementos do par que não sejam
pertinentes para o outro elemento, generalizações incorrectas ou
diferenças.
Se na sua resposta, a criança indica simultaneamente uma semelhança e uma diferença
entre os dois conceitos (por exemplo “O sabonete é para lavar a cara e a pasta de dentes é para
lavar os dentes” no Item 17), dizer:
Então em que é que são iguais um ao outro?
Se, depois disso, a criança dá uma resposta correcta, atribuir-lhe a cotação
correspondente (1 ou 2 pontos). Caso contrário, considerar a resposta errada.

Cotação máxima Parte 1: 6 pontos

Cotação máxima Parte 2: 6 pontos

Cotação máxima Parte 3: 16 pontos

Cotação máxima: 28 pontos

109
11. TABULEIRO DOS ANIMAIS (SUBTESTE OPCIONAL)

Material
• Prancha do subteste Tabuleiro dos Animais;
• Caixa com 32 cavilhas coloridas;
• Cronómetro

Início
O subteste é aplicado na sua totalidade

Interrupção
Interromper após 5 minutos, a menos que a criança tenha completado a totalidade da
prancha antes desse limite de tempo.

Instruções
Neste subteste pede-se à criança para introduzir cavilhas coloridas em buracos, de
acordo com um código. A cronometragem e o registo do tempo de execução da criança devem
ser feitos com precisão, para que a cotação seja rigorosa.
Cada quadrado da prancha tem um buraco e o desenho de um de quatro animais. A
criança tem que associar uma cor a cada animal, de acordo com o código apresentado na parte
de cima da prancha, colocando uma cavilha da cor correcta no buraco por baixo de cada
animal.
Antes de começar o subteste, verificar se a criança é dextra ou canhota, pedindo-lhe
que pegue num objecto. A posição da caixa de cavilhas depende da mão que a criança usa.
Colocar a prancha em frente da criança. Deixar as 32 cavilhas coloridas na respectiva
caixa. Colocar a caixa das cavilhas na parte superior direita da prancha, se a criança for dextra,
ou na parte superior esquerda, se ela for canhota.
Falando clara e lentamente, dizer:
Olha para aqui.

110
Apontar para o código na parte de cima da prancha. Dizer:
Aqui está um cão. (Apontar para o cão) Está ao pé do preto. (Apontar
para a cavilha preta por baixo do cão)
Aqui está uma galinha. (Apontar para a galinha) Está ao pé do branco.
(Apontar para a cavilha branca por baixo da galinha)
Aqui está um peixe. (Apontar) Está ao pé do azul. (Apontar)
Aqui está um gato. (Apontar) Está ao pé do amarelo. (Apontar)
Vês, cada animal está ao pé de uma cor diferente.
Depois, apontar para a primeira figura da primeira linha por baixo do código, e dizer:
Aqui está uma galinha. Ainda não tem nenhuma cor por baixo dela,
por isso vamos os dois procurar a cor certa. A galinha está ao pé do
branco (apontar para o código na parte de cima da prancha), por isso,
vou encontrar uma peça branca para pôr neste buraco.
Introduzir uma cavilha branca por baixo da figura.
Agora, olha para o peixe. (Apontar para a segunda figura) Está ao pé
do azul. (apontar mais uma vez para o código), por isso, vou pôr uma
peça azul aqui.
Introduzir uma cavilha azul por baixo da figura.
Aqui está um gato. Que cor é que se deve pôr aqui? (apontar para o
buraco)
Se a criança pega numa cavilha amarela, dizer:
É isso mesmo. Põe-na aqui.
Se a criança faz uma escolha errada, apontar para uma cavilha amarela e dizer:
Tem que ser amarela, porque o gato está ao pé do amarelo)
Esperar que a criança introduza a cavilha correcta, depois dizer:
Aqui está um cão. (apontar) Procura tu a cor que se deve pôr aqui. Se
não tiveres a certeza, olha aqui para cima (apontar para a chave) para
ver que cor é que deve ser.
Se a criança pega numa cavilha preta, dizer:
É isso mesmo. Põe-na aqui.

111
Se a criança faz uma escolha errada, corrigir o erro como anteriormente e esperar que a
criança introduza a cavilha correcta, depois dizer:
Agora, cá está outra vez o gato. (apontar) Que cor é que se deve pôr
aqui?
Se a criança pega numa cavilha amarela, dizer:
É isso mesmo.
Se a criança faz uma escolha errada, corrigir o erro como anteriormente e deixá-la
introduzir a cavilha correcta.
Se a criança parece ter compreendido a tarefa, continuar o subteste de acordo com as
instruções que se seguem. Se a criança não parece ter compreendido o que se espera dela,
começar por demonstrar a sexta figura, o cão, do mesmo modo que as anteriores. Não é
permitida qualquer outra demonstração.
Depois de serem completadas as primeiras cinco (ou seis) figuras, retirar rapidamente
as cavilhas da prancha e voltar a colocá-las na caixa. Dizer:
Agora, gostava que tu pusesses, sozinho(a), a cor certa por baixo de
cada animal. Começa aqui. (apontar para a galinha da primeira linha)
Põe as peças umas a seguir às outras, assim. (apontar para os buracos
ao longo da linha) Quando tiveres acabado esta fila, passa para a fila
a seguir (apontar para o primeiro quadrado da segunda linha) e continua
até chegares ao fim. (percorrer rapidamente a prancha com o dedo até
ao fim) Vamos ver se és capaz de fazer isso depressa. Lembra-te que
não deves saltar nenhum. Estás pronto(a)? Vá lá.
Começar a cronometrar ao pronunciar a palavra “lá”.
Se a criança hesita depois de completar a primeira e/ou a segunda linha, dizer:
Continua na fila a seguir.
Se a criança perde o sentido da tarefa após a primeira linha, encorajá-la uma vez,
dizendo:
Olha para a parte d cima para encontrares as cores certas.
Não é dada qualquer outra ajuda, excepto a que é indicada abaixo. Conceder 5 minutos.
Se a criança não tiver completado a tarefa ao fim de 5 minutos, dizer:
Vamos parar aqui.
Guardar o tabuleiro e as cavilhas.

112
Algumas crianças, em vez de preencherem os buracos de acordo com a sequência em
que se apresentam, seleccionam cavilhas duma só cor e completam essa cor antes de começar
uma outra. Se isso ocorrer, recomendar à criança, não mais que duas vezes, apontando para a
sequência de buracos ao longo da linha:
Fá-los todos uns a seguir aos outros. Não saltes nenhum.
Se a criança continua a seguir o seu próprio método, deixá-la continuar sem
interromper, mas anotar este comportamento na Folha de Registo.
Outras crianças, depois de terminarem uma linha, podem retirar as cavilhas e
recomeçar espontaneamente. Se isso acontecer, dizer:
Não as tires. Faz o resto.
Este aviso só pode ser feito duas vezes.
Se a criança parece estar a perder tempo, dizer:
Vá, despacha-te!
Esta recomendação só pode ser feita duas vezes.
Continuar a cronometrar durante todas as intervenções referidas.

Cotação
Registar o tempo de execução no espaço respectivo da Folha de Registo.
Registar o número de erros cometidos pela criança. Um erro consiste na colocação de
uma cavilha de cor incorrecta.
Registar o número de omissões. Uma omissão é um buraco que foi deixado vazio,
incluindo aqueles que a criança não atingiu dentro do limite de tempo.
Somar o número total de erros e de omissões.
Registar o número total de cavilhas colocadas (correctamente e incorrectamente). Não
contar as cavilhas relativas à demonstração. O número máximo de cavilhas colocadas é de 20.
O número de cavilhas colocadas pode ser calculado subtraindo de 20 o número de omissões.
Se a criança não terminar a tarefa dentro do tempo limite, registar o número de erros e
de omissões e o número total de cavilhas colocadas em 5 minutos.
Para determinar o resultado bruto da criança, consultar a Tabela 24.

Cotação máxima: 70 pontos

113
12. FRASES MEMORIZADAS (SUBTESTE OPCIONAL)

Material
• Manual

Início
Idades de 3:0 a 4:11: Frase Exemplo, seguida da Frase 1
A partir de 5:0, inclusive: Frase Exemplo, seguida da Frase 5

Interrupção
Interromper após 3 insucessos consecutivos.

Instruções
Este subteste requer que a criança repita literalmente uma frase que lhe é lida. Quando
se tiver a certeza de que a criança está atenta, apresentam-se as frases por ordem, lendo-as
clara e lentamente, mas com uma entoação natural. Cada frase é lida apenas uma vez, a uma
cadência de cerca de duas sílabas por segundo.
Para ajudar a criança a compreender os requisitos da tarefa, são feitas demonstrações e
segundos ensaios nas frases iniciais (Frase Exemplo e Frase 1 para crianças com 3 e 4 anos, e
Frase Exemplo e Frase 5 para crianças com 5 anos e mais velhas). Contudo, nas Frases 1 e 5,
só a primeira resposta é cotada. Se a criança não repete a frase perfeitamente no primeiro
ensaio, dizer: Não, agora vais dizer assim, e apresentar a frase novamente, numa tentativa de
que ela a repita correctamente.
Se a criança pergunta: “O que é que disse?”, dizer:
Se não tens a certeza, tenta adivinhar.

114
Início para idades de 3:0 a 4:11

Frase Exemplo
Dizer:
Vou dizer uma coisa, e quero que tu digas a mesma coisa, quando eu
acabar. Estás pronto(a)?: Os peixes nadam
Se a criança não repete a frase, ou não a repete perfeitamente, dizer:
Tens que dizer assim: Os peixes nadam. Agora dizes tu.
Registar os dois ensaios, mas não atribuir a cotação a esta Frase. Qualquer que seja o
desempenho da criança, apresentar a Frase 1.

Frase 1
Dizer:
Ouve bem, vais dizer tal e qual como eu. Estás pronto(a)? As vacas
são gordas
Se a criança não repete a frase, ou não a repete perfeitamente, dizer:
Tens que dizer assim: As vacas são gordas. Agora dizes tu.
Registar os dois ensaios, mas atribuir cotação só à primeira resposta. Qualquer que seja
o desempenho da criança, passar à Frase 2.

Frase 2 a 11
Apresentar a Frase 2 e as seguintes sem qualquer ajuda. Apresentar cada frase,
dizendo:
Ouve bem e diz TAL E QUAL como eu. Estás pronto(a)?
Quando a criança der mostras de ter compreendido os requisitos do teste, as frases
podem ser introduzidas por uma fórmula como: Agora, vamos tentar esta. Estás pronto(a)?

2. O Pedro está contente


3. A mamã trabalha muito
4. A Ana tem um lenço verde
5. O cão preto corre atrás do gato
6. É bom tomar banho quando está calor
115
7. O Zé tem dois carros e um ursinho castanho
8. Comer muitos bolos e bombons pode dar dor de barriga
9. O Filipe queria ter uns óculos parecidos com os do nosso professor
10. A chuva que caiu de noite fez com que os autocarros chagassem
tarde à escola
11. Na segunda-feira o nosso grupo vai ao campo. Tragam o vosso
almoço e não se atrasem.

Início para idades de 5:0 e superiores


Começar com a Frase Exemplo e prosseguir com a Frase 5.
Frase Exemplo
Dizer:
Vou dizer uma coisa, e quero que tu digas a mesma coisa, quando eu
acabar. Estás pronto(a)?: Os peixes nadam
Se a criança não repete a frase, ou não a repete perfeitamente, dizer:
Tens que dizer assim: Os peixes nadam. Agora dizes tu.
Registar os dois ensaios, mas não atribuir a cotação a esta Frase. Qualquer que seja o
desempenho da criança, apresentar a Frase 5.

Frase 5
Quando se tem a certeza que a criança está atenta, apresentar-lhe a Frase 5, lendo-a
clara e lentamente mas com uma entoação natural, a uma cadência de cerca de duas sílabas por
segundo.
Dizer:
Vou dizer uma coisa e quero que tu digas a mesma coisa, quando eu
acabar. Estás pronto(a)? Ouve bem: O cão preto corre atrás do gato
Se uma criança com 5 anos ou mais velha não comete nenhum erro na Frase 5, atribuir
os créditos correspondentes às Frases 1 a 4 e passar à Frase 6.
Se a criança não repete a frase, ou não a repete perfeitamente, dizer:
Não, deves dizer assim: O cão preto corre atrás do gato. Agora dizes
tu.

116
Atribuir cotação apenas ao primeiro ensaio. Quer a Frase 5 seja repetida correctamente
no segundo ensaio quer não, administrar os itens precedentes em ordem inversa até que a
criança dê duas respostas exactas consecutivas. Quando este critério tiver sido atingido, atribuir
crédito a todas as frases precedentes não administradas. Depois, passar à Frase 6, a menos que
tenha sido alcançado o critério de interrupção.
Para que seja possível estabelecer um resultado base, continuar a administrar as frases
precedentes, mesmo que, ao apresentá-las em ordem inversa, seja atingido o critério de
interrupção.

Frase 6
Dizer:
Agora vais dizer TAL E QUAL como eu. Estás pronto(a)? Ouve
bem: É bom tomar banho quando está calor

Frase 7 a 11
Apresentar a Frase 7 e as seguintes sem qualquer ajuda. Apresentar cada frase,
dizendo:
Ouve bem e diz TAL E QUAL como eu. Estás pronto(a)?
Se a criança parece ter compreendido o que lhe é pedido, podem apresentar-se as frases
utilizando uma fórmula como: Agora, vamos tentar esta. Estás pronto(a)?

7. O Zé tem dois carros e um ursinho castanho


8. Comer muitos bolos e bombons pode dar dor de barriga
9. O Filipe queria ter uns óculos parecidos com os do nosso professor
10. A chuva que caiu de noite fez com que os autocarros chagassem
tarde à escola
11. Na segunda-feira o nosso grupo vai ao campo. Tragam o vosso
almoço e não se atrasem.

117
Cotação
O examinador deve ignorar as incorrecções da pronúncia por si só, mas deve certificar-
se de que ouve bem aquilo que a criança diz. Por exemplo, erros de articulação, tais como
“rôdas” em vez de “gordas”, são aceitáveis desde que não correspondam a ideias erradas. É
pouco provável, por exemplo, que “laço” em vez de “lenço” seja um erro de articulação.
A cotação de cada item tem em conta o número de erros cometidos, tal como consta na
Folha de Registo.
Considera-se erros uma omissão, uma transposição, uma adição ou uma substituição.

1) Omissões
Uma omissão é qualquer palavra ou palavras que a criança esqueça, ao repetir a frase.
Uma palavra não é considerada omitida se aparece na frase mas fora de ordem. Assim, desde
que apareça nalguma parte da resposta, não é contada como omissão. Note-se também que
uma palavra não é contada como omissão se tiver sido substituída por outra. Cada palavra
esquecida é contada como uma omissão. Exceptuam-se os artigos iniciais, cuja exclusão não é
contada como omissão.
Exemplos: “O Zé tem dois carros e um ursinho castanho”
“Zé tem dois carros e um ursinho”. Uma omissão porque a palavra “castanho” foi deixada de
fora. A exclusão do artigo definido “o” não conta como
omissão.
“O Zé tem um ursinho castanho e dois carros”. Não há omissões porque as palavras estão
todas presentes e estão, simplesmente, fora de ordem.
Este tipo de erro é contado como uma transposição em
vez de omissão.
“O Rui tem dois carros e um ursinho castanho”. Não há omissões. Embora a palavra “Zé”
tenha sido excluída, foi substituída pela palavra “Rui”.
Este erro é contado como uma substituição em vez de
omissão.

2) Transposições
As transposições ocorrem quando a criança repete as palavras correctas, mas numa
ordem incorrecta. Os elementos deslocados podem ser palavras isoladas ou conjuntos de

118
palavras. Contar uma transposição sempre que as palavras ou segmentos da frase estejam
numa ordem diferente.
Exemplos: “O Zé tem dois carros e um ursinho castanho”
“O Zé tem um ursinho castanho e dois carros”. É uma transposição, já que foram comutadas
sequências de palavras (“dois carros” e “um ursinho
castanho”).
“O Zé tem dois ursinhos castanhos e um carro”. É uma transposição, já que uma sequência de
palavras e uma palavra isolada (“ursinho castanho” e
“carro”) foram comutadas. Note-se que a mudança de
“ursinho” para “ursinhos” e de “carros” para “carro” não
é contada como erro, uma vez que é uma exigência
sintáctica da nova sequência.

3) Adições
As adições ocorrem quando a criança adiciona palavras que não existem na frase-
estímulo. As adições são diferentes das substituições uma vez que, nestas, as palavras omitidas
são substituídas por outras, enquanto que as adições são simplesmente acrescentadas à frase-
estímulo. Contar cada palavra acrescentada como uma adição.
Exemplos: “O Zé tem dois carros e um ursinho castanho”
“O Zé tem dois carros e um ursinho castanho e um comboio”. Três adições pelas palavras “e
um comboio”
“O Zé tem dois lindos carros e um ursinho castanho e uma garagem”. Quatro adições (“lindos”
e “e uma garagem”).

4) Substituições
As substituições ocorrem quando a criança substitui uma palavra por uma palavra
nova. Neste caso, a palavra omitida não é contada como omissão; só se conta a substituição.
Contar como substituição cada palavra adicionada em substituição de uma palavra omitida.
Exemplos: “O Zé tem dois carros e um ursinho castanho”
“O Zé tem dois carros e um ursinho azul”. É uma substituição, porque a palavra “castanho” foi
substituída pela palavra “azul”.

119
“O Zé tem dois automóveis e um ursinho lindo e grande”. Duas substituições, porque a
palavra “carros” foi substituída por “automóveis” e
“castanho” mudou para “lindo”. (As palavras “e grande”
são contadas como adições, porque só as palavras
“carros” e “castanho” foram omitidas e substituídas).

Contar apenas um erro quando a criança, por ter substituído uma palavra, é obrigada a
substituir uma ou várias outras, para tornar a frase gramaticalmente correcta. Por exemplo, se
a criança diz: na Frase 1, “A vaca é gorda” em vez de “As vacas são gordas”, conta-se um erro
de substituição apenas pelo artigo (“a” em vez de “as”); na Frase 8, “... pode doer a barriga”
em vez de “... pode dar dor de barriga”, conta-se u erro de omissão mais um de substituição
(“doer” em vez de “dar dor”) mas não se conta a substituição da proposição “de” pelo artigo
“a”; na Frase 10, “... iguais aos do nosso professor” em vez de “... parecidos com os do nosso
professor”, conta-se apenas uma substituição (“parecidos com” por “iguais a”); na Frase 12,
“... nós vamos ao campo” em vez de “... o nosso grupo vai ao campo”, contam-se dois erros de
omissão mais um de substituição (“nós” em vez de “o nosso grupo”) mas não se conta nenhum
erro pela substituição da forma verbal “vai” por “vamos”.
Se a criança substitui uma palavra que não recorda ou não compreendeu por um som
incompreensível, tal é considerado uma substituição.
Registar o número de erros para cada frase nos espaços respectivos da Folha de
Registo. Desenhar um círculo à volta da cotação que corresponde ao número de erros
cometidos.

Cotação máxima: 36 pontos

120
7. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Para a interpretação dos resultados desta prova, Kaufman (1994) recomenda que a
interpretação do protocolo se deva iniciar com os resultados mais gerais e finalizar com os
mais específicos.
No que se refere aos QIs deve-se ter em conta a nova classificação, cujas categorias
descritivas analisam o desempenho da criança comparativamente à média da população.

CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE INTELIGÊNCIA

QI CATEGORIA DESCRITIVA

130 ou mais Muito Superior


120 – 129 Superior
110 – 119 Médio Superior
90 – 109 Médio
80 – 89 Médio Inferior
70 – 79 Inferior
69 ou menos Muito Inferior

Deste modo, sugere-se a seguinte sequência para a interpretação dos resultados obtidos
na administração do teste:

1) cálculo dos QIs com os respectivos intervalos de confiança e análise da


discrepâncias significativas e das consequentes implicações;
2) identificação da dispersão dos subtestes e interpretação das capacidades que se
apresentam discrepantes da média.

Segundo Kaufman e Lichtenberger (2000), a análise do perfil da WPPSI-R pode ser


realizada através de uma abordagem sequencial, que se inicia através da análise da maioria dos
resultados globais, finalizando-se com a referencia da força ou fraqueza do perfil.

121
7.1. Análise dos QIs

PASSO 1. A análise do perfil da criança deverá-se iniciar com a


interpretação do QI Escala Completa, no que se refere ao seu
intervalo de confiança, percentil e a respectiva categoria descritiva.

No entanto, apesar do processo interpretativo se iniciar com este QI, grande parte das
vezes as competências da criança não são representadas por um único número.
Os três QIs são considerados como medidas integradas do funcionamento intelectual,
sendo que as possíveis dispersões prejudiquem o seu conteúdo global.
Mais especificamente, o QI Escala Completa é considerado como a melhor medida da
capacidade cognitiva, no entanto, a existência de diferenças significativas entre os QI
Verbal/Realização e dispersões entre os resultados dos subtestes, ou ainda, a presença de
variáveis como fadiga, ansiedade, desmotivação ou privação cultural, diminuem a importância
do QI Escala Completa, como índice do nível de inteligência geral da criança.

PASSO 2. Assim, para que se possa inferir acerca da


interpretação ou não do QI Escala Completa, deve-se analisar a
diferença entre QIs, QI Verbal – QI Realização

0 – 10 pontos - não significativa


11 - 14 pontos - (p< 0.05), ou seja, 95% de significância;
15 ou + pontos - (p< 0.01), ou seja, 99% de significância;

Se a diferença entre QIs não for significativa, então as capacidades verbais e não
verbais da criança estão desenvolvidas par a par, devendo-se interpretar o QI Escala
Completa.
Perante uma diferença significativa, o QI Escala Completa não deve ser interpretado,
analisando-se o significado desta diferença, se o QI Verbal e o QI Realização representarem
medidas unitárias.

122
PASSO 3. Determinar se a discrepância observada em QIV –
QIR demasiada elevada

Para a discrepância observada em QIV – QIR ser considerada demasiada elevada, ela
deve ter como resultado mínimo de 20 pontos.
Se for observada uma discrepância demasiado elevada entre as capacidades verbais e
não verbais do sujeito, esta deve ser interpretada, independentemente das conclusões obtidas
nos passos anteriores.

PASSO 4. Para que se possa inferir acerca da interpretação ou não da


diferença entre QIs, deve-se analisar a amplitude destes
constructos, de forma a avaliar se estes constituem medidas
unitárias

Este passo é constituído por 2 questões, cujo objectivo é determinar se cada um dos
QIs mede um constructo unitário, isto é, se existir uma variação demasiado elevada entre os
resultados dos subtestes que constituem as escalas, então os QIs não podem ser considerados
como constructos significativos.

1) Cálculo da amplitude do QI Verbal = Encontra-se subtraindo os resultados ponderados


maior pelo menor dos subtestes.
Amplitude significativa: EV ≥ 7 pontos

2) Cálculo da amplitude do QI Realização = Encontra-se subtraindo os resultados ponderados


maior pelo menor dos subtestes.
Amplitude significativa: ER ≥ 8 pontos

No caso de qualquer uma destas questões apresentar um resultado significativo a


diferença QIV-QIR provavelmente não deve ser analisada, pois, por exemplo, a dispersão
entre subtestes verbais indica que a inteligência dita verbal não foi responsável pelos
resultados nos subtestes, mas que outras variáveis mais importantes influenciaram. Deste
modo, este QI representaria uma visão grosseira das capacidades do sujeito.

123
Se todas as questões deste passo não apresentarem resultados significativos, ou seja,
não se observam discrepâncias significativas nos QIs, então os QIs Verbal e Realização
constituem constructos unitários significativos e, portanto, deve-se interpretar o resultado QI
Verbal – QI Realização. Esta discrepância representa a diferença entre as capacidades
verbais e não verbais do sujeito.
As diferenças entre QIs relacionam-se com as capacidades intelectuais cristalizadas (as
que se adquiriram através de treino, educação e aculturação, presentes na prova Verbal) e as
capacidades que envolvem uma certa fluidez que permita a adaptação a estímulos menos
familiares (presentes na prova de Realização).
No que diz respeito ao QI Verbal, este vai avaliar a compreensão verbal,
proporcionando informação sobre o processamento da linguagem, o raciocínio, a atenção, a
aprendizagem verbal e também sobre a memória. Assim, avalia-se inteligência auditiva e oral,
analisando-se a facilidade de expressão verbal e a percepção de diferenças subtis perante
conceitos verbais.
Por sua vez, o QI Realização é uma medida de organização perceptual, através da qual
se avalia o processamento visual, a capacidade de planeamento, a aprendizagem não verbal e a
capacidade para pensar em estímulos visuais com rapidez e velocidade.
Quando o QI Verbal é superior ao QI de Realização, os resultados podem sugerir a
presença de um atraso psicomotor que se reflecte na execução das provas com tempo limitado,
como é o caso dos subtestes de realização, o que sugere um quadro depressivo. Deste modo, o
sujeito encontra-se mais virado para a introspecção do que para a acção, não estando motivado
para dispor da energia necessária à realização das tarefas. Igualmente, está presente facilidade
oral e auditiva, bem como capacidade para expressar ideias através das palavras.
Por outro lado, quando o QI Verbal é inferior ao QI de Realização, os resultados
podem sugerir uma sobreposição das capacidades intelectuais fluídas às capacidades
cristalizadas, pelo que o sujeito revela motivação pelas tarefas apresentadas. Sempre que este
QI é elevado, o sujeito apresenta facilidade visuomotora.
Deve-se ter em atenção os factores relacionais e emocionais perturbados, que poderão
estar na base do comprometimento do desenvolvimento intelectual e cognitivo, facto que
poderá revelar-se nos casos com grandes discrepâncias entre QIs.
No entanto, uma grande diferença entre QIs, que exceda 20 pontos, é frequentemente
associada a lesões cerebrais. No entanto, caso esta exceda os 15 pontos, pode ser predictora de

124
disfunções neurológicas, as quais devem ser suportadas por exames específicos que validem as
suspeitas.
Diferenças de valores entre QIs superiores a 15 pontos podem, também, estar na base
de incapacidades visuais, que prejudicam o resultado de Realização, ou auditivas, que
influenciam o desempenho Verbal.

7.2. Análise de dispersão dos subtestes

A chave para correctamente caracterizar as áreas fortes e fracas de funcionamento de


uma criança é examinar o seu desempenho através de diversos subtestes; nunca interpretar os
resultados individuais de cada subteste de forma isolada.
A partilha ou sobreposição das capacidades no desempenho observado através dos
diversos subtestes é crucial para a criação de uma compreensão significativa das capacidades
cognitivas da criança. Embora seja importante as competências únicas de cada subteste, é,
igualmente, importante examinar as capacidades avaliadas pela maioria dos subtestes de forma
a obter-se a informação adequada num todo.
Através de cada subteste podemos obter informação empírica, cognitiva e clínica.

Medida de inteligência geral (g)


Dentro dos subtestes da WPPSI-R, existem alguns que nos possibilitam uma maior
compreensão da inteligência geral da criança – Factor geral (g) -, ao passo que outros apenas
nos conduzem para competências únicas.

Medidas boas de g Medidas razoáveis de g Medidas pobres de g


Vocabulário Compreensão Frases Memorizadas
Informação Composição de Objectos Tabuleiro dos Animais
Semelhanças Completamento de Gravuras Labirintos
Aritmética Figuras Geométricas
Quadrados

125
Independentemente da medida, um subteste nunca deve ser interpretado como a
representação universal do nível da capacidade cognitiva da criança.

Especificidade dos subtestes


Ampla Adequada Inadequada
Frases Memorizadas Figuras Geométricas Composição de Objectos
Tabuleiro dos Animais Aritmética Labirintos
Completamento de Gravuras Compreensão
Quadrados Informação
Vocabulário
Semelhanças

Competências partilhadas com outros subtestes


Estas competências avaliadas pelos diversos subtestes são hipotetizadas de acordo com
a estrutura organizada do Modelo de Processamento de Informação (Silver, 1993).
A medida das capacidades de cada subteste é categorizada num destes 3 grupos:
a) Input, que involve as capacidades relacionadas com o tipo de informação que tem que ser
tratada (estímulo visual ou auditivo);
b) Integração/Memorização, que involve as capacidades que estão relacionadas com os
componentes do processamento e da memória;
c) Output, que representa a forma como a criança expressa a sua resposta (coordenação motora
ou expressão verbal).

126
Modelo de Processamento de Informação (Silver, 1993)

Input
como a informação derivada dos
sentidos entra no cérebro

Integração
interpretação e processamento da
informação

Memorização
arquivo da informação para posterior
recuperação

Output
expressão da informação através da
linguagem ou actividade motora

A organização em duas categorias (verbal e realização) é comum a todas as escalas de


Wechsler. No entanto, têm sido propostos outros modelos organizativos para a interpretação,
que derivam da reorganização teórica das escalas. Guilford (1967), Horn (1989), Horn e
Cattell (1966, 1967) e Bannatyne (1974) são os autores cujos modelos serão referidos.

127
Modelo de Horn
Inteligência Inteligência Aquisição e Amplitude de Amplitude de
Fluída Cristalizada Recuperação a Visualização Velocidade
(Gf) (Gc) Curto-Prazo (Gv) (Gs)
(SAR)
Quadrados Informação Aritmética Completamento Tabuleiro dos
de Gravuras Animais
Composição de Semelhanças Frases Figuras Composição de
Objectos Memorizadas Geométricas Objectos
Semelhanças Vocabulário Tabuleiro dos Composição de
Aritmética Compreensão Animais Objectos

Operações e Conteúdos de Guilford


Operações Descrição
(Processos Intelectuais)
Cognição (C) Atenção, reconhecimento e compreensão do estímulo
Memória (M) Retenção da informação na mesma forma que foi armazenada
Avaliação (E) Julgamentos realizados acerca da informação nos termos do
conhecimento normativo
Produção Convergente (N) Resposta ao estímulo de forma única ou adequada
Produção Divergente (D) Resposta ao estímulo na qual a ênfase é colocada sobre a
variedade ou qualidade da resposta (associada à criatividade)

Conteúdos Descrição
(Natureza do Estímulo)
Figurativa (F) Forma ou objectos concretos
Simbólica (S) Números, letras simples ou outro código simbólico
Semântica (M) Palavras e ideias que significam algo
Comportamental (B) Principalmente não verbal, envolvendo interacções humanas com
stress nas atitudes, necessidades, pensamento, entre outras

128
Classificação dos Subtestes da WPPSI-R de acordo com o Modelo de Guilford
Produção
Subtestes Cognição Memória Avaliação Convergente

Informação Semântica
Semelhanças Semântica
Vocabulário Semântica
Compreensão Semântica
Completamento Gravuras Figurativa Figurativa
Figuras Geométricas Figurativa Figurativa Figurativa
Quadrados Figurativa Figurativa
Composição Objectos Figurativa Figurativa
Aritmética Semântica Simbólica
Frases Memorizadas Semântica
Tabuleiro dos Animais Figurativa Figurativa
Labirintos Figurativa Figurativa

Classificação dos Subtestes da WPPSI-R de acordo com o Modelo de Bannatyne


Conceptualização Conhecimento
Verbal Espacial Sequencial Adquirido

Semelhanças Completamento Gravuras Aritmética Informação


Vocabulário Quadrados Frases Memorizadas Aritmética
Compreensão Composição Objectos Tabuleiro dos Animais Vocabulário
Figuras Geométricas
Labirintos

Considerações Clínicas
Para a compreensão adicional dos aspectos psicométricos dos subtestes e
competências, deve-se ter em conta diversos factores clínicos que, obtidos através da
experiência clínica e literatura, devem ser considerados como hipóteses.

PASSO 5. Interpretação da Força ou Fraqueza dos Subtestes

É ao nível dos subtestes que se desenvolve uma compreensão da unicidade da criança.


Para tal, é necessário situar cada subteste relativamente à sua prestação média. Existem
duas possíveis formas de obtenção da média dos resultados dos subtestes:

129
a) cálculo da média de todos os subtestes administrados, se a discrepância observada em
QIV – QIR não for demasiada elevada (< 20 pontos);
b) ou cálculo separado da média dos subtestes verbais e dos subtestes de realização, se a
discrepância observada em QIV – QIR for demasiada elevada ( 20 pontos).
A média a utilizar para comparação com os resultados dos subtestes deverá ser
arredondada para o número inteiro mais próximo.
Para a comparação do desempenho da criança com a sua média, Kaufman sugere como
desvios interpretáveis:
• ± 3 pontos para os subtestes Informação
Semelhanças
Aritmética
Vocabulário
Compreensão
Frases Memorizadas
Figuras Geométricas
Quadrados
Completamento de Gravuras
• ± 4 pontos para os subtestes Composição de Objectos
Labirintos
Tabuleiro dos Animais

Se a diferença entre um determinado subteste e a média obtida é considerada


estatisticamente significativa, então deve ser considerada como uma força (acima da média)
ou fraqueza relativa (abaixo da média).
Se não for observada diferenças estatisticamente significativas, então devem ser
consideradas como flutuações, não devendo ser interpretadas ao nível de força ou fraqueza.
No entanto, as performances da criança nestes subtestes podem ser utilizadas para suporte de
determinadas hipóteses, discutidas no passo 7.

PASSO 6. Hipóteses gerais acerca das flutuações dos subtestes


no perfil

130
Este passo requer um exame cuidadoso de toda a informação obtida no perfil da
WPPSI-R, assim como através do comportamento observado, anamnese e informação
recolhida noutras provas, de forma a suportar ou rejeitar hipóteses acerca das competências
cognitivas da criança.
De forma a criar hipóteses significativas, deve-se interpretar as competências
partilhadas por mais de dois subtestes, assim como as competências únicas de cada subteste de
acordo com a sua média.
Igualmente, é importante interpretar a prestação da criança relativamente à população,
tendo em conta que a média de cada subteste para a população é de 8 a 12, sendo 1 a 7 abaixo
da média e 13 a 19 acima da média.

Marnat (1999) sugere 3 passos para interpretar a variabilidade dos subtestes:


1. Determinar se as flutuações são significativas;
2. Desenvolver hipóteses relacionadas com o significado das flutuações de cada subteste;
3. Integrar estas hipóteses com informações relevantes referentes á criança.

Regras para aceitar ou rejeitar hipóteses


Número de subtestes com Regra para interpretar uma Regra para interpretar uma
competências partilhadas competência como competência como
Força Fraqueza

2 • Todos os subtestes devem • Todos os subtestes devem


estar acima da média estar abaixo da média
3 ou 4 • Pelo menos dois ou três • Pelo menos dois ou três
subtestes devem estar acima da subtestes devem estar abaixo
média e só um subteste deve da média e só um subteste deve
estar equivalente à média estar equivalente à média
5 ou mais • Pelo menos quatro subtestes • Pelo menos quatro subtestes
devem estar acima da média e devem estar abaixo da média e
só um subteste deve estar só um subteste deve estar
equivalente à média ou menor equivalente à média ou maior
que a média que a média

131
Análise subteste a subteste
Nota: As competências únicas de cada subteste encontram-se indicadas com (*)

INFORMAÇÃO
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos complexos verbais
Integração/Memorização:
Conhecimento adquirido (Bannatyne)
Inteligência cristalizada (Horn)
Conhecimento cultural armazenado
Procura de informação
Memória a longo prazo
Memória (primaria), ao nível dos estímulos semânticos (Guilford)
* Nível de conhecimento geral factual
Output:
Resposta verbal simples

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Oportunidades culturais dentro da família
Interesses
Viveza e interesse perante o ambiente circundante
Riqueza do ambiente familiar
Aprendizagem escolar
Background linguístico
Curiosidade e recolha intelectual

Considerações clínicas:
• Maioria dos itens são, ao nível emocional, neutros e não ameaçadores
• Podem surgir racionalizações e desculpas como resposta (Ex. “Isso não é importante”)

132
• Respostas automáticas facilitam bons desempenhos – crianças com ansiedade crónica
podem sofrer erros nos primeiros itens e baixas pontuações, em geral
• Dificuldades na recuperação do conhecimento armazenado podem ser reveladas quando o
sucesso em itens difíceis é precedido por erros em itens fáceis
• Viveza e interesse perante o ambiente circundante, conjuntamente com aprendizagem
formal escolar, constituem a fonte da maioria do conhecimento factual necessário para o
sucesso nesta prova
• Detalhes necessários e respostas triviais podem sugerir obsessividade
• Ambição intelectual pode reflectir-se numa pontuação elevada, estando associada a
pontuação elevada no Vocabulário
• Abordagem perfeccionista pode estar evidente quando a criança prefere não responder a
uma resposta incompleta
• Respostas bizarras ou estranhas podem fornecer algumas indicações acerca do estado
mental da criança. Por exemplo, respostas como “existem 1000 dias numa semana”, podem
indicar necessidade de uma exploração mais aprofundada do seu funcionamento mental
• Problemas com os números podem levar a pontuações substancialmente baixas em
crianças novas ou crianças com baixo nível intelectual. Na prova, números ou conceitos
numéricos são medidos pelos itens 9, 12, 19 e 24

COMPREENSÃO
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos complexos verbais
Integração/Memorização:
Conhecimento dos estímulos semânticos (Guilford)
Senso comum (relações causa-efeito)
Inteligência cristalizada (Horn)
Conceptualização verbal (Bannatyne)
Conhecimento cultural armazenado
Desenvolvimento da linguagem
Raciocínio (verbal)

133
Juízo ou julgamento social (inteligência social)
* Demonstração de informação prática
* Avaliação e uso de experiências passadas
* Conhecimento dos comportamentos convencionais padronizados
Output:
Expressão verbal

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Oportunidades culturais dentro da família
Desenvolvimento de consciência ou juízo moral
Flexibilidade
Negativismo
Pensamento concreto

Considerações clínicas:
• É necessária uma atitude e orientação emocional equilibradas para o sucesso neste
subteste. Qualquer inadaptação pode levar a pontuações baixas
• Uma pontuação alta, apenas nesta prova, não é suficiente para se interpretar a existência de
um bom ajuste social. Têm que ser obtidas evidências que o corroborem através de
observações clínicas, informação do seu passado, ou inventários de comportamento adaptativo
• As respostas podem oferecer pistas sobre o funcionamento socio-adaptativo propriamente
dito e situações sociais, de uma criança perturbada; contudo deve-se ter precaução com a
generalização a partir de questões específicas para as situações no mundo real
• Os itens deste subteste não têm quaisquer implicações morais nem se encontram inseridos
no âmbito do julgamento social; antes, são objectivos e desprendidos de emoção (por
exemplo, para que serve os relógios; porque as casas têm janelas)
• Quando as respostas aparecem muito “sabidas”, estereotipadas, ou “coladas”, deve-se
testar os limites para determinar o nível de conhecimento real e a capacidade de raciocínio
• Assim como as respostas dos Subtestes Semelhanças e Vocabulário, também estas
respostas podem variar no grau de abstracção. A capacidade para pensar em termos abstractos

134
(sapatos é “para não ficarmos doentes”) é distinta de tipos de resposta mais concreta (sapatos
é “para não estragarmos os pés”)
• Alguns itens requerem mais inquérito se apenas uma resposta é dada e todas as questões
permitem inquérito para clarificação das respostas dadas. É necessário analisar o modo como
as crianças respondem às questões de esclarecimento. Tornam-se defensivas? São inflexíveis e
incapazes de se ir para além da sua resposta inicial? Pode ser obtida informação clinicamente
relevante através da observação da diferença entre alguém que espontaneamente é capaz de
produzir respostas muito concisas e alguém que necessita de constante estruturação e estímulo

Aritmética
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos complexos verbais
Viveza e interesse mental
Integração/Memorização:
Conhecimento dos estímulos semânticos (Guilford)
Aquisição e memória a curto prazo -SAR (Horn)
Conhecimento Adquirido (Bannatyne)
Raciocínio (Numérico)
Facilidade com os números
Inteligência Fluída (Horn)
Memória a longo prazo
Memória de estímulos simbólicos (Guilford)
Sequencial (Bannatyne)
Processamento sequencial
Velocidade do processamento mental
* Capacidade de computação
* Raciocínio Quantitativo
Output:
Expressão verbal

135
Influências que afectam a pontuação do subteste:
Atenção
Ansiedade
Concentração
Distracção
Aprendizagem escolar
Dificuldades Auditivas
Dificuldades de Aprendizagem
Trabalho sob pressão

Considerações clínicas:
• É útil inferir a causa do erro: pode ser computacional, raciocínio, atenção, compreensão do
sentido da questão. Por exemplo, na questão 23, a resposta “5” reflecte um erro
computacional, enquanto “24” reflecte um erro de raciocínio e “5,000” uma bizarria. Uma
resposta bizarra pode sugerir inatenção, falta de compreensão, ou uma perturbação do
pensamento. Uma resposta tão pouco usual nesta prova deve ser explorada posteriormente
• Para testar os limites retira-se o limite de tempo e fornece-se caneta e papel. Tal aplicação
ajuda, muitas vezes, na avaliação dos efeitos da ansiedade e concentração sobre o desempenho
no subteste
• Para crianças mais velhas, com défice mental, este subteste mede uma parte do seu
funcionamento adaptativo, em itens que envolvem dinheiro, contagens, e situações da vida
real
• Crianças com dificuldades em Matemática na escola podem ficar ansiosas quando lhes é
pedido para responder a questões de aritmética parecidas com as da escola. A sua resposta à
ansiedade e frustração pode ser clinicamente interessante: conseguem recompor-se?
respondem com hostilidade? rejeitam o teste?
• É importante considerar quando os indivíduos estão com capacidade para responder
correctamente às questões mas falham dentro do tempo limite. Os que tendem a ser reflexivos,
compulsivos, obsessivos ou neurológicamente afectados, podem exibir este padrão de resposta
• Procurar por sinais de tentativa de compensar a natureza auditiva ou requisitos de memória
da tarefa (ex. o dedo a escrever na mesa, pedir caneta e papel ou calculadora)

136
• O grau de sucesso varia com os itens, tendo em consideração o conhecimento requerido de
conceitos quantitativos

VOCABULÁRIO
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos simples verbais
Integração/Memorização:
Cognição dos estímulos semânticos (Guilford)
Conhecimento Adquirido (Bannatyne)
Inteligência Cristalizada (Horn)
Grau de pensamento abstracto
Procura de informação
Capacidade de aprendizagem
Memória a longo prazo
Conceptualização verbal (Bannatyne)
Formação de conceitos verbais
Desenvolvimento da linguagem
* Conhecimento (lexical) de palavras
Output:
Expressão verbal

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Oportunidades culturais dentro da família
Viveza e interesse intelectual
Interesses
Riqueza do ambiente
Aprendizagem escolar

137
Considerações clínicas:
• A repressão pode levar a um desempenho pobre, devido a uma tentativa de ausência da
consciência de significado das palavras consideradas como conflituosas. A repressão pode
também atrapalhar a aquisição de significados das novas palavras, como também evocação de
palavras específicas
• Como no subteste Informação, pontuações elevadas relativas a outros subtestes verbais
podem reflectir ambição intelectual ou elevadas expectativas na vida quotidiana
• O conteúdo presente nas respostas da criança permite uma análise relativamente ao medo,
culpa, preocupações, sentimentos, interesses, experiência, meio cultural, processos de
pensamento bizarro, perseveração e associações por fonemas. Estes temas de conteúdo podem
também ocorrer no discurso espontâneo durante a avaliação, assim como nas provas
Compreensão e Semelhanças
• A perseveração é por vezes evidenciada quando a criança inicia todas as respostas de igual
forma
• Deve-se distinguir as respostas formais e concretas, “coladas”, das que requerem vigor
intelectual e personalização obtidas através da experiência própria
• Porque a natureza das respostas deste subteste são de fim aberto, torna-se possível retirar
informação sobre a fluência verbal da criança, e não só sobre o conhecimento de palavras.
Algumas palavras são facilmente definidas por um sinónimo, mas algumas crianças podem dar
respostas verborreicas ou então redundâncias
• O nível de pensamento abstracto pode ser avaliado nos itens deste subteste. Algumas
respostas podem ser abstractas ou mais concretas

SEMELHANÇAS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos simples verbais
Integração/Memorização:
Cognição dos estímulos semânticos (Guilford)
Inteligência Cristalizada (Horn)
Grau de pensamento abstracto

138
Distinção dos detalhes essenciais/não essenciais
Inteligência Fluída (Horn)
Raciocínio (verbal)
Conceptualização verbal (Bannatyne)
Formação de conceitos verbais
Desenvolvimento da linguagem
* Pensamento lógico abstracto (categorial)
Output:
Expressão verbal

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Flexibilidade
Interesses
Negativismo
Pensamento concreto

Considerações clínicas:
• O grau de abstracção deve ser avaliado; as respostas podem ser abstractas (estar contente e
estar triste “são sentimentos”), concretas (gato e rato “tem patas”), ou funcionais (casaco e
blusão “servem para aquecer”)
• Pode ser retirada informação clinicamente rica da natureza da resposta verbal: hiper-
elaboração, respostas excessivamente generalizadas, respostas excessivamente inclusivas, ou
auto-referências. A hiper-elaboração pode sugerir obsessividade. Respostas excessivamente
inclusivas podem sugerir distorção no pensamento. Auto-referências são pouco frequentes
durante este subteste e podem indicar preocupações pessoais
• Uma criança obsessiva pode providenciar respostas que variam na qualidade, podendo ser
pontuadas com 2, 1 e mesmo 0 pontos
• O padrão de resposta deve ser examinado. A criança que obtêm uma pontuação média por
acumulação de diversas respostas com 1 ponto difere substancialmente em potencial da
criança que obtêm a mesma pontuação média com respostas de 2 e 0 pontos. A criança que

139
mistura pontuações de 2 e 0, provavelmente possui maior capacidade para excelentes
desempenhos
• Pode-se observar criatividade através da tentativa de estabelecer relações entre dois
conceitos. Por vezes, a imagem visual pode ser utilizada. A criatividade não implica,
necessariamente, uma resposta errada (como na Compreensão)
• Respostas correctas nos itens mais fáceis podem simplesmente reflectir aprendizagem
formal, associações do dia-a-dia, do que verdadeiro pensamento abstracto
• É possível observar o beneficio de feedback nas crianças que falham o primeiro item a ser
administrado. O examinador fornece um exemplo de resposta correcta nesta situação. As
crianças que captam facilmente estas dicas, demonstram flexibilidade e adaptabilidade. Por
outro lado, a rigidez de pensamento é evidenciada se a criança continua a insistir de que certos
pares “não são parecidos”
• A aprendizagem formal é menos enfatizada do que a resolução de novos problemas
(Horn). A tarefa da criança é relacionar conceitos verbais, mas os conceitos individuais
tendem a ser simples e bem conhecidos (colher-garfo)

FRASES MEMORIZADAS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos complexos
Canal auditivo-vocal
Codificação da informação para processamento
Compreensão de palavras
Integração/Memorização:
Memória de estímulos semânticos (Guilford)
Conceptualização verbal
Desenvolvimento da linguagem
Conteúdos semânticos
Sequencial (Bannatyne)
Processamento sequencial
Aquisição e evocação a curto prazo (Horn)

140
Memória a curto prazo (auditiva)
Conhecimento verbal
* Rota imediata de evocação de estímulos significativos
Output:
Resposta vocal simples

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Ansiedade
Perturbação de défice de atenção e hiperactividade
Atenção
Concentração
Distracção
Dificuldades de aprendizagem
Dificuldades auditivas

Considerações clínicas:
• É importante a qualidade das respostas da criança
• Deve-se ter em atenção se são adicionadas novas palavras e se existe um padrão nesta
adição. Algumas crianças tendem a ser perseverantes e adicionar as mesmas palavras em
diversas frases (ex., adicionar a palavra “mãe)
• Analisar onde os erros são dados. Omissão de palavras no início das frases, versus meio ou
fim
• Tomar em atenção se as frases são completamente omitidas (“não sei”) ou que parte da
frase é omitida. A omissão de uma frase inteira pode indicar um défice severo de atenção ou
memória
• Impulsividade pode ser evidente se a criança for incapaz de esperar que o examinador leia
a frase até ao fim antes de a repetir
• Na repetição de algumas frases pode ser observado a existência de pensamentos paralelos.
Por exemplo, uma criança pode responder “Eu tenho um lenço azul” enquanto que a frase para
repetir é “A Ana tem um lenço verde”. Isto pode indicar que a criança distraiu-se ou perdeu a
noção do que a tarefa consiste, ou pode estar a testar os limites do examinador

141
COMPOSIÇÃO DE OBJECTOS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Direcções verbais simples
Percepção visual de estímulos significativos
Rota visuo-motora
Integração/Memorização:
Cognição e avaliação dos estímulos figurativos (Guilford)
Inteligência Fluída (Horn)
Capacidade de planeamento
Raciocínio (não verbal)
Espacial (Bannatyne)
Processamento simultâneo
Velocidade de processamento mental
Síntese (relação parte-todo)
Aprendizagem tentativa-erro
Processamento visual (Horn)
* Benefício do feedback sensorio-motor
* Antecipação das relações entre as partes
Output:
Amplitude Velocidade (Horn)
Coordenação visuo-motora

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Competência para responder perante a incerteza
Estilo cognitivo (restrito ou não)
Experiência com puzzles
Trabalho sob pressão
Flexibilidade
Persistência

142
Problemas visuo-perceptivos

Considerações clínicas:
• Devido ao ganho de pontos de bonificação para um desempenho rápido, pensamento
reflexivo ou obsessivo no que se refere aos detalhes pode baixar significativamente os
resultados. Nesta prova, os pontos de bonificação têm um grande impacto nos grupos de maior
faixa etária. Um desempenho perfeito sem ganho de pontos de bonificação implica um
resultado padronizado de 7 para os 6¼ anos, um resultado padronizado de 8 para os 5½ anos, e
um resultado padronizado de 9 para os 5 anos
• A forma como as crianças manipulam as peças dos puzzles constitui uma fonte importante
de informação. Pode-se observar as estratégias de resolução de problemas: tentativa-erro
versus análise sistemática e perspicaz, impulsividade versus estilo introversivo, e descuido
versus cautela. Pode também ser evidente a presença de rigidez e perseveração (diversas
tentativas de colocar a mesma peça de puzzle no mesmo local errado). Coordenação motora,
concentração, persistência, e velocidade de processamento podem ser inferidas através do
comportamento e desempenho observados nesta prova
• Também é importante se a criança durante o processo de resolução do problema consegue
identificar, nos últimos três itens, o que está a construir. Algumas crianças conseguem
identificar imediatamente após a amostra do objecto em posição de construção; outras não
conseguem ter a certeza até a figura estar construída
• Podem ser observados problemas visuo-perceptivos se a criança não conseguir identificar
o que está a construir. Igualmente, podem estar presentes problemas de input se o objecto for
construído de forma invertida ou em ângulo
• Problemas de integração são demonstrados quando grupos separados de peças são
construídos mas a criança não consegue obter o “todo”. Por vezes, as crianças insistem que
falta uma peça do puzzle quando não conseguem integrar completamente as peças dadas
• Problemas de coordenação ou de output são evidentes quando a criança consegue alinhar
correctamente as peças do puzzle mas demasiado afastadas ou inadvertidamente alinha
erradamente uma ou duas peças

143
• Pode-se revelar impulsividade, insegurança, ou escasso desenvolvimento moral, ou “testar
os limites” do examinador nas crianças que tentam espreitar pelo cartão enquanto o
examinador coloca as peças do puzzle
• A abordagem concreta de indivíduos com lesões cerebrais pode não afectar o desempenho
nesta prova (devido à construção de imagens com significado), apesar desta abordagem poder
afectar o desempenho nos Quadrados. No entanto, sujeitos com lesão no córtex posterior
direito podem ter dificuldades devido ao conceito visuo-espacial desta tarefa

QUADRADOS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Percepção auditiva de estímulos verbais complexos
Rota visuo-motora
Percepção visual de estímulos abstractos
Integração/Memorização:
Cognição e avaliação dos estímulos figurativos (Guilford)
Inteligência Fluída (Horn)
Funcionamento integrado cerebral (analise e síntese)
Planeamento
Reprodução de modelos
Espacial (Bannatyne)
Processamento simultâneo
Velocidade de processamento mental
Visualização espacial
Síntese (relação parte-todo)
Aprendizagem tentativa-erro
Processamento visual (Horn)
* Análise do todo a partir de partes componentes
* Formação de conceitos não-verbais
Output:
Coordenação visuo-motora

144
Influências que afectam a pontuação do subteste:
Estilo cognitivo (restrito ou não)
Trabalho sob pressão
Flexibilidade
Problemas visuo-perceptivos

Considerações clínicas:
• Os resultados pode ser significativamente baixos devido a um estilo introversivo ou
obsessivo no que se refere aos detalhes. Os pontos de bonificação podem ser ganhos através de
um desempenho perfeito rápido (total de 27 pontos de bonificação). Por média, um
desempenho perfeito sem pontos de bonificação é equivalente a um resultado padronizado de
11
• Problemas visuo-espaciais são vulgarmente aparentes nesta prova. Se ocorrer um resultado
baixo, o input do material visual pode estar relacionado com uma percepção inexacta do que
devido à capacidade de resolução de problemas ou output motor. Deste modo, testar os limites
pode ajudar a determinar a existência ou não de problemas perceptivos ou outros problemas
• Os resultados devem ser interpretados de acordo com a estratégia de resolução de
problemas utilizada. Algumas crianças utilizam uma abordagem de tentativa-erro, outras uma
abordagem sistemática e de planeamento. Factores como a rigidez, perseveração, velocidade
de processamento mental, descuido, auto-conceito, cautela, e capacidade para beneficiar de
feedback têm um impacto no desempenho da criança
• Algumas crianças podem ter escassa motivação, levando a que desistam facilmente; outras
vão aprendendo à medida que a prova se processa, e por vezes têm êxito após fracassos que
levam ao fim da prova. Nestas situações, testar os limites através da administração dos itens
posteriores pode ter um elevado valor clínico (não conta para o resultado total)
• A existência de lesão cerebral (especialmente hemisfério direito) tem um acentuado
impacto no desempenho obtido neste subteste. Lesões na região posterior do hemisfério
direito, especialmente lobo parietal, pode afectar fortemente o desempenho da criança

145
COMPLETAMENTO DE GRAVURAS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Direcções verbais simples
Percepção visual de estímulos significativos
Rota visuo-motora
Integração/Memorização:
Cognição e avaliação dos estímulos figurativos (Guilford)
Capacidade para distinguir detalhes essenciais de não essenciais
Inteligência Visual (Horn)
Processamento simultâneo
Espacial (Bannatyne)
Processamento holístico
Organização visual sem actividade motora essencial
* Reconhecimento e identificação visuais (memória visual de longo prazo) sem
actividade motora essencial
Output:
Resposta motora ou vocal simples

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Estilo cognitivo (restrito ou não)
Competência para responder perante a incerteza
Viveza e interesse perante o ambiente circundante
Trabalho sob pressão
Concentração
Negativismo

Considerações clínicas:
• Apesar de ter o tempo limitado, 30 segundos são o suficiente para uma criança, que não
tem qualquer deficiência mental nem lesão neurológica. A existência de impulsividade é
indicada perante respostas extremamente rápidas e incorrectas. Incapacidade em responder

146
dentro do tempo limite constitui um dado potencial de diagnóstico, tendo em conta que uma
criança introversiva normalmente responde dentro do limite
• Respostas verbais são mais comuns do que respostas não verbais, devido à própria
instrução. Apesar das respostas não verbais serem consideradas correctas, a sua frequência
deve ser avaliada e pode indicar problemas ao nível da procura lexical. Respostas verbais
imprecisas ou vagas também podem indicar problemas ao nível da procura lexical
• Negatividade ou hostilidade podem ser observadas através da presença de respostas
persistentes do tipo “não falta nada”
• Pensamento obsessivo ou problemas de concentração podem ser evidentes em respostas
que se focam em detalhes triviais da figura. Igualmente, podem também ser observadas
respostas confabulatórias ou respostas indicando que falta algo que não está lá. Dar respostas
triviais ou confabulatórias diversas vezes é um dado importante para um diagnóstico, tendo em
conta que o examinador deve instruir a criança para o que deve faltar, após a primeira resposta
trivial ou confabulatória
• É uma prova com alguma elasticidade no que se refere à presença de lesão cerebral

TABULEIRO DOS ANIMAIS


Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Direcções verbais complexas
Codificação de informação para processamento
Percepção visual de estímulos significativos completos
Canal visuo-motora
Integração/Memorização:
Produção convergente (Guilford)
Avaliação figurativa (Guilford)
Capacidade de aprendizagem
Memória de estímulos figurativos
Capacidade de planeamento
Sequencial (Bannatyne)
Processamento sequencial

147
Aquisição e evocação a curto prazo (Horn)
Memória a curto prazo (visual)
Seguimento de um padrão visual
* Rota de evocação imediata
* Velocidade de processamento – Gs (Horn)
Output:
Coordenação visuo-motora

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Distracção
Trabalho sob pressão
Concentração
Persistência
Problemas visuo-perceptivos
Ansiedade
Perturbação de défice de atenção e hiperactividade
Atenção
Dificuldades de aprendizagem

Considerações clínicas:
• Reparar como a criança manipula as peças coloridas. O nível da pinça e destreza manual
pode ter um impacto no desempenho da criança
• A velocidade de resposta é recompensada neste subteste (um desempenho total obtido em
9 segundos obtém um resultado de 70 pontos, mas um desempenho total obtido em 5 minutos
obtém somente um resultado de 12 pontos)
• Mudanças na curva de resposta durante o tempo de excussão pode estar relacionado com
motivação, distracção, fadiga, aborrecimento, e outros factores. Deste modo, é aconselhável
anotar o número de peças colocadas em cada intervalo de 30 segundos
• Um défice visual ou motor deve ser excluído como causa de baixo resultado
• Deve-se observar atentamente o comportamento da criança pois a informação obtida é de
extrema importância para a interpretação: coordenação (manipulação das peças);

148
atenção/concentração; distractibilidade; nível de motivação; problemas visuo-perceptivos;
perseveração (colocação da mesma peça colorida numa linha inteira); ou ansiedade
• Algumas crianças necessitam de procurar cada animal na chave, aparentemente ignorando
que a sua ordem não é alterada. Este comportamento pode indicar a existência de problemas
de sequenciação
• Défices na memória visual a curto prazo podem ser manifestados nas crianças que
necessitam de recorrer à chave antes de decidir qual peça vai para cada animal (ou são
crianças inseguras). Aquelas que conseguem memorizar diversos pares de animal-cor
provavelmente têm boa memória visual (se não tiverem cometido erros na resposta)
O teste de limites pode ser utilizado para determinar as causas de um determinado resultado;
se é devido à capacidade de memória ou velocidade psicomotora. Após ter sido aplicado o
subteste, remover todas as peças e pedir à criança para preencher a primeira linha por
memória. Depois, para ver com que velocidade a criança é capaz de preencher o tabuleiro,
pedir à criança que preencha todo o tabuleiro o mais depressa que conseguir, sem ter em
atenção às cores das peças (reparar o tempo que demora a preencher o tabuleiro até onde ficou
durante a aplicação do subteste)

FIGURAS GEOMÉTRICAS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Direcções verbais simples
Percepção visual de estímulos abstractos
Rota visuo-motora
Integração/Memorização:
Cognição (Guilford) (itens 1-7)
Produção convergente (Guilford)
Cognição figurativa (Guilford) (itens 1-7)
Avaliação figurativa (Guilford) (itens 1-7)
Processamento holístico
Capacidade de planeamento
Reprodução de modelos

149
Processamento Visual – Gv (Horn)
Processamento simultâneo
Espacial (Bannatyne)
Visualização espacial
Síntese
* Reprodução de figuras geométricas abstractas
Output:
Destreza manipulativa
Coordenação visuo-motora (itens 8-16)
Organização visual (itens 1-7)

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Estilo cognitivo (dependente / independente)
Dificuldades de aprendizagem
Negativismo
Flexibilidade
Motivação
Obsessivismo no que se refere a detalhes e precisão
Persistência
Problemas visuo-perceptivos

Considerações clínicas:
• Os primeiros sete itens requerem reconhecimento e discriminação visual, enquanto que os
últimos nove itens requerem coordenação visuo-motora. Observar qualquer diferença que se
destaque ao nível da ansiedade, atenção, ou outra mudança de comportamento entre estas duas
partes do subteste
• Impulsividade pode ser evidenciada nos itens de reconhecimento perceptivo se a criança
não examinar cuidadosamente todas as quatro opções de escolha. Na outra parte do subteste,
pode ser evidente impulsividade se a criança começar a desenhar sem examinar
cuidadosamente o modelo e de forma negligente cometer erros

150
• O nível de desenvolvimento da capacidade motora fina pode ser observado durante a
segunda parte do subteste. Observar se a criança aperta o lápis, se treme, a qualidade das
linhas desenhadas, e outros factores
• Deve-se prestar atenção se a criança tem dificuldades em certos tipos de figuras (aquelas
que requerem integração das formas; as que têm múltiplos ângulos; as com curvas; as que
podem ser aprendidas como o círculo ou quadrado; ou as que são mais recentes em termos de
aprendizagem como a figura hexagonal)
• Algumas crianças podem tentar utilizar mediação verbal (podem falar ao longo da tarefa).
Para algumas tal pode constituir uma estratégia auxiliar; para outras pode ser disruptiva

LABIRINTOS
Competências partilhadas com outros subtestes:
Input:
Direcções verbais complexas
Percepção visual de estímulos abstractos
Rota visuo-motora
Integração/Memorização:
Cognição figurativa (Guilford)
Avaliação figurativa (Guilford)
Processamento holístico
Capacidade de planeamento
Processamento Visual (Horn)
Processamento simultâneo
Espacial (Bannatyne)
Aprendizagem tentativa-erro
* Seguimento de um padrão visual
Output:
Coordenação visuo-motora

Influências que afectam a pontuação do subteste:


Estilo cognitivo (restrito ou não)

151
Distracção
Flexibilidade
Motivação
Trabalho sob pressão
Concentração
Persistência
Problemas visuo-perceptivos

Considerações clínicas:
• Observar a velocidade com que a criança aborda o labirinto. Crianças impulsivas
concretizam o labirinto muito depressa, sem gastar tempo no planeamento dos seus
movimentos
• Sinais de pobre coordenação visuo-motora podem ser aparentem na forma como a criança
segura e manipula o lápis. Observar a existência ou não de tremor e qualidade da pinça
• Observar se existe ou não avaliação por parte da criança dos seus erros, quando cometidos
• Pode-se testar os limites após a administração do subteste, através de questões acerca dos
seus erros, permitindo analisar a sua capacidade de planeamento
• Observar a capacidade de aprendizagem ao longo dos diversos labirintos, no que se refere
ao evitamento de becos sem saída ou outros erros; ou se cada labirinto é visto como algo novo
• Analisar o nível de persistência e a forma como lida com a frustração. Algumas crianças
podem desistir durante a excussão do labirinto, outras continuam a tentar, mesmo depois de
vários erros

152
TABELAS

153
154
Tabela 24 - Resultados brutos para o subteste Tabuleiro dos Animais
(com base no Tempo + Omissões)

Tempo (em
Erros + Omissões
Minutos:
Segundos) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

0:01 – 0:09 70 66 63 59 56 52 49 45 42 38 35
0:10 – 0:19 68 64 61 57 54 51 47 44 40 37 34
0:20 – 0:29 66 62 59 56 52 49 46 42 39 36 33
0:30 – 0:39 64 60 57 54 51 48 44 41 38 35 32
0:40 – 0:49 62 58 55 52 49 46 43 40 37 34 31
0:50 – 0:59 60 57 54 51 48 45 42 39 36 33 30

1:00 – 1:09 58 55 52 49 46 43 40 37 34 31 29
1:10 – 1:19 56 53 50 47 44 42 39 36 33 30 28
1:20 – 1:29 54 51 48 45 43 40 37 35 32 29 27
1:30 – 1:39 52 49 46 44 41 39 36 33 31 28 26
1:40 – 1:49 50 47 45 42 40 37 35 32 30 27 25
1:50 – 1:59 48 45 43 40 38 36 33 31 28 26 24

2:00 – 2:09 46 43 41 39 36 34 32 29 27 25 23
2:10 – 2:19 44 41 39 37 35 33 30 28 26 24 22
2:20 – 2:29 42 39 37 35 33 31 29 27 25 23 21
2:30 – 2:39 40 38 36 34 32 30 28 26 24 22 20
2:40 – 2:49 38 36 34 32 30 28 26 24 22 20 19
2:50 – 2:59 36 34 32 30 28 27 25 23 21 19 18

3:00 – 3:09 34 32 30 28 27 25 23 22 20 18 17
3:10 – 3:19 32 30 28 27 25 24 22 20 19 17 16
3:20 – 3:29 30 28 27 25 24 22 21 19 18 16 15
3:30 – 3:39 28 26 25 23 22 21 19 18 16 15 14
3:40 – 3:49 26 24 23 22 20 19 18 16 15 14 13
3:50 – 3:59 24 22 21 20 19 18 16 15 14 13 12

4:00 – 4:09 22 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11
4:10 – 4:19 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10
4:20 – 4:29 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 9
4:30 – 4:39 16 15 14 13 12 12 11 10 9 8 8
4:40 – 4:49 14 13 12 11 11 10 9 9 8 7 7
4:50 – 5:00 12 11 10 10 9 9 8 7 7 6 6
Tabela 24 - Resultados brutos para o subteste Tabuleiro dos Animais
(com base no Tempo + Omissões)
Continuação

Tempo (em
Erros + Omissões
Minutos:
Segundos) 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

0:01 – 0:09 31 28 24 21 17 14 10 7 3 0
0:10 – 0:19 30 27 23 20 17 13 10 6 3 0
0:20 – 0:29 29 26 23 19 16 13 9 6 3 0
0:30 – 0:39 28 25 22 19 16 12 9 6 3 0
0:40 – 0:49 27 24 21 18 15 12 9 6 3 0
0:50 – 0:59 27 24 21 18 15 12 9 6 3 0

1:00 – 1:09 26 23 20 17 14 11 8 5 2 0
1:10 – 1:19 25 22 19 16 14 11 8 5 2 0
1:20 – 1:29 24 21 18 16 13 10 8 5 2 0
1:30 – 1:39 23 20 18 15 13 10 7 5 2 0
1:40 – 1:49 22 20 17 15 12 10 7 5 2 0
1:50 – 1:59 21 19 16 14 12 9 7 4 2 0

2:00 – 2:09 20 18 16 13 11 9 6 4 2 0
2:10 – 2:19 19 17 15 13 11 8 6 4 2 0
2:20 – 2:29 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0
2:30 – 2:39 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0
2:40 – 2:49 17 15 13 11 9 7 5 3 1 0
2:50 – 2:59 16 14 12 10 9 7 5 3 1 0

3:00 – 3:09 15 13 11 10 8 6 5 3 1 0
3:10 – 3:19 14 12 11 9 8 6 4 3 1 0
3:20 – 3:29 13 12 10 9 7 6 4 3 1 0
3:30 – 3:39 12 11 9 8 7 5 4 2 1 0
3:40 – 3:49 11 10 9 7 6 5 3 2 1 0
3:50 – 3:59 10 9 8 7 6 4 3 2 1 0

4:00 – 4:09 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
4:10 – 4:19 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
4:20 – 4:29 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0
4:30 – 4:39 7 6 5 4 4 3 2 1 0 0
4:40 – 4:49 6 5 4 4 3 2 2 1 0 0
4:50 – 5:00 5 4 4 3 3 2 1 1 0 0

156
3 Anos
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 3 Anos

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 - - - - - - - - - - - - 1

2 Anos, 11 Meses, 16 Dias - 3 Anos, 2 Meses, 15 Dias


2 0 - - - - - - - - - - - 2
3 1 - - - - - - - 0 - - - 3
4 2 0 - - - 0 - - - 0 - - 4
5 3 1 0 0 0 1-2 - - 1 1 - - 5

6 4 2 1 - 1 3-4 0 - 2 2 0 0 6
7 5 3 2 1 2 5-6 1-2 0 - 3 1 1-2 7
8 6-7 4-5 3 2 3-4 7 3-4 - 3 4-5 - 3-5 8
9 8-9 6-7 4 3 5 8-9 5-6 1 4 6-7 2 6-7 9
10 10 8 5 4-5 6-7 10-13 7 2-3 5 8-9 3 8-9 10

11 11 9-10 6 6 8 14-16 8 4 6 10 4 10-11 11


12 12-13 11-12 - 7-8 9 17-20 9 5 - 11-12 - 12-13 12
13 14-15 13-14 7 9 10 21-25 10 6 7 13 5 14-15 13
14 16 15 8 10 11 26-31 11-12 7-8 8 14-15 6 16-17 14
15 17 16-17 9 11 12 32-35 13 9-10 - 16-17 - 18-19 15

16 18 18-19 10 12-13 13 36-37 14 11-12 9 18-19 7 20 16


17 19 20 11 14 14 38-40 15 13 10 20-21 8 21-22 17
18 20 21 12 15 15 41-43 16 14 11 22-23 9 23 18
19 21-32 22-65 13-42 16-26 16-28 44-70 17-27 15-30 12-23 24-45 10-28 24-36 19
3 Anos 1/4
Tabela 25- Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 3 Anos 1/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 - - - - - - - - - - - - 1
2 0 - - - - - - - - - - - 2

3 Anos, 2 Meses, 16 Dias - 3 Anos, 5 Meses, 15 Dias


3 1 - - - - - - - 0 0 - - 3
4 2 0 - - 0 0 - - - 1 - - 4
5 3 1-2 0-1 0 1 1-2 - - 1 2 - - 5

6 4-5 3 2 1 2 3-4 0-1 - 2 3 0 0-1 6


7 6 4 - 2 3 5-6 2-3 0 3 4-5 1 2-3 7
8 7 5-6 3 3 4 7-9 4-5 1 - 6-7 2 4-6 8
9 8-9 7-8 4 4-5 5-6 10-12 6 2-3 4 8 - 7-9 9
10 10-11 9-11 5 6-7 7 13-16 7 4 5 9-10 3 10-11 10

11 12-13 12-14 6 8 8 17-21 8-9 5-6 6 11-12 4 12-14 11


12 14 15-17 7-8 9 9-10 22-27 10-11 7-8 7 13-14 5-6 15-16 12
13 15-16 18-19 9 10 11 28-34 12 9-10 8 15-16 7 17 13
14 17 20-21 10 11 12-13 35-37 13 11-12 - 17-18 8-9 18-19 14
15 18-20 22-25 11 12-13 14 38-42 14 13-14 9 19 10-12 20-21 15

16 21-22 26-27 12-13 14 15 43-46 15 15-17 10 20-21 13-15 22-23 16


17 23 28 14 15 16 47-49 16 18-19 - 22-24 16-17 24 17
18 24 29-30 15 16 17 50-52 17 20 11 25-26 18-19 25-26 18
19 25-32 31-65 16-42 17-26 18-28 53-70 18-27 21-30 12-23 27-45 20-28 27-36 19

158
3 Anos 1/2
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 3 Anos 1/2

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0 - - - - - - - - - - - 1
2 1 - - - - - - - - - - - 2

3 Anos, 5 Meses, 16 Dias - 3 Anos, 8 Meses, 15 Dias


3 2 0 - - 0 - - - 0 0-1 - - 3
4 3 1 - 0 1 0-2 - - 1 2-4 - - 4
5 4 2-3 0-1 1 2 3-4 0 - 2 5 - 0 5

6 5 4 2 2 3 5-6 1-2 0 - 6 0 1-2 6


7 6-7 5-7 3 3-4 4 7-9 3 1 3 7 1 3-6 7
8 8 8-10 4 5-6 5-6 10-11 4-5 2-3 4 8 2 7-9 8
9 9-11 11-13 5-6 7 7 12-16 6-7 4-5 5-6 9-11 3-4 10-12 9
10 12-13 14-16 7 8-9 8-9 17-21 8-9 6-7 7 12-13 5 13-14 10

11 14 17-18 8 10 10 22-27 10 8-9 - 14 6 15 11


12 15-16 19-20 9 - 11 28-33 11-12 10-11 8 15-16 7-8 16-17 12
13 17 21-22 10 11 12 34-37 13 12-13 - 17 9 18 13
14 18-19 23-24 11-12 12 13-14 38-40 14 14-15 9 18-19 10-12 19-20 14
15 20-21 25-26 13 13-14 15 41-44 15 16-18 - 20 13-14 21-22 15

16 22-23 27-28 - 15 16 45-48 16 19-20 10 21-22 15-16 23-24 16


17 24 29 14 16 17 49-51 17 21 11 23-25 17 25 17
18 25 30 15-16 17 18 52-56 18 22 12 26-27 18-19 26-27 18
19 26-32 31-65 17-42 18-26 19-28 57-70 19-27 23-30 13-23 28-45 20-28 28-36 19

159
3 Anos 3/4
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 3 Anos 3/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0 - - - - - - - - - - - 1

3 Anos, 8 Meses, 16 Dias - 3 Anos, 11 Meses, 15 Dias


2 1-2 - - - 0 - - - 0 0 - - 2
3 3 0-1 - 0 - - - - - 1-2 - - 3
4 4 2 0 1 1-2 0-2 - - 1 3-4 - - 4
5 5 3-4 1-2 2 3 3-4 0-1 0 2 5 0 0-1 5

6 6-7 5-7 3 3 4 5-6 2-3 1 3 6 1 2-3 6


7 8 8-11 4 4-6 5-6 7-10 4-5 2 4 7-8 2 4-7 7
8 9-10 12-14 5 7 7 11-16 6-7 3-4 5 9-10 3 8-10 8
9 11-12 15-17 6-7 8 8 17-21 8-9 5-6 6 11-12 4 11-13 9
10 13-14 18-20 8 9 9-10 22-27 10 7-9 7 13-14 5-6 14-15 10

11 15-16 21-22 9-10 10 11 28-33 11-12 10-11 8 15-16 7-8 16 11


12 17-18 23-24 11-12 11 12-13 34-38 13 12-14 9 17 9-10 17-18 12
13 19-20 25-26 13 12 14 39-44 14 15-16 - 18-19 11-12 19-20 13
14 21-22 27-29 14-15 13 15-16 45 15 17-18 10 20-21 13-14 21-22 14
15 23 30-33 16-19 14-15 17 46-47 16-17 19-20 11 22-23 15-16 23-24 15

16 24 34-36 20-22 - 18 48-49 18-19 21-22 12 24-25 17 25-27 16


17 25-26 37-38 23-25 16 - 50-51 20 23-25 13 26-27 18-19 28-29 17
18 27 39-40 26-27 17 19 52-56 21 26-27 14 28 20 30-31 18
19 28-32 41-65 28-42 18-26 20-28 57-70 22-27 28-30 15-23 29-45 21-28 32-36 19

160
4 Anos
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 4 Anos

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0 - - - - - - - - - - - 1

3 Anos, 11 Meses, 16 Dias - 4 Anos, 2 Meses, 15 Dias


2 1-2 0-1 - 0 0 - - - 0-1 0 - - 2
3 3-4 2-3 0 1 1 - - - 2 1-2 0 - 3
4 5 4-7 1 2 2-3 0-2 0 0 3 3-4 - - 4
5 6-7 8-10 2-3 3-4 4-5 3-6 1-2 1 4 5 1 0-2 5

6 8 11-13 4 5 6 7-10 3-4 2-3 5 6-7 2 3-5 6


7 9-10 14-15 5-6 6-7 7 11-16 5-6 4 6 8-9 3 6-8 7
8 11-12 16-18 7 8 8-9 17-20 7-8 5-6 7 10-11 4 9-11 8
9 13-14 19-20 8-9 9 10 21-25 9-10 7-9 8 12-13 5-6 12-14 9
10 15-16 21-23 10-11 10 11-12 26-32 11-12 10-11 - 14-15 7-8 15-16 10

11 17-18 24-26 12 11 13 33-37 13 12-13 9 16-17 9 17 11


12 19 27-29 13-14 12 14 38-41 14 14-15 10 18-19 10-11 18-19 12
13 20-21 30-31 15-16 13 15-16 42-44 15 16-18 - 20 12-13 20-21 13
14 22-23 32-35 17-20 14 17 45-46 16-17 19-20 11 21-22 14 22 14
15 24 36-37 21-22 15 18 47-48 18-19 21-22 12 23-24 15-16 23-25 15

16 25-26 38 23-24 16 - 49-50 20 23-25 13 25-26 17-18 26-29 16


17 27 39-40 25-26 17 19 51-52 21 26-27 14 27 19 30-31 17
18 28 41 27 18 20 53-56 22 28 15 28 20 32 18
19 29-32 42-65 28-42 19-26 21-28 57-70 23-27 29-30 16-23 29-45 21-28 33-36 19

161
4 Anos 1/4
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 4 Anos 1/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-1 - - 0 - - - - 0 - - - 1
2 2-3 0-1 - 1 0 - - - 1 0-1 - - 2

4 Anos, 2 Meses, 16 Dias - 4 Anos, 5 Meses, 15 Dias


3 4 2-3 0 2 1 - 0 - 2 2 0 0-1 3
4 5-6 4-7 1-2 3 2-4 0-4 1-2 0 3 3-4 1 2-3 4
5 7 8-11 3-4 4-5 5-6 5-9 3-4 1-2 4 5-6 2 4-5 5

6 8-9 12-14 5 6 7 10-13 5-6 3-4 5 7-9 3 6-8 6


7 10-11 15-17 6 7-8 8-9 14-19 7-8 5-6 6 10-11 4 9-11 7
8 12-13 18-20 7-9 9 10 20-24 9-10 7-8 7 12-13 5 12-13 8
9 14-15 21-23 10 10 11 25-31 11 9-11 8 14 6-7 14-16 9
10 16-18 24-26 11-13 11 12 32-37 12 12-13 9 15-16 8-9 17 10

11 19-20 27-29 14-16 12 13-14 38-42 13-14 14-15 10 17-18 10-11 18-19 11
12 21-22 30-33 17-19 13 15-16 43-45 15 16-18 11 19-20 12-13 20-21 12
13 23 34-37 20-21 14 17 46-48 16 19-20 12 21-23 14-15 22 13
14 24-25 38-40 22-23 15 18-19 49-50 17-18 21-22 - 24-25 16-17 23-25 14
15 26 41-43 24-25 16-17 20-21 51-54 19 23-24 13 26-27 18-19 26-28 15

16 27 44-47 26-27 18 22 55-56 20 25 14 28 20-21 29 16


17 28-29 48-51 28-30 19-20 23 57 21 26-27 15 29-30 22-23 30-31 17
18 30 52-53 31-32 21 - 58-62 22 28 16 31 24 32 18
19 31-32 54-65 33-42 22-26 24-28 63-70 23-27 29-30 17-23 32-45 25-28 33-36 19

162
4 Anos 1/2
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 4 Anos 1/2

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-2 0-2 - 0-1 - - 0 - 0 0 - - 1


2 3-4 3-5 0 2 0 0-1 1-2 - 1 1 - 0-2 2

4 Anos, 5 Meses, 16 Dias - 4 Anos, 8 Meses, 15 Dias


3 5 6-8 1 3 1-2 2-3 3-4 0 2 2-3 0 3-4 3
4 6 9-11 2-3 4-5 3-4 4-9 5-6 1 3-4 4-5 1 5-7 4
5 7 12-14 4 6 5-6 10-13 7-8 2-3 5 6-8 2 8-10 5

6 8-9 15-17 5-6 7 7 14-16 9 4-5 6 9-11 3-4 11-12 6


7 10-12 18-20 7-9 8-9 8-9 17-23 10 6-8 7 12 5 13 7
8 13-15 21-23 10-11 10 10-11 24-29 11 9-11 8 13-14 6 14-16 8
9 16-17 24-26 12-14 11 12 30-36 12 12-13 9 15-16 7-8 17-18 9
10 18-20 27-29 15-17 12 13-14 37-41 13-14 14-15 10 17-18 9-11 19 10

11 21-22 30-33 18-19 13 15 42-45 15 16-17 11 19-20 12 20 11


12 23 34-37 20-21 14 16-17 46-48 16 18-20 12 21-23 13-14 21 12
13 24 38-40 22-23 15 18-19 49-50 17 21 13 24-25 15-17 22-25 13
14 25 41-44 24-25 16 20-21 51-52 18 22 - 26 18-19 26-27 14
15 26-27 45-48 26-27 17 22 53-56 19 23-24 14 27 20-22 28-29 15

16 28 49-51 28-31 18-19 23 57-60 20 25-26 15 28 23 30 16


17 29-30 52-53 32 20-21 24 61-62 21 27 16 29-30 - 31 17
18 31 54-55 33 22 25 63-67 22 28 17 31 24 32 18
19 32 56-65 34-42 23-26 26-28 68-70 23-27 29-30 18-23 32-45 25-28 33-36 19

163
4 Anos 3/4
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 4 Anos 3/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-2 0-5 - 0-1 - - 0-2 - 0 0-1 - 0-2 1

4 Anos, 8 Meses, 16 Dias - 4 Anos, 11 Meses, 15 Dias


2 3-4 6-8 0 2-3 0-1 0-4 3-4 - 1 2-3 - 3-4 2
3 5 9-10 1-2 4-5 2-3 5-7 5-6 0-1 2-3 4-5 0-1 5-6 3
4 6-7 11-13 3-4 6 4-5 8-12 7 2-3 4-5 6-8 2 7-8 4
5 8-9 14-17 5-6 7 6-7 13-16 8-9 4-6 6 9-11 3 9-11 5

6 10-11 18-20 7-8 8 8-9 17-25 10 7-8 7 12 4 12 6


7 12-14 21-24 9-10 9 10 26-31 11 9-11 8 13 5-6 13-14 7
8 15-17 25-27 11-13 10-11 11-12 32-37 12-13 12-14 9 14-15 7-8 15-16 8
9 18-19 28-30 14-17 12 13-14 38-41 14 15-16 10 16-17 9-10 17-18 9
10 20-21 31-34 18-19 13 15-16 42-44 15 17-18 11 18-19 11-12 19 10

11 22-23 35-38 20-21 14 17-18 45-47 16 19-20 12 20-22 13-14 20-21 11


12 24 39-42 22-23 15 19 48-50 17 21 13 23-24 15-16 22-23 12
13 25-26 43-46 24-25 16-17 20-21 51 18-19 22 14 25-26 17-18 24-25 13
14 27 47-49 26-27 18 22 52-53 20 23-24 15 27-28 19-20 26-27 14
15 28 50-51 28-29 19 - 54-56 21 25-26 16 29-30 21-22 28-29 15

16 29 52-53 30-31 20 23 57-60 22 27 17 31-32 23 30 16


17 30 54-56 32 21 24 61-62 23 28 18 33-34 - 31 17
18 31 57-58 33 22 25 63-67 24-25 29 19 35 24 32 18
19 32 59-65 34-42 23-26 26-28 68-70 26-27 30 20-23 36-45 25-28 33-36 19

164
5 Anos
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 5 Anos

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-2 0-7 0-1 0-2 0-2 0-7 0-4 0 0-2 0-3 - 0-2 1

4 Anos, 11 Meses, 16 Dias - 5 Anos, 2 Meses, 15 Dias


2 3-4 8-11 2-3 3-4 3-4 8-13 5-6 1-3 3-4 4-5 0-1 3-4 2
3 5-6 12-14 4-5 5 5-6 14-19 7-8 4-5 5 6-8 2 5-7 3
4 7-8 15-17 6-7 6-7 7 20-25 9 6-8 6 9-11 3 8-10 4
5 9-11 18-22 8-9 8 8-9 26-32 10-11 9-11 7 12 4-5 11-12 5

6 12-13 23-25 10 9 10 33-35 12 12-13 8 13 6 13-14 6


7 14-16 26-28 11-13 10-11 11-12 36-39 13 14-15 9 14-16 7 15 7
8 17-18 29-32 14-17 12 13-14 40-42 14 16-18 10 17-18 8-9 16-17 8
9 19-20 33-35 18-19 13 15-16 43-44 15-16 19 11 19 10-12 18 9
10 21-22 36-37 20-21 14-15 17-18 45-46 - 20 12-13 20-21 13-14 19-20 10

11 23 38-41 22 16 19 47-48 17 21 14 22-23 15-16 21-22 11


12 24-25 42-44 23-24 17 20 49-51 18 22 15 24-25 17-18 23 12
13 26-27 45-48 25-26 18 21 52 19 23 16 26-27 19 24-25 13
14 28 49-50 27-28 19 22 53-54 20 24-25 - 28-29 20-21 26-27 14
15 29 51-52 29 20 23 55-56 21-22 26 17 30-31 22 28-29 15

16 - 53-54 30-31 21 - 57-60 23 27 18 32-33 23 30 16


17 30 55-56 32 22 24 61-62 24 28 19 34 - 31 17
18 31 57-58 33 23 25 63-67 25 29 20 35 24 32 18
19 32 59-65 34-42 24-26 26-28 68-70 26-27 30 21-23 36-45 25-28 33-36 19

165
5 Anos 1/4
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 5 Anos 1/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-3 0-9 0-2 0-3 0-3 0-12 0-6 0-3 0-2 0-4 - 0-3 1
2 4-6 10-13 3-4 4-5 4-5 13-24 7-8 4-5 3-4 5-6 0-1 4-5 2

5 Anos, 2 Meses, 16 Dias - 5 Anos, 5 Meses, 15 Dias


3 7-9 14-16 5-6 6-7 6-7 25-28 9 6-7 5 7-8 2 6-7 3
4 10-12 17-20 7-8 8 8 29-32 10 8-10 6 9-11 3 8-10 4
5 13-14 21-24 9-10 9 9-10 33-35 11 11-12 7 12-13 4-5 11-12 5

6 15-16 25-27 11-13 10 11-12 36-37 12 13 8 14 6 13-14 6


7 17-18 28-30 14-16 11 13 38-40 13 14-15 9 15-16 7 15-16 7
8 19-20 31-33 17-18 12 14-15 41-43 14 16-18 10 17-18 8-10 17-18 8
9 21 34-37 19-20 13-14 16-17 44-46 15-16 19 11-12 19-20 11-12 19 9
10 22 38-41 21-22 15 18 47-48 17 20 13 21-22 13-14 20-21 10

11 23-24 42-44 23-24 16 19 49-50 18 21-22 14 23-24 15-16 22-23 11


12 25 45-48 25-26 17 20 51-52 19 23 15 25-27 17-18 24-25 12
13 26-27 49-51 27-29 18-19 21 53 20 24 16 28-29 19 26-27 13
14 28 52-53 30 20 22 54 21 25-26 17 30-31 20-21 28-29 14
15 29 54-55 31-32 21 23 55-56 22-23 27 18-19 32-33 22 30-31 15

16 - 56-57 33 22 - 57-60 24 28 20 34 23 32-33 16


17 30 58 34-35 23-24 24 61-63 25 29 21 35 24 34 17
18 31 59-61 36 25 25 64-67 26 - 22 36 25 35 18
19 32 62-65 37-42 26 26-28 68-70 27 30 23 37-45 26-28 36 19

166
5 Anos 1/2
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 5 Anos 1/2

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-6 0-11 0-3 0-4 0-4 0-19 0-6 0-3 0-2 0-5 0 0-4 1
2 7-9 12-14 4-6 5 5-6 20-25 7-9 4-5 3-4 6-8 1 5-6 2

5 Anos, 5 Meses, 16 Dias - 5 Anos, 8 Meses, 15 Dias


3 10-13 15-17 7-9 6-7 7-8 26-32 10 6-7 5 9-11 2 7-8 3
4 14-15 18-22 10-12 8 9-10 33-35 11 8-10 6 12 3 9-10 4
5 16 23-25 13-14 9 11-12 36-37 12 11-12 7-8 13 4-5 11-13 5

6 17 26-29 15 10 13 38-39 13 13 9 14-15 6 14-15 6


7 18-19 30-32 16-17 11 14-15 40-41 14 14-15 10 16-17 7-8 16-17 7
8 20 33-37 18-20 12-13 16 42-45 15 16-18 11 18-19 9-10 18-19 8
9 21-22 38-40 21-22 14-15 17-18 46-48 16 19 12-13 20-22 11-12 20-21 9
10 23-24 41-44 23-24 16 19 49-50 17-18 20-21 14 23-24 13-15 22 10

11 25 45-48 25-26 17 20 51 19 22-23 15 25 16 23-24 11


12 26 49-51 27-28 18 - 52 20 24 16 26-29 17-18 25-27 12
13 27 52-53 29-30 19 21 53-54 21 25 17 30-31 19 28 13
14 28 54-55 31 20 22 55 22 26-27 18 32-33 20-21 29-30 14
15 29 56 32-33 21-22 23 56 23 28 19 34 22 31-32 15

16 30 57-58 34-35 23 24 57-60 24 29 20 35 23 33 16


17 - 59-60 36 24 - 61-63 25 - 21 36 24 34 17
18 31 61-62 37 25 25 64-67 26 30 22 37 25 35 18
19 32 63-65 38-42 26 26-28 68-70 27 - 23 38-45 26-28 36 19

167
5 Anos 3/4
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 5 Anos 3/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-9 0-14 0-3 0-5 0-6 0-20 0-7 0-4 0-3 0-6 0 0-5 1

5 Anos, 8 Meses, 16 Dias - 5 Anos, 11 Meses, 15 Dias


2 10-12 15-17 4-6 6-7 7-8 21-26 8-9 5-6 4-5 7-9 1 6-7 2
3 13-14 18-22 7-9 8 9-10 27-32 10 7-8 6 10-11 2 8-9 3
4 15 23-25 10-12 9 11-12 33-36 11 9-11 7 12 3-4 10-11 4
5 16 26-28 13-14 10 13 37-39 12-13 12-13 8 13-14 5-6 12-14 5

6 17-18 29-31 15-16 11 14 40-41 14 14-15 9-10 15-16 7-8 15-16 6


7 19 32-35 17-18 12 15-16 42-43 15 16-17 11 17-18 9-10 17 7
8 20-21 36-39 19-21 13-14 17 44-47 16 18-19 12 19-21 11-12 18-19 8
9 22 40-43 22 15 18 48 17 20-21 13 22-23 13-14 20-21 9
10 23-24 44-47 23-24 16-17 19 49-51 18 22 14-15 24-25 15 22-23 10

11 25 48-50 25-26 18 20 52 19 23 16 26-27 16-17 24-25 11


12 26 51-53 27-28 19 21 53-54 20 24 17 28-30 18 26-27 12
13 27 54-55 29-30 20 22 55-56 21 25-26 18 31-32 19-20 28-29 13
14 28 56 31 21 - 57 22 27 19 33 21 30-31 14
15 29 57-58 32-33 22 23 58 23 28 20 34-35 22 32-33 15

16 30 59-60 34-35 23 24 59-60 24 29 21 36 23-24 34 16


17 31 61-62 36-37 24 25 61-63 25 - 22 37 25 35 17
18 - 63 38 25 26 64-68 26 30 - 38 26 36 18
19 32 64-65 39-42 26 27-28 69-70 27 - 23 39-45 27-28 - 19

168
6 Anos
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 6 Anos

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-9 0-15 0-3 0-5 0-8 0-23 0-7 0-5 0-4 0-6 0-1 0-6 1

5 Anos, 11 Meses, 16 Dias - 6 Anos, 2 Meses, 15 Dias


2 10-12 16-17 4-6 6-7 9-10 24-27 8-9 6-7 5 7-9 2-3 7-8 2
3 13-14 18-22 7-9 8 11-12 28-32 10 8-10 6 10-12 4-5 9-11 3
4 15 23-27 10-12 9-10 13 33-37 11-12 11-13 7-8 13-15 6-7 12-13 4
5 16-17 28-31 13-15 11 14 38-40 13 14-15 9 16 8 14-15 5

6 18 32-33 16 12 15 41-42 14 16 10 17 9-10 16 6


7 19-20 34-37 17-18 13-14 16 43-45 15 17-18 11-12 18-19 11-12 17-18 7
8 21 38-41 19-21 15 17-18 46-48 16 19-20 13 20-22 13-14 19-20 8
9 22-23 42-44 22 16-17 19 49-50 17-18 21 14-15 23 15 21-22 9
10 24-25 45-48 23-24 18 20 51-53 19 22-23 16 24-25 16-17 23-24 10

11 26 49-51 25-26 19 21 54 20 24 17 26-28 18 25-26 11


12 27 52-54 27-28 20 22 55-56 21 25 18 29-31 19 27-28 12
13 28 55-56 29-30 - - 57 22 26 19 32 20 29-30 13
14 29 57 31 21 23 58 23 27 20 33-34 21 31-32 14
15 30 58-60 32-33 22 24 59 24 28 21 35 22-23 33 15

16 - 61-62 34-35 23 25 60-61 25 29 22 36-37 24 34 16


17 31 63 36-37 24 26 62-64 26 - - 38 25 35 17
18 - 64 38 25 27 65-68 27 30 23 39-40 26 36 18
19 32 65 39-42 26 28 69-70 - - - 41-45 27-28 - 19

169
6 Anos 1/4
Tabela 25 - Conversão de resultados brutos em resultados padronizados - 6 Anos 1/4

Subtestes de Realização Subtestes Verbais

Resultados Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases Resultados
dos
Padronizados Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras Animais* mação são mética bulário lhanças Memorizadas* Padronizados

1 0-10 0-17 0-6 0-7 0-10 0-25 0-9 0-7 0-5 0-7 0-2 0-8 1
2 11-12 18-22 7-9 8 11-12 26-29 10 8-10 6 8-9 3-4 9-10 2

6 Anos, 2 Meses, 16 Dias - 6 Anos, 5 Meses, 15 Dias


3 13-14 23-27 10-12 9-10 13 30-33 11-12 11-13 7-8 10-12 5-6 11-12 3
4 15-16 28-31 13-15 11 14 34-39 13 14-15 9 13-15 7-8 13-14 4
5 17-18 32-33 16-17 12 15 40-44 14 16-17 10 16-17 9 15-16 5

6 19 34-36 18-19 13 16 45-46 15 18 11 18 10-11 17 6


7 20 37-39 20-21 14 17 47-49 16 19 12 19-20 12 18 7
8 21-22 40-42 22 15-16 18 50-51 17 20-21 13-14 21-23 13-14 19-20 8
9 23 43-46 23 17 19 52 18 22 15 24-25 15-16 21-22 9
10 24-25 47-50 24-25 18 20 53-54 19 23 16-17 26 17 23-24 10

11 26 51-53 26 19 21 55-56 20 24 18 27-28 18 25-26 11


12 27 54-55 27-28 20 - 57 21 25 19 29-31 19 27-28 12
13 28 56-57 29-30 21 22 58 22 26 20 32 20 29-30 13
14 29 58-59 31-32 22 23 59-60 23 27 21 33-34 21 31-32 14
15 30 60-62 33 23 24 61-62 24 28 22 35-36 22-23 33 15

16 - 63 34-35 24 25 63-64 25 29 - 37-38 24 34 16


17 31 64 36-37 25 26 65-66 26 30 23 39-40 25 35 17
18 32 - 38-39 26 27 67-68 27 - - 41-42 26 36 18
19 - 65 40-42 - 28 69-70 - - - 43-45 27-28 - 19

170
Tabela 26 - Cálculo proporcional das somas dos resultados
padronizados
para as subescalas de Realização e Verbal

Soma de 4 Soma de 4
resultados Resultado proporcional resultados Resultado proporcional
padronizados para 5 subtestesª padronizados para 5 subtestesª
41 51
42 53
43 54
4 5 44 55
5 6 45 56
6 8 46 58
7 9 47 59
8 10 48 60
9 11 49 61
10 13 50 63
11 14 51 64
12 15 52 65
13 16 53 66
14 18 54 68
15 19 55 69
16 20 56 70
17 21 57 71
18 23 58 73
19 24 59 74
20 25 60 75
21 26 61 76
22 28 62 78
23 29 63 79
24 30 64 80
25 31 65 81
26 33 66 83
27 34 67 84
28 35 68 85
29 36 69 86
30 38 70 88
31 39 71 89
32 40 72 90
33 41 73 91
34 43 74 93
35 44 75 94
36 45 76 95
37 46
38 48
39 49
40 50

ª Para determina o resultado proporcional para 5 subtestes, se apenas existirem totais para quatro subtestes, multiplicar a
soma dos resultados padronizados desses quatro subtestes por 1.25.
Tabela 27 - Conversão da soma dos resultados padronizados em QI:
Subescala Verbal
Soma dos Intervalo Soma dos Intervalo
resultados QI Percentil de confiança resultados QI Percentil de confiança
padronizados 90% 95% padronizados 90% 95%
5 45 < 0.1 43-54 42-55 51 102 55 98-108 95-109
6 46 < 0.1 44-55 42-56 52 103 58 97-109 96-110
7 47 < 0.1 44-56 43-57 53 104 61 98-109 97-111
8 48 < 0.1 45-57 44-58 54 106 65 100-111 99-112
9 49 < 0.1 46-58 45-59 55 107 68 101-112 100-113
10 50 < 0.1 47-59 46-60 56 109 72 103-114 102-115
11 51 0.1 48-60 47-61 57 110 75 104-115 103-116
12 52 0.1 49-61 48-62 58 111 77 105-116 104-117
13 53 0.1 50-62 49-63 59 112 79 106-117 104-118
14 54 0.1 51-62 50-64 60 113 81 107-118 105-119
15 55 0.1 52-63 51-65 61 115 84 108-120 107-121
16 56 0.2 53-64 52-65 62 116 86 109-121 108-122
17 57 0.2 54-65 53-66 63 117 87 110-122 109-123
18 58 0.3 55-66 54-67 64 118 88 111-123 110-124
19 59 0.3 56-67 55-68 65 120 91 113-125 112-126
20 60 0.4 57-68 56-69 66 121 92 114-125 113-127
21 61 0.5 58-69 57-70 67 121 92 114-125 113-127
22 62 0.6 59-70 57-71 68 122 93 115-126 114-127
23 63 0.7 60-71 58-72 69 123 94 116-127 115-128
24 64 0.8 60-72 59-73 70 125 95 118-129 117-130
25 65 1 61-73 60-74 71 127 96 120-131 119-132
26 66 1 62-74 61-75 72 128 97 121-132 120-133
27 67 1 63-75 62-76 73 129 97 122-133 120-134
28 68 2 64-76 63-77 74 131 98 123-135 122-136
29 69 2 65-77 64-78 75 133 99 125-137 124-138
30 71 3 67-78 66-80 76 134 99 126-138 125-139
31 72 3 68-79 67-80 77 135 99 127-139 126-140
32 74 4 70-81 69-82 78 137 99.3 129-140 128-142
33 76 5 72-83 71-84 79 138 99.4 130-141 129-143
34 78 7 74-85 73-86 80 140 99.6 132-143 131-144
35 80 9 76-87 74-88 81 141 99.7 133-144 132-145
36 81 10 76-88 75-89 82 143 99.8 135-146 134-147
37 82 11 77-88 76-90 83 145 99.9 137-148 136-149
38 83 13 78-90 77-91 84 147 99.9 138-150 137-151
39 84 14 79-91 78-92 85 149 99.9 140-152 139-153
40 86 18 81-93 80-94 86 151 >99.9 142-154 141-155
41 87 19 82-93 81-95 87 152 >99.9 143-155 142-156
42 88 21 83-94 82-96 88 153 >99.9 144-156 143-157
43 90 25 85-96 84-97 89 154 >99.9 145-156 144-158
44 92 30 87-98 86-99 90 155 >99.9 146-157 145-159
45 94 34 89-100 88-101 91 156 >99.9 147-158 146-159
46 95 37 90-101 89-102 92 157 >99.9 148-159 147-160
47 96 39 91-102 89-103 93 158 >99.9 149-160 148-161
48 97 42 91-103 90-104 94 159 >99.9 150-161 149-162
49 99 47 93-105 92-106 95 160 >99.9 151-162 150-163
50 100 50 94-106 93-107
Tabela 28 - Conversão da soma dos resultados padronizados em QI:
Subescala de Realização
Soma dos Intervalo Soma dos Intervalo
resultados QI Percentil de confiança resultados QI Percentil de confiança
padronizados 90% 95% padronizados 90% 95%
5 45 < 0.1 43-55 42-56 51 100 50 94-106 93-107
6 46 < 0.1 44-56 43-57 52 101 53 95-107 94-108
7 47 < 0.1 45-57 44-58 53 103 58 97-109 96-110
8 48 < 0.1 46-58 44-59 54 104 61 98-110 97-111
9 49 < 0.1 46-59 45-60 55 106 65 99-112 98-113
10 50 < 0.1 47-60 46-61 56 108 70 101-114 100-115
11 51 0.1 48-61 47-62 57 109 73 102-114 101-116
12 52 0.1 49-61 48-63 58 111 77 104-116 103-117
13 53 0.1 50-62 49-63 59 112 79 105-117 104-118
14 54 0.1 51-63 50-64 60 114 82 107-119 106-120
15 55 0.1 52-64 51-65 61 115 84 108-120 107-121
16 56 0.2 53-65 52-66 62 116 86 109-121 108-122
17 57 0.2 54-66 53-67 63 117 87 110-122 109-123
18 58 0.3 55-67 54-68 64 118 88 111-123 110-124
19 59 0.3 56-68 55-69 65 119 90 112-124 110-125
20 60 0.4 57-69 56-70 66 121 92 113-126 112-127
21 61 0.5 58-70 57-71 67 122 93 114-127 113-128
22 62 0.6 59-71 57-72 68 124 94 116-128 115-130
23 63 0.7 59-72 58-73 69 125 95 117-129 116-130
24 64 0.8 60-73 59-74 70 127 96 119-131 118-132
25 65 1 61-74 60-75 71 128 97 120-132 119-133
26 66 1 62-74 61-76 72 130 98 122-134 121-135
27 67 1 63-75 62-77 73 131 98 123-135 122-136
28 68 2 64-76 63-77 74 133 99 125-137 123-138
29 69 2 65-77 64-78 75 134 99 126-138 124-139
30 71 3 67-79 66-80 76 136 99.2 127-140 126-141
31 72 3 68-80 67-81 77 137 99.3 128-141 127-142
32 73 4 69-81 68-82 78 139 99.5 130-142 129-143
33 75 5 71-83 70-84 79 140 99.6 131-143 130-144
34 77 6 73-85 71-86 80 142 99.7 133-145 132-146
35 79 8 74-87 73-88 81 143 99.8 134-146 133-147
36 80 9 75-88 74-89 82 145 99.9 136-148 135-149
37 81 10 76-88 75-90 83 146 99.9 137-149 136-150
38 82 11 77-89 76-90 84 148 99.9 139-151 137-152
39 83 13 78-90 77-91 85 149 99.9 139-152 138-153
40 84 14 79-91 78-92 86 151 >99.9 141-154 140-155
41 85 16 80-92 79-93 87 152 >99.9 142-154 141-156
42 87 19 82-94 81-95 88 153 >99.9 143-155 142-156
43 88 21 83-95 82-96 89 154 >99.9 144-156 143-157
44 89 23 84-96 83-97 90 155 >99.9 145-157 144-158
45 91 27 86-98 84-99 91 156 >99.9 146-158 145-159
46 92 30 86-99 85-100 92 157 >99.9 147-159 146-160
47 93 32 87-100 86-101 93 158 >99.9 148-160 147-161
48 94 34 88-101 87-102 94 159 >99.9 149-161 148-162
49 96 39 90-102 89-103 95 160 >99.9 150-162 149-163
50 98 45 92-104 91-105

173
Tabela 29 - Conversão da soma dos resultados padronizados em QI:
Escala Completa
Soma dos Intervalo Soma dos Intervalo
resultados QI Percentil de confiança resultados QI Percentil de confiança
padronizados 90% 95% padronizados 90% 95%
10 40 < 0.1 38-46 37-47 56 66 1 63-71 62-72
11 40 < 0.1 38-46 37-47 57 66 1 63-71 62-72
12 41 < 0.1 39-47 38-48 58 67 1 64-72 63-73
13 41 < 0.1 39-47 38-48 59 67 1 64-72 63-73
14 42 < 0.1 40-48 39-49 60 68 2 65-73 64-74
15 42 < 0.1 40-48 39-49 61 68 2 65-73 64-74
16 43 < 0.1 41-49 40-50 62 69 2 66-74 65-75
17 43 < 0.1 41-49 40-50 63 60 2 66-74 65-75
18 44 < 0.1 41-50 41-51 64 70 2 67-75 66-76
19 44 < 0.1 41-50 41-51 65 71 3 68-76 67-77
20 45 < 0.1 42-51 42-52 66 72 3 69-77 68-78
21 45 < 0.1 42-51 42-52 67 73 4 70-78 69-79
22 46 < 0.1 43-52 43-53 68 74 4 71-79 70-80
23 46 < 0.1 43-52 43-53 69 75 5 72-80 71-81
24 47 < 0.1 44-53 44-53 70 76 5 73-81 72-82
25 47 < 0.1 44-53 44-53 71 76 5 73-81 72-82
26 48 < 0.1 45-54 45-54 72 77 6 73-82 73-83
27 48 < 0.1 45-54 45-54 73 77 6 73-82 73-83
28 49 < 0.1 46-55 46-55 74 78 7 74-83 74-84
29 49 < 0.1 46-55 46-55 75 79 8 75-84 75-85
30 50 < 0.1 47-56 47-56 76 80 9 76-85 76-86
31 50 0.1 47-56 47-56 77 80 9 76-85 76-86
32 51 0.1 48-57 48-57 78 81 10 77-86 77-86
33 51 0.1 48-57 48-57 79 82 11 78-87 78-87
34 52 0.1 49-58 49-58 80 82 11 78-87 78-87
35 52 0.1 49-58 49-58 81 83 13 79-88 79-88
36 53 0.1 50-59 50-59 82 84 14 80-89 80-89
37 54 0.1 51-60 50-60 83 85 16 81-90 81-90
38 55 0.1 52-61 51-61 84 85 16 81-90 81-90
39 55 0.1 52-61 51-61 85 86 18 82-91 82-91
40 56 0.2 53-62 52-62 86 87 19 83-92 82-92
41 57 0.2 54-62 53-63 87 88 21 84-93 83-93
42 57 0.2 54-62 53-63 88 89 23 85-94 84-94
43 58 0.3 55-63 54-64 89 90 25 86-95 85-95
44 59 0.3 56-64 55-65 90 90 25 86-95 85-95
45 59 0.3 56-64 55-65 91 91 27 87-95 86-96
46 60 0.4 57-65 56-66 92 92 30 88-96 87-97
47 61 0.5 58-66 57-67 93 93 32 89-97 88-98
48 61 0.5 58-66 57-67 94 94 34 90-98 89-99
49 62 0.6 59-67 58-68 95 95 37 91-99 90-100
50 63 0.7 60-68 59-69 96 95 37 91-99 90-100
51 63 0.7 60-68 59-69 97 96 39 92-100 91-101
52 64 0.8 61-69 60-70 98 97 42 93-101 92-102
53 64 0.8 61-69 60-70 99 97 42 93-101 92-102
54 65 1 62-70 61-71 100 98 45 94-102 93-103
55 65 1 62-70 61-71

174
Tabela 29 - Conversão da soma dos resultados padronizados em QI:
Escala Completa
Soma dos Intervalo Soma dos Intervalo
resultados QI Percentil de confiança resultados QI Percentil de confiança
padronizados 90% 95% padronizados 90% 95%
101 99 47 95-103 94-104 146 137 99.3 132-140 131-141
102 100 50 96-104 95-105 147 137 99.3 132-140 131-141
103 101 53 97-105 96-106 148 138 99.4 133-141 132-142
104 102 55 98-106 97-107 149 139 99.5 134-142 133-143
105 102 55 98-106 97-107 150 140 99.6 135-143 134-144
106 103 58 99-107 98-108 151 141 99.7 136-144 135-145
107 104 61 100-108 99-109 152 142 99.7 137-145 136-146
108 105 63 101-109 100-110 153 143 99.8 138-146 137-147
109 106 65 102-110 101-111 154 144 99.8 138-147 138-148
110 107 68 103-111 102-112 155 145 99.9 139-148 139-149
111 108 70 104-112 103-113 156 146 99.9 140-149 140-150
112 108 70 104-112 103-113 157 147 99.9 141-150 141-150
113 109 72 105-113 104-114 158 148 99.9 142-151 142-151
114 110 75 106-114 105-115 159 149 99.9 143-152 143-152
115 111 77 106-115 106-116 160 150 >99.9 144-153 144-153
116 112 79 107-116 107-117 161 151 >99.9 145-154 145-154
117 113 81 108-117 108-118 162 152 >99.9 146-155 146-155
118 113 81 108-117 108-118 163 153 >99.9 147-156 147-156
119 114 82 109-118 109-118 164 154 >99.9 148-157 147-157
120 115 84 110-119 110-119 165 155 >99.9 149-158 148-158
121 116 86 111-120 111-120 166 156 >99.9 150-159 149-159
122 117 87 112-121 112-121 167 157 >99.9 151-159 150-160
123 118 88 113-122 113-122 168 158 >99.9 152-160 151-161
124 118 88 113-122 113-122 169 159 >99.9 153-161 152-162
125 119 90 114-123 114-123 170 160 >99.9 154-162 153-163
126 120 91 115-124 115-124 171 160 >99.9 154-162 153-163
127 121 92 116-125 115-125 172 160 >99.9 154-162 153-163
128 122 93 117-126 116-126 173 160 >99.9 154-162 153-163
129 123 94 118-127 117-127 174 160 >99.9 154-162 153-163
130 123 94 118-127 117-127 175 160 >99.9 154-162 153-163
131 124 95 119-127 118-128 176 160 >99.9 154-162 153-163
132 125 95 120-128 119-129 177 160 >99.9 154-162 153-163
133 126 96 121-129 120-130 178 160 >99.9 154-162 153-163
134 127 96 122-130 121-131 179 160 >99.9 154-162 153-163
135 127 96 122-130 121-131 180 160 >99.9 154-162 153-163
136 128 97 123-131 122-132 181 160 >99.9 154-162 153-163
137 129 97 124-132 123-133 182 160 >99.9 154-162 153-163
138 130 98 125-133 124-134 183 160 >99.9 154-162 153-163
139 131 98 126-134 125-135 184 160 >99.9 154-162 153-163
140 132 98 127-135 126-136 185 160 >99.9 154-162 153-163
141 132 98 127-135 126-136 186 160 >99.9 154-162 153-163
142 133 99 128-136 127-137 187 160 >99.9 154-162 153-163
143 134 99 129-137 128-138 188 160 >99.9 154-162 153-163
144 135 99 130-138 129-139 189 160 >99.9 154-162 153-163
145 136 99.2 131-139 130-140 190 160 >99.9 154-162 153-163

175
Tabela 30 - Conversão de resultados brutos em idade-teste

Grupo Composição Figuras Completamento Tabuleiro Infor- Compreen- Arit- Voca- Seme- Frases
Normativo Objectos Geométricas Quadrados Labirintos Gravuras dos Animais mação são mética bulário lhanças Memorizadas

3 anos 10 8 5 4-5 6-7 10-13 7 2-3 5 8-9 3 8-9


3 anos 1/4 11 9-11 - 6-7 - 14-16 - 4 - 10 - 10-11
3 anos 1/2 12-13 14-16 7 8-9 8-9 17-21 8-9 6-7 7 12-13 5 13-14
3 anos 3/4 14 18-20 8 - 10 22-26 10 8-9 - 14 6 15

4 anos 15-16 21-23 10-11 10 11-12 27-32 11-12 10-11 - 15 7-8 16


4 anos 1/4 17-18 24-26 12-13 11 - 33-37 - 12-13 9 16 9 17
4 anos 1/2 19-20 27-29 15-17 12 13-14 38-41 13-14 14-15 10 17-18 10-11 -
4 anos 3/4 21 31-34 18-19 13 15-16 42-44 15 17-18 11 19 12 19

5 anos 22 36-37 20-21 14-15 17-18 45-46 - - 12-13 20-21 - 20


5 anos 1/4 - 38-41 22 - - 47-48 17 20 - 22 13-14 21
5 anos 1/2 23 42-44 - 16 19 49 18 21 14 23 15 22
5 anos 3/4 24 45-46 23 17 - 50-51 - 22 15 24 - -

6 anos 25 47-48 24 18 20 52-53 19 23 16 25 16-17 23


6 anos 1/4 - 49-50 25 - - 54 - - 17 26 - 24
Anexo A - Critérios de cotação para os itens de Desenho Geométrico
Utilização das grelhas de correcção

Avaliar se uma linha é recta

Para avaliar se uma linha é recta, usar sempre as barras sombreadas do Set B da grelha de correcção A.
Procurar a barra mais curta na qual caiba a totalidade da linha. Se a linha é mais longa do que a barra mais
comprida do Set B, proceder a uma extrapolação tal como está indicado na Figura 1. Colocar a barra sobre
a linha, de tal maneira que a barra cubra a maior parte possível da linha. Se a totalidade da linha cabe
dentro da barra, a linha é considerada recta. Se a linha ultrapassa, ainda que ligeiramente, os lados da
bitola, ela é considerada como não-recta (cf., na Figura 2, exemplos de linhas rectas e não-rectas).

Figura 1. Extrapolação de uma bitola para medir se uma linha é recta. O ponteado mostra a extrapolação.

Figura 2. Exemplos de linhas rectas e não rectas. A linha “A” é uma linha recta; as linhas “B” e “C” são
consideradas não rectas.

Medição da orientação de uma linha

Antes de mais, escolher o ângulo apropriado na grelha de correcção B. Se a orientação da linha for
horizontal, tal como acontece no Item 8, utilizar o bordo inferior ou o superior da página sobre a qual a
criança desenhou como referência do plano horizontal. Se a orientação da linha for vertical, tal como
acontece no Item 9, utilizar um dos lados da página como referência do plano vertical. Para os Itens 8 e 9
alinhar a linha tracejada que atravessa o ângulo da bitola com o bordo superior, o bordo inferior ou um dos
lados da página, conforme o caso, e alinhar o ponto onde se cruzam os dois ângulos sombreados da bitola
com uma extremidade da linha desenhada (a que for mais favorável). Se a linha fica contida dentro dos
limites do ângulo sombreado, está orientada correctamente. A Figura 3 mostra como proceder a esta
medição para o Item 8 e a Figura 4 indica como medir no caso do Item 9.
Figura 3. Medição do afastamento em relação à horizontal (Item 8). O bordo superior da página sobre a qual a
criança desenhou é alinhado com a linha tracejada do ângulo de 20º. O ponto onde se cruzam os dois
ângulos sombreados da bitola é alinhado com um dos extremos da linha. Uma vez que a linha
desenhada sai fora da zona sombreada, não é considerada horizontal.

Figura 4. Medição do afastamento em ralação à vertical (Item 9). O lado da página sobre a qual a criança
desenhou é alinhado com a linha tracejada do ângulo de 20º. O ponto onde se cruzam os dois ângulos
sombreados da bitola é alinhado com um dos extremos da linha. A linha esquerda é manifestamente
vertical e não precisa de ser medida. A da direita cai fora da zona sombreada e, por isso, não é
considerada vertical.

Para os Itens 10, 11 e 14, proceder do mesmo modo mas colocando o centro da bitola no ponto de
intersecção das linhas, tal como se mostra na Figura 5. Nos Itens 10 e 11 a linha deve ficar contida dentro
dos limites do ângulo sombreado, para se considerar que está orientada correctamente. No Item 14, ao
contrário dos casos anteriores, a linha deve sair do ângulo sombreado, para se considerar que não é nem
horizontal nem vertical.

Figura 5. Medição da orientação nem horizontal nem vertical (Item 14). Usar o bordo superior ou o inferior da
página sobre a qual a criança desenhou como indicação para a horizontal. Usar um dos lados da página
como indicação para a vertical. Alinhar a linha tracejada do ângulo de 10º com a horizontal, como em
“A” ou com a vertical como em “B”. Se a linha cai fora do ângulo sombreado (como nestes dois casos)
considera-se que satisfaz o critério.

178
Para medir a amplitude de afastamento dos lados do quadrado interior em relação aos lados do quadrado
exterior, no Item 15, colocar a linha tracejada do ângulo de 45º sobre um lado do quadrado exterior. O
lado do quadrado interior deve cair no limite da área sombreada, com uma aproximação de 10º (cf. Figura
6).

Figura 6. Medição do afastamento dos lados do quadrado interior (Item 15).

Medição dos hiatos nas linhas

Escolher o ponto ou a barra de tamanho apropriado na grelha A (1 mm no caso do Item 8) e colocá-la no


centro do hiato da linha. Se a linha não toca em ambos os lados do ponto ou da barra, é considerada
interrompida (cf. Figura 7).

Figura 7. Medição de hiatos numa linha (Item 8).

179
Medição dos hiatos nas intersecções, pontos de fechamento ou cantos

Escolher o ponto ou a barra de tamanho apropriado na grelha A (i.e., 3 mm para o ponto de contacto do
Item 10) e colocá-lo na intersecção das duas linhas. Se a linha toca em ambos os lados do ponto ou da
barra, o hiato é aceitável (cf. Figura 8).

Figura 8. Medição de hiatos nas intersecções, pontos de fechamento e cantos.

A, C e E são aceitáveis. B, D e F não são.

Medição dos excedentes

Calcular qual o excedente aceitável com base nos critérios de cotação. Utilizar a régua da grelha B para
medir o excedente (cf. Figura 9). Se o excedente é curvo, deve ser medido de uma extremidade à outra, ao
longo duma linha recta (cf. Figura 10).

180
Figura 9. Medição dos excedentes. Um excedente é um prolongamento para além de um ponto especificado pelos
critérios de cotação.

Figura 10. Medição de um excedente curvo.

Medição do comprimento de linhas curvas ou onduladas

Medir o comprimento da linha de uma extremidade até à outra, ao longo duma linha recta (cf. Figura 11).

181
Figura 11. Medição de linhas curvas (A) ou onduladas (B).

Anotações gerais

Atribuir 1 ponto por cada critério satisfeito pelo desenho. Utilizar as grelhas para estimar se uma linha é
recta e para medir hiatos, ângulos e comprimentos, consoante as necessidades. Se for evidente que uma
característica do desenho satisfaz um critério ou não o preenche, não é necessário utilizar grelha. As
grelhas são usadas para auxiliar a definir casos duvidosos.

Cotação dos Itens 8-16

8. Linha horizontal

• Presença de uma só linha (não incluindo linhas que fazem parte de outras tentativas; se
houver mais do que uma linha, cotar este critério com 0 pontos e considerar a melhor linha na
cotação dos restantes critérios). A linha pode ser curva e/ou conter hiatos, mas não pode ser
fechada.
• A linha tem, pelo menos, 1,2 cm de comprimento. (Se este critério for cotado com 0 pontos,
cotar o último critério para este item também com 0).
• A linha é aproximadamente horizontal (não se desviando mais do que 20º em relação à
horizontal), recta e sem hiatos (não contendo nenhum hiato que exceda 1mm).

 Cotação máxima para o Item 8: 3 pontos

9. Duas linhas verticais

182
• Presença de duas linhas aproximadamente paralelas (as linhas não se intersectam nem estão
na continuação uma da outra; não se consideram linhas fazendo parte de outras tentativas). (Se
estão presentes mais ou menos do que duas linhas na tentativa que está a ser cotada, atribuir 0
pontos aos restantes critérios para este item; se estiverem presentes duas linhas não paralelas,
cotar os restantes critérios).
• As linhas são aproximadamente iguais em comprimento (o comprimento da linha mais
comprida é menor do que uma vez e meia o da linha mais curta).
• A distância entre as linhas é menor do que 75 mm e maior do que 6 mm, em toda a sua
extensão.
• As duas linhas são verticais (nenhuma delas se desvia mais do que 20º em relação à
vertical), rectas e sem hiatos (não contendo nenhum hiato que exceda 1mm).

 Cotação máxima para o Item 9: 4 pontos

10. T invertido

• Duas linhas perpendiculares tocam-se, formando aproximadamente um “T”. (A figura pode


estar orientada em qualquer direcção. Pode haver um hiato no ponto de contacto, não superior a
10 mm, e este pode estar descentrado, não devendo, contudo, o comprimento de um dos
segmentos assim formados ser mais do que quatro vezes superior ao comprimento do outro.
Pode haver um excedente no ponto de contacto, mas este não deve ser superior a 1/4 do restante
comprimento da linha. As linhas podem ser curvas, onduladas ou interrompidas.) Nota: Cotar
os restantes critérios como se a figura estivesse orientada correctamente, a menos que ela esteja
em rotação lateral ou invertida: neste caso, o critério 5, que diz respeito ao ponto de contacto
das linhas, deve ser cotado com 0 pontos. (Se este critério for cotado com 0 pontos, atribuir a
cotação 0 a todos os restantes critérios para este item.)
• As duas linhas são rectas, não interrompidas (não contêm hiatos superiores a 1 mm, sem
contar com os hiatos no ponto de contacto) e de comprimento aproximadamente igual (o
comprimento da linha mais comprida é menor do que uma vez e meia o da linha mais curta).
• Uma das linhas é aproximadamente horizontal (não se desviando mais do que 20º da
horizontal).
• As linhas formam entre si ângulos aproximadamente rectos ( 10º).
• A linha vertical situa-se sobre a horizontal e toca-a aproximadamente no ponto médio (o
comprimento de um dos lados do ponto de contacto é menos do que o dobro do comprimento
do outro lado; se a figura está rodada ou invertida, cotar este critério com 0 pontos).

183
• Não há hiato (superior a 3mm) nem excedente (superior a 1/10 do comprimento da linha
mais curta) no ponto de contacto entre as duas linhas.

 Cotação máxima para o Item 10: 6 pontos

11. Sinal +

• Duas linhas cruzam-se formando aproximadamente um sinal “mais” (uma linha é


horizontal e a outra é vertical, com uma aproximação de 20º; as linhas podem ser curvas,
onduladas ou interrompidas; pode haver um hiato no ponto de intersecção não superior a 10
mm, e este pode estar descentrado, não devendo, contudo, o comprimento de um dos segmentos
assim formados ser mais do que quatro vezes superior ao comprimento do outro). (Se este
critério for cotado com 0 pontos, atribuir a cotação 0 a todos os restantes critérios para este
item.)
• As duas linhas são rectas, não interrompidas (não contêm hiatos superiores a 1 mm, sem
contar com os hiatos na intersecção) e de comprimento aproximadamente igual (o comprimento
da linha mais comprida é menor do dobro do da mais curta).
• Os hiatos no ponto de intersecção das duas linhas não excedem os 3 mm.
• As duas linhas intersectam-se aproximadamente no ponto médio de cada linha (para cada
linha, o comprimento de um dos lados da intersecção é menos do que o dobro do comprimento
do outro lado).

 Cotação máxima para o Item 11: 4 pontos


12. Círculo e triângulo

• Presença de duas figuras fechadas (hiato no fechamento não superior a 5 mm), ainda que
possam não ser reconhecidas como um círculo e um triângulo. Admitir casos em que o
fechamento de uma das figuras se faz pelo contacto com a outra figura. (Se estivessem

184
presentes mais ou menos do que duas figuras, atribuir a cotação 0 a todos os restantes critérios
referentes a este item).

Círculo
• A figura é mais circular do que oval (o diâmetro mais longo da figura tem um comprimento
menor do que duas vezes o do diâmetro mais curto) (cf. Figura 12); Desenhos em espiral ou não
circulares, tais como os da Figura 13, são cotados com 0 pontos. (Se este critério for cotado
com 0 pontos, atribuir a cotação 0 aos restantes critérios referentes ao círculo e passar à cotação
do triângulo).
• A figura circular não contém mais do que uma secção côncava ou convexa (angulosa) (cf.
Figura 14).
• A figura circular não contém hiatos (superiores a 3 mm) ou excedentes (o desenho não se
prolonga para além do ponto de fechamento por uma distância superior a 1/10 do comprimento
do diâmetro mais curto).
• A linha vertical situa-se sobre a horizontal e toca-a aproximadamente no ponto médio (o
comprimento de um dos lados do ponto de contacto é menos do que o dobro do comprimento
do outro lado; se a figura está rodada ou invertida, cotar este critério com 0 pontos).
• Não há hiato (superior a 3mm) nem excedente (superior a 1/10 do comprimento da linha
mais curta) no ponto de contacto entre as duas linhas.

Figura 12. Figuras ovais e circulares. O diâmetro maior da Figura A tem mais do dobro do comprimento do
diâmetro menor. Assim, a Figura A receberia 0 pontos pelo segundo critério do Item 12. O diâmetro
maior da Figura B tem menos do dobro do comprimento do diâmetro menor. Assim, a Figura B
receberia 1 ponto por este critério.

Figura 13. Representação de uma espiral (Item 12).

185
Figura 14. Secções côncavas e angulosas (Item 12).

Triângulo
• Três linhas reúnem-se numa figura triangular (os cantos podem ser redondos ou conter
hiatos não superiores a 5 mm; as linhas podem ser curvas, onduladas ou interrompidas). (Se
este critério for cotado com 0 pontos, atribuir a cotação 0 aos restantes critérios referentes ao
triângulo; se este critério ou o primeiro critério referente ao círculo for cotado com 0 pontos,
atribuir a cotação 0 aos critérios da “relação entre círculo e triângulo”).
• As linhas são rectas e sem hiatos (não contendo nenhum hiato que exceda 1 mm, sem
contar com os hiatos nos pontos de contacto).
• Pelo menos dois dos cantos são angulares em vez de arredondados e nenhum deles
ultrapassa os 90º (com uma aproximação de 10º; se o terceiro canto não forma um ângulo
nítido, fazer uma extrapolação, tal como é demonstrado na Figura 15).
• Não há hiatos (superiores a 3mm) nem excedentes (nenhuma das linhas se prolonga por
uma distância superior a 1/10 do comprimento do lado mais curto) nos cantos.

Figura 15. Extrapolação de um canto para medir o ângulo (Item 12).

Relação entre o círculo e o triângulo


• O triângulo situa-se à direita do círculo, de modo a que nenhum ponto do triângulo cruze o
diâmetro vertical imaginário do círculo (cf. Figura 16).
• Um dos ângulos do triângulo toca, penetra ou aponta na direcção do círculo, com um hiato
ou penetração não superior a 3 mm (cf. Figura 17). Caso o ângulo não esteja perfeitamente
desenhado, extrapolá-lo tal como se mostra na Figura 15.

186
• Os pontos mais baixos do círculo e do triângulo situam-se sobre o mesmo plano horizontal
(com uma aproximação de 20º relativamente à horizontal; cf. Figura 18).

Figura 16. Cotação do primeiro critério para avaliar a relação entre o círculo e o triângulo do Item 12. Embora o
triângulo esteja à direita do círculo, ele cruza o diâmetro vertical do círculo (indicado pela linha
tracejada). Assim, este critério é cotado com 0 pontos.

Figura 17. Avaliar se o triângulo toca, penetra ou aponta para o círculo (Item 12). Embora dois ângulos do
triângulo da Figura A estejam próximos do círculo, não apontam para ele. A Figura A receberia 0
pontos pelo segundo critério da “relação entre círculo e triângulo”. A Figura B receberia 1 ponto pelo
mesmo critério.

187
Figura 18. Medição do afastamento de uma parte do desenho em relação ao plano horizontal (Item 12). A
horizontal (indicada pela linha inferior tracejada) é a linha paralela ao bordo superior ou inferior da
folha onde a criança desenhou, e sobre a qual repousa o ponto mais baixo da figura. A linha de
afastamento é traçada entre o ponto mais baixo da figura inferior (o círculo nas Figuras A e C; o
triângulo nas Figuras B e D) e o ponto mais baixo da figura superior. Medir o ângulo formado entre o
plano horizontal e a linha de afastamento.

188
 Cotação máxima para o Item 12: 11 pontos

13. Quadrado

• Presente uma figura formada por quatro linhas e quatro cantos. A figura é
aproximadamente quadrada. (Pode ser rectangular, em forma de losango ou de qualquer outra
figura com quatro lados; os lados podem ser curvos, ondulados ou interrompidos; os cantos
podem ser arredondados ou conter hiatos (cf. Figura 19). (Se este critério for cotado com 0
pontos, atribuir a cotação 0 a todos os restantes critérios para este item.)
• A figura no seu conjunto não está rodada mais do que 30º (cf. Figura 20).
• As quatro linhas são rectas e não interrompidas (nenhuma das linhas contém hiatos que
excedam 1 mm, sem contar com os hiatos nos cantos).
• As linhas são aproximadamente iguais em comprimento (o comprimento da linha mais
comprida é menos de uma vez e meia o da linha mais curta).
• Pelo menos três dos cantos são ângulos rectos distintos ( 10º; nem curvos nem
interrompidos).

189
• Não há hiatos (superiores a 3 mm) nem excedentes (superiores a 1/10 do comprimento da
linha mais curta) nos cantos.

Figura 19. “Quadrados” aceitáveis (Item 13 e Item 15). Estas figuras receberiam 1 ponto pelo primeiro critério de
cotação dos Itens 13 e 15. Os cantos arredondados, as linhas onduladas ou curvas e os hiatos não são
penalizados.

Figura 20. Rotação do desenho (Item 13). A Figura A receberia a cotação 0 pelo segundo critério do Item 13, já
que o todo apresenta uma rotação superior a 30º. As Figuras B e C receberiam cada uma 1 ponto por
este critério; embora contenham algumas partes orientadas incorrectamente, no seu conjunto não estão
rodadas.

 Cotação máxima para o Item 13: 6 pontos

14. X

• Duas linhas cruzam-se em forma aproximada de “X” (nenhuma das linhas está a menos de
10º da horizontal ou da vertical, as linhas podem ser curvas, onduladas ou interrompidas; pode
haver um hiato no ponto de intersecção (não superior a 10 mm) e este pode estar descentrado,

190
não devendo, contudo, o comprimento de um dos segmentos assim formados ser mais do que
quatro vezes superior ao comprimento do outro). (Se este critério for cotado com 0 pontos,
atribuir a cotação 0 a todos os restantes critérios para este item.)
• As duas linhas são rectas e não interrompidas (não contém hiatos superiores a 1 mm).
• As linhas têm comprimento aproximadamente igual (o comprimento da linha mais
comprida é menos de uma vez e meia o da linha mais curta).
• As duas linhas cruzam-se aproximadamente no ponto médio de cada linha (para as duas
linhas, o comprimento de um dos lados da intersecção é menos do que uma vez e meia o
comprimento do outro lado).

 Cotação máxima para o Item 14: 4 pontos

15. Quadrado dentro de quadrado

• Estão presentes duas figuras, cada uma delas formada por quatro linhas e quatro cantos. A
figura mais pequena está situada no interior da maior, mas pode exceder a maior nos pontos de
contacto (as figuras podem ser rectangulares, em forma de losango ou de qualquer outra figura
com quatro lados; os lados podem ser curvos, ondulados ou interrompidos; os cantos podem ser
arredondados ou conter hiatos). (Se este critério for cotado com 0 pontos, atribuir a cotação 0 a
todos os restantes critérios para este item.)

Quadrado grande
• As quatro linhas do quadrado exterior são rectas, não interrompidas (nenhuma das linhas
contém hiatos que excedam 1 mm, sem contar com os hiatos nos cantos) e aproximadamente
iguais em comprimento (o comprimento da linha mais comprida é menos de uma vez e meia o
da linha mais curta).
• Pelo menos três dos cantos são ângulos rectos distintos ( 10º; nem curvos nem
interrompidos).
• Não há hiatos (superiores a 3 mm) nem excedentes (superiores a 1/10 do comprimento da
linha mais curta) nos cantos.

Quadrado pequeno
• As quatro linhas do quadrado interior são rectas, não interrompidas (nenhuma das linhas
contém hiatos que excedam 1 mm, sem contar com os hiatos nos cantos) e aproximadamente

191
iguais em comprimento (o comprimento da linha mais comprida é menos de uma vez e meia o
da linha mais curta).
• Pelo menos três dos cantos são ângulos rectos distintos ( 10º; nem curvos nem
interrompidos).
• Não há hiatos (superiores a 3 mm) nem excedentes (superiores a 1/10 do comprimento da
linha mais curta) nos cantos.

Relação entre os quadrados


• Pelo menos duas linhas do quadrado interior formam um ângulo de 45º ( 10º) com uma
linha do quadrado exterior (cf. Figura 6).
• Nenhum dos lados do quadrado interior é paralelo (com uma aproximação de 10º) aos lados
do quadrado exterior.
• Pelo menos dois dos cantos do quadrado interior apontam para, tocam ou ultrapassam o
ponto médio dos lados do quadrado exterior, dentro dos limites de 5 mm (cf. Figura 21).
• Os quatro cantos do quadrado interior apontam para, tocam ou ultrapassam o ponto médio
dos lados do quadrado exterior, dentro dos limites de 5 mm (cf. Figura 21).
• Não há mais de 3 mm entre os lados do quadrado exterior e os cantos do quadrado interior,
e nenhum dos cantos do quadrado interior ultrapassa o quadrado exterior em mais de 3 mm (cf.
Figura 22).

Figura 21. Medição dos pontos médios do quadrado exterior (Item 15). Os cantos do quadrado interior devem
apontar para os pontos médios dos lados do quadrado exterior dentro dos limites de 5 mm. Na Figura A,
um canto do quadrado interior satisfaz este critério; na Figura B, dois cantos satisfazem este critério.

192
Figura 22. Hiatos e excedentes nos pontos de contacto do quadrado interior com os lados do quadrado exterior
(Item 15). A Figura A mostra um hiato superior a 3 mm entre o canto superior do quadrado interior e o
lado do quadrado exterior. Na Figura B, o canto superior do quadrado interior excede o quadrado
exterior em mais de 3 mm.

 Cotação máxima para o Item 15: 12 pontos

16. Hexágono alongado

• Presença de uma figura alongada (a dimensão maior da figura tem que ter pelo menos o
triplo do comprimento da mais pequena), aproximadamente “hexagonal”. A figura deve ter um
ângulo em pelo menos uma das extremidades (podendo este ser formado ou por linhas que não
as mais longas, ou pela aproximação e intersecção daquelas linhas; neste último caso, as duas
linhas, e não uma só, devem aproximar-se para formar o ângulo) (cf. Figura 23). (Se este
critério for cotado com 0 pontos, atribuir a cotação 0 a todos os restantes critérios para este
item.)
• Estão presentes duas linhas e estas são horizontais (nenhuma delas se desvia da horizontal
mais de 10º) e aproximadamente paralelas (cf. Figura 24).
• Presença de pelo menos cinco linhas, rectas e sem hiatos (nenhuma das linhas contém
hiatos superiores a 1 mm, sem contar com os das intersecções das linhas).
• Pelo menos uma das extremidades é formada por duas linhas (diferentes das horizontais)
que se encontram para formar um ângulo (cf. Figura 25).
• As duas extremidades são formadas por duas linhas, diferentes das horizontais (cf. Figura
25), que se encontram para formar um ângulo, e pelo menos um dos ângulos é recto ( 10º).
• Os dois ângulos das extremidades são rectos ( 10º).

193
• Presentes seis ângulos distintos (três em cada extremidade), apontados para o exterior.
• Quatro ou mais dos pontos de intersecção das linhas não contêm hiatos (superiores a 3 mm)
nem excedentes (nenhuma das linhas se prolonga para além da intersecção por uma distância
superior a 1/10 do comprimento da linha mais curta).

Figura 23. A. Figuras “hexagonais” alongadas aceitáveis (Item 16). Embora estas figuras não tenham 6 lados,
evocam um hexágono alongado e pelo menos uma das extremidades é angular. Receberiam cada uma 1
ponto pelo primeiro critério. B. Figuras não-aceitáveis (Item 16).

Figura 24. Figuras contendo linhas paralelas que não se cruzam (Item 16).

194
Figura 25. Avaliação da formação de ângulos nas extremidades (Item 16). A Figura A contém duas linhas
paralelas que curvam ligeiramente e depois se cruzam. Recebe 0 pontos pelo quarto critério do Item 16
porque os ângulos das extremidades são formados pela intersecção das linhas paralelas. A Figura B
contém, nas extremidades, ângulos que são formados por linhas adicionais (e não as linhas paralelas) e
por isso recebe 1 ponto por esse critério.

 Cotação máxima para o Item 16: 8 pontos

195
196
Anexo B - Critérios de cotação para o subteste Labirintos
Erros

No subteste Labirintos consideram-se três tipos de erros. Os erros ocorrem quando a criança sai do
caminho correcto, e cada um destes desvios é cotado como um erro distinto.

• O primeiro tipo de erro ocorre quando o traçado entra num caminho sem saída. O entrar
num caminho sem saída é definido pelo claro cruzar de uma linha imaginária situada à entrada
do caminho sem saída (cf. Figura 1). Todo o deambular por um caminho sem saída ou entrada
num dos seus ramos faz parte do mesmo erro; contudo, se o traçado volta ao caminho correcto e
depois torna a entrar no caminho sem saída, é contado um segundo erro (cf. Figura 2).

Figura 1. Entrada por um caminho sem saída. O primeiro desvio do caminho correcto (legendado como “erro”) é
uma entrada óbvia num caminho sem saída e, por isso, conta como um erro. O desvio legendado “não
há erro” é um excesso e, portanto, não é contado como erro.

Figura 2. Cotação de traçados múltiplos no mesmo caminho de saída. Em A, só é contado um erro porque, embora
o traçado deambule dentro do caminho de saída, não sai e volta a entrar nesse caminho. Em B, o
traçado entra num caminho sem saída, volta ao caminho correcto e depois torna a entrar no caminho
sem saída: são contados dois erros.

As entradas em caminhos sem saída são cotadas duma forma rigorosa, sem qualquer tolerância em relação
a deslizamentos do lápis devidos a uma coordenação pobre. Contudo, se o traçado da criança aflora a
entrada do caminho sem saída, sem que seja facilmente discernível se realmente entrou ou não, tal não é
considerado erro.

197
• Um segundo tipo de erro consiste em atravessar claramente uma parede para entrar num
caminho sem saída (cf. Figura 3). Considerar que ocorreu um erro de cada vez que o traçado
atravessa uma parede e entra por um caminho sem saída.

Figura 3. Atravessar uma parede e entrar num caminho de saída. Em A, o traçado atravessa a parede mas a porção
de caminho eliminada é pequena; o labirinto é considerado bem sucedido mas com um erro. Em B, o
traçado atravessa uma parede eliminando, assim, uma porção significativa do caminho correcto
(indicada pela linha tracejada); o labirinto é considerado fracassado.

• O último tipo de erro consiste em atravessar claramente uma parede de modo a que o
traçado, embora não entre num caminho sem saída, se desvie do caminho correcto, quer
entrando por outro caminho aberto (cf. Figura 4), quer abandonando o labirinto num sitio
diferente do objectivo (cf. Figura 5). Considera-se que ocorreu este tipo de erro mesmo quando
o traçado acompanha o caminho correcto, mas pelo exterior (cf. Figura 6).

Figura 4. Atravessar uma parede e entrar num caminho aberto. Em A, conta-se um erro porque o traçado atravessa
a parede em direcção a um caminho aberto; o labirinto é considerado bem sucedido porque apenas uma
pequena porção do caminho correcto foi eliminada. Em B, o corte através da parede elimina uma parte
importante do trajecto correcto; o labirinto é considerado fracassado.

198
Figura 5. Abandonar o labirinto num ponto diferente do objectivo. É contado um erro porque o traçado atravessa a
parede e abandona o labirinto. O corte através da parede para voltar a entrar no caminho correcto não
conta como erro.

Figura 6. Acompanhar o trajecto, mas fora das paredes.

Se o traçado passa através de uma parede para voltar a entrar no caminho correcto, o corte para reentrar (e
só esse) não é contado como erro (cf. Figura 5).

Se, ao atravessar uma parede, a criança elimina uma porção significativa do caminho correcto, o labirinto
é considerado fracassado (cf. Figuras 3B e 4B).

Excepções

Quando o traçado aflora a entrada de um caminho sem saída ou atravessa uma parede como resultado
evidente de um excesso, não contar um erro (cf. Figuras 1 e 7). Os excessos ocorrem habitualmente nos
cantos (cortar cantos) e no fim dos caminhos; são pequenos desvios do caminho correcto. Se o traçado
atravessa uma parede e continua fora do caminho correcto por uma distância de 1,2 cm ou superior, tal é
considerado como erro e não como excesso. Se o traçado se sobrepuser à parede, sem propriamente a
atravessar, tal não conta como erro.

Figura 7. Excesso.

199
Cortar cantos e levantar o lápis não são considerados como erros.

Nota: Erros corrigidos espontaneamente são tratados como erros, neste teste. Todo o traçado da criança,
independentemente do seu objectivo, é tido em conta na cotação.

Fracassos

Para além da contagem dos erros, cada labirinto é avaliado como bem ou mal sucedido. Um labirinto é
considerado mal sucedido ou fracassado (cotação de 0) quando ocorre qualquer uma das falhas seguintes:

• O número de erros excede o número permitido.


• O tempo de execução da criança excede o tempo limite para o labirinto.
• A criança pára 1,2 cm ou mais antes da saída ou falha a saída (falsa saída: cf. Figuras 8, 9 e
10).
• O traçado da criança começa a 1,2 cm ou mais do ponto de partida (falsa partida: cf.
Figuras 11, 12 e 13).
• O traçado da criança atravessa uma parede para alcançar a saída, eliminando, assim, uma
porção significativa do labirinto (cf. Figuras 3B e 4B).

Figura 8. Falsa saída – traçado incompleto. O traçado está correcto mas não atinge claramente a saída nem sequer
dá a volta final. O labirinto é considerado fracassado.

Figura 9. Falsa saída – caminho sem saída. Embora o traçado esteja correcto e não seja eliminada nenhuma porção
do trajecto, no final entra por um caminho sem saída e não abandona completamente o labirinto. Este é
considerado fracassado.

200
Figura 10. Saída correcta. Embora o traçado entre por um caminho sem saída no final, tal não é penalizado mas é
considerado um excesso à saída. O labirinto é considerado bem sucedido.

Figura 11. Falsa partida. O labirinto é considerado fracassado porque o traçado começa a mais de 1,2 cm do ponto
de partida.

Figura 12. Falsa partida. O labirinto é considerado fracassado porque o traçado atravessa uma parede para entrar
num caminho sem saída, logo no início, omitindo uma parte significativa do percurso.

Figura 13. Falsa partida. Embora o traçado não comece convenientemente no ponto de partida e atravesse uma
parede para entrar num caminho sem saída logo no início, passa pela área exterior contígua ao ponto de
partida e não omite nenhuma porção do caminho correcto. É contado um erro pelo caminho sem saída
mas o labirinto não é fracassado por falsa partida.

201
Anexo C - Interpretação WPPSI-R
PASSO 1: Interpretação do QI Escala Completa

Escala QI Intervalo Confiança Percentil Categoria Descritiva


90% ou 95%
Escala Completa
Verbal
Realização

PASSO 2: Discrepância QI Verbal / QI Realização

QIV QIR ≠ Significância Significância Não Existe uma ≠


(p<.01) (p<.05) significante significativa?

15 ou mais 11-14 0-10 SIM NÃO

Caixa Decisão Passo 2


Se a resposta para o Passo 2 for NÃO, então Primeiro explicar o significado de não existir
não existe ≠ significativa entre QI Verbal e QI ≠ significativa entre as escalas. Seguir para
Realização o PASSO 4
Se a resposta para o Passo 2 for SIM, então Continuar no PASSO 3
existe ≠ significativa entre QI Verbal e QI
Realização

PASSO 3: Discrepância QIV / QIR é demasiada elevada?

Discrepância % crianças normais Valores para a Discrepância entre QIV e


QIV / QIR que apresentam discrepância ser QIR demasiada elevada?
discrepância considerada elevada (mínimo 20 pontos)
Extremo 15% 20 SIM NÃO
Extremo 10% 22
Extremo 5% 26
Extremo 2% 32
Extremo 1% 36

203
Caixa Decisão Passo 3
Se EXISTIR ≠ demasiada A discrepância deve ser Explicar o significado da ≠
elevada interpretada entre as escalas. Seguir para
o PASSO 5
Se NÃO existir ≠ Determinar se as ≠ entre Rever os scatters examina-
demasiada elevada QIV/QIR são dos no PASSO 4 de forma a
interpretáveis realizar uma interpretação
global

PASSO 4: É possível interpretar a discrepância entre QI Verbal e QI Realização?

Escala Verbal
A. Existe um scatter anormal na Escala Verbal? Cálculo da amplitude
Resultado + Resultado + ≠ Scatter Não Existe uma ≠
alto do QIV baixo do QIV anormal anormal significativa?
7 ou mais 0-6 SIM NÃO

Escala Realização
B. Existe um scatter anormal na Escala Realização? Cálculo da amplitude
Resultado + Resultado + ≠ Scatter Não Existe uma ≠
alto do QIR baixo do QIR anormal anormal significativa?
8 ou mais 0-7 SIM NÃO

Caixa Decisão Passo 4


Se a resposta para todo o A discrepância entre QIV Explicar o significado da ≠
Passo 4 (questões A e B) e QIR é interpretável entre as escalas. Seguir para
for NÃO o PASSO 5
Se a resposta para uma ou A discrepância entre QIV Examinar a discrepância
mais questões no Passo 4 e QIR provavelmente não entre ICV e IOP
for SIM deve ser interpretada prosseguindo no PASSO 3

Nota: Se for observada a existência de uma diferença significativa entre QIV/QIR ou nas amplitudes, o QI
Escala Completa não deve ser interpretada com representação significativa da performance global
individual

204
PASSO 5: Interpretação dos Subtestes (Forte ou Fraco)

Discrepância
QIV/QIR
0-19 média de todos subtestes Média Global Média arredondada

média de todos subtestes Média Subtestes


verbais Verbais Média arredondada
20 ou mais e também
média de todos subtestes Média Subtestes
realização Realização Média arredondada

Subteste Resultado Média ≠ ≠ significativa Forte ou Fraco Percentil


Verbal padr. arred. (+ ou -) (tabela 1)
Informação ±3
Compreensão ±3
Aritmética ±3
Vocabulário ±3
Semelhanças ±3
Frases ±3
Memorizadas

Subteste Resultado Média ≠ ≠ significativa Forte ou Fraco Percentil


Realização padr. arred. (+ ou -) (tabela 1)
Composição ±4
Objectos
Figuras ±3
Geométricas
Quadrados ±3
Labirintos ±4
Completamento ±3
Gravuras
Tabuleiro dos ±4
Animais

205
PASSO 6: Hipóteses acerca dos Subtestes (Forte ou Fraco)
Interpretação dos subtestes de acordo com as suas competências
Tabela 1. Correspondência de Percentil a Resultados Padronizados

Percentil Resultados Padronizados QI

99.9 19 145
99.6 18 140
99 17 135
98 16 130
95 15 125
91 14 120
84 13 115
75 12 110
63 11 105
50 10 100
37 9 95
25 8 90
16 7 85
9 6 80
5 5 75
2 4 70
1 3 65
0.4 2 60
0.1 1 55

206

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