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Relatorio Final Embrapa

O projeto investiga o efeito de diferentes densidades de palmeiras de babaçu na produção de biomassa de capim massai em um sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Os resultados indicam que densidades mais altas de palmeiras favorecem o acúmulo de biomassa total e verde, enquanto densidades mais baixas limitam a produção. O estudo foi realizado na Fazenda Jataí, em Itapecuru-Mirim (MA), e busca otimizar a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

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Relatorio Final Embrapa

O projeto investiga o efeito de diferentes densidades de palmeiras de babaçu na produção de biomassa de capim massai em um sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Os resultados indicam que densidades mais altas de palmeiras favorecem o acúmulo de biomassa total e verde, enquanto densidades mais baixas limitam a produção. O estudo foi realizado na Fazenda Jataí, em Itapecuru-Mirim (MA), e busca otimizar a sustentabilidade dos sistemas agropecuários.

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1.

Identificação
Projeto: Práticas Agropecuárias para Inovação de Sistemas de Integração Lavoura
Pecuária-Floresta Utilizando o Babaçu como Componente Florestal. Subtítulo: Efeito
de Diferentes Densidades de Palmeiras de Babaçu na Produção de Biomassa de
Pastagem de Capim Massai (Megathyrsus maximus cv. Massai) em Sistema de
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
Número do processo: ([Link].00.00).
Bolsista: Bianca Freitas do Espírito Santo.
Orientador: Dr. Joaquim Bezerra Costa
Local de execução: Fazenda Jataí-Itapecuru-Mirim (MA).
Vigência: 12 meses (setembro de 2024 / agosto de 2025)

2. Introdução

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) configura-se como uma


estratégia sustentável de uso da terra, que integra, em um mesmo espaço físico,
atividades agrícolas, pecuárias e florestais. Essa integração pode ocorrer por meio de
consórcios, rotação ou sucessão de culturas, com o objetivo de ampliar a cooperação
entre os diferentes componentes do agroecossistema. O modelo visa conciliar
conservação ambiental, valorização do trabalho rural e rentabilidade econômica das
atividades produtivas (Balbino et al., 2011).

Sob essa perspectiva, os sistemas ILPF incorporam diferentes arranjos de


produção, compostos por espécies vegetais e animais estruturadas de modo a
favorecer a maximização dos ciclos naturais dos seres vivos envolvidos. Busca-se,
assim, otimizar o uso dos recursos disponíveis e promover o reaproveitamento
eficiente dos resíduos gerados, contribuindo para a sustentabilidade do sistema como
um todo (Balbino et al., 2011).

Nesse contexto, as forrageiras perenes, como os capins tropicais, assumem


papel estratégico que vai além da nutrição animal. Elas contribuem para a ciclagem
de nutrientes após o cultivo de espécies anuais, promovem melhorias na estrutura
física do solo, aumentam o teor de matéria orgânica e fornecem cobertura vegetal
para sistemas de plantio direto. Além disso, auxiliam no controle natural de plantas
daninhas e pragas, favorecendo a manutenção da produtividade agrícola, a redução
de custos de produção e a geração de renda contínua durante o desenvolvimento do
componente florestal (Viana et al., 2013).

Compreender as respostas morfofisiológicas das espécies forrageiras sob


condições de sombreamento é essencial para o desenvolvimento de estratégias de
manejo eficientes em ambientes com restrição de luminosidade (Sousa e Sousa,
2022). Nesse sentido, a seleção adequada de forrageiras desempenha papel
determinante no sucesso dos sistemas ILPF, sendo fundamental que essas espécies
apresentem boa adaptabilidade ao tipo de manejo adotado e às condições
edafoclimáticas locais. (Souza et al., 2020) destacam, por exemplo, a existência de
espécies forrageiras com elevada tolerância ao sombreamento, amplamente
utilizadas em áreas com cobertura arbórea.

A redução da intensidade luminosa provocada pela copa das árvores pode


impactar diretamente o crescimento das forrageiras, levando à ocorrência de
alterações morfofisiológicas, como o alongamento dos colmos, modificação no
comprimento e na área foliar, além da redução na emissão de perfilhos. Essas
mudanças são respostas adaptativas das plantas à limitação de luz e visam otimizar a
interceptação luminosa para a realização da fotossíntese. Contudo, tais adaptações
podem comprometer o desenvolvimento do sistema radicular e a capacidade de
rebrota das plantas, influenciando negativamente a produtividade da pastagem
(Belesky et al., 2011).

Para garantir a eficiência produtiva em sistemas integrados, torna-se


necessário considerar aspectos relacionados à organização espacial dos
componentes, práticas de manejo e, sobretudo, à escolha de espécies forrageiras
capazes de tolerar condições de sombreamento. Isso porque, sob baixa
luminosidade, muitas forrageiras direcionam maior parte de sua energia ao
crescimento da parte aérea, em detrimento do acúmulo de reservas nas raízes, o que
pode atrasar o florescimento e comprometer a produção de biomassa (Almeida et al.,
2012). Além disso, a capacidade de rápida rebrota após cortes ou pastejo é uma
característica desejável em cultivares utilizadas nesse sistema (Neves NETO et al.,
2015; Quintino et al., 2016).

Nesse contexto, o capim-massai (Megathyrsus maximus cv. Massai), originado


do cruzamento entre Panicum maximum e Panicum infestum, lançado
comercialmente em 2001, destaca-se como uma alternativa promissora para sistemas
ILPF. Esta cultivar apresenta boa adaptação a períodos de estiagem, menor
sazonalidade na produção, elevado rendimento de forragem e alta proporção de
folhas em relação aos colmos (Valentin et al., 2001). Além disso, diferencia-se por
sua elevada cobertura do solo, bom desempenho em solos com baixos teores de
fósforo e alta resistência a ambientes com acidez elevada e presença de alumínio,
bem como à cigarrinha-das-pastagens. Seu sistema radicular também se mostra
eficiente em condições edáficas desfavoráveis, com baixa disponibilidade hídrica
(Embrapa, 2001).

Sob essa perspectiva, os sistemas ILPF incorporam diferentes arranjos


produtivos, compostos por espécies vegetais e animais organizadas de modo a
potencializar os ciclos naturais dos organismos envolvidos. Busca-se, assim,
otimizar o uso dos recursos disponíveis e favorecer o reaproveitamento eficiente dos
resíduos gerados, contribuindo para a sustentabilidade do sistema como um todo
(Balbino et al., 2011).

Diante do potencial agronômico do capim-massai e da relevância do


sombreamento no desempenho de forrageiras em sistemas integrados, este estudo
teve como objetivo quantificar a produção de biomassa dessa gramínea e analisar
sua resposta ao cultivo sob diferentes densidades de palmeiras de babaçu (Attalea
speciosa) em um arranjo de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
3. Material e Métodos

O experimento foi implantado na Fazenda Jataí, localizada no município de


Itapecuru Mirim, Maranhão, Brasil, no ano de 2023 (Figura 1). A área experimental
foi dividida em quatro parcelas de 0,8 ha cada. O delineamento utilizado foi o
inteiramente casualizado, com cinco repetições por tratamento.

Os tratamentos consistiram em diferentes densidades de palmeiras de babaçu


(Attalea speciosa), sendo: 0, 30, 60 e 110 palmeiras/ha. A área sem palmeiras foi
utilizada como testemunha. As parcelas experimentais foram implantadas em uma
área originalmente com densidade natural superior a 110 palmeiras/ha, sendo as
densidades desejadas obtidas por meio de raleamento e corte seletivo das palmeiras
adultas, de forma a adequar o número de indivíduos conforme o estabelecido para
cada tratamento.

Figura 1 – Localização da Fazenda Jataí, Itapecuru Mirim – MA


Fonte: Elaboração própria (2024). (Essa foto consta no relatório da Helen e contém o autor)

A forrageira utilizada foi o capim Megathyrsus maximus cv. Massai, com uma
taxa de semeadura de 8 kg de sementes viáveis por hectare. No primeiro ano, o
preparo do solo foi realizado de forma convencional. Com base na análise de solo,
foram aplicadas três toneladas por hectare de calcário dolomítico, seguido de
incorporação por meio de aração e gradagem.

Para todos os tratamentos, inicialmente foi implantada uma lavoura de milho,


com densidade de 60.000 plantas por hectare. O plantio ocorreu durante o período
da safra (chuvoso), utilizando-se uma plantadeira pantográfica de cinco linhas. Na
emergência da terceira para a quarta folha, foi realizada uma dessecação com
aplicação de glifosato e inseticida para controle de pragas. Entre dois e três dias
após, aplicaram-se 300 kg de ureia por hectare e 300 kg de potássio por hectare
(fertilizante N-P-K 20-0-20).

A semeadura do capim foi realizada a lanço, concomitantemente à segunda


adubação de cobertura com ureia protegida, na proporção de 250 kg por hectare,
durante a emergência da quinta para a sétima folha do milho. Todos esses
procedimentos foram executados no segundo ano após a implantação da pastagem,
exceto o plantio da forrageira, que foi realizado em sistema de plantio direto.

A forrageira permaneceu em crescimento livre até o início das coletas, que


ocorreram em 2024. Foram coletadas 2 amostras de forragem aleatoriamente por
parcela, utilizando um quadro de 1 m² (Figura 2). Os cortes foram realizados a 5 cm
do solo (Figura 3).

Figura 2 – Quadro de 1 m² utilizado para coleta de amostras de forragem.


Fonte: Elaboração própria (2024).

Figura 3 – Corte da forragem realizado a 5 cm do solo.


Fonte: Elaboração própria (2024).

Após a coleta, as amostras foram separadas em seus componentes


morfológicos: lâmina foliar, colmo + pseudocolmo e tecidos senescentes (Figura 4).
As plantas invasoras presentes nas parcelas também foram separadas. Em seguida,
todas as amostras foram pesadas para obtenção do peso vivo (peso verde).
Posteriormente, foram secas em estufa com ventilação forçada, à temperatura de
65 °C, por um período de 72 horas, e novamente pesadas para determinação do peso
seco (Figura 5).

Figura 4 – Separação morfológica da amostra: lâmina foliar, colmo + pseudocolmo e tecidos senescentes
Fonte: Elaboração própria (2024).

Figura 5 – Secagem e pesagem das amostras em estufa com ventilação forçada


Fonte: Elaboração própria (2024).
A partir dos dados obtidos, foram determinadas as seguintes variáveis:
biomassa seca de forragem total (BSFT); biomassa seca de forragem verde (BSFV);
biomassa seca de forragem morta (BSFM); biomassa seca de colmos (BSCol);
biomassa seca de folhas (BSFol); biomassa seca de plantas invasoras (BSInv);
relação folha/colmo (F/C); e relação material morto/material verde (MM/MV).

A análise estatística dos dados foi realizada utilizando o software SAS®


(Statistical Analysis System). Para cada característica avaliada, foi aplicada análise
de variância (ANOVA), considerando nível de significância de P<0,5. As médias
foram comparadas por meio do teste de Tukey a 5% de probabilidade.

4. Resultados e Discursões
Tabela 1. Produção de biomassa seca de forragem total (BSFT,Kg/ha), forragem
verde (BSFM, kg/ha) e de plantas invasoras (BSInv, Kg/ha) de pastagem de
capim massai em formação, sob sistema de ILPF com diferentes densidades de
palmeira de babaçu

A produção de biomassa seca de forragem total (BSFT) e de biomassa seca de


forragem verde (BSFV) foi significativamente influenciada pela densidade de
palmeiras de babaçu no sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
Observou-se que as maiores densidades, de 60 e 110 palmeiras/ha, proporcionaram
os maiores valores de BSFT, com médias de 4717,62 kg/ha e 4208,80 kg/ha,
respectivamente. Esses valores diferiram estatisticamente da densidade de 30
palmeiras/ha, que apresentou média de 2016,18 kg/ha, respectivamente,
evidenciando que um maior sombreamento pelas palmeiras favoreceu o acúmulo de
biomassa total da pastagem.

Em relação à biomassa seca de forragem verde (BSFV), a densidade de 60


palmeiras/ha destacou-se com o maior valor (3988,52 kg/ha), superando
significativamente os valores encontrados para as densidades 0 e 30 palmeiras/ha. A
densidade de 110 palmeiras/ha apresentou desempenho intermediário (3531,83
kg/ha), enquanto os menores valores foram registrados em 0 palmeiras/ha (2067,08
kg/ha) e, especialmente, em 30 palmeiras/ha (1663,83 kg/ha), esta última sendo a
menor média observada, o que indica limitação na produção de material verde sob
essa condição.

A produção de biomassa seca de forragem morta (BSFM) e a biomassa seca de


plantas invasoras (BSInv) apresentaram comportamento semelhante. Ambas
atingiram os maiores valores na densidade de 60 palmeiras/ha (772,68 kg/ha),
sugerindo que essa condição favoreceu também o acúmulo de material senescente e
a proliferação de espécies invasoras. Em contraste, a menor densidade (30
palmeiras/ha) apresentou os menores valores tanto de BSFM quanto de BSInv
(373,21 kg/ha para ambas variáveis), o que pode indicar um efeito inibitório sobre a
deposição de material morto e o avanço de plantas não desejáveis. As demais
densidades, 0 e 110 palmeiras/ha, apresentaram valores intermediários de BSFM e
BSInv (variando entre 404,92 kg/ha e 585,57 kg/ha), sem diferirem estatisticamente
entre si.

Dessa forma, os resultados sugerem que a densidade de 110 palmeiras/ha


representa uma condição de equilíbrio mais favorável no sistema ILPF, pois mantém
uma elevada produção de biomassa total (4208,80 kg/ha) e de forragem verde
(3531,83 kg/ha), sem apresentar os aumentos expressivos de biomassa morta e
invasoras verificados na densidade de 60 palmeiras/ha. Ao mesmo tempo, evita as
limitações produtivas observadas na densidade de 30 palmeiras/ha.

Tabela 2. Produção de biomassa seca de colmo BSCol, kg/ha), folha (BSFol, kg/ha),
relação colmo/folha (C/F, Kg/ha) e relação material vivo/ Material morto (MV/MM,
Kg/ha) de pastagem de capim massai em formação, sob sistema de ILPF com
diferentes densidades de palmeiras de babaçu.
A biomassa seca de colmo (BSCol) aumentou progressivamente com a
densidade de palmeiras de babaçu, sendo observado o menor valor na ausência de
palmeiras (761,43 kg/ha) e o maior valor na densidade de 110 palmeiras/ha (1771,8
kg/ha). Os tratamentos com 30 e 60 palmeiras/ha apresentaram valores
intermediários de 884,06 kg/ha e 1569,87 kg/ha, respectivamente. Esses resultados
indicam que o sombreamento moderado favoreceu o crescimento estrutural do
capim massai, refletido no aumento do acúmulo de colmos sob maior cobertura
arbórea.

No que se refere à biomassa seca de folhas (BSFol), a menor média foi


registrada na densidade de 30 palmeiras/ha (787,43 kg/ha), diferindo
estatisticamente das demais. A ausência de palmeiras resultou em produção foliar
intermediária (1305,6 kg/ha), enquanto os maiores valores foram obtidos nas
densidades de 60 e 110 palmeiras/ha, com médias de 2418,76 kg/ha e 2347,00
kg/ha, respectivamente. Esses resultados sugerem que essas densidades
proporcionaram melhor equilíbrio entre luminosidade e competição, promovendo
maior desenvolvimento foliar.

A relação colmo/folha (C/F) foi mais elevada nas densidades de 0 e 60


palmeiras/ha, com médias de 1,76 e 1,53, respectivamente, o que indica maior
proporção de colmos no dossel forrageiro. A densidade de 110 palmeiras/ha
apresentou valor intermediário (1,30), enquanto a menor relação C/F foi observada
na densidade de 30 palmeiras/ha (0,87), evidenciando maior proporção relativa de
folhas. Isso pode representar forragem de melhor qualidade nutricional, embora com
menor produtividade, como observado nos dados de BSFol e BSFT na Tabela 1.

A relação material vivo/material morto (MV/MM) aumentou


significativamente com o incremento na densidade de palmeiras, passando de 3,39
na ausência de babaçu para 4,84 em 30 palmeiras/ha, 6,82 em 60 palmeiras/ha e
atingindo o maior valor de 9,47 na densidade de 110 palmeiras/ha. Esse resultado
reflete maior persistência de tecidos fotossinteticamente ativos e menor acúmulo de
material senescente sob maior sombreamento, o que pode ser atribuído à moderação
microclimática promovida pela copa das palmeiras.

Dessa forma, embora a densidade de 30 palmeiras/ha tenha favorecido a


proporção de folhas (relação C/F mais baixa), a densidade de 110 palmeiras/ha
mostrou-se mais eficiente em promover não apenas a produção de biomassa foliar e
estrutural, mas também a manutenção de material vivo em relação ao morto. Isso
configura essa condição como a mais promissora para a formação e persistência de
pastagens de capim massai em sistemas ILPF com babaçu como componente
florestal.

5. Conclusões

Os resultados obtidos demonstram que a densidade de palmeiras de babaçu


influencia diretamente a produção de biomassa e a estrutura da pastagem de capim
massai em formação sob sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).
Densidades mais elevadas, especialmente de 60 e 110 palmeiras por hectare,
promoveram maior produção de biomassa seca total e verde, com incremento
significativo da biomassa de colmo e folhas, evidenciando que o sombreamento
moderado proporcionado pelo babaçu pode favorecer o crescimento vegetativo do
capim.

A densidade de 60 palmeiras/ha apresentou o maior acúmulo de forragem


verde, mas também esteve associada a maiores quantidades de material morto e
maior presença de plantas invasoras, o que pode representar desafios para o manejo
da pastagem. Por outro lado, a densidade de 110 palmeiras/ha demonstrou-se mais
equilibrada, com alta produtividade, elevada proporção de material vivo em relação
ao morto e menor acúmulo de invasoras, caracterizando um ambiente mais estável e
funcional.

Em contraste, a densidade de 30 palmeiras/ha resultou nos menores valores de


biomassa total e foliar, além de apresentar menor eficiência na conversão da
estrutura da planta em forragem produtiva, mesmo tendo maior proporção relativa
de folhas em relação ao colmo. Já a ausência de palmeiras (0 palmeiras/ha) limitou a
produção de biomassa e resultou em menor relação material vivo/material morto,
indicando menor persistência dos tecidos vegetativos ativos.

Dessa forma, os resultados reforçam a eficácia do capim massai como


forrageira adaptada a sistemas ILPF com presença de babaçu, demonstrando bom
desempenho produtivo e estrutural sob sombreamento moderado a intenso. Sua
capacidade de responder positivamente às condições microclimáticas impostas pela
presença de árvores torna essa gramínea tropical uma alternativa viável e estratégica
para a formação de pastagens produtivas e sustentáveis em ambientes de transição
agroflorestal.

6. Bibliografia

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[Link]
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7. Perspectivas de continuidade ou desdobramento do trabalho


O projeto foi concluído ou será continuado?
8. Outras atividades desenvolvidas no período
Descrever participações em congressos, cursos extracurriculares, etc.
9. Apoio
10. Agradecimentos
Citar pessoas ou instituições que tenham colaborado para a execução do projeto.

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